RELATÓRIO FINAL TRANSDUTORES DOMÓTICOS INTELIGENTES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RELATÓRIO FINAL TRANSDUTORES DOMÓTICOS INTELIGENTES"

Transcrição

1 RELATÓRIO FINAL TRANSDUTORES DOMÓTICOS INTELIGENTES PROJECTO REALIZADO POR: ANTÓNIO MIGUEL LISBOA DA SILVA JOSÉ LUIS ALVES BAPTISTA ORIENTADOR: PROF. DR. ARMANDO SOUSA ARAÚJO PORTO, DEZEMBRO DE 2004

2 Índice Abreviaturas e acrónimos Introdução O que é a domótica? O sistema EIB (European Installation Bus) Introdução Descrição funcional O sistema LonWorks Introdução Descrição funcional O sistema X Introdução Descrição funcional Principais diferenças entre X10, EIB e LonWorks O protocolo X Aspectos Teóricos Aspectos Práticos Objectivos e requisitos Módulos desenvolvidos Introdução Descrição funcional Hardware comum a todos os módulos Alimentação Acoplamento Detecção do zero da rede Recepção Transmissão Interface RS Software comum a todos os módulos Módulo 1: Módulo Interface PC Descrição do hardware Descrição do software Módulo 2: Módulo Central de inundação Descrição do hardware...78

3 Descrição do software Módulo 3: Módulo Sensor Descrição do hardware Descrição do software Módulo 4: Módulo Actuador AC Descrição do hardware Descrição do software Módulo 5: Módulo Actuador DC Descrição do hardware Descrição do software Aplicação gráfica X-10 Interface para PC Programador para o microcontrolador PIC16F877A BootLoader para o PIC16F877A Programa para o microcontrolador Aplicação gráfica para o PC Conclusões Bibliografia Anexos Anexo A - Código fonte dos módulos Anexo B - Código fonte do Bootloader para o micro-controlador Anexo C - Código fonte da aplicação gráfica Bootloader Anexo D - Código fonte da aplicação gráfica X-10 Interface para PC Anexo E Esquemas e negativos das placas

4 Lista de figuras Fig. 1 Arquitectura simples... 9 Fig. 2 Interruptores simples e inteligentes Fig. 3 Arquitectura distribuída Fig. 4 - Método de comunicação CMSA Fig. 5. Barramento de transmissão (bus) e rede eléctrica Fig. 6 Arquitectura descentralizada Fig. 7 Arquitectura centralizada Fig. 8 Barramento cablado Fig. 9 As várias topologias possíveis do bus Fig. 10 Estrutura da hierarquia do sistema EIB Fig. 11 Troca de dados codificados entre dispositivos EIB Fig. 12 Pirâmide de interfuncionamento entre actuadores e sensores Fig. 13 Bloco de dados Fig. 14 Estrutura de um telegrama EIB (comprimento medido em bits) Fig. 15 Transmissão e formato do endereço físico dos dispositivos EIB Fig. 16 Transmissão e formato do endereço de grupo em sistemas EIB Fig. 17 Arquitectura centralizada Fig. 18 Estrutura hierárquica típica Fig. 19 Arquitectura mais distribuída da nova tecnologia LonWorks Fig. 20 Rede de dispositivos Fig. 21 Esquema de um nó individual para uma configuração distribuída. 31 Fig. 22 Estrutura em blocos de um Chip Neuron Fig. 23 Contituição de um MPDU ( frame ) Fig. 24 Campo NPDU Fig Casa inteligente Fig. 26 Instalação de dispositivos X Fig. 27 Outros símbolos identificadores de módulos Fig. 28 Selectores para atribuição de endereços X Fig. 29 Exemplo de uma rede X Fig. 30 Passagens por zero da rede eléctrica Fig. 31 Diagrama temporal simplificado da recepção Fig. 32 Exemplo da transmissão de dados utilizando Fig. 33 Exemplo de um Start Code Fig. 34 Exemplo de um House Code Fig. 35 Exemplo de um number code Fig. 36 Exemplo da transmissão em duplicado da trama Fig. 37 Exemplo de um command code Fig. 38 Envio de uma trama completa Fig. 39 Envio de burts para o sistema trifásico Fig. 40 Tabela de comandos Fig. 41 Formato da trama estendida Fig. 42 Tempo entre bursts Fig. 43 Tempo máximo aconselhado para o envio do primeiro burst Fig Diagrama de blocos geral dos módulos desenvolvidos Fig Alimentação dos módulos Fig Acoplamento com a rede eléctrica Relatório Final 4/276

5 Fig Acoplamento utilizando um conjunto de filtro LC Fig Acoplamento utilizando um transformador HF Fig Detecção da passagem por zero da rede Fig Sinal à saída do opto-acoplador Fig Diagrama de blocos do circuito da recepção Fig Esquema eléctrico da recepção Fig Sinal à saída do bloco de recepção Fig Esquema eléctrico da recepção Fig Sinal à saída do bloco de transmissão Fig Esquema eléctrico da interface RS Fig Fotografia do módulo RS Fig. 58 Fluxograma do programa principal Fig. 59 Fluxograma da interrupção Fig Diagrama de blocos do módulo Interface PC Fig Fotografia do módulo Interface PC Fig. 62 Formato da trama Fig. 63 Formato da trama para comandos standard Fig. 64 Formato da trama para comandos estendidos Fig. 65 Confirmação do envio do comando Fig. 66 Fluxograma do programa principal Fig Diagrama de blocos do módulo Central de inundação Fig. 68 Circuito de um dos sensores de inundação Fig. 69 Circuito para o buzzer Fig. 70 Circuito para o botão de pressão Fig Fotografias dos eléctrodos Fig Fotografia do módulo Central de inundação Fig. 73 Fluxograma do programa principal Fig Diagrama de blocos do módulo Sensor Fig. 75 Circuito da interface para o sensor Fig Fotografia do PIR (Sensor de Movimento) Fig Fotografia do módulo Sensor Fig. 78 Fluxograma do programa principal Fig Diagrama de blocos do módulo Actuador AC Fig. 80 Circuito da interface para controlar cargas AC Fig Fotografia do módulo Actuador AC Fig. 82 Fluxograma do programa principal Fig Diagrama de blocos do módulo Actuador DC Fig. 84 Circuito da interface para controlar cargas DC Fig. 85 Fotografias da electro-válvula e da sirene Fig Fotografia do módulo Actuador DC Fig. 87 Aplicação gráfica X-10 Interface para PC Fig. 88 Definições da porta série Fig. 89 Gestão dos arquivos que contêm a listagem dos módulos Fig. 90 Janela que permite a inserção de módulos Fig. 91 Comandos que permitem o controlo e gestão remota dos módulos95 Fig. 92 Menus de configuração remota dos módulos Fig. 93 Registo da actividade X-10 da rede eléctrica Fig Fotografias do Programador de PICs Fig Configuração do IC-Prog para o programador Relatório Final 5/276

6 Fig Diagrama da transmissão entre o PC e o microcontrolador Fig Fluxograma do programa para o microcontrolador Fig. 98 Aplicação gráfica para o bootloader Relatório Final 6/276

7 Lista de quadros Quadro 1 Troca de dados codificados entre dispositivos EIB Quadro 2 Algumas funções EIB com o respectivo EIS Quadro 3 Evolução tecnológica do sistema Lon Quadro 4 Características referentes a diferentes meios de transmissão Quadro 5 Vantagens que o sistema Lon oferece Quadro 6 Comandos X Quadro 7. Descrição das opções de agendamento Quadro 8. Estrutura da EEPROM Quadro 9. Descrição dos dados estendidos do tipo Relatório Final 7/276

8 ABREVIATURAS E ACRÓNIMOS EIB European Installation Bus Bus Barramento de transmissão CMSA Carrier Sense Multiple Access CMSA/CA Carrier Sense Multiple Access with collision Avoidence EHS European Home Systems RDIS Rede Digital com Integração de Serviço AL Acopladores de Linha AA Acopladores de Área EIS EIB Interworking Standards Lon LonWorks CLP Controlador Lógico Programável VLSI Very Large Scale Integration OME Original Equipment Manufacturer OSI Open System Interconnection MAC Media Access Control MPDU Moderately Priced Dwelling Unit NPDU Network Protocol Data Unit PDU Protocol Data Unit SNVT s Standard Network Variables RF Rádio Frequência HC House Code UC Unit Code FC Function Code PWM Pulse Width Modulator IC Integrated Circuit Relatório Final 8/276

9 1 INTRODUÇÃO O QUE É A DOMÓTICA? O termo domótica resulta da junção da palavra Domus (casa) com Telemática (electrónica + informática). São estes dois últimos elementos que, quando utilizados em casa, simplificam e rentabilizam a vida diária das pessoas satisfazendo as suas necessidades de comunicação, conforto e segurança. A domótica é pois uma tecnologia recente que permite a gestão de recursos habitacionais, como o aquecimento, os electrodomésticos, o sistema de alarme e as fechaduras, entre outros, através de um comando remoto, da Internet, do seu PC ou do seu telemóvel. Antes do aparecimento da domótica era normal ligar, com cablagem própria, os sensores aos actuadores. O resultado era uma arquitectura simples, Fig. 1, mas pouco flexível: para incluir novos dispositivos (sensores e actuadores) havia necessidade de serem instalados cabos, os actuadores não podiam ser acedidos por outros sensores e, quando se pretendia efectuar diagnóstico, os dispositivos teriam de ser acedidos localmente. Fig. 1 Arquitectura simples Com o nascimento da domótica (nos anos 80) pretendia-se controlar a iluminação, condições climáticas, a segurança e a interligação entre os 3 elementos. Nos nossos dias, a ideia base é a mesma, a diferença é o contexto para o qual o sistema está pensado: já não um contexto militar ou industrial mas doméstico. Apesar de ainda ser pouco conhecida e divulgada, mas pelo conforto e comodidade que pode proporcionar, a domótica promete vir a ter muitos adeptos. As primeiras instalações domóticas, Fig. 2, consistiam em alguns sensores, e outros tantos actuadores, interligados a uma unidade central de controlo: um autómato, que agregava toda a inteligência necessária para controlar a habitação. Estes sistemas eram quase sempre proprietários, pouco flexíveis e de custos elevados. Relatório Final 9/276

10 Fig. 2 Interruptores simples e inteligentes A domótica, pela automatização e integração dos diferentes sistemas domésticos, assume um papel muito importante na gestão racional da energia, no aumento do conforto e da segurança e na oferta de serviços de comunicação contribuindo para o aumento da nossa qualidade de vida. Assim a domótica permite: A Automatização e Controlo - Utilizando os módulos e aparelhos apropriados, gerir os gastos de electricidade, através das funções de regulação de intensidade; A Segurança e Vigilância - De pessoas e bens, gestão e controlo de avarias, alarme de intrusão e incêndio, detecção de fugas de agua e gás, câmaras de vigilância; A Comunicação - Redes de voz e dados incluindo imagem e som em redes locais, integração e partilha de recursos entre diferentes redes, acesso à Internet e a novos serviços como telefone sobre IP e televisão digital; Os Serviços e Lazer - Televisão interactiva, áudio/vídeo multi-room, cinema em casa, videojogos em rede, captura, tratamento e distribuição de imagens fixas/dinâmicas e de som dentro e fora da casa através de Internet; Na Saúde - Tele-medicina, assistência médica à distância; Em Compras - Comprar e vender sem sair de casa; Nas Finanças - Gestão remota de dinheiro e contas bancárias, consultoria financeira; Na Aprendizagem - Escola e universidade on-line; No Trabalho - Trabalhar total ou parcialmente em casa; Na Cidadania - Voto electrónico, informação judicial e administrativa, informação sobre a região, cultura, museus. Relatório Final 10/276

11 Desde há alguns anos, a baixa dos preços, do hardware, contribuiu para que os fabricantes iniciassem a produção em massa de sensores e actuadores com inteligência suficiente para implementar uma rede local de controlo distribuído, Fig. 3. Com uma arquitectura distribuída e apoiando-se em novas tecnologias standards, como o X10, o LonWorks ou o KNX (que inclui os antigos protocolos EIB, Batibus e EHS). Assim, as novas instalações domóticas são mais fáceis de implementar e de utilizar, tendo ganho em flexibilidade e modularidade, diminuindo ao mesmo tempo os custos. Fig. 3 Arquitectura distribuída A arquitectura técnica de um sistema domótico assenta sobre três conceitos: O tipo de arquitectura A arquitectura de um sistema domótico especifica o modo como os diferentes elementos de controlo do sistema se interligam. Existem duas arquitecturas básicas: a arquitectura centralizada e a distribuída. Arquitectura centralizada - neste tipo de arquitectura os elementos a controlar e a supervisionar (sensores, luzes, válvulas, etc.) exigem uma estrutura (cablagem) própria para ligação ao sistema de controlo (PC ou similar). O sistema de controlo é o cérebro da habitação. Em caso de avaria todo o sistema deixa de funcionar, e a instalação da sua rede de comunicação tem de ser feita durante a fase de construção. Arquitectura distribuída - é aquela em que o elemento de controlo se encontra próximo do elemento a controlar. Há sistemas que são de arquitectura distribuída quanto a capacidade de processamento, mas não o são na estrutura física dos diferentes elementos de controlo e vice-versa, que são executados em um ou vários processadores fisicamente centralizados. Nos sistemas de arquitectura distribuída que utilizam um meio de transmissão como o cabo ou a fibra é necessário definir a topologia da rede de comunicações. A topologia da rede Relatório Final 11/276

12 define-se como a distribuição física dos elementos de controlo com respeito ao meio de comunicação. A rede de transmissão O meio de transmissão é o suporte físico onde circula a informação trocada pelos diferentes elementos de controlo dum sistema de arquitectura distribuída. A transmissão poderá ser feita através da rede eléctrica existente (transmissão por correntes portadoras), duma rede autónoma (por cablagem metálica, por par coaxial, por fibra óptica) ou sem fios (infravermelho ou radiofrequência). Transmissão por Correntes Portadoras - utiliza a rede eléctrica existente. O sistema consta de uma unidade de controlo encarregada de gerir o protocolo e transmitir as ordens através da rede; de uma interface que recebe as ordens de controlo e as executa; e de um filtro que evita que sinais exteriores interfiram no sistema e vice-versa. O custo baixo da instalação reflecte-se contudo na velocidade de transmissão igualmente baixa; Transmissão por cablagem metálica - utiliza uma cablagem metálica própria (par de cobre) como suporte para a transmissão dos sinais de controlo (e por vezes também a alimentação dos módulos e sinais de voz). Este meio de transmissão é sobretudo utilizado nas redes telefónicas, na distribuição de sinais áudio-vídeo, som de alta-fidelidade e dados; Transmissão por par coaxial -utiliza um par coaxial e é principalmente usado na transmissão de sinais de vídeo e sinais de áudio a alta velocidade, na distribuição sinais de televisão provenientes de antenas (redes de TV e FM) e TV por cabo (sinais de controlo e dados a média e baixa velocidade); Transmissão por fibra óptica - utiliza uma combinação de tecnologias de semicondutores e de ondas ópticas (a fibra óptica). Este meio de transmissão apresenta grande fiabilidade na transferência de dados e imunidade a interferências electromagnéticas. Apresenta velocidades de transmissão elevadas mas com um custo elevado dos cabos e ligações; Transmissão sem fios - através de infravermelhos ou radiofrequência. A transmissão por infravermelhos está amplamente difundida hoje nos equipamentos áudio e vídeo. Apresenta enorme comodidade e flexibilidade nas aplicações, e grande imunidade à interferência electromagnética. A transmissão por radiofrequência apresenta também grande flexibilidade no controlo à distância embora seja mais sensível às interferências electromagnéticas. A velocidade de transmissão e protocolo de comunicação Por velocidade de transmissão entende-se como a velocidade à qual se troca informação entre os diferentes módulos do sistema. A velocidade variará conforme o meio de transmissão sendo que a transmissão através da rede eléctrica será mais lenta que por exemplo através duma rede dedicada por fibra óptica. Na transmissão de comandos Relatório Final 12/276

13 simples (ligar/desligar as luzes) a velocidade não será um factor crucial enquanto que no sistema de áudio e vídeo distribuído será necessário assegurar que a informação é transferida a uma velocidade elevada. Após estabelecer o suporte físico e a velocidade de comunicação pretendida, torna-se necessário definir o protocolo a utilizar na comunicação entre os diferentes aparelhos. O protocolo indicará o formato das mensagens, a linguagem comum a todos aparelhos para que se entendam mutuamente. Dentro dos protocolos existentes, faz-se a seguinte distinção: Protocolos standard - são os protocolos que de alguma maneira são utilizados amplamente por diferentes empresas e estas fabricam produtos que são compatíveis entre si; Protocolos proprietários - são aqueles que são desenvolvidos por uma única empresa e apenas essa empresa fabrica produtos capazes de comunicar entre si. O formato dos dados (pacotes) depende do protocolo usado pelos diferentes sistemas. Contudo a maior parte dos sistemas domóticos utiliza um protocolo que utiliza o método de comunicação denominado Carrier Sense Multiple Access (CMSA), Fig. 4. Este método contribui para que um dispositivo possa enviar e receber informação pelo mesmo meio de comunicação através de uma activa monitorização ao meio de comunicação. Quando um dispositivo deseja transmitir dados, só o pode fazer se nenhum outro estiver a fazê-lo. Assim sendo ele toma o controlo do meio de comunicação e envia os dados pretendidos. Se um outro dispositivo desejar enviar dados neste instante terá que esperar até o meio ficar novamente livre. Fig. 4 - Método de comunicação CMSA. De todos os protocolos, o X10 é, sem dúvida, um dos protocolos mais divulgados, e com maior sucesso, em todo o mundo. O X10 utiliza a rede eléctrica existente como meio de comunicação ao contrário de outros protocolos que obrigam a instalação de um barramento de transmissão próprio. Relatório Final 13/276

14 1.2 - O SISTEMA EIB (EUROPEAN INSTALLATION BUS) INTRODUÇÃO O European Installation Bus é um sistema de gestão e controlo na área das instalações eléctricas para o accionamento de cargas, controlo ambiental e segurança. Permite regular, medir, comutar, prestar serviços de manutenção e monitorar em diferentes tipos de edifícios. Esta tecnologia pode ser instalada em grandes edifícios, como por exemplo escritórios, escolas, hospitais e fábricas, assim como em residências domésticas, assegurando a monitorização e o controlo de funcionalidades e processos, tais como luzes, persianas, aquecimento, ventilação, ar condicionado, gestão de cargas, sinalização e alarmes. Utiliza uma topologia livre e um sistema descentralizado (mais usual) ou centralizado com inteligência distribuída, baseado no protocolo de comunicações série CSMA/CA. Sendo um sistema proprietário (não depende apenas de um fabricante) existem actualmente na Europa vários fabricantes de material eléctrico e electrónico que funcionam de acordo com o protocolo EIB. Este sistema surgiu com o objectivo de ter uma implementação económica desde os pequenos edifícios até aos projectos de grande envergadura, em que a instalação do barramento de transmissão (bus) é estruturado hierarquicamente (usando acopladores de área e linha). A instalação do bus é efectuada durante a instalação dos restantes circuitos para que este se encontre em paralelo com a nossa rede eléctrica de 220V. Fig. 5. Barramento de transmissão (bus) e rede eléctrica Relatório Final 14/276

15 DESCRIÇÃO FUNCIONAL A alimentação dos dispositivos deste sistema é feita através do próprio meio de comunicação, que pode ser par entrançado ou a linha de alimentação 220V. O meio responsável pela troca de dados é isolado do meio que alimenta os dispositivos, ou seja, é necessário uma linha para a alimentação e outra para o envio de dados (fig. 5). O segredo desta tecnologia reside no facto de serem usados circuitos simples nos interruptores e do consumidor estar conectado por um fio aberto ao barramento de transmissão. Estes interruptores são capazes de difundir a informação para o barramento de transmissão, o que quer dizer que, estes interruptores podem comunicar com um, indefinido, número de componentes (actuadores/sensores) independentemente da localização destes no edifício. Componentes inteligentes, operando sobre uma arquitectura distribuída ou centralizada, são acoplados a esta comunicação entre os barramentos. As conexões podem ter uma configuração (topologia) linear, em estrela, em anel, ou em árvore que permitem maior flexibilidade à aplicação. Os sinais EIB podem ser transmitidos através de cabos entrelaçados e também sobre a rede eléctrica, embora esta ultima solução só seja aconselhável quando não existe outra alternativa devido à menor velocidade de comunicação que esta solução implica. Os componentes responsáveis pela troca de sinais (troca de informação) podem ser programados para desempenhar determinadas funções em conjunto com outros componentes do sistema. Assim, qualquer um pode controlar os elementos constituintes do sistema (arquitectura descentralizada). Este tipo de arquitectura não requer, necessariamente, uma organização hierarquicamente estruturada nem dispositivos de supervisão da rede tornando a gestão do sistema bastante flexível. Fig. 6 Arquitectura descentralizada Relatório Final 15/276

16 Os componentes também podem ser controlados a partir de um PC (arquitectura centralizada), Fig. 7. Fig. 7 Arquitectura centralizada O barramento EIB adapta-se facilmente ao tamanho da instalação e às funções a executar, podendo interligar mais de dez mil dispositivos. Juntas (componentes, barramento de transmissão e/ou PC), formam a infra-estrutura funcional básica do sistema. O sistema EIB designa os seus componentes como sensores e actuadores. Os sensores (transmissores) são responsáveis por enviar informação (telegramas) para o sistema, condições para os elementos do sistema ou condições ambientais através do barramento de transmissão aos actuadores (receptores). Esta informação pode tomar apenas dois estados simples (on/off, open/close, yes/no) para medir (temperatura, tempo, velocidade do vento, luminosidade, etc...). Alguns exemplos de sensores são os interruptores de luzes, termóstatos e detectores de movimento. Os actuadores (receptores) recebem a informação (telegramas) proveniente dos sensores e desempenham as suas respectivas (predefinidas) funções (especificas para cada actuador). Podemos dar como exemplos de funções; apagar luzes, baixar a temperatura e fechar obturadores. Como exemplos de actuadores podemos referir actuadores para luzes, válvulas, monitores de informação e motores de obturador. Meio de transmissão Par entrelaçado, linha de alimentação 220V, rádio frequência e infravermelhos são os vários tipos de meio suportados por esta tecnologia. Estes dois últimos tipos de meio requerem fontes de alimentação adicionais. Apesar disso o mais usual é o par entrançado. Relatório Final 16/276

17 Também é possível a interligação a qualquer outro sistema (RDIS, outros sistemas de gestão de edifícios) através de um dispositivo conversão gateway. A Fig. 8. apresenta um exemplo de instalação de barramento cablado Fig. 8 Barramento cablado A topologia física do EIB é livre (p.e. linear, estrela, árvore, anel ou uma combinação destas) e consiste em secções de fio individuais, tão longos quanto o permitido pelos requisitos eléctricos (resistência e capacidade), designados por segmentos eléctricos. Estes tipos de topologia de segmentos eléctricos, que estão exemplificados na fig. 8, não requerem terminadores de rede. Fig. 9 As várias topologias possíveis do bus Em cada linha de bus (segmento eléctrico) podem operar até 64 dispositivos. A tecnologia permite que dois segmentos sejam interligados através de um dispositivo repetidor, permitindo incluir até 4 segmentos eléctricos. Assim, podemos tirar partido de 256 (64x4) dispositivos por cada linha. Relatório Final 17/276

18 Os segmentos eléctricos são interligados através de acopladores de linha (AL) sendo possível interligar 15 linhas, formando assim uma área. Nestas circunstâncias, é possível interligar até 1007 dispositivos por área sem fazer uso de repetidores e 16 segmentos lógicos. Também é possível interligar até 15 áreas usando os chamados acopladores de área (AA). Podemos concluir que se forem usados repetidores, é possível interligar até um máximo (12 linhas, 4 repetidores por segmento e 15 AA) ou (15 linhas, 4 repetidores por segmento e 15 AA). Sem o uso de repetidores podemos ter até um máximo de dispositivos (caso 12 linhas e 15 AA) e (caso15 linhas e 15 AA). Fig. 10 Estrutura da hierarquia do sistema EIB As seguintes condições devem ser respeitadas: Cada segmento eléctrico (bus) não deve exceder os 1000m de comprimento; A máxima distância entre 2 segmentos eclécticos não deve exceder os 700m; O número máximo de dispositivos por segmento é 64; 12 a 15 segmentos por área; Um máximo de 15 áreas. Relatório Final 18/276

19 Transmissão de dados Os dados são transmitidos simetricamente através de par entrelaçado, podendo também ser transmitidos sobre a rede eléctrica 220V. A transmissão de sinais é feita por meio da diferença de tensão entre os dois condutores do cabo. A velocidade média de transmissão de dados é de aproximadamente 9,6kbps. Não é exigida nenhuma combinação de impedâncias. A informação é modulada sobre baixa tensão (24VDC) e é separada da linha de alimentação dos dispositivos. Tem de existir, pelo menos, uma linha de alimentação por barramento (bus). O acesso ao barramento é baseado no protocolo CSMA/CA (Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidanc). O Quadro 1 apresenta as principais características da transmissão no sistema EIB. Tipo de transmissão: Método de transmissão: Velocidade de transmissão: Formato de transmissão: Série Banda base; Simétrica; Assíncrona 9.600bits por segundo A informação é modulada sobre a tensão contínua de 24V. O zero lógico é representado por um impulso e o um lógico pela ausência de impulso. Protocolo de acesso: Terminadores: CSMA/CA Carrier Sense Multiple Access with collision Avoidence, com 4 níveis de prioridade (funções do sistema, alarme, prioridade alta de operação e prioridade baixa de operação). Não necessita Quadro 1 Troca de dados codificados entre dispositivos EIB Troca de dados e interfuncionamento A comunicação entre um sensor (p.e. interruptor) e um actuador (p.e. lâmpada) obedece a uma sequência de operações (ilustrada na fig. 11). Segundo o protocolo EIB, o interruptor inicialmente identificado pelo seu endereço físico (usado como endereço de destino durante a fase de inicialização do sistema, de diagnóstico e de programação; ou endereço de origem durante a operação normal do sistema) comunica com a lâmpada Relatório Final 19/276

20 através do correspondente endereço de grupo (endereço de destino durante a operação normal do sistema). A transmissão de dados é feita através do envio de telegramas, com um único endereço de grupo, entre objectos de comunicação (caixas de correio). Do lado oposto, os objectos de comunicação podem subscrever diversos endereços de grupo, o que permite receber telegramas de diferentes origens. Isto significa que todos os dispositivos do barramento EIB subscritos com o endereço de grupo correcto (p.e. a nossa lâmpada) receberão a mensagem de comando do interruptor. Os dados de endereço especificam a área, o segmento eléctrico e os dispositivos aos quais a mensagem é endereçada. Fig. 11 Troca de dados codificados entre dispositivos EIB O interfuncionamento entre os actuadores e sensores é dos principais objectivos que o protocolo EIB tem. Por esta razão existe uma pirâmide de interfuncionamento (fig. 12), onde são definidos os diferentes níveis de interfuncionamento. Como bom exemplo deste processo poderemos referir a troca de correio, onde o objecto de comunicação é a caixa de correio e a funcionalidade é a acção que está escrita na carta. Fig. 12 Pirâmide de interfuncionamento entre actuadores e sensores Relatório Final 20/276

21 Em seguida é efectuada uma breve referência à pirâmide da figura anterior Primeiro patamar - a troca de dados tem de ser feita num formato comum (mesmo envelope). Este requisito é a base da comunicação, embora não garanta todo o interfuncionamento; Segundo patamar - o interfuncionamento mínimo é garantido quando a troca de variáveis for igualmente interpretada por todos os dispositivos (mesma semântica); Terceiro patamar - o próximo passo é partilhar funções comuns para garantir a compatibilidade nos dados de entrada e saída (mesmas regras gramaticais); Topo da pirâmide - para permitir que se consiga o mesmo e bem definido comportamento para diferentes dispositivos é necessário que o topo da pirâmide de interfuncionamento seja alcançado partilhando funcionalidades comuns (a mesma modalidade de expressão). O EIB Interworking Standards (EIS) satisfaz estes requisitos e garante consistência no processamento das aplicações. Alguns tipos de funções EIB O quadro 2 apresentam algumas funções EIB. O nome das funções é indicativo da respectiva aplicação, podendo cada função suportar várias aplicações. Por exemplo, o controlo do fluxo luminoso de um ponto de luz é realizado recorrendo à função EIB Dimming, mas esta função também poderá servir para controlo de aquecimento. EIS N.º Função EIB EIS 1 Switching EIS 2 Dimming EIS 3 Time EIS 4 Date EIS 5 Value EIS 6 Scaling EIS 7 Drive control EIS 8 Priority EIS 9 Float value EIS bit counter value EIS bit counter value Quadro 2 Algumas funções EIB com o respectivo EIS Relatório Final 21/276

Sistema LON (Conceito)

Sistema LON (Conceito) (Conceito) (Conceito) Índice 1. Descrição geral de sistemas LonWorks TM 2 2. Porque é que o LON se destaca de outros sistemas de comunicação? 2 3. Quais as vantagens que o LON oferece? 3 4. Repensar: O

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Uma rede de computadores é um sistema de comunicação de dados constituído através da interligação de computadores e outros dispositivos, com a finalidade de trocar informação e partilhar

Leia mais

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados

Estrutura de um Rede de Comunicações. Redes e Sistemas Distribuídos. Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação. Redes de comunicação de dados Estrutura de um Rede de Comunicações Profa.. Cristina Moreira Nunes Tarefas realizadas pelo sistema de comunicação Utilização do sistema de transmissão Geração de sinal Sincronização Formatação das mensagens

Leia mais

prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores

prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores Apresentação do professor, da disciplina, dos métodos de avaliação, das datas de trabalhos e provas; introdução a redes de computadores; protocolo TCP /

Leia mais

Eng.º Domingos Salvador dos Santos. email:dss@isep.ipp.pt

Eng.º Domingos Salvador dos Santos. email:dss@isep.ipp.pt Sistemas e Planeamento Industrial DOMÓTICA REDES DE CAMPO Eng.º Domingos Salvador dos Santos email:dss@isep.ipp.pt Outubro de 2010 Outubro de 2010 2/20 REDES DE CAMPO Fieldbus Fieldbus Estrutura da Apresentação

Leia mais

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana

Placa de Rede. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. MAN (Metropolitan Area Network) Rede Metropolitana Rede de Computadores Parte 01 Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações

Leia mais

Equipamentos de Rede

Equipamentos de Rede Equipamentos de Rede :. Introdução A utilização de redes de computadores faz hoje parte da cultura geral. A explosão da utilização da "internet" tem aqui um papel fundamental, visto que actualmente quando

Leia mais

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3:

Figura 1 - Comparação entre as camadas do Modelo OSI e doieee. A figura seguinte mostra o formato do frame 802.3: Introdução Os padrões para rede local foram desenvolvidos pelo comitê IEEE 802 e foram adotados por todas as organizações que trabalham com especificações para redes locais. Os padrões para os níveis físico

Leia mais

Redes de Comunicações. Redes de Comunicações

Redes de Comunicações. Redes de Comunicações Capítulo 0 Introdução 1 Um pouco de história Século XVIII foi a época dos grandes sistemas mecânicos Revolução Industrial Século XIX foi a era das máquinas a vapor Século XX principais conquistas foram

Leia mais

Redes de computadores e Internet

Redes de computadores e Internet Polo de Viseu Redes de computadores e Internet Aspectos genéricos sobre redes de computadores Redes de computadores O que são redes de computadores? Uma rede de computadores é um sistema de comunicação

Leia mais

Módulo 1 Introdução às Redes

Módulo 1 Introdução às Redes CCNA 1 Conceitos Básicos de Redes Módulo 1 Introdução às Redes Ligação à Internet Ligação à Internet Uma ligação à Internet pode ser dividida em: ligação física; ligação lógica; aplicação. Ligação física

Leia mais

6.3 Tecnologias de Acesso

6.3 Tecnologias de Acesso Capítulo 6.3 6.3 Tecnologias de Acesso 1 Acesso a redes alargadas Acesso por modem da banda de voz (através da Rede Fixa de Telecomunicações) Acesso RDIS (Rede Digital com Integração de Serviços) Acesso

Leia mais

Universidade de Aveiro 2008. Departamento de Engenharia Mecânica. Luís Filipe Gomes da Silva. Automação em Ambientes Residenciais

Universidade de Aveiro 2008. Departamento de Engenharia Mecânica. Luís Filipe Gomes da Silva. Automação em Ambientes Residenciais Universidade de Aveiro 2008 Departamento de Engenharia Mecânica Luís Filipe Gomes da Silva Automação em Ambientes Residenciais Júri Presidente: Arguente: Orientador: Co-orientador: Prof. Doutora Mónica

Leia mais

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede

Placa de Rede. Rede de Computadores. Tipos de Redes LAN (Local Area Network) Rede local. Placa de Rede Rede de Computadores Prof. André Cardia Email: andre@andrecardia.pro.br MSN: andre.cardia@gmail.com Placa de Rede Uma placa de rede (NIC), ou adaptador de rede, oferece capacidades de comunicações nos

Leia mais

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento Romeu Reginato Julho de 2007 Rede. Estrutura de comunicação digital que permite a troca de informações entre diferentes componentes/equipamentos

Leia mais

MY HOME INTRODUÇÃO TOUCH SCREEN. Comando de Automação

MY HOME INTRODUÇÃO TOUCH SCREEN. Comando de Automação TOUCH SCREEN Comando de Automação Central de Cenário 54 ÍNDICE DE SEÇÃO 56 A casa como você quer 62 As vantagens de 66 Dispositivos BUS 68 Integração das funções My Home 70 Vantagens da instalação BUS

Leia mais

A topologia em estrela é caracterizada por um determinado número de nós, conectados em uma controladora especializada em comunicações.

A topologia em estrela é caracterizada por um determinado número de nós, conectados em uma controladora especializada em comunicações. Topologia em estrela A topologia em estrela é caracterizada por um determinado número de nós, conectados em uma controladora especializada em comunicações. Como esta estação tem a responsabilidade de controlar

Leia mais

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora

Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora Exercícios do livro: Tecnologias Informáticas Porto Editora 1. Em que consiste uma rede de computadores? Refira se à vantagem da sua implementação. Uma rede de computadores é constituída por dois ou mais

Leia mais

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra Departamento de Engenharia Informática Arquitectura de Computadores 2 João Eurico Rosa Pinto jepinto@student.dei.uc.pt Filipe Duarte da Silva

Leia mais

ICORLI. INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET

ICORLI. INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET 2010/2011 1 Protocolo TCP/IP É um padrão de comunicação entre diferentes computadores e diferentes sistemas operativos. Cada computador deve

Leia mais

Arquitetura CAN. José Sérgio da Rocha Neto

Arquitetura CAN. José Sérgio da Rocha Neto Arquitetura CAN 1 Sumário Rede CAN. Arquitetura do Sistema Implementado. Interface SPI. Controlador CAN MCP2510. Transceiver MCP2551. ADuC812. Resultados Obtidos. Conclusões. 2 REDE CAN CAN Controller

Leia mais

Introdução. Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Politécnico de Bragança Março de 2006

Introdução. Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Politécnico de Bragança Março de 2006 Redes de Computadores Introdução Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Politécnico de Bragança Março de 2006 Um pouco de História Século XVIII foi a época dos grandes sistemas mecânicos Revolução

Leia mais

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Redes Industriais Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Capítulo 2 Meio Físicos A automação no meio produtivo Objetivos: Facilitar os processos produtivos

Leia mais

Redes de Comunicação Modelo OSI

Redes de Comunicação Modelo OSI Redes de Comunicação Modelo OSI Instituto Superior de Engenharia de Lisboa Departamento de Engenharia, Electrónica, Telecomunicações e Computadores Redes de Computadores Processos que comunicam em ambiente

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Introdução Redes de Computadores é um conjunto de equipamentos que são capazes de trocar informações e compartilhar recursos entre si, utilizando protocolos para se comunicarem e

Leia mais

Fundamentos de Redes de Computadores. Camadas física e de enlace do modelo OSI Prof. Ricardo J. Pinheiro

Fundamentos de Redes de Computadores. Camadas física e de enlace do modelo OSI Prof. Ricardo J. Pinheiro Fundamentos de Redes de Computadores Camadas física e de enlace do modelo OSI Prof. Ricardo J. Pinheiro Resumo Camada física. Padrões. Equipamentos de rede. Camada de enlace. Serviços. Equipamentos de

Leia mais

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal:

Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Emissor: Receptor: Meio de transmissão Sinal: Redes - Comunicação Comunicação é o ato de transmissão de informações de uma pessoa à outra. Comunicação sempre foi, desde o início dos tempos, uma necessidade humana buscando aproximar comunidades distantes.

Leia mais

O que é o LonWorks? Baseia-se num protocolo de comunicação criado pela empresa Echelon na década de 90, denominado LonTalk.

O que é o LonWorks? Baseia-se num protocolo de comunicação criado pela empresa Echelon na década de 90, denominado LonTalk. O que é o LonWorks? Lonworks (Local operations network) é uma plataforma de comunicação vocacionada para os sistemas de controlo de edifícios (AVAC, Iluminação, ) Baseia-se num protocolo de comunicação

Leia mais

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Multiplexação e Frame Relay

Generated by Foxit PDF Creator Foxit Software http://www.foxitsoftware.com For evaluation only. Multiplexação e Frame Relay e Frame Relay o Consiste na operação de transmitir varias comunicações diferentes ao mesmo tempo através de um único canal físico. Tem como objectivo garantir suporte para múltiplos canais. o A multiplexação

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores São dois ou mais computadores ligados entre si através de um meio.a ligação pode ser feita recorrendo a tecnologias com fios ou sem fios. Os computadores devem ter um qualquer dispositivo

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M MORAES, C. C. Engenharia de Automação Industrial, Cap. 6 Tanenbaum, Redes de Computadores, Cap. 1.2 AGUIRRE, L. A. Enciclopédia da Automática, Volume II, Cap. 15.3 Escravo é um

Leia mais

Uma LAN proporciona: Topologias. Tipos de rede:

Uma LAN proporciona: Topologias. Tipos de rede: Tipos de rede: Estritamente falando, uma rede local ou LAN (Local Area Network) é um grupo de computadores que estão conectados entre si dentro de uma certa área. As LANs variam grandemente em tamanho.

Leia mais

CAPÍTULO 4 PROTOCOLOS INDUSTRIAIS PARTE 2

CAPÍTULO 4 PROTOCOLOS INDUSTRIAIS PARTE 2 25 CAPÍTULO 4 PROTOCOLOS INDUSTRIAIS PARTE 2 O Protocolo PROFIBUS O PROFIBUS (acrônimo de Process Field Bus) é o segundo tipo mais popular de sistema de comunicação em rede Fieldbus, ficando atrás somente

Leia mais

Modelo Genérico de Módulo de E/S Grande variedade de periféricos

Modelo Genérico de Módulo de E/S Grande variedade de periféricos Conteúdo Capítulo 7 Entrada/Saída Dispositivos externos Módulos E/S Técnicas de E/S E/S Programada E/S Conduzida por interrupções Processamento de interrupções Controlador Intel 82C59A Acesso Directo à

Leia mais

Tecnologia da Informação Apostila 02

Tecnologia da Informação Apostila 02 Parte 6 - Telecomunicações e Redes 1. Visão Geral dos Sistemas de Comunicações Comunicação => é a transmissão de um sinal, por um caminho, de um remetente para um destinatário. A mensagem (dados e informação)

Leia mais

Rede Telefónica Pública Comutada - Principais elementos -

Rede Telefónica Pública Comutada - Principais elementos - - Principais elementos - Equipamento terminal: o telefone na rede convencional Equipamento de transmissão: meio de transmissão, e.g. cabos de pares simétricos, cabo coaxial, fibra óptica, feixes hertzianos,

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Parte II: Camada Física Dezembro, 2012 Professor: Reinaldo Gomes reinaldo@computacao.ufcg.edu.br Meios de Transmissão 1 Meios de Transmissão Terminologia A transmissão de dados d

Leia mais

Infrared Data Association

Infrared Data Association IRDA Infrared Data Association Jorge Pereira DEFINIÇÃO Define-se protocolo como um conjunto de regras que estabelece a forma pela qual os dados fluem entre transmissor e receptor, critérios para verificação

Leia mais

Estrutura do tema ISC

Estrutura do tema ISC Introdução aos Sistemas de Computação (5) 6. Da comunicação de dados às redes de computadores Uma Rede de Computadores é constituida por: Estrutura do tema ISC 1. Representação de informação num computador

Leia mais

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição Capítulo 7 Entrada/saída Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert slide 1 Problemas de entrada/saída Grande variedade

Leia mais

SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO E TELEGESTÃO DE REDES DE REGA EM PRESSÃO. CASO DE ESTUDO. Resumo

SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO E TELEGESTÃO DE REDES DE REGA EM PRESSÃO. CASO DE ESTUDO. Resumo SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO E TELEGESTÃO DE REDES DE REGA EM PRESSÃO. CASO DE ESTUDO Autores: ISABEL GRAZINA Eng.ª Civil, EDIA, Rua Zeca Afonso, 2 7800-522 Beja, 00351284315100, igrazina@edia.pt JOSÉ CARLOS

Leia mais

IEEE 1394 PORQUE OUTRO BARRAMENTO? Grande crescimento do número de conectores no PC. Equipamentos analógicos migrando para digital

IEEE 1394 PORQUE OUTRO BARRAMENTO? Grande crescimento do número de conectores no PC. Equipamentos analógicos migrando para digital Histórico IEEE 1394 1986 - primeiras idéias concretas trazidas pela Apple Computers que adotou a denominação FireWire. 1987 - primeira especificação do padrão. 1995 adoção pelo IEEE do padrão IEEE 394.

Leia mais

Apresentação de REDES DE COMUNICAÇÃO

Apresentação de REDES DE COMUNICAÇÃO Apresentação de REDES DE COMUNICAÇÃO Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos MÓDULO VI Programação de Sistemas de Comunicação Duração: 30 tempos Conteúdos 2 Construção

Leia mais

Módulo 8 Ethernet Switching

Módulo 8 Ethernet Switching CCNA 1 Conceitos Básicos de Redes Módulo 8 Ethernet Switching Comutação Ethernet 2 Segmentação de Redes Numa Ethernet o meio de transmissão é compartilhado Só um nó pode transmitir de cada vez. O aumento

Leia mais

Universidade de Brasília

Universidade de Brasília Universidade de Brasília Introdução a Microinformática Turma H Redes e Internet Giordane Lima Porque ligar computadores em Rede? Compartilhamento de arquivos; Compartilhamento de periféricos; Mensagens

Leia mais

Índice NETWORK ESSENTIALS

Índice NETWORK ESSENTIALS NETWORK ESSENTIALS Índice Estruturas Físicas... 3 Adaptador de Rede... 4 Tipos de par trançado... 5 Coaxial... 6 Tipos de cabos coaxial... 6 Fibra Óptica... 7 Tecnologias comunicação sem fios... 8 Topologias

Leia mais

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br

TI Aplicada. Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br TI Aplicada Aula 05 Redes de Computadores (parte 2) Prof. MSc. Edilberto Silva edilms@yahoo.com http://www.edilms.eti.br Conceitos Básicos Equipamentos, Modelos OSI e TCP/IP O que são redes? Conjunto de

Leia mais

Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação. Conceitos Introdutórios

Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação. Conceitos Introdutórios Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação Conceitos Introdutórios Informática Informática - Tratamento ou processamento da informação utilizando meios automáticos, nomeadamente o computador.

Leia mais

Unidade 1. Bibliografia da disciplina 15/11/2008. Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores

Unidade 1. Bibliografia da disciplina 15/11/2008. Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores Disciplina: Redes de Computadores Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 Unidade 1 Conceitos básicos de Redes de Computadores 2

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA C/ 3º CICLO DE MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM

ESCOLA SECUNDÁRIA C/ 3º CICLO DE MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM ANO: 11º Redes de Comunicação ANO LECTIVO: 2008/2009 p.1/8 Componentes de um sistema de comunicações; Sistemas Simplex, Half-Duplex e Full- Duplex; Transmissão de sinais analógicos e digitais; Técnicas

Leia mais

09/06/2011. Profª: Luciana Balieiro Cosme

09/06/2011. Profª: Luciana Balieiro Cosme Profª: Luciana Balieiro Cosme Revisão dos conceitos gerais Classificação de redes de computadores Visão geral sobre topologias Topologias Barramento Anel Estrela Hibridas Árvore Introdução aos protocolos

Leia mais

O sucesso alcançado pelos computadores pessoais fica a dever-se aos seguintes factos:

O sucesso alcançado pelos computadores pessoais fica a dever-se aos seguintes factos: O processador 8080 da intel é tido como o precursor dos microprocessadores, uma vez que o primeiro computador pessoal foi baseado neste tipo de processador Mas o que significa família x86? O termo família

Leia mais

Unidade 1. Bibliografia da disciplina. Introdução. O que compartilhar? Exemplo 12/10/2009. Conceitos básicos de Redes de Computadores

Unidade 1. Bibliografia da disciplina. Introdução. O que compartilhar? Exemplo 12/10/2009. Conceitos básicos de Redes de Computadores Faculdade INED Unidade 1 Conceitos básicos de Redes de Computadores Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados, Sistemas para Internet e Redes de Computadores Disciplina: Fundamentos de Redes Prof.:

Leia mais

Vejamos, então, os vários tipos de cabos utilizados em redes de computadores:

Vejamos, então, os vários tipos de cabos utilizados em redes de computadores: Classificação quanto ao meio de transmissão Os meios físicos de transmissão são os cabos e as ondas (luz, infravermelhos, microondas) que transportam os sinais que, por sua vez, transportam a informação

Leia mais

Estrutura interna de um microcontrolador

Estrutura interna de um microcontrolador Estrutura interna de um microcontrolador Um microcontrolador é composto por um conjunto de periféricos interligados a uma unidade de processamento e todo este conjunto confere a este componente uma versatilidade

Leia mais

Redes e Telecomunicações

Redes e Telecomunicações Redes e Telecomunicações Comunicação Processo pelo qual uma informação gerada num ponto (origem) é transferida para outro ponto (destino) Telecomunicações Telecomunicação do grego: tele = distância do

Leia mais

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson

Redes Industriais. Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Redes Industriais Centro de Formação Profissional Orlando Chiarini - CFP / OC Pouso Alegre MG Inst.: Anderson Capítulo 3 Rede AS-I Actuador - Sensor - Interface Capítulo 3 Histórico A rede AS-Interface

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M AGUIRRE, L. A. Enciclopédia da Automática, Volume II, Cap. 15.2.2, 16.7.1, 16.7.2 Moraes Engenharia de Automação Industrial 2ª. Edição LTC Cap.: 6.3.3, 6.3.2 Controller Area Network

Leia mais

MODELO 827 CARACTERÍSTICAS. Controlador Trunking

MODELO 827 CARACTERÍSTICAS. Controlador Trunking MODELO 827 Controlador Trunking CARACTERÍSTICAS Obedece completamente ao Standard MPT1327/1343 e é compatível com os radiotelefones MPT1352/1327. Tem estrutura modular e o seu sistema de controlo com informação

Leia mais

A utilização das redes na disseminação das informações

A utilização das redes na disseminação das informações Internet, Internet2, Intranet e Extranet 17/03/15 PSI - Profº Wilker Bueno 1 Internet: A destruição as guerras trazem avanços tecnológicos em velocidade astronômica, foi assim também com nossa internet

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais Administração de Sistemas de Informação Gerenciais UNIDADE V: Telecomunicações, Internet e Tecnologia Sem Fio. Tendências em Redes e Comunicações No passado, haviam dois tipos de redes: telefônicas e redes

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Protocolos da camada de ligação de Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Politécnico de Bragança Maio de 2006 Modelo OSI Redes de Computadores 2 1 Camada de Ligação de

Leia mais

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1 Equipamentos de Rede Repetidor (Regenerador do sinal transmitido)* Mais usados nas topologias estrela e barramento Permite aumentar a extensão do cabo Atua na camada física da rede (modelo OSI) Não desempenha

Leia mais

Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET/BA

Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET/BA Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET/BA Disciplina: Redes de Computadores Prof.: Rafael Freitas Reale Aluno: Data / / Prova Final de Redes Teoria Base 1) Qual o tipo de ligação e a topologia respectivamente

Leia mais

Arquitetura de Computadores. Professor: Vilson Heck Junior

Arquitetura de Computadores. Professor: Vilson Heck Junior Arquitetura de Computadores Professor: Vilson Heck Junior Agenda Conceitos Estrutura Funcionamento Arquitetura Tipos Atividades Barramentos Conceitos Como já discutimos, os principais componentes de um

Leia mais

MINI DICIONÁRIO TÉCNICO DE INFORMÁTICA. São apresentados aqui alguns conceitos básicos relativos à Informática.

MINI DICIONÁRIO TÉCNICO DE INFORMÁTICA. São apresentados aqui alguns conceitos básicos relativos à Informática. Tecnologias da Informação e Comunicação MINI DICIONÁRIO TÉCNICO DE INFORMÁTICA São apresentados aqui alguns conceitos básicos relativos à Informática. Informática: Tratamento da informação por meios automáticos.

Leia mais

Aula III Redes Industriais

Aula III Redes Industriais Aula III Redes Industriais Universidade Federal da Bahia Escola Politécnica Disciplina: Instrumentação e Automação Industrial I(ENGF99) Professor: Eduardo Simas(eduardo.simas@ufba.br) 1 Introdução Muitas

Leia mais

Comunicações a longas distâncias

Comunicações a longas distâncias Comunicações a longas distâncias Ondas sonoras Ondas electromagnéticas - para se propagarem exigem a presença de um meio material; - propagam-se em sólidos, líquidos e gases embora com diferente velocidade;

Leia mais

Sistemas de alarme de intrusão AMAX Simples e de confiança

Sistemas de alarme de intrusão AMAX Simples e de confiança Sistemas de alarme de intrusão AMAX Simples e de confiança 2 Sistemas de Alarme de Intrusão AMAX Com a Bosch, está em boas mãos: os sistemas de alarme de intrusão AMAX garantem a satisfação do cliente

Leia mais

Redes de Computadores Grupo de Redes de Computadores

Redes de Computadores Grupo de Redes de Computadores Redes de Computadores Grupo de Redes de Computadores Interligações de LANs: Equipamentos Elementos de interligação de redes Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Ligação Física LLC MAC Gateways

Leia mais

Introdução às Comunicações

Introdução às Comunicações Introdução às Comunicações Comunicação de Dados 3º EEA 2004/2005 Introdução Comunicações de dados envolve a transferência de informação de um ponto para outro. Comunicações analógicas: Sistemas de telefones;

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Rede é um conjunto de módulos processadores capazes de trocar informações e compartilhar recursos. O tipo de rede é definido pela sua área de abrangência, podemos classificar as redes

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Rede é um conjunto de módulos processadores capazes de trocar informações e compartilhar recursos. O tipo de rede é definido pela sua área de abrangência, podemos classificar as redes

Leia mais

1 Lista de exercícios 01

1 Lista de exercícios 01 FRANCISCO TESIFOM MUNHOZ 2007 1 Lista de exercícios 01 1) No desenvolvimento e aperfeiçoamento realizado em redes de computadores, quais foram os fatores que conduziram a interconexão de sistemas abertos

Leia mais

REDES INDUSTRIAIS AS-INTERFACE

REDES INDUSTRIAIS AS-INTERFACE Em 1990, na Alemanha, um consórcio de empresas elaborou um sistema de barramento para redes de sensores e atuadores, denominado Actuator Sensor Interface (AS-Interface ou na sua forma abreviada AS-i).

Leia mais

Controladores Lógicos Programáveis (CLPs)

Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) A UU L AL A Uma empresa fabrica clipes em três tamanhos: grande, médio e pequeno. Seus clientes consomem os produtos dos três tamanhos, mas a empresa nunca conseguiu

Leia mais

4. Controlador Lógico Programável

4. Controlador Lógico Programável 4. Controlador Lógico Programável INTRODUÇÃO O Controlador Lógico Programável, ou simplesmente PLC (Programmiable Logic Controller), pode ser definido como um dispositivo de estado sólido - um Computador

Leia mais

Sistemas Multimédia. Arquitectura Protocolar Simples Modelo OSI TCP/IP. Francisco Maia famaia@gmail.com. Redes e Comunicações

Sistemas Multimédia. Arquitectura Protocolar Simples Modelo OSI TCP/IP. Francisco Maia famaia@gmail.com. Redes e Comunicações Sistemas Multimédia Arquitectura Protocolar Simples Modelo OSI TCP/IP Redes e Comunicações Francisco Maia famaia@gmail.com Já estudado... Motivação Breve História Conceitos Básicos Tipos de Redes Componentes

Leia mais

Redes e Serviços em Banda Larga

Redes e Serviços em Banda Larga Redes e Serviços em Banda Larga Redes Locais de Alta Velocidade Paulo Coelho 2002 /2003 1 Introdução Fast Ethernet Gigabit Ethernet ATM LANs 2 Características de algumas LANs de alta velocidade Fast Ethernet

Leia mais

sistema Com esta pode-se criar um sistema ajustado às necessidades dos clientes bem como aos seus estilos de vida.

sistema Com esta pode-se criar um sistema ajustado às necessidades dos clientes bem como aos seus estilos de vida. sistema O nosso inovador sistema utiliza a mais avançada tecnologia de inteligência distribuída, utilizando para o efeito, comunicações baseadas em CAN desenhadas para sistemas críticos. É um sistema revolucionário

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA - SANTIAGO DO CACÉM

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA - SANTIAGO DO CACÉM p./9 Grupo Disciplinar: 540 Ano Lectivo: 008/009 -Circuitos sequenciais síncronos.. Aplicações com contadores síncronos... Registos. Utilizar circuitos CMOS da série 74HCT ou 4000. Testar o funcionamento

Leia mais

GUIA PARA A REABILITAÇÃO DOMÓTICA. comunicações, segurança e conforto. PROJETO Cooperar para Reabilitar da InovaDomus

GUIA PARA A REABILITAÇÃO DOMÓTICA. comunicações, segurança e conforto. PROJETO Cooperar para Reabilitar da InovaDomus GUIA PARA A REABILITAÇÃO DOMÓTICA comunicações, segurança e conforto PROJETO Cooperar para Reabilitar da InovaDomus Autoria do Relatório Consultoria RedeRia - Innovation, S.A. Índice 0. Preâmbulo 5 1.

Leia mais

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani Redes de Dados e Comunicações Prof.: Fernando Ascani Redes Wireless / Wi-Fi / IEEE 802.11 Em uma rede wireless, os adaptadores de rede em cada computador convertem os dados digitais para sinais de rádio,

Leia mais

Laboratório de Redes

Laboratório de Redes Laboratório de Redes Rui Prior 2008 2012 Equipamento de rede Este documento é uma introdução muito básica aos equipamentos de rede mais comuns, a maior parte dos quais iremos utilizar nas aulas de Laboratório

Leia mais

Topologias e abrangência das redes de computadores. Nataniel Vieira nataniel.vieira@gmail.com

Topologias e abrangência das redes de computadores. Nataniel Vieira nataniel.vieira@gmail.com Topologias e abrangência das redes de computadores Nataniel Vieira nataniel.vieira@gmail.com Objetivos Tornar os alunos capazes de reconhecer os tipos de topologias de redes de computadores assim como

Leia mais

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Faculdade de Engenharia Departamento de Informática

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Faculdade de Engenharia Departamento de Informática 1. Esta teste serve como avaliação de frequência às aulas teóricas. 2. Leia as perguntas com atenção antes de responder. São perguntas de escolha múltipla. 3. Escreva as suas respostas apenas na folha

Leia mais

M3 Redes de computadores avançado (36 horas - 48 TL)

M3 Redes de computadores avançado (36 horas - 48 TL) M3 Redes de computadores avançado (36 horas - 48 TL) Redes de Comunicação Ano lectivo 2013/2014 Camada de rede do modelo OSI Routers e portos de interface de routers (I) 2 Nesta camada imperam os routers.

Leia mais

Módulo 5 Cablagem para LANs e WANs

Módulo 5 Cablagem para LANs e WANs CCNA 1 Conceitos Básicos de Redes Módulo 5 Cablagem para LANs e WANs Cablagem de LANs Nível Físico de uma Redes Local Uma rede de computadores pode ser montada utilizando vários tipos de meios físicos.

Leia mais

CAROLINE XAVIER FERNANDES RELATÓRIO TÉCNICO DE MEIOS DE TRANSMISSÃO. MEIOS DE TRANSMISSÃO Cabo Coaxial

CAROLINE XAVIER FERNANDES RELATÓRIO TÉCNICO DE MEIOS DE TRANSMISSÃO. MEIOS DE TRANSMISSÃO Cabo Coaxial Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial E.E.P. Senac Pelotas Centro Histórico Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Curso Técnico em Informática CAROLINE XAVIER FERNANDES RELATÓRIO

Leia mais

REDE DE COMPUTADORES

REDE DE COMPUTADORES SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL REDE DE COMPUTADORES Tecnologias de Rede Arquitetura Padrão 802.11 Prof. Airton Ribeiro de Sousa E-mail: airton.ribeiros@gmail.com 1 Arquitetura Wireless Wi-Fi

Leia mais

Organização de Computadores 1

Organização de Computadores 1 Organização de Computadores 1 SISTEMA DE INTERCONEXÃO (BARRAMENTOS) Prof. Luiz Gustavo A. Martins Arquitetura de von Newmann Componentes estruturais: Memória Principal Unidade de Processamento Central

Leia mais

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes Noções de Redes: Estrutura básica; Tipos de transmissão; Meios de transmissão; Topologia de redes;

Leia mais

ELETRÓNICA E AUTOMAÇÃO

ELETRÓNICA E AUTOMAÇÃO ELETRÓNICA E AUTOMAÇÃO QUADRO RESUMO FORMAÇÃO UFCD (H) Análise de circuitos em corrente contínua 6008 25 Corrente alternada 6010 25 Eletrónica industrial 6023 25 Instalações elétricas - generalidades 6075

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Introdução Redes de Computadores Marco Antonio Montebello Júnior marco.antonio@aes.edu.br Rede É um conjunto de computadores chamados de estações de trabalho que compartilham recursos de hardware (HD,

Leia mais

Módulo 6 Conceitos Básicos sobre Ethernet

Módulo 6 Conceitos Básicos sobre Ethernet CCNA 1 Conceitos Básicos de Redes Módulo 6 Conceitos Básicos sobre Ethernet Fundamentos de Ethernet Introdução à Ethernet A maior parte do tráfego da Internet tem origem em ligações Ethernet. Razões do

Leia mais

Todo o conforto... em sua casa Conceitos Berker KNX

Todo o conforto... em sua casa Conceitos Berker KNX Todo o conforto... em sua casa Conceitos Berker KNX 2 Índice KNX, a norma mundial para a domótica Página 06 l 07 Berker KNX Página 08 l 09 Conforto Página 10 Segurança Página 11 Eficiência energética Página

Leia mais

ATIVIDADE 1. Definição de redes de computadores

ATIVIDADE 1. Definição de redes de computadores ATIVIDADE 1 Definição de redes de computadores As redes de computadores são criadas para permitir a troca de dados entre diversos dispositivos estações de trabalho, impressoras, redes externas etc. dentro

Leia mais

Escola Secundária de Emídio Navarro

Escola Secundária de Emídio Navarro Escola Secundária de Emídio Navarro Curso Secundário de Carácter Geral (Agrupamento 4) Introdução às Tecnologias de Informação Correcção da ficha de trabalho N.º 1 1. Refere algumas das principais áreas

Leia mais

Vídeo Vigilância Abordagem Open-Source

Vídeo Vigilância Abordagem Open-Source Vídeo Vigilância Abordagem Open-Source Alunos: Justino Santos, Paulo Neto E-mail: eic10428@student.estg.ipleiria.pt, eic10438@student.estg.ipleiria.pt Orientadores: Prof. Filipe Neves, Prof. Paulo Costa

Leia mais