A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO"

Transcrição

1 A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO ANDRÉIA POLIZELI SAMBATTI Professora da UNIOESTE/Campus de Cascavel, Ms. em Teoria Econômica DENISE RISSATO Professora da UNIOESTE/Campus de Cascavel, Ms. em Economia Aplicada

2 2 A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO RESUMO: No início da década de 1990, os fluxos de capitais para as economias em desenvolvimento, como o Brasil, que haviam cessado na década anterior, retornaram. A explicação para essa retomada dos fluxos de capitais está relacionada tanto a fatores internos quanto externos. Dentre os condicionantes externos, verificam-se o processo de globalização financeira, a queda dos juros americanos, a expansão acirrada da liquidez internacional e a securitização dos empréstimos da dívida externa. No que diz respeito aos fatores internos, destacam-se a política monetária de taxas de juros elevadas, o processo de estabilização da economia e as privatizações das empresas estatais. No entanto, houve uma mudança na natureza desses fluxos de capitais. Enquanto na década de 1970 e início dos anos 1980 predominavam os créditos bancários, na década de 1990 os investimentos em portfólio (capitais de curto prazo) se tornaram o componente mais importante dos fluxos de capitais internacionais. Diante disso, este estudo teve como objetivo traçar um paralelo entre os fluxos de capitais internacionais e a vulnerabilidade externa nas economias em desenvolvimento, na década de 1990, a partir do caso brasileiro. Constatase que, nesse período, a vulnerabilidade externa brasileira foi condicionada pelo processo de abertura financeira, com a predominância da volatilidade dos capitais de curto prazo, bem como, pelo direcionamento interno que foi dado aos recursos captados no exterior. PALAVRAS-CHAVE: fluxos de capitais, economias em desenvolvimento, vulnerabilidade externa. 1. INTRODUÇÃO A ampliação do processo de desregulamentação financeira, iniciada pelos países desenvolvidos na década de 1960, somado à abertura dos vários mercados nacionais, propiciado pela liberalização dos fluxos internacionais de capitais, levou a um elevado crescimento do processo de internacionalização financeira, que ficou conhecido como globalização financeira (CARCANHOLO, 2002). Este ambiente de abertura financeira associada à abertura comercial, nos anos 1990, favoreceu a entrada de capitais nas economias em desenvolvimento, inclusive nos países da América Latina, em virtude de um elevado nível de liquidez no mercado internacional de capitais (CAVALCANTE e FONTENELE, 2002). Para GONÇALVES et al (1998), esse movimento internacional de capitais tem sido motivo de grande atenção no meio econômico. Essa importância é decorrente das diversas funções que esse fluxo exerce sobre as economias nacionais: o financiamento do crescimento econômico, a estabilização dos ciclos econômicos e o ajustamento das contas externas. Além disso, há que se destacar que a constante movimentação dos capitais especialmente os de curto prazo, somada, à ausência de restrições a esses movimentos, deixa as economias nacionais, principalmente dos países em desenvolvimento, muito suscetíveis aos choques e crises internacionais, trazendo para essas economias o problema da vulnerabilidade externa. Segundo GONÇALVES (1999), a vulnerabilidade externa consiste na baixa capacidade de resposta de uma economia a pressões, fatores desestabilizantes e choques externos colocando, conseqüentemente, o país em uma trajetória de instabilidade e crise.

3 3 Desse modo, o conceito de vulnerabilidade externa está relacionado à fragilidade da economia de um país, especialmente os em desenvolvimento, em função das modificações na dinâmica econômica e financeira dos países centrais. Diante disso, a problemática deste trabalho consiste em entender as relações entre os fluxos de capitais internacionais e a vulnerabilidade externa das economias em desenvolvimento, a partir do caso brasileiro na década de CICLOS DE FINANCIAMENTO E A DEPENDÊNCIA EXTERNA DAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO De acordo com BARHRY e PORCILE (2004), o Brasil, historicamente, tem sido dependente do capital externo. No entanto, em alguns períodos o crescimento da dívida foi maior, como entre 1968 e 1973, em virtude do elevado grau de liquidez internacional existente no mercado de eurodólares e da ação mais agressiva da indústria bancária, formada por uma rede fechada de bancos, objetivando novos clientes. Nesse sentido, foram instaurados no Brasil, em 1973, os empréstimos bancários vinculados à taxa de juros flutuantes, aumentando a exposição da economia a uma situação de instabilidade financeira, dada a possibilidade da elevação das taxas de juros internacionais. No entanto, segundo BELLUZZO (1999) e BARBOZA (1996), no ano de 1979, teve início o esgotamento desse padrão de financiamento externo que sustentou as economias em desenvolvimento, como a do Brasil, por mais de uma década. Isso porque, os Estados Unidos elevaram suas taxas de juros na tentativa de fortalecer o dólar que estava enfraquecido com a ruptura do sistema de Bretton Woods (1973), com o intuito de restituir a sua hegemonia. Como conseqüência dessa medida, os Estados Unidos sugaram a liquidez internacional, valorizando a sua moeda e gerando uma recessão mundial, no início dos anos Além disso, houve uma elevação do passivo externo das economias endividadas, devido ao II Choque do Petróleo, em Desse modo, verificou-se uma profunda crise de solvência nos países em desenvolvimento, que contraíram um volume significativo de créditos internacionais, uma vez que a única saída para pagar os juros elevados era a contratação de mais dívidas. Essa crise culminou com o pedido de moratória da dívida mexicana em 1982 (BARBOZA, 1996). Foi nesse período que a fragilidade externa da economia brasileira passou a ser mais evidente, pois o Brasil que, até então, era um receptor de fluxos de capitais, diante das novas exigências dos credores internacionais para o pagamento das dívidas contraídas em outros períodos, se tornara um emissor de capitais. Dessa forma, o fluxo voluntário de recursos cessou dada a desconfiança dos credores quanto à validação do crédito concedido. Com isso, ocorreu um reescalonamento do pagamento do principal da dívida externa de países em dificuldade, como o Brasil, por meio de financiamentos novos, sob a forma de empréstimos bancários forçados ou involuntários, para financiar parte dos juros devidos por esses países aos próprios bancos (BARHRY e PORCILE, 2004). Assim, a elevação das taxas de juros internacionais e, por conseqüência, a ascensão do ônus da dívida resultaram da deficiência de divisas externas para os países em desenvolvimento na década de Dessa maneira, no Brasil, as transferências de recursos líquidos para o exterior inviabilizaram a sustentação de taxas adequadas de crescimento econômico, principalmente, pela intensificação das desvalorizações cambiais e pelo

4 aumento das taxas de inflação. O desempenho medíocre da década de 1980 fez com que esta ficasse conhecida como a década perdida (BARHRY e PORCILE, 2004, p.7). Apesar disso, o mercado financeiro internacional continuou crescendo, direcionando seus capitais para os países desenvolvidos em crescimento, pois estes apresentavam baixos riscos e elevadas taxas de juros. Essa transferência provocou uma modificação no sistema financeiro, por meio da introdução de mecanismos de proteção (hedging), de novos ativos financeiros (desintermediação bancária) e do avanço da desregulamentação dos mercados financeiros (BARBOZA, 1996). Esse processo de transformação na esfera financeira pode ser entendido como a generalização e a supremacia dos mercados de capitais em substituição à dominância anterior do sistema de crédito comandado pelos bancos (BELLUZZO, 1995, p.16). Não obstante, a reversão desses fluxos de capitais, ou seja, a retomada do acesso ao circuito financeiro internacional pelas economias de segunda linha (países em desenvolvimento, principalmente da América Latina) ocorreu, somente, no início dos anos Esse retorno foi decorrente tanto de fatores internos quanto externos. Dentre os condicionantes externos, verificam-se o processo de globalização financeira, a queda dos juros americanos, a expansão acirrada da liquidez internacional e a securitização dos empréstimos da dívida externa (PAINCEIRA e CARCANHOLO, 2002; BARHRY e PORCILE, 2004), enquanto que, para PRATES (1997a, p.46), o condicionante fundamental do retorno dos fluxos voluntários foi a nova dinâmica financeira internacional e a conjuntura econômica nos países centrais, ou, mais precisamente, a etapa do ciclo financeiro (contexto de sobreliquidez e queda da rentabilidade dos ativos). No que diz respeito aos fatores internos, HOLLAND e CANUTO (2004) destacam a política monetária de taxas de juros elevadas (acima das taxas praticadas no mercado internacional), o processo de estabilização da economia (redução da taxa de inflação) e as privatizações das empresas estatais. PAINCEIRA e CARCANHOLO (2002), ainda, acrescentam o processo de adequação do marco regulatório interno às normas da globalização financeira, através da elevação do grau de abertura financeira desses países. Além disso, na tentativa de proporcionar maior segurança aos investidores internacionais, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial passaram a defender a retomada do crescimento para as economias desestabilizadas, a partir das propostas do Consenso de Washington. Segundo BARBOZA (1996), esse processo deveria ocorrer, primeiramente, através da reversão do quadro inflacionário e do fim do desequilíbrio fiscal e, depois, pela implementação de reformas estruturais de desregulamentação, desestatização e abertura financeira e comercial dos mercados. Na América Latina, o que se observou foi a realização das reformas e a entrada de fluxos de curto prazo para essas economias, bem como, a implementação de planos de estabilização, apresentando alguns elementos comuns: a utilização da taxa de câmbio como instrumento de combate à inflação; a abertura econômica às importações, a queda das barreiras tarifárias e não-tarifárias; a abertura financeira externa, principalmente, pelo estímulo à entrada de capitais externos de curto prazo; o ajuste fiscal e a austeridade monetária combinados com medidas de desindexação; além da venda de empresas públicas (BATISTA, 1996, p.1 citado em BARBOZA, 1996, p.43). Sendo assim, conforme atesta BELLUZZO (1999, p.85) Os países da periferia, até então submetidos às condições de ajustamento impostas pela crise da dívida, foram 4

5 5 literalmente capturados pelo processo de globalização, executando seus programas de estabilização de acordo com as normas dos mercados financeiros liberalizados. Ademais, de acordo com PRATES (1999), houve uma modificação na natureza dos fluxos de capitais para os países em desenvolvimento. Enquanto na década de 1970 e início dos anos 1980 predominavam os créditos bancários, na década de 1990, os investimentos em portfólio se tornaram o componente mais importante desses fluxos. 3. UMA DISCUSSÃO DOS DETERMINANTES DA VULNERABILIDADE EXTERNA BRASILEIRA NA DÉCADA DE 1990 Enquanto na década de 1980 a vulnerabilidade externa brasileira esteve associada à inexistência de financiamento externo voluntário e à necessidade de transferência de capitais para o exterior, dada a exigência dos credores em relação aos pagamentos dos empréstimos concedidos na década anterior, a partir da década de 1990 essa vulnerabilidade esteve relacionada à inserção do país no processo de globalização financeira, dada a ampla liberalização da conta de capital do balanço de pagamentos e a predominância da volatilidade dos capitais de curto prazo (PRATES, 1999). Em virtude do aumento do fluxo de capitais para o Brasil, a partir da década de 1990, observou-se, no país, uma tendência de valorização cambial que se intensificou com a adoção de políticas de estabilização sob um regime de âncora cambial. Dessa forma, para HERMANN (1999), o programa de estabilização (Plano Real) apoiado em uma âncora cambial foi acompanhado de uma evidente elevação da vulnerabilidade da economia a choques externos, justamente pela tendência de valorização da taxa de câmbio, pelos déficits comerciais sistemáticos, pelos elevados superávits na conta capital e pela deterioração das contas públicas. Logo, o aumento da vulnerabilidade externa decorreu da combinação de um maior endividamento externo (com a deterioração dos indicadores de comércio internacional) com as políticas monetária e fiscal adotadas ao longo da década de Diante disso, se por um lado o retorno dos fluxos de capitais voluntários contribuiu para aliviar a restrição externa e diminuir os desajustes fiscais e financeiros do setor público, por outro, gerou novas necessidades para a gestão macroeconômica, pois, segundo PRATES (1997b), a natureza volátil e de curto prazo dos fluxos recentes de capitais tornouse uma das preocupações centrais dos países, como o Brasil, dada a possibilidade de reversão desses fluxos diante de crises financeiras devendo, portanto, a política econômica evitar que as instabilidades macroeconômicas, oriundas da reversão desses fluxos, comprometam o desempenho da economia. Sendo assim, um dos principais determinantes do grau de vulnerabilidade externa do Brasil consiste nos movimentos dos fluxos de capitais, já que a maior liberdade de entrada e saída de recursos pode elevar a sua dimensão. Dessa forma, de acordo com PAINCEIRA e CARCANHOLO (2002), a influência dos movimentos de capitais sobre a vulnerabilidade externa, depende da magnitude do investimento em portfólio na conta capital, pois é o mais volátil e se movimenta a partir das variações conjunturais, especialmente, na esfera financeira. Como conseqüência disso, a mobilidade dos fluxos de capitais de curto prazo tende a se elevar nos períodos de instabilidade econômica, como ocorreu nos períodos de crises financeiras ao longo da década de 1990 (México em 1994; Países Asiáticos em 1997; Rússia em 1998; Brasil em 1999) (CAVALCANTE e FONTENELE, 2002).

6 6 Por conseguinte, em economias instáveis, como a do Brasil, a credibilidade fica abalada, pois dada a livre mobilidade de capitais, os investidores modificam a composição de seus portfólios, aumentando o número de ativos de menor risco, o que implica em uma drástica redução de recursos para esses países. Não obstante, torna-se necessário ressaltar que os capitais de longo prazo, como os investimentos externos diretos, também podem produzir problemas no balanço de pagamentos contribuindo para o agravamento da vulnerabilidade externa, haja visto que no Brasil grande parte desse fluxo, na década de 1990, esteve atrelado ao processo de fusões e aquisições de empresas estatais, no setor de serviços, não representando um aumento na capacidade do país de gerar recursos para saldar os haveres externos, via exportações. Ademais, PRATES (1999, p.3) salienta que essa capacidade do país gerar recursos depende, sobretudo, do direcionamento interno dado aos recursos captados no exterior. Se esses recursos não são direcionados para o financiamento da produção e dos investimentos dos setores exportadores ou substituidores de importações, o ciclo virtuoso endividamento externo/ aumento dos investimentos/ aumento da capacidade exportadora/ pagamento da dívida externa não é gerado e, assim, o país entra numa trajetória explosiva e insustentável de endividamento, na qual todo aumento da dívida externa é canalizado para a rolagem da própria dívida. Por fim, isto posto, pode ocasionar uma inconsistência entre o estoque crescente da dívida externa e a capacidade de pagamento do país. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na década de 1980, nas economias em desenvolvimento, como a do Brasil, a política econômica e o desempenho em relação aos investimentos, poupança, inflação e crescimento foram condicionados por uma forte restrição externa aos fluxos de capitais. Isto porque houve uma crise de solvência desses países que, forçados pelos seus credores, passaram da condição de receptores a emissores de capitais. Desta forma, apesar do retorno dos fluxos de capitais para essas economias, na década de 1990, ter amenizado a restrição externa e os desequilíbrios fiscais do setor público, que foram as principais causas das instabilidades macroeconômicas da década anterior, também criou novos desafios para a gestão das políticas econômicas uma vez que, a inserção dos países em desenvolvimento no processo de globalização financeira ocorreu a partir de uma ampla liberalização da conta de capital do balanço de pagamentos que aliada à predominância de fluxos de capitais de curto prazo, altamente voláteis, contribuiu para o aumento da vulnerabilidade externa de suas economias. Há que se destacar ainda que, no caso brasileiro, os fluxos de capitais de longo prazo também contribuíram para elevação da vulnerabilidade externa, uma vez que o seu aumento esteve atrelado, principalmente, ao processo de fusões e aquisições no setor de serviços públicos, não gerando recursos para saldar os compromissos externos. Além disso, concluiu-se que o direcionamento interno dado aos recursos captados no exterior é tão relevante quanto o grau de dependência dos fluxos de capitais estrangeiros na determinação da vulnerabilidade externa, de economias como a brasileira.

7 7 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAHRY, Thaiza Regina e PORCILE, Gabriel. Os ciclos de endividamento da economia brasileira no período Revista de Economia Contemporânea, Rio de Janeiro, 8 (1): 5-32, jan./jun BARBOZA, P. A. Mudanças Principais da Política Cambial Brasileira nos anos 80 e 90. Campinas, dezembro/1996. Monografia Departamento de Economia, UNICAMP. BAUMANN, Renato; CANUTO, Otaviano; GONÇALVES, Reinaldo. Economia internacional: teoria e experiência brasileira. Rio de Janeiro: Elsevier, BELLUZZO, L. G. de M. O declínio de Bretton Woods e a emergência dos mercados globalizados. Economia e Sociedade, Campinas, n.4, p.11-20, jun BELLUZZO, Luiz G. Plano Real: do sucesso ao impasse. Economia Aplicada, V.3, N. Especial, p , CARBAUGH, Robert J. Economia internacional. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, CARCANHOLO, M.D. Abertura Externa e Liberalização Financeira: Impactos sobre o crescimento e distribuição no Brasil nos anos Rio de Janeiro: p. Tese (Doutorado em Economia) Universidade Federal do Rio de Janeiro. CAVALCANTE, Jacqueline Franco e FONTENELE, Ana Maria. Fluxos de Capitais na América Latina: caracterização para a década de 90 e algumas controvérsias sobre flexibilidade e volatilidade. VII Encontro de Economia Política. Período de 28 a 31 de maio de CHESNAIS, François. A mundialização do capital. São Paulo: Xamã, HERMANN, Jennifer. Ancoragem cambial em ambiente de elevada mobilidade internacional do capital: alcance, limites e soluções. Estudos Econômicos, São Paulo, V.29, N.4, p , outubro-dezembro HOLLAND, Márcio e CANUTO, Otaviano. Ajustamento Externo e Regimes de Taxa de Câmbio na América Latina. Documento da web: Acessado: março/2004. GONÇALVES, Reinaldo. Globalização e desnacionalização. São Paulo: Paz e Terra, GONÇALVES, Reinaldo et al. A nova economia internacional: uma perspectiva brasileira. Rio de Janeiro: Campus, PAINCEIRA, Juan Pablo e CARCANHOLO, Marcelo Dias. Abertura Financeira e Vulnerabilidade Externa na América Latina: os impactos sobre Brasil, México e Argentina na década de 90. VII Encontro de Economia Política. Período de 28 a 31 de maio de PRATES, Daniela Magalhães. Abertura financeira e vulnerabilidade externa na economia brasileira na década de noventa. Dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP. Campinas, 1997a. PRATES, Daniela Magalhães. A gestão dos fluxos de capitais na América Latina nos anos Leituras de Economia Política, Campinas, (4): , jun. 1997b. PRATES, Daniela Magalhães. O ciclo recente de absorção de recursos externos e a vulnerabilidade externa da economia brasileira nos anos 90. IV Encontro de Economia Política. Período de 1 a 4 de junho de 1999.

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Uma discussão sobre a escolha de Regimes Cambiais no Brasil a partir do Plano Real

Uma discussão sobre a escolha de Regimes Cambiais no Brasil a partir do Plano Real III Seminário do Centro de Ciências Sociais Aplicadas Cascavel 18 a 22 de Outubro de 2004 Uma discussão sobre a escolha de Regimes Cambiais no Brasil a partir do Plano Real Andréia Polizeli Sambatti (Unioeste/Campus

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA Interação de três processos distintos: expansão extraordinária dos fluxos financeiros. Acirramento da concorrência nos mercados

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq.

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Frenkel, R. (2002). Capital Market Liberalization and Economic Performance in Latin America As reformas financeiras da América

Leia mais

A teoria de Minsky no atual contexto

A teoria de Minsky no atual contexto 70 Raízes, Ano XVIII, Nº 19, maio/99 Professor Assistente da Universidade Federal do Maranhão, Doutorando UNICAMP. Instituto de Economia (IE). A teoria de Minsky no atual contexto I Pressupostos teóricos

Leia mais

Política Cambial como Instrumento de Estabilização Econômica

Política Cambial como Instrumento de Estabilização Econômica Política Cambial como Instrumento de Estabilização Econômica VIVIAN HELENA CAPACLE Administradora de Empresas Hab. Gestão Negócios Internacionais (UNIMEP); Mestranda Desenvolvimento Econômico (UNICAMP);

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Palma, G. (2002). The Three routes to financial crises In: Eatwell, J; Taylor, L. (orgs.). International Capital Markets: systems in transition. Oxford

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL. Profa. Enimar J. Wendhausen

ECONOMIA INTERNACIONAL. Profa. Enimar J. Wendhausen ECONOMIA INTERNACIONAL Profa. Enimar J. Wendhausen Balanço de Pagamentos Registra contabilmente todas as transações econômicas realizadas entre residentes (pessoas físicas ou jurídicas, que tenham esse

Leia mais

MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL

MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS MÓDULO 7 POLÍTICA CAMBIAL Índice 1. Política Cambial...3 1.1. Taxa de câmbio fixa... 3 1.2. Taxa de câmbio flutuante... 3 1.3. Padrão currency board... 3 2. Política de

Leia mais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais Investimento internacional Fluxos de capitais e reservas internacionais Movimento internacional de fatores Determinantes da migração internacional: diferencial de salários; possibilidades e condições do

Leia mais

O Mito da Conversibilidade

O Mito da Conversibilidade Revista de Economia Política, vol. 24, nº 2 (94), abril-junho/2004 O Mito da Conversibilidade LUIZ GONZAGA BELLUZZO* RICARDO CARNEIRO** A conversibilidade da moeda nacional tem sido um tema recorrente

Leia mais

Comunicado Oficial Reunião de Ministros e Diretores São Paulo Brasil 8-9 de novembro de 2008

Comunicado Oficial Reunião de Ministros e Diretores São Paulo Brasil 8-9 de novembro de 2008 Comunicado Oficial Reunião de Ministros e Diretores São Paulo Brasil 8-9 de novembro de 2008 1. Nós, os Ministros da Fazenda e Diretores dos Bancos Centrais do G-20, realizamos nossa décima reunião anual

Leia mais

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia Internacional, Finanças

Leia mais

AVANÇOS E RETROCESSOS DO BRASIL NO GOVERNO FHC JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia Internacional

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

Sistema Financeiro Internacional

Sistema Financeiro Internacional Sistema Financeiro Internacional - Conceito: relações de troca ou negócios entre moedas, atividades, fluxos monetários e financeiros, empréstimos, pagamentos, aplicações financeiras internacionais, entre

Leia mais

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio.

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio. Módulo 16 Introdução à Economia Internacional O comércio internacional se constitui no intercâmbio de bens, serviços e capitais entre os diversos países. Muitos teóricos em economia tentaram explicar as

Leia mais

4 SETOR EXTERNO. ipea

4 SETOR EXTERNO. ipea 4 SETOR EXTERNO RESTRIÇÕES EXTERNAS AO CRESCIMENTO ECONÔMICO Tradicionalmente, as restrições ao crescimento da economia brasileira são consideradas como limites impostos pela deterioração incontornável

Leia mais

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa A instabilidade registrada nos mercados financeiros internacionais de maio a junho de 26, a exemplo da turbulência observada recentemente, impactou negativamente

Leia mais

Avaliação de Alternativas - Grupo de Estudos de Seguro Depósito - Subgrupo: Objetivos de Política Pública.

Avaliação de Alternativas - Grupo de Estudos de Seguro Depósito - Subgrupo: Objetivos de Política Pública. Avaliação de Alternativas - Grupo de Estudos de Seguro Depósito - Subgrupo: Objetivos de Política Pública. (abril, 2002) Ana Carla Abraão Costa Economista, História recente da economia brasileira A economia

Leia mais

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013, em cumprimento

Leia mais

Destaque Depec - Bradesco

Destaque Depec - Bradesco Destaque Depec - Bradesco Ano XII - Número 121-30 de setembro de 2015 Melhora dos fundamentos macroeconômicos protege países latino-americanos de repetir crise de mesma intensidade da década de 80 Felipe

Leia mais

Choques Desequilibram a Economia Global

Choques Desequilibram a Economia Global Choques Desequilibram a Economia Global Uma série de choques reduziu o ritmo da recuperação econômica global em 2011. As economias emergentes como um todo se saíram bem melhor do que as economias avançadas,

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico,

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Quais são as contradições da crise do Euro?

Quais são as contradições da crise do Euro? Quais são as contradições da crise do Euro? Lucas Braga de Melo Logo após o colapso financeiro dos subprimes nos EUA em 2008, foi deflagrada a crise europeia. Essa última, entretanto, tem suas origens

Leia mais

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira +

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Fernando Ferrari Filho * e Luiz Fernando de Paula ** A recente crise financeira internacional mostrou que a estratégia nacional para lidar

Leia mais

Sumário. Conceitos básicos 63 Estrutura do balanço de pagamentos 64 Poupança externa 68

Sumário. Conceitos básicos 63 Estrutura do balanço de pagamentos 64 Poupança externa 68 Sumário CAPÍTULO l As CONTAS NACIONAIS * l Os agregados macroeconômicos e o fluxo circular da renda 2 Contas nacionais - modelo simplificado 4 Economia fechada e sem governo 4 Economia fechada e com governo

Leia mais

Uma análise sobre os fluxos de investimento externo direto e sua distribuição setorial no Brasil a partir da década de 1990

Uma análise sobre os fluxos de investimento externo direto e sua distribuição setorial no Brasil a partir da década de 1990 Uma análise sobre os fluxos de investimento externo direto e sua distribuição setorial no Brasil a partir da década de 1990 Michele Roberta Ribeiro (Unioeste) ribeiromichele@hotmail.com Andréia Polizeli

Leia mais

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS XXI Encontro de Lisboa entre as Delegações dos Bancos Centrais dos Países de Língua Oficial Portuguesa à Assembleia Anual do FMI/BM Banco de Portugal 19 de Setembro de 2011 Intervenção do Ministro de Estado

Leia mais

CRISE FINANCEIRA do século XXI

CRISE FINANCEIRA do século XXI CRISE FINANCEIRA do século XXI A atual fase capitalista, chamada de globalização, tem, como bases: O modelo de acumulação flexível (quarta fase de expansão capitalista), que retrata o surgimento de novos

Leia mais

Regulamentação Bancária e os Acordos da Basiléia

Regulamentação Bancária e os Acordos da Basiléia Regulamentação Bancária e os Acordos da Basiléia Estrutura do Sistema Financeiro Sistema Financeiro Acordos Convenções Mercados e Empresas Instituições Normas Fases do Sistema Financeiro 1 Até a Crise

Leia mais

DÍVIDA EXTERNA: ADIAR OU RESOLVER?

DÍVIDA EXTERNA: ADIAR OU RESOLVER? DÍVIDA EXTERNA: ADIAR OU RESOLVER? Luiz Carlos Bresser-Pereira Capítulo 9 de Bresser-Pereira, org. (1989) Dívida Pública Crise e Soluções. São Paulo: Editora Brasiliense: 241-246. Trabalho apresentado

Leia mais

Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Latin American Shadow Financial Regulatory Committee

Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Latin American Shadow Financial Regulatory Committee Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Latin American Shadow Financial Regulatory Committee Declaração No. 5 5 de maio de 2002 Buenos Aires, Argentina

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político

Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político 1 Apresentação do presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal no 13º Seminário Tendências Perspectivas da Economia Brasileira: Cenário Econômico e Político Cenários para os países desenvolvidos, sua inter

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS MARIA MARGARETH MATOS RIBEIRO

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS MARIA MARGARETH MATOS RIBEIRO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS MARIA MARGARETH MATOS RIBEIRO DESREGULAMENTAÇÃO FINANCEIRA APÓS A QUEDA DO SISTEMA BRETTON WOODS

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o. 101, de 4 de maio

Leia mais

SUMÁRIO EXECUTIVO INTRODUÇÃO SETOR EXTERNO. O Cenário Internacional

SUMÁRIO EXECUTIVO INTRODUÇÃO SETOR EXTERNO. O Cenário Internacional SUMÁRIO EXECUTIVO INTRODUÇÃO Durante 2004, o PIB da América Latina e do Caribe deverá crescer em torno de 4,5%, o que significa um aumento de 3,0% do produto per capita. A recuperação das economias da

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Parte III Política Cambial

Parte III Política Cambial Parte III Política Cambial CAPÍTULO 5. A GESTÃO DO REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE NO BRASIL CAPÍTULO 6. A RELAÇÃO ENTRE A TAXA DE CÂMBIO E O DESENVOLVIMENTO Regimes e Política Cambial Apesar da adoção quase

Leia mais

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Yoshiaki Nakano Escola de Economia de São Paulo Fundação Getulio Vargas 26 de Abril de 2006 Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil A Base do Novo

Leia mais

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos Economia e Mercado Aula 4 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Oscilações dos níveis de produção e emprego Oferta e demanda agregadas Intervenção do Estado na economia Decisão de investir Impacto da

Leia mais

FLUTUAÇÕES CAMBIAIS RECENTES EM MOÇAMBIQUE

FLUTUAÇÕES CAMBIAIS RECENTES EM MOÇAMBIQUE FLUTUAÇÕES CAMBIAIS RECENTES EM MOÇAMBIQUE D E T E R M I N A N T E S, I M PA C TOS E I M P L I C A Ç Õ E S D E P O L Í T I C A E D UARDO N E VES J OÃO Quais são os determinantes das taxas de câmbio? Os

Leia mais

RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015. A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas

RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015. A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas 7 de outubro de 2015 RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015 RESUMO ANALÍTICO A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas A estabilidade financeira aumentou nas

Leia mais

na Economia Brasileira e Mundial.

na Economia Brasileira e Mundial. CONJUNTURA, CICLOS, CRISES na Economia Brasileira e Mundial. Prof. Dr. Leandro de Lemos Porto Alegre 17/07/2015 > Desaceleração, recessão ou crise? > Quanto tempo para sair deste cenário? > O que precisa

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Frederico Araujo Turolla 2

Frederico Araujo Turolla 2 A DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA: CONCEITOS, PERFIL, EVOLUÇÃO E PERSPECTIVAS 1 Frederico Araujo Turolla 2 I. QUAL O TAMANHO DA DÍVIDA PÚBLICA?... 2 II. COMPARAÇÃO INTERNACIONAL... 3 III. OS PRINCIPAIS COMPONENTES

Leia mais

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO Fernando Ferrari Filho Resenha do livro Macroeconomia da Estagnação: crítica da ortodoxia convencional no Brasil pós- 1994, de Luiz Carlos Bresser Pereira, Editora 34, São Paulo,

Leia mais

Artigo publicado na Revista CEPPG Nº 23 2/2010 ISSN 1517-8471 Páginas 104 à 118

Artigo publicado na Revista CEPPG Nº 23 2/2010 ISSN 1517-8471 Páginas 104 à 118 NOTAS SOBRE A EVOLUÇÃO DAS INOVAÇÕES FINANCEIRAS E SUA RELAÇÃO COM A INSTABILIDADE DO SISTEMA ECONÔMICO RESUMO André Luiz Pires Muniz 1 O setor financeiro é um dos ramos mais dinâmicos no que tange ao

Leia mais

A inserção internacional brasileira*

A inserção internacional brasileira* cap_04_palestras.qxd:layout 1 8/1/11 11:38 PM Page 43 43 A inserção internacional brasileira* ANTÔNIO CORRÊA LACERDA O Brasil foi um dos países que mais mudou nos últimos dez anos, conquistando uma maior

Leia mais

Anexo VI Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo VI Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo VI Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015, em cumprimento

Leia mais

Impacto sobre os rendimentos dos títulos públicos

Impacto sobre os rendimentos dos títulos públicos Como as taxas de juros dos Estados Unidos afetam os mercados financeiros das economias emergentes 15 de maio de 2014 Alexander Klemm, Andre Meier e Sebastián Sosa Os governos da maioria das economias emergentes,

Leia mais

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO 1 O sucesso do Plano Real na economia brasileira Denis de Paula * RESUMO Esse artigo tem por objetivo evidenciar a busca pelo controle inflacionário no final da década de 1980 e início da década de 1990,

Leia mais

Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo

Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo BALANÇO DE PAGAMENTOS: É o registro sistemático das transações entre residentes e não-residentes de um país durante determinado período

Leia mais

Inserção Externa da China: Uma experiência diferenciada

Inserção Externa da China: Uma experiência diferenciada Inserção Externa da China: Uma experiência diferenciada Área: Economia Augusto Cezar Brandenburg UNIOESTE/Campus de Cascavel e-mail: guttobrandenburg@hotmail.com Andréia Polizeli Sambatti UNIOESTE/Campus

Leia mais

Economia mundial. Perspectivas e incertezas críticas. Reinaldo Gonçalves

Economia mundial. Perspectivas e incertezas críticas. Reinaldo Gonçalves Economia mundial Perspectivas e incertezas críticas Reinaldo Gonçalves Professor titular UFRJ 19 novembro 2013 Sumário 1. Economia mundial: recuperação 2. Macro-saídas: eficácia 3. Incertezas críticas

Leia mais

ANÁLISE DE BALANÇO DOS PAGAMENTOS

ANÁLISE DE BALANÇO DOS PAGAMENTOS ANÁLISE DE BALANÇO DOS PAGAMENTOS Antony P. Mueller*) antonymueller@gmail.com THE CONTINENTAL ECONOMICS INSTITUTE STUDY PAPERS SERIES 2011/1 www.continentaleconomics.com I. Balanço dos Pagamentos - Estrutura

Leia mais

Por que o sistema financeiro atual tem essa configuração? Do Padrão-Ouro a Bretton Woods

Por que o sistema financeiro atual tem essa configuração? Do Padrão-Ouro a Bretton Woods Por que o sistema financeiro atual tem essa configuração? Do Padrão-Ouro a Bretton Woods Sistema monetário internacional Muitos economistas acreditam que o dinheiro e o sistema monetário internacional

Leia mais

Discurso do Diretor Anthero na Abertura da XXXIV CONAC

Discurso do Diretor Anthero na Abertura da XXXIV CONAC Uruguai, 7 de maio de 2012. Discurso do Diretor Anthero na Abertura da XXXIV CONAC 1. É com grande satisfação que participo, em nome do Presidente Alexandre Tombini, da abertura do XXXIV Congresso Nacional

Leia mais

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014.

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado Federal Página 1 de 8 Exmo. Sr. Presidente

Leia mais

Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização. Taxa de cambio real : é o preço relativo dos bens em dois paises.

Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização. Taxa de cambio real : é o preço relativo dos bens em dois paises. Vamos usar a seguinte definição: Aumento da taxa de cambio = Desvalorização Uma desvalorização ocorre quando o preço das moedas estrangeiras sob um regime de câmbio fixa é aumentado por uma ação oficial.

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

Regras fiscais e o ajuste em curso no Brasil: comentários gerais

Regras fiscais e o ajuste em curso no Brasil: comentários gerais Regras fiscais e o ajuste em curso no Brasil: comentários gerais André M. Biancarelli IE-Unicamp Seminário O Desafio do Ajuste Fiscal Brasileiro AKB; Centro do Novo Desenvolvimentismo, EESP-FGV São Paulo,

Leia mais

Ajuste externo induzido por política cambial. Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com

Ajuste externo induzido por política cambial. Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com Ajuste externo induzido por política cambial Reinaldo Gonçalves reinaldogoncalves1@gmail.com Sumário 1. Mudança na composição dos gastos 1. Enfoque de elasticidade 2. Enfoque de absorção 2. Mudança no

Leia mais

01 _ Enquadramento macroeconómico

01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico O agravamento da crise do crédito hipotecário subprime transformou-se numa crise generalizada de confiança com repercursões nos mercados

Leia mais

O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito

O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito 3 ago 2006 Nº 7 O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito Por Ernani Teixeira Torres Filho Superintendente da SAE Nas crises, sistema bancário contrai o crédito. BNDES atua em sentido contrário e sua

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS ECONOMIA

PADRÃO DE RESPOSTA DAS QUESTÕES DISCURSIVAS ECONOMIA QUESTÕES DISCURSIVAS Questão n o 1 a) Taxa de Câmbio Em setembro/outubro de 2008, houve uma desvalorização do real em relação ao dólar acima de 40%, decorrente do aumento da aversão a risco que provocou

Leia mais

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes Serkan Arslanalp e Takahiro Tsuda 5 de março de 2014 Há um trilhão de razões para se interessar em saber quem detém

Leia mais

Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália. Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento

Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália. Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento 1. É com grande satisfação que participo, em nome do Presidente

Leia mais

Investimento Externo Direto e a Inserção Internacional dos Países em Desenvolvimento: A experiência da China e do Brasil

Investimento Externo Direto e a Inserção Internacional dos Países em Desenvolvimento: A experiência da China e do Brasil Investimento Externo Direto e a Inserção Internacional dos Países em Desenvolvimento: A experiência da China e do Brasil Resumo Área: ECONOMIA Categoria: PESQUISA Primeiro Autor: ANDRÉIA POLIZELI SAMBATTI

Leia mais

7.1. O Comércio internacional e a demanda agregada

7.1. O Comércio internacional e a demanda agregada TEXTO 7 7. O SETOR EXTERNO A análise das relações econômicas internacionais constitui condição necessária para um adequado entendimento da estrutura econômica de uma determinada nação. Isto porque os países

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros

Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros Desnacionalização: Reserva e Abertura do Mercado aos Bancos Estrangeiros Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ desnacionalização bancária No final

Leia mais

FGC Estrutura e Conjuntura Econômica Atual

FGC Estrutura e Conjuntura Econômica Atual FGC Estrutura e Conjuntura Econômica Atual (Abril, 2002) Ana Carla Abraão Costa Economista 1. Introdução Os sistemas de seguro depósito têm, para seu bom desempenho, uma condicionante importante que é

Leia mais

Mudanças Estruturais na Economia Brasileira (1988-2002): Abertura, Estabilização e Crescimento

Mudanças Estruturais na Economia Brasileira (1988-2002): Abertura, Estabilização e Crescimento Mudanças Estruturais na Economia Brasileira (1988-2002): Abertura, Estabilização e Crescimento Simão Davi Silber 1 1. Introdução O objetivo deste trabalho é o de analisar as principais transformações ocorridas

Leia mais

RELATÓRIO TESE CENTRAL

RELATÓRIO TESE CENTRAL RELATÓRIO Da audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Econômicos, de Assuntos Sociais, de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade e de Serviços de Infraestrutura, realizada no

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

BALANÇO DE PAGAMENTOS. PAULANI, Leda Maria, BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social. São Paulo: Saraiva, 2000. (cap. 5).

BALANÇO DE PAGAMENTOS. PAULANI, Leda Maria, BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social. São Paulo: Saraiva, 2000. (cap. 5). 1 BALANÇO DE PAGAMENTOS Alexandre César Cunha Leite 1 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PAULANI, Leda Maria, BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social. São Paulo: Saraiva, 2000. (cap. 5). INTRODUÇÃO O estudo

Leia mais

São Paulo, 22 de maio de 2014. Discurso do Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na inauguração do novo escritório da Bloomberg

São Paulo, 22 de maio de 2014. Discurso do Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na inauguração do novo escritório da Bloomberg São Paulo, 22 de maio de 2014 Discurso do Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na inauguração do novo escritório da Bloomberg Senhoras e senhores É com satisfação que participo hoje da inauguração

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos *

Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos * Criação de postos de trabalho no Rio de Janeiro Carlos H. Corseuil * e Daniel D. Santos * As transformações econômicas e geopolíticas ocorridas nos anos 90 em praticamente todas as economias do mundo trouxeram

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

Unidade de Política Econômica

Unidade de Política Econômica Unidade de Política Econômica Brasília, abril de 2007 Superávit na balança comercial e juros altos sustentam valorização do real No primeiro bimestre de 2007, o dólar foi negociado a R$ 2,10, na média

Leia mais

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA**

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA** 15 C ONJUNTURA Inflação de 2001 Supera a Meta A inflação em 2001, medida pelo IPCA, atingiu o patamar de 7,67%, superando a meta de 6% estabelecida pelo Banco Central. Choques internos e externos à economia

Leia mais

EXERCÍCIOS DE ECONOMIA BRASILEIRA. Lista de Exercícios n.º 6

EXERCÍCIOS DE ECONOMIA BRASILEIRA. Lista de Exercícios n.º 6 1 Prof. Pedro Cezar Dutra Fonseca EXERCÍCIOS DE ECONOMIA BRASILEIRA Lista de Exercícios n.º 6 QUESTÕES REFERENTES À DÉCADA DE1980 A) Questões Discursivas: 1. ANPEC 1994 Qual a fundamentação teórica dos

Leia mais

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique IGC Mozambique A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique 09 de Março de 2012 1 Introdução Uma visão retrospectiva mostra uma década que já aponta a grande clivagem da economia

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

BALANÇO DE PAGAMENTOS: desempenho brasileiro em 2010 RESUMO

BALANÇO DE PAGAMENTOS: desempenho brasileiro em 2010 RESUMO 78 BALANÇO DE PAGAMENTOS: desempenho brasileiro em 2010 Guilherme Fernandes de Souza RESUMO Com o objetivo de conhecer o desempenho brasileiro no que se refere ao Balanço de Pagamentos, esse artigo analisa

Leia mais

America Latina: Administrando Fluxos de Capital Surgidos como efeito da Crise da Dívida Européia

America Latina: Administrando Fluxos de Capital Surgidos como efeito da Crise da Dívida Européia Latin American Shadow Financial Regulatory Committee Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Declaração No. 22 16 de Junho, 2010 Washington, D.C. America

Leia mais

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC 27.03.12 Paulo Safady Simão Presidente da CBIC REPRESENTANTE NACIONAL E INTERNACIONAL DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MERCADO IMOBILIÁRIO SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES E CÂMARAS 62

Leia mais

IGEPP GESTOR - 2013. Política cambial. Relação entre taxa de juros, taxa de câmbio e regimes cambiais. Prof. Eliezer Lopes

IGEPP GESTOR - 2013. Política cambial. Relação entre taxa de juros, taxa de câmbio e regimes cambiais. Prof. Eliezer Lopes IGEPP GESTOR - 2013 Política cambial. Relação entre taxa de juros, taxa de câmbio e regimes cambiais. Prof. Eliezer Lopes MACROECONOMIA ABERTA POLÍTICA FISCAL POLÍTICA MONETÁRIA MERCADO DE BENS PRODUTO

Leia mais

Reunião de Líderes do G-20 sobre Mercados Financeiros e Economia Global Washington - 15 de novembro de 2008

Reunião de Líderes do G-20 sobre Mercados Financeiros e Economia Global Washington - 15 de novembro de 2008 MINISTÉRIO DA FAZENDA Ações de Curto Prazo Reunião de Líderes do G-20 sobre Mercados Financeiros e Economia Global Washington - 15 de novembro de 2008 Governança financeira global Proposta brasileira Estamos

Leia mais

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro * Fernando Marcelino A mundialização financeira, desde meados da década de 1960, em conjunto com uma série de medidas

Leia mais

DEPENDÊNCIA SEM DESENVOLVIMENTO

DEPENDÊNCIA SEM DESENVOLVIMENTO DEPENDÊNCIA SEM DESENVOLVIMENTO Marcos Antonio Macedo Cintra 1 As crises monetárias, financeiras e cambiais do México (1995), dos países do Sudeste Asiático (1997-98), da Rússia e da Venezuela (1998) revelam

Leia mais

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Internacional Cenário mundial ainda cercado de incertezas (1) EUA: Recuperação lenta; juros à frente (2) Europa:

Leia mais