Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil"

Transcrição

1 Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil

2 Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil Relatório Executivo

3 1. Sumário Executivo A pesquisa de Mercado de 2a Residência para Turistas Estrangeiros no Brasil é resultado da preocupação do Governo Federal com os impactos da ação turística imobiliária no país e adota modelo específico para aferir, por meio de fontes primárias e secundárias, números que justifiquem a presença de turistas estrangeiros envolvidos em investimentos imobiliários, principalmente no nordeste. O estudo, idealizado pela EMBRATUR, em parceria com a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EBAPE/FGV), contou com apoio institucional da ADIT Nordeste e com colaboração das ADEMI. Sua principal característica metodológica é destacada pela entrevista a empresários e membros de alta gerência das maiores empresas imobiliárias que vendem para estrangeiros no Brasil e compilação de informações econômicas sobre o mercado de venda de imóveis para estrangeiros. A tabela abaixo apresenta, de forma sintetizada, alguns exemplos de impacto negativos e positivos recolhidos durante as entrevistas com empresários do setor imobiliário, por ocasião da pesquisa. Neste, é possível observar que há preocupação quanto aos impactos nas TRÊS esferas de análise da sustentabilidade e que os temais mais atuais relacionados ao tema apareceram como motivos de atenção especial. De acordo com a pesquisa, o valor médio para venda de imóveis, para fins de segunda residência, é R$3.583,00 (m2 / 2 quartos / 70m2 ). Apesar de ainda não se classificar entre os maiores receptores de investimentos em segunda residência turística no mundo, o Brasil já apresenta preços competitivos em relação à média geral e com boa oferta de serviços. Em comparação ao mercado internacional, o Brasil apresenta preços, em geral, inferiores aos praticados na Europa e EUA, dando ao investidor boa margem financeira, principalmente ao se considerar o aumento de conexões aéreas entre as regiões nordeste e sudeste e os mercados emissores. Segundo o Banco Central do Brasil, tomando por base contas bancárias de origem dos recursos, foram trazidos ao país US$ 646,5 milhões para aquisição de imóveis por não residentes em Os recursos advindos dos Estados Unidos alcançaram US$102 milhões, seguidos dos recursos da Espanha (82 milhões de dólares), em segundo lugar na emissão de divisas. Reino Unido, Portugal e Alemanha também figuram entre os dez primeiros somando valores significativos na participação geral. PAÍSES MAIS PROCURADOS (mercado inglês) PAÍS PREÇO 70 Euro-R$ % p/ m 2 Brasil Euros m 2 (2,6) R$ Malta , ,00 217,69% 2 Dubai , ,43 199,04% 3 Canadá , ,57 185,56% 4 Espanha , ,00 181,41% 5 Portugal , ,29 176,23% 6 Itália , ,71 164,83% 7 África , ,43 148,24% do Sul 8 Croácia , ,29 132,69% 9 Flórida , ,00 123,36% 10 França , ,00 116,10% 11 Grécia , ,71 106,77% 12 Chipre , ,57 105,74% Brasil 3583,00 100,00% 13 Marrocos , ,86 93,30% 14 Turquia , ,86 71,53% 15 Bulgária , ,71 55,98% Fontes: Homes Overseas, Place in the Sun e Overseas Property. IMPACTOS DA AÇÃO DE TURISTAS EM 2ª RESIDÊNCIA AMBIENTAIS ECONÔMICOS SOCIAIS Positivos Modelos de produção de energia limpa Aumento da receita pública Diversidade cultural Infra-estrutura sanitária Investimento local Estudos de impacto para áreas de preservação Geração de trabalho de renda Capacitação Negativos Superutilização de recursos naturais Aumento geral de preços Poluição ambiental Aumento da informalidade Banalização Cultural Invasão de áreas protegidas Especulação Imobiliária Fonte: pesquisa FGV/ EMBRATUR Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil Sumário Executivo 3

4 Considerando a boa fase de investimentos diretos no Brasil, pode-se estimar que o mercado de segunda residência para turistas estrangeiros tem boa margem de elasticidade de preços para competir na arena internacional e, mediante investimentos em infra-estrutura, proteção ambiental e planejamento econômico, pode ser forte gerador de divisas e desenvolvimento. O perfil dos compradores é atrativo para o mercado. Aproximadamente 50% estão em faixa ETÁRIA de 40 a 59 anos e a maioria possui curso superior completo. Entre os segmentos motivadores da procura pelo produto nacional estão Sol e Praia e Ecoturismo. A maior parte dos compradores já conhecia o País e a composição familiar é bem distribuída entre casais - com e sem filhos - e solteiros. No que diz respeito à situação dos negócios, os lançamentos imobiliários foram responsáveis por 97% das vendas das empresas entrevistadas. Houve consenso quanto à viabilidade e rapidez das vendas de imóveis novos para estrangeiros. Em geral, o numero de Unidades Habitacionais (UHs) lançadas é maior do que o de vendidas e, para o período , a maior parte dos empresários atestou melhora do setor. RELAÇÃO DE UHs LANÇADAS E VENDIDAS Na operação, 42% dos investimentos se dão por uso de capital próprio e os investimentos em Segunda Residência apresentam valores, em media, 30% acima do mercado nacional. No que diz respeito à variação dos preços nos últimos anos, a maior parte do mercado (91%) assinalou estabilidade no período Já para , houve parcela significativa do mercado (34%) que percebeu aumento de preços, enquanto 66% indicaram não ter havido alteração. VARIAÇÃO DOS PREÇOS Diminuição Estabilidade Aumento Fonte: pesquisa FGV / EMBRATUR Uhs Lançadas Uhs Vendidas Fonte: pesquisa FGV / EMBRATUR Por fim, considerando os dados acima descritos e os discriminados no corpo do relatório, pode-se considerar a rentabilidade e as facilidades logísticas fortes promotores dos investimentos em imóveis por estrangeiros no Brasil. As projeções financeiras, que representam a principal fonte de referência e controle da solvência dos negócios, servem para corrigir distorções e fazer adaptações às variáveis que aparecem. Porém, do ponto de vista da gestão pública e do interesse direto das associações de classe envolvidas no setor, há de se ter especial atenção com os impactos gerados pelo crescimento sem planejamento do mercado de Segunda Residência e, conseqüentemente, com as políticas públicas de fomento ao turismo nas principais regiões de procura pelo produto imobiliário. Apoio Instittucional 4

5 2. Introdução O turismo vem consolidando-se como setor estratégico para governos e organizações no contexto mundial. Dados do Barômetro do Turismo, da Organização Mundial do Turismo (OMT, 2008), comprovam o potencial econômico e social dessa atividade, que hoje se encontra, em termos de recursos monetários movimentados, próximo aos segmentos mais competitivos das indústrias internacionais. Para que esse ambiente seja sustentável no longo prazo, a gestão estratégica na área torna-se uma ferramenta de promoção e legitimação do setor no mundo globalizado. Graças ao incremento de sua importância no contexto internacional, o turismo no Brasil começa a destacar-se como catalisador de investimentos e infra-estrutura especializada, o que valida a necessidade de que se estudem os processos competitivos com um olhar objetivo para os serviços em turismo, agregando conteúdo técnico ao tema e sem deixar de aproveitar os modelos hoje propostos para o melhor desempenho dos negócios relacionados com o setor. Os fluxos turísticos há muito já não se restringem às barreiras geográficas; os consumidores como um todo e o turista em particular também buscam uma vivência do lazer, de forma diversificada, e para isso se valem de localidades fora de seus contextos socioculturais. No caso brasileiro, o incremento de vôos e o aprimoramento da infra-estrutura aeroportuária, principalmente na região Nordeste, contribuem significativamente para o aumento de visitantes estrangeiros e, conseqüentemente, abrem uma janela para o desenvolvimento da economia mundial. Nessa realidade, nota-se o surgimento de um novo segmento que combina mercado imobiliário e turismo, conhecido como Turismo de Segunda Residência. No Brasil, o tema ganha notoriedade em virtude da necessidade de que se conheçam as características do mercado local de turismo de segunda residência, com foco em estrangeiros, de forma que se possa agregar a esse levantamento um consistente trabalho de planejamentos econômico, social e ambiental de novas ações públicas e privadas a serem implementadas. A análise em detalhe da atividade e do perfil desse novo turista (residente estrangeiro) que procura o Brasil é fundamental para validar essa tendência, bem como é preciso estudar o seu comportamento e o de seus convidados, que fazem parte de um substancial fluxo de divisas no novo contexto de lançamento de produtos turísticos. O entendimento desse mercado também permite a prevenção e o controle dos impactos socioeconômicos e ambientais nas localidades onde essa forma de turismo se expande com mais intensidade aspecto que não pode ser negligenciado por organizações públicas e privadas envolvidas nesse setor. Assim, em virtude da crescente importância do turismo na economia brasileira e da necessidade constante de informações e de indicadores recentes sobre o turismo, a FGV em parceria com a EMBRATUR realizaram este estudo sobre o mercado de segunda residência de turistas estrangeiros no Brasil. O trabalho tem como objetivo conhecer tais turistas que investem em residência própria ou alugada no País e identificar o processo de compra de imóveis com intenção de residência secundária, de forma a avaliar a dinâmica desse mercado que se manifesta no Brasil e no exterior, principalmente na Europa. Para a geração de dados e a análise desse nicho, exclusivamente do ponto de vista do turismo, este estudo se dividiu em duas etapas: uma de conhecimento do mercado e outra de aplicação de pesquisa de campo com análise de dados. Para esta última, encontraram-se resultados de demanda e de oferta, que balizaram uma análise imparcial do tema no Brasil. Na primeira parte, buscaram-se informações sobre o mercado de segunda residência internacional e as opções existentes em âmbito local. Esse período foi importante para o levantamento de literatura sobre o assunto, para o conhecimento de publicações especializadas e para a identificação dos atores mais importantes do setor imobiliário no País e suas ramificações no tema. Na segunda parte, foi-se a campo para pesquisa com as maiores imobiliárias do mercado, em sete estados brasileiros, de acordo com a metodologia desenvolvida pela FGV, mesclando com dados da EMBRATUR. Nessa etapa, foi possível conhecer o mercado imobiliário de segunda residência, do ponto de vista turístico, e iniciar a construção de indicadores e de mercado que sejam referência para o tema. Além disso, por meio do cruzamento de informações coletadas nas duas etapas anteriores, foi possível conhecer o perfil do turista estrangeiro que investe em segunda residência no Brasil. Por fim, esta pesquisa representa o marco inicial dos estudos em segunda residência turística no Brasil e traz a proposta de incentivo à produção de conhecimentos sobre o tema, em uma iniciativa da EMBRATUR, em parceria com a FGV, e apoio da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (ADIT Nordeste), e seus resultados estão nas páginas a seguir. Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil Introdução 5

6 3. Conceituação Para a realização de um estudo sobre a segunda residência e o turismo, faz-se necessário estabelecer os parâmetros para a análise desse mercado. Ressalte-se que a complexidade do tema e suas variações no mercado de investimentos imobiliários dificultam a compreensão, mas, com base em publicações especializadas, dados internacionais e levantamento do contexto brasileiro de compra e venda de imóveis por estrangeiros, é possível estabelecer delimitações para a formulação de conceito do ponto de vista nacional. Segundo a Organização Mundial do Turismo, a segunda residência limita-se à propriedade residencial para fins de veraneio e turismo, não sendo, portanto, a residência principal (primeira residência) do titular. Nesse espaço, serviços relacionados com o turismo são oferecidos e, conseqüentemente, consumidos pelos visitantes do local, que utilizam as propriedades como abrigo para desfrute daquele destino. A residência secundária é um tipo de hospedagem, basicamente vinculada ao turismo de lazer, e é, apesar de sua recente expansão em escala mundial, pouco estudada e conhecida, pois carece de uma base sólida de reflexões teóricas e estudos empíricos de suas mais diversas repercussões econômicas nos locais onde se desenvolve. Dessa forma, delimitou-se este estudo segundo os fins turísticos, ou seja, o local não pode ser também o de trabalho, mas apenas procurado com fins de lazer e diversão, sem o propósito de remuneração durante a visita. O conceito está também diretamente relacionado com a gerência dos destinos turísticos e com o impacto social que a vinda de turistas causa à região, principalmente quando há uma discrepância entre as condições socioeconômicas de quem antes a habitava. Por isso, um grande debate hoje revelado sobre o tema é a mudança que esse tipo de atividade pode representar para a região, gerando desenvolvimento, mas, por outro lado, possibilitando o aumento de desigualdade social, degradação e crescimento econômico não sustentado, fatores ainda distantes de qualquer proposta de mensuração (MULLER, 2000). 3.1 A Evolução do Conceito de Segunda Residência Turística no Brasil Já em 1980, o Censo retomou o conceito, estabelecendo uma classificação específica para ele, denominando-o de domicílio de uso ocasional e separando-o dos domicílios fechados aos quais estava anteriormente vinculado (IBGE, 1980). No Censo de 1991, o IBGE aprimorou o conceito, classificando as residências secundárias em domicílios particulares de uso ocasional, não mais relacionando esta noção com a presença de morador temporário, formulação que permaneceu inalterada quando do Censo de O tratamento acadêmico do turismo de segunda residência data da década de 1980, firmemente estimulado pelos trabalhos de Seabra (1979). Posteriormente, Tulik (1995) e Roque (1990) também abordaram o tema, explicando o fenômeno com base em estudos de caso de regiões de grande crescimento desse tipo de turismo, como o litoral de Espanha e Portugal, as montanhas francesas e suíças e os sítios turísticos dos continentes asiático, africano e americano. Os artigos mantiveram uma preocupação socioespacial sobre os efeitos do turismo de segunda residência na localidade, tratando qualitativamente dos impactos dos turistas em regiões de residência secundária e, por isso, são boas ferramentas para estudos que abordem o tema. Observaram-se nesses estudos alguns aspectos que interferem no turismo de segunda residência, tais como infra-estrutura de deslocamento, clima, cultura, impactos em geral e meio ambiente. Além das referências qualitativas, por meio de estudos anteriores, também é possível conhecer diferentes tipos de segunda residência turística e suas aplicações no mercado internacional Tipos mais estudados de segunda residência O estudo de segunda residência em turismo pode ser tratado, principalmente, sob duas diferentes abordagens conceituais: 1. Qualitativa a. perfil de usuário, b. impactos, c. tipos de imóveis, i. de maior interesse para o setor público e para a gestão privada no contexto geral; Fomentou-se tal conceito, no Brasil, após o Censo Demográfico de 1970, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que estabeleceu uma primeira definição de residências secundárias no grupo de domicílios fechados, nos quais os moradores não se encontravam presentes na data do Censo (IBGE, 1970). 2. Investimentos a. preços, b. retorno financeiro, c. modelos de investimento, i. de maior interesse para o mercado imobiliário propriamente dito. 6

7 Este estudo enfocará o primeiro tópico. Assim, a pesquisa preliminar em dados de países envolvidos nesse mercado, as informações da imprensa especializada no mercado imobiliário e os artigos acadêmicos sobre impactos na economia local possibilitaram destacar três tipos mais freqüentes de movimentação econômica com objetivo de segunda residência em turismo: os resorts integrados, o timeshare e a segunda residência tradicional. Os dois primeiros podem ser classificados em grupos semelhantes pela característica de investimento e uso diversificado. Já o último tópico deve ser estudado em separado por atender às necessidades de análise qualitativa e de impactos da atividade de compra individual. O resort integrado representa o espaço que consolida um conjunto de serviços e atividades, gerenciados de forma compartilhada, para oferecer uma experiência turística. Apresenta atividades amplamente planejadas, destinadas a uma variedade de segmentos de mercado em seus diversos ambientes. Por serem os resorts capazes de oferecer uma gama diversificada de experiências, explica-se a grande força desses empreendimentos pela capacidade de ofertar ao mercado uma experiência diferenciada e bons retornos financeiros. O timeshare é uma forma de utilização do investimento imobiliário que, muitas vezes, se atrela a um resort integrado. Nesse tipo de negócio, do ponto de vista do investidor, faz-se um aporte inicial de capital para compra de uma unidade que será alugada por temporadas e, em seqüência, se negociará um valor de retorno de investimento, de acordo com a proposta de cada imóvel. Em muitos dos recentes modelos de resort integrado, há também o loteamento e a venda de propriedades ao redor das áreas destinadas à atividade hoteleira, buscadas por oferecerem maiores níveis de segurança, serviços específicos para o turista e qualidade muito superior aos que normalmente são oferecidos nos núcleos urbanos e subúrbios turísticos. Nesse modelo, o turismo de segunda residência também se encontra com o modelo de resort integrado, pois, além dos benefícios provenientes da própria residência, o proprietário pode usufruir um sistema de produtos e serviços semelhantes àqueles oferecidos regularmente pelo estabelecimento hoteleiro. O conceito fundamental dos investimentos em hospedagem temporária está atrelado à idéia de condomínio, em sua forma de divisão de custos e encargos, proporcionando maior número de benefícios e dinamização de tempo. Apesar de auxiliar, o timeshare não soluciona a questão de sazonalidade e não deve ser enxergado apenas como um investimento imobiliário, sob o risco de penalizar a qualidade oferecida no longo prazo. É, decerto, uma opção muito utilizada e justificável para estruturas do tipo resort. Seus principais atrativos para a demanda estão na capacidade de proporcionar diversidade de destinos, em férias organizadas e condições vantajosas de preço. Além disso, proporciona aos consumidores maior flexibilidade em relação à segunda residência tradicional. Tais modelos oferecem posse de períodos com intervalos de uma semana ou pacotes de pontos que podem ser utilizados para reservar acomodações em resorts. Os participantes dividem os direitos de ocupação e pagam uma taxa anual de manutenção depois de uma compra inicial. Quando da aquisição de um timeshare, compradores podem negociar os retornos de seus investimentos. Em média, propõe-se aos investidores um retorno anual líquido entre 5% e 10% do valor investido, nos dois primeiros anos, e um acréscimo variável, de acordo com o progresso de aluguel do imóvel. O dono do investimento pode optar por receber um determinado número de dias para usufruir o imóvel ou permitir que a administradora mantenha-o sempre disponível para locação, maximizando assim sua utilização como investimento financeiro. Atualmente, a indústria de timeshare oferece inúmeras opções de compra para atender a demandas por variedade e flexibilidade em termos de férias, sendo as mais comuns: Bianual, Clube de Viagens, Acordo Contratual, Semana Fixa, Semana Flutuante, Posse Fracionada, Pontos e Acordo de Direito de Uso. A rotatividade do sistema de timeshare difere, do modelo tradicional de segunda residência apresentando, por exemplo, por conta dos curtos períodos de permanência dos turistas na locação. Esse fator, combinado à grande flexibilidade desse tipo de empreendimento, que oferece também possibilidade de intercâmbio entre os envolvidos na rede de resorts promotores de timeshare, reduz a afinidade do turista com o local específico, no qual a visita se torna irregular. Relaciona-se o modelo tradicional de segunda residência à aquisição de imóveis não necessariamente com fins lucrativos. Nesse caso, o investimento está relacionado com a maior participação do turista no contexto sociocultural da região em que está comprando. O conceito está intrinsecamente ligado à aquisição para uso próprio apesar de já se registrarem casos de locação por particulares em sua maioria após um investimento único e buscando características específicas. Vale, ainda, observar que o turismo de segunda residência, como forma de investimento, precisa estar intimamente relacionado com o imóvel que o turista utiliza para a realização dessa forma de turismo, e não apenas com a terra adquirida que não se vincula ao turismo, mas ao aspecto financeiro. A residência turística secundária é um investimento que oferece menor liquidez e pouca rentabilidade imediata, sua venda está sujeita às leis de oferta e procura e, nem sempre, os imóveis são alugados, permanecendo vazios na maior parte do ano. Por outro lado, o turista residente tradicional já se identifica com a localidade de moradia e tem objetivos específicos com aquela atividade. Em geral, permanecem mais tempo durante o ciclo anual em seus imóveis e buscam uma maior integração com a cultura e os costumes locais. Para o turismo internacional, o turista de segunda resi- Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil Conceituação 7

8 dência representa um público fiel que, periodicamente, retorna ao destino servido, representando um contingente mínimo de turistas de um país ou região. Para o escopo desta pesquisa, interessa mais o desenvolvimento do turismo de segunda residência tradicional no Brasil, relacionado com a vinda de estrangeiros com objetivos de lazer, sem esquecer que esse conceito pode também abranger os aspectos doméstico e internacional Impactos socioeconômicos e ambientais Segundo Assis (2003), o turismo é uma atividade multifacetada e tem seus rebatimentos nas diferentes esferas da organização socioespacial. No estudo de impactos diretos da utilização do espaço por turistas estrangeiros para fins de segunda residência podem-se destacar algumas características positivas e negativas que interferem diretamente no processo de perpetuação dos bens culturais, ambientais e econômicos de uma determinada localidade. Além disso, dois pontos básicos, de relevância metodológica, precisam ser realçados ao se tratar dos primeiros estudos da atividade de veraneio estrangeiro no Brasil. O primeiro diz respeito ao tratamento classificatório do tipo de turista; e o segundo, da aferição dos impactos. Em algumas referências sobre a atividade de segunda residência estrangeira é possível identificar um turista, erroneamente considerado marginal, descartando-se o impacto de sua presença e atuação naquela comunidade. Essa prática é muito comum em estudos estritamente econômicos e mercadológicos, principalmente aqueles relacionados com o mercado imobiliário. Tal postura vem sendo modificada recentemente, pois, da marginalidade conceitual, o turismo de segunda residência passa a ser uma oportunidade de manter-se um fluxo mais constante e garantir ao turista a oportunidade de desfrutar da localidade na qual detém propriedade e, conseqüentemente, gera mais riqueza para a comunidade. Conseqüentemente, o segundo ponto torna-se imperativo para o sucesso desse novo processo de distribuição social. A participação integrada do Poder Público local com empresas e organizações de interesse direto que têm a responsabilidade de aferir constantemente os dados e impactos causados pelas novas relações culturais, ambientais e econômicas advindas do aumento da circulação de estrangeiros residentes na localidade. Com base nessa afirmação, conclui-se que ainda não há, portanto, uma fonte fidedigna generalizável de dados sobre os impactos, mas apenas a pressuposição de alguns dos efeitos. É inegável que a atividade turística como um todo prevê uma modificação da estrutura socioeconômica do local, principalmente quando desenvolvida em regiões que, antes de sua chegada, estavam num patamar mais baixo de desenvolvimento e de distribuição de renda. Os impactos do turismo dividem-se entre positivos e negativos, dependendo da intensidade de sua prática e do planejamento envolvido. Podem ser destacados não só pela representatividade presente desse setor no destino, mas também pela possibilidade de crescimento e expansão em médio e longo prazos, o que abre muitas alternativas para gestores públicos e privados no que diz respeito à tomada de decisão para o desenvolvimento sustentável. O turismo residencial auxilia também no desenvolvimento de regiões que não têm muitas alternativas econômicas. Para Müller (1999), a segunda residência costuma estimular setores e serviços semelhantes que seriam incentivados pelos residentes permanentes, aumentando a base econômica da comunidade local. Pode-se também citar o aumento na arrecadação de impostos e em investimentos na região, e na demanda por produtos locais, gerando incentivo a produtores locais. No contexto social, por exemplo, o ciclo de vida de uma segunda residência precisa ser analisado do ponto de vista do impacto causado nas relações entre pessoas e culturas. Ela tem um período predeterminado para pertencer a um determinado dono, que depende tanto do estágio de vida em que este se encontra quanto da intensidade da ocupação do destino; logo, o excesso de visitação pode repercutir, no futuro, em vulgarização do destino e desequilíbrio da cultura local. Em relação aos impactos ambientais, pode-se enumerar uma série de atividades cujo embate se faz sentir na localidade: produção de esgoto e lixo jogado em praias, rios, lagoas e lagos, assim como óleo, lixo e aterros ilegais que geram risco à saúde da população, destruição da vida aquática, perda de valor estético e redução das atividades de pesca e banho. A poluição do ar impacta na qualidade de vida da população e demais seres da localidade. As atividades desenvolvidas na construção, no caso de grandes empreendimentos, assim como o uso de recursos da região para os empreendimentos, envolvendo, muitas vezes, aterros, modificam o habitat e os hábitos dos animais, alteram o sistema de drenagem, geram a erosão de dunas e praias. Do ponto de vista econômico, é preciso considerar o custo de oportunidade envolvido na escolha pelo desenvolvimento da atividade turística no momento em que o turismo encerra gastos para a localidade, na estruturação da atividade turística e em marketing e propaganda. Vale lembrar que tais dispêndios são arcados pelo governo e necessários ao desenvolvimento do destino. Além disso, deve-se considerar também que a renda e os fluxos turísticos provenientes da atividade apresentam consideráveis oscilações durante o ano, em razão de sua natureza sazonal. Um outro impacto econômico que tem certa duplicidade nesse contexto é o aumento do valor da propriedade, que pode levar à especulação imobiliária e gerar conflitos sobre o espaço. Assim, a economia se intensifica com a entrada de estrangeiros no mercado local, por meio do aumento de preços, tanto de 8

9 imóveis e terrenos quanto de bens de consumo e serviços na localidade. Além disso, a própria comunidade tende a sentir-se deslocada pelos donos de segunda residência, em relação ao tempo e ao espaço de áreas atrativas e em termos de investimento (MÜLLER, 2000). Por outro lado, tem-se que, normalmente, os proprietários de segundas residências são, não só financeiramente, mas, socialmente, mais ligados ao destino do que um turista comum, pois precisam interagir com a comunidade local e seus negócios, com freqüência e continuidade maior (BIEGER, et al., 2007). Além disso, principalmente na segunda residência tradicional, observa-se um processo de identificação do turista com a comunidade ao seu redor e, portanto, aumento da preocupação em assumir as mesmas responsabilidades que os brasileiros, bem como ter os mesmos direitos. A tabela abaixo apresenta, de forma sintetizada, alguns exemplos de impactos negativos e positivos recolhidos durante as entrevistas com empresários do setor imobiliário, por ocasião da pesquisa de segunda residência. É possível observar que há preocupação quanto aos impactos nas três esferas de análise da sustentabilidade e que os temas mais atuais relativos ao tema apareceram como motivos de atenção especial. É inegável, no entanto, o impacto positivo de uma ação turística imobiliária no local, como fonte de desenvolvimento, por envolver, em grande parte, atividades geradoras de emprego e renda, bem como a troca de tecnologias e experiências que podem trazer, por exemplo, novos modelos de preservação ambiental, além de benefícios oriundos da integração com outras culturas e costumes. O próximo passo na compreensão do fenômeno de segunda residência é conhecer algumas lições de estudos internacionais que permeiam o contexto de investimentos em segunda residência. Funcionam como balizadores para os estudos sobre mercado imobiliário turístico no Brasil porque tratam de experiências já consolidadas, com exemplos de sucesso. Tais elementos são trabalhados nos tópicos a seguir. Exemplos de impactos mais lembrados em conversas com entrevistados IMPACTOS DA AÇÃO DE TURISTAS EM 2ª RESIDÊNCIA AMBIENTAIS ECONÔMICOS SOCIAIS Positivos Modelos de produção de energia limpa Aumento da receita pública Diversidade cultural Infra-estrutura sanitária Investimento local Estudos de impacto para áreas de preservação Geração de trabalho de renda Capacitação Negativos Superutilização de recursos naturais Aumento geral de preços Poluição ambiental Aumento da informalidade Banalização Cultural Invasão de áreas protegidas Especulação Imobiliária Fonte: pesquisa FGV/ EMBRATUR Mercado de Turistas Estrangeiros de Segunda Residência no Brasil Conceituação 9

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais

Evolução Recente das Principais Aplicações Financeiras

Evolução Recente das Principais Aplicações Financeiras Evolução Recente das Principais Aplicações Financeiras As principais modalidades de aplicação financeira disponíveis no mercado doméstico caderneta de poupança, fundos de investimento e depósitos a prazo

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira GE GRAFIA A ascensão dos subdesenvolvidos Geografia Professor Daniel Nogueira Os grupos econômicos são grupos de países com comportamento econômico específico. Geralmente economias com aspectos semelhantes.

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 As exportações em março apresentaram aumento de +27,85% em relação a fevereiro. O valor exportado superou novamente a marca de US$ 1 bilhão, atingindo

Leia mais

X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA. BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012

X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA. BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012 X SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DE PREVIDÊNCIA PÚBLICA BENTO GONÇALVES / RS / Maio 2012 CENÁRIO INTERNACIONAL ESTADOS UNIDOS Ø Abrandamento da política monetária para promover o crescimento sustentável. Ø Sinais

Leia mais

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados

Leia mais

RELATÓRIO TESE CENTRAL

RELATÓRIO TESE CENTRAL RELATÓRIO Da audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Econômicos, de Assuntos Sociais, de Acompanhamento da Crise Financeira e Empregabilidade e de Serviços de Infraestrutura, realizada no

Leia mais

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente BRICS Monitor A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente Agosto de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS BRICS Monitor

Leia mais

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 Nota de Crédito PJ Janeiro 2015 Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 mai/11 mai/11 Carteira de Crédito PJ não sustenta recuperação Após a aceleração verificada em outubro, a carteira de crédito pessoa jurídica

Leia mais

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014

NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 NOTA CEMEC 03/2015 FATORES DA QUEDA DO INVESTIMENTO 2010-2014 Março 2015 1 NOTA CEMEC 03/2015 SUMÁRIO Os dados de Contas Nacionais atualizados até o terceiro trimestre de 2014 revelam a continuidade da

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros Projeções Economia Global

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 O papel do private equity na consolidação do mercado imobiliário residencial Prof. Dr. Fernando Bontorim Amato O mercado imobiliário

Leia mais

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO TURISMO EM ALAGOAS, PARA JULHO DE 2015

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO TURISMO EM ALAGOAS, PARA JULHO DE 2015 ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DO TURISMO EM ALAGOAS, PARA JULHO DE 2015 Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (SINC) Diretoria de Estatística e Indicadores A partir da análise da movimentação

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Workshop - Mercado Imobiliário

Workshop - Mercado Imobiliário Workshop - Mercado Imobiliário Workshop - Mercado Imobiliário Workshop - Mercado Imobiliário 1. O que está acontecendo com o Brasil? 2. Por que o Brasil é a bola da vez? 3. Por que o Mercado imobiliário

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO RELATÓRIO E CONTAS BBVA MULTIFUNDO ALTERNATIVO FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o 101, de

Leia mais

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal Brasília, 22 de maio de 2012 1 A situação da economia internacional

Leia mais

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor?

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? 1. Introdução Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? Simone Maciel Cuiabano 1 Ao final de janeiro, o blog Beyond Brics, ligado ao jornal Financial Times, ventilou uma notícia sobre a perda de

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 RESUMO

A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 RESUMO 1 A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 Cleidi Dinara Gregori 2 RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar a evolução do investimento externo direto, também conhecido

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes Serkan Arslanalp e Takahiro Tsuda 5 de março de 2014 Há um trilhão de razões para se interessar em saber quem detém

Leia mais

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014

REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014 NOTAS CEMEC 01/2015 REDUÇÃO DA TAXA DE POUPANÇA E AS EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 2010-2014 Carlos A. Rocca Lauro Modesto Santos Jr. Fevereiro de 2015 1 1. Introdução No Estudo Especial CEMEC de novembro

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

TRABALHO DE ECONOMIA:

TRABALHO DE ECONOMIA: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUIUTABA - FEIT INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA DE ITUIUTABA - ISEPI DIVINO EURÍPEDES GUIMARÃES DE OLIVEIRA TRABALHO DE ECONOMIA:

Leia mais

Exportação de Serviços

Exportação de Serviços Exportação de Serviços 1. Ementa O objetivo deste trabalho é dar uma maior visibilidade do setor a partir da apresentação de algumas informações sobre o comércio exterior de serviços brasileiro. 2. Introdução

Leia mais

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho Taxa de Câmbio TAXA DE CÂMBIO No Brasil é usado a CONVENÇÃO DO INCERTO. O valor do dólar é fixo e o variável é a nossa moeda. Por exemplo : 1 US$ = R$ 3,00 Mercado de Divisa No mercado de câmbio as divisas

Leia mais

Investimentos em imóveis de forma moderna e inteligente.

Investimentos em imóveis de forma moderna e inteligente. Investimentos em imóveis de forma moderna e inteligente. A possibilidade de diversificar o investimento e se tornar sócio dos maiores empreendimentos imobiliários do Brasil. Este material tem o objetivo

Leia mais

I N F O R M AT I V O E S P E C I A L

I N F O R M AT I V O E S P E C I A L I N F O R M AT I V O E S P E C I A L ABRIL / MAIO - 2012 Palavra do Presidente Temos a satisfação de poder apresentar mais uma edição do Resorts Brasil em Perspectivas, que, por meio de nossa parceria

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ASSESSORIA ECONÔMICA PAINEL PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA Número 35 15 a 30 de setembro de 2009 EMPREGO De acordo com a Pesquisa

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Outubro 2014 A Evolução do Funding e as Letras Imobiliárias Garantidas Filipe Pontual Diretor Executivo da ABECIP O crédito imobiliário

Leia mais

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa A instabilidade registrada nos mercados financeiros internacionais de maio a junho de 26, a exemplo da turbulência observada recentemente, impactou negativamente

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA O Índice de Preços ao Consumidor da Classe Média de Curitiba - IPC-FAE, medido

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Junho 2010

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Junho 2010 Depenho do Comércio Exterior Paranaense Junho 2010 As exportações em junho apresentaram redução de 8,57% sobre maio após expansão por quatro meses consecutivos. Desta forma, supera a marca de US$ 1 bilhão

Leia mais

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO Sergio Vale Economista-chefe I. Economia Internacional II. Economia Brasileira Comparação entre a Grande Depressão de 30 e a Grande Recessão de 08/09 Produção

Leia mais

Panorama Econômico Abril de 2014

Panorama Econômico Abril de 2014 1 Panorama Econômico Abril de 2014 Alerta Esta publicação faz referência a análises/avaliações de profissionais da equipe de economistas do Banco do Brasil, não refletindo necessariamente o posicionamento

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 As exportações em novembro apresentaram diminuição de 27,64% em relação a outubro. Continuam a superar a marca de US$ 1 bilhão, agora pela vigésima-segunda

Leia mais

WORLD INVESTMENT REPORT 2013 Cadeias de Valor Global: Investimento e Comércio para o Desenvolvimento

WORLD INVESTMENT REPORT 2013 Cadeias de Valor Global: Investimento e Comércio para o Desenvolvimento WORLD INVESTMENT REPORT 2013 Cadeias de Valor Global: Investimento e Comércio para o Desenvolvimento Sobeet São Paulo, 26 de junho de 2013 EMBARGO 26 Junho 2013 12:00 horas Horário de Brasília 1 Recuperação

Leia mais

01 _ Enquadramento macroeconómico

01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico O agravamento da crise do crédito hipotecário subprime transformou-se numa crise generalizada de confiança com repercursões nos mercados

Leia mais

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011

Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Relatório Econômico Mensal Agosto 2011 Tópicos Economia Americana: Confiança em baixa Pág.3 EUA X Japão Pág. 4 Mercados Emergentes: China segue apertando as condições monetárias Pág.5 Economia Brasileira:

Leia mais

Imagem Corporativa Marta Telles marta.telles@imagemcorporativa.com.br Tel: (11) 3526-4508. Márcia Avruch marcia.avruch@br.pwc.com Tel.

Imagem Corporativa Marta Telles marta.telles@imagemcorporativa.com.br Tel: (11) 3526-4508. Márcia Avruch marcia.avruch@br.pwc.com Tel. Press Release Date 1º de outubro de 2013 Contato Imagem Corporativa Marta Telles marta.telles@imagemcorporativa.com.br Tel: (11) 3526-4508 Márcia Avruch marcia.avruch@br.pwc.com Tel. (11) 3674-3760 Pages

Leia mais

Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB

Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB Investimento em infraestrutura: efeitos multiplicadores sobre o crescimento do PIB Brasília (DF), 06 de outubro de 2015 1 Diretoria Estratégia da Marca Gerência de Assessoramento Econômico Economia Internacional

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o 101, de 4 de maio

Leia mais

O desafio da competitividade. Maio 2012

O desafio da competitividade. Maio 2012 O desafio da competitividade Maio 2012 ECONOMY RESEARCH Roberto Padovani Economista-Chefe (55 11) 5171.5623 roberto.padovani@votorantimcorretora.com.br Rafael Espinoso Estrategista CNPI-T (55 11) 5171.5723

Leia mais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais Investimento internacional Fluxos de capitais e reservas internacionais Movimento internacional de fatores Determinantes da migração internacional: diferencial de salários; possibilidades e condições do

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina ICF

Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina ICF Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina ICF Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias de junho de 2013 Famílias catarinenses permanecem otimistas com relação às possibilidades de consumo A

Leia mais

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA HENRIQUE MARINHO MAIO DE 2013 Economia Internacional Atividade Econômica A divulgação dos resultados do crescimento econômico dos

Leia mais

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE AUMENTAR O INVESTIMENTO PRIVADO EM P&D ------------------------------------------------------- 3 1. O QUE É A PDP? ----------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015 Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015 INOVAR É FAZER Manifesto da MEI ao Fortalecimento da Inovação no Brasil Para nós empresários Inovar é Fazer diferente, Inovar

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Avaliação de Conhecimentos. Macroeconomia

Avaliação de Conhecimentos. Macroeconomia Workshop de Macroeconomia Avaliação de Conhecimentos Específicos sobre Macroeconomia Workshop - Macroeconomia 1. Como as oscilações na bolsa de valores impactam no mercado imobiliário? 2. OquemoveoMercadoImobiliário?

Leia mais

A Evolução da Inflação no Biênio 2008/2009 no Brasil e na Economia Mundial

A Evolução da Inflação no Biênio 2008/2009 no Brasil e na Economia Mundial A Evolução da Inflação no Biênio / no Brasil e na Economia Mundial A variação dos índices de preços ao consumidor (IPCs) registrou, ao longo do biênio encerrado em, desaceleração expressiva nas economias

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o. 101, de 4 de maio

Leia mais

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional

Carta ao Cotista Abril 2015. Ambiente Macroeconômico. Internacional Carta ao Cotista Abril 2015 Ambiente Macroeconômico Internacional O fraco resultado dos indicadores econômicos chineses mostrou que a segunda maior economia mundial continua em desaceleração. Os dados

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA

GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E GLOBALIZAÇÃO PRODUTIVA GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA Interação de três processos distintos: expansão extraordinária dos fluxos financeiros. Acirramento da concorrência nos mercados

Leia mais

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos Economia e Mercado Aula 4 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Oscilações dos níveis de produção e emprego Oferta e demanda agregadas Intervenção do Estado na economia Decisão de investir Impacto da

Leia mais

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015

EconoWeek Relatório Semanal. EconoWeek 18/05/2015 18/05/2015 EconoWeek DESTAQUE INTERNACIONAL Semana bastante volátil de mercado, com uma agenda mais restrita em termos de indicadores macroeconômicos. Entre os principais destaques, os resultados de Produto

Leia mais

ANÁLISE 2 APLICAÇÕES FINANCEIRAS EM 7 ANOS: QUEM GANHOU E QUEM PERDEU?

ANÁLISE 2 APLICAÇÕES FINANCEIRAS EM 7 ANOS: QUEM GANHOU E QUEM PERDEU? ANÁLISE 2 APLICAÇÕES FINANCEIRAS EM 7 ANOS: QUEM GANHOU E QUEM PERDEU? Toda decisão de aplicação financeira está ligada ao nível de risco que se deseja assumir, frente a uma expectativa de retorno futuro.

Leia mais

Panorama do emprego no turismo

Panorama do emprego no turismo Panorama do emprego no turismo Por prof. Wilson Abrahão Rabahy 1 Emprego por Atividade e Região Dentre as atividades do Turismo, as que mais se destacam como geradoras de empregos são Alimentação, que

Leia mais

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 14 de maio de 2014 Indicador IFO/FGV de Clima Econômico da América Latina¹ O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 O indicador

Leia mais

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento

Relatório Semanal de Estratégia de Investimento 12 de janeiro de 2015 Relatório Semanal de Estratégia de Investimento Destaques da Semana Economia internacional: Deflação na Europa reforça crença no QE (22/11); Pacote de U$1 trilhão em infraestrutura

Leia mais

Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro

Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro Como a Copa do Mundo 214 vai movimentar o Turismo Brasileiro 9 dias O estudo As empresas Principais conclusões a 9 dias da Copa 1 principais emissores 1 Desempenho das cidades-sede Chegadas internacionais

Leia mais

ANEXO À DECLARAÇÃO DO INVESTIDOR FATORES DE RISCO

ANEXO À DECLARAÇÃO DO INVESTIDOR FATORES DE RISCO ANEXO À DECLARAÇÃO DO INVESTIDOR FATORES DE RISCO Antes de tomar a decisão de adquirir as frações imobiliárias hoteleiras do Pestana, potenciais investidores devem considerar cuidadosamente todas as informações

Leia mais

Indicadores da Semana

Indicadores da Semana Indicadores da Semana O saldo total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 54,5% do PIB, com aproximadamente 53% do total do saldo destinado a atividades econômicas. A carteira

Leia mais

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) NOVEMBRO/2013

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) NOVEMBRO/2013 16 de dezembro de 2013 Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) NOVEMBRO/2013 O ICEC é um indicador da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que visa medir o nível

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Fevereiro de 2015 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Fevereiro de 2015...

Leia mais

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados 101/15 30/06/2015 Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Junho de 2015 Sumário 1. Perspectivas do CenárioEconômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Março

Leia mais

Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro

Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro Como a Copa do Mundo 2014 vai movimentar o Turismo Brasileiro O estudo Destaques Os 10 principais emissores 10 Chegadas internacionais Viagens domésticas Cidades sedes Viagens dos brasileiros ao exterior

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC FORTALEZA, Agosto de 2013 SUMÁRIO 1. Fundamentos da Análise de Conjuntura. 2. Tipos

Leia mais

PIB DO ESTADO DE SÃO PAULO 2005

PIB DO ESTADO DE SÃO PAULO 2005 PIB DO ESTADO DE SÃO PAULO 2005 A Fundação Seade, em parceria com o IBGE, divulga os resultados do PIB do Estado de São Paulo, em 2005. Simultaneamente, os órgãos de estatística das demais Unidades da

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Hotelaria com aumentos nos hóspedes, dormidas e proveitos

Hotelaria com aumentos nos hóspedes, dormidas e proveitos Atividade Turística Janeiro de 2014 19 de março de 2014 Hotelaria com aumentos nos hóspedes, dormidas e proveitos A hotelaria registou 1,7 milhões de dormidas em janeiro de 2014, valor que corresponde

Leia mais

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base Cenário Econômico Internacional & Brasil Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda antonio.lacerda@siemens.com São Paulo, 14 de março de 2007

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Introdução: economias abertas Problema da liquidez: Como ajustar desequilíbrios de posições entre duas economias? ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Como o cada tipo de ajuste ( E, R,

Leia mais

TURISMO NO BRASIL 2011-2014

TURISMO NO BRASIL 2011-2014 TURISMO NO BRASIL Documento Referencial OBJETIVO Reflexão sobre as perspectivas de desenvolvimento do turismo brasileiro para os próximos anos. Ação conjunta do Ministério do Turismo, do e do Fórum de

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS 1 Questão: Considere uma economia na qual os indivíduos vivem por dois períodos. A população é constante e igual a N. Nessa economia

Leia mais

com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. China Sendo que, esse percentual é de 47% para o total das indústrias brasileiras.

com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. China Sendo que, esse percentual é de 47% para o total das indústrias brasileiras. 73% das indústrias gaúchas exportadoras que concorrem com produtos chineses perderam mercado no exterior em 2010. 53% das indústrias gaúchas de grande porte importam da China Sendo que, esse percentual

Leia mais