Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa?

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1 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? Resumo (250 palavras) De acordo com Gilberto Freyre, não se pode menosprezar a influência dos britânicos tão presentes no país como negociantes ou técnicos no período entre 1835 e 1912 (FREYRE, 2000, p.46) em nossos modos e costumes. A concomitante submissão à cultura francesa é inegável quando se fala, em especial, da introdução dos padrões artísticos clássicos desde a vinda da Missão Francesa em 1816 e da transposição de idéias haussmanianas para as cidades brasileiras (SALGUEIRO, 1997 e PINHEIRO, 2002). Mas, se há uma parafernália de idéias e artefatos em um dado momento histórico, a identificação de um modus vivendi depende de uma análise que leve em consideração tudo aquilo que faz parte do cotidiano de um grupo social, inclusive a ponderação sobre a recepção de conceitos de diferentes origens. A passagem de uma tipologia construtiva presente desde os tempos coloniais para uma liberdade de padrões acessíveis pela ampliação das comunicações com as metrópoles de além-mar, lá também em franco processo de transformações, depende fundamentalmente das bases urbano-fundiária, jurídica e principalmente cultural, apropriadas à incorporação dos novos modelos. Este trabalho pretende averiguar a introdução e adequação de idéias estrangeiras, no final do século XIX e primeiras décadas do século XX, nas formas de morar das classes em ascensão na época, na cidade do Rio de Janeiro. Neste sentido, é preciso cotejar as influências dos immeubles parisienses e das gentleman s houses britânicas no principal portão brasileiro de entrada da cultura européia o Rio de Janeiro, antiga capital do Império e da República Velha. Palavras-chave: arquitetura doméstica; Belle Époque; Rio de Janeiro

2 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 2 Introdução A existência de duas coleções de um dos periódicos franceses mais famosos do século XIX a Revue Générale de l Architecture et des Travaux Publics (RGATP), editada por César Daly ( ), em importantes bibliotecas brasileiras 1 pode ser considerada a evidência de que estas publicações foram fontes de inspiração para a arquitetura oitocentista brasileira. Mas as formas pelas quais esse material pode ter chegado ao seu público-alvo em território nacional podem ter seguido caminhos tortuosos e não serviram obrigatoriamente como material de consulta restrito aos centros de formação profissional então existentes 2, passando talvez pelas mãos de clientes mais atentos ou até de comerciantes nessa área da produção, em seu trabalho cotidiano. A permanência dos padrões arquitetônicos domésticos urbano-coloniais em pleno período imperial e, muitas vezes, até depois de instaurada a República, já é indicativa da morosidade na aceitação de novos modelos estrangeiros por parte dos brasileiros da época 3, com exceção das grandes encomendas em geral de caráter público. Mesmo com a aclamada vinda da Missão Francesa em 1816 e a subseqüente fundação da Academia Imperial de Belas Artes, não se pode daí inferir uma relação óbvia entre a influência francesa na arquitetura doméstica em geral e menos ainda de uma inspiração oriunda especificamente das fontes de Daly. O único arquiteto da Missão Grandjean de Montigny ( ) que vivenciou todo tipo de mandos e desmandos até a definitiva criação da Academia, em 1926 não pode ser responsabilizado pela entrada dessas publicações por ter sido ainda muito prematuro para se contabilizar as conseqüências da publicação francesa na produção brasileira, mesmo por que o grande interesse de Daly pela arquitetura doméstica burguesa viria a ser consolidada no terceiro quartel do século XIX paralelamente às ações do famoso prefeito do Sena 4. Outro fato importante a reconhecer é que a 1 Uma coleção está na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e a outra na Biblioteca da Escola Politécnica/USP, em São Paulo. 2 A respeito da formação profissional no período imperial, consultar Coelho (1999). Nas duas Escolas Politécnicas do Rio e de São Paulo, foi implantada na virada do século XIX uma especialização em arquitetura, e a Academia Imperial de Belas Artes continuou sendo a única escola de formação superior de arquitetos, seguindo os moldes da Ècole des Beaux Arts francesa, posteriormente chamada de Escola Nacional de Belas Artes, hoje Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 3 O arquiteto Adolpho Morales de los Rios (1911) reclamava em artigo da segunda década do século XX a continuidade dos padrões construtivos no Rio de Janeiro levados por construtores de toda ordem, que repetia ad infinitum as soluções para os lotes estreitos, protagonistas do típico parcelamento urbano do período colonial. 4 Na primeira década de publicação da RGATP, foram publicados artigos diversos, incluindo um artigo que comenta e traz ilustração do projeto do inglês Henry Roberts sob o título Maisons Ouvrières d Anglaterre (8 e.v., col. 403, pl. 48, 1849), dentre vários outros sobre este assunto. A famosa contribuição de Louis-Léger Vauthier intitulada Des Maisons d Habitation au Brésil (11 e. v. 1853, col ) foi publicada ao mesmo volume onde figurava um longo e ilustrado artigo sobre a questão habitacional na cidade industrial de Mulhouse, França. Esta fase corresponde à época da tendência fourrierista dos primeiros anos da carreira de Daly (LIPSTADT, 1977, p. 38).

3 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 3 morte de Montigny em 1850 antecede em três anos a posse do Barão Haussmann 5 cujas realizações revolucionaram a composição da paisagem parisiense como ficou conhecida desde então. A famosa publicação seriada francesa organizada por Daly RGATP circulou de 1840 a , divulgando inúmeros projetos construídos principalmente na cidade de Paris e seus subúrbios (chamado em francês de ses environs ), com riquíssimas gravuras ilustrando tais exemplares em perspectivas, plantas, cortes e fachadas acompanhadas de descrição do projeto tanto em sua espacialidade como de suas especificações construtivas e, muitas vezes, do orçamento resumido da construção. O próprio Daly em geral se incumbia de escrever tais artigos. Além desta série, as edições sucessivas de L Architecture Privée au XIXe siècle sous Napoléon III, organizadas pelo mesmo arquiteto entre 1864 e 1877 e, cabe dizer, dedicadas ao Baron Haussmann, parecem ter servido como modelo obrigatório a muitas gerações de arquitetos tanto nos países centrais como nos periféricos, em vista dos argumentos apresentados pela historiografia mais recente 7. No entanto, não se pode restringir as fontes de consulta de arquitetos brasileiros da segunda metade do século XIX às publicações de Daly. Naquele momento, em França e em vários outros lugares, inúmeras publicações em forma de livros ou periódicos vinham à tona como uma nova mercadoria de consumo dentro do incessante processo de urbanização e de necessidade de troca de informações constantes. Bernard Lemoine (1990) e Hélène Lipstadt levantaram o elevado número de 265 títulos de periódicos na área da construção civil editados na França entre 1800 e Na Grã-Bretanha, antes mesmo de 1830, o jornal The Times imprimia quatro mil cópias por hora de acordo com Jenkins (1968), o que indica o alto número de seus leitores já naquela época. Embora não se tenha um dado de comparação com os periódicos da construção civil em solo britânico no século XIX, a regularidade impecável de números semanais de edições como The Builder (Londres, ), The Engineer (Londres, ), The Building News (Londres, ) e mesmo o popular The Illustrated Carpenter and Builder (Londres, ) durante a maior parte da segunda metade do século XIX já é um forte indício de um público ávido por notícias de feitos, inventos, materiais e processos construtivos e das conclusões de reuniões das várias sociedades profissionais, incluindo-se aí obviamente as associações de arquitetos 8. A proporção da divulgação de tais publicações esclarece a atualização constante possível nos mais remotos cantões desses países que permitiu uma mentalidade comum, uma 5 Essa mesma data (1853) coincide com a publicação dos artigos de Louis-Léger Vauthier sobre a casa brasileira, na RGATP, em função de sua permanência em Recife-PE e amizade com o editor da revista, que confirmavam a tradição colonial da arquitetura doméstica brasileira até então. 6 Ainda de acordo com Lipstadt (1977, p. [37]), a RGATP teve uma tiragem de exemplares em 1866, crescendo nos anos seguintes. 7 No Brasil, a referência a estas fontes é feita por historiadores como Reis Filho (1970), Lemos (1989), Homem (1996), e vários outros. 8 Nos Estados Unidos da América, país em rápido processo de industrialização, também dispunha de uma ampla literatura sobre o assunto, sendo comum a publicação de periódicos e manuais, como, por exemplo: HALL, J. A series of Select and Original Modern Designs for Dwelling Houses. Baltimore: John Murphy, 1840.

4 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 4 participação constante altamente passível de se efetuar e um desenvolvimento paralelo entre as metrópoles e as províncias. Nesse sentido, província deve ser entendida não apenas como as regiões do interior dos países de origem das publicações, mas também suas colônias e países emergentes vistos como periferia das metrópoles. O mercado consumidor em uma perspectiva imperialista em que o âmbito de influência tinha como principal agente a venda de serviços pelos países considerados civilizados dependia fundamentalmente da ação de profissionais estrangeiros que serviram como intermediários na transposição de informações ao mesmo tempo em que difundiam suas mercadorias. Com esse objetivo, as indústrias de países mais avançados se aproveitaram de todos os meios de comunicação da época para divulgar sua produção em terras distantes, criando assim um efeito dominó entre a produção, a distribuição e o consumo. Os próprios profissionais se serviram destas publicações para demonstrar a eficiência, o avanço e as aplicações destes produtos. Sob este ângulo, não se pode omitir o potencial destas publicações para divulgar em um meio ainda leigo quanto às novidades da construção pesada, dos elementos pré-fabricados, dos elementos decorativos, dos materiais essenciais ao funcionamento de uma edificação dita moderna, não esquecendo de mencionar as discussões sobre a cidade da era industrial. No bojo destas discussões, obviamente estavam presentes informações e preocupações sobre as novas formas de morar de uma sociedade em franco progresso e em franca urbanização, aqui e no além-mar. É bom mencionar também o alto número de imigrantes no Brasil naquele momento, após a abolição da escravidão e início do processo de industrialização que se sucedeu com as oportunidades criadas a partir do sucesso do cultivo de café e de sua exportação para mercados estrangeiros. Esses imigrantes trouxeram em sua bagagem informações e experiências sobre novos padrões edilícios em vigor em sua terra de origem, fossem eles italianos, polacos, alemães ou outros. Ao mesmo tempo, o novo caráter do brasileiro pertencente à oligarquia local pessoa de ampla leitura e de variado convívio social, com viagens constantes ao estrangeiro fazia com que houvesse uma mão dupla na recepção de notícias dos países de centro. Dinâmicas urbanas da primeira sociedade industrial Obviamente, desde o período pré-industrial, o adensamento urbano resultou em uma supervalorização do solo urbano. Enquanto em alguns lugares, a resposta foi a alta taxa de ocupação, em outros, a expansão dos limites urbanos foi uma solução. O empreendimento imobiliário, muitas vezes em forma de especulação, encontrou em ambas as situações suas possibilidades de aplicação. As razões para esse processo datam do período em que as cidades ainda tinham sua forma condicionada à economia medieval e também às possibilidades de

5 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 5 expansão para além das muralhas. De acordo com Martin Daunton (1983), a pressão por ampliação da área urbana dependeu em grande parte das formas de propriedade vigentes em cada Estado. Na Grã-Bretanha, por exemplo, houve diferenças no sistema fundiário. Na Inglaterra e no País de Gales, o sistema de freehold ou de leasehold de glebas territoriais, assim como na forma de propriedade ou uso de edifícios, promoveu uma ocupação das periferias (fig. 1) enquanto que em território escocês, a vigência do sistema de feus impediu que as cidades crescessem além dos muros. Como resultado, cidades como Edimburgo e Glasgow sofreram um processo de verticalização precoce, enquanto que Londres e outras grandes cidades inglesas e galesas já em pleno período de industrialização se expandiram em direção às periferias de forma sem precedentes em nenhum outro lugar do mundo 9. No continente europeu, a estrutura medieval conformou as cidades a uma área limitada, confinando-as ao espaço no interior das muralhas. Desta forma, cidades como Paris, Viena, Berlim e outras, tiveram a verticalização como solução para este adensamento (BULLOCK; READ, 1985). Não se pode conferir a esta opção apenas uma escolha geográfica ou territorial sem fazer referência também às questões culturais locais 10. Foi neste contexto que surgiram em Paris as ações do Barão Haussmann, enquanto prefét du Seine, para a regularização das construções, estabelecendo os requisitos mínimos de altura das edificações, ventilação, iluminação e circulação. Fig. 1 Stoke Newington; Growth from 1870 to 1914, Building Leases; Middlesex. Fonte: Stoke Newington: Growth: from 1870 to 1914, A History of the County of Middlesex: Volume 8: Islington and Stoke Newington parishes (1985), pp URL: Date accessed: 02 May O estudo de Dyos (1973) é exemplar para entender esta expansão. 10 Nos periódicos ingleses da segunda metade do século XIX, eram extremamente comuns artigos intitulados Paris or London? fazendo referência sempre às distintas formas de habitação em cada uma destas cidades. A disputa entre as villas e cottages inglesas e os immeubles de rapport parisienses encontravam aí seu forum.

6 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 6 Em cada contexto a partir de uma determinada forma disponível de uso do solo e de especulação fundiária local, idéias sobre as formas de morar se tornaram lugar comum no debate nas mais várias instâncias. A imprensa escrita obviamente não deixou de registrar vários pareceres e mesmo propostas. Catálogos, manuais, periódicos, foram todos envolvidos neste ambiente de discussão que tinha um público que crescia a números nunca vistos anteriormente. A participação feminina também se deixou sentir quando suas atividades passaram a ser fundamentais no trabalho como assistentes sociais ou como economistas domésticas, em primeiro lugar nos países anglo-saxões. Com uma preocupação cada vez mais aguçada sobre a questão da higiene pública, não eram somente as habitações operárias que recebiam a atenção das autoridades. O tema da higiene era uma preocupação geral, desde as classes mais altas ou aqueles com uma renda bem menor que agora dependiam de uma moradia urbana, onde havia necessidade tanto da distribuição de água encanada, de gás, e mais tarde de energia elétrica, como de um sistema de saneamento eficiente e eficaz. Como investimento, a construção de habitações era um ponto comum como parte de uma política do laissez-faire, em que qualquer pessoa que dispusesse de uma quantia, por menor que fosse, podia colocá-la a serviço de um empreendimento imobiliário. Sobre este assunto, as contribuições ditas filantrópicas, como os conhecidos empreendimentos do Peabody Trust, muitas vezes tiveram um objetivo mais financeiro do que propriamente de amor ao próximo 11. Personalidades como Octávia Hill ( ) na Inglaterra tiveram atuação profícua em questões de melhoria da saúde pública através de visitas às residências dos mais necessitados, inicialmente como cobradora de aluguéis, com papel importante na conscientização das condições de habitação. Sua maior atuação se deu no combate às condições precárias a que estavam sujeitas as classes operárias, promovendo debates e fazendo palestras, muitas vezes publicadas em forma de livros com compilações de suas apresentações e em periódicos (HILL, 1875). Sobre ações como a de Hill, Bullock e Read (1985) afirmam que [ ] in most cities, housing inspection was more a question of advising tenants, or even landlords, on the dangers of insanitary accommodation and overcrowding, than of exercising the statutory powers [ ] (BULLOCK; READ, 1985, p. 108). O problema da superlotação dos centros urbanos não se restringiu às cidades ditas civilizadas daquela época. Em países periféricos, como o Brasil, o mesmo se sucedia. São inúmeros os trabalhos de investigação na atualidade sobre o assunto. Sobre isto e tratando do problema habitacional e de expansão urbana do Rio de Janeiro, se pode mencionar os autores Lílian Fessler Vaz (2002), Jaime Benchimol (1992) e Maurício de Abreu (1987), além de outros. No caso brasileiro, uma contingência inédita em seu percurso histórico trouxe ao longo do século XIX uma nova oportunidade. Para entender esse percurso, adotamos uma nova abordagem da história econômica e da microhistória, sob os preceitos de Lucien Febvre ( ) e Marc Bloch ( ). Esta abordagem trouxe novidades no desenvolvimento desta área de conhecimento e nos fez propor uma investigação sobre a adoção de padrões estrangeiros pela arquitetura 11 A exemplo de estudos sobre o assunto, cita-se Tarn (1973).

7 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 7 doméstica brasileira na virada do século XIX para o XX, como recorte temporal, em uma área de expansão urbana do Rio de Janeiro, mais especificamente, no bairro do Flamengo, como recorte geográfico. Uma vez que se trata de um período tão rico na difusão de idéias e ao mesmo tempo com uma diversidade cultural tão grande, partiu-se do pressuposto de que o processo de aburguesamento da sociedade brasileira e da diferenciação em classes sociais mais variadas tenha repercutido em suas formas de morar. Considerações acerca das formas de uso do solo A visualização de alguns mapas da cidade do Rio de Janeiro elaborados entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX traz à tona algumas observações importantes. A primeira delas é verificar que, no último quartel do século XIX, a região do Flamengo e de Botafogo já estava urbanizada, recebendo inclusive projetos de melhorias urbanas. A ocupação não era de todo rarefeita neste momento, pois já é possível identificar várias ruas e divisão de lotes com suas edificações. 12 As obras de Pereira Passos na abertura da avenida Beira-Mar chegam ao Flamengo e Botafogo durante a sua gestão como prefeito da cidade, na primeira década do século XX. Alguns desses mapas foram feitos, desde o século XIX, no intuito de cadastrar os edifícios em toda a área urbanizada ou não do município, como será visto adiante, desde o regime imperial. O mapa de Alexandre Speltz, de 1877 (fig. 2), indica as linhas de bondes partindo do centro histórico e passando pelas ruas do Catete, Marquês de Abrantes, Senador Vergueiro em direção a Botafogo, continuando pelas ruas São Clemente e Voluntários da Pátria. Os nomes das ruas Marquês de Abrantes e Senador Vergueiro eram respectivamente Caminho Velho e Caminho Novo, pelo fato de terem sido abertas como estradas que ligavam o antigo centro às praias do sul e, em especial, à Lagoa Rodrigo de Freitas, onde D. João VI, costumava passear. Além disso, registra-se que no início do século D. Carlota Joaquina tinha sua moradia na praia de Botafogo, na esquina do Caminho Velho. Desde meados do século XIX, a ocupação da região do Flamengo foi feita em princípio como uma expansão do superpopulado centro histórico, que continha problemas de abastecimento de água e de falta de aeração 13. O rio Carioca foi sendo retificado ao passo que 12 Na área que vai da praia do Flamengo, passando pelo Catete até o alto do Cosme Velho, algumas edificações de destaque precisam ser mencionadas, neste contexto, apesar de não fazerem parte da amostragem desta pesquisa por serem obras de caráter excepcional. São elas: o atual Palácio das Laranjeiras (antiga residência de Eduardo Guinle, construída entre 1910 e 1913 por Armando da Silva Telles, hoje residência do governador do estado), o atual Museu da República (antiga residência do Barão de Nova Friburgo, construída em meados do século XIX, sendo posteriormente comprada e transformada no Palácio do Catete, sede do governo da República brasileira) e o Palácio Guanabara (antiga construção de meados do século XIX reformada por José Jacinto Rebelo para receber a residência da Princesa Isabel e do Conde d Eu), hoje sede do governo do estado. 13 O Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial Laemmert da Corte e Província do Rio de Janeiro (1875) já registra um enorme número de moradores ilustres nesta região, inclusive estrangeiros, explicando por isso mesmo a existência do Hotel dos Estrangeiros, na esquina das ruas Senador Vergueiro e Barão de Flamengo, na praça José de Alencar (antiga praça do Catete). Este Hotel aparece em vários mapas, como uma das únicas edificações da área a serem sempre indicadas, devido à sua importância como ponto de referência.

8 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 8 o arruamento na região e os desmembramentos de lotes de maiores proporções iam sendo realizados assim como o bairro de Laranjeiras ia se conformando. Fig. 2 Nova Planta Indicadora da cidade do Rio de Janeiro e dos subúrbios incluindo todas as linhas de ferro-carris. Alexandre Speltz, (Fonte: Arquivo Nacional; Fundo/coleção: Proveniência Desconhecida, Notação F2/Map 110) O que se percebe simultaneamente é uma expansão em direção ao norte e oeste da cidade, ficando ainda a área da região sul, das praias abertas para o Oceano Atlântico, por ser ocupada no início do século XX, apesar de algumas intervenções pontuais. No que diz respeito à instalação das linhas de bondes, de trens, de abastecimento de água potável e de serviço de saneamento, não há dúvidas de que os britânicos estiveram em maioria em relação a outras nacionalidades, até pelo menos a primeira década do século XX. A reedição do livro de Gilberto Freire Ingleses no Brasil (originalmente publicado em 1948) 14, no ano 2000, volta a colocar vários estudiosos diante de um duplo desafio que permaneceu desde sua primeira edição: até que ponto o seu livro não é o produto de um autor anglófilo ou até que ponto suas afirmações ainda não foram levadas em conta por historiadores que não sejam aqueles da história política ou da história econômica? Sua metodologia de trabalho a leitura de anúncios comerciais em jornais da época na busca de evidências da influência britânica para a cultura brasileira não deixa dúvidas que por aqui passaram inúmeros ingleses, seja por motivo de negócios, de trabalho ou de passagem pelo país, os quais nos trouxeram uma riqueza de hábitos, costumes, técnicas e informações que vão muito além do que se poderia considerar uma mera relação entre vendedor 14 A primeira edição de Ingleses no Brasil saiu em 1948 como parte da Coleção Documentos Brasileiros (vol. 58), pela Editora José Olympio. A segunda edição saiu no Rio de Janeiro em 1977, organizada pela Livraria José Olympio e o Instituto Nacional do Livro à qual o autor acrescentou uma nota à 2 a. edição. A terceira edição, que será usada para todas as referências nesse trabalho, saiu em 2000, pela Topbooks Editora como parte da coleção Gilbertiana. Esse livro, diferentemente de várias outras obras de sua autoria, não foi traduzido para outras línguas, nem sequer para o inglês, e permanece ainda hoje como material com grande potencial a ser explorado.

9 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 9 e comprador, contratado e contratante, técnico e cliente. A abertura dos portos em 1808 favoreceu em primeiro lugar os ingleses. A título de exemplo, as ações de clara posição antiescravista foram formas de intervenção que nenhum comerciante poderia ingenuamente supor que eram causadas por um simples caráter humanista. Além disso, a oposição a Napoleão pela coroa portuguesa auxiliou no fortalecimento das relações entre o Brasil e a Grã-Bretanha. Ao comentar sobre a demanda por obras públicas nas principais cidades brasileiras, em função do intenso processo de urbanização no final do século XIX, Edmundo Campos COELHO assim comenta: Estes projetos e obras de engenharia e de construção civil de grande porte estradas de ferro, redes de esgoto, iluminação pública, estações ferroviárias, etc. foram entregues a ingleses e, em menor escala, a americanos, a grande maioria deles sem títulos acadêmicos dada a implantação tardia e a lenta expansão da cultura escolar nas engenharias inglesa e americana. (COELHO, 1999, p.196-7) Quanto a essa presença de ingleses no Brasil, Freyre dá o seguinte depoimento: Em pouco tempo, o comércio britânico conseguiu conquistar com garras de leão o mercado brasileiro quase inteiro, deixando aos franceses e aos norte-americanos uma ou outra felpa. (FREYRE, 2000, p. 88) Gilberto Freyre atesta o estabelecimento de inúmeros ingleses no comércio local, lidando principalmente com o atacado de toda sorte de peças e mercadorias produzidas em sua terra natal 15. É assim que Freyre explica o uso dos mais diversos elementos industrializados, do ferro e do vidro, dos tecidos e dos papéis de parede, da louça inglesa (que às vezes era substituída pela porcelana chinesa também importada pelos ingleses) e dos cristais, do mobiliário de formas retilíneas saídas das fábricas inglesas e até dos pianos, todos eles componentes essenciais às novas edificações das cidades brasileiras que se modernizavam sem participar do ambiente industrializado reinante nas metrópoles européias. Em seu livro British Preëminence in Brazil, Allan K. Manchester (1933) examina documentos que comprovam as relações de dependência que se estabeleceram entre esses dois países desde o início do século XVIII até o final do Império em A ação dos britânicos não se limitou às mais prósperas regiões produtoras de café e/ou algodão. Seria, portanto, uma negligência de historiadores da arquitetura desfazer dessas evidências, ou mesmo, as omitir ao se referir à introdução de novas formas arquitetônicas durante o mesmo período. Essas são assim as premissas para que se abra uma nova frente de pesquisa sobre as influências de origem inglesa na arquitetura brasileira em particular entre meados do século XIX e início do XX. A formação das típicamente inglesas terraced houses e as semi-detached houses é atestada nas inúmeras ilustrações em todas as publicações britânicas. A paisagem das ilhas britânicas foi 15 Gilberto Freyre chega a analisar a geografia do comércio nas cidades do Rio de Janeiro e de Recife localizando os estabelecimentos ingleses, e também os franceses em contraposição, mostrando as preferências de uns e de outros assim como o caráter masculino do primeiro, ao lidar com o atacado de várias mercadorias de maiores dimensões e muitas vezes voltadas para a construção civil pesada ou para a maquinaria, e do feminino no segundo caso, referindose a eles como retalhistas. Ver p. 169ss.

10 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 10 pontilhada de amplos investimentos financeiros reproduzindo esta tipologia por toda parte (ver fig. 3). Esta configuração foi possível graças à publicação de vários periódicos e manuais que se incumbiram de divulgar um padrão, defendido como as melhores opções para aquela época e aquela sociedade. Também não se pode deixar de citar nesse contexto o livro The Gentleman s House (1865), de Robert Kerr ( ), publicado pela primeira vez em 1864, em Londres. Kerr foi um dos fundadores e primeiro presidente da Architectural Association, sendo considerado um importante membro da comunidade profissional de sua categoria, justamente por suas preocupações com o sistema de formação dos arquitetos, na época, uma profissão ainda sem definições precisas. Seu livro obteve edições sucessivas que confirmam o grau de aceitação de suas idéias, alcançando em sete anos três edições revisadas pelo autor, em respeito aos comentários e críticas recebidos na época. Antes dele, as iniciativas de John Claudius Loudon ( ), que fundou a Architectural Magazine (Londres, ) e publicou a Encyclopaedia of Cottage, Farm, and Villa Architecture and Furniture (1832-3) que se popularizou em diversas edições nos anos seguintes, também já indicavam a preferência por residências unifamiliares situadas em amplos jardins. Na virada para o século XX, o periódico The Studio International ( ) ratificava esta tendência assim como a obra de Baillie Scott Houses and Gardens (1906). Em geral, imagens com variações de plantas de casas geminadas e de casas em fita formam as figuras de maior destaque em todas as publicações periódicas do período, consolidando a adoção de casas unifamiliares em toda a produção residencial inglesa. Fig. 3 Fir Grove, Macclesfield; arch. Walter K. Booth, Manchester. The Architect, v. XXXVIII, p prancha, 04.nov Neste último exemplo, como em tantos outros estampados nas páginas dos periódicos britânicos, se encontra um projeto residencial em forma de terrace houses, mostrando um conjunto de quatro unidades em fita, com as respectivas plantas do porão (da direita para a esquerda), do térreo, do nível dos quartos e do atiço, acrescidos de detalhes construtivos. Como se pode ver, a preferência pela irregularidade, pela rusticidade prevalece. Paralelamente e demonstrando a tendência no continente, a revista RGATP de César Daly se concentrava na publicação dos immeubles

11 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 11 parisienses, de alguns projetos de hôtel particulier e de vários projetos de vilas construídas nos subúrbios sobre os quais uma declaração feita anonimamente define o sistema ali implantado: Nous imitons, depuis quelque temps, beaucoup d habitudes de nos voisins d outre-manche. Non-seulement nous faisons des squares, des jardins anglais et des parcs publics dans nos villes, mais nous cherchons de plus en plus à diviser notre existence entre la ville et la campagne; aussi a-t-on fractionné les grandes propriétés boisées des environs de Paris en une multitude de petits lots. Des villas, des cottages s y sont dressés comme par enchantement. (PERCEMENTS..., 1862, col. 182) Os exemplares de imóveis de apartamentos na área urbana de Paris mantinham uma característica bastante recorrente. Pátios internos de iluminação (sejam os maiores denominados cours ou os menores, denominados courrettes) eram usados também para regularizar a forma interna na distribuição espacial uma vez que os terrenos eram em sua grande maioria de formatos irregulares, provenientes de um traçado tortuoso e um sistema fundiário baseado na propriedade privada (correspondente ao freehold inglês), herdado de vários séculos. Um desses exemplos, datado de 1843, é mostrado abaixo (fig. 4): Fig. 4 Plans d une Maison; Place St. George, no. 26, Paris; Éd. Renaud. RGATP, v. 4, pl. 26, O texto que acompanha a ilustração foi escrito por Daly com as seguintes considerações: Chacun sait combien les propriétaires de la rive gauche s inquiètent de l émigration de la population parisienne vers le Nord-Ouest de la ville (rive droite). [...] Ce mouvement de translation n est pas caractéristique de la ville de Paris seulement; la même chose se retrouve dans toutes les capitales, dans toutes les grandes villes, et même dans les villes de deuxième et de troisième ordre; partout la même cause produit les mêmes effets; on fuit les lieux insalubres, incommodes, malpropres, en faveur de la lumière, de l air, de la propreté de l élégance. (DALY, 1843, col )

12 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 12 Este é um típico immeuble parisiense já na metade do século com programa misto (residencial e comercial) em um terreno de forma irregular, no caso, com frente para duas ruas e entrada de veículos de tração animal, pelos fundos, acomodando os estábulos correspondentes. Ao todo, são treze unidades residenciais sendo quatro no pavimento-tipo, e algumas lojas na fachada nos fundos do terreno onde há uma ocupação étroite et mediocrement bien habitée (col. 553.), além dos apartamentos dos concierges. A justificativa para tal complexidade é o favorecimento de um alto valor locativo da propriedade. Apesar da forma irregular do terreno, a inserção de vários cômodos em formas retangulares e quadradas estabelece uma ordem racional visível também nas fachadas externas e internas. Em decorrência desse procedimento, o funcionalismo é deixado em segundo plano atendendo à demanda de regularidade das fachadas. Sob o título de Maison de Paris 16, a RGATP oferece com freqüência inúmeros exemplos de projetos de immeubles em terrenos irregulares, justamente para que projetistas possam encontrar soluções em seu cotidiano profissional. Em meio a estas exposições, são intercalados projetos de casas de verão nos arredores da cidade e às vezes em outras cidades. Apenas um exemplo de casa geminada é encontrado. Trata-se de um Hôtel de 3 e. Classe, situado à rue Balzac, e assinado pelo arquiteto Azemar, ilustrado abaixo. Fig. 5 Hôtel de 3 e. Classe; rue Balzac, n o. 17, Paris; arch te. Azemar, RGATP, v. XXIII, pl. 17, Neste caso, em vista da regularidade do terreno e também das pequenas dimensões da edificação, o arquiteto opta por um volume regular, onde distribui o programa de necessidades em dois andares, somados ao porão alto e à mansarda no topo. A construção feita no alinhamento inclui um jardim à inglesa nos fundos e uma área livre para veículos. O texto que acompanha este exemplo é sucinto, limitando-se a indicar que os desenhos são autoexplicativos. Na fachada, as janelas representadas nas plantas são dispostas de forma ritmada conferindo uma simetria perfeita. 16 No volume de 1852, a RGATP exibe mais de dez exemplos, incluindo casas operárias da Inglaterra (pranchas 35 a 46). O tema se repete em vários números da revista como se fosse uma coluna permanente do programa da publicação.

13 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 13 Entrementes, o surgimento da villegiatura teve papel importante na constituição dos novos espaços urbanos assim como de novas tipologias residenciais. De acordo com François Loyer: la maison particulière, notamment suburbaine, deviendra très tôt le lieu des plus étonnantes fantaisies, parce que l individualité en est l élément constitutif elle est proprieté et résidence permanente de la famille, par opposition avec l anonymat de l immeuble locatif dont l occupation reste purement accidentalle. (LOYER, 1981, p. 17) Vê-se aqui uma oposição clara tanto ao classicismo ditado pela École des Beaux Arts e como às exigências de regularidade construtiva de Haussmann. Nos trechos que acompanham as ilustrações das villas suburbaines na RGATP, muitos deles escritos pelo próprio Daly, a palavra pittoresque é lugar comum. Mas uma surpresa aguarda o historiador em sua pesquisa sobre esse processo de suburbanização. Um artigo anônimo da RGATP alerta o leitor: Nous imitons, depuis quelque temps, beaucoup d habitudes de nos voisins d outre-manche. Non-seulement nous faisons des squares, des jardins anglais et des parcs publics dans nos villes, mais nous cherchons de plus en plus à diviser notre existence entre la ville et la campagne; aussi a-t-on fractionné les grandes propriétés boisées des environs de Paris en une multitude de petits lots. Des villas, des cottages s y sont dressés comme par enchantement. (PERCEMENTS..., 1862, col. 182) Portanto, enquanto o centro de Paris era ocupado intensivamente com estes immeubles sob a batuta de Haussmann, os seus subúrbios eram objetos de um outro tipo de investimento imobiliário: a construção de vilas residenciais nos novos loteamentos. Ao longo do século XIX, dois parcelamentos se tornaram modelos exemplares: aquelas da Maisons Laffitte e Le Vésinet 17 (fig. 6), ambos a oeste da cidade, na região de Yvelines. Paralelamente, balneários e estações termais ganharam cada vez mais adeptos e os padrões arquitetônicos desenvolvidos nestes lugares auxiliaram na disseminação do ecletismo típico do final do século. A liberdade estilística, o regionalismo, a amplitude dos terrenos associados a um menor controle edilício se comparados com os grandes centros contribuíram para que o individualismo se tornasse a forma predominante. Essa nova tipologia arquitetônica se denominou vilegiatura como uma extensão do uso da mesma terminologia para identificar os novos padrões de vida que incluíam as temporadas de férias nas cercanias das grandes cidades ou nas áreas de interesse turístico. Vilegiatura é uma palavra pouco utilizada na língua portuguesa cuja origem é italiana, com referência à villa rural, construídas como segunda moradia. Consequentemente a palavra villeggiatura, adotada em vários idiomas ocidentais, denota os locais de descanso e de tratamento de saúde, como as estâncias hidrominerais. 17 Ver MINISTÈRE DE LA CULTURE ET DE LA COMMUNICATION (1989).

14 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 14 Fig Le Vésinet. Affiche Publicitaire; Chemin de Fer de l Ouest. (Fonte: acervo pessoal) Os estudos sobre a vida privada que a história, como campo de conhecimento, vem desenvolvendo oferece aportes que devem ser examinados como fundamentação da abordagem deste texto. Assim, Martin-Fugier analisando a vida privada burguesa francesa do século XIX informa: No decorrer da segunda metade do século, instaurou-se a noção de férias como uma mudança necessária das atividades e do gênero de vida. O descanso e os benefícios da natureza parecem oferecer uma contrapartida ao modo de vida urbano e industrial. Esse gosto pela natureza não é novo, tendo-se desenvolvido no século XVIII, como mostrou Robert Mauzi. Mas o que é novo como Henri Boiraud assinala como muita justeza em seu estudo sobre as férias é a inserção dessas preocupações na organização temporal das atividades humanas. (MARTIN-FUGIER, 1991, p. 232) Neste sentido, as novas estações termais e balneários se transformaram em pontos de interesse da população urbana facilitada pela expansão da rede ferroviária que diminuiu radicalmente o tempo de viagem oferecendo também mais conforto aos passageiros que antes dependiam de deslocamentos em veículos de tração animal. Ainda segundo Martin-Fugier (1991, p. 231) o trem reduziu em dois terços o tempo de viagem entre a capital e as praias. Este novo modo de vida configurou as várias faixas litorâneas francesas como a Côte d Azur (no Mar Mediterrâneo) e a Côte d Emeraude 18 (entre a Bretanha e a Normandia). Em vista desta procura, o alvo de investimentos imobiliários logo se direcionou a estes locais. Segundo Étienne-Steiner (1993, p. 64), na cidade do Havre na Normandia em 1905, Georges Dufayel, propriétaire des fameuses galeries parisiennes du même nom, crée à Sainte-Adresse, au pied de la falaise de la Hève, la 18 Emboraa vilegiatura seja um tema de interesse recente pelos pesquisadores, já se conta com várias publicações na área, nas últimas décadas. Entre elas, cita-se BARBEDOR, I. et alli (2001)

15 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 15 station balnéaire du Nice havrais [...]. Esta mesma autora chama a atenção para a arquitetura aí produzida no final do século XIX que se caracteriza por uma linguagem regionalista revivalista mas que também recebe influências estrangeiras do outro lado do Canal da Mancha, que simultaneamente ao uso de tijolos e panos de madeira utiliza um vocabulaire balnéaire balcons de bois et bow-windows à terrasse (ÉTIENNE-STEINER, 1993, p. 66). Desta mesma forma se encontra a nomenclatura das cottages seja nos manuais de construção ou na denominação das próprias villas 19. Sobre estas tipologias, ver ilustrações nas imagens abaixo (fig. 7 e 8). Fig. 7 À esquerda, residência em Le Vésinet, Yvelines, França; à direita, residências em Dinard, Ille-et-Vilaine, Bretanha, França. Fonte: acervo pessoal. Fig. 8 À esquerda, Wood Cottage, Le Vésinet, Yvelines, França; à direita, residência em Dinard, Ille-et-Vilaine, Bretanha, France. Fonte: acervo pessoal. 19 Em Le Vésinet, no Boulevard des États-Unis, uma das residências de destaque é a Wood Cottage, de propriedade de Paul-Édouard Taconnet, construída pelo empresário Tricotel, em 1864 (fig. 8).

16 Alguns mapas e algumas reflexões A partir deste panorama, a ocupação da orla marítima da cidade do Rio de Janeiro, em direção sul do centro histórico, deve ser contextualizada no âmbito destas possíveis fontes de influência. Os afastamentos frontal e lateral passam a ser cotejados com o apoio da administração urbana, uma vez que trazem fatores positivos no combate à insalubridade. Por outro lado, a privacidade e o conforto pessoal são valores que crescem na sociedade local, além de um individualismo que passa a ser visível nos discursos da época. A possibilidade de incluir novos materiais, novos sistemas construtivos e novos padrões de edificação aumenta ao longo da segunda metade do século XIX com a maior capacidade de aquisição e de oferta no mercado da região. Por isso mesmo, quando se observa as plantas cadastrais datadas de 1935, a existência de prédios isolados no centro dos terrenos é significativa se comparada com plantas cadastrais de décadas anteriores.

17 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 17 Fig. 9 Planta da Cidade do Rio de Janeiro; Prefeitura do Distrito Federal, Secretaria de Viação, Trabalho e Obras Públicas, 1935; esc. 1: Acima, folha n o. 7; abaixo, folha n o. 6. Fonte: Instituto Pereira Passos/Centro de Atendimento em Cartografia. Comparando com as plantas de 1880, a diferença na ocupação é marcante. Fig. 10 Planta de Melhoramentos da cidade do Rio de Janeiro, Fonte: Arquivo Nacional; Fundo: Ministério da Viação e Obras Públicas/4Y/MAP.527, fl. 3P; Morro da Viúva à Praia de Botafogo. Fig. 11 Planta de Melhoramentos da cidade do Rio de Janeiro, Fonte: Arquivo Nacional; Fundo: Ministério da Viação e Obras Públicas/4Y/MAP.527, fl. 28P; Largo do Machado até o Flamengo. Embora não se tenha o conjunto completo de uma outra coleção, ainda do período do Império, a inclusão das próximas imagens são também esclarecedoras (fig. 10 e 11). Embora se perceba um adensamento entre as décadas de 1870 e 1930, as edificações ficam cada vez mais soltas dos limites dos terrenos. Isto só não seria uma novidade se for constatado como na verdade, é que há um grande número de casas geminadas ou em fita, em toda esta área. Em especial, se observa esta tipologia no trecho entre a Praça José de Alencar e a Praia de Botafogo, incluindo as novas edificações construídas na recém-inaugurada Avenida de Ligação, hoje Avenida Oswaldo Cruz, ao pé do Morro da Viúva.

18 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 18 Fig. 12 Planta Cadastral da cidade do Rio de Janeiro até os limites da demarcação feita em 1880, fl. no. 27. Fonte: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; Setor de Documentação Escrita Especial. Fig. 13 Planta Cadastral da cidade do Rio de Janeiro até os limites da demarcação feita em 1880, fl. no. 18. Fonte: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; Setor de Documentação Escrita Especial. A ilustração abaixo mostra um projeto dos arquitetos Marmorat & Viret, para o Sr. Miran Latif, empresário do mercado imobiliário na época, de um conjunto de duas casas geminadas, com afastamento frontal, edícula nos fundos e um alto padrão de acabamentos como se pode ver pelos detalhes dos desenhos. Embora geminadas, a distribuição espacial não deixa de proporcionar uma independência entre as unidades, permitindo ainda assim a privacidade para cada uma das famílias. Fig Projecto de prédio a construir para o Exmo. Sr. Miran Latif; arquitetos J. G. Marmorat & A. Viret, 1909; avenida de Ligação, n o. 125/131. Fonte: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Setor de Documentação Escrita.

19 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 19 Projetos de casas geminadas são encontrados no acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, em grandes quantidades, com projetos de vários construtores mas também de arquitetos da categoria de Marmorat & Viret e de Heitor de Mello. Quando as casas são isoladas nos lotes, a fantasia a que se referiu François Loyer, citado acima, toma conta da estética adotada e também da inclusão de novos espaços como o fumoir, a sala de billard, o escriptório ou gabinete, e, em alguns casos, o depósito de malas, que ocupa uma área do tamanho de alguns aposentos importantes do prédio, demonstrando claramente os padrões e valores familiares. Um projeto na rua Marquês de Abrantes, n o. 18, para o Dr. Francisco Fajardo foi elaborado pelo arquiteto paulista Ramos de Azevedo, em 1906 (AGCRJ, LO 1906). Em geral, torreões, mansardas, tratamentos variados nas fachadas são representantes de um mundo do faz-de-conta onde alvenarias de tijolos são revestidas com imitações de pedras, de cerâmicas variadas, de postigos e de cumeeiras que empregam os mais variados produtos industrializados estrangeiros ou não. Fig Projecto de prédio a construir para o Exmo. Sr. Dr. Motta Maia; constr. José da Silva Cardozo, 1907; Rua Paissandu, n o. 1. Fonte: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Setor de Documentação Escrita. Em conclusão, incursões nos arquivos cariocas trazem à tona uma riqueza de soluções projetuais que representam o cosmopolitismo local na virada do século XIX, tão bem caracterizados pela Belle Époque, claramente expresso em suas formas de morar. Hoje, infelizmente, pouco sobrou deste acervo, pois outros padrões habitacionais foram adotados substituindo as construções de villas e cottages em pleno clima tropical. De qualquer forma, as fontes dessas influências estão mais para os países do centro europeu, mesmo que tenham tido uma miscigenação no próprio local de origem ingleses com preferência pelas residências unifamiliares de forma pitoresca e franceses à inglesa na busca de seus recantos de devaneio, férias e vilegiatura. A influência de Haussmann, portanto, se restringiu às reformas dos centros urbanos.

20 Os subúrbios do Rio de Janeiro Belle Époque : à francesa ou à inglesa? - p. 20 Referências Bibliográficas: ABREU, M. A. Evolução urbana do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IPLAN/Jorge Zahar, ANDREATTA, V.; VALLEJO, M. H. Cidades quadradas, paraísos circulares: os planos urbanísticos do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Mauad, BAILLIE SCOTT, M. H. Houses and Gardens. Arts and Crafts Interiors. Londres: George Newnes, 1906) BARBEDOR, I. et alli. La Côte d Emeraude. La villégiature balnéaire autour de Dinard et Saint-Malo. Paris: Ed. du Patrimoine, Cahiers de l Inventaire 60. BENCHIMOL, J. Pereira Passos: um Haussmann tropical: a renovação urbana da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, BULLOCK, N.; READ, J. The Movement for Housing Reform in Germany and France Cambridge: Cambridge University Press, COELHO, E. C. A apoteose de Mme Labat. In:. As profissões imperiais: medicina, engenharia e advocacia no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Record, p DAUNTON, M. House and home in the Victorian City. Working-class housing Londres: Edward Arnold, DE LOS RIOS, A. M. Mestres, arquitetos e senhorios. O Brazil Artístico, Rio de Janeiro, p , 25.mar DYOS, H. J. Victorian suburb. A study of the growth of Camberwell. Leicester: Leicester University Press, ÉTIENNE-STEINER, C. Le Havre. Les lotissements balnéaires et urbains. Monuments Historiques, Paris, n. 189, p , out FREYRE, Gilberto. Ingleses no Brasil. Aspectos da influência britânica sobre a vida, a paisagem e a cultura do Brasil. Rio de Janeiro: Topbooks, GRAHAM, Richard. Britain and the Onset of Modernization in Brazil Cambridge/London: Cambridge University Press, HILL, O. Homes of the London poor. Londres: Macmillan, HOMEM, M. C. N. O palacete paulistano e outras formas urbanas de morar da elite cafeeira São Paulo: Martins Fontes, JENKINS, F. Nineteenth-Century Architectural Periodicals. In: SUMMERSON, J. (ed.). Concerning Architecture. Essays on architectural writers and writing presented to Nikolaus Pevsner. Londres: Allen Lane, KERR, R. The gentleman s house or, how to plan English residences, from the parsonage to the palace with tables of accommodation and cost, and a series of selected plans. London: John Murray, LEMOINE, B. Les revues d architecture et de construction en France au XIX e siècle. Revue de l Art, Paris, 1990, no. 89, p LEMOS, C. A. C. A casa brasileira. São Paulo: Contexto, (Repensando a história). LIPSTADT, H. César Daly et l habitation. AMC Architecture, Mouvement, Continuité, Paris, Jun. 1977, n. 42, p. [37]-[39]. LOYER, F. Paris XIX e siècle: immeuble et l espace urbain. Paris: [s/n.], v. MANCHESTER, A. K. Preeminência inglesa no Brasil. Trad. Janaína Amado. São Paulo: Brasiliense, MARTIN-FUGIER, A. Os ritos da vida privada burguesa. In: PERROT, M. (org.). História da vida privada, 4. Da Revolução Francesa à Primeira Guerra. Dir. por P. Ariès e G. Duby. Trad. Denise Bottmann e Bernardo Joffily. São Paulo: Companhia das Letras, v. 4, cap. 2, p MINISTÈRE DE LA CULTURE DE LA COMMUNICATION. Le Vésinet. Modèle français d urbanisme paysager. 1858/1930. Dir. Dominique Hervier. Paris: Imprimerie Nationale, Cahiers de l Inventaire 17. PERCEMENTS et constructions privées. RGATP, Paris, v. XX, col , PINHEIRO, E. P. Europa, França e Bahia: difusão e adaptação de modelos urbanos (Paris, Rio e Salvador). Salvador: EDUFBA, REIS FILHO, N. G. Quadro da arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, Tarn, J. N. Five per cent philanthropy: an account of housing in urban areas between 1840 and Londres: University of Cambridge Press, SALGUEIRO, H. A. La Casaque d Arlequin. Belo Horizonte, une capitale éclectique au XIXe siècle. Paris: EHESS, VAZ, L. F. Modernidade e moradia: habitação coletiva no Rio de Janeiro, séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2002.

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