ELIDIE PALMA BIFANO O MERCADO FINANCEIRO E O IMPOSTO SOBRE A RENDA

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1 ELIDIE PALMA BIFANO O MERCADO FINANCEIRO E O IMPOSTO SOBRE A RENDA PUC/SP 2006

2 ELIDIE PALMA BIFANO O MERCADO FINANCEIRO E O IMPOSTO SOBRE A RENDA Tese apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Direito Tributário, sob a orientação do Prof. Doutor Roque Antonio Carrazza. PUC/SP São Paulo - Brasil 2006

3 BANCA EXAMINADORA

4 RESUMO O dinheiro tem desempenhado, ao longo dos tempos, função essencial na economia e no desenvolvimento dos povos. O dinheiro, bem fungível, é o instrumento físico pelo qual se atendem às funções clássicas da moeda, dentre elas a reserva de valor, que permite o entesouramento e a poupança. Em decorrência dessa função, nasce a busca e a oferta de dinheiro, tornado mercadoria de fundamental importância na sociedade moderna. Os Estados nacionais envolvem-se na proteção do dinheiro: nasce e fortifica-se o mercado financeiro. O mercado financeiro opera sob dois diferentes segmentos, bem definidos: o mercado da renda fixa e o mercado da renda variável. Seus atores são os Investidores, aqueles que possuindo dinheiro, buscam aplicá-lo com o objetivo de lucro, os tomadores, aqueles que necessitam do dinheiro e pagam para tanto e os agentes que permitem a essas partes se encontrarem, as instituições financeiras e as bolsas de valores e mercadorias. Os negócios de dinheiro, hoje, não têm mais pátria, se fazem através de contratos complexos, alguns globalmente utilizados, muitos deles inadequadamente colhidos pelo direito. A remuneração gerada pelos negócios financeiros atrai, cada vez mais, os Estados, gerando, inclusive, forte concorrência tributária entre eles. Este estudo tem por objetivo analisar os negócios jurídicos processados no mercado financeiro, a remuneração por eles gerada e as regras que orientam sua tributação, pelo imposto sobre a renda, no Brasil.

5 ABSTRACT Throughout the centuries, money has continued to play a vital role in the economy of countries and the development of their peoples. Thanks to its generic nature, money is the physical means whereby the classic functions of currency are met. Among these, is the value reserve, enabling gains and savings. A consequence of this function is the demand for, and offer of, money, transforming it into a merchandise of crucial importance in today s society. Countries become involved in the process of protecting their money and, thus, the financial market is born and prospers. Two clearly defined segments represent the financial market: the fixed income market and the variable income market. Here, the players are the investors who, as owners of the money, apply it to gain a profit, the investees who need the money and pay for it, and the intermediaries who bring these parties together, these last being the financial institutions and the stock and commodities exchanges. In today s world, the business of money has no nationality, and is performed through complex contracts, some of them globally effective, but many of them ill-protected by the law. Increasingly, financial business and the ensuing gain attract the governments of countries, while simultaneously generating a forceful tax competition between them. The aim of this study is to analyze the judicial business processed in the financial market, the compensation arising from such business, and the regulations that govern the related taxation of income in Brazil.

6 LISTA DE ABREVIATURAS ABDF: Associação Brasileira de Direito Financeiro Ac: Acórdão Ac. Un.: Acórdão unânime ADCT: Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ADI(n): Ação de Declaração de inconstitucionalidade Ag.: Agravo Am.: Americano AMS:Agravo em Mandado de Segurança ANNCINE: Agência Nacional de Cinema ApCív: Apelação Cível Arg.: Argentino ArI REO: Argüição de Inconstitucionalidade em Recurso Especial Ordinário art(s): artigo(s) Aust.: Australiano BACEN: Banco Central do Brasil BMF: Bolsa de Mercadorias e Futuros BNDES: Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social BOVESPA: Bolsa de Valores de São Paulo Br.: Brasileiro CAm: Câmara CBLC: Caixa de Liquidação e Custódia CC: Código Civil

7 CC/16: Código Civil de 1916 CC: Conselho de Contribuintes CDB: Certificado de Depósito Bancário CDI: Certificado de Depósito Interbancário CETIP: Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados CF: Constituição Federal CFC: conselho Federal de Contabilidade CMN: Conselho Monetário Nacional CNPJ: Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social CPMF: Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira Coord.: coordenador(es) CSL: Contribuição Social sobre o Lucro CTN: Código Tributário Nacional CVM: Comissão de Valores Mobiliários D: Decreto DF: Distrito Federal Dec.: Decisão Del.: Deliberação DJ: Diário da Justiça DL: Decreto-Lei DOU: Diário Oficial da União EDREsp: Embargos de Declaração em Recurso Especial Esp.: espanhol FGTS: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço

8 Fr.: Francês ICMS: Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte IFA: International Fiscal Association Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ILL: Imposto sobre o Lucro Líquido INSRF: Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal Inst: Instrução IOC: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro e Títulos e Valores Mobiliários IOF: Imposto sobre Operações Financeiras IR: Imposto sobre a Renda IRF: Imposto sobre a Renda na Fonte IRPJ: Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas j.: julgamento Ingl.: Inglês L: Lei LC: Letra de Câmbio LFTN: Letra Financeira do Tesouro Nacional LICC: Lei de Introdução ao Código Civil LO: Lei Orçamentária LTN: Letra do Tesouro Nacional MG: Minas Gerais MP: Medida Provisória MS: Mandado de Segurança

9 NPC: Norma e Princípio Contábil NTN: Nota do Tesouro Nacional OCDE: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico org.: organizador(es) ORTN: Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional p.: página pp.: páginas PGFN: Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PE: Pernambuco PIS: Programa de Integração Social PN: Parecer Normativo PUCSP: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo R: Região RDB: Recibo de Depósito Bancário RDI: Recibo de Depósito Interbancário RDM: Revista de Direito Mercantil RDT: Revista de Direito Tributário RE: Recurso Extraordinário Res: Resolução REsp: Recurso Especial Rev.: Revista RIR: Regulamento do Imposto sobre a Renda RJ: Rio de Janeiro RS: Rio Grande do Sul RT: Revista dos Tribunais

10 SC: Santa Catarina SIMPLES: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SP: São Paulo SRF: Secretaria da Receita Federal STF: Supremo Tribunal Federal STJ: Superior Tribunal de Justiça T: Turma TFR: Tribunal Federal de Recursos TR: Taxa Referencial TRF: Tribunal Regional Federal TJLP: Taxa de Juros de Longo Prazo UF: União Federal v., vol(s): volume(s)

11 ÍNDICE RESUMO...4 ABSTRACT...5 LISTA DE ABREVIATURAS...6 INTRODUÇÃO...18 CAPÍTULO 1 - UMA MERCADORIA CHAMADA DINHEIRO Breve histórico da atividade financeira O mundo financeiro A remuneração do dinheiro: origem e finalidade Juros: frutos civis Divergências filosóficas sobre a licitude e moralidade dos juros: sua importância no desenvolvimento da atividade financeira Dividendos A atividade empresarial: sociedades Juros e dividendos: diferenças essenciais Outras remunerações: contratos diferenciais e atípicos Ágios e deságios no mercado financeiro Liquidação de ativos: ganhos de capital A atividade financeira, na atualidade A tributação, pelo imposto sobre a renda, da riqueza gerada pela atividade financeira Abrangência do tema tributário objeto de análise Fatores relevantes na análise do tema Tributação da renda gerada pelo dinheiro x tributação do dinheiro O estudo do "mercado financeiro" no Brasil: breve retrospectiva Conclusões...74 CAPÍTULO 2 - O MERCADO FINANCEIRO Conteúdo e abrangência atual da expressão mercado financeiro Precisões A jurisprudência e a atividade financeira Interessante divergência doutrinária a ser considerada: IOC ou IOF? Mercado financeiro: renda fixa e renda variável Mercado financeiro: contratos Regulação de contratos correntes no mercado financeiro Instrumentos contratuais correntes no mercado financeiro Mercado de renda fixa Produtos lastreados em títulos de crédito Produtos lastreados em poupança Produtos lastreados em operações de bolsa Produtos lastreados em moeda estrangeira Produtos lastreados em títulos públicos Produtos lastreados em contratos de mútuo Produtos lastreados em ouro, ativo financeiro Mercado de renda variável...100

12 Produtos lastreados em ações, nos mercados à vista, a termo, a futuro e de aluguel Produtos lastreados em opções de ações, inclusive operações construídas Produtos lastreados em títulos representativos de ações Produtos lastreados em títulos de emissão de companhias (debêntures, bônus de subscrição) Produtos lastreados em contratos diferenciais Produtos lastreados em derivativos Fundos de investimentos Fundos regulados pela Inst. 409/04 - CVM Fundos não regulados pela Inst. 409/04 - CVM Reflexos tributários dos fundos Investimentos voltados à previdência complementar Mercado Financeiro: agentes Investidores Instituições financeiras Bolsas de valores e de mercadorias Outras entidades Órgãos públicos A tributação da riqueza gerada no mercado financeiro Conclusões CAPÍTULO 3 - IMPOSTO SOBRE A RENDA: PRECISÕES INICIAIS O IR e o mercado financeiro Notas históricas acerca da introdução do IR no Brasil IR: conceito de renda adotado Conceito de renda: Economia e Direito Conceito de disponibilidade de renda A realização da renda e seu princípio Generalidades A realização da renda no Direito Brasileiro A justiça fiscal através do IR Primeiras considerações Conceito de justiça fiscal, consoante a doutrina Princípios orientadores da justiça fiscal, em espécie Segurança jurídica e pessoalidade Capacidade contributiva Renda global Mínimo existencial Progressividade e proporcionalidade Declaração de rendimentos Outros princípios Os princípios norteadores da justiça fiscal e a chamada concorrência tributária Conclusão quanto à justiça fiscal Conclusões CAPÍTULO 4 - IMPOSTO SOBRE A RENDA: MODALIDADES E REFERENCIAIS DA INCIDÊNCIA Generalidades...173

13 1.1 Renda global, acréscimo patrimonial e a tributação dos rendimentos auferidos no mercado financeiro Rendimentos auferidos no mercado financeiro e rendimentos provenientes de outras origens: o que há de novo sobre esse tema IR e mercado financeiro: regimes de tributação Tributação na fonte Generalidades Fundamentos da incidência na fonte A substituição tributária Referenciais atuais do IRF Tributação de não domiciliados Tributação exclusiva na fonte Tributação a título de antecipação do imposto devido na declaração de rendimentos Tributação como forma de fiscalização do futuro pagamento do tributo Tributação como instrumento de aplicação da política fiscal Equívocos da tributação na fonte: alerta para a tributação presente e futura Conclusão quanto à tributação na fonte Auto-recolhimento periódico (antecipações) Regime de declaração E possível conciliar antecipação de imposto e renda? Conclusões CAPÍTULO 5 - INTERPRETAÇÃO DOS CONTRATOS DO MERCADO FINANCEIRO O que é interpretar? Introdução: panorama da interpretação dos contratos no mercado financeiro A interpretação e o Direito Interpretação de leis e contratos Interpretação das leis Interpretação dos contratos Liberdade de contratar A vontade Usos, costumes e boa fé Função social Conclusão quanto à interpretação de leis e contratos Interpretação no Direito Tributário Interpretação das leis, em matéria tributária, e a doutrina Aplicação da doutrina à prática, no Brasil Princípios constitucionais e princípios constitucionais tributários A jurisprudência O CTN e a interpretação Motivação, causa e efeito dos negócios jurídicos Contabilidade cria obrigações tributárias? O fato econômico e sua juridicização A convergência Direito e Economia A matéria econômica legislada A Escola do Direito & Economia...239

14 5.4 A análise econômica de Posner Conclusão sobre o enfoque econômico do direito É possível uma interpretação econômica do Direito? Generalidades Atualidade da doutrina O art. 51 da L Enfoque econômico e interpretação econômica Interpretação do negócio jurídico financeiro: uma incursão pela interdisciplinariedade Conclusões CAPÍTULO 6 - TRIBUTAÇÃO DAS APLICAÇÕES DE RENDA FIXA A aplicação de renda fixa e seus reflexos legais Generalidades Dados históricos da tributação da renda fixa Os princípios orientadores da renda fixa no sistema normativo brasileiro Os produtos de renda fixa Aspectos gerais Causa e efeitos do contrato de mútuo no mercado financeiro A descaracterização dos títulos de crédito As operações estruturadas: contratos atípicos A presunção de intenção e o art. 51 da L 7450/ Rendimentos gerados no mercado de renda fixa: incidência do IR Antecedentes Incidência do IRF Generalidades A antecipação do imposto devido na declaração Operacionalização e conseqüências Regime de competência e imposto na fonte A compensação sujeita a condições Reflexos da não realização de um direito Exclusividade na fonte: conseqüências Fonte e renda realizada Capital investido: premissa da obtenção de rendimento Operações listadas: tipicidade, tipificação, cláusulas gerais e art Isenção, imunidade e não incidência do IR e do IRF Isonomia dos aplicadores: ausência? A tributação decrescente da L 11033/ Conclusões CAPÍTULO 7 - TRIBUTAÇÃO DAS APLICAÇÕES DE RENDA VARIÁVEL A aplicação de renda variável e seus reflexos legais Generalidades Dados históricos da tributação da renda variável Os princípios orientadores da renda variável no sistema normativo brasileiro Os produtos de renda variável Aspectos gerais Causa e efeitos dos contratos no mercado de renda variável...293

15 3. Ganhos líquidos auferidos no mercado de renda variável: incidência do IR Antecedentes Incidência do IR Generalidades O recolhimento periódico pelo beneficiário Origens Problemas relacionados ao recolhimento periódico A incidência do IRF Produtos com ações: sua operacionalização e conseqüências tributárias Bolsa e mercados assemelhados: abrangência Mercado à vista Mercado a termo Mercado futuro Operações day trade Aluguel de ações Produtos com ouro: sua operacionalização e conseqüências tributárias Isenções em operações bolsísticas Financiamento em bolsa Instituições financeiras Conclusões CAPÍTULO 8 - TRIBUTAÇÃO DO MERCADO DE OPÇÕES O mercado de opções e seus reflexos legais Generalidades Dados históricos da tributação do mercado de opção O contrato de compra e venda com opção: características e reflexos Aspectos gerais Causa e efeitos dos contratos de compra e venda com opção Os princípios orientadores da tributação do mercado de opções Tributação do mercado de opções Tratamento dos ganhos líquidos IRF Antecipação e fonte: breves comentários Conclusões CAPÍTULO 9 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS HÍBRIDOS Generalidades, conceito e aplicações Ações resgatáveis Conceito e generalidades Tratamento tributário da remuneração de ações resgatáveis Debêntures conversíveis Conceito Critério de tributação da remuneração Debêntures de participação Conceito Natureza e divergências doutrinárias Lucros ou juros? Tributação do rendimento auferido por debêntures de participação Remuneração do capital próprio por juros calculados com base na TJLP do BNDES...347

16 5.1 Generalidades Natureza da remuneração calculada sobre o capital próprio, com base na TJLP Partes beneficiárias Generalidades Natureza da remuneração de partes beneficiárias e sua tributação Operações conjugadas (box de opções) e equiparadas Ações de fruição: instrumentos financeiros híbridos? Instrumentos financeiros híbridos: contratos atípicos Conclusões CAPÍTULO 10 - FUNDOS DE INVESTIMENTOS Breves notas históricas Características Causa e efeitos das aplicações em fundos de investimentos Reflexos tributários das aplicações em fundos Os princípios orientadores da tributação dos fundos de investimentos Relações negociais contidas em um fundo e sua regulação Conseqüências práticas, indevidas, da regulação do fundo Classificação dos fundos e decorrências Tributação dos rendimentos auferidos em fundos Fundos de renda fixa A tributação da renda fixa e a manutenção do "come cota" Fundos de renda fixa em bolsa Fundos de investimentos em direitos creditórios Aplicações em fundos de renda variável - ações Fundos de investimentos, em geral (abertos) Conceito Tributação de ganhos auferidos no resgate de cotas Aplicações em fundos fechados de renda variável Ganhos em geral Rendimentos auferidos no resgate Fundos de investimento imobiliário Conclusões CAPÍTULO 11 - CONTRATOS DIFERENCIAIS NO MERCADO FINANCEIRO Os contratos diferenciais no mercado financeiro Definição e natureza Contratos diferenciais no mercado bolsistico e no mercado de balcão O uso de contratos diferenciais no mercado financeiro Precisões legais Mercado a termo e contratos diferenciais Mercado futuro ou operações a futuro e contratos diferenciais Características Regulação do mercado futuro Os agentes nos contratos diferenciais a futuro Operações de swap Mercados de liquidação futura O hedge e seus instrumentos Generalidades As diversas classificações do hedge...404

17 3. Tributação dos contratos diferenciais Generalidades Causa e efeitos das aplicações em contratos diferenciais A tributação dos ganhos líquidos A tributação dos ganhos líquidos nos contratos diferenciais A tributação dos ganhos em contratos de swap Generalidades A tributação dos ganhos em operações com finalidade de hedge Conclusões CONCLUSÕES BIBLIOGRAFIA...432

18 18 INTRODUÇÃO O Brasil é um país em construção e toda construção exige, do construtor, recursos financeiros. De há muito enveredou o Estado brasileiro por uma política caracterizada pela captação de recursos privados para financiar suas estruturas e seu desenvolvimento. A aplicação financeira tomou tal relevância que se instalou no País uma cultura de investimento, da poupança particular, garantido pelo Estado. Para desfrutar da preferência dos investidores, o Estado elevou a oferta de remuneração das aplicações, de tal sorte que, hoje, aplicar recursos no mercado financeiro brasileiro tornou-se o maior atrativo de investidores nacionais ou estrangeiros. Muitas vezes, de uma parte, surgem discussões filosóficas em torno dessa preferência uma vez que os recursos carreados ao mercado financeiro reduziriam as oportunidades de investimentos em aplicações geradoras de empregos e, portanto, voltadas a objetivos sociais e de mudança, mais consistentes. De outra parte, justifica-se a preferência por esses investimentos, de natureza exclusivamente financeira, quando se afirma que o maior tomador de recursos com a finalidade de financiar sua atuação, é o próprio Estado que deveria, antes dos cidadãos, preocupar-se com o uso que do dinheiro se faz. A par das necessidades do Estado, há tomadores particulares que com ele competem para obter parcela de recursos destinados a investimentos, quer como aplicações em bolsa, quer como aporte de capital, quer como empréstimo. Os operadores de mercados sujeitos à volatilidade (investidores, exportadores, importadores), em diversas circunstâncias, socorrem-se, também, do

19 19 mercado financeiro para minimizar ou evitar riscos, gerando oportunidades de novos negócios. Considerados os fatos descritos, o presente trabalho tem por tema a análise da tributação da renda gerada no que se denomina mercado financeiro ou a multiplicidade de operações tendentes a investir recursos, representados por dinheiro, por quem deles dispõe (investidores). O investimento nasce em decorrência da necessidade dos tomadores, que não dispondo de recursos, buscam obtê-los junto aos investidores. O ponto central nesta análise é o dinheiro, hoje a mais importante mercadoria do mundo, que se move com a agilidade e velocidade da era da informação e dos instrumentos digitais que a sustentam, e sua aplicação. A volatilidade que o dinheiro tomou, em busca de mercados cada vez mais atraentes, desfez conceitos sobre a fidelidade dos investidores ou sobre eventuais compromissos sociais que eles pudessem ter nos locais onde aplicam seus recursos. Aos Estados cabe, sem dúvida, determinar os reflexos que colherão dessa massa viajante de recursos sempre em busca de melhores oportunidades. Este trabalho pretende examinar a atividade financeira delimitada, porém, nos seus reflexos tributários, especificamente para fins do imposto sobre a renda incidente nas remunerações auferidas através dessa atividade considerando, entretanto, certas operações e os correspondentes contratos correntes no mercado financeiro, o que elimina a análise de outras operações que não as expressamente eleitas, inclusive as atividades desenvolvidas pelos agentes do mercado como instituições financeiras, bolsas e operadores,

20 20 reguladas por lei 1. A opção foi examinar a tributação da riqueza gerada, nos casos eleitos, representada pela remuneração atribuída ao dinheiro, que neste trabalho também vem tratado como moeda ou instrumento físico, parametrizado, portanto padrão adotado por um certo Estado, e que permite trocas em condições de equivalência. Dessa forma não se pretendeu abordar a tributação da moeda, gravame que incide sobre o patrimônio, modalidade de riqueza não tratada neste trabalho. Justifica-se a investigação pelo fato de, até o momento, a tributação da renda auferida no mercado financeiro ter sido estudada apenas no que tange às incidências pela lei determinadas, sem maior aprofundamento teórico e filosófico, o que impede a verificação dos efetivos fundamentos dessa tributação, no País. Além disso, importantes elementos políticos vêm interferindo na tributação da renda financeira, de tal sorte que hoje uma revisão do sistema vigente sobre a matéria se impõe. A hipótese científica que orientou esta investigação prende-se a um distanciamento observado entre o direito positivo, na parte que cuida da tributação da renda financeira, da natureza e reflexos dos contratos correntes no mercado financeiro e dos princípios constitucionais aplicáveis. Durante muito tempo a tributação da renda financeira, independentemente do contrato que lhe dava origem, foi tratada de maneira uniforme, sendo que somente após a consolidação das atividades das bolsas de mercadorias e futuros é que a norma jurídica colheu os contratos adotados no mundo dos negócios de forma precisa, em todos os seus 1 Luis Eduardo Schoueri afirma na Introdução da obra Normas Tributárias Indutoras e Intervenção Econômica, p. 4: "Para que se qualifique como acadêmica a pesquisa de determinado objeto, não se faz necessário seja ela exaustiva, pretendendo esgotar, dali em diante, a possibilidade de seu conhecimento. Qualquer tentativa neste sentido levaria, certamente, à frustração, por mais limitado que fosse o objeto. Diante de tal constatação, reforça-se a necessidade de o pesquisador explicitar, já no início de seu estudo, as premissas de que parte e o objeto. Ao fazê-lo, assume o pesquisador que o mesmo objeto poderia ser examinado por outro ângulo, oferecendo-se, então, novas conclusões".

21 21 efeitos jurídicos; ainda assim, o direito positivo brasileiro passa ao largo de fundamentos econômicos essenciais para distinguir os diversos contratos e negócios concretizados, visualizando renda em casos nos quais não poderia existir, em flagrante descumprimento de princípios constitucionais. À medida que se criava legislação tendente a gravar algum tipo de renda financeira, e esse gravame era visto como ofensivo aos princípios constitucionais, algum debate técnico se produzia e, ao mesmo tempo, medidas judiciais que oscilavam ora entre a proteção aos contribuintes ora ao Estado eram produzidas, todas elas, entretanto, sem adentrar no âmago da aplicação financeira e sem examinar a exata natureza do fruto produzido: renda ou não. Certamente que a matéria só poderá ser deslindada com o aprofundamento do conhecimento dos contratos vigentes no mercado financeiro, com uma necessária incursão em seus efeitos econômicos sem que isso signifique uma adoção de interpretação econômica, até porque, constitucionalmente, aspectos econômicos devem ser sempre considerados, como a capacidade econômica e a atividade econômica (art. 145, 1º), no que tange aos impostos. Além disso, modelos contratuais de há muito adotados em mercados estrangeiros estão sendo introduzidos no País, exigindo algum exercício intelectual para situar a novidade introduzida, especialmente se construída sob outro sistema jurídico que não o sistema românico adotado no Brasil. Nessa situação enquadram-se os chamados instrumentos financeiros híbridos, contratos que associam características de diversos contratos regulados em lei, ou não, mas que resultam em efeitos similares àqueles dos contratos já tipificados. Esse fenômeno, representado pela absorção de novos padrões negociais, certamente será incrementado, daqui para frente, com a dita globalização cuja referência, embora

22 22 repetitiva, obrigará nossos legisladores a repensar conceitos. Além disso, sendo a globalização um fenômeno caracterizado pela presença de atores, que não são os Estados nacionais, mas indivíduos e empresas, é certo que as trocas culturais em matéria financeira tornar-se-ão mais intensas, já que de um determinado negócio todo um grupo de pessoas e de sociedades, espalhadas pelo mundo, colherá reflexos, especialmente no que tange à eleição de locais de investimento com tributação privilegiada. Sendo o Brasil um país que necessita captar mais e mais recursos para atender às necessidades do Estado, enquanto uma efetiva reforma fiscal não for procedida, é possível que algumas premissas que têm orientado a tributação da renda financeira sejam mantidas, ainda, por algum tempo. À Universidade cabe a tarefa de pesquisar e divulgar conhecimentos e, nesse sentido, parece pertinente desenvolver a tributação da renda gerada pela remuneração do dinheiro em trabalho de natureza científica. Os debates sobre o mercado financeiro devem acentuar-se em futuro próximo, considerando-se a massa de recursos que nele se envolve e que caminha pelos mercados internacionais em busca de oportunidades de investimento. O tema das transações financeiras internacionais, inclusive, já foi objeto de proposições de tributação consideradas por alguns como esdrúxulas, como é o caso da Tobin Tax, representativa, talvez, de uma acentuada preocupação com a chamada solidariedade social 2. Uma efetiva redução de juros, no País, fatalmente levará os 2 O princípio da solidariedade social em matéria tributária, de forma singela, considera como obrigação constitucional a arrecadação de tributos, por todos, com o fito de concorrer para as despesas públicas; levado a termos globais, consideraria que os países mais ricos têm a obrigação de concorrer com a sobrevivência dos países mais pobres. Michael A. Livingston (Prof. de Direito, Rutgers-Camden School of Law), Progressividade e Solidarietà: uma perspectiva norte-americana, Solidariedade Social e Tributação, coord. Marco Aurélio Greco e Marciano Seabra de Godoi, pp

23 23 investidores às bolsas e mercados assemelhados e à imensa variedade de jogos que neles se podem operar. O direito, ao eleger operações que se desenvolvem no mercado financeiro, fatos do mundo, juridicizando-as, evidencia a importância que esses fatos têm para a sociedade. A análise criteriosa dos rendimentos e ganhos gerados em aplicações, no mercado financeiro, inclusive cotejados com a hipótese de incidência do imposto sobre a renda em tais aplicações, poderá deixar patente, em muitas circunstâncias, as divergências entre o caminho adotado pela norma e a natureza do modelo negocial, pelas partes eleito. Esse fenômeno implica, em muitas situações, desrespeito aos princípios constitucionais adotados, desestímulo às aplicações de mercado, fuga de capitais e outros reflexos temidos pelos governantes de países dependentes de recursos financeiros, como é o caso brasileiro. É recomendável, como se verá, uma revisão dos critérios de tributação dos rendimentos e ganhos auferidos no mercado financeiro. Não se pode afirmar, também, que a jurisprudência sobre a tributação da renda financeira seja representativa no Brasil, ocorrendo, como já comentado, eventuais movimentos por ocasião de mudanças na lei. Até o momento, entretanto, não se discutiram aspectos relevantes voltados à não observância de princípios constitucionais nas determinações do direito positivo sobre o tema, como o conceito de renda, a incidência tributária em contratos e instrumentos novos, híbridos, exóticos ou atípicos, a isonomia de domiciliados e não domiciliados, a aplicação de critérios meramente políticos na incidência do imposto cobrado na fonte e outros interessantes fenômenos. No que tange ao estado d arte, entre os

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