IRB-Brasil Re avança no mercado internacional

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1 ISSN IRB-Brasil Resseguros S.A. [ ano 71 ] [ número 310 ] [ Outubro ] [ 2012 ] IRB-Brasil Re avança no mercado internacional Resultados superam expectativas Entrevista: Helmut Schwarzer, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Mercado assume compromisso com o planeta Profissionais brasileiros se destacam no exterior

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3 EDITORIAL Esta edição da Revista do IRB circula em um momento histórico para a Empresa que, ao completar 73 anos, estabeleceu como meta prioritária o crescimento dos seus negócios no exterior. Tendo consolidado a liderança no mercado brasileiro após o fim do monopólio de resseguro, que abriu as portas do país para a entrada de quase uma centena de concorrentes estrangeiros, o IRB-Brasil Re amplia fronteiras para conquistar novos clientes e repaginar o perfil das suas fontes de receita. O desafio tem demandado grande esforço por parte dos funcionários e dirigentes do ressegurador, mas os resultados já começam a aparecer. Na Argentina, por exemplo, em apenas um mês foi possível conquistar dez dos principais contratos automáticos do mercado local e, até o final deste ano, o IRB-Brasil Re deverá figurar entre as cinco maiores resseguradoras do país. Trata-se, sem dúvida alguma, de um feito histórico obtido em tempo recorde. Aliás, a internacionalização do IRB-Brasil Re é o assunto da matéria de capa, que traz um relato mais detalhado dos primeiros resultados obtidos com a abertura da sucursal portenha, bem como as medidas que vêm sendo adotadas para que o IRB-Brasil Re atue com mais vigor nos demais países da América Latina. A matéria também explica como está se dando a entrada do IRB-Brasil Re no mercado africano, cujo primeiro passo foi a compra de 4,8% do capital da Africa Re, empresa com forte penetração em quase todas as nações do continente. A matéria é complementada por entrevista exclusiva de Corneille Karekezi, presidente da Africa Re, que fala sobre as perspectivas da parceria, o promissor mercado africano e os planos da resseguradora no Brasil. Em outra entrevista exclusiva, o ex-secretário de Políticas de Previdência Social e atual especialista sênior da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Helmut Schwarzer afirma haver espaço para o crescimento da previdência privada e para os investimentos dos recursos gerados pelo segmento, que podem fortalecer o próprio dinamismo econômico. Trazemos ainda uma reportagem sobre as premiações concedidas, no exterior, a diversas personalidades de empresas e instituições brasileiras, fatos que indicam que o crescimento acelerado e o consequente amadurecimento do mercado de seguros doméstico já se refletem no reconhecimento da qualidade dos profissionais e das entidades que atuam no setor. Por fim, como de costume, o leitor encontrará as tradicionais seções Na Estante, Jurisprudência e Panorama do Mercado. Boa Leitura! Conselho Editorial 3

4 EXPEDIENTE CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Carlos Augusto Moreira Araujo (Presidente) Leonardo André Paixão (Vice-Presidente) Antonio Eduardo Marquez de Figueiredo Trindade Guilherme Estrada Rodrigues João Pinto Rabelo Junior Luiz Tavares Pereira Filho DIRETORIA Leonardo André Paixão (Presidente) Mario Di Croce (Vice-presidente Executivo) Carlos de Paula Daniel da Silva Veiga Francisco Aldenor Alencar Andrade José Farias de Sousa Manoel Morais de Araujo Sergio Rosa CONSELHO FISCAL Luiz Alberto de Almeida Palmeira (Presidente) Glauben Teixeira de Carvalho Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa Ronaldo Affonso Nunes Lopes Baptista Sidney Maury Sentoma SEDE Av. Marechal Câmara, Castelo CEP Rio de Janeiro - RJ - Brasil Telefone: (21) GERÊNCIA REGIONAL EM SÃO PAULO Rua Manoel da Nóbrega, andar - Jardim Paulista CEP São Paulo - SP - Brasil Telefone: (11) SUBSIDIÁRIAS EM NOVA YORK IRB International Corporation UAIC - United Americas Insurance Company IRB Service Corporation Telephone: E 55 th Street - 12 th floor New York - Zip Code USA ESCRITÓRIO DE LONDRES London Branch 25, Lime Street - London EC3M 7HR, United Kingdom Telephone: SUCURSAL EM BUENOS AIRES Av. Eduardo Madero, 900 Piso 9 Oficina IRB Ciudad Autónoma de Buenos Aires Argentina (C1001AFB) Telefone: CONSELHO EDITORIAL Leonardo André Paixão Carlos de Paula Claudio Roberto Contador Francisco Aldenor Alencar de Andrade Loreta Pinheiro de Castro Lucio Antonio Marques COORDENAÇÃO EDITORIAL Inah de Paula Comunicações DIREÇÃO DE ARTE Inah de Paula Comunicações LAYOUT DA CAPA Leandro Pontes REDAÇÃO Flávia Pereira da Silva Jorge Clapp REVISÃO Eliana Oliveira Flávia Pereira da Silva Inah de Paula Comunicações GRÁFICA Grafitto Gráfica e Editora FOTOGRAFIAS Foto de Capa: IngImage Helmut Schwarzer, Corneille Karekezi e IngImage DISTRIBUIÇÃO IRB-Brasil Resseguros S.A. Os conceitos emitidos em artigos assinados exprimem apenas as opiniões de seus autores e são de sua exclusiva responsabilidade. Os textos publicados podem ser livremente reproduzidos, desde que citada a fonte. Publicação editada pelo IRB-Brasil Re. Circulação desta edição: exemplares, distribuídos gratuitamente mediante assinatura. 4

5 IRB-Brasil Resseguros S.A Revista do IRB, Rio de Janeiro, a. 71, n. 310, p. 1-52, outubro 2012 ISSN Editorial Previdência: o papel que cabe ao resseguro e ao setor privado Entrevista com Helmut Schwarzer Na Estante Matéria de Capa IRB-Brasil Re avança no mercado internacional Entrevista com Corneille Karekezi Mercado - IRB-Brasil Re pronto para atender diferentes demandas no país Panorama do Mercado Em Foco Desempenho do IRB-Brasil Re é reconhecido pelo mercado segurador IRB-Brasil Re: bons motivos para comemorar o 73º aniversário Mercado brasileiro se destaca no cenário internacional Sustentabilidade: mercado assume compromisso com o planeta Artigo O ressegurador e a busca da excelência na prestação de serviço Sergio Vasconcellos Dias Quem paga a conta? Roberto Muniz Seguro obrigatório de construtor de imóveis em áreas urbanas Osvaldo Haruo Nakiri Artigo Especial O futuro chegou, mas, e agora? Antonio Lassance Jurisprudência

6 ENTREVISTA Previdência: o papel que cabe ao resseguro e ao setor privado Helmut Schwarzer, doutor em Economia pela Freie Universität Berlin, é especialista sênior de seguridade social para as Américas e o Caribe da Organização Internacional de Trabalho (OIT), cargo que passou a ocupar em 2010, após sete anos como secretário de Previdência Social do Ministério da Previdência Social. Desde que foi para Genebra, cidade sede da OIT, Schwarzer se dedica a estudar os níveis de cobertura previdenciária ao redor do mundo, bem como maneiras de ampliar tal cobertura que, em geral, ainda é bastante restrita. Esse, aliás, foi um dos principais temas tratados durante a 101ª Conferência Internacional do Trabalho, evento anual que ocorre na Suíça e que conta com a participação de representantes de todos os países que integram os quadros da Associação. O encontro também deu lugar a discussões acerca da elaboração de possível recomendação sobre a implantação de um piso de proteção social de abrangência global, e de como as mudanças no mercado de trabalho têm dificultado a inserção de determinados grupos nos programas públicos de seguridade e proteção social. Nesse contexto, os fundos de pensão e as resseguradoras têm um importante papel a desempenhar. Afinal, tais instituições podem ajudar a promover uma maior distribuição dos riscos, contribuindo, assim, para a estabilidade dos sistemas. Para Helmut Schwarzer, existe espaço para o crescimento da previdência privada no Brasil e para o investimento dos recursos gerados por esse segmento, que podem fortalecer o próprio dinamismo econômico. Esses e outros assuntos foram abordados pelo especialista durante a entrevista exclusiva, concedida à Revista do IRB, por telefone, diretamente de Genebra, na Suíça. Revista do IRB: Em sua opinião, qual é o tema mais relevante que foi discutido na 101ª Conferência Internacional do Trabalho? Helmut Schwarzer: Do nosso ponto de vista é o da Seguridade Social. Está sendo discutida uma possível recomendação sobre a implantação de um piso de proteção social em todos os países do mundo. Uma recomendação não é uma convenção, mas uma norma internacional de caráter sugestivo. Cada país a adota da forma que achar mais apropriada. Essa recomendação, que deve ter o número 202, estabelece uma série de orientações sobre como melhor coordenar os sistemas de previdência com políticas de assistência social para aumentar os níveis de proteção social e cobertura, tanto na área de saúde como na de benefícios para crianças, trabalhadores desempregados e idosos. Esse é um tema crucial do ponto de vista da seguridade social. Outro tema muito importante que será discutido na área de emprego é o desemprego juvenil. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentou um informe bastante extenso sobre esse problema, que é grave em quase todos os países do mundo. É grande a dificuldade da transição escola/mercado de trabalho, ainda mais em tempos de crise. Os países membros, governos, trabalhadores e empregadores vão discutir o informe e, eventualmente, vão propor alguma ação ou diretriz de ação pró-oit no futuro. 6

7 ENTREVISTA Revista do IRB: Essa discussão é bastante relevante para o Brasil, não é mesmo? Porque nós temos os dois problemas: a questão da entrada dos jovens no mercado de trabalho e o da baixa cobertura previdenciária. Helmut Schwarzer: São dois temas relevantes e, sem dúvida, o Brasil tem destaque internacional pelo fato de, nesta última década, ter expandido uma série de programas de proteção social como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, além da ampliação dos programas da Previdência Social, com a entrada de novos contribuintes. O Brasil é um país que tem mostrado que é possível incorporar novas pessoas num processo de crescimento econômico (o chamado modelo de crescimento inclusivo). Revista do IRB: Como fazer com que esses programas sejam sustentáveis, uma vez que os recursos têm de vir de algum lugar? De certa maneira, não estaríamos onerando outras camadas da população? Helmut Schwarzer: Os recursos necessários para financiar programas dessa natureza, que fazem parte do piso de proteção social, exigem comprometimento de uma determinada parte de riqueza que um país produz, mas nossos cálculos para os diversos países do mundo mostram que, no caso dos mais pobres, um investimento entre 1% ou 2% do PIB já é um começo. São países que mantêm um gasto social diminuto, mas que podem, com algumas reformas tributárias e um pouco de esforço, melhorar a coleta de impostos, aumentar a formalização e investir na profissionalização dos seus serviços públicos a fim de evitar desperdícios. Ou seja, esses países mais pobres podem liberar recursos e aumentar a eficácia ou sinergia de programas de proteção social mais fragmentados que passam a ser mais orgânicos. No caso de países de renda média ou alta, como o Brasil, precisam abdicar de uma parte da carga tributária para investir em políticas que gerem um maior equilíbrio social porque o combate à pobreza, a menor concentração de renda e a incorporação de pessoas ao mercado de consumo doméstico Helmut Schwarzer, especialista em Seguridade Social da OIT são, além de direitos humanos, vantagens competitivas sob o ponto de vista econômico. Um país como o Brasil consegue manter seu ritmo de crescimento ao longo dos anos, apesar das crises que existem em nível internacional, em função do fortalecimento da capacidade de consumo doméstico. Então, essas políticas de inclusão, embora tenham um custo, também têm impacto favorável, garantindo maior estabilidade social, econômica e de demanda pelos produtos que são produzidos nesse país. A exemplo de países que fazem uso de determinadas fontes de financiamento, como no caso da Bolívia, que utiliza o imposto sobre os hidrocarbonetos (petróleo e gás), o Brasil aplicou durante muito tempo o imposto sobre as transações financeiras. Revista do IRB: No mundo, 80% da população não tem cobertura previdenciária. A que o senhor atribui isso? Até onde o mercado de trabalho tem participação nessa questão? Helmut Schwarzer: O mercado de trabalho tem um papel fundamental na medida em que a qualidade das ocupações está longe daquilo que a OIT conhece ou chama de trabalho decente. A maioria dos empregos nos países em desenvolvimento, infelizmente, ainda é precária. Muitos trabalham por conta própria ou exercem o trabalho doméstico não remunerado. São pessoas que, em função da baixa remuneração, têm baixa 7

8 ENTREVISTA Um país como o Brasil consegue manter seu ritmo de crescimento ao longo dos anos, apesar das crises que existem em nível internacional, em função do fortalecimento da capacidade de consumo doméstico. capacidade contributiva ou não têm acesso a informações suficientes para exercer os seus direitos ou cumprir com seus deveres, pois não conhecem os sistemas de proteção social que existem nos seus respectivos países. A gente também percebe que, em diversas ocasiões, há a necessidade de desenvolvimento institucional. A cobertura, tanto do ponto de vista da legislação como dos serviços, escritórios e instalações dos sistemas de seguro social nos países ainda está longe de ser suficiente, principalmente nos países em desenvolvimento. Outro motivo pelo qual as pessoas ainda estão passando por dificuldades nas coberturas dos seguros sociais são as transformações estruturais do mercado de trabalho. Isso impacta os graus de cobertura e faz com que muitos não consigam cumprir com os requisitos necessários, por exemplo, para ter direito a aposentadoria, uma vez que as carreiras são cada vez mais cortadas, com uma mescla de períodos formais e informais ou remuneração muito baixa, nos quais não se pagou a contribuição. Revista do IRB: Qual análise o senhor faz do mercado de trabalho brasileiro? Helmut Schwarzer: O Brasil, assim como vários outros países da América do Sul, caminha um pouco na contramão. No caso brasileiro, os incentivos ao empreendedorismo da pequena e média empresa e as iniciativas de formalização das domésticas têm gerado um número bastante positivo de novos segurados. O que acontece aqui é semelhante ao que ocorre em outros países da América do Sul como o Paraguai, a Argentina, o Uruguai e as nações andinas e vai um pouco contra a corrente observada na América Central ou no Caribe, que são regiões mais dependentes da economia americana e europeia. A estratégia dos países sul-americanos, principalmente Brasil e Argentina, é de diversificar suas relações internacionais, e me parece que isso acaba impactando positivamente a formalização e geração de empregos, além da proteção social. Revista do IRB: Qual seria o papel de uma resseguradora como o IRB-Brasil Re na ampliação da cobertura previdenciária? Helmut Schwarzer: Nós achamos que o setor privado tem um papel bastante relevante no conjunto de instrumentos para a proteção social. A OIT tem hoje um modelo que se chama Escada da Proteção Social, que teria como primeiro degrau o Piso de Proteção Social com um conjunto de garantias básicas para todas as pessoas (serviços e benefícios). O segundo degrau abrange os seguros sociais, ou seja, os seguros obrigatórios; e o terceiro degrau dessa Escada da Proteção Social, o pilar complementar, que tem regulação do Estado, representa, tanto nos países mais industrializados como no caso brasileiro, um papel importante na complementação da renda da classe média alta. É importante que esses pilares sejam desenhados de tal forma a serem mutuamente fortalecedores. Há um papel importante tanto para a previdência pública quanto para a previdência complementar privada. A política de resseguros é importante para que haja uma distribuição dos riscos entre as diversas instituições dentro do mercado, mantendo, assim, a estabilidade do sistema. O papel das resseguradoras é relevante nesse conjunto. Embora a OIT não entre no detalhe da indústria de resseguros, nós sabemos que o resseguro é importante para manter o sistema de seguros privados de pé, com uma distribuição aceitável dos riscos. 8

9 NA ESTANTE CONTRATOS INTERNACIONAIS DE SEGUROS Autor: Antônio Márcio da Cunha Guimarães - Editora: Revista dos Tribunais - Págs.: 116 Cinco anos após a abertura no resseguro, formalizada em janeiro de 2007, com a publicação da Lei Complementar 126, o mercado vive um cenário de plena e acirrada concorrência, com 101 resseguradoras em atividade (sendo 29 admitidas, 11 locais e 61 eventuais), além de 34 corretoras de resseguro. Nesse contexto, vale a leitura desta publicação, que discute a natureza jurídica dos contratos de seguros internacionais e suas implicações quanto à sua aplicabilidade em nosso cotidiano. O autor, profundo conhecedor da matéria, sintetiza a história da criação do instituto do seguro, delimita a natureza dos contratos de seguros e explica o funcionamento do mercado segurador nacional. Em um capítulo à parte, Cunha Guimarães aponta, ainda, as polêmicas acerca da contratação de seguros internacionais no Brasil, notadamente de produtos sem permissão legal expressa para comercialização e suas respectivas implicações. SEGUROS PRIVADOS Autor: Marcelo da Fonseca Guerreiro - Editora: Forense Universitária - Págs.: 276 Ex-procurador federal da Superintendência de Seguros Privados, o jurista e magistrado Marcelo Guerreiro, utiliza, nesta obra, uma linguagem clara, objetiva e concisa para explicar a todos os leitores, inclusive leigos, as principais noções acerca do direito securitário. Trata-se de um detalhado trabalho acadêmico, escrito de forma didática, que tornou-se leitura obrigatória para profissionais do mercado de seguros e resseguros. Para muitos, esse livro é um verdadeiro guia prático por esclarecer dúvidas, inclusive, de quem já atua na área do direito securitário, abordando questões que vão desde a legislação e a jurisprudência sobre seguros até a prescrição nos contratos e a agravação dos riscos. 9

10 NA ESTANTE CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO Autor: Hugo de Brito Machado - Editora: Malheiros Editores - Págs.: 416 Autor de várias obras sobre o tema, o juiz federal e professor universitário Hugo de Brito Machado, neste livro, volta a brindar alunos e profissionais do setor com uma irretocável análise sobre o sistema tributário brasileiro, tomando como base a Constituição Brasileira, aprovada em Brito Machado também recorre a notas de aulas proferidas nos anos 1970, na Universidade de Fortaleza, para examinar mais profundamente os princípios e fundamentos, as competências tributárias, conceitos, características e classificação dos tributos, isenções, discriminação de rendas e as bases da legislação infraconstitucional. O livro está na lista dos mais completos estudos sobre o sistema tributário brasileiro e suas mudanças efetivadas nos últimos 40 anos. SEGUROS PARA RISCOS AMBIENTAIS Autor: Walter Polido - Editora: Revista dos Tribunais - Págs.: 638 Walter Polido é um dos maiores especialistas em seguros para riscos ambientais no mercado brasileiro. Com sólida carreira iniciada no IRB-Brasil Re, o autor apresenta, neste livro, teorias fundamentadas na sua longa experiência profissional. E vai além: embora não haja jurisprudência no campo dos seguros ambientais no Brasil, ele traça paralelos entre matérias correlatas. Imperdível em uma época na qual a sustentabilidade e a proteção ao meio ambiente são assuntos predominantes na sociedade. 10

11 MATÉRIA DE CAPA IRB-Brasil Re avança no mercado internacional Cinco anos após o fim do monopólio no resseguro estabelecido pela Lei Complementar 126, de 15 de janeiro de 2007, o IRB-Brasil Re não apenas consolidou sua posição de líder do mercado da América Latina, como também vem pondo em prática um ambicioso plano de voo para o exterior. Embora ainda esteja em fase de decolagem, essa trajetória já rende bons resultados. O ponto de partida são os países vizinhos, mais particularmente a Argentina, primeira etapa desse avanço do IRB-Brasil Re no mercado internacional. Mas já está bem encaminhada, também, a participação do ressegurador brasileiro no ainda pouco explorado, mas potencialmente valioso, mercado africano. Para conquistar esses novos mercados, o IRB-Brasil Re, que completou 73 anos de história em abril deste ano, conta com alguns valiosos trunfos. Além da expertise acumulada durante esse tempo, o ressegurador brasileiro investiu forte em governança e gestão de riscos, o que lhe permitiu manter-se competitivo mesmo em um mercado em franca expansão, sob acirrada concorrência. O foco na qualidade rendeu para a empresa a nota A- (excelente) da AM Best, agência de classificação de riscos especializada no mercado securitário, com a perspectiva de estabilidade para o ano de Outra vantagem competitiva importante é o fato de o IRB-Brasil Re operar em todas as linhas de negócio e ter a capacidade de desenhar planos e coberturas de resseguro de acordo com as necessidades de cada cliente. Do ponto de vista financeiro, há também muito o que comemorar. O IRB-Brasil Re encerrou 2011 contabilizando um volume de prêmios líquidos emitidos da ordem de R$ 2,064 bilhões, um aumento de 97% em comparação ao exercício anterior, enquanto o lucro líquido cresceu 18,5%, pulando para R$ 465 milhões. O que se espera agora é que, a partir de 2013, sejam aprimoradas as ações que, no futuro não muito distante, poderão posicionar o IRB-Brasil Re entre as maiores resseguradoras do planeta. 11

12 MATÉRIA DE CAPA IngImage Argentina A investida no mercado argentino teve início em meados de 2011, quando uma força tarefa foi deslocada para o país vizinho. Os técnicos enviados para a Argentina cumpriram a missão de abrir as portas do mercado local para o IRB-Brasil Re. Em apenas um mês, mais de dez contratos automáticos foram conquistados pela empresa brasileira, todos estabelecendo elevados valores de coberturas e prêmios, com riscos assumidos pela matriz. O segundo semestre de 2011 serviu para que gerentes, diretores e técnicos da empresa mantivessem contatos permanentes com seguradoras e brokers argentinos. O fato de todos terem vestido a camisa do IRB-Brasil Re, não medindo esforços nesse processo de convencimento, preparou a empresa para assumir um papel de destaque na Argentina. Assim, foi possível ao IRB-Brasil Re não apenas preparar-se adequadamente para as renovações dos contratos automáticos e conquista de novos clientes, como também para o segmento de contratos facultativos. 12

13 MATÉRIA DE CAPA Não por acaso, espera fechar o ano entre as cinco maiores resseguradoras locais, o que é uma grande conquista se for considerado que naquele país é grande o número de resseguradoras cativas, controladas por seguradoras que, naturalmente, privilegiam os negócios com essas coirmãs. O sucesso na Argentina acelerou os passos seguintes em direção a outros mercados da América Latina. Recentemente, o IRB-Brasil Re obteve autorização para operar no Uruguai e Paraguai. África Mercado com enorme potencial e inúmeros nichos pouco explorados ou mesmo inexplorados, a África apresenta-se como mais uma etapa importante do avanço internacional. A direção do IRB-Brasil Re trata a entrada naquela região como prioridade. Nos últimos meses, viagens de prospecção e de negociação direta com operadoras locais foram feitas por delegações compostas por diretores e técnicos do ressegurador brasileiro. O IRB-Brasil Re já comprou, inclusive, o equivalente a 4,8% do capital da African Reinsurance Corporation (Africa Re), empresa com status de organismo internacional, que pertence a 38 países africanos, aos bancos de desenvolvimento da África, da Alemanha, da França e da Holanda, ao IFC/Banco Mundial e a mais de cem empresas africanas de seguros e resseguros (ver box). A investida no mercado internacional é respaldada pelos ativos que o IRB-Brasil Re dispõe no Brasil, o que assegura mais estabilidade na acirrada disputa com as resseguradoras internacionais. Além disso, as operadoras estrangeiras ainda se recuperam de perdas do passado recente, marcado pelos prejuízos provocados pelo terremoto no Japão, a enchente na Tailândia e os tornados. O IRB-Brasil Re perdeu muito pouco nessas catástrofes, tendo, agora, o fôlego necessário para avançar para fora das fronteiras brasileiras. 13

14 MATÉRIA DE CAPA IngImage IRB-Brasil Re no mercado africano Em abril deste ano, o IRB-Brasil Re anunciou a compra de uma participação correspondente a 4,8% do capital total da African Reinsurance Corporation (Africa Re). Essa empresa tem status de organismo internacional e conta com acionistas do porte de bancos de desenvolvimento da África, da Alemanha, da França e da Holanda, o Banco Mundial e a mais de cem empresas africanas de seguros e resseguros. A Africa Re é a líder de mercado africano, com 10% de market share, e possui rating A- atribuído tanto por duas agências internacionais: Standard & Poors e AM Best. A sede da empresa fica em Lagos (Nigéria), mas a Africa Re está presente, também, com escritórios de representação e subsidiárias, em outros sete países: Costa do Marfim, Marrocos, Quênia, Ilhas Maurício, Egito, África do Sul e Etiópia. Ao fechar esse negócio, o IRB-Brasil Re assumiu a posição de primeira resseguradora não africana a ter participação acionária na Africa Re. 14

15 MATÉRIA DE CAPA Rating dá suporte ao IRB-Brasil Re para voos mais altos O processo de internacionalização do IRB-Brasil Re conta, desde o final do ano passado, com o importante respaldo do rating amplamente positivo obtido pela empresa. Esse passaporte para voos ainda mais altos foi assegurado com a nota A- concedida pela A.M. Best, especializada no setor de seguros. Essa foi a primeira classificação de risco do IRB-Brasil Re, que debutou em alto estilo, pois a nota conferida ao ressegurador equivale ao quarto grau mais alto na escala da agência, de 13 degraus. O presidente do IRB-Brasil Re, Leonardo Paixão, comemorou o feito, lembrando que a nota apurada superou as expectativas iniciais. O IRB-Brasil Re alcançou uma avaliação muito positiva, frisou. O entusiasmo é justificado. Afinal, tal avaliação de risco permitirá à empresa adotar uma estratégia mais agressiva no projeto que visa a internacionalizar a marca. Isso porque a nota A- está dentro da faixa considerada como segura pela agência, refletindo a avaliação dos técnicos da A.M. Best de que o IRB-Brasil Re oferece excelente capacidade para cumprir suas obrigações de resseguro. Aliás, com esse rating, o IRB-Brasil Re poderá entrar imediatamente em países cuja legislação exige a classificação de risco. Para citar apenas a vizinhança, estão neste caso o Uruguai e o Peru. Além disso, fortalece a entrada do IRB-Brasil Re na África. As notas de classificação refletem o forte perfil comercial do IRB-Brasil Re no mercado ressegurador brasileiro, sólido desempenho financeiro e forte capitalização ajustada ao risco. Contribui para isso o fato de, mesmo com o declínio na participação do mercado após o fim do monopólio, o IRB-Brasil Re ter mantido grande margem de diferença na liderança no mercado ressegurador local. Além disso, a empresa vem adotando várias iniciativas para manter um diferencial competitivo, tais como: a instalação de um sistema corporativo para ajudar no controle de processos, o que assegura melhor relação custo-eficiência; o estabelecimento de um grupo de gestão com foco no cliente, tendo como objetivo aprimorar o atendimento e fortalecer suas relações comerciais; e a criação de um grupo de gestão de risco corporativo visando a melhorar o uso do capital e auxiliar a empresa numa tomada mais prudente de risco. 15

16 MATÉRIA DE CAPA Entrevista com Corneille Karekezi Com mais de 21 anos de experiência no mercado de seguro e resseguro, dos quais 12 em posições de liderança, o administrador de empresas Corneille Karekezi está acostumado a lidar com desafios nas áreas de desenvolvimento de negócios estratégicos e reestruturação societária tanto em nível regional quanto continental. Atualmente ocupa o cargo de CEO e Diretor Operacional da African Reinsurance Corporation Africa Re, empresa com status internacional pertencente a 38 países africanos, aos bancos de desenvolvimento da África, da Alemanha, da França e da Holanda, ao IFC/Banco Mundial e a mais de cem empresas africanas de seguros e resseguros. Revista do IRB: Que análise o senhor faz dos mercados de seguro e resseguro africano? Corneille Karekezi, CEO do Africa Re Group Corneille Karekezi: Em termos de crescimento, vemos um futuro brilhante para o mercado de seguro e resseguro africano, apesar da atual preocupação com a recessão na Europa e nos EUA. Embora a economia africana seja dependente dos mercados desenvolvidos, temos visto muitas transformações interessantes que vêm gerando impacto positivo em muitos países. Espera-se que todo o continente continue a crescer acima de 5% ao ano. Mas embora algumas nações estejam batendo recordes de crescimentos superiores aos 5%, infelizmente, outras ainda vivenciam uma série de dificuldades. Logo, é inadequado julgar o que está acontecendo em todo o continente baseado no que ocorre em um ou outro país específico. Vale ressaltar que o mercado segurador africano vem crescendo de forma estável e superior ao crescimento do PIB, mantendo-se lucrativo ao longo dos anos, sobretudo devido ao fato de ser poupado de muitas catástrofes naturais sofridas por outras regiões do mundo. Podemos acrescentar, ainda, que as autoridades reguladoras vêm obtendo sucesso ao reformar seus mercados e garantir que estejam em linha com as tendências mundiais. Esse fator, em grande parte, tem contribuído para o fortalecimento das estruturas sobre as quais os negócios são realizados nesses países, além de fazer com que clientes e investidores sintam-se mais seguros. Espera-se que todo o continente continue a crescer acima de 5% ao ano (...) [e] o mercado segurador africano vem crescendo de forma estável e superior ao crescimento do PIB 16

17 MATÉRIA DE CAPA Revista do IRB: Como esses mercados vêm se desenvolvendo nos últimos anos? Corneille Karekezi: Em 2002, a receita de prêmios de seguro e resseguro da África foi de US$ 30,6 bilhões e US$ 3,22 bilhões, respectivamente. Em 2010, a renda do mercado de seguro aumentou para US$ 55,63 bilhões, ao passo que o total cedido pelo segmento de resseguro foi de US$ 6,10 bilhões, conforme levantamento feito pela divisão de estatística da Africa Re. Três fatores foram determinantes para esse crescimento. Primeiramente, a economia africana cresceu significativamente: 6,7% ao ano na última década (enquanto o crescimento global anual no mesmo período foi de 4,3% a.a.), tendo havido ainda um fluxo considerável de investimentos estrangeiros diretos (FDI) ao continente. O fluxo de FDI em 2011 foi de US$80 bilhões, quase um quarto dos FDI globais. Esse boom de crescimento criou uma classe média abastada que demanda diferentes soluções em seguros. Em segundo lugar está a relativa estabilidade política no continente e, em terceiro lugar, a atenção que vem sendo dispensada a assuntos relativos à governança corporativa. Contudo, é preciso dizer que o mercado africano de seguros ainda tem grande potencial de crescimento. Atualmente, a penetração é de 3,5% (o número global é de 7%). Porém, a expectativa é que esse percentual se eleve para 6% até 2015/2016 com a introdução dos microsseguros nas classes mais baixas, a criação de plataformas regulatórias mais efetivas, o crescimento médio esperado de 6,2% ao ano pelos próximos cinco anos (estimulado parcialmente pelos FDI, cujo valor estimado até 2015 é de US$ 150 bilhões), a melhoria da infraestrutura, a demanda mundial por recursos naturais e as constantes descobertas de óleo e gás em diferentes países. Revista do IRB: Quais são suas expectativas em relação à participação do IRB-Brasil Re no capital da Africa Re? Corneille Karekezi: A expectativa da Africa Re em ter o IRB-Brasil Re como acionista é a de que possa haver uma parceria mutuamente benéfica. Os laços culturais e históricos entre Brasil e África, assim como algumas similaridades em termos de ideais (missões de desenvolvimento) por trás da criação de ambas as Instituições implicam sinergias que, quando bem trabalhadas, garantirão benefícios aos dois lados. 17

18 MATÉRIA DE CAPA Revista do IRB: As empresas podem ter um aproveitamento mútuo no que diz respeito à expertise? Corneille Karekezi: Sim, por exemplo, nas áreas de consultoria técnica e de desenvolvimento de novos negócios e retrocessões, o IRB-Brasil Re pode se beneficiar tendo em vista a nossa posição e experiência no continente africano. A mesma reciprocidade pode se aplicar à Africa Re, à medida que nos preparamos para entrar no mercado brasileiro. Outros pontos interessantes da parceria são: o desenvolvimento de produtos para os ramos de óleo e gás, o desenvolvimento de temas ligados à área de recursos humanos, exploração máxima da atual capacidade de subscrição e tecnologia, bem como a troca de expertise no levantamento de riscos especiais e subscrição. Revista do IRB: Quais as linhas de negócios mais promissoras na África nos próximos anos? Corneille Karekezi: Acreditamos que o setor de óleo e gás continuará a oferecer muitas oportunidades. Ademais, o microsseguro ainda encontra-se em fase de desenvolvimento, especialmente no setor de agricultura, que tem um potencial imenso caso seja bem explorado. Trabalhando com o IRB-Brasil Re, e conhecendo sua vasta experiência nessas duas áreas, esperamos adquirir capacidade e inovação. Revista do IRB: Como o senhor vê o mercado ressegurador brasileiro? Corneille Karekezi: Após 69 anos de monopólio, o mercado brasileiro está vibrante e com um número cada vez maior de atores no ramo de seguro e resseguro. Trata-se de um mercado em que a maioria dos analistas mundiais, e nós da Africa Re, considera um dos mais promissores do mundo. Acreditamos que o desempenho atual tanto em forma de crescimento quanto de rentabilidade é sustentável, apesar da crescente competitividade entre as empresas. O mercado local, que controla dois terços de cessão direta, entra agora em nova fase, focando mais na bottom line do que no market share. Apesar dessas preocupações e da redução do crescimento de 7,5%, em 2010, para 3%, em 2011, devido à queda do consumo no 3º trimestre (segundo o IBGE), a economia brasileira ainda é a 6ª do mundo, apresentando um ambiente político estável e grandes oportunidades de investimento. Ademais, tudo indica que a agência reguladora continuará bastante ativa, o que já era esperado tendo em vista o tamanho e nível de sofisticação do mercado. Logo, achamos que o futuro do mercado ressegurador brasileiro será brilhante em face das ótimas oportunidades de investimentos e à sua sustentabilidade. 18

19 MATÉRIA DE CAPA Mercado IRB-Brasil Re pronto para atender diferentes demandas no país O processo de internacionalização é prioritário, mas o IRB-Brasil Re não deixará jamais de investir forte no mercado doméstico, com sua oferta de produtos e serviços diferenciados. Tendo como pilares o conhecimento do histórico de riscos do mercado brasileiro, a expertise acumulada há décadas por sua conceituada equipe técnica e a força da marca, líder na América Latina, o IRB-Brasil Re assume a postura de vanguarda para atender a todas as demandas que surgirão nos próximos anos em um país em obras, à espera dos grandes eventos a maioria, esportivos que sediará nos próximos anos e da própria infraestrutura de uma nação em franco desenvolvimento. Não há prioridades. A intenção é atender a todos na medida do possível, sem abrir mão da salutar e necessária seleção de riscos, inevitável para uma empresa de resseguro que almeja manter a liderança e ampliar seus negócios. E, acima de tudo, sem colocar em risco a sua rentabilidade. A expectativa é a de aproveitar da melhor forma possível um cenário no qual o volume de prêmios emitidos tende a crescer progressivamente nos próximos anos, a reboque dos investimentos maciços feitos pelo setor público nas obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e em projetos de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além da exploração do pré-sal e da criação do microsseguro, que acaba de ser regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). De olho nesse potencial, o IRB-Brasil Re trabalha ativamente na criação constante de novos serviços e produtos visando a continuar sendo o parceiro preferencial das principais seguradoras e de grandes grupos empresariais do país. E o incentivo maior para os técnicos e dirigentes da empresa é a comprovação irrefutável oferecida pelas estatísticas do mercado, que jogam para o escanteio a tese de que o IRB-Brasil Re não seria capaz de competir em um mercado livre. O IRB-Brasil Re investe para fortalecer sua posição de líder com novos produtos, embora já atue em quase todos os segmentos. Entre as novidades, pode surgir um produto para fundos de pensão. A ideia é oferecer uma ferramenta que assegure o pagamento de benefícios a quem ultrapassar o tempo de vida estimado. 19

20 MATÉRIA DE CAPA O IRB-Brasil Re está de olho, também, no promissor e ainda pouco explorado setor agrícola, apesar do risco dessa modalidade ser consideravelmente elevado, chegando, em algumas situações, a 150% o índice de sinistralidade, o que leva as seguradoras a ressegurarem cerca de 90% dos prêmios. Para ultrapassar essas barreiras, a solução é atuar pontualmente em determinadas culturas e regiões. O IRB-Brasil Re também está de portas abertas para o setor esportivo, aproveitando a enxurrada de grandes eventos internacionais que o Brasil sediará até Contudo, o principal foco continuará direcionado para segmentos vinculados a grandes volumes de negócios, atendendo seguradoras e clientes que precisam mais do que a cobertura do resseguro, pois demandam, principalmente, de apoio técnico e capacidade financeira. Estão nesse caso os grandes riscos de Propriedades e os tradicionais ramos de Transportes, Aeronáuticos, Responsabilidade Civil, Garantia e Riscos de Governo. Os ramos de Pessoas, especialmente Vida e Previdência, também têm grande potencial de desenvolvimento. Desde o ano passado, o IRB-Brasil Re conta, ainda, com uma capacidade adicional para a aceitação de riscos de Petróleo, incluindo a construção de sondas offshore e plataformas de petróleo, além de operações offshore em geral. Essa capacidade foi ampliada de US$ 120 milhões para US$ 1,2 bilhão, suficiente para atender aos grandes projetos que vêm surgindo no país. IngImage 20

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