CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO

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1 CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO Sumário: 1. Introdução. 2. Dos Crimes Contra o Sistema Financeiro. 3. Lavagem de Dinheiro. 4. Conclusão. Bibliografia. 1. INTRODUÇÃO Atualmente os crimes contra a ordem financeira são os que causam mais danos materiais, do que os crimes de delinqüência violenta, pois esse tipo de crime não é tão facilmente descoberto, e quando descobertos poucos casos chegam a conclusão dos processos, causando uma total perda de confiança nas relações comerciais. Geralmente, os crimes contra a economia são cometidos por pessoas ou grupo de pessoas de amplo prestígio social e político, com fácil trânsito em todas as áreas governamentais. Nesse contexto, estão presentes, na rede de relações pessoais, as propinas, os favorecimentos e outras tantas formas de facilitação do crime. São profissionais bem sucedidos, com profundo conhecimento das leis e de suas lacunas, sempre contando com a participação efetiva de administradores ímprobos. Quando alguém comete um assalto a mão armada e, em conseqüência, a vítima perde a vida, o impacto causado na sociedade é muito grande. Quando, por outro lado, são cometidos, todos os dias, graves crimes contra a ordem econômica, apesar da extensão do mal, na maioria das vezes, causando a morte lenta de centenas de pessoas. O impacto não corresponde à dimensão do dano. São exemplos, nesse aspecto, a poluição ambiental e o dinheiro que é desviado da assistência médico-hospitalar, do saneamento básico, ou mesmo das escolas. São inúmeras crianças que morrem de desnutrição pela falta de emprego para os seus pais, são milhões que permanecem analfabetos. Enquanto isso o governo doa bilhões aos bancos com problema de liquidez para que eles se soergam e continuem a sangrar os cofres públicos. Basta verificarmos a população carcerária, onde é latente que em sentido geral a pobreza é punida. Pois tem a impressão de que o agente que possui maior poder financeiro, são pessoas socializadas. Quando na verdade o agente socializado não é aquele que possui melhor condição social-financeira, mas sim aquele que está apto a seguir regras, que se enquadra no direito, independente de raça ou classe social.

2 2. DOS CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO A lei 7.492, de 16 de junho de 1986, cuida dos crimes contra o sistema financeiro nacional e do procedimento a estes relativos. Seu título já põe em relevo o objeto da tutela penal, isto é, o bem jurídico protegido: o sistema financeiro nacional segundo Rodolfo Tigre Maia 1 pode ser definido como: O conjunto articulado de instituições, ou entes a ela equiparados, públicos ou privados, que correspondem ao modelo expressamente definido em lei e estruturados com o escopo de promover o desenvolvimento equilibrado do país e servir aos interesses da coletividade, instituições em atuação na captação, gestão e aplicação de recursos financeiros e valores mobiliários de terceiros, quer entes públicos ou privados, sob a fiscalização do Estado, bem como as relações jurídicas existentes entre tais instituições, seus usuários, seus funcionários e o poder público. Desde logo, ressalte-se que o sistema financeiro nacional conta com centenas de bancos, corretoras, distribuidoras de valores, casas de câmbio etc. que movimentam diariamente bilhões de reais e efetuam, também diariamente, cerca de dezesseis mil operações cambiais. Assim, os critérios usados para aferir a lesividade em crimes como o de furto não são aqui aplicáveis, já que o bem jurídico protegido, por sua magnitude, só seria significativamente atingido quando ocorressem condutas que, via de regra, envolvam valores vultuosos, pois só aí sua prática pode trazer avaria relevante para a economia nacional. Sendo assim, o crime de colarinho branco é um tipo de ilícito que revela especiais dificuldades na sua investigação, mas muitas vezes de final frustrante. Trata-se de um crime praticado no normal funcionamento das atividades por indivíduos de cargos elevados, com acesso às mais avançadas tecnologias e recorrendo aos serviços de especialistas em várias áreas. Tal ilícito afeta vítimas sem rosto, o que contribui para diminuir a sua reprovação por parte da sociedade. Apesar de parecer um tema novo, o crime contra a ordem econômica tem sido motivo de preocupação para a sociedade desde a Antiguidade. No âmbito da legislação pátria, a tutela desse bem jurídico data do século passado. Conforme dados fornecidos por Frederico Abrahão Oliveira 2. A legislação penal econômica no Brasil inicia-se em 1891 com a Constituição Federal que vedava a intervenção estatal na iniciativa privada. Em 1930, surgem os primeiros sinais de regulamentação contra os crimes econômicos. Em 1937, com base na Constituição, surgem os Decretos de nº. 431/38 e 869/38, voltados para as flutuações sócio-econômicas. Sendo assim a criação da lei 7.492/86 vem proteger o sistema financeiro nacional. Pois, os crimes cometidos contra ele atingem, muitas das vezes, 1 MAIA, Rodolfo Tigre. Dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional. Anotações à Lei Federal 7.492/86. São Paulo: Malheiros Editores, 1996; 2 OLIVEIRA, Frederico Abrahão. Direito Penal Econômico Brasileiro, Porto Alegre: Sagra.1996.

3 diretamente a economia nacional. Portanto, o sistema financeiro é um bem jurídico importantíssimo que mereceu a proteção penal nos termos da Lei 7.492, de 16 de junho de 1986, que é uma norma especial. A legislação penal, até então, era falha em punir os crimes financeiros, principalmente porque os tipos penais, no Código Penal Brasileiro, nos quais se enquadravam esses crimes, não eram muito precisos. Naturalmente, a Lei especial tem maior abrangência para punir tais crimes. A finalidade jurídica da lei 7.492/86 é a proteção do chamado Sistema Financeiro Nacional constituído pelos seguintes órgãos: Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, Banco do Brasil, BNDS e demais instituições financeiras públicas e privadas. No entender de Francisco de Assis Betti, esse tipo delito causa danos a ordem pública econômica, sendo afetados bens e interesses supra individuais 3 : As infrações dessa natureza causam danos a bens e interesses supraindividuais, que se expressam no funcionamento regular de um processo econômico de produção, circulação e consumo de riquezas. Nesse tipo de delito, o sujeito passivo primário é sempre o estado, cuja política econômica é comprometida com gestão temerária, sendo necessária, para o aperfeiçoamento do crime a gestão fraudulenta, que é a administração pejada de fraude, manifestando-se por manobra ardilosa, enganosa ou maliciosa, com a finalidade da obtenção de indevida vantagem, para si ou para outrem. A lei não define o que seja gestão temerária, pois o tipo é por demais aberto, e o legislador não teria como indicar quais condutas humanas caracterizariam gestão temerária. A gestão, apesar de temerária, poderá ser bemsucedida, pois a lei de economia popular só punia gestão temerária que causasse prejuízo. Sendo assim os crimes do "colarinho branco" tornam-se cada vez mais freqüentes. A delinqüência nos negócios ameaça as estruturas do Estado, porque atinge a confiabilidade do sistema financeiro, econômico e social, gerando insegurança na população. O crime econômico destrói as instituições democráticas, na medida em que o poder político fica cada vez mais dependente do poder econômico. A função da Constituição é desvirtuada. Os poderes das instituições fundamentais do Estado se esvaziam. O crime de colarinho branco pode vitimar milhares de pessoas, assim sendo, seria melhor prevenir um mal, dando importância à prevenção, e aplicando penas mais rígidas aos que cometerem a infração. 3 BETTI, Francisco de Assis, Aspectos dos Crimes Contra o Sistema Financeiro no Brasil - Comentários as Leis 7.492/86 e 9.613/98.

4 Até o momento, não se tem notícia de que esses tipos estejam contemplados no projeto de reforma do Código Penal. A única informação que se tem é que são crimes muito dinâmicos, dada a evolução do sistema. A rapidez do avanço tecnológico dificulta a inclusão desses tipos no Código Penal. Ademais, falta vontade política e sobra acomodação. O Direito Penal deveria punir eficazmente tanto os crimes financeiros como os pequenos roubos. A prevenção existe para os crimes comuns, todavia a indiferença prevalece em relação aos crimes contemplados nas leis extravagantes.

5 3. Lavagem de Dinheiro A principal conduta delituosa prevista na Lei n.º 9.613/98, punida com pena de reclusão de três a dez anos e multa, consiste em ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, dos seguintes crimes (doravante designados "crimes antecedentes"). A lavagem de dinheiro identifica-se como um negócio, constituindo-se uma espécie de crime do colarinho branco, quem vem trazendo preocupações para juristas do mundo inteiro, em razão dos danos que a modalidade delituosa causa a economia dos países. As práticas das organizações criminosas mudaram sobremaneira os estudos criminológicos que vinham sendo desenvolvidos na década de trinta do século passado. As teorias criminológicas como a marxista e a positivista defendiam que a criminalidade direcionada aos bens patrimoniais era restrita às camadas mais pobres da sociedade; ocasionada, claramente pela necessidade material das pessoas. Os delitos contra as pessoas e os costumes eram vistos com mais facilidade entre pessoas em melhor situação financeira, principalmente os crimes passionais. Os estudos, muitas vezes, realizados por métodos empíricos e desenvolvidos por estatísticas, não demonstravam uma análise científica real. Os crimes denominados crimes de colarinho branco foram crimes que surgiram com a sonegação fiscal praticada pelos grandes empresários, políticos e chefes de organizações criminosas que, direta ou indiretamente, tinham alguma ligação. Assim, a sonegação fiscal, quando seu autor ocultar ou dissimular bens derivados dessa ilegalidade, também será um crime precedente que caracterizará a lavagem de dinheiro (o crime de sonegação fiscal é um delito que também se pretende evitar com a criminalização do delito de lavagem). As organizações criminosas são as principais responsáveis pelos delitos que precedem a lavagem de dinheiro e, conseqüentemente, por este delito. Há, entretanto grandes dificuldades para se conceituar o que vem a ser um crime organizado, bem porque em cada setor e em cada lugar o crime organizado já alcançou um estágio diferenciado. Como observa Hassemer: 4 A criminalidade organizada não é apenas uma organização bem feita, não é somente uma organização internacional, mas é, em última análise, a corrupção da legislatura, da Magistratura, do Ministério Público, da polícia, ou seja, a paralisação estatal no combate à criminalidade. É uma criminalidade difusa que se caracteriza pela ausência de vítimas individuais, pela pouca visibilidade dos danos causados bem como por um novo modus operandi, profissionalidade, divisão de tarefas, participação de gente insuspeita, métodos sofisticados etc. Ainda mais preocupante, para muitos, é fruto de uma escolha individual e integra certas culturas. 4 HASSEMER, W. Segurança Pública no Estado de Direito. Revista Brasileira de Ciências Criminais, ano 2, n. 05, janeiro - março, São Paulo: Revista dos Tribunais, 1994, p. 55 e ss.

6 O delito de lavagem de dinheiro é um crime autônomo, apesar ter como elemento, obrigatoriamente, crime anterior. É autônomo por possuir todos os elementos do tipo, conduta própria e bem jurídico protegido, existe por si só, não dependendo do outro delito para existir (possui uma certa autonomia em relação aos demais tipos ainda que possa se apresentar de forma conectada a um outro tipo). O delito precedente obrigatório é elementar do tipo, frise-se, não o produto lavado não for ilícito não há que se falar em lavagem de dinheiro. É um crime comum, ou seja, o agente do fato pode ser qualquer pessoa, não uma classe determinada de autores, o agente é indeterminado. A maioria de seus dispositivos comporta a materialidade do delito, ou seja, caracterizam-no como crime material ou crime de resultado; são aqueles cuja conduta está relacionada com o resultado previsto no tipo, a não ocorrência desse resultado impede a consumação do crime (comporta as condutas comissivas e comissivas por omissão). Entretanto, apresenta um dispositivo de mera conduta, no artigo 1, 2, inciso II, quando diz: incorre, ainda, na mesma pena quem: II - participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei. Os delitos de mera conduta, ou crimes de atividade, são aqueles em que a ação humana esgota a descrição do tipo, a própria ação constitui o ponto final do conteúdo típico; o resultado causal da ação, se eventualmente existente, não entra em consideração para o juízo de tipicidade, pois o tipo desses delitos encerra, de forma nítida, um desvalor da ação proibida. (TOLEDO, 1999, p.142). O delito de lavagem de dinheiro possui três momentos de execução. O delito esgota-se e se configura apenas por uma das fases, não sendo necessária as demais para que o crime se consuma, pois é crime permanente, como acima esclarecido. O primeiro momento é o de "ocultar", conduta descrita no tipo penal da lei brasileira, como na maior parte das legislações estrangeiras também. A ocultação consiste em desembaraçar-se materialmente de grande quantidade de dinheiro negro ou sujo. Geralmente a ocultação ocorre em localidade distinta de onde foi praticado o crime precedente. Com a ocultação o bem é destinado a um local que possa ao mesmo tempo, camuflar o bem, direito ou valor arrecadado de maneira ilícita, é direcionado a locais tradicionais, como os Bancos e Instituições Financeiras, ou nãotradicionais, como Cassinos, Casas de Câmbios, ou, ainda para negócios de condições e natureza variadas, como a aplicação em hotéis, restaurantes, etc. Exemplos da ocultação são o contrabando de dinheiro, passando-o pela fronteira de outro país, a cumplicidade do próprio pessoal do Banco e Instituições Financeiras que, muitas vezes recusam-se a dar informações devido as grandes quantidades investidas provenientes de dinheiro sujo ou negro (3), quando o autor mistura fundos lícitos com os ilícitos, as aplicações em entidades financeiras realizadas de maneira ilícita, etc.

7 O segundo momento da execução é o "mascaramento", uma etapa muito meticulosa e de grandes manobras, é a ocultação do produto ilícito mediante a realização de inúmeras transações financeiras. Diferencia-se pelo fato de ser a tentativa de fazer desaparecer o vínculo entre o criminoso e o bem procedente da sua atuação. É, com todas as palavras, a tentativa de se evitar a pegada ou rastro do dinheiro pelas autoridades, ou seja, apagar as pegadas contábeis destes fundos ilícitos através de um complexo sistema de transações financeiras dificultando a detecção desses fundos às autoridades. Exemplos do mascaramento são a conversão de dinheiro em instrumentos financeiros, a aquisição de bens materiais com dinheiro em espécie, transferência eletrônica de fundos, etc. Cada operação financeira realizada na fase do mascaramento geralmente ocorre em locais extremamente diferenciados, podendo ser realizado uma aplicação em fundos na Suíça, mais tarde esse dinheiro é trocado por libras em Londres e, posteriormente, investido na compra de imóveis na França ou na Austrália. A ocultação e o mascaramento fazem parte da continuidade do delito, mantendo o estado de flagrância próprio dos delitos permanentes. A terceira fase do delito de lavagem de dinheiro é a "integração", quando o dinheiro já lavado volta para reintegrar o mercado financeiro. Nesta fase o dinheiro sujo ou negro já assumiu uma feição legal, uma aparência legal, já não se tem mais como incriminar o autor devido à dificuldade para as autoridades obterem provas, que foram quase que definitivamente destruídas pelas fases anteriores. O dinheiro pode ser utilizado no sistema econômico e financeiro como se tratasse de dinheiro licitamente obtido, há agora uma explicação aparentemente legítima para a riqueza do autor. O dinheiro lavado na economia aparece como investimentos normais, créditos ou investimentos de poupança. São exemplos claros de integração vendas de bens imóveis, empresas de fachada, empréstimos simulados, a cumplicidade de banqueiros estrangeiros, etc. Para facilitar, um exemplo de todo o processo do delito de lavagem de dinheiro: um traficante de entorpecentes e drogas afins arrecada uma quantia equivalente a quinhentos mil reais; abre uma conta fantasma no City Bank para ocultar o dinheiro proveniente do tráfico. Mais tarde retira certa quantia e aplica em fundos em um Banco Suíço, retira outra quantia e investe em turismo na Austrália, fecha a conta fantasma e pega o restante dos investimentos para uma aplicação em Bolsas de Valores, todo este processo é o mascaramento do dinheiro. Posteriormente, integra certa quantia no mercado financeiro brasileiro com a compra de uma casa noturna, como se o dinheiro fosse proveniente de investimentos lícitos e de negócios lucrativos. De todo o exposto, constata-se um reflexo profundo no perfil do Agente de Polícia Federal, bem como de outros servidores da Administração Pública

8 que lidam com informações sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza de seus negócios ou atividades. Observase uma modificação neste perfil, sendo exigido um crescente conhecimento destes profissionais no tocante a diversas áreas afins para uma eficiente investigação. No curso de uma investigação não se requer apenas habilidade policial como bom manejo de armas, preparo físico e perspicácia na captura de agentes perversos à sociedade. É necessário que este profissional entenda bem conceitos contábeis e econômicos, de Direito Internacional, Tributário, Penal, enfim, há uma exigência de conhecimentos multidisciplinares, de maneira a se efetivar uma investigação eficaz e proativa, capaz de desvendar todos os liames da conduta criminosa a qual, muitas vezes se revestiu de um aparente véu de legalidade.

9 BIBLIOGRAFIA BETTI, Francisco de Assis, Aspectos dos Crimes Contra o Sistema Financeiro no Brasil - Comentários as Leis 7.492/86 e 9.613/98. HASSEMER, W. Segurança Pública no Estado de Direito. Revista Brasileira de Ciências Criminais, ano 2, n. 05, janeiro - março, São Paulo: Revista dos Tribunais, 1994, p. 55 e ss. MAIA, Rodolfo Tigre. Dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Anotações à Lei Federal 7.492/86. São Paulo: Malheiros Editores, 1996; Nacional. TOLEDO, Francisco de Assis. Princípios Básicos de Direito Penal. São Paulo: Editora Saraiva, OLIVEIRA, Frederico Abrahão. Direito Penal Econômico Brasileiro, Porto Alegre: Sagra.1996

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