FOLHA DE ROSTO PARA PRODUTOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA

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1 INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA FOLHA DE ROSTO PARA PRODUTOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA Identificação Consultor(a) / Autor(a): Dário Nunes dos Santos Número do Contrato: Nome do Projeto: PCT/BRA/IICA/07/009 Desenvolvimento Territorial Oficial/Coordenador Técnico Responsável: Breno Aragão Tibúrcio Data /Local: 14/09/2012 Classificação Temas Prioritários do IICA Agroenergia e Sanidade Agropecuária Biocombustíveis Biotecnologia e Biosegurança Tecnologia e Inovação x Comércio e Agronegócio Agroindústria Rural x Desenvolvimento Rural x Recursos Naturais x Políticas e Comércio Comunicação e Gestão do x Conhecimento Agricultura Orgânica Outros: Modernização Institucional Palavras-Chave: articulação política, capacitação e sustentabilidade. Resumo Título do Produto: Documento contendo subsídio para orientar a ação da SDT/MDA na articulação de políticas públicas ambientais e nas ações de capacitação para gestão dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável-PTDRS, com foco nos projetos estratégicos ambientais. Subtítulo do Produto:Capacitação das equipes territoriais para implementação dos PTDRS, visando a transição para sustentabilidade dos territórios rurais. Resumo do Produto: Documento contendo subsídio para orientar a SDT/MDA na articulação de políticas públicas ambientais e nas ações de capacitações para gestão dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável-PTDRS, com foco nos projetos estratégicos ambientais. Tais ações constituem-se em pilares para transição à sustentabilidade do desenvolvimento, uma vez que, observa-se a existência de um conjunto de políticas públicas no âmbito dos ministérios que poderão ser articuladas na abordagem territorial, através de articulações institucionais conduzidas pela SDT, visando a implementação dos projetos estratégicos ambientais contidos nos PTDRS. Para isso, a proposta política pedagógica de capacitação destinada aos agentes de desenvolvimento dos territórios rurais, deverá absorver as 1

2 demandas oriundas dos PTDRS; estabelecer um caminho pedagógico em nível nacional, estadual e territorial e construir momentos diferenciados para construção dos conhecimentos necessários para dar conta das demandas e carências de formação dos colegiados territoriais na dimensão ambiental. A sistematização dos 88 PTDRS qualificados revelaram na dimensão ambiental 912 projetos estratégicos que foram categorizados em: gestão social ambiental e saneamento básico. O processo de formação dos colegiados, a ser conduzido pela SDT, deve conduzir para incorporar uma visão sistêmica do desenvolvimento territorial, orientada à transição para sustentabilidade, incorporando os novos paradigmas produtivos, tecnológicos e de consumo responsável. Qual Objetivo Primário do Produto? Fornecer subsídios de apoio à política de desenvolvimento territorial; e orientar a SDT/MDA nas ações de capacitação para gestão dos Planos Territoriais com foco na dimensão ambiental. Que Problemas o Produto deve Resolver? Articulação de políticas públicas ambientais nas ações capacitação conduzidas pela SDT/MDA; Como se Logrou Resolver os Problemas e Atingir os Objetivos? A partir da análise de documentos e informações da base de dados do SGE, das políticas e programas do MDA/SDT; através das plataformas virtuais de órgãos públicos e ministérios; e buscando informações primárias junto aos articuladores territoriais e consultores da SDT/MDA. Quais Resultados mais Relevantes? A Identificação de um conjunto de políticas e programas no âmbito do governo federal, com forte relação com as demandas dos PTDRS. Proposições visando a integração das ações da SDT/MDA de fortalecimento da estrutura organizativa dos colegiados territoriais, com foco na sustentabilidade do desenvolvimento dos territórios rurais. E possibilidades de articulação de políticas para a implementação dos projetos estratégicos da dimensão ambiental dos PTDRS. O Que se Deve Fazer com o Produto para Potencializar o seu Uso? Utilizar na formulação de documentos institucionais que define diretrizes de formação e capacitação para os colegiados territoriais; auxiliar na produção de materiais didáticos para as capacitações das equipes territoriais; divulgar junto aos territórios rurais, com a finalidade de colaborar no processo de articulação de políticas públicas ambientais. 2

3 PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL BRA/IICA/07/009 DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL PRODUTO 2 Documento contendo subsídio para orientar a ação da SDT/MDA na articulação com políticas públicas ambientais e nas ações de capacitação para gestão dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável - PTDRS, com foco nos projetos estratégicos ambientais. Dário Nunes dos Santos Consultor(a) em Desenvolvimento Rural Sustentável Brasília - DF Setembro/2012 3

4 LISTA DE QUADROS Quadro 01: Estratégia operacional do processo metodológico 41 Quadro 02: Proposta de conteúdo para eventos estaduais 42 Quadro 03: Proposta de conteúdo para eventos territoriais 43 LISTA DE BOX Box 01: Resumo de programas e projetos implementados pela SAF 15 Box 02: Resumo dos Programas e projetos da SRA 17 Box 03: Resumo das Ações da SDT 17 Box 04: Programa da SERFAL 17 Box 05: Programas e Projetos do INCRA 18 LISTA DE FIGURAS Figura 01: MDA, órgãos específicos e singulares relacionados com a reforma agrária e a promoção do desenvolvimento rural destinado aos agricultores familiares. Figura 02: Políticas públicas existentes no âmbito governamental, com forte relação com os Projetos Estratégicos da dimensão ambiental dos PTDRS Figura 03: Dimensões do desenvolvimento sustentável versus Instrumentos da SDT/MDA para implementação e gestão dos PTDRS Figura 04: Estrutura da composição da Câmara Temática de Gestão Ambiental

5 SUMÁRIO Apresentação Introdução Articulação de políticas públicas territoriais: organização institucional da SDT/MDA com enfoque na dimensão ambiental dos PTDRS A dimensão ambiental na estratégia de desenvolvimento territorial conduzida pelo MDA/SDT Projetos estratégicos da dimensão ambiental dos PTDRS e suas interfaces com políticas públicas do governo federal Proposições para ampliar a interdisciplinariedade nas ações da SDT, visando a multidimensionalidade da sustentabilidade Proposições para constituição de um Grupo de Trabalho sobre Gestão Ambiental GTGA no âmbito da SDT/MDA Proposição para estruturação e funcionamento de 165 CTGA no âmbito dos Colegiados Territoriais Proposta de fortalecimento da gestão socioambiental territorial Capacitação em gestão socioambiental para implementação dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável - PTDRS O processo pedagógico multidisciplinar das ações de capacitação para gestão socioambiental visando a sustentabilidade territorial Estratégia metodológica de apoio aos Colegiados Territoriais para implementação dos Projetos Estratégicos Ambientais Articulação das políticas públicas em nível estadual para Integração da estratégia de implementação dos PTDRS Considerações Finais Bibliografia 46 5

6 APRESENTAÇÃO O presente documento apresentado como produto 2, é parte integrante do contrato nº do PCT/BRA/IICA/07/009 Desenvolvimento Territorial e do termo de referência nº 2348, que tem por finalidade apresentar documento contendo subsídio para orientar a SDT/MDA na articulação com políticas públicas ambientais e nas ações de capacitação para gestão dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável- PTDRS, com foco nos projetos estratégicos ambientais. Neste sentido, faz-se necessário observar o tratamento dado a essas questões por parte da SDT/MDA nos últimos anos, na perspectiva de compreender melhor os desafios apresentados na atualidade. O trabalho tomará como base alguns instrumentos utilizados pela SDT/MDA na orientação para implementação de suas políticas, programas e projetos. O documento encontra-se organizado da seguinte forma: introdução ao desenvolvimento territorial conduzida pela SDT/MDA, destacando a trajetória percorrida para consolidação da abordagem territorial e a importância do PRONAT no processo de revelação, organização e introdução da multidimensionalidade do desenvolvimento rural sustentável. No primeiro capítulo, se trabalha as relações entre políticas públicas ambientais no âmbito do governo federal, sobretudo aquelas políticas conduzidas pelo MDA/SDT, com os projetos estratégicos da dimensão ambiental dos 88 PTDRS sistematizados, além de buscar apresentar proposições para orientar a SDT no processo de implementação dos projetos estratégicos ambientais dos PTDRS. O capítulo segundo, abordará possibilidades privilegiadas de articulação de políticas públicas ambientais visando a transição para a sustentabilidade ambiental dos territórios rurais. No terceiro capítulo pretende-se discutir o processo pedagógico multidisciplinar das ações de capacitação para a gestão socioambiental visando à sustentabilidade territorial. 6

7 INTRODUÇÃO O primeiro ciclo de planejamento da política de desenvolvimento rural sustentável com abordagem territorial no Brasil teve inicio em 2003, com o Programa Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (PRONAT) com a institucionalização da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com vista também a contribuir na implementação do Plano Plurianual PPA e ). O PRONAT tem como objetivos: Promover e apoiar iniciativas das institucionalidades representativas dos territórios rurais que visem o incremento sustentável dos níveis de qualidade de vida da população rural; Desenvolver processos de gestão social, envolvendo a organização dos atores sociais, o planejamento participativo e ascendente nos territórios apoiados, bem como o controle social das políticas implementadas nesses espaços; Fortalecer as institucionalidades territoriais enquanto sujeitos fundamentais para a implementação do Pronat; Propiciar espaços para a participação e o protagonismo dos sujeitos sociais (poder público e sociedade civil) na formulação, implementação e gestão social de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável e qualificar essa participação por intermédio de processos de formação e capacitação contínuos; Contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar. O Pronat apoia, com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), ações conjuntas entre municípios, territórios, estados, União e instituições sem fins lucrativos, na forma de investimentos em obras e serviços destinados às comunidades ru- 7

8 rais e beneficiários do MDA 1 que estão nos territórios; estimular o fortalecimento das organizações sociais; locais e a articulação de recursos de diversas fontes e origens que já estejam disponibilizados ou que podem ser mobilizados em favor do desenvolvimento dos territórios. (SDT/MDA, 2011). O PRONAT foi decisivo na criação das condições para a materialização de uma estratégia de revelação de territórios rurais, tendo como ação inicial a identificação e escolha de 40 territórios, os quais serviram de referência para dar inicio aos trabalhos da SDT. Em pouco tempo, a SDT ampliou sua atuação para 164 territórios rurais incorporados ao PRONAT e vem apoiando a constituição e fortalecimento de um processo participativo de consolidação da abordagem territorial, visando o desenvolvimento sustentável nos territórios rurais em todo Brasil. O segundo ciclo da implementação da política de desenvolvimento territorial conduzida pela SDT teve início em 2008, com apoio ao processo de elaboração e qualificação dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável PTDRS para 165 territórios rurais. Os mesmos passaram a contar com novas diretrizes de planejamento a partir de um processo de capacitação dos Colegiados Territoriais para adoção de novos referenciais, conceitos e metodologias de aprimoramento da prática do planejamento e gestão social nos territórios. Ainda em 2008, as discussões no âmbito da SDT/MDA sobre a sustentabilidade do desenvolvimento dos territórios rurais, deram inicio ao processo de qualificação dos PTDRS. A SDT/MDA realizou um amplo processo de sensibilização, capacitação, organização dos agentes territoriais em colegiados e redes. Essa estratégia de desenvolvimento territorial sustentável consolidou uma metodologia inovadora de construção dos PTDRS que incorporaram a multidimensionalidade no planejamento como uma das condições básicas para construção social da sustentabilidade política, social, econômica, ambiental, cultural. 1. Neste documento, a expressão agricultura familiar busca delinear uma categoria de sujeitos políticos de elevada heterogeneidade que envolve assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, extrativistas, seringueiros, moradores de áreas de fundo de pastos, retireiros, torraozeiros, geraizeiros, quebradeiras de coco, faxinalenses, vazanteiros, ciganos, pomeranos, pantaneiros, caatingueiros, caiçaras, cabanados e outros (SDT/MDA, 2011). 8

9 Em 2008, também foi ampliado pelo Governo Federal as ações de políticas sociais às regiões rurais com maior concentração de pobreza e baixo dinamismo econômico que passaram a contar com um programa especial com base nos territórios rurais: o Programa Territórios da Cidadania (PTC). Dos 164 territórios rurais incorporados ao PRONAT, 120 deles foram selecionados e incorporados nas ações do PTC. É importante destacar que foi a partir da ação do PRONAT que se desenvolveram as primeiras ações de políticas públicas territoriais, o que tornou possível o aprimoramento da estratégia de implementação de políticas sociais com foco em Territórios Rurais, tendo como resultado a criação das condições para implantar e operacionalizar o Programa Territórios da Cidadania como tal. O diferencial da abordagem territorial é a ação articulada, a gestão compartilhada entre governos (Federal, Estadual e Municipal) e a participação da sociedade (SDT 2008). Os PTDRS são documentos estratégicos que condensam as reflexões e debates sobre a realidade dos territórios em diferentes dimensões (ambiental, socioeconômica, político-institucional, sociocultural e educacional) do desenvolvimento. Além disso, expressam a visão de futuro e as metas (diretrizes e objetivos) para o desenvolvimento numa perspectiva temporal média de cinco anos. Estas metas são detalhadas em eixos de desenvolvimento, programas, projetos e ações estratégicas. A sua aplicação, propõe-se qualificar as demandas das institucionalidades locais, através de projetos e ações no dialogo com os instrumentos de implementação de políticas do Estado. O terceiro ciclo da estratégia corresponderá, por um lado, a consolidação da metodologia de construção multidimensional dos PTDRS; divulgação em escala territorial, estadual e nacional dos resultados da Sistematização dos Projetos Estratégicos Territoriais (PET) 2, os quais são reunidos em categorias e subcategorias e podem ser desagregados em diferentes espacialidades setoriais, territoriais, regionais, estaduais e nacional por dimensão eixo de desenvolvimento, programas e ações. 2. Conferir documento: Sistematização dos Projetos Estratégicos Territoriais. SDT (2011). 9

10 A principal intencionalidade desse sistema é a sensibilização e mobilização, sobretudo das esferas públicas para a interação com os Planos, com o objetivo de construir de compromissos 3 entorno da Matriz dos Programa Território da Cidadania- PTC, Programa Brasil Sem Miséria PBSM, bem como priorizar os projetos estratégicos dos PTDRS. Nesse sentido é importante reafirmar, que é fundamental assegurar a coerência entre os eixos e projetos estratégicos definidos nos Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) e as propostas técnicas encaminhadas para financiamento do PROINF (SDT/MDA, 2011). Seguindo a escala crescente de qualificação dos instrumentos e processos, os recursos do PROINF seriam destinados aos territórios abrangidos pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais (PRONAT), para implementação dos Projetos Estratégicos Territoriais. Desse modo o PROINF teria uma função mais estratégica no desenvolvimento dos territórios rurais, colaborando para integração do conjunto de políticas ofertadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), colaborando para estruturação de cadeias produtivas, dentre outras ações e serviços da agricultura familiar. A transição para a sustentabilidade do desenvolvimento territorial se caracteriza pela concepção entre as diferentes visões de sustentabilidade, mas sempre fundada na construção de novas matrizes de racionalidade. Nesse sentido, a condução adequada dessa nova fase da estratégia, poderá construir com a prática das experiências exitosas um novo ciclo de políticas públicas multidimensional de desenvolvimento sustentável nos territórios rurais. É nesse contexto que esse documento tem como meta auxiliar a SDT na orientação e articulação de políticas públicas ambientais e apresentar os principais componentes da estratégia de capacitação para sustentabilidade da implementação 3. As Matrizes de Oferta dos Programas PTC e PBSM poderão absorver as demandas de políticas públicas contidas nos PTDRS. E assim aperfeiçoar os instrumentos de pactuação entre os governos e territórios. Desse modo, o Governo Federal apresentará uma Matriz das Ações Territoriais do Programa Territórios da Cidadania, o Mapa de Oportunidades do Plano Brasil Sem Miséria Para o Rural e os recursos destinados diretamente às ações territoriais (PROINF) considerando as demandas dos PTDRS. O Mapa deverá considerar ainda os objetivos e iniciativas do Plano Plurianual 2012/2014, especialmente, nas metas de desenvolvimento sustentável territorial e solidário, e a diversidade de outros instrumentos a serem construídos com outros ministérios estratégicos e nos acordos com os governos dos estados, especialmente, na abordagem territorial. 10

11 e gestão dos projetos estratégicos ambientais dos PTDRS pelos Colegiados Territoriais. 2. Articulação de políticas públicas territoriais- organização institucional da SDT/MDA com enfoque na dimensão ambiental dos PTDRS Refletindo o cenário das preocupações mundiais sobre as questões da sustentabilidade, a SDT por meio do processo de qualificação dos PTDRS, renova os compromissos na defesa do desenvolvimento sustentável em todos os níveis de ação, aliando-se com a preocupação dos colegiados territoriais expressas nos PTDRS. Os territórios rurais, são aqui considerado como o principal provedor de bens e serviços ambientais, alguns com importância que vão além do local. Reconhece-se que a construção de um modelo de desenvolvimento pautado pela sustentabilidade econômica, social e ambiental e voltado para a superação das desigualdades e da exclusão social está na base da atuação do (MDA/SDT, 2011). Nesse contexto, o meio rural é considerado pelo MDA/SDT como um elemento estratégico na busca da construção da sustentabilidade do desenvolvimento. A estratégia adotada pela SDT aliada as políticas públicas em nível federal, estadual e municipal tem conquistado avanços de natureza, político institucional, organizativa e de atendimento das demandas básicas dos territórios rurais por meio de novas formas de interlocução, inclusive oportunizando a efetiva participação de grupos e categoriais historicamente desprezadas pelos modelos clássicos de planejamento. São muitos esforços desdobrados pelo MDA/SDT no sentido de fazer avançar a estratégia de desenvolvimento territorial. Já somam até o presente momento 5 eventos territoriais de lançamento dos PTDRS realizados e 9 eventos estaduais de lançamento e negociação de projetos estratégicos dos PTDRS. Durante o segundo ciclo de planejamento territorial, governos estaduais também adotaram essa abordagem territorializando seus estados para a realização do planejamento de suas ações. Cinco governos estaduais ( Ceará, Bahia, Piauí, 11

12 Rio Grande do Norte e Sergipe), consideraram a abordagem territorial e os PTDRS na construção de propostas e ações para composição de seus PPAs Além desses, outros estados também tem demonstrado sensível em apoiar politicamente esta proposta. O Plano Brasil Sem Miséria também criou o Mapa de Oportunidade, que tem como referência os PTDRS, como instrumento de informação para projetos estratégicos territoriais e políticas públicas para os territórios incorporados ao PBSM. A abordagem territorial do desenvolvimento vem sendo analisada e utilizada por Instituições de Ensino Superior (IES) em suas ações de ensino, pesquisa, extensão e serviços. Da mesma forma, organizações nacionais e internacionais em espaço da América Latina e Caribe que atuam com a agricultura familiar e desenvolvimento sustentável vêm contribuindo para melhorar, divulgar e socializar a abordagem territorial e seus instrumentos junto a outros países. Sob essa nova forma de conceber o desenvolvimento em territórios rurais, o governo brasileiro avança no sentido de estabelecer as linhas prioritárias para construir as metas do desenvolvimento sustentável assumidas pelo Brasil na Conferencia das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento sustentável Rio Nos últimos dez anos, o governo federal através dos ministérios e órgãos federais, e governos estaduais tem incorporado cada vez mais a abordagem territorial para implementação de programas e políticas públicas, o que tem resultado em mais efetividade das políticas públicas nos territórios rurais. Nessa perspectiva, o PTDRS é apontado como principal instrumento na estratégia conduzida pela SDT/MDA para a articulação das políticas públicas e consequentemente, na promoção do desenvolvimento rural sustentável. A abordagem territorial tem se revelado numa estratégia importante de mobilização e coesão social, que se encaixou como uma mão na luva na realidade brasileira. A sistematização dos 88 PTDRS revelou que há intensa preocupação dos colegiados territoriais com as questões ambientais em praticamente todos os setores da vida. Estão sempre relacionadas aos aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos. Pode-se observar que os PTDRS incorporam ao planejamento uma 12

13 visão biocêntrica, considerando os aspectos do bioma ao qual se encontra inserido, evidenciando uma visão holística do desenvolvimento pretendido. Desse modo, quando os PTDRS se referem ao meio ambiente, não trata apenas da preservação, da intocabilidade das florestas mas, sobretudo se referem aos diferentes modos de relacionamento do ser humano com a natureza, percebida a partir de suas concepções de vida, tanto no plano individual como no coletivo, resultado de uma produção cultural movida por interesses diversos. A questão ambiental nos últimos tempos tem ocupado lugar de destaque na agenda nacional e internacional, dos governos e dos instrumentos midiáticos após o agravamento das mudanças climáticas que se materializa em número crescente de ocorrências de eventos naturais de efeitos extremos em todos os continentes, também pelos resultados da implementação de políticas neoliberais que induzem a mercantilização da natureza, da ética e da cultura, provocando erosão das culturas locais e dos ecossistemas. Sob a ótica da sustentabilidade, se pode perceber varias interpretações que correspondem a visões, interesses e estratégias alternativas de desenvolvimento em curso onde os princípios da racionalidade ambiental estão gerando novos projetos sociais, fundados na reapropriação da natureza, na ressignificação das identidades individuais e coletivas e na renovação dos valores do humanismo (LEFF, p.319). Nessa perspectiva, cabe à SDT/MDA gerar um conjunto de ações de articulação de políticas nos três níveis de governos: federal, estadual e municipal, no sentido de potencializar e estabelecer uma interface dos projetos estratégicos contidos nos PTDRS com o conjunto de políticas governamentais disponíveis, sobretudo as políticas e programas ofertados pelo MDA aos territórios rurais. A figura seguinte apresenta o conjunto de políticas do governo federal destinadas ao desenvolvimento das potencialidades do meio rural por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário-MDA, suas secretarias e autarquia vinculadas. Figura 01: MDA, órgãos específicos e singulares relacionados com a reforma agrária e a promoção do desenvolvimento rural da agricultora familiar. 13

14 Fonte: organização do autor, O conjunto de políticas e programas assume um caráter fomentador de diversas ações socioculturais educacionais, econômicas, ambientais, estruturante e político institucional conduzido pelas secretarias do MDA. No âmbito da SDT, PRONAT apoia um amplo processo de sensibilização, capacitação, organização dos agentes territoriais e redes de colegiados em 165 territórios rurais, tendo elaborado mais de 100 PTDRS, os quais já se encontram em processo de implementação de seus projetos estratégicos, sendo este o principal instrumento da estratégia 4 desenvolvimento territorial e de implementação de políticas públicas para o meio rural visando a sustentabilidade. O PTDRS é o principal instrumento orientador do colegiado no âmbito da gestão social territorial, os colegiados territoriais vêm desenvolvendo experiência na construção de um novo modelo de desenvolvimento e de gestão social do desenvolvimento. De igual modo, prepararam a base para a formulação de projeto de desenvolvimento do território (SDT/MDA, 2010). Nessa perspectiva, buscaremos visualizar as principais características dos programas e ações de fomento aos territórios rurais no âmbito da estrutura do MDA, para a promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, conforme expressa nos objetivos do Plano Safra da Agricultura familiar : Mais alimento, Mais 4 PTDRS Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável é considerado o principal instrumento construído de forma participativa pelo colegiado em apoio à gestão social, articulação e implementação de políticas públicas de desenvolvimento territorial (MDA/SDT, 2010). de 14

15 Renda, Mais Sustentabilidade. Box 01: Resumo de programas e projetos implementados pela SAF A Secretaria da Agricultura Familiar SAF, definiu quatro eixos norteadores de ações e instrumentos de suas políticas, focado nas estratégias de desenvolvimento rural sustentável, quais sejam: combate à pobreza rural, segurança e soberania alimentar, sustentabilidade dos sistemas de produção, geração de renda e agregação de valor. Para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, quais sejam: Programas: Rede Brasil Rural Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Programa Talentos do Brasil Política Setorial do Leite Política Setorial do Café Agroindústria Plano da Sociobiodiversidade Plantas Medicinais Feiras e Eventos Comerciais Turismo Rural Artesanato Produtos e Mercados Diferenciados/Orgânicos Sistema Único de Inspeção Sanitária (SUASA) Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) Selo Combustível Social Selo da Agricultura Familiar (Sipaf) Projeto Talentos do Brasil Rural Convênios e contratos de ATER Sistema Brasileiro de Ater Sibrater Projetos especiais de Ater Ater Indígena Gripe Aviária Programa de sementes Programa de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco Redes Temáticas de Ater Programa Garantia-Safra Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) Programa Mais Alimentos Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais ATER para Mulheres Rurais Assistência Técnica e Extensão Rural em Áreas Indígenas 15

16 Assistência Técnica e Extensão Rural para Comunidades Quilombolas Apoio ao Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais Apoio ao Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Indígenas O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. Compõem iniciativas da área de diversificação da produção e da renda familiar os produtos e mercados diferenciados, a agroindústria familiar, o turismo e o artesanato. Pronaf Agroecologia - linha para o financiamento de investimentos dos sistemas de produção agroecológicos ou orgânicos, incluindo-se os custos relativos à implantação e manutenção do empreendimento. Pronaf Eco - linha para o financiamento de investimentos em técnicas que minimizam o impacto da atividade rural ao meio ambiente, bem como permitam ao agricultor melhor convívio com o bioma em que sua propriedade está inserida. Pronaf Floresta - financiamento de investimentos em projetos para sistemas agroflorestais; exploração extrativista ecologicamente sustentável, plano de manejo florestal, recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e reserva legal e recuperação de áreas degradadas. Pronaf Semi-Árido - linha para o financiamento de investimentos em projetos de convivência com o semiárido, focados na sustentabilidade dos agroecossistemas, priorizando infraestrutura hídrica e implantação, ampliação, recuperação ou modernização das demais infraestruturas, inclusive aquelas relacionadas com projetos de produção e serviços agropecuários e não agropecuários, de acordo com a realidade das famílias agricultoras da região Semiárida. Pronaf Mulher- linha para o financiamento de investimentos de propostas de crédito da mulher agricultora. Pronaf Jovem - financiamento de investimentos de propostas de crédito de jovens agricultores e agricultoras. Pronaf Custeio e Comercialização de Agroindústrias Familiares - destinada aos agricultores e suas cooperativas ou associações para que financiem as necessidades de custeio do beneficiamento e industrialização da produção própria e/ou de terceiros. Pronaf Cota-Parte - financiamento de investimentos para a integralização de cotas-partes dos agricultores familiares filiados a cooperativas de produção ou para aplicação em capital de giro, custeio ou investimento. Microcrédito Rural - destinado aos agricultores de mais baixa renda, permite o financiamento das atividades agropecuárias e não agropecuárias, podendo os créditos cobrirem qualquer demanda que possa gerar renda para a família atendida. Pronaf Mais Alimentos- financiamento de propostas ou projetos de investimento para produção associados à açafrão, arroz, café, centeio, feijão, mandioca, milho, sorgo, trigo, erva-mate, apicultura, aquicultura, avicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, caprinocultura, fruticultura, olericultura, ovinocultura, pesca e suinocultura Fonte: MDA,

17 Box2 Resumo dos Programas e projetos da SRA A Secretaria de Reordenamento Agrário (SRA) atua na implementação de políticas complementares à reforma agrária, como a garantia de acesso a terra pelo Crédito Fundiário, o georreferenciamento e o cadastro de terras públicas e particulares, a emissão da titularidade das posses, além de atividades culturais com a instalação de bibliotecas rurais. Programa Nacional de Crédito Fundiário: Tem como objetivo garantir o acesso de agricultores familiares à terra, promover a reforma agrária e fortalecer e consolidar a agricultura familiar em bases sustentáveis. Programa de Cadastro de Terras e Regularização Fundiária do Brasil: Ação social para beneficiar os agricultores familiares, garantindo-lhes segurança jurídica da posse do imóvel por meio da construção de um cadastro de imóveis rurais georreferenciados e de uma ampla ação de regularização fundiária. Programa Arca das Letras: Programa de implantação de bibliotecas rurais e de formação de agentes comunitários para o incentivo à leitura em famílias de agricultores. Capacitação e Mobilização dos beneficiários da Regularização Fundiária para o Acesso às Políticas Públicas: Esta ação tem como objetivo permitir o desenvolvimento produtivo com sustentabilidade das regiões regularizadas por intermédio da conscientização das políticas públicas disponíveis. Box 03: Resumo das Ações da SDT Ações: Infraestrutura e Serviços nos Territórios Rurais (PROINF) Gestão social Formação de Agente de Desenvolvimento Fortalecimento do Cooperativismo Projeto Dom Hélder Câmara Dinamização Econômica dos Territórios Rurais O Proinf é uma ação orçamentária de responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT/MDA), integrante do Programa Desenvolvimento Regional, Territorial Sustentável e Economia Solidária (PPA 2012/2015) e tem a finalidade de financiar projetos estratégicos para o desenvolvimento territorial definidos no Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) e priorizados pelos territórios. Dentre outros projetos e ações. Fonte: MDA, Box 04: Secretaria de Regularização Fundiária na Amazônia Legal SERFAL Ação: Reordenamento Agrário na Amônia Legal Programa: Terra Legal Fonte: MDA,

18 Box 05: Programas e Projetos do INCRA 1. Assistência Técnica Segue o que determina a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater). 2. Credito instalação - provimento de recursos financeiros, sob a forma de concessão de crédito, aos beneficiários da reforma agrária, visando assegurar aos mesmos os meios necessários para instalação e desenvolvimento inicial e/ou recuperação dos projetos do Programa Nacional de Reforma Agrária. O Crédito Instalação é concedido nas seguintes modalidades: Apoio Inicial, Apoio Mulher, Aquisição de Materiais de Construção, Fomento, Adicional Fomento, Semiárido, Recuperação/Materiais de Construção e Crédito Ambiental. 3. O PAC busca consolidar e desenvolver os assentamentos para que sejam independentes e integrados ao segmento da agricultura familiar. Elaboração de Planos de Consolidação de Assentamento (PCAs) que proporcionam investimentos em infraestrutura socioeconômica, assessoria técnica e treinamento, promovendo a sustentabilidade econômica, social e ambiental, bem como a estabilidade social e a conquista da cidadania. 4. Pacto - Programa de Apoio Científico e Tecnológico aos Projetos de Assentamento da Reforma Agrária. 5. Terra Sol - é um programa de fomento à agroindustrialização e à comercialização por meio da elaboração de planos de negócios, pesquisa de mercado, consultorias, capacitação em viabilidade econômica, além de gestão e implantação/recuperação/ampliação de agroindústrias. Atividades não agrícolas - como turismo rural, artesanato e agroecologia - também são apoiadas. 6. Educação no Campo/Pronera - O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), tem a missão de ampliar os níveis de escolarização formal dos trabalhadores rurais assentados que utilizam metodologias voltadas para o desenvolvimento das áreas de reforma agrária. Os jovens e adultos de assentamentos participam de cursos de educação básica (alfabetização, ensinos fundamental e médio), técnicos profissionalizantes de nível médio e diferentes cursos superiores e de especialização. O Pronera capacita educadores, para atuar nas escolas dos assentamentos, e coordenadores locais, que agem como multiplicadores e organizadores de atividades educativas comunitárias. O programa apóia projetos em todos os níveis de ensino, conforme relacionado abaixo: Educação de Jovens e Adultos (EJA) Desenvolve-se por meio da alfabetização e continuidade dos estudos escolares nos ensinos fundamental e médio. Os projetos contêm três ações básicas:1- Alfabetizar e escolarizar jovens e adultos nos dois segmentos do ensino fundamental; 2- Capacitar pedagogicamente e escolarizar educadores no ensino fundamental para que venham a atuar como agentes multiplicadores nas áreas de reforma agrária; 3- Formar e escolarizar os coordenadores locais para atuarem como agentes sociais 18

19 multiplicadores e organizadores de atividades educativas comunitárias. Ensino Médio e Técnico Profissionalizante Destina-se à formação de professores no curso Normal e à formação de técnicos jovens e adultos nas áreas de reforma agrária. Objetivam formar nos assentamentos profissionais capazes de contribuir para a melhoria das condições de vida das comunidades e a promoção do desenvolvimento das áreas de reforma agrária. Ensino Superior Destina-se ao cumprimento da garantia de formação profissional, mediante oferta de cursos de graduação ou pós-graduação, em diversas áreas do conhecimento, que qualifiquem as ações dos sujeitos que vivem e/ou trabalham para a promoção do desenvolvimento sustentável dos assentamentos. Promovem o diálogo e a pesquisa científica entre as comunidades e as universidades, desenvolvendo metodologias apropriadas para as diversidades territoriais. 7. Gestão Ambiental Os elementos orientadores desta política são o respeito às diversidades ambientais, a promoção da exploração racional e sustentável dos recursos naturais e a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental dos assentamentos. Os procedimentos foram definidos pela Resolução nº 289/2001, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece diretrizes para o licenciamento ambiental de projetos de assentamento, visando ao desenvolvimento sustentável e à melhoria contínua na qualidade de vida dos assentados. Além da legislação vigente, o MDA e o Incra criaram os seguintes instrumentos para a proteção do meio ambiente: 1. Portaria MEPF nº 88/99, que direciona as obtenções de terras incidentes nos ecossistemas Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Pantanal e demais áreas ambientalmente protegidas para áreas já antropizadas; 2. Portaria Incra nº 477/99, alterada pela Portaria nº 1038/02, que aprova a criação dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS); 3. Portaria Incra nº 627/87, que cria a modalidade de Projeto de Assentamento Extrativista (PAE); 4. Portaria Incra nº 1141/03, que cria a modalidade de Projeto de Assentamento Florestal (PAF); 5. Portaria Interministerial MDA/MMA nº 13/02, que reconhece as Resex como beneficiárias do PNRA; 6. Norma de Execução nº 39/2004, que estabelece critérios e procedimentos ao serviço de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária. 7. Normas de Execução nº 43 e nº 44/2005, que estabelecem critérios, procedimentos e valores referentes à implantação de projetos de recuperação e conservação de recursos naturais em áreas de assentamento da reforma agrária Instrumentos: Manual de Recuperação Ambiental de Assentamentos; Plano de Ação Ambiental do INCRA. Fonte: MDA, O MDA dispõe de 62 políticas destinadas aos agricultores familiares, sendo 09 destas destinadas para impulsionar o desenvolvimento ambiental. As demais de 19

20 alguma forma expressam preocupações com a sustentabilidade. Além dessas, sabese que há tantas outras nos demais ministérios, sobretudo no âmbito do Ministério de Meio Ambiente. Entretanto, chama atenção, o nível de degradação crescente dos recursos naturais em todo país. Eduardo Campelo do MMA, em entrevista para Ecodebate durante a Rio + 20, afirma: no Brasil há 140 milhões de hectares de terras degradadas, isso representa um dado preocupante, pois se trata de uma área extensa em termos territoriais. Há um problema de incompatibilidade temporal, pois a área que se devasta em dois anos, com investimento adequado gasta em média vinte anos para ser recuperada em seu estado natural. Porém, no Brasil existem elementos/recursos capazes de antecipar esse período de recuperação e logo, partes dessas áreas poderão ser reincorporadas aos sistemas produtivos. Mas os esforços até aqui concentrados, não tem demonstrado mudanças significativas nos níveis de degradação. 2.1 A dimensão ambiental na estratégia de desenvolvimento territorial conduzida pelo MDA/SDT Uma das missões do Ministério do Desenvolvimento Agrário consiste no ordenamento e implementação de políticas de apoio ao desenvolvimento rural. São políticas direcionadas para os agricultores familiares, camponeses, assentados da reforma e reordenamento agrário, comunidades tradicionais rurais, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais, dentre outros. A diversidade sociocultural, econômica, político institucional destes públicos e sua participação na produção de alimentos (segurança e soberania alimentar), na dinamização econômica dos municípios, a capacidade de gerar empregos e renda dentre outros serviços socioambientais, criaram condições favoráveis não somente para que fossem priorizados na política territorial pelo MDA, como também ajudaram na construção, divulgação e legitimação do PRONAT, do PTC e mais recentemente do PBSM. 20

21 Áreas de resultado do PRONAT O PRONAT estabeleceu quatro metas para concentrar suas ações e vem realizando um conjunto de medidas no sentido de cumprir sua missão: apoiar a organização e fortalecimento institucional dos atores locais na gestão participativa do desenvolvimento sustentável dos territórios rurais e promover a implementação e integração de políticas públicas. Estas metas são denominadas de áreas de resultados, quais sejam: 1. O fortalecimento da gestão social dos territórios rurais por parte dos atores sociais dos territórios; 2. O fortalecimento e ampliação das redes sociais de cooperação; 3. A dinamização econômica dos territórios rurais; 4. Articulação de políticas públicas. Na perspectiva do desenvolvimento sustentável, as diretrizes do PRONAT podem ser expressas nas seguintes proposições: a) Estimulo ao protagonismo dos atores sociais nos municípios, territórios e estados; b) Estimulo à reflexões e deliberações sobre a sustentabilidade do desenvolvimento; c) Universalização do acesso às políticas publicas e serviços públicos; d) Aprimoramento do controle social; e) Promoção da cidadania f) Construção de um novo paradigma de desenvolvimento; g) Aprofundamento da democracia; h) A organização e qualificação do protagonismo de mulheres, jovens e públicos especiais; i) Dinamização socioeconômica, sociocultural, ambiental e político-institucional dos territórios. Na perspectiva de uma nova racionalidade do desenvolvimento, considera-se que a SDT deu um salto de qualidade com a implementação da estratégia de 21

22 desenvolvimento territorial na medida em que internalizou no principal instrumento de planejamento, o PTDRS, traduzido numa visão de multidisciplinariedade da multidimensionalidade da sustentabilidade, que se caracteriza pela complexa interação das diversas disciplinas cientifica e reconhecimento da interação com os saberes dos povos tradicionais, saber da terra, além de absorver a multiplicidade de objetivos das diversas dimensões que se configura no desenvolvimento com sustentabilidade, conforme expressa os PTDRS nas dimensões:ambiental, sociocultural Educacional, Socioeconômica, Político Institucional. 2.2 Projetos estratégicos da dimensão ambiental dos PTDRS e suas interfaces com políticas públicas do governo federal A sistematização de 88 PTDRS gerou um total de projetos estratégicos territoriais, desse total de 912 são projetos relacionados à dimensão ambiental; estão relacionados à dimensão sociocultural educacional; na dimensão socioeconômica e vinculados à dimensão político institucional. Não há registro na história brasileira de uma estratégia de política pública com essa envergadura, que tenta conciliar participação social com diversidade de públicos (rural e urbano), planejamento espacial ascendente e que tenha gerado resultados expressivos como as demandas qualificadas presentes nos PTDRS. Tudo isso, visando a efetivação de políticas públicas que possam transformar seus territórios de passivos à ativos, visualizar a construção das múltiplas relações e interrelações para a sinergia da sustentabilidade territorial. Os projetos estratégicos territoriais se caracterizam pelos aspectos multidimensionais do planejamento com recorte territorial, pela transição para a sustentabilidade com prioridade na agricultura familiar. As políticas públicas necessárias para consolidar as demandas geradas pelos PTDRS já estão incluídas no conjunto de políticas públicas existentes no âmbito dos governos federal, estadual e municipal. No entanto, permanece uma pergunta: por quais razões as políticas destinadas à atender as demandas não estão sendo efetivadas ou não às são, da forma adequada, e o problema permanece sem solução? 22

23 As ofertas potenciais de políticas públicas que permitem a implementação dos Projetos Estratégicos Territoriais, expresso na dimensão ambiental, com capacidade de projetar para uma nova reconfiguração sustentável dos espaços territoriais regionais, podem ser observadas na figura a seguir. Figura 02: Políticas públicas Federais, com forte relação com os Projetos Estratégicos da dimensão ambiental dos PTDRS Fonte: organização do autor Neste sentido, fez-se uma primeira abordagem aos ministérios supracitados, relacionando as demandas apresentadas pelos PTDRS aos conteúdos multitemáticos das políticas públicas ofertadas pelo MDA/SDT, MS, MMA, MC, dentre outros, que vão de encontro com a natureza multidimensional dos projetos estratégicos territoriais, conforme pode-se observar a seguir: Os projetos estratégicos ambientais contidos nos primeiros 88 PTDRS sistematizados, se caracterizam-se por demandas de: recuperação dos ecossistemas dos biomas dos territórios começando pela recomposição e adequação ambiental das Áreas de Preservação Permanentes -APPs, Áreas de Reserva Legal -RLs, matas ciliares, nascentes, mananciais, áreas com erosão laminar, do desenvolvimento dos serviços ambientais, da educação ambiental, da implementação do zoneamento ecológico econômico, do fortalecimento das 23

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