FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DA PARAÍBA FESP CURSO DE BACHAREL EM DIREITO VIVIANE SOUZA DE MELO MONITORAMENTO ELETRÔNICO E O USO DE TORNOZELEIRAS

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1 FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DA PARAÍBA FESP CURSO DE BACHAREL EM DIREITO VIVIANE SOUZA DE MELO MONITORAMENTO ELETRÔNICO E O USO DE TORNOZELEIRAS JOÃO PESSOA 2014

2 VIVIANE SOUZA DE MELO MONITORAMENTO ELETRÔNICO E O USO DE TORNOZELEIRAS Artigo Científico apresentado à Coordenação do Curso de Direito da Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP, como exigência parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Direito. Orientadora: Profª. Esp. Juliana Porto Vieira João Pessoa 2014

3 M528m Melo, Viviane Souza de. Monitoramento eletrônico e o uso de tornozeleiras. / Viviane Souza de Melo - João Pessoa, f. il.: Orientador: Profª. Esp. Juliana Porto Vieira Artigo (Graduação em Direito) Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP. 1. Monitoramento eletrônico. 2. Sistema Penitenciário Brasileiro. I Título. BC/FESP CDU: 343 (043)

4 VIVIANE SOUZA DE MELO MONITORAMENTO ELETRONICO E O USO DE TORNOZELEIRAS Artigo Científico apresentado à Banca Examinadora de Artigos Científicos da Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP, como exigência parcial para obtenção do grau de Bacharel em Direito. Aprovada em: / / BANCA EXAMINADORA Profª. Esp. Juliana Porto Vieira Membro da Banca Examinadora Membro da Banca Examinadora

5 SUMÁRIO RESUMO INTRODUÇÃO BREVE CONCEPÇÃO HISTÓRICA DO MONITORAMENTO ELETRÔNICO O QUE É O MONITORAMENTO ELETRÔNICO LEI DO MONITORAMENTO ELETRÔNICO (Lei , de 15 de Junho de 2010) O MONITORAMENTO ELETRÔNICO COMO ALTERNATIVA ÀS PRISÕES CAUTELARES PRISÕES CAUTELARES: PRISÃO PREVENTIVA, PRISÃO EM FLAGRANTE E PRISÃO TEMPORÁRIA O MONITORAMENTO NO BRASIL MONITORAMENTO ELETRÔNICO NA PARAÍBA VANTAGENS E DESVANTAGENS DO MONITORAMENTO ELETRÔNICO CONSIDERAÇÕES FINAIS ABSTRACT REFERÊNCIAS... 16

6 1 MONITORAMENTO ELETRONICO E O USO DE TORNOZELEIRAS VIVIANE SOUZA DE MELO * JULIANA PORTO VIEIRA** RESUMO O presente trabalho destina-se a analisar o sistema de monitoramento eletrônico na Justiça Criminal Brasileira. Analisa seu surgimento, sua importância frente ao atual estado em que se encontra o sistema penitenciário brasileiro, e a lei que o regulamenta, além de um breve estudo sobre as prisões cautelares e a possibilidade do monitoramento ser uma alternativa a elas. O trabalho aborda também como funciona o monitoramento no Brasil e como iniciou no estado da Paraíba, faz uma demonstração por meio de imagens dos tipos de monitoramento existentes até então, investimento, perspectiva, vantagens e desvantagens. Analisa por fim se há uma possível quebra da privacidade do vigiado na aplicação da medida. Desta forma, este trabalho visa demonstrar o tema com uma maior riqueza de detalhes em uma forma mais direta de seus prós e contras e como ele vem evoluindo junto com a sociedade. Palavras chave: Monitoramento Eletrônico. Sistema Penitenciário Brasileiro. Justiça Criminal Brasileira. Prisões Cautelares. 1 INTRODUÇÃO Não é novidade que o Brasil se encontra com o seu sistema penitenciário falido e super lotado onde os presos vivem em ambientes cada vez mais subumanos. Temos aproximadamente (duzentos e noventa mil) vagas no sistema penitenciário nacional, e aproximadamente (quatrocentos e vinte mil) presos. Isso, sem falar nos mandados de prisão a serem cumpridos, que, já passam dos (trezentos mil). Nesse sentido, é importante considerar o seguinte argumento: Em virtude desse quadro, o chamado monitoramento eletrônico (ME) tem surgido como uma interessante alternativa ao encarceramento em diversos países do mundo. É dizer, o monitoramento eletrônico é uma alternativa tecnológica à prisão utilizada na fase de execução da pena, bem assim na fase processual e, inclusive, em alguns países, na fase pré-processual. (PRUDENTE, 2013). * Graduanda do curso de bacharel em Direito pela FESP Faculdades. **Professora Esp. da Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP.

7 2 O monitoramento eletrônico de presos surgiu com a necessidade de reduzir os números anteriormente falados e baratear os custos com cada pessoa privada de liberdade, sem que esse afastamento de estabelecimento prisional acarretasse a perda do poder de vigilância do Estado. A intenção é evitar ao máximo o ambiente carcerário que a cada dia só se mostra mais prejudicial ao indivíduo, sem falar nos crimes cada vez mais bárbaros que acontecem dentro dos presídios. Assim: Neste diapasão,a um custo de mobilização do sistema de vigilância para (dez mil) presos da ordem de ,00 (dois milhões de reais), a um dispêndio mensal de R$ 500,00 (quinhentos reais) por pessoa monitorada, o chamado monitoramento eletrônico de presos surge como uma alternativa, uma vez que as condições conferidas pela solução tecnológica são capazes de potencializar a reintegração do apenado, afastando o preso das nefastas consequências do encarceramento. (MARIATH, 2009). O réu que cumpre execução de pena, através do monitoramento eletrônico, deve obedecer aos limites geográficos impostos pelo juiz da execução sob pena de ter o benefício revogado. 2 BREVE CONCEPÇÃO HISTÓRICA DO MONITORAMENTO ELETRÔNICO Nascido nos Estados Unidos nos anos 60 pelos irmãos Ralph e Robert Schwitzgebel. O Dr. Robert entendeu que tal invenção traria condições mais humanas e baratas à custódia para pessoas envolvidas criminalmente com a justiça. O primeiro dispositivo foi uma máquina, que nada mais era do que uma bateria e um transmissor capaz de emitir sinal a um receptor. E então fizeram as primeiras experiências em (PRUDENTE, 2013) Como precursor da idéia, o Juiz Jack Love do estado do Novo México, EUA, com ajuda de seu amigo Mike Gross, técnico em eletrônica e informática, criaram o primeiro bracelete e após ter testado o equipamento em si mesmo durante três semanas, o Juiz Jack Love determinou o monitoramento de cinco indivíduos. Sobre esse aspecto, observe-se o seguinte: Em que pese podermos atribuir as origens do monitoramento aos irmãos Schwitzgebel, que realizaram as primeiras experiências, podemos apontar o Juiz Jack Love, do Estado do Novo México, EUA, como sendo o precursor da idéia que, atualmente, vem sendo utilizado em vários países. Diz-se que sua inspiração teria se dado ao ler uma edição de amazing spider-man (de 1977), onde o rei do crime havia prendido um bracelete ao Homem-Aranha a fim de monitorar seus deslocamentos. Assim, o Juiz Jack após ler a

8 3 história, achou que a idéia poderia, efetivamente, ser utilizada no monitoramento eletrônico de presos, razão pela qual procurou seu amigo Mike Gross, técnico em eletrônica e informática, a fim de persuadi-lo a projetar e produzir os receptores que seriam afixados nos pulsos, tal como havia visto na história em quadrinhos. Em 1983, ou seja, cinco anos depois, após ter realizado, durante três semanas, testes em si mesmo com o bracelete, o Juiz Jack Love determinou o monitoramento de cinco delinqüentes na cidade de Albuquerque, a maior cidade do Estado do Novo México. Nascia, também, naquele momento, conforme nos esclarece Edmundo Oliveira, a National Incarceration Monitor and Control Services, a primeira empresa a produzir instalações eletrônicas destinadas ao controle de seres humanos. (PRUDENTE, 2013). Nasceu então, por conseqüência, a primeira empresa destinada a fabricação de dispositivos eletrônicos destinadas ao controle de seres humanos. A partir de então, a idéia foi tão aceita que o número de monitorados só aumenta, porém agora é uma realidade não só dos Estados Unidos, mas sim uma realidade mundial, onde já está sendo usada em diversos países. Mas, como toda nova idéia, gerou e gera ainda hoje, mesmo depois de aprovada muita discussão e há quem a defenda com unhas e dentes e há quem a repudie, julgando-a inconstitucional. Porém faremos uma melhor discussão do assunto mais a seguir. 3 O QUE É O MONITORAMENTO ELETRÔNICO O monitoramento eletrônico é um meio eficaz que fiscaliza a distância o cumprimento de determinações judiciais através de equipamentos eletrônicos que permite saber a exata localização do condenado. Quem o utiliza é o réu de um processo penal condenatório, que passa a ter sua liberdade vigiada. Esses dispositivos são controlados via satélite. Nesse sentido: Conforme aponta Japiassú tem se, pois, o dispositivo transmissor, que emite um sinal, o qual passa por um receptor e, através da linha telefônica, chega até um centro de vigilância. Em seguida, é direcionado para um centro de controle, que monitora o infrator. Caso surja algum problema, uma vez verificado que este não é de ordem técnica (v.g. rompimento do lacre pelo detento), é notificado o juiz (ou outra entidade encarregada), que adota as providências cabíveis. (PRUDENTE, 2013). Existem quatro tipos de monitoramento eletrônico: a pulseira, o cinto que é bem mais raro, o microchip subcutâneo e a tornozeleira, como veremos nas figuras a seguir. Começaremos com a pulseira cujo formato é idêntico ao de um relógio. É de plástico e à prova d água.

9 4 Existem vários tipos de microchip subcutâneo para monitoramento de presos. Este da imagem abaixo começou sendo utilizado na Europa para monitorar crianças em casos de seqüestro por exemplo. São aproximadamente do tamanho de um grão de arroz e hoje já é bastante utilizado para o monitoramento de presos. Os primeiros microchips foram testados em animais como gatos por exemplo e devido sua alta precisão na localização dos animais que foram utilizados para o teste, o equipamento vem sendo cada vez mais aperfeiçoado, aprovado e utilizado. A tornozeleira, como demonstrado nas imagens abaixo, é de plástico, à prova d água e só pode ser lacrada e utilizada uma única vez. Para abri-la é preciso cortá-la. O preso poderá fazer isso sozinho, porém, um sinal será enviado imediatamente à Central que acionará imediatamente a autoridade policial.

10 5 Após a colocação da tornozeleira, é entregue ao preso um rastreador que não poderá ficar mais de 30 metros distante daquela. Se isso ocorrer veremos mais a seguir que as autoridades responsáveis serão imediatamente acionadas para tomar as medidas cabíveis. O cinto é o tipo de equipamento mais raro por ser mais visível aos olhos de terceiros. Pois, como veremos, a intenção é que o monitoramento eletrônico seja cada vez menos perceptível para que assim se evite preconceito e repúdio da sociedade para com o monitorado. Por esse motivo não será possível a demonstração de imagens deste tipo de monitoramento neste trabalho. Trancrevendo o Art. 146-B da Lei de 15 de 1984: Art. 146-B. O condenado será instruído acerca dos cuidados que deverá adotar com o equipamento eletrônico e dos seguintes deveres: I - receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e cumprir suas orientações; II - abster-se de remover, de violar, de modificar, de danificar de qualquer forma o dispositivo de monitoração eletrônica ou de permitir que outrem o faça; (...) Parágrafo único. A violação comprovada dos deveres previstos neste artigo poderá acarretar, a critério do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa: I - a regressão do regime; II - a revogação da autorização de saída temporária; (...) VI - a revogação da prisão domiciliar; VII - advertência, por escrito, para todos os casos em que o juiz da execução decida não aplicar alguma das medidas previstas nos incisos de I a VI deste parágrafo (Lei 7.210/1984). Já se fala em implantações cirúrgicas de dispositivos de monitoramento no corpo a fim de fornecer imagens em tempo real do indivíduo controlado ou indicar

11 6 sua localização. A intenção é que tal monitoramento se torne cada vez menos perceptível aos olhos de terceiros. O monitoramento eletrônico pode ser utilizado como forma de detenção; de restrição de liberdade, onde geralmente se evita que o controlado se aproxime por exemplo, de testemunhas e co-autores; e como meio de vigilância, onde sua movimentação não sofre restrições. Dr. Russel G. Smith, classifica as formas tecnológicas que pode se realizar o monitoramento eletrônico em: sistemas ativos, onde o dispositivo acoplado ao corpo do controlado funciona de forma contínua enviando as informações à estação central de monitoramento; sistemas passivos, geralmente utilizados nos casos de prisão domiciliar, onde o controlado é acionado por meio de telefone ou pagers para garantir que está em conformidade com a determinação judicial; e o sistema de posicionamento global por satélite (GPS), que pode ser utilizado como instrumento de detenção, vigilância ou restrição, de forma ativa ou passiva, e, alguns deles, diante de qualquer descumprimento da determinação judicial, possui a capacidade de intervenção corporal por meio de descargas elétricas programadas que atua diretamente no sistema nervoso central ou por meio da ruptura de uma cápsula que injeta um tranquilizante. Além dos tipos de monitoramento eletrônico e das formas tecnológicas que este pode se realizar, existe três tipos de monitoração: a localização contínua, onde através da rede de telefonia celular o condenado é vigiado continuamente, e o dispositivo se comunica com a central de controle em intervalos de um minuto; monitoração por exclusão, onde o indivíduo é proibido de transitar por determinados locais; e a localização retrospectiva, onde o sistema emite relatórios diários informando os locais onde o condenado esteve no período. 4 LEI DO MONITORAMENTO ELETRÔNICO (Lei , de 15 de Junho de 2010) Após várias discussões acerca do tema, entrou em vigor a Lei , de 15 de Junho de 2010, que altera o Código Penal (Decreto-Lei nº /1940) e a Lei de Execução Penal (Lei nº /84) e prevê o uso de equipamentos de monitoramento eletrônico de condenados através de seu consentimento. Isso pode ser melhor compreendido quando se considera que:

12 7 Alguns críticos alegam que a medida invade a esfera de intimidade do indivíduo que se submete a esse mecanismo de vigilância, esquecendo-se de que a privação total da liberdade em ambientes insalubres e criminógenos e a vigilância pessoal do réu são muito mais constrangedoras e danosas tanto à liberdade ambulatorial quanto à privacidade da pessoa humana. Augura-se, portanto o êxito da proposta, que implica mais eficiência e menos sofrimento nas práticas punitivas da nossa sociedade. Art. 2º A Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal), passa a vigorar com as seguintes alterações: Art Parágrafo único. A ausência de vigilância direta não impede a utilização de equipamento de monitoração eletrônica pelo condenado, quando assim determinar o juiz da execução. (SCHIETTI, 2014) A lei permite seu uso nos casos de: saída temporária, quando autorizada; e prisão domiciliar. Ou seja, foi excluída dessa possibilidade os indivíduos que estiverem sob o regime aberto e semi aberto, das penas restritivas de direito, do livramento condicional e da suspensão condicional da pena. A lei estabelece em seu artigo 3º que é de competência do Poder Executivo regulamentar a implementação do monitoramento eletrônico. Como observa Campello (2013): Espera-se, portanto, que o desenvolvimento de dispositivos de segurança, condicionados por inovações tecnológicas corrijam, ou anulem, certos inconvenientes apresentados pelas já ultrapassadas técnicas disciplinares, neste caso, o encarceramento. A escancarada crise do sistema penitenciário brasileiro, consolidada pelo problema da superlotação carcerária, gerado, por sua vez, por políticas de tolerância zero, levou o Estado a discutir e implementar novas formas de controle da criminalidade e gestão de indivíduos tidos como perigosos, por meio de mecanismos que regulam seus movimentos, sem a necessidade do confinamento em instituição fechada, que, por sua vez, revela-se medida custosa e pouco eficiente. Diante de um problema dado, os mecanismos de segurança operados pelo Estado, associado ao capital privado, devem, na medida do possível, remediá-lo, mantendo intocada a lógica punitiva. Apesar de não constar em lei, na prática, sua aplicação será resultado de uma decisão judicial motivada, e o uso do aparelho deve ser autorizado pelo Juiz da Vara de Execuções Penais, não dependendo de prévia autorização do condenado.

13 8 5 O MONITORAMENTO ELETRÔNICO COMO ALTERNATIVA ÀS PRISÕES CAUTELARES Já que o Direito é considerado instrumento da pacificação social e da limitação do poder estatal, deve então por conseqüência acompanhar a evolução da sociedade. Ao longo do tempo notou-se que a pena de prisão não estava atingindo seus devidos fins, pois, sabemos que muitas das vezes o preso ao sair da prisão comete crimes piores do que àquele que lhe levou a prisão. Sem falar nos crimes que ocorrem no interior do próprio sistema. Como observa Borba (2011, p.1): A opção por determinada medida cautelar dependerá da sua adequação ao caso concreto, devendo o magistrado sempre preferir aquela que seja suficiente ao objetivo colimado e que imponha o menor gravame possível ao réu/investigado. Deve-se aplicar, pois, o princípio da proporcionalidade em tal determinação. Foi então, em busca de condições mais dignas ao ser humano que surgiu o monitoramento eletrônico como alternativa às prisões cautelares. [...] A prisão preventiva em situações que vigorosamente não a justifiquem equivale a antecipação da pena, sanção a ser no futuro eventualmente imposta, a quem a mereça, mediante sentença transitada em julgado. A afronta ao princípio da presunção de não culpabilidade, contemplado no plano constitucional (artigo 5º, LVII da Constituição do Brasil), é, desde essa perspectiva, evidente. Antes do trânsito em julgado da sentença condenatória a regra é a liberdade; a prisão, a exceção. Aquela cede a esta em casos excepcionais. É necessária a demonstração de situações efetivas que justifiquem o sacrifício da liberdade individual em prol da viabilidade do processo. (HC 95009, EROS GRAU, STF). No Brasil, o uso do monitoramento eletrônico, diferente de outros países, não depende do consentimento do condenado para sua aplicação. Ficando apenas a critério do Juiz através de sua discricionariedade aplicar ou não o monitoramento. 5.1 PRISÕES CAUTELARES: PRISÃO PREVENTIVA, PRISÃO EM FLAGRANTE E PRISÃO TEMPORÁRIA A prisão preventiva é o mais importante tipo de prisão cautelar, é ligada a uma medida de privação de liberdade e é determinada pelo juiz.

14 9 Pode ser decretada tanto na fase do inquérito policial quanto na fase de instrução criminal e é utilizada como medida de segurança, garantindo que o acusado não fuja, e assegurando assim a eventual execução de pena e evitando a possível coação de testemunhas. É indispensável, portanto o mínimo de indício de autoria e materialidade do delito. Ainda é importante considerar que: Ainda, em conformidade com o artigo 313 do Código de Processo Penal, é admitida a prisão preventiva nos casos do acusado ser reincidente em crime doloso, e também, se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. Havendo prova nos autos de que o indivíduo agiu de legítima defesa, sob estado de necessidade, ou ainda, por cumprimento do dever legal, não caberá a prisão preventiva, de acordo com a regra citada no artigo 314 do Código de Processo Penal.(SILVA, 2013) A prisão preventiva é o poder que o Estado tem de punir o indivíduo que cometeu ato delituoso. É então, uma medida drástica, pois, priva o indivíduo de sua liberdade mesmo antes de ser julgado ou condenado, portanto, se o magistrado achar conveniente poderá fazer uso do monitoramento eletrônico como uma alternativa a prisão, que deverá ser daqui a alguns anos uma exceção ao invés de regra. Autorizada pela Constituição Federal a Prisão em Flagrante é uma espécie de medida de privação de liberdade que ocorre independente de mandado de prisão do Juiz competente devido ocorrer no momento do cometimento do delito. Como observa Mossin (2005): A prisão em flagrante insere-se no rol das prisões de natureza provisória. Tem ela cunho processual e sempre foi admitida na Justiça Penal. Primeiro porque, visando a lei repressiva a tutela de bens jurídicos fundamentais do cidadão, atendíveis ao equilíbrio social, a prisão no próprio momento em que o delinqüente executa a ação penal ilícita atenua a revolta causada no sentimento popular em decorrência do impacto e repercussão séria que um crime, nessas circunstâncias, produz. Segundo porque a detenção do autor de qualquer fato punível em situação de flagrância induz a uma quase certeza da procedência da pretensão punitiva a ser formulada pelo encarregado da persecutio criminis na peca angular da relação jurídicoprocessual. Fundamentada no Código de Processo Penal, nos artigos 301 a 310, a prisão em flagrante pode ser presa através dela (flagrante facultativo) e as autoridades policiais tem a obrigação (flagrante obrigatório) de prender qualquer indivíduo que esteja em flagrante delito.

15 10 É considerado flagrante delito quem está ou acaba de cometer a infração penal; é perseguido logo após pela autoridade policial ou por qualquer pessoa, inclusive o ofendido; é encontrado com armas ou qualquer objeto que façam presumir que tal indivíduo é autor do ato delituoso. Como observou Rangel (2007): A prisão em flagrante tem como fundamentos: evitar a fuga do autor do fato; resguardar a sociedade, dando-lhe confiança na lei; servir de exemplo para aqueles que desafiam a ordem jurídica e acautelar as provas que, eventualmente, serão colhidas no curso do inquérito policial ou na instrução criminal, quer quanto à materialidade, quer quanto à autoria. Portanto, sua natureza jurídica é de uma medida cautelar de autodefesa social. Diferente da prisão preventiva e da prisão em flagrante, a prisão temporária não está prevista do Código de Processo Penal, mas sim de uma lei própria que a regulamenta. Trata-se da Lei nº 7.960/89. Esta espécie de prisão cautelar ocorre antes do início do processo, ou seja, no período das investigações policiais. Tem a finalidade de acautelamento das investigações do inquérito policial e tem a sua duração expressamente fixada em lei. Como disse Silva (2013) em seu artigo: Na prisão temporária, por ser também uma prisão cautelar, é exigido para a sua configuração, os mesmos requisitos de todas as medidas cautelares, ou seja, o fumus comissi delicti (fumus boni iuris) e o periculum libertatis (periculum in mora). Portanto, deve-se verificar a existência desses requisitos para caracterizar a prisão temporária. Apesar de se tratar dos mesmos requisitos, eles não são idênticos aos da prisão preventiva, porém devem estar presentes para que seja decretada a prisão temporária. O prazo para a prisão temporária previsto no art. 2º de Lei nº 7.960/89 é de 05 (cinco) dias, podendo ser prorrogado por mais 05 (cinco), totalizando assim 10 (dez) dias. Poderá este prazo iniciar com 30 (trinta) dias e ter a possibilidade de ser prorrogado por mais 30 (trinta) se, se tratar de Crimes Hediondos. Vencido esse prazo o preso deverá ser posto em liberdade, porém se necessário, pode continuar preso se for decretado sua prisão preventiva. Na opinião Nucci (2007): Existem duas situações que autorizam a prisão temporária, que são: Quando for imprescindível para as investigações do inquérito policial conjuntamente com o fato de haver as fundadas razões, de acordo com as provas admitidas na legislação penal, de autoria e participação no crimes

16 11 elencados no inciso III do artigo 1º da Lei nº 7.960/89; e, quando o indiciado não tiver sua residência fixa ou não fornecer ajuda para esclarecer sua identidade, também combinado com o inciso III do artigo 1º da Lei nº 7.960/89. Transcrevendo o que nos diz o artigo 3º da Lei nº 7.960/89: Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados dos demais detentos. 6 O MONITORAMENTO NO BRASIL No Brasil, o benefício do monitoramento eletrônico pode ser concedido ao réu somente pelo Juiz das execuções penais, se este achar conveniente, não depende do consentimento do réu e deve preencher os requisitos impostos pela lei que o regulamenta, os quais são: apenas nos casos de prisão domiciliar e saída temporária. Campello (2013) observa: O controle eletrônico identifica indivíduos e áreas de periculosidade, categorizando-os em níveis gradativos. Àqueles considerados mais perigosos, a prisão é ainda tida como imprescindível técnica de isolamento e exclusão, necessários à segurança da sociedade. Aos de baixa periculosidade, reservam-se os monitoramentos contínuos e um esforço de correção inclusiva, aplicada no interior da comunidade, como espaço demarcado de concentração de potenciais infratores. O monitoramento se dá da seguinte forma: o preso ao deixar o presídio recebe a tornozeleira que é lacrada por funcionários da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). A partir daí, é entregue ao preso um rastreador que não deverá ficar mais de 30 (trinta) metros distante da tornozeleira. Caso isto ou o rompimento do lacre se rompa, um alarme vai disparar na empresa responsável pelo monitoramento. A empresa então identificará o número da tornozeleira rompida e avisará a SAP que através de seu setor de inteligência, identificará através do número que lhe foi passado o preso correspondente a ela e chamará a Polícia Militar que irá ao local onde a tornozeleira foi rompida para tentar recapturar o foragido. Importante fator favorável à adoção dessa tecnologia diz com a possibilidade de o acusado ou condenado manter as principais rotinas e atividades, como o trabalho e o estudo, bem assim a oportunidade de permanecer junto a seu grupo familiar e social, de modo a não romper os laços afetivos, reduzindo o grau de sofrimento que o encarceramento

17 12 produz no preso e em familiares e amigos. (SCHIETTI, Rogério. Monitoramento eletrônico de presos. Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.) O Juiz, em respeito ao contraditório, antes de revogar a medida deverá realizar uma audiência de justificação, onde terá a oitiva o Ministério Público e do acusado devidamente assistido pelo seu advogado. O estado do Maranhão recebeu no início do ano de 2014 uma verba no valor de R$ ,00 (novecentos mil reais) para financiamento do sistema de monitoramento eletrônico. Na reportagem de Verdélio (2014), ela esclarece: A portaria especifica que os recursos e projetos para a implantação do centro ficam sob responsabilidade da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) do estado e são destinados exclusivamente à contratação de empresa para fornecimento dos equipamentos necessários à monitoração. O estado deverá disponibilizar ainda, além dos recursos previstos para o convênio, estrutura física adequada e servidores públicos capacitados para o acompanhamento das pessoas monitoradas. A precária situação do sistema penitenciário Maranhense veio à tona em 2013, quando uma rebelião deixou mais de 20 (vinte) vítimas fatais, sem falar nos feridos. Além de 3 (três) decapitados e vários outros assassinatos em outras situações também no interior dos presídios. Verdélio (2014) relata: O monitoramento de presos é uma das 11 medidas emergenciais adotas pelo estado. Também está o previsto o reforço da Força Nacional de Segurança, que deve atuar na segurança dos presídios até o dia 23 de fevereiro, projetos para a melhoria das condições de saúde, realocação e assistência prisional, além de capacitação de policiais e transferência de detentos para presídios federais. Além do monitoramento eletrônico outras medidas foram tomadas para melhorar esta situação trágica que se encontrava o estado do Maranhão como uma espécie de parceria entre os magistrados, os defensores públicos e o Ministério Público para dar mais celeridade nos processos penais evitando assim que novas grandes tragédias possam acontecer.

18 13 7 MONITORAMENTO ELETRÔNICO NA PARAÍBA Guarabira, cidade paraibana, desenvolveu antes mesmo de serem aprovadas as leis que se encontram atualmente em vigor, um projeto-piloto de monitoramento de presos por meio de tornozeleira eletrônica. Na época, cinco presos do regime semi-aberto participaram como voluntários do projeto desenvolvido pelo Juiz Bruno Azevedo, titular da Vara de Execuções Penais da comarca, cujo projeto ganhou o nome de Liberdade Vigiada Sociedade Protegida. O projeto que também fora chamado de Prestação Social colocou os presos monitorados para prestar serviços em obras públicas, numa parceria com a Prefeitura. Estes recebiam todas as sextas-feiras uma gratificação no valor de R$ 50,00 (cinqüenta reais), pagos pela Prefeitura do referido município Paraibano. Além da redução de um dia em sua pena a cada três dias trabalhados. A tecnologia usada na fabricação das tornozeleiras é GSM, a mesma utilizada em celulares e monitoramento de caminhões (via satélite), fabricada pela empresa Insiel, de Campina Grande (PB). De acordo com o Juiz, o projeto foi custeado pela empresa campinense. A primeira tornozeleira usada nessa experiência foi chamada pelo magistrado responsável pelo projeto de tornozeleira de primeira geração, pois havia certas limitações técnicas como por exemplo, carregar a bateria sempre em 48 horas. Porém em 2008 foi criada uma nova tornozeleira, chamada também por ele de tornozeleira de segunda geração, cuja bateria dura em média três anos sem precisar recarregar, além de bem mais leve que a primeira. Cada peça hoje custa cerca de R$ 700,00 (setecentos reais) e cada estado é responsável pela aquisição e monitoramento das tornozeleiras. 8 VANTAGENS E DESVANTAGENS DO MONITORAMENTO ELETRÔNICO O sistema de monitoramento eletrônico é muito novo, e ainda se encontra apesar de já utilizado em quase todo o mundo, em evolução, em constante aperfeiçoamento para sanar eventuais falhas e brechas que ainda estejam ocorrendo.

19 14 No estado de Minas Gerais o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, relatou alguns problemas que estaria enfrentando com o uso das tornozeleiras: Se a gente for ver o quantitativo de presos que temos hoje sobre monitoração eletrônica, logicamente vamos ter vários casos de descumprimento. Até o momento, tivemos no estado cerca de 2,3 mil presos monitorados e em torno de 350 descumprimentos, dentre cortes e saídas das áreas permitidas. [...] Infelizmente, o indivíduo, ao invés de procurar emprego, vai cometer delitos. Então, dentro das possibilidades, a gente vai acertando e alinhando para que não venha a acontecer estes fatos. Como dito anteriormente, há quem defenda com unhas e dentes tal medida de vigilância do acusado através de dispositivos eletrônicos. Estes alegam que, o monitoramento traz para o país uma redução significativa da população carcerária, menor dispêndio econômico, humanidade das penas e a dignidade humana, redução nas taxas de reincidência, além de evitar a rotina da dessocialização do encarceramento. Já os que a repudiam defendem as teses de que o sistema não é infalível e pode haver violação dos dados por hachers, além da possibilidade de apresentar defeitos técnicos. Como disse Greco (2010, p.4): Não podemos nos esquecer que não existe direito absoluto, a não ser, como se afirma majoritariamente, o direito em não ser torturado ou de ser escravizado. Não podemos, ainda, agir com ingenuidade na defesa de certos princípios fundamentais, sob pena de inviabilizarmos qualquer projeto, mesmo os benéficos à pessoa humana. Tudo será realizado da forma mais discreta possível, ou seja, a utilização da tornozeleira, da caneleira, do cinto ou mesmo a implantação do microchip será feita de modo a não ofender a dignidade do condenado, evitando-se sua desnecessária exposição. Alegam também, que tal medida fere o direito a intimidade e a presunção de inocência, além de que os portadores do equipamento podem ser facilmente identificados, o que poderia gerar um preconceito por parte da sociedade. Porém diante de tudo que foi abordado no presente trabalho nota-se que esta opinião se torna sem nexo já que os equipamentos são cada vez menos perceptíveis.

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