UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS NOVAS 5-OXO TIAZOLIDINO PIRIMIDINAS: SÍNTESE E AVALIAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES BIOLÓGICAS FERNANDO ANTÔNIO CHAVES VITAL RECIFE PE Fevereiro de 2009

2 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS NOVAS 5-OXO TIAZOLIDINO PIRIMIDINAS: SÍNTESE E AVALIAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES BIOLÓGICAS ALUNO: FERNANDO ANTÔNIO CHAVES VITAL ORIENTADOR: PROF. DR. SEBASTIÃO JOSÉ DE MELO RECIFE PE 13 de fevereiro de 2009

3 2 Vital, Fernando Antônio Chaves Novas 5-oxo Tiazolidino Pirimidinas: síntese e avaliação de suas atividades biológicas/ Fernando Antônio Chaves Vital Recife: O Autor, folhas: il., fig., tab. Dissertação (mestrado) Universidade Federal de Pernambuco. CCB. Ciências Biológicas, Inclui bibliografia. 1. Pirimidinonas 2. Agentes antiinflamatórios 3. Atividade Antimicrobiana 4. Toxicidade I Título CDU (2.ed.) UFPE 615 CDD (22.ed.) CCB

4 3 NOVAS 5-OXO TIAZOLIDINO PIRIMIDINAS: SÍNTESE E AVALIAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES BIOLÓGICAS Fernando Antônio Chaves Vital Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco, como requisito para obtenção do título de mestre. Orientador: Prof Dr. Sebastião José de Melo Recife

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6 5 i AGRADECIMENTOS A Deus, causa primária de todas as coisas, sem o qual nada disso seria possível; À minha família, presente em todos os momentos, que sempre me guiaram e me auxiliaram a ser o que sou hoje, e aos quais simples agradecimentos não fariam jus a tudo o que eles merecem; A Daniela, pessoa tão especial para mim que seria impossível descrever tamanha importância com apenas palavras, e que me auxiliou em tantos aspectos durante a realização desse trabalho, a quem eu só tenho a agradecer; Ao Prof. Sebastião José de Melo, por aceitar orientar-me e por me ensinar muitas das coisas que sei hoje, e com o qual espero poder aprender ainda mais; Aos meus amigos, Ruth, Arthur, Regivaldo, Rogério, Tales, Evelyne, Eliane, Isla e tantos outros que me auxiliaram de tantas formas; Às professoras Janete Magali, Teresinha Gonçalves, Silene Carneiro, Glícia Calazans, Ivone Antônia, Nena, Márcia e Teresa Jansem, por toda a ajuda que colocaram à minha disposição durante esse tempo. Agradecimento especial à Profa. Glícia, minha eterna orientadora, que me orientou também no estágio de docência, e que sempre foi uma boa amiga e excelente mestra; Aos colegas de turma que dividiram comigo as angústias e alegrias dos trabalhos e das disciplinas; Aos colegas e colaboradores dos diversos laboratórios onde realizei os ensaios farmacológicos, pois sem a ajuda de vocês seria impossível concluir tudo isso da forma que foi concluído; Aos funcionários da Central Analítica do Departamento de Química Fundamental da UFPE, com agradecimento especial a Ricardo e Eliete, pelos espectros realizados; A todos os funcionários do Departamento de Antibióticos, que deram a sua contribuição para esse trabalho; Aos professores do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, que de várias formas contribuíram de maneira inestimável com o meu aprendizado, e aos funcionários do PPGCB; Aos colegas do Laboratório de Química e Síntese de Produtos Naturais, que me auxiliaram em vários momentos, entre eles Dr. Francisco Jaime, Fred, Karina, Carol

7 6 ii Barreto, Carol Maria, Fernando e Janaína. E agradeço também aos colegas e amigos do LPF-3, Ludhimilla, Thaís, Bruno, Rafael (Japa), Diego (China), Carla, Carlos e Júlia, principalmente pelas risadas e momentos de descontração em meio a tantas correrias e confusões; A Wagner, pelas lições de Química, pela ajuda com os dados no computador, e pelas brincadeiras junto ao pessoal do LPF-3; A todos os que contribuíram de forma direta ou indireta para a realização deste trabalho; Meus sinceros agradecimentos.

8 7 iii RESUMO As pirimidinonas são compostos heterocíclicos de seis membros com dois átomos de nitrogênio nas posições 1 e 3, e com ao menos uma carbonila ligada ao heterociclo. Esses compostos são amplamente conhecidos pelo seu vasto espectro de atividades farmacológicas, como atividades antiinflamatórias, antimicrobianas, antitumoral, antiviral, entre outras. O presente trabalho tem como objetivo a obtenção de novos derivados pirimidinônicos do tipo 2,3-diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2- a]pirimidina-6-carbonitrila, a fim de avaliar algumas de suas possíveis atividades biológicas, a saber, atividades citotóxica, antimicrobiana, e antiinflamatória. Uma série de quatro compostos pirimidinônicos condensados ao anel tiazolidínico foi sintetizada, purificada e caracterizada por espectrometria de ressonância magnética nuclear de hidrogênio (RMN 1 H), espectrometria de massas e no infravermelho (IV). Os compostos tiveram as suas potencias atividades citotóxica, antimicrobiana e antiinflamatória avaliadas, respectivamente, pelos métodos do MTT com determinação da densidade óptica, de difusão em disco, e de peritonite induzida por carragenina. Não foram observadas atividades citotóxica ou antimicrobiana em nenhum dos compostos testados. No ensaio de toxicidade aguda, que seguiu o protocolo 423 da OECD, não se observou toxicidade nos camundongos, na dose de 2000mg.kg -1. Na avaliação da atividade antiinflamatória, os compostos apresentaram índices de inibição da migração celular que ficaram entre 49,95% e 62,24%, na dose de 200µMol.Kg -1. Conclui-se que as drogas possuem bom potencial como possíveis agentes antiinflamatórios. Palavras-chave: pirimidinonas, toxicidade, atividade antiinflamatória

9 iv 8 ABSTRACT Pyrimidinones are heterocyclic compounds of six members with two atoms of nitrogen in positions 1 and 3, and at least one carbonyl bounded to the heterocycle. These compounds are widely know for their pharmacologic activities, such as antiinflammatory, antimicrobial, antiviral, and many others. This work has the objective to obtain new pyrimidinones like 2,3-dihidro-7-aryl-5-oxotyazol[3,2-a]pyrimidine-6- carbonitrile to test some of their biological activities: citotoxic, antimicrobial and antiinflammatory activities. Four condensed pyrimidinones were synthesized, purified and characterized by RMN 1 H, mass spectroscopy and infrared. The techniques used in the citotoxic, antimicrobial and anti-inflammatory tests were, respectively, MTT assay with determination of the optic density, diffusion in discs, and peritonitis induced by carragenan. We observed neither citotoxic nor antimicrobial activities. In the acute toxicity assay, no toxicity was observed in animals at 2000mg.kg -1 dose, according to OECD s Guideline 423. In the anti-inflammatory assay, we obtained inhibition of cell migration rates between 49,95% and 62,24%, at 200 µmol.kg -1 dose. We conclude that the drugs have good potential as possible anti-inflammatory agents. Key-words: Pyrimidinones, toxicity, anti-inflammatory activity

10 9 v ÍNDICE AGRADECIMENTOS...i RESUMO...iii ABSTRACT.iv ÍNDICE..v LISTA DE FIGURAS E ESQUEMAS REACIONAIS...vi LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS vii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... viii 1. INTRODUÇÃO REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ROTAS DE SÍNTESE ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS DE DERIVADOS PIRIMIDINÔNICOS OBJETIVOS OBJETIVOS GERAIS OBJETIVOS ESPECÍFICOS JUSTIFICATIVA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARTIGO CONCLUSÃO PERSPECTIVAS ANEXOS... 57

11 10 vi LISTA DE FIGURAS E ESQUEMAS REACIONAIS Figura 1: Estrutura geral das 4-pirimidinonas...12 Figura 2: Heterocíclicos de Font et al...17 Figura 3: Esquema do Protocolo 423 da OECD,...78 com dose inicial de 2000mg/kg Esquema 1: Síntese de Pinner...14 Esquema 2: Síntese de Nicole...15 Esquema 3: Síntese N-(2,2-diacianoetenil)aminoacetonitrila...15 Esquema 4: Síntese de pirimidinonas de Erian et al...16 Esquema 5: Síntese de pirimidinas de Melo et al...17 Esquema 6: Síntese pontual de Lu et al...18 Esquema 7: Reação de Braun et al...18 Esquema 8: Síntese de Tice e Bryman...19 Esquema 9: Síntese de 6-aril-5-ciano-tiouracil...63 Esquema 10: Síntese de diidro-7-aril-5-xotiazolo...64 [3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila Esquema 11: Soposto mecanismo de reação dos derivados...66 da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil Esquema 12: Outro mecanismo proposto para a reação dos derivados da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil Esquema 13: Possíveis desfragmentações de 4-(4-metoxifenil) oxo-2-sulfanil-1,6-diidropirimidina-5-carbonitrila

12 vii 11 LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS Tabela 1: Características físico-químicas dos derivados...68 pirimidinônicos da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil Tabela 2: Características físico-químicas dos derivados...68 pirimidinônicos da série diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6- carbonitrila Tabela 3: Análise de RMN 1 H dos compostos...69 da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil Tabela 4: Análise de RMN 1 H dos compostos...70 da série diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila Tabela 5: Análise de IV dos compostos da série...72 diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a] pirimidina-6-carbonitrila Tabela 6: Composição do meio Agar Nutriente...75 Tabela 7: Composição do meio Agar Sabouraud...76 Tabela 8: Composição do meio Brain Heart Infusion (BHI)...76 Tabela 9:Doses e resultados do ensaio de peritonite...81 Gráfico 1: Representação gráfica da migração leucocitária...81 na peritonite induzida por carragenina

13 viii 12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS HIV: Human Imunodeficiency Virus (Vírus da Imunodeficiência Humana) MAP: Mitogen-Actived Protein (Preteína Ativadora de Mitogeno) RMN 1 H: Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio IV: Infravermelho EM: Espectroscopia de Massa MTT: Brometo 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2-5-difeniltetrazólico OECD: Organisation for Economic Cooperation and Development (Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Econômica) GHS: Globally Harmonized Classification System (Sistema de Classificação Global Hamônico) COX: Ciclooxigenase DMF: Dimetilformamida RDT: Rendimento DMSO: Dimetilsulfóxido HEp-2: Human Epidermoide Cancer Cells (Células Epidermóides Cancerosas Humanas) DMEM: Minimum Essencial Medium Eagle Modified Dulbecco s UI: Unidade Internacional PBS: Phosphate Buffered Saline (Tampão Fosfato Salina) DO: Densidade Óptica CI: Concentração de Inibição AN: Agar Nutriente BHI: Brain Heart Infusion (Infusão Cérebro Coração) CEEA: Comitê de Ética em Experimentação Animal PMN: Polimorfonucleares

14 ix 13 WBC: White Blood Cells (Células Brancas Sanguíneas) (SPS): Solid Phase Synthesis (Síntese em Fase Sólida) A 1 (A 1 AR): Receptor Adenosina (1)

15 14 1. INTRODUÇÃO

16 11 15 Desde sempre, a humanidade busca produtos e meios para curar suas enfermidades e amenizar os sintomas destas. O conhecimento empírico do homem primitivo o levava a buscar em plantas o efeito curativo que tanto procurava, e o avanço tecnológico e científico proporcionou tratamentos mais eficazes através do isolamento de produtos ativos das plantas e também da obtenção sintética de compostos terapêuticos. Atualmente, a obtenção de novos fármacos se dá, principalmente, por modificações de um composto matriz. Variações estruturais em uma molécula conferem a ela novas propriedades físicas e alteram sua reatividade, e por conseqüência ocorrem mudanças nas suas ações farmacológicas, como acesso aos sítios ativos de receptores e a velocidade de reação nesses receptores. Mesmo alterações pequenas na estrutura química de um composto podem revelar atividades biológicas antes não observadas, seja por estarem latentes, seja por estarem inibidas por efeitos colaterais do composto inicial (Korokolvas, 1988). Diversos fatores devem ser levados em conta para a obtenção de novos fármacos, de forma a se evitar custos desnecessários ou rotas de síntese inviáveis na prática industrial. O levantamento de todos os dados existentes sobre a substância a ser desenvolvida, ou sobre a família dessa droga, é fundamental para se obter o máximo possível de informações necessárias sobre esta. É possível afirmar que pelo menos setenta por cento dos medicamentos comercializados e produtos em fase de testes clínicos e pré-clínicos possuem núcleos heterocíclicos em sua estrutura química. Destes, 90% apresentam pelo menos um átomo de nitrogênio em suas estruturas (Mendonça Júnior, 2003). Assim sendo, a procura de novas rotas de síntese de heterocíclicos a fim de obterem-se produtos biologicamente ativos é grande. Dentre inúmeros heterocíclicos pesquisados em todo o mundo, os derivados pirimidínicos possuem amplo destaque por se encontrarem largamente distribuídos na natureza e por possuírem uma extensa lista de excelentes atividades farmacológicas. As pirimidinas consistem em compostos heterocíclicos de seis membros com dois átomos de nitrogênio em sua estrutura, nas posições 1 e 3 do anel, assim denominado diazina. As pirimidinonas são diazinas (heterocíclicos de seis membros com dois átomos de nitrogênio nas posições 1 e 3) com pelo menos uma carbonila endocíclica (Figura 1).

17 O N 1 NH 2 3 Figura 1: Estrutura geral das 4-pirimidinonas São amplas e diversas as atividades biológicas das pirimidinonas listadas na literatura, podendo-se citar, de forma breve, algumas dessas atividades, como atividades antiinflamatórias (Juby et al.,1979; Melo et al., 1992; Boyd et al., 2000; Falcão et al., 2006), antivirais (Cabral dos Santos, 2000; Botta et al., 2001), anticonvulsivantes (Melo et al., 1992), antihistamínicas (Shishoo et al, 2000), antibióticas (Djekou et al., 2001), antitumorais (Benneche et al., 1991; Felczar et al., 1996), entre outras que serão abordadas nos itens seguintes desse presente trabalho. Baseado no vasto espectro das atividades farmacológicas das pirimidinonas, pretendeu-se, nesse trabalho, dar origem a novos derivados pirimidinônicos com potencial atividade antiinflamatória.

18 17 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

19 ROTAS DE SÍNTESE Existem diversas reações diferentes que podem levar à síntese de pirimidinas e pirimidinonas. Uma das mais antigas e principais dessas vias de acesso a derivados pirimidinônicos foi fornecida por Pinner (1889), que descreveu uma reação de condensação de β-ceto ésteres ( 1 ) com amidinas substituídas ( 2 ) ou não substituídas ( 3 ), em meio básico de piperidina, fornecendo diversas 4-(3H)-pirimidinonas ( 4 ) (Mendonça Júnior, 2003). R 1 O R 2 O OR NH N R 4 NHR 5 N 2 R 4 R 1 R 5 R2 O 4 R 1 R 1 O R 2 O OR NH N R 4 N R 4 NH 2 H 3 Esquema 1: Síntese de Pinner 4 R2 O Outros pesquisadores (Cråciun et al., 1998; Jerewski et al., 2001) também descreveram outras reações de condensação de β-ceto ésteres, com amidinas e/ou guanidinas, substituídas ou não, em meio básico, obtendo diversos outros derivados pirimidinônicos. Nicolle (1990) obteve derivados tiazolidino-[3,2-a]pirimidinonas (8) e (9) através da reação de aldeídos aromáicos (5) com cianoacetato de etila (6) e 2-aminotiazolidina (7).

20 Esquema 2: Síntese de Nicolle Ram e colaboradores (1989) obtiveram tiazolidino pirimidinonas a partir da reação de 2-tiouracil com 1,2-dibromoetano ou 1,3-dibromopropano. Erian et al (2001) obtiveram pirimidinas e pirimidinonas tendo como precursor o intermediário N-(2,2-dicianoetenil)aminoacetonitrila ( 12 ), como no esquema abaixo: Esquema3: Síntese N-(2,2-diacianoetenil)aminoacetonitrila Forma-se o precursor N-(2,2-dicianoetenil)aminoacetonitrila (12) partindo de aminoacetonitrila hidrogênio sulfato (10) e etil 2-ciano-3-etoxipropenitrila (11) em solução aquosa alcoólica NaOH. Partindo do intermediário 12, obtêm-se o derivado pirimidínicos 1-cianometil-4-oxo-2-tiopirimidina (13) e 2,2-dimetilaminoetenil (16). De 13 é possível ainda obter os derivados 14 e 15. Da ciclização de 16 por reação equimolar com N-nucleófilos obteve-se os derivados pirimidinônicos 4H-pirido[1,2- a]pirimidinona-4 (18) e 5H-tiazolo[1,2-a]pirimidinna-5 (20).

21 Esquema 4: Síntese de pirimidinonas de Erian et al. Botta et al. (2001) usaram síntese de fase sólida (SPS) como metodologia para a síntese de diversas famílias de compostos do tipo 4(3H)-pirimidinonas de maneira fácil e proveitosa. Melo et al. (2002), por modificação do método descrito por Nicolle (1990) sintetisaram uma série de 4-amino-5-ciano-2,6-diarilpirimidinas (27), conforme mostrado a seguir:

22 Esquema 5: Síntese de pirimidinas de Melo et al. Shawali e Farghaly (2004) descreveram duas novas séries de 2-(N-aril-2-oxo-2- ariletanohidrazonoil)-6-metil-4(3h)pirimidinonas e elucidaram suas formas tautoméricas. Font et al. (2006) estudaram uma rota de síntese de heterocíclicos com núcleo 4(3H)-pirimidinona, dando enfoque à síntese de imidazol[1,2-a]pirimidinonas e pirimido[1,2-a]pirimidinonas (28 e 29) Figura 2: Heterocíclicos de Font et al. Lu et al. (2006) descreveram uma eficiente síntese pontual de pirimidinonas substituídas, como sintetizado na reação abaixo, onde o produto 33 desejado, 2-tiometil- 4-pirimidinona, foi obtido com rendimento de 50% por adições seqüenciais de isocianato de metila a 31, seguido por iodometano:

23 Esquema 6: Síntese pontual de Lu et al. Braun et al. (2006) reportaram a síntese de derivados pirimidinônicos (36) por reação catalisada por paládio, com remoção de um átomo de flúor de 2,4,6- trifluoropirimidina (35), sob condições específicas, como mostrado a seguir: Esquema 7: Reação de Braun et al. 38 Tice e Bryman (2001) descreveram reações de síntese de aril 4(3H)- pirimidinonas, conforme o Esquema 8 a seguir (43), onde em R2 encontra-se um grupo aromático ou heteroaromático e em R3 um grupo propargílico.

24 Esquema 8: Síntese de Tice e Bryman. 2.2 ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS DE DERIVADOS PIRIMIDINÔNICOS Os dados encontrados na literatura científica permitem afirmar que compostos que contêm o anel pirimidinônico em sua estrutura apresentam numerosas atividades farmacológicas. Alguns dos primeiros relatos dessas atividades foram feitos por Anderson et al. (1945), que descreveram atividade antifúngica, e Hepworth e Thompson (1968), que observaram atividade antiinflamatória. Desde então, inúmeros trabalhos relataram as mais diversas atividades biológicas desses compostos, conforme as modificações realizadas em suas estruturas. Mendonça Júnior (2003) descreve que drogas indutoras de interferon ou que promovam o aumento da resposta imune apresentem também amplo espectro de atividade antiviral. Observa, ainda, que de maneira geral, para apresentarem ambas as atividades (indutora de interferon e antiviral), tem sido verificado que as pirimidinonas apresentam algumas características em comum: possuem em C-6 grupos alquila ou arila; em C-2, grupamentos amino; e o substituinte em C-5 parece ser o mais importante para a potencialidade das atividades em questão. A presença de grupos retiradores de elétrons (como halogênios) na posição C-5 do anel pirimidinônico é, em geral, determinante para que a atividade antiviral seja acentuada. Botta et al. (2001) estudaram a atividade anti-hiv de 2,5,6-trissubstituídas- 4(3H)-pirimidinonas na sua ação na enzima transcriptase reversa. Eles avaliaram a ação de seis compostos contra a enzima referida de tipos selvagens e clínicos de HIV-1 resistente, usando nevirapine como droga de referência. Dentre os compostos testados, apenas um foi considerado como potencial candidato a testes clínicos, porém os demais podem servir de base para a pesquisa de novos inibidores da transcriptase reversa.

25 20 24 Tice e Bryman (2001) descreveram reações de síntese de aril 4(3H)- pirimidinonas. Tais compostos são inibidores da enzima zeta-caroteno desaturase e por isso apresentam atividade herbicida. Schenone et al. (2004) utilizaram uma rota de síntese para a obtenção de uma série de 4-amino-6-metiltio-1H-pirazolo[3,4-d]pirimidinas, e testaram sua afinidade a receptores de adenosina do tipo A 1 (A 1 AR). Os compostos mostraram baixa afinidade, contudo, podem representar possíveis estruturas modelo para a síntese de compostos com potencial ação inibitória contra receptores de tirosina quinase, com possíveis aplicações anti-tumorais. Os mesmos autores, no mesmo ano, confirmaram essa hipótese em um ensaio com células tumorais (carcinoma) da linhagem A431. Lu et al. (2006), citados anteriormente, obtiveram a síntese de 2-tiometilpirimidinona-4 (28), que apresenta potencial ação inibidora da p38 MAP quinase, atuando no combate a desordens inflamatórias. Kanth et al. (2006) demonstraram a síntese de pirido[2,3-d]pirimidinas e avaliaram a atividade antibacteriana desses compostos contra bactérias Gram+ e Gram-. Dois dos compostos da série apresentaram atividade significante contra bactérias Gram positivas, e atividade moderada contra bactérias Gram negativas. Outros dois compostos mostraram atividades variadas contra todas as bactérias, e nenhum deles apresentou atividade contra Pseudomonas aeruginosa na concentração de 200µg/mL. Alagarsamy et al. (2006) descreveram a síntese de 2-metiltio-3-substituído- 5,6,7,8-tetrahidrobenzo(b)tieno[2,3-d]pirimidinona-4(3H) e avaliaram se havia atividades analgésica, antiinflamatória, ulcerogênica e antibacteriana. De forma geral, os compostos mostraram atividades significantes nos testes, porém alguns deles destacaram-se por apresentar potente atividade analgésica, enquanto outros por possuirem atividade antiinflamatória mais potente que a droga padrão usada, diclofenaco de sódio. Prakash et al. (2007) apresentaram a síntese de 3,9-diaril e 3,9-difuril-bis-1,2,4- triazolo[4,3-a][4,3-c]pirimidinas e testaram o potencial antibacteriano desses compostos contra bactérias Gram positivas e Gram negativas. Os compostos apresentaram boa atividade antibacteriana, frente a drogas padrão comercialmente disponíveis como Cefaclor e Linezolid.

26 25 3. OBJETIVOS

27 OBJETIVOS GERAIS Obtenção de novos derivados pirimidinônicos do tipo 2,3-diidro-7-aril-5- oxotiazolidino[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila, a fim de avaliar algumas de suas possíveis atividades biológicas. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Sintetizar e purificar uma nova série de pirimidinonas, por modificação de método utilizado no nosso laboratório, com dicloroetano em meio de dimetilformamida a fim de promover a ciclização de derivados pirimidinônicos; - Verificar as características físico-químicas e rendimentos dos novos produtos obtidos; - Determinar as estruturas químicas dos novos produtos obtidos através dos métodos físicos usuais: Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio (RMN 1 H), Infravermelho (I.V.) e espectrometria de massa (MS); - Avaliar a possível atividade citotóxica dos compostos, pelo método do MTT com determinação da densidade óptica; - Testar a potencial atividade antimicrobiana dos produtos pela técnica de difusão de disco em meio sólido; - Examinar a toxicidade aguda das drogas usando o protocolo 423 da OECD; - Avaliar a potencial atividade antiinflamatória dos compostos utilizando o ensaio de peritonite induzida por carragenina.

28 JUSTIFICATIVA

29 24 28 A obtenção de novos fármacos, com seus diversos potenciais farmacológicos, torna-se cada vez mais necessária devido, entre outros motivos, à resistência dos microrganismos frente aos antibióticos existentes atualmente, e também para procurar diminuir ou acabar com efeitos colaterais das atuais drogas existentes no mercado. Fatores financeiros também merecem destaque, pois vias mais simples de síntese e obtenção de medicamentos são necessárias para diminuir os custos de produção e venda destes. Conhecendo-se o potencial farmacológico de determinadas estruturas químicas, é possível buscar modificações nessas estruturas a fim de se obter compostos mais potentes, menos tóxicos, e de mais fácil e econômica obtenção. Assim sendo, o trabalho justifica-se na tentativa de sintetizar produtos sob essa perspectiva de melhorar a ação e diminuir a toxicidade e os custos, haja vista já se conhecer diversas atividades biológicas e algumas rotas de síntese de derivados pirimidinônicos. O trabalho justificase, ainda, na possibilidade de se obter fármacos com potencial antiinflamatório eficaz no tratamento de doenças crônicas e com baixa toxicidade, já que existe uma grande deficiência desses fármacos no mercado e, ainda, na possibilidade de se obter drogas que possam substituir inibidores da COX-2 atualmente caindo em desuso.

30 29 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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32 27 31 Braun, T; Schorlemer, V; Neumann, B; Stammler, H G. Palladium mediated activation of C-F bonds in 2,4,6-trifluoropyrimidine: synthesis and structure of palladium pyrimidyloxy and pyrimidinone derivative. Journal of Fluorine Chemistry. V. 127, pp , Cabral dos Santos, L. Síntese de 4-amino-pirimidinas e avaliação de suas propriedades biológicas. Dissertação de mestrado. Recife, Universidade Federal de Pernambuco, CCS Ciências Farmacêuticas, Cråciun, L; Kovacs, D; Cråciun, R; Mager, S. Synthesis and strutural insights of novel 2-diethylamino-6-methyl-4(3H)-pyrimidinones. Heterocyclic communications. V. 4, n. 2, pp , Djekou, S; Gellis, A; Maldonado, J; Crozet, M P; Vanelle, P. A radical approach to the new pottentially bioactive pyrimidinones. Heterocycles. V. 55, n. 3, pp , Erian, A W; Sherif, S M; Mohamed, N R. Heterocyclic synthesis with activated nitriles: an expeditus synthetic approach to polyfunctionally substituted pyrroles, heterocyclopyrimidines and coumarins. Arkivoc Arkat USA, Inc. pp , Falcão, E P S; Melo, S J; Srivastiva, R M; Catanho, M T J A; Nascimento, S C. Synthesis and antiinflamatory activity of 4-amino-2aryl-5-cyano-6-{3- and 4-(Nphthalimidophenyl)} pirimidines. European Journal of Medicinal Chemistry. V. 41, pp , Felczar, K; Drabikowska, A K; Vilpo, J A; Kulikowski, T; Shugar, D. 6substituted and 5,6-disubstituted derivatives of uridine: stereoselective synthesis, interation with uridine phosphorylase and in vitro antitumor activity. Journal of Medicinal Chemistry. V. 39, pp , 1996.

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37 32 36 Experimental Biology and Medicine Society for Experimental Biology and Medicine. V. 111, pp , 1962.

38 37 6. ARTIGO Artigo submetido à Latin American Jounal of Pharmacy

39 34 38 Avaliação da Toxidade aguda e das Atividades Citotóxica, Antimicrobiana e Antiinflamatória de 7-aril-2,3-diidrotiazolo[3,2- a]pirimidin-5-ona-6-carbonitrila Evaluation of the Acute Toxicity and the Citotoxic, Antimicrobial and Anti-inflammatory Activities of 7-aryl-2,3- dihydrothiazolo[3,2-a]pyrimidin-5-one-6-carbonitrile Fernando A.C. VITAL 1, Sebastião J. MELO 1*, Teresinha G. SILVA 1, Silene CARNEIRO 1, Janete M. ARAÚJO 1 & Francisco J.B. MENDONÇA Jr 2 1. Laboratório de Química e Síntese de Produtos Naturais, Departamento de Antibióticos, Universidade Federal de Pernambuco. Av. Prof. Moraes Rego, Cidade Universitária, CEP: , Recife PE, Brasil. 2. Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual da Paraíba. R. Monsenhor Walfredo Leal, 487 Tambiá, CEP: , João Pessoa PB, Brasil. RESUMO. Pirimidinonas condensadas correspondem a uma classe de compostos que apresentam grande potencial biológico associado. Nesse contexto, foram sintetizados quatro 7-aril-2,3-diidrotiazolo[3,2-a]pirimidin-5-ona-6-carbonitrila que foram avaliados quanto a toxidade aguda e atividades citotóxica, antimicrobiana e antiinflamatória. O

40 35 39 ensaio de toxicidade aguda em camundongos não demonstrou efeitos tóxicos ou comportamentais significativos na dose de 2000 mg/kg. Os ensaios de citotoxicidade, utilizando células HEp-2 através da técnica MTT, e os ensaios microbiológicos utilizando o método de disco-difusão indicaram ausência de atividades anticancerígenas e antimicrobianas para os microorganismos testados. Todos os compostos testados, na dose de 200 µmol/kg, reduziram significativamente a migração leucocitária, no modelo inflamatório de peritonite induzida por carragenina, quando comparado com o grupo não-tratado com valores variando entre 49,95 e 62,24%, sendo o composto 7-(p-metóxifenil)-2,3-diidrotiazolo[3,2-a]pirimidin-5-ona-6-carbonitrila (3b) o mais ativo da série com inibição de 62,24%. Conclui-se que os compostos apresentam baixa toxidade e um grande potencial como agentes antiinflamatórios. SUMMARY. Fused pyrimidinones are one class of compounds that presents important therapeutical applications. In this aim, were prepared four 7-aryl-2,3- dihydrothiazolo[3,2-a]pirimidin-5-one-6-carbonitrile derivatives that were evaluated for their acute toxicity and citotoxic, antimicrobial and anti-inflammatory activities. The evaluation of the acute toxicity in mice at dose of 2000 mg/kg, showed no significant behavioral or toxicological effects. The citotoxic evaluation using HEp-2 cells doing by the MTT method, and the antimicrobial essais using the single disk method indicated absence of citotoxic and antimicrobial activities for the tested microorganism. All compounds were evaluated at 200 µmol/kg concentration, in the inflammatory model of the carrageenan-induced peritonitis, and all of them showed significant reduction of the migration of inflammatory cells, when compared to the control group with rates between 49,95% and 62,24%. The most potent compound was 7-(p-methoxy-phenyl)- 2,3-dihydrothiazolo[3,2-a]pyrimidin-5-one-6-carbonitrile (3b) with inhibition at

41 ,24%. We conclude that the compounds exhibited low toxicity and a good potential as anti-inflammatory agents. PALAVRAS-CHAVE: Atividade antimicrobiana, Citotoxicidade, Inflamação, Pirimidinonas, Toxicidade aguda. KEY WORDS: Acute toxicity, Antimicrobial activity, Pyrimidinones, Citotoxicity, Inflammation. * Autor a quem correpondência deve ser enviada: INTRODUÇÃO As pirimidinonas compõem uma classe de compostos heterociclos, que vem sendo estudadas a mais de 40 anos 1-2 devido ao grande potencial terapêutico que apresentam Muitas dessas atividades, em especial a antitumoral e antiviral tem relação direta com a similaridade química entre esses compostos e as bases nitrogenadas pirimidínicas que constituem os ácidos nucleicos. Da mesma forma, diversos derivados pirimidinônicos bicíclicos, como triazolopirimidinonas (A), tiazolo-pirimidinonas (B), pirimido-pirimidinonas (C) e imidazopirimidinonas (D) (Fig. 1), têm demonstrado promissoras atividades biológicas, destacando-se as atividades antifúngica 11-14, antimicrobiana 9, e antiviral O O O O N N N N N N N N S ( A ) H ( B ) N N ( C ) N ( D ) N H Figura 1. Estruturas gerais de heterociclos condensados contendo uma porção pirimidinônica.

42 Também são relatadas atividades antiparasitária frente à Leishmania sp , antiinflamatória outras 28,29. 23, 24 antihipertensiva 24,25, antihistamínica 26, antitumoral 27, entre Diante dessas considerações iniciais e dando continuidade ao nosso estudo que concerne à química e a avaliação farmacológica de derivados pirimidínicos e pirimidinônicos decidimos obter sinteticamente uma série de 7-aril-2,3- diidrotiazolo[3,2-a]pirimidin-5-ona-6-carbonitrila (3a-d) afim de avaliar suas atividades antiinflamatória, antimicrobiana, citotóxica assim como sua toxicidade aguda. MATERIAIS E MÉTODOS Síntese dos derivados tiazolo[3,2-a]pirimidinônicos Os compostos 6-aril-5-ciano-2-tiouracil (2a-d), utilizados como precursores, foram obtidos através da reação de ciclocondensação entre aldeídos aromáticos substituídos, tiouréia e cianoacetato de etila na presença de carbonato de potássio (K 2 CO 3 ), de acordo com metodologia proposta por Kambe et al. 38. Em seguida esses intermediários (2a-d) foram postos a reagir com 1,2-dicloroetano em presença de carbonato de sódio (Na 2 CO 3 ) em DMF a 100 o C fornecendo a série 2,3-diidro-7-aril-5- oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila (3a-d) (Figura 2).

43 38 42 S R CHO + + 1a-d H 2 N R a: Ph b: p-ome-ph c: m-me-ph d: p-cl-ph NH 2 NC COOEt R CN O N 3a-d K 2 CO 3 EtOH refluxo, 5hs N S CH 2 Cl 2 Na 2 CO 3 NC R DMF 100 o C, 4hs O NH N S H 2a-d Figura 2. Rota de síntese para 2,3-diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6- carbonitrila (3a-d). Caracterização e comprovação estrutural dos compostos. Os pontos de fusão foram determinados em equipamento BÜCHI-535. Os fatores de retenção (R f ) foram calculados utilizando-se em placas de sílica gel de 0.25 mm (60F 254, Merck). Os espectros de RMN de 1 H foram realizados em um espectrofotômetro VARIAN modelo UNITY PLUS-300 MHz utilizando tetrametilsilano (TMS) como referência interna. Os deslocamentos químicos (δ) são expressos em ppm, e as constantes de acoplamento (J) são dados em hertz. Os espectros de massas foram realizados através da técnica de ionização por impacto eletrônico (IE) em um espectrômetro Delsi-Nermag, modelo R-1010C. Avaliação da atividade citotóxica Foram utilizadas linhagens celulares HEp-2 (Human Epidermoide Cancer Cells), que são derivadas de tumor primário da laringe humana. As células foram mantidas em Minimum Essencial Medium Eagle Modified Dulbecco s, DMEM (Sigma), suplementado com 10% de soro bovino fetal, 1% de solução de antibiótico (penicilina

44 UI/mL contendo estreptomicina 250 mg/ml e 1% de L-glutamina 200 mm). Para a determinação da viabilidade celular, foi utilizado o corante vital Azul Tripan 0,4% (p/v), em tampão fosfato de sódio (PBS). A contagem de células foi realizada em microscópio invertido LEITZ, com a utilização de um hemocitômetro, preenchido com uma alíquota de suspensão de células homogeneizada. Para determinação da citotoxicidade, uma suspensão celular de 10 5 células/ml foi preparada em meio adaptado para a linhagem celular. A suspensão foi distribuída em placas de cultura com 96 poços. As placas foram incubadas a 37 0 C em estufa (Sedas, Milão-Itália), com atmosfera úmida enriquecida com 5% de CO 2 durante 24 h. Após esse período, os compostos 3a-d foram adicionados nas doses de 10, 5, 2,5 e 1,25 µg/ml e as placas incubadas a 37 0 C 39. Após 72 h foi adicionado em cada poço 25 µl de Brometo-3-(4,5- dimetiltiazol-2-il)-2-5-difeniltetrazólio (MTT) a uma concentração de 5 mg/ml em PBS (p/v) e as placas foram deixadas por 2 h em estufa (37 0 C). Ao final desse período, o meio de cultura, juntamente com o excesso de MTT, foi aspirado seguido de adição de dimetilsulfóxido (DMSO) a cada poço para a dissolução dos cristais de formazan 40. A leitura óptica foi feita em leitor automático de placas a 595 nm. A quantificação da atividade citotóxica foi feita através da comparação da densidade óptica (DO) média dos poços testes e dos poços controles. Avaliação da atividade antimicrobiana Foram utilizados como microorganismos: Staphylococcus aureus, Bacillus subtilis, Escherichia coli, (cultivados em meio Agar Nutriente (AN)), Streptococcus faecalis, Mycobacterium thuringiensis (meio Brain Heart Infusion (BHI)), e Candida albicans (meio Agar Sabouraud). Os ensaios foram realizados em triplicata utilizando o

45 40 44 protocolo de disco difusão 41, com os produtos 3a-d dissolvidos em uma concentração de 300µg/mL por disco. Animais Na avaliação da toxicidade aguda e da atividade antiinflamatória foram utilizados camundongos albinos suíços Mus musculus fêmeas, pesando 25 ± 5g. Os animais foram mantidos sob condições controladas de iluminação (ciclo 12 h claro/escuro) e de temperatura (23 ± 2 C) recebendo água e dieta (Labina, Purina, Brasil) ad libitum. Os protocolos experimentais utilizados na avaliação da toxicidade aguda e no ensaio de peritonite induzida por carragenina foram aprovados pelo Comitê de Ética na Experimentação Animal (CEEA) da Universidade Federal de Pernambuco (sob o processo número / ) e estão de acordo com as normas estabelecidas pelo Colégio Brasileiro para Experimentação Animal e pelo National Institute of Health Guide for Care and Use of Laboratory Animals. Avaliação da toxicidade aguda Os estudos da toxicidade aguda foram realizados em duplicata, seguindo as diretrizes da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development), que autoriza o uso de três animais por dose, segundo o protocolo Guideline Após jejum de 8 h, os animais receberam por via oral os compostos 3a-d (suspensa em solução fisiológica a 0,9%) numa dose inicial de 2000 mg/kg. O grupo controle recebeu apenas o veículo (solução fisiológica a 0,9%). A estimativa da DL 50 foi feita de acordo com os padrões da GHS (Globally Harmonized Classification System) 42. Os animais foram observados após a administração de 3a-d, durante 14 dias.

46 41 45 Avaliação da atividade antiinflamatória Para a avaliação da atividade antiinflamatória foi utilizado o modelo da peritonite induzida por carragenina 43. Os animais foram divididos em cinco grupos de cinco animais. Os animais do grupo controle receberam por via oral apenas o veículo (solução fisiológica 0,9%), e os dos grupos teste receberam por via oral os compostos 3a-d na dose de 200 µmol.kg -1 (suspensos no veículo). Uma hora após a administração foi injetado nos animais, por via intraperitonial, 0,25 ml de carragenina (1% em solução fisiológica). Após 4 horas, os animais foram sacrificados, e foram injetados na cavidade peritoneal de cada um dos animais 2,0 ml de PBS heparinizado (10 UI/mL). Em seguida o fluído peritoneal foi coletado, a amostra diluída (na proporção de 1:20) em solução de Turk e a contagem do número de leucócitos totais migrados foi realizada em contador automático. O cálculo da inibição da migração leucocitária (%I) foi determinada através da fórmula: %I = (C T) / C x 100, onde C representa a média do número de leucócitos contados no grupo controle e T a média do número de leucócitos do grupo teste 44. Análise estatística Para a avaliação da atividade citotóxica e determinação da CI 50 (concentração que inibe 50 % do crescimento celular) foi determinada a partir de regressão linear, onde foi relacionado o percentual de inibição em função do logarítmo das concentrações testadas admitindo-se um intervalo de confiança de 99% (p < 0,01) para a reta obtida 45. Para a atividade antiinflamatória, a análise estatística foi realizada através do teste t de Student. A significância estatística foi considerada quando p < 0,05.

47 42 46 RESULTADOS E DISCUSSÃO Os compostos 2a 38, 2d 38, 2c 19 e 3c 19, 3a 18 e 3d 17, se encontram descritos na literatura e tiveram suas características físico-químicas comparadas. Para os compostos inéditos 2b e 3b foram determinadas suas características físico-químicas, rendimentos, e suas estruturas químicas foram devidamente comprovadas através da análise de espectroscopia de ressonância magnética nuclear de 1 H (RMN de 1 H) e espectrometria de massas (EM) e se encontram descritos a seguir: - 6-(p-metóxi-fenil)-4-oxo-2-tioxo-1,2,3,4-tetraidropirimidina-5-carbonitrila (2b): C 12 H 9 N 3 O 2 S, MM: 259 g/m, P.F.: 245 ºC, rendimento 85%. RMN 1 H (300 MHz, DMSO d-6 ): δ 7,85 (2H, d, J = 8,7 Hz, H 2, H 6 ); δ 7,00 (2H, d, J = 9,0 Hz, H 3, H 5 ); δ 3,81 (3H, s, OCH 3 ); δ 3,40 (2H, bs). EM: pico base (100) com fragmento de massa 231 referente ao íon molecular (M + ) com perda de monóxido de carbono C=O. - 7-(p-metóxi-fenil)-2,3-diidrotiazolo[3,2-a]pirimidin-5-ona-6-carbonitrila (3b): C 14 H 11 N 3 O 2 S, MM: 285 g/m, P.F.: 165ºC, rendimento 95%. RMN 1 H (300 MHz, DMSO d-6 ): δ 7,92 (2H, d, J = 9,0 Hz, H 2, H 6 ); δ 7,11 (2H, d, J = 8,7 Hz; H 3, H 5 ); δ 4,44 (2H, t, J= 7,8 Hz; CH 2 ); δ 3,62 (2H, t, J= 9,1 Hz, CH 2 ); δ 3,85 (3H, s, OCH 3 ) e δ 4,20 (2H, b). EM: pico do íon molecular (M + ) 285 como sendo o pico base (100). Para a determinação das atividades biológicas foi avaliada inicialmente a toxicidade aguda, dos compostos finais 3a-d na dose de 2000 mg/kg. Durante o período de observação (14 dias), nenhum dos animais foi a óbito, nem tampouco apresentou significativas alterações comportamentais, além de uma leve sonolência em torno dos primeiros minutos. Durante os quatorze dias de observação, foi realizada também o monitoramento da ingestão alimentar e controle de peso dos animais, onde também não se pôde observar variações significativa de peso.

48 43 47 De acordo com os critérios estabelecidos para a toxicidade aguda pelo GHS (Globally Harmonized Classification System) o fato de não ter ocorrido óbito ou grave injúria em nenhum dos animais testados na dose mais alta recomendada (2000 mg/kg), indica que os compostos se enquadram na classe 5 (muito baixa ou ausência de toxicidade) 42. A ausência de comportamentos atípicos é também outro indicativo da ausência de toxicidade dos compostos. Testes complementares utilizando outros modelos animais podem corroborar essa hipótese da ausência de toxicidade dos compostos 3a-d. Já a ausência de comportamentos anômalos como, por exemplo; convulsões e catatonia indicam baixa ou ausência de efeitos a nível sistema nervoso central. Esses resultados confirmam dados da literatura que demonstraram que diversos derivados tiazolo[3-2-a]pirimidinônicos, assim como seus análogos N-metilados não apresentaram efeitos comportamentais ou tóxicos significativos, mesmo em doses superiores a 1000 mg/kg 23. A avaliação do potencial citotóxico foi realizado através do método MTT, que se baseia na capacidade que células vivas possuem em reduzir o sal tetrazólio, de cor amarela, a formazan insolúvel, de cor púrpura 46, que precipita graças à ação da enzima mitocondrial succinil desidrogenase, ativa apenas nas células vivas 47. De acordo com Instituto Nacional do Câncer substâncias com valores de CI µg/ml são consideradas com efeito citotóxico significativo 48. Os poços contendo os compostos testes 3a-d nas doses de 10, 5, 2,5 e 1,25 µg/ml, assim como os poços controle foram levados para leitura óptica em leitor automático, e suas densidades ópticas foram comparadas. Após leitura e comparação dos valores das densidades ópticas dos poços teste (contendo os derivados 3a-d) e dos poços controle foi evidenciado que não houve diferenças significativas entre os valores

49 44 48 dos grupos teste e grupo controle (p < 0,01), indicando ausência de atividade citotóxica para as linhagens celulares HEp-2 nas doses testadas. Esses resultados vão de encontro a outros resultados que demonstram que compostos pirimidinônicos apresentam pronunciadas atividade anticancerígena 18,49, como por exemplo, o quimioterápico 5- fluorouracil, fármaco utilizado para tratamento de diversas neoplasias malignas, que age pela formação de um nucleotídeo não-natural capaz de inibir a síntese do DNA 49. A ausência de resultados significativos no ensaio de atividade citotóxica frente à linhagem celular testada (HEp-2) não exclui necessariamente o potencial antitumoral dos compostos, uma vez que o ensaio realizado utilizou apenas uma linhagem celular. Sendo necessários, portanto para tal afirmação, ensaios complementares utilizando outras linhagens celulares. Os resultados da avaliação da atividade antimicrobiana, também foram de encontro aos descritos na literatura para outras pirimidinonas-5-carbonitrilas substituídas 9-14, 18, uma vez não foram observados para nenhum dos compostos teste 3ad na dose de 300 µg/ml, a formação de halos de inibição para quaisquer dos microrganismos testados, indicando ausência de atividade antimicrobiana. Esses resultados preliminares não excluem o potencial antimicrobiano dos compostos, sendo necessários ensaios complementares, utilizando outros microorganismos e, sobretudo um modelo experimental diferente. Essa afirmação baseia-se no fato dos compostos 3a-d terem se demonstrado insolúveis em água, o que poderia justificar a ausência de atividade (resultado falso negativo) devido à ausência ou ineficácia na difusão dos mesmos no meio de cultura. A veracidade dessa informação será avaliada através da realização de testes de difusão em meio líquido, que se fundamenta no motivo de que diversos ensaios microbiológicos realizados por essa

50 45 49 técnica terem fornecidos resultados positivos com as drogas testes apresentando atividade comparável ou superior aos medicamentos referência 13,18. Para avaliação da atividade antiinflamatória de 3a-d utilizou-se o método de peritonite induzida por carragenina com as substâncias administradas por via oral na dose de 200 µmol.kg -1. Os resultados da avaliação do efeito antiinflamatório dos compostos estão expressos na Tabela 1 e representados no Gráfico 1. Composto Número de PMN % Inibição 3a 4,24 59,92 3b 5,62 62,24 3c 4,96 49,95 3d 4,50 55,83 Controle 11,23 - Tabela 1: Atividade antiinflamatória dos compostos 3a-d frente ao ensaio de peritonite induzida por carragenina. Os valores representam a média das leituras (n = 5 por grupo). 12 Contagem de PMN migrados controle 3a 3b 3c 3d 0 Grupos Gráfico 1: Efeito dos compostos 3a-d na inibição da migração leucocitária no ensaio de peritonite induzida por carragenina.

51 4650 A análise dos dados demonstra que os compostos 3a-d provocaram uma redução significativa da migração de leucócitos polimorfonucleares (PMN) em relação ao grupo controle (p < 0,05). O composto 3b demonstrou ser o mais efetivo da série com porcentagem de inibição de migração celular de 62,24%, seguido pelos compostos 3a, 3d e 3c com inibições de 59,92%, 55,83% e 49,95% respectivamente. Uma análise preliminar da relação entre a estrutura química e a atividade dos compostos testados sugere que substituições na posição para do radical fenila em C-6 parecem desempenhar um papel importante para atividade antiinflamatória, uma vez que o derivado 3c, único que possui substituinte metila na posição meta, apresentou a menor redução da migração celular. Estudos complementares, incluindo a obtenção de um maior número de compostos se faz necessário para uma definição mais precisa das relações existentes entre a estrutura química e as atividades biológicas desses compostos. CONCLUSÕES Quatro compostos da série 2,3-diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6- carbonitrila (3a-d), dos quais um inédito (3b) foram sintetizados em bons rendimentos (85-95%) através de adaptações da metodologia descrita por Ram et al. 18. Todos os compostos foram avaliados, quanto às suas atividades antiinflamatória, antimicrobiana, citotóxica assim como sua toxicidade aguda. O ensaio de toxicidade aguda em camundongos realizado na dose de 2000 mg/kg, permite afirmar que os compostos em questão apresentam baixa ou ausência de toxicidade. Os ensaios de citotoxicidade utilizando linhagens celulares HEp-2 pelo método do MTT e os ensaios microbiológicos utilizando o método de disco-difusão para cinco

52 47 51 bactérias (S. aureus, B. subtilis, E. coli, S. faecalis e M. thuringiensis) e um fungo (C. albicans) forneceram resultados negativos, indicando ausência de atividades anticancerígenas e antimicrobianas nas doses testadas. Esses ensaios não necessariamente descartam o potencial desses compostos frente a essas atividades, sendo necessários testes complementares utilizando outras linhagens celulares, microorganismos e modelos experimentais. A avaliação da atividade antiinflamatória utilizando o método de peritonite induzida por carragenina, na dose de 200 µmol/kg, forneceu resultados animadores, indicando uma diminuição na migração leucocitária em torno de 55% para todos os compostos da série, sendo o composto 3b, o mais ativo com porcentagem de inibição de 62,24%. Conclui-se, portanto que todos os derivados testados apresentam baixa ou ausência de toxidade além de um grande potencial para ser utilizados como agentes antiinflamatórios. Agradecimentos. Os autores agradecem à Central Analítica do Departamento de Química Fundamental da UFPE pela realização dos estudos espectroscópicos e espectrométricos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Reimlinger, H., Reiren, M.A. & Merenyi, R. (1970) Chem. Ber. 103: Hayashi, Q. (1965) Chem. Abstr. 63: Brown, D.J. (1984) Pyrimidines and their benzoderivates en Comprehensive Heterocyclic Chemistry (A.R. Katritzky & C.W. Rees, eds). Pergamon Press, Oxford, Vol. 3, pp

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54 Ram, V.J., Berghe, D.A.V. & Vlietinck, A.J. (1984) J. Heterocyclic Chem. 21: Ding, Y., Girardet, J.-L., Smith, K.L., Larson, G., Prigaro, B., Wu, J. Z. & Yao, N. (2006) Bioorg. Chem. 34: Ram, V.J., Haque, N. & Guru, P.V. (1992) Eur. J. Med. Chem. 27: Ram, V.J., Kapil, A. & Guru, P.V. (1990) Indian J. Chem. 29B: Ram, V.J. (1989) Arch. Pharm. (Weinheim) 323: Russo, F., Guccione, S., Romeo, G., Barretta, G.U., Pucci, S., Caruso, A., Amico- Roxas, M. & Cutuli, V. (1993) Eur. J. Med. Chem. 28: Jeanneau-Nicolle, E., Benoit-Guyod, M., Namil, A. & Leclerc, G (1992) Eur. J. Med. Chem. 27: Ram, V.J., Srimal, R.C., Kushwaha, D.S. & Mishra, L. (1990) J. Prakt. Chem. (Leipzig) 332: Shisoo, C.J., Shirsath, V.S., Rathod, I.S. & Yande, V.D. (2000) Eur. J. Med. Chem. 35: Benneche, T., Keilen, G., Hagelin, G., Oftebro, R. & Undheim, K. (1991) Acta Chem. Scand. 45: Fadda, A.A., El-Latif, E.A., Bondock, S. & Samir, A. (2008) Synth. Commun. 38: Zaki, Y., Ahmed, S., Hussein, A., Abdelhamid, A. (2006) Phosphorus, Sulfur Silicon Relat. Elem. 181: Falcão, E.P.S., Melo, S.J., Srivastava, R.M., Catanho, M.T.J.A. & Nascimento, S.C. (2006) Eur. J. Med. Chem. 41:

55 Cabral dos Santos, L. (2000) Síntese de 4-amino-pirimidinas e avaliação de suas propriedades biológicas. Universidade Federal de Pernambuco, Mestrado em Ciências Farmacêuticas, Recife, Brasil. 32. Melo, S.J., Cabral dos Santos, L., Falcão, E.P.S., Srivastava, R.M. & Luu-Duc, C. (2002) J. Chem. Res. (S), Mendonça Jr, F.J.B., Dos Anjos, J.V., Falcão, E.P.S., Melo, S.J. & Srivastava, R.M. (2005) Heterocycl. Commun. 11: Dos Anjos, J.V., Mendonça Jr., F.J.B., Costa-Silva, J.H., Souza, I.A. & Melo, S.J. (2008) Lat. Am. J. Pharm. 27: Mendonça Jr, F.J.B. (2003) Síntese e avaliação da atividade antimicrobiana de novas 3,4-dihidro-2,6-diaril-4-oxo-pirimidina-5-carbonitrilas. Universidade Federal de Pernambuco, Mestrado em Ciências Farmacêuticas, Recife, Brasil. 36. Dos Anjos, J.V. (2004) Pirimidinonas: Síntese, Reatividade Química e Avaliação da Atividade Antiinflamatória, Universidade Federal de Pernambuco, Mestrado em Ciências Farmacêuticas, Recife, Brasil. 37. Melo, S.J., Luu-Duc, C., Thomassom, F.; Narcisse, G. & Gaultier, C. (1992) Annu. Pharm. Fran. 50: Kambe, S., Saito, K., Kishi, H., Sakurai, A. & Midorikawa, H. (1979) Synthesis 4: Pereira, E.C., Nascimento, S.C., Lima, R.C., Silva, N.H., Oliveira, A.F., Bandeira, E., Boitard, M., Beriel, H., Vicente, C. & Legaz, M.E. (1994) Tokai J. Exp. Clin. Med. 19: Alley, M.C., Scudiero, D.A., Monks, A., Hursey, M.L., Czerwinski, M.J., Fine, D.L., Abbott, B.J., Mayo, J.G., Showmaker, R.H. & Boyd, M.R. (1998) Cancer Res. 48:

56 Bauer, A.W. & Kirby, W.M. (1966) J. Clin. Path. 45: Organization Economic for Cooperation and Development - OECD (1998), 28th Joint Meeting of the Chemicals Committee and the Working Party of Chemicals Part 2 - The Harmonized Integrated Hazard Classification System, pp Vinegar, R., Truax, J.F. & Selph, J.L. (1973) Proc. Soc. Exp. Biol. Med. 143: Palaska, E., Sahin, G., Kelicen, P., Durlu, N.T. & Altinok, G. (2002) Il Farmaco 57: Nascimento, S. C. (1993) Recherche de Pactivité antitumorale de produits de synthese ou d origine naturelle. Utilisation du SAMBA pour l analyse de modifications cellulaires induites. Université Joseph Fourier, Doutorado UFR de Pharmacie, Grenoble, França. 46. Slater, S.F., Sawter, R. & Strauli, U. (1963) Biochem. Biophys. Acta 77: Hess, R. & Pearse, A.G.E. (1963) Biochem. Biophys. Acta 71: Geran, R.I., Greenber, N.H., MacDonal, M.M., Schumach, R.I. & Aboott, B.J. (1972) Cancer Chemothe. Rep. 2: Patani, G.A. & Lavoie, E.J. (1996) Chem. Rev. 96:

57 56 7. CONCLUSÃO

58 53 57 Obtivemos quatro compostos da série 2,3-diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2- a]pirimidina-6-carbonitrila (50a-d), além dos compostos intermediários da série 6-aril- 5-ciano-2-tiouracil. Foram sintetizados com sucesso utilizando-se, com modificação, metodologia descrita por Ram (1989). Esses compostos foram caracterizados por técnicas de ressonância magnética nuclear de hidrogênio, espectroscopia de massa e infravermelho. Tais compostos são: 4-oxo-6-fenil-2-tioxo-1,2,3,4-tetraidropirimidina-5-carbonitrila (47a) 6-(p-metoxi-fenil)-4-oxo-2-tioxo-1,2,3,4-tetraidropirimidina-5-carbonitrila (47b) 6-(m-metil-fenil)-4-oxo-2-tioxo-1,2,3,4-tetraidropirimidina-5-carbonitrila (47c) 6-(p-cloro-fenil)-4-oxo-2-tioxo-1,2,3,4-tetraidropirimidina-5-carbonitrila (47d) diidro-7-fenil-5-oxotiazolidino[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila (50a) diidro-7(p-metoxi-fenil)-5-oxotiazolidino[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila(50b) diidro-7(m-metil-fenil)-5-oxotiazolidino[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila(50c) diidro-7(p-cloro-fenil)-5-oxotiazolidino[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila(50d) Dentre estes, os quatro últimos (50a-d) tiveram algumas de suas potenciais atividades farmacológicas avaliadas. No ensaio de avaliação da atividade citotóxica com células HEp-2 e usando o método do MTT, não se observando diferenças significativas entre os poços controle e testes. No teste de avaliação da atividade antimicrobiana por difusão de disco frente a cinco espécies de bactérias e uma espécie de levedura, há indícios de uma possível ausência de atividade antimicrobiana. Os compostos 50a-d também tiveram sua toxicidade avaliada, em camundongos albinos suíços Mus musculus. Concluiu-se que as drogas não são tóxicas na concentração de 2000mg.kg -1. A avaliação da atividade antiinflamatória utilizou o método de peritonite induzida por carragenina, onde os produtos 50a-d apresentaram índices de inibição da migração celular de 59,92%, 62,24%, 49,95% e 55,83%, respectivamente, todos na dose de 200µMol/Kg. Esses valores não parecem estar relacionados com a eletronegatividade do radical ligado ao anel benzênico do derivado pirimidinônico. A ampla gama de atividades que os compostos pirimidinônicos podem apresentar faz serem necessários outros ensaios para confirmar os dados obtidos nesse trabalho. Quanto à atividade antitumoral, é preciso realizar os testes in vivo e comparar

59 54 58 os resultados com aqueles obtidos no ensaio de citotoxicidade. É interessante, também, realizar ensaios antimicrobianos em meio líquido, a fim de observar se a ausência de atividade antimicrobiana no teste de difusão em disco se deve à solubilização dos compostos nos meios de cultura. Igualmente conveniente seria realizar outros ensaios de atividade antiinflamatória, a fim de não apenas comparar os resultados com o teste de peritonite induzida por carragenina, como também procurar definir a importância, na atividade antiinflamatória, dos radicais ligados ao anel benzênico dos compostos testados.

60 59 8. PERSPECTIVAS

61 56 60 Os resultados obtidos com os compostos sintetizados e testados 50a-d, no modelo de inflamação pelo ensaio de peritonite induzida por carragenina, são importantes e comprovam o potencial dessas drogas como candidatas a agentes antiinflamatórios. Dessa forma, sugerimos dar continuidade aos estudos de síntese e aos testes antiinflamatórios, o que permitirá uma melhor avaliação dos derivados pirimidinônicos em estudo. Sugerimos, igualmente, a realização de ensaios antimicrobianos em meio líquido e a realização de ensaios antitumorais, como o de carcinoma de Erlich ou o de sarcoma 180, de forma a permitir uma comparação entre os novos resultados com aqueles já obtidos, e assim alcançar um maior espectro das potenciais atividades farmacológicas dos compostos em questão.

62 61 9. ANEXOS

63 62 58

64 63 59

65 64 60

66 65 61

67 66 62

68 ESTUDO QUÍMICO: SÍNTESE DOS DERIVADOS PIRIMIDINÔNICOS SÍNTESE DE 6-ARIL-5-CIANO-2-TIOURACIL Todas as reações de síntese foram realizadas no Laboratório de Síntese e Química de Produtos Naturais do Departamento de Antibióticos da Universidade Federal de Pernambuco. Em um primeiro momento, obtiveram-se quatro compostos da série 6-aril-5- ciano-2-tiouracil (47a-d), fazendo-se reagir, em proporções eqüimolares, um aldeído aromático, devidamente substituído, com tiouréia e cianoacetato de etila, na presença de carbonato de potássio e utilizando etanol como solvente, em sistema de refluxo, por cinco horas (Esquema 9) a-d a-d R1: 44a, 47a: C 6 H 5 44b, 47b: p-ch 3 OC 6 H 4 44c, 47c: m-ch 3 C 6 H 4 44d, 47d: p-clc 6 H 4 Esquema 9: Síntese de 6-aril-5-ciano-2-tiouracil SÍNTESE DE DIIDRO-7-ARIL-5-OXOTIAZOLIDINO[3,2-a] PIRIMIDINA-6-CARBONITRILA Fez-se reagir cada produto da série 47a-d com 1,2-dicloroetano na presença de carbonato de sódio, em proporções eqüimolares, em meio de dimetilformamida (DMF), em refluxo, por 4 horas, obtendo-se assim 4 produtos 2,3-diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2- a]pirimidina-6-carbonitrila (50a-d), conforme o Esquema 10. Ao nosso conhecimento, os produtos 47b e 50b não foram descritos na literatura.

69 a-d R1: 47a, 50a: C 6 H 5 47b, 50b: p-ch 3 OC 6 H 4 47c, 50c: m-ch 3 C 6 H 4 47d, 50d: p-clc 6 H a-d Esquema 10: Síntese de 2,3-diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6- carbonitrila MATERIAIS E MÉTODOS Reagentes e Solventes Aldeídos benzóico, para-metoxi-benzaldeído, meta-tolualdeído, paraclorobenzaldeído, tiouréia, cianoacetato de etila, 1,2-dicloroetano, etanol absoluto, dimetilformamida, n-henaxo, acetato de etila. Cromatografia Na cromatografia em camada delgada, foram utilizadas placas de sílica gel 60 F 254 Merck, de 0,25mm de espessura, reveladas sob luz ultra-violeta no comprimento de onda de 254nm. Na cromatografia em coluna, utilizou-se sílica gel 60 Macherey-Nagel. Equipamentos para caracterização A comprovação estrutural foi realizada através de ressonância magnética nuclear de hidrogênio (RMN 1 H), cujos espectros foram realizados em espectrofotômetro Varian Modelo Plus 300MHz, infravermelho (IV) e espectrometria de massa. Os

70 65 69 espectros de absorção no infravermelho (IV) foram feitos em espectrofotômetro FTIR Bruker Modelo IFS 66, pastilhas de KBr. A determinação dos pontos de fusão e decomposição foi realizada utilizando medidos Quimis Modelo Procedimentos experimentais Para a síntese dos produtos da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil, fez-se reagir 0,024mol do aldeído aromático substituído com 0,024mol de tiouréia (1,824g) e 0,024mol de cianoacetato de etila (1,68mL), na presença de 0,024mol de carbonato de potássio (3,312g) e utilizando etanol como solvente, durante cinco horas e em sistema de refluxo. Os produtos foram purificados em coluna de cromatografia de sílica gel com sistema de n-hexano/acetato de etila em proporções variáveis. Para a síntese dos produtos da série diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina- 6-carbonitrila, fez-se reagir 1,9mM de um produto da série anterior com 1,9mM de 1,2- dicloroetano (0,15mL) na presença de 1,9mM de carbonato de sódio (0,20g), usando dimetilformamida como meio, durante quatro horas a 100ºC. O produto foi precipitado resfriando-se com gelo, e foi cristalizado com acetona, por adaptação da metodologia de Ram (1989). RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise dos resultados obtidos na síntese dos compostos apresentados permite afirmar que a metodologia utilizada apresenta-se como uma boa via de acesso para a obtenção destes compostos. As características físico-químicas e os espectros de RMN 1 H, Massa e IV, comprovam as estruturas moleculares propostas. Mecanismo de reação De acordo com Kambe et al, se formaria um produto intermediário alquilideno cianoacetato de etila não isolado, que reagiria com a tiouréia por adição nucleofílica 1-4 de R-NH 2 sobre o composto α, β-insaturado. Em seguida, em conformidade com uma

71 66 70 proposição do nosso laboratório (Santos), é que haveria perda de hidrogênios por ação do oxigênio molecular (Esquema 11). Esquema 11: Suposto mecanismo de reação dos derivados da série 6-aril-5-ciano-2- tiouracil Outra hipótese que propomos seria a tiouréia se fixar sobre o carbono β do éster por um de seus átomos de nitrogênio (adição do tipo Michael), seguida de reação de substituição nucleofílica. Em seguida, a reação se processaria com perda de hidrogênios por ação do oxigênio molecular, como referido anteriormente (Esquema 12).

72 67 71 Esquema 12: Outro mecanismo proposto para a reação dos derivados da série 6- Análise aril-5-ciano-2-tiouracil físico-química Os compostos da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil têm algumas de suas características físico-químicas apresentadas na Tabela 1.

73 68 72 Tabela 1: Características físico-químicas dos derivados pirimidinônicos da série 6-aril-5-ciano-2- tiouracil COMPOSTOS R 1 F.M. M.M. P.F. (ºC) RDT (%) 47a H C 11 H 7 N 3 OS * 70 47b p-och 3 C 12 H 9 N 3 O 2 S * 85 47c m-ch 3 C 12 H 9 N 3 OS d p-cl C 11 H 6 N 3 OSCl * 88 * Valores referentes a ponto de degradação Os compostos da série diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila têm algumas de suas características físico-químicas apresentadas na Tabela 2. Tabela 2: Características físico-químicas dos derivados pirimidinônicos da série diidro-7-aril-5- oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila COMPOSTOS R 1 F.M. M.M. P.F. (ºC) RDT (%) 50a H C 13 H 9 N 3 OS b p-och 3 C 14 H 11 N 3 O 2 S c m-ch 3 C 14 H 11 N 3 OS d p-cl C 13 H 8 N 3 OSCl Análise espectroscópica A espectroscopia de ressonância nuclear de hidrogênio (RMN 1 H) permitiu verificar as absorções características dos prótons presentes na estrutura dos compostos sintetizados. Os deslocamentos químicos ( δ ) e os acoplamentos foram expressos em

74 69 73 ppm e em Hz, respectivamente. Os espectros foram realizados em DMSO-d 6. As multiplicidades dos sinais são indicadas pelas seguintes abreviações: singleto (s), dubleto (d), tripleto (t), multipleto (m). Os dados dos espectros de RMN 1 H da série 6- aril-5-ciano-2-tiouracil estão apresentados na Tabela 3, enquanto que os da série diidro- 7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina-6-carbonitrila encontram-se na Tabela 4. Tabela 3: Análise de RMN 1 H dos compostos da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil COMPOSTOS R 1 HIDROGÊNIOS 47a H δ 7,37 (5H, m); δ 11,63 (2H, s) 47b p-och 3 δ 7,85 (2H, d, J = 8,7Hz, H 2, H 6 ); δ 7,00 (2H, d, J = 9,0 Hz, H 3, H 5 ); δ 3,81 (3H, s, OCH 3 ); δ 3,40 (2H, s) 47c m-ch 3 δ 7,37 (1H, s, H 6 ); δ 7,09, (3H, H 2, H 3, H 4 m); δ 3,40 (3H, s, CH 3 ); δ 12,80 (2H, s) 47d p-cl δ 7,76 (2H, d, J = 7,5 Hz, H 2, H 6 ); δ 7,53 (2H, d, J = 7,2Hz, Hz, H 3, H 5 ); δ 11,70 (2H, s) DMSO 300 MHz

75 70 74 Tabela 4: Análise de RMN 1 H dos compostos da série diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a] pirimidina-6- carbonitrila COMPOSTOS R 1 HIDROGÊNIOS 50b p-och 3 δ 7,92 (2H, d, J = 9,0 Hz, H 2, H 6 ); δ 7,11 (2H, d, J = 8,7Hz; Hz, H 3, H 5 ); δ 4,44 (2H, t, J= 7,8 Hz; CH 2 ); δ 3,62 (2H, t, J= 9,1 Hz CH 2 ); δ 3,85 (3H, s, OCH 3 ); 50c m-ch 3 δ 7,63 (1H, m, H 2 ); δ 7,63 (1H, H 6 inserido no multipleto correspondente a H 2 ); δ 7,42 (2H, m, H 4, H 5 ); δ 4,46 (2H, t, J=8,1Hz); δ 3,63 (2H, t, J=7,8Hz); δ 2,4 (3H, s, CH 3 ) 50d p-cl δ 7,89 (2H, d, J=8,7Hz, H 2, H 6 ); δ 7,65 (2H, d, J=8,4Hz, H 3, H 5 ); δ 4,46 (2H, t, J=8,1Hz, CH 2 ); δ 3,64 (2H, t, J=8,1Hz, CH 2 ) DMSO 300 MHz A formação do anel tiazolidínico é evidenciada pela presença de sinais (dois tripletos) em torno de 3,6 e 4,5 ppm, com constantes de acoplamento em torno de 8Hz, correspondentes aos hidrogênios dos dois carbonos metilênicos. Os espectros de RMN 1 H apresentam também sinais correspondentes aos hidrogênios dos radicais arilas.

76 71 75 Estudaram-se as fragmentações das pirimidinonas (50a-d) sintetizadas. Estas são descritas no Esquema 13, representando as fragmentações do composto 50b. O íon molecular (m/z, 285) perde o monóxido de carbono para promover a formação do íon b; ou perde sulfeto de carbono do anel tiazolidínico e metanol do radical aril, formando assim o íon a. Observa-se que o íon a (m/z 207) foi comum a todos os compostos 50ad. -CH 2 S -CH 3 OH Esquema 13: Possíveis desfragmentações de 4-(4-metoxifenil)-6-oxo-2-sulfanil-1,6- diidropirimidina-5-carbonitrila Os íons moleculares dos produtos 50b-d sintetizados são observados nos seus espectros. Note-se que para o composto 50c, o íon molecular é o íon principal, enquanto que para o produto 50b e 50d, os íons principais foram os íons a e b, respectivamente. Em conclusão, as principais fragmentações das moléculas estudadas apresentam analogias.

77 72 76 Dos compostos da série 6-aril-5-ciano-2-tiouracil, o produto 45d foi o único a fazer-se espectro de massa. O espectro de massa desse composto demonstrou que o íon principal (m/z, 231) é formado pela perda de monóxido de carbono do íon molecular. Nos espectros de infravermelho verificam-se as bandas de absorção características dos grupos funcionais presentes nos derivados pirimidinônicos sintetizados. As bandas observadas na série diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a]pirimidina- 6-carbonitrila constam na Tabela 5. COMPOSTO SUBSTITUINTE C=O (cm -1 ) C N (cm -1 ) 50b p-och c m-ch d p-cl Tabela 5: Análise de IV dos compostos da série diidro-7-aril-5-oxotiazolo[3,2-a] pirimidina-6-carbonitrila Os espectros de infravermelho dos compostos sintetizados apresentam presença de uma banda de absorção intensa em torno de 1690cm -1, característica da carbonila, e a de uma banda de absorção em torno de 2220cm -1 correspondente à nitrila.

78 73 77 ESTUDO BIOLÓGICO AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE CITOTÓXICA Materiais e métodos As linhagens celulares usadas foram HEp-2 (Human Epidermoide Cancer Cells), que são derivadas de tumor primário da laringe humana. As células foram mantidas em meio específico (Minimum Essencial Medium Eagle Modified Dulbecco s, (DMEM), Sigma), suplementado com 10% de soro bovino fetal, 1% de solução de antibiótico (penicilina 1000 UI/mL contendo estreptomicina 250 mg/ml e 1% de L-glutamina 200 mm). Para a determinação da viabilidade celular, foi utilizado o corante vital Azul Tripan 0,4 % (p/v), em tampão fosfato de sódio (PBS). A contagem de células foi realizada em microscópio invertido LEITZ, com a utilização de um hemocitômetro, preenchido com uma alíquota de suspensão de células homogeneizada. Para determinação da citotoxicidade, uma suspensão celular de 10 5 células/ml foi preparada em meio adaptado para a linhagem celular. A suspensão foi distribuída em placas de cultura com 96 poços. As placas foram incubadas a 37 0 C em estufa (Sedas, Milão-Itália), com atmosfera úmida enriquecida com 5% de CO 2 durante 24h. Após 24h, os produtos foram adicionados nas concentrações de 10, 5, 2,5 e 1,25 µg/ml, e as placas incubadas a 37 0 C (Pereira et al., 1994). Após 72 h de contato entre as células e os derivados pirimidinônicos 50a-d, foi adicionado em cada poço 25 µl de Brometo-3- (4,5-dimetiltiazol-2-il)-2-5-difeniltetrazólio (MTT) a uma concentração de 5 mg/ml em PBS (p/v) e as placas foram deixadas por 2 horas em estufa (37 0 C). Ao final desse período, o meio de cultura, juntamente com o excesso de MTT, foi aspirado seguido de adição de dimetilsulfóxido (DMSO) a cada poço para a dissolução dos cristais de formazan (Alley et al., 1998). A leitura óptica foi feita em leitor automático de placas a 595 nm. A densidade óptica (DO) média dos poços testes foi comparada com a DO média dos poços controles. A CI 50 (concentração que inibe 50 % do crescimento celular em relação ao controle) é determinada a partir de uma regressão linear, onde se relacionará o

79 74 78 percentual de inibição em função do logaritmo das concentrações testadas admitindo-se um intervalo de confiança de 99% (p<0,01), para a reta obtida (Nascimento, 1993). O corante vital Azul Tripan, utilizado na determinação da viabilidade celular, penetra facilmente nas células danificadas corando-as em azul, enquanto as células íntegras permanecem incolores. Assim, é possível determinar a porcentagem de células vivas e células mortas. O método do MTT baseia-se na capacidade que células vivas possuem em reduzir o sal tetrazólio, de cor amarela, a formazan insolúvel, de cor púrpura (Slater et al., 1963), que precipita graças à ação da enzima mitocondrial succinil desidrogenase, ativa apenas em células vivas (Hess e Pearse, 1963). De acordo com Instituto Nacional do Câncer são considerados significativos valores de CI 50 a 30 µg/ml. (Geran et al., 1972). O estudo da citotoxicidade foi realizado no Departamento de Antibióticos da UFPE. Resultados e discussão Os poços contendo as células com os produtos testados, bem como os poços controle (células sem os produtos) foram levados para leitura óptica em leitor automático, e suas densidades ópticas foram comparadas. As leituras dos poços com os produtos 50a-d e dos poços controle apresentaram valores similares aos dos poços controle. A análise estatística utilizou o teste t de Student, com nível de significância 0,01, com auxílio do programa de computador Origin versão 6.0. Não houveram diferenças significativas entre os valores. Isso é indicativo de ausência de atividade, ou seja, os compostos não possuem atividade citotóxica. A ausência de resultados significativos levanta duas hipóteses. O primeiro é que as drogas parecem não ter atividade com as células tumorais testadas. Isso não necessariamente exclui o potencial antitumoral dos compostos, uma vez que, in vivo, os resultados podem variar devido ao metabolismo da droga circulante no organismo. Portanto, esse teste demonstra caráter preliminar, devendo ser complementado a fim de se obter dados mais precisos sobre a atividade dos compostos frente a outros tumores. Um outro ponto a ser levantado é que a ausência de atividade contra as células tumorais testadas pode indicar, também, baixa atividade citotóxica frente a células

80 75 79 saudáveis, o que pode sugerir certa segurança na administração dessas drogas sob o ponto de vista de efeitos colaterais. AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA Materiais e métodos A determinação da atividade antimicrobiana dos compostos foi realizada no Departamento de Antibióticos. O protocolo seguiu o teste de difusão em disco, onde os produtos 50a-d foram adicionados a discos estéreis de papel numa diluição de concentração de 300µg/mL. Os discos, por sua vez, foram colocados nos meios de cultura onde foram previamente semeados os microrganismos testados, e os meios de cultura foram então colocados em incubação a 37ºC por horas, ou a 30º para leveduras, durante o mesmo período de tempo, a fim de se observar se haveria halo de inibição de crescimento dos microrganismos plaqueados. Os microrganismos utilizados no ensaio antimicrobiano foram: Staphylococcus aureus, Bacillus subtilis, Escherichia coli, Streptococcus faecalis, Mycobacterium thuringiensis, e Candida albicans. Essa última foi cultivada em meio Agar Sabouraud; as três primeiras foram cultivadas em meio Agar Nutriente (AN); e as demais em meio Brain Heart Infusion (BHI). As composições dos meios são dadas nas Tabelas 6, 7 e 8. Os microrganismos foram cultivados em triplicata, e em cada placa foram adicionados os discos previamente embebidos na diluição dos produtos 50a-d. Antes da adição dos discos, os mesmo ficaram em repouso por um momento a fim de secarem, para não haver influência negativa nos resultados. Para todos os meios e para todos os microrganismos foram feitas placas controle, onde não houve adição dos discos de papel. COMPONENTE QUANTIDADE (g/l) Extrato de carne 3,0 Peptona de carne ou caseína 5,0 Agar Tabela 6: Composição do meio Agar Nutriente (AN)

81 76 80 COMPONENTE QUANTIDADE (g/l) Peptona de carne 5,0 Peptona de caseína 5,0 Glicose ou maltose 20,0 Agar 15,0 Tabela 7: Composição do meio Agar Sabouraud COMPONENTE QUANTIDADE (g/l) Infusão de cérebro de borrego 12,5g Infusão de coração de boi 5,0g Peptona 10,0g Cloreto de sódio 5,0g D (+) Glucose 2,0g Diidrogenofosfato de sódio 2,5g Tabela 8: Composição do meio Brain Heart Infusion (BHI) Resultados e discussão Após 48 horas da incubação dos microrganismos semeados com os discos contendo os produtos, as placas foram retiradas das estufas para leitura dos resultados. As placas controle positivo (aquelas onde foram semeados os microrganismos, mas não foi adicionado nenhum disco) apresentaram crescimento dos agentes plaqueados. As placas de controle negativo (aquelas onde só foi adicionado o meio de cultura, sem semeio de microrganismos nem adição de discos) não apresentaram crescimento de nenhum tipo de agente. Nas placas teste, onde os microrganismos testados foram semeados e os discos com os produtos 50a-d foram adicionados logo após o semeio, não se observou formação de halo de inibição de crescimento de nenhum dos microrganismos, para nenhuma das substâncias testadas. Todos os microrganismos semeados cresceram normalmente, não havendo interrupção no seu crescimento, que tomou toda a placa por igual, indicando não haver atividades antimicrobiana ou antifúngica para o teste realizado. Contudo, a fim de se confirmar esse dado, faz-se

82 77 81 necessário realizar outros testes de atividade antimicrobiana além do teste de difusão em disco. Devido o fato de os compostos não serem solúveis em água, a ausência de atividade pode ser explicada pelo fato de o composto não se difundir nos meios de cultura, preparados à base de água destilada. A veracidade dessa possibilidade poderá ser avaliada realizando-se um teste de difusão em meio líquido ou, ainda, utilizando surfactantes na dissolução dos compostos em solução salina ou água, para o teste de difusão de disco. O uso de surfactante pode ser necessário também no teste de difusão em meio líquido, caso os compostos não atinjam a solubilidade exigida para o teste. Observando-se atividade antimicrobiana em um desses casos, ou mesmo em ambos, pode-se atribuir a ausência de atividade no teste inicial de difusão em disco à insolubilidade dos compostos nos meios de cultura. AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA Materiais e métodos Os estudos da toxicidade aguda em animais foram realizados no Biotério do Departamento de Antibióticos da UFPE, em duplicata, seguindo as diretrizes da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development), que autoriza o uso de três animais por dose, segundo o protocolo Guideline 423. Este método consiste em administrar em grupos de três animais, doses seqüenciais decrescentes, se for o caso, a partir da máxima dose de 2000 mg/kg de peso do animal. Caso se observe a morte de mais de um animal, repete-se o ensaio com uma dose inferior. Isto possibilita a estimativa de uma DL 50 conforme os padrões da GHS (Globally Harmonized Classification System), como esquematizado na Figura 3. Para os ensaios, foram utilizados camundongos albinos suíços, Mus musculus, fêmeas e saudáveis, com idade aproximada de 60 dias e peso aproximado de 20 a 30g, provenientes do próprio biotério. Os animais foram mantidos em gaiolas de polipropileno acondicionadas em estantes com ventilação com filtro de exaustão de ar renovado, com ambiente climatizado e fotoperíodo de 12/12h. Os animais receberam água e ração ad libitum, exceto antes dos experimentos, onde a ração era retirada três horas antes do início do experimento.

83 78 82 Os compostos testados foram os derivados 50a-d. As drogas foram administradas por via oral, tendo solução salina como veículo. Os animais foram observados individualmente após a administração das substâncias sintetizadas, durante os 60 minutos seguintes à administração da droga, e periodicamente durante as primeiras 24 horas. É necessária especial atenção durante as primeiras 4 horas, e devese acompanhar os animais diariamente por um total de 14 dias. O acompanhamento necessário foi seguido à risca. O protocolo utilizado foi aprovado pelo Comitê de Ética na Experimentação Animal (CEEA) da Universidade Federal de Pernambuco, sob o processo número / Figura 3: Esquema do Protocolo 423 da OECD, com dose inicial de 2000mg/kg. Resultados e discussão Nos ensaios de toxicidade em camundongos, nenhum dos animais foi a óbito, nem tampouco sofreu grave injúria. Durante a observação dos efeitos das drogas, logo após a administração, não se notou nenhum comportamento anormal além de agitação. Em alguns casos, próximo do fim dos primeiros sessenta minutos de observação, alguns animais apresentaram leve sonolência.

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