Ordem dos Advogados do Brasil Seção do Estado do Rio de Janeiro Procuradoria

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1 EXMO. SR. DR. DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO DESEMBARGADOR FEDERAL CASTRO AGUIAR A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, SEÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, com sede na Av. Marechal Câmara, nº 150, Centro, Rio de Janeiro, inscrita no CNPJ sob o nº / , vem, por seus procuradores abaixo assinados (doc. 1), com fulcro no artigo 4º da Lei 4.348/64 e 5º a 8º da Lei 8.437/92, requerer SUSPENSÃO DE SEGURANÇA concedida por sentença prolatada pelo juízo da 23ª Vara Cível Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro (processo nº ), no qual figuram como impetrantes SILVIO GOMES NOGUEIRA, brasileiro, casado, portador da carteira de identidade nº , da PMERJ, CPF , residente na Rua Amélia Ferreira, 62-A, Parque Itajuru, Cabo Frio, RJ, CEP ; MARCELLO SANTOS DA VERDADE, brasileiro, solteiro, desempregado, portador da carteira de identidade nº IFP/RJ, CPF , residente na rua Suíça, 258, Jardim Caiçara, Cabo Frio, CEP ; ALESSANDRA GOMES DA

2 COSTA NOGUEIRA, brasileira, divorciada, desempregada, portadora da carteira de identidade nº , IFP, CPF , residente na rua Amélia Ferreira, 62-A Parque Itajuru, Cabo Frio, CEP ; MARLENE CUNTO MUREB, brasileira, casada, professora, portadora da carteira de identidade nº IFP, CPF , residente na Rua Leonor de Azevedo Santa Rosa, 24/26, Jardim Flamboyant, Cabo Frio, RJ, CEP ; FABIO PINTO DA FONSECA, brasileiro, solteiro, desempregado, portador da carteira de identidade nº , CPF , residente na Rua Venceslau, 195/301, Méier, Rio de Janeiro, CEP e RICARDO PINTO DA FONSECA, brasileiro, divorciado, servidor público, portador da carteira de identidade nº IFP, CPF , residente na Rua Venceslau, 195/301, Méier, Rio de Janeiro, CEP , pelos seguintes motivos: A DECISÃO ATACADA 1- Trata-se de pedido de suspensão dos efeitos de sentença concedida pelo MM. Juízo da 23ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, cujo dispositivo é o seguinte: Isto posto, CONCEDO A SEGURANÇA para, em virtude da inconstitucionalidade da exigência de aprovação em exame de ordem, determinar ao impetrado que se abstenha de exigir dos autores a referida aprovação para fins de concessão de registro profissional aos impetrantes. Custas a serem ressarcidas pela OAB/RJ, sem honorários de sucumbência.

3 2- Muito embora essa sentença haja apenas confirmado decisão liminar anteriormente concedida no mesmo processo, a qual havia sido integralmente reformada pelo acórdão proferido no Agravo de Instrumento nº , sua repercussão pública, desde que foi divulgada oficialmente, tem sido enorme e nefasta. 3- Especialmente da forma pela qual vem sendo divulgada pelos impetrantes beneficiados junto à mídia (os quais, não por acaso, são os líderes de um movimento que tem como finalidade precisamente a extinção do exame o chamado MNBD), a decisão tem causado séria ameaça à ordem e à segurança social, além de ser absolutamente equivocada do ponto de vista jurídico. Veja-se, por exemplo, a notícia divulgada no Jornal O Dia de : Justiça Federal põe fim a Exame de Ordem. OAB vai recorrer Do jornal O Dia 04/03/ Decisão da Justiça Federal do Rio acaba com a obrigatoriedade de aprovação no tradicional exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que bacharéis em Direito possam advogar. Na sentença publicada segunda-feira no Diário Oficial, a juíza Maria Amélia Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal, dá ganho de causa a seis bacharéis reprovados na prova nacional da OAB. Alegando inconstitucionalidade da exigência, a juíza determina que a entidade permita que eles façam a inscrição na Ordem e possam exercer a profissão. A decisão abre jurisprudência para os barrados pela OAB em todo o País. No último exame, realizado ano passado, foram reprovados mais de candidatos, que representam 70% dos participantes. A OAB afirmou que vai recorrer pela segunda vez. No ano passado, o desembargador, Raldênio Costa, relator da 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal, suspendeu os efeitos da liminar concedida pela mesma vara federal.

4 A Ordem prepara apelação para ser levada novamente ao TRF. Explosão de cursos Segundo o presidente da Comissão de Exame, Marcello Oliveira, a cobrança não é um ato administrativo da Ordem, mas uma exigência da Lei federal 8.906/94. "A inscrição por meio da aprovação no exame é uma garantia para quem está contratando um advogado. Estamos zelando pela qualidade do profissional que ingressa no mercado", justifica. Ele lembrou que só no Rio existem 102 cursos jurídicos, muitos sem a qualificação necessária. Segundo Oliveira, há 15 anos não passavam de 15 as faculdades de Direito. No Brasil, há 1 milhão de alunos matriculados em cursos na área. A sentença favorável foi obtida pelo advogado José Felício Gonçalves, que desde que ganhou a liminar foi procurado por mais de 50 bacharéis. Ao contrário dos que querem o fim do exame, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) apresentou ontem projeto de lei para tornar obrigatórios exames nacionais, como os da OAB, a alunos concluintes dos demais cursos superiores. Juíza impede OAB de exigir aprovação em exame Do Estadão São Paulo, SP - quinta-feira, 05 de março de 2009 Felipe Werneck Decisão da juíza Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, titular da 23ª Vara Federal, impede a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de exigir aprovação no exame da entidade para conceder registro profissional a bacharéis em Direito. A sentença favorece seis reprovados no exame que ajuizaram mandado de segurança contra a OAB-RJ. Maria Amélia considerou inconstitucional a exigência de aprovação no exame. "A Carta Magna limita o direito ao exercício da profissão à qualificação profissional fixada em lei. Qualificação é ensino", escreveu ela. "O exame não propicia qualificação nenhuma e como se vê das recentes notícias e decisões judiciais reconhecendo nulidade de questões (algumas por demais absurdas), tampouco serve como instrumento de medição da qualidade do ensino."

5 DECISÃO ISOLADA "É uma decisão isolada que não reflete o pensamento da maioria do Judiciário. Vamos apelar e pedir efeito suspensivo até que o Tribunal aprecie o mérito em segunda instância", disse ontem o presidente da Ordem no Rio, Wadih Damous. Em 2008, o Tribunal Regional Federal havia suspendido efeitos de liminar concedida pela mesma vara. Segundo Wadih, a decisão "prejudica o trabalho da OAB no sentido de melhorar a qualificação da advocacia". Os autores da ação foram representados pelo advogado José Felício Gonçalves. Para ele, que chamou a prova de "piada de mau gosto", o fato de uma minoria conseguir passar mostra que "alguma coisa está muito errada". O advogado acusou a entidade de usar o exame como "fonte de renda". A taxa para fazer a prova é de R$ Muito embora seja evidente que a decisão (ainda não definitiva, diga-se de passagem), só beneficia os seis impetrantes do mandado de segurança de nº , a impressão geral é a de que o Exame de Ordem fora extinto como um todo. E isso já vem causando inúmeras situações de insegurança e transtorno: os bacharéis já fazem fila e congestionam as linhas telefônicas da Seccional e Subseções, exigindo a emissão de suas carteiras de advogado, ameaçando e ofendendo funcionários que se recusam a receber as inscrições, os quais, tentam, em vão, ressaltar os estreitos limites da decisão. 5- Além da divulgação já feita pela mídia, os impetrantes têm o costume de fazer uso político das decisões a si favoráveis, utilizando carros de som, panfletando nos locais de realização do próximo Exame de Ordem, divulgando notícias exageradas ou mesmo falsas, como se vê dos documentos anexos.

6 6- EXATAMENTE POR ISSO, IMPÕE-SE, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, A SUSPENSÃO DOS EFEITOS DA DECISÃO EM TELA, SOB PENA DE SE CRIAR INDESEJÁVEL INSTABILIDADE NA COMUNIDADE JURÍDICA, SOBRETUDO REPITA-SE PORQUE OS IMPETRANTES TÊM MOTIVAÇÕES POLÍTICAS E PRETENDEM FOMENTAR ESSE CLIMA DE INSEGURANÇA. 7- Caso não seja deferido imediatamente a suspensão de segurança, liminarmente, as conseqüências serão graves: a prevalência da decisão formará perigoso precedente, que dará azo a uma enxurrada de ações similares, e que, por certo, colocará no mercado de trabalho um sem-número de bacharéis desqualificados, que porão em risco a liberdade, o patrimônio, a saúde e a dignidade de seus clientes. 8- Além do mais, alguns dos impetrantes já deram entrada nos seus pedidos de inscrição e, em alguns poucos dias, já estarão inscritos nos quadros da OAB/RJ, tornando irreversível uma decisão proferida após mera cognição superficial. Decisão, aliás, que beira a irresponsabilidade, eis que busca fundamentar-se em poucas linhas, e, por outro lado, apresenta potencial lesivo incomensurável, a par da mencionada irreversibilidade. 9- Evidentemente, a despeito do presente pedido de suspensão, a OAB/RJ informa a V. Exa. que interporá o recurso cabível da decisão cujos efeitos se pretende suspender. Mas, como é sabido, a apelação em mandado de segurança não tem efeito suspensivo como efeito da mera recorribilidade, ainda mais em se tratando de sentença que confirmou antecipação dos efeitos da tutela anteriormente concedida. Daí a necessidade da suspensão ora requerida.

7 10- Passa-se, então, à demonstração da total falta de substrato dos argumentos que sustentaram a decisão cujos efeitos se pretende suspender. LEGITIMIDADE ATIVA DA OAB/RJ 11- Como é sabido, o réu no mandado de segurança é a pessoa jurídica a que pertence a autoridade coatora (neste caso, seu presidente). E é justamente o réu no mandado de segurança quem tem legitimidade para promover a presente suspensão dos efeitos da decisão nele proferida. Confira-se a lição de Cassio Scarpinella Bueno: O art. 4º, caput, da Lei n /64 menciona expressamente que o pedido de suspensão pode ser formulado pela pessoa jurídica de direito público interessada. A expressão deve ser entendida, em primeiro lugar, como sinônimo de réu do mandado de segurança. Como, em geral, o mandado de segurança é impetrado contra pessoa jurídica de direito público, essa pessoa é a legitimada para requerer a suspensão da liminar ou da decisão final. Um elemento de direito positivo a mais, aliás, para confirmar o acerto do entendimento de que o réu, no mandado de segurança, é a pessoa jurídica de que faz parte a autoridade coatora Sendo assim, é inequívoca a legitimidade ativa da OAB/RJ para pleitear a presente suspensão. 1 BUENO, Cassio Scarpinella. Mandado de segurança: comentários às leis n /51, 4.384/64 e 5.021/66.

8 PLAUSIBILIDADE DO DIREITO CONSTITUCIONALIDADE DO EXAME DE ORDEM 13- Como se depreende da leitura da sentença atacada, a d. magistrada que a prolatou defende a inconstitucionalidade do Exame de Ordem como um todo, sob o argumento principal de que a Constituição garante o livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão e, portanto, o Exame de Ordem constituiria óbice indefensável a esse comando. Eis a sua sucinta fundamentação: Ora, a Carta Magna limita o direito ao exercício da profissão à qualificação profissional fixada em lei. Qualificação é ensino, é formação. Neste aspecto, o exame de ordem não propicia qualificação nenhuma e como se vê das recentes notícias e decisões judiciais reconhecendo a nulidade de questões dos exames (algumas por demais absurdas), tampouco serve como instrumento de medição da qualidade do ensino obtido pelo futuro profissional. Desta forma, a L /94, em seu art. 8º, IV é inconstitucional A OAB, por outro lado, não se constitui em instituição de ensino como disciplinada pela lei 9.394/ Mas não é bem assim. 15- Antes de mais nada, cumpre frisar que a lei 8.906/94 já foi objeto de ADIn (nº 1.127), julgada em definitivo em O dispositivo ora atacado permaneceu incólume, pois sua inconstitucionalidade sequer fora suscitada. 16- Além disso, Mandado de Segurança com fundamentação e pedido idênticos ao presente, recentemente impetrado perante o STF, e autuado sob o nº

9 27.111, fora imediatamente arquivado, o que demonstra a total improcedência de seus falaciosos argumentos. A decisão da Min. Ellen Gracie prestigiou o papel da OAB na seleção daqueles que, uma vez inscritos em seus quadros, poderão exercer o Ius Postulandi (inteiro teor anexo doc.2). 17- Mais recentemente ainda, um membro do já referido MNDB (Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito) ajuizou a ADPF 163 (relator Ministro Marco Aurélio) em nome próprio (?!) com o mesmo fito de ver declarada a inconstitucionalidade do Exame de Ordem. Mais uma vez, a ação foi imediatamente arquivada, por duas razões: (i) ausência de capacidade postulatória do autor, que não constituiu advogado; (ii) ausência de legitimidade ativa, já que o particular não é legitimado para a propositura de ADPF (inteiro teor anexo Doc.3). 18- Dentre as precisas observações contidas nas decisões acima reproduzidas, destaca-se a idéia de que o bacharel em direito e o advogado são figuras absolutamente distintas. Esse ponto, no entanto, será retomado adiante. 19- Retomando a argumentação, é necessário observar que o próprio dispositivo constitucional que garante o livre exercício da profissão, prevê, como exceção, que a lei poderá criar restrições de cunho técnico para tal atuação. 20- Não é difícil extrair a teleologia do dispositivo: quis o legislador constitucional garantir que o exercício de certas profissões, que lidem com valores humanos dos mais caros - como é indubitavelmente o caso da advocacia, cujos profissionais defendem, em essência, a liberdade, o patrimônio e a

10 dignidade de seus clientes (e, em alguns casos, até mesmo a saúde e a vida) não possam ser exercidas por profissionais desqualificados, sob pena de pôr em grave risco tais valores. 21- Ora, tal ponderação já seria possível ainda que a constituição não fizesse a ressalva 2. Mas, como ela o faz expressamente, sequer se faz necessário grande esforço demonstrativo nesse sentido. 22- Assim é que a Lei 8.906/94, em estrita observância ao preceito constitucional, impôs, em seu artigo 8º, diversos requisitos que devem ser preenchidos por aqueles que desejam obter sua inscrição nos quadros da OAB. 23- Dentre tais requisitos se incluem, simultaneamente, o diploma ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada (inciso II), bem com a aprovação em exame de ordem (inciso IV). 24- Ambas as restrições se enquadram no conceito de exigência de qualificação profissional. O primeiro deles (diploma de bacharelado em Direito, concedido por instituição autorizada) garante que o aspirante ao título de advogado haja cursado e logrado aprovação final em curso jurídico oficialmente reconhecido. 2 Como é cediço, os princípios, diferentemente das garantias, não se impõem de forma absoluta. De outra forma, devem harmonizar-se com o restante do ordenamento jurídico, cedendo espaço a outros princípios de igual ou superior estatura. Foi isso que fez o legislador constitucional: previu a possibilidade de que o princípio do livre exercício profissional chocasse com outros princípios igualmente caros ao ordenamento jurídico, delegando à lei ordinária que realizasse a ponderação caso a caso.

11 25- Indo além, o próprio legislador infraconstitucional agindo, frisese, perfeitamente dentro dos lindes a si concedidos pelo legislador constitucional achou por bem reforçar tal controle, exigindo que o agora bacharel se submeta a um exame de conhecimento jurídico, elaborado, aplicado e avaliado justamente pela instituição que ostenta tais funções como uma de suas missões institucionais. Confira-se o texto da lei 8.906/94: Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade: (...) II - promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil. 26- O que faz a lei 8.906, portanto, é exigir conhecimentos jurídicos mínimos específicos para o exercício da advocacia, como a elaboração de peças processuais para que um bacharel possa se tornar advogado, não bastando para isso a mera conclusão de bacharelado em Direito em instituição oficialmente reconhecida. Trata-se de opção política da lei, feita de acordo com a vontade e perfeitamente dentro dos limites da delegação feita pela Constituição. 27- Não se trata, portanto, como afirmam os impetrantes, de um instrumento de reserva de mercado, destinado a atender aos interesses econômicos da OAB. Tal raciocínio é absolutamente divorciado de qualquer lógica, seja a mais comezinha. A OAB não advoga. Quando muito, presta serviços jurídicos gratuitos, através de escritórios modelos. Seus interesses, portanto, são aqueles definidos na lei 8.906/94, suas missões institucionais.

12 28- Ora, estivesse a OAB perseguindo egoisticamente objetivos estritamente econômicos, por que motivo restringiria ela o acesso a seus quadros? Com milhões de novo inscritos da noite para o dia, pagando uma anuidade de R$ 479,00 (em valores médios atuais), a OAB se tornaria uma instituição de inimaginável poderio econômico, o que facilitaria bastante o alcance dos objetivos anteriormente mencionados. 29- Por outro lado, o Exame de Ordem é capaz de arrecadar apenas R$ 405,00 por ano por Bacharel, caso ele tente sucessivamente, sem lograr êxito, sua aprovação 3. A OAB, portanto, muito ao contrário do afirmado pela Impetrante, deixa de auferir receita extra, para garantir sua missão institucional de selecionar os profissionais aptos ao exercício da advocacia. 30- Voltando à diferença entre o Bacharel e o advogado, observa-se que, conforme já explicitado pela decisão da Min. Ellen Gracie acima reproduzida, não se pode confundir as duas figuras. Roberto Rosas trata da questão com precisão: o curso jurídico não tem como finalidade a formação de advogados. Também forma, mas ao lado de magistrados, membros do Ministério Público, procuradores, e até diletantes ávidos de conhecimento jurídico para suas atividades particulares (servidores públicos, empresários, outros profissionais liberais, etc.). Portanto, não há uma metodologia para a formação do advogado, e a escola obriga-se a fornecer conhecimento genéricos para que haja a opção da futura carreira. 4 3 O Exame de Ordem ocorre em três edições anuais, e é cobrada uma taxa de R$ 135,00 para cada um deles. 4 Rosas, Roberto. Qualificação Profissional do advogado O Exame de Ordem. In: Exame de Ordem. Org. Roberto Rosas. Brasília: Brasília Jurídica, 1999, p

13 31- Manoel Leonílson Rocha faz também um interessante paralelo com outras carreiras: Alguns alegam que a exigência do Exame de Ordem é mera reserva de mercado e que tal exigência não ocorre em outros cursos. Ora, isso é uma inverdade mal intencionada ou absoluta falta de inteligência. O Médico estudou Medicina. O Engenheiro estudou Engenharia. O Administrador estudou Administração. O Psicólogo estudou Psicologia. Acaso o estudante de Direito estudou advocacia? Existe nas faculdades curso de advocacia? Por óbvio que não. O estudante de Direito, ao concluir o seu curso, torna-se, tão-somente, um Bacharel em Direito Nesse passo e com muita razão, o legislador nacional evitou deixar exclusivamente nas mãos das Universidades a seleção dos advogados brasileiros, os quais, diferentemente dos meros bacharéis em Direito, exercem múnus público de estatura constitucional (art. 133 CF/88). Certamente por vislumbrar, já à época da edição da lei, o estado caótico em que se encontra o ensino jurídico hoje no país: monta-se faculdades de Direito a cada esquina, em shopping centers e estações do metrô, em abundância numérica que leva, necessariamente, à vertiginosa queda de qualidade do mercantilizado ensino. 33- É de fácil percepção que o ensino superior, ao ser concedido à iniciativa privada, passou a seguir lógica estritamente comercial: quanto mais alunos melhor: os processos seletivos são risíveis; quanto menos gastos melhor: contrata-se professores pouco capacitados. E daí por diante. 5 Artigo Publicado no site Conjur. Disponível em Acesso em

14 34- Não é à toa que os movimentos que atacam o exame de ordem venham quase sempre de pessoas oriundas de instituições como a que tais: seguindo a mesma lógica comercial, uma baixa aprovação no exame da OAB não é boa para o marketing. Ataca-se a conseqüência (baixa aprovação no exame de ordem), mas não a causa (ensino gravemente deficiente). Traz grande lume à questão o artigo, de autoria do jornalista Rogério Gentile, publicado na Folha de SãoPaulo(http://oabrj.empauta.com/noticia/redirect_url.php?cod_noticia= ), e cuja íntegra se reproduz a seguir: OPINIÃO - COLUNA OAB - Nacional Folha de S. Paulo Opinião Link Fábrica de bacharéis São Paulo, SP - segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 ROGÉRIO GENTILE SÃO PAULO - Os dados do último censo universitário, recentemente divulgados, mostram que Fernando Henrique e Lula são cúmplices em um erro estratégico brutal: o país despeja todo ano no mercado toneladas e mais toneladas de profissionais para setores saturados, mas praticamente ignora as áreas carentes de mão-de-obra qualificada. O direito é um caso exemplar. No primeiro ano do governo FHC, o Brasil tinha 235 cursos. No último, eram 599. Com Lula e o PT, o número de escolas pulou para 971! Por conseguinte, há atualmente mais estudantes matriculados em faculdades de direito país afora do que o total de advogados habilitados (589 mil estudantes contra 571 mil advogados). Na contramão do ensino, a indústria reclama da falta de técnicos qualificados, principalmente nas áreas de pesquisa, produção e desenvolvimento. Afirma que o problema restringe a competitividade e limita o crescimento. Tal situação foi relatada por nada menos que 56% das empresas consultadas em sondagem realizada no ano passado pela Confederação

15 Nacional da Indústria (cerca de foram ouvidas no estudo). Ou seja, sobram empregos... O ensino tecnológico, no entanto, que deveria suprir a demanda, quase não existe. De acordo com o censo, há somente 288 mil alunos matriculados no ensino técnico de nível universitário. Na comparação, portanto, há dois estudantes de direito no Brasil para cada um de curso tecnológico, considerando todas as suas áreas de ensino. O pior de tudo é que a fábrica brasileira de bacharéis (ou de "pedagogos", "administradores", "jornalistas"...) cresceu sem controle oficial, por meio da abertura indiscriminada de cursos particulares horrorosos, nos quais os diplomas servem apenas como prova evidente de estelionato. Com o que aprenderam, os alunos não passam nem mesmo no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 35- Manoel Leonílson Bezerra Rocha diagnosticou bem o problema: Essa sanha de extinguir o Exame de Ordem, por mais que venha travestida de um discurso aparentemente ingênuo, em verdade oculta em si um nefasto propósito de alcance e conseqüências imensuráveis. Serve aos interesses pequenos dos donos de cursos de Direito, verdadeiros comerciantes de diplomas que não sabem o que fazer com a enxurrada de formados que despejam semestralmente no mercado pessoas despreparadas, verdadeiras caricaturas de bacharéis, sem nenhum compromisso com o saber jurídico e sem consciência da sublime importância e responsabilidade do que é ser operador do Direito Exatamente por tal motivo a lei conferiu à OAB, instituição que, posto representativa de uma classe, presta serviço público e ostenta missão institucional, a competência para aferir a capacidades dos bacharéis para o exercício da advocacia. Isso porque tal instituição é neutra em relação aos espúrios interesses anteriormente mencionados. 6 Op. Cit. Loc. Cit.

16 37- Cumpre frisar que a tese não é nova, e a jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 2ª Região é pacífica, corroborando a tese defendida até aqui (inteiros teores anexos doc. 4): ADMINISTRATIVO. ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. INSCRIÇÃO NOS QUADROS DA OAB INDEPENDENTEMENTE DA REALIZAÇÃO DE EXAME DE ORDEM. IMPOSSIBILIDADE. I A Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XIII, garante o exercício de profissão, estabelecendo que: é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações que a lei estabelecer. (grifo não original) II - Assim, é de se considerar que o livre exercício da profissão deve ser condicionado às exigências da lei, no caso, a Lei n.º 8.906/94 Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil que, em seu art. 8º, inciso IV, estabelece a aprovação em Exame de Ordem como sendo um dos requisitos indispensáveis à inscrição do bacharel nos quadros da OAB. III - Como se vê, não há dúvida quanto à imprescindibilidade de o Bacharel em Direito submeter-se ao Exame de Ordem, caso pretenda habilitar-se ao exercício da advocacia, mesmo porque tal requisito decorre de lei. IV Apelação improvida. (Apelação Cível nº Rel. Des. Federal Antônio Cruz Netto. 5ª Turma Especializada do TRF-2. J. unânime em ) É entendimento amplamente majoritário de nossos Tribunais pela imprescindibilidade da aprovação em Exame da Ordem dos Advogados do Brasil para que o bacharel em Direito possa exercer sua profissão, consoante exigência do art. 84 da Lei n.º 8.906/94. Em sendo assim, a exigência do art. 84. da Lei nº é absolutamente compatível com o art. 5º, XIII, da Constituição Federal, mormente ao se considerar que a advocacia não é uma atividade meramente privada, tendo em vista a necessidade de se garantir a todos os jurisdicionados que, ao contratar um advogado, este tenha o mínimo de conhecimento necessário para a prática da advocacia, perquirido através do Exame vergastado. Diante do exposto, na forma do art. 557 do CPC, nego provimento à Apelação da Parte Impetrante. (Decisão monocrática na apelação Rel. Des.

17 Federal Reis Friede ) "ADMINISTRATIVO. LIMINAR PARA OBTENÇÃO DE INSCRIÇÃO NA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - OAB SEM APROVAÇÃO NO EXAME DA ORDEM - IMPOSSIBILIDADE - FUMUS BONI IURIS FAVORÁVEL À RÉ. I - Embora seja livre o exercício de qualquer ofício ou profissão é necessário atender-se às qualificações profissionais que a Lei estabelecer, conforme dicção do art. 5º, XIII,CF/88; II - O exercício da Advocacia exige qualificações específicas que o Candidato tem que atender, nos termos da Lei nº 8.906/94, Estatuto da OAB, que disciplina a matéria; III - Sem aprovação no Exame de Ordem resta desatendido requisito imprescindível para a habilitação ao exercício das atividades de Advogado; IV Fumus bonis iuris favorável à Ré desautoriza a concessão da Medida Liminar; V - Agravo de Instrumento provido, à unanimidade." (TRF da 2ª Região, 5ª Turma, Agravo de Instrumento nº , rel. Juiz França Netto, j. em 24/08/2004). ADMINISTRATIVO. ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. EXAME DE ORDEM. IMPRESCINDIBILIDADE PARA O EXERCÍCIO DA ADVOCACIA. - O objetivo do presente mandado se segurança é o de determinar a autoridade apontada coatora assegure a inscrição do ora apelante nos quadros da OAB, independentemente da realização do Exame da Ordem. - A despeito da alegação de que a Constituição Federal garante a todos a liberdade de exercer qualquer trabalho, ofício ou profissão, tal liberdade não é plena, devendo ser limitada àquilo o que a lei estabelecer (artigo 5º, XIII, da CF/88). - No caso, a Lei nº 8.906/94 - Estatuto da OAB - regulamenta o dispositivo constitucional, ditando normas para o regular exercício da advocacia. - O artigo 3º determina que a advocacia é atividade privativa dos inscritos da Ordem dos Advogados do Brasil, e impõe (artigo 8º, IV) que, para a inscrição do Bacharel em Direito nos quadros da entidade, é imprescindível a prévia aprovação no exame de ordem - Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. (TRF da 2ª Região, 5ª Turma Especializada, Apelação em MS nº , rel. Des. Paulo Espírito Santo, j. em 17/08/2005).

18 38- Esse mesmo entendimento já foi também sedimentado no Superior Tribunal de Justiça: ADMINISTRATIVO - ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - EXAME DE ORDEM - DISPENSA - BACHAREL QUE POR INCOMPATIBILIDADE NÃO SE INSCREVEU NO QUADRO DE ESTAGIÁRIOS - NECESSIDADE DO EXAME DE ORDEM. I - Não é lícito confundir o status de bacharel em direito, com aquele de advogado. Bacharel é o diplomado em curso de Direito. Advogado é o bacharel credenciado pelo Estado ao exercício do jus postulandi. II. A inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil não constitui mero título honorífico, necessariamente agregado ao diploma de bacharel. Nela se consuma ato-condição que transforma o bacharel em advogado. III. A seleção de bacharéis para o exercício da advocacia deve ser tão rigorosa como o procedimento de escolha de magistrados e agentes do Ministério Público. Não é de bom aviso liberalizá-la. IV. O estágio profissional constitui um noviciado, pelo qual o aprendiz toma contato com os costumes forenses, perde a timidez (Um dos grandes defeitos do causídico) e efetua auto-avaliação de seus pendores para a carreira que pretende seguir. V. A inscrição no quadro de advogados pressupõe, a submissão do bacharel em Direito ao Exame de Ordem. Esta, a regra. As exceções estão catalogadas, exaustivamente, em regulamento baixado pela Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. VI. O aluno de curso jurídico que exerça atividade incompatível com a advocacia pode freqüentar o estágio ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para fins de aprendizagem, vedada a inscrição na OAB."(Art. 9º, 3º da Lei 8.906/94) VII. Bacharel em direito que, por exercer cargo ou função incompatível com a advocacia, jamais foi inscrito como estagiário na OAB está obrigado a prestar Exame de Ordem. (Art. 7º, Paragr. único, de Res. 7/94). (STJ, 1ª Turma, Resp nº /RS, rel. Min. Humberto Gomes de Barros, j. em 03/06/2003).

19 39- A análise de Direito Comparado acerca da questão conduz à mesma conclusão: a absoluta pertinência e legitimidade da exigência de um exame técnico para exercício da advocacia. LEON FREJDA SZKLAROWSY resume bem a questão: O exame de Ordem ou o equivalente exame de Estado, prestado perante os tribunais ou outros órgãos, é praticado na maioria dos países, como salvaguarda das pessoas, da ordem jurídica e da sociedade. Recorda Paulo Luiz Netto Lobo que, segundo levantamento feito pelo Conselho Federal da OAB, junto às embaixadas em Brasília, a maior parte dos países exige o Exame de Ordem ou o exame equivalente e fazse necessário um estágio de aproximadamente dois anos, após a graduação no curso de Direito. Na Inglaterra, para que o candidato (bacharel em Direito) possa advogar, como barrister, perante as Cortes de Justiça Superiores, e inscrever-se, em uma das quatro Inns of Court, deve submeter-se a dois exames. Para advogar como solicitor, nos tribunais e juízos inferiores, deve ele submeter-se a uma das Law Societies. Descreve o autor, ainda, que na França são exigidos dois exames, para obtenção do certificado de aptidão para o exercício da advocacia. Um, para ingressar na Escola de Formação profissional do advogado, e outro, após um ano de estudos de prática profissional. A dificuldade não para aí, visto que, depois de prestado o compromisso, deve ele fazer um estágio de dois anos na Escola, em escolas ou empresas, defendendo causas e dando consultas Também José Cid Campelo, na já citada obra coordenada por Roberto Rosas, fez um profundo estudo comparado sobre a questão, analisando o trato legislativo de 39 países. Eis o resultado:

20 1) Líbano, Japão, Grécia, Suíça, Haiti, Polônia, Inglaterra, Estados Unidos da América (variando de Estado para Estado), França, Iugoslávia (antigo país), Togo, Marrocos, Alemanha e Nigéria. Estes países exigem Exame profissional (Exame de Ordem), perante a corporação profissional, ou exame de Estado, perante determinado órgão público ou tribunal, além do estágio ou residência profissional, de dois ou mais anos, após a graduação. 2) Áustria. Este país exige Exame de Ordem (profissional), perante a corporação profissional ou Exame de Estado, perante determinado órgão público ou tribunal, além do estágio ou residência profissional, de dois ou mais anos, após o mestrado ou o doutorado. 3) Finlândia, Chile, México e Países Baixos. Estes países exigem o exame profissional, mas não o estágio ou a residência. 4) Argélia e Costa do Marfim. Estes países exigem o exame profissional, após a colação no grau de bacharel em Direito, mas não o Exame de Ordem ou o estágio. No Egito, há a exigência do estágio em escritório de advocacia. 5) Uruguai, Bolívia, Equador, Suriname, Iraque, Nicarágua, Espanha, Cuba e Venezuela. Estes países não exigem exame ou estágio. Entretanto, no Suriname, é praxe a prática de um ano em escritório de advocacia. 6) Eslováquia, Turquia, Colômbia, Portugal e Marrocos. Estes países só exigem estágio. 7) Colômbia. Este país, além do estágio, exige também exposição escrita e defesa oral de tese jurídica. 8) Dinamarca. Este país exige que o candidato, ao exercício da advocacia, trabalhe como assistente de advogado, por três anos, devendo submeter-se a vários testes, para advogar perante os tribunais superiores. Para advogar perante a Corte Suprema, deve fazer a comprovação de que, nos últimos cinco anos, esteve no exercício da atividade em tribunais superiores. 9) Noruega. Este país exige que o candidato obtenha licença do Ministério da Justiça, devendo comprovar que, nos últimos dois anos, cumpriu várias modalidades legais, incluindo três processos, em tribunais inferiores de justiça, como estagiário. 7 SZKLAROWSY, Leon Frejda. Exame de Ordem: a quem interessa sua extinção?. Disponível em [http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=52509]. Acesso em

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