Economia, Desenvolvimento Regional e Mercado de Trabalho do Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Economia, Desenvolvimento Regional e Mercado de Trabalho do Brasil"

Transcrição

1 ORGANIZADORES: Amilton Moretto, José Dari Krein, Marcio Pochmann e Júnior Macambira Economia, Desenvolvimento Regional e Mercado de Trabalho do Brasil Fortaleza Instituto de Desenvolvimento do Trabalho Banco do Nordeste do Brasil Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho 2010

2 ECONOMIA, DESENVOLVIMENTO REGIONAL E MERCADO DE TRABALHO DO BRASIL 2010 Amilton Moretto, José Dari Krein, Marcio Pochmann e Júnior Macambira (Orgs.) TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AOS AUTORES REVISÃO DE TEXTO Maria Luísa Vaz Costa NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Paula Pinheiro da Nóbrega PROGRAMAÇÃO VISUAL E DIAGRAMAÇÃO José Wendell de Oliveira Sá E17e Economia, desenvolvimento regional e mercado de trabalho do Brasil / organizadores, Amilton Moretto... [et al.]; autores, Liana Carleial... [et al.]. Fortaleza: Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, Banco do Nordeste do Brasil, Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, p. ISBN: I. Moretto, Amilton. II. Carleial, Liana. III. Título. CDD: 330

3 APRESENTAÇÃO 07 PARTE 01 VISÃO GERAL DA CRISE E O IMPACTO SOBRE O MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL 11 CAPÍTULO 01 CRISE ECONÔMICA INTERNACIONAL E CRISE DO TRABALHO: O QUE JÁ PODEMOS ANTECIPAR? Liana Carleial 13 CAPÍTULO 02 CRISE ECONÔMICA E EMPREGO NO BRASIL Paulo Baltar 41 CAPITULO 03 CRISE ECONÔMICA MUNDIAL: MUDANÇAS NAS CARACTERÍSTICAS DO DESEMPREGO NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO? Maria Cristina Cacciamali e Fábio Tatei 55 CAPÍTULO 04 REAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL METROPOLITANO FRENTE À CRISE INTERNACIONAL Marcio Pochmann 81 PARTE 02 ASPECTOS REGIONAIS DO MERCADO DE TRABALHO 103 CAPÍTULO 05 ASPECTOS ESTRUTURAIS DO MERCADO DE TRABALHO EM CONTEXTO RECENTE DA ECONOMIA BRASILEIRA: CONTRAPONTO NORDESTE-SUDESTE Tarcisio Patricio de Araújo e Roberto Alves de Lima 105 CAPÍTULO 06 MAPEAMENTO DO TRABALHO AGRÍCOLA NO BRASIL Marcelo Weishaupt Proni 139 CAPÍTULO 07 TRABALHO EM TURISMO E SUAS DIFERENÇAS REGIONAIS NO BRASIL Fernando Meloni de Oliveira 179

4 CAPÍTULO 08 EVOLUÇÃO DAS DISPARIDADES REGIONAIS NO BRASIL : ANÁLISE COM BASE NO GTDN Fernando J. Pires de Sousa 223 CAPÍTULO 09 CONCENTRAÇÃO GEOGRÁFICA E PRODUTIVIDADE INDUSTRIAL Diego de Maria André, Francisco de Assis Soares, Sandra Maria dos Santos e Júnior Macambira 259 PARTE 03 AS POLÍTICAS PARA O MERCADO DE TRABALHO 287 CAPÍTULO 10 OS EFEITOS DISTRIBUTIVOS DO SALÁRIO MÍNIMO NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO E NORDESTINO NO PERÍODO DE 2002 A 2007 Henrique Dantas Neder e Rosana Ribeiro 289 CAPÍTULO 11 O PAPEL DO SINE NA INTERMEDIAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA NO BRASIL NORDESTE E SUDESTE João Saboia e Josiane Fachini Falvo 323 CAPÍTULO 12 AS POLÍTICAS DE MERCADO DE TRABALHO E A CRISE DE 2008 Amilton Moretto 347

5 APRESENTAÇÃO A ideia inicial deste livro era fazer um balanço das mudanças recentes observadas no mercado de trabalho brasileiro. Buscava-se compreender com maiores detalhes a recuperação do emprego formal (isto é, o emprego assalariado com registro em carteira de trabalho) que se iniciara com a desvalorização cambial de 1999, mas que ganhara impulso a partir de 2003 com o bom desempenho da balança comercial, em grande medida decorrente da elevação da demanda mundial por commodities e dos preços destas. O bom desempenho do produto devido ao setor exportador foi, aos poucos, se espraiando para o restante da economia, abrindo novas oportunidades de negócios e repercutindo favoravelmente sobre a geração de novos postos de trabalho. O crescimento do emprego e da renda, particularmente com os aumentos reais do salário mínimo, permitiu à população de mais baixa renda maior acesso ao crédito, cujas famílias se endividaram com taxas impensáveis em economias civilizadas, mas com prazos longos permitindo que as prestações coubessem no bolso do trabalhador. O dinamismo da economia brasileira, cujo crescimento médio do produto de 2003 a 2008 foi de 4,2% ao ano, apesar do conservadorismo da política econômica baseada exclusivamente nas metas de inflação, gerou forte otimismo, só ameaçado pela crise global deflagrada a partir dos Estados Unidos, em setembro de A crise colocou um elemento novo para os estudiosos do mercado de trabalho. Em certa medida, esse fato obrigou, de acordo com o tema tratado, maior ou menor referência às consequências da crise. O objetivo inicial, portanto, foi readequado para poder incluir os desdobramentos da crise no plano internacional e suas repercussões sobre a economia brasileira e, consequentemente, sobre o mercado de trabalho. Assim sendo, os artigos incorporaram o problema da crise na medida em que a evolução dos acontecimentos permitiu se avançar mais ou menos na análise. O resultado final nos dá uma visão ampla da situação do mercado de trabalho de antes da crise e o que se pode esperar após sua superação e, mais importante, quais as questões novas que ela trouxe sobre as diretrizes futuras da economia mundial e da brasileira em particular. O livro está organizado em três partes. Na primeira são apresentados os aspectos gerais da crise e do mercado de trabalho brasileiro no período recente. 5

6 Quatro artigos estão inseridos aqui: Crise econômica internacional e crise do trabalho: o que já podemos antecipar?, de Liana Carleial, que discute as mudanças observadas no capitalismo contemporâneo e seus impactos sobre o trabalho, as possíveis repercussões sobre o trabalho no plano internacional e no Brasil, apontando para a importância de um relativo resgate do papel do Estado e da regulação sobre o sistema financeiro. O segundo artigo, Crise econômica e emprego no Brasil, de Paulo Baltar, destaca o contexto recente do mercado de trabalho brasileiro, cujo desempenho indicava o movimento de recuperação do emprego assalariado formal. Diante da crise surgem dúvidas sobre a continuidade desse processo que dependerá da capacidade de o Estado brasileiro responder rápida e eficazmente aos desafios da queda do produto. O terceiro, Crise econômica mundial: mudanças nas características do desemprego no mercado de trabalho brasileiro?, de Maria Cristina Cacciamali e Fábio Tatei, concentra-se em avaliar as diferenças do desemprego decorrentes da crise financeira atual com as crise da década de 1990, pois esta é de natureza distinta das anteriores. Constata que os principais setores atingidos pela recessão foram os mais dinâmicos, o manufatureiro, os que dependem do crédito e os que dependem da demanda externa. Dessa forma, o ajuste no mercado de trabalho ocorreu com forte eliminação de postos de trabalho, especialmente de homens com alta escolaridade. Por outro lado, ampliou-se o número de mulheres de mais idade, em geral cônjuges, ocupadas. No último artigo desta primeira parte, Marcio Pochmann, no artigo Reação do mercado de trabalho no Brasil metropolitano frente à crise internacional, avalia os impactos da crise sobre o mercado de trabalho e suas repercussões sobre a pobreza, detectando que, diferentemente do observado nas crises anteriores, a pobreza manteve sua trajetória de queda, o que atribui em grande medida aos mecanismos de proteção social. Na segunda parte do livro, os artigos focam aspectos regionais do mercado de trabalho brasileiro. Tarcísio Patrício e Roberto Alves, no artigo Aspectos estruturais do mercado de trabalho em contexto recente da economia brasileira: contraponto Nordeste-Sudeste, analisam as diferenças estruturais do mercado de trabalho da região Nordeste e da região Sudeste. Depois de apresentar a formação do mercado de trabalho nordestino, o autor apresenta a evolução da estrutura dos mercados de trabalho analisados para concluir que as diferenças entre eles não se alterou substancialmente. Ademais, dadas as diferenças na estrutura produtiva, o Sudeste apresentou uma redução mais rápida do nível de emprego em resposta à crise comparativamente ao Nordeste, mas também é mais rápida a recuperação. Ademais, as taxas de desemprego são maiores no Nordeste que no Sudeste. O autor destaca, ainda, a importância de se definir uma política de desenvolvimento regional que permita ao Nordeste se apropriar dos benefícios 6

7 do pré-sal, concentrado na região Sudeste. O artigo Mapeamento do trabalho agrícola no Brasil, de Marcelo W. Proni, coloca em discussão questões relacionadas com as desigualdades regionais em termos do mercado de trabalho rural. O autor afirma que o desempenho positivo da agropecuária após 2003 não foi capaz de gerar empregos em quantidade suficiente para absorver o grande contingente de trabalhadores agrícolas existente no País e elevar de forma significativa seus rendimentos. Também analisa os profundos desníveis no desenvolvimento regional, particularmente em relação ao grau de mecanização da agricultura e de sofisticação da pecuária, que se refletem nos problemas relacionados ao mercado de trabalho rural, procurando identificar os estados onde a população rural está exposta a um maior grau de vulnerabilidade, aqueles onde predomina o assalariamento com relações de trabalho precárias, e outros onde a agricultura familiar está mais bem estruturada. A análise sugere que os diferenciais relacionados ao perfil dos trabalhadores agrícolas mostraram que o recorte por grandes regiões pode ocultar especificidades importantes, sendo aconselhável estabelecer comparações entre as situações estaduais para obter um diagnóstico mais preciso dos problemas e potencialidades. Em resumo, o artigo procura mostrar que as condições do mercado de trabalho rural são mais favoráveis onde os agronegócios estão melhor estruturados, que permanecem muitas precariedades a serem enfrentadas nas regiões onde a agropecuária é mais atrasada, que foi tímida a melhoria observada no perfil dos trabalhadores agrícolas no período , e que tal melhoria se processa muito lentamente quando a modernização é encaminhada pelas forças do mercado. Portanto, é necessário renovar o debate sobre as políticas públicas prioritárias para estruturar melhor o mercado de trabalho agrícola no Brasil. Trabalho em turismo e suas diferenças regionais no Brasil, de Fernando Meloni, trata da capacidade do setor de turismo em gerar novos postos de trabalho, dado que tem crescido a preocupação com as atividades de turismo no País como uma atividade que deve ser melhor explorada e que apresenta amplas perspectivas de crescimento. A análise procura verificar o papel que essa atividade ocupa nas diversas regiões do País. Conclui que as expectativas do turismo como alavanca para o desenvolvimento regional não se concretizou, verificando-se maior concentração dessa atividade nas regiões Sudeste e Sul, bem como a diferença entre a qualidade dos empregos gerados (visto pela remuneração, rotatividade, escolaridade e formalização) nestas regiões superiores em relação às demais. No artigo Evolução das disparidades regionais no Brasil : análise com base no GTDN, o autor Fernando Pires de Sousa faz um esforço para analisar a evolução das desigualdades regionais brasileiras a partir do Nordeste, tomando como ponto de partida o esforço do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento do Nordeste. Verifica que a retomada do dinamismo recente da economia deverá contemplar a consolidação dos investimentos previstos para a região Nordeste. Contudo, constata que tais 7

8 investimentos ainda estão muito aquém das transformações necessárias para dar ao Nordeste maior autonomia e independência econômica. Por fim, nesta segunda parte, Diego Maria André e coautores, no artigo Concentração geográfica e produtividade industrial, busca averiguar o impacto que as economias de escala e o número de estabelecimentos têm sobre a produtividade industrial. A análise é aprofundada com a inclusão das características regionais e da indústria, e a influência que estas têm em atenuar ou acentuar os efeitos das economias de escala e do número de estabelecimentos no resultado da produtividade. Os três textos da terceira e última parte do livro discutem o tema das políticas de mercado de trabalho. No primeiro artigo, Os efeitos distributivos do salário mínimo no mercado de trabalho brasileiro e nordestino no período de 2002 a 2007, Henrique Neder e Rosana Ribeiro discutem a contribuição do salário mínimo para o processo de desconcentração dos rendimentos do trabalho no intervalo de 2002 a A análise concentra-se sobre os trabalhadores brasileiros como um todo e os trabalhadores nordestinos em particular. O resultado da investigação levou à verificação de que a política de elevação do salário mínimo desconcentrou os rendimentos do trabalho no período recente para brasileiros e nordestinos, tanto homens como mulheres. Essa política de elevação gradual do salário mínimo real no período analisado ocorreu sem a elevação do desemprego, como defende a teoria ortodoxa, reduzindo a dispersão dos rendimentos do trabalho. João Sabóia e Josiane Falvo, no artigo O papel do Serviço Nacional de Emprego (SINE) na intermediação de mão-de-obra no Brasil: Nordeste e Sudeste, apresentam o desempenho do serviço de intermediação do SINE para as diferentes regiões do País, analisando o perfil da intermediação por meio da Classificação Brasileira de Ocupações. Em avaliação mais detalhada, é feita uma comparação entre o desempenho do SINE na região Nordeste e Sudeste, constatando-se melhor desempenho na primeira. No último texto, As políticas de mercado de trabalho e a crise de 2008, Amilton Moretto discute o papel das políticas de mercado de trabalho como instrumento de proteção social e de apoio à estruturação do mercado de trabalho tomando como pressuposto um ritmo de crescimento adequado do produto para gerar as oportunidades ocupacionais necessárias para incorporar o conjunto da população ativa. Por fim, cabe destacar que esta iniciativa só foi possível pelo apoio recebido do Banco do Nordeste do Brasil, que encampou a ideia de sua realização desde o princípio. Resta deixar que o livro fale por si aos leitores e ajude a todos a compreender um pouco melhor os caminhos novos pelos quais o mercado de trabalho no Brasil tem trilhado. Os organizadores 8

9 PARTE 1 VISÃO GERAL DA CRISE E O IMPACTO SOBRE O MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL

10

11 CAPÍTULO 1 CRISE ECONÔMICA INTERNACIONAL E CRISE DO TRABALHO: O QUE JÁ PODEMOS ANTECIPAR? 1 Liana Carleial 2 O objetivo deste artigo é discutir quais são as tendências que já se abatem sobre o trabalho no contexto desta fase do capitalismo, após a eclosão da crise financeira explicitada a partir de 15 de setembro de 2008, quando a falência do Lehman Brothers foi reconhecida. Certamente a crise vinha sendo gestada lentamente e, desde 1987, o intervalo entre as crises financeiras que atingiram os países desenvolvidos e subdesenvolvidos, em maior ou menor grau, era de apenas três anos. O modo de regulação que engendrou essa crise esteve assentado numa queda da taxa de acumulação, associada ao crescimento da taxa de lucro e a uma crescente perda de participação dos salários na renda gerada. No âmbito das famílias o ajuste foi feito pelo endividamento. No nível agregado esse endividamento ganhou força, como se pudesse substituir o investimento produtivo. Além disso, a revolução tecnológica que aproximou comunicação e informação permitiu a reestruturação das firmas, a deslocalização dos investimentos e a reorganização do trabalho. A acumulação e a dominação financeira magnificaram o caráter fetichista intrínseco às sociedades capitalistas, escondendo o que interessa e insinuando que seria possível produzir sem trabalho e que os ganhos obtidos na esfera financeira seriam autônomos e independentes do lado real da economia. 1 Versão modificada deste artigo foi apresentada no JIST2009-XIIémes Journées Internationales de Sociologie du Travail, no atelier 6, Dinâmica e Crise do Capitalismo, nos dias de junho, em Nancy-França e publicada nos anais da referida jornada em formato digital. 2 Professora titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e, atualmente, diretora de estudos regionais e urbanos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

12 O trabalho, então, foi submetido a uma intensa desregulamentação que procurou impor aos mercados de trabalho o mesmo resultado dos mercados financeiros: liquidez, rapidez, retornos rápidos e crescentes. E diante desta crise global, que é financeira, bancária, produtiva e social, o que ocorrerá com o trabalho? Na ausência de novas revoluções tecnológicas, como se farão os ajustes? Será um ajuste pelo desemprego aberto? Novos ciclos de reorganização do trabalho serão tentados? Enfim, quais são as tendências que já podem ser vislumbradas? Este capítulo está organizado em duas partes além desta introdução e das considerações finais. Na parte inicial apresentam-se as origens da crise e o seu caráter estrutural. Na segunda parte discutem-se a crise financeira e a crise do trabalho em quatro passos. No primeiro passo introduz-se a natureza da crise do trabalho instalada nos anos 80 do século passado; em seguida, analisam-se os impactos da crise sobre a produção e o emprego, os movimentos migratórios e as reações dos trabalhadores e das sociedades. Apresentam-se, de modo sucinto, os efeitos da crise sobre o Brasil e, em seguida, as considerações finais. 1.1 Crise Internacional: Antecedentes Remotos A natureza da crise A crise financeira intensificada a 15 de setembro passado pela quebra do Lehman Brothers é apenas a chamada ponta do iceberg. A questão central são a natureza assumida pela fase do capitalismo intitulada de acumulação à escala financeira e o modo de regulação do capital nos últimos 30 anos. O período do pós-segunda Guerra Mundial até os anos 80 do século passado, além de ter configurado o período da reconstrução capitalista, foi também o período de um mundo bipolar no qual a presença do socialismo real facilitou sobremaneira a correlação de forças políticas entre o capital e o trabalho. Do ponto de vista da estrutura de classes no capitalismo, foi um período relevante para a ação sindical e de relativa redução de poder da classe capitalista. A natureza da regulação permitiu que crescimento e emprego tivessem um comportamento solidário, os lucros fossem reinvestidos e o Estado, entendido como portador do 12

13 fundo público, operasse dentro da economia. Mas, a rentabilidade do capital, ou seja, a taxa de lucro, caía. O final dos anos 70 foi de reorganização dos movimentos do capital. No entanto, a lógica era outra. Instalou-se, então, uma fase que seria intitulada erroneamente de neoliberal. O fio condutor desse período foi buscar inverter as tendências vividas no período anterior, ou seja, reduzir a ingerência do Estado na economia (com destaque para a privatização de empresas estatais), subordinar o capital produtivo ao financeiro, fragilizar a correlação de forças anteriormente mais favoráveis aos trabalhadores e alterar o padrão concorrencial com fusões e aquisições entre empresas. Tudo isso submetido a uma relação institucional definida, num polo, pela dominância dos mercados, e noutro, pelas formas de regulação recriadas. Esse formato pareceu adequado para aquela etapa pontuada por uma intensa movimentação internacional dos mercados de bens e financeiro, produzindo mercados de trabalho cada vez mais fragilizados pelo lento crescimento econômico, pela perda de poder político dos sindicatos, pelo ataque sistemático aos modelos de Estado de Bem-Estar no mundo desenvolvido e, ainda, pela quase impossibilidade de implementação desses modelos nos países subdesenvolvidos. Na realidade, ao lado de um claro movimento de globalização produtiva e financeira, deu-se a concorrência entre os modelos de Estado Social, cada qual buscando ser o mais atraente possível para sediar novos investimentos, incitados cada vez mais pelo poder sedutor das condições chinesas de produção de então. Essa fase também foi alavancada por mudanças tecnológicas que já vinham em curso no período anterior: a microeletrônica, a convergência tecnológica que impulsionou novas tecnologias da informação e comunicação, alterando processos e formas de gestão do trabalho. A gestão do trabalho alterou-se para se centrar no trabalho em grupo que busca ampliar a produtividade e, ainda, permite um controle coletivo do trabalho, mesmo sem a personificação no gerente (ou gestor) (GAULEJAC, 2005), mantendo a avaliação individualizada de cada trabalhador. Tal avaliação utiliza medidas diferentes (e quase obscuras) expressas em modelos de avaliação de competência. Assim, foram alteradas as formas de remuneração. Nem sempre o trabalho corresponde ao salário. Os trabalhadores podem ser pagos com ações da própria empresa, por fundos previdenciários ou participações nos lucros. No caso de funções específicas em grandes bancos, a remuneração pode ser ainda mais diversificada incluindo bônus, aplicações etc. Todas essas mudanças redundaram na redução da participação dos salários no Produto Interno Bruto (PIB), consistentemente, na Europa e nos Estados Unidos, conforme evidenciam os Gráficos 2 e 3. 13

14 O argumento até aqui desenvolvido é reforçado por três fatos. O deslocamento industrial da Europa Central em direção à Europa Oriental, iniciado já nos anos 80, e dos Estados Unidos em direção à Ásia, tornou-se possível pela mudança de base material do capitalismo, que permitiu o controle de parques produtivos à distância. Já mais recentemente, a incorporação aos mercados da China e da Índia também contribuiu para a tendência de manter mais baixos os salários. Em terceiro lugar, a queda do muro de Berlim, simbolicamente insinua a dominância dos mercados. Neste sentido, o modo de regulação do capital implementado nestes últimos anos construiu todas as condições para a precarização do trabalho e a redução dos salários, assim como para a subordinação do capital produtivo à lógica rentista e especulativa, comprometendo inclusive o Estado, com tais condições em um contexto de economia globalizada. Hoje é sabido que a queda dos salários na equação macroeconômica geral foi compensada pelo endividamento das famílias, bem como, agregadamente, procurava compensar a redução da acumulação. 3 Assim, o modo de regulação vigente no período, acrescido da proliferação da prática de titularização e da desregulamentação financeira, ampliaram a tendência endógena a crises. Não sem razão, nesse período as crises financeira e real se sucederam, sendo que a partir de 1987 o intervalo entre uma e outra foi de apenas três anos. Logo, na base da crise financeira estavam os capitais livres (no sentido de não aplicados no setor real da economia) em busca de ganhos. Tais capitais eram originários dos salários em franco descenso, da redução da taxa de acumulação e do aumento da rentabilidade do capital (da taxa de lucro), ao contrário do período anterior e não só da relativa facilidade de crédito disponível nos mercados, como algumas análises insistem em propor. Até o final dos anos 70, as taxas de acumulação e de lucro nos Estados Unidos, Europa e Japão caminharam juntas; a partir daí, até 2007, observa-se um hiato que evidencia a inversão da regulação macroeconômica desse período, destacando-se a queda na taxa de acumulação mesmo diante de taxa de lucro ascendente. 3 De acordo com Sapir (2009b), o endividamento das famílias como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país, na Europa, em 2006, era o seguinte: França: 45%; Alemanha: 68%; Espanha: 84%; Inglaterra: 107% e Itália:39%. Segundo o Federal Reserve, nos Estados Unidos esse endividamento chegou a ser 135% do PIB, em 2007, quando era 46%, na década de 80 do século passado. 14

15 Gráfico 1 - Taxa de Lucro e Taxa de Acumulação Estados Unidos + União Europeia + Japão Fonte: Disponível em: <http://hussonet.free.fr>. Taxa de acumulação = taxa de crescimento do volume de capital líquido Taxa de lucro= benefício/capital (ano 2000:base 100) Os Gráficos 2 e 3 a seguir auxiliam no entendimento desse período A - Estados Unidos Gráfico 2 - Salários e Consumo Privado no Produto Interno Bruto (PIB) Fonte: Disponível em: <http://hussonet.free.fr>. 15

16 B-União Européia Gráfico 3 - Salários e Consumo Privado no Produto Interno Bruto (PIB) Fonte: Disponível em: <http://hussonet.free.fr>. Nos dois casos o comportamento dos gastos do consumo como proporção do PIB se desvencilha do comportamento dos salários. Nos Estados Unidos, o consumo, aliás, cresce significativamente em relação ao PIB; na Europa, ele é mais ou menos constante, mas também se mostra desvinculado dos salários. A área entre os dois agregados indica que o problema de reprodução identificado pelo Gráfico 1 encontra aqui a solução. Solução aqui é mera licença de linguagem. Assim, a crise revela um problema estrutural dessa fase do capitalismo que não parece ter ainda encontrado encaminhamento favorável. Na realidade, o desvendamento da natureza da crise auxilia em sua melhor compreensão e alerta para o fato de que não é possível apenas tentar resolver os problemas gerados pela ruptura, recuperando a crença no mercado financeiro e criando outras inovações financeiras. Do ponto de vista de Housson (2009), o único meio de quebrar a regulação rentista de mercado, vigente nos últimos trinta anos e mesmo após a atual crise, é fechar as torneiras que alimentam a esfera financeira; a principal delas é o recuo dos salários. Assim, seria necessário modificar a distribuição das riquezas: menos dividendos e mais salários e orçamento social. É imprescindível, portanto, outro modo de regulação do capital. 16

17 Segundo Housson (2009), há uma significativa margem para isso, uma vez que os dividendos produzidos pelas sociedades não-financeiras representam hoje 12% de sua massa salarial. No caso francês era de apenas 4% em O autor indica, mais uma vez, que o modo de regulação vigente levou a um conflito distributivo importante: a necessidade de esse padrão de regulação se alterar, recuperando a participação dos salários no PIB e pregando ainda a necessidade de a finança ser submetida à economia real. Esta é uma análise que expõe a razão estrutural da crise, sinalizando a insuficiência da abordagem conjuntural que até o momento prende a atenção da maioria dos analistas. É evidente que é importante implementar medidas que permitam a retomada do crédito para a produção, reduzam os efeitos sobre o desemprego e invertam as expectativas negativas quanto ao futuro das economias. No entanto, a questão central é alterar o padrão distributivo instalado que penaliza fortemente os salários. Certamente esse encaminhamento não será possível sem algum grau de protecionismo, sem controle no movimento de capitais e de bens entre países e, ainda, sem algum limite à prática de deslocalização produtiva em busca de produzir pagando salários mais baixos. Estas práticas colocariam um freio ao chamado movimento de globalização ou mundialização vivido nos últimos quarenta anos. 1.2 Crise Econômica Internacional e Crise do Trabalho: O Que Podemos Avançar? A crise do trabalho instalou-se na produção acadêmica mundial, nas fábricas, na mídia, na vida das pessoas à medida que a revolução microeletrônica e os novos modelos de gestão da produção e do trabalho avançavam. Na realidade, o capitalismo mudou de forma significativa após a crise dos anos 70 do século passado. Simultâneamente à chegada definitiva da ciência como força produtiva, as sociedades conheceram um forte ajustamento para inverter a queda da rentabilidade e da produtividade. O acordo que permitiu essa inversão exigiu, então, uma nova forma de organização da empresa na qual o caráter fundamental foi o comportamento inovador, técnico, organizacional ou tecnológico da firma. A pressão da concorrência e a exigência dos consumidores num mundo globalizado impuseram também novas regras. As palavras de ordem foram competitividade e flexibilidade. 17

18 A grande empresa enquanto tendência dominante foi substítuida por um modelo mais leve, a firma-rede. 4 Da subcontratação clássica (ALTHERSON, 1997) ao co-desenvolvimento (LAIGLE, 1997), existem muitas maneiras de dividir o trabalho entre as empresas num mesmo território, num mesmo país ou ainda no nível mundial. As estratégias de ajustamento estrutural que foram postas em prática pelos diferentes países e coordenadas pelo pensamento único objetivaram a eliminação das barreiras aduaneiras, a redução do papel do Estado, a desregulamentação dos mercados financeiros e do trabalho e a redução da inflação. Paralelamente, assistiu-se a uma nova lógica de expansão das firmas multinacionais que parecem ter adquirido ainda maior poder sobre os territórios e as políticas econômicas nacionais. De uma certa, esses fenômenos explicitam o movimento que chamamos de globalização, a qual, por sua vez, pode se desenvolver mediante regionalizações do mundo, tal como a União Europeia ou o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Desse movimento resulta uma interdependência hierarquizada entre os países, deixando os Estados nacionais de países subdesenvolvidos mais fragilizados para planejar a economia. Adicionalmente, esse frágil poder ainda ficou partilhado com os organismos internacionais Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e as grandes firmas multinacionais 5. Por outro lado, os estados nacionais ficaram muito fortes para modificar as regras de proteção aos trabalhadores, para desregulamentar os mercados e liberar os mercados financeiros. Na realidade os estados nacionais acabaram por referendar a financeirização em curso. Esse novo ordenamento do capitalismo contemporâneo igualmente construiu um novo mundo do trabalho. No lugar de um trabalho homogêneo, regular e contínuo, passou-se a ter um trabalho heterogêneo, irregular e intermitente. Suas manifestações concretas são a redução do número de trabalhadores portadores de contrato de trabalho com duração indeterminada nos países desenvolvidos, a ampliação do número de trabalhadores em tempo parcial, temporário, 4 Ver Veltz (2000). 5 A bem da verdade, porém, é importante registrar que o poder dos organismos multilaterais foi reduzido ao longo do período e até as vizinhanças da crise atual eles estavam com a sua atuação restrita aos países subdesenvolvidos; o fórum dos países desenvolvidos era, sem dúvida, o G-8. No entanto, com a eclosão da crise, esses organismos foram revigorados, talvez em decorrência da necessidade de socorrer os países do leste asiático; ainda não se pode antever o epílogo nesse relacionamento. Entretanto, a crise trouxe uma sobrevida não esperada a tais organismos. 18

19 subempregados, subcontratados e, ainda, a decalagem entre os padrões de inserção no mercado de trabalho entre homens e mulheres. 6 Enfim, a precariedade e a flexibilização do trabalho, que culminaram nos países da Europa do Norte, na proposta de flexsecurité, que pretende uma associação entre flexibilidade (em todos os níveis) do trabalho mas com alguma segurança. Além disso, o trabalho não necessariamente corresponde ao salário. O trabalhador pode também ser remunerado através de participação nos lucros das empresas, de ações das empresas do grupo, de contas de poupanças, de viagens, de bonus etc. O capital e o trabalho se tornaram unidades problemáticas. Entretanto, o capital, apesar de sua multiplicidade, é reconhecido por sua unidade na luta pela sua valorização. O trabalho passou a ser cada vez mais atravessado por diferenças, fragmentações, diferenças/ausências de possibilidade de organização política, comprometendo parte importante dos trabalhadores com os ganhos originalmente recebidos apenas pelos detentores do capital, tais como juros, rendimento de ações etc. A realidade fica cada vez mais difícil de interpretar, gerando, assim, para alguns, a crise da sociedade do trabalho. A maior parte dos autores que compartilham essa ideia de crise optou por considerar como efetiva e real a impossibilidade de o trabalho se manter como meio central de ligação social nas nossas sociedades. Offe (1989) considera que a substituição do trabalho pela questão do emprego na análise sociológica é o início da desarticulação dessa categoria, bem como da perda de sua posição central nas sociedades capitalistas. Keynes teria possibilitado essa substituição. Gorz (1988) argumenta que é a vida que deve ser remunerada, e não o trabalho. Essa virada no pensamento de Gorz (1988) foi sustentada pelo artigo clássico de Habermas (1987), no qual ele propõe a substituição do paradigma da produção pelo paradigma da comunicação para interpretar o mundo diante da perda da energia utópica oriunda da dominância do assalariamento, ou seja, do trabalho indiferenciado sob o capital. 7 O trabalho é, então, posto em questão como ligação social. (GORZ; 1998, 1997; MÉDA, 1995). Rifkin (1995) denuncia o fim do trabalho e defende a criação do terceiro setor como meio de geração de ocupações. Aznar (1992) propõe o pa- 6 Para uma análise aprofundada ver: Hirata (1998). 7 Na realidade, isto não acontece; o tamanho do assalariamento é crescente no mundo contemporâneo. O que se alteram são a força política dos assalariados e as condições sob as quais o trabalho assalariado é regido. 19

20 gamento pelo Estado de um segundo cheque mesmo para aqueles que trabalham, mas não recebem o suficiente. Temos aqui a matriz de pensamento mais relevante para a sustentação de uma crise do trabalho. Mas, se o trabalho não é mais o ponto central da sociedade em torno do qual ela se organiza, o que poderá substituí-lo? Na realidade, essa fase retrata mais um momento do avanço das forças produtivas, do avanço tecnológico concretizado em mudanças efetivas nos processos produtivos, mas que não tem prescindido do trabalho. De forma incisiva a tecnologia é utilizada como meio de valorização. O trabalho, certamente, não desapareceu; ele foi redefinido dentro e fora da fábrica, entre grandes e pequenas empresas subcontratadas, entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos através, especialmente, da presença das firmas-rede mundiais, e reposicionado entre os diferentes setores econômicos. A produção acadêmica mais recente (LALLEMENT, 2007) e a prática concreta de gestão de pessoas nas firmas acabaram por reconhecer que o trabalho continua sendo a forma de ligação social e de pertencimento de cada indivíduo na sociedade; do mesmo modo o assalariamento se mantém como a forma prevalente de inserção nos mercados de trabalho. (CARLEIAL; AZAIS, 2007). Logo, é necessário acompanhar os impactos sobre o trabalho. Mas, nesta crise, o que dizer? A crise atual é entendida por alguns como a primeira grande crise do capitalismo globalizado. Neste quadro o que pode acontecer com o trabalho? Na ausência de uma revolução tecnológica que permita uma nova organização do trabalho serão retomadas as condições que instituíram a anterior crise do trabalho? Serão intensificadas as práticas de flexibilização das legislações trabalhistas? O ajuste se fará por cortes no emprego e nas horas trabalhadas? Ainda é muito cedo para se ter uma ideia mais concreta dos reais impactos sobre o trabalho. Neste sentido discutem-se alguns sinais dos impactos que já são visíveis sobre o trabalho. 1.3 Impactos sobre a Produção e o Emprego O primeiro impacto visível da crise sobre o lado real da economia foi o recuo da produção mundial. Do grupo de países analisados pelo FMI há uma previsão de queda de 1,0 % para o ano de Entre os países desenvolvidos a principal queda prevista é a do Japão (-5,8%), seguida da zona do Euro (-3,2%), Reino Unido (- 2,8%), e os EUA (-2,6%). 20

Impáctos da Crise Econômia nos Sistemas de Saúde na Europa e Estados Unidos (2008-2013)

Impáctos da Crise Econômia nos Sistemas de Saúde na Europa e Estados Unidos (2008-2013) Impáctos da Crise Econômia nos Sistemas de Saúde na Europa e Estados Unidos (2008-2013) André Medici Congresso Internacional de Serviços de Saúde (CISS) Feira Hospitalar São Paulo (SP) 23 de Maio de 2013

Leia mais

Comércio (Países Centrais e Periféricos)

Comércio (Países Centrais e Periféricos) Comércio (Países Centrais e Periféricos) Considera-se a atividade comercial, uma atividade de alto grau de importância para o desenvolver de uma nação, isso se dá pela desigualdade entre o nível de desenvolvimento

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.º 11 Novembro 2014. Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia

Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.º 11 Novembro 2014. Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia Boletim Mensal de Economia Portuguesa N.º 11 Novembro Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia GPEARI Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais Ministério

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

Panorama Mundial (2013)

Panorama Mundial (2013) Panorama Mundial (2013) Produção mundial alcançou US$ 444 bilhões em 2013; Mesmo com os efeitos da crise internacional, registra 85% de crescimento desde 2004, a uma taxa média de 7% ao ano; 54% da produção

Leia mais

Economia mundial. Perspectivas e incertezas críticas. Reinaldo Gonçalves

Economia mundial. Perspectivas e incertezas críticas. Reinaldo Gonçalves Economia mundial Perspectivas e incertezas críticas Reinaldo Gonçalves Professor titular UFRJ 19 novembro 2013 Sumário 1. Economia mundial: recuperação 2. Macro-saídas: eficácia 3. Incertezas críticas

Leia mais

MACRO AMBIENTE DA INOVAÇÃO

MACRO AMBIENTE DA INOVAÇÃO MACRO AMBIENTE DA INOVAÇÃO Ambiente de Inovação em Saúde EVENTO BRITCHAM LUIZ ARNALDO SZUTAN Diretor do Curso de Medicina Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo SOCIEDADES CONHECIMENTO

Leia mais

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA HENRIQUE MARINHO MAIO DE 2013 Economia Internacional Atividade Econômica A divulgação dos resultados do crescimento econômico dos

Leia mais

2013: RECESSÃO NA EUROPA EMPURRA MUNDO PARA A CRISE

2013: RECESSÃO NA EUROPA EMPURRA MUNDO PARA A CRISE 2013: RECESSÃO NA EUROPA EMPURRA MUNDO PARA A CRISE 30 países mais ricos do mundo (OCDE) tiveram uma queda no PIB de 0,2% no quarto trimestre de 2012. Diminuição forte do consumo na Europa vai afetar economia

Leia mais

Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional. Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB

Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional. Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB O NÚCLEO DE ECONOMIA EMPRESARIAL ESPM-SUL PESQUISA E APOIO 1. Despesas em

Leia mais

Choques Desequilibram a Economia Global

Choques Desequilibram a Economia Global Choques Desequilibram a Economia Global Uma série de choques reduziu o ritmo da recuperação econômica global em 2011. As economias emergentes como um todo se saíram bem melhor do que as economias avançadas,

Leia mais

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique IGC Mozambique A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique 09 de Março de 2012 1 Introdução Uma visão retrospectiva mostra uma década que já aponta a grande clivagem da economia

Leia mais

Imagem 1 Imagem 2. Fontes: Imagem 1 ROBIN, M. - 100 fotos do século, Evergreen, 1999./ Imagem 2 Le Monde Diplomatique ano 2, nº16 novembro de 2008

Imagem 1 Imagem 2. Fontes: Imagem 1 ROBIN, M. - 100 fotos do século, Evergreen, 1999./ Imagem 2 Le Monde Diplomatique ano 2, nº16 novembro de 2008 Nome: Nº: Turma: Geografia 3º ano Gabarito - Prova Augusto Mar/10 1. Observe as imagens abaixo e faça o que se pede: Imagem 1 Imagem 2 Fontes: Imagem 1 ROBIN, M. - 100 fotos do século, Evergreen, 1999./

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Nacional e internacional

Nacional e internacional Nacional e internacional Crise de 2008 Explosão do mercado imobiliário nos EUA (subprime) Colapso no sistema econômico mundial Quebradeira de bancos e grandes empresas Queda vertiginosa nas taxas de lucratividade

Leia mais

Seminário RMC e os desafios para o século XXI OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLES/UFPR

Seminário RMC e os desafios para o século XXI OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLES/UFPR Seminário RMC e os desafios para o século XXI OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLES/UFPR : mudanças na estrutura produtiva e no mercado de trabalho no período 1991/2010 Paulo Delgado Liana Carleial Curitiba, 17

Leia mais

Taxa de Empréstimo Estatísticas Financeiras Internacionais (FMI - IFS)

Taxa de Empréstimo Estatísticas Financeiras Internacionais (FMI - IFS) Taxa de Empréstimo Estatísticas Financeiras Internacionais (FMI - IFS) África do Sul: Taxa predominante cobrada pelos bancos de contas garantidas prime. Alemanha: Taxa sobre crédito de conta-corrente de

Leia mais

China: crise ou mudança permanente?

China: crise ou mudança permanente? INFORMATIVO n.º 36 AGOSTO de 2015 China: crise ou mudança permanente? Fabiana D Atri* Quatro grandes frustrações e incertezas com a China em pouco mais de um mês: forte correção da bolsa, depreciação do

Leia mais

OS NÚMEROS DA CRISE CAPÍTULO I

OS NÚMEROS DA CRISE CAPÍTULO I CAPÍTULO I OS NÚMEROS DA CRISE A crise de 1929 consistiu, acima de tudo, numa queda generalizada da produção em quase todo o mundo industrializado (com exceção da URSS e do Japão). Convém primeiro entendê-la

Leia mais

Inovação no Brasil nos próximos dez anos

Inovação no Brasil nos próximos dez anos Inovação no Brasil nos próximos dez anos XX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas XVIII Workshop ANPROTEC Rodrigo Teixeira 22 de setembro de 2010 30/9/2010 1 1 Inovação e

Leia mais

A emergência de um novo mundo no século XXI?

A emergência de um novo mundo no século XXI? A emergência de um novo mundo no século XXI? José Eustáquio Diniz Alves 1 A economia mundial deve crescer cerca de 4 vezes nos próximos 40 anos. Isto quer dizer que o Produto Interno Bruto (PIB) terá o

Leia mais

SINDEEPRES: As Relações do Trabalho Terceirizado

SINDEEPRES: As Relações do Trabalho Terceirizado 20 Anos de SINDEEPRES Anos de Terceirização no Brasil Seminário 20 Anos de Terceirização no Brasil SINDEEPRES: As Relações do Trabalho Terceirizado Marcio Pochmann www.sindeepres.org.br Relações do trabalho

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Blocos Econômicos. MERCOSUL e ALCA. Charles Achcar Chelala

Blocos Econômicos. MERCOSUL e ALCA. Charles Achcar Chelala Blocos Econômicos MERCOSUL e ALCA Charles Achcar Chelala Blocos Econômicos Tendência recente, com origens na década de 50, com a CEE Comunidade Econômica Européia Em 2007 fez 50 anos Objetivos Fortalecer

Leia mais

Relatório Global dos Salários 2014/2015

Relatório Global dos Salários 2014/2015 Sumário Executivo Relatório Global dos Salários 2014/2015 Salários e crescimento equitativo Organização Internacional do Trabalho Genebra Sumário Executivo Iª Parte: Principais tendências nos salários

Leia mais

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM?

Valor: Qual a fatia de investidores da América Latina no ESM? Entrevista com Klaus Regling, Diretor Executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) Valor Econômico, 16 de julho de 2013 Valor: Por que buscar investidores no Brasil agora? Klaus Regling: Visitamos

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Desenvolvimento de educação técnica e científica para a operação de centros de PD&I no Brasil. Carlos Arruda, Erika Barcellos, Cleonir Tumelero

Desenvolvimento de educação técnica e científica para a operação de centros de PD&I no Brasil. Carlos Arruda, Erika Barcellos, Cleonir Tumelero Desenvolvimento de educação técnica e científica para a operação de centros de PD&I no Brasil Carlos Arruda, Erika Barcellos, Cleonir Tumelero Empresas Participantes do CRI Multinacionais Instituições

Leia mais

ANO 2 NÚMERO 08 AGOSTO 2012 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO

ANO 2 NÚMERO 08 AGOSTO 2012 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO ANO 2 NÚMERO 08 AGOSTO 2012 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS As recentes divulgações dos principais indicadores de desempenho da economia brasileira mostram

Leia mais

Retrato de Portugal alguns indicadores

Retrato de Portugal alguns indicadores Retrato de Portugal alguns indicadores Apresentação de Joel Felizes Resumo O Índice de Desenvolvimento Humano e o PIB A posição de Portugal vista em diversas dimensões Comparação a nível mundial e da UE

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

Soluções de seguro de créditos no apoio à exportação. COSEC - Estamos onde estiver o seu negócio. www.cosec.pt

Soluções de seguro de créditos no apoio à exportação. COSEC - Estamos onde estiver o seu negócio. www.cosec.pt Soluções de seguro de créditos no apoio à exportação. COSEC - Estamos onde estiver o seu negócio. www.cosec.pt COSEC Companhia de Seguro de Créditos 2012 1 2 Sobre a COSEC O que é o Seguro de Créditos

Leia mais

Tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda

Tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Redução da jornada de trabalho - Mitos e verdades Apresentação Jornada menor não cria emprego Tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição 231/95 que reduz a jornada de trabalho de

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

Education at a Glance: OECD Indicators - 2006 Edition. Panorama da Educação: Indicadores da OCDE Edição 2006

Education at a Glance: OECD Indicators - 2006 Edition. Panorama da Educação: Indicadores da OCDE Edição 2006 Education at a Glance: OECD Indicators - 2006 Edition Summary in Portuguese Panorama da Educação: Indicadores da OCDE Edição 2006 Sumário em Português Panorama da Educação oferece aos educadores, aos decisores

Leia mais

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda.

Relatório de Gestão & Contas - Ano 2012 RELATÓRIO DE GESTÃO. Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. RELATÓRIO DE GESTÃO Resende e Fernandes, Construção Civil, Lda. 2012 ÍNDICE DESTAQUES... 3 MENSAGEM DO GERENTE... 4 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO... 5 Economia internacional... 5 Economia Nacional... 5

Leia mais

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Destaques do Education at a Glance 2014

Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Destaques do Education at a Glance 2014 Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Destaques do Education at a Glance 2014 Diretor de Estatísticas Educacionais Carlos Eduardo Moreno Sampaio

Leia mais

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. ESA@EUROPE Escola Secundária De Arouca

NOS@EUROPE. O Desafio da Recuperação Económica e Financeira. Prova de Texto. ESA@EUROPE Escola Secundária De Arouca NOS@EUROPE O Desafio da Recuperação Económica e Financeira Prova de Texto ESA@EUROPE Escola Secundária De Arouca Ana Tavares Lara Pereira José Gomes Armindo Fernandes Dezembro de 2011 COMO TUDO COMEÇOU

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos ipea 45 anos NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Rio de Janeiro, maio de 2009 1 Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Marcio Pochmann

Leia mais

S. R. MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

S. R. MINISTÉRIO DAS FINANÇAS RELATÓRIO SOBRE REGIME DE CAPITALIZAÇÃO PÚBLICA PARA O REFORÇO DA ESTABILIDADE FINANCEIRA E DA DISPONIBILIZAÇÃO DE LIQUIDEZ NOS MERCADOS FINANCEIROS (REPORTADO A 25 DE MAIO DE 2012) O presente Relatório

Leia mais

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Comitê de Investimentos 07/12/2010 Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Experiências Internacionais de Quantitative Easing Dados do Estudo: Doubling Your Monetary Base and Surviving: Some International

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI Como pode cair no enem A desconcentração industrial verificada no Brasil, na última década, decorre, entre outros fatores,

Leia mais

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images) Economia A Economia do Japão em uma Era de Globalização Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Leia mais

PARA ENTENDER O PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO

PARA ENTENDER O PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO PARA ENTENDER O PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO 2 CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros CUT - Central Única dos Trabalhadores Força Sindical NCST - Nova Central Sindical de Trabalhadores UGT - União

Leia mais

Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini

Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini Boa tarde. É com satisfação que estamos aqui hoje para anunciar o lançamento das novas cédulas de 10 e 20 reais, dando sequência ao projeto

Leia mais

O outro lado da dívida

O outro lado da dívida O outro lado da dívida 18 KPMG Business Magazine A crise de endividamento na Europa abalou a economia global como a segunda grande onda de choque após a ruptura da bolha imobiliária nos Estados Unidos,

Leia mais

Gestores mundiais mais confiantes na recuperação económica

Gestores mundiais mais confiantes na recuperação económica 27 de Janeiro, 2010 13ª edição Anual do CEO Survey da PricewaterhouseCoopers em Davos Gestores mundiais mais confiantes na recuperação económica Cerca de 40% dos CEOs prevê aumentar o número de colaboradores

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest

Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest Cenário Macroeconômico 2015 X-Infinity Invest SUMÁRIO PANORAMA 3 ATUAL CONTEXTO NACIONAL 3 ATUAL CONTEXTO INTERNACIONAL 6 CENÁRIO 2015 7 CONTEXTO INTERNACIONAL 7 CONTEXTO BRASIL 8 PROJEÇÕES 9 CÂMBIO 10

Leia mais

O processo de concentração e centralização do capital

O processo de concentração e centralização do capital O processo de concentração e centralização do capital Pedro Carvalho* «Algumas dezenas de milhares de grandes empresas são tudo, os milhões de pequenas empresas não são nada», afirmava Lénine no seu livro

Leia mais

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014)

SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) SINAIS POSITIVOS TOP 20 (atualizado a 10JUL2014) 1. Taxa de Desemprego O desemprego desceu para 14,3% em maio, o que representa um recuo de 2,6% em relação a maio de 2013. Esta é a segunda maior variação

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junho 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes.

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. A ECONOMIA GLOBAL Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. O século XX marcou o momento em que hábitos culturais, passaram a ser ditados pelas grandes

Leia mais

OS BLOCOS ECONÔMICOS União Européia. Prof.: ROBERT OLIVEIRA

OS BLOCOS ECONÔMICOS União Européia. Prof.: ROBERT OLIVEIRA OS BLOCOS ECONÔMICOS União Européia Prof.: ROBERT OLIVEIRA união européia: a formação do bloco europeu O bloco europeu teve seu início com a formação do BENELUX em 1944, com o intuito de reconstruir a

Leia mais

Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Sócio Econômico Departamento de Economia e Relações Internacionais Florianópolis.

Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Sócio Econômico Departamento de Economia e Relações Internacionais Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina Centro Sócio Econômico Departamento de Economia e Relações Internacionais Florianópolis Novembro 2014 Análise do Coeficiente de Gini e do Índice de Desenvolvimento

Leia mais

BRASIL: SUPERANDO A CRISE

BRASIL: SUPERANDO A CRISE BRASIL: SUPERANDO A CRISE Min. GUIDO MANTEGA Setembro de 2009 1 DEIXANDO A CRISE PARA TRÁS A quebra do Lehman Brothers explicitava a maior crise dos últimos 80 anos Um ano depois o Brasil é um dos primeiros

Leia mais

X Encontro Nacional de Economia da Saúde: Panorama Econômico e Saúde no Brasil. Porto Alegre, 27 de outubro de 2011.

X Encontro Nacional de Economia da Saúde: Panorama Econômico e Saúde no Brasil. Porto Alegre, 27 de outubro de 2011. X Encontro Nacional de Economia da Saúde: Panorama Econômico e Saúde no Brasil Porto Alegre, 27 de outubro de 2011. Brasil esteve entre os países que mais avançaram na crise Variação do PIB, em % média

Leia mais

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio.

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. 01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. Sobre essa questão, leia atentamente as afirmativas abaixo: I. Em 11 de setembro de 2001, os EUA sofreram um violento

Leia mais

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Por Paulo Botti, presidente da Terra Brasis, resseguradora local Nascido em 2008 após árduo trabalho e amplo diálogo entre

Leia mais

O Brasil e a Crise Internacional

O Brasil e a Crise Internacional O Brasil e a Crise Internacional Sen. Aloizio Mercadante PT/SP 1 fevereiro de 2009 Evolução da Crise Fase 1 2001-2006: Bolha Imobiliária. Intensa liquidez. Abundância de crédito Inovações financeiras Elevação

Leia mais

CRISE FINANCEIRA do século XXI

CRISE FINANCEIRA do século XXI CRISE FINANCEIRA do século XXI A atual fase capitalista, chamada de globalização, tem, como bases: O modelo de acumulação flexível (quarta fase de expansão capitalista), que retrata o surgimento de novos

Leia mais

9. o ANO FUNDAMENTAL PROF. ª ANDREZA XAVIER PROF. WALACE VINENTE

9. o ANO FUNDAMENTAL PROF. ª ANDREZA XAVIER PROF. WALACE VINENTE 9. o ANO FUNDAMENTAL PROF. ª ANDREZA XAVIER PROF. WALACE VINENTE CONTEÚDOS E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade I Tempo, espaço, fontes históricas e representações cartográficas. 2

Leia mais

2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar

2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar 2 DISCIPLINA: Economia M6 Ano :11º C DATA: 10/07/2013 Cursos Profissionais: Técnico de Restauração Variante de Restaurante - Bar Nome: N.º: Classificação: Ass.Professor: GRUPO I Este grupo é constituído

Leia mais

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1 Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Introdução No início de 2007 surgiram os primeiros sinais de uma aguda crise

Leia mais

nº 3 Novembro 2009 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR

nº 3 Novembro 2009 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR nº 3 Novembro 29 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR O VINHO NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR Índice 1. INTRODUÇÃO 2 2. PRODUÇÃO 3 3. EXPORTAÇÃO 5 4.

Leia mais

AS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL ESTÃO SE DETERIORANDO?

AS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL ESTÃO SE DETERIORANDO? AS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL ESTÃO SE DETERIORANDO? Josué Pellegrini 1 As contas externas de um país estão retratadas no seu balanço de pagamentos, registros das transações econômicas entre residentes

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

GRANDE DEPRESSÃO (1929)

GRANDE DEPRESSÃO (1929) GRANDE DEPRESSÃO (1929) A Grande Depressão, ou Crise de 1929, foi uma grave crise econômica iniciada nos Estados Unidos, e que teve repercussões no mundo inteiro. Considerada o mais longo e grave período

Leia mais

INDUSTRIALIZAÇÃO DO. Prof:krisnamurth

INDUSTRIALIZAÇÃO DO. Prof:krisnamurth INDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL Prof:krisnamurth / BRASIL, PAÍS EMERGENTE PAÍS INDUSTRIALIZADO, PAÍS DE INDUSTRIALIZAÇÃO TARDIA, PAÍS RICO, MAS DEPENDENTE, PAÍS DESIGUAL, PAÍS DE EXTREMOS NATURAIS E SOCIAIS...

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

SEMINÁRIO EXPORTAR, EXPORTAR, EXPORTAR. Viana do Castelo, 11de Fevereiro

SEMINÁRIO EXPORTAR, EXPORTAR, EXPORTAR. Viana do Castelo, 11de Fevereiro SEMINÁRIO EXPORTAR, EXPORTAR, EXPORTAR Viana do Castelo, 11de Fevereiro www.cosec.pt COSEC Companhia de Seguro de Créditos, S.A. 2014 Índice Sobre a COSEC Seguro de Créditos Soluções à medida em resumo

Leia mais

Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político

Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político 1 Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político Cenários para os países desenvolvidos, sua inter

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

Atualidades. Blocos Econômicos, Globalização e União Européia. 1951 - Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA)

Atualidades. Blocos Econômicos, Globalização e União Européia. 1951 - Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA) Domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia, ecologia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável e segurança

Leia mais

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO?

Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Ficha de informação 1 POR QUE RAZÃO NECESSITA A UE DE UM PLANO DE INVESTIMENTO? Desde a crise económica e financeira mundial, a UE sofre de um baixo nível de investimento. São necessários esforços coletivos

Leia mais

Atendência de forte ex

Atendência de forte ex ARTIGO Estudo traça o novo perfil do desemprego no Brasil A abertura comercial sem critérios, aliada ao contexto competitivo interno de altas taxas de juros e ausência de financiamento de médio e longo

Leia mais

ESCOLA DO SERVIÇO DE SAÚDE MILITAR NEWSLETTER. Junho de 2013 ARTIGO. Sistemas de Saúde versus Serviço Nacional de Saúde

ESCOLA DO SERVIÇO DE SAÚDE MILITAR NEWSLETTER. Junho de 2013 ARTIGO. Sistemas de Saúde versus Serviço Nacional de Saúde ARTIGO CAP Luís Pereira Sistemas de Saúde versus Serviço Nacional de Saúde Cada país da Europa desenvolveu, ao longo de décadas ou de séculos, um modelo de sistemas de saúde que assenta em características

Leia mais

A crise geral do capitalismo: possibilidades e limites de sua superação

A crise geral do capitalismo: possibilidades e limites de sua superação A crise geral do capitalismo: possibilidades e limites de sua superação LUIZ FILGUEIRAS * Determinantes gerais da crise A atual crise econômica geral do capitalismo tem, como todas as anteriores, determinantes

Leia mais

Projeções dos Impactos Econômicos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil. Marcelo Weishaupt Proni Unicamp

Projeções dos Impactos Econômicos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil. Marcelo Weishaupt Proni Unicamp Projeções dos Impactos Econômicos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil Marcelo Weishaupt Proni Unicamp A discussão sobre os megaeventos ainda é feita com base em informações precárias Sem dúvida,

Leia mais

Nakano vê risco de queda de 2% a 4% no PIB deste ano

Nakano vê risco de queda de 2% a 4% no PIB deste ano Nakano vê risco de queda de 2% a 4% no PIB deste ano Sergio Lamucci, de São Paulo Valor Econômico, 09/04/2009 O economista Yoshiaki Nakano acha improvável o Brasil escapar de uma contração do Produto Interno

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Agosto 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Nas sombras de 1929: A crise financeira nos EUA

Nas sombras de 1929: A crise financeira nos EUA Marketing Prof. Marcelo Cruz O MARKETING E A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL Nas sombras de 1929: A crise financeira nos EUA I O Impasse Liberal (1929) Causas: Expansão descontrolada do crédito bancário; Especulação

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

PERSPECTIVAS ECONÓMICAS PARA OS EUA E A ZONA EURO. J. Silva Lopes

PERSPECTIVAS ECONÓMICAS PARA OS EUA E A ZONA EURO. J. Silva Lopes PERSPECTIVAS ECONÓMICAS PARA OS EUA E A ZONA EURO J. Silva Lopes IDEEF, 28 Setembro 2010 ESQUEMA DA APRESENTAÇÃO I As perspectivas económicas para os tempos mais próximos II Políticas de estímulo à recuperação

Leia mais

OS BRICS NO COMÉRCIO INTERNACIONAL DE SERVIÇOS

OS BRICS NO COMÉRCIO INTERNACIONAL DE SERVIÇOS OS BRICS NO COMÉRCIO INTERNACIONAL DE SERVIÇOS Ivan Tiago Machado Oliveira* 1 INTRODUÇÃO Abrangendo grupos de empresas que proveem infraestrutura econômica básica, infraestrutura financeira e social e

Leia mais

Previdência e Fortalecimento do Mercado de Capitais: Experiência Internacional

Previdência e Fortalecimento do Mercado de Capitais: Experiência Internacional Previdência e Fortalecimento do Mercado de Capitais: Experiência Internacional São Paulo, 8 de dezembro 2003 Vinicius Carvalho Pinheiro - vinicius.pinheiro@oecd.org Especialista em Previdência Privada

Leia mais

A Mobilização Empresarial pela Inovação: Recursos Humanos. Horácio Piva São Paulo - 17/6/2011

A Mobilização Empresarial pela Inovação: Recursos Humanos. Horácio Piva São Paulo - 17/6/2011 A Mobilização Empresarial pela Inovação: Recursos Humanos Horácio Piva São Paulo - 17/6/2011 OBJETIVOS Consolidar a percepção de que a formação de recursos humanos qualificados é essencial para fortalecer

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro

Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro - 2º Congresso Florestal do Tocantins - André Luiz Campos de Andrade, Me. Gerente Executivo de Economia e Mercados do Serviço Florestal

Leia mais

Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros

Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ desnacionalização bancária No final

Leia mais

PAÍSES EMERGENTES: OS BRICS

PAÍSES EMERGENTES: OS BRICS Aula5 PAÍSES EMERGENTES: OS BRICS META Entender as novas organizações políticas e econômicas dos países que ao mesmo tempo não integram os G-7, e não são países tão pobres assim. Completando-se também

Leia mais

Entrevista / Ricardo Amorim por Roberto Ferreira / Foto Victor Andrade

Entrevista / Ricardo Amorim por Roberto Ferreira / Foto Victor Andrade Entrevista / Ricardo Amorim por Roberto Ferreira / Foto Victor Andrade 28 r e v i s t a revenda construção entrevista_ed.indd 28 14/05/10 22:05 País rico e já estável era rricardo Amorim, economista formado

Leia mais

RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015. A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas

RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015. A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas 7 de outubro de 2015 RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015 RESUMO ANALÍTICO A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas A estabilidade financeira aumentou nas

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais