A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO

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1 A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO ANDRÉIA POLIZELI SAMBATTI Professora da UNIOESTE/Campus de Cascavel, Ms. em Teoria Econômica DENISE RISSATO Professora da UNIOESTE/Campus de Cascavel, Ms. em Economia Aplicada

2 2 A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO RESUMO: No início da década de 1990, os fluxos de capitais para as economias em desenvolvimento, como o Brasil, que haviam cessado na década anterior, retornaram. A explicação para essa retomada dos fluxos de capitais está relacionada tanto a fatores internos quanto externos. Dentre os condicionantes externos, verificam-se o processo de globalização financeira, a queda dos juros americanos, a expansão acirrada da liquidez internacional e a securitização dos empréstimos da dívida externa. No que diz respeito aos fatores internos, destacam-se a política monetária de taxas de juros elevadas, o processo de estabilização da economia e as privatizações das empresas estatais. No entanto, houve uma mudança na natureza desses fluxos de capitais. Enquanto na década de 1970 e início dos anos 1980 predominavam os créditos bancários, na década de 1990 os investimentos em portfólio (capitais de curto prazo) se tornaram o componente mais importante dos fluxos de capitais internacionais. Diante disso, este estudo teve como objetivo traçar um paralelo entre os fluxos de capitais internacionais e a vulnerabilidade externa nas economias em desenvolvimento, na década de 1990, a partir do caso brasileiro. Constatase que, nesse período, a vulnerabilidade externa brasileira foi condicionada pelo processo de abertura financeira, com a predominância da volatilidade dos capitais de curto prazo, bem como, pelo direcionamento interno que foi dado aos recursos captados no exterior. PALAVRAS-CHAVE: fluxos de capitais, economias em desenvolvimento, vulnerabilidade externa. 1. INTRODUÇÃO A ampliação do processo de desregulamentação financeira, iniciada pelos países desenvolvidos na década de 1960, somado à abertura dos vários mercados nacionais, propiciado pela liberalização dos fluxos internacionais de capitais, levou a um elevado crescimento do processo de internacionalização financeira, que ficou conhecido como globalização financeira (CARCANHOLO, 2002). Este ambiente de abertura financeira associada à abertura comercial, nos anos 1990, favoreceu a entrada de capitais nas economias em desenvolvimento, inclusive nos países da América Latina, em virtude de um elevado nível de liquidez no mercado internacional de capitais (CAVALCANTE e FONTENELE, 2002). Para GONÇALVES et al (1998), esse movimento internacional de capitais tem sido motivo de grande atenção no meio econômico. Essa importância é decorrente das diversas funções que esse fluxo exerce sobre as economias nacionais: o financiamento do crescimento econômico, a estabilização dos ciclos econômicos e o ajustamento das contas externas. Além disso, há que se destacar que a constante movimentação dos capitais especialmente os de curto prazo, somada, à ausência de restrições a esses movimentos, deixa as economias nacionais, principalmente dos países em desenvolvimento, muito suscetíveis aos choques e crises internacionais, trazendo para essas economias o problema da vulnerabilidade externa. Segundo GONÇALVES (1999), a vulnerabilidade externa consiste na baixa capacidade de resposta de uma economia a pressões, fatores desestabilizantes e choques externos colocando, conseqüentemente, o país em uma trajetória de instabilidade e crise.

3 3 Desse modo, o conceito de vulnerabilidade externa está relacionado à fragilidade da economia de um país, especialmente os em desenvolvimento, em função das modificações na dinâmica econômica e financeira dos países centrais. Diante disso, a problemática deste trabalho consiste em entender as relações entre os fluxos de capitais internacionais e a vulnerabilidade externa das economias em desenvolvimento, a partir do caso brasileiro na década de CICLOS DE FINANCIAMENTO E A DEPENDÊNCIA EXTERNA DAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO De acordo com BARHRY e PORCILE (2004), o Brasil, historicamente, tem sido dependente do capital externo. No entanto, em alguns períodos o crescimento da dívida foi maior, como entre 1968 e 1973, em virtude do elevado grau de liquidez internacional existente no mercado de eurodólares e da ação mais agressiva da indústria bancária, formada por uma rede fechada de bancos, objetivando novos clientes. Nesse sentido, foram instaurados no Brasil, em 1973, os empréstimos bancários vinculados à taxa de juros flutuantes, aumentando a exposição da economia a uma situação de instabilidade financeira, dada a possibilidade da elevação das taxas de juros internacionais. No entanto, segundo BELLUZZO (1999) e BARBOZA (1996), no ano de 1979, teve início o esgotamento desse padrão de financiamento externo que sustentou as economias em desenvolvimento, como a do Brasil, por mais de uma década. Isso porque, os Estados Unidos elevaram suas taxas de juros na tentativa de fortalecer o dólar que estava enfraquecido com a ruptura do sistema de Bretton Woods (1973), com o intuito de restituir a sua hegemonia. Como conseqüência dessa medida, os Estados Unidos sugaram a liquidez internacional, valorizando a sua moeda e gerando uma recessão mundial, no início dos anos Além disso, houve uma elevação do passivo externo das economias endividadas, devido ao II Choque do Petróleo, em Desse modo, verificou-se uma profunda crise de solvência nos países em desenvolvimento, que contraíram um volume significativo de créditos internacionais, uma vez que a única saída para pagar os juros elevados era a contratação de mais dívidas. Essa crise culminou com o pedido de moratória da dívida mexicana em 1982 (BARBOZA, 1996). Foi nesse período que a fragilidade externa da economia brasileira passou a ser mais evidente, pois o Brasil que, até então, era um receptor de fluxos de capitais, diante das novas exigências dos credores internacionais para o pagamento das dívidas contraídas em outros períodos, se tornara um emissor de capitais. Dessa forma, o fluxo voluntário de recursos cessou dada a desconfiança dos credores quanto à validação do crédito concedido. Com isso, ocorreu um reescalonamento do pagamento do principal da dívida externa de países em dificuldade, como o Brasil, por meio de financiamentos novos, sob a forma de empréstimos bancários forçados ou involuntários, para financiar parte dos juros devidos por esses países aos próprios bancos (BARHRY e PORCILE, 2004). Assim, a elevação das taxas de juros internacionais e, por conseqüência, a ascensão do ônus da dívida resultaram da deficiência de divisas externas para os países em desenvolvimento na década de Dessa maneira, no Brasil, as transferências de recursos líquidos para o exterior inviabilizaram a sustentação de taxas adequadas de crescimento econômico, principalmente, pela intensificação das desvalorizações cambiais e pelo

4 aumento das taxas de inflação. O desempenho medíocre da década de 1980 fez com que esta ficasse conhecida como a década perdida (BARHRY e PORCILE, 2004, p.7). Apesar disso, o mercado financeiro internacional continuou crescendo, direcionando seus capitais para os países desenvolvidos em crescimento, pois estes apresentavam baixos riscos e elevadas taxas de juros. Essa transferência provocou uma modificação no sistema financeiro, por meio da introdução de mecanismos de proteção (hedging), de novos ativos financeiros (desintermediação bancária) e do avanço da desregulamentação dos mercados financeiros (BARBOZA, 1996). Esse processo de transformação na esfera financeira pode ser entendido como a generalização e a supremacia dos mercados de capitais em substituição à dominância anterior do sistema de crédito comandado pelos bancos (BELLUZZO, 1995, p.16). Não obstante, a reversão desses fluxos de capitais, ou seja, a retomada do acesso ao circuito financeiro internacional pelas economias de segunda linha (países em desenvolvimento, principalmente da América Latina) ocorreu, somente, no início dos anos Esse retorno foi decorrente tanto de fatores internos quanto externos. Dentre os condicionantes externos, verificam-se o processo de globalização financeira, a queda dos juros americanos, a expansão acirrada da liquidez internacional e a securitização dos empréstimos da dívida externa (PAINCEIRA e CARCANHOLO, 2002; BARHRY e PORCILE, 2004), enquanto que, para PRATES (1997a, p.46), o condicionante fundamental do retorno dos fluxos voluntários foi a nova dinâmica financeira internacional e a conjuntura econômica nos países centrais, ou, mais precisamente, a etapa do ciclo financeiro (contexto de sobreliquidez e queda da rentabilidade dos ativos). No que diz respeito aos fatores internos, HOLLAND e CANUTO (2004) destacam a política monetária de taxas de juros elevadas (acima das taxas praticadas no mercado internacional), o processo de estabilização da economia (redução da taxa de inflação) e as privatizações das empresas estatais. PAINCEIRA e CARCANHOLO (2002), ainda, acrescentam o processo de adequação do marco regulatório interno às normas da globalização financeira, através da elevação do grau de abertura financeira desses países. Além disso, na tentativa de proporcionar maior segurança aos investidores internacionais, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial passaram a defender a retomada do crescimento para as economias desestabilizadas, a partir das propostas do Consenso de Washington. Segundo BARBOZA (1996), esse processo deveria ocorrer, primeiramente, através da reversão do quadro inflacionário e do fim do desequilíbrio fiscal e, depois, pela implementação de reformas estruturais de desregulamentação, desestatização e abertura financeira e comercial dos mercados. Na América Latina, o que se observou foi a realização das reformas e a entrada de fluxos de curto prazo para essas economias, bem como, a implementação de planos de estabilização, apresentando alguns elementos comuns: a utilização da taxa de câmbio como instrumento de combate à inflação; a abertura econômica às importações, a queda das barreiras tarifárias e não-tarifárias; a abertura financeira externa, principalmente, pelo estímulo à entrada de capitais externos de curto prazo; o ajuste fiscal e a austeridade monetária combinados com medidas de desindexação; além da venda de empresas públicas (BATISTA, 1996, p.1 citado em BARBOZA, 1996, p.43). Sendo assim, conforme atesta BELLUZZO (1999, p.85) Os países da periferia, até então submetidos às condições de ajustamento impostas pela crise da dívida, foram 4

5 5 literalmente capturados pelo processo de globalização, executando seus programas de estabilização de acordo com as normas dos mercados financeiros liberalizados. Ademais, de acordo com PRATES (1999), houve uma modificação na natureza dos fluxos de capitais para os países em desenvolvimento. Enquanto na década de 1970 e início dos anos 1980 predominavam os créditos bancários, na década de 1990, os investimentos em portfólio se tornaram o componente mais importante desses fluxos. 3. UMA DISCUSSÃO DOS DETERMINANTES DA VULNERABILIDADE EXTERNA BRASILEIRA NA DÉCADA DE 1990 Enquanto na década de 1980 a vulnerabilidade externa brasileira esteve associada à inexistência de financiamento externo voluntário e à necessidade de transferência de capitais para o exterior, dada a exigência dos credores em relação aos pagamentos dos empréstimos concedidos na década anterior, a partir da década de 1990 essa vulnerabilidade esteve relacionada à inserção do país no processo de globalização financeira, dada a ampla liberalização da conta de capital do balanço de pagamentos e a predominância da volatilidade dos capitais de curto prazo (PRATES, 1999). Em virtude do aumento do fluxo de capitais para o Brasil, a partir da década de 1990, observou-se, no país, uma tendência de valorização cambial que se intensificou com a adoção de políticas de estabilização sob um regime de âncora cambial. Dessa forma, para HERMANN (1999), o programa de estabilização (Plano Real) apoiado em uma âncora cambial foi acompanhado de uma evidente elevação da vulnerabilidade da economia a choques externos, justamente pela tendência de valorização da taxa de câmbio, pelos déficits comerciais sistemáticos, pelos elevados superávits na conta capital e pela deterioração das contas públicas. Logo, o aumento da vulnerabilidade externa decorreu da combinação de um maior endividamento externo (com a deterioração dos indicadores de comércio internacional) com as políticas monetária e fiscal adotadas ao longo da década de Diante disso, se por um lado o retorno dos fluxos de capitais voluntários contribuiu para aliviar a restrição externa e diminuir os desajustes fiscais e financeiros do setor público, por outro, gerou novas necessidades para a gestão macroeconômica, pois, segundo PRATES (1997b), a natureza volátil e de curto prazo dos fluxos recentes de capitais tornouse uma das preocupações centrais dos países, como o Brasil, dada a possibilidade de reversão desses fluxos diante de crises financeiras devendo, portanto, a política econômica evitar que as instabilidades macroeconômicas, oriundas da reversão desses fluxos, comprometam o desempenho da economia. Sendo assim, um dos principais determinantes do grau de vulnerabilidade externa do Brasil consiste nos movimentos dos fluxos de capitais, já que a maior liberdade de entrada e saída de recursos pode elevar a sua dimensão. Dessa forma, de acordo com PAINCEIRA e CARCANHOLO (2002), a influência dos movimentos de capitais sobre a vulnerabilidade externa, depende da magnitude do investimento em portfólio na conta capital, pois é o mais volátil e se movimenta a partir das variações conjunturais, especialmente, na esfera financeira. Como conseqüência disso, a mobilidade dos fluxos de capitais de curto prazo tende a se elevar nos períodos de instabilidade econômica, como ocorreu nos períodos de crises financeiras ao longo da década de 1990 (México em 1994; Países Asiáticos em 1997; Rússia em 1998; Brasil em 1999) (CAVALCANTE e FONTENELE, 2002).

6 6 Por conseguinte, em economias instáveis, como a do Brasil, a credibilidade fica abalada, pois dada a livre mobilidade de capitais, os investidores modificam a composição de seus portfólios, aumentando o número de ativos de menor risco, o que implica em uma drástica redução de recursos para esses países. Não obstante, torna-se necessário ressaltar que os capitais de longo prazo, como os investimentos externos diretos, também podem produzir problemas no balanço de pagamentos contribuindo para o agravamento da vulnerabilidade externa, haja visto que no Brasil grande parte desse fluxo, na década de 1990, esteve atrelado ao processo de fusões e aquisições de empresas estatais, no setor de serviços, não representando um aumento na capacidade do país de gerar recursos para saldar os haveres externos, via exportações. Ademais, PRATES (1999, p.3) salienta que essa capacidade do país gerar recursos depende, sobretudo, do direcionamento interno dado aos recursos captados no exterior. Se esses recursos não são direcionados para o financiamento da produção e dos investimentos dos setores exportadores ou substituidores de importações, o ciclo virtuoso endividamento externo/ aumento dos investimentos/ aumento da capacidade exportadora/ pagamento da dívida externa não é gerado e, assim, o país entra numa trajetória explosiva e insustentável de endividamento, na qual todo aumento da dívida externa é canalizado para a rolagem da própria dívida. Por fim, isto posto, pode ocasionar uma inconsistência entre o estoque crescente da dívida externa e a capacidade de pagamento do país. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na década de 1980, nas economias em desenvolvimento, como a do Brasil, a política econômica e o desempenho em relação aos investimentos, poupança, inflação e crescimento foram condicionados por uma forte restrição externa aos fluxos de capitais. Isto porque houve uma crise de solvência desses países que, forçados pelos seus credores, passaram da condição de receptores a emissores de capitais. Desta forma, apesar do retorno dos fluxos de capitais para essas economias, na década de 1990, ter amenizado a restrição externa e os desequilíbrios fiscais do setor público, que foram as principais causas das instabilidades macroeconômicas da década anterior, também criou novos desafios para a gestão das políticas econômicas uma vez que, a inserção dos países em desenvolvimento no processo de globalização financeira ocorreu a partir de uma ampla liberalização da conta de capital do balanço de pagamentos que aliada à predominância de fluxos de capitais de curto prazo, altamente voláteis, contribuiu para o aumento da vulnerabilidade externa de suas economias. Há que se destacar ainda que, no caso brasileiro, os fluxos de capitais de longo prazo também contribuíram para elevação da vulnerabilidade externa, uma vez que o seu aumento esteve atrelado, principalmente, ao processo de fusões e aquisições no setor de serviços públicos, não gerando recursos para saldar os compromissos externos. Além disso, concluiu-se que o direcionamento interno dado aos recursos captados no exterior é tão relevante quanto o grau de dependência dos fluxos de capitais estrangeiros na determinação da vulnerabilidade externa, de economias como a brasileira.

7 7 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAHRY, Thaiza Regina e PORCILE, Gabriel. Os ciclos de endividamento da economia brasileira no período Revista de Economia Contemporânea, Rio de Janeiro, 8 (1): 5-32, jan./jun BARBOZA, P. A. Mudanças Principais da Política Cambial Brasileira nos anos 80 e 90. Campinas, dezembro/1996. Monografia Departamento de Economia, UNICAMP. BAUMANN, Renato; CANUTO, Otaviano; GONÇALVES, Reinaldo. Economia internacional: teoria e experiência brasileira. Rio de Janeiro: Elsevier, BELLUZZO, L. G. de M. O declínio de Bretton Woods e a emergência dos mercados globalizados. Economia e Sociedade, Campinas, n.4, p.11-20, jun BELLUZZO, Luiz G. Plano Real: do sucesso ao impasse. Economia Aplicada, V.3, N. Especial, p , CARBAUGH, Robert J. Economia internacional. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, CARCANHOLO, M.D. Abertura Externa e Liberalização Financeira: Impactos sobre o crescimento e distribuição no Brasil nos anos Rio de Janeiro: p. Tese (Doutorado em Economia) Universidade Federal do Rio de Janeiro. CAVALCANTE, Jacqueline Franco e FONTENELE, Ana Maria. Fluxos de Capitais na América Latina: caracterização para a década de 90 e algumas controvérsias sobre flexibilidade e volatilidade. VII Encontro de Economia Política. Período de 28 a 31 de maio de CHESNAIS, François. A mundialização do capital. São Paulo: Xamã, HERMANN, Jennifer. Ancoragem cambial em ambiente de elevada mobilidade internacional do capital: alcance, limites e soluções. Estudos Econômicos, São Paulo, V.29, N.4, p , outubro-dezembro HOLLAND, Márcio e CANUTO, Otaviano. Ajustamento Externo e Regimes de Taxa de Câmbio na América Latina. Documento da web: Acessado: março/2004. GONÇALVES, Reinaldo. Globalização e desnacionalização. São Paulo: Paz e Terra, GONÇALVES, Reinaldo et al. A nova economia internacional: uma perspectiva brasileira. Rio de Janeiro: Campus, PAINCEIRA, Juan Pablo e CARCANHOLO, Marcelo Dias. Abertura Financeira e Vulnerabilidade Externa na América Latina: os impactos sobre Brasil, México e Argentina na década de 90. VII Encontro de Economia Política. Período de 28 a 31 de maio de PRATES, Daniela Magalhães. Abertura financeira e vulnerabilidade externa na economia brasileira na década de noventa. Dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP. Campinas, 1997a. PRATES, Daniela Magalhães. A gestão dos fluxos de capitais na América Latina nos anos Leituras de Economia Política, Campinas, (4): , jun. 1997b. PRATES, Daniela Magalhães. O ciclo recente de absorção de recursos externos e a vulnerabilidade externa da economia brasileira nos anos 90. IV Encontro de Economia Política. Período de 1 a 4 de junho de 1999.

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