INTRODUÇÃO. Uniterms: Spiral Computed Tomography; Diagnostic Imaging; Diagnostic Techniques and Procedures; Freeware. Rheumatoid Arthritis.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INTRODUÇÃO. Uniterms: Spiral Computed Tomography; Diagnostic Imaging; Diagnostic Techniques and Procedures; Freeware. Rheumatoid Arthritis."

Transcrição

1 679 ANÁLISE DE ALTERAÇÕES ÓSSEAS NOS PROCESSOS CONDILARES MANDIBULARES DE PACIENTES COM ARTRITE REUMATÓIDE POR MÉTODOS DE REFORMATAÇÃO TOMOGRÁFICA TRIDIMENSIONAL EM SOFTWARE DE DOMÍNIO PÚBLICO * BONE ALTERATIONS ANALYSIS IN MANDIBULAR CONDILAR PROCESSES OF PATIENTS WITH RHEUMATOID ARTHRITIS FOR METHODS OF THREE-DIMENSIONAL TOMOGRAPHIC RECONSTRUCTIONS IN FREEWARE * Lêonilson GAIÃO ** Cláiton HEITZ *** Marília GERHARDT DE OLIVEIRA **** Helena Willhelm de OLIVEIRA **** Daniela Nascimento SILVA **** Ana Maria Marques SILVA ***** Fabio Kunihiro MAEDA ***** Luciano Engelmann MORAIS ****** * Dissertação apresentada como parte dos requisitos obrigatórios para obtenção do título de Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bmf, pelo Programa de Pós-Graduação em Cirurgia e Traumatologia Buco maxilo facial da PUCRS. ** Aluno do Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da PUCRS. *** Orientador, Professor da Faculdade de Odontologia da PUCRS. **** Consultoras, Professoras da Faculdade de Odontologia da PUCRS. ***** Colaboradores, Núcleo de Imagens Médicas da Faculdade de Física. ****** Doutor em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela PUCRS.

2 680 RESUMO A tomografia computadorizada permite o estudo de estruturas anatômicas difíceis de serem visualizadas por exames radiográficos convencionais, como a articulação temporomandibular (ATM). A padronização do formato de arquivo de imagens biomédicas, como o padrão DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine), o emprego de PC (Personal Computer) e de softwares livres é uma tendência mundial em imagens biomédicas, que busca um acesso de maior número de usuários à manipulação de imagens. Estes softwares são capazes de gerar, a partir de aquisições tomográficas, reformatações bidimensionais (R2D), como a Reformatação Multiplanar (RMP), e tridimensionais (R3D), como a Visualização por Superfície Sombreada (R3D-SSD Shaded Surface Display) e a Projeção de Intensidade Máxima (R3D-MIP Maximum Intensity Projection). Este trabalho objetivou verificar o grau de concordância diagnóstica de alterações ósseas em processos condilares mandibulares, de pacientes com Artrite Reumatóide (AR), diagnosticadas por imagens tomográficas, observadas pelas R3D (SSD e MIP) comparadas com a RMP (padrão-ouro). Foram utilizadas como amostra 22 aquisições tomográficas axiais de ATMs de pacientes com AR. Estas foram gravadas no formato DICOM, e manipuladas no software de domínio público (ImageJ ) instalado em PC. A partir dos resultados obtidos com a metodologia empregada, concluiu-se que: a) as R3D (SSD e MIP) apresentaram minimização diagnóstica estatística significativa quando comparada à RMP; b) a associação das alterações ósseas diagnosticadas indicou concordância leve entre as R3D (SSD e MIP) e a RMP na quase totalidade dos casos; c) pelos graus de concordância encontrados, as R3D (SSD e MIP) devem ser utilizadas apenas como coadjuvantes da RMP, no diagnóstico de alterações ósseas de processos condilares mandibulares; d) a RMP e a R3D-MIP foram mais elucidativas na representação dos processos condilares mandibulares que a R3D-SSD. ABSTRACT The computed tomography permits the study of anatomic structures, which are difficult to visualize in conventional radiographic exams, such as the temporomandibular joint (TMJ). The standardization of the file format for biomedical images, such as the DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) standard, the use of the PC (Personal Computer) and of freeware is a worldwide trend in biomedical images, which aims at a larger number of users accessing image manipulation. These softwares are capable of generating, from tomographic acquisitions, two-dimensional reconstructions (2DR), such as multiplanar reconstruction (MPR), and three-dimensional reconstructions (3DR), such as Shaded Surface Display (3DR-SSD) and Maximum Intensity Projection (3DR-MIP). This research s objective was to verify the degree of diagnostic accordance in bone alterations in mandibular condilar processes, in patients with Rheumatoid Arthritis (RA), diagnosed by tomographic images, observed by the 3DR (SSD and MIP) compared to the MPR (gold standard). A sample of 22 axial tomographic acquisitions of the TMJ was used, taken from patients with RA. They were stored in DICOM format and manipulated in the freeware ImageJ, installed in a PC. From the results

3 681 obtained through this method, one can conclude that: a) the 3DR (SSD and MIP) presented significant statistic diagnostic minimization, when compared to the MPR; b) the association of the diagnosed bone alterations indicated light accordance between the 3DR (SSD and MIP) and the MPR in almost all cases; c) the MPR and the 3DR-MIP were clearer in representing the mandibular condilar processes, when compared to the 3DR-SSD; d) from the accordance degrees found, the 3DR (SSD e MIP) should only be used as a tool to support the MPR, in diagnosing bone alterations in mandibular condilar processes. Unitermos: Tomografia Computadorizada Helicoidal; Diagnóstico por Imagem; Técnicas de Diagnóstico e Procedimentos; Software Livre; Artrite Reumatóide. Uniterms: Spiral Computed Tomography; Diagnostic Imaging; Diagnostic Techniques and Procedures; Freeware. Rheumatoid Arthritis. INTRODUÇÃO A tomografia computadorizada (CT Computer Tomography) tem colaborado na representação de estruturas anatômicas de difícil visualização por exames radiográficos convencionais. Desde sua invenção, na década de 1970, a CT tem evoluído, não só na forma de obtenção de imagens, com sofisticações constantes dos tomógrafos, mas também no processamento e manipulação destas imagens, através de programas computacionais. As imagens obtidas com a CT podem ser manipuladas visando melhor interpretação, através de Workstations (computadores ligados a tomógrafos) e, mais recentemente, de PCs (Personal Computers). Esta alternativa às Workstations foi facilitada com a padronização do formato das imagens geradas por CT, como o protocolo DICOM Digital Imaging and Communications in Medicine (Farman, 2005), desenvolvido por organismos internacionais, como a NEMA - National Electrical Manufacturers Association e o ACR American College of Radiologists. Com isso, foi criada uma interface entre as Workstations, que geram e exportam as imagens, e os PCs, que as importam e as convertem em formatos de arquivo mais adequados de trabalho. Esta importação de dados é realizada com o emprego de softwares, alguns deles disponíveis na forma de software livre, como o ImageJ. Estes softwares diferem dos comerciais por, geralmente, serem disponíveis de forma gratuita, total ou parcialmente. O ImageJ é um software de domínio público, variante do software livre, e apresenta ferramentas de manipulação de imagens semelhantes àquelas das Workstations, possibilitando reformatações tomográficas bidimensionais (R2D), como a reformatação multiplanar (RMP), e tridimensionais (R3D), como a visualização por superfície sombreada (SSD Shaded Surface Display) e a projeção de intensidade máxima (MIP Maximum Intensity Projection). Há várias aplicações da CT no estudo de estruturas anteriormente difíceis de serem interpretadas em radiografias convencionais pela sobreposição de imagens (complexidade anatômica), como a articulação temporomandibular

4 682 (ATM), sendo suas alterações patológicas investigadas e, dentre elas, aquelas decorrentes da Artrite Reumatóide (AR). A AR é definida como uma doença sistêmica de natureza inflamatória, capaz de envolver qualquer articulação do corpo, mais freqüentemente aquelas periféricas, mas com significativo envolvimento da ATM. Dependendo de intensidade, características e período de ocorrência das alterações, podem ocorrer restrições funcionais importantes na fonação e na mastigação dos indivíduos (CELIKER et al., 1995). O diagnóstico das alterações da ATM de pacientes com AR foi estudado por Morais (2001), que realizou análises dimensionais e estruturais da ATM destes pacientes, através de RMP e R3D-SSD, reformatadas em software instalado em Workstation. As alterações estruturais foram visualizadas, em maior número, nos processos condilares da mandíbula do que no tubérculo articular e na fossa mandibular do osso temporal. O método de R3D-SSD apresentou como limitação a impossibilidade de observar estruturas subcorticais. O autor enfatizou a necessidade de estudos adicionais, com outros métodos de R3D, como a R3D- MIP, para análise de alterações ósseas subcorticais. A partir destes pressupostos surge o seguinte questionamento: qual das R3D (SSD e MIP) representa mais fielmente as alterações ósseas de processos condilares da mandíbula de pacientes com AR? Responder a este questionamento justifica-se pela aplicabilidade no aprimoramento diagnóstico destas alterações, o que pode implicar em diminuição de custos, e tratamentos mais adequados. Desta forma, com a utilização das ferramentas de reformatação tomográfica do software de domínio público ImageJ, instalado em PC, este trabalho objetivou: 1. Analisar a operacionalidade da manipulação de imagens tomográficas, no formato DICOM, na produção de R3D (SSD e MIP) dos processos condilares mandibulares, a partir de aquisições tomográficas axiais de ATMs de pacientes com AR. 2. Comparar as R3D (SSD e MIP) à RMP (padrão-ouro), quanto à concordância do diagnóstico de alterações ósseas. 3. Investigar se os métodos de R3D (SSD e MIP) podem substituir a RMP, no estudo dos processos condilares mandibulares, a partir dos graus de concordância diagnóstica. 4. Verificar os graus de elucidação das R3D (SSD e MIP) e da RMP, na representação dos processos condilares mandibulares. REVISTA DA LITERATURA Tomografia Computadorizada HOUNSFIELD (1973) desenvolveu uma tecnologia denominada exploração axial transversa computadorizada, hoje CT, caracterizada por cálculos computacionais referentes ao coeficiente de atenuação dos raios X nos tecidos, sendo transformados em imagens pela associação com uma escala de tons de cinza, representados por HU (HOUNSFIELD UNIT).

5 683 AMBROSE (1973) apresentou as aplicações clínicas da CT, com possibilidade de detecção de variações de densidade muito discretas entre os tecidos moles. Para isso, são associados conceitos de radiografias por camadas finas com e aqueles de geração de imagens em computador. Os cortes obtidos representam uma secção do corpo humano, geralmente empregados no diagnóstico de patologias (CAVALCANTI, 2000). Na aquisição tomográfica, os dados obtidos pelo sensor eletrônico estão na forma analógica, como sinais elétricos. Estes sinais precisam ser convertidos em dados na forma de representação numérica, para poderem ser operados em computador. Os dados digitais são, então, transmitidos para a Unidade Central de Processamento (Central processing unit CPU), onde são transformadas em imagens. No console de comando são selecionados os parâmetros de escaneamento como kvp (quilovoltagem pico), må (miliamperagem), tempo de exposição aos raios X, número e espessura das fatias e o intervalo entre os cortes (ALMEIDA, 2005). Quando o sinal elétrico é convertido para o formato digital, a informação é armazenada como um conjunto de números que vão determinar a localização e o tom de cinza de pequenos elementos denominados pixels (picture element). Cada pixel possui um valor numérico associado, que corresponde à densidade do tecido naquele ponto (CAVALCANTI, 2000). Os pixels são bidimensionais, largura (eixo x) por altura (eixo y). Para a formação da imagem tridimensional é incluída a profundidade (eixo z), resultando nos elementos denominados voxels (volume element), que correspondem à espessura do corte tomográfico (ROBERTS et al., 1984) (Fig. 1). Fig. 1 - Esquema ilustrativo de um voxel e de um pixel. FONTE: Modificado de Parks (2000). A seleção da espessura dos cortes tomográficos varia de acordo com as áreas ou órgãos que se deseja analisar. Quanto mais complexas as estruturas, como os ossos da face, mais finos devem ser os cortes (1 a 2 mm). Caso sejam realizados cortes espessos, informações da área estudada podem ser perdidas, em virtude do efeito de volume parcial (WEGENER, 1983).

6 684 Formato digital de imagens tomográficas Muitos aparelhos de CT já vêm com um software para reformatações, que ocupa muito espaço, exigindo uma Workstation independente para a manipulação das imagens, elevando os custos e limitando o acesso. Uma alternativa consiste na padronização do formato dos dados de imagens diagnósticas, como o padrão DICOM, que aumenta as possibilidades de uso dos PCs com softwares semelhantes, já disponíveis, para manipulação destas imagens (KAWAMATA et al., 2000). Métodos de Reformatação Os aparelhos de CT geram imagens seqüenciais bidimensionais que, através de softwares específicos, possibilitam R2D, como a RMP, e R3D, como a SSD e a MIP. As R2D são aquelas obtidas a partir dos cortes axiais ou coronais e permitem sua visualização em planos ortogonais ou até curvos, de apenas dois eixos dimensionais (x, y). As R3D também são obtidas a partir dos cortes axiais ou coronais, mas permitem a visualização dos três eixos dimensionais (x, y e z) (KAWAMATA et al., 2000). A aplicação da R3D facilita a interpretação, a comunicação entre profissionais ou profissional-pacientes e a correlação de resultados de diferentes modalidades de imagem (WALLIS; MILLER, 1991). As técnicas de R3D mais amplamente utilizadas são R3D-SSD e a R3D-MIP. 1. Reformatação Multiplanar A RMP foi denominada a partir de um programa de computação (SCHWARZ et al., 1985), capaz de gerar imagens oblíquas, perpendiculares ou paralelas aos cortes axiais inicialmente obtidos. 2. Reformatação Tridimensional, padrão SSD A R3D-SSD foi o primeiro método de R3D aplicado a imagens biomédicas. Seu desenvolvimento na década de 1970 foi uma evolução das técnicas de manipulação de imagens, com inovação na segmentação e apresentação de dados. Desde então, comunidades das áreas biomédicas e da informática têm trabalhado juntas para desenvolver novas aplicações e refinamentos das tecnologias tridimensionais (CALHOUN et al., 1999). O processo de formação de imagens na R3D-SSD consiste na determinação das superfícies dentro de um volume de dados, usualmente pela comparação de cada voxel ao threshold selecionado, onde uma imagem representando estas superfícies obtidas é apresentada (KUSZYK et al., 1996). Os contornos das superfícies são modelados por uma sobreposição de polígonos a partir dos limites da estrutura anatômica selecionada. Uma fonte de luz virtual é aplicada para cada polígono, e a estrutura anatômica é visualizada como uma superfície sombreada (CALHOUN et al., 1999). A característica principal da R3D-SSD é formar imagens que parecem ser mais tridimensionais que outros métodos de R3D, e sua utilidade clínica é limitada pela inabilidade de apresentar alterações subcorticais, visto seu processo de formação de imagens (CALHOUN et al., 1999).

7 Reformatação Tridimensional, padrão MIP A R3D-MIP avalia cada linha de voxels através de um conjunto de dados e seleciona o voxel com valor maior, que é utilizado como valor de visualização. As imagens obtidas não são visualizadas com superfícies sombreadas, o que pode dificultar a avaliação das relações tridimensionais da estruturas anatômicas, quando sobrepostas (CALHOUN et al., 1999). A R3D-MIP é usada principalmente para criar imagens angiográficas a partir de dados de CT ou imagens de ressonância magnética (RM). Imagens de ossos e outras estruturas calcificadas, pelos altos valores de HU, necessitam de manipulação para diminuir sua densidade e gerar imagens que podem ser utilizadas no estudo de estruturas anatômicas (KAWAMATA et al., 2000). 4. Segmentação de estruturas As reformatações ainda podem ser realizadas a partir de estruturas anatômicas isoladas. Este processo denominado segmentação, exclui estruturas indesejadas da imagem final, e é de difícil automação, requerendo a participação de profissional experiente, para o reconhecimento de entidades discretas numa imagem (CALHOUN et al., 1999). Um problema da segmentação é a dificuldade de classificação correta dos voxels. Sua classificação incorreta pode resultar em imagens com limites imprecisos das estruturas anatômicas. Além disso, limitações da resolução de imagens podem gerar uma zona cinza, na qual os voxels são classificados, não como um tecido isolado, mas como tendo características de ambos (WALLIS; MILLER, 1991). Software de domínio público Um software de domínio público não apresenta direitos de cópia, o que permite sua utilização sem custos. Alguns tipos de cópia, ou versões modificadas, podem não ser livres porque o autor permite que restrições adicionais sejam impostas na redistribuição do original ou de trabalhos derivados (HEXSEL, 2002). Alguns destes softwares são capazes de importar dados no formato DICOM, como o ImageJ. Articulação Temporomandibular A ATM faz a união entre a mandíbula e o osso temporal, sendo responsável por movimentos diversos, que são possíveis pela presença de duas articulações independentes, mas relacionadas. As articulações direita e esquerda, juntamente com seus ligamentos e músculos associados, são conectadas pela mandíbula para criar uma articulação bilateral entre a mandíbula e o crânio (MARZOLA et al., 2003). A ATM é passível de sofrer alterações e adaptações nas suas morfologia e fisiologia com o passar dos anos (JEANMONOD, 1982). Os relatos da literatura têm demonstrado uma correlação positiva entre envelhecimento e aumento de alterações na ATM (SHIP, 1998).

8 686 Nas fases iniciais dos processos degenerativos da ATM, as alterações morfológicas restringem-se àquelas da cartilagem articular, não sendo diagnosticadas radiograficamente; a progressão da doença implica numa perda da integridade cortical da cabeça mandibular, com formação de osteófitos (BATES et al., 1993). ATM e Artrite Reumatóide HALBERG (1998) considera a AR como uma doença inflamatória severa, que afeta homens e mulheres de todas as idades, apresentando uma maior incidência em adultos jovens e mulheres na pré-menopausa. Sua origem é multifatorial, possui uma predisposição genética e caracteriza-se por um processo inflamatório crônico auto-imune. Seu curso é variável, envolvendo períodos de exacerbações e remissões; muitos casos são crônicos e progressivos, podendo evoluir para incapacitação severa e até morte do paciente. A AR caracteriza-se por uma intensa inflamação da membrana sinovial das articulações, dentre elas a ATM (RESNICK, 1988). Esta sinovite leva à formação de um tecido granulomatoso sinovial, que se desenvolve entre o osso e a fibrocartilagem que o reveste. Esse processo inflamatório pode resultar em erosões ou deformações ósseas que têm sido, até o momento, os principais sinais radiográficos de envolvimento artrítico, na ATM. A presença de edema intra-articular e em tecidos moles circunjacentes, a osteosporose periarticular e a perda de espaço articular são consideradas sinais primários clássicos da AR. Contudo, muitas vezes, estas características não podem ser observadas em radiografias convencionais da ATM. O envolvimento da ATM pela AR seja um dos fatores de destruição articular, iniciando-se por um processo inflamatório que parte da periferia para o centro das cabeças dos processos condilares mandibulares, seguida de erosão progressiva, podendo culminar em anquilose fibrosa (MONGINI, 1998). A progressiva destruição articular resulta em deformidade com algum grau de incapacitação. Podem ser também observadas: destruição condilar, redução do espaço articular, erosão das superfícies ósseas e formação de osteófitos (HEFFEZ et al., 1995 e RAO, 1995). Estudos desenvolvidos permitiram atribuir uma freqüência de envolvimento clinicamente observável da ATM de 38,9%, a partir de uma amostra de 594 portadores de AR, com uma duração média da doença de 15 anos e 7 meses (YOSHIDA et al., 1998). Os autores relataram que as alterações são observadas, radiograficamente, entre 5 e 10 anos após o início da AR. Tomografia Computadorizada, Articulação Temporomandibular e Artrite Reumatóide A aplicabilidade da CT em algumas especialidades odontológicas, pela ausência de sobreposição de estruturas, pela identificação dos tecidos moles e pela ampliação seletiva de áreas de interesse foi relatada (AMES et al., 1980). O radiologista deve ter sólidos conhecimentos a respeito da anatomia e das patologias que acometem a ATM para, frente a imagens de alta

9 687 resolução produzidas pela CT, poder elaborar uma interpretação segura (THOMPSON et al., 1984). É importante considerar que os diferentes tipos de exames por imagem para a ATM não são igualmente efetivos para cada uma das alterações que a acometem. A eficácia de um exame não depende somente de sua sofisticação, mas, principalmente, da sua precisão diagnóstica, que consiste numa interação complexa entre a imagem e o indivíduo que a interpreta (BROOKS et al., 1997). A partir dos cortes tomográficos axiais da ATM, elaboram-se as R3D, que possibilitam a visualização dos componentes ósseos do processo condilar da mandíbula e do tubérculo articular e da fossa mandibular do osso temporal. As superfícies destas estruturas podem ser vistas em quaisquer perspectivas espaciais, isoladamente ou em conjunto (KURSUNOGLU et al., 1986). MOADDAB et al., (1985) realizaram um estudo em cadáveres humanos, verificando o processo de formação das R3D-SSD, com conseqüente transformação computacional em dados, o que possibilita a análise quantitativa de espaços, tamanho e forma do processo condilar mandibular e da fossa mandibular do osso temporal. ROBERTS et al., (1984) analisaram R3D da ATM, conferindo o suporte deste método de reformatação no diagnóstico, vista a possibilidade de avaliação das relações entre os componentes estruturais, das patologias e dos remodelamentos ósseos nesta articulação. GOUPILLE et al., (1992) analisaram CT da ATM de pacientes com e sem AR, verificando erosões e cistos subcondrais nos processos condilares mandibulares, com freqüência estatisticamente maior nos indivíduos portadores de AR. LARHEIM; KOLBENSTVELDT (1984) sugeriram um protocolo de avaliação da ATM em um estudo envolvendo portadores de patologias desta articulação, sendo que quatro deles possuíam AR. Os autores observaram que: a) é necessário diferenciar, cuidadosamente, osteófitos e variações morfológicas normais; b) é pouco freqüente a detecção de patologias na fossa mandibular, que pode estar relacionada à falta de precisão diagnóstica da porção temporal quando comparada ao componente mandibular da ATM; c) é difícil a obtenção de cortes coronais, seja pelo desconforto dos pacientes na aquisição dos cortes, seja pela facilidade em reconstruir os cortes contíguos obtidos axialmente; d) as imagens podem ser reformatadas a partir de secções paralelas e perpendiculares ao longo eixo da cabeça da mandíbula obtendo-se medidas precisas da ATM. Dando seqüência aos seus estudos, LARHEIM; KOLBENSTVELDT (1990) compararam a CT multiplanar com a do tipo hipocicloidal da ATM de portadores de doença reumática, verificando que as estruturas ósseas foram mais bem estudadas com a CT multiplanar, devido ao maior contraste e resolução nas áreas mais laterais e medianas da ATM. AVRAHAMI et al., (1989) avaliaram a ATM de pacientes com AR através de cortes coronais diretos, observando que os achados da CT não demonstraram correlação com os achados clínicos em todos os exames. Admitiram a importância dos cortes coronais para a visualização de alterações

10 688 sutis da ATM e reforçaram a necessidade de acompanhamento periódico dos pacientes com sintomatologia clínica e sem sinais tomográficos. Em uma investigação radiográfica da ATM em pacientes com AR que apresentavam osteoartrite generalizada, GYNTHER et al., (1996) manifestaram a dificuldade de delineamento das áreas laterais e mediais da articulação, mesmo nos exames de tomografia com reformatação sagital e em cortes axiais. Um protocolo de imagens da ATM utilizando a CT é proposto (PHAROAH, 1999). Após realização do exame clínico e de triagem com radiografias convencionais, especialmente na presença de história de alterações artríticas, foram obtidas imagens a partir de CT, em cortes coronais, considerada pelo autor como método de reformatação preferencial para a detecção de erosões da fossa mandibular do osso temporal e para avaliar a extensão de possíveis anquiloses. A investigação sobre técnicas de exames de imagens da ATM desenvolvida (MORAES et al., 2001), revela que a CT apresenta como vantagem a possibilidade de R3D com imagens representativas das superfícies ósseas articulares. As desvantagens incluem a impossibilidade da tomada sagital, em virtude da posição da cabeça do paciente no aparelho. Desse modo, os cortes primários são realizados no plano coronal ou axial, sendo então manipuladas no computador, para obtenção de reformatações em outros planos. Os autores concluíram que as R3D são exames de escolha para a visualização de osteófitos, doenças articulares degenerativas e patologias ósseas da ATM. ANDARA (1998) comparou RMP, R3D-SSD, R3D-MIP e imagens de RM na análise dos componentes da ATM, concluindo que as IRM e a RMP não podem ser aplicadas no estudo com detalhes do tubérculo articular e da fossa mandibular do osso temporal, por representarem limitadamente estas estruturas, e que a R3D-SSD e a R3D-MIP podem ser aplicadas no estudo do padrão ósseo da ATM. METODOLOGIA Caracterização Esta pesquisa foi realizada junto ao Programa de Pós-Graduação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) da Faculdade de Odontologia (FO) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), fazendo parte da Linha de Pesquisa Diagnóstico e Terapêutica Aplicada. Foi aprovada pela Comissão Científica e de Ética da FO/PUCRS, sob número de protocolo 0046/03. Definição das variáveis Variável independente: método de R3D (SSD e MIP). Variável dependente: alterações ósseas diagnosticadas: pseudocistos, erosões, osteófitos, achatamentos e remodelamentos. Problema

11 689 Qual dos métodos de R3D SSD ou MIP reproduz mais fielmente as alterações ósseas do processo condilar mandibular, em pacientes com AR, tendo como padrão-ouro a RMP? Hipótese A R3D-MIP reproduz mais fielmente as alterações ósseas do processo condilar da mandíbula em pacientes com AR do que a R3D-SSD, comparadas à RMP. Amostra A amostra empregada neste estudo constou de aquisições tomográficas axiais, no formato digital (padrão DICOM), das ATMs de 22 pacientes com idade variando entre 43 e 69 anos, sendo dois do gênero masculino e 20 do feminino, portadores de AR. Estas CTs pertencem ao Arquivo do Programa de Pós-Graduação em CTBMF da FO/PUCRS. Os pacientes que a compuseram foram atendidos pelo Serviço de Reumatologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) de Porto Alegre, cujo diagnóstico foi estabelecido a partir dos critérios exigidos pela American Rheumatism Association (ARNETT et al., 1988), conforme consta no ANEXO B. Estes exames tomográficos também foram empregados por Morais (2000) em trabalho de pesquisa junto ao Programa de Pós-Graduação em CTBMF da FO/PUCRS. Estas CTs foram realizadas como exame complementar para auxiliar no diagnóstico de patologias da ATM. Na oportunidade, não foi aplicada terapia farmacológica, injeção intra-articular de líquidos ou contraste para realização das CTs nos pacientes desta amostra. Aquisição dos cortes tomográficos As tomadas tomográficas foram realizadas no Serviço de Radiologia do Hospital Cristo Redentor do GHC de Porto Alegre, com o mesmo Técnico em Radiologia, sob supervisão do mesmo Médico Radiologista, e de acordo com o protocolo para aquisição de imagens para avaliação da ATM, estabelecido pelo Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, no qual o paciente deve ser posicionado na mesa para escaneamento em decúbito dorsal, tendo o Plano de Frankfurt perpendicular ao solo e a cabeça fixada e imobilizada com dispositivos de contenção próprios do tomógrafo. A região anatômica de obtenção das imagens situou-se de um plano paralelo ao Plano de Frankfurt, iniciando-se no assoalho da órbita e estendendose, inferiormente, até a incisura mandibular, registrando adequadamente todas as estruturas da ATM e, reduzindo o potencial de geração de artefatos por restaurações metálicas, no limite inferior da zona de aquisição e de exposição excessiva das estruturas orbitárias (CICCARELLI et al., 1998). O posicionamento da cabeça do paciente foi controlado por dispositivos luminosos do gantry do tomógrafo e pela visualização por Surview,

12 690 Scout ou pré-visualizador projetado na tela da estação de aquisição de imagem, evitando-se a obtenção de cortes assimétricos. Foi empregado um tomógrafo helicoidal modelo Twin (Elscint, Israel), com aquisição de cortes axiais no modo single (corte a corte), com 120 kvp e 220 må, no modo de alta resolução, intensificação de 10%, filtro para tecido ósseo, matriz de imagem de 768X768 pixels, tempo de exposição de 1 s, espessura de fatia de 1 mm e incremento, entre fatias, de 0,8 mm. Cortes tomográficos Para cada paciente foram realizadas duas séries de cortes (boca aberta e boca fechada), obtendo-se entre 61 a 129 cortes (média de 95). Nesta pesquisa foram utilizadas as séries em boca fechada, 31 a 65 cortes (média de 47,5), uma vez que na execução do experimento piloto, as séries em boca aberta tornaram-se mais complexas para a segmentação dos processos condilares da mandíbula. Os cortes tomográficos foram gravados em um disco ótico, modelo MAX-EP, marca Maxoptix com capacidade de armazenagem de 1.2 GB, no drive modelo Surestore Optical Drive, marca HP. Processamento e armazenamento dos cortes tomográficos Os cortes tomográficos contidos no disco ótico foram, inicialmente, convertidos para o formato DICOM e gravadas em CD-R (Compact Disk Recordable), em gravador de CD HP RecordNow Writter Plus 9300, versão 3.5 (Veritas Software Corp.). Em seguida, com a finalidade de observar a operacionalidade de manipulação de imagens tomográficas fora de uma Workstation, os cortes foram transferidos para um PC, processador Pentium IV (Intel), memória 512RAM, Sistema Operacional Microsoft Windows NT e disco rígido de 80 GB, no Núcleo de Imagens Médicas do Parque Tecnológico da PUCRS (NIMed - TecnoPUC). O NIMed é um grupo multidisciplinar, que reúne profissionais das áreas de física, ciências da computação, engenharia biomédica, medicina e odontologia. O grupo realiza pesquisas e desenvolvimentos em aquisição, processamento, visualização, análise e simulações de imagens médicas, visando a melhoria da qualidade do diagnóstico e a otimização do gerenciamento das informações médicas. Através da utilização do software de domínio público ImageJ, os cortes bidimensionais receberam tratamento de segmentação dos processos condilares da mandíbula (Fig. 2). Após a segmentação, foram obtidas seqüências de planos tomográficos, através do refatiamento do volume (Fig. 3), que correspondem à RMP.

13 691 Fig. 2 - Método de segmentação por crescimento de regiões. a b c Fig. 3 - Seqüências dos planos tomográficos obtidos através do refatiamento do volume: a. plano coronal; b. plano original axial; c. plano sagital. A partir dos planos tomográficos, foram realizadas as R3D (SSD e MIP) (Fig. 4). a b Fig. 4 - Processo condilar mandibular segmentado: a. R3D-SSD; b. R3D-MIP.

14 692 Os cortes foram convertidos para o formato JPEG, e armazenados em pastas com seqüência padronizada (Fig. 5). ATM Articulação Direita Articulação RMP SSD MIP RMP SSD MIP Axial Coronal Sagital RotaçãonoEixoX RotaçãonoEixoY Rotaç Axial ãonoeixox RotaçãonoEixoY Coronal Sagital RotaçãonoEixoX RotaçãonoEixoY RotaçãonoEixoX RotaçãonoEixoY Fig. 5 - Diagrama de distribuição dos cortes tomográficos, nas pastas, por paciente. Seleção e organização dos cortes tomográficos Dentre os cortes tomográficos convertidos, foram selecionados de cada articulação (direita e esquerda): a) para a RMP: 4 axiais, 4 sagitais e 4 coronais; b) para a SSD: 2 axiais, 2 sagitais e 2 coronais; e c) para a MIP: 2 axiais, 2 sagitais e 2 coronais. As imagens selecionadas foram organizadas em apresentações no software Microsoft PowerPoint (Microsoft Office Professional, edição 2003, Microsoft Corporation, Estados Unidos), segundo o método de reformatação: RMP (Fig. 6), R3D-SSD (Fig. 7) e R3D-MIP (Fig. 8). Estas apresentações foram, então, analisadas pelos observadores:

15 693 Fig. 6 - Representação de uma tela de apresentação utilizada na RMP. Fig. 7 - Representação de uma tela de apresentação utilizada na R3D-SSD.

16 694 Fig. 8 - Representação de uma tela de apresentação utilizada na R3D-MIP. Aleatoriedade das apresentações Foram obtidas 66 apresentações, sendo 3 por paciente (RMP, R3D- SSD e R3D-MIP). Para evitar a memorização das alterações diagnosticadas num paciente e influenciar o diagnóstico noutro método de reformatação do mesmo paciente, as apresentações foram numeradas e submetidas à distribuição aleatória. Coleta dos dados Uma Radiologista e um Cirurgião e Traumatologista Bucomaxilofacial, ambos com experiência em CT para ATM, através da visualização das apresentações em tela plana com 21 polegadas de monitor convencional no NIMed, definiram os diagnósticos em acordo, e registraram as alterações ósseas em fichas elaboradas para este fim. As alterações ósseas investigadas foram: pseudocistos, erosões, osteófitos, achatamentos e remodelamentos. Além do diagnóstico das alterações ósseas, foram determinados escores, pelos observadores, para cada vista, por método de reformatação, quanto à capacidade elucidativa de cada uma delas na representação dos processos condilares mandibulares. Os escores foram os seguintes: 1. Não elucidativo 2. Pouco elucidativo 3. Elucidativo

17 695 Análise Estatística dos Dados Os dados obtidos foram submetidos (ARANGO, 2005), às seguintes análises: Teste de Wilcoxon para comparação entre as alterações diagnosticadas através da RMP (padrão-ouro) e das R3D (SSD e MIP). Teste Kappa para análise da concordância entre os diagnósticos estabelecidos para cada alteração óssea investigada, na vistas axial, sagital ou coronal, através da RMP (padrão-ouro) e das R3D (SSD e MIP). Foi empregado o software estatístico SPSS, para aplicação dos testes estatísticos. RESULTADOS Os resultados estão organizados em três partes. A primeira parte (item 4.1) abrange os resultados a partir da verificação da presença das alterações ósseas em cada ATM (Gráfico 1 e Tabela 1), em cada articulação direita (Gráfico 2 e Tabela 2) e esquerda (Gráfico 3 e Tabela 3). O item 4.2 compreende as associações entre os diagnósticos estabelecidos a partir das R3D (SSD e MIP) e da RMP, para cada alteração óssea investigada. No item 4.3 estão incluídos os escores determinados pelos examinadores, para cada vista, por método de reformatação. Quanto às alterações ósseas diagnosticadas Nesta parte foi analisada a capacidade diagnóstica de cada método de R3D (SSD-MIP) em comparação com a RMP (padrão-ouro) em cada amostra, independente da vista em que foi diagnosticada. Vê-se, desta forma, se através das R3D (SSD e MIP), os observadores conseguiram diagnosticar as mesmas alterações diagnosticadas através da RMP, ou, então, se minimizaram (resultados falso-negativos) ou maximizaram-nas (resultados falso-positivos). A análise estatística foi realizada com o teste de Wilcoxon, que indicou a semelhança (p 0,05), ou a diferença estatística significativa (p<0,05) entre os métodos de reformatação. Cada ATM considerada como uma amostra Os resultados expressos no Gráfico 1 e na Tabela 1 representam as alterações ósseas (pseudocistos, erosões, osteófitos, achatamentos e remodelamentos) diagnosticadas, considerando-se cada ATM como uma amostra, por método de reformatação, incluídas as três vistas (axial, sagital e coronal). Foram quantificadas aquelas alterações ósseas presentes uni ou bilateralmente nas articulações direita e esquerda. Na Tabela 1, as alterações diagnosticadas na R3D-SSD e na R3D- MIP foram comparadas àquelas diagnosticadas na RMP. Observaram-se diferenças estatísticas significativas na comparação RMP e R3D-SSD (p=0,003), com minimização diagnóstica em 15, e maximização em 2 amostras; e na RMP e

18 696 R3D-MIP (p=0,009), com minimização diagnóstica em 11, e maximização em 1 amostra. Número de alterações ósseas diagnosticadas Articulações temporomandibulares RMP SSD MIP Gráfico 1 - Número de alterações ósseas diagnosticadas por ATM, por método de reformatação (RMP, SSD e MIP). Tabela 1 - Relação entre o número de alterações ósseas diagnosticadas com a RMP, comparado com os métodos de R3D (SSD e MIP), considerando-se cada ATM como uma amostra. Método n p SSD < RMP 15 p = 0,003 SSD - RMP SSD > RMP SSD = RMP 2 5 MIP < RMP 11 p = 0,009 MIP - RMP MIP > RMP MIP = RMP 1 10 n, número de amostras; p, probabilidade de erro. < amostras com número menor de alterações ósseas diagnosticadas (falso-negativos). > amostras com número maior de alterações ósseas diagnosticadas (falso-positivos). = número de amostras com número igual de alterações ósseas diagnosticadas. Cada articulação direita da ATM considerada como uma amostra No Gráfico 2 e na Tabela 2 estão expressas as alterações ósseas (pseudocistos, erosões, osteófitos, achatamentos e remodelamentos)

19 697 diagnosticadas, considerando-se cada articulação direita como uma amostra, por método de reformatação, incluídas as três vistas (axial, sagital e coronal). Na Tabela 2, as alterações diagnosticadas na R3D-SSD e na R3D- MIP foram comparadas àquelas diagnosticadas na RMP. Observaram-se diferenças estatísticas significantes na comparação RMP e R3D-SSD (p=0,004), com minimização diagnóstica em 14, e maximização em 3 amostras; e na RMP e R3D-MIP (p=0,029), com minimização diagnóstica em 10, e maximização em 3 amostras. Número de alterações ósseas diagnosticadas Articulações direitas RMP SSD MIP Gráfico 2 - Número de alterações ósseas diagnosticadas por articulação direita das ATMs, por método de reformatação (RMP, SSD e MIP). Tabela 2 - Relação entre o número de alterações ósseas diagnosticadas com a RMP, comparado com os métodos de R3D (SSD e MIP), considerando-se cada articulação direita das ATMs como uma amostra. Método n p SSD < RMP 14 p = 0,004 SSD - RMP SSD > RMP SSD = RMP 3 5 MIP < RMP 10 p = 0,029 MIP - RMP MIP > RMP MIP = RMP 3 9 < amostras com número menor de alterações ósseas diagnosticadas (falso-negativos). > amostras com número maior de alterações ósseas diagnosticadas (falso-positivos). = número de amostras com número igual de alterações ósseas diagnosticadas.

20 698 Cada articulação esquerda da ATM considerada como uma amostra No Gráfico 3 e na Tabela 3 estão expressas as alterações ósseas (pseudocistos, erosões, osteófitos, achatamentos e remodelamentos) diagnosticadas, considerando-se cada articulação esquerda como uma amostra, por método de reformatação, incluídas as três vistas (axial, sagital e coronal). Na Tabela 3, as alterações diagnosticadas na R3D-SSD e na R3D- MIP foram comparadas àquelas diagnosticadas na RMP. Observaram-se diferenças estatísticas significantes na comparação RMP e R3D-SSD (p=0,001), com minimização diagnóstica em 15, e maximização em 3 amostras; e na RMP e R3D-MIP (p=0,026), com minimização diagnóstica em 11, e maximização em 3 amostras. Número de alterações ósseas diagnosticadas Articulações esquerdas RMP SSD MIP Gráfico 3 - Número de alterações ósseas diagnosticadas por articulação esquerda das ATMs, por método de reformatação (RMP, SSD e MIP). Tabela 3 - Relação entre o número de alterações ósseas diagnosticadas com a RMP, comparado com os métodos de R3D (SSD e MIP), considerando-se cada articulação esquerda como uma amostra. Método n p SSD < RMP 15 p = 0,001 SSD - RMP SSD > RMP SSD = RMP 3 4 MIP - RMP MIP < RMP 11 p = 0,026 MIP > RMP 3 MIP = RMP 8 < amostras com número menor de alterações ósseas diagnosticadas (falso-negativos). > amostras com número maior de alterações ósseas diagnosticadas (falso-positivos). = número de amostras com número igual de alterações ósseas diagnosticadas.

2 Imagens Médicas e Anatomia do Fígado

2 Imagens Médicas e Anatomia do Fígado 2 Imagens Médicas e Anatomia do Fígado Neste capítulo são apresentados os tipos de dados utilizados neste trabalho e a anatomia do fígado, de onde foram retiradas todas as heurísticas adotadas para segmentação

Leia mais

InVesalius 3.0a Pré-Manual pelo Usuário

InVesalius 3.0a Pré-Manual pelo Usuário InVesalius 3.0a Pré-Manual pelo Usuário Versão 1.0 (26/01/2009) 1 Sobre o InVesalius InVesalius é um software público para área de saúde que realiza análise e segmentação de modelos anatômicos virtuais,

Leia mais

Departamento de Electrónica Industrial. Manual prático TC

Departamento de Electrónica Industrial. Manual prático TC Departamento de Electrónica Industrial Manual prático TC Clarisse Ribeiro Abril de 2008 Índice Ligar/Desligar o CT... 1 Check up/calibração... 2 Posicionamento do paciente... 2 Cabeça... 3 Pescoço...

Leia mais

IMPLANTVIEWER MANUAL DO USUÁRIO. Versão 1.4

IMPLANTVIEWER MANUAL DO USUÁRIO. Versão 1.4 IMPLANTVIEWER MANUAL DO USUÁRIO Versão 1.4 Índice 1 Introdução... 4 2 Iniciando... 6 2.1 Instalação... 6 2.2 Requisitos de hardware... 7 2.3 Sistema operacional... 7 3 Convertendo um projeto... 8 3.1 Importando

Leia mais

Tomografia Computorizada Dental

Tomografia Computorizada Dental + Universidade do Minho M. I. Engenharia Biomédica Beatriz Gonçalves Sob orientação de: J. Higino Correia Tomografia Computorizada Dental 2011/2012 + Casos Clínicos n Dentes privados do processo de erupção

Leia mais

ESTUDO SOBRE SOFTWARE DE VISUALIZAÇÃO DE IMAGENS MÉDICAS DIGITAIS: INVESALIUS

ESTUDO SOBRE SOFTWARE DE VISUALIZAÇÃO DE IMAGENS MÉDICAS DIGITAIS: INVESALIUS ESTUDO SOBRE SOFTWARE DE VISUALIZAÇÃO DE IMAGENS MÉDICAS DIGITAIS: INVESALIUS ADRIANY DA S. CARVALHO * EDUILSON LÍVIO NEVES DA C. CARNEIRO ** Resumo. O presente trabalho se propõe, através de uma revisão

Leia mais

FÍSICA DAS RADIAÇÕES. Prof. Emerson Siraqui

FÍSICA DAS RADIAÇÕES. Prof. Emerson Siraqui FÍSICA DAS RADIAÇÕES Prof. Emerson Siraqui CONCEITO Método que permite estudar o corpo em cortes ou fatias axiais ou trasversais, sendo a imagem obtida atraves dos Raios-X com o auxílio do computador (recontrução).

Leia mais

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA Prof. Rodrigo Aguiar O sistema músculo-esquelético é formado por ossos, articulações, músculos, tendões, nervos periféricos e partes moles adjacentes. Em grande

Leia mais

PACS. III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica. Santa Casa de Porto Alegre, RS. 24 de Novembro de 2012

PACS. III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica. Santa Casa de Porto Alegre, RS. 24 de Novembro de 2012 PACS III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica Santa Casa de Porto Alegre, RS 24 de Novembro de 2012 III Encontro Sul Brasileiro de Engenharia Clínica PACS - Agenda Histórico Workflow Modalidades

Leia mais

DIMENSIONAL ERROR ANALYSIS OF SELECTIVE LASER SINTERING (SLS) AND THREEDIMENSIONAL PRINTING (3DP ) IN REPRODUCE THE CRANIOMAXILLARY ANATOMY IN VITRO

DIMENSIONAL ERROR ANALYSIS OF SELECTIVE LASER SINTERING (SLS) AND THREEDIMENSIONAL PRINTING (3DP ) IN REPRODUCE THE CRANIOMAXILLARY ANATOMY IN VITRO 35 ANÁLISE DO ERRO DIMENSIONAL DOS BIOMODELOS DE SINTERIZAÇÃO SELETIVA A LASER (SLS) E DE IMPRESSÃO TRIDIMENSIONAL (3DP TM ) A PARTIR DE IMAGENS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA, NA REPRODUÇÃO DA ANATOMIA

Leia mais

VIeW 3d estação de PÓS-PrOceSSaMeNTO 3d A TERCEIRA DIMENSÃO

VIeW 3d estação de PÓS-PrOceSSaMeNTO 3d A TERCEIRA DIMENSÃO VIEW 3D ESTAÇÃO DE PÓS-PROCESSAMENTO 3D A TERCEIRA DIMENSÃO iq-view 3D É UMA WORKSTATION PARA PÓS-PROCESSAMENTO... tridimensional de imagenes para radiologistas. Ele contém todos os componentes do iq-view

Leia mais

Assessoria ao Cirurgião Dentista

Assessoria ao Cirurgião Dentista Assessoria ao Cirurgião Dentista Publicação mensal interna a Papaiz edição V setembro de 2014 Escrito por: Dr. André Simões, radiologista da Papaiz Diagnósticos Odontológicos por Imagem 11 3894 3030 papaizassociados.com.br

Leia mais

Radiografia Panorâmica

Radiografia Panorâmica Unidade Clínica I Radiografia Panorâmica 18.10.2012 1 Introdução A radiografia panorâmica (também chamada de ortopantomografia) produz uma só imagem, tomográfica, das estruturas da face, incluindo as arcadas

Leia mais

Importância do exame radiográfico

Importância do exame radiográfico Exames e Indicações Importância do exame radiográfico O exame radiográfico de rotina associado ao exame clínico é a maneira mais efetiva de se obter o índice diagnóstico de 100% de cárie (segundo Estevam

Leia mais

Assessoria ao Cirurgião Dentista

Assessoria ao Cirurgião Dentista Assessoria ao Cirurgião Dentista Publicação mensal interna a Papaiz edição IV agosto de 2014 Escrito por: Dr. André Simões, radiologista da Papaiz Diagnósticos Odontológicos por Imagem 11 3894 3030 papaizassociados.com.br

Leia mais

Carestream PACS - Recurso 3D

Carestream PACS - Recurso 3D Carestream PACS Carestream PACS - Recurso 3D Agilize o fluxo de trabalho com a funcionalidade nativa 3D Uma eficiente nova dimensão no fluxo de trabalho, na produtividade e na confiança do diagnóstico

Leia mais

DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIAS POR TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS OU RADIOGRAFIAS CONVENCIONAIS - RELATO DE CASO CLÍNICO

DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIAS POR TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS OU RADIOGRAFIAS CONVENCIONAIS - RELATO DE CASO CLÍNICO DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIAS POR TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS OU RADIOGRAFIAS CONVENCIONAIS - RELATO DE CASO CLÍNICO DIAGNOSIS OF THE ZYGOMATIC ORBITAL FRACTURE BY COMPUTED TOMOGRAPHY

Leia mais

Aula 12: ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DAS LESÕES PERIODONTAIS

Aula 12: ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DAS LESÕES PERIODONTAIS Aula 12: ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DAS LESÕES PERIODONTAIS Autora: Profª. Rosana da Silva Berticelli Edição: Luana Christ e Bruna Reuter Lesões Periodontais Doença inflamatória dos tecidos de suporte dos

Leia mais

Vª JORNADAS DE RADIOLOGIA BASES FÍSICAS DA TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA

Vª JORNADAS DE RADIOLOGIA BASES FÍSICAS DA TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA Vª JORNADAS DE RADIOLOGIA BASES FÍSICAS DA TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA JOÃO COMBA INTERNO DE RADIOLOGIA CSE 21 DE OUTUBRO DE 2011 INTRODUÇÃO Após a descoberta dos Rx por W.K. Roentgen em 1895 e até aos anos

Leia mais

Análise dos softwares gratuitos para tomografia computadorizada de feixe cônico de interesse aos cirurgiões-dentistas

Análise dos softwares gratuitos para tomografia computadorizada de feixe cônico de interesse aos cirurgiões-dentistas ARTIGO ORIGINAL Análise dos softwares gratuitos para tomografia computadorizada de feixe cônico de interesse aos cirurgiões-dentistas Analysis of free software for computed tomograp hy cone beam of interest

Leia mais

Tomografia Computadorizada

Tomografia Computadorizada Tomografia Computadorizada Características: não sobreposição de estruturas melhor contraste ( menos radiação espalhada) usa detectores que permitem visibilizar pequenas diferenças em contraste de tecido

Leia mais

VISMED. Diagnóstico de Nódulo Pulmonar. Aluno : Aristófanes Corrêa Silva. Professor : Paulo Cezar Carvalho

VISMED. Diagnóstico de Nódulo Pulmonar. Aluno : Aristófanes Corrêa Silva. Professor : Paulo Cezar Carvalho Aluno : Aristófanes Corrêa Silva Professor : Paulo Cezar Carvalho Setembro/2001 Tópicos 1ª Fase Projeto VISMED Estimativa de Volume Pulmonar 2ª Fase Aquisição da Imagem Tomografia computadorizada Dicom

Leia mais

Profº. Emerson Siraqui

Profº. Emerson Siraqui RADIOLOGIA DIGITAL Profº. Emerson Siraqui Nome: Emerson Siraqui Formação Acadêmica: Graduação: Tecnólogo em Radiologia Médica-FASM Especialização: APRESENTAÇÃO Operacionalidade e Capacitação em aparelhos

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO COMPUTACIONAL DE EXPOSIÇÃO EXTERNA PARA ESTUDO DA DOSE DE ENTRADA NA PELE PARA RADIOGRAFIAS DE TÓRAX E COLUNA

DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO COMPUTACIONAL DE EXPOSIÇÃO EXTERNA PARA ESTUDO DA DOSE DE ENTRADA NA PELE PARA RADIOGRAFIAS DE TÓRAX E COLUNA International Joint Conference RADIO 2014 Gramado, RS, Brazil, Augustl 26-29, 2014 SOCIEDADE BRASILEIRA DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA - SBPR DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO COMPUTACIONAL DE EXPOSIÇÃO EXTERNA PARA

Leia mais

AVALIAÇÃO DA REGIÃO MAXILAR EM IMAGENS DE TC POR RAIOS X PARA O USO EM IMPLANTODONTIA E CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL

AVALIAÇÃO DA REGIÃO MAXILAR EM IMAGENS DE TC POR RAIOS X PARA O USO EM IMPLANTODONTIA E CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL AVALIAÇÃO DA REGIÃO MAXILAR EM IMAGENS DE TC POR RAIOS X PARA O USO EM IMPLANTODONTIA E CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL Prof. Drª. Helena Willhelm de Oliveira - Faculdade de Odontologia / PUCRS Eduardo Diebold

Leia mais

Palavras-chave: Microtomografia; Imagem; Morfometria; Ossos.

Palavras-chave: Microtomografia; Imagem; Morfometria; Ossos. MORFOLOGIA DA ESTRUTURA INTERNA DE OSSOS: MICROTOMOGRAFIA POR RAIOS X G. Carvalho J.R.C. Pessôa F. V. Vidal J.T. Assis Resumo A Microtomografia Computadorizada (CT) é uma técnica de ensaio não destrutivo,

Leia mais

Introdução. Princípios básicos da TAC. .Tomografia deriva da palavra grega Tomos, .Computorizada o processamento. .Designação de TAC/TC.

Introdução. Princípios básicos da TAC. .Tomografia deriva da palavra grega Tomos, .Computorizada o processamento. .Designação de TAC/TC. Princípios básicos da TAC III Encontro de Formação Contínua OMV XIII Congresso de Medicina Veterinária em Língua Portuguesa 17 e 18 de Novembro, 2012 CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA Mário Ginja DVM, PhD

Leia mais

Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico Ricardo José Fernandes da Costa

Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico Ricardo José Fernandes da Costa Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico Ricardo José Fernandes da Costa Relevâncias da tomografia computadorizada cone beam na implantodontia. CURITIBA 2014 Ricardo José Fernandes

Leia mais

29/08/2011. Radiologia Digital. Princípios Físicos da Imagem Digital. Unidade de Aprendizagem Radiológica. Professor Paulo Christakis

29/08/2011. Radiologia Digital. Princípios Físicos da Imagem Digital. Unidade de Aprendizagem Radiológica. Professor Paulo Christakis Radiologia Digital Unidade de Aprendizagem Radiológica Princípios Físicos da Imagem Digital Professor Paulo Christakis 1 Em sistemas digitais de imagens médicas, as mudanças não se apresentam somente no

Leia mais

Aplicação de protocolos de crânio e face. Profº Claudio Souza

Aplicação de protocolos de crânio e face. Profº Claudio Souza Aplicação de protocolos de crânio e face Profº Claudio Souza Introdução Quando falamos em crânio e face, não estamos falando apenas de duas peças ou região anatômica, temos: glândulas, cavidades e uma

Leia mais

Visualização Volumétrica de Imagens Médicas através de Raycasting

Visualização Volumétrica de Imagens Médicas através de Raycasting Visualização Volumétrica de Imagens Médicas através de Raycasting Thiago Franco de Moraes (CTI), Paulo Henrique Junqueira Amorim (CTI), Tatiana Al-Chueyr Pereira Martins (CTI) tfmoraes@cti.gov.br, paulo.amorim@cti.gov.br,

Leia mais

Tomografia Computadorizada

Tomografia Computadorizada Tomografia Computadorizada Helder C. R. de Oliveira N.USP: 7122065 SEL 5705: Fundamentos Físicos dos Processos de Formação de Imagens Médicas Prof. Dr. Homero Schiabel Sumário História; Funcionamento e

Leia mais

Aluna: Lucy Shiratori. Dissertação apresentada à Faculdade de. obtenção do título de Mestre, pelo Programa de Pós-

Aluna: Lucy Shiratori. Dissertação apresentada à Faculdade de. obtenção do título de Mestre, pelo Programa de Pós- FOUSP Avaliação da precisão da tomografia computadorizada por feixe cônico (cone beam) como método de medição do volume ósseo vestibular em implantes dentários Dissertação apresentada à Faculdade de Odontologia

Leia mais

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ. Juliana Moreira Bilinski

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ. Juliana Moreira Bilinski UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Juliana Moreira Bilinski ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS TOMOGRAFIAS COMPUTADORIZADAS FAN BEAM E CONE BEAM: REVISÃO DA LITERATURA CURITIBA 2011 ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS TOMOGRAFIAS

Leia mais

Protocolos de hipófise e órbitas

Protocolos de hipófise e órbitas Protocolos de hipófise e órbitas Profº Claudio Souza Hipófise e sela turca Indicações O exame da sela tem por objetivo a avaliação dos adenomas que acometem a hipófise e as patologias que afetam a integridade

Leia mais

Informática Aplicada a Radiologia

Informática Aplicada a Radiologia Informática Aplicada a Radiologia Apostila: Imagem Digital parte I Prof. Rubens Freire Rosa Imagem na forma digital A representação de Imagens na forma digital nos permite capturar, armazenar e processar

Leia mais

Exames Radiográficos de Crânio e Face: Abordagem, Incidências e Posicionamentos do Usuário

Exames Radiográficos de Crânio e Face: Abordagem, Incidências e Posicionamentos do Usuário Exames Radiográficos de Crânio e Face: Abordagem, Incidências e Posicionamentos do Usuário Marinei do Rocio Pacheco dos Santos 1 1 Considerações Iniciais As radiografias de crânio e face são realizadas

Leia mais

Maximizar eficiência da dose para criação de imagens de pacientes pediátricos

Maximizar eficiência da dose para criação de imagens de pacientes pediátricos Maximizar eficiência da dose para criação de imagens de pacientes pediátricos Introdução A criação de imagens radiográficas dos pacientes pediátricos apresenta vários desafios únicos comparativamente à

Leia mais

29/08/2011. Radiologia Digital. Princípios Físicos da Imagem Digital 1. Mapeamento não-linear. Unidade de Aprendizagem Radiológica

29/08/2011. Radiologia Digital. Princípios Físicos da Imagem Digital 1. Mapeamento não-linear. Unidade de Aprendizagem Radiológica Mapeamento não-linear Radiologia Digital Unidade de Aprendizagem Radiológica Princípios Físicos da Imagem Digital 1 Professor Paulo Christakis 1 2 Sistema CAD Diagnóstico auxiliado por computador ( computer-aided

Leia mais

Aplicação de protocolos de crânio e face. Profº Claudio Souza

Aplicação de protocolos de crânio e face. Profº Claudio Souza Aplicação de protocolos de crânio e face Profº Claudio Souza Introdução Quando falamos em crânio e face não se tratam apenas de duas peças ou regiões anatômicas temos glândulas, cavidades e uma imensa

Leia mais

COMPARAÇÃO DO DIAGNÓSTICO RADIOGRÁFICO DE ANÁLISES CEFALOMÉTRICAS DISTINTAS *Luciano Sampaio Marques; **Luiz Fernando Eto

COMPARAÇÃO DO DIAGNÓSTICO RADIOGRÁFICO DE ANÁLISES CEFALOMÉTRICAS DISTINTAS *Luciano Sampaio Marques; **Luiz Fernando Eto 1 COMPARAÇÃO DO DIAGNÓSTICO RADIOGRÁFICO DE ANÁLISES CEFALOMÉTRICAS DISTINTAS *Luciano Sampaio Marques; **Luiz Fernando Eto Resumo da monografia apresentada no curso de especilização em Ortodontia da Universidade

Leia mais

O software EVP Plus fornece o processamento mais recente de imagens para os sistemas CR e DR

O software EVP Plus fornece o processamento mais recente de imagens para os sistemas CR e DR O software EVP Plus fornece o processamento mais recente de imagens para os sistemas CR e DR Introdução Os técnicos de radiografia esperam um grau alto de automação e eficiência na tecnologia que eles

Leia mais

Dr. Jefferson Mazzei Radiologista Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho

Dr. Jefferson Mazzei Radiologista Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho Dr. Jefferson Mazzei Radiologista Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho Objetivo da aula; Diagnóstico, estadiamento, acompanhamento, prevenção e pesquisa clínica; Limitações do método. Definição

Leia mais

AVISO DE SEGURANÇA EM CAMPO/NOTIFICAÇÃO DE PRODUTO

AVISO DE SEGURANÇA EM CAMPO/NOTIFICAÇÃO DE PRODUTO AVISO DE SEGURANÇA EM CAMPO/NOTIFICAÇÃO DE PRODUTO Assunto: Software de Planejamento de Tratamento por Radiação da Brainlab: Para uso em software Brainlab, sequências de imagens (excluindo tomografias)

Leia mais

RECONSTRUÇÃO NA TC MPR MPR 2D coronal, sagital e transaxiais.

RECONSTRUÇÃO NA TC MPR MPR 2D coronal, sagital e transaxiais. RECONSTRUÇÃO NA TC Reformatação multiplanar (bidimensional) MPR, um conjunto de dados volumétricos da TC, esse conjunto de dados pode ser reconstruído em secções em qualquer plano desejado, gerando imagens

Leia mais

RADIOLOGIA EM ORTODONTIA

RADIOLOGIA EM ORTODONTIA RADIOLOGIA EM ORTODONTIA Sem dúvida alguma, o descobrimento do RX em 1.895, veio revolucionar o diagnóstico de diversas anomalias no campo da Medicina. A Odontologia, sendo área da saúde, como não poderia

Leia mais

Uma Ontologia para Estruturação da Informação Contida em Laudos Radiológicos

Uma Ontologia para Estruturação da Informação Contida em Laudos Radiológicos Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Uma Ontologia para Estruturação da Informação Contida em Laudos Radiológicos

Leia mais

DENSIDADE. Aspecto Anatômico

DENSIDADE. Aspecto Anatômico Prof André Montillo O Fator Determinante para Definir uma Imagem DENSIDADE São as Variadas Densidades dos Tecidos Orgânicos que Reproduzem as Diferentes Imagens nos Exames por Imagem Aspecto Anatômico

Leia mais

Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para :

Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para : JOELHO JOELHO RM do Joelho Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para : ligamentos, meniscos e tendões músculos, vasos e tecido adiposo osso cortical ( hipointenso

Leia mais

Daros, K A C e Medeiros, R B

Daros, K A C e Medeiros, R B 1 ESTUDO DAS FONTES DE RUÍDO DA IMAGEM PARA FINS DE OTIMIZAÇÃO DAS DOSES NA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE CRÂNIO E ABDOME ADULTO Daros, K A C e Medeiros, R B Universidade Federal de São Paulo São Paulo

Leia mais

As vantagens da imagiologia volumétrica de feixe cónico em exames ortopédicos das extremidades

As vantagens da imagiologia volumétrica de feixe cónico em exames ortopédicos das extremidades As vantagens da imagiologia volumétrica de feixe cónico em exames ortopédicos das extremidades Imagiologia em tomografia computadorizada de feixe cónico para extremidades A tomografia computadorizada de

Leia mais

Técnicas radiográficas. Técnicas Radiográficas Intraorais em Odontologia. Técnicas Radiográficas Intraorais. Técnicas Radiográficas

Técnicas radiográficas. Técnicas Radiográficas Intraorais em Odontologia. Técnicas Radiográficas Intraorais. Técnicas Radiográficas Técnicas Radiográficas Intraorais em Odontologia Técnicas radiográficas Divididas em dois grandes grupos: Técnicas Intraorais Profª Paula Christensen Técnicas Radiográficas Técnicas Extraorais Técnicas

Leia mais

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR MÓDULO ABDOME AULA 2 AVALIAÇÃO INTESTINAL POR TC E RM Prof. Mauricio Zapparoli Neste texto abordaremos protocolos de imagem dedicados para avaliação do intestino delgado através

Leia mais

EXAME TOMOGRÁFICO PARA AVALIAÇÃO ODONTO-MANDIBULAR E MAXILAR EM EQUINO: RESULTADOS PRELIMINARES

EXAME TOMOGRÁFICO PARA AVALIAÇÃO ODONTO-MANDIBULAR E MAXILAR EM EQUINO: RESULTADOS PRELIMINARES EXAME TOMOGRÁFICO PARA AVALIAÇÃO ODONTO-MANDIBULAR E MAXILAR EM EQUINO: RESULTADOS PRELIMINARES Carlos Vinícius de Miranda FARIA, Naida Cristina BORGES, Luiz Henrique da SILVA, Ana Paula Araújo COSTA,

Leia mais

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015 Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015 Amélia Estevão 10.05.2015 Objetivo: Investigar a vantagem da utilização da RM nos diferentes tipos de lesões diagnosticadas na mamografia e ecografia classificadas

Leia mais

PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA TECNOLOGIA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA II

PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA TECNOLOGIA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA II PLANO DE TRABALHO: DISCIPLINA TECNOLOGIA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA II 1 O SEMESTRE DE 2015 PROFESSORES: Andréa de Lima Bastos Giovanni Antônio Paiva de Oliveira 1. EMENTA: Procedimentos, Protocolos,

Leia mais

OSSOS TEMPORAIS(OUVIDO)

OSSOS TEMPORAIS(OUVIDO) OSSOS TEMPORAIS(OUVIDO) A avaliação de perda auditiva ou tiníto quase sempre inclui a investigação do osso temporal através de imagens. Há uma grande variedade de processos de doenças congênitas e adquiridas

Leia mais

TELE ORTHOPANTOMOGRAPH OP300. Uma plataforma para todas as suas necessidades. OP300. Sistema de imagem digital panorâmica

TELE ORTHOPANTOMOGRAPH OP300. Uma plataforma para todas as suas necessidades. OP300. Sistema de imagem digital panorâmica OP300 Sistema de imagem digital panorâmica Sistema de imagem digital cefalométrica Sistema de imagem digital Cone Beam 3D TELE Uma plataforma para todas as suas necessidades. ORTHOPANTOMOGRAPH OP300 1

Leia mais

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA. Prof. Emery Lins Curso Eng. Biomédica

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA. Prof. Emery Lins Curso Eng. Biomédica TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Prof. Emery Lins Curso Eng. Biomédica Objetivos Evolução Histórica Formação da Imagem Motivação Motivação Início da Tomografia Computadorizada (CT) A Tomografia Computadorizada,

Leia mais

TECNOLOGIA RADIOLÓGICA

TECNOLOGIA RADIOLÓGICA TECNOLOGIA RADIOLÓGICA Prof. Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.com Aula 05 Qualidade Radiográfica Agenda Qualidade radiográfica, resolução, velocidade, d curva característica, ti densidade

Leia mais

3. FORMAÇÃO DA IMAGEM

3. FORMAÇÃO DA IMAGEM 3. FORMAÇÃO DA IMAGEM 3.1 INTRODUÇÃO O sistema de geração da imagem de RM emprega muitos fatores técnicos que devem ser considerados, compreendidos e algumas vezes modificados no painel de controle durante

Leia mais

CALIBRAÇÃO DE APARELHOS DE RAIO X EM IMAGENS DE TOMOGRAFIA DE CRÂNIO E TÓRAX

CALIBRAÇÃO DE APARELHOS DE RAIO X EM IMAGENS DE TOMOGRAFIA DE CRÂNIO E TÓRAX CMNE/CILAMCE 2007 Porto, 13 a 15 de Junho, 2007 APMTAC, Portugal 2007 CALIBRAÇÃO DE APARELHOS DE RAIO X EM IMAGENS DE TOMOGRAFIA DE CRÂNIO E TÓRAX Dário A.B. Oliveira 1 *, Marcelo P. Albuquerque 1, M.M.G

Leia mais

VISUALIZAÇÃO VOLUMÉTRICA DE EXAMES DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DA MAMA

VISUALIZAÇÃO VOLUMÉTRICA DE EXAMES DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DA MAMA PIBIC-UFU, CNPq & FAPEMIG Universidade Federal de Uberlândia Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação DIRETORIA DE PESQUISA VISUALIZAÇÃO VOLUMÉTRICA DE EXAMES DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DA MAMA Gabriel Jara

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM)

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem 01. Radiografia anteroposterior do terço proximal da perna esquerda. Imagem 02. Ressonância magnética do mesmo paciente, no plano coronal

Leia mais

Registro Digital. E Padrões de Digitalização

Registro Digital. E Padrões de Digitalização Registro Digital E Padrões de Digitalização INTRODUÇÃO... 1 SELECIONAR UM SCANNER... 2 PADRÕES DE FORMATOS DE ARQUIVOS... 4 DIRETRIZES PARA DIGITALIZAÇÃO... 5 NOMEAR E ORGANIZAR ARQUIVOS DIGITAIS...11

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO MONTE CARLO NÃO PARAMÉTRICO PARA GERAR IMAGENS SINTÉTICAS DE OSSOS TRABECULARES J. W. Vieira, V. Leal Neto, J. M.

DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO MONTE CARLO NÃO PARAMÉTRICO PARA GERAR IMAGENS SINTÉTICAS DE OSSOS TRABECULARES J. W. Vieira, V. Leal Neto, J. M. DESENVOLVIMENTO DE UM MÉTODO MONTE CARLO NÃO PARAMÉTRICO PARA GERAR IMAGENS SINTÉTICAS DE OSSOS TRABECULARES J. W. Vieira, V. Leal Neto, J. M. Lima Filho, J. R. S. Cavalcanti e F. R. A. Lima INTRODUÇÃO

Leia mais

Princípios Tomografia Computadorizada

Princípios Tomografia Computadorizada Princípios Tomografia Computadorizada Tomografia Computadorizada Histórico 1917 - Randon imagens projetadas > reproduziu 1967 Hounsfield >primeiro protótipo tipo Tomografia 1971 - H. Inglaterra > primeiro

Leia mais

VARIAÇÃO DE DOSE NO PACIENTE EM VARREDURAS DE TC DE CRÂNIO USANDO UM FANTOMA FEMININO

VARIAÇÃO DE DOSE NO PACIENTE EM VARREDURAS DE TC DE CRÂNIO USANDO UM FANTOMA FEMININO 2013 International Nuclear Atlantic Conference - INAC 2013 Recife, PE, Brazil, November 24-29, 2013 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA NUCLEAR - ABEN ISBN: 978-85-99141-05-2 VARIAÇÃO DE DOSE NO PACIENTE

Leia mais

Processamento Digital de Imagens

Processamento Digital de Imagens Processamento Digital de Imagens Israel Andrade Esquef a Márcio Portes de Albuquerque b Marcelo Portes de Albuquerque b a Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF b Centro Brasileiro de Pesquisas

Leia mais

Segmentação e Visualização do Fígado a partir de Imagens de Tomografia Computadorizada

Segmentação e Visualização do Fígado a partir de Imagens de Tomografia Computadorizada Dário Augusto Borges Oliveira Segmentação e Visualização do Fígado a partir de Imagens de Tomografia Computadorizada Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção

Leia mais

CBPF Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Nota Técnica

CBPF Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Nota Técnica CBPF Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas Nota Técnica Aplicação de Física Médica em imagens de Tomografia de Crânio e Tórax Autores: Dário Oliveira - dario@cbpf.br Marcelo Albuquerque - marcelo@cbpf.br

Leia mais

LINK CATÁLOGO DE EXAMES

LINK CATÁLOGO DE EXAMES Porque pedir um exame radiográfico? LINK CATÁLOGO DE EXAMES O exame radiográfico é solicitado para a visualização clinica das estruturas ósseas da cavidade bucal. Para isso, existem as mais diversas técnicas

Leia mais

Tomografia Computadorizada I. Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.net Aula 04. Sistema Tomográfico

Tomografia Computadorizada I. Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.net Aula 04. Sistema Tomográfico Tomografia Computadorizada I Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.net Aula 04 Sistema Tomográfico Podemos dizer que o tomógrafo de forma geral, independente de sua geração, é constituído

Leia mais

Rodrigo Passoni Cléber Bidegain Pereira

Rodrigo Passoni Cléber Bidegain Pereira CUSTO BIOLÓGICO DA BOA INFORMAÇÃO Rodrigo Passoni Cléber Bidegain Pereira O custo-benefício das imagens em 3D é um dos pontos principais do SROOF-2012 e tema de justificado interesse da Odontologia. A

Leia mais

OCLUSÃO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO ODONTOLOGIA COMPLETA ODONTOLOGIA COMPLETA SISTEMA MASTIGATÓRIO ANATOMIA FUNCIONAL 22/03/2009

OCLUSÃO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO ODONTOLOGIA COMPLETA ODONTOLOGIA COMPLETA SISTEMA MASTIGATÓRIO ANATOMIA FUNCIONAL 22/03/2009 SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO OCLUSÃO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO É uma entidade fisiológica e funcional perfeitamente definida e integrada por um conjunto heterogêneo de órgãos e tecidos cuja biologia e fisiopatologia

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS DE SOBRAL CURSO DE ODONTOLOGIA PATOLOGIA GERAL E ORAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CAMPUS DE SOBRAL CURSO DE ODONTOLOGIA PATOLOGIA GERAL E ORAL SUB- PATOLOGIA GERAL E ORAL Estomatologia Métodos de Diagnóstico I e II Processos Patológicos PROGRAMA SUGERIDO (PROVA ESCRITA / DIDÁTICA / PRÁTICA) - TEMAS 1. Cistos dos maxilares. 2. Neoplasias benignas

Leia mais

Resolução CFM Nº 2107 DE 25/09/2014 Publicado no DO em 17 dez 2014

Resolução CFM Nº 2107 DE 25/09/2014 Publicado no DO em 17 dez 2014 Resolução CFM Nº 2107 DE 25/09/2014 Publicado no DO em 17 dez 2014 Define e normatiza a Telerradiologia e revoga a Resolução CFM nº 1890/09, publicada no D.O.U. de 19 janeiro de 2009, Seção 1, p. 94-5p

Leia mais

Princípios Físicos em Raio-X

Princípios Físicos em Raio-X Serviço de Informática Instituto do Coração HC FMUSP Princípios Físicos em Raio-X Marco Antonio Gutierrez Email: marco.gutierrez@incor.usp.br 2010 Formas de Energia Corpuscular (p, e -, n, α, β, ) Energia

Leia mais

Programação de Computadores

Programação de Computadores Programação de Computadores Aula 04: Sistema Operacional Material Didático do Livro: Introdução à Informática Capron,, H. L. e Johnson, J. A Pearson Education Sistemas Operacionais: Software Oculto Serve

Leia mais

Resolução CFBM Nº 234 DE 05/12/2013

Resolução CFBM Nº 234 DE 05/12/2013 Resolução CFBM Nº 234 DE 05/12/2013 Publicado no DO em 19 dez 2013 Dispõe sobre as atribuições do biomédico habilitado na área de imagenologia, radiologia, biofísica, instrumentação médica que compõe o

Leia mais

KIP 720 SISTEMA DE DIGITALIZAÇÃO CIS COM A AVANÇADA TECNOLOGIA KIP REAL TIME THRESHOLDING

KIP 720 SISTEMA DE DIGITALIZAÇÃO CIS COM A AVANÇADA TECNOLOGIA KIP REAL TIME THRESHOLDING KIP 720 SISTEMA DE DIGITALIZAÇÃO CIS COM A AVANÇADA TECNOLOGIA KIP REAL TIME THRESHOLDING SISTEMA DE DIGITALIZAÇÃO KIP 720 Scanner de imagens KIP 720 O scanner monocromático e colorido KIP 720 apresenta

Leia mais

Princípios de TI - Computadores. Sistema Operacional. CECOMP Colegiado de Engenharia da Computação. Prof. Fábio Nelson. Slide 1

Princípios de TI - Computadores. Sistema Operacional. CECOMP Colegiado de Engenharia da Computação. Prof. Fábio Nelson. Slide 1 Sistema Operacional Slide 1 Sistema Operacional Um conjunto de programas que se situa entre os softwares aplicativos e o hardware: Gerencia os recursos do computador (CPU, dispositivos periféricos). Estabelece

Leia mais

Informática Software. Prof. Marcos André Pisching, M.Sc.

Informática Software. Prof. Marcos André Pisching, M.Sc. Informática Software Prof. Marcos André Pisching, M.Sc. Objetivos Definir e classificar os principais tipos de softwares Básico Aplicativos Software Categorias Principais de Software Básico Chamado de

Leia mais

EFEITOS DELETÉRIOS INDUZIDOS POR EXPOSIÇÃO INDIRETA DO APARELHO AUDITIVO DURANTE RADIOTERAPIA DE CABEÇA E PESCOÇO - CORRELACIONAMENTO DOSIMETRICO

EFEITOS DELETÉRIOS INDUZIDOS POR EXPOSIÇÃO INDIRETA DO APARELHO AUDITIVO DURANTE RADIOTERAPIA DE CABEÇA E PESCOÇO - CORRELACIONAMENTO DOSIMETRICO EFEITOS DELETÉRIOS INDUZIDOS POR EXPOSIÇÃO INDIRETA DO APARELHO AUDITIVO DURANTE RADIOTERAPIA DE CABEÇA E PESCOÇO - CORRELACIONAMENTO DOSIMETRICO Palavras-chave: Aparelho Auditivo, Dosimetria, Radioterapia.

Leia mais

PROTOCOLO PARA EXAME DE ATM UTILIZANDO TC E RECONSTRUÇÃO 3D-VR 1 PROTOCOL FOR ATM EXAM USING TC AND 3D-VR RECONSTRUCTION

PROTOCOLO PARA EXAME DE ATM UTILIZANDO TC E RECONSTRUÇÃO 3D-VR 1 PROTOCOL FOR ATM EXAM USING TC AND 3D-VR RECONSTRUCTION Disc. Scientia. Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v. 11, n. 1, p. 79-88, 2010. 79 ISSN 21773335 PROTOCOLO PARA EXAME DE ATM UTILIZANDO TC E RECONSTRUÇÃO 3D-VR 1 PROTOCOL FOR ATM EXAM USING TC AND

Leia mais

Sistemas Operacionais. (Capítulo 3) INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO. Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto

Sistemas Operacionais. (Capítulo 3) INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO. Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Sistemas Operacionais (Capítulo 3) INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Estrutura 1. Definições 2. Classificações 3. CPU 4. Memória 5. Utilitários O que se

Leia mais

NOKOMNN. d^i^ufp. j~åì~ä=çç=ìíáäáò~ççê. mçêíìöìæë=çç=_ê~ëáä. Manual do utilizador

NOKOMNN. d^i^ufp. j~åì~ä=çç=ìíáäáò~ççê. mçêíìöìæë=çç=_ê~ëáä. Manual do utilizador = NOKOMNN d^i^ufp j~åì~ä=çç=ìíáäáò~ççê mçêíìöìæë=çç=_ê~ëáä Manual do utilizador Índice 1 Introdução... 5 1.1 Estrutura do documento... 5 1.1.1 Identificação dos níveis de perigo... 5 1.1.2 Formatações

Leia mais

Solução híbrida de 2D / 3D. Spine. Sua poderosa ferramenta para a cirurgia da coluna vertebral do futuro. Spine. Spine

Solução híbrida de 2D / 3D. Spine. Sua poderosa ferramenta para a cirurgia da coluna vertebral do futuro. Spine. Spine Solução híbrida de 2D / Sua poderosa ferramenta para a cirurgia da coluna vertebral do futuro. medicad Sua ferramenta poderosa para cirurgia de coluna vertebral do futuro. Nosso novo software medicad abre

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM Nº 2.107/2014

RESOLUÇÃO CFM Nº 2.107/2014 RESOLUÇÃO CFM Nº 2.107/2014 (Publicado no D.O.U. de 17 dez 2014, Seção I, p. 157-158) Define e normatiza a Telerradiologia e revoga a Resolução CFM nº 1890/09, publicada no D.O.U. de 19 janeiro de 2009,

Leia mais

Normalização Espacial de Imagens Frontais de Face

Normalização Espacial de Imagens Frontais de Face Normalização Espacial de Imagens Frontais de Face Vagner do Amaral 1 e Carlos Eduardo Thomaz 2 Relatório Técnico: 2008/01 1 Coordenadoria Geral de Informática Centro Universitário da FEI São Bernardo do

Leia mais

Curso Técnico de Nível Médio

Curso Técnico de Nível Médio Curso Técnico de Nível Médio Disciplina: Informática Básica 3. Software Prof. Ronaldo Software Formado por um conjunto de instruções (algoritmos) e suas representações para o

Leia mais

UTILIZAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FAN BEAM E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CONE BEAM NA CIRURGIA BUCO-MAXILO-FACIAL

UTILIZAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA FAN BEAM E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CONE BEAM NA CIRURGIA BUCO-MAXILO-FACIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE ODONTOLOGIA DEPARTAMENTO DE CIRURGIA E ORTOPEDIA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA E IMAGINOLOGIA UTILIZAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

Leia mais

Essential para vida. Senographe Essential Sistema de mamografia digital de campo total

Essential para vida. Senographe Essential Sistema de mamografia digital de campo total Essential para vida Senographe Essential Sistema de mamografia digital de campo total A excelência em mamografia digital de campo total (FFDM) é um processo de busca contínua para o aprimoramento da tecnologia

Leia mais

FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - FUPAC

FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - FUPAC FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - FUPAC FACULDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE UBERLÂNDIA Imagenologia: Técnicas Radiológicas II Prof. Msc Ana Paula de Souza Paixão Biomedicina 5º P Método de diagnóstico

Leia mais

REALCE DE MICROCALCIFICAÇÕES EM IMAGENS DE MAMOGRAFIA UTILIZANDO FILTROS PASSA-ALTA

REALCE DE MICROCALCIFICAÇÕES EM IMAGENS DE MAMOGRAFIA UTILIZANDO FILTROS PASSA-ALTA REALCE DE MICROCALCIFICAÇÕES EM IMAGENS DE MAMOGRAFIA UTILIZANDO FILTROS PASSA-ALTA Caio Cesar Amorim Borges e Danilo Rodrigues de Carvalho Universidade Federal de Goiás, Escola de Engenharia Elétrica

Leia mais

Projeto FlexiGrid IWA. Sistema de Armazenamento e Comunicação de Imagens

Projeto FlexiGrid IWA. Sistema de Armazenamento e Comunicação de Imagens Projeto FlexiGrid IWA Sistema de Armazenamento e Comunicação de Imagens Aristófanes C. Silva Danilo Launde Lúcio Dias Roteiro PACS Definição Infra-Estrutura Camadas Problemas Soluções DICOM IWA Histórico

Leia mais

2.1.2 Definição Matemática de Imagem

2.1.2 Definição Matemática de Imagem Capítulo 2 Fundamentação Teórica Este capítulo descreve os fundamentos e as etapas do processamento digital de imagens. 2.1 Fundamentos para Processamento Digital de Imagens Esta seção apresenta as propriedades

Leia mais

2 Trabalhos Relacionados

2 Trabalhos Relacionados 2 Trabalhos Relacionados O desenvolvimento de técnicas de aquisição de imagens médicas, em particular a tomografia computadorizada (TC), que fornecem informações mais detalhadas do corpo humano, tem aumentado

Leia mais

Thales Trigo. Formatos de arquivos digitais

Thales Trigo. Formatos de arquivos digitais Esse artigo sobre Formatos de Arquivos Digitais é parte da Tese de Doutoramento do autor apresentada para a obtenção do titulo de Doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP. Thales Trigo

Leia mais

Sistemas de Informações Hospitalares Imagens Armazenamentos. Prof.: Edson Wanderley

Sistemas de Informações Hospitalares Imagens Armazenamentos. Prof.: Edson Wanderley Sistemas de Informações Hospitalares Imagens Armazenamentos Prof.: Edson Wanderley O que é um Sistema de Informação Hospitalar É um software que tem a finalidade de gerenciar um ou diversos setores de

Leia mais