PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS PCI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS PCI"

Transcrição

1 CEETEPS CURSO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO Disciplina: PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS PCI Professor: Flávio Amorim Gomes de Araújo VERSÃO 02 JANEIRO / 2008

2 INTRODUÇÃO Observamos no decurso da história que quatro elementos constantemente estão se interagindo: a TERRA, o FOGO, o AR e a ÁGUA. Sabemos também que foi com auxílio do fogo que o homem conseguiu sair das cavernas e dominar as feras à sua volta, reinando assim sobre os demais animais. O fogo é, portanto, um elemento importante e hoje em dia essencial para nossa sobrevivência na vida moderna, no entanto quando foge ao controle torna-se também um elemento muito perigoso para a vida humana. Nos dias atuais, o homem tem utilizado, principalmente, outro elemento, no caso a água, para evitar que o fogo fuja do seu controle, destrua a terra e contamine o ar. Aliás, a contaminação do ar de um incêndio, gerando a chamada fumaça, é sem dúvida a principal causa das mortes das pessoas num incêndio. São raros os casos de mortes por pessoas queimadas, pois normalmente antes de sofrerem queimaduras fatais, as pessoas morrem por asfixia ou pelos males provocados pela fumaça. Já assistimos diversos casos, principalmente, em edifícios altos, onde tamanho era o desespero das pessoas, vindo a saltarem do alto do edifício. O desenvolvimento de um programa de prevenção, proteção e combate a incêndio constituem em uma das mais importantes missões de um Técnico em Segurança do Trabalho dentro das empresas. Vemos algumas vezes a preocupação da empresa, apenas com o treinamento e formação da brigada de incêndio e manutenção de extintores, que são atividades das mais importantes, mas insuficientes para evitar a ocorrência e a propagação dum incêndio. Claro que o desenvolvimento de um sistema de prevenção, proteção e combate a incêndios vai depender muito do tipo de empresa e de seus riscos, mas como regra geral, podemos afirmar que evitar um incêndio é o melhor caminho, para isto é preciso focar nas ações de PREVENÇÃO, que incluem ações de manutenção e controle sobre as instalações elétricas, por serem uma das maiores causas de incêndios nas empresas; condições adequadas de armazenamento de materiais, principalmente inflamáveis e combustíveis; cumprimento de um bom sistema de sinalização de segurança; entre outras ações. Mesmo assim é importante frisarmos que as ações de prevenção nem sempre são suficientes e não podem vir a evitar um incêndio, pois elas visam reduzir a probabilidade de ocorrência, mas dificilmente irão garantir que nunca falhem e não haja o incêndio. Portanto quando falha a prevenção devemos buscar ou dimensionar corretamente os esforços para as ações de PROTEÇÃO, que incluem um sistema de paredes e portas corta-fogo; sistema de proteção de pára-raios; entre outros. No caso de pára-raios muitos acham ser uma ação preventiva, mas na verdade o sistema não impede a queda do raio, mas sim protege a edificação dum incêndio, por isso sua classificação mais correta é a de proteção. Por último, mas não menos importante, pelo menos quando nos referimos ao risco real de um incêndio, precisamos definir e dimensionar corretamente as ações de COMBATE. Como o próprio nome diz é uma ação reativa, precisa acontecer algo de errado, para haver a reação. Mas em se tratando de incêndio, devemos estar preparado para o erro ou falha de algum sistema, pois segundo a Lei de Murphy: se algo pode dar errado, certamente dará. Não querendo ser pessimista, mas devemos estar sempre adequadamente preparados. Devido a isso é extremamente importante e obrigatório instalações de extintores, hidrantes, sprinklers, etc, ou mesmo um treinamento da brigada, que pode parecer para muitos como ação de prevenção, mas a finalidade de sua existência é puramente reativa. É importante frisarmos que o conceito de PREVENÇÃO, PROTEÇÃO ou COMBATE é o que menos importa. O importante é o aluno e futuro Técnico em Segurança saber identificar o risco e o melhor sistema para PREVENIR, PROTEGER ou COMBATER. O objetivo do curso é proporcionar ao aluno a oportunidade de conhecer o maior número possível de recursos existentes, e quando digo recursos, não falo apenas dos recursos materiais, mas também dos recursos humanos. Além disso, temos o objetivo de dar ao aluno a oportunidade de interpretar corretamente a legislação e normas; saber dimensionar corretamente um sistema de prevenção, proteção e combate a incêndios; entre outras. Em suma podemos dizer que a missão do Técnico em Segurança do Trabalho numa empresa para a Prevenção, Proteção e Combate a Emergências consiste basicamente em: fazer a correta distribuição dos equipamentos pela área a proteger; garantir a manutenção adequada dos equipamentos de prevenção, proteção e combate; organizar treinamento do pessoal que irá utilizar estes equipamentos. A concepção moderna de combate a incêndio exige grande soma de conhecimentos profissionais e habilidades para aplicá-los. E não se pode esperar que esses conhecimentos e habilidades sejam adquiridos unicamente através da experiência. Ela é muito importante como complemento de estudos sistemáticos e apropriados, mas insuficientes, por isso a importância dos estudos acadêmicos, principalmente em cursos, mesmo que sejam teóricos. Americana, 10 de janeiro de Flávio Amorim Gomes de Araújo Página 2 de 78

3 ÍNDICE INTRODUÇÃO 02 ÍNDICE 03 CAPÍTULO I PREVENÇÃO, PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS PRIMEIRA BRIGADA DE INCÊNDIO HISTÓRICO DE OCORRÊNCIA E SURGIMENTO DO CORPO DE BOMBEIROS LEGISLAÇÃO PERTINENTE PROCESSO QUÍMICO DO FOGO PROCESSO DE FORMAÇÃO DO FOGO PONTOS DE TEMPERATURA CRÍTICA EVOLUÇÃO DE UM INCÊNDIO FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO FOGO CLASSES DE INCÊNDIO TÉCNICAS DE EXTINÇÃO AGENTES EXTINTORES APARELHOS EXTINTORES EQUIPAMENTO DE RESPIRAÇAO AUTÔNOMA SISTEMA DE ALARME DE INCÊNDIO SAÍDAS DE EMERGÊNCIA SISTEMA HIDRÁULICO DE PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO SISTEMA FIXO DE PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO ACESSO DE VIATURAS DO CORPO DE BOMBEIROS PRINCIPAIS VIATURAS DE COMBATE A INCÊNDIO DO CORPO DE BOMBEIROS BRIGADA DE COMBATE A INCÊNDIO PREVENÇÃO DE INCÊNDIO 67 CAPÍTULO II ACIDENTES AMBIENTAIS DEFINIÇÃO E TIPOS DE ACIDENTES AMBIENTAIS IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE RISCOS PLANEJAMENTO DE UM SISTEMA PARA ATENDIMENTO DE ACIDENTES AMBIENTAIS DE ORIGEM TECNOLÓGICA ACIDENTES AMBIENTAIS COM PRODUTOS QUÍMICOS RISCOS ASSOCIADOS ÀS CLASSES DE PRODUTOS QUÍMICOS 74 BIBLIOGRAFIA 78 Página 3 de 78

4 CAPÍTULO I PREVENÇÃO, PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS 1. PRIMEIRA BRIGADA DE INCÊNDIO Nos confins da antiguidade, o homem lutou para conseguir a técnica da combustão. O fogo, então, foi um dos maiores aliados do ser humano. Por isso desde o início o homem deu ao fogo um caráter superior, conferido aos deuses, como manifestação do sagrado. Uma vez dominada as tecnologias de sua produção, segundo a vontade humana, o fogo tem sido o mais importante e permanente instrumento do processo civilizador. Participa de toda a evolução cultural da humanidade, o fogo tem sido um dos fundamentos de todo o progresso do homem contribuindo nos diferentes momentos de sua trajetória, desde o primitivo aquecimento, nas cavernas do paleolítico superior, à produção de armas que permitiram ampliar suas provisões alimentares, promover sua defesa e, simultaneamente, acelerar o processo de agressão e do domínio do meio ambiente, na mais antiga e contínua luta do homem: a da sobrevivência. Exercendo fascínio e sedução, talvez como um dos mais primitivos arquétipos do homem, o fogo, contudo, ao mesmo tempo em que é amigo e vital, pode se transformar no mais insidioso, inesperado e quase invencível inimigo. Perde-se na memória do tempo, a origem do combate ao fogo, das mais remotas lembranças, sabe-se que no ano 27 A.C.(Antes de Cristo), em Roma, já existiam os "Triunviri Nocturni", grupos organizados com o objetivo de combater incêndios. Durante o reinado de Júlio César Octávio, entre 63 a.c. e 14 d.c., foram criadas as "Coohortes Vigilium",em número de 7, cada uma integrada por homens, aos quais estava reservada a responsabilidade de proteger contra o fogo em 14 bairros de Roma. Na Roma daqueles tempos uma lei obrigava a cada proprietário de casa a dispor de uma cisterna, com água reservada para casos de incêndio. A legislação dispunha de uma série de regras para construções, desde afastamento regular até a proibição de produtos mais inflamáveis. Também a altura dos prédios deveria se limitar a 100 pés, ou seja, 30 metros. Na Pérsia antiga, conta a história, o incendiário que queimasse sua casa, fosse ou não involuntariamente, era condenado ao apedrejamento vivo, permitindo-se à mulher acompanhar o marido, caso fosse sua vontade. Marco Polo relatava de sua viagem à China, que os bombeiros sufocavam os incêndios de uma forma eficaz e surpreendente. Não utilizavam água contra o fogo, mais se dedicavam a demolir as construções vizinhas, deixando que apenas a casa incendiada acabasse destruída, impedindo a propagação do fogo. Na Grécia antiga, os bombeiros usavam as quadrigas (carros de corridas com quatro cavalos, ou seja, bigas com 4 cavalos) para alcançar o local do incêndio com maior rapidez. Os soldados mais experientes sabiam de memória os locais de Atenas em que se podia encontrar água com facilidade, poços, riachos, cisternas e baixios e de lá, em processo de revezamento, os baldes eram deslocados de mão em mão, às vezes de distância de até um quilômetro ou mais, o que exigia a mobilização de grande número de escravos. O mesmo processo continuou sendo utilizado pelo homem em quase toda parte do mundo, até o fim da Idade Média. Com a evolução da economia, nos fins da idade média, a burguesia foi se instalando em pequenos burgos, reinstalando-se o processo de vida urbana. Com ele, por volta de fins do século XVI e início do XVII, começaram a surgir os primeiros bombeiros da era moderna. Na França, isto ocorreu com Luiz XIV, o Rei-Sol, que reinou de 1638 a 1715, com os "Corps des Pompiers", que já utilizavam a bomba Van Der Heydens, de Na Inglaterra, pouco adiante, surgem os "Fireman", os "homens do fogo". Na Alemanha, desde 17 de julho de 1841, em Meissen, existem Corpos Voluntários de Bombeiros. Em Durlach, em 1846, surge a segunda corporação e nasce em Berlim, no ano de 1851, o primeiro Corpo de Bombeiro profissional. Rapidamente, em razão da evolução cada vez mais acelerada das cidades, foram surgindo corporações de combate ao fogo em muitos países do mundo. Nos Estados Unidos, a iniciativa coube ao grande Benjamin Franklin,em 1736, que criou, na Filadélfia, o primeiro Corpo de Bombeiros Voluntários da América. Em Portugal, a história dos Bombeiros na era moderna começa no ano de 1794, com a destacada participação de um brasileiro nascido na Bahia, Guilherme Gomes Fernandes, que juntamente com outros idealistas criou a associação dos Bombeiros Voluntários do Porto. O brasileiro Gomes Fernandes, um abnegado da causa, foi considerado o "maior bombeiro do mundo", criando as bases do sólido movimento português de defesa civil, com base na multiplicação pelo território português de grupamentos voluntários de combate ao fogo. No Chile, o primeiro corpo de bombeiros, também de caráter voluntário, foi criado em 1851, na cidade de Valparaíso. Em 1863, foi criada a Corporação de Santiago. No Brasil, o primeiro Corpo de Bombeiros foi criado oficialmente pelo decreto 1.775, assinado por D. Pedro II, em 02 de Julho de 1856, instala-se no Rio de Janeiro, então, o Corpo de Bombeiros da Corte. Antes, porém, desde 1763, os incêndios no Rio de Janeiro eram combatidos pelo pessoal do Arsenal da Marinha, de forma provisória. A evolução técnica, o aperfeiçoamento dos equipamentos, a utilização de bombas mecânicas, manuais e motorizadas, a substituição dos baldes de pano por mangueiras de tecido, os caminhões tanque, os autobombas, as escadas Magirus, as bombas Metz, até os macacos hidráulicos e as roupas especiais que permitem o acesso de bombeiros a locais em chamas, tudo isto se deve às maravilhas da revolução industrial, de 1760 aos nossos dias. Página 4 de 78

5 2. HISTÓRICO DE OCORRÊNCIAS E SURGIMENTO DO CORPO DE BOMBEIROS 1850: ocorre um incêndio na Rua do Rosário (atual Rua XV de Novembro), o incêndio é extinto por uma bomba manual emprestada por um francês chamado Marcelino Gerard. 1852: em decorrência de tal incêndio, é apresentado na Assembléia Provincial, pelo então Brigadeiro Machado de Oliveira um Projeto de Lei de um Código sobre Prevenção de Incêndios, ficando o povo, por lei, obrigado a cooperar com a Polícia nos dias de incêndio. 1856: surge o Corpo de Bombeiros da Corte (atual Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro). Entre 1860 e 1870: registro de diversas ocorrências de incêndios: livraria na Rua do Carmo em SP; loja de ferragens; barril de pólvora explode no centro da cidade de São Paulo; etc. 1880: depois de um incêndio na Faculdade de Direito em SP é determinada à criação Oficial do Corpo de Bombeiros (10 de março de 1880). O então Alferes José Severino Dias é designado em 24 de julho Comandante da Seção de Bombeiros com 20 homens (praças). 1890: elevação à categoria de "Companhia de Bombeiros". O efetivo aumenta para 60 homens. O Comandante passa a ser um Capitão. 1900: unem-se todas as forças policiais em uma só "FORÇA PÚBLICA". É criado o Corpo Municipal de Bombeiros de Campinas, seu efetivo inicial era de oito homens. 1911: são colocadas em todos os bairros da cidade de São Paulo, 160 novas caixas de avisos de incêndio. 1942: primeiro convênio entre o Estado e a Prefeitura de São Paulo. O Corpo de Bombeiros passa a ser Estadual. 1964: grande compra de Auto-Bombas (o famoso Volta ao Mundo"). 1972: em 24 de fevereiro, ocorre o incêndio do Edifício Andraus de 31 andares, teve seu início no 4º andar, 16 pessoas morrem e 375 ficam feridas, o Corpo de Bombeiros envia 31 viaturas e dezenas de carros pipas. O Incêndio provoca o surgimento de um Grupo de Trabalho para estudar e propor reforma dos Serviços de Bombeiros. Incêndio no Edifício Joelma 1974: em 01/fevereiro ocorre incêndio no Edifício Joelma de 23 andares, 189 pessoas morrem, o Corpo de Bombeiros envia 26 viaturas e 318 bombeiros. 1975: ocorre a preconizada reestruturação dos serviços de bombeiros. Em razão do incêndio do Joelma, é publicado o novo Código de Obras de São Paulo. 1979: entra em funcionamento o telefone 193. É firmado novo convênio entre o Estado e a Prefeitura. 1981: em 14 de fevereiro, ocorre um incêndio na Av.Paulista, no edifício Grande Avenida de 23 andares, foto ao lado. O Corpo de Bombeiros envia ao local 20 viaturas e 300 bombeiros, 17 pessoas morrem e 53 são feridas, entre elas 11 bombeiros e 10 do efetivo do Comando de Operações Especiais da PM. 1983: incêndio na Vila Socó, em Cubatão, deixou 93 mortos. 1984: vazamento de gás na fábrica da Union Carbide, em Bhopal, na Índia, matou pessoas. 1986: O reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, teve um acidente no dia 26 de abril. Oficialmente, os mortos foram 31, entre bombeiros e técnicos da usina. Sete anos depois, o governo ucraniano reconheceu a morte de 7 mil a 10 mil pessoas. O incêndio do reator durou dez dias e houve duas explosões. Cerca de 500 mil pessoas foram retiradas de 170 cidades depois do acidente. Pripiat, a 3 quilômetros da usina, tinha 55 mil habitantes. Hoje, é uma cidade-fantasma. Os prejuízos da catástrofe são calculados em 400 bilhões de dólares e 7 milhões de pessoas ainda vivem em regiões que sofreram radiação. Página 5 de 78

6 1987: incêndio no edifício CESP em SP, no dia 21 de Maio. O conjunto tinha 2 blocos, um com 21 e outro com 27 pavimentos. Houve desabamento parcial da estrutura. 1995: em 29 de janeiro, ocorre uma explosão em uma loja de fogos no bairro de Pirituba na capital paulista, 33 casas são atingidas e 15 pessoas morrem, o Corpo de Bombeiros enviou ao local 15 viaturas e 62 bombeiros. 1996: ocorre em 11 de junho uma explosão no Shopping Center Plaza de Osasco causada por vazamento de GLP sob o piso da área de restaurantes, 41 pessoas morrem e mais de 480 pessoas são feridas, o Corpo de Bombeiros envia para o local 38 viaturas e 167 bombeiros. 1997: é lançado o Manual de Fundamentos do Corpo de Bombeiros, com mais de 360 páginas e mais de 880 ilustrações, o manual aborda 18 temas ligados às principais áreas de atuação dos serviços de bombeiros. A Sirene, popularmente conhecida como Bitonal (dois tons lá-lá/ré-ré), com quatro cornetas, freqüência de 435/450 Hz e 580/600 Hz, com alcance audível a 7 m, passa a ser destinada, para uso exclusivo do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. É apresentada a nova viatura de Comando de Operações, destinada a ser empregada em grandes ocorrências servindo sempre como Posto de Comando. 2001: a explosão da plataforma submarina P-36, da Petrobrás, em 15 de março, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, matou 11 pessoas que trabalhavam no local. Quatro aviões foram seqüestrados nos Estados Unidos por membros da organização terrorista Al Qaeda, sendo dois deles foram lançados contra as torres que formavam o complexo empresarial World Trade Center (WTC), em Nova York e um contra o Pentágono, em Washington. No total de pessoas morreram vítimas do atentado. 2003: Incêndio provoca morte de 2 crianças, de 7 e 3 anos, na casa em que moravam, no Jardim São Gerônimo, em Americana-SP, na madrugada de ontem. Carla Fernandes de Oliveira, de 3 anos, e Jonhny Fernandes de Oliveira de 7, chegaram a ser levados por um vizinho ao hospital Municipal de Americana, mas morreram quando recebiam atendimento. A casa teve a energia elétrica cortada por falta de pagamento, segundo Polícia Militar. Para que os filhos não dormissem no escuro, a mãe, Juliana Fernandes Cruz, de 25 anos, acendeu uma vela no quarto e foi se deitar. A vela caiu em um colchão e deu início ao incêndio, acredita a polícia. 2005: Incêndio causa morte de uma pessoa em Lisboa, Portugal, no dia 20 de julho - mais de bombeiros estão mobilizados no combate a incêndios causados pela pior seca que já atingiu Portugal em mais de seis décadas e que, nesta quarta-feira, causaram a morte de uma pessoa idosa e forçaram a desocupação de quatro vilarejos, disseram oficiais. O corpo carbonizado de um idoso de cerca de 60 anos foi encontrado perto de sua casa nas proximidades de Alvaiazere, a 160 quilômetros a nordeste de Lisboa, contou um vereador da localidade. "Encontramos o corpo já queimado. Ele devia estar tentando apagar o fogo mas não conseguiu," disse Abel Reias à agência local de notícias Lusa. Um incêndio próximo à cidade central de Pombal ameaça dois vilarejos e levou ao fechamento temporário pelo segundo dia seguido de uma das mais movimentadas estradas do país que liga Lisboa à Cidade do Porto. 2006: cinco crianças, com idades entre 1 e 7 anos, morreram na madrugada do dia 22/05/06, em conseqüência de um incêndio no bairro Cristal, em Vacaria (RS). Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas --todas da mesma família-- estavam sob os cuidados de uma menina de 13 anos, que conseguiu escapar quando percebeu o fogo. Os bombeiros dizem que a mãe, de 28 anos, havia saído para trabalhar. Há suspeitas de que o incêndio tenha sido causado por velas. Além do frio que atingia a região, a casa estava sem energia elétrica. O fogo começou por volta da 1h30. Os bombeiros foram acionados, mas, quando chegaram, a casa já havia sido destruída. 2007: um incêndio atingiu na manhã do dia 18/12 num galpão de uma indústria farmacêutica, próximo à rodovia Castelo Branco, em Barueri (SP). O fogo começou por volta das 6h e as chamas foram controladas entre 8h e 8h30 pelos bombeiros. Parte do teto do prédio desabou. O Corpo de Bombeiros de Barueri teve de chamar reforço dos batalhões da capital para conter as chamas. Um total de 20 viaturas foi deslocado para o local. As labaredas chegaram a atingir uma altura de quase 10 m. As ruas próximas ao local foram interditadas. 2007: incêndio no Prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, ocorrido no dia 24/12, provocou correria e obrigou a remoção dos pacientes internados. Um deles, Raimundo Nonato de Azevedo, 56, morreu poucas horas depois. Para o HC, a morte não tem relação com a remoção. Investigações preliminares indicam que o incêndio começou com um curto-circuito em uma subestação do prédio, e que a fumaça se espalhou por todos os andares pela tubulação de ar-condicionado. Página 6 de 78

7 3. LEGISLAÇÃO PERTINENTE 3.1. CONSTITUIÇÃO FEDERAL Capítulo III Da Segurança Artigo 24 Inciso I: O Estado pode legislar concorrentemente com a União a respeito do Direito Urbanístico, na área de prevenção de incêndio. Artigo Parágrafo Quinto: Às Polícias Militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos Corpos de Bombeiros Militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO CLT Capítulo V do Título II Artigo 200 Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente:... IV proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigências ao especial revestimento de portas e paredes, construção de paredes contrafogo, diques e outros anteparos, assim como garantia geral de fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente sinalização CONSTITUIÇÃO ESTADUAL Capítulo III Da Segurança Pública Artigo 142 Ao Corpo de Bombeiros, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividade de defesa civil,... Lei Estadual nº 616, de 17 de Dezembro de 1974 Organização Básica da PM - Título I Capítulo Único Artigo 2º - Inciso V Compete a Polícia Militar realizar serviços de prevenção e de extinção de incêndios, simultaneamente como de proteção e salvamento de vidas humanas e materiais, no local do sinistro, bem como o de busca e salvamento, prestando socorros em casos de afogamento, inundações, desabamentos, acidentes em geral, catástrofes e calamidades públicas LEGISLAÇÃO E NORMATIZAÇÃO Lei Estadual nº 684/75 Lei de Convênio Artigo 3º Os municípios obrigarão a autorizar o órgão competente do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, a pronunciar-se nos processos referentes à aprovação de projetos e à concessão de alvarás para construção de projetos e à concessão de alvarás para construção, reforma ou conservação de imóveis, somente serão aprovados ou expedidos se verificada pelo órgão, a fiel observância das normas técnicas de prevenção e segurança contra incêndios. Parágrafo Único A autorização de que trata este artigo é extensiva à vistoria para concessão de avara de habite-se e de funcionamento... Portaria 3.214/78 aprova as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho dentre elas a NR-23, que trata de Proteção Contra Incêndios, revisada pela Portaria. Decreto Estadual nº /01 Institui o Regulamento de Segurança Contra Incêndio no Estado de SP. Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do Estado de SP são no total de 38 Instruções Técnicas (IT). Normas Técnicas da ABNT: dentre todas destacamos algumas relativas ao curso NBR 5419 Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas (02/2001); NBR 6135 Chuveiros Automáticos para Extinção de Incêndio (04/1992); NBR 7532 Identificadores de Extintores de Incêndio Dimensões e Cores (04/2000); NBR 9077 Saídas de Emergência em Edifícios (05/1993); NBR 9441 Execução de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (03/1998); NBR 5410 Sistema Elétrico; NBR 5414 Sistema de Pára-raios; NBR Proteção Contra Incêndio por Chuveiro Automático (01/1990); NBR Sistema de Iluminação de Emergência (09/1999); NBR Portas e vedadores corta-fogo com núcleo de madeira para isolamento de riscos em ambientes comerciais e industriais (04/1992); NBR Porta Corta-Fogo para Saída de Emergência Especificação (01/1997); NBR Barra Antipânico Requisitos (05/1997); NBR Sistema de Combate a Incêndio por Espuma; NBR Inspeção, Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio (02/1998); NBR Sinalização de Segurança Contra Incêndio e Pânico; NBR Símbolos Gráficos para Sinalização Contra Incêndio e Pânico; NBR Instalação Hidráulica Contra Incêndio, sob comando; NBR Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Projeto e Execução (08/1997); NBR Instalações Internas de Gás Natural (GN) Projeto e Execução (08/1997); NBR Central Predial de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - Projeto e Execução (10/1995); NBR Centrais Prediais e Industriais de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Sistema de Abastecimento a Granel (12/1997); NBR Programa de Brigada de Incêndio. Página 7 de 78

8 4. PROCESSO QUÍMICO DO FOGO O fogo é uma das principais e mais antigas fontes de energia. Desde a antiguidade, vem sendo um auxiliar inestimável ao homem. Quando o homem primitivo conseguiu o controle sobre as chamas iniciou-se um processo de desenvolvimento que se prolonga e se moderniza em nossos dias. O calor produzido pelo fogo, quer seja o aconchegante, na lareira, ou o com força violenta de um alto forno, capaz de fundir o mais duro dos metais, sempre está presente na vida do homem, principalmente nos dias de hoje. No entanto esse mesmo fogo, que tanto tem contribuído para o desenvolvimento da humanidade, quando fora de controle, transforma-se num dos mais cruéis inimigos, ceifando vidas e causando prejuízos incalculáveis DEFINIÇÃO DE FOGO Alguns autores fazem uma separação entre os conceitos de FOGO e INCÊNDIO, a maioria deles definem que o primeiro ocorre de forma controlada, objetivando, normalmente, o benefício do próprio homem, e o segundo tem sua ocorrência fora de controle e com prejuízos materiais e humanos incalculáveis. Mas fogo e incêndio apresentam a mesma definição lingüística; sob ponto de vista químico, são definidos como uma reação química exotérmica, isto é, libera energia. Esta reação, normalmente, denominada de combustão envolve a oxidação rápida de um combustível resultando em subprodutos e calor. Por exemplo, quando uma vela queima, ocorre o derretimento da cera, isto permite o aparecimento do pavio que manterá a chama acessa e fará com que a cera continue derretendo e a gerar vapor inflamável. Este vapor é o que queima, formando a chama. O fogo é, portanto, um processo químico de transformação e para que se inicie é necessário existir a presença de três elementos: combustível, comburente e calor. 5. PROCESSO DE FORMAÇÃO DO FOGO 5.1. TRIÂNGULO DO FOGO Embora seja um conceito antigo, o Triângulo do Fogo é ainda muito aceito e também se torna mais fácil começarmos o estudo por ele. No Triângulo do Fogo três fatores são necessários para que haja fogo: combustível, comburente e calor COMBUSTÍVEL É toda substância capaz de queimar e alimentar a combustão, permitindo a propagação do fogo. Pode ser sólido (papel, madeira, tecidos, borracha, etc), líquido (álcool, gasolina, éter, etc) ou gasoso (acetileno, butano, propano, etc). É um elemento essencial para o fogo, porque o alimenta. Não existindo o que queimar, não há fogo. Nos materiais sólidos, a área específica é um fator muito importante para determinar a razão de queima, ou seja, a quantidade do material queimando na unidade de tempo, que está associado à quantidade de calor gerado e, portanto, à elevação da temperatura do ambiente. Um material sólido com igual massa e com área específica diferente, por exemplo, de 1m 2 e 10m 2, queima em tempos inversamente proporcionais; porém, libera a mesma quantidade de calor. No entanto, a temperatura atingida no segundo caso será bem maior. É importante observar que no caso de um combustível que está no estado sólido ou líquido, haverá a necessidade de ser aquecido, para a liberação de vapores ou gases, só assim poderá ocorrer à combustão. Outro fator importante para a combustão em combustível é a forma física que se apresenta o combustível, por exemplo, a velocidade de propagação de um incêndio na serragem de madeira é muito maior do que numa madeira maciça, mesmo que a composição seja a mesma COMBURENTE Elemento ativador do fogo, o comburente possibilita vida às chamas, e intensifica a combustão. Alguns autores o definem como a mistura que contém o oxidante em concentração suficiente para que em seu meio se desenvolva a reação de combustão. O principal comburente existente em praticamente todos os ambientes, já na concentração necessária para combustão, é o oxigênio. Normalmente o ar atmosférico é composto de 20,99% de oxigênio, 78,03% de nitrogênio, 0,88% de gases nobres (Ar, H 2, He, Ne, Kr) e 0,1% de carbono. Abaixo de 14% de oxigênio, a maioria dos materiais combustíveis não mantém a chama, já em concentrações menores de 8%, é certo que já não mais existe fogo. Sem o comburente não poderá haver fogo. Ambiente pobre de oxigênio o fogo quase não produz chamas, enquanto que, no ambiente rico de oxigênio elas são intensas, brilhantes e de elevadas temperaturas. É de se ressaltar, todavia, que existem substâncias que possuem na sua estrutura grandes quantidades de oxigênio (agentes oxidantes), liberandoo durante a queima. Estas substâncias, conseqüentemente, podem manter combustão em ambientes, onde não existia oxigênio em proporções adequadas, para que possa ocorrer o fogo, como é o caso da pólvora, que pode queimar-se em qualquer lugar com ou sem a presença do ar. Página 8 de 78

9 CALOR Elemento que dá início ao fogo. É a energia de ativação do fogo. É responsável pela propagação pelo combustível o suficiente iente para elevar a temperatura de um material até atingir o ponto de combustão ou de ignição. Considerando que dispomos de oxigênio à vontade na atmosfera e combustível sempre à nossa disposição, constatamos que a ciência de prevenção de incêndios repousa no controle das fontes de calor. Sabemos que o calor é gerado da transformação de outra energia, através de processo físico ou químico. FONTES DE IGNIÇÃO: TÉRMICA: a ignição é feita através de uma fonte de calor ou por uma energia de ativação direta; QUÍMICA: a energia se produz através de uma reação química do tipo exotérmica dada por diluição, decomposição, etc.; MECÂNICA: quando a energia é obtida através de um fenômeno físico de caráter mecânico, tais como compressão, fricção, atrito, etc.; NUCLEAR: quando a energia se produz como conseqüência de um processo de cisão de núcleos de átomos radioativos TETRAEDRO DO FOGO A presença dos três elementos do Triângulo do Fogo não indica necessariamente que teremos uma combustão, pois há necessidade de condições propícias para que haja a combustão. As abordagens mais modernas tratam o fogo como uma reação de oxidação, que ocorre no princípio do Tetraedro do Fogo, ou seja, além do combustível, comburente e calor, aparece, um quarto elemento, a reação química em cadeia, ou simplesmente reação química ou ainda reação em cadeia, ocorrendo quando o fogo se auto-alimenta. REAÇÃO QUÍMICA EM CADEIA Ocorre quando o combustível, o oxigênio e o calor atingem condições favoráveis, misturando-se em proporções ideais, ocorrendo assim a reação em cadeia e surgindo o fogo. De outra forma podemos conceituar: quando o calor irradiado das chamas atinge o combustível e este é decomposto em partículas menores, que se combinam com o comburente e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível, formando um ciclo constante COMBUSTÃO É uma reação química de oxidação, auto-sustentável, com liberação de luz, calor, fumaça e gases. Existem basicamente três formas de combustão COMBUSTÃO COMPLETA É aquela em que a queima produz calor e chamas e se processa em ambiente rico em comburente, sem deixar resíduos COMBUSTÃO INCOMPLETA A queima produz calor e pouca ou nenhuma chama e se processa em ambiente pobre em comburente, deixando resíduos, principalmente gasosos, como exemplo a fumaça preta do cano de escape dos veículos COMBUSTÃO ESPONTÂNEA É aquela gerada de maneira natural, sem fonte externa de calor, podendo ser pela ação de bactérias que fermentam materiais orgânicos, ou com determinadas substâncias químicas, produzindo calor e libera gases, ou seja, podem se inflamar em contato com o ar, mesmo sem a presença de uma fonte de ignição. O fósforo branco ou amarelo, e o sulfeto de sódio são exemplos de produtos que entram em ignição espontaneamente quando em contato com o ar. Outros exemplos: carvão, amedoim, feno, óleo de peixe, óleo de linhaça, roupas, tecidos, farrapos e sedas impregnadas de óleo, óleo de semente de algodão, fertilizantes, óleo de pinho, sabão em pó, serragem de madeira, etc. Um bom exemplo de combustão espontânea ea pode ocorrer em materiais fibrosos, quando umedecidos com óleo animal ou vegetal, favorecidos por uma temperatura relativamente elevada, o que é comum em nosso país, pela ação de bactérias, pela presença de umidade e impurezas ou por alta porcentagem de oxigênio no ambiente, ocorre então uma reação química exotérmica (que libera energia). Está energia liberada vai aumentando a temperatura do corpo, neste caso, o material fibroso, até que atinja o seu ponto de ignição. Este processo é normalmente muito lento e pode levar, dias, semanas e até meses. Para se evitar a combustão espontânea devemos, principalmente, buscar condições ideais de transporte e armazenamento desses materiais, em estrados, em locais frescos e bem ventilados, que impede o acúmulo de calor gerado nas reações, evitando que atinja a sua temperatura de ignição. Página 9 de 78

10 6. PONTOS DE TEMPERATURA CRÍTICA Tanto no combate a incêndios, como na sua prevenção, devemos conhecer as propriedades dos diversos corpos, ou seja, como estes corpos se comportam em relação ao calor PONTO DE FULGOR (FLASH POINT) É a temperatura mínima, na qual os corpos combustíveis começam a desprender vapores, que se incendeiam em contato com uma fonte externa de calor, entretanto a chama não se mantém devido à insuficiência na quantidade de vapores. De outra forma podemos definir como sendo a maior temperatura na qual uma substância libera vapores em quantidade suficiente para que a mistura de vapor e ar, logo acima da sua superfície, propague uma chama, a partir do contato com uma fonte de ignição. Considerando a temperatura ambiente numa região de 25ºC e ocorrendo um vazamento de um produto com ponto de fulgor de 15ºC, significa que o produto nessas condições já está liberando vapores inflamáveis, bastando apenas uma fonte de ignição para que haja a ocorrência de um incêndio ou de uma explosão. Por outro lado, se o ponto de fulgor do produto for de 30ºC, significa que este não estará liberando vapores inflamáveis. Então, conforme acima descrito, o conceito de ponto de fulgor está diretamente associado à temperatura ambiente. Alguns combustíveis têm seu ponto de fulgor abaixo da temperatura ambiente. Estes, logicamente, não necessitam ser aquecidos para poderem estar em condições de queimar, são os combustíveis voláteis, ou seja, que desprendem gases inflamáveis a uma temperatura ambiente e mesmo abaixo dela PONTO DE COMBUSTÃO É a temperatura mínima, na qual os vapores desprendidos dos corpos combustíveis, quando em contato com uma chama ou uma centelha, entram em combustão e continuam a queimar. Ou seja, o corpo combustível emite vapores em quantidade suficiente para formar uma mistura com o ar na região imediatamente acima da sua superfície, capaz de entrar em ignição quando em contato com uma chama, mantendo a combustão após a retirada da chama. A diferença entre o ponto de fulgor e o ponto de combustão para o mesmo combustível, normalmente é cerca de 3 a 4 graus centígrados, isto é, muito pequena PONTO DE IGNIÇÃO Também chamado de ponto de auto-ignição, é a temperatura mínima, na qual os vapores desprendidos dos corpos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independente de qualquer fonte de calor, ou seja, o corpo combustível emite vapores em quantidade suficiente para formar com o ar uma mistura inflamável. Raros combustíveis têm o ponto de ignição tão baixo que se inflamam espontaneamente à temperatura ambiente, como por exemplo, o fósforo amarelo, que tem o ponto de ignição aos 30 ºC PONTO DE EBULIÇÃO Temperatura na qual a pressão de vapor de um líquido excede ligeiramente a pressão da atmosfera logo acima do líquido. Em temperaturas abaixo do ponto de ebulição a evaporação ocorre apenas na superfície do líquido. Durante a ebulição o vapor se forma dentro do líquido, subindo na forma de bolhas. O exemplo mais típico é o da água fervendo. Se aumentarmos a pressão sobre o líquido, a temperatura que define o Ponto de Ebulição também aumenta até um valor máximo chamado Temperatura Crítica. Para a água, a Temperatura Crítica é de 374 C, para 217 atmosferas. Quando a pressão diminui, o ponto de ebulição também cai. A uma pressão de 0,006 atm a água entra em ebulição a 0 C OXIDAÇÃO LENTA É a energia desprendida na reação, é dissipada no meio ambiente sem criar um aumento de temperatura na área atingida (não ocorre a reação em cadeia). É o que ocorre com a ferrugem (oxidação do ferro) ou com o papel, quando fica amarelo, que são oxidações (ou queimas) muito lentas. A propagação ocorre lentamente, com velocidade praticamente nula. Chama-se oxidação, pois é o oxigênio que entra em transformação, ajudando a queima das substâncias PIRÓLISE Também chamada de carbonização, é uma decomposição química por calor na ausência de oxigênio, produzindo mais energia do que é consumida. É um processo muito usado no tratamento de resíduos. Página 10 de 78

11 6.7. LIMITES DE INFLAMABILIDADE Para um gás ou vapor inflamável queimar é necessário que exista, além da fonte de ignição, uma mistura chamada ideal entre o ar atmosférico (oxigênio) e o gás combustível, portanto Mistura Ideal (MI) define-se como a concentração de combustível em relação ao ar mais eficiente, que produz uma temperatura mais alta, com uma reação maior e mais rápida. A quantidade de oxigênio no ar é praticamente constante, em torno de 21% em volume. Já a quantidade de gás combustível necessário para a queima, varia para cada produto e está dimensionada através de duas constantes: o Limite Inferior de Explosividade (LIE) e o Limite Superior de Explosividade (LSE). LIMITE INFERIOR DE EXPLOSIVIDADE: é a mínima concentração do gás ou vapor que, misturada ao ar atmosférico, é capaz de provocar a combustão do produto, a partir do contato com uma fonte de ignição. Concentrações de gás abaixo do LIE não são combustíveis, pois, nesta condição, tem-se excesso de oxigênio e pequena quantidade do produto para a queima. Esta condição é chamada de mistura pobre. LIMITE SUPERIOR DE EXPLOSIVIDADE: é a máxima concentração de gás ou vapor que misturada ao ar atmosférico é capaz de provocar a combustão do produto, a partir de uma fonte de ignição. Concentrações de gás acima do LSE não são combustíveis, pois, nesta condição, tem-se excesso de produto e pequena quantidade de oxigênio para que a combustão ocorra, é a chamada mistura rica. Para cada gás ou vapor há uma concentração específica, onde o teor de Gás(ou Vapor)/Oxigênio que definirá os Limites de Inflamabilidade para que ocorra uma queima. Para um melhor desempenho de combustão de um gás, devem-se conhecer as misturas ideais, que é a porcentagem exata da quantidade de cada material para haver uma melhor queima. A seguir alguns Limites de Inflamabilidade: PROPANO 0% 2% 10% 100% mistura faixa de mistura rica pobre inflamabilidade LII LSI Este exemplo mostra que a Faixa de Inflamabilidade para o propano é pequena, sendo que a maioria das misturas propano/oxigênio não é inflamável. Em uma Mistura Ideal, um gás ou um vapor se queima rapidamente, sendo que num limite desfavorável (LII ou LSI) o gás apenas se inflama. Abaixo, o gráfico mostra o desenvolvimento de acordo com os Limites de Inflamabilidade: MONÓXIDO DE CARBONO 0% 12% 74% 100% mistura faixa de inflamabilidade mistura rica pobre LII LSI ACETILENO 0% 2% 80% 100% mistura pobre LII faixa de inflamabilidade LSI mistura rica Página 11 de 78

12 PROPRIEDADES DE DIVERSOS GASES (à 15 ºC e 1 atm) a À temperatura de 0 ºC e 1 atm; b Ar Teórico; Fonte: Gas Engineers Handbook / SINDE c Ver tabela a seguir; Página 12 de 78

13 6.8. EXPLOSÃO É um processo onde ocorre uma rápida e violenta liberação de energia, associado a uma expansão de gases acarretando o aumento da pressão acima da pressão atmosférica. É a queima de gases ou partículas sólidas em altíssima velocidade, em locais confinados. É um fenômeno onde ondas de pressão que provocam efeitos destrutivos, capaz de provocar a liberação repentina de uma força ou grande volume de energia, deslocamento violento de ar ou gás causando um estrondo. Devemos ter um cuidado muito grande com combustíveis líquidos armazenados em tanques, pois acima da temperatura de fulgor, liberam vapores que podem explodir (num ambiente fechado) na presença de uma fonte de calor. Outra forma de explosão é a reação química violenta e instantânea que pode ocorre entre dois produtos químicos incompatíveis, pois esta reação provoca uma pressão anormal, ocasionando a explosão. A deflagração e a detonação podem ser classificadas como dois tipos de explosão, pois nestes dois casos podem ocorrer efeitos destrutivos, quando o ambiente não consegue suportar a pressão gerada. A velocidade que ocorre a explosão é característica de cada formulação e é influenciada pelo diâmetro do recipiente, grau de confinamento, tipo de iniciação, presença de água e outros fatores DEFLAGRAÇÃO A velocidade da propagação é superior a 1 m/s, mas inferior a 400 m/s, no entanto há uma elevação na pressão com valores limitados entre 1 a 10 vezes a pressão inicial. Podem ocorrer à deflagração com a pólvora, algumas poeiras combustíveis e vapores líquidos DETONAÇÃO A velocidade de detonação comum em gases estão entre os m/s e os m/s e em sólidos estão entre os m/s e os m/s. Portanto a velocidade de propagação é superior a 400 m/s. Pela descontinuidade das ondas de pressão gerada, cria-se uma onda de choque que pode atingir até 10 vezes a pressão inicial. Pode ocorrer com explosivos industriais, como a nitroglicerina, e em circunstâncias especiais, com a mistura de gases e vapores em espaços confinados ELETRICIDADE ESTÁTICA Todo corpo em atrito com outro produz uma quantidade de eletricidade estática. Por exemplo: um automóvel, ao correr por uma estrada, acumula essa eletricidade pelo próprio atrito com o ar. No caso de um caminhão, transportando líquido inflamável, haverá o perigo de uma centelha provocar incêndio. Isto será evitada com a conexão de um fio terra, que descarregue no chão a eletricidade acumulada, motivo pelo qual os caminhões tanques dispõem de uma corrente que se arrasta pelo chão. Da mesma forma, em uma indústria, líquidos inflamáveis conduzidos no interior de uma tubulação, ou passando de um recipiente para outro, acumularão eletricidade estática, requerendo sistema de aterramento e cuidados especiais no seu manuseio. 7. EVOLUÇÃO DE UM INCÊNDIO A possibilidade de um foco ou princípio de incêndio extinguir ou evoluir para um grande incêndio depende basicamente dos seguintes fatores: a) quantidade, volume e espaçamento dos materiais combustíveis no local; b) tipo de combustível da queima; c) tipo de ambiente e dimensão do local (fechado, aberto, pé direito, paredes, etc.); d) velocidade e direção do vento FASES DE UM INCÊNDIO Nos edifícios ou construções, contendo incêndio confinado, o fogo passará por três fases: inicial ou incipiente; de produção de chamas ou fase da queima livre; e a fase de combustão lenta. i) FASE INICIAL A primeira fase inicia-se quando se atinge o Ponto de Combustão inicial do material combustível e caracteriza-se por grandes variações de temperatura de ponto a ponto, ocasionadas pela inflamação sucessiva dos objetos existentes no recinto, de acordo com a alimentação de ar. A combustão não reduziu o oxigênio do ambiente significativamente, há em torno de 20% de oxigênio, e o fogo está produzindo vapor de água, dióxido de carbono, monóxido de carbono e outros gases. O fogo progride lentamente, uma vez que a maioria do calor que gera está sendo consumido para aquecer o ambiente, que tem a sua temperatura nesta fase em torno de 38ºC, no entanto produz uma chama com temperatura acima de 537ºC. Nesta fase, não há um risco muito grande ainda, porém, dependendo do combustível que está queimando, podem existir fumaça e gases nocivos. Nesta frase é muito importante uma ação rápida e eficaz de combate para evitar a propagação do fogo, sendo os primeiros minutos e até segundos muito importantes para o controle. Página 13 de 78

14 ii) FASE DA QUEIMA LIVRE É uma fase de grande extensão, vai da fase inicial até a fase da queima lenta, normalmente há necessidade de combate por profissionais (bombeiros) e os prejuízos causados podem ser catastróficos. O ar rico em oxigênio é atraído pelas chamas, enquanto os gases quentes levam o calor até o teto, formando uma camada de fumaça. Esta fumaça se deposita lateralmente do topo para baixo forçando o ar fresco a procurar níveis mais baixos e entrar em contato com a chama, participando da reação química. A temperatura do ambiente irá aumentar paulatinamente, até o ponto que, na etapa mais adiantada, a parte superior do ambiente tenha temperatura acima de 700 ºC. À medida que o fogo progride, continua a aquecer o ambiente e a consumir o oxigênio, e se não houver ventilação, os gases da combustão não terão como reagir e permanecerão no recinto. O fogo é então levado à fase da queima lenta e uma ventilação inadequada fará com que o fogo volte a arder com grande intensidade ou, até mesmo, explodir o ambiente. iii) FASE DE QUEIMA LENTA Nesta fase a porcentagem de oxigênio no ambiente é pequena, o que levará a combustão a ter pouca ou nenhuma chama. O ambiente está repleto de produtos da combustão que não se queimaram devido ao baixo nível de O 2, porém estão superaquecidos em decorrência do calor que foi gerado na fase da queima livre. Os produtos da combustão estão acima de 537ºC. Com uma ventilação inadequada, estes produtos poderão explodir quando entrarem em reação com o oxigênio, o que se chama de Backdraft FENÔMENOS DECORRENTES DE UM INCÊNDIO BACKDRAFT i) REDUÇÃO DO SUPRIMENTO DE OXIGÊNIO NO INCÊNDIO Em geral, os gases quentes gerados no fogo aumentarão rapidamente e haverá o arraste de ar para o fogo. Havendo um suprimento de ar adequado, o fogo continuará queimando e crescerá de acordo com o combustível disponível. Se houver restrição do suprimento de ar no compartimento, o oxigênio do ar será utilizado mais rapidamente do que a sua substituição. O próximo efeito será a progressiva diminuição da concentração de oxigênio dos gases no compartimento. Possivelmente, combinado com o crescimento da temperatura. Com a redução da concentração de oxigênio no compartimento, as chamas começarão a diminuir, mas isto não resultará de imediato na redução da produção de gases inflamáveis. Talvez ainda haja chamas, ou elas acabaram totalmente. Neste estágio, dependendo do tamanho relativo do fogo e do compartimento, o gás inflamável poderá ser gerado para a propagação do fogo no local confinado. Isto requer apenas um novo suprimento de O 2, causado, por exemplo, pela abertura de uma porta, para formar uma mistura explosiva e letal conseqüência de backdraf. ii) POSSÍVEIS CENÁRIOS PARA O BACKDRAFT a) LOGO APÓS A ABERTURA DE UMA PORTA Se o fogo continua queimando no compartimento quando o bombeiro abre a porta, principalmente se os gases da combustão não estão escapando. O ar que entra pela porta, provavelmente, se mistura com os gases inflamáveis formando uma mistura explosiva. Se os gases do compartimento estão suficientemente quentes, eles então irão gerar uma auto-ignição na entrada da porta, e a chama irá se propagar para dentro do compartimento, juntamente com o suprimento de ar fresco. Isto resultará um rápido crescimento do fogo, mas não necessariamente um Backdraft. Se os gases no compartimento não estão suficientemente quentes, eles poderão iniciar a queima quando o oxigênio atingir os gases que circundam o fogo. A chama percorrerá ao longo do compartimento em direção a porta, resultando a chama lançada em direção a porta, dirigida pela expansão dos gases atrás dela. Isto não é fácil de ser previsto quando pode ocorrer ou quanto irá durar, uma vez que a porta tenha sido aberta. Isto dependerá onde o fogo está no compartimento, da taxa da vazão de ar que entra pela porta e se os gases quentes podem escapar sem a mistura com o ar que entra. b) APÓS ADENTRAR NO RECINTO A situação mais perigosa pode ocorrer quando o fogo no compartimento estiver praticamente extinto. Quando a porta é aberta, a vazão de ar que entra e a mistura explosiva será gerada, mas nada acontece porque neste momento não há imediata fonte de ignição. Se o bombeiro entra no compartimento, suas atividades, por exemplo, podem gerar uma fonte de ignição, iniciando um Backdraft retardado, porém, nesta situação os bombeiros estarão dentro do compartimento e cercados pelas chamas. Página 14 de 78

15 iii) SINAIS E SINTOMAS DE UM BACKDRAFT O primeiro sinal para a possibilidade de um Backdraft é a história do fogo, se o fogo esta queimando por algum tempo, e tem gerado muita fumaça que passa a sair da edificação, e aparentemente está morto, apagado sem grandes áreas com chamas visível do lado de fora, a possibilidade é que está sem oxigênio. alta temperatura no interior do ambiente; fumaça escura e densa, mudando de cor para cinza-amarelada, saindo das frestas do ambiente em forma de lufadas; pouca ou nenhuma chama; ruído anormal; e rápido movimento de ar para dentro do ambiente pelas frestas ou por aberturas realizadas (sinais de consumo de oxigênio). iv) AÇÕES DE PREVENÇÃO Uma vez que a porta do compartimento com fogo tenha sido aberta com deficiência de oxigênio e ar fresco passou a entrar, há pouca coisa para fazer e prevenir o Backdraft, muito melhor é tomar a correta decisão antes de abrir a porta. Quando você encontra uma porta fechada, e não sabe o que está do lado de dentro, deveremos checar os sinais e sintomas descritos antes de abrir, cobrindo a porta com um esguicho pressurizado, para decidir abrir ou não. Se houver saída de fumaça para parte externa da edificação, a possibilidade de Backdraft pode ser reduzida espalhando esses gases com o esguicho antes de abrir a porta. Caso se abra a porta devemos estar em posição de poder fechar a porta rapidamente, se o Backdraft estiver evidente sua eminência de ocorrer. Isto talvez não evite o Backdraft, mas direcionara sua força para o lado oposto ao bombeiro. De qualquer forma o compartimento deverá ser inspecionado eventualmente. A prioridade é agir seguramente para os bombeiros entrar. Como já foi dito o Backdraft ocorrera somente quando ar fresco entrar no ambiente. É possível o bombeiro combater o fogo em uma atmosfera inflamável desde que seja assegurado que não haverá oportunidade para mudança do cenário e entrada de ar fresco no local enquanto o bombeiro estiver dentro. É difícil estar seguro, os vidros poderão quebrar, alguém desvairado poderá abrir outra porta do compartimento. Seguramente e decisão mais eficaz é remover os gases inflamáveis do ambiente executando a ventilação. Importante lembrar que para isto a ventilação requer que ar fresco entre dentro do compartimento. Sendo assim pode ocorrer o Backdraft durante a ventilação, por isto decisões apropriadas devem ser observadas O FENÔMENO FLASHOVER Com a evolução do incêndio e a oxigenação do ambiente, através de portas e janelas, o incêndio ganhará ímpeto; os materiais passarão a ser aquecidos por convecção e radiação acarretando um momento denominado de inflamação generalizada Flash Over, que se caracteriza pelo envolvimento total do ambiente pelo fogo e pela emissão de gases inflamáveis através de portas e janelas, que se queimam no exterior do edifício. Neste momento torna-se impossível a sobrevivência no interior do ambiente. O tempo gasto para o incêndio alcançar o ponto de Inflamação Generalizada é relativamente curto e depende, essencialmente, dos revestimentos e acabamentos utilizados no ambiente de origem, embora as circunstâncias em que o fogo comece a se desenvolver exerçam grande influência. Fase anterior ao Flashover: grande desenvolvimento de fumaça e gases, acumulando-se no nível do teto Página 15 de 78

16 i) FORMAÇÃO DO FLASHOVER Uma camada de fumaça subirá até o teto quando a mesma ficará confinada em um compartimento, na mesma velocidade com que ela é gerada. Contudo, se houver combustível que ainda não estiver queimando no compartimento, haverá um ambiente instável. Inicialmente, as chamas não alcançarão o teto e a propagação do fogo estará limitada a materiais inflamáveis próximos a sua base, que entrarão em ignição pela radiação do calor da nuvem de fumaça. A altura da chama aumentará até alcançar o teto. Ela agora começará a se propagar pelo compartimento. Na camada de gás quente com as chamas queimando, junto ao teto, acima da camada de fumaça, onde o ar estiver sendo arrastado e no limite entre a camada de gás quente e ar que não está envolvido na combustão, fazendo com que os gases inflamáveis possam reagir com o oxigênio. Uma vez que a chama começou a se propagar no compartimento no nível do limite entre os gases quentes e o ar do ambiente, isto aumentará a radiação térmica dos produtos quentes da combustão que estiverem ali. Os outros materiais inflamáveis no compartimento aumentarão de temperatura rapidamente. Eles não somente serão aquecidos ao lado da nuvem de fumaça, mas também serão aquecidos pela parte superior, onde as chamas e os produtos quentes de combustão poderiam estar muito próximos, dependendo da altura do limite (entre o ar e teto). Em grandes compartimentos com tetos mais altos, a chama e os produtos quentes da combustão podem propagar ao nível do teto sem chegar perto o suficiente de materiais combustíveis para iniciar a emanação de gases inflamáveis. Contudo, pode ser que, a certa distância do fogo, com a descontinuidade do teto poderá ocorrer que os gases quentes entre em movimentos giratórios a um nível mais baixo, ou poderá haver um acúmulo grande de materiais inflamáveis. Em qualquer um desses casos, a fonte de radiação térmica tem sido trazida mais próxima do combustível, o que pode resultar em ignição. Por este mecanismo, a propagação do fogo pode obstruir a rota de fuga. Com a descida da camada de fumaça quente, principalmente se o teto for baixo, todo o material restante contido no compartimento será aquecido para o estágio que eles começarão a emanar gases inflamáveis. É uma questão de tempo para que haja uma súbita mudança na dimensão do fogo, caso nenhuma ação seja tomada para prevenir isto, quanto menor o compartimento, mais cedo estas condições serão encontradas com maior facilmente. Uma vez que os gases inflamáveis estão sendo emanados pela maioria dos materiais do compartimento, a propagação de um fogo localizado para todo ambiente, pode provocar um fenômeno conhecido como Flashover. ii) DEFINIÇÃO DE FLASHOVER Em um incêndio compartimentado quando o fogo atingir a fase de queima livre pode haver uma propagação através da radiação térmica da nuvem de fumaça, gases quentes e o interior do compartimento aquecido causam a geração de produtos da pirólise, inflamáveis de toda superfície exposta de combustível dentro do compartimento. Dada uma, fonte de ignição, esta resultará em súbita e contínua propagação do fogo, crescimento do fogo completamente desenvolvido. Isso é chamado Flashover. Diante desta definição, um Backdraft pode ser um caso especial de Flashover. Se o Backdraft resulta em um fogo completamente desenvolvido, um Flashover ocorreu. Contudo, é importante sermos capazes de fazer uma distinção entre os dois fenômenos devido as implicações para bombeiros, que são muito diferentes. De uma forma mais objetiva, Flashover é um fenômeno apresentado quando, na fase de queima livre de um incêndio, o fogo aquece gradualmente todos os combustíveis do ambiente. Quando determinados combustíveis atingem seu ponto de ignição, simultaneamente, haverá uma queima instantânea desses produtos, o que poderá acarretar uma explosão ambiental. iii) POSSÍVEIS CENÁRIOS PARA O FLASHOVER O primeiro requisito para um Flashover ocorrer é que deverá ter um significante aumento da radiação térmica por cima. Isto será sentido pelo rápido aumento na temperatura do compartimento, e a elevação do calor dos gases quentes ao nível do teto, forçando as pessoas dentro do recinto a ficarem abaixados, caso eles consigam ver a cima deles, eles serão capazes de ver línguas de fogo ocorrendo através da camada de gás. Em adição, outros materiais combustíveis dentro do compartimento emanarão, fumaça visível e gases inflamáveis. Página 16 de 78

17 iv) AÇÕES DE PREVENÇÃO A principal razão de um Flashover é a radiação dos gases quentes e chamas acima deles, a solução lógica é resfriar esta área. Isto terá efeito de redução das chamas e calor radiado, e forçando a subida da camada de fumaça. Direcionando o jato neblina para o teto terá este efeito. Contudo, muita água causará a geração de grande quantidade de vapor de água. Muito resfriamento trará a camada de fumaça para baixo, encobrindo tudo. Nestas circunstâncias, será mais efetivo para os bombeiros atacar os gases quentes com jatos intermitentes de neblina, observando seus efeitos, e então julgando o quanto de água será suficiente. Uma vez que o perigo imediato de um Flashover tenha sido eliminado, o próximo passo depende se as condições de Flashover podem ocorrer novamente, antes que o fogo possa ser extinto. Se isto for possível, é importante ventilar o fogo tão logo quanto possível. Se os gases quentes são liberados mais rápidos do que são gerados a camada de fumaça, também, reduzirá e o risco de Flashover. Aberturas no telhado são designadas para fazer exatamente isto, automaticamente ou quando operado pelo bombeiro. Contudo é importante que as aberturas corretas sejam feitas. Quanto mais longe do fogo a abertura estiver mais rápido os gases quentes devem percorrer e haverá maior chance do fogo se alastrar. Onde não houver aberturas preexistentes, os bombeiros têm a opção de fazê-las. Deve ser lembrado, contudo, que o uso incorreto de ventilação pode resultar em aumento da propagação do fogo pela parte superior, assim como os gases quentes estão direcionados nas áreas, eles podem de outro modo levar mais tempo para alcançá-las FLASHFIRE (INCÊNDIO EM NUVEM) Incêndio de uma nuvem de vapor onde a massa envolvida e o seu grau de confinamento, não são suficientes para atingir o estado de explosão INCÊNDIO DE POÇA (POOL FIRE) Fenômeno que ocorre quando há a combustão do produto evaporado da camada de líquido inflamável junto à base do fogo JET FIRE (JATO DE FOGO) Fenômeno que ocorre quando um gás inflamável escoa a alta velocidade e encontra uma fonte de ignição próxima ao ponto de vazamento. Ocorre normalmente em algum recipiente pressurizado com gás inflamável BLEVE Original do inglês Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion (explosão do vapor do líquido em expansão). Bleve é um fenômeno decorrente da explosão catastrófica de um reservatório, quando um líquido nele contido atinge uma temperatura bem acima da sua temperatura de ebulição à pressão atmosférica com projeção de fragmentos e de expansão adiabática. Num Bleve ocorre a ruptura de um tanque em duas ou mais partes, que acontece no momento em que o líquido do tanque encontra-se a uma temperatura superior ao seu Ponto de Ebulição a uma pressão atmosférica normal. Se o referido líquido for inflamável, poderá produzir uma grande explosão. Ou numa definição mais simples: é a combinação de incêndio e explosão, com uma emissão intensa de calor radiante, em um intervalo de tempo muito pequeno. Um Bleve gera uma "Bola de Fogo", que pode causar danos materiais e queimaduras a centenas de metros de distância, dependendo da quantidade de gás liquefeito envolvida. Exemplo: num tanque no qual um gás liquefeito, como o GLP, é mantido sobre pressão abaixo de seu ponto de ebulição atmosférico. Se houver um vazamento instantâneo, devido a uma falha estrutural, todo, ou a maior parte de seu conteúdo, é expelido sob a forma de uma mistura turbulenta de gás e líquido, que se expande rapidamente, dispersando-se no ar sob a forma de nuvem. A ignição dessa nuvem gera uma "Bola de Fogo", que pode causar danos materiais e queimaduras a centenas de metros de distância, dependendo da quantidade de gás liquefeito envolvida é uma combinação de incêndio e explosão, com uma emissão intensa de calor radiante, em um intervalo de tempo muito pequeno. Página 17 de 78

18 BOIL OVER Traduzindo do inglês podemos dizer que Boil Over significa: ferver até derramar fora. É a expulsão total ou parcial de petróleo ou outros líquidos, em forma de espuma, de um tanque em chamas, quando o calor atinge a água acumulada no fundo do tanque. É um fenômeno que ocorre devido ao armazenamento de água no fundo de um recipiente, sob combustíveis inflamáveis, sendo que a água empurra o combustível quente para cima, durante um incêndio, espalhando-o e arremessando-o a grandes distâncias. Também conhecido como expulsão do líquido em ebulição, acontece quando um recipiente está em volta com chamas, e em seu interior existem ondas convectivas de calor. Caso este calor chegue à água contida na parte inferior do tanque, pode causar uma rápida e generalizada evaporação desta água, aumentando assim demasiadamente o volume e a pressão dentro do tanque. Conseqüentemente todo o conteúdo do tanque ainda flamejante é expulso para fora do mesmo, atingindo uma área grande ao seu redor. Exemplo: panela de pressão. A adoção de tanques de película flutuante para o armazenamento de petróleo faz com que a possibilidade de fogo seja restrita ao espaço anular entre o teto flutuante e o costado do tanque. Essa reduzida área de fogo, aliada à facilidade que se tem para extingui-lo, faz com que seja mínima a possibilidade de ocorrer boil over em tanques de petróleo que possuam teto flutuante. 8. FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO FOGO A propagação do fogo acontece normalmente por contato direto da chama com os materiais combustíveis através do deslocamento de partículas incandescentes, as quais se desprendem de outros materiais já em combustão e pela ação do calor. O calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada do atrito dos corpos e se propaga por três processos de transmissão: condução, convecção e irradiação CONDUÇÃO É a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a molécula ou de corpo a corpo. Quando dois ou mais corpos estão em contato, o calor é conduzido através deles como se fosse um só corpo. Ex.: uma viga de metal é usada como suporte de telhado de um compartimento, onde é mantido estoque de um material, a ocorrência de um incêndio (primário) próximo a uma das extremidades da viga pode provocar nesta um aquecimento capaz de, por condução, transmitir o incêndio (secundário) para os materiais que estiverem próximos dela CONVECÇÃO É a transferência de calor pelo próprio movimento ascendente e, às vezes, descendente, de massas de gases ou líquido, ou seja, é um processo de transmissão de calor que se faz através da circulação dum meio transmissor: gás ou líquido. A massa de ar aquecida que se deslocam de um ambiente para outro, levando calor suficiente para incendiar corpos combustíveis com os quais entra em contato noutro ambiente. Durante um incêndio, a convecção é responsável pelo seu alastramento muitas vezes a compartimentos distantes do local de origem do fogo. As aberturas verticais, tais como: poços de elevadores, dutos de ar condicionado e lixeiras, funcionam como uma verdadeira chaminé, onde se propaga a massa de ar aquecida. Exemplos: o ar quente projetado pelo secador de cabelo; um incêndio localizado nos andares baixos (ou porão) de um prédio: os gases aquecidos sobem pelas aberturas verticais e, atingindo combustíveis dos locais elevados do prédio, irão provocar seu aquecimento conseqüente focos de incêndio IRRADIAÇÃO É a transmissão de calor de um corpo para o outro por meio de raios ou ondas caloríficas através de espaços intermediários, da mesma forma que a luz é transmitida pelos raios solares. É dessa forma que o calor do sol chega até nós. A exemplo da luz, o calor irradiado caminha através do espaço em uma linha reta até se encontrar com um objeto opaco, onde é absorvido e prossegue através do objeto por condução. Um exemplo desse método de transmissão de calor é quando nos aproximamos de um incêndio; o calor que sentimos a distância é o calor radiante. É a forma de transmissão de calor por raios, sem auxílio de substância material. O calor irradiado não é percebido a olho nu. Exemplos: a sensação quente que sentimos, quando nos aproximamos de um fogo; a sensação de calor produzida por uma lâmpada elétrica acesa. Assim sendo podemos exemplificar as três forma com o exemplo da barra metálica: Uma barra metálica aquecida diretamente pela chama transmite calor em direção às suas extremidades por Condução. A outra barra localizada na direção dos gases aquecidos, acima da chama recebe calor por Convecção desses gases e uma parte também por Radiação. As superfícies localizadas junto às laterais da chama, por sua vez, recebem calor inteiramente por Radiação. Página 18 de 78

19 9. CLASSES DE INCÊNDIO Normalmente os incêndios são classificados em: A, B, C e D. Essa Classificação foi elaborada pela NFPA Associação Nacional de Proteção a Incêndios / EUA, e adotada pelas: IFSTA Associação Internacional para o Treinamento de Bombeiros / EUA, ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas / BR e Corpos de Bombeiros / BR. Esta classificação vai de acordo com os materiais neles envolvidos, bem como a situação em que se encontram e determina a necessidade do agente extintor adequado CLASSE A São os incêndios em combustíveis que queimam em razão de seu volume, isto é, queimam em superfície e profundidade, deixando resíduos, como cinzas e brasas, normalmente são os materiais sólidos. Ex:. madeira, papel, borracha, tecido, algodão, etc. A sua extinção dá-se por resfriamento, ou seja, a eliminação ou redução do calor, que é feito normalmente com o uso de água ou espuma CLASSE B São os incêndios em líquidos ou gases inflamáveis, queimam somente na superfície e não deixam resíduos ou cinzas. A extinção normalmente dá-se por abafamento: retirada do oxigênio, ou seja, o agente extintor cobre a superfície inflamada, com uma camada que isola o oxigênio, abafando o fogo CLASSE C São os incêndios em equipamentos ou instalações elétricas energizadas. A extinção dá-se por abafamento. É importante observar que um incêndio num equipamento elétrico desenergizado. Ou seja, sem nenhuma fonte de alimentação elétrica ou sem a haver a menor possibilidade de passar corrente elétrica, pode ser considerado como incêndio de classe A, pois neste caso, pode-se usar um extintor de água sem haver risco de choque elétrico. No entanto deve-se levar em conta que o uso da água num equipamento ou instalação elétrica, mesmo desenergizado, pode danificar permanentemente o equipamento ou instalação, por isso o uso de água num equipamento/instalação elétrica nunca é recomendado CLASSE D Alguns metais têm características combustíveis e exigem o emprego de técnicas especiais de combate. A Classe D são os que envolvem os metais pirofóricos, metais que queimam. Normalmente alcalinos e alcalinos terrosos. São caracterizados pela queima em altas temperaturas e por reagir com agentes extintores comuns principalmente os de água. Ex.: magnésio, potássio, selênio, antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, sódio e zircônio CLASSE E Consiste de materiais radioativos e requerem técnicas especiais para o combate, a depender do tipo de material radioativo. Há uma necessidade toda especial para a proteção do combatente. Para ser feita a extinção deste fogo deve ser aplicado um pó químico especial. A proteção do combatente deste incêndio deve ser feita com EPI especiais para radioatividade. Exemplos: urânio, cobalto, césio, rádio, etc CLASSE K Ultimamente os fabricantes de extintores têm referenciado a Classe de Incêndio K, para fogo em óleo e gordura em cozinhas. Os agentes extintores desta classe possuem efeito de resfriamento por vapor d água e de inertização resultante da formação de vapor. Estes agentes extinguem o fogo interrompendo a reação química e a combustão. Ex.: gorduras, óleos lubrificantes, óleo preto, etc. Página 19 de 78

20 10. TÉCNICAS DE EXTINÇÃO Partindo do princípio que para haver fogo são necessários o combustível, o comburente e o calor, que formam o triângulo do fogo, então, para o extinguirmos, basta eliminarmos um desses elementos, a partir de uma das seguintes técnicas RESFRIAMENTO: EXTINÇÃO POR RETIRADA DO CALOR É o método mais utilizado, consiste em diminuir a temperatura do material combustível que esta queimando até um ponto determinado, abaixo do qual ele não queima ou não emite mais gases ou vapores inflamáveis. Este processo não se mostra eficiente em líquidos e gases com ponto de fulgor abaixo de 38ºC ou quando a temperatura da água é maior que o seu ponto de fulgor. A técnica de resfriamento é altamente utilizada e eficaz, por termos a água como principal agente extintor para uso e ter excelentes propriedades de resfriamento ABAFAMENTO: EXTINÇÃO POR RETIRADA DO COMBURENTE Consiste em impedir ou diminuir o contato do comburente com o material combustível, evitando-se que o oxigênio contido no ar se misture com os vapores gerados pelo combustível formando uma mistura inflamável. A eliminação do oxigênio para a extinção da combustão não precisa ser total, basta diminuir sua porcentagem na atmosfera, visto que para a combustão ser sustentada é necessário uma atmosfera com porcentagem superior 13% de oxigênio, e, no mínimo, 8% para que a chama se mantenha. O abafamento é um processo muito eficiente se corretamente utilizado. Quando a água evapora, o vapor d água gerado desloca o ar da superfície do material em chamas. Sendo assim o processo de abafamento é muito eficaz em líquidos, cujo ponto de fulgor é menor que 38ºC, não solúveis em água, com densidade específica não maior que 1,1 g/cm 3. Exemplo: quando colocamos um copo emborcado, de modo que o oxigênio não penetre no seu interior e tivermos uma vela acesa dentro dele, notaremos após alguns segundos quando o fogo consumir todo o oxigênio dentro do copo, que ele se apagará por falta de comburente. Regra básica para extinção por retirada do O 2 : 18% a 21% o fogo se mantém; 8% a 17% o fogo quase se apaga; 0% a 7% o fogo não se mantém ISOLAMENTO: EXTINÇÃO POR RETIRADA DO MATERIAL COMBUSTÍVEL É a retirada do combustível, evitando que o fogo seja alimentado e tenha um campo de propagação, não tendo o que queimar não haverá mais fogo. Ex.: ao encontrar um fardo de algodão queimando e outro próximo, mas ainda não atingido, você pode afastar este outro fardo e controlar o fogo até sua extinção, ou seja, isolar o combustível e eliminar. É o método de extinção mais simples, pois é executado com a força física e com os meios disponíveis, não exigindo aparelhos especializados, pois consiste na retirada, diminuição ou interrupção, com suficiente margem de segurança do campo de propagação do fogo, do material ainda não atingido pelo incêndio. Na técnica de isolamento é muito importante o conceito de distância segura, principalmente no caso de líquidos inflamáveis EXTINÇÃO QUÍMICA: EXTINÇÃO POR EVITAR A REAÇÃO QUÍMICA EM CADEIA Consiste na utilização de certos componentes químicos, que lançados sobre o fogo, interrompem a reação em cadeia. Sabemos que o combustível sob a ação do calor gera gases ou vapores que ao se combinarem com o comburente, formam uma mistura inflamável, quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo, suas moléculas se dissociam, pela ação do calor, e se combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente), formando outra mistura não-inflamável. Alguns produtos químicos secos extinguem efetivamente o fogo por essa combinação de métodos. Página 20 de 78

21 11. AGENTES EXTINTORES São certas substâncias sólidas, líquidas ou gasosas, que são utilizadas na extinção de incêndios quer por abafamento, resfriamento ou ainda usando os dois processos. Os agentes extintores devem ser aplicados conforme a classe de incêndio, pois em alguns casos, sérias conseqüências poderão ocorrer, quando utilizados inadequadamente. Normalmente os agentes extintores estão dispostos em aparelhos portáteis de utilização imediata (extintores), conjuntos hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (sprinklers, sistemas fixos de CO 2, etc). Em suma podemos dizer que agentes extintores são todas as substâncias capazes de interromper uma combustão, quer por resfriamento, abafamento, extinção química ou utilização simultânea desses processos. A seguir alguns dos principais agentes extintores utilizados ÁGUA É o principal agente extintor muito em função de sua disponibilidade e compatibilidade com os produtos envolvidos num incêndio. Uma das razões técnicas é o volume de vapor gerado pela água, que aumenta em torno de vezes, quando ocorre sua vaporização, proporcionando um grande deslocamento do ar ambiente, impedindo que o oxigênio entre em contato com os materiais e inibindo o processo de combustão. No entanto, em edificações o uso da água para combate a incêndios deve ser feito com o cuidado de desligamento da corrente elétrica, que normalmente já é a primeira ação a ser feita. Sua ação de extinção é o resfriamento, nas formas de jato compacto e chuveiro, mas na forma de neblina, sua ação também é a de abafamento. A água ainda pode ser utilizada no estado gasoso, em forma de vapor. Um cuidado muito importante que se deve tomar com o uso da água, como agente extintor, é pelo fato da água ser condutora de corrente elétrica e gerar um risco, às vezes, maior que o próprio sinistro que é o de choque elétrico. Não deve ser lançada sob forma de jato pleno em incêndios que envolvam líquidos combustíveis, pois pode transformar um incêndio de pequenas proporções em incêndio de grandes proporções. Somente deverá ser aplicada na forma de neblina ou vapor. É bastante eficiente na extinção de incêndio de derivados de petróleo de alto ponto de fulgor (tais como óleo combustível, óleo lubrificante), pois reduzirá a taxa de vaporização de maneira suficiente a extinguir o incêndio. Para incêndios em líquidos inflamáveis (baixo ponto de fulgor), tem sua capacidade extintora limitada, sendo eficaz apenas para pequenos focos de fogo. Em incêndios deste tipo o agente extintor mais adequado é a espuma mecânica. A água é também de importância fundamental para resfriamento dos equipamentos próximos ao incêndio, evitando a sua propagação. Em suma a água é normalmente utilizada nos incêndios de Classe A e tem o efeito principal de resfriamento e secundário de abafamento. A água também pode ser utilizada em incêndios de Classe B, na ação de resfriamento de um recipiente contendo um líquido em chamas, por exemplo, mas não deve ser utilizada diretamente neste líquido, salvo numa técnica especial de saturação, mas que requer um conhecimento apurado do seu uso ESPUMA Sua principal ação de extinção é de abafamento e, secundariamente, de resfriamento. Por utilizar razoável quantidade de água na sua formação, conduz corrente elétrica, portanto nunca deve ser utilizada em incêndios de Classe C, normalmente utilizado em combate a incêndios de Classes A e B. Existem dois tipos básicos de formação de espuma. A espuma química que pode ser obtida através de uma reação química de sulfato de alumínio com bicarbonato de sódio mais um agente estabilizador da espuma. E a espuma mecânica que pode ser obtida por um processo de batimento de uma mistura de água com um agente espumante (extrato) e a aspiração simultânea de ar atmosférico em um esguicho próprio. A espuma mecânica pode ser de baixa, média ou alta expansão. A espuma mecânica para combate a incêndios é um agregado de bolhas cheias de ar, gerada por meios puramente mecânicos que incorporam o ar, a uma solução de água com pequena proporção de extrato (líquido gerador de espuma). A espuma é o agente extintor indicado para combate a incêndios em líquidos combustíveis ou inflamáveis, devendo ser aplicada preferencialmente em um anteparo junto ao fogo ou suavemente nas superfícies inflamadas. Como sua densidade é menor que a dos líquidos combustíveis ou inflamáveis forma um lençol de espuma sobre o líquido extinguindo o fogo por abafamento. Secundariamente age por resfriamento, devido à grande quantidade de água que contém. A espuma por ser uma solução aquosa é condutora de eletricidade, portanto não deve ser usada para combate a incêndios em equipamentos elétricos energizados. Página 21 de 78

22 11.3. GASES INERTES São os casos de alguns gases, tais como: dióxido de carbono, nitrogênio e os hidrocarbonetos halogenados, que não conduzem correntes elétricas e extinguem o fogo por abafamento, devido, principalmente, a sua ação de expulsar o oxigênio da atmosfera a níveis menores de 18%, devendo, por isso, ter muito cuidado com o uso desta técnica em ambientes fechados, pois pode causar asfixia aos ocupantes ou mesmo aos combatentes. O mais comum deles é o dióxido de carbono (CO 2 ), que além de ser um gás incombustível, inodoro, incolor, não é tóxico e não conduz corrente elétrica, sendo, portanto o agente extintor mais utilizado para combate a incêndio envolvendo equipamentos elétricos energizados. O CO 2 é mais pesado que o ar, impedindo que o oxigênio alimente a combustão, agindo por abafamento. Em virtude de sua baixa temperatura ao vaporizarse age, secundariamente, por resfriamento. Pode também ser utilizado no combate a incêndios em líquidos combustíveis ou inflamáveis. Embora não seja tóxico o CO 2 é asfixiante, e não devemos aplicá-lo em recinto fechado, sem ventilação com pessoas no seu interior PÓ QUÍMICO SECO Constituído basicamente por bicarbonato de sódio ou sulfato de potássio. Sua principal ação extintora é por quebra da reação em cadeia e secundariamente por abafamento. Tem a característica de não ser condutor de eletricidade. Normalmente utilizado nos incêndios de Classes B e C, no caso de seu uso na Classe D, deve-se utilizar um tipo de pó químico especial, com uma composição química diferente da apresentada OUTROS AGENTES Também podemos considerar como agentes extintores terra, areia, cal, talco, etc, que podem ser usados dependendo do fogo, das características do combustível e do ambiente. Ainda em situações especiais de ação de combate podem ser usados como agentes extintores alguns líquidos voláteis: tetracloreteno de carbono, clorobromometrano, brometo de metila TABELAS DE USO DO AGENTE EXTINTOR CONFORME A CLASSE DE INCÊNDIO CLASSES DE INCÊNDIO ÁGUA ESPUMA PQS CO 2 Materiais Sólidos SIM SIM Só na Excelente Regular superfície A B C D Líquidos Inflamáveis Equipamentos Elétricos Metais Pirofóricos NÃO NÃO NÃO SIM Excelente NÃO NÃO SIM Excelente SIM Bom PQS Especial Só na superfície SIM Bom SIM Excelente UNIDADE EXTINTORA 10 litros 9 litros 4 kg 6 kg ALCANCE MÉDIO DO JATO 10 m 5 m 5 m 1 a 2,5 m TEMPO DE DESCARGA 60 seg 60 seg 15 seg 25 seg TÉCNICA DE EXTINÇÃO Resfria Resfria e Abafa Abafa Abafa e Resfria NÃO Página 22 de 78

23 12. APARELHOS EXTINTORES DE INCÊNDIO O extintor de incêndio ou simplesmente de extintor, como é popularmente chamado, deve ser utilizado para combater o fogo, quando ainda em sua fase inicial, evitando um incêndio em grandes proporções. Por serem feitos para utilização rápida, sua eficácia ficará condicionada ao fácil acesso, perfeito serviço de manutenção e conhecimento do operador das técnicas de extinção do fogo e da própria operação dos extintores. As previsões desses equipamentos nas edificações decorrem da necessidade de se efetuar o combate ao princípio de incêndio, logo após a sua detecção, ainda em sua origem, enquanto são pequenos focos. Esses equipamentos primam pela facilidade de manuseio, de forma a serem utilizados por homens e mulheres, contando unicamente com um treinamento básico. Além disso, os preparativos necessários para o seu manuseio não consomem um tempo significativo e, conseqüentemente, não inviabilizam sua eficácia em função do crescimento do incêndio. De um modo geral, os extintores são constituídos por um recipiente de aço, cobre, latão ou material metálico equivalente, contendo em seu interior o agente extintor. Quanto à sua nomenclatura, normalmente recebem o nome do agente que acondicionam em seu interior. Exemplos: extintores de água, extintores de dióxido de carbono (CO 2 ), extintores de espuma, extintores de pó químico seco (PQS). Quanto ao tamanho, os extintores podem ser: portáteis (até 10 litros para espuma, carga líquida e água pressurizada, até 06 kg para CO 2 e até 12 kg para PQS) e rebocáveis (carretas) para tamanhos maiores. Os extintores não devem ser considerados como substitutos de sistemas de extinção mais complexos, mas sim como equipamento adicional ou para um primeiro combate. Para a operação do extintor é necessária apenas uma pessoa e seu tempo de utilização, varia de acordo com o agente extintor e a capacidade do recipiente, mas pode passar até de um minuto. Para cada classe de incêndio existem um ou mais extintores próprios para combatê-la. Todos os extintores possuem em seu corpo um rótulo de acordo com o sistema internacional de identificação, no qual constarão as classes de incêndio para as quais são indicados. No Brasil, o sistema de classificação é baseado em estudos e normas elaborados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), reconhecida em todo o território nacional como fórum nacional de normalização e membro do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial do Ministério da Indústria e Comércio. O manômetro que acompanha alguns extintores, além de indicar a pressão do aparelho (quantidade de gás existente), serve também como válvula de segurança, que se rompe automaticamente com o excesso de pressão, fora dos limites de segurança, garantindo assim a segurança do usuário. Para isto é importante, durante a operação manter sempre livre do rosto e outras partes do corpo acima desta válvula. Para a sua melhor utilização os extintores devem: estar dimensionados ao risco existente no local; possuir condições operacionais de uso; estar estrategicamente localizado; possuir pessoas treinadas no seu manuseio. Os riscos especiais, como casa de medidores, cabinas de força, depósitos de gases inflamáveis e caldeiras, devem ser protegidos por extintores, independentemente de outros sistemas de proteção, que cubram a área onde se encontram os demais riscos. Os extintores que ficarem expostos a intempéries deverão ficar guardados em armários (ou cabines) especiais TIPOS DE EXTINTORES EXTINTORES DE ÁGUA CAPACIDADE: 10 e 75 litros (neste último usado em extintor sobre rodas). APLICAÇÃO: Classe A. MÉTODO DE EXTINÇÃO: resfriamento. TIPOS: pressurizado e pressão injetada. FUNCIONAMENTO: a água é expelida pela mangueira, através de um gás inerte. VANTAGENS e RESTRIÇÕES: a água tem inúmeras vantagens sobre a espuma, dado o seu poder de penetração nos combustíveis sólidos com combustão lenta. No entanto é contra-indicado em incêndios de classe B e C. No primeiro caso, por aumentar o volume do líquido em combustão, além de, com a força do jato, espalhar mais fogo. No caso de fogo em eletricidade, pelo fato de conduzir corrente elétrica e por em risco à vida do operador, além de danos irreparáveis nas instalações elétricas. Também não devem ser utilizados em incêndios de classe D (materiais pirofóricos), como o magnésio, pó de alumínio, carbonato de potássio, pós metálicos, ou metais alcalinos, pois em contato com a água eles reagem de forma violenta. Página 23 de 78

24 i) EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZADA AP O agente extintor, neste caso a água pressurizada AP é contido em seu cilindro de aço e mantido sob pressão durante o tempo todo. Essa pressão, que pode ser ar comprimido ou CO 2, é controlada através de manômetros. O aparelho é operado mediante a retirada do pino de proteção e acionamento da válvula, sendo o jato guiado por mangueira nele contida. Dentro do cilindro existe um gás junto com a água sob pressão, quando acionado o gatilho, a água é expelida resfriando o material em combustão, tornando a temperatura inferior ao ponto de ignição. PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: 1 retire-o do seu suporte; 2 dirija-se a um local seguro; 3 solte a trava de segurança; 4 empunhe o gatilho e a pega da mangueira; 5 faça o teste de funcionamento, acionando o gatilho para um local seguro; 6 conduza o extintor até as proximidades do fogo; 7 coloque-se a uma distância segura; 8 acione o gatilho e ataque o fogo dirigindo o jato para a base do fogo. ii) EXTINTOR DE ÁGUA A GÁS AG Também chamado de Extintor de Água de Pressão Injetada ou de Extintor de Água a Pressurizar. Seu uso é equivalente ao de água pressurizada, diferindo-se apenas externamente pelo pequeno cilindro contendo o gás propelente, cuja válvula deve ser aberta no ato de sua utilização, a fim de pressurizar o recipiente que contém o agente extintor, permitindo o seu funcionamento. O agente propulsor (propelente) normalmente é o dióxido de carbônico (CO 2 ). PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: 1 retire-o do seu suporte; 2 dirija-se a um local seguro; 3 solte a trava de segurança; 4 empunhe o gatilho e a pega da mangueira; 5 faça o teste de funcionamento, abrindo a válvula do cilindro (ampola) do gás propelente; 6 conduza o extintor até as proximidades do fogo; 7 coloque-se a uma distância segura; 8 acione o gatilho e ataque o fogo dirigindo o jato para a base do fogo EXTINTORES DE ESPUMA i) EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA PRESSURIZADO EP A espuma é gerada pelo batimento da água com o líquido gerador de espuma e ar (a mistura da água e do líquido gerador de espuma está sob pressão, sendo expelida ao acionamento do gatilho, juntando-se então ao arrastamento do ar atmosférico em sua passagem pelo esguicho). Será usado em princípios de incêndio das classes A e B. PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: idêntico ao extintor de AP. ii) EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA A GÁS EG Também chamado de extintor de espuma mecânica a pressurizar. Tem as mesmas características do pressurizado, mas mantendo a ampola externa para a pressurização no instante do uso. PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: idêntico ao extintor de AG. iii) EXTINTOR DE ESPUMA QUÍMICA Embora não seja mais fabricado, ainda é possível encontrá-lo em algumas edificações. Seu funcionamento é possível devido à colocação do mesmo de cabeça para baixo, formando a reação de soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio. Depois de iniciado o funcionamento, não é possível a interrupção da descarga. Deve ser usado em princípios de incêndio das classes A e B. PROCEDIMENTOS PARA OPERAÇÃO: 1 retire-o do seu suporte; 2 não deite ou vire o extintor antes de chegar ao local do fogo; 3 próximo do local, num local seguro, inverter a posição do cilindro, e ir se aproximando rapidamente; 4 direcione a espuma sobre o fogo. Página 24 de 78

25 EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO (PQS) TIPO BC Os compostos químicos mais utilizados, como agentes extintores, são bicarbonato de sódio (o mais utilizado), bicarbonato de potássio e cloreto de potássio, mas também são encontrados agentes extintores a base de bicarbonato de potássio com uréia e fosfato de monoamonia. Já o agente propulsor mais empregado nos extintores é o dióxido de carbono e o nitrogênio, sendo este último mais utilizado nos pressurizados. O bicarbonato de sódio recebe um devido tratamento, a fim de circular livremente no interior do aparelho. Ao entrar em contato com as chamas, o pó se decompõe, isolando rapidamente o oxigênio indispensável à combustão e extinguindo o fogo por abafamento. Portanto a principal ação do pó, no fogo, é fazer sobre a superfície em chamas, uma nuvem de pó para isolar o oxigênio. Além desta ação do pó no estado normal, ainda há a produção de CO 2 e vapor d água em conseqüência de queima do bicarbonato, que auxiliam no abafamento. A ação do extintor de pó demonstra mais eficiência que o CO 2, pois sendo sólida, a nuvem cai e tem ação de permanência, pois o fogo, antes de tornar a avivar, tem de queimar o bicarbonato. O extintor de PQS é o mais indicado para ação de combate em materiais da classe B (líquidos inflamáveis), mas também pode ser usado na classe C (equipamentos elétricos). Também para fogos superficiais pode ser utilizado na classe A, desde que haja a disposição um extintor que atue por resfriamento que auxilie a extinção do material, em combustão lenta e braseiros. A norma NBR trata de extintores de incêndio com carga de pó químico. CAPACIDADE: 1, 2, 4, 6, 12 e 50 kg sendo mais usual de 6 kg; o de 50kg é utilizado sobre rodas (carreta). COMPOSIÇÃO DO AGENTE EXTINTOR: bicarbonato de sódio e potássio. APLICAÇÃO: Classes B e C ; em fogos superficiais na classe A. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO: o pó químico seco é expelido pela mangueira através de um gás inerte. MÉTODO DE EXTINÇÃO: quebra da reação em cadeia e faz o abafamento. TIPOS: pressurizado e injetado (pressurização indireta). VANTAGENS e RESTRIÇÕES: o extintor de PQS oferece uma vantagem muito grande para o usuário, em relação ao de CO 2, pois, devido ao seu alcance, permite ao usuário manter-se numa distância maior e mais segura, no entanto sua ação corrosiva e destrutiva sobre o material é uma característica que deve ser levada em consideração, principalmente em equipamentos eletrônicos e sensíveis, muito comum, hoje em dia, nas máquinas e equipamentos. i) EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO PRESSURIZADO O pó já se encontra pressurizado no cilindro. Consta de uma única peça, onde o pó é pressurizado com CO 2 ou nitrogênio, tendo um manômetro para controle de pressão interna. PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: idêntico ao extintor de AP. ii) EXTINTOR DE PQS COM PRESSÃO INJETÁVEL Neste tipo de extintor há uma ampola de gás para a pressurização do aparelho no instante do uso. PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: idêntico ao extintor de AG. Atenção: ao abrir a válvula da ampola do extintor ter o cuidado de inclinar o extintor afastando o seu rosto da válvula de segurança, pois ela pode vir a romper, podendo acidentar ao usuário ou ainda a outras pessoas, portanto dirija a válvula de segurança sempre para uma área livre. iii) EXTINTORES DE PÓ QUIMICO ESPECIAL (CLASSE D) São recomendados para incêndios em metais combustíveis, assim como: magnésio, pó de alumínio, zinco, zircônio, sódio ou potássio. Sua operação é idêntica a um extintor de Pó Químico Seco normal, pois a única coisa que muda é a composição química do agente extintor, sendo mais comuns os extintores pressurizados. Página 25 de 78

26 EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO (PQS) TIPO ABC O novo tipo de extintor, com pó ABC apaga os três tipos de incêndio. Com ele, você não precisa identificar a classe do fogo antes de utilizar o equipamento. a) Segurança ao operador. O pó ABC apaga todos os tipos de incêndio em carros com mais eficiência. Ele é capaz de apagar chamas de até 2 metros (1-A) em sólidos, e 4 metros (5-B) em líquidos inflamáveis. b) Validade de 5 anos. c) Garantia de qualidade por parte dos fabricantes d) Comodidade para o usuário, que passa um grande período sem preocupações. O pó ABC, largamente utilizado na Europa e nos EUA, não é nocivo à saúde. Seu principal componente, o fosfato monoamônico, é um produto muito utilizado na produção de fertilizante agrícola. Após a utilização de um extintor ABC, recomenda-se apenas ventilar o local e as áreas atingidas. Hoje no Brasil é obrigatório em todos os veículos, visto que 90% dos incêndios que se iniciam no compartimento do motor (classes B e C) passam para o painel, o carpete e o estofamento (classe A) onde estão os passageiros do veículo EXTINTOR DE DIÓXIDO DE CARBÔNICO (CO 2 ) O agente extintor, dióxido de carbono é mantido num cilindro de alta pressão, no estado líquido, sob pressão de 50 a 60 bar (61,18 kgf/cm 2 ou 611,85 mca) à temperatura ambiente. Quando o extintor é utilizado, o CO 2 expande-se, formando uma nuvem de gás que abafa e resfria. O dióxido de carbono é um gás incolor e como agente extintor é não tóxico, não venenoso, não condutor de eletricidade, de baixíssima temperatura, que recobre o fogo em forma de uma camada gasosa, expulsando o oxigênio, indispensável à combustão, extinguindo o fogo por abafamento, no entanto quando inalado em grande quantidade, pode provocar asfixia. É o mais indicado para a extinção de princípio de incêndio em materiais da classe C (elétricos energizados), podendo ser usado também na classe B e com menos eficiência, na classe A, quando sua aplicação for na superfície do fogo. Sua eficiência na classe C, se dá, principalmente, pela sua ação de abafar o fogo e não ser condutor de eletricidade, não danificando os equipamentos elétricos, pois age expulsando o oxigênio do ambiente, não entrando em contato direto com o equipamento. Quando liberado no ambiente, há uma rápida expansão do CO 2, que está comprimido a baixa a temperatura, sendo parte do gás solidificado em partículas (gelo seco). A norma ABNT NBR , trata de extintores de incêndio com carga de dióxido de carbônico. A cada 06 meses, deverá ser verificado o peso de gás. Caso esse peso tenha caído cerca de 10%, o aparelho deverá ser recarregado imediatamente, por empresa ou pessoal habilitado. CAPACIDADE: 2, 4 e 6 kg, sendo mais comum o de 6kg. APLICAÇÃO: Classe B e C e em fogos superficiais na classe A. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO: o aparelho expele um gás inerte mais pesado do que o ar. MÉTODO DE EXTINÇÃO: abafamento o CO 2 expulsa o oxigênio da atmosfera e podemos considerar também como propriedade secundária à de resfriamento devido à baixa temperatura do gás. VANTAGENS e RESTRIÇÕES: a maior vantagem do CO 2 consiste no princípio de sua ação extintora, que é a de expulsar o oxigênio da atmosfera, deixando, mesmo após o combate, o ambiente limpo e organizando, principalmente em incêndios de Classe C, onde o CO 2, diferente do PQS não acarreta danos ao material em combustão, que não seja o do próprio fogo. No entanto não se deve usar em equipamentos elétricos de alta voltagem, como transformadores de energia, principalmente em subestações elétricas, pois o CO 2 é um gás refrigerado, dentro do recipiente, a uma temperatura muito baixa e quando expelido e em contato com o ambiente externo causar a condensação, próximo ao seu difusor. Também não é eficiente em fogo de classe A, pois age somente sobre a chama, até apagando o fogo, mas não impedindo sua re-ignição, pois seu poder de penetração é quase nulo. Página 26 de 78

27 Deve ser evitado o jato sobre qualquer parte do corpo, pois poderá provocar queimaduras. Outra característica restritiva do extintor de CO 2 é por serem bem pesados, em relação ao demais extintores, dificultando a sua operação, além do fato de requerer do usuário maior habilidade no seu uso para vencer o fogo usando o CO 2 para expulsar o O 2. Dentro de escritórios, podem estar dentro de um suporte adequado no chão. Apesar de todas as restrições e dificuldades o extintor de CO 2 é considerado por muitos, como o melhor dos extintores de incêndio, pois se usado corretamente num foco ou princípio de incêndio, permite um controle muito eficiente do fogo e não deixar resíduos por sua ação extintora. PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: 1 retire-o do seu suporte; 2 dirija-se a um local seguro; 3 solte a trava de segurança; 4 empunhe o gatilho e a pega do difusor (cuidado para não deixar a mão diretamente no difusor, sob o risco de queimaduras); 5 faça o teste de funcionamento, acionando o gatilho para um local seguro; 6 conduza o extintor até as proximidades do fogo; 7 coloque-se a uma distância segura; 8 acione o gatilho e ataque o fogo, fazendo movimento circulares com o punho procurando acalçar toda área coberta pelo fogo para expulsar o oxigênio EXTINTORES DE HALON Os extintores halogenados foram muito utilizados, principalmente em ambientes de informática, devido à alta eficiência de sua ação extintora. Vários tipos foram fabricados, no entanto descobriu-se que possuem alto poder destrutivo da camada de ozônio, motivo pelo qual foi decretado, no acordo de Montreal (1988), as reduções gradativas destes produtos, sendo hoje proibida a sua comercialização EXTINTORES SOBRE RODAS (CARRETAS) O extintor sobre rodas do tipo carreta, como é mais conhecido, nada mais é do que um extintor com maior capacidade de armazenamento do agente extintor, que normalmente lhe dá nome, e que para facilitar seu manejo e deslocamento são montados sobre rodas. Devido ao seu tamanho e forma de funcionamento a sua operação requer duas pessoas. As carretas podem ser de: água; espuma mecânica; pó químico seco; dióxido de carbônico. As carretas devem estar posicionadas em locais onde haja grande quantidade de materiais estocados e substituem o número de extintores correspondente à sua capacidade. De um modo geral, a aplicação e o manejo dos extintores sobre rodas são similares à aplicação e ao manejo dos tipos manuais equivalentes, diferindo quanto à área de riscos que cobrem, à distância que podem ser deslocados, ao número de pessoas que os operam e alguns procedimentos específicos. Os extintores sobre rodas podem substituir até a metade da capacidade dos extintores em um pavimento, mas não podem, serem previstos como proteção única para uma edificação ou pavimento. Tanto os extintores portáteis como os extintores sobre rodas devem possuir selo ou marca de conformidade do órgão competente e credenciado, além de serem submetidos ao mesmo processo de inspeções e manutenções periódicas. PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO: 1 segure com as duas mãos no suporte de transporte e com um dos pés, dê um leve empurrão na base do extintor (uma pessoa); 2 transporte o extintor a um local seguro (uma pessoa); 3 pegue o esguicho da mangueira e dirija o jato para um local seguro, tarefa feita por uma pessoa, enquanto a outra pessoa deve fazer: abra a válvula do gás propelente, fazendo o teste de funcionamento, um cuidado adicional deve-se ter com o extintor de PQS sobre carretas, no momento da abertura da válvula do gás propelente, para que, antes da abertura da válvula, deve-se manter o esguicho acionado, evitando assim, o entupimento do pó no bico do esguicho e mangueira do extintor; 4 conduza o extintor até as proximidades do fogo; 5 fique a uma distância segura; 6 pegue a mangueira e ataque o fogo, dirigindo o jato para a base do fogo. Obs.: um usuário deve ficar no esguicho, na linha de ataque, enquanto o outro fica no extintor, segurando-o pelo suporte, em sintonia e sob o comando da pessoa que está na linha de ataque, para movimentar o extintor, conforme a necessidade de combate. Página 27 de 78

28 12.2. QUANTIDADE DE EXTINTORES A quantidade e o tipo de extintores portáteis e sobre rodas devem ser dimensionados para cada ocupação em função: 1) da área a ser protegida; 2) das distâncias a serem percorridas para alcançar o extintor; 3) os riscos a proteger. A quantidade de extintores é determinada pelas condições estabelecidas para uma unidade extintora. CLASSE DE OCUPAÇÃO ÁREA COBERTA PARA RISCO DE DISTÂNCIA MÁXIMA A Segundo Tarifa de Seguro Incêndio do UNIDADE DE EXTINTORES FOGO SER PERCORRIDA Brasil IRB 500 m² pequeno "A" - 01 e metros 250 m² médio "B" - 02, 04, 05 e metros 150 m² grande "C" - 07, 08, 09, 10, 11, 12 e metros Deverão ser previstas, no mínimo, independente da área, risco a proteger e distância a percorrer, duas unidades extintoras, para cada pavimento, sendo destinadas para proteção de incêndio em sólidos e equipamentos elétricos energizados, no entanto em alguns ambientes menores, sem armazenamentos de materiais e produtos químicos, pode ser dimensionado um único extintor NÚMERO DE UNIDADES EXTINTORAS POR AGENTE EXTINTOR E EXTINTOR DE INCÊNDIO NÚMERO DE EXTINTORES QUE AGENTE EXTINTOR CAPACIDADE DOS EXTINTORES CONSTITUEM UNIDADE EXTINTORA Espuma Água Pressurizada (AP) ou Água Gás (AG) Gás Carbônico (CO 2) Pó Químico Seco (PQS) 10 litros 5 litros 10 litros 5 litros 6 kg 4 kg 2 kg 1 kg 4 kg 2 kg 1 kg LOCALIZAÇÃO E SINALIZAÇÃO DE EXTINTORES Os extintores portáteis devem ser instalados, de tal forma que sua parte superior não ultrapasse a 1,60 m de altura em relação ao piso acabado. A sinalização do local do extintor deverá ser por círculos vermelhos ou seta em vermelho com bordas amarelas. Em baixo de cada extintor deverá existir uma larga área do piso, com no mínimo, 1m x 1m, pintada de vermelho, que não poderá ser obstruída em hipótese alguma, além de ser exigido, pelo menos, um corredor de acesso livre. Os extintores deverão ser colocados em locais de fácil visualização e acesso e onde haja menos probabilidade do fogo bloquear seu acesso. Não devendo ser localizados nas paredes das escadas e os sobre rodas (carretas) deverão ter garantido sempre o livre acesso (transporte) a qualquer ponto de sua área de cobertura. Quando o extintor encontra-se instalado num pilar, devem ser sinalizadas todas as faces do pilar Página 28 de 78

29 12.4. INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DOS EXTINTORES INSPEÇÃO Exame periódico, efetuado por pessoal habilitado, que se realiza no extintor de incêndio, com a finalidade de verificar se este permanece em condições originais de operação. A inspeção é uma verificação sistemática dos extintores, no próprio local de sua permanência e tem objetivo de verificar se estão em perfeitas condições operacionais e principalmente se estão devidamente carregados, desobstruídos, sinalizados e adequados ao risco. Cada extintor deve ser inspecionado visualmente a cada mês, conforme determina a NR-23, analisando seu aspecto externo, os lacres, os manômetros. Quando pressurizado, ver possíveis entupimentos nos bicos e válvulas de alívio, etc. A inspeção pode ser semanal ou diária, a depender do risco do local, ou mesmo da possibilidade de furto, vandalismo ou exposição a intempéries. Toda e qualquer irregularidade observada na inspeção e que possa comprometer o perfeito funcionamento do extintor deve ser sanada de imediato. Todo o extintor deve possuir uma ficha de controle para registro das inspeções, conforme modelo abaixo. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês, examinando-se o seu aspecto externo, os lacres, os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado, verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos, devendo ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo, com data em que foi carregado, data para recarga e número de identificação. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados. MODELO DA FICHA DE CONTROLE DE INSPEÇÃO EM EXTINTORESMARCA : TIPO: EXTINTOR N.º: ATIVO FIXO: LOCAL: ABNT N.º: HISTÓRICO Data Recebido Inspecionado Reparado Instrução Incêndio CONTROLE DE EXTINTORES Código e reparos 1. Substituição de Gatilho 2. Substituição de Difusor 3. Mangote 4. Válvula de Segurança 5. Válvula Completa 6. Válvula Cilindro Adicional 7. Pintura 8. Manômetro 9. Teste Hidrostático 10. Recarregado 11. Usado em Incêndio 12. Usado em Instrução 13. Diversos MANUTENÇÃO Serviço efetuado no extintor de incêndio com a finalidade de manter suas condições originais de operação, após sua utilização ou quando for requerido por uma inspeção. A manutenção é uma operação que envolve descarga, desmontagem, reparos, substituições de peças danificadas, pinturas, marcação, testes hidrostáticos, recarga, etc. Existem basicamente três tipos de manutenção. i) MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO NÍVEL A manutenção é efetuada no ato da inspeção no próprio local de permanência do extintor por pessoal habilitado, não havendo necessidade de removê-lo para oficina especializada. A freqüência de inspeção é de seis meses, para extintores de incêndio com carga de gás carbônico e cilindros para o gás propelente, e de 12 meses, para os demais extintores, mas pode ser reduzida pelo usuário, de acordo com as necessidades de cada extintor. Recomenda-se maior freqüência aos extintores que estejam sujeitos a intempéries e/ou condições especialmente agressivas, porém nunca superior a recomendada nas respectivas normas de fabricação. A manutenção de primeiro nível consiste em: a) limpeza dos componentes aparentes; b) re-aperto de componentes roscados que não estejam submetidos à pressão; c) colocação do quadro de instrução; d) substituição ou colocação de componentes, não submetidos à pressão, por componentes originais; e) conferência, por pesagem, da carga de cilindros carregados com dióxido de carbono. Página 29 de 78

30 ii) MANUTENÇÃO DE SEGUNDO NÍVEL Manutenção que requer execução de serviços com equipamento e local apropriados e por pessoal habilitado. A manutenção de segundo nível consiste em: a) desmontagem completa do extintor; b) verificação da carga; c) limpeza de todos os componentes; d) controle de roscas; e) verificação das partes internas e externas, quanto à existência de danos ou corrosão; f) substituição de componentes, quando necessários, por outros originais; g) regulagem das válvulas de alivio e/ou reguladora de pressão, quando houver; h) ensaio de indicador de pressão, conforme NBR 9654; i) fixação dos componentes roscados com torque recomendado pelo fabricante, quando aplicável; j) pintura conforme NBR7195 e colocação do quadro de instruções, quando necessário; k) verificação da existência de vazamento; l) colocação do lacre, identificando o executor. i RECARGA Reposição ou substituição da carga nominal de agente extintor e/ou gás expelente. A recarga deve ser efetuada conforme a NBR12962 Inspeção, Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio, considerando-se as condições de preservação e manuseio do agente extintor recomendadas pelo fabricante. Não são permitidas a substituição do tipo de agente ou do gás expelente nem a alteração das pressões ou quantidades indicadas pelo fabricante. O agente extintor utilizado numa recarga deve ser certificado de acordo com normas pertinentes. A recarga deve ocorrer: a) no vencimento do prazo de validade do produto; b) quando o extintor estiver parcialmente ou totalmente descarregado; c) na ausência de inspeções anuais, conforme NBR A empresa responsável pela recarga deve possuir certificação do INMETRO e deverão manter registros que garantam a rastreabilidade de todos os componentes utilizados, conforme Portaria INMETRO 111/99. Além disso, é importante que o contratante faça avaliações e inspeções periódicas no fornecedor. Os cilindros dos extintores de pressão injetada (com ampola) deverão ser pesados semestralmente. Se a perda de peso for além de 10% do peso original, deverá ser providenciada a sua recarga. i.1. EXTINTORES DE INCÊNDIO A BASE DE ESPUMA QUÍMICA estes agentes extintores devem ser substituídos anualmente e conforme a requisitos da NBR 11863; a câmara interna, antes de ser carregada, deve ser verificada quanto à sua capacidade de conter a respectiva solução, sem apresentar vazamentos quando na posição vertical. No caso de extintores sobre rodas, os vazamentos devem ser verificados também com a câmara na posição horizontal, utilizando-se seu respectivo mecanismo de fechamento; a manipulação de carga deve ser efetuada conforme as instruções do seu fabricante; a preparações das soluções deve ser efetuada utilizando-se água potável; verificar se a tampa do extintor está provida de dois orifícios diametralmente opostos ou outro dispositivo que permita o alívio da pressão, quando num entupimento do bico. Estes orifícios estão localizados de forma que fiquem livres e aliviem a pressão entre a primeira e a segunda volta completa dada para desatarraxar a tampa. O diâmetro deste orifício deve ser de, no mínimo, 3 mm; deve também possuir arruela de elastômero em boas condições e a lubrificação deve ser feita unicamente com vaselina. i.2. EXTINTORES DE INCÊNDIO À BASE DE ÁGUA E ESPUMA MECÂNICA: extintores de incêndio à base de água, devem obedecer a NBR 11715, e os de espuma mecânica, devem estar conforme NBR os extintores à base de água devem sofrer recarga num intervalo máximo de cinco anos; quando utilizada a espuma mecânica, a freqüência de substituição do agente extintor deve cumprir as recomendações do fabricante. extintores com carga de espuma mecânica possuidores de revestimento interno devem ser inspecionados conforme recomendações específicas de seu fabricante; devem ser seguidos todos os procedimentos recomendados pelo fabricante, para preparação de carga; a água utilizada na recarga deve ser potável; carregar somente com seu volume nominal de agente extintor, com tolerância de mais ou menos 2,0%; para extintores de pressurização indireta, utilizar somente cilindros, tipo de gás e pressão recomendados pelo fabricante; para extintores de pressurização direta, pressurizá-los até que eles atinjam a pressão de operação com agente expelente recomendado pelo fabricante; a válvula de alívio, quando houver, deve ser pneumaticamente calibra, para entrar em funcionamento a 1,5 vez a pressão normal de carregamento do extintor de incêndio. Página 30 de 78

31 i.3. EXTINTORES DE INCÊNDIO À BASE DE PÓ PARA EXTINÇÃO DE INCÊNDIO a NBR trata de extintores de incêndio com carga de pó químico; estes agentes extintores devem ser substituídos no período máximo definido pelo fabricante, certificado de acordo com a NBR Em caso de dúvida, deve retirar-se a amostra a ser analisada em laboratório, para verificar o cumprimento das características previstas na NBR 9695; antes do carregamento, certificar-se de que o recipiente esteja limpo e seco; carregar o extintor com sua massa nominal de agente extintor, respeitando-se as seguintes tolerâncias: - mais ou menos 5% para extintores com carga nominal de até 2 kg, inclusive; - mais ou menos 3% para extintores com carga nominal acima de 2 kg até 6 kg, inclusive; - mais ou menos 2% para extintores com carga nominal acima de 6 kg; o pó para extinção de incêndio não pode ser secado, pois é termo-degradável, nem peneirado pois é importante a manutenção da distribuição granulométrica original. Caso ele apresente grumos ou turrões, ou qualquer evidência de absorção de umidade, deve ser substituído; o pó para extinção de incêndio não pode ser reutilizado. Entretanto, pode ser descarregado no mesmo extintor, sem sofrer nenhum outro tipo de manipulação além da retirada da amostra para análise de laboratório, desde que: - exista certificado do fabricante, de acordo com a NBR 9695, que comprove a data de fabricação do produto, de modo que esteja no prazo de validade; - exista equipamento adequado para carga / descarga de pó para extinção, com recipientes individuais que garantam o retorno do mesmo produto ao mesmo extintor. sempre que o extintor for aberto, devem ser observadas as condições ideais de temperatura ambiente (mínimo de 18ºC; máximo 30ºC), umidade relativa do ar (máximo 55%), bem como a ausência de correntes de ar que provoquem perda de partículas finas; os pós para extinção de incêndio não podem ser misturados quanto à sua origem, tipo e composição; a válvula de alívio, quando houver, deve ser pneumaticamente calibrada, para entrar em funcionamento com 1,5 vez a pressão normal de carregamento do extintor de incêndio; a válvula redutora de pressão, quando houver, deve ser pneumaticamente calibrada à pressão normal de carregamento do extintor de incêndio; o gás expelente nos extintores pressurizados deve ser introduzido no extintor com 0,2% de umidade, no máximo. O gás carbônico dos extintores com cilindro de gás deve ser de grau comercial, livre de água e com pureza mínima de 99,5% na fase vapor. i.4. EXTINTORES DE INCÊNDIO À BASE DE DIÓXIDO DE CARBONO este agente extintor deve ser substituído somente quando houver perda superior a 10% da carga nominal declarada, ou conforme previsto na NBR 11716; o CO 2 utilizado deve ser de grau comercial, livre de água e com pureza mínima de 99,5% na fase vapor; carregar o extintor somente com sua massa nominal de agente extintor, com uma tolerância de carga de 5% para menos; no ato de recarga, deve ser atendida a taxa de enchimento do cilindro, conforme o tipo de carga definido na NBR 11716; todo extintor deve ser ensaiado para detecção de eventuais vazamentos; antes do carregamento do agente extintor, deve ser verificado o dispositivo de segurança do tipo ruptura de válvula, de acordo com instruções do fabricante; verificar a colocação correta do dispositivo anti-recuo quebra-jato, principalmente no caso de substituição de mangueira, ou quanto ao seu dimensionamento em relação ao alojamento da conexão. Página 31 de 78

32 MANUTENÇÃO DE TERCEIRO NÍVEL OU VISTORIA Processo de revisão total do extintor, incluindo-se a execução de ensaios hidrostáticos. i) ENSAIO HIDROSTÁTICO Aquele executado em alguns componentes do extintor de incêndio, sujeitos a pressão permanente ou momentânea, utilizando-se normalmente a água como fluído, que tem como principal objetivo avaliar a resistência dos componentes a pressões normal de carregamento ou de funcionamento do extintor, definidas em suas respectivas normas de fabricação. O objetivo é verificar a resistência do recipiente (carcaça do extintor) e deve ser realizada a cada 5 anos, conforme a NBR Normalmente é aplicada uma pressão de 1,5 vezes a pressão de operação. Para os cilindros de baixa pressão o teste hidrostático varia de entre 28 a 30 kgf/cm 2, onde a pressão de trabalho é de 10,5 a 11,5 kgf/cm 2, já para os cilindros de alta pressão varia de 200 a 230 kgf/cm 2, cuja pressão de trabalho é de aproximadamente 133 kgf/cm 2. ii) SELO ABNT Todo extintor deve possuir o selo de certificação do organismo credenciado pelo INMETRO, que a nível nacional é o selo da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que registra a data de vencimento do teste hidrostático e da recarga do equipamento. O selo é nas cores verde e amarela. A Portaria INMETRO 111/99 obriga a todos os fabricantes e importadores de extintores a certificação no âmbito do SBC Sistema Brasileiro de Certificação. A fiscalização desta Portaria cabe ao próprio INMETRO e o não cumprimento acarretará as penalidades previstas na lei 8.078/ TABELA DE NÍVEIS DE MANUTENÇÃO Página 32 de 78

33 13. EQUIPAMENTO DE RESPIRAÇÃO AUTÔNOMA ERA O objetivo do equipamento é fornecer ar respirável ao usuário para que ele possa adentrar em áreas cuja presença de oxigênio no ambiente esteja deficiente ou quando existe a presença de gases tóxicos. Este ar é fornecido ao usuário por demanda do cilindro preso ao corpo para o respirador facial através de pressão positiva. O ar que foi exalado é depois expelido para a atmosfera sem reaproveitamento, por isso é conhecido como circuito aberto PRESSÃO POSITIVA Na pressão positiva (+), o ar respirável do cilindro é fornecido continuamente para a respiração do usuário. Não estando perfeita a vedação do respirador facial no rosto, haverá perda do ar respirável, mas a pressão impedirá a penetração de gases tóxicos. O mesmo acontecerá em caso de desmaio, o respirador continuará recebendo ar, possibilitando a respiração do usuário. É exigido por lei que todos os respiradores autônomos tenham pressão positiva, sendo proibidos os de pressão negativa. É importante salientar que na falha de vedação haverá perda de ar respirável, diminuindo significativamente o tempo de duração do ar no cilindro PRESSÃO NEGATIVA Na pressão negativa (-), o usuário é forçado a puxar pelo ar respirável. Haverá a penetração de gases tóxicos, em casos de falhas na vedação do respirador, colocando em risco a saúde do usuário COMPONENTES DO APARELHO RESPIRADOR FACIAL: equipada basicamente com tirantes de cabeça, válvula de exalação e traquéia e visor transparente. VÁLVULA DE DEMANDA: regula a pressão do ar para positiva (presente ainda em alguns aparelhos mais antigos). MANGUEIRA DE ALTA PRESSÃO: liga o regulador ao suprimento de ar. CILINDRO DE ALTA PRESSÃO: armazena suprimento de ar. MANÔMETRO: indica a quantidade de ar respirável disponível. ALARME SONORO: avisa quando baixa a pressão e conseqüentemente está acabamento o ar respirável. É um dispositivo automático de curso audível que funciona quando a pressão do cilindro cai abaixo do nível pré-determinado. Ao ser acionado o usuário normalmente tem de 3 a 6 minutos para abandonar o local, no entanto este tempo pode variar muito devido à forma e ao esforço para respiração do usuário, além das condições de vedação do respirador no rosto INSTRUÇÕES PARA USO DO E.R.A. ANTES DO USO verificar pressão abaixo de 100 bar (102kg/cm 2 ) não use; colocar tirante do respirador sobre o pescoço; colocar suporte do cilindro nas costas; fechar cinto; colocar respirador no rosto primeiro o queixo; abrir válvula do cilindro não usar força excessiva; fazer teste da demanda do ar, em local seguro; pronto para ação de combate ficar atento para alarme sonoro. DURANTE O USO: respirar normalmente evitar respiração ofegante, que irá reduzir bastante o tempo de duração do cilindro; tempo de duração do ar no cilindro: 15 a 60 minutos (variando muito conforme a capacidade de armazenamento e condições de uso); ao fechar e abrir a válvula do cilindro não use força excessiva; após o uso, higienize o respirador e guarde-a no estojo; substituir imediatamente cilindros descarregados; ao ouvir o alarme sonoro sair imediatamente do local tempo restante, aproximado, 3 a 6 minutos. Página 33 de 78

34 14. SISTEMA DE ALARME DE EMERGÊNCIA Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios, deve haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção, com número de pontos suficiente em todos os pavimentos. As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto, em tonalidade e altura, de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento. A norma que define os requisitos do sistema é a NBR 9.441/98. Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos e devem ser colocados em lugar visível, devidamente sinalizado, e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico, facilmente quebrável. Esta caixa deverá conter a inscrição: "Quebrar em caso de emergência". O painel de comando do alarme deve estar instalado na portaria ou numa central de plantão 24h, indicando com o máximo de precisão, o local onde foi acionado o alarme. O sistema de alarme deve permitir o seu acionamento de duas formas, basicamente: manualmente, através de botoeiras devidamente dispostas e sinalizadas; automático, ligado ao sistema de funcionamento da bomba de incêndio e do acionamento do sistema de sprinklers ou ainda de outro tipo de sistema instalado. Além da central ou painel de comando, conforme o tamanho e o risco da organização, deve também existir, devidamente distribuídos, painéis repetidores, que são equipamentos comandados pelo painel central, destinado a sinalizar, de forma visual e/ou sonora, as informações do painel central, ou seja, o local de acionamento do alarme SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME DE EMERGÊNCIA O sistema de detecção e alarme pode ser dividido basicamente em cinco partes: DETECTOR DE INCÊNDIO Os detectores podem ser divididos de acordo com o fenômeno que detectar: a) térmicos: respondem a aumentos da temperatura; b) de fumaça: sensíveis a produtos de combustíveis e/ou pirólise suspensos na atmosfera; c) de gás: sensíveis aos produtos gasosos de combustão e/ou pirólise; d) de chama: que respondem as radiações emitidas pelas chamas; e) termovelocimétrico: aumento ou diferença de temperatura no ambiente. DETECTOR DE INCÊNDIO O sistema de detecção automática deve ser instalado em edifícios quando as seguintes condições sejam simultaneamente preenchidas: 1) início do incêndio não pode ser prontamente percebido de qualquer parte do edifício pelos seus ocupantes; 2) grande número de pessoas para evacuar o edifício; 3) tempo de evacuação excessivo; 4) risco acentuado de início e propagação do incêndio; 5) estado de inconsciência dos ocupantes (sono em hotel, hospitais, etc); 6) incapacitação dos ocupantes por motivos de saúde (hospitais, clínicas com internação) ACIONADOR MANUAL Constitui parte do sistema destinado ao acionamento do sistema de ACIONADOR MANUAL E SIRENE detecção. Os acionadores manuais devem ser instalados mesmo em edificações dotadas de sistema de detecção automática e/ou extinção automática, já que o incêndio pode ser percebido pelos ocupantes antes de seus efeitos sensibilizarem os detectores ou os chuveiros automáticos. O tipo de detector a ser utilizado depende das características dos materiais do local e do risco de incêndio ali existente. A posição dos detectores também é um fator importante e a localização escolhida (normalmente junto à superfície inferior do forro) deve ser apropriada à concentração de fumaça e dos gases quentes. Os acionadores manuais devem ser instalados em todos os tipos de edifício, SIRENE exceto nos de pequeno porte onde o reconhecimento de um princípio de incêndio pode ser feito simultaneamente por todos os ocupantes, não comprometendo a fuga dos mesmos ou possíveis tentativas de extensão. Os acionadores manuais devem ser instalados nas rotas de fuga, de preferência nas proximidades das saídas (nas proximidades das escadas de segurança, no caso de edifícios de múltiplos pavimentos). Tais dispositivos devem transmitir um sinal de uma estação de controle, que faz parte integrante do sistema, a partir do qual as necessárias providências devem ser tomadas. Página 34 de 78

35 CENTRAL DE CONTROLE DO SISTEMA DE ALARME Pela qual o detector é alimentado eletricamente a ter função de: receber, indicar e registrar o sinal de perigo enviado pelo detector; transmitir o sinal recebido por meio de equipamento de envio de alarme de incêndio; dar o alarme automático no pavimento afetado pelo fogo; dar o alarme temporizado para todo o edifício; acionar uma instalação automática de extinção de incêndio; fechar portas; etc; controlar o funcionamento do sistema; possibilitar testes no sistema. CENTRAL DE ALARME AVISADORES SONOROS E/OU VISUAIS Não incorporados ao painel de alarme, com função de, por decisão humana, dar o alarme para os ocupantes de determinados setores ou de todo o edifício; FONTE DE ALIMENTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Deve garantir em quaisquer circunstâncias o funcionamento do sistema. 15. SAÍDAS DE EMERGÊNCIA Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas, de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência, conforme exige NBR A largura mínima das aberturas de saída deverá ser de 1,20m. O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho. Quando não for possível atingir, diretamente, as portas de saída, deverão existir, em caráter permanente, vias de passagem ou corredores, com largura mínima de 1,20m, sempre rigorosamente desobstruídos. As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. As saídas devem ser dispostas de tal forma que, entre elas e qualquer local de trabalho, não se tenha de percorrer distância maior que 15,00m nos de risco grande e 30,00m de risco médio ou pequeno, podendo serem alteradas, para mais ou menos, a critério da autoridade competente em segurança do trabalho, se houver instalações de chuveiros automáticos, sprinklers, e segundo a natureza do risco. As saídas e as vias de circulação não devem comportar escadas e as passagens serem bem iluminadas, prevendo iluminação de emergência, no caso de falta. Os pisos, de níveis diferentes, deverão ter rampas que os contornem suavemente e, neste caso, deverá ser colocado um "aviso" no início da rampa, no sentido da descida. Escadas em espiral, de mãos ou externas de madeira, não serão consideradas partes de uma saída CONCEITOS IMPORTANTES ROTA DE FUGA: também chama de rota de saída. É o caminho contínuo, devidamente protegido e sinalizado, proporcionado por portas, corredores, halls, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas, conexões entre túneis paralelos ou outros dispositivos de saída, ou combinações desses, a ser percorrido pelo usuário em caso de emergência, de qualquer ponto da edificação, recinto de evento ou túnel, até atingir a via pública ou espaço aberto (área de refúgio), com garantia de integridade física. É o melhor caminho a ser seguido para abandono de área numa emergência conduzindo as pessoas a um ponto de encontro pré-determinado. As rotas de saída devem ter iluminação natural e/ou artificial em nível suficiente, de acordo com a NBR5413. Mesmo nos casos de edificações destinadas a uso unicamente durante o dia, é indispensável à iluminação artificial noturna. PONTO DE ENCONTRO: é o local estabelecido para encontro, a fim de que a população em fuga possa ser orientada. Também pode ser definido ou servir como local de encontro da Brigada para definição de estratégias de combate. UNIDADE DE PASSAGEM: largura mínima para a passagem de uma fila de pessoas, fixada em 0,55 m. Capacidade de uma unidade de passagem é determinada pelo número de pessoas que passa por esta unidade em 1 min. Página 35 de 78

36 15.2. DIMENSIONAMENTO DA SAÍDA DE EMERGÊNCIA CÁLCULO DA POPULAÇÃO As saídas de emergência são dimensionadas em função da população da edificação. A população de cada pavimento da edificação é calculada pelos coeficientes da tabela de Dimensionamento das Saídas de Emergência, considerando sua ocupação dada na Tabela de Classificação das Edificações e Áreas de Risco quanto à Ocupação do Decreto Estadual nº / CÁLCULO DAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIA A largura das saídas deve ser dimensionada em função do número de pessoas que por elas deva transitar, observados os seguintes critérios: a) Os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que sirvam à população; b) As escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do pavimento de maior população, o qual determina as larguras mínimas para os lanços correspondentes aos demais pavimentos, considerando-se o sentido da saída. A largura das saídas, isto é, dos acessos, escadas, descargas, é dada pela seguinte fórmula: N = P / C Onde: N = Número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro. P = População, conforme coeficiente da tabela abaixo. C = Capacidade da unidade de passagem conforme tabela abaixo. TABELA DE DIMENSIONAMENTO DAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIA Página 36 de 78

37 EXEMPLO Um determinado ambiente de uma indústria metalúrgica de alto risco de incêndio, conforme desenho abaixo. Qual deverão ser a quantidade e a largura das portas de saídas? 30m 5m Resposta: conforme tabela de classificação das edificações e áreas de risco quanto à ocupação as indústrias = I, que na tabela acima define para 1 pessoa por 10m 2 de área. A = b x h = 30m x 5m = 150m 2 P = 150m 2 / 10m 2 = 15 C = 100 N = P / C = 15 / 100 = 0,15 N = 1 (o arredondamento é sempre para saída) Sabemos que N = 0,55m e que a largura mínima de uma saída deve ser 1,20m, que corresponde a duas unidades de passagem. Portanto é necessária apenas uma saída de emergência, no entanto sabemos também que a distância máxima a ser percorrida para a saída de emergência deve ser de 15m, no caso de risco grande. Conclusão: será necessária a instalação de, pelo menos, duas saídas de emergência com 1,20m cada. Uma em cada parede de 30m, não podendo ficar de frente uma da outra, conforme abaixo. 14,10m ou pouco menos 15,90m ou um pouco mais 5m 15m 5m Idem acima Observação: frisamos que é importante que o conceito de distância a ser percorrida deve ser levada em conta, as instalações de máquinas, equipamentos e locais de armazenameto, portanto distância a ser percorrida é a distância livre que pode seguida pela pessoa numa emergência e está ligada diretamente ao conceito de rota de fuga LARGURAS MÍNIMAS A SEREM ADOTADAS As larguras mínimas das saídas de emergência, em qualquer caso, devem ser as seguintes: a) 1,20 m, para as ocupações em geral, ressalvando o disposto a seguir; b) 1,65 m, correspondente a três unidades de passagem de 55 cm, para as escadas, os acessos (corredores e passagens) e descarga, nas ocupações do grupo H, divisão H-2 e H-3; c) 1,65 m, correspondente a três unidades de passagem de 55 cm, para as rampas, acessos (corredores e passagens) e descarga, nas ocupações do grupo H, divisão H-2; d) 2,20 m, correspondente a quatro unidades de passagem de 55 cm, para as rampas, acessos às rampas (corredores e passagens) e descarga das rampas, nas ocupações do grupo H, divisão H ACESSOS Os acessos devem satisfazer às seguintes condições: a) Permitir o escoamento fácil de todos os ocupantes da edificação; b) Permanecer desobstruídos em todos os pavimentos; c) Ter pé-direito mínimo de 2,5 m, com exceção de obstáculos representados por vigas, vergas de portas e outros, cuja altura mínima livre deve ser de 2,0 m; e) Ser devidamente sinalizados e iluminados com indicação clara do sentido da saída. Página 37 de 78

38 DISTÂNCIAS MÁXIMAS A SEREM PERCORRIDAS As distâncias máximas a serem percorridas para atingir um local seguro, tendo em vista o risco à vida humana decorrente do fogo e da fumaça, devem considerar: a) O acréscimo de risco quando a fuga é possível em apenas um sentido; b) O acréscimo de risco em função das características construtivas da edificação; c) A redução de risco em caso de proteção por chuveiros automáticos ou detectores; d) A redução de risco pela facilidade de saídas em edificações térreas. As distâncias máximas a serem percorridas para atingir as portas de acesso às saídas das edificações e o acesso às escadas ou às portas das escadas (nos pavimentos) constam da tabela abaixo e devem ser consideradas a partir da porta de acesso da unidade autônoma mais distante, desde que o seu caminhamento interno não ultrapasse 10 m. X (risco grande) Edificações em que o crescimento e a propagação do incêndio podem ser fáceis e onde a estabilidade pode ser ameaçada pelo incêndio. Y (risco médio) Edificações onde um dos três eventos é provável: a) rápido crescimento do incêndio; b) propagação vertical do incêndio; c) colapso estrutural. Z (risco pequeno) Edificações concebidas para limitar: a) o rápido crescimento do incêndio; b) a propagação vertical do incêndio; c) colapso estrutural PORTA CORTA-FOGO (PCF) Dispositivo móvel que, vedando aberturas em paredes, retarda a propagação do incêndio de um ambiente para outro. A NBR trata sobre Porta Corta-fogo para Saídas de Emergência. As caixas de escadas deverão ser providas de portas corta-fogo, fechando-se automaticamente e podendo ser abertas facilmente pelos dois lados. As portas das antecâmaras das escadas à prova de fumaça e das paredes corta-fogo devem ser do tipo corta-fogo (PCF). Além disso, devem ser providas de dispositivos mecânicos e automáticos, de modo a permanecerem fechadas, mas destrancadas no sentido do fluxo de saída, sendo admissível que se mantenham abertas desde que disponham de dispositivo de fechamento, quando necessário, conforme estabelecido na NBR PORTAS DE SAÍDAS As portas das rotas de saídas não devem ser de enrolar ou correr. Aquelas das salas com capacidade acima de 50 pessoas, devem abrir no sentido do trânsito de saída e situar-se de tal modo que, ao se abrirem, não impeçam as vias de passagem. Devem ser dispostas de maneira a serem visíveis, ficando terminantemente proibido qualquer obstáculo, mesmo ocasional, que entrave o seu acesso ou a sua vista. Devem ter as dimensões mínimas: a) 80 cm, valendo por uma unidade de passagem; b) 1 m, valendo por duas unidades de passagem; c) 1,5 m, em duas folhas, valendo por três unidades de passagem; d) 2 m, em duas folhas, valendo por quatro unidades de passagem. Portas maiores que 1,2 m deverão ter duas folhas e sendo maior ou igual a 2,2 m deve existir coluna central. Se as portas dividem corredores que constituem rotas de saída, devem: a) Reter a fumaça, ou seja, devem ser corta-fogo e a prova de fumaça conforme estabelecido na NBR11742 e ser providas de visor transparente de área mínima de 0,07 m² e altura mínima de 25 cm; b) Abrir no sentido do fluxo de saída; c) Abrir nos dois sentidos, caso o corredor possibilite saída nos dois sentidos. Para os locais de reuniões de público, com capacidade acima de 100 pessoas, será obrigatória a instalação de barra antipânico nas portas de saídas de emergência, conforme NBR Nenhuma porta de entrada, ou saída, ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho, deverá ser fechada à chave, aferrolhada, ou presa durante as horas de trabalho, salvo se for com dispositivos de segurança, que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento, ou do local de trabalho. Em hipótese alguma, as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo, mesmo fora do horário de trabalho. A colocação de fechaduras com chave nas portas de acesso e descargas é permitida, desde que seja possível a abertura pelo lado interno, sem necessidade de chave, admitindo-se que a abertura pelo lado externo seja feita apenas por meio de chave, dispensando-se maçanetas etc. Página 38 de 78

39 15.5. SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA A falta de iluminação por falta de energia elétrica ou desligamento devido a um incêndio. No caso de falta de energia elétrica devem entrar, automaticamente, em operação um gerador de emergência, com funcionamento por um combustível, normalmente óleo diesel, para manter acesa algumas luminárias, chamadas de lâmpadas vigias. Nas portas das saídas de emergência devem, sempre que possível, serem instaladas luminárias de energia autônoma, que funciona por bateria recarregável de chumbo/ácido selada, que dispensa manutenção. Fixada sobre a porta com a inscrição: SAÍDA, na cor verde, ficando ligada a rede elétrica de energia, que entra em funcionamento após o desligamento da energia, facilitando desta forma o abandono da área. Algumas luminárias têm baterias com autonomia superior a 6 horas de funcionamento ISOLAMENTO DE RISCO POR PAREDE CORTA-FOGO É um tipo de proteção passiva, mas também muito importante para o controle da propagação dum incêndio. Com a previsão das paredes corta-fogo, uma edificação é considerada totalmente estanque em relação à edificação contígua PAREDE CORTA-FOGO Elemento construtivo que, sob a ação do fogo, conserva suas características de resistência mecânica mantendo sua integridade e as características de vedação contra gases e fumaça, por um determinado período de tempo. Pode possuir aberturas, desde que providas de portas corta-fogo. É estanque à propagação da chama e proporciona um isolamento térmico, de acordo com sua característica tal que a temperatura medida sobre a superfície, não exposta, não ultrapasse 140ºC durante um tempo especificado. Não possui abertura(s) e deve ultrapassar 1,00m acima de toda a cobertura dos riscos a serem isolados. A espessura da parede corta-fogo deve ser dimensionada em função do material empregado e de acordo com os ensaios realizados, em laboratórios técnicos oficiais ou normas técnicas, e deve apresentar as características de isolamento térmico, estanqueidade e estabilidade. A estrutura da parede corta-fogo deve ser desvinculada da estrutura das edificações adjacentes (incluindo lajes e telhados ou qualquer outro elemento estrutural). O tempo mínimo de resistência ao fogo de 240 minutos e não inferior a 120 min. 16. SISTEMA HIDRÁULICO DE PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO COMPONENTES DO SISTEMA Os componentes de um sistema hidráulico são: 1) RESERVATÓRIO DE ÁGUA; 2) SISTEMA DE PRESSURIZAÇÃO: consiste normalmente em uma bomba de incêndio, dimensionada a propiciar um reforço de pressão e vazão, conforme o dimensionamento hidráulico de que o sistema necessitar. Quando os desníveis geométricos entre o reservatório e os hidrantes são suficientes para propiciar a pressão e vazão mínima requeridas ao sistema, as bombas hidráulicas podem ser dispensadas. Seu volume deve permitir uma autonomia para o funcionamento do sistema, que varia conforme o risco e a área total coberta. 3) TUBULAÇÃO: responsável pela condução da água, cujos diâmetros são determinados, por cálculo hidráulico; 4) VÁLVULAS DE CONTROLE: são compostos por registros (gaveta, ângulo aberto e recalque) e válvulas responsáveis pela retenção, bloqueio e controle do sistema; 5) HIDRANTE (propriamente dito): ponto de tomada de água onde há uma (simples) ou duas (duplo) saídas contendo válvulas angulares; 6) ABRIGO DE MANGUEIRAS: compartimento destinado a proteger as mangueiras e demais componentes. 7) CONJUNTO DE PEÇAS HIDRÁULICAS E ACESSÓRIOS: mangueiras de incêndio: tubos flexíveis, constituídos internamente de borracha e protegidos externamente com lona; esguichos: dispositivo destinado a formar e orientar o jato de água; requinte: bocal rosqueado ao esguicho, destinado a dar forma ao jato; chaves de união: chaves destinadas a fazer a conexão (união) entre duas mangueiras ou entre a mangueira e o hidrante/derivante; redutores, derivantes, etc. Página 39 de 78

40 16.2. RESERVA D ÁGUA DE INCÊNDIO A reserva de incêndio deve ser prevista para permitir o combate durante um determinado tempo. O volume de água da reserva de incêndio encontra-se na tabela abaixo. As águas provenientes de fontes naturais tais como: lagos, rios, açudes etc devem ser captadas e armazenadas em reservatórios construídos conforme o Anexo B da IT22 do CB. O reservatório que também acumula água para consumo normal da edificação deve ser adequado para preservar a qualidade da água, conforme a NBR 5626 e pode ser subdividido desde que todas unidades estejam ligadas diretamente a tubulação de sucção da bomba de incêndio e tenham unidades mínimas de 3 m³ (3.000 litros) RESERVATÓRIOS D ÁGUA DE INCÊNDIO Recipientes apoiados no solo, elevados ou subterrâneos que contém certa quantidade de água inviolável, específica para o uso em incêndios, denominada Reserva de Incêndio. RESERVA DE INCÊNDIO: volume de água destinado exclusivamente ao combate a incêndio. RESERVATÓRIO AO NÍVEL DO SOLO: reserva de incêndio cujo fundo se encontra instalado no mesmo nível do terreno natural. RESERVATÓRIO ELEVADO: reserva de incêndio cujo fundo se encontra instalado acima do nível do terreno natural com a tubulação formando uma coluna d água. RESERVATÓRIO ENTERRADO OU SUBTERRÂNEO: reserva de incêndio cuja parte superior encontra-se instalada abaixo do nível do terreno natural. RESERVATÓRIO SEMI-ENTERRADO: reserva de incêndio cujo fundo se encontra instalado abaixo do nível do terreno natural e com a parte superior acima do nível do terreno natural. RESERVATÓRIO DE ESCORVA: reservatório de água com volume necessário para manter a tubulação de sucção da bomba de incêndio sempre cheia d água CÁLCULO DA RESERVA D ÁGUA DE INCÊNDIO i) ÁREA DAS PRINCIPAIS FIGURAS GEOMÉTRICAS i ÁREA DO QUADRADO ii ÁREA DO RETÂNGULO iii ÁREA DO PARALELOGRAMO iv ÁREA DO LOSANGO D = d = Página 40 de 78

INTRODUÇÃO. José Carlos Lorentz Aita Nirvan Hofstadler Peixoto

INTRODUÇÃO. José Carlos Lorentz Aita Nirvan Hofstadler Peixoto INTRODUÇÃO Com certeza uma das mais importantes descobertas já feitas pelo homem foi o fogo. Sabese que o homem já utilizava o fogo há alguns milhares de anos atrás, mas, até hoje, os pesquisadores não

Leia mais

Prevenção e Combate a Incêndios

Prevenção e Combate a Incêndios Prevenção e Combate a Incêndios Fogo É uma forma de combustão Combustão É uma forma de oxidação Incêndio É um acidente provocado pelo fogo Analogias Geométricas do Fogo Triângulo do Fogo Tetraedro do Fogo

Leia mais

Proteção e combate a incêndio

Proteção e combate a incêndio Proteção e combate a incêndio Conceito de fogo Fogo é um processo químico de transformação. Podemos também defini-lo como o resultado de uma reação química que desprende luz e calor devido à combustão

Leia mais

Incêndios e Explosões Baseado no original do Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo - da Espanha) - www.mtas.

Incêndios e Explosões Baseado no original do Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo - da Espanha) - www.mtas. Incêndios e Explosões Baseado no original do Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo - da Espanha) - www.mtas.es/insht/ INTRODUÇÃO Os incêndios e explosões, ainda que representem uma porcentagem

Leia mais

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO DEFINIÇÃO DO FOGO O FOGO É UMA REAÇÃO QUIMICA QUE LIBERA LUZ E CALOR. PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO 193 QUAL É O NUMERO DO CORPO DE BOMBEIROS?

Leia mais

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Controle de Perdas e Meios de Fuga Módulo Único

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Controle de Perdas e Meios de Fuga Módulo Único Curso Técnico Segurança do Trabalho Controle de Perdas e Meios de Fuga Módulo Único Meios de Fuga As rotas de fuga devem atender, entre outras, às seguintes condições básicas: Número de saídas O número

Leia mais

Tecnologias de Prevenção e Combate a Incêndios

Tecnologias de Prevenção e Combate a Incêndios ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ Tecnologias de Prevenção e Combate a Incêndios João Gama Godoy Técnico de Segurança do Trabalho Senac - 2010 História do Fogo Fogo sem controle História do Fogo Resultado

Leia mais

NORMA TÉCNICA N o 25 MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS

NORMA TÉCNICA N o 25 MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS ANEXO XXV AO DECRETO N o 3.950, de 25 de janeiro de 2010. NORMA TÉCNICA N o 25 MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS 1. OBJETIVO Esta Norma Técnica estabelece as medidas de segurança

Leia mais

NR-23 Proteção Contra Incêndio

NR-23 Proteção Contra Incêndio NR-23 Proteção Contra Incêndio Fatores de Êxito na Prevenção de Incêndio PREPARAO PRÉVIO ESTAR EM DIA COM OS DOCUMENTOS DO BOMBEIRO; MANUTENÇÃO EM DIA; EQUIPAMENTOS ADEQUADOS AO RISCO; SINALIZAÇÃO; FAMILIARIZAÇÃO

Leia mais

FORMULÁRIO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO PROJETO TÉCNICO

FORMULÁRIO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO PROJETO TÉCNICO ESTADO DA PARAÍBA SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA E DA DEFESA SOCIAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DIRETORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS DAT/1 SEÇÃO DE ANÁLISE DE PROJETOS FORMULÁRIO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Leia mais

Curso de Formação de Bombeiro Profissional Civil

Curso de Formação de Bombeiro Profissional Civil Curso de Formação de Bombeiro Profissional Civil Prevenção e Combate a Incêndio Módulo 1 1. Introdução Para prevenir e combater incêndios de modo eficiente é necessário entender o funcionamento do incêndio.

Leia mais

Incêndio: Objetivos de Projeto

Incêndio: Objetivos de Projeto OBJETIVO GERAL Incêndio: Objetivos de Projeto Criar dispositivos capazes de detectar, informar onde iniciou e debelar com presteza um incêndio, evitando danos materiais e perdas de vidas. NORMAS QUE DEVEM

Leia mais

Para aprendermos a combater o fogo, precisamos conhecê-lo muito bem. Fogo - É uma reação em cadeia de três elementos que produz luz e calor.

Para aprendermos a combater o fogo, precisamos conhecê-lo muito bem. Fogo - É uma reação em cadeia de três elementos que produz luz e calor. COMBATE A INCÊNDIO 116 1 Combate a incêndio Para aprendermos a combater o fogo, precisamos conhecê-lo muito bem. Fogo - É uma reação em cadeia de três elementos que produz luz e calor. Os três elementos

Leia mais

Prof.Dr. Wyser José Yamakami

Prof.Dr. Wyser José Yamakami Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho - Campus Ilha Solteira-SP SP Prof.Dr. Wyser José Yamakami Introdução a Engenharia de Segurança: Capítulo 8 Prevenção de Incêndios 8.1 - INTRODUÇÃO

Leia mais

GASES PERIGOSOS NOS ESPAÇOS CONFINADOS

GASES PERIGOSOS NOS ESPAÇOS CONFINADOS GASES PERIGOSOS NOS ESPAÇOS CONFINADOS Nos diversos ambientes, muitos deles existentes no subsolo, como galerias, esgotos, os porões nas edificações, tanques etc., pela natureza de seus projetos e finalidades,

Leia mais

A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS NAS EDIFICAÇÕES

A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS NAS EDIFICAÇÕES A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS NAS EDIFICAÇÕES 1 OBJETIVOS DO PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO A proteção da vida humana A proteção do patrimônio A continuidade do processo produtivo 2 O CÍRCULO DE PROTEÇÃO

Leia mais

DECRETO Nº 37.380, DE 28 DE ABRIL DE 1997. *(Com as Alterações Introduzidas pelo Decreto nº 38.273/98, pub. DOE 10.03.98)

DECRETO Nº 37.380, DE 28 DE ABRIL DE 1997. *(Com as Alterações Introduzidas pelo Decreto nº 38.273/98, pub. DOE 10.03.98) 1 de 7 05/02/2013 11:03 DECRETO Nº 37.380, DE 28 DE ABRIL DE 1997. *(Com as Alterações Introduzidas pelo Decreto nº 38.273/98, pub. DOE 10.03.98) Aprova as Normas Técnicas de Prevenção de Incêndios e determina

Leia mais

Corpo de Bombeiros. São Paulo

Corpo de Bombeiros. São Paulo Corpo de Bombeiros São Paulo ACIDENTES E INCÊNDIOS DOMÉSTICOS ADULTOS Acidentes Os acidentes domésticos são muito comuns. Mesmo com todo o cuidado, há objetos e situações que podem tornar todas as divisões

Leia mais

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico - FISPQ

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico - FISPQ Produto: Antiderrapante para Correias Página 1 de 5 1 Informação do Produto e da Empresa Nome do Produto: Antiderrapante para Correias Fornecedor Nome: Ultralub Química Ltda. Endereço: Estrada dos Crisântemos,

Leia mais

NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS COMBATE AO FOGO CLASSES DE FOGO. SENAI - Carlos Eduardo do Vale Melo NR-23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS COMBATE AO FOGO CLASSES DE FOGO. SENAI - Carlos Eduardo do Vale Melo NR-23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO NR- PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO NR - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS A proteção contra incêndios é uma das Normas Regulamentadoras que disciplina sobre as regras complementares de segurança e saúde no trabalho

Leia mais

Referências - Item 32.3.8 / Subitem 32.3.8.1.1 - Dos Gases Medicinais

Referências - Item 32.3.8 / Subitem 32.3.8.1.1 - Dos Gases Medicinais 1801 a) Preto: Líquidos inflamáveis e combustíveis; b) Amarelo: Gás não liquefeito (ex: gás natural); c) Azul: Ar comprimido; d) Verde: Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica) e água industrial;

Leia mais

Corpo de Bombeiros. São Paulo

Corpo de Bombeiros. São Paulo Corpo de Bombeiros São Paulo EXTINTORES Fogo É uma reação química em cadeia que desprende luz e calor devido à combustão de materiais diversos. Elementos que compõe o fogo Calor Combustível Comburente

Leia mais

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 14 EXTINTORES DE INCÊNDIO 2014

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 14 EXTINTORES DE INCÊNDIO 2014 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS DIVISÃO TÉCNICA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E INVESTIGAÇÃO RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 14 EXTINTORES DE INCÊNDIO 2014

Leia mais

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR Vidas alheias, riquezas a salvar

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR Vidas alheias, riquezas a salvar CORPO DE BOMBEIROS MILITAR Vidas alheias, riquezas a salvar COMBATE A INCÊNDIOS E EXTINTORES Apresentação: 1º Sgt Evandro de Mello do Amaral FATORES DE ÊXITO NA PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS Estar em dia com

Leia mais

O bom funcionamento de um Grupo Gerador depende fundamentalmente de sua instalação.

O bom funcionamento de um Grupo Gerador depende fundamentalmente de sua instalação. INSTALAÇÃO DE GRUPO MOTOR GERADOR INTRODUÇÃO O bom funcionamento de um Grupo Gerador depende fundamentalmente de sua instalação. Se o Grupo Gerador for instalado dentro dos parâmetros recomendados e se

Leia mais

NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN 031/DAT/CBMSC) PLANO DE EMERGÊNCIA

NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN 031/DAT/CBMSC) PLANO DE EMERGÊNCIA ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DIRETORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS - DAT NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN 031/DAT/CBMSC)

Leia mais

TECNOLOGIA DE PREVENÇÃO NO COMBATE A SINISTROS

TECNOLOGIA DE PREVENÇÃO NO COMBATE A SINISTROS TECNOLOGIA DE PREVENÇÃO NO COMBATE A SINISTROS Curso Técnico em Segurança do Trabalho INTRODUÇÃO Antes de entrarmos no estudo do fenômeno da combustão, faremos um breve relato sobre o fogo, sua origem

Leia mais

BRIGADA DE INCÊNDIO ORGANIZAÇÃO DA BRIGADA DE INCÊNDIO

BRIGADA DE INCÊNDIO ORGANIZAÇÃO DA BRIGADA DE INCÊNDIO BRIGADA DE INCÊNDIO Brigada de Incêndio: É um grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuarem dentro de uma área previamente estabelecida na prevenção, abandono e combate

Leia mais

PROJETOS DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS

PROJETOS DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS PROJETOS DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS Adilson Antonio da Silva Tenente- Coronel do Corpo de Bombeiros Departamento de Prevenção ccbdsci@policiamilitar.sp.gov.br O CORPO DE BOMBEIROS

Leia mais

SISTEMA GLOBAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. firesafetybrasil@gmail.com

SISTEMA GLOBAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. firesafetybrasil@gmail.com SISTEMA GLOBAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO firesafetybrasil@gmail.com RELAÇÃO ENTRE OS FATORES CONDICIONANTES DE RISCO E AS DISTINTAS CATEGORIAS DE RISCO RELAÇÃO DE INTERDEPENDÊNCIA ENTRE AS CINCO CATEGORIAS

Leia mais

Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo

Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo Decreto Estadual nº 56.819, de 10 de março de 2011 I GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO CORPO DE BOMBEIROS Regulamento

Leia mais

INTRODUÇÃO TEORIA DO FOGO. Conceito de Fogo. Elementos que compõem o fogo. Combustível. Sólidos

INTRODUÇÃO TEORIA DO FOGO. Conceito de Fogo. Elementos que compõem o fogo. Combustível. Sólidos INTRODUÇÃO A Proteção Contra Incêndio é um assunto um pouco mais complexo do que possa parecer. A primeira vista, imagina-se que ela é composta pelos equipamentos de combate à incêndio fixados nas edificações,

Leia mais

Aprova Alterações na Norma Técnica nº 005/2000-CBMDF, sobre a Central Predial de Gás Liqüefeito de Petróleo do Distrito Federal, que especificam.

Aprova Alterações na Norma Técnica nº 005/2000-CBMDF, sobre a Central Predial de Gás Liqüefeito de Petróleo do Distrito Federal, que especificam. DODF Nº 237 de 14 de dezembro de 2000. CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL PORTARIA Nº 68/2002-CBMDF, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2002 Aprova Alterações na Norma Técnica nº 005/2000-CBMDF, sobre a

Leia mais

ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ. Inspeções Internas. João Gama Godoy. Técnico de Segurança do Trabalho. Senac - 2009

ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ. Inspeções Internas. João Gama Godoy. Técnico de Segurança do Trabalho. Senac - 2009 ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ Inspeções Internas João Gama Godoy Técnico de Segurança do Trabalho Senac - 2009 É proibida a reprodução do conteúdo desta apresentação em qualquer meio de comunicação,

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FIS 00001 1/6 1) IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do Produto: Empresa: Endereço: Água sanitária Super Cândida Indústrias Anhembi S/A Matriz: Rua André Rovai, 481 Centro Osasco SP Telefone: Matriz:

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA O USO DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP) EM EDIFICAÇÕES CLASSIFICADAS COMO PROCEDIMENTO SIMPLIFICADO

ORIENTAÇÕES PARA O USO DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP) EM EDIFICAÇÕES CLASSIFICADAS COMO PROCEDIMENTO SIMPLIFICADO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO PARÁ CENTRO DE ATIVIDADES TÉCNICAS ORIENTAÇÕES PARA O USO DE GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP) EM EDIFICAÇÕES CLASSIFICADAS COMO PROCEDIMENTO SIMPLIFICADO Belém 2014 / Versão

Leia mais

INSTALAÇÕES PREDIAIS DE COMBATE A INCÊNDIO

INSTALAÇÕES PREDIAIS DE COMBATE A INCÊNDIO SENHORES MANCEBOS, A PROVA REGIMENTAL REFERENTE AO SEGUNDO BIMESTRE DE 2014 TERÁ COMO CONTEÚDO OS TÓPICOS ABORDADOS NAS AULAS E O SEGUINTE COMPLEMENTO TEÓRICO: Definições: INSTALAÇÕES PREDIAIS DE COMBATE

Leia mais

Os perigos do Gás G s Liquefeito de Petróleo (GLP) e a segurança no uso doméstico

Os perigos do Gás G s Liquefeito de Petróleo (GLP) e a segurança no uso doméstico Os perigos do Gás G s Liquefeito de Petróleo (GLP) e a segurança no uso doméstico José Possebon 20/10/2010 Características do GLP O GLP normalmente é uma mistura de propano e butano e sua composição é

Leia mais

Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT. DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte

Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT. DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte Promoção SEST / SENAT Conteúdo Técnico ESCOLA DO TRANSPORTE JULHO/2007 Queimadas: o que

Leia mais

NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN 022/DAT/CBMSC) INSTALAÇÕES PARA REABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL DE USO PRIVATIVO

NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN 022/DAT/CBMSC) INSTALAÇÕES PARA REABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEL DE USO PRIVATIVO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DIRETORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS - DAT NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN 022/DAT/CBMSC)

Leia mais

DODF Nº 237 14 de dezembro de 2000 CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL PORTARIA Nº 49/2000-CBMDF, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2000

DODF Nº 237 14 de dezembro de 2000 CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL PORTARIA Nº 49/2000-CBMDF, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2000 DODF Nº 237 14 de dezembro de 2000 CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL PORTARIA Nº 49/2000-CBMDF, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2000 Aprova a Norma Técnica nº 004/2000-CBMDF, sobre o Sistema de Proteção

Leia mais

SEGURANÇA COM GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO - GLP. Fernando Vieira Sobrinho Fundacentro/SP

SEGURANÇA COM GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO - GLP. Fernando Vieira Sobrinho Fundacentro/SP SEGURANÇA COM GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO - GLP Fernando Vieira Sobrinho Fundacentro/SP O GLP é basicamente uma mistura de propano e butano e sua composição é função de disponibilidade dos gases nas refinarias.

Leia mais

TABELA A DISTÂNCIA MÍNIMA DO TANQUE À LINHA DE DIVISA DA PROPRIEDADE ADJACENTE

TABELA A DISTÂNCIA MÍNIMA DO TANQUE À LINHA DE DIVISA DA PROPRIEDADE ADJACENTE NR 20 - Líquidos combustíveis e inflamáveis Publicação D.O.U. Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78 20.1 Líquidos combustíveis. 20.1.1 Para efeito desta Norma Regulamentadora - NR fica

Leia mais

Prevenção de Incêndios (Novo CSCIP) Aula 1 - Introdução

Prevenção de Incêndios (Novo CSCIP) Aula 1 - Introdução Comando do Corpo de Bombeiros Prevenção de Incêndios (Novo CSCIP) Aula 1 - Introdução Cap. QOBM Amarildo Prevenção de Incêndios Introdução SUMÁRIO História e evolução da prevenção Código de Prevenção Conceitos

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUIÍMICO ( FISPQ )

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUIÍMICO ( FISPQ ) 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: Anti Ruído Tradicional Aplicação: Reparação e emborrachamento de veículos. Fornecedor: Nome: Mastiflex Indústria e Comércio Ltda Endereço : Rua

Leia mais

DISTÂNCIA MÍNIMA DO TANQUE À LINHA DE DIVISA DA PROPRIEDADE ADJACENTE. DISTÂNCIA MÍNIMA DO TANQUE ÀS VIAS PÚBLICAS Acima de 250 até 1.

DISTÂNCIA MÍNIMA DO TANQUE À LINHA DE DIVISA DA PROPRIEDADE ADJACENTE. DISTÂNCIA MÍNIMA DO TANQUE ÀS VIAS PÚBLICAS Acima de 250 até 1. NR 20 - Líquidos combustíveis e inflamáveis (120.000-3) 20.1 Líquidos combustíveis. 20.1.1 Para efeito desta Norma Regulamentadora - NR fica definido "líquido combustível" como todo aquele que possua ponto

Leia mais

NORMA TÉCNICA N o 11 PLANOS DE INTERVENÇÃO DE INCÊNDIO

NORMA TÉCNICA N o 11 PLANOS DE INTERVENÇÃO DE INCÊNDIO ANEXO XI AO DECRETO N o 3.950, de 25 de janeiro de 2010. NORMA TÉCNICA N o 11 PLANOS DE INTERVENÇÃO DE INCÊNDIO 1. OBJETIVOS Esta Norma Técnica estabelece princípios gerais para: a) o levantamento de riscos

Leia mais

Segurança e Higiene no Trabalho. Volume V Riscos de Incêndio. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao.

Segurança e Higiene no Trabalho. Volume V Riscos de Incêndio. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao. Guia Técnico Segurança e Higiene no Trabalho Volume V Riscos de Incêndio um Guia Técnico de Copyright, todos os direitos reservados. Este Guia Técnico não pode ser reproduzido ou distribuído sem a expressa

Leia mais

n o 2 INTRODUÇÃO GUIAS BÁSICOS DE SEGURANÇA

n o 2 INTRODUÇÃO GUIAS BÁSICOS DE SEGURANÇA n o 2 Armazenamento e Manipulação de Inflamáveis GUIAS BÁSICOS DE SEGURANÇA INTRODUÇÃO O campo dos produtos inflamáveis é amplo e diversificado, estando presente como matéria prima, produto intermediário,

Leia mais

Palestrantes: Carlos Cotta Rodrigues José Félix Drigo

Palestrantes: Carlos Cotta Rodrigues José Félix Drigo SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO RELACIONADOS AO NOVO DECRETO ESTADUAL DO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO DESAFIO PERMANENTE Palestrantes: Carlos Cotta Rodrigues José Félix Drigo Alguns Números do CBPMESP

Leia mais

PORTARIA DNC Nº 27, DE 16.9.1996 - DOU 17.9.1996

PORTARIA DNC Nº 27, DE 16.9.1996 - DOU 17.9.1996 PORTARIA DNC Nº 27, DE 16.9.1996 - DOU 17.9.1996 Estabelece condições mínimas de segurança das instalações de armazenamento de recipientes transportáveis de GLP. O DIRETOR DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE COMBUSTÍVEIS,

Leia mais

Eng. Rosiane Albuquerque

Eng. Rosiane Albuquerque Eng. Rosiane Albuquerque NR - 20 Definição e Classes: - Líquidos e Combustíveis Inflamáveis Tanques de Armazenagem e suas Características Salas de armazenamento de Líquidos Inflamáveis NR - 23 Classes

Leia mais

Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos. SEÇÃO I - Identificação do Produto Químico e da Empresa

Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos. SEÇÃO I - Identificação do Produto Químico e da Empresa SEÇÃO I - Identificação do Produto Químico e da Empresa Nome do produto: COLA PVA EXTRA FORMICA Nome da empresa: Formiline Indústria de Laminados Ltda. Endereço: Estrada Portão do Honda, 120 Rio Abaixo

Leia mais

Instrução Técnica nº 15/2011 - Controle de fumaça Parte 5 Controle de fumaça mecânico em edificações horizontais... 367

Instrução Técnica nº 15/2011 - Controle de fumaça Parte 5 Controle de fumaça mecânico em edificações horizontais... 367 Instrução Técnica nº 15/2011 - Controle de fumaça Parte 5 Controle de fumaça mecânico em edificações horizontais... 367 SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO

Leia mais

Incêndio em Veículos com GNV

Incêndio em Veículos com GNV 1/4 1. FINALIDADE Padronizar e minimizar a ocorrência de desvios na execução de tarefas fundamentais para o funcionamento correto do processo de atendimento de ocorrências emergenciais do tipo EM VEÍCULOS

Leia mais

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico - FISPQ

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico - FISPQ PRODUTO: G.L.P. Página 1 de 6 1 - IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: G.L.P. Código interno de identificação: Pb0025. Nome da empresa: Petróleo Brasileiro S. A. Endereço: Avenida Chile,

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NORMA TÉCNICA N 25

ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NORMA TÉCNICA N 25 ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NORMA TÉCNICA N 25 Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis Parte 3

Leia mais

IT - 35 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS

IT - 35 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS IT - 35 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS SUMÁRIO 1 - Objetivo 7 - Exposição ao risco de incêndio 2 - Referências normativas 8 - Risco de incêndio 3 - Símbolos 9 - Fatores de segurança

Leia mais

Norma Regulamentadora 20 - NR 20

Norma Regulamentadora 20 - NR 20 Norma Regulamentadora 20 - NR 20 Líquidos combustíveis e inflamáveis 20.1. Líquidos combustíveis. 20.1.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora - NR fica definido "líquido combustível" como todo aquele

Leia mais

INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº 16 2ª EDIÇÃO

INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº 16 2ª EDIÇÃO INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº 16 2ª EDIÇÃO SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Aplicação 3 Referências normativas 4 Definições 5 Generalidades 6 Características e critérios para

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Corpo de Bombeiros INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº 04/2011

SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. Corpo de Bombeiros INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº 04/2011 Instrução Técnica nº 04/2011 - Símbolos gráficos para projeto de segurança contra incêndio 149 SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO Corpo de Bombeiros

Leia mais

NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS

NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DIRETORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS - DAT NORMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN nº 041/DAT/CBMSC)

Leia mais

Núcleo de Pós-Graduação Pitágoras Escola Satélite. Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho

Núcleo de Pós-Graduação Pitágoras Escola Satélite. Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho Núcleo de Pós-Graduação Pitágoras Escola Satélite Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho Núcleo de Pós-Graduação Pitágoras Escola Satélite Aula 17 Combustíveis e inflamáveis Núcleo

Leia mais

Símbolos Gráficos Para Projeto de Segurança Contra Incêndio

Símbolos Gráficos Para Projeto de Segurança Contra Incêndio Outubro 2011 Vigência: 08 Janeiro 2012 NPT 004 Símbolos Gráficos Para Projeto de Segurança Contra Incêndio CORPO DE BOMBEIROS BM/7 Versão: 01 Norma de Procedimento Técnico 17 páginas SUMÁRIO 1 Objetivo

Leia mais

Prevenção de Acidentes com GLP.

Prevenção de Acidentes com GLP. Prevenção de Acidentes com GLP. Data de Publicação: 06/03/2008 Convidamos o nosso visitante, a ler e responder as perguntas abaixo. Ao término desta visita temos a certeza que um dia estas informações

Leia mais

Aplicar os princípios de ergonomia na realização do trabalho;

Aplicar os princípios de ergonomia na realização do trabalho; Curso: Técnico de Segurança do Trabalho Curso Reconhecido pelo MEC: PORTARIA N 959/2007 Apresentação: O curso de Técnico de Segurança do Trabalho da Conhecer Escola Técnica é reconhecido pela excelência

Leia mais

Índice geral. Apresentação. Prólogo à 2.ª edição. Sumário. Siglas. Agradecimentos. 1. Introdução. 2. O risco de incêndio

Índice geral. Apresentação. Prólogo à 2.ª edição. Sumário. Siglas. Agradecimentos. 1. Introdução. 2. O risco de incêndio Índice geral 3 Prólogo à 2.ª edição 5 Sumário 7 Siglas 9 Agradecimentos 11 1. Introdução 13 Tipificação dos incêndios... Causas de incêndio... Consequências dos incêndios... 2.3.1. Considerações gerais...

Leia mais

Instalações Prediais. Manutenção

Instalações Prediais. Manutenção Instalações Prediais Manutenção Legislação Leis nº 10.199/86 e 8382/76 Certificado de manutenção dos sistemas de segurança contra incêndio Lei nº 13.214, de 22 de novembro de 2001. Obrigatoriedade de instalação

Leia mais

SÉRIE: 2º ano EM Exercícios de recuperação final DATA / / DISCIPLINA: QUÍMICA PROFESSOR: FLÁVIO QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA

SÉRIE: 2º ano EM Exercícios de recuperação final DATA / / DISCIPLINA: QUÍMICA PROFESSOR: FLÁVIO QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA SÉRIE: 2º ano EM Exercícios de recuperação final DATA / / DISCIPLINA: QUÍMICA PROFESSOR: FLÁVIO QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA QUESTÃO 01 Em uma determinada transformação foi constatado que poderia ser representada

Leia mais

NPT 033 COBERTURA DE SAPÉ, PIAÇAVA E SIMILARES

NPT 033 COBERTURA DE SAPÉ, PIAÇAVA E SIMILARES Janeiro 2012 Vigência: 08 Janeiro 2012 NPT 033 Cobertura de sapé, piaçava e similares CORPO DE BOMBEIROS BM/7 Versão: 02 Norma de Procedimento Técnico 5 páginas SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Aplicação 3 Referências

Leia mais

CAS Nome Químico Concentração (%) Solvente de Petróleo < 50,00 Gás Propelente < 50,00

CAS Nome Químico Concentração (%) Solvente de Petróleo < 50,00 Gás Propelente < 50,00 Nome do Produto: Limpa Contato GT2000 Gold Inflamável 306ml/200g Página 1 de 7 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA 1.1 Nome Comercial: Limpa Contato GT2000 Gold Inflamável 306ml / 200g 1.2 Código de

Leia mais

NORMA TÉCNICA DO CORPO DE BOMBEIROS Nº 18/2015 SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO - PROPOSTA

NORMA TÉCNICA DO CORPO DE BOMBEIROS Nº 18/2015 SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO - PROPOSTA ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DIRETORIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO NORMA TÉCNICA DO CORPO DE BOMBEIROS Nº 18/2015 SISTEMA DE PROTEÇÃO

Leia mais

Andreia Vasconcelos Raposo da Silva. PRODUTOS PERIGOSOS

Andreia Vasconcelos Raposo da Silva. PRODUTOS PERIGOSOS Andreia Vasconcelos Raposo da Silva. PRODUTOS PERIGOSOS SÃO LUÍS MA 2014 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DIRETORIA DE ENSINO Andreia Vasconcelos

Leia mais

FISPQ - FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES

FISPQ - FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES Página 1 de 8 Página 01/07 SEÇÃO 1.0 NOME DO PRODUTO NOME DO FABRICANTE ENDEREÇO Rua Dr. Fernão Pompeu de Camargo, 1704/52 Jardim do Trevo - Campinas/SP - CEP: 13040-010 SEÇÃO 2.0 TIPO DE PRODUTO PREPARADO

Leia mais

Extintores de Incêndio

Extintores de Incêndio Extintores de Incêndio Sistema de extintores de incêndio conceituação classificação dos extintores classificação dos fogos e riscos seleção do agente extintor condições de projeto critérios para dimensionamento

Leia mais

IT - 16 SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO

IT - 16 SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO IT - 16 SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Aplicação 3 Referências Normativas 4 Definições 5 Generalidades gerais 6- Procedimentos 7 Certificação e validade/garantia INSTRUÇÃO

Leia mais

Sistema de Gestão da Qualidade: NBR ISO 9001 Ficha de Segurança de Produto: LAB TIN 3104

Sistema de Gestão da Qualidade: NBR ISO 9001 Ficha de Segurança de Produto: LAB TIN 3104 Código: FSP-261 Revisão: 1 Página: 1/5 1 Informação do produto e da empresa Nome do produto: LAB TIN 3104 Nome da empresa: Lab Analítica e Ambiental Ltda. Endereço: Rodovia Geraldo Scavone, 2300 Condomínio

Leia mais

- NORMA REGULAMENTADORA Nº 23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

- NORMA REGULAMENTADORA Nº 23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS - NORMA REGULAMENTADORA Nº 23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS Aprovada pela Portaria GM/MTB nº 3.214 - DOU 06/07/1978. 23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade

Leia mais

2.2 A Administração do Condomínio dá ênfase às medidas preventivas, assim entendidas as seguintes:

2.2 A Administração do Condomínio dá ênfase às medidas preventivas, assim entendidas as seguintes: Fl. 01 de 06 1 Objetivo A presente Regulamentação Especial visa normalizar os procedimentos para o pessoal incumbido de prevenir ou combater um princípio de incêndio e de atuar em situações de emergência,

Leia mais

NORMA TÉCNICA N o 16 SISTEMAS DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO

NORMA TÉCNICA N o 16 SISTEMAS DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO ANEXO XVI AO DECRETO N o 3.950, de 25 de janeiro de 2010. NORMA TÉCNICA N o 16 SISTEMAS DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO 1. OBJETIVO Esta Norma Técnica estabelece critérios para proteção contra incêndio

Leia mais

Além da definição dos procedimentos emergenciais, o presente plano possui uma estrutura específica de forma a:

Além da definição dos procedimentos emergenciais, o presente plano possui uma estrutura específica de forma a: 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo apresentar o Plano de Ação de Emergência PAE da empresa SANTA RITA S.A. Terminais Portuários, localizada em Santos, estado de São Paulo. O plano foi desenvolvido

Leia mais

http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/05/mtb/20.htm

http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/05/mtb/20.htm Page 1 of 5 20.1 Líquidos combustíveis. NR 20 - Líquidos combustíveis e inflamáveis (120.000-3) 20.1.1 Para efeito desta Norma Regulamentadora - NR fica definido "líquido combustível" como todo aquele

Leia mais

ECOM EMPRESA DE CONSTRUÇÕES, CONSULTORIA E MEIO AMBIENTE LTDA

ECOM EMPRESA DE CONSTRUÇÕES, CONSULTORIA E MEIO AMBIENTE LTDA MEMORIAL DESCRITIVO DO PROJETO DE INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO 1. GENERALIDADES O sistema de proteção proposto busca satisfazer as condições mínimas de segurança preconizadas pela

Leia mais

INFORMATIVO DE PRODUTO

INFORMATIVO DE PRODUTO Sensor / Detector de Gás Multigás (GLP / GN / Gás de Carvão / Álcool) + Módulo Endereçável Código: AFDG2-E O Detector de Gás, código AFDG2 é um equipamento que deve ser instalado na parede de cozinhas,

Leia mais

FISPQ. Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico ACELERADOR DE VULCANIZAÇÃO MBTS-80 ACELERADOR DE VULCANIZAÇÃO MBTS-80

FISPQ. Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico ACELERADOR DE VULCANIZAÇÃO MBTS-80 ACELERADOR DE VULCANIZAÇÃO MBTS-80 Folha: 1 / 5 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do Produto: Código Interno: Principais usos recomendados: Master de acelerador de vulcanização de borracha MBTS-80. Acelerador de vulcanização;

Leia mais

Tecnologias de Prevenção e Combate a Incêndios João Gama Godoy

Tecnologias de Prevenção e Combate a Incêndios João Gama Godoy Tecnologias de Prevenção e Combate a Incêndios João Gama Godoy Técnico de Segurança do Trabalho Senac - 2010 É proibida a reprodução do conteúdo desta apresentação em qualquer meio de comunicação, eletrônico

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº,DE 2015 (Do Sr. Marcelo Belinati) O Congresso Nacional decreta:

PROJETO DE LEI Nº,DE 2015 (Do Sr. Marcelo Belinati) O Congresso Nacional decreta: PROJETO DE LEI Nº,DE 2015 (Do Sr. Marcelo Belinati) Dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de chuveiros automáticos (sprinklers) como equipamento de prevenção e proteção contra incêndio em casas

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2013

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2013 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2013 Dispõe sobre normas de segurança essenciais ao funcionamento de boates, casas de show e similares, e define requisitos a serem observados para concessão de alvará a

Leia mais

ALTO POTENCIAL DE RISCOS DE ACIDENTES

ALTO POTENCIAL DE RISCOS DE ACIDENTES 1 O QUE É ESPAÇO CONFINADO? CARACTERÍSTICAS VOLUME CAPAZ DE PERMITIR A ENTRADA DE EMPREGADOS LIMITAÇÕES E RESTRIÇÕES PARA ENTRADA E SAIDA DE PESSOAL NÃO E PROJETADO PARA OCUPAÇÃO CONTÍNUA POSSUI, EM GERAL,

Leia mais

Vazamento e/ou Incêndio em Cilindros de GLP

Vazamento e/ou Incêndio em Cilindros de GLP Assunto: VAZAMENTO E/OU EM CILINDROS 1/7 1. FINALIDADE Padronizar e minimizar a ocorrência de desvios na execução de tarefas fundamentais para o funcionamento correto do processo de atendimento de ocorrências

Leia mais

FISPQ. Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico PLASTNAF N-220. Extensor (Plastificante para massa de borracha)

FISPQ. Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico PLASTNAF N-220. Extensor (Plastificante para massa de borracha) Folha: 1 / 6 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do Produto: Código Interno: Principais usos recomendados: Extensor (Plastificante para massa de borracha) Cas number: 64741-96-4 Empresa: Endereço:

Leia mais

Revisão 15 Abril/13 FISPQ N o 0002-13 Página 1 de 5

Revisão 15 Abril/13 FISPQ N o 0002-13 Página 1 de 5 FISPQ N o 0002-13 Página 1 de 5 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA NOME COMERCIAL Thinner 2750 NOME DO FABRICANTE ANJO QUIMICA DO BRASIL LTDA Rodovia SC, 447 Km 02 Criciúma Santa Catarina CEP: 88.817-440

Leia mais

NBR5410 SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. Ivan Faccinetto Bottger www.firesafetybrasil.com

NBR5410 SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. Ivan Faccinetto Bottger www.firesafetybrasil.com NBR5410 SOB O PONTO DE VISTA DA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Ivan Faccinetto Bottger www.firesafetybrasil.com PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA NBR5410 As instalações elétricas devem ser concebidas e construídas

Leia mais

Motores de Combustão Interna MCI

Motores de Combustão Interna MCI Motores de Combustão Interna MCI Aula 3 - Estudo da Combustão Componentes Básicos dos MCI Combustão Combustão ou queima é uma reação química exotérmica entre um substância (combustível) e um gás (comburente),

Leia mais

Princípios de combate ao fogo

Princípios de combate ao fogo Princípios de combate ao fogo Mauricio Vidal de Carvalho Entende-se por fogo o efeito da reação química de um material combustível com desprendimento de luz e calor em forma de chama. Grande parte das

Leia mais

FISPQ - FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO

FISPQ - FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO Página 01/07 SEÇÃO 1.0 NOME DO PRODUTO BRILHO CERTEC NOME DO FABRICANTE ENDEREÇO Rua Dr. Fernão Pompeu de Camargo, 1704/52 Jardim do Trevo - Campinas/SP - CEP: 13040-010 SEÇÃO 2.0 TIPO DE PRODUTO PREPARADO

Leia mais

EXTRUTOP FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ 017 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA

EXTRUTOP FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ 017 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA FISPQ 017 REVISÃO: 30/03/2014 PÁGINA 1/6 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome do produto: Extrutop Código interno: AGM215 e AGM216 Empresa: Indutil Indústria de Tintas Ltda. e-mail: indutil@indutil.com.br

Leia mais