Havia uma Ponte lá na Fronteira

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1 1 Havia uma Ponte lá na Fronteira CELES

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3 Aparecido Raimundo de Souza 3 Havia uma Ponte lá na Fronteira 2012 São Paulo - SP Editora Sucesso

4 4 Coordenação editorial Denise Barros Revi são Carina Bratt Projeto gráfico e Diagramação eletrônica Celeiro de Escritores Capa Claus Ritter Impressão digital e acabamento Prolgráfica Celeiro de Escritores S719h SOUZA, Aparecido Raimundo de Havia uma ponte lá na fronteira / Aparecido Raimundo de Souza. São Paulo/SP : Ed. Sucesso, p. ; 21 cm. ISBN Literatura brasileira. 2. Contos. I. Souza, Aparecido Raimundo de. II. Título Aparecido Raimundo de Souza BRASIL

5 5 ÍNDICE Caminho sem volta Bichinho arredio Havia uma ponte lá na fronteira Como penso, não sou Três lágrimas Meu anjo Comparações Bizarro Ser mulher é A ceia dos miseráveis Ele A astúcia do cachorro

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7 7 A jornada através das sombras que agora vamos acompanhar poderia ser a nossa jornada. Rod Serling CAMINHO SEM VOLTA ANA ANGÉLICA SENTIA SUA ALMA RÉS AO CHÃO.

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9 9 A cabeça rodopiava por fronteiras indistintas numa bagunça incontrolável. Parecia cindida em mil pedaços. As vistas estavam enfermas embaixo dos óculos de grau vencido. No peito, o coração teimava acelerar descompassado como se alguma coisa anormal o agitasse. As pernas bambeavam, os dedos dos pés doíam apertados dentro dos sapatos de coriáceo vagabundo. Até as roupas que lhe cobriam a nudez pesavam sobre o corpo magro. Atrelado a isso, estranho mal súbito insistia dominar o ambiente como se o universo conspirasse contra e fosse acabar no próximo minuto. Perguntas sem respostas objetivas afloravam em sua mente como água jorrando em nascente. Por que a modorra apática, o medo, a insegurança e a desagradável sensação de fadiga lhe transformando a carcaça em estrupício? Se fosse alguém de idade bastante avançada, até se entenderia... Mas ela, só contava poucos anos de idade... Desde a manhã o dia transcorrera pesado e frio, com a mesma miscelânea circense de sempre. As horas lhe enterraram num sepulcro hostil e inviolável, tal como se a vida lhe tivesse tamponado num buraco fundo e sem retorno. E aquele maldito quarto de pensão desgraçadamente iluminado completava o quadro dantesco da triste e malfadada sina. Tentara, por diversas vezes, Aparecido Raimundo de Souza

10 10 dominar o astral e escapar da turbulência repulsiva que pesava sobre seus costados. Pensara fugir da alienação inconcebível e poderosa, mas o espírito perturbado a colocava em inferioridade estrema, deixando-a totalmente sem forças e carente de carinho e aconchego. Queria colo, atenção e amor. Uma gota de ternura seria o bastante para lhe devolver a felicidade entristecida. As outras ninfetas, nesse meio tempo, zombavam da sua cara, escarniavam pontos frágeis, motejavam de sua posição ridícula. Na verdade, todas elas aguardavam pacientemente a sua entrada nos labirintos obscuros da neurastenia. Com os pensamentos embaralhados e em tumulto desordenado, se questionava aflita, como caíra tão rapidamente naquela incúria, se deixando levar pelo injustificado das incertezas e das horas tediosas da solidão? Onde ficara a vontade de vencer os obstáculos, transpor barreiras e saltar infortúnios inesperados? Sem réplica à altura dessas indagações, Ana Angélica lamentava ter deixado uma nuvem negra pairar sobre sua cabeça, a ponto de dominar sua existência e vegetar ao deus-dará. Afinal de contas, qual o motivo, ou melhor, o que ensejou toda aquela transformação meteórica em sua tão curta jornada? Pôs-se, de repente, a lembrar o passado. Fazia pouco tempo, seu pai lhe colocara no olho da rua. Motivo? Uma

11 11 indesejável gravidez. Até então, Ana Angélica era a melhor filha do mundo. Com a revelação do exame laboratorial feito às pressas, perdeu a posição de princesa para aquele cidadão que gozava de elevada reputação na cidade. Na verdade, a autoridade máxima do judiciário local: o juiz! Como representante da lei, o cidadão precisava dar exemplo. Assim, ao tomar conhecimento da prenhez, o velho genitor virou-lhe as costas mostrando a porta da rua e escancarando a crueldade que começava do portão que se abria para os infortúnios e contratempos da sorte. A decadência se tornou maior, se agigantou no exato momento em que decidiu procurar abrigo na casa do namoradinho que lhe jurara amor eterno. Contudo, Leandro, descendente de tradicional família na cidade, ao saber da novidade (para ele cruel novidade), jogou para o alto a medicina, o consultório, a clínica cardiológica e o comodismo de viver às expensas paternas. Na calada da noite o doutorzinho deixou o lugarejo a horizontes ignorados. Em povoados de extensão limitada não é preciso muito esforço para cair na boca do povo. Envergonhada, sem comida e teto, e, ainda, com a agravante da fuga inesperada do pai da criança, a solução plausível foi embarcar no primeiro trem. Aportou, então, em São Paulo, ou mais precisamente na Estação da Luz. Sem condições de sobrevivência, não demorou a encontrar os guetos do Aparecido Raimundo de Souza

12 12 submundo da prostituição. E neles, Ana mergulhou de cabeça, num voo cego. Bonita, formosa e gentil, não lhe faltavam noitadas regadas a cervejas e bebidas baratas. Os fregueses variavam: ora saia com um marginal, outra carregava para a cama um gringo desses bem nojentos. Às vezes dormia com almofadinhas elegantes, casquilhos vestidos a rigor ou efeminados. A maioria deles drogados e viciados em crack, maconha e cola de sapateiro. O espaço que mediava entre a concepção e o nascimento não interrompia a hora derradeira, ao contrário, diminuía, diminuía, diminuía... Nessa pressa de vida fácil o tempo sempre corre com rapidez impossível. Voava, para Ana Angélica como um Pégaso desgovernado, trotando atabalhoadamente na direção do precipício fatal. Atiçada pela elevada valorização do corpinho esbelto e garboso, a matrona, dona do bordel, não perdia clientes. Longe disso, multiplicava o conjunto de paroquianos como fieis num culto religioso. Os que frequentavam a casa só queriam desfrutar daquela elegante bem proporcionada e sensual, caída dos céus, como um anjo em forma de gente. Por essa razão, a cafetina, conhecida pela alcunha de Maria Padilha, em menos de três semanas adquiriu dois bons apartamentos quitinetes num edifício do tipo balança mas não cai,

13 13 quase ao lado da antiga rodoviária e, de lambuja, comprou um carro novo para desfilar com uma dezena de pupilos que bancava em busca de prazeres carnais. Com a mente ainda em desalinho, e sem um policiamento ostensivo para conter a avalanche de desgraças que atormentava, Ana Angélica continuava a se questionar dessas mudanças bruscas, quando, entrementes, lembrou da arma que a colega de quarto guardava numa cômoda do tempo do ronca. Resoluta, caminhou até ela. Precisava agir rapidamente. Logo a parceira chegaria do programa que saíra para fazer. Abriu a gaveta. Um trinta e oito cano curto, cabo em madre pérola, municiado, descansava entre as calcinhas, sutiãs e uma caixa de sapatos cheia de preservativos. Apanhou o revolver, decidida, firme, resoluta, feições contraídas, o coração quase a saltar peito a fora. Lentamente se acomodou na banqueta diante do espelho com um pedaço de vidro faltando numa das extremidades: Adeus, mundo disse entre palavras entrecortadas de solidão e agonia. Adeus, vida. Pai, mãe, me desculpem!.. Num envolvente ímpeto materno alisou a barriga de modo carinhoso. Cinco meses. Cinco longos meses... Seria um menino ou uma menina? Sem assistência Aparecido Raimundo de Souza

14 14 médica e condições de visitar um ginecologista, o feto sobrevivia a trancos e barrancos. Que nome lhe daria? Como seria o rostinho? Com quem pareceria? Talvez, quem sabe, com ela, ou... Nesse instante amargo, dos seus olhos de menina mulher, rolaram rosto abaixo, lágrimas ligeiras. Lembrouse do pai, e da ultima conversa que tiveram antes de acontecer toda essa bagunça em sua vida: Filha, disse ele a certa altura aequam memento rebus in arrudas servare mentem (*). E, em seguida, concluiu: Aconteça o que acontecer jamais entregue os pontos. Seja forte, lute pela vida, brigue, esperneie, mesmo que todo seu eu interior transpire solidão e agonia... Todavia, agora, era tarde demais. Das palavras sábias do velho pai, só recordações distantes agonizando no peito despedaçado. Perdoe a mamãe, meu neném querido, seja você quem for. Não é certo o que pretendo fazer. Sei que não tenho o direito de decidir pela sua vida. Sei que você não vai entender esse gesto, mas... Será melhor... Será melhor que você não conheça esse lado mau e negro. Saiba que mamãe ama você... Mamãe ama você... Mamãe aaa... O tiro ecoou forte. A bala viajou certeira em busca do

15 15 alvo fácil. Num instante dolorido, o estampido se assemelhou a uma espécie de míssil teleguiado, ao explodir tremendamente perverso dentro do aposento parcamente iluminado. Pessoas danaram a gritar. Maria Padilha esmurrou a porta com vigor. Um cliente que chegava na hora berrou para que alguém acionasse a polícia. Lá dentro, dobrada sobre si mesma, deixando escapar desejos mal resolvidos e envolta numa enorme possa de sangue, Ana Angélica, a querida e desejada dama da noite, metida, agora, numa via de mão única e sem retorno, soltava o derradeiro e lancinante grito de estertor. (*) Lembra-te de manter o ânimo justo nos momentos difíceis. Nota do autor Aparecido Raimundo de Souza

16 16 BICHINHO ARREDIO

17 17 BICHINHO ARREDIO ACHEI VOCÊ NO JARDIM DO MEU OLHAR...

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19 19 Você era a flor mais bonita, a que se destacava das outras, como em alvíçaras, a que sobressaia e brilhava com uma intensidade que nenhum poeta saberia descrever. Havia um beija flor que pairava (lembrava um helicóptero em miniatura) elegante, numa espécie de dança cadenciada. Enquanto batia freneticamente as asas, com o bico, beijava a maciez que lhe evolvia, numa suavidade perene. Depois dava uma volta curta em torno das outras plantas e sumia, de vez, junto com o vento. De repente, de repente você murchou. Ficou abandonada, esquecida. Seu brilho, faiscante de pura magia, se quedou ofuscado. A sensação de bem estar que emanava do seu aroma perdeu o magnetismo. Ninguém mais parou para lhe contemplar, nem o passarinho que vinha de longe ousou se aproximar. Sua elegância impar, num dado momento, se despojou completamente do viço. Você se apagou, por inteira, se fez toda em tristeza, se trancou sem explicação, se enclausurou sem motivos aparentes numa redoma escura. Toda você virou desespero, largada à sorte, ruína de si mesma. Foi ai que me veio à cabeça a ideia maluca de lhe roubar. Você estava estiolada, definhada, o coração partido e sem forças. Movido por esse plano meio doido, levei você pra mim, escondida, como um bandido que age desonestamente e não quer ser pilhado em flagrante. Cuidei, então, Aparecido Raimundo de Souza

20 20 de você, no aconchego da minha casa. Seu corpo, cheio de feridas abertas, se decompunha coberto por chagas e espinhos pontiagudos. Durante meses, reguei com paciência, joguei água limpa, podei as dores e os dissabores. Afastei as lembranças que lhe magoavam. Por um longo tempo, só tive olhos para você. A sua solidão doía, não só em seu coração, mas, igualmente no meu. A dor que castigava sua alma, eu sentia a danada aqui dentro do peito. O receio de morrer só e abandonada, tanto machucava você, quanto enlutava a minha existência. Com o passar do tempo, fui lhe avivando, lhe realçando, lhe revigorando. Moldei, sem pressa, seu novo eu. Fundi sua imagem numa escala ascendente, até que, sem querer, me vi recompensado pelo esforço do seu retorno à vida. De joelhos no chão e o espírito voltado em direção ao céu, agradeci a Deus não ter sido em vão o seu tempo de cativeiro passado ao meu lado. Aos poucos, com a nossa convivência diária, com as nossas relações íntimas, você foi me envolvendo, me prendendo, me enlaçando, me abrangendo, de tal forma, que acabei por me quedar vencido, atenuado, entrelaçado pela sua beleza, inebriado pelo seu porte de princesa, e pior, enfeitiçado pelo seu jeito nobre de me fazer cada dia, cada minuto, mais e mais feliz. E foi a partir daí, desse querer cada vez mais forte, que passei a dividir, também com você, meus dias, minhas horas, meus segredos, meus mistérios,

21 21 minhas causas secretas e confidências. Como um garoto imaturo e sem a experiência de um homem de verdade, lhe expus meus ilusórios. Desenhei meus medos e falei dos meus fantasmas. De contrapeso, listei meus pontos fracos e sem vigor, sem a robustez necessária de pensar e de agir com os pés no chão. Abri a alma inteira e me deixei ser levado pela magnificência da lealdade que brotava do fundo do seu coração. Falei do meu hoje, do meu presente. Exibi pra você as minhas incertezas e desconfortos para com o futuro. E, em paralelo a tudo, ensinei você, de pouquinho, aos goles escassos, a acreditar no amanhã. Fiz você voltar a crer novamente na vida. A aceitar seu destino sem temer os percalços que ainda estavam por vir. Mostrei a você que se fazia necessário gostar primeiramente de si mesma, se amar, ter esperanças e persistência sempre, houvesse o que houvesse, acontecesse o que acontecesse. Por fim, deixei pra você uma herança. Na verdade, leguei um pedaço de mim em forma de experiência transformada em carinho, sedimentada em nacos de quimeras imorredouras. Transferi a você, o amor que nasceu em mim, recheado por porções enormes de sentimentos fortes que brotaram do fundo da minha alma e me fizeram ver o mundo por outro ângulo. Através desse amor e da sua ânsia de querer ser feliz, quando eu não mais me fizer presente, você se agigantará. Prosperará, na sua Aparecido Raimundo de Souza

22 22 altaneria e será uma benção por onde passar. Sinto, pois, que a minha dedicação lhe trouxe tranquilidade e confiança plenas. Igualmente garra e determinação, para encarar os desafios que ainda estão a horizontes incertos. Hoje, Meu Deus! Hoje, quando lhe vejo no jardim dos meus olhos, pressinto alguma coisa diferente em derredor de tudo o que me cerca. Parece que o sol foi areado de novo, pelo Criador, com suas mãos de ternura. Talvez seja por isso que eu sinta o astro rei derramar sobre nós, e sobre você, em especial, um grande jorro de luz. Por tudo o que passamos, por tudo o que vivemos, e pelo que nos tornamos, tenho plena convicção de que você também se recorda, sem nenhuma tristeza, ou magoa, dos fora propositais que a vida nos deu, dos desencontros pelos quais ela nos fez e nos obrigou a passar... Com certeza, você e eu, agora sabemos: a vida... A vida, meu amor, só estava juntando EU E VOCÊ para sermos UM SÓ!

23 23 HAVIA UMA PONTE LÁ NA FRONTEIRA DE CALÇAS CURTAS E PEZINHOS NO CHÃO,

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25 25 o nariz escorrendo um catarro amarelo e intermitente, o menino tentava voos ambiciosos com seu pequeno aviãozinho de matéria plástica. E conseguia. Em meio a um enorme jardim, se erguia imponente, um típico casarão provincial de paredes largas, com cerâmicas dispostas em simetria irrepreensível. Várias janelas e portas se destacavam pintadas de um amarelo muito vivo. Circundando a enorme construção, um muro alto feito de lajotas sem reboco, parecia absorver o tom mormacento da primavera. Nesse paraíso, o garoto corria incessantemente de um extremo ao outro, puxando, quase aos trambolhões, o brinquedo preso ao barbante sujo e malcheiroso, desenhando, no ar, proezas cadenciadas como se participasse de uma dança repleta de ritmos alucinantes. Acima dele persistia um abafadiço queimoso e radiante, espalhando e derramando, sobre a cabecinha loira, um brilho majestosamente invulgar, cujo encantamento somente era percebido pela solidão mansa dos olhos sequiosos de Deus. A alguns metros da porta da cozinha, uma puxada coberta por telhas coloniais acolhia os tanques de roupas, e a garagem, onde os empregados guardavam os carros, os caminhões e os tratores que vieram modernizar o cotidiano da fazenda. Um diminuto córrego ordenadamente Aparecido Raimundo de Souza

26 26 cimentado empurrava, para adiante, as lavaduras do almoço, fazendo toda a água utilizada escorrer para um regueiro maior. Frontispício à entrada principal, um abacateiro enorme não ascendia a ímpetos genealógicos, embora suas galheiras, cobertas por pálida claridade, carregassem memórias centenárias de um pedaço de chão incrustado por uma cadeia de montanhas verdes salpicadas por espessas nuvens brancas. O grupo mais barulhento no comportamento do lugar vinha enfileirado por quatro cachorros que dominavam todos os arredores com seus aspectos espavoridos. Os vira-latas, na verdade, pareciam estranhas figuras se debatendo e se consumindo em coceiras, saltitando de um lado para outro, como almas penadas esmagando as folhas secas espalhadas por todo o terreiro. O silêncio também se quebrava em seu enfeitiçamento, quando as locomotivas, resfolegando furiosamente, sobressaiam cruzando, indo ou vindo, da capital, puxando uns cem fins de vagões carregados de minério de ferro. No mais, predominava a natureza em seu melhor toque de realeza, resvalada por contornos harmoniosos e sutis. A se perder no horizonte, fora dos muros que protegiam o casarão, o cafezal em flor se misturava, num amplexo, às folhas verdes dos canaviais. Em grau paralelo, aformoseando a quinta, laranjais em flor concebiam um quadro à parte, incrivelmente belo e majestoso.

27 27 E o guri, impertinente e fogoso, continuava rodopiando e saltando sem parar. De vez em quando passava o dedo pelo nariz melecado e cheio de sujeira e terra. Parecia não conhecer o cansaço. Em suas mãozinhas frágeis, a miniatura de um BOING 737 se arrebentava feio em pancadas insistentes aqui e acolá. O barbante que o detinha, incrivelmente não enroscava nos ramos da vegetação espontânea. Parecia protegido por uma fada madrinha e sua varinha de condão encantada. O tempo, em paralelo, prosseguia numa lentidão estonteante. As horas, morosas e melancólicas, arrastavam os ponteiros, obstruindo a chegada da tarde. De repente, vindo lá de dentro, surgia em cena um ancião. Vértice superior e base de tudo, o senhorzinho pintava no umbral da varanda tateando as paredes com pronunciada lentidão. Nessa pachorra, assomava, quase sem fôlego, o alpendre. Dali espichava os olhos compridos e atentos para o noviço. Esse homem possuía, no físico, a rudeza dos valentes, a força de mil leões e a coragem de um exército. No entanto, agora, só uma casquinha leve mesclava a aparência de superioridade bailando no rosto carcomido. Andar cansado, os cabelos brancos e os ombros curvados, essa criatura se tornou inconfundível e única pela raridade dos predicados que acumulou durante toda a existência. Contudo, hoje, não passava de um ser desprotegido e débil, pego pela insensatez dos anos vividos. João Tomé, proprietário de tudo, gritava o neto. Sempre que chegava Aparecido Raimundo de Souza

28 28 naquela parte da varanda, gritava o neto. Seu grito, porém, saia débil e fraco, quase inaudível. Parecia, entretanto, acontecer um milagre. O pequeno captava a voz arrastada do avô. Ao fazê-lo, estancava atônito. A aeronave abortava a rota e aterrissava, de barriga. As asas soltavam turbinas e flaps, enquanto outras partes minúsculas da fuselagem desmantelavam assentos e janelas. Bonecos imitando passageiros e tripulação, a um só tempo, viravam uma confusão única, perdidos entre bananeiras e jaqueiras. Derramando em choro convulso, o infante corria ligeiro, as mãos estendidas, para o aconchego dos braços que se punham em sua direção. Acariciando o moleque, com movimentos vagarosos, o velhinho sussurrava palavras carinhosas em seu ouvido. Prometia solenemente amanhã bem cedinho logo ao acordar, consertar o aviãozinho e arranjar um jeito de colar as asas e as rodinhas que afrouxaram. Nessa hora, o astro rei, mais baixo, começava a se recolher para um descanso merecido. Com a ponta dos dedos, seu João sinalizava à Maria Preta que aprontasse a bacia de água quente e as roupas de dormir. E o mais importante: que servisse o jantar. Enquanto esperava, conduzia o neto até outro estremo da sacada, onde duas redes armadas convidavam a um repouso merecido.

29 29 Hoje uma surpresa lhe espera. Qual vovô? Não posso dizer. A criança colocava o polegar na boca e assumia uma expressão travessa na carinha redonda: Eu sei vovô, eu sei. Papai vai chegar de carrão com a mamãe lá daquela cidade bem longe que o senhor me falou... Você passou longe. Me dá uma chance! Não teria graça se abrisse o bico. O coração do sapeca exultava de contentamento. O Senhor vai me levar pra ver o trem bonito?. *** Quando o piá se referia ao trem bonito aludia ao noturno de luxo que conduzia passageiros para o interior de São Paulo. Esse comboio geralmente cruzava muito tarde, normalmente quando todos dormiam a sono solto. Entretanto, uns pares de vezes, seu João Tomé aguentava o rojão pacientemente lutando contra o relógio e o Aparecido Raimundo de Souza

30 30 esgotamento da lavoura a enfrentar dia seguinte. Ao ouvir o apito, ainda distante, acorria com o neto para a beira da via. O mocinho adorava essas aventuras. Explodia a alma em emoções descomedidas, vendo a luz forte surgindo longínqua, se aproximando velozmente e clareando os trilhos compridos sobre os dormentes justapostos em fileira constante. À noite como que se rasgava em quase dia por mágicos minutos. A composição passava ruidosa e veloz, com a maior parte das janelas acesas, até que perdia o brilho da pompa numa curva que desfigurava completamente a visão. Todo o desvario da emoção murchava, dava um retrocesso infeliz. Sem saída, o menino sufocava os soluços pungentes na garganta, para que o pranto não rolasse e aparecesse a tristeza indiscreta lhe deformando a forma primitiva da sensação de regozijo. Um tédio estático caia pesadamente sobre o lugar e distendia uma solidão enfadonha que vagava quilômetros. *** Algum tempo depois, de banho tomado e encadernado no pijama novo, Maria Preta servia o jantar. Lá fora, a escuridão insistia. Esparramava sua presença pesada, fria, densa e pegajosa. No infinito, estrelas sacudidas do manto do Criador brilhavam e resplandeciam como um bando de vaga-lumes irrequietos. Em volta da sede, os cachorros faziam a roda e se acomodavam enleados. De vez em quando ladravam com estridência colossal.

31 31 Sapos coaxavam num brejo próximo ao paiol de milho. Morcegos voavam. O tempo, inexorável, se deixava ser consumido e, com eles, as horas construindo um abismo gigantesco em torno do nada. De barriguinha cheia, o pequerrucho acomodava a estafa do dia no colo do avô. Maria Preta, sentada na cadeira de balanço diante da televisão, roncava atrapalhando o sossego. De boca aberta, babava sonhos irrealizáveis. Os braços caídos, pendidos para o vácuo, pareciam sem vida, à mercê de um vazio de proporções entediosas. Então se não é o trem bonito, qual a surpresa? Se você ficar quietinho Meus olhinhos estão cansados! murmurava a uma vozinha fraca Conta uma historinha? Qual você quer? dizia o avô, acorrendo com a sua solicitude. Aquela do menino que ia atravessar uma... Uma... Uma ponte... E... Era uma vez...!!! Aparecido Raimundo de Souza

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33 33 COMO PENSO, NÃO SOU VOCÊ ME PERGUNTA MINHA AMIGA, COMO EU SOU.

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35 35 Como quer realmente que eu seja? Ou melhor: como gostaria que eu fosse? Para que me não tome como um aventureiro, ou descortês, tentarei, em poucas linhas, responder traçando um tiquinho do meu perfil. Para início de conversa, devo dizer que sou viciado em computador. Embora não disponha de uma máquina em casa, para uso pessoal, quando vejo uma dando sopa em lojinhas especializadas, logo me vem a vontade incontida de sentar numa cadeira e colar os olhos de frente pra telinha. Nem que seja para digitar no braço da pessoa que estiver ao lado, o meu nome, endereço de e telefone para futuros contatos. Sou emotivo, pertinaz, obsessivo, teimoso, não como uma mula sem cabeça, mas como um garanhão selvagem e indomado. Costumo enfatizar que possuo um magnetismo animalesco, vez que, dependendo de como acordo, costumo dar coices em mim mesmo, ou relinchar a torto e a direito. Às vezes, no café da manhã, mando pra dentro uma boa quantidade de alfafa, noutras, me contento com um chumaço de capim fresquinho. Chorão? Você quer saber se sou chorão? Olha minha linda, não muito! Se não me falha a memória, chorei uma única vez. Havia batido com os burros n água por conta de uma empreitada que não resultou no esperado. Em face desse deslize, quase me vi enjaulado numa delegacia de periferia, acusado por algumas senhoras donas de boutiques de roupas femininas, como ladrão Aparecido Raimundo de Souza

36 36 de calcinhas. Faltou bem pouco para que eu acabasse no xilindró, e, pior, nos braços de um negrão duas vezes mais alto que o Sérgio Reis. Amo a vida. De paixão! Adoro viajar para baixo e para cima. Já rodei o mundo todo nas asas dos meus sonhos junto com minha imaginação. Sou um pouco menino, e, como todo garoto sapeca, corro atrás de pipas, jogo dominó, dama, xadrez, paciência, mato passarinhos com estilingue, chuto bolas nas vidraças dos vizinhos e mexo com as meninas. Também tenho mania de levantar as saias das moças que encontro pelas ruas só pra ver a cara de zanga que elas costumam fazer a admoestação desse meu gesto. Espio as minhas irmãs no banheiro lá de casa pelo buraco da fechadura, quando vão tomar banho, ou trocar de roupas, e roubo balas dos velhinhos nos pontos de ônibus. Como homem nunca me achei no caminho almejado. Naquele trilhar que verdadeiramente tracei quando ainda fazia planos e acreditava em Papai Noel. Tampouco me flagrei no lugar em que a tal da sorte me disse ter reservado assento numa cadeira cativa. Sou tolo, fugaz despropositado e desagradável. Às vezes, suponho saber tudo, de repente descubro que não enxergo um palmo adiante do nariz. Faço parte de uma família que não criou raízes, nem correu atrás de algo sólido. Daí, ser assim, destrambelhado, adoidado, tantã. Sem base, sem porto seguro, com um parafuso a menos.

37 37 No meu mundinho, amiga, meus pares vivem cada um por si, enclausurados dentro de quatro paredes escuras. Cada consanguíneo, isolado na sua redoma intransponível, procurando ser mais introspectivo que o outro. Todos, sem exceção, aparentam ser despirocados das ideias (pelo fato de estarem presos a pesadelos mórbidos), perdidos como um bando de cegos em meio de um tiroteio, à cata de uma porta aberta que jamais será encontrada. Não sou feliz, também não sou triste. Não carrego mágoas, nem ódios ou rancores. Apenas vegeto num vazio muito grande que me mata, aos poucos e me definha a alma. Se me casei? Sim, amiga. Duas vezes. Tive uma infinidade de mulheres (amantes, nem se fala) que, por sua vez, me valeu uma renca de filhos espalhados pelos quatro cantos. Não fui um bom esposo, tampouco pai exemplar. E quem não é pai exemplar digno de ser copiado, jamais será considerado um modelo a ser seguido como padrão de comportamento ou de perfeição. Talvez seja por isso que, nas vezes, em que visito mamãe, perceba que ela deixa transparecer certa contrariedade, como se minha presença a incomodasse de alguma forma. Noto claramente que fica distante, amuada, aborrecida, enfastiada e alheia. Se eu saberia o motivo? Sustento a teoria de que ela tem preferência por outro irmão mais novo. Não que ele seja um galã ou mais bem apessoado que eu. Contudo, quero crer, em vista de ter Aparecido Raimundo de Souza

38 38 tido mais sorte, e, em razão desses ares benfazejos, logrado posição financeiramente mais afortunada. Dessa forma, nascido com a bunda pra lua, esse meu mano conseguiu dar a ela uma vida mais abastada e sem os transtornos e as correrias de um simples assalariado. Apesar dos pesares, queria encontrar a felicidade que busquei a vida toda. Desfrutar dessa paz que as pessoas falam e que em nenhum momento se dignou sorrir para amenizar a minha angustia. Adoraria ter um porto amigo, um ombro onde pudesse deitar e falar como foi o meu dia. Sonho, ainda agora, com uma casa, mesmo pobre, uma mulher me esperando, uma criança sorrindo, um quadro na parede, um fogão velho na cozinha. Algumas panelas sobre ele, um prato de comida requentado, servido em cima de uma mesa sem toalha. Um bocado de arroz com um ovo frito não faria a menor importância. Queria, ainda, poder sentar num sofá caindo aos pedaços, ver um pouco de televisão em preto e branco e, depois, dessa via crucis, me dar ao luxo de dividir as alegrias e as tristezas com minha cara metade. Almejaria mais, nesta utópica insensatez: deitar a cabeça num travesseiro sem fronha e saber que dia seguinte, depois que ultrapassasse a porta da rua, nenhuma perspectiva de melhora estaria me esperando na esquina ou me sorrindo com ares de boas vindas. Mas assim mesmo, confesso, do fundo da alma, eu sairia feliz. Sairia de cabeça erguida,

39 39 alegre, saltitante. Realizado e próspero. Seguiria para o batente como um sortudo afortunado e venturoso, que ganhou na loteria, porque atrás de mim... Atrás de mim havia deixado um lar, uma família, um amor de verdade, um sonho que se renovaria a cada volta no começo da noite. Você me pergunta minha amiga, como sou. Sou isso, um trapo, um Zé Ninguém. Nem pobre, nem rico. Completamente desprovido do necessário para sobreviver condignamente. Vazio, oco, desiludido. Um idiota em busca de mim, um imbecil planejando ver a tal da esperança (mesmo que por alguns poucos minutos) diante de meus olhos. Sou isso tudo que acabei de dizer, talvez um pouco mais. No fundo, minha querida, um monte de bosta. Resumindo minha triste existência, não sou nada. Nunca fui. Jamais serei. Na verdade, não existi. Não fiz história. Apenas vegetei uma existência medíocre e barata, me consumi em dissabores, em inconsequências, com gente a toda hora me virando o rosto, em carinhos não recebidos, em mãos acenando adeus. Minha aparência? Acho que nesta altura do campeonato, esse particular é o que menos importa. Não sou nenhuma estrela de televisão. Não tenho o corpo sarado, não trago piercing ou tatuagem que se possa dizer nossa, que massa. De estatura mediana, não sou nem alto, nem baixo, nem magro, nem gordo. A cabeça sempre vazia, o bolso sem um tostão Aparecido Raimundo de Souza

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