Instituições financeiras no Brasil. O posicionamento para um novo cenário

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4 2010 by Deloitte Todos os direitos reservados Direção geral do projeto Clodomir Félix F. C. Junior Conselho editorial Juarez Lopes de Araújo Heloisa Helena Montes Clodomir Félix F. C. Junior Coordenação editorial Renato de Souza Mtb Produção editorial Sthefani Tironi Produção gráfica Leonardo Salles Elisa Paulillo Otavio Sarsano Complementação de informações econômicas Silvana De Sario Revisão Miriam M. Soares Sonia Hagemann Layout Sabrina Lotfi Hollo Fotos Walter Craveiro (fotógrafo oficial) Photocamera (Ney Ottoni de Brito) Ichiro Guerra (Paulo Rogério Caffarelli) Christina Rufatto (Ricardo Marino) Felipe Abud (José Sydrião de Alencar Júnior) Versão em inglês Unitrad Profissionais em tradução Gráfica Ipsis Gráfica Tiragem exemplares na versão em português 500 exemplares na versão em inglês Empresas e entidades colaboradoras Aggrego Consultores Banco do Brasil Banco do Nordeste do Brasil (BNB) Bradesco Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) Fundação Getúlio Vargas (FGV) HSBC Itaú Unibanco Ney O. Brito e Associados Santander SulAmérica ING Tendências Consultoria Integrada Visa Considerações As estatísticas mencionadas neste livro refletem a última informação disponível no fechamento da publicação. A divulgação de dados pela imprensa ou por quaisquer outras fontes do mercado que venham a atualizar as estatísticas aqui expostas não invalida, de forma alguma, o propósito informativo desta obra, que é o de articular movimentos e tendências essenciais que se estabelecem e se desenvolvem ao longo de anos, a despeito de mudanças pontuais ou ciclos curtos da economia e dos negócios. O conteúdo dos artigos assinados pelos articulistas colaboradores desta coletânea não reflete necessariamente as opiniões da Deloitte. Estão reservados à Deloitte todos os direitos autorais desta obra. A reprodução de páginas deste livro está vetada e a citação de informações nele contidas está sujeita à autorização prévia, da Deloitte e dos articulistas colaboradores, mediante consulta formal e comprometimento de citação de fonte. Filiada à Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) Contato para leitores desta obra: A Deloitte oferece serviços nas áreas de Auditoria, Consultoria Tributária, Consultoria em Gestão de Riscos Empresariais, Corporate Finance, Consultoria Empresarial e Outsourcing para clientes dos mais diversos setores. Com uma rede global de cerca de profissionais atuando a partir de firmas-membro em mais de 140 países, a Deloitte reúne habilidades excepcionais e um profundo conhecimento local para ajudar seus clientes a alcançar o melhor desempenho, qualquer que seja o seu segmento ou região de atuação. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é uma das líderes de mercado e seus cerca de profissionais são reconhecidos pela integridade, competência e habilidade em transformar seus conhecimentos em soluções para seus clientes. Suas operações cobrem todo o território nacional, com escritórios em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. A Deloitte refere-se a uma ou mais Deloitte Touche Tohmatsu, uma verein (associação) estabelecida na Suíça, e sua rede de firmas-membro, sendo cada uma delas uma entidade independente e legalmente separada. Acesse para a descrição detalhada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e de suas firmas-membro Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados.

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7 A coragem de se posicionar O Brasil tem assegurado diante do mundo um nível de excepcional desempenho no setor financeiro, com instituições que se projetam como modelos de excelência nos mais diversos segmentos de atuação. Os caminhos trilhados até aqui por essas instituições financeiras estão marcados por inúmeras conquistas e uma série de desafios superados, que servem de experiência para continuar progredindo no horizonte nem sempre previsível da economia global. De certo, sabemos apenas que os novos cenários da indústria financeira vão exigir estratégias muito consistentes. O mundo mudou e, para avançar nele, é preciso se posicionar. Aos articulistas colaboradores deste livro, o meu agradecimento pessoal por se disporem a compartilhar conosco seus valiosos conhecimentos e experiências. Juarez Lopes de Araújo Presidente da Deloitte

8 Articulistas Alcides Tápias Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando B. Egydio Martins Vice-presidente executivo de Marca, Marketing e Comunicação Corporativa do Santander André Loes Economista-chefe do HSBC Fernando Honorato Barbosa Economistacoordenador do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco Cláudio Furtado Doutor em Administração de Empresas e professor da FGV Gustavo Loyola Ex-presidente do Banco Central e sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada Deloitte liderança local e global Clodomir Félix F. C. Junior Líder da Deloitte no Brasil para a indústria financeira Jack Ribeiro Líder global da Deloitte para a indústria financeira

9 Joaquim Kiyoshi Kavakama Superintendente-geral da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) Paulo Rogério Caffarelli Vice-presidente de Negócios de Varejo do BB e presidente da Abecs José Sydrião de Alencar Júnior Diretor de Desenvolvimento do BNB Ricardo Marino Diretor executivo de Unidades Externas do Itaú Unibanco Ney Roberto Ottoni de Brito Ph.D. em Finanças pela Stanford University, professor da UFRJ e sócio da Ney O. Brito e Associados Roberto Teixeira da Costa Criador da CVM e membro do Conselho de Administração da SulAmérica ING Octavio de Barros Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco Rubén Osta Diretor-geral da Visa no Brasil

10 Sumário 11 Prefácio Pelo desenvolvimento sustentável do Brasil Méritos, desafios e papéis para as instituições financeiras Alcides Tápias Apresentação 18 Capítulo 1 Uma perspectiva global para a indústria Preparação para um tempo de incertezas Os aspectos fundamentais para se posicionar no novo cenário Jack Ribeiro Capítulo 2 O amadurecimento de uma nova disciplina Um paradigma para o mundo O Brasil como exemplo em regulação bancária Gustavo Loyola Sem olhar para o retrovisor Pelo fim dos regimes e mecanismos do passado André Loes 13 Uma homenagem à nossa vigorosa indústria financeira O contexto de mercado, a lógica e os temas desta coletânea de artigos Clodomir Félix F. C. Junior 34 Da reforma do sistema mundial ao nosso mercado de capitais Sobre órgãos reguladores, Bolsa de Valores e instrumentos financeiros Roberto Teixeira da Costa

11 Capítulo 3 As operações na escala da excelência Capítulo 4 Caminhos em um mundo de oportunidades Capítulo 5 Estratégias para um país em transformação Foco na eficiência Uma análise sobre quatro grandes segmentos de mercado Ney Roberto Ottoni de Brito Inovação colaborativa A evolução do setor a partir de projetos de cooperação Joaquim Kiyoshi Kavakama O salto da mobilidade Avanços na tecnologia de mobile payments no Brasil Paulo Rogério Caffarelli Novas fronteiras para os bancos brasileiros A busca de mercados a partir da internacionalização das operações Ricardo Marino Histórias e conquistas do dinheiro de plástico A revolução eletrônica dos meios de pagamento Rubén Osta Relacionamentos mais humanos, resultados exatos Estratégias e customizações no marketing de relacionamento Fernando Byington Egydio Martins Os frutos permanentes da estabilização Medidas para garantir um novo grande ciclo de expansão Octavio de Barros e Fernando Honorato Barbosa Incentivos para um Brasil mais integrado A importância de uma política de desenvolvimento regional José Sydrião de Alencar Júnior Empreendimentos inovadores e revolução corporativa A nossa vigorosa indústria de private equity e venture capital Cláudio Furtado

12 Prefácio Pelo desenvolvimento sustentável do Brasil A nossa moderna e competitiva indústria financeira, um referencial de sucesso para o país que todos queremos construir, tem diante de si o desafio de sempre se reposicionar, contribuindo para o progresso de toda a nação Por Alcides Tápias Ao longo da minha trajetória profissional, atuando em diversos setores do meio empresarial e até mesmo no governo, tive a oportunidade de acompanhar e participar diretamente de muitos dos movimentos mais importantes que marcaram a história recente do ambiente de negócios no Brasil. De uma longa sequência de conquistas obtidas e desafios enfrentados, resta hoje um balanço bastante positivo. Vivemos em um país que, de fato, evoluiu, assumindo uma posição de grande emergente no cenário internacional e deixando para trás aquele velho estigma de eterno, mas improvável, país do futuro. Depois de tantas décadas de instabilidade, alguns planos econômicos malsucedidos e ciclos de crescimento pouco consistentes, estamos finalmente, apesar de tantos problemas, diante de um conjunto concreto de oportunidades para avançar significativamente. Colhemos hoje aquilo que meu estimado economista Octavio de Barros denomina, no artigo que ele próprio assina neste livro, como os frutos da estabilidade, referindo-se aos benefícios duradouros da política econômica plantada ainda em meados da década de 90. Evidentemente convivemos ainda com muitos entraves sérios à atividade empresarial. Da alta carga tributária à excessiva burocracia que atravanca os negócios, o Brasil defronta-se com um mundo de desafios que precisam ser melhor endereçados. Além disso, nossa capacidade de nos fazer competitivos na indústria e no comércio internacionais será posta certamente à prova nos próximos anos, desafiando o poder público e a iniciativa privada a investirem na aceleração de um desenvolvimento sustentável para o País. É basicamente disso que o Brasil precisa crescer, produzir, vender, educar, tornar-se realmente grande frente ao mundo. Ao mesmo tempo, necessita fazer com que tudo isso se converta em um desenvolvimento perene, seguro e verdadeiramente próspero. Nesse objetivo de elevar o País ao patamar das vanguardas mundiais, pode-se dizer que já há alguns setores que desfrutam de posição privilegiada. Entre eles, certamente está a nossa indústria financeira. Moderna, competitiva e com bases regulamentares muito sólidas, ela representa uma parcela importante de um Brasil que já está à frente.

13 11 Alcides Tápias foi vice-presidente do Bradesco, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), membro do Conselho Monetário Nacional, presidente do Grupo Camargo Corrêa e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Nosso setor de serviços financeiros vem sendo crucial para revolucionar a dinâmica corporativa local, financiar um número crescente de empresas e pessoas, integrar negócios, viabilizar projetos e transações, incentivar investimentos produtivos e intensificar as relações entre os cidadãos brasileiros. Em suma, ele tem sido capaz de fazer a diferença pelo desenvolvimento do Brasil. A experiência pela qual nosso setor financeiro passou por ocasião da crise dos mercados mundiais, ao final desta primeira década do século XXI, comprova o seu nível de competência. Em uma economia tão globalizada como a atual, seria natural esperar que os impactos da instabilidade internacional fossem sentidos em toda a cadeia dos serviços financeiros de um país emergente como o nosso. Porém, nosso sistema mostrou-se bem mais eficaz do que o de outros países, sustentado por um bom conjunto de regulamentações e um mercado de práticas bastante avançadas. Entretanto, apesar de o Brasil ter passado bem pela prova da turbulência global, convém lembrar que a indústria financeira, aqui ou em qualquer outro lugar, não será mais a mesma. É fato que, encerrada a fase mais aguda da crise, o setor dá sinais, em todo o mundo, de que continuará caminhando, nos próximos anos, para uma espécie de normalidade. Por outro lado, é fato também que a crise deixou, no âmbito da indústria financeira, não apenas marcas, mas, sobretudo, lições, oportunidades e inúmeros desafios. É certo que a dinâmica do mundo externo interferirá de alguma forma no Brasil, seja pela presença mais acentuada de competidores globais nos países emergentes ou pela disseminação de novas práticas, gestadas em consequência da própria crise. Por tudo isso, sabemos hoje que o cenário que deve ser apresentado, nos próximos anos, para todas as instituições financeiras que atuam no Brasil é totalmente novo. Depois da volatilidade, não haverá mais retorno ao período anterior. Há, ao contrário disso, uma conjuntura genuinamente nova, que reúne aprendizados de um passado instável, recomendações de cautela para o presente e previsões de riscos que precisam ser bem gerenciados no futuro. Esse novo cenário exige das instituições financeiras que atuam no mercado local um posicionamento firme no princípio de contribuir com o desenvolvimento sustentável do País. A coletânea de artigos que formam esta obra reflete essa visão. Reconheço nas palavras de seus autores o conhecimento e a experiência de que o Brasil demandará para continuar avançando.

14 Apresentação Uma homenagem à nossa vigorosa indústria financeira Para ajudar a compreender a complexa e intensa dinâmica das instituições que fazem do setor financeiro nacional um dos mais modernos do mundo, nada melhor do que uma coletânea de visões e análises de alguns dos principais especialistas do tema no País Por Clodomir Félix F. C. Junior Na virada da primeira década do século, nosso mercado financeiro ostenta provas incontestáveis de vitalidade e solidez. Superamos, sem grandes percalços, a turbulência dos mercados internacionais desencadeada pela crise que se instalou mundo afora a partir do segundo semestre de Vimos nossas instituições manterem firmes os seus pilares diante de um cenário global de profunda instabilidade. Mais do que isso, celebramos a presença de bancos brasileiros na lista dos maiores do mundo, sustentados por estratégias de crescimento consistentes e que hoje inspiram organizações de outros países emergentes. Se as nossas instituições financeiras conseguiram atravessar a maior crise financeira internacional desde 1929, podemos creditar esse sucesso a três razões básicas, já bastante debatidas pelos estudiosos e agentes do setor: a competência de gestão das próprias organizações, a maturidade alcançada pelo mercado como um todo fazendo uso das melhores práticas nacionais e globais e a robustez de nossa estrutura de regulamentações e das ações do Banco Central do Brasil (BC). Desses motivos apontados, os dois primeiros sempre estiveram intimamente atrelados. À medida que a postura empreendedora das instituições financeiras construía as bases do nosso vibrante mercado, ele próprio ajudava a suportar o avanço das operações, constituindo instâncias de regulação, entidades representativas, sistemas compartilhados de informação e assim por diante.

15 13 Clodomir Félix F. C. Junior é líder da Deloitte no atendimento às instituições financeiras no Brasil Foi assim que bancos, seguradoras, fundos de private equity e toda a cadeia ligada ao setor financeiro no Brasil deixaram suas marcas em uma história de inovações e ousadias. A rápida automatização de processos a partir do avanço da informatização nas redes bancárias, a impressionante integração de informações que hoje universalizam os serviços em todo o território nacional e a enorme diversidade de produtos oferecidos a dezenas de milhões de clientes são legados deixados por organizações que, desde sempre, se uniram no propósito de construir uma indústria de vanguarda e por que não dizer de vanguarda internacional. De modo complementar, a nossa extensa base de regulamentações terceira razão apontada para justificar a atual força do setor financeiro no Brasil é o que hoje contribui, de modo decisivo, para garantir um nível respeitável de segurança ao mercado. Das instruções que reproduzem localmente os parâmetros de segurança importados de regulamentações internacionais às normas concebidas para a peculiaridade do nosso próprio ambiente de negócios, convivemos hoje com um arcabouço de regras que coloca o País entre os mercados de melhores práticas do mundo, mesmo sabedores de que há muito o que ser feito pela prórpia dinâmica do mercado E, no comando dessa indústria, temos tido o conforto de contar com uma autoridade monetária altamente responsável e verdadeiramente preocupada com o crescimento sustentável do setor e da nossa economia como um todo. É justamente esse conjunto de fatores positivos que constitui a base que suporta as nossas instituições financeiras no enfrentamento de uma série de desafios já presentes ou iminentes, prontos para apresentarem-se no horizonte de médio e longo prazos da indústria global.

16 14 Entre esses desafios, estão movimentos em curso há algum tempo ou ainda sendo gestados, desde a internacionalização das operações de bancos até a crescente sofisticação tecnológica dos processos, a exigência sempre maior por práticas sustentáveis, de governança corporativa e de gestão de riscos e até mesmo a necessidade de lidar com canais alternativos pelos quais começam a trafegar as transações bancárias, como os chamados mobile payments and commerce (tecnologia que permite pagamentos a partir de dispositivos móveis). A lógica dos capítulos É diante de todo esse contexto que hoje permeia a dinâmica da indústria que a Deloitte decidiu levar adiante a iniciativa de reunir, em um livro, alguns dos mais renomados especialistas do País em temas e campos específicos do setor financeiro, bem como executivos com histórico profissional associado às principais instituições do mercado. Nesta obra, que pode servir de presente a todos os que buscam compreender a complexidade de uma das indústrias financeiras mais desenvolvidas do mundo, estão apresentados artigos redigidos sempre sob o ângulo da análise histórica dos avanços obtidos e das perspectivas que o mercado financeiro apresenta para os próximos anos. Nesta obra (...) estão apresentados artigos redigidos sempre sob o ângulo da análise histórica dos avanços obtidos e das perspectivas que o mercado apresenta para os próximos anos. Na introdução da obra, o líder global da Deloitte para o setor financeiro, Jack Ribeiro, sinaliza grandes tendências para o futuro próximo e faz algumas recomendações para que as instituições se posicionem adequadamente diante dos novos cenários. No primeiro capítulo, que trata do amadurecimento alcançado pelo Brasil no âmbito das regulamentações do setor financeiro, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, um dos criadores do Plano Real, aborda a espetacular evolução do País nesse campo desde meados dos anos 90 de patinho feio da indústria global a exemplo na área de regulação bancária. No mesmo capítulo, o economista-chefe do HSBC, André Loes, chama a atenção para a necessidade de o Brasil, há anos gozando de estabilidade econômica, abandonar regimes e mecanismos compensatórios que marcaram o cenário regulamentar de períodos mais instáveis. Finalizando o bloco, o acadêmico Roberto Teixeira da Costa, que participou da criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lembra que, à parte a importância dos órgãos reguladores para a saúde do sistema financeiro mundial, no Brasil, o mercado de capitais terá um peso essencial para o desenvolvimento do setor nos próximos anos. Por sua vez, o capítulo As operações na escala da excelência reúne artigos em torno dos temas eficiência, tecnologia disruptiva e inovação, fatores decisivos para o aprimoramento da gestão e a otimização dos resultados. O acadêmico e consultor Ney Ottoni de Brito abre esse grupo de artigos discorrendo sobre a eficiência econômica e operacional das instituições, seguido de Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, que trata das perspectivas de avanço da tecnologia dos mobile payments no Brasil. Joaquim Kiyoshi Kavakama, superintendente-geral da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), complementa então abordando um tema nosso de cada dia, a inovação e os projetos colaborativos na indústria.

17 15 Já os artigos do capítulo Caminhos em um mundo de oportunidades tratam de movimentos e estratégias de mercado que refletem a visão de grandes organizações que sabem se colocar à frente de seu tempo, desbravando alternativas, inovando e empreendendo. É o caso de bancos brasileiros que hoje se posicionam em franco processo de internacionalização, na busca de oportunidades em outros mercados, tema tratado por Ricardo Marino, diretor-executivo de Unidades Externas do Banco Itaú Unibanco. Na sequência, Rubén Osta, diretor-geral da Visa do Brasil, fala a respeito de uma das trajetórias mais bem-sucedidas da história da indústria financeira mundial a de sua própria empresa, que se confunde, a partir das ideias de seu visionário criador, com a formação de todo o mercado global de cartões de crédito. E, para fechar o capítulo, Fernando Byington Egydio Martins, vice-presidente executivo de Marca, Marketing e Comunicação Corporativa do Santander, aborda um aspecto particular dessa busca contínua de novos caminhos na concretização de oportunidades: o marketing de relacionamento. Em um mercado de ofertas aparentemente tão similares, cada instituição tem o desafio de se diferenciar diante de seus públicos, o que passa por estratégias cada vez menos óbvias. Considerando a importância do setor financeiro para o ambiente de negócios do País, os agentes do mercado são exigidos a assumir um papel colaborativo com o desenvolvimento do mercado nacional e da nação como um todo. É nessa perspectiva que se apresentam os artigos do capítulo Estratégias para um país em transformação. Octavio de Barros, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, e Fernando Honorato Barbosa, economista-coordenador do mesmo banco, abrem esse capítulo destacando ações fundamentais para que o Brasil da próxima década consiga manter os bons frutos da estabilidade econômica conquistada nos últimos anos. A seguir, José Sydrião de Alencar Júnior, diretor de Desenvolvimento do BNB, coloca em questão a relevância de se pensar estrategicamente o Brasil também a partir de uma política de desenvolvimento regional, justamente no momento em que regiões como o Nordeste se pronunciam como emergentes. Fechando o capítulo, Cláudio Furtado, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), um dos maiores especialistas do País no mercado de fundos de private equity, conta como essa indústria vem modernizando-se no Brasil e abrindo perspectivas para transformá-lo a partir de uma gradual, mas consistente, revolução corporativa. Os resultados desse mercado falam por si. A Deloitte agradece imensamente a todos os articulistas colaboradores que tornaram esta obra possível e espera que os conteúdos aqui apresentados sirvam de referencial a todos os que se dedicam a estudar a fascinante indústria financeira, no Brasil e no mundo. A Deloitte agradece imensamente a todos os articulistas colaboradores que tornaram esta obra possível e espera que os conteúdos aqui apresentados sirvam de referencial a todos os que se dedicam a estudar a fascinante indústria financeira, no Brasil e no mundo.

18 Capítulo 1 Uma perspectiva global para a indústria mundo pós-crise riscos oportunidades

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20 Preparação para um tempo de incertezas Para enfrentar as dúvidas quanto ao futuro do setor, as instituições financeiras de todo o mundo precisam atentar-se a quatro aspectos fundamentais para posicionarem-se e serem bem-sucedidas no novo cenário: sustentabilidade, flexibilidade, responsabilidade e lucratividade Por Jack Ribeiro

21 19 Uma perspectiva global para a indústria Jack Ribeiro é o líder global da Deloitte para a indústria financeira Comparando-se à agitação que se viu no auge da crise financeira, vivemos um momento de retorno a um nível mais confortável de estabilidade. Contudo, na realidade, ainda há muita incerteza sobre a futura direção do setor de serviços financeiros globais. Qual será o resultado final do debate sobre a regulação da indústria? O que vai acontecer quando o apoio dos governos cessar? E qual foi o tamanho do estrago causado às relações entre as instituições financeiras e os seus clientes e o público em geral? As instituições financeiras sabem que uma mudança significativa está a caminho, mas é difícil para elas traçar um curso até o futuro quando tantos detalhes continuam incertos. No entanto, apesar disso, há alguns aspectos fundamentais aos quais as instituições financeiras precisam se atentar para se posicionarem no novo cenário financeiro. Esses aspectos incluem focar em quatro áreas específicas: sustentabilidade, flexibilidade, responsabilidade e lucratividade. Sustentabilidade Com a crise financeira, ficou claro que muitas das práticas do setor de serviços financeiros simplesmente eram insustentáveis a longo prazo. Por exemplo, algumas instituições financeiras dependiam em demasia de recursos de curto prazo, sem colchões suficientes para absorver um choque de liquidez. Algumas estavam pagando bônus cada vez mais inflacionados para o talento de seus executivos, sem um método adequado para mensurar o valor de longo prazo desses talentos. E outras estavam investindo em produtos estruturados, sem entender totalmente o risco neles embutido. A dimensão comum a todos esses exemplos é uma lacuna entre a percepção do valor e a expectativa do preço. É certo que recursos de curto prazo vão parecer ser de bom valor se nenhum prêmio de liquidez estiver vinculado ao preço. Também é certo que o talento dos executivos parecerá de bom valor se forem mensurados apenas os ganhos de mercado de curto prazo. E, certamente, os produtos estruturados parecerão de bom valor desde que a sua política de preços não venha a embutir todo o risco que eles carregam.

22 20 Instituições financeiras no Brasil Para que se tenha novamente um modelo mais sustentável no setor de serviços financeiros, as instituições precisam fechar a lacuna entre o valor percebido e o preço esperado. Um passo fundamental para que isso seja alcançado é reabilitar os clientes para que apreciem o valor de determinados serviços que passaram a esperar receber gratuitamente. No mercado institucional, essa mudança já está ocorrendo, com o preço da liquidez, por exemplo, agora estabelecendo-se nas decisões relativas aos investimentos. Porém, ela também precisa estabelecer-se no mercado de varejo, em que os clientes se acostumaram a serviços gratuitos, como as contas correntes isentas de taxas. Será difícil para os clientes aceitarem esse ajuste, mas, para as instituições financeiras, essa medida é essencial, se quiserem recuperar a sustentabilidade de seu modelo de negócios.

23 21 Uma perspectiva global para a indústria Flexibilidade Logo após a estabilização do sistema financeiro, houve pedidos de uma nova abordagem à regulação e à supervisão globais. O tema, na ocasião, foi cooperação, com a maioria dos países industrializados concordando que qualquer solução teria de ser compatível em todos os países para que tivesse sucesso. No entanto, à medida que a crise vai ficando para trás, parece que esse acordo e essa cooperação também estão perdendo um pouco do vigor. Devido, de certa forma, às pressões políticas locais para reagir à crise financeira, alguns países do G-20 parecem estar buscando soluções unilaterais para evitar uma futura crise. Os Estados Unidos, por exemplo, parecem buscar um caminho para restringir as instituições de determinadas atividades, como as operações de mesa proprietária (proprietary trading). Com forças tão poderosas pressionando o debate em diferentes direções, é provável que a criação de qualquer nova regulação venha a ser um processo difícil. O provável é que tudo comece com excesso de regulação, seguido de reduções sensíveis, antes de o novo cenário regulador finalmente estabilizarse e ficar previsível de alguma forma. Por isso, as instituições financeiras precisam desenvolver mais a disciplina da flexibilidade caso queiram manter uma posição de liderança durante esse período de pressões vindas de todas as direções. Elas precisarão adotar uma estrutura e uma cultura de conformidade que lhes permitam responder às mudanças regulamentares iniciais, mas que as deixem com flexibilidade suficiente para se adaptarem à medida que as regulações evoluam e se estabilizem. Responsabilidade A crise financeira destacou o impacto que o setor de serviços financeiros pode ter nas economias e na sociedade como um todo. É um lembrete, se é que é realmente necessário, da grande responsabilidade dos tomadores de decisão da indústria. À medida que o setor supera a crise, ele deve refletir sobre as maneiras de fortalecer esse senso de responsabilidade e tomar medidas para melhor proteger a economia e a sociedade contra eventuais crises futuras. Parte dessa responsabilidade será imposta pelas autoridades. Por exemplo, nos Estados Unidos, a Lei de Prestação de Contas, Responsabilidade e Transparência dos Cartões de Crédito entrou em vigor em fevereiro de 2010, com o objetivo de proteger os clientes contra práticas supostamente predatórias das administradoras de cartões de crédito. A criação de uma agência mais ampla de proteção do consumidor de serviços financeiros também está sendo discutida como parte do pacote da reforma regulamentar norte-americana. A crise financeira destacou o impacto que o setor de serviços financeiros pode ter nas economias e na sociedade como um todo. É um lembrete, se é que é realmente necessário, da grande responsabilidade dos tomadores de decisão da indústria.

24 22 Instituições financeiras no Brasil Mesmo quando as ações não são obrigatórias, as instituições financeiras devem considerar os benefícios de adotar melhores práticas de responsabilidade. Por exemplo, consideremos a introdução de planos de recuperação e resolução, muitas vezes chamados de testamentos vitais (living wills). Esses planos dão às instituições a oportunidade de detalhar quais passos darão para recuperar-se de outro aperto de liquidez ou como enxugarão a empresa de maneira responsável. Os planos de recuperação devem conter detalhes de como as instituições diminuirão os riscos de suas posições para recuperar a liquidez durante períodos de crise, inclusive com medidas para a venda de ativos. Os planos de resolução, destinados a entrar em vigor se o plano de recuperação não funcionar, devem descrever para os administradores como retirar as posições das instituições do mercado sem desencadear o risco sistêmico visto na última crise. Os dois tipos de plano também devem detalhar quem na organização é responsável pela implementação de cada um deles, quais eventos sinalizarão essa implementação e com que frequência eles devem ser atualizados. Lucratividade As instituições financeiras precisarão focar em maneiras de serem sustentáveis, flexíveis e responsáveis, mas precisarão fazer isso a fim de se manterem lucrativas. O atual clima de taxas de juros historicamente baixas e de garantias do governo facilitou um pouco para as instituições retornarem à lucratividade. No entanto, o real desafio virá quando esse apoio cessar e as novas regulações e normas entrarem em vigor, criando mais pressões de custo para as empresas. É claro que também precisarão encontrar novas maneiras de aumentar a receita. Outra pesquisa da Deloitte indica que o setor bancário muito provavelmente buscará esse crescimento de receita nos mercados emergentes e também na expansão para outros setores, enquanto os setores de seguro e gestão de ativos estão mais concentrados em aumentar a receita por meio do desenvolvimento de novos produtos e de melhor distribuição. Os dois caminhos para o crescimento da receita dependerão de uma seleção renovada de mercados e produtos, já que o comportamento dos clientes mudou de maneira significativa desde a crise e eles provavelmente darão mais atenção às ofertas de cada instituição em seus mercados locais. Preparação O momento continua incerto para o setor, especialmente quanto ao ambiente regulamentar e de mercado. No entanto, as instituições devem começar a se preparar, focando em garantir um modelo de negócios mais sustentável e mantendo suas atividades flexíveis, até que o ambiente fique mais claro, restaurando a responsabilidade pelas novas operações e também pelas já existentes e priorizando os resultados para manter a lucratividade durante esse período de mudança. As instituições financeiras que tiverem êxito nessas áreas-chave estarão em forte posição para serem bem-sucedidas no novo cenário financeiro. Uma pesquisa da Deloitte mostra que um número significativo de executivos de serviços financeiros acredita que os custos de fazer negócios aumentarão e, ao mesmo tempo, alerta para a dificuldade de repassar esses custos para o cliente. Consequentemente, as instituições financeiras serão forçadas a maximizar as eficiências e introduzir um controle de custos contínuo se quiserem manter as margens de lucro.

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