Unidade IV. Unidade IV. Técnica do Nado Peito

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1 Técnica da pernada 1. A pernada de peito requer uma boa flexibilidade, Já que, para um bom posicionamento dos pés, no momento da flexão máxima das pernas e no decorrer da extensão, é necessário realizar uma dorsiflexão comeversão,paraqueosmesmosrealizemumeficienteapoionaáguacomaplantadospés. 2.Aflexãodacoxasobreotroncodeveserosuficienteparaqueospésnãosaiamforadaágua,poisse houver um rebaixamento grande das mesmas, aumentará a resistência frontal ao deslocamento, prejudicando a propulsão. 3.AFlexãodapernasobreacoxadeveseramáximapossível,aproximandoospésdosglúteos,obtendo assim maior amplitude de movimento. 4.Naposiçãomáximadeflexão,osjoelhosdevemapontarparaofundodapiscina,enãoparaoslados, ou seja, deverá haver uma rotação medial das coxas para evitar um grande afastamento dos joelhos. 5. Na finalização da pernada, quando as pernas se estenderem, os pés se unirão, com as plantas voltadas uma para outra, através da flexão plantar e inversão dos pés. 6. O movimento de flexão dos pernas (recuperação) deverá ser um movimento mis descontraído (com menor gasto energético), e a extensão, onde se realiza o apoio necessário para o deslocamento, deverá ser executada com vigor e potencia. Técnica da braçada 1. A braçada do nado peito, caracteriza-se por possuir ênfase na lateralidade dos movimentos. 2. Partindo com os braços estendidos à frente da cabeça, mãos juntas, o início da braçada é realizado compressãoparaosladoseligeiramenteparaofundo(fasedeapoiodabraçada),semgrandeabertura, para que no momento da tração (movimento de aproximação dos braços), as mãos não ultrapassem a linha dos ombros. 3.Apósoapoiodabraçada,teremosatração,queéomovimentodepressãodoantebraço,inicialmente para dentro e para o fundo e após para dentro e para cima. Neste momento existirá uma flexão do antebraçosobreobraçoeumaaduçãodobraçojuntoaocorpo,comuniãodasmãos.naconclusãodeste movimento,asmãosdeverãoestarjuntas`afrentedocorpo.estaéafasemaispotentedabraçada. 4.Apósatração,começaaultimafasedociclodabraçada,a recuperação que é a fase de direcionamento das mãos a frente, próximas a superfície, quando ao final desta, ocorrerá o deslize, e após inicia-se um novo ciclo de braçadas. 1

2 A Respiração Durante a pressão inicial da braçada (apoio), o nadador deverá realizar a expiração. Quando o nadador estivar realizando a tração, ele estará elevando o tronco e conseqüentemente retirando o rosto da água, realizando a inspiração. No momento do lançamento dos braços à frente, na recuperação, ele retornará o rosto na água. Coordenação- Braços e Pernas A coordenação do nado peito, de braços e pernas caracteriza-se por movimentos alternados: Apoio da braçada as pernas permanecem estendidas Tração da braçada - as pernas permanecem estendidas Início da recuperação da braçada recuperação das pernas Segunda metade da recuperação da braçada inicio da ação e pressão das pernas Final da recuperação da braçada - final da ação e pressão das pernas (extensão) 2

3 Educativos 1. Executar a pernada de peito em D.D. com a prancha apoiada na cabeça, visualizando o movimento de forma que não haja flexão da coxa sobre o tronco e sim flexão da perna sobre o tronco. Objetivo: iniciar o aprendizado da pernada de peito, através de visualização da técnica, com intuito de facilitar a execução. 2. Executar a pernada de peito em D.V. com o auxílio da prancha, atento a pressão realizada pela planta dos pés, durante a extensão, respirando a cada três pernadas. Objetivo: realizar a pernada como ocorre no nado, e evitar o abaixamento do quadril e pernas. 3. Executar a pernada de peito, com a prancha, utilizando um pull-buoy. Objetivo: melhorar a rotação medial de coxa e conseqüentemente a posição dos joelhos. 4. Executar o movimento de braçada de peito, em D.V., na borda da piscina ( o aluno deverá visualizar detalhadamente o movimento). Objetivo: iniciar o aprendizado de forma simples, utilizando a borda como limite no movimento. 5. Com um macarrão apoiado nas axilas, executando a pernada de Crawl, realizar o movimento de braçada de peito, mantendo o rosto fora da água, para visualizar o movimento. Objetivo: Utilizar o macarrão como referência, buscando a amplitude correta da execução da braçada. 3

4 Saídas Esta saída é denominada Filipina Todo o processo inicial da saída, em uma prova de peito, é semelhante ao desenvolvido nas provas de crawl, as diferenças estão a partir do deslize realizado logo após a entrada na água. São eles: 1.Após a entrada na água, o nadador deverá permanecer com o corpo bem alinhado, com os braços estendidos `a frente e com as mãos juntas e sobrepostas. 2.No momento em que sentir que a sua velocidade de deslocamento está começando a diminuir, ele deverá realizar a primeira braçada, semelhante ao movimento da fase aquática ao movimento da fase aquática de golfinho, permanecendo com os braços colados ao corpo, até o momento em que sua velocidade de deslocamento submerso é significativa. 3.A seguir o nadador, ainda submerso, fará a recuperação dos braços, sob o corpo, mantendo mãos, antebraços e cotovelos o mais próximo o possível do corpo, minimizando a resistência frontal, criada por essa movimentação. 4.A partir do momento que as mãos estiverem passando sobre o rosto, as pernas iniciarão a recuperação. Assim que os braços estenderem na frente do corpo, o nadador deverá realizar a pernada, deslizando em direção a superfície e iniciando o nado de peito. 4

5 5

6 Viradas 1.O nadador ao se aproximar da borda para realizar a virada, deverá ajustar o ritmo das braçadas, de forma que toque na mesma com as duas mãos, simultaneamente e com os braços estendidos. 2. Após o toque `a borda, o nadador deverá retirar um dos braços, numa ação semelhante a uma cotovelada, por dentro da água e junto ao corpo, direcionando o braço em direção a borda oposta.durante este movimento, simultaneamente, as pernas estarão flexionando e se dirigindo a borda, juntamente com o quadril. 3.O outro braço, que não havia saído da borda, deverá realizar uma ligeira pressão à borda, auxiliando a sua recuperação, flexionado por sobre a cabeça. Neste momento o nadador para logo a seguir, em decúbito lateral submerso,unir as mãos para realizar o impulso na borda. No momento em que as mãos juntam-se à frente do corpo, os pés estarão tocando na borda, na mesma profundidade do quadril, com as pernas em ângulo de 90º. 4.A partir daí, o nadador realizará a Filipina como na saída do nado peito. 6

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