Instruções Agrícolas para as Principais Culturas Econômicas

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2 BOLETIM N. o a edição Revisada e atualizada Instruções Agrícolas para as Principais Culturas Econômicas Editores Adriano Tosoni da Eira Aguiar Charleston Gonçalves Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto Paterniani Maria Luiza Sant Anna Tucci Carlos Eduardo Ferreira de Castro ISSN Boletim, IAC Campinas, SP n. o a ed. 452 p. 2014

3 Ficha elaborada pela bibliotecária do Núcleo de Informação e Documentação do Instituto Agronômico. I59 Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas / Eds. Adriano Tosoni da Eira Aguiar, Charleston Gonçalves, Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto Paterniani; et al. 7.ª Ed. rev. e atual. Campinas: Instituto Agronômico, p. (Boletim IAC, n.º 200) ISSN Editores: Adriano Tosoni da Eira Aguiar, Charleston Gonçalves, Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto Paterniani, Maria Luiza Sant Anna Tucci, Carlos Eduardo Ferreira de Castro. 1. Culturas. 2. Instruções agrícolas. I. Aguiar, Adriano Tosoni da Eira. II. Gonçalves, Charleston. III. Paterniani, Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto. IV. Tucci, Maria Luiza Sant Anna. V. Castro, Carlos Eduardo Ferreira de. VI. Título. VII. Série. CDD: 633 O Conteúdo do Texto é de Inteira Responsabilidade dos Autores. 1. a edição a edição a edição a edição a edição a edição Comitê Editorial do Instituto Agronômico Gabriel Constantino Blain Lúcia Helena Signori Melo de Castro Equipe participante desta publicação Coordenação da Editoração: Silvana Aparecida Barbosa Abrão Editoração Eletrônica: Cíntia Rafaela Amaro - Amaro Comunicação Capa: Impulsa Comunicação A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação do Copyright (Lei n. o 9610). Instituto Agronômico Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento Caixa Postal Campinas (SP) - Brasil 7. a edição : 500 exemplares

4 Sumário Prefácio...1 Abacaxi...2 Aipo ou Salsão...5 Alface...8 Algodão...11 Alho...15 Alpínia...18 Amendoim...22 Anona...28 Antúrio...34 Araruta...36 Arroz...39 Aveia...41 Bambu...44 Banana...46 Bastão-do-Imperador...52 Batata...54 Batata-Doce...59 Baunilha...62 Berinjela...64 Beterraba...67 Bromélia...71 Bucha Vegetal...73 Cabaça...80 Cacau...85 Café Arábica...90 Camomila Cana-de-Açúcar Canela Caqui Cebola Cebolinha Chá Chícharo Chuchu Citronela-de-Java

5 Citros Coco Confrei Costaceae Couve de Folha Crotalária Cúrcuma Estévia Feijão Feijão-Adzuki Feijão-Arroz Feijão-de-Porco Feijão-Mungo Figo Gengibre Gengibre Ornamental Gerânio Gergelim Girassol Goiaba Grão-de-Bico Guandu Guar Helicônia Hortelã Inhame Jacatupé Labelabe Leguminosas Perenes Macadâmia Maçã Mamona Mandioca de Mesa Mandioca Industrial Mandioquinha-Salsa Mangarito Maracujá Marmelo Maxixe Menta

6 Milheto Milho Milho para Silagem Milho Pipoca Morango Mucuna Nectarina Nêspera Oliva Orquídea Palmarosa Palmeira Ornamental Palmito Açaí Palmito de Palmeira Real Australiana Palmito Juçara Palmito-Gariroba Palmito Pupunha Patchouli Pera Pêssego Pimenta-do-Reino Pimenta Hortícola Piretro Quiabo Rúcula Seringueira Soja Sorgo Forrageiro Sorgo Granífero Sorgo Sacarino e Sorgo Biomassa Sorgo Vassoura Taro Tomate Tremoço Branco ou Amargo Trigo Triticale Urucum Uva Vetiver

7 Apêndice Informações sobre clima e solos do Estado de São Paulo Critérios para calagem e adubação Informações básicas para o uso de agrotóxicos Práticas de manejo e conservação do solo Informações básicas sobre irrigação e drenagem

8 Prefácio O Instituto Agronômico publicou, em 1951, o Boletim n. o 45 Instruções Sumárias para a Cultura das Principais Plantas Econômicas no Estado de São Paulo, coordenado por Ângelo Paes de Camargo, e reimpresso por quatro vezes. Na última, em 1961, foi editado com o título Instruções Agrícolas para o Estado de São Paulo, e abrangia 123 culturas. Posteriormente, entre 1972 e 1998, foram lançadas outras cinco edições, atualizadas e com a inclusão de novos temas. Nesta 7. a edição, dezesseis anos depois, o Boletim 200 foi revisado e inovado. São apresentadas recomendações técnicas para 114 culturas, em sua totalidade no portfólio de ações de pesquisa do Instituto Agronômico. Com a modernização dos sistemas de cultivo, principalmente tratando-se das hortaliças, optou-se por dispensar a apresentação dos cronogramas de atividades das culturas. Para facilitar a consulta pelo usuário, as culturas estão apresentadas em ordem alfabética no sumário. Os cinco apêndices apresentam noções gerais sobre solo e clima, critérios para calagem e adubação, defensivos agrícolas e técnicas de aplicação, práticas de conservação do solo e irrigação e drenagem. As recomendações sobre a conservação do solo para as culturas foram atualizadas e padronizadas, de acordo com os resultados de pesquisa, e com o apoio e supervisão da equipe de pesquisadores do Centro de Solos e Recursos Ambientais. Os ingredientes ativos dos defensivos agrícolas estão relacionados, separadamente, como inseticidas, acaricidas, nematicidas, fungicidas, bactericidas e herbicidas, porém, não estão indicados especificamente para cada praga, doença ou planta daninha, que venha a ocorrer nas culturas. Com o intuito de facilitar a consulta sobre os produtos fitossanitários até agora registrados no Ministério da Agricultura e do Abastecimento, optou-se por incluir o site: - Agrofit. Vale lembrar que apenas os profissionais habilitados podem prescrever o receituário agronômico. Os conceitos e recomendações apresentados neste Boletim são válidos para as condições edafoclimáticas do Estado de São Paulo e de inteira responsabilidade dos autores que participaram de sua elaboração. Com a disponibilização desta edição do Boletim 200, o Instituto Agronômico comprova o cumprimento de sua missão de gerar e transferir ciência, tecnologia e produtos para otimização dos sistemas de produção vegetal, com responsabilidade ambiental, visando ao desenvolvimento socioeconômico e à segurança alimentar, por meio da pesquisa, da formação de recursos humanos e da preservação do patrimônio. Os Editores

9 A.T.E. Aguiar et al. Abacaxi Abacaxi Ananas comosus (L.) Merril O abacaxizeiro é uma planta herbácea perene pertencente à família Bromeliaceae, originária do Cone Sul do nosso continente. O fruto presta-se tanto para consumo ao natural como para processamento industrial em suas mais diversas formas (pedaços em calda, suco, pedaços cristalizados, geleias, licor, vinho, vinagre e aguardente). Como subprodutos da sua industrialização, podem-se obter álcool, ácidos cítricos, málico e ascórbico, rações para animais e bromelina (enzima proteolítica de uso medicinal). O talo da planta pode ser aproveitado para extração de bromelina, sendo também fonte de amido. As folhas podem ser utilizadas para a obtenção de fibras. De alto valor dietético, a polpa do abacaxi é energética (150 calorias por copo de suco), contém boa quantidade das vitaminas A, B1 e C. Contém ainda bromelina, que favorece a digestão. Cultivares: Smooth Cayenne (Cayenne, Havaí ou Bauru) é a cultivar mais produtiva e adequada para industrialização, além de servir para o consumo ao natural. Pérola. IAC Gomo-de-mel (abacaxi-de-gomo), exclusivo para consumo ao natural. Novas cultivares resistentes à fusariose, que é o principal problema fitossanitário da cultura: IAC Fantástico (IAC) e Imperial e Vitória (Embrapa). A cultivar IAC Fantástico é adequada para mesa e indústria, apresenta boa produtividade e qualidade de fruto (polpa amarelo-escura, baixa acidez e muito doce). Clima e solo: apesar de boa resistência à seca, produz melhor na faixa de a mm de chuva por ano, tolerando de 600 até mm. É, entretanto, muito sensível ao frio, não tolerando geadas. A temperatura ótima situa-se entre 29 e 31 o C, suportando, entretanto, mínima de até 5 o C e máxima de 43 o C. É planta de clima tropical e subtropical. Sol forte e chuvas de pedras provocam danos aos frutos. A cultura pode ser instalada em qualquer tipo de solo, desde que não sujeito a encharcamento. Entretanto, recomenda-se dar preferência ao cultivo em solos leves e com ph entre 5,5 e 6,0. Práticas de conservação do solo: plantio em linhas de nível, terraceamento. Propagação: o abacaxizeiro propaga-se vegetativamente por meio de mudas produzidas pela planta, como filhotes (do pedúnculo do fruto), rebentões (do talo da planta - maiores) e até as coroas dos frutos destinados à indústria, ou ainda, mudas resultantes do enviveiramento de seções do talo da planta ou das mudas. Dentro de cada talhão da plantação, as mudas devem ser uniformes quanto ao tipo e tamanho. Não coletar mudas de abacaxizais infectados pela doença fusariose, selecionando mesmo assim, mudas de plantas sadias. Nos plantios iniciais de novas cultivares pode-se 2

10 Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas utilizar mudas micropropagadas em laboratório, a cultivar IAC Fantástico, é mais sensível aos hormônios utilizados, não sendo recomendada essa prática. Plantio: em sulcos ou covas, não deixando cair terra no ápice das mudas. Abacaxi Espaçamento: plantio em linhas duplas de 40 a 50 cm de largura, distanciadas de 90 a 120 cm, mantendo o espaçamento de 35 a 40 cm entre as mudas de uma mesma fileira e disposição triangular, em relação àquelas da fileira vizinha. O maior espaçamento proporciona produção de frutos maiores, mas menor produtividade. Mudas necessárias: a /ha. Calagem: a recomendação de calagem deve ser estabelecida a partir da análise do solo. A calagem deve ser calculada visando elevar o índice de saturação por bases para 50% e manter o teor de Mg acima de 5 mmol c dm -3. Usar sempre calcário dolomítico aplicado em área total e incorporado ao solo. Doses de calcário superiores a 3 t ha -1 requerem cuidados especiais para sua incorporação no solo. Adubação mineral: as quantidades de N, P e K a serem aplicadas são definidas em função da análise do solo e da produtividade esperada e estão apresentadas na tabela 1. Aplicar o fósforo no sulco de plantio, em março ou abril, misturando-o ao solo, e o nitrogênio e o potássio em cobertura, ao lado das linhas, procurando atingir as axilas mais velhas, nas seguintes proporções: 10% em abril-maio, 20% em novembro, 40% em janeiro e 30% em março-abril. Em plantios de outubro a novembro, aplicar o fósforo no sulco de plantio; N e K nas seguintes proporções: 10% em novembro-dezembro, 30% em janeiro e 60% em março-abril. A última adubação nitrogenada deve ocorrer, no máximo, 60 dias antes da aplicação do regulador de florescimento. Como o abacaxizeiro é sensível ao cloro, recomenda-se dar preferência a fontes de potássio na forma de sulfato ou nitrato, especialmente nas primeiras aplicações durante o ciclo da cultura. Tabela 1. Doses de N, P e K para abacaxizeiro Produtividade P resina, mg dm -3 K + trocável, mmol N c dm -3 esperada >30 0-1,5 1,6-3,0 >3,0 t ha -1 N, kg ha P 2 O 5, kg ha K 2 O, kg ha < > Controle de pragas e doenças: broca-do-fruto: polvilhamento ou pulverização das inflorescências e frutos novos com carbaryl ou Bacillus thuringiensis; cochonilha: 3

11 A.T.E. Aguiar et al. Abacaxi tratamento de mudas e plantas com parathion methyl, vamidothion ou ethion; podridão-negra: pincelamento da seção do pedúnculo do fruto com benomyl. Para prevenir pragas e doenças, evitar: locais próximos de abacaxizais em mau estado sanitário e mudas deles provenientes; expor os pés das mudas ao sol por vários dias sobre as próprias plantas ou nos carreadores. Controle de florescimento: aplicar reguladores de florescimento em culturas com desenvolvimento adequado para produção de frutos de tamanho comercial. Isso deve ser feito para que os frutos amadureçam ao mesmo tempo dentro do talhão, e nas épocas de colheita desejadas para os diferentes talhões. Reguladores recomendados: a) ethephon (1 a 4 L ha -1 do produto comercial - 21,66% de ethephon, sendo que as doses maiores devem ser aplicadas nas épocas mais quentes e em plantas mais vigorosas), adicionado ou não de hidróxido de cálcio e ureia; b) carbureto de cálcio (450 g/100 litros de água fria). A cultivar IAC Fantástico requer dose de regulador menor que a Smooth Cayenne: 100 a 150 ppm de ethephon 240 g L -1 (45 a 65 ml/100 litros de água) são suficientes e não causam danos aos frutos. Outros tratos culturais: o controle de plantas daninhas deve ser feito pelo emprego de herbicidas e capinas. Devem-se proteger os frutos contra o sol, cobrindo-os com papel (jornal ou sacos de papel sem fundo), ou com material vegetal seco. Colheita: novembro a abril, com pico em janeiro a março, ou o ano todo, já que é indispensável o uso de reguladores de florescimento. Produtividade normal: a frutos/ha/safra. Cultura intercalar: o abacaxizeiro pode ser cultivado entre as linhas de culturas perenes em desenvolvimento ou em rotação com adubos verdes. Comercialização: imediatamente após a colheita os frutos são entregues, a granel ou embalados, aos entrepostos de venda, para consumo ao natural ou para a industrialização. Observações: em função do aumento da fusariose e do tombamento dos rebentões e filhotes-rebentões das cultivares Cayenne e Pérola, não é recomendada a soca, mas somente a primeira produção (um fruto por planta), em ciclo que dura de 14 a 24 meses, de acordo com o tipo, tamanho e época de plantio das mudas, e com a época de aplicação de reguladores de florescimento. LUIZ ANTONIO JUNQUEIRA TEIXEIRA ADEMAR SPIRONELLO (aposentado) WALTER JOSÉ SIQUEIRA Instituto Agronômico (IAC), Campinas (SP) 4

12 Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas Aipo ou Salsão Apium graveolens L. var. dulce (Mill.) DC Aipo ou Salsão O aipo ou salsão originário da região do Mediterrâneo, pertence à família Apiaceae e é considerado uma erva aromática, condimentar e medicinal. Sua forma se assemelha à da salsa, porém seu porte é maior. Desta hortaliça utilizam-se talos, folhas e raízes, sendo consumida crua ou refogada. Seu sabor, levemente adocicado, combina com legumes e verduras, em saladas, sopas, carnes, molhos e sucos. Em sua composição encontram-se alicina, aliina, derivados do tiofeno, sulfurados voláteis, vitaminas A, B1, B2, B5, C, E, potássio, magnésio e ferro. É também rico em fibras, sendo pouco calórico (18 calorias em 100 g). Apresenta propriedades medicinais sendo alcalinizante, diurético, depurativo, expectorante. Seu suco é antiácido e ainda auxilia no controle da hipertensão. O aipo é bastante difundido nos países de clima temperado, porém, a produção e consumo ainda são limitados no Brasil. É cultivado em pequenas hortas comerciais e domésticas. Em 2013, na CEAGESP - São Paulo, foram comercializadas em média, 370 mil unidades por mês, sendo que esse volume variou pouco entre os meses do ano. Cultivares: Premio, Tall Utah, Topseller, Tronchudo e Gigante de Praga (raiz), classificadas em: cultivares tradicionais - têm haste verde esbranquiçada, rosada ou avermelhada e são consideradas as de melhor sabor. Para adquirir sabor doce e aroma característico, é necessário submeter o produto ao processo de branqueamento; cultivares de branqueamento natural - são próprias para plantio com alta densidade de plantas, de forma que a própria folhagem promove o sombreamento e o branqueamento parcial das hastes das folhas. Em geral, apresentam haste verde-claro ou creme; cultivares americanas ou verdes - as hastes são consumidas sem o processo de branqueamento; cultivares de folhas - são apropriadas para uso como condimento e as hastes, que são finas, também são utilizadas; cultivar de raiz - forma cabeça entre a raiz e as folhas, sendo a raiz a parte de valor comercial, embora folhas e hastes também sejam comestíveis. Clima e solo: o cultivo do aipo é indicado para regiões de clima ameno. As temperaturas ótimas estão entre 18 e 22 o C, mas tolera mínima de até 4 o C e máxima de até 29 o C. A espécie não é adaptada a regiões quentes ou com frio prolongado. Desenvolve-se preferencialmente em solos leves, com textura média, rico em matéria orgânica e com ph entre 6,0 e 6,8. É exigente em cálcio, magnésio, potássio e boro. Época de plantio: no Estado de São Paulo, de fevereiro a julho, podendo ter o período ampliado na região serrana, mas sempre respeitando as exigências de temperatura. 5

13 A.T.E. Aguiar et al. Aipo ou Salsão Espaçamento: cultivares tradicionais - 0,90 x 0,30 m (para mesa) e 0,50 x 0,20 m ou 0,30 x 0,30 m (para indústria); cultivares de branqueamento natural e americanas - 0,50 x 0,20 m. Sementes necessárias: 160 a 180 g ha -1 (mesa) e 400 a 500 g ha -1 (indústria). Semeadura/Transplante: a semeadura pode ser realizada em recipientes (bandejas de 200 células) ou no solo, em sulcos distanciados de 10 cm e à profundidade de 0,3 a 0,6 cm, distribuindo-se as sementes em linha contínua. A germinação ocorre em 9 e 26 dias, para 20 e 10 o C de temperatura do solo, respectivamente. Acima de 25 o C, a germinação é reduzida sensivelmente. Em bandejas, as mudas atingem o ponto para o transplante entre 30 e 40 dias, ou quando apresentarem de 4 a 5 folhas definitivas. Quando a semeadura é feita no solo, o transplante ocorrerá entre 40 e 60 dias após a semeadura e/ou quando as mudas apresentarem de 6 a 8 cm de altura e/ou de 4 a 5 folhas definitivas. Deve-se suspender a irrigação das mudas, dois dias antes do transplante, para que fiquem mais resistentes às condições adversas que encontrarão no local definitivo. No momento do transplante, no entanto, irrigar bastante para facilitar a retirada das mudas. Para promover o estiolamento (branqueamento), transplantar em sulcos com profundidade de 25 a 30 cm, a fim de facilitar a operação de amontoa. Calagem: aplicar calcário para elevar a saturação por bases do solo até 80% e o teor de magnésio a um mínimo de 9 mmol c dm -3 de solo. Adubação orgânica: aplicar, 30 dias antes do transplante, 30 a 50 t ha -1 de esterco de curral bem curtido ou composto orgânico, que podem ser substituídos por 7,5 a 12,5 t ha -1 de esterco de galinha ou cama de frango curtidos, ou ainda 1 a 2 t ha -1 de torta de mamona pré-fermentada, sendo a dose maior para solos arenosos. Outros fertilizantes orgânicos compostos como o húmus de minhoca e o Bokashi podem ser utilizados, devendo ser observado o aspecto econômico. Adubação mineral de plantio: aplicar, pelo menos 10 dias antes do transplante das mudas, 20 a 30 kg ha -1 de N, 120 a 360 kg ha -1 de P 2 O 5, 60 a 180 kg ha -1 de K 2 O, 3 kg ha -1 de boro (B). Aplicar também, em solos deficientes em zinco (Zn) e cobre (Cu), 3 kg ha -1 de Zn e 2 kg ha -1 de Cu. A quantidade, maior ou menor, de adubo a ser utilizada dependerá das análises do solo e foliar, da cultivar empregada e da produtividade esperada. Adubação mineral de cobertura: 80 a 120 kg ha -1 de N; 30 a 40 kg ha -1 de P 2 O 5 e 40 a 80 kg ha -1 de K 2 O, parcelando em duas aplicações, aos 20 e 40 dias após o transplante. Se a cultura apresentar sintomas de deficiência de boro, pulverizar uma vez por mês, durante o crescimento, com solução de ácido bórico a 0,3 g L -1 ou bórax a 0,5 g L -1 (dissolver o produto em água quente). O sintoma típico de deficiência de boro no aipo é o aparecimento de rachaduras de coloração castanha nos pecíolos, tornando o produto sem valor comercial. 6

14 Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas Adubação foliar: pulverizar cloreto de cálcio a 0,2% e sulfato de magnésio a 0,4%, a cada duas a três semanas após o transplante das mudas. No mercado, existem produtos com cálcio quelatizado e boro, além de outros nutrientes. Em solos deficientes em cobre recomenda-se aplicar de uma a duas pulverizações de sulfato de cobre a 0,2%. Não misturar agrotóxicos com fertilizantes foliares. Aipo ou Salsão Irrigação: pode ser feita por gotejamento ou aspersão. Estiolamento (branqueamento): tem por finalidade, deixar as hastes brancas, macias e com sabor adocicado, apropriadas para o consumo. As plantas devem ser amarradas 15 dias antes da colheita, quando estiverem bem desenvolvidas. Amarrar as hastes a cm de altura da base, utilizando barbante ou fibra, de modo a evitar a entrada de terra junto aos pecíolos centrais. Amontoar terra até que os pecíolos fiquem cobertos, ficando somente as folhas de fora. À medida que a planta for crescendo, chegar mais terra, até o momento da colheita. Tratos culturais: manter a cultura livre de plantas daninhas; fazer escarificações, quando necessário, para quebrar a crosta formada na superfície. A utilização de cobertura morta dificulta o surgimento do mato, mantém a umidade e evita a formação de crosta. Principais pragas: lagarta rosca, cigarrinhas, pulgões, minador da folha, tesourinha, cochonilhas e nematoides. Principais doenças: podridão mole, mancha-de-alternaria, mancha-de-cercospora (Cercospora apii), ferrugem, esclerotínia, septoriose e mosaico. Em relação a produtos registrados para o controle de pragas e doenças do aipo, recomenda-se buscar informações atualizadas em: agrofit_cons/principal_agrofit_cons. Colheita: a colheita é feita entre 100 e 150 dias após o transplante, dependendo da cultivar e das condições de clima e cultivo. Antes de colher, afastar a terra, desamarrar a planta e cortar a haste rente à raiz. Produtividade normal: pés por hectare (12 a 18 t ha -1 ) para mesa, e pés por hectare (30 a 45 t ha -1 ) para indústria. Rotação: utilizar hortaliças de outras famílias, milho e leguminosas de uso como adubo verde, dando-se preferência para espécies não hospedeiras de nematoides formadores de galhas. JOAQUIM ADELINO DE AZEVEDO FILHO Polo Regional do Leste Paulista, Monte Alegre do Sul (SP) PAULO ESPÍNDOLA TRANI Instituto Agronômico (IAC), Campinas (SP) 7

15 A.T.E. Aguiar et al. Alface Alface Lactuca sativa L. A alface é originária da região mediterrânea. Ao redor do ano 4500 a.c. já era conhecida no antigo Egito, onde foi domesticada, chegando ao Brasil no século XVI, trazida pelos portugueses. É diurética, depurativa e usada contra insônia. Destaca-se pelo conteúdo de vitaminas A, C e minerais. A alface no Estado de São Paulo, segundo o IEA/CATI em 2011, ocupou área de ha, com produtividade de 19,7 t ha -1. Cultivares principais: Grupo lisa de verão - Lidia, Elisa, Regiane, Karla, Stella, Regina 500; Grupo lisa de inverno - Inês, Marcela e outras cultivares utilizadas no verão; Grupo crespa de verão - Vanda, Veneranda, Thaís, Solaris, Amanda, Vera, Gizelle, Brida, Marianne, Melissa, Camila, Solaris, Ceres; Grupo crespa de inverno - Inaiá, Bruna, Milena, Malice e outras cultivares utilizadas no verão; Grupo americana de verão - Lucy Brown, Laurel, Angelina, Gloriosa, Irene, Teresa; Grupo americana de inverno - Raider Plus, Graciosa, Silvana, Maisa; Grupo mimosa de verão - Lavinia, Salad Bowl, Bolinha, Green Ball; Grupo mimosa de inverno - todas cultivares utilizadas no verão; Grupo romana de verão - Sophia, Romana Balão; Grupo romana de inverno; Sophia e outras utilizadas no verão; Grupo roxa de verão - Maira, Mila, Scarlet, Pira Roxa, Roxane, Red Star, Carmoli; Grupo roxa de inverno - as mesmas utilizadas no verão; Grupo Baby Leaf - Romana Baby Rome, Salanova, Crespa Green Frizzly, Crespa Red Frizzly e diversas TPC da Top Seed; Grupo Crocante - Crocante TE -112, Crocante SVR Clima e solo: as temperaturas mais adequadas situam-se entre 15 e 20 o C. As cultivares com pendoamento mais lento são recomendadas para o cultivo no verão. A alface prefere solos de textura média, podendo ser cultivada também em solos de textura arenosa e argilosa. Época de plantio: o ano todo, no Planalto Paulista. O cultivo nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, devido às altas temperaturas e chuvas intensas, é mais difícil. Ocorre maior incidência de doenças e de perdas. Em períodos ou regiões de chuvas intensas o sistema de cultivo protegido (estufa agrícola) constitui-se em boa opção em relação ao sistema tradicional, no campo. Espaçamento: 0,20 a 0,35 m x 0,20 a 0,35 m entrelinhas e entre plantas, respectivamente. Sementes e mudas necessárias: considerando m 2 de canteiros em 1 ha, são necessárias entre e sementes ou mudas. Calagem e adubação: aplicar calcário, incorporando desde a superfície até 8

16 Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas 20 cm de profundidade, para elevar a saturação por bases a 80%. Entre 30 e 40 dias antes do plantio, incorporar ao solo de 40 a 60 t ha -1 de esterco bovino bem curtido, ou 1/4 a 1/5 dessas quantidades de esterco de galinha, suínos, ovinos ou caprinos. O composto orgânico, incluindo o húmus de minhoca e o Bokashi pode ser utilizado. Deve ser considerada a quantidade de N do fertilizante orgânico, bem como o aspecto econômico. Os fertilizantes minerais devem ser aplicados entre 7 e 10 dias antes do transplante das mudas. Aplicar sobre a área total do canteiro 30 a 60 kg ha -1 de N, 120 a 360 kg ha -1 de P 2 O 5, 40 a 120 kg ha -1 de K 2 O, 1 a 1,5 kg ha -1 de boro (B), 1 a 3 kg ha -1 de zinco (Zn) e em solos deficientes, 2 kg ha -1 de cobre (Cu) e 1 kg ha -1 de manganês (Mn). Em cobertura, utilizar de 60 a 120 kg ha -1 de N, parcelando-se essas quantidades de três a cinco vezes, após o transplante das mudas. Doses excessivas de N predispõem a alface à maior incidência de doenças fúngicas e ao acúmulo indesejável de nitrato e nitrito nas folhas. No verão, o excesso de N poderá acarretar a queima de borda das folhas. Em solos com teores baixos ou médios de potássio, recomenda-se a aplicação em cobertura de 30 a 60 kg ha -1 de K 2 O, dividindo-se essas doses de três a cinco vezes após o transplante das mudas. No caso do cultivo de alface do grupo americana, elevar as doses de potássio em até 30% em relação aos demais grupos. Admite-se ainda a aplicação de fósforo em cobertura, utilizando de 20 a 40 kg ha -1 de P 2 O 5 juntamente com o N e o K. Em solos com teores muito altos de fósforo não realizar cobertura com esse nutriente. No caso de se utilizar a fertirrigação com adubos de alta solubilidade, essas doses de nutrientes devem ser parceladas em maior número de vezes, cuja frequência dependerá da cultivar, da época do ano (verão ou inverno) e do sistema de manejo. Alface Irrigação: deve ser frequente, por aspersão ou gotejamento. Os canteiros devem ser preparados de acordo com o sistema de irrigação a ser utilizado. Evitar o encharcamento do terreno e irrigar no fim da tarde para não propiciar o aparecimento de doenças fúngicas como Pythium e Fusarium. Outros tratos culturais: fazer cobertura morta com mulching plástico, bagacilho de cana moído, cama bem curtida de estercos animais, entre outros materiais de cobertura. Controlar plantas daninhas com implementos mecânicos ou herbicidas registrados. Consultar: Principais pragas: pulgão, larva-minadora, tripes, lesmas, caracóis e lagartas em geral. Sob cultivo protegido atentar para a incidência de mosca da espécie Fungus gnatus, vetor de Pythium no cultivo hidropônico, além de nematoides no cultivo sequenciado sem rotação. Produtos registrados para controle consultar: agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons. 9

17 A.T.E. Aguiar et al. Alface Principais doenças: fúngicas - míldio, oidio, septoriose, cercosporiose, podridão de Sclerotinia, podridão da saia por Rhizoctonia; bacterianas - Xanthomonas e Erwinia. Citam-se ainda o vírus do mosaico comum da alface e o vírus do mosqueado. Produtos registrados para controle consultar: principal_agrofit_cons. Observação: recentemente tem sido verificada a incidência do vírus big vein que causa descoloração da nervura nas alfaces do grupo americana. Ocorre principalmente nas estações de temperaturas amenas e períodos de maior variação de temperatura. Colheita: efetuá-la quando a planta ou cabeça atingir o desenvolvimento máximo, porém, com as folhas tenras e sem indícios de pendoamento. A precocidade depende da cultivar, clima, local e época de plantio. Em geral, a colheita é feita entre 30 e 45 dias após o transplante das mudas. A colheita é manual, cortando-se as plantas à altura do coleto, logo abaixo das folhas basais. Produtividade normal: a plantas/ha em campo. Rotação: milho, milho verde, repolho, cenoura, couve-flor, beterraba e feijão- -vagem. Evitar cultivos sucessivos de alface, para reduzir a ocorrência de nematoides, podridão de Sclerotinia, queima da saia, míldio e bacterioses. O uso de adubos verdes e fertilizantes orgânicos bem curtidos permite minimizar problemas com nematoides. PAULO ESPÍNDOLA TRANI LUIS FELIPE VILLANI PURQUERIO Instituto Agronômico (IAC), Campinas (SP) GILBERTO JOB BORGES FIGUEIREDO Casa da Agricultura de Caraguatatuba (CATI), Caraguatatuba (SP) SALLY FERREIRA BLAT Polo Regional do Centro Leste, Ribeirão Preto (SP) CYRO PAULINO DA COSTA ESALQ (USP), Piracicaba (SP) 10

18 Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas Algodão Gossypium hirsutum L. Algodão A cultura do algodoeiro no Brasil apresenta-se diferenciada, pelo menos sob três aspectos: a) o regional, em que se distinguem, de um lado, as áreas tradicionais, sobretudo nos Estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais e, de outro, as áreas de cerrado, nos Estados de Mato Grosso, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e, mais recentemente, no Maranhão, Piauí e Tocantins; b) o relativo a sistemas de produção, que compreendem desde os praticados por pequenos e médios produtores, sem metas excepcionais e dependentes de outros elos da cadeia produtiva, até os realizados em empreendimentos de larga extensão e alta produtividade, com atividades verticalizadas e elevado nível de adoção de tecnologia; c) o referente a especificidades do produto, no qual, além do algodão convencional, de absoluta predominância, surge a produção de fibras naturalmente coloridas e de algodão orgânico, destinados a nichos especiais de mercado. Pré-requisitos: a produção de algodão depende, essencialmente, da atividade de beneficiamento do produto e só se justifica se os próprios produtores, isoladamente ou em grupos, dispuserem das condições para realizá-lo, ou se, à distância razoável do local de plantio, houver usinas que adquiram o algodão em caroço ou prestem o serviço de beneficiamento ao produtor. Solos: não são apropriados para o algodoeiro os solos muito rasos e os de intensa acidez, assim como glebas sujeitas a encharcamento ou com acentuado declive. Clima: no ciclo todo, a cultura necessita de 700 a mm de água, para produção de a kg ha -1, respectivamente, de algodão em caroço. A temperatura média ideal varia, conforme a fase de desenvolvimento, de 20 a 30 o C, durante o dia e 20 o C à noite, tornando-se a planta inativa abaixo de 15 o C. Dependendo do ciclo, a cultura apresenta necessidade térmica entre e graus/dia. Em todo o ciclo, a planta exige alta radiação solar, com poucos dias nublados. Sistemas de cultivo: além do sistema convencional, com preparo do solo, têm sido utilizados na cotonicultura, o plantio direto ou, mais comumente, os sistemas mistos, que incorporam conceitos deste último, como o cultivo mínimo ou a semeadura na palha. Cultivares: acham-se disponíveis no mercado tanto cultivares convencionais, como portadoras de eventos transgênicos, que conferem tolerância a lagartas e a herbicidas específicos. A opção por estas últimas deve levar em conta, dentre outros possíveis fatores, as vantagens do evento em questão para o sistema de produção adotado; a inexistência ou ineficiência de práticas alternativas; o custo da tecnologia embutido no 11

19 A.T.E. Aguiar et al. Algodão preço das sementes; eventuais deficiências dessas cultivares, especialmente quanto à suscetibilidade a doenças e nematoides; e, no caso de insetos, a necessidade do uso de defensivos para combate a outras pragas-chave de ocorrência na região, não controladas pelo evento transgênico. Para a safra 2013/2014, o Instituto Agronômico lançou a cultivar IAC 26 RMD, convencional e com resistência múltipla a doenças e a nematoides. Época de plantio: é estabelecida segundo as condições pluviais e de temperatura na região e o ciclo esperado da cultura, tendo como determinantes, de um lado, germinação e desenvolvimento favorável das plantas e, de outro, tempo mais seco possível por ocasião da colheita. Dependendo da região e do sistema de produção e da cultivar adotados, o ciclo da cultura pode variar de 150 a 200 dias, no plantio convencional. Duração menor do ciclo é prevista na cultura safrinha e em cultivos adensados, no esquema de sucessão de culturas no mesmo ano agrícola. No Estado de São Paulo as condições mais favoráveis, no plantio convencional, ocorrem com plantios realizados de 10 de outubro a 10 de novembro. Espaçamento: dependendo da fertilidade do solo e condições nutricionais, e do tipo de colheita, se manual ou mecânico e, neste caso, do tipo de colhedeira, o espaçamento entrelinhas pode variar de 0,76 a 1,10 m. Em cultivos adensados o espaçamento é, em geral, de 0,45 m entrelinhas. O fundamento dessas recomendações é que a distância entrelinhas seja de 2/3 da altura média esperada das plantas. O controle da altura, para adequá-la ao espaçamento adotado, pode ser feito por meio de produtos reguladores de crescimento. Além dos fatores mencionados, devem-se levar em conta recomendações específicas por parte do obtentor/detentor da cultivar utilizada. Densidade: em condições normais, de 7 a 10 plantas por metro linear. Todavia, em função da fertilidade do solo, da cultivar e do manejo, pode-se admitir amplitude de 5 a 12 plantas por metro linear. Sementes necessárias: dependendo do espaçamento e da cultivar, e utilizando sementes deslintadas, de alta germinação e tratadas com fungicidas, são necessários de 10 a 12 kg ha -1, nos plantios convencionais e o dobro disso no cultivo adensado. Técnica de plantio: sulco raso (5-10 cm de profundidade) e pouca terra sobre as sementes (2 a 3 cm). Adubos colocados ao lado e abaixo destas. Calagem e adubação: devem ser estabelecidas com base na análise química do solo. Como referência, aplicar calcário para elevar a saturação por bases do solo para níveis entre 60% e 70%, cuidando para que nos valores mais altos não ocorram problemas com potássio e micronutrientes. Em condições de elevada acidez, principalmente nos cerrados e, sobretudo no caso de plantio direto, pode-se considerar a aplicação de gesso para corrigir a acidez nas camadas subsuperficiais do solo. Na adubação, além 12

20 Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas dos teores dos elementos revelados na análise do solo, deve-se levar em conta o nível de produtividade de algodão desejado. Com base nesses critérios, complementados com o histórico anterior da gleba, especialmente cultura antecessora e adubações nela realizadas, as doses recomendadas de nutrientes, em kg ha -1, podem variar de 40 a 150 para o nitrogênio, de 40 a 130 de P 2 0 5, para o fósforo e de 40 a 150 de K 2 0, para o potássio. No plantio devem ser aplicados: todo o fósforo, até 15 kg ha -1 de nitrogênio e até 50 kg ha -1 de potássio. O restante destes dois últimos deve ser aplicado em cobertura, em uma ou mais vezes, dependendo das doses. Além desses nutrientes, recomenda-se garantir suprimento de 40 a 50 kg ha -1 de enxofre, mediante adubos nitrogenados e fosfatados que o contenham, ou por meio de gesso, quando utilizado na correção da acidez. Deficiências de boro podem ocorrer em glebas que receberam calagem, principalmente em doses elevadas, e podem ser corrigidas, conforme os resultados da análise do solo, com aplicações de 0,5 a 1,5 kg ha -1 do nutriente. Nos primeiros anos de correção de solos ácidos, sobretudo nos cerrados, pode ser necessário aplicar até 3 kg ha -1 de zinco, conforme análise do solo, para evitar a ocorrência de deficiência nas plantas. Algodão Tratos culturais e manejo: mediante processos mecânicos ou com o uso de herbicidas, a cultura deve ser mantida permanentemente no limpo, especialmente por ocasião da colheita. Recomenda-se o uso de reguladores de crescimento para efetuar o balanço entre desenvolvimento vegetativo e frutificação e para promover maior determinação no ciclo das plantas. Controle de pragas: deve ser realizado, segundo os princípios do manejo integrado, incluindo destruição dos restos culturais (obrigatório por lei), rotação de culturas, monitoramento das pragas e aplicação de defensivos, segundo o nível de controle. Para certas espécies de lagartas pode-se contar com o uso de cultivares transgênicas. A aplicação de defensivos é indispensável, principalmente para o bicudo e outras pragas-chave, incluindo certas lagartas, não controladas pelos eventos transgênicos. É importante que se monitore todo o sistema de produção utilizado na propriedade, especialmente as demais culturas nela realizadas. Controle de doenças: é obrigatório, sobretudo para as mais destrutivas como murchas de Fusarium e de Verticillium, ramulose, nematoides, mosaico das nervuras e ramulária, em certas regiões. O controle mais racional e econômico se faz por meio de cultivares resistentes ou tolerantes. Como alternativa, para alguns poucos patógenos, pode-se realizá-lo com defensivos, quer para o próprio agente causal, quer para insetos vetores. É recomendada também a rotação de culturas, desde que não se utilizem espécies/cultivares suscetíveis aos patógenos e nematoides que atacam o algodoeiro. Colheita: pode ser realizada de forma manual, em uma ou mais vezes, ou mecânica, buscando-se, em qualquer dos casos, colher algodão seco e o mais limpo 13

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