Acreditação PALC tem novidades

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1 IMPRESSO ESPECIAL CONTRATO N.º /2001 ECT/DR/RJ Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina Laboratorial Acreditação PALC tem novidades nº 43 abril / 2008 Mudanças ocorridas na economia têm se refletido no setor de saúde e, especificamente, nos laboratórios clínicos, como fusões, aquisições e modelos de franquia, por exemplo. O Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC), da SBPC/ML, tem acompanhado esse movimento para se manter atualizado e atender às demandas dos laboratórios. A Norma PALC 2007 incorpora essas modificações, que estão visíveis também no certificado emitido pelo Programa. Este é o tema da entrevista com a diretora de Acreditação da SBPC/ML,. Leia a entrevista completa na página 2. O lider e seu papel como gestor de mudanças Mudanças incomodam, assustam e amedrontam, mas são inevitáveis no mundo dos negócios e fazem parte da história do ser humano. Então, por que são temidas? O psicólogo e consultor organizacional Rogério Martins destaca que, nas empresas, muitas vezes aqueles que deveriam ser os verdadeiros agentes das mudanças são os primeiros a impedir o desenvolvimento de novos valores corporativos e agem em sentido oposto ao do desenvolvimento da organização. Martins mostra que o primeiro passo para promover mudanças é envolver os funcionários para que eles reflitam sobre o assunto e suas repercussões. Leia o artigo completo na página 5. Gestão Estratégica em Medicina Laboratorial -

2 Acreditação PALC tem Novidades Foto: Roberto Duarte A Norma PALC 2007 apresenta novidades importantes para os laboratórios que participam do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC), da SBPC/ML. Algumas das alterações têm o objetivo de manter o Programa da SBPC/ML atualizado com as tendências do mercado, como fusões, aquisições e modelos de franquia de laboratórios. Além das alterações no escopo da acreditação propriamente dita, elas também estão visíveis no certificado emitido pelo PALC. Esse é o tema da entrevista com a diretora de Acreditação da SBPC/ML,. O PALC procura acompanhar as tendências no mercado 2 - Gestão Estratégica em Medicina Laboratorial Por que a Comissão de Acreditação de Laboratórios Clínicos (CALC) decidiu alterar o escopo da acreditação PALC? Paula Tavorá O setor de saúde tem atravessado mudanças em diversas áreas e os programas de acreditação têm que acompanhar as tendências. Desta forma, revisões e adaptações são necessárias. Em 2008, o Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC) da SBPC/ML, comemora dez anos de criação. Historicamente, nossa lista de verificação passou por três revisões e assim será a cada dois anos ou sempre que mudanças no mercado demandarem tal conduta. A Comissão de Acreditação de Laboratórios Clínicos (CALC) tem várias funções, dentre elas uma de grande importância, que podemos chamar de ouvidoria dos laboratórios interessados, inscritos e acreditados no PALC. Através desses registros, a CALC entendeu que alterações no escopo da auditoria eram necessárias, decorrentes das modificações aceleradas dos laboratórios em seus modelos operacionais, técnicos, administrativos e jurídicos. Quais são as vantagens das modificações para os laboratórios? A primeira vantagem podemos dizer que é a importância do cliente para o nosso programa. Essas

3 mudanças ocorreram para atender à demanda dos laboratórios. Ser ouvido e atendido demonstra o valor dos laboratórios para o PALC, além da facilidade de classificar melhor as instituições laboratoriais e definir os papéis de cada área. O dinamismo das mudanças como fusões, aquisições e modelos de franquia, entre outros, foram entendidos e a CALC percebeu que precisávamos acompanhar essas mudanças. Os laboratórios que têm dúvidas se o programa entende ou atende seu modelo organizacional consegue, através do site da SBPC/ML (www.sbpc.org.br), consultar a norma o regulamento e encaminhar dúvidas à CALC e ser prontamente atendido. O certificado do PALC vai apresentar novas informações As alterações estão em vigor desde fevereiro de 2008 Essas alterações já estão em vigor? Sim, elas estão vigentes desde fevereiro de O certificado do PALC vai apresentar novas informações? Paula Tavorá Sim. O certificado teve sua apresentação modificada. A partir de março de 2008, foram incluídos a nomenclatura nova, o escopo da acreditação e listadas as unidades ou postos de coleta por nome vinculado ao endereço ou nome fantasia. No caso de UCAL, há um certificado individual para cada unidade coletadora acreditada. O conteúdo, em alguns casos, pode parecer excessivo, mas entendemos que o cliente deve ser informado com detalhes sobre o escopo da acreditação. A Norma PALC 2007 menciona UCAL e UPAL. Qual é a diferença entre elas? Essas siglas foram adotadas na ultima revisão da Norma PALC 2007, onde definimos que Unidade Processadora de Análises Laboratoriais (UPAL) é o laboratório clínico que realiza exames coletados em unidades de saúde ou postos de coleta não diretamente vinculados a ela, mediante contrato de relacionamento. A UPAL pode ou não ter também postos de coleta diretamente vinculados a ela. Para ser acreditada pelo PALC, deve informar previamente todos os locais de origem de suas amostras, de forma que a fase pré-analítica possa ser potencialmente auditada em todos os locais onde há coleta de amostras. Unidade Captadora de Análises Laboratoriais (UCAL) é o laboratório clínico que realiza a coleta de exames laboratoriais de rotina e os envia a uma UPAL para a realização das análises, mediante contrato ou como parte integrante de um grupo de empresas legalmente constituído. A UCAL pode ou não realizar uma pequena parte dos exames de rotina coletados, e só poderá ser acreditada pelo PALC se a UPAL que realiza efetivamente as análises também for acreditada pelo PALC. Esta relação é considerada diferente e devemos distingui-la dos laboratórios cínicos e seus postos Gestão Estratégica em Medicina Laboratorial -

4 de coleta, de laboratório cliente e de laboratório de apoio. Há uma relação de interdependência entre UPAL e UCAL, portanto o processo de acreditação da UPAL desencadeia o processo da UCAL e vice-versa. Uma UCAL não auditada e não acreditada pode influenciar no processo de acreditação do laboratório ao qual ela está vinculada? Sim. É importante entender a interdependência da fase pré-analítica da UCAL com a fase analítica da UPAL. Lembramos que a fase pós-analítica é compartilhada entre as duas instituições. Segundo a filosofia de transparência do PALC e o caráter voluntário do programa, acreditamos que, embora essas modificações sejam recentes, o processo acontecerá de forma tranqüila e economicamente viável, pois o custo para o ciclo de três anos de acreditação da UCAL representa um terço do valor da UPAL. A gerência do PALC e a CALC estão à disposição para informações adicionais e dúvidas que possam surgir ao longo do processo. Entenda as siglas CALC (Comissão de Acreditação de Laboratórios Clínicos): É formada pelo diretor de Acreditação da SBPC/ML (presidente da CALC) e seis membros indicados pela diretoria da SBPC/ML. Os membros da CALC não são remunerados. Devem ser profissionais legalmente habilitados para exercer responsabilidade técnica de laboratórios clínicos, ter pelo menos cinco anos de experiência na atividade laboratorial, conhecimentos do PALC e de outros programas de acreditação e certificação, e conhecimentos de sistemas de avaliação. Laboratório de Apoio: laboratório clínico que realiza análises em amostras enviadas por outros laboratórios clínicos, mediante contrato. Não há relação de dependência entre as partes, podendo o laboratório cliente enviar amostras para diferentes laboratórios de apoio qualificados e contratados, como queira. Posto de coleta laboratorial: serviço vinculado a um laboratório clínico, que realiza atividade laboratorial, mas não executa a fase analítica dos processos operacionais, exceto os exames presenciais, cuja realização ocorre no ato da coleta. UCAL (Unidade Captadora de Análises Laboratoriais): laboratório clínico que realiza a coleta de exames laboratoriais de rotina e os envia a uma Unidade Processadora de Análises Laboratoriais (UPAL) para as análises, mediante contrato ou como parte integrante de um grupo de empresas legalmente constituído. A Unidade Captadora de Análises Laboratoriais pode ou não realizar uma pequena parte dos exames de rotina coletados. Ela só poderá ser acreditada pelo PALC se a UPAL que realiza efetivamente as análises também for acreditada pelo PALC. Esta relação é considerada diferente da relação entre laboratório de apoio e laboratório cliente em função da relação de dependência da Unidade Captadora em relação à Unidade Processadora. UPAL (Unidade Processadora de Análises Laboratoriais): laboratório clínico que realiza exames coletados em unidades de saúde ou postos de coleta não diretamente vinculados a ele, mediante contrato, ou que realiza análises procedentes de Unidades Captadoras de Análises Laboratoriais (UCAL). A Unidade Processadora de Análises Laboratoriais pode ou não ter também postos de coleta diretamente vinculados a ela. Só poderá ser acreditada pelo PALC se informar previamente todos os locais de origem de suas amostras, de forma que a fase pré-analítica possa ser potencialmente auditada em todos os locais onde há coleta de amostras. - Gestão Estratégica em Medicina Laboratorial

5 O líder e seu papel como gestor de mudanças Foto: divulgação Rogério Martins* Há um tema no meio corporativo que sempre rende exaustivas análises, comentários e elucubrações: mudanças! Por mais que se escreva, fale e teorize sobre o tema há quem ainda não consiga lidar de forma positiva com as mudanças. O fato é que no mundo dos negócios, mais do que nunca, é necessário possuir um grande poder de adaptação às mudanças. Historicamente, sabemos que o homem é um ser em transição. Vivia nômade em busca de alimento e abrigo. Parece que nos dias atuais ele vem resgatando sua essência e proporcionando, para o desespero de muitos, grandes transformações na forma de pensar, agir e interagir com o próprio meio. Se a mudança é inevitável e já faz parte da história humana, por que, ainda assim, há quem tenha tanto medo? Tenho certeza que você já se fez esta pergunta diversas vezes. Sei também que já ouviu e leu outras tantas. A resposta, no entanto, é simples e complexa. Confundi? Pois é isso mesmo que os processos de mudança causam em nossas vidas: uma sensação de dualidade. Tudo isso porque o que está envolvido são nossas emoções. Por mais racional e lógica que seja a pessoa ela sentirá medo e receio daquilo que desconhece. Para alguns isso é um estímulo e por isso arriscam mais. Para muitos isto paralisa. Parece um anestésico. O medo se apodera e faz com que suas reações sejam de resistência. O resultado mais comum no mundo corporativo é visto Pessoas que deveriam ser agentes de mudanças fazem o oposto naquelas pessoas que só interagem com os colegas do próprio departamento. O receio de não ser aceito impede a socialização. Esse processo de encasulamento vai tomando uma proporção cada vez maior e se complica ainda mais quando atinge a área de recursos humanos. Em minha história profissional conheci mais pessoas resistentes a mudanças dentro desse departamento. Parece incongruente... e é. As pessoas que deveriam ser verdadeiros agentes de mudanças em muitas empresas fazem o oposto. Impedem o desenvolvimento de novos valores corporativos. Distanciam-se das pessoas. Agem de forma contrária ao progresso da organização. É óbvio que não são unanimidade. Ainda bem! Lembro-me de trabalhar com um profissional que era exatamente o oposto. Ativo, cheio de idéias e com muita vontade de transformar. O primeiro impacto após sua contratação foi de pânico. Ele mexia no status quo. Alterava aquela sensação de equilíbrio conquistada por um longo período. Muitos torceram por sua demissão, mas acabaram demitidos. No mundo corporativo nos deparamos com tantas histórias semelhantes. Perguntamos a nós mesmos como fazer para evitar danos à cultura organizacional. Mudar é preciso. Isto é mais do que um fato, uma necessidade. O que faz a diferença é a forma com que se introduz este tema na organização. Destaco a seguir duas ações Gestão Estratégica em Medicina Laboratorial - 5

6 fundamentais para que o impacto das mudanças e sua eventual resistência sejam minimizados ou até mesmo excluídos. O primeiro passo é promover uma reflexão junto aos funcionários sobre o assunto. Culturalmente, um dos maiores receios das pessoas está relacionado a segurança. Por mais criativo que seja o nosso povo para encontrar meios de subsistência, perder o emprego ainda está no topo da lista das grandes ameaças. Quando surgem rumores de que a empresa fará algum tipo de mudança, pronto... lá vem demissão! Mesmo que isso não seja verdadeiro, a desconfiança já se estabeleceu, e esse é o primeiro passo para a queda na produtividade. A organização que estabelece um processo de comunicação interna efetivo entre diretoria e funcionários tem grandes chances de minimizar o impacto dos boatos. Portanto, comunicar é preciso! Use de todas as formas para tornar claros os rumos da organização, os projetos em andamento, a visão. É preciso envolver as pessoas. Esta é a outra ação fundamental para o gerenciamento das mudanças. Lembro da história de uma empresa que precisava implantar o uso de uniforme em todas as unidades. No passado ocorreram algumas experiências negativas, pois os funcionários sentiam-se obrigados a usar e simplesmente esqueciam. Com base nesta experiência desastrosa analisaram onde haviam falhado e tentaram de uma nova maneira. Um dia o presidente convocou uma reunião com a diretoria e ao final dela todos os diretores saíram trajando os novos uniformes. E assim vestiram-se todos os dias, por duas semanas. Nova reunião, agora com os gerentes e mesma coisa: todos vestindo uniformes. Outra reunião, desta vez com os supervisores, e mais algumas semanas presidência, diretoria, gerência e supervisão estavam devidamente uniformizados. Passado pouco mais de um mês os funcionários sentiram-se afrontados e solicitaram uma reunião com o presidente, que prontamente aceitou. Os Uma boa comunicação interna é importante no processo de mudanças Os gestores precisam estar capacitados para lidar com as mudanças funcionários alegavam que se sentiam excluídos, pois só a chefia tinha direito a usar uniforme. Eles reivindicavam o uso de uniforme para todos os funcionários da empresa. Foi o que ocorreu! A moral desta história é que qualquer mudança na estrutura de uma organização altera a forma de ação das pessoas. Essas mudanças podem estar relacionadas a implantação de nova tecnologia, de processos, de máquinas, de relações internas, ao cardápio do restaurante ou ao sistema de alimentação, com o estacionamento, ao local da empresa e vai por aí afora. Isso tudo implica na forma como as pessoas deverão ser geridas. Assim, a capacitação dos gestores para lidar em um mundo de mudanças é fundamental para o sucesso organizacional. Se o próprio gestor não lida positivamente com a transição como ele poderá estimular seus colaboradores? É fato que não se conquista esta habilidade da noite para o dia. É preciso tempo. Mas tempo é o que primeiro se esvai quando falamos em mudanças. Tudo está cada vez mais rápido, dinâmico e urgente. Por isso mesmo é crucial o trabalho preventivo junto ao grupo gerencial e, posteriormente, ao grupo de funcionários. É preciso entender que os motivos que levam as pessoas a resistirem às mudanças são muitos e não estão apenas relacionados a algo que pode prejudicálas. As pessoas resistem também a mudanças que podem beneficiá-las a longo prazo. Este é o grande desafio dos líderes e gestores. Suplantar suas próprias resistências e promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de novas atitudes, ações e transformações. *Psicólogo, professor universitário, consultor organizacional e palestrante sobre motivação, comportamento e gestão de pessoas. Sócio-Diretor da Persona Consultoria & Eventos. Autor do livro Reflexões do Mundo Corporativo. Gestão Estratégica em Medicina Laboratorial Jornal da SBPC/ML - Periodicidade mensal Rua Dois de Dezembro, 78, salas 909/910 CEP Rio de Janeiro - RJ Tel. (21) Fax (21) Presidente 2008/2009 Alvaro Martins Diretor de Comunicação Murilo Rezende Melo Criação, Arte e Diagramação Design To Ltda Jornalista responsável Roberto Duarte - Reg. Prof. RJ 23830JP - Gestão Estratégica em Medicina Laboratorial

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