As variáveis que determinam a seleção das técnicas de harmonização legislativa: a perspectiva do UNIDROIT

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As variáveis que determinam a seleção das técnicas de harmonização legislativa: a perspectiva do UNIDROIT"

Transcrição

1 Direito Internacional Privado e Integração Regional PAINEL PARTICIPATIVO PORTO ALEGRE, 29 DE OUTUBRO DE 2014 As variáveis que determinam a seleção das técnicas de harmonização legislativa: a perspectiva do UNIDROIT José Angelo Estrella Faria Introdução As últimas três décadas assistiram a um contínuo aumento do comércio internacional em bens e serviços, apoiado pela multiplicação do número de acordos bilaterais ou multilaterais de liberalização do comércio. Continente americano não é exceção a essa regra. Entretanto, a facilitação aduaneira do comércio não tem sido sistematicamente acompanhada de uma simplificação do marco jurídico aplicável à contratação internacional. De fato, apesar de uma intensa produção de tratados internacionais sobre a matéria, nenhum convênio ou acordo regional logrou, até o momento, unificar efetivamente as regras de direito internacional privado no continente americano 1. Os juízes da maioria dos países da região continuam, portanto, a aplicar as suas próprias normas de direito internacional privado, o que torna difícil determinar a Secretário-Geral, UNIDROIT. 1 Essa situação é flagrante no caso dos países do Mercosul: o Tratado de Direito Civil Internacional sancionado pelo Congresso Sul-Americano de Direito Internacional Privado, em Montevidéu, em 25 de agosto de 1888 (Tratado de Montevidéu I), e revisto pelo Tratado de Direito Civil Internacional sancionado pelo 2 Congresso Sul-Americano de Direito Internacional Privado, em Montevidéu, em 19 de março de 1940 (Tratado de Montevidéu II) foi ratificado pela Argentina, o Paraguai e o Uruguai, mas não pelo Brasil. Já a Convenção de Direito Internacional Privado, feita na 6ª Conferência Internacional Americana, em Havana, em 20 de fevereiro de 1928 (Código Bustamante), está em vigor no Brasil (Decreto N , de 13 de Agosto de 1929), mas não nos demais países do Mercosul. Da mesma forma, a Convenção Interamericana sobre o Direito Aplicável aos Contratos, aprovada na 5ª Conferência Especializada Interamericana sobre Direito Internacional Privado (CIDIP-V), na Cidade do México, em 17 de março de 1994, foi assinada (mas ainda não ratificada) pelo Brasil e pelo Uruguai, mas ainda não pelos demais países.

2 priori a lei nacional aplicável aos contratos internacionais no âmbito americano 2. Além de protelar a resolução dos litígios, a incerteza acerca da lei aplicável não permite que os agentes econômicos avaliem corretamente a extensão de suas obrigações recíprocas, antevejam possíveis riscos e tomem as medidas contratuais cabíveis para deles se resguardarem. Os esforços internacionais de harmonização do direito material têm sido consideráveis, sobretudo a partir do pós-guerra, e a produção combinada de todos os organismos internacionais que de um ou outro forma contribuem para a harmonização do direito privado é impressionante. Dentre eles, destacam-se, a nível mundial, o Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado (UNIDROIT) 3, a Conferência de Haia sobre Direito Internacional Privado 4 e a Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (UNCITRAL) 5, bem como entidades nãogovernamentais representando setores empresariais 6. 2 Mesmo uma transação comum de compra e venda entre dois países vizinhos, ligados por tratados de livre comércio, como a Argentina e o Brasil, pode facilmente requerer o exame de um grande número de textos legais apenas para identificar, nem sempre com alto grau de certeza, qual seria o direito aplicável (cf. J.A. ESTRELLA FARIA, O Contrato de Compra e Venda Internacional no Mercosul: Da Disparidade de Leis a um Regime Uniforme? in: E. Accioly (coord.), Direito no Século XXI: Estudos em Homenagem ao Professor Werter R. Faria. Curitiba, Juruá, 2008, pp ). 3 O UNIDROIT, que tem atualmente 63 países membros, foi criado sob os auspícios da Liga das Nações em 1926 e restabelecido em 1940, após a extinção daquela predecessora das Nações Unidas. O UNIDROIT tem atuado em várias áreas, tais como representação comercial, compra e venda, garantias reais, financiamento de equipamentos móveis, contratos de leasing e factoring, testamentos internacionais, objetos culturais roubados ou ilegalmente exportados, princípios de contratos comerciais internacionais (vide <www.unidroit.org>). 4 A Conferência de Haia, que tem atualmente 69 países membros, está em atividade desde 1893 e recebeu seu estatuto em Seus trabalhos incluem vários temas, inclusive a abolição de requisitos de legalização de documentos, citações e colheita de prova no estrangeiro, acesso à justiça, conflitos de leis relativos à forma de disposições testamentárias, obrigações alimentares (vide <hcch.e-vision.nl>). 5 A UNCITRAL é um órgão subsidiário da Assembléia Geral da ONU criado em 1966 com o propósito de promover e fomentar a unificação e a harmonização progressivas do direito do comércio internacional (resolução da Assembéia Geral n 2205(XXI), de 17 de dezembro de 1966 (reproduzida em Yearbook of the United Nations Commission on International Trade Law ( UNCITRAL Yearbook ), vol. I: , part one, chap. II, sect. E). Ela conta com sessenta membros, eleitos pela Assembléia Geral por um mandato de seis anos, mas suas reuniões são abertas a todos os demais países do mundo, bem como a organizações internacionais governamentais e a entidades não-governamentais especialmente convidadas. 6 O evidente interesse do setor privado pela harmonização do direito comercial tem uma prova eloqüente no extenso trabalho de harmonização e estandardização desenvolvido pela Câmara de Comércio Internacional (CCI) na formulação, por exemplo, de termos comerciais uniformes (International Commercial Terms Incoterm), regras sobre crédito documentário 2

3 Quando se consideram os instrumentos disponíveis para a harmonização legislativa, é essencial distinguir entre organizações supranacionais, tais como a União Européia, e organizações clássicas, sem atributos de supranacionalidade, o que é o caso praticamente de todas as demais. O Tratado de Roma, que Institui a Comunidade Européia, atribui ao Conselho e à Comissão das Comunidades Européias a competência de adotar regulamentos e diretivas, tomar decisões e formular recomendações ou pareceres 7. No contexto da harmonização legislativa, os atos mais importantes são os regulamentos 8 e as diretivas 9, os quais, uma vez promulgados, vigoram automaticamente em todo o território da Comunidade, sem necessitar qualquer ato de recepção pelo legislador nacional. O ordenamento da União Européia tem, portanto, caráter supranacional, sobrepondo-se à ordem interna, mesmo de natureza constitucional. Os instrumentos preparados por organizações internacionais do tipo clássico, ao contrário, apenas se convertem em direito positivo quando um país decida adotá-los através de ratificação ou promulgação interna mas nenhum país é obrigado a fazê-lo. Portanto, todo o trabalho de harmonização conduzido por organismos como o UNIDROIT, a Conferência de Haia sobre Direito Internacional Privado, a UNCITRAL, a Organização de Estados Americanos (OEA), para mencionar apenas alguns, é de natureza estritamente voluntária, com plena submissão à soberania nacional. Essa característica explica a contínua, e muitas vezes difícil, busca de consenso de parte daqueles organismos, visto que o êxito na implementação dos instrumentos que produzem depende exclusivamente do seu grau de compatibilidade com (Uniform Uses Customs and Practice for Documentary Credit UCP 600) ou garantias à primeira demanda (Uniform Rules for Demand Guarantees URDG). 7 Tratado que institui a Comunidade Européia (versão compilada), Art. 189, caput (Jornal Oficial C 325, de 24 de dezembro de 2002). 8 Um regulamento baixado pelo Conselho e pelo Parlamento da União Européia tem aplicação geral, é obrigatório em todos os seus elementos e diretamente aplicável em todos os Estados-Membros (Tratado que institui a Comunidade Européia (versão compilada), art. 249 (Jornal Oficial C 325, de 24 de dezembro de 2002). 9 A diretiva vincula o Estado-Membro quanto ao resultado a alcançar, deixando, no entanto, às instâncias nacionais, a competência quanto à forma e aos meios (ibid.). 3

4 diferentes sistemas jurídicos. Os tratados sempre foram o veículo por excelência para a formalização jurídica das relações entre Estados e continuam a ser o instrumento primordial para a unificação do direito privado no âmbito das organizações internacionais do tipo clássico. Contudo, as óbvias vantagens de se dispor de um texto uniforme em vigor em todos os Estados signatários são mitigadas por algumas notórias limitações, dentre as quais se destacam a lentidão do processo de ratificação, que atrasa a entrada em vigor das convenções internacionais, e a dificuldade inerente ao próprio instrumento de emendá-lo quando convenha adaptá-lo a uma nova situação econômica ou um avanço tecnológico 10. Leis-modelo e outras formas de soft law, como guias, recomendações, princípios ou cláusulas-padrão, são instrumentos que melhor se prestam à modernização e harmonização do direito privado quando se espera que o legislador nacional deva ou queira ajustar o texto do modelo internacional a fim de acomodar as peculiaridades de seu sistema jurídico, ou quando a uniformidade do texto não seja estritamente necessária. É justamente essa flexibilidade que torna uma lei-modelo mais fácil de negociar do que um instrumento de natureza cogente. Quando ao contexto dentro do qual se processa a harmonização legislativa, notam-se profundas mudanças ao longo dos anos. Até a 2ª grande guerra, as atividades de organização como a Conferência de Haia ou o UNIDROIT, malgrado a sua vocação universal, imitavam-se 10 Como observa A. ROSETT, quando a lei não acompanha as mudanças dos tempos, codifications become the enemy of substantive reform. In today s world, any code that does not build a process for prompt and sustained reconsideration into its structure becomes part of the problem, not part of the solution ( Unification, Harmonization, Restatement, Codification and Reform in International Commercial Law, The American Journal of Comparative Law, vol. 40, 1992, pp. 683 et seq. (p. 688)). Além disso, mesmo quando se logra renegociar uma convenção internacional, permanece o risco de que as emendas adotadas não sejam ratificadas por todos os países signatários do texto original, gerando-se assim um mosaico complexo de Estados partes de diferentes versões do mesmo instrumento. 4

5 essencialmente à Europa, com alguma esporádica participação de países do continente Americano, em um regionalismo disfarçado. Seguiu-se um período de crescente universalismo, com a criação de outras organizações, como a UNCITRAL, em 1966, e vários órgãos especializados das Nações Unidas e um aumento do número de ratificações a tratados existentes e da adoção de novos instrumentos. Atualmente, passamos por uma terceira fase, qualificada de aurora do inter-regionalismo, em que organizações regionais de integração, em especial a União Européia, assumem um papel destacado na harmonização do direito, ao lado, ou, em alguns casos, em substituição aos seus Estados membros 11. Paralelamente a essa evolução política, constata-se uma institucionalização da representação dos interesses econômicos no processo de harmonização. Se em seus primórdios o processo de harmonização se desenvolvia como um verdadeiro discurso acadêmico 12 entre estudiosos, nota-se hoje uma nítida tendência ao pragmatismo, com prevalência de interesses econômicos sobre considerações de pura dogmática jurídica. A prática de recorrer a avaliações de impacto econômico na fase preliminar de formulação de um novo instrumento 13 é claramente indicativa dessa evolução. É bem verdade que a maior presença de representantes de interesses econômicos tem ocasionalmente suscitado dúvidas sobre a independência da obra de harmonização 14. Ao mesmo tempo, porém, o envolvimento do setor privado tem a inegável vantagem prática de servir de medida palpável da necessidade real de harmonização legislativa e de garantir a utilidade concreta do instrumento na vida dos agentes econômicos. Eventuais 11 J. BASEDOW, Worldwide Harmonization of Private Law and Regional Economic Integration General Report, Acts of the Congress to Celebrate the 75 th Anniversary of the Founding of the International Institute for the Unification of Private Law (UNIDROIT), Uniform Law Review / Revue de droit uniforme, 2003, pp (pp.31-35). 12 H. KRONKE, Methodical Freedom and Organisational Constraints in the Development of Transnational Law, Loyola Law Review, No. 51, 2005, pp. 287 et seq. (pp ). 13 Como se fez em preparação à Convenção da Cidade do Cabo (see H.W. FLEISIG, The Proposed UNIDROIT Convention on Mobile Equipment: Economic Consequences and Issues, Uniform Law Review / Revue de droit uniforme, 1992, pp. 253 et seq.). 14 See P.B. STEPHAN, Accountability and International Lawmaking: Rules, Rents and Legitimacy, Northwestern School of Law Journal of International Law & Business, vol. 17, 1997, pp. 681 et seq.; see also A. SCHWARTZ / R.E. SCOTT, The Political Economy of Private Legislatures, University of Pennsylvania Law Review, vol. 143, 1995, pp. 9 et seq. 5

6 riscos de influência indevida de grupos de pressão, comuns em qualquer processo legislativo nacional ou internacional que envolva interesses econômicos, podem ser controlados por uma maior transparência no processo de negociação e por uma clara definição dos papéis respectivos do setor privado e dos representantes do poder público. A contribuição do UNIDROIT à harmonização do direito privado, em seus 85 anos de atividades, é considerável e não se lhe poderia fazer plena justiça neste artigo 15. Limito-me a salientar que o UNIDROIT desenvolveu mais de 70 projetos nas mais diversas áreas do direito privado, sob a forma de convenções internacionais 16, guias 17, leis-modelo 18 ou princípios 19. Em várias ocasiões, instrumentos desenvolvidos no âmbito do UNIDROIT vieram a ser adotados posteriormente como convenções internacionais por outras organizações Para uma visão global do trabalho do UNIDROIT, vejam-se Herbert KRONKE, A bridge out of the fortress: UNIDROIT s work on global modernisation of commercial law and its relevance for Europe, Zeitschrift für europäisches Privatrecht, 2008, 16, pp. 1-5; F. MESTRE, L'harmonisation du droit privé au prisme des dix dernières années d'activité de l'institut international pour l'unification du droit privé (UNIDROIT), Revue de droit international et de droit comparé, 2001, pp. 78, ; L. PETERS, International Institute for the Unification of Private Law (UNIDROIT), monograph in the volume on Intergovernmental Organizations of the International Encyclopaedia of Laws series, Kluwer Law International, 2005, 2011; M.J. STANFORD, Istituto Internazionale per l Unificazione del Diritto Privato (UNIDROIT), in: Enciclopedia giuridica, aggiornamento 2007, pp Convenção de 1964 sobre uma lei uniforme sobre a formação dos contratos de vente internacional de bens móveis (Haia); Convenção de 1964 sobre lei uniforme sobre a vente internacional de bens móveis (Haia); Convenção de 1970 relativa ao contrato de viagem (Bruxelas); Convenção de 1973 sobre lei uniforme sobre a forme do um testamento internacional (Washington); Convenção de 1983 sobre a representação em matéria de venda internacional de mercadorias (Genebra); Convenção do UNIDROIT de 1988 sobre o leasing internacional (Ottawa); Convenção do UNIDROIT de 1988 sobre o factoring internacional (Ottawa); Convenção do UNIDROIT de 1995 sobre os bens culturais roubados ou exportados ilicitamente (Roma); Convenção de 2001 relativa às garantias internacionais sobre dos materiais de equipamento móveis e Protocolo de 2001 relativo a questões específicas sobre materiais de equipamento aeronáutico; Protocolo de Luxemburgo de 2007 sobre questões específicas do material rodante ferroviário à a Convenção relativa às garantias internacionais sobre materiais de equipamento móveis; Convenção do UNIDROIT de 2009 sobre regras materiais relativas aos títulos intermediados (Genebra). 17 Guia sobre os acordos internacionais de franquia principal (1998, 2ª ed. 2007). 18 Lei-modelo de 2002 sobre a divulgação dos informações em matéria de franquia; Leimodelo de 2008 sobre a locação e o leasing. 19 Princípios relativos aos contratos comerciais internacionais (1994; nova edição 2004; 3ª ed ampliada); Princípios de procedimento civil transnacional (2004, em cooperação com o American Law Institute ALI). 20 Os trabalhos do UNIDROIT serviram de base para diversos instrumentos adotados sob os auspício de outras organizações internacionais, dentre os quais cabe mencionar os seguintes tratados internacionais atualmente em vigor: Convenção de 1954 para a proteção dos bens culturais em caso de conflito armado (UNESCO); Convenção européia sobre o estabelecimento de 1955 (Conselho da Europa); Tratado Benelux de 1955 relativo ao seguro obrigatório de 6

7 Tão importante quanto a escolha dos temas de trabalho, é a determinação do método de trabalho adequado, levando-se em conta tanto as necessidades práticas da atividade econômica ou social relevante, quando a viabilidade do instrumento. Por exemplo, a escolha da forma do projeto que culminou na adoção dos Princípios do UNIDROIT relativos aos Contratos do Comércio Internacional, jogaram um papel importante considerações negativas e positivas acerca do interesse pelo instrumento. A constatação positiva foi a demanda real por maior harmonia no vasto domínio do direito das obrigações contratuais, cuja disparidade representa um óbice considerável ao bom funcionamento do comércio internacional. A constatação negativa foi o reconhecimento de que a imensa dificuldade encontrado no longo, lento e árduo processo de unificação do direito aplicável a um único e corriqueiro contrato a compra e venda mercantil, finalmente harmonizada, em 1980, através da Convenção dos Nações Unidas sobre os contratos de venta internacional de mercadorias, após quase 60 anos de esforços desde os primeiros estudos feitos pelo próprio UNIDROIT nos anos 1920 fazia da idéia de uma unificação global do direito das obrigações contratuais um anseio claramente inalcançável, verdadeira quimera de juristas bemintencionados. A escolha finalmente feita pelo UNIDROIT em favor de um instrumento de soft law provou ter sido justa sob todos os aspectos. Em sua forma atual, os responsabilidade civil em matéria de veículos automotores; Convenção de 1956 relativa ao contrato de transporte internacional de mercadorias por estradas - CMR (CEE/ONU); Convenção de 1958 relativa ao reconhecimento e à execução de decisões em matéria do obrigações de alimentos em proveito de menores (Conferência de Haia de direito internacional privado); Convenção européia de 1959 relativa ao seguro obrigatório de responsabilidade civil em matéria de veículos automotores (Conselho da Europa); Convenção européia de 1962 sobre a responsabilidade dos hoteleiros quanto aos objetos portados pelos viajantes (Conselho da Europa); Protocolo n 1 relativo aos direitos reais sobre os navios de navegação interior, e Protocole n 2 relativo ao arresto e à execução forçada dos navios de navegação interior, anexos à Convenção de 1965 relativa à matrícula dos navios de navegação interior (CEE/ONU); Convenção dos Nações Unidas de 1980 sobre os contratos de venta internacional de mercadorias (UNCITRAL). 7

8 Princípios podem ser úteis em diferentes contextos e para diversos propósitos: como regras passíveis de incorporação para reger contratos internacionais; como expressão de um denominador jurídico comum (um restatement internacional de princípios gerais do direito dos contratos aos quais os tribunais nacionais ou arbitrais podem recorrer para fundamentar suas decisões); como conjunto de normas às quais as partes podem submeter-se voluntariamente; como subsídio para a interpretação ou a integração de convenções internacionais; ou como modelo a inspirar o legislador nacional na modernização do direito interno aplicável aos contratos internacionais. Já no caso da Convenção sobre Garantias Internacionais Incidentes sobre Equipamentos Móveis e de seu Protocolo Relativo a Questões Específicas ao Equipamento Aeronáutico (concluídos na Cidade do Cabo, em 16 de novembro de ), a forma de tratado internacional se impunha por outras razões. A Convenção da Cidade do Cabo visa a facilitar as operações de crédito para o financiamento de equipamentos móveis de alto valor, oferecendo maior segurança aos credores e permitindo, assim, a diminuição do custo das taxas de risco aplicadas. A Convenção, que tem como ponto central as operações de crédito garantidas pelo próprio equipamento financiado, disciplina a prelação dos direitos reais de garantia assim constituídos e consignando regras que dão aos credores maior certeza no recebimento das somas emprestadas em caso de inadimplência do devedor. Para tanto, a Convenção do Cabo cria a noção de garantia internacional incidente sobre o equipamento móvel e prescreve os seus efeitos e força executória. O art. 2 da Convenção, combinado com seu art. 7, regulam a constituição e efeitos de uma garantia internacional sobre equipamentos móveis. O art. 8º prevê medidas disponíveis ao credor em caso de 21 Negociados sob os auspícios conjuntos da UNIDROIT e da Organização para a Aviação Civil Internacional (OACI), a Convenção e o Protocolo foram redigidos cada um em um único original em árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo. Seus textos se encontram disponíveis em <www.unidroit.org/dynasite.cfm?dsmid=84211>. As listas das Partes Contratantes em <www.unidroit.org/english/implement/i-main.htm>. 8

9 inadimplemento, quais sejam (i) posse ou controle do bem gravado como garantia real; (ii) venda ou arrendamento desse bem; e (iii) recebimento ou recolhimento de renda ou lucro derivado da gestão ou utilização do bem. A adjudicação da propriedade para satisfazer a obrigação garantida também está prevista (art. 9 ), bem como a possibilidade de um Estado Contratante obter de um tribunal a concessão de medidas cautelares (art. 13). O art. 16 e seguintes disciplinam o registro internacional de (i) garantias internacionais; (ii) cessões e aquisições de garantias internacionais; (iii) notificações sobre garantias nacionais; e (iv) subordinação de garantias. É evidente que um instrumento que reja direitos reais, determine a sua prioridade em relação a outros direitos e introduza exceções ao regime geral de pagamento de credores na falência só produziria efeitos se adotado como instrumento de força vinculante, capaz de revogar as disposições legais em contrário. A Convenção da Cidade do Cabo é um instrumento particularmente inovador por tratar-se do primeiro instrumento de harmonização do direito privado desde as convenções internacionais sobre registro de direitos de propriedade industrial a ser acompanhado por uma infra-estrutura operacional para assegurar o seu funcionamento prático: o Registro das Garantias Internacionais Incidentes sobre Bens Aeronáuticos. Com sede em Dublin (Irlanda) e gerido por uma empresa privada selecionada mediante licitação pública internacional e sujeita à supervisão da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), o registro opera exclusivamente por meios eletrônicos, aplicando os mais rígidos critérios de proteção de dados e de rapidez de comunicações, e já conta com mais de 500,000 averbações desde a entrada em vigor da Convenção, em A estrutura flexível, consistente de uma convenção-marco e de protocolos tratando de tipos específicos de equipamento, permite melhor tomar em conta as particularidades de materiais e indústrias diversas, que se vão então agregando aos poucos ao arcabouço de regras do sistema de 9

10 Convenção do Cabo, sem a necessidade de alterar-lhe o texto original 22. O segundo protocolo, referente ao material rolante ferroviário foi adotado em Luxemburgo, em 23 de fevereiro de Um terceiro protocolo, dedicado à questões específicas relativas a objetos espaciais (em primeira linha, mas não exclusivamente, os satélites), foi adotado em Berlim, em 9 de março de Conclusão A escolhas da forma dos instrumentos de harmonização de direito privado depende de vários fatores, ente eles a natureza do tema, a probabilidade de consenso sobre conteúdo das normas a formular, o propósito final do instrumento e a idoneidade da forma para alcançar os objetivos desejados. A crescente complexidade tanto do mundo dos negócios quanto do processo decisório interno levam a uma clara reticência da parte dos organismos internacionais em formular instrumentos cogentes, e uma preferência crescente ao uso de instrumentos brandos e flexíveis (leis modelos, princípios, recomendações). A harmonização regional não é incompatível com a harmonização a nível global, desde que ambas se coordenem adequadamente. Num mundo de crescente interdependência, porém, é importante que os blocos regionais não propiciem uma maior fragmentação do direito dos negócios. Projetos regionais de harmonização devem, portanto, dar atenção à eventual existência de um marco multilateral adequado para reger a matéria em pauta. 22 Em caso de conflito entre as disposições de um protocolo e as da própria convenção, prevalecem as do protocolo, conforme previsto no artigo 6(2) da Convenção. 10

Direito Ambiental. Prof. Fabrício Ferreira Aula III

Direito Ambiental. Prof. Fabrício Ferreira Aula III Direito Ambiental Prof. Fabrício Ferreira Aula III 1 Direito Internacional NOÇÕES PRELIMINARES CONCEITO: É o conjunto de normas jurídicas que regulam as relações mútuas dos Estados e, subsidiariamente,

Leia mais

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS MERCOSUL/CMC/DEC N 16/98 PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto e a Decisão Nº 8/95 do Conselho do Mercado

Leia mais

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras CONVENÇÃO DE NOVA YORK Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Decreto nº 4.311, de 23/07/2002 Promulga a Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL AOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 22 de dezembro de 1986) Os Estados-Partes da presente Convenção, Desejando unificar as regras

Leia mais

BRUXELAS. O Centro Europeu de Arbitragem

BRUXELAS. O Centro Europeu de Arbitragem BRUXELAS O Centro Europeu de Arbitragem BRUXELAS, O CENTRO EUROPEU DE ARBITRAGEM Em nossa economia do século XXI, em que os contatos comerciais atingem todo o mundo e onde o tempo é da essência, os conflitos

Leia mais

PRIMEIRA CONFERÊNCIA DOS ESTADOS PARTES DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO. Buenos Aires, Argentina 2, 3 e 4 de maio de 2001

PRIMEIRA CONFERÊNCIA DOS ESTADOS PARTES DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO. Buenos Aires, Argentina 2, 3 e 4 de maio de 2001 PRIMEIRA CONFERÊNCIA DOS ESTADOS PARTES DA CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA A CORRUPÇÃO Buenos Aires, Argentina 2, 3 e 4 de maio de 2001 DOCUMENTO DE BUENOS AIRES SOBRE O MECANISMO DE ACOMPANHAMENTO DA

Leia mais

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL

ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. N o 02/01 ACORDO-QUADRO SOBRE MEIO AMBIENTE DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Resolução N o 38/95 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS FORMULÁRIO DESCRITIVO DA NORMA INTERNACIONAL Norma Internacional: Acordo-Quadro sobre Meio-Ambiente do Mercosul Assunto: Agenda comum de meio-ambiente no âmbito do Mercosul Decreto: 5208 Entrada em vigor:

Leia mais

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS Decreto n.º 23/94 de 26 de Julho Aprova o Acordo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Roménia sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos Nos termos da alínea c) do n.º 1 do

Leia mais

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai, a República Bolivariana

Leia mais

Acordo sobre o Aquífero Guarani

Acordo sobre o Aquífero Guarani Acordo sobre o Aquífero Guarani A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, Animados pelo espírito de cooperação e de integração

Leia mais

Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos Aprovado pela resolução AG/RES. 447 (IX-O/79), adotada pela Assembléia Geral da OEA, em seu Nono Período Ordinário de Sessões, realizado em La Paz,

Leia mais

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES FINAIS ADOTADAS PARA O RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO. Introdução

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES FINAIS ADOTADAS PARA O RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO. Introdução MUS-12/1.EM/3 Rio de Janeiro, 13 Jul 2012 Original: Inglês ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA REUNIÃO DE ESPECIALISTAS NA PROTEÇÃO E PROMOÇÃO DE MUSEUS E COLEÇÕES Rio

Leia mais

CISG-Brasil.net entrevista LUCA CASTELLANI, consultor jurídico do Secretariado da UNCITRAL

CISG-Brasil.net entrevista LUCA CASTELLANI, consultor jurídico do Secretariado da UNCITRAL CISG-Brasil.net entrevista LUCA CASTELLANI, consultor jurídico do Secretariado da UNCITRAL Luca G. Castellani é Consultor Jurídico do Secretariado da Comissão das Nações Unidas para o Direito Mercantil

Leia mais

AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO DE ORGANIZAÇÕES ESTRANGEIRAS DESTINADAS A FINS DE INTERESSE COLETIVO NO BRASIL

AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO DE ORGANIZAÇÕES ESTRANGEIRAS DESTINADAS A FINS DE INTERESSE COLETIVO NO BRASIL AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO DE ORGANIZAÇÕES ESTRANGEIRAS DESTINADAS A FINS DE INTERESSE COLETIVO NO BRASIL 1. Organizações estrangeiras destinadas a fins de interesse coletivo 1 No direito brasileiro,

Leia mais

Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher

Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher Os Estados Partes do presente Protocolo, Observando que na Carta das Nações Unidas se reafirma a

Leia mais

Noções de Direito Internacional Privado Aula 01-2º Bimestre - 2015/B

Noções de Direito Internacional Privado Aula 01-2º Bimestre - 2015/B # Noções Introdutórias Noções de Direito Internacional Privado Aula 01-2º Bimestre - 2015/B Direito Internacional O direito internacional privado é o ramo do Direito, que visa regular os conflitos de leis

Leia mais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais

Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais Da coexistência internacional à cooperação multilateral: o papel da ONU e da OMC nas relações internacionais A Cooperação Internacional tem por objetivo conduzir o conjunto de atores que agem no cenário

Leia mais

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças 21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns a fim de facilitar a administração internacional de

Leia mais

MENSAGEM Nº 636, DE 2010

MENSAGEM Nº 636, DE 2010 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL MENSAGEM Nº 636, DE 2010 Submete à consideração do Congresso Nacional, o texto da Convenção das Nações Unidas sobre Contratos de Compra e Venda Internacional

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

As Garantias nos Contratos Internacionais

As Garantias nos Contratos Internacionais As Garantias nos Contratos Internacionais Francisco Victor Bouissou 1. O comércio internacional tem se revelado um meio extremamente criativo; razão pela qual surgem a cada dia novas modalidades de negociação,

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DOS ES ^ A OS AMERICANOS

ORGANIZAÇÃO DOS ES ^ A OS AMERICANOS ORGANIZAÇÃO DOS ES ^ A OS AMERICANOS OEA/Ser.D/V. 2/88 17 de março de 1988 Original: Português Distribución limitada ACORDO ENTRE A SECRETARIA-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS E 0 GOVERNO DA

Leia mais

Controles Internos e Governança de TI. Charles Holland e Gianni Ricciardi

Controles Internos e Governança de TI. Charles Holland e Gianni Ricciardi Controles Internos e Governança de TI Para Executivos e Auditores Charles Holland e Gianni Ricciardi Alguns Desafios da Gestão da TI Viabilizar a inovação em produtos e serviços do negócio, que contem

Leia mais

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE)

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) DÉCIMO PERÍODO ORDINÁRIO DE SESSÕES OEA/Ser.L/X.2.10 17 a 19 de março de 2010 CICTE/DEC.1/10 Washington, D.C. 19 março 2010 Original: inglês DECLARAÇÃO

Leia mais

Preocupados com a discriminação de que são objeto as pessoas em razão de suas deficiências;

Preocupados com a discriminação de que são objeto as pessoas em razão de suas deficiências; CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA AS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA (CONVENÇÃO DA GUATEMALA), de 28 de maio de 1999 Os Estados Partes nesta Convenção,

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais

O MERCOSUL E A REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO: UMA BREVE INTRODUÇÃO

O MERCOSUL E A REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO: UMA BREVE INTRODUÇÃO O MERCOSUL E A REGULAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO: UMA BREVE INTRODUÇÃO Ricardo Barretto Ferreira da Silva Camila Ramos Montagna Barretto Ferreira, Kujawski, Brancher e Gonçalves Sociedade de Advogados São

Leia mais

CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA A REPÚBLICA DA TUNÍSIA

CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA A REPÚBLICA DA TUNÍSIA CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DA TUNÍSIA DE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA A República Portuguesa e a República da Tunísia, doravante designadas conjuntamente por "Partes" e separadamente

Leia mais

VERSÃO PRELIMINAR ACORDO INTERGOVERNAMENTAL SOBRE A REDE TRANSAFRICANA DE AUTOESTRADAS

VERSÃO PRELIMINAR ACORDO INTERGOVERNAMENTAL SOBRE A REDE TRANSAFRICANA DE AUTOESTRADAS VERSÃO PRELIMINAR ACORDO INTERGOVERNAMENTAL SOBRE A REDE TRANSAFRICANA DE AUTOESTRADAS ACORDO INTERGOVERNAMENTAL SOBRE A REDE TRANSAFRICANA DE AUTOESTRADAS PREÂMBULO Considerando o Ato Constitutivo da

Leia mais

Feito em Paris, em 27 de novembro de 1997, em dois exemplares, nas línguas portuguesa e francesa, sendo ambos os textos igualmente autênticos.

Feito em Paris, em 27 de novembro de 1997, em dois exemplares, nas línguas portuguesa e francesa, sendo ambos os textos igualmente autênticos. ACORDO-QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA FRANCESA SOBRE A COOPERAÇÃO NA PESQUISA E NOS USOS DO ESPAÇO EXTERIOR PARA FINS PACÍFICOS O Governo da República

Leia mais

Sumário DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO. Capítulo 2 Fontes do Direito Internacional Público... 23

Sumário DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO. Capítulo 2 Fontes do Direito Internacional Público... 23 Sumário DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Capítulo 1 Fundamentos do Direito Internacional Público... 13 1. Introdução... 13 2. A sociedade internacional... 14 3. Conceito... 16 4. Objeto... 16 5. Fundamentos

Leia mais

Artigo I. Artigo II. Artigo III. A cooperação a que se refere o presente Convénio compreenderá:

Artigo I. Artigo II. Artigo III. A cooperação a que se refere o presente Convénio compreenderá: Decreto n.º 66/97 de 30 de Dezembro Convénio sobre Prevenção do Uso Indevido e Repressão do Tráfico Ilícito de Estupefacientes e de Substâncias Psicotrópicas entre o Governo da República Portuguesa e o

Leia mais

01 JULHO 2014 LISBOA GJ AIP-CCI

01 JULHO 2014 LISBOA GJ AIP-CCI 01 JULHO 2014 LISBOA GJ AIP-CCI 1 CENTRO DE MEDIAÇÃO, CONCILIAÇÃO E ARBITRAGEM 2 PONTOS DA INTERVENÇÃO: SOBRE O CENTRO DE ARBITRAGEM PROPRIAMENTE DITO: GÉNESE LEGAL DESTE CENTRO ESTRUTURA ORGÂNICA ÂMBITO

Leia mais

INTRODUÇÃO. Apresentação

INTRODUÇÃO. Apresentação ANEXO ÚNICO DA RESOLUÇÃO ATRICON 09/2014 DIRETRIZES DE CONTROLE EXTERNO ATRICON 3207/2014: OS TRIBUNAIS DE CONTAS E O DESENVOLVIMENTO LOCAL: CONTROLE DO TRATAMENTO DIFERENCIADO E FAVORECIDO ÀS MICROEMPRESAS

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA - CONSULTORIA DE CURTO PRAZO NACIONAL

TERMO DE REFERÊNCIA - CONSULTORIA DE CURTO PRAZO NACIONAL TERMO DE REFERÊNCIA - CONSULTORIA DE CURTO PRAZO NACIONAL Função no Projeto: Nosso número: 023.2013 Resultado: Atividades: Antecedentes: (breve histórico justificando a contratação) DADOS DA CONSULTORIA

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO DOS FÓRUNS SELECIONADOS NO CASO DE VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 15 de Abril de 1958) Os Estados signatários da presente Convenção; Desejando estabelecer

Leia mais

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites

Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Organização Mundial do Comércio: Possibilidades e Limites Análise Integração Regional / Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 15 de outubro de 2003 Organização Mundial do Comércio: Possibilidades

Leia mais

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE

DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE DECRETO Nº 6.617, DE 23 DE OUTUBRO DE 2008: Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da África do Sul no Campo da Cooperação Científica e Tecnológica,

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO

TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO Número e Título do Projeto Função no Projeto: TERMO DE REFERÊNCIA CONTRATAÇÃO DE CONSULTOR PESSOA FÍSICA MODALIDADE PRODUTO BRAX66 - Fortalecimento da Secretaria Nacional de Justiça em cooperação jurídica

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

Programa de Treinamento Judicial Internacional IJTP. Um Programa da Faculdade de Direito da Universidade da Géorgia

Programa de Treinamento Judicial Internacional IJTP. Um Programa da Faculdade de Direito da Universidade da Géorgia Programa de Treinamento Judicial Internacional IJTP Um Programa da Faculdade de Direito da Universidade da Géorgia Programa de Treinamento Judicial Internacional Por que Nos últimos anos, um número crescente

Leia mais

MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 55/04 Regulamentação do Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL

MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 55/04 Regulamentação do Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 55/04 Regulamentação do Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, o Protocolo de Contratações Públicas do MERCOSUL

Leia mais

.: DAI - Divisão de Atos Internacionais

.: DAI - Divisão de Atos Internacionais 1 von 6 31.05.2010 10:06.: DAI - Divisão de Atos Internacionais DECRETO Nº 2.579, DE 6 DE MAIO DE 1998. Promulga o Acordo Básico de Cooperação Técnica, celebrado entre o Governo da República Federativa

Leia mais

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 7.4.2015 COM(2015) 150 final 2015/0075 (NLE) Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à assinatura, em nome da União Europeia, do Protocolo de Alteração do Acordo entre a Comunidade

Leia mais

INSTRUÇÕES DE SOLICITAÇÃO DE VERBAS A FUNDO PERDIDO E FORMATAÇÃO DE PROPOSTA PARA SOLICITANTES ESTRANGEIROS

INSTRUÇÕES DE SOLICITAÇÃO DE VERBAS A FUNDO PERDIDO E FORMATAÇÃO DE PROPOSTA PARA SOLICITANTES ESTRANGEIROS Introdução INSTRUÇÕES DE SOLICITAÇÃO DE VERBAS A FUNDO PERDIDO E FORMATAÇÃO DE PROPOSTA PARA SOLICITANTES ESTRANGEIROS Este informativo tem a finalidade de auxiliar os solicitantes estrangeiros a entender

Leia mais

MANUAL DE INVESTIMENTOS

MANUAL DE INVESTIMENTOS IPEA - INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA MANUAL DE INVESTIMENTOS PROPOSTA DE COLETA E CADRASTRAMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE INTENÇÕES DE INVESTIMENTOS EMPRESARIAIS (Segunda Versão) Luciana Acioly

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini

A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini A INFLUÊNCIA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO DIREITO POSITIVO Cíntia Cecília Pellegrini RESUMO: Após a Segunda Guerra Mundial, a sociedade internacional passou a ter como principal objetivo a criação de acordos

Leia mais

O GRUPO MERCADO COMUM RESOLVE:

O GRUPO MERCADO COMUM RESOLVE: MERCOSUL/GMC/RES. N.º 23/05 ACORDO SOBRE O PROJETO PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL/COMPETITIVIDADE E MEIO AMBIENTE TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as Decisões Nº 10/91, 3/02, 20/02,

Leia mais

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA SECRETARIA DO MERCOSUL

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA SECRETARIA DO MERCOSUL MERCOSUL/GMC/RES. N 01/03 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA SECRETARIA DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as Decisões Nº 04/96, 24/00, 1/02, 16/02 e 30/02 do Conselho

Leia mais

RESENHA PALESTRA CISG

RESENHA PALESTRA CISG RESENHA PALESTRA CISG 1. Parâmetros para interpretação da CISG Caráter internacional A Convenção deve ser interpretada autonomamente. Isso significa que as palavras e frases da CISG não devem simplesmente

Leia mais

FLY CENTER ESCOLA DE AVIAÇÃO CIVIL

FLY CENTER ESCOLA DE AVIAÇÃO CIVIL Saudações a todos Devido as mudanças ocorridas no sistema de aviação civil segue em anexo as questões alteradas na matéria de SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL INTERNACIONAL E SISTEMA DE AVIAÇÃO CIVIL BRASILEIRO.

Leia mais

PRINCÍPIOS DE PARIS. Princípios relativos ao estatuto das instituições nacionais para a promoção e proteção dos direitos humanos

PRINCÍPIOS DE PARIS. Princípios relativos ao estatuto das instituições nacionais para a promoção e proteção dos direitos humanos PRINCÍPIOS DE PARIS Princípios relativos ao estatuto das instituições nacionais para a promoção e proteção dos direitos humanos Competência e atribuições 1. Uma instituição nacional disporá de competência

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 3.034,DE 2011 Dispõe sobre a assistência internacional prestada pelo Brasil sobre matéria de valoração aduaneira e dá outras

Leia mais

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas 18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar o reconhecimento de divórcios e separações de pessoas obtidos

Leia mais

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE A COOPERAÇÃO EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO ENTRE OS GOVERNOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, REPÚBLICA DA ÍNDIA, REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E

Leia mais

Tendo em vista a resolução sobre a eliminação do trabalho infantil adotada pela Conferência Internacinal do Trabalho, em sua 83 a Reunião, em 1996;

Tendo em vista a resolução sobre a eliminação do trabalho infantil adotada pela Conferência Internacinal do Trabalho, em sua 83 a Reunião, em 1996; CONVENÇÃO Nª 182 CONVENÇÃO SOBRE PROIBIÇÃO DAS PIORES FORMAS DE TRABALHO INFANTIL E AÇÃO IMEDIATA PARA SUA ELIMINAÇÃO Aprovadas em 17/06/1999. No Brasil, promulgada pelo Decreto 3597de 12/09/2000. A Conferência

Leia mais

REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS

REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS Er REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS Art 1º O Fórum da Agenda 21 Local Regional de Rio Bonito formulará propostas de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável local, através

Leia mais

1. CONTRATOS INTERNACIONAIS: EFICÁCIA ECONÔMICA E EFETIVIDADE. II PROFESSOR DOUTOR: João Bosco Lee. III CARGA HORÁRIA: 30h/a IV EMENTA

1. CONTRATOS INTERNACIONAIS: EFICÁCIA ECONÔMICA E EFETIVIDADE. II PROFESSOR DOUTOR: João Bosco Lee. III CARGA HORÁRIA: 30h/a IV EMENTA 1. CONTRATOS INTERNACIONAIS: EFICÁCIA ECONÔMICA E EFETIVIDADE II PROFESSOR DOUTOR: João Bosco Lee III CARGA HORÁRIA: 30h/a IV EMENTA Noção de Contrato Internacional (Critérios de Internacionalidade do

Leia mais

Expressando que este processo de integração constitui uma resposta adequada a tais acontecimentos;

Expressando que este processo de integração constitui uma resposta adequada a tais acontecimentos; TRATADO PARA A CONSTITUIÇÃO DE UM MERCADO COMUM ENTRE A REPUBLICA ARGENTINA, A REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, A REPUBLICA DO PARAGUAI E A REPUBLICA ORIENTAL DO URUGUAI (ASSUNÇÃO, 26/03/1991) A República

Leia mais

SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA

SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA Convenção 135 SOBRE PROTEÇÃO E FACILIDADES A SEREM DISPENSADAS A REPRESENTANTES DE TRABALHADORES NA EMPRESA A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, Convocada em Genebra pelo Conselho

Leia mais

ESTRUTURA E MANUAL DE CARGOS E FUNÇÕES DA SECRETARIA ADMINISTRATIVA DO MERCOSUL

ESTRUTURA E MANUAL DE CARGOS E FUNÇÕES DA SECRETARIA ADMINISTRATIVA DO MERCOSUL MERCOSUL/GMC/RES. Nº 15/02 ESTRUTURA E MANUAL DE CARGOS E FUNÇÕES DA SECRETARIA ADMINISTRATIVA DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, a Decisão Nº 24/00 do Conselho

Leia mais

ACORDO BÁSICO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA Assinado no Rio de Janeiro, a 29 de dezembro de 1964.

ACORDO BÁSICO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA Assinado no Rio de Janeiro, a 29 de dezembro de 1964. ACORDO BÁSICO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA Assinado no Rio de Janeiro, a 29 de dezembro de 1964. Aprovado pelo Decreto Legislativo nº 11, de 1966. Entrada em vigor (art. 6º, 1º) a 2 de maio de 1966. Promulgado

Leia mais

CURSOS ON-LINE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO PROFESSORES RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA DEMONSTRATIVA

CURSOS ON-LINE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO PROFESSORES RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA DEMONSTRATIVA AULA DEMONSTRATIVA Olá pessoal. Com a publicação do edital para Auditor-Fiscal da Receita Federal, como é de costume, houve mudanças em algumas disciplinas, inclusão de novas, exclusão de outras. Uma das

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL:

PROPRIEDADE INTELECTUAL: PROPRIEDADE INTELECTUAL: LEGISLAÇÃO - 2 Profa. Dra. Suzana Leitão Russo Prof. Gabriel Francisco Silva Profa. Dra. Ana Eleonora Almeida Paixão Art. 1º Esta Lei regula direitos e obrigações relativos à propriedade

Leia mais

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Sendo uma organização que representa os interesses de fabricantes e fornecdores de produtos e sistemas para

Leia mais

OMC: estrutura institucional

OMC: estrutura institucional OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 OMC: estrutura institucional Especial Perfil Wesley Robert Pereira 06 de outubro de 2005 Enquanto o GATT foi apenas

Leia mais

ACORDO PARA A FACILITAÇÃO DE ATIVIDADES EMPRESARIAIS NO MERCOSUL

ACORDO PARA A FACILITAÇÃO DE ATIVIDADES EMPRESARIAIS NO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 32/04 ACORDO PARA A FACILITAÇÃO DE ATIVIDADES EMPRESARIAIS NO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e a Decisão Nº 26/03 do Conselho do Mercado

Leia mais

O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO

O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO O Banco Europeu de Investimento (BEI) promove os objetivos da União Europeia ao prestar financiamento a longo prazo, garantias e aconselhamento a projetos. Apoia projetos,

Leia mais

V - promover a cooperação internacional na área de ciência, tecnologia e inovação;

V - promover a cooperação internacional na área de ciência, tecnologia e inovação; DECRETO Nº 7.642, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2011 * Programa Ciência sem Fronteiras. * Institui o Programa Ciência sem Fronteiras. A Presidenta da República, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84,

Leia mais

Banco Interamericano de Desenvolvimento CICLO DE PROJETOS. Representação no Brasil Setor Fiduciário

Banco Interamericano de Desenvolvimento CICLO DE PROJETOS. Representação no Brasil Setor Fiduciário Banco Interamericano de Desenvolvimento CICLO DE PROJETOS Representação no Brasil Setor Fiduciário Ciclo de projetos Cada projeto financiado pelo BID passa por uma série de etapas principalmente as de

Leia mais

PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1

PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1 PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1 Os Estados Partes no presente Protocolo, Considerando que a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados assinada em Genebra, em 28 de julho de

Leia mais

Descrição do Sistema de Franquia. Histórico do Setor. O Fórum Setorial de Franquia

Descrição do Sistema de Franquia. Histórico do Setor. O Fórum Setorial de Franquia Descrição do Sistema de Franquia Franquia é um sistema de distribuição de produtos, tecnologia e/ou serviços. Neste sistema uma empresa detentora de know-how de produção e/ou distribuição de certo produto

Leia mais

Princípios de Bom Governo

Princípios de Bom Governo Princípios de Bom Governo Regulamentos internos e externos a que a empresa está sujeita A NAV Portugal foi criada, por cisão da ANA, E.P., na forma de empresa pública, pelo Decreto Lei nº 404/98, de 18

Leia mais

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2012.

RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2012. RESOLUÇÃO N, DE DE DE 2012. Regulamenta a aplicação da Convenção da Cidade do Cabo e seu Protocolo Relativo a Questões Específicas ao Equipamento Aeronáutico. A DIRETORIA DA AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO

Leia mais

CONVÊNIO DO SISTEMA DE PAGAMENTOS EM MOEDA LOCAL ENTRE A REPÚBLICA ARGENTINA E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

CONVÊNIO DO SISTEMA DE PAGAMENTOS EM MOEDA LOCAL ENTRE A REPÚBLICA ARGENTINA E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL CONVÊNIO DO SISTEMA DE PAGAMENTOS EM MOEDA LOCAL ENTRE A REPÚBLICA ARGENTINA E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL O Banco Central de la República Argentina e O Banco Central do Brasil, Tendo em vista a Decisão

Leia mais

ACORDO SOBRE O PROJETO DE FOMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL E PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

ACORDO SOBRE O PROJETO DE FOMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL E PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 03/02 ACORDO SOBRE O PROJETO DE FOMENTO DE GESTÃO AMBIENTAL E PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e a

Leia mais

Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados

Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito dos Tratados Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados Conclusão e assinatura: Viena Áustria, 23 de agosto de 1978

Leia mais

Artigo 1.º. Entre Melgaço e Arbo, sobre o rio Minho, será construída uma ponte internacional que una Portugal e Espanha.

Artigo 1.º. Entre Melgaço e Arbo, sobre o rio Minho, será construída uma ponte internacional que una Portugal e Espanha. Decreto n.º 19/96 de 1 de Julho Convénio entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha para a Construção de Uma Ponte Internacional sobre o Rio Minho entre as Localidades de Melgaço (Portugal) e Arbo

Leia mais

CONSELHO DE MINISTROS

CONSELHO DE MINISTROS CONSELHO DE MINISTROS Decreto n.º 35/02 de 28 de Junho Considerando a importância que a política comercial desempenha na estabilização económica e financeira, bem como no quadro da inserção estrutural

Leia mais

ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE AVIAÇÃO: A QUESTÃO DA CABOTAGEM E DA PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO NAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS

ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE AVIAÇÃO: A QUESTÃO DA CABOTAGEM E DA PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO NAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS ABERTURA DO MERCADO BRASILEIRO DE AVIAÇÃO: A QUESTÃO DA CABOTAGEM E DA PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO NAS COMPANHIAS AÉREAS BRASILEIRAS por Victor Carvalho Pinto 1. Conceituação Os parâmetros básicos

Leia mais

DOMíNIO PÚBLICO E DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL

DOMíNIO PÚBLICO E DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DOMíNIO PÚBLICO E DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL Gilsomar Silva Barbalho Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor,

Leia mais

ACORDO SOBRE O PROJETO FOMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL E DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS

ACORDO SOBRE O PROJETO FOMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL E DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 09/04 ACORDO SOBRE O PROJETO FOMENTO DA GESTÃO AMBIENTAL E DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA EM PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as

Leia mais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO EDITAL 041/2010 - PROJETO BRA/06/032 CÓDIGO: CARTEIRA DE LONGO PRAZO O Projeto BRA/06/032

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar São Tomé e Príncipe Condições Legais de Acesso ao Mercado Abril 2010 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 3 3. Quadro Legal 6 2

Leia mais

Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes

Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes 1 CONVENÇÃO N. 159 Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes I Aprovada na 69ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1983), entrou em vigor no plano internacional em

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PILÕES CNPJ: 08.148.488/0001-00 CEP: 59.5960-000

PREFEITURA MUNICIPAL DE PILÕES CNPJ: 08.148.488/0001-00 CEP: 59.5960-000 1 9 6 3 1 9 6 3 PREFEITURA MUNICIPAL DE PILÕES CNPJ: 08.148.488/0001-00 CEP: 59.5960-000 Lei nº 299/ 2008. Dispõe sobre a criação do Conselho Municipal do Idoso, do Fundo Municipal do Idoso e dá outras

Leia mais

MENSAGEM N.º 671, DE 2009 (Do Poder Executivo)

MENSAGEM N.º 671, DE 2009 (Do Poder Executivo) CÂMARA DOS DEPUTADOS MENSAGEM N.º 671, DE 2009 (Do Poder Executivo) Aviso nº 603/2009 C. Civil Submete à deliberação do Congresso Nacional o Texto do Acordo Geral de Cooperação entre o Governo da República

Leia mais

COMPROMISSO DOS NOTÁRIOS DA EUROPA PARA

COMPROMISSO DOS NOTÁRIOS DA EUROPA PARA COMPROMISSO DOS NOTÁRIOS DA EUROPA PARA 2020 para uma política de justiça europeia à altura dos desafios socioeconómicos OS NOSSOS 5 COMPROMISSOS PARA 2020 NOTÁRIOS DA EUROPA 1 Na qualidade de consultores

Leia mais

CONVENÇÃO PARA A REDUÇÃO DOS CASOS DE APATRIDIA

CONVENÇÃO PARA A REDUÇÃO DOS CASOS DE APATRIDIA CONVENÇÃO PARA A REDUÇÃO DOS CASOS DE APATRIDIA Feita em Nova York, em 30 de agosto de 1961 Entrada em vigor: 13 de dezembro de 1975, em conformidade com o Artigo 18 Texto: Documento das Nações Unidas

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS FORMULÁRIO DESCRITIVO DA NORMA INTERNACIONAL Norma Internacional: Convenção para a Salvaguarda do patrimônio Cultural Imaterial Assunto: Proteção do Patrimônio Cultural Imaterial Decreto: 5208 Entrada

Leia mais

SECRETARIA DE INOVAÇÃO

SECRETARIA DE INOVAÇÃO SECRETARIA DE INOVAÇÃO EDITAL Nº 01, DE 30 DE JANEIRO DE 2013 SEGUNDA CHAMADA PARA A APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE COOPERAÇÃO TECNOLÓGICA ENTRE BRASIL E ISRAEL O SECRETÁRIO DE INOVAÇÃO DO MINISTÉRIO DO

Leia mais

ACORDOS INTERNACIONAIS

ACORDOS INTERNACIONAIS Direito Internacional Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 53 ACORDOS INTERNACIONAIS ONU SDN (Sociedade ou Liga das Nações) Foi criada com a intenção de manter a paz. No seu período de atividade, contudo,

Leia mais

A Arbitragem na União Europeia 1

A Arbitragem na União Europeia 1 A Arbitragem na União Europeia 1 A. A Arbitragem de Investimento 1. Fui convidado para palestrar sobre uma matéria que, até há muito pouco tempo, não existia no Direito Comunitário da União Europeia. Tarefa

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Concurso Delegado de Polícia Federal 2012 Prof. Leopoldo Canal Leopoldo Canal, advogado, assessor e procurador do consulado da República da Guiné no Rio de Janeiro, diretor

Leia mais

MINISTÉRIO DO COMÉRCIO

MINISTÉRIO DO COMÉRCIO MINISTÉRIO DO COMÉRCIO REGULAMENTO INTERNO DAS REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS DA REPÚBLICA DE ANGOLA NO ESTRANGEIRO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1º (Natureza) As representações são órgãos de execução

Leia mais

Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima As Partes deste Protocolo, Sendo Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, doravante denominada

Leia mais

Prefeito Empreendedor. Guia de Recomendações Preliminares para o Fomento do Empreendedorismo nos Municípios

Prefeito Empreendedor. Guia de Recomendações Preliminares para o Fomento do Empreendedorismo nos Municípios Prefeito Empreendedor Guia de Recomendações Preliminares para o Fomento do Empreendedorismo nos Municípios Março/2012 Expediente Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MDIC Fernando

Leia mais