Instituições financeiras no Brasil. O posicionamento para um novo cenário

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Instituições financeiras no Brasil. O posicionamento para um novo cenário"

Transcrição

1 Instituições financeiras no Brasil O posicionamento para um novo cenário

2

3 Instituições financeiras no Brasil O posicionamento para um novo cenário

4 2010 by Deloitte Todos os direitos reservados Direção geral do projeto Clodomir Félix F. C. Junior Conselho editorial Juarez Lopes de Araújo Heloisa Helena Montes Clodomir Félix F. C. Junior Coordenação editorial Renato de Souza Mtb Produção editorial Sthefani Tironi Produção gráfica Leonardo Salles Elisa Paulillo Otavio Sarsano Complementação de informações econômicas Silvana De Sario Revisão Miriam M. Soares Sonia Hagemann Layout Sabrina Lotfi Hollo Fotos Walter Craveiro (fotógrafo oficial) Photocamera (Ney Ottoni de Brito) Ichiro Guerra (Paulo Rogério Caffarelli) Christina Rufatto (Ricardo Marino) Felipe Abud (José Sydrião de Alencar Júnior) Versão em inglês Unitrad Profissionais em tradução Gráfica Ipsis Gráfica Tiragem exemplares na versão em português 500 exemplares na versão em inglês Empresas e entidades colaboradoras Aggrego Consultores Banco do Brasil Banco do Nordeste do Brasil (BNB) Bradesco Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) Fundação Getúlio Vargas (FGV) HSBC Itaú Unibanco Ney O. Brito e Associados Santander SulAmérica ING Tendências Consultoria Integrada Visa Considerações As estatísticas mencionadas neste livro refletem a última informação disponível no fechamento da publicação. A divulgação de dados pela imprensa ou por quaisquer outras fontes do mercado que venham a atualizar as estatísticas aqui expostas não invalida, de forma alguma, o propósito informativo desta obra, que é o de articular movimentos e tendências essenciais que se estabelecem e se desenvolvem ao longo de anos, a despeito de mudanças pontuais ou ciclos curtos da economia e dos negócios. O conteúdo dos artigos assinados pelos articulistas colaboradores desta coletânea não reflete necessariamente as opiniões da Deloitte. Estão reservados à Deloitte todos os direitos autorais desta obra. A reprodução de páginas deste livro está vetada e a citação de informações nele contidas está sujeita à autorização prévia, da Deloitte e dos articulistas colaboradores, mediante consulta formal e comprometimento de citação de fonte. Filiada à Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) Contato para leitores desta obra: A Deloitte oferece serviços nas áreas de Auditoria, Consultoria Tributária, Consultoria em Gestão de Riscos Empresariais, Corporate Finance, Consultoria Empresarial e Outsourcing para clientes dos mais diversos setores. Com uma rede global de cerca de profissionais atuando a partir de firmas-membro em mais de 140 países, a Deloitte reúne habilidades excepcionais e um profundo conhecimento local para ajudar seus clientes a alcançar o melhor desempenho, qualquer que seja o seu segmento ou região de atuação. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é uma das líderes de mercado e seus cerca de profissionais são reconhecidos pela integridade, competência e habilidade em transformar seus conhecimentos em soluções para seus clientes. Suas operações cobrem todo o território nacional, com escritórios em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. A Deloitte refere-se a uma ou mais Deloitte Touche Tohmatsu, uma verein (associação) estabelecida na Suíça, e sua rede de firmas-membro, sendo cada uma delas uma entidade independente e legalmente separada. Acesse para a descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e de suas firmas-membro Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados.

5 Instituições financeiras no Brasil O posicionamento para um novo cenário

6

7 A coragem de se posicionar O Brasil tem assegurado diante do mundo um nível de excepcional desempenho no setor financeiro, com instituições que se projetam como modelos de excelência nos mais diversos segmentos de atuação. Os caminhos trilhados até aqui por essas instituições financeiras estão marcados por inúmeras conquistas e uma série de desafios superados, que servem de experiência para continuar progredindo no horizonte nem sempre previsível da economia global. De certo, sabemos apenas que os novos cenários da indústria financeira vão exigir estratégias muito consistentes. O mundo mudou e, para avançar nele, é preciso se posicionar. Aos articulistas colaboradores deste livro, o meu agradecimento pessoal por se disporem a compartilhar conosco seus valiosos conhecimentos e experiências. Juarez Lopes de Araújo Presidente da Deloitte

8 Articulistas Alcides Tápias Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando B. Egydio Martins Vice-presidente executivo de Marca, Marketing e Comunicação Corporativa do Santander André Loes Economista-chefe do HSBC Fernando Honorato Barbosa Economistacoordenador do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco Cláudio Furtado Doutor em Administração de Empresas e professor da FGV Gustavo Loyola Ex-presidente do Banco Central e sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada Deloitte liderança local e global Clodomir Félix F. C. Junior Líder da Deloitte no Brasil para a indústria financeira Jack Ribeiro Líder global da Deloitte para a indústria financeira

9 Joaquim Kiyoshi Kavakama Superintendente-geral da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) Paulo Rogério Caffarelli Vice-presidente de Negócios de Varejo do BB e presidente da Abecs José Sydrião de Alencar Júnior Diretor de Desenvolvimento do BNB Ricardo Marino Diretor executivo de Unidades Externas do Itaú Unibanco Ney Roberto Ottoni de Brito Ph.D. em Finanças pela Stanford University, professor da UFRJ e sócio da Ney O. Brito e Associados Roberto Teixeira da Costa Criador da CVM e membro do Conselho de Administração da SulAmérica ING Octavio de Barros Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco Rubén Osta Diretor-geral da Visa no Brasil

10 Sumário 11 Prefácio Pelo desenvolvimento sustentável do Brasil Méritos, desafios e papéis para as instituições financeiras Alcides Tápias Apresentação 18 Capítulo 1 Uma perspectiva global para a indústria Preparação para um tempo de incertezas Os aspectos fundamentais para se posicionar no novo cenário Jack Ribeiro Capítulo 2 O amadurecimento de uma nova disciplina Um paradigma para o mundo O Brasil como exemplo em regulação bancária Gustavo Loyola Sem olhar para o retrovisor Pelo fim dos regimes e mecanismos do passado André Loes 13 Uma homenagem à nossa vigorosa indústria financeira O contexto de mercado, a lógica e os temas desta coletânea de artigos Clodomir Félix F. C. Junior 34 Da reforma do sistema mundial ao nosso mercado de capitais Sobre órgãos reguladores, Bolsa de Valores e instrumentos financeiros Roberto Teixeira da Costa

11 Capítulo 3 As operações na escala da excelência Capítulo 4 Caminhos em um mundo de oportunidades Capítulo 5 Estratégias para um país em transformação Foco na eficiência Uma análise sobre quatro grandes segmentos de mercado Ney Roberto Ottoni de Brito Inovação colaborativa A evolução do setor a partir de projetos de cooperação Joaquim Kiyoshi Kavakama O salto da mobilidade Avanços na tecnologia de mobile payments no Brasil Paulo Rogério Caffarelli Novas fronteiras para os bancos brasileiros A busca de mercados a partir da internacionalização das operações Ricardo Marino Histórias e conquistas do dinheiro de plástico A revolução eletrônica dos meios de pagamento Rubén Osta Relacionamentos mais humanos, resultados exatos Estratégias e customizações no marketing de relacionamento Fernando Byington Egydio Martins Os frutos permanentes da estabilização Medidas para garantir um novo grande ciclo de expansão Octavio de Barros e Fernando Honorato Barbosa Incentivos para um Brasil mais integrado A importância de uma política de desenvolvimento regional José Sydrião de Alencar Júnior Empreendimentos inovadores e revolução corporativa A nossa vigorosa indústria de private equity e venture capital Cláudio Furtado

12 Prefácio Pelo desenvolvimento sustentável do Brasil A nossa moderna e competitiva indústria financeira, um referencial de sucesso para o país que todos queremos construir, tem diante de si o desafio de sempre se reposicionar, contribuindo para o progresso de toda a nação Por Alcides Tápias Ao longo da minha trajetória profissional, atuando em diversos setores do meio empresarial e até mesmo no governo, tive a oportunidade de acompanhar e participar diretamente de muitos dos movimentos mais importantes que marcaram a história recente do ambiente de negócios no Brasil. De uma longa sequência de conquistas obtidas e desafios enfrentados, resta hoje um balanço bastante positivo. Vivemos em um país que, de fato, evoluiu, assumindo uma posição de grande emergente no cenário internacional e deixando para trás aquele velho estigma de eterno, mas improvável, país do futuro. Depois de tantas décadas de instabilidade, alguns planos econômicos malsucedidos e ciclos de crescimento pouco consistentes, estamos finalmente, apesar de tantos problemas, diante de um conjunto concreto de oportunidades para avançar significativamente. Colhemos hoje aquilo que meu estimado economista Octavio de Barros denomina, no artigo que ele próprio assina neste livro, como os frutos da estabilidade, referindo-se aos benefícios duradouros da política econômica plantada ainda em meados da década de 90. Evidentemente convivemos ainda com muitos entraves sérios à atividade empresarial. Da alta carga tributária à excessiva burocracia que atravanca os negócios, o Brasil defronta-se com um mundo de desafios que precisam ser melhor endereçados. Além disso, nossa capacidade de nos fazer competitivos na indústria e no comércio internacionais será posta certamente à prova nos próximos anos, desafiando o poder público e a iniciativa privada a investirem na aceleração de um desenvolvimento sustentável para o País. É basicamente disso que o Brasil precisa crescer, produzir, vender, educar, tornar-se realmente grande frente ao mundo. Ao mesmo tempo, necessita fazer com que tudo isso se converta em um desenvolvimento perene, seguro e verdadeiramente próspero. Nesse objetivo de elevar o País ao patamar das vanguardas mundiais, pode-se dizer que já há alguns setores que desfrutam de posição privilegiada. Entre eles, certamente está a nossa indústria financeira. Moderna, competitiva e com bases regulamentares muito sólidas, ela representa uma parcela importante de um Brasil que já está à frente.

13 11 Alcides Tápias foi vice-presidente do Bradesco, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), membro do Conselho Monetário Nacional, presidente do Grupo Camargo Corrêa e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Nosso setor de serviços financeiros vem sendo crucial para revolucionar a dinâmica corporativa local, financiar um número crescente de empresas e pessoas, integrar negócios, viabilizar projetos e transações, incentivar investimentos produtivos e intensificar as relações entre os cidadãos brasileiros. Em suma, ele tem sido capaz de fazer a diferença pelo desenvolvimento do Brasil. A experiência pela qual nosso setor financeiro passou por ocasião da crise dos mercados mundiais, ao final desta primeira década do século XXI, comprova o seu nível de competência. Em uma economia tão globalizada como a atual, seria natural esperar que os impactos da instabilidade internacional fossem sentidos em toda a cadeia dos serviços financeiros de um país emergente como o nosso. Porém, nosso sistema mostrou-se bem mais eficaz do que o de outros países, sustentado por um bom conjunto de regulamentações e um mercado de práticas bastante avançadas. Entretanto, apesar de o Brasil ter passado bem pela prova da turbulência global, convém lembrar que a indústria financeira, aqui ou em qualquer outro lugar, não será mais a mesma. É fato que, encerrada a fase mais aguda da crise, o setor dá sinais, em todo o mundo, de que continuará caminhando, nos próximos anos, para uma espécie de normalidade. Por outro lado, é fato também que a crise deixou, no âmbito da indústria financeira, não apenas marcas, mas, sobretudo, lições, oportunidades e inúmeros desafios. É certo que a dinâmica do mundo externo interferirá de alguma forma no Brasil, seja pela presença mais acentuada de competidores globais nos países emergentes ou pela disseminação de novas práticas, gestadas em consequência da própria crise. Por tudo isso, sabemos hoje que o cenário que deve ser apresentado, nos próximos anos, para todas as instituições financeiras que atuam no Brasil é totalmente novo. Depois da volatilidade, não haverá mais retorno ao período anterior. Há, ao contrário disso, uma conjuntura genuinamente nova, que reúne aprendizados de um passado instável, recomendações de cautela para o presente e previsões de riscos que precisam ser bem gerenciados no futuro. Esse novo cenário exige das instituições financeiras que atuam no mercado local um posicionamento firme no princípio de contribuir com o desenvolvimento sustentável do País. A coletânea de artigos que formam esta obra reflete essa visão. Reconheço nas palavras de seus autores o conhecimento e a experiência de que o Brasil demandará para continuar avançando.

14 Apresentação Uma homenagem à nossa vigorosa indústria financeira Para ajudar a compreender a complexa e intensa dinâmica das instituições que fazem do setor financeiro nacional um dos mais modernos do mundo, nada melhor do que uma coletânea de visões e análises de alguns dos principais especialistas do tema no País Por Clodomir Félix F. C. Junior Na virada da primeira década do século, nosso mercado financeiro ostenta provas incontestáveis de vitalidade e solidez. Superamos, sem grandes percalços, a turbulência dos mercados internacionais desencadeada pela crise que se instalou mundo afora a partir do segundo semestre de Vimos nossas instituições manterem firmes os seus pilares diante de um cenário global de profunda instabilidade. Mais do que isso, celebramos a presença de bancos brasileiros na lista dos maiores do mundo, sustentados por estratégias de crescimento consistentes e que hoje inspiram organizações de outros países emergentes. Se as nossas instituições financeiras conseguiram atravessar a maior crise financeira internacional desde 1929, podemos creditar esse sucesso a três razões básicas, já bastante debatidas pelos estudiosos e agentes do setor: a competência de gestão das próprias organizações, a maturidade alcançada pelo mercado como um todo fazendo uso das melhores práticas nacionais e globais e a robustez de nossa estrutura de regulamentações e das ações do Banco Central do Brasil (BC). Desses motivos apontados, os dois primeiros sempre estiveram intimamente atrelados. À medida que a postura empreendedora das instituições financeiras construía as bases do nosso vibrante mercado, ele próprio ajudava a suportar o avanço das operações, constituindo instâncias de regulação, entidades representativas, sistemas compartilhados de informação e assim por diante.

15 13 Clodomir Félix F. C. Junior é líder da Deloitte no atendimento às instituições financeiras no Brasil Foi assim que bancos, seguradoras, fundos de private equity e toda a cadeia ligada ao setor financeiro no Brasil deixaram suas marcas em uma história de inovações e ousadias. A rápida automatização de processos a partir do avanço da informatização nas redes bancárias, a impressionante integração de informações que hoje universalizam os serviços em todo o território nacional e a enorme diversidade de produtos oferecidos a dezenas de milhões de clientes são legados deixados por organizações que, desde sempre, se uniram no propósito de construir uma indústria de vanguarda e por que não dizer de vanguarda internacional. De modo complementar, a nossa extensa base de regulamentações terceira razão apontada para justificar a atual força do setor financeiro no Brasil é o que hoje contribui, de modo decisivo, para garantir um nível respeitável de segurança ao mercado. Das instruções que reproduzem localmente os parâmetros de segurança importados de regulamentações internacionais às normas concebidas para a peculiaridade do nosso próprio ambiente de negócios, convivemos hoje com um arcabouço de regras que coloca o País entre os mercados de melhores práticas do mundo, mesmo sabedores de que há muito o que ser feito pela prórpia dinâmica do mercado E, no comando dessa indústria, temos tido o conforto de contar com uma autoridade monetária altamente responsável e verdadeiramente preocupada com o crescimento sustentável do setor e da nossa economia como um todo. É justamente esse conjunto de fatores positivos que constitui a base que suporta as nossas instituições financeiras no enfrentamento de uma série de desafios já presentes ou iminentes, prontos para apresentarem-se no horizonte de médio e longo prazos da indústria global.

16 14 Entre esses desafios, estão movimentos em curso há algum tempo ou ainda sendo gestados, desde a internacionalização das operações de bancos até a crescente sofisticação tecnológica dos processos, a exigência sempre maior por práticas sustentáveis, de governança corporativa e de gestão de riscos e até mesmo a necessidade de lidar com canais alternativos pelos quais começam a trafegar as transações bancárias, como os chamados mobile payments and commerce (tecnologia que permite pagamentos a partir de dispositivos móveis). A lógica dos capítulos É diante de todo esse contexto que hoje permeia a dinâmica da indústria que a Deloitte decidiu levar adiante a iniciativa de reunir, em um livro, alguns dos mais renomados especialistas do País em temas e campos específicos do setor financeiro, bem como executivos com histórico profissional associado às principais instituições do mercado. Nesta obra, que pode servir de presente a todos os que buscam compreender a complexidade de uma das indústrias financeiras mais desenvolvidas do mundo, estão apresentados artigos redigidos sempre sob o ângulo da análise histórica dos avanços obtidos e das perspectivas que o mercado financeiro apresenta para os próximos anos. Nesta obra (...) estão apresentados artigos redigidos sempre sob o ângulo da análise histórica dos avanços obtidos e das perspectivas que o mercado apresenta para os próximos anos. Na introdução da obra, o líder global da Deloitte para o setor financeiro, Jack Ribeiro, sinaliza grandes tendências para o futuro próximo e faz algumas recomendações para que as instituições se posicionem adequadamente diante dos novos cenários. No primeiro capítulo, que trata do amadurecimento alcançado pelo Brasil no âmbito das regulamentações do setor financeiro, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, um dos criadores do Plano Real, aborda a espetacular evolução do País nesse campo desde meados dos anos 90 de patinho feio da indústria global a exemplo na área de regulação bancária. No mesmo capítulo, o economista-chefe do HSBC, André Loes, chama a atenção para a necessidade de o Brasil, há anos gozando de estabilidade econômica, abandonar regimes e mecanismos compensatórios que marcaram o cenário regulamentar de períodos mais instáveis. Finalizando o bloco, o acadêmico Roberto Teixeira da Costa, que participou da criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lembra que, à parte a importância dos órgãos reguladores para a saúde do sistema financeiro mundial, no Brasil, o mercado de capitais terá um peso essencial para o desenvolvimento do setor nos próximos anos. Por sua vez, o capítulo As operações na escala da excelência reúne artigos em torno dos temas eficiência, tecnologia disruptiva e inovação, fatores decisivos para o aprimoramento da gestão e a otimização dos resultados. O acadêmico e consultor Ney Ottoni de Brito abre esse grupo de artigos discorrendo sobre a eficiência econômica e operacional das instituições, seguido de Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, que trata das perspectivas de avanço da tecnologia dos mobile payments no Brasil. Joaquim Kiyoshi Kavakama, superintendente-geral da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), complementa então abordando um tema nosso de cada dia, a inovação e os projetos colaborativos na indústria.

17 15 Já os artigos do capítulo Caminhos em um mundo de oportunidades tratam de movimentos e estratégias de mercado que refletem a visão de grandes organizações que sabem se colocar à frente de seu tempo, desbravando alternativas, inovando e empreendendo. É o caso de bancos brasileiros que hoje se posicionam em franco processo de internacionalização, na busca de oportunidades em outros mercados, tema tratado por Ricardo Marino, diretor-executivo de Unidades Externas do Banco Itaú Unibanco. Na sequência, Rubén Osta, diretor-geral da Visa do Brasil, fala a respeito de uma das trajetórias mais bem-sucedidas da história da indústria financeira mundial a de sua própria empresa, que se confunde, a partir das ideias de seu visionário criador, com a formação de todo o mercado global de cartões de crédito. E, para fechar o capítulo, Fernando Byington Egydio Martins, vice-presidente executivo de Marca, Marketing e Comunicação Corporativa do Santander, aborda um aspecto particular dessa busca contínua de novos caminhos na concretização de oportunidades: o marketing de relacionamento. Em um mercado de ofertas aparentemente tão similares, cada instituição tem o desafio de se diferenciar diante de seus públicos, o que passa por estratégias cada vez menos óbvias. Considerando a importância do setor financeiro para o ambiente de negócios do País, os agentes do mercado são exigidos a assumir um papel colaborativo com o desenvolvimento do mercado nacional e da nação como um todo. É nessa perspectiva que se apresentam os artigos do capítulo Estratégias para um país em transformação. Octavio de Barros, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, e Fernando Honorato Barbosa, economista-coordenador do mesmo banco, abrem esse capítulo destacando ações fundamentais para que o Brasil da próxima década consiga manter os bons frutos da estabilidade econômica conquistada nos últimos anos. A seguir, José Sydrião de Alencar Júnior, diretor de Desenvolvimento do BNB, coloca em questão a relevância de se pensar estrategicamente o Brasil também a partir de uma política de desenvolvimento regional, justamente no momento em que regiões como o Nordeste se pronunciam como emergentes. Fechando o capítulo, Cláudio Furtado, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), um dos maiores especialistas do País no mercado de fundos de private equity, conta como essa indústria vem modernizando-se no Brasil e abrindo perspectivas para transformá-lo a partir de uma gradual, mas consistente, revolução corporativa. Os resultados desse mercado falam por si. A Deloitte agradece imensamente a todos os articulistas colaboradores que tornaram esta obra possível e espera que os conteúdos aqui apresentados sirvam de referencial a todos os que se dedicam a estudar a fascinante indústria financeira, no Brasil e no mundo. A Deloitte agradece imensamente a todos os articulistas colaboradores que tornaram esta obra possível e espera que os conteúdos aqui apresentados sirvam de referencial a todos os que se dedicam a estudar a fascinante indústria financeira, no Brasil e no mundo.

18 Capítulo 1 Uma perspectiva global para a indústria mundo pós-crise riscos oportunidades

19

20 Preparação para um tempo de incertezas Para enfrentar as dúvidas quanto ao futuro do setor, as instituições financeiras de todo o mundo precisam atentar-se a quatro aspectos fundamentais para posicionarem-se e serem bem-sucedidas no novo cenário: sustentabilidade, flexibilidade, responsabilidade e lucratividade Por Jack Ribeiro

21 19 Uma perspectiva global para a indústria Jack Ribeiro é o líder global da Deloitte para a indústria financeira Comparando-se à agitação que se viu no auge da crise financeira, vivemos um momento de retorno a um nível mais confortável de estabilidade. Contudo, na realidade, ainda há muita incerteza sobre a futura direção do setor de serviços financeiros globais. Qual será o resultado final do debate sobre a regulação da indústria? O que vai acontecer quando o apoio dos governos cessar? E qual foi o tamanho do estrago causado às relações entre as instituições financeiras e os seus clientes e o público em geral? As instituições financeiras sabem que uma mudança significativa está a caminho, mas é difícil para elas traçar um curso até o futuro quando tantos detalhes continuam incertos. No entanto, apesar disso, há alguns aspectos fundamentais aos quais as instituições financeiras precisam se atentar para se posicionarem no novo cenário financeiro. Esses aspectos incluem focar em quatro áreas específicas: sustentabilidade, flexibilidade, responsabilidade e lucratividade. Sustentabilidade Com a crise financeira, ficou claro que muitas das práticas do setor de serviços financeiros simplesmente eram insustentáveis a longo prazo. Por exemplo, algumas instituições financeiras dependiam em demasia de recursos de curto prazo, sem colchões suficientes para absorver um choque de liquidez. Algumas estavam pagando bônus cada vez mais inflacionados para o talento de seus executivos, sem um método adequado para mensurar o valor de longo prazo desses talentos. E outras estavam investindo em produtos estruturados, sem entender totalmente o risco neles embutido. A dimensão comum a todos esses exemplos é uma lacuna entre a percepção do valor e a expectativa do preço. É certo que recursos de curto prazo vão parecer ser de bom valor se nenhum prêmio de liquidez estiver vinculado ao preço. Também é certo que o talento dos executivos parecerá de bom valor se forem mensurados apenas os ganhos de mercado de curto prazo. E, certamente, os produtos estruturados parecerão de bom valor desde que a sua política de preços não venha a embutir todo o risco que eles carregam.

22 20 Instituições financeiras no Brasil Para que se tenha novamente um modelo mais sustentável no setor de serviços financeiros, as instituições precisam fechar a lacuna entre o valor percebido e o preço esperado. Um passo fundamental para que isso seja alcançado é reabilitar os clientes para que apreciem o valor de determinados serviços que passaram a esperar receber gratuitamente. No mercado institucional, essa mudança já está ocorrendo, com o preço da liquidez, por exemplo, agora estabelecendo-se nas decisões relativas aos investimentos. Porém, ela também precisa estabelecer-se no mercado de varejo, em que os clientes se acostumaram a serviços gratuitos, como as contas correntes isentas de taxas. Será difícil para os clientes aceitarem esse ajuste, mas, para as instituições financeiras, essa medida é essencial, se quiserem recuperar a sustentabilidade de seu modelo de negócios.

23 21 Uma perspectiva global para a indústria Flexibilidade Logo após a estabilização do sistema financeiro, houve pedidos de uma nova abordagem à regulação e à supervisão globais. O tema, na ocasião, foi cooperação, com a maioria dos países industrializados concordando que qualquer solução teria de ser compatível em todos os países para que tivesse sucesso. No entanto, à medida que a crise vai ficando para trás, parece que esse acordo e essa cooperação também estão perdendo um pouco do vigor. Devido, de certa forma, às pressões políticas locais para reagir à crise financeira, alguns países do G-20 parecem estar buscando soluções unilaterais para evitar uma futura crise. Os Estados Unidos, por exemplo, parecem buscar um caminho para restringir as instituições de determinadas atividades, como as operações de mesa proprietária (proprietary trading). Com forças tão poderosas pressionando o debate em diferentes direções, é provável que a criação de qualquer nova regulação venha a ser um processo difícil. O provável é que tudo comece com excesso de regulação, seguido de reduções sensíveis, antes de o novo cenário regulador finalmente estabilizarse e ficar previsível de alguma forma. Por isso, as instituições financeiras precisam desenvolver mais a disciplina da flexibilidade caso queiram manter uma posição de liderança durante esse período de pressões vindas de todas as direções. Elas precisarão adotar uma estrutura e uma cultura de conformidade que lhes permitam responder às mudanças regulamentares iniciais, mas que as deixem com flexibilidade suficiente para se adaptarem à medida que as regulações evoluam e se estabilizem. Responsabilidade A crise financeira destacou o impacto que o setor de serviços financeiros pode ter nas economias e na sociedade como um todo. É um lembrete, se é que é realmente necessário, da grande responsabilidade dos tomadores de decisão da indústria. À medida que o setor supera a crise, ele deve refletir sobre as maneiras de fortalecer esse senso de responsabilidade e tomar medidas para melhor proteger a economia e a sociedade contra eventuais crises futuras. Parte dessa responsabilidade será imposta pelas autoridades. Por exemplo, nos Estados Unidos, a Lei de Prestação de Contas, Responsabilidade e Transparência dos Cartões de Crédito entrou em vigor em fevereiro de 2010, com o objetivo de proteger os clientes contra práticas supostamente predatórias das administradoras de cartões de crédito. A criação de uma agência mais ampla de proteção do consumidor de serviços financeiros também está sendo discutida como parte do pacote da reforma regulamentar norte-americana. A crise financeira destacou o impacto que o setor de serviços financeiros pode ter nas economias e na sociedade como um todo. É um lembrete, se é que é realmente necessário, da grande responsabilidade dos tomadores de decisão da indústria.

24 22 Instituições financeiras no Brasil Mesmo quando as ações não são obrigatórias, as instituições financeiras devem considerar os benefícios de adotar melhores práticas de responsabilidade. Por exemplo, consideremos a introdução de planos de recuperação e resolução, muitas vezes chamados de testamentos vitais (living wills). Esses planos dão às instituições a oportunidade de detalhar quais passos darão para recuperar-se de outro aperto de liquidez ou como enxugarão a empresa de maneira responsável. Os planos de recuperação devem conter detalhes de como as instituições diminuirão os riscos de suas posições para recuperar a liquidez durante períodos de crise, inclusive com medidas para a venda de ativos. Os planos de resolução, destinados a entrar em vigor se o plano de recuperação não funcionar, devem descrever para os administradores como retirar as posições das instituições do mercado sem desencadear o risco sistêmico visto na última crise. Os dois tipos de plano também devem detalhar quem na organização é responsável pela implementação de cada um deles, quais eventos sinalizarão essa implementação e com que frequência eles devem ser atualizados. Lucratividade As instituições financeiras precisarão focar em maneiras de serem sustentáveis, flexíveis e responsáveis, mas precisarão fazer isso a fim de se manterem lucrativas. O atual clima de taxas de juros historicamente baixas e de garantias do governo facilitou um pouco para as instituições retornarem à lucratividade. No entanto, o real desafio virá quando esse apoio cessar e as novas regulações e normas entrarem em vigor, criando mais pressões de custo para as empresas. É claro que também precisarão encontrar novas maneiras de aumentar a receita. Outra pesquisa da Deloitte indica que o setor bancário muito provavelmente buscará esse crescimento de receita nos mercados emergentes e também na expansão para outros setores, enquanto os setores de seguro e gestão de ativos estão mais concentrados em aumentar a receita por meio do desenvolvimento de novos produtos e de melhor distribuição. Os dois caminhos para o crescimento da receita dependerão de uma seleção renovada de mercados e produtos, já que o comportamento dos clientes mudou de maneira significativa desde a crise e eles provavelmente darão mais atenção às ofertas de cada instituição em seus mercados locais. Preparação O momento continua incerto para o setor, especialmente quanto ao ambiente regulamentar e de mercado. No entanto, as instituições devem começar a se preparar, focando em garantir um modelo de negócios mais sustentável e mantendo suas atividades flexíveis, até que o ambiente fique mais claro, restaurando a responsabilidade pelas novas operações e também pelas já existentes e priorizando os resultados para manter a lucratividade durante esse período de mudança. As instituições financeiras que tiverem êxito nessas áreas-chave estarão em forte posição para serem bem-sucedidas no novo cenário financeiro. Uma pesquisa da Deloitte mostra que um número significativo de executivos de serviços financeiros acredita que os custos de fazer negócios aumentarão e, ao mesmo tempo, alerta para a dificuldade de repassar esses custos para o cliente. Consequentemente, as instituições financeiras serão forçadas a maximizar as eficiências e introduzir um controle de custos contínuo se quiserem manter as margens de lucro.

Nossa atuação no setor financeiro

Nossa atuação no setor financeiro Nossa atuação no setor financeiro No mundo No Brasil O porte da equipe de Global Financial Services Industry (GFSI) da Deloitte A força da equipe do GFSI da Deloitte no Brasil 9.300 profissionais;.850

Leia mais

São Paulo, 15 de abril de 2013. Discurso do presidente Alexandre Tombini, durante o International Financial Reporting Standards (IFRS).

São Paulo, 15 de abril de 2013. Discurso do presidente Alexandre Tombini, durante o International Financial Reporting Standards (IFRS). São Paulo, 15 de abril de 2013. Discurso do presidente Alexandre Tombini, durante o International Financial Reporting Standards (IFRS). 1 Boa tarde a todos! Em primeiro lugar, gostaria de agradecer, em

Leia mais

Governança Corporativa em Pequenas e Médias Empresas

Governança Corporativa em Pequenas e Médias Empresas Governança Corporativa em Pequenas e Médias Empresas José Paulo Rocha 9 de dezembro de 2008 Resultados referentes à terceira edição da pesquisa As Pequenas e Médias Empresas que Mais Crescem no Brasil

Leia mais

Visão global, especialização local Consultoria para a indústria financeira

Visão global, especialização local Consultoria para a indústria financeira Visão global, especialização local Consultoria para a indústria financeira Como uma das empresas líderes em serviços profissionais no Brasil, a Deloitte entende de maneira única os desafios enfrentados

Leia mais

Brasília, 1º de março de 2013.

Brasília, 1º de março de 2013. Brasília, 1º de março de 2013. Discurso do diretor de Regulação do Sistema Financeiro, Luiz Awazu Pereira da Silva, na divulgação sobre a implantação no Brasil do Acordo de Basiléia III 1 O Conselho Monetário

Leia mais

Riscos relacionados ao Santander Brasil e ao setor de Serviços Financeiros Brasileiro

Riscos relacionados ao Santander Brasil e ao setor de Serviços Financeiros Brasileiro Riscos relacionados ao Santander Brasil e ao setor de Serviços Financeiros Brasileiro Estamos expostos aos efeitos das perturbações e volatilidade nos mercados financeiros globais e nas economias nos países

Leia mais

Comunicado Oficial Reunião de Ministros e Diretores São Paulo Brasil 8-9 de novembro de 2008

Comunicado Oficial Reunião de Ministros e Diretores São Paulo Brasil 8-9 de novembro de 2008 Comunicado Oficial Reunião de Ministros e Diretores São Paulo Brasil 8-9 de novembro de 2008 1. Nós, os Ministros da Fazenda e Diretores dos Bancos Centrais do G-20, realizamos nossa décima reunião anual

Leia mais

São Paulo, 31 de agosto de 2012.

São Paulo, 31 de agosto de 2012. São Paulo, 31 de agosto de 2012. Discurso do Diretor de Assuntos Internacionais, Gestão de Risco Corporativo e Regulação Financeira do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, no 22º Congresso APIMEC

Leia mais

Resolução 3.721 e Default Management. Setembro de 2010

Resolução 3.721 e Default Management. Setembro de 2010 Resolução 3.721 e Default Management. Setembro de 2010 1 Agenda Parte I Risco de Crédito Parte II Estrutura de Cobrança 2 I. Risco de Crédito Visão Geral de Basiléia II Regulamentação Adequação à Resolução

Leia mais

Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros

Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros 1 Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros Tomás Awad Analista senior da Itaú Corretora Muito se pergunta sobre como ficariam os bancos num cenário macroeconômico

Leia mais

Avaliação de Alternativas - Grupo de Estudos de Seguro Depósito - Subgrupo: Objetivos de Política Pública.

Avaliação de Alternativas - Grupo de Estudos de Seguro Depósito - Subgrupo: Objetivos de Política Pública. Avaliação de Alternativas - Grupo de Estudos de Seguro Depósito - Subgrupo: Objetivos de Política Pública. (abril, 2002) Ana Carla Abraão Costa Economista, História recente da economia brasileira A economia

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

24 de abril de 2008 Ed Ruiz

24 de abril de 2008 Ed Ruiz IFRS Principais impactos nos balanços das companhias 24 de abril de 2008 Ed Ruiz Ambiente regulatório brasileiro BACEN Comunicado 14.259 de 10 de março de 2006 Requer que as demonstrações financeiras consolidadas

Leia mais

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS]

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] [POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] Este documento aborda o processo de seleção e alocação de valores mobiliários da Interinvest Data de Publicação: Abril de 2012 Política de Investimentos 1. Conteúdo do Documento

Leia mais

UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE MERCADO DE CAPITAIS E DESENVOLVIMENTO

UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE MERCADO DE CAPITAIS E DESENVOLVIMENTO UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE MERCADO DE CAPITAIS E DESENVOLVIMENTO João Ricardo Santos Torres da Motta Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Discurso do Presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini na Associação Brasileira de Bancos Internacionais ABBI

Discurso do Presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini na Associação Brasileira de Bancos Internacionais ABBI São Paulo, 31 de Outubro de 2011. Discurso do Presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini na Associação Brasileira de Bancos Internacionais ABBI Prezado Hélio Duarte, presidente da Associação

Leia mais

Seminário Internacional

Seminário Internacional Seminário Internacional Possíveis desdobramentos da crise financeira internacional: aperfeiçoamento na regulamentação dos sistemas financeiros e na governança global A crise e a re-regulamentação do sistema

Leia mais

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014.

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado Federal Página 1 de 8 Exmo. Sr. Presidente

Leia mais

Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália. Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento

Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália. Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento 1. É com grande satisfação que participo, em nome do Presidente

Leia mais

Simulado CPA 10 Completo

Simulado CPA 10 Completo Simulado CPA 10 Completo Question 1. O SELIC é um sistema informatizado que cuida da liquidação e custódia de: ( ) Certificado de Depósito Bancário ( ) Contratos de derivativos ( ) Ações negociadas em

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro , Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro São Paulo-SP, 08 de novembro de 2008 Centrais, Senhoras e senhores ministros das Finanças e presidentes

Leia mais

LISTA DE TABELAS. Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços...

LISTA DE TABELAS. Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços... BANCOS MÚLTIPLOS LISTA DE TABELAS Tabela I Bradesco Relação de Receitas de Prestação de Serviços... RESUMO Neste trabalho serão apresentadas as principais características e serviços disponibilizados pelos

Leia mais

Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini

Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini Discurso Presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini Boa tarde. É com satisfação que estamos aqui hoje para anunciar o lançamento das novas cédulas de 10 e 20 reais, dando sequência ao projeto

Leia mais

Mídias sociais nas empresas O relacionamento online com o mercado

Mídias sociais nas empresas O relacionamento online com o mercado Mídias sociais nas empresas O relacionamento online com o mercado Maio de 2010 Conteúdo Introdução...4 Principais conclusões...5 Dados adicionais da pesquisa...14 Nossas ofertas de serviços em mídias sociais...21

Leia mais

RELATÓRIO DE RISCOS - 1º SEMESTRE/2009

RELATÓRIO DE RISCOS - 1º SEMESTRE/2009 RELATÓRIO DE RISCOS - 1º SEMESTRE/2009 I. INTRODUÇÃO As Assessorias de Riscos, da Coordenadoria de Riscos e Controles Internos - CORCI, em atendimento ao Art. 4º, da Resolução nº. 3.380, de 29 de junho

Leia mais

Depósitos Compulsórios

Depósitos Compulsórios Diretoria de Política Econômica Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais Depósitos Compulsórios com informações até março de 2015 S é r i e Perguntas Mais Frequentes Depósitos

Leia mais

A Estrutura do FGC Vis-à-vis o Documento Básico do Grupo de Estudos em Seguro Depósito

A Estrutura do FGC Vis-à-vis o Documento Básico do Grupo de Estudos em Seguro Depósito A Estrutura do FGC Vis-à-vis o Documento Básico do Grupo de Estudos em Seguro Depósito (Abril 2002) Ana Carla Abraão Costa Economista I Introdução O Grupo de Estudos de Seguro Depósito identificou algumas

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

1. COMISSÃO EXECUTIVA DE RECURSOS HUMANOS

1. COMISSÃO EXECUTIVA DE RECURSOS HUMANOS Governança Corporativa se faz com Estruturas O Itaú se orgulha de ser um banco essencialmente colegiado. A Diretoria atua de forma integrada e as decisões são tomadas em conjunto, buscando sempre o consenso

Leia mais

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Índice Fora da sombra da área administrativa 3 Como atingir o equilíbrio financeiro 4 O Financeiro encontra várias barreiras até

Leia mais

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS DO MERCADO FINANCEIRO

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS DO MERCADO FINANCEIRO GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS DO MERCADO FINANCEIRO Neste pequeno glossário, a ABBC apresenta alguns conceitos fundamentais de economia e de finanças para auxiliar o dia a dia dos profissionais de jornalismo

Leia mais

O que é o Mercado de Capitais. A importância do Mercado de Capitais para a Economia. A Estrutura do Mercado de Capitais Brasileiro

O que é o Mercado de Capitais. A importância do Mercado de Capitais para a Economia. A Estrutura do Mercado de Capitais Brasileiro 1 2 O que é o Mercado de Capitais A importância do Mercado de Capitais para a Economia A Estrutura do Mercado de Capitais Brasileiro O que é Conselho Monetário Nacional (CNM) O que é Banco Central (BC)

Leia mais

Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Confederação Nacional das. Pronunciamento do Presidente do Banco Central do Brasil, Ministro Alexandre

Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Confederação Nacional das. Pronunciamento do Presidente do Banco Central do Brasil, Ministro Alexandre São Paulo, 24 de novembro de 2011. Jantar Anual dos Dirigentes de Bancos Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) Pronunciamento do Presidente

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

Resiliência...dos desafios às oportunidades

Resiliência...dos desafios às oportunidades Resiliência...dos desafios às oportunidades Seminário FEBRABAN sobre Gestão de Continuidade de Negócios Abril de 2010 Agenda... Contextualização Desafios Tratamento abrangente Oportunidades Aprimoramento

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira +

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Fernando Ferrari Filho * e Luiz Fernando de Paula ** A recente crise financeira internacional mostrou que a estratégia nacional para lidar

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros Projeções Economia Global

Leia mais

Fortaleza, 4 de novembro de 2013.

Fortaleza, 4 de novembro de 2013. Fortaleza, 4 de novembro de 2013. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, no V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira Senhoras e senhores, boa tarde a todos.

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

Solução Accenture RiskControl

Solução Accenture RiskControl Solução Accenture RiskControl As rápidas transformações econômicas e sociais que marcaram a primeira década do século XXI trouxeram novos paradigmas para a gestão empresarial. As organizações ficaram frente

Leia mais

8º CONGRESSO ANBIMA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO - 20/05/15

8º CONGRESSO ANBIMA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO - 20/05/15 8º CONGRESSO ANBIMA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO - 20/05/15 Bom dia a todos! Primeiramente, gostaria de agradecer à ANBIMA, na pessoa de sua presidente Denise Pavarina, e a Diretoria da ANBIMA pelo convite

Leia mais

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL INSTITUIÇÕES. Lei 4.595/64 FINANCEIRAS COLETA INTERMEDIAÇÃO APLICAÇÃO CUSTÓDIA

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL INSTITUIÇÕES. Lei 4.595/64 FINANCEIRAS COLETA INTERMEDIAÇÃO APLICAÇÃO CUSTÓDIA SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL INSTITUIÇÕES Lei 4.595/64 FINANCEIRAS COLETA INTERMEDIAÇÃO APLICAÇÃO CUSTÓDIA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA JUROS PAGOS PELOS TOMADORES - REMUNERAÇÃO PAGA AOS POUPADORES SPREAD

Leia mais

China: crise ou mudança permanente?

China: crise ou mudança permanente? INFORMATIVO n.º 36 AGOSTO de 2015 China: crise ou mudança permanente? Fabiana D Atri* Quatro grandes frustrações e incertezas com a China em pouco mais de um mês: forte correção da bolsa, depreciação do

Leia mais

Discurso do presidente Alexandre Tombini em evento em comemoração aos 15 anos da revista IstoÉ Dinheiro

Discurso do presidente Alexandre Tombini em evento em comemoração aos 15 anos da revista IstoÉ Dinheiro São Paulo, 19 de junho de 2012. Discurso do presidente Alexandre Tombini em evento em comemoração aos 15 anos da revista IstoÉ Dinheiro Página 1 de 13 Senhoras e Senhores É com grande satisfação que participo

Leia mais

BAN CO DO BRASIL. Atualizada 19/01/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1

BAN CO DO BRASIL. Atualizada 19/01/2011 Neste curso os melhores alunos estão sendo preparados pelos melhores Professores 1 41. (CAIXA/2010) Compete à Comissão de Valores Mobiliários CVM disciplinar as seguintes matérias: I. registro de companhias abertas. II. execução da política monetária. III. registro e fiscalização de

Leia mais

Movimentos de abertura de capital A experiência de 2009 e as perspectivas para os próximos anos

Movimentos de abertura de capital A experiência de 2009 e as perspectivas para os próximos anos Movimentos de abertura de capital A experiência de 2009 e as perspectivas para os próximos anos 2 A retomada da atividade econômica no Brasil ganhou destaque no segundo semestre de 2009, conduzindo o mercado

Leia mais

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade II Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercados Financeiros Definição do mercado financeiro Representa o Sistema Financeiro Nacional Promove o fluxo de recursos através

Leia mais

International Financial Reporting Standards Mudança de Paradigma na Divulgação das Informações Financeiras D.J. Gannon

International Financial Reporting Standards Mudança de Paradigma na Divulgação das Informações Financeiras D.J. Gannon Julho de 2007 Volume 11 / Número 7 International Financial Reporting Standards Mudança de Paradigma na Divulgação das Informações Financeiras D.J. Gannon D.J. Gannon é sócio da Deloitte & Touche LLP, onde

Leia mais

9 Fatos que notamos Relacionados à Regulação na América Latina

9 Fatos que notamos Relacionados à Regulação na América Latina 9 Fatos que notamos Relacionados à Regulação na América Latina O mercado financeiro da América Latina vem passando por diversas transformações, que buscam mais transparência e adequação aos novos tempos

Leia mais

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15%

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15% Através da CARTA TRIMESTRAL ATMOS esperamos ter uma comunicação simples e transparente com o objetivo de explicar, ao longo do tempo, como tomamos decisões de investimento. Nesta primeira carta vamos abordar

Leia mais

Brasília, 9 de maio de 2012

Brasília, 9 de maio de 2012 Brasília, 9 de maio de 2012 Discurso do presidente Alexandre Tombini em evento no Sebrae para lançamento do Plano de Ação para Fortalecimento do Ambiente Institucional para a Adequada Inclusão Financeira

Leia mais

Política Anual de Investimentos Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Pelotas PREVPEL (RPPS) Exercício 2014

Política Anual de Investimentos Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Pelotas PREVPEL (RPPS) Exercício 2014 Política Anual de Investimentos Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Pelotas PREVPEL (RPPS) Exercício 2014 Política de Investimentos do RPPS do Município de Pelotas / RS aprovada

Leia mais

PRAZOS E RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução.

PRAZOS E RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução. Proibida a reprodução. A Planner oferece uma linha completa de produtos financeiros e nossa equipe de profissionais está preparada para explicar tudo o que você precisa saber para tomar suas decisões com

Leia mais

Atualidades do Mercado Financeiro

Atualidades do Mercado Financeiro Atualidades do Mercado Financeiro Sistema Financeiro Nacional Dinâmica do Mercado Mercado Bancário Conteúdo 1 Sistema Financeiro Nacional A estrutura funcional do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é composta

Leia mais

Earnings Release 1s14

Earnings Release 1s14 Earnings Release 1s14 1 Belo Horizonte, 26 de agosto de 2014 O Banco Bonsucesso S.A. ( Banco Bonsucesso, Bonsucesso ou Banco ), Banco múltiplo, de capital privado, com atuação em todo o território brasileiro

Leia mais

São Paulo, 09 de agosto de 2013.

São Paulo, 09 de agosto de 2013. São Paulo, 09 de agosto de 2013. Discurso do Presidente Alexandre Tombini no VIII Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária. Senhoras e senhores: É com grande satisfação

Leia mais

Curso de CPA 10 CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL ANBIMA SÉRIE 10. www.eadempresarial.net.br. www.eadempresarial.net.br - 18 3303-0383

Curso de CPA 10 CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL ANBIMA SÉRIE 10. www.eadempresarial.net.br. www.eadempresarial.net.br - 18 3303-0383 Curso de CPA 10 CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL ANBIMA SÉRIE 10 www.eadempresarial.net.br SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Uma conceituação bastante abrangente de sistema financeiro poderia ser a de um conjunto de

Leia mais

COMO CONSTRUIR CENÁRIOS MACROECONÔMICOS. Autor: Gustavo P. Cerbasi(gcerbasi@mandic.com.br) ! O que é cenário macroeconômico?

COMO CONSTRUIR CENÁRIOS MACROECONÔMICOS. Autor: Gustavo P. Cerbasi(gcerbasi@mandic.com.br) ! O que é cenário macroeconômico? COMO CONSTRUIR CENÁRIOS! O que é cenário macroeconômico?! Quais os elementos necessários para construção de cenários?! Etapas para elaboração de cenários macroeconômicos! Análise do comportamento das variáveis

Leia mais

A Reforma no Seguro de Depósitos nos Estados Unidos

A Reforma no Seguro de Depósitos nos Estados Unidos Comentários de Martin J. Gruemberg, Vice Presidente, FDIC Quinta Conferência Anual da Associação Internacional de Seguradores de Depósito Rio de Janeiro, Brasil 16 de novembro de 2006 Boa tarde. Obrigado

Leia mais

Evolução da implantação de Basileia III e gestão de riscos no Sistema Financeiro Nacional

Evolução da implantação de Basileia III e gestão de riscos no Sistema Financeiro Nacional Encontro de Gestão de Riscos para IFDs Evolução da implantação de Basileia III e gestão de riscos no Sistema Financeiro Nacional Outubro de 2014 Agenda 1. Entendendo Basileia III 1.1 Nova composição do

Leia mais

Discurso do presidente Alexandre Tombini na comemoração dos 30 anos da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC).

Discurso do presidente Alexandre Tombini na comemoração dos 30 anos da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC). São Paulo, 21 de março de 2013. Discurso do presidente Alexandre Tombini na comemoração dos 30 anos da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC). Senhoras e senhores É com grande satisfação que

Leia mais

PRAZOS E RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução.

PRAZOS E RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução. Proibida a reprodução. A Planner oferece uma linha completa de produtos financeiros e nossa equipe de profissionais está preparada para explicar tudo o que você precisa saber para tomar suas decisões com

Leia mais

ESTUDO SOBRE A ESTRUTURA DA TAXA DE JUROS NO BRASIL APURAÇÃO DO SPREAD DA INDÚSTRIA BANCÁRIA

ESTUDO SOBRE A ESTRUTURA DA TAXA DE JUROS NO BRASIL APURAÇÃO DO SPREAD DA INDÚSTRIA BANCÁRIA ESTUDO SOBRE A ESTRUTURA DA TAXA DE JUROS NO BRASIL APURAÇÃO DO SPREAD DA INDÚSTRIA BANCÁRIA Prof. Alexandre Assaf Neto Prof. Eliseu Martins Em toda economia encontram-se pessoas que possuem capacidade

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico A concentração bancária no Brasil é uma ameaça à justiça econômica e social 1 Quais as ameaças

Leia mais

RELATÓRIO PÚBLICO ANUAL DA ESTRUTURA DO GERENCIAMENTO DE RISCOS DO SCANIA BANCO

RELATÓRIO PÚBLICO ANUAL DA ESTRUTURA DO GERENCIAMENTO DE RISCOS DO SCANIA BANCO Documento tipo /Document type RELATÓRIO Título / Title Relatório Público Anual da Estrutura de Gerenciamento de Riscos do Scania Banco Nome do arquivo / File name Relatorio Publico Anual_Gerenciamento

Leia mais

INVESTIMENTOS CONSERVADORES

INVESTIMENTOS CONSERVADORES OS 4 INVESTIMENTOS CONSERVADORES QUE RENDEM MAIS QUE A POUPANÇA 2 Edição Olá, Investidor. Esse projeto foi criado por Bruno Lacerda e Rafael Cabral para te ajudar a alcançar mais rapidamente seus objetivos

Leia mais

Rumo à abertura de capital

Rumo à abertura de capital Rumo à abertura de capital Percepções das empresas emergentes sobre os entraves e benefícios 15º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais 4 de julho de 2013 Pontos de partida

Leia mais

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS Conselho de Administração Diretoria Geral Gerenciamento de Capital Diretoria de Controladoria, Operações, Jurídico, Ouvidoria e Cobrança Diretoria de Tesouraria, Produtos e Novos Negócios Operações Bancárias

Leia mais

America Latina: Administrando Fluxos de Capital Surgidos como efeito da Crise da Dívida Européia

America Latina: Administrando Fluxos de Capital Surgidos como efeito da Crise da Dívida Européia Latin American Shadow Financial Regulatory Committee Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Declaração No. 22 16 de Junho, 2010 Washington, D.C. America

Leia mais

Transferência da administração de recursos e alocação de ativos para profissionais especializados;

Transferência da administração de recursos e alocação de ativos para profissionais especializados; Guia de Fundos de Investimento A CMA desenvolveu o Guia de Fundos de Investimento para você que quer se familiarizar com os princípios básicos do mercado financeiro, ou que tem interesse em aprofundar

Leia mais

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015 Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015 INOVAR É FAZER Manifesto da MEI ao Fortalecimento da Inovação no Brasil Para nós empresários Inovar é Fazer diferente, Inovar

Leia mais

Especialista questiona "ascensão" de bancos brasileiros em ranking

Especialista questiona ascensão de bancos brasileiros em ranking Veículo: Valor Online Data: 13/04/09 Especialista questiona "ascensão" de bancos brasileiros em ranking A crise global colocou os bancos brasileiros em destaque nos rankings internacionais de lucro, rentabilidade

Leia mais

Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance

Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance Governança Corporativa O papel do Administrador Profissional na gestão eficaz e na liderança de performance Adm. Valter Faria São Paulo, 27 de novembro de 2014 Jornal de Hoje Que habilidades serão exigidas

Leia mais

Regulamentação Bancária e os Acordos da Basiléia

Regulamentação Bancária e os Acordos da Basiléia Regulamentação Bancária e os Acordos da Basiléia Estrutura do Sistema Financeiro Sistema Financeiro Acordos Convenções Mercados e Empresas Instituições Normas Fases do Sistema Financeiro 1 Até a Crise

Leia mais

Relatório de Gerenciamento de Riscos

Relatório de Gerenciamento de Riscos COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DE PRIMAVERA DO LESTE Relatório de Gerenciamento de Riscos COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DE PRIMAVERA DO LESTE 1ºTRI2015 1 Introdução... 4 2 Gestão de Riscos... 5 2.1 Principais

Leia mais

Deloitte apresenta pesquisa inédita sobre o sistema de saúde no Brasil

Deloitte apresenta pesquisa inédita sobre o sistema de saúde no Brasil Deloitte apresenta pesquisa inédita sobre o sistema de saúde no Brasil Apesar de se mostrarem críticos, 56% dos 1000 brasileiros entrevistados, enxergam possibilidades de melhoria da qualidade e de redução

Leia mais

PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA

PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA PORQUE E COMO ABRIR O CAPITAL DE UMA EMPRESA! Os custos! As vantagens! Os obstáculos! Os procedimentos Francisco Cavalcante (francisco@fcavalcante.com.br) Sócio-Diretor da Cavalcante & Associados, empresa

Leia mais

Riscos nas aplicações financeiras e os Fundos de Investimentos

Riscos nas aplicações financeiras e os Fundos de Investimentos Riscos nas aplicações financeiras e os Fundos de Investimentos A premissa básica em investimentos afirma que não há retorno sem risco. A busca por um ganho em rentabilidade é sempre acompanhada por uma

Leia mais

MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA

MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA MERCADO DE CAPITAIS E A ECONOMIA Conceito e Características. O mercado de capitais pode ser definido como um conjunto de instituições e de instrumentos que negociam com títulos e valores mobiliários, objetivando

Leia mais

Banco Santander (Brasil) S.A.

Banco Santander (Brasil) S.A. Banco Santander (Brasil) S.A. Resultados em BR GAAP 4T14 3 de Fevereiro de 2015 INFORMAÇÃO 2 Esta apresentação pode conter certas declarações prospectivas e informações relativas ao Banco Santander (Brasil)

Leia mais

Governança de Riscos em Instituições Financeiras

Governança de Riscos em Instituições Financeiras 1 Governança de Riscos em Instituições Financeiras Sérgio Ribeiro da Costa Werlang Vice Presidente Executivo da Área de Controle de Risco e Financeiro Itaú - Unibanco São Paulo, 20 de outubro de 2011 2

Leia mais

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE LIQUIDEZ. 1 Objetivo. 2 Diretrizes. 2.1 Princípios para Gerenciamento do Risco de Liquidez

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE LIQUIDEZ. 1 Objetivo. 2 Diretrizes. 2.1 Princípios para Gerenciamento do Risco de Liquidez ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE LIQUIDEZ 1 Objetivo Apresentar o modelo de gerenciamento de Risco de Liquidez no Banco Safra e os princípios, as diretrizes e instrumentos de gestão em que este modelo

Leia mais

Casos de Sucesso. Cliente. Deloitte Touche Tohmatsu Consultores LTDA

Casos de Sucesso. Cliente. Deloitte Touche Tohmatsu Consultores LTDA Casos de Sucesso Cliente Deloitte Touche Tohmatsu Consultores LTDA Deloitte Touche Tohmatsu Consultores LTDA Perfil da empresa A Deloitte é uma das maiores empresas do mundo na prestação de serviços profissionais

Leia mais

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia Disciplina: Economia ECN001 Macroeconomia Orçamento do Setor Público É a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano).

Leia mais

De CFO para CFO Lições e visões para líderes financeiros

De CFO para CFO Lições e visões para líderes financeiros De CFO para CFO Lições e visões para líderes financeiros Índice Desafios comuns, experiências únicas... 3 Conecte-se com quem importa... 4 Entenda o modelo de negócio... 5 Trafegue em todas as culturas...

Leia mais

Antídoto contra o spread bancário

Antídoto contra o spread bancário Antídoto contra o spread bancário LUIZ FERNANDO DE PAULA Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE/UERJ) Um dos grandes entraves ao crescimento econômico

Leia mais

Conclusões. Abaixo as principais conclusões obtidas a partir das exposições e debates dos participantes do Congresso.

Conclusões. Abaixo as principais conclusões obtidas a partir das exposições e debates dos participantes do Congresso. Conclusões No último dia 29 de setembro foi realizado o Congresso Uqbar de Finanças Estruturadas. Organizado em formato de palestras e painéis de debate, o evento contou com a participação de aproximadamente

Leia mais

www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP

www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP www.pwc.com.br Gerenciamento de capital e ICAAP Como desenvolver uma abordagem eficaz de gerenciamento de capital e um processo interno de avaliação da adequação de capital (ICAAP) A crise financeira de

Leia mais

Administração Financeira

Administração Financeira Administração Financeira MÓDULO 3: O ambiente operacional do administrador financeiro e da própria empresa Qualquer que seja o tipo de empreendimento empresa industrial, comercial, prestadora de serviços

Leia mais

BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO

BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO BANCO DO BRASIL ESCRITURÁRIO CONHECIMENTOS BANCÁRIOS 1. O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é constituído por todas as instituições financeiras públicas ou privadas existentes no país e seu órgão normativo

Leia mais

Risco nas Aplicações Financeiras e os Fundos de Investimento

Risco nas Aplicações Financeiras e os Fundos de Investimento Risco nas Aplicações Financeiras e os Fundos de Investimento Risco nas Aplicações Financeiras e os Fundos de Investimento Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF Centro de Estudos

Leia mais

Como investir em 2012 Entenda como funciona cada produto financeiro : O Globo 2/fev/2012

Como investir em 2012 Entenda como funciona cada produto financeiro : O Globo 2/fev/2012 Como investir em 2012 Entenda como funciona cada produto financeiro : O Globo 2/fev/2012 Analistas indicam quais cuidados tomar no mercado financeiro em 2012 e quais investimentos oferecem menor probabilidade

Leia mais

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL SEMINARIO FIESP REINDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL: CHAVE PARA UM PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO 4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL 26 agosto 2013 Carlos

Leia mais

ENTIDADES AUTO-REGULADORAS DO MERCADO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO

ENTIDADES AUTO-REGULADORAS DO MERCADO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO BM&FBOVESPA A BM&FBOVESPA é muito mais do que um espaço de negociação: lista empresas e fundos; realiza negociação de ações, títulos, contratos derivativos; divulga cotações; produz índices de mercado;

Leia mais

DREBES FINANCEIRA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO DIRETORIA DREBES FINANCEIRA S/A

DREBES FINANCEIRA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO DIRETORIA DREBES FINANCEIRA S/A 2009 DREBES FINANCEIRA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO DIRETORIA DREBES FINANCEIRA S/A [ESTRUTURA DE GESTÃO DE RISCOS] O presente documento apresenta a Estrutura de Gestão de Riscos da DREBES

Leia mais

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015.

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na abertura do X Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Leia mais

RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015. A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas

RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015. A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas 7 de outubro de 2015 RELATÓRIO SOBRE A ESTABILIDADE FINANCEIRA MUNDIAL, OUTUBRO DE 2015 RESUMO ANALÍTICO A estabilidade financeira aumentou nas economias avançadas A estabilidade financeira aumentou nas

Leia mais

2 Abertura de capital

2 Abertura de capital 2 Abertura de capital 2.1. Mercado de capitais O Sistema Financeiro pode ser segmentado, de acordo com os produtos e serviços financeiros prestados, em quatro tipos de mercado: mercado monetário, mercado

Leia mais

RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução.

RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução. Proibida a reprodução. A Planner oferece uma linha completa de produtos financeiros e nossa equipe de profissionais está preparada para explicar tudo o que você precisa saber para tomar suas decisões com

Leia mais