Mobilidade residencial intra-urbana em grandes centros - Região Metropolitana de São Paulo - estudo de caso

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1 Mobilidade residencial intra-urbana em grandes centros - Região Metropolitana de São Paulo - estudo de caso Ângela Luppi Barbon Palavras chave: mobilidade residencial intra-urbana; Região Metropolitana de São Paulo Resumo O trabalho mostra os principais resultados de um estudo de caso realizado em 2000 como parte de dissertação de mestrado que discute de forma mais ampla a mobilidade residencial intra-urbana na Região Metropolitana de São Paulo. A análise é baseada no estudo de um universo específico, delimitado por um recorte espacial e temporal que faz parte e reflete um conjunto mais amplo de interações. A região em estudo compreende áreas geográficas onde, com base em uma avaliação da dinâmica recente de aspectos demográficos relacionados à mobilidade intra-urbana, este tipo de movimento mostrou-se relevante. Foram realizadas entrevistas com elementos do universo para resgatar como o morador percebe, atua e reage ao processo de mudança, levantando informações sobre determinantes externas, escolhas particulares e ocupação territorial decorrentes da mobilidade residencial intra-urbana nos últimos 10 anos. Os resultados obtidos mostram as características das famílias, suas condições de habitação, o padrão de deslocamento em relação ao local da residência anterior e as principais motivações das mudanças e da nova localização intra-urbana. Trabalho apresentado no XIV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambú-MG-Brasil, de 20 a 24 de Setembro de IFCH - UNICAMP 1

2 Mobilidade residencial intra-urbana em grandes centros - Região Metropolitana de São Paulo - estudo de caso Ângela Luppi Barbon Introdução Este trabalho mostra os principais resultados um estudo de caso realizado em 2000 como parte de dissertação de mestrado que discute de forma mais ampla a mobilidade residencial intra-urbana na Região Metropolitana de São Paulo. Nos trabalhos mais recentes sobre estruturas urbanas observamos uma constante busca e avaliação de categorias de estudo que permitam uma análise mais completa dos processos de transformação da configuração espacial dos núcleos urbanos ocorridos nas últimas décadas. A questão da mobilidade residencial intra-urbana passa a ser objeto de estudos mais específicos a partir da década de 70 na Europa e Estados Unidos e é apenas nos últimos 20 anos que o fenômeno passa a ser observado de modo mais sistemático por brasileiros. A partir da década de 80 a Região Metropolitana de São Paulo apresentou mudanças significativas em seu perfil migratório, com aumento da importância dos movimentos internos (Cunha, 1.994; Taschner, 1.987) que são atualmente tão importantes na estruturação da metrópole quanto o foram, em décadas passadas, os da migração inter-regional. A mobilidade residencial interna é fruto de iniciativas públicas, privadas, individuais ou coletivas que tentam, em última instância, eqüalizar quantitativa e/ou qualitativamente a demanda e a oferta de unidades habitacionais, quer seja para obter lucros, para satisfazer necessidades individuais ou para atender programas sociais. Analisar a mobilidade residencial é um dos caminhos para a compreensão do impacto destas iniciativas sobre a estrutura urbana. A forma e a intensidade dessa influência pode ser uma variável importante na elaboração de prognósticos sobre os impactos de uma determinada política habitacional. A análise da mobilidade residencial intra-urbana que pretendemos elaborar é baseada no estudo de um universo específico, delimitado por um recorte espacial e temporal. Contudo as diversas análises dos processos de urbanização deixam claro que os recortes espaciais, como o que pretendemos analisar, fazem parte e refletem um conjunto mais amplo de interações. É portanto imprescindível que qualquer análise localizada tenha como pano de fundo estes contextos mais amplos. O trabalho pretende analisar como e com que intensidade a mobilidade residencial influencia a estrutura da metrópole paulista a partir da verificação de padrões de mudança de residência e identificação de suas principais motivações, quando as mesmas ocorrem dentro da própria área urbana metropolitana. Trabalho apresentado no XIV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambú-MG-Brasil, de 20 a 24 de Setembro de IFCH - UNICAMP 2

3 Até a década de 70 o crescimento populacional vegetativo aliado aos movimentos migratórios de outras unidades da federação para a Região Metropolitana de São Paulo poderiam justificar a ocupação residencial de novas fronteiras. Em passado mais recente, última década, apesar das taxas de crescimento populacional significativamente menores continuamos observando um processo de ocupação residencial de áreas periféricas em detrimento das regiões mais centrais. Portanto, a ocupação das franjas da mancha urbana pode estar associada a um processo de rarefação da ocupação residencial das áreas centrais. Outra hipótese a ser considerada é que diferentes políticas em relação ao provimento de moradias favorecem movimentos migratórios para determinadas regiões gerando impactos específicos na estrutura urbana. Associada à questão do financiamento está a condição de renda familiar: é provável que quanto menor a renda maiores sejam os raios de deslocamento da população, o que também favoreceria essa expansão da mancha urbana. Os momentos estruturais relacionados à dinâmica econômico-social e do mercado imobiliário limitam significativamente as opções de escolha do local de moradia, mas lógicas de caráter mais restrito, ainda que coletivas, como a rejeição por regiões não conhecidas e relações sociais entre indivíduos também podem ser importantes na estruturação urbana. Estas dimensões representam diferentes escalas de uma mesma questão: em que medida mobilidade residencial e estrutura urbana estão relacionadas; nela pretendemos concentrar os esforços deste trabalho. No estudo de caso buscaremos levantar informações sobre determinantes externas, escolhas particulares e ocupação territorial decorrentes da mobilidade residencial intra-urbana nos últimos 10 anos que permitam uma primeira discussão das hipóteses levantadas. O encaminhamento metodológico estrutura-se em três etapas complementares. A primeira compreende o levantamento bibliográfico cujo objetivo é conhecer com maior profundidade análises produzidas sobre o assunto para identificar de forma clara os conceitos e metodologias que vem sendo utilizados para tratar a questão da mobilidade intra-urbana, principalmente no que diz respeito à sua relação com a estrutura urbana. Na segunda etapa pretendemos estabelecer um quadro geral da situação em que estará inserido o universo do estudo de caso. Para tanto serão analisados e mapeados, sempre que necessário, dados demográficos e suas seqüências históricas, que permitam uma análise longitudinal de aspectos relacionados à mobilidade social e migração intra-urbana. As principais fontes serão os censos demográficos e as pesquisas nacionais por amostra de domicílios (PNAD) do IBGE, dados demográficos organizados pela Fundação SEADE e a Pesquisa Origem e Destino do METRÔ-SP. Para a terceira etapa, que compreende um estudo de caso, o universo será delimitado por áreas geográficas de interesse onde a migração intra-urbana seja relevante, definidas na análise da segunda etapa da metodologia. Para definir a importância dos diferentes aspectos do processo de migração intra-urbana serão realizadas entrevistas com elementos do universo para resgatar como o morador percebe, atua e reage ao processo de mudança. Definição da área em estudo Da análise inicial sobre a Região Metropolitana concluímos que a Sub-região Oeste apresenta características interessantes para um estudo de caso: crescimento da participação relativa da população, da oferta de emprego, a maior densidade demográfica entre as subregiões com características de expansão e uma oferta do mercado imobiliário formal de imóveis prontos pouco significativa. As características específicas da sub-região Oeste estão relacionadas a dois aspectos. O primeiro diz respeito às tendências da estrutura regional, com cidades médias do interior 3

4 paulista, em direção a Campinas e Sorocaba, inseridas de forma mais significativa na economia em função da desconcentração metropolitana. O segundo refere-se especificamente ao impacto que a atratividade de loteamentos residenciais e comerciais, implantados em Barueri e Santana de Parnaíba a partir da década de 70, teve no desenvolvimento ao longo da Rodovia Castelo Branco. Este vetor de adensamento urbano também é o mais próximo da área Sudoeste do município, para onde houve um significativo deslocamento de empresas nas últimas décadas e depois do vetor Nordeste- Leste, ao longo da Rodovia Dutra, é o que apresenta menos barreiras físicas para a expansão urbana. Os parâmetros iniciais na definição do recorte espacial para um estudo de caso foram a localização no limite entre a área Noroeste do Município de São Paulo e a Sub-região Metropolitana Oeste, um importante vetor de adensamento na última década, com acréscimo de domicílios em todas as faixas de renda, e as características demográficas específicas do Distrito de Anhangüera: acréscimo acentuado do número de domicílios e de moradores nos últimos 10 anos (mais de 6% ao ano), elevado percentual de chefes que já residiam no município de São Paulo em 1991 (92,5% a 95%). O distrito de Anhangüera caracteriza-se pelo adensamento recente, grande parte da área era até o censo de 1991 tratada pelo IBGE como área rural, e para realizar uma análise comparativa com áreas onde o adensamento ocorreu anteriormente selecionamos uma região limitada pela Rodovia Bandeirantes, Marginal do Tietê, Rodovia Castelo Branco até o limite municipal entre Osasco e Barueri, seguindo pelo limite do Município de São Paulo até encontrar a Rodovia dos Bandeirantes, incluindo também os distritos de Jaguara, São Domingos, parte dos distritos de Jaraguá e Pirituba na área Noroeste do município de São Paulo e parte do Município de Osasco, ao norte da Rodovia Castelo Branco, que pertence à sub-região metropolitana Oeste. A área em estudo concentra aproximadamente 4% do total de domicílios da Região Metropolitana e abrange regiões que apresentaram taxas de crescimento anual de domicílios baixas ou decréscimo no total de domicílios, como Jaguara e Pirituba, e regiões que tiveram acréscimo acentuado do total de domicílios, como o distrito de Anhangüera. Trata-se também de uma região em que parte significativa do acréscimo de domicílios não é atendida pelos lançamentos do mercado formal. Das famílias da área em estudo 50% mudaram para o endereço atual a partir de O tempo médio de residência no atual endereço é de 14 anos e no distrito de Anhangüera cai para menos de 10 anos, indicando dentro da área em estudo uma região de ocupação mais recente. No município de São Paulo a grande maioria, 88% das famílias já moravam no próprio município. Entre os que atualmente residem em Osasco este percentual é de 73% e 10% moravam em municípios vizinhos. Portanto menos de 20% das famílias da área em estudo não residiam na Região Metropolitana antes de mudarem-se para a residência atual. Apresentamos a seguir os principais resultados da pesquisa realizada com famílias que mudaram para a atual residência a partir de 1991, nosso universo de migrantes intra-urbanos. Características do migrante intra-urbano Mais da metade das famílias da área em estudo que mudaram para o atual endereço a partir de 1991 é de núcleos jovens: 46% são famílias compostas por casal com filhos menores de 15 anos e 10% são casais jovens sem filhos. Casais e viúvos ou separados com filhos em diferentes faixas etárias representam 21% das famílias. Também é significativo o percentual de dois grupos familiares ocupando a mesma residência, 18%, como por exemplo: filhos 4

5 casados, com ou sem filhos, que moram com os pais e cunhados que dividem o mesmo imóvel. A presença de casais com filhos até 14 anos é ligeiramente menor (33%) nas áreas de ocupação mais antiga (Jaguara, São Domingos, Jaraguá e Pirituba), onde os casais e viúvos ou separados com filhos mais velhos são mais freqüentes, 36%, indicando que o deslocamento para áreas de ocupação mais recente tende a estar associada ao núcleo jovem, momento em que a família tem filhos menores ainda não contribuindo significativamente na composição da renda familiar. A idade média do chefe do domicílio é de 38 anos e a da esposa 34 anos. A maior parte dos chefes, 62%, tem renda comprovada, e este percentual chega a 73%, nas áreas mais consolidadas (distritos de Pirituba e São Domingos). Das esposas 29% têm renda pessoal, das quais 61% têm renda comprovada. Apesar do percentual das esposas que têm renda comprovada ser praticamente o mesmo dos chefes do domicílio, entre estas o percentual é menor nas áreas mais consolidadas, caindo para 57%, indicando que nas áreas menos consolidadas a renda feminina tende a ter um peso maior no provimento da moradia. Comparando distribuição do total de domicílios da área em estudo pela renda do chefe com a dos domicílios dos migrantes intra-urbanos observamos que as famílias com renda do chefe de mais de 10 a 15 salários mínimos apresentaram uma maior mobilidade na última década. Entre os migrantes intra-urbanos esta faixa de renda concentra 16% dos domicílios contra 5% do total de domicílios da área em estudo. Já as famílias onde o chefe tem renda de mais de 5 a 10 salários mínimos foram as que menos de movimentaram, representando 22% do total de domicílios da área e apenas 12% entre os migrantes intra-urbanos, como mostra a tabela 1. Tabela 1 Renda do chefe Área em estudo Renda do Chefe Total dos Domicílios Migrantes Intraurbanos* Até 3 salários mínimos 45% 42% Mais de 3 a 5 salários 20% 27% mínimos Mais de 5 a 10 salários 22% 12% mínimos Mais de 10 a 15 salários 5% 16% mínimos Mais de 15 a 20 salários 4% 2% mínimos Mais de 20 salários 4% 1% mínimos Total 100% 100% * famílias que mudaram para o endereço atual a partir de 1991 Fontes: Levantamento em campo IBGE Censo Demográfico 2000 Condições habitacionais A grande maioria das famílias, 97%, ocupa imóveis horizontais e em mais da metade dos casos o lote tem mais de uma unidade domiciliar. No município de Osasco 74% dos lotes têm mais de uma residência. A horizontalidade reforça o pressuposto de que os lançamentos do mercado formal analisados, predominantemente verticais (96% das unidades), não têm suprido as necessidades habitacionais desta população. A presença de mais de uma unidade domiciliar no mesmo lote é um forte indicador de que a legislação vigente, que dificulta a 5

6 legalização deste tipo de ocupação do lote, também não tem atendido às necessidades desta parcela da população. Do total, 65% das residências estão em construções de apenas um pavimento, mas no distrito de Anhangüera este percentual é de 38% e o número de lotes com apenas uma unidade habitacional eleva-se para 77%. Este padrão diferenciado de ocupação no distrito de Anhangüera pode estar relacionado à presença de um relevo mais acidentado, que dificulta a ocupação, e à subdivisão em pequenos lotes ou, ainda, ao fato de tratar-se de uma ocupação mais recente. Durante conversas informais com moradores comentários como, por exemplo, ter um canto só seu, sair do quintal da sogra, associados à motivação da mudança não foram desprezíveis. Contudo, estas hipóteses não foram avaliadas em profundidade neste trabalho. Considerando-se que número de cômodos e banheiros, bem como a existência de tanque individual estão entre os critérios utilizados na qualificação das moradias, podemos afirmar que comparativamente os migrantes de Anhangüera moram em melhores condições que os de Osasco. No que diz respeito ao número de cômodos, 42% das residências têm mais de 4 cômodos. Em Anhangüera a subdivisão do imóvel tende a ser maior, e 76% das residências tem 5 ou mais cômodos. Mais da metade (56%) tem apenas um dormitório, em Osasco este percentual é de 66% e de apenas 23% em Anhangüera. Quase a totalidade das famílias, 97%, possui pelo menos um banheiro de uso exclusivo e 17% tem mais de um, em Osasco apenas 7% tem mais de um banheiro de uso exclusivo da família e em Anhangüera 57%. Mas, na área em estudo, 21% dividem o tanque de roupas com uma ou duas famílias que residem no lote e apenas em Pirituba e São Domingos todas as famílias possuem um tanque de uso exclusivo. A renda familiar, que tem forte correlação com a renda média do chefe 1, é ligeiramente mais elevada no distrito de Anhangüera o que contribui para um maior conforto habitacional representado por maior número de cômodos e menos domicílios com apenas um banheiro. Na Região Metropolitana 70% das famílias ocupam imóveis próprios (IBGE, 1999), enquanto na área em estudo apenas 34% das residências dos que mudaram nos últimos anos são próprias, 39% são alugadas, 18% são cedidas e 10% estão em terrenos invadidos, conforme declaração dos entrevistados. A mobilidade tende a ser maior entre as famílias que não são proprietárias do imóvel, já que o percentual de propriedade entre os que mudaram recentemente é significativamente menor. Quando o imóvel é cedido, normalmente é de propriedade dos pais e quando é próprio na maioria dos casos (83% dos imóveis próprios) já está quitado. Apenas em São Domingos e Pirituba os imóveis sendo pagos representam um percentual um pouco maior (33%). Em relação a este aspecto é interessante observarmos que Pirituba e São Domingos foram distritos em que houve lançamentos do mercado formal no período analisado e que esta forma de aquisição geralmente está associada a prazos de financiamento mais longos. Nos demais casos o acesso à propriedade normalmente passa pela aquisição do terreno, financiado em menor prazo, e auto-construção de modo que, desde que o terreno esteja pago, o morador considera o imóvel quitado ainda que a construção do imóvel se prolongue por muito tempo. Observa-se também, para o total da Região Metropolitana, que quanto maior a renda do chefe do domicílio maior tende a ser o percentual de imóveis próprios. Desta forma entre os domicílios em que a renda do chefe é superior a 20 salários mínimos 84% dos imóveis são próprios, entre os domicílios com renda do chefe de mais de 5 a 20 salários mínimos a 1 como pode ser verificado através dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. 6

7 propriedade é representada por 76% dos domicílios e quando a renda é de até 5 salários mínimos apenas 65% dos imóveis são próprios (IBGE, 1999). No distrito de Anhangüera o percentual de imóveis próprios entre as famílias que mudaram nos últimos anos é de 77%, estando ligeiramente acima da média da Região Metropolitana (70% - IBGE, 1999) e sendo bastante superior ao observado para o total da área em estudo (34%). Também neste caso renda familiar mais alta e propriedade do imóvel tendem a estar associadas. Cabe ainda esclarecer que o IBGE considera como próprios também aqueles imóveis em terreno cedido ou invadido mas cuja construção ficou a cargo do morador, portanto pelo menos uma parcela dos imóveis classificados nesta pesquisa como localizados em terrenos invadidos seriam considerados pelo IBGE como próprios reforçando ainda mais a diferenciação do distrito de Anhangüera em relação à metrópole. A maior parte (42%) das famílias compromete no máximo 1/4 da renda familiar mensal com aluguel ou prestação do imóvel e para 37% o comprometimento está entre 1/4 e 2/5 da renda. Em Anhangüera 72% comprometem até 1/4 da renda familiar com aluguel ou prestação, o que, considerando-se também os dados relativos à condição de ocupação e aos menores índices de imóveis próprios ainda sendo pagos, indica que este distrito, de ocupação mais recente, tende a caracterizar uma frente de ocupação urbana baseada na aquisição de lotes de baixo custo e auto-construção, que tem sido historicamente uma das mais importantes alternativas de acesso à moradia na Região Metropolitana. Entre os que pagam aluguel, 73% dos valores são superiores a R$400,00, sendo portanto compatíveis com valores praticados em financiamentos para aquisição de imóveis com construção a cargo do empreendedor lançados pelo mercado formal, dos quais 25% oferecem prestações mensais entre R$ 370,00 e R$ 670,00 2. A renda familiar não é, portanto, um empecilho direto ao acesso à propriedade. E apesar da capacidade de comprovação de renda, em geral, ser menor quanto menor a renda familiar (PNAD, 1999) aparentemente isto não é o que afasta as famílias das unidades lançadas em empreendimentos do mercado formal já que mais de 60% dos chefes ou esposas que exercem atividade remunerada declararam manter vínculo empregatício formal e em mais da metade dos domicílios chefe e esposa são os únicos adultos e provedores de renda da família. Mas, indiretamente, a renda familiar é decisiva porque rendas menores implicam em maior dificuldade de capitalização o que torna impraticável a possibilidade de arcar com uma entrada mais significativa ou de arcar com parcelas durante a construção do imóvel enquanto ainda pagam aluguel. A compra de um lote exige inicialmente uma capitalização menor. A construção de poucos cômodos a baixo custo possibilita à família livrar-se do encargo do aluguel e a autoconstrução da ampliação do imóvel permite que a obra caminhe conforme as possibilidades do orçamento familiar. Padrão de deslocamento A maior parte, 62%, das famílias realizaram apenas uma mudança a partir de De todas as mudanças realizadas, 38% ocorreram dentro do próprio município de São Paulo e 39% dentro de um outro município da Região Metropolitana; 77% das mudanças são intramunicipais, das quais mais da metade ocorreu entre áreas muito próximas. Apenas 23% das mudanças ocorreram entre municípios: 10% de São Paulo para outro município da Região 2 EMBRAESP Lançamentos set/96 a ago/00 com valores atualizados pela correção da Caderneta de Poupança para ago/

8 Metropolitana; 7% em sentido inverso: de outros municípios para São Paulo, e 6% entre outros municípios. Considerando-se o saldo migratório, apenas 3% das famílias, que residem atualmente na parte de Osasco que pertence à área em estudo, representam um processo de mobilidade de São Paulo para outros municípios da metrópole. As famílias que mudaram nos últimos anos para a área em estudo apresentam um padrão de deslocamento bastante claro, como mostra o Mapa 1. Na década de 80 já ocupavam a área de Osasco e os distritos de São Domingos e Jaguara, em Anhangüera sua presença era bem menos significativa e uma parcela estava dispersa em áreas mais centrais: Lapa, Perdizes, Bom Retiro, República. Mapa 1 - Residência das famílias da área em estudo nos últimos 10 anos A partir de 1991 nenhuma das famílias estava nos distritos mais centrais e observa-se um acréscimo de mudanças em toda a área em estudo, com destaque para o distrito de Anhangüera, indicando a continuidade da reprodução do processo de expansão periférica associado à expulsão da população de áreas centrais. Aproximadamente a metade das mudanças, 52%, não envolveu alteração na condição de ocupação do imóvel. Em 21% dos casos o movimento envolveu ascensão quanto à condição de ocupação (sair de um imóvel alugado ou cedido para imóvel próprio) e em 27% a condição de ocupação envolveu uma mudança de caráter descensional (de própria para alugada ou cedida, ou de alugada para cedida, ou de qualquer outra condição para invasão). Considerando-se o índice de propriedade no distrito de Anhangüera, 77% das famílias residem em imóveis próprios; em comparação com o observado para o total da área em estudo (34%), pode-se afirmar que o processo de mobilidade para áreas mais periféricas caracteriza uma tentativa das famílias em manter a estabilidade ou ascender quanto à condição de ocupação do imóvel. Na comparação dos raios de deslocamento em direção às áreas de ocupação mais recente (Mapa 2) e mais antigas (Mapas 3 e 4) fica evidente que no início do processo de ocupação os deslocamentos tendem a ser maiores e com a gradativa consolidação dos núcleos 8

9 as mudanças tendem a envolver deslocamentos menores. Nas áreas de ocupação mais antiga a maioria dos deslocamentos não ultrapassa 5 km em relação ao centro do distrito, em Anhangüera a maior parte das mudanças envolve deslocamentos superiores. Mapa 2 Histórico das mudanças - Anhangüera Anhangüera Jaraguá Histórico das Mudanças Moradores de Osasco Santana de Parnaíba Brasilândia Período da mudança para o local Cachoeirinha a Mandaqui a a Pirituba Freguesia do Ó 5 km do Tucuruvi centro do distrito 7,5 km do centro do distrito 10 km do centro do distrito Aldeia Limão Casa Verde Santana Base: 89 mudanças Jardim Belval Barueri Jaguara Vila Guilherme Vila Maria Vila Leopoldina Lapa Santa Cecília Jardim Silveira Perdizes Belém Jandira Carapicuíba Jaguaré República Vila Dirce Osasco Rio Pequeno Butantã Bela Vista Pinheiros Jardim Paulista Cambuci Moóca Água Rasa Vila Mariana Ipiranga Raposo Tavares Vila Sônia Morumbi Itaim Bibi Moema Vila Prudente Saúde Cotia Taboão da Serra Campo Limpo Vila Andrade Campo Belo Cursino Sacomã Santo Amaro Embu Capão Redondo Campo Grande 0 2,5 5 7,5 km Mapa 3 Histórico das mudanças Osasco escala gráfica Anhangüera Perus Tremembé Histórico das Mudanças Moradores de Anhangüera Período da mudança para o local Jaraguá Brasilândia Cachoeirinha Mandaqui Jaçanã a Jardim Presidente Dutra a a km do centro do distrito Pirituba Jaguara Freguesia do Ó Limão Casa Verde Santana Tucuruvi Vila Guilherme Vila Medeiros Vila Maria Ermelino Matarazzo Cangaíba Ponte Rasa 7,5 km do centro do distrito 10 km do centro do Jardim distrito Helena Base: 48 mudanças Vila Jacuí São Miguel Vila Curuça Osasco Lapa Vila Leopoldina Jaguaré Alto de Pinheiros Barra Funda Bom Retiro Perdizes República Consolação Pari Brás Belém Tatuapé Penha Vila Matilde Carrão Artur Alvim Itaquera Lajeado Guaianases Rio Pequeno Butantã Bela Vista Moóca Pinheiros Cambuci Jardim Paulista Liberdade Água Rasa Vila Formosa Aricanduva Cidade Líder Parque do Carmo José Bonifácio Vila Mariana Ipiranga Cidade Tiradentes Raposo Tavares Vila Sônia Morumbi Itaim Bibi Moema Vila Prudente São Lucas Sapopemba São Mateus Saúde Iguatemi Taboão da Serra Campo Limpo Vila Andrade Campo Belo Cursino Sacomã São Caetano do Sul São Rafael Santo Amaro Jabaquara Capuava 0 2,5 5 7,5 km escala gráfica 9

10 Mapa 4 Histórico das mudanças Outras Áreas Franco da Rocha Histórico das Mudanças Moradores de outras Áreas Jordanésia Período de mudança para o local Cajamar a a a Polvilho 5 km do centro do distrito Mairiporã 7,5 km do centro do distrito 10 km do centro do distrito Caieiras Base: 38 mudanças Anhangüera Perus Tremembé Santana de Parnaíba Jaraguá Brasilândia Cachoeirinha Mandaqui Jaçanã Pirituba Freguesia do Ó Tucuruvi Vila Medeiros Limão Casa Verde Santana Jardim Belval Barueri Aldeia Jaguara Vila Guilherme Vila Maria Jandira Jardim Silveira Carapicuíba Osasco Jaguaré Lapa Alto de Pinheiros Perdizes Santa Cecília República Pari Belém Tatuapé 0 2,5 5 7,5 km escala gráfica A tabela 2 a seguir, mostra dois padrões de deslocamento. No primeiro o acesso à propriedade do imóvel está diretamente relacionado à maior flexibilidade quanto ao deslocamento, já que em 47% dos casos o movimento em Anhangüera, onde as mudanças envolvem deslocamentos maiores, estão associados à ascensão quanto à condição de ocupação. O segundo padrão envolve a manutenção da localização, expressa pela tendência a deslocamentos menores, em detrimento da condição de ocupação que em 30% dos casos é descensional. Tabela 2 - Alterações na condição de ocupação - Área em estudo Alteração Anhangüera Outros Ascensional 47% 18% Estável 47% 52% Descensional 6% 30% Total 100% 100% Base: famílias que mudaram para o endereço atual a partir de 1991 Fontes: Levantamento em campo Motivação da migração e da nova localização intra-urbana Um terço das famílias afirma que a principal motivação da mudança de residência é sair do aluguel, com índices mais elevados em Anhangüera. Em outro terço dos casos é o casamento e a constituição de um novo núcleo familiar a principal motivação, índice que chega a 40% em Osasco onde é a motivação mais significativa. Na escolha da nova moradia o fator primordial é o baixo custo, citado por 31% das famílias. As características de localização vêm a seguir, sendo mencionadas por 21%, com 10

11 destaque para a proximidade da família e do local de trabalho. As características do imóvel, principalmente tamanho, são relativamente menos importantes, apenas 12% citam como motivo da escolha. Quando consultados sobre a destinação do imóvel em que moravam anteriormente 73% dos entrevistados afirmam que continua com uso residencial, 11% que o imóvel encontra-se vazio, 4% que está sendo utilizado para fins comerciais e os demais não sabem o uso atual do imóvel que deixaram. Portanto, não há motivos para supor que as mudanças tenham alguma relação importante com alterações no uso dos imóveis da região da moradia anterior. Na medida em que o mercado formal não atende à demanda pela propriedade da residência em determinados segmentos, observa-se três momentos distintos associados à mobilidade intra-urbana. O primeiro está relacionado à constituição de um novo núcleo familiar, envolve a ocupação de imóveis alugados ou cedidos e deslocamentos pequenos, em geral inferiores a 5 km. O segundo é de movimentação mais intensa entre diversos imóveis alugados ou cedidos e também envolve pequenos deslocamentos. O terceiro representa a ascensão para a propriedade e está fortemente associado ao adensamento da ocupação de áreas periféricas. Basicamente é a busca por menores custos que favorece um deslocamento mais acentuado. Conclusões Os dados empíricos indicam a ocupação sucessiva de áreas cada vez mais distantes do centro ao longo de determinados setores de círculo. Contudo, ao contrário da teoria proposta por Hoyt, não são necessariamente os grupos privilegiados que migram para as áreas periféricas, mas os de menor renda, em 16% das famílias da área em estudo que mudaram para o endereço atual a partir de 1991 o chefe tem renda mensal de 10 a 15 salários mínimos. Esta faixa de renda representa apenas 5% do total de famílias, incluindo as não migrantes, da área em estudo. Já as famílias cujo chefe tem renda mensal superior a 15 salários mínimos (8% do total) representam apenas 3% dos migrantes intra-urbanos. Portanto, o padrão periférico de crescimento da Região Metropolitana de São Paulo, largamente discutido pelos estudiosos brasileiros a partir da década de 70 (Cardoso, 1971; Camargo, 1975; Rolnik, 1990; Faria, 1997; Lago, 1998), continua preponderante na estruturação da Metrópole. Mas, atualmente, as grandes massas de migrantes externos, menos qualificados e com menor renda, não justificam essa ocupação e sua conseqüente deseconomia. A reprodução de uma apropriação diferenciada do espaço urbano sob o domínio das camadas de mais alta renda, conforme discutido por Villaça (1998), evidencia portanto o acirramento da concentração de renda entre a população não migrante da Região Metropolitana. Este padrão já estava delineado a partir da década de 40, acirrando-se durante a década seguinte e consolidando-se nos anos 60 e 70. A partir da década de 80, apesar das taxas de crescimento populacional e do saldo migratório significativamente menores (Baeninger, 1997; Cunha,1997; Taschner, 1997), o padrão periférico de crescimento ainda persiste indicando uma acentuada movimentação intra-metropolitana. A busca do equilíbrio na busca do local de residência, que embasa a Teoria de Trocas, desenvolvida por economistas durante a década de 50 (Evans, 1973), não pode em nosso caso levar em conta apenas os aspectos como o custo da moradia e do transporte, tempos de deslocamento, qualidade da habitação e do entorno, mas tem como elemento preponderante a 11

12 dificuldade de acesso à propriedade a um custo compatível com a renda familiar, em detrimento das demais variáveis. Em geral a maioria das famílias que migram para a periferia possuem um orçamento restrito e instável. Nestas condições, a busca da propriedade favorece maiores deslocamentos em direção às regiões periféricas, como observado no distrito de Anhangüera em comparação com os demais pontos da área em estudo. Aparentemente a alteração de uso do solo em determinadas áreas também não é a causa preponderante desta movimentação, já que 73% dos entrevistados afirmaram que o imóvel que ocupavam anteriormente continua com uso residencial e o número de empresas não tem aumentado de forma significativa, aproximadamente 2% ao ano na Região Metropolitana entre e 2000 e menos de 1% ao ano no município de São Paulo. Portanto é pouco provável que um número significativo de imóveis tenha sido absorvido pelas empresas, mesmo que tenha ocorrido uma movimentação significativa em direção a determinadas áreas, os imóveis abandonados provavelmente não foram ocupados por outras atividades comerciais, industriais ou de serviços. Observa-se também um percentual elevado de domicílios em condições de uso residencial e desocupados na época da realização do censo Na Região Metropolitana 11% do imóveis, em média, estavam nestas condições, exatamente o mesmo percentual obtido em relação ao imóvel ocupado antes da última mudança pelas famílias da área em estudo. Já nos distritos em que a presença de famílias que hoje residem na área em estudo era maior durante a década de 80 os percentuais de domicílios vagos apresentam, exceto Perdizes (11%), uma maior proporção de domicílios vagos: Lapa com 13%, Santana 16%, Santa Cecília 18% e República 23%. O baixo crescimento do número de empresas e a vacância de imóveis para uso residencial reforçam a hipótese de que a continuidade, durante a última década, do processo de expulsão de áreas mais centrais tende a estar relacionada à elevação do valor da terra e conseqüentemente no custo da habitação, como no caso da Lapa, Perdizes e de Santana. Podemos observar (em um índice de 0 a 100, elaborado a partir dos preços médios por m 2 de área útil na data do lançamento dos imóveis pelo mercado formal) preços acima da média da Região Metropolitana com tendência de elevação a partir de 1998/1999 para estes três distritos. Ao contrário, para outros distritos nas proximidades, dos quais não houve transferência significativa de famílias para a área em estudo, Limão, Vila Leopoldina, Mandaqui e Tucuruvi, os preços que eram superiores à média da Região Metropolitana em 1996 passam a ser inferiores ou mantêm-se bastante próximos a esta média a partir de 1998, como mostra o gráfico a seguir. 12

13 Gráfico 1 Índice de variação de preços por m 2 de área útil 1996 a 2000 Lançamentos do Mercado Formal RMSP Perdizes Santana Lapa Limão Vila Leopoldina Mandaqui Tucuruvi Fonte: EMBRAESP Lançamentos set/96 a ago/00, índice de 0 a 100 elaborado a partir dos preços médios em Reais na data do lançamento dos empreendimentos por distrito e para o total da RMSP. É importante esclarecer que este índice é apenas um indicador limitado. A análise e compreensão das reais implicações do custo da habitação no deslocamento das famílias abre uma possibilidade de estudos instigantes aos quais seria preciso incorporar séries históricas mais abrangentes e avaliações econométricas mais detalhadas. A outra face da mobilidade intra-urbana, num quadro de baixo crescimento vegetativo e pequeno saldo migratório, é o processo de rarefação da ocupação em áreas anteriormente mais densas. Tanto o baixo acréscimo no número de empresas quanto as taxas reduzidas ou negativas de acréscimo de domicílios são fortes indicadores deste processo de rarefação que podemos verificar facilmente em algumas áreas da Região Metropolitana pela enorme quantidade de imóveis desocupados, tanto em áreas predominantemente residenciais quanto com outros usos preponderantes. Portanto a ocupação de franjas da área urbana não está diretamente relacionada a alterações imediatas do uso em regiões mais centrais. Tudo indica que em um primeiro momento a mobilidade das famílias implica num acréscimo de imóveis desocupados. Este processo de rarefação atinge com mais intensidade alguns bairros e propicia algumas situações específicas. Em primeiro lugar representa um grande capital investido em infra-estrutura, ao longo de décadas, e sub-utilizado. Cria também áreas sem cidadãos e para as quais a sociedade, em princípio, não exige nenhum tipo de intervenção, e que tendem a ficar excluídas de políticas positivas de transformação do espaço urbano. Em termos práticos, estas áreas são um campo de batalha aberto para a disputa dos espaço entre os atores que participam do processo de estruturação urbana. De um lado a pressão, quase imperceptível, da população expulsa para áreas periféricas, longe do emprego, com pouca infra-estrutura, fragilizada pela insegurança quanto ao trabalho. De outro o poder do capital imobiliário, que tende a tratar estas áreas como historicamente foram tratadas áreas 13

14 vazias mais próximas do centro, o loteamento em região periférica pressionava por investimentos públicos em infra-estrutura que, para atingí-lo, passava necessariamente pelas áreas mais centrais e ainda não loteadas. A infra-estrutura aumentava o valor da terra, posteriormente loteada com maiores vantagens para o empreendedor. A revitalização dessas áreas mais centrais, atualmente com uso rarefeito em função da mobilidade das famílias, se por um lado tende a evitar a sub-utilização do capital investido anteriormente em infra-estrutura e, em geral, melhora as condições de vida urbana, também tende a recuperar, ou até mesmo elevar o valor da terra urbana, como ocorreu com as áreas não loteadas mais próximas ao centro em períodos anteriores. Ao mesmo tempo nas regiões periféricas as áreas levam, a partir do início da ocupação, entre 20 e 25 anos para se consolidarem, incorporando características definitivamente urbanas e atraindo quantidade significativa de famílias. Na área em estudo pode-se observar que esse processo caracteriza-se, inicialmente, por uma ocupação mais intensa durante cerca de 10 anos, quando a velocidade de ocupação é representada por 5 a 15 mudanças no quinqüênio para cada 100 mudanças em 50 anos. No distrito de Anhangüera esta primeira onda de ocupação tem seu pico por volta de 1985, enquanto nos demais distritos da área em estudo é anterior, ocorre em Segue-se um período de menor velocidade no processo de assentamento, menos duradouro em Anhangüera (cerca de 5 anos) do que nos demais distritos (cerca de 10 anos). A partir da década de 90 observa-se um acréscimo significativo do número de mudanças para toda a área em estudo, quando a velocidade de ocupação varia de 15 a 45 mudanças no quinqüênio para cada 100 mudanças em 50 anos, como mostra o gráfico a seguir Gráfico 2 Velocidade de Ocupação 1951 a 2000 (mudanças no quinqüênio para cada 100 mudanças em 50 anos) Anhangüera Outros a a a a a a a a a a 2000 Base: 232 entrevistas É ao final da primeira onda (pioneira), cerca de 15 anos após o início da ocupação sistemática, que a comunidade tende a apresentar um volume suficiente para exercer pressão 14

15 por melhorias na infra-estrutura básica, ocorrendo também uma maior atratividade para os pequenos negócios e serviços complementares da ocupação residencial. Neste caso observase o conceito que a Teoria de Trocas trata como economia de aglomeração social. A segunda onda de ocupação (consolidação), em geral, já encontra a região com relações mais fortes com a malha urbana metropolitana representadas, por exemplo, pelo transporte coletivo público, ainda que precário; pelo calçamento e iluminação pública das principais vias de acesso; pelas instituições de ensino público, etc. Tudo indica que as características da região têm efeito cumulativo na consolidação e conseqüente acréscimo na atratividade de uma área, já que mesmo para os distritos da área em estudo ocupados há mais tempo há um acréscimo significativo na velocidade de ocupação durante a última década. Sob o ponto de vista individual, realizar o sonho da casa própria ou manter a condição de proprietário é a principal motivação da mudança de residência. É importante ressaltar que esta postura individual reflete uma apropriação diferenciada do espaço gerada por... uma determinada faceta da luta de classes no capitalismo avançado... (Harvey, 1976, p1). Portanto o padrão periférico de crescimento é o reflexo destes conflitos na produção do espaço urbano. A mobilidade residencial está associada à momentos distintos do ciclo de vida e do perfil do núcleo familiar. Um deles pressupõe a constituição de um novo núcleo, não inclui necessariamente o acesso à propriedade e envolve pequenos deslocamentos em relação à moradia anterior. Após a constituição do novo núcleo observa-se uma situação de deslocamentos freqüentes para lugares também bastante próximos ocupando imóveis alugados ou cedidos, são as famílias que abrem mão da propriedade em função da localização. Mas, é a manutenção ou ascensão à propriedade de casais jovens com filhos até 14 anos que, em geral, está relacionada aos maiores deslocamentos favorecendo a expansão da mancha urbana. Contudo, mesmo estes deslocamentos maiores, em poucos casos envolvem mudanças entre diferentes regiões do município, já que depois do custo é a proximidade da família e do trabalho o aspecto mais importante na escolha do novo imóvel. Ainda que deslocando-se mais, o migrante intra-urbano procura manter, sempre que possível, seus vínculos sociais. A forma como a maior parte da população consegue viabilizar o provimento de moradia é, até os dias de hoje, um elemento importante no processo de reprodução do espaço urbano baseado no desbravamento das franjas da área urbana pela população de menor renda, que arca com os custos sociais e econômicos de sua consolidação (Mautner, 1981). A partir do momento em que estes núcleos são definitivamente incorporados à cidade, tendem a ser absorvidos pelo mercado formal gerando um novo processo de expulsão. Quando o estoque de terras desocupadas é quase inexistente o capital imobiliário, neste modelo de reprodução, depende da expulsão dos moradores e conseqüente desvalorização e deterioração de áreas urbanas para, posteriormente, pressionar o poder público a investir em reabilitação, reabsorver a área para o mercado formal e realizar seus lucros através da revalorização da terra. O grande desafio com que a análise empírica nos defronta é encontrar caminhos para romper este processo perverso redistribuindo de forma mais justa os custos e as vantagens sociais destes investimentos, em grande parte financiados pelas camadas urbanas de menor renda que constróem grande parte da metrópole. 15

16 Bibliografia ABLAS, Luiz São Paulo, cidade mundial ou metrópole subdesenvolvida; publicado em São Paulo em Perspectiva, 7(2), p , ), São Paulo, abr-jun/1993. BAENINGER, Rosana Regionalização e migração em São Paulo: características dos anos 80; em Anais do 7 º Encontro Nacional da ANPUR, vol. 2, p. 995, BÓGUS, Lúcia M. M. Luta pela cidade de São Paulo; Cortez, São Paulo, BONVALET, Catherine e MERLIN, P. Transformation de la famille et de l habitat; INEP/PUF, Paris, 1988, p BONDUKI, Nabil Origens da habitação social no Brasil; FAPESP, São Paulo, BOURNE, Larry S. (editor) - Internal structure of the city, readings on urban form, growth, and policy; 2 a edição, Oxford University Press, New York, BRANDT, Vinícius C. (org) & outros - São Paulo: trabalhar e viver; Ed. Brasiliense, São Paulo, CADWALLADER, M. - Migration and residential mobility; The University of Wisconsin Press, Wisconsin, CAMARGO, Cândido F. C. & outros - São Paulo 1975, crescimento e pobreza; Editora Loyola, São Paulo, CARDOSO, Fernando H. & outros - Consideraciones sobre el desarrollo de São Paulo: cultura y participación; publicado em Eure 3, Santiago do Chile, CARNOY, Martin - Estado e teoria política; 4 a edição, Papirus, Campinas, CASTRO, Armando B. de - Globalização e crise urbana: provocativas metodológicas, publicado em São Paulo em Perspectiva, vol. 9, n. 2, Fundação SEADE, São Paulo, abr-jun/ CASTRO, Carolina M. P. de - A explosão do autofinanciamento na produção da moradia em São Paulo nos anos 90; Tese de Doutorado apresentada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - USP, São Paulo, CUNHA, José M. P. da - A mobilidade intra-regional no contexto das mudanças no padrão migratório nacional: o caso da Região Metropolitana de São Paulo; publicado em Anais do 7 o. Encontro Nacional da ANPUR, vol. 1, p. 21, Mobilidade populacional e expansão urbana: o caso da Região Metropolitana de São Paulo; Tese de Doutorado apresentada ao IFCH, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, EVANS, Alan W. The economics of residential location; The Macmillan Press Ltd, London, FAORO, Raymundo - A aventura liberal numa ordem patrimonialista; publicado em Revista USP 17, São Paulo, FARIA, Teresa C. - Mobilidade residencial na cidade do Rio de Janeiro: os processos de decisão de localização e suas relações com a estrutura intra-urbana; publicado em Anais do 7 o. Encontro Nacional da ANPUR, vol. 1, p. 192, GILBERT, Alan G. - A home is for ever? Residential mobility and homeownership in selfhelp settlements; cópia para revisão; Londres, GILBERT, Alan G. & WARD, Peter M. - Residential movement among the poor: the constraints on housing choice in Latin American cities; cópia para revisão; Londres,

17 GOTTDIENER, Mark - A produção social do espaço urbano; 2 a edição; São Paulo: Edusp, HARVEY, David O Trabalho, o capital e o conflito de classes em torno do ambiente construído nas sociedades capitalistas avançadas; tradução: Flávio Villaça (cópia datilografada, sem data) Título Original: Labor, Capital and class struggle around the build enviroment, 1976 KOWARICK, Lúcio & CAMPANÁRIO, Milton - São Paulo, metrópole do subdesenvolvimento industrializado: do milagre à crise econômica; publicado em Lutas Sociais e a Cidade, São Paulo Passado e Presente, Editora Paz e Terra, São Paulo, LAGO, Luciana C. do - Estruturação urbana e mobilidade espacial: uma análise das desigualdades socio-espaciais na metrópole do Rio de Janeiro; Tese de Doutorado apresentada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - USP, São Paulo, LANGENBUCH, Juergen R. A Estruturação da Grande São Paulo; Tese de Doutorado, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro da Universidade de Campinas, LOJKINE, Jean - Contribuição a uma teoria marxista da urbanização capitalista; tradução: Pedro C. Silva George e Rui Fontana Lopez; publicado em Cahiers Internacionaux de Sociologie, vol. LII, 1.972; p. 123/145. LÉVI-STRAUSS, Claude Tristes Trópicos; tradução: Rosa Freire d Aguiar; Companhia das Letras, São Paulo, MARCUSE, Peter The enclave, the citadel and the guetto; publicado em Urban Affairs 33, 1997, p MARTINE, George - A redistribuição espacial da população brasileira durante a década de 80; publicado em Textos para discussão 329, IPEA, Brasília, MARICATO, Ermínia As idéias fora do lugar e o lugar fora das idéias; publicado em A cidade do pensamento único, desmanchando consensos, Editora Vozes, Petrópolis, A questão da habitação popular no Brasil de hoje; Seminário: A humanização das cidades, FAUUSP, São Paulo, 1982 MAUTNER, Yvonne M. M. - Periphery as a frontier for the expansion of capital; Londres, S.N., A Cria Rebelde; Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - USP, São Paulo, RIBEIRO, L. C. Q e LAGO, Luciana C. do - Crise e mudança nas metrópoles brasileiras: a periferização em questão; publicado em LEAL, M. C. et al (orgs.) - Saúde, ambiente e desenvolvimento: uma análise interdisciplinar, v1, São Paulo / Rio de Janeiro, Hucitec / Abrasco, ROLNIK, Raquel & outros - São Paulo: crise e mudança; Brasiliense, São Paulo, SAMPAIO, Maria R. A. de & PEREIRA, Paulo C. X. - São Paulo, cidade global?; publicado em Anais do 7 o. Encontro Nacional da ANPUR, v2, p1036, SANTOS, Milton - A natureza do espaço; 2 a edição; São Paulo: Hucitec, Pobreza urbana; São Paulo, Hucitec,

18 ... Metrópole corporativa fragmentada: o caso de São Paulo; São Paulo, Nobel, SASSEN, Saskia - As cidades na economia mundial; Studio Nobel, São Paulo, SHORT, John R. - Residential mobility; publicado em BOURNE, Larry S. (editor) - Internal structure of the city, readings on urban form, growth, and policy, 2 a edição, Oxford University Press, New York, SMITH, N. e WILLIANS, P. Gentrification of the city; Unwin Hyman, Boston, SMOLKA, Martim O - Mobilidade intra-urbana no Rio de Janeiro: da estratificação social à segregação residencial no espaço; publicado em Anais do VIII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, v3, p , TASCHNER, Suzana P. - Habitação contemporânea e dinâmica populacional no Brasil: notas muito preliminares; publicado em Anais do 7 o. Encontro Nacional da ANPUR, v2, p321, VILLAÇA, Flávio - Espaço intra-urbano no Brasil; Nobel, São Paulo, WALQUANT, Loïc J. D. Proscritos da cidade, estigma e divisão social no gueto americano e na periferia urbana francesa; tradução: John Monteiro, publicado em Novos Estudos 43, nov/1995, p Metodologia Os dados demográficos secundários apresentados foram obtidos de fontes oficiais: IBGE, Fundação SEADE, Pesquisa Origem e Destino do Metrô. Sempre que possível as informações de uma determinada fonte foram agregadas, segundo a localização geográfica, de modo a estabelecer um quadro comparativo e permitir que as informações fossem validadas para garantir a segurança quanto à ordem de grandeza dos dados apresentados. Para a área em estudo os dados demográficos foram agregados a partir das informações por setor censitário, a menor unidade geográfica para a qual o IBGE fornece dados agregados dos censos. Exceto quando há alguma indicação em contrário, todos os valores monetários apresentados referem-se ao ano de No estudo de caso foi realizada pesquisa quantitativa, a partir de amostra aleatória do universo em questão, com entrevistas pessoais de curta duração com um dos membros adultos de cada família sorteada. Foram realizadas 120 entrevistas pessoais, cujo questionário encontra-se em anexo, com o chefe do domicílio ou esposo(a) de famílias que mudaram para o endereço atual a partir de A amostra probabilística foi selecionada a partir de um sorteio aleatório de setores censitários 3 pelo total acumulado de domicílios, com pulo sistemático no setor sorteado. No total foram contatadas 232 famílias às quais foi aplicado um filtro que consistia em identificar o tempo de moradia na residência atual e o local da residência anterior. Os resultados apresentados referem-se apenas às variáveis em que a margem de erro, para um intervalo de confiança de 90%, não alteraria as conclusões. 3 Menor unidade geográfica utilizada pelo IBGE na realização de censos demográficos 18

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