JOSÉ LUIZ COSTA TABORDA RAUEN Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, com mestrado em Direito Privado pela UFPR.

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1 JOSÉ LUIZ COSTA TABORDA RAUEN Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, com mestrado em Direito Privado pela UFPR. Coordenador da Comissão Mista de Autorregulação da Abrapp, Sindapp e ICSS e membro do Comitê Técnico Consultivo da Companhia de Saneamento do Paraná. Profissional recertificado pelo ICSS, é Diretor-Executivo do Sindapp com mandato no Triênio , respondendo pela área sindical.

2 ASPECTOS JURÍDICOS RELEVANTES SOBRE A AUTORREGULAÇÃO

3 Papel do Estado nas relações socioeconômicas Concepção liberaloitocentista lógica da oposição-exclusão ou Estado ou domínio econômico privado

4 Ação econômica do Estado Poder de polícia Ação de empresas estatais

5 Direito da Regulação Década de 1990 em diante Com função antes estrutural que circunstancial Grandes empresas dos setores bancário, energético, petrolífero, de telecomunicações, logística, transporte, etc.

6 OU - OU E - E Lógica da oposição dialética Lógica da oposiçãoexclusão Nova fórmula: Estado e iniciativa privada Indeterminação analítica de funções

7 Acepção de REGULAÇÃO, no âmbito que aqui importa tem a ver com o que é REGULAR e o que é IRREGULAR

8 A Ordem Econômica Constitucional Brasileira é capitalista - Direito de propriedade; - Respeito aos contratos; - Iniciativa privada; - Livre concorrência. (CF, arts. 1º, IV e 170)

9 Capitalismo funcionalizado à justiça social Exemplo: art. 174, CF Ação reguladora e planejadora do Estado na economia

10 Regulação, portanto, é a ação de fixar disciplina e instaurar normas Quais fatos, condutas ou situações são considerados regulares, legítimos e válidos; Quais desvios, a contrario sensu, são inadmitidos.

11 Autorregulação é contradictio in terminis

12 REGULAÇÃO: Técnicas Sujeitos Fontes Objeto Intensidade

13 TÉCNICAS REGULAMENTARES: Por gestão (endorregulação) mundo do ser - exemplo: empréstimos subsidiados com garantia em ações ou cotas = participação no empreendimento Normativa mundo do dever ser - edição ex-ante de normas

14 SUJEITOS REGULADORES: Pessoas de direito público (Previc, ANS) Heterorregulação Pessoas de direito privado (OAB, CFM, CONAR) Autorregulação

15 FONTES REGULATÓRIAS: C F Contratos Leis Códigos de Condutas e de Boas Práticas Regulamentos Administrativos

16 OBJETO DA REGULAÇÃO: Funcionamento da administração pública; Comportamento econômico das pessoas de direito privado; Comportamento ético das pessoas de direito privado e dos agentes públicos; Parâmetros técnicos a serem atendidos no exercício de determinadas atividades (regulação técnica ou regras sobre o estado da arte ).

17 INTENSIDADE REGULATÓRIA: Soft incentivos, estímulos ou sanção positiva (Norberto Bobbio); Hard regulation proibir e obrigar.

18 Não mais existe o monoteísmo regulatório, nem sua monotemática e respectiva monocultura Egon Bockmann Moreira

19 Autorregulação é contradictio in terminis? Não existe um único direito da regulação. Há diferentes níveis de especialização, dinamicidade, fragmentação, diversificação e fluidez.

20 Autorregulação é contradictio in terminis? Regular invoca terceiro: PAI REGULA FILHO FILHO MADURO SE EMANCIPA PATRÃO REGULA EMPREGADO EMPREGADO CONSCIENTE AGÊNCIAS REGULAM MERCADO MERCADO MADURO

21 DESVANTAGENS DA HETERORREGULAÇÃO ASSSIMETRIA DAS INFORMAÇÕES Tende a comportar-se de forma hard (ordens, proibições e sanções) Preocupa-se com o presente Não consegue projetar sustentabilidade e fomento

22 VANTAGENS DA AUTORREGULAÇÃO SUJEITOS QUE FAZEM PARTE DO MERCADO Tende a pensar no funcionamento adequado para as próximas gerações SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA FOMENTO

23 REGULAÇÃO da saúde em Portugal (palestra do Prof. Licínio Martins) Regulação de acesso (direito de acesso); Prevenção e punição de práticas anticoncorrenciais; Medição da qualidade do serviço e sanção de infratores (performance); Intervenção em casos extremos.

24 REGULAÇÃO da saúde em Portugal (palestra do Prof. Licínio Martins) O RESTO É AUTORREGULAÇÃO OU REGULAÇÃO CONTRATUAL

25 REGULAÇÃO da saúde em Portugal (palestra do Prof. Licínio Martins) Não há nenhum sistema: um, que subsista à sombra duma exclusividade do Estado; dois, à sombra duma regulação impositiva do Estado; e três, que não permita a autorregulação privada e social em saúde.

26 AUTORREGULAÇÃO condições sine qua non RESPONSABILIDADE MATURIDADE COMPROMETIMENTO SETOR SE EMANCIPA DO ESTADO

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