A Nova Gestão Orçamental no Estado. José Azevedo Rodrigues Bastonário

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1 José Azevedo Rodrigues Bastonário

2 CIRCULAR SÉRIE A N.º 1376 Instruções para preparação do OE-2015 aprovadas por despacho de Sua Excelência o Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento em 18 de julho de As entidades que dispõem obrigatoriamente de um conselho fiscal ou fiscal único, devem submeter com a proposta de orçamento para 2015 o respetivo parecer emitido por aquele órgão, o qual deverá incidir sobre os pontos constantes da presente circular. 2

3 Enquadramento legal da ação de Fiscalização: Os institutos públicos dotados de autonomia administrativa e financeira devem dispor obrigatoriamente de um fiscal único,. tendo, designadamente, como competência, legalmente prevista, a de dar parecer sobre o orçamento e suas revisões e alterações, bem como, sobre o plano de atividades na perspetiva da sua cobertura orçamental (Lei n.º 3/2004, de 15 de janeiro). O Decreto-Lei 133/2013, de 3 de outubro, refere a existência de um órgão de fiscalização na estrutura das empresas públicas (art. 31ª). Nos termos do art. 33º pode ser um conselho fiscal ou revisor oficial de contas dependente consoante o seu modelo de governance 3

4 REVISOR OFICIAL DE CONTAS FUNÇÃO DE INTERESSE PÚBLICO Accountants and the accountancy profession exist as a means of public service; the distinction which separates a profession from a mere means of livelihood is that the profession is accountable to standards of the public interest, and beyond the compensation paid by clients. Robert H. Montgomery - in Love, Vincent J. (October 1, 2008). "Understanding Accounting Ethics, Second Edition". The CPA Journal. 4

5 A Orçamentação e o Interesse Publico. Orçamento de Estado implementa uma estratégia política; Orçamento de Estado é um Instrumento de Governação; Orçamento de Estado é um Instrumento de Comunicação; Orçamento de Estado infuencia a economia. 5

6 Orçamentação e a defesa do interesse público Controlo financeiro; Afetação de recursos escassos; Constitui um programa de coordenação; Melhoria da eficiência e da eficácia; Justificação e proteção do sistema tributário; Oportunidade política dos eleitos exercerem liderança através de: Alinhamento da governação; e, Acompanhamento das práticas governativas. Legitimização das entidades públicas, das suas ações e dos seus programas. 6

7 Processo orçamental e papel da fiscalização: Planeamento Execução Avaliação e Controlo Validar a coerência com os objetivos (alinhamento); Validar os pressupostos de orçamentação (bases legais, meio ambiente, elementos históricos,.) Verificar o cumprimento das regras e normas de orçamentação; Verificar a coerência e adequação dos mapas financeiros. 7

8 Processo orçamental e papel da fiscalização: Planeamento Execução Acompanhar a performance da gestão Avaliação e Controlo Alinhamento Está assegurada a difusão das prioridades estratégicas? Descentralização Existe mecanismo de desagregação orçamental? Responsabilização São os dirigentes descentralizados responsabilizados? 8

9 Processo orçamental e papel da fiscalização: Planeamento Execução Acompanhar a performance da gestão Avaliação e Controlo Motivação Avaliação Que motivações para se cumprir com os objetivos? Monitorização (accountability) O SI e a cultura ajudam a monitorizar resultados? Qual o impacto no desempenho das pessoas? 9

10 Processo orçamental e papel da fiscalização: Planeamento Execução Fundamentos da avaliação e do controlo Avaliação e Controlo Recursos escassos Anos recentes estado previdência sem recursos Estabelecer prioridades nas políticas públicas Justiça social não pode ser relegada para o mercado Value for money Contribuintes/eleitores questionam utilização do dinheiro 10

11 Processo orçamental e papel da fiscalização: Planeamento Execução Tipos de avaliação e do controlo De resultados (objetivos) Avaliação e Controlo Confrontar os resultados preconizados com os realizados; De processos (meios) Assegurar a legalidade, aferir a eficiência e a eficácia dos processos e recursos utilizados. 11

12 As dificuldades no processo orçamental, como instrumento de gestão AUSÊNCIA DE OBJECTIVOS AUSÊNCIA DE PLANOS DE ACÇÃO EXCESSO DE DETALHE ALMOFADAS ORÇAMENTAIS CORTES INDISCRIMINADOS

13 A ORÇAMENTAÇÃO E OS DESAFIOS DA GESTÃO OPÇÕES ESTRATÉGICAS PRÁTICAS DA GESTÃO 13

14 A ORÇAMENTAÇÃO E OS DESAFIOS DA INFORMAÇÃO ORÇAMENTO ÊNFASE NA OTICA FINANCEIRA PRÁTICA TENDÊNCIA PARA A PRESTAÇÃO DE CONTAS EM BASE ECONÓMICA 14

15 Perda de eficácia do modelo de informação orçamental Reduzida integração entre a contabilidade patrimonial e orçamental; A conta 25 fica saldada, o que limita a sua capacidade informativa; Um processo de registo orçamental muito focado na produção de mapas ; Necessidade de conceber um registo dinâmico do orçamento, face às cada vez maiores potencialidades dos ERP 15

16 O futuro da informação financeira no setor público Incremento da accountability, centrada na relevância e não na pormenorização; Harmonização europeia da contabilidade pública (EPSAS/IPSAS); Uma aposta na qualidade informacional e crescente responsabilização pela prestação de contas; Uma alteração de cultura e de competências enfatizando a função formativa 16

17 A accountability exige cooperação Entre a gestão e a fiscalização; Entre a fiscalização e a supervisão; Entre a supervisão, fiscalização e governação. A OROC, em defesa do interesse público, tem vindo a incentivar os seus membros para uma postura colaborativa, em prol da transparência e da qualidade das contas das entidades onde exercem as suas funções 17

18 Obrigado pela Atenção José Azevedo Rodrigues Bastonário

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