RP0702 RELATÓRIO DE PESQUISA. Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil

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1 RELATÓRIO DE PESQUISA RP0702 SET2007 Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil CLÁUDIO BRUZZI BOECHAT E ROBERTA MOKREJS PARO

2 Relatório de Pesquisa Ano 7 N 0 02 Setembro de 2007

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4 Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil Cláudio Bruzzi Boechat Professor do Núcleo Andrade Gutierrez de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da FDC Roberta Mokrejs Paro Pesquisadora do Núcleo Andrade Gutierrez de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da FDC

5 Projeto gráfico Célula de Edição de Documentos Revisão Célula de Edição de Documentos Assessoria editorial Teresa Goulart Supervisão de editoração José Ricardo Ozólio Impressão Fundação Dom Cabral 2007 Reproduções integrais ou parciais deste relatório somente com a autorização expressa da FDC. É permitida a citação de dados, tabelas, gráficos e conclusões, desde que indicada a fonte. Para baixar a versão digital desta e de outras publicações de temas relacionados à Gestão Empresarial, acesse a Sala do Conhecimento da Fundação Dom Cabral através do link Copyright 2007, Fundação Dom Cabral. Para cópias ou permissão para reprodução, contatos pelo telefone ou Esta publicação não poderá ser reproduzida sem a permissão da FDC. Campus Aloysio Faria Centro Alfa Av. Princesa Diana, 760 Alphaville Lagoa dos Ingleses Nova Lima, MG Brasil Tel.: Fax:

6 Agradecimentos À equipe do Núcleo Andrade Gutierrez de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa, pelas ricas interações ao longo da concepção e realização desta pesquisa. A Cláudio Duarte, da Signum Pesquisas e Imagem, pela realização da análise estatística dos dados, bem como por sua valiosa contribuição no desenvolvimento da metodologia e elaboração do questionário desta pesquisa. Aos estagiários Luisa Valentim Barros, Almir Silva Neto, Clarice Alkmim e Juliana Azevedo Travassos, por sua colaboração inestimável e entusiasmada nas diversas etapas deste trabalho.

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8 Sumário Introdução...9 Objetivo...9 Delimitação do Escopo...10 Cronologia...11 Dados de Pesquisa...11 Sustentabilidade e Estratégia Empresarial: Descompassos...13 Fundamentação Teórica...17 O Contexto Empresarial: Responsabilidade e Sustentabilidade...17 Modelo de Gestão Responsável para a Sustentabilidade...19 Metodologia...21 Primeira Etapa Mapeamento dos Desafios da Sustentabilidade...21 Segunda Etapa Pesquisa Quantitativa: Verificação da Incorporação dos Desafios da Sustentabilidade ao Planejamento Estratégico das Empresas Brasileiras...25 Terceira Etapa Tratamento Estatístico dos Dados...27 Resultados...29 Mapa dos Desafios da Sustentabilidade...29 Planejamento Estratégico e Desafios da Sustentabilidade: a Visão das Empresas...32

9 Conclusão...51 Referências...53 Entrevistas...55 Anexo 1 Mapa de Desafios da Sustentabilidade: Enunciados...57 Anexo 2 Perguntas do Questionário de Pesquisa...61 Anexo 3 Algoritmos para Rankings e Gráficos de Correlação...65

10 E Introdução mbora se observe no Brasil uma significativa mobilização empresarial em torno dos temas ligados à responsabilidade social corporativa, as empresas podem não estar tratando de pontos relevantes no nível estratégico. Isso reduz a possibilidade de que essas questões sejam adequadamente analisadas, priorizadas e alinhadas internamente com os demais objetivos estratégicos da empresa, podendo ensejar resultados desfavoráveis, tanto para os negócios quanto para a sociedade. O sentido de tentar compreender a inserção dos temas da sustentabilidade no planejamento estratégico das empresas reside em ser este justamente o processo utilizado para influenciar toda a ação empresarial na busca de sua adequação ao futuro. Este projeto compõe o Observatório da Gestão Responsável para a Sustentabilidade no Brasil, que, além de realizar leituras periódicas dos desafios da sustentabilidade e do posicionamento estratégico das empresas quanto a esses desafios, aborda também indicadores para a gestão empresarial, práticas gerenciais que promovem a sustentabilidade e relatórios socioambientais empresariais. Objetivo Esta pesquisa pretende verificar de que forma os principais desafios socioeconômicos e ambientais hoje postos para a sociedade brasileira, aqui referidos como desafios da sustentabilidade, estão incorporados na estratégia de negócios das empresas no Brasil. Com isto pretende-se apontar à sociedade, particularmente aos estrategistas de empresas, as discrepâncias na incorporação dos desafios às estratégias corporativas, bem como a interpretação da relevância desses desafios. Para tanto, foram mapeados os temas-chave da sustentabilidade, sejam eles tradicionais ou emergentes, verificando-se, a seguir, se tais temas foram ou não, e até que ponto, incorporados ao planejamento estratégico das empresas, assim como a relevância e influência de outros fatores para esse resultado. Para isto, focamos nas empresas brasileiras com um compromisso declarado, ou com um nível comprovável Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 9

11 de práticas de sustentabilidade corporativa, visto que é nesse grupo que se esperaria uma permeabilidade maior da gestão aos temas relevantes à sustentabilidade mas chegaria essa permeabilidade até o nível estratégico? Pretendemos que o mapa de desafios da sustentabilidade daí resultante, além de servir de insumo para a análise central da pesquisa, possa fornecer às empresas alguns parâmetros para reflexão e direcionamento de seu planejamento estratégico. Delimitação do Escopo Ao verificar o grau de incorporação dos desafios para a sustentabilidade ao planejamento estratégico das empresas no Brasil, não queremos sugerir que todos os desafios predefinidos devessem estar incorporados. Tampouco entendemos que o fato de estarem incorporados equivale a um bom desempenho do ponto de vista da sustentabilidade. O fato de um desafio estar incorporado à estratégia significa que a empresa tem a intenção de agir com relação àquele assunto dentro de determinado horizonte de tempo, mas não implica necessariamente a implementação de ações na prática e, muito menos, que essas ações sejam efetivas na reversão das tendências problematizadas nesta pesquisa. Partimos da premissa de que a incorporação de determinado tema à estratégia é um bom indício de seu posicionamento entre os temas mais relevantes para o direcionamento futuro da empresa, exigindo certo grau de discussão quanto à interrelação que ele mantém com outros temas relevantes em termos de inserção no mercado e competitividade, bem como quanto aos seus possíveis desdobramentos junto ao sistema de gestão. Um planejamento adequado buscaria alinhar os objetivos estratégicos, fomentar sinergias e articular ações e processos, evitando incoerências. Assim, nosso objetivo é contrapor os desafios que precisam ser enfrentados pela sociedade brasileira na construção do desenvolvimento sustentável, ao processo de sua absorção pelo planejamento estratégico das empresas brasileiras. No momento em que os temas sustentabilidade e responsabilidade corporativa são tão comumente citados no meio empresarial, muitas vezes associados à excelência gerencial, o quanto isto representa em termos de absorção, na pauta das discussões estratégicas, de temas críticos ao desenvolvimento sustentável no Brasil? O quanto estas duas agendas a do desenvolvimento sustentável e a da estratégia empresarial de fato convergem? 10 RP0702

12 Esta pesquisa não se propõe a responder plenamente a essas perguntas, mas, sim, obter um quadro geral de incorporação de tais desafios ao planejamento estratégico das empresas, de forma a disponibilizar uma base para futuras discussões mais focadas e aprofundadas em cada desafio. Esse quadro poderá sinalizar para o fato de que alguns temas podem não estar sendo adequadamente considerados, cabendo então uma avaliação, caso a caso, do quão importante isto seria do ponto de vista da sustentabilidade da empresa, em si, e, numa perspectiva mais abrangente, da sociedade. Em outras palavras, lançar luz sobre a intensidade da inserção do setor empresarial na viabilização do desenvolvimento sustentável, no Brasil. Cronologia As etapas da pesquisa transcorreram nos seguintes períodos: Primeira Etapa (Mapeamento dos Desafios da Sustentabilidade): janeiro a junho de 2006; Segunda Etapa (Pesquisa Quantitativa): julho a setembro de 2006; Terceira Etapa (Tratamento Estatístico): outubro de Dados de Pesquisa Os estudos estatísticos das respostas à pesquisa quantitativa geraram quadros-resumo publicados em um volume separado (ver BOECHAT, C. B.; PARO, R. M. Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil Dados de Pesquisa, 2007). Tais dados podem ser solicitados ao Núcleo Andrade Gutierrez de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 11

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14 É Sustentabilidade e Estratégia Empresarial: Descompassos nas principais características de seu negócio principal sua atividade básica e nas estratégias desenvolvidas para ter sucesso neste negócio que se concentra a responsabilidade primordial da empresa. Isto porque é nelas que reside a grande força motriz em torno da qual se reunirão esforços e conseqüentes desdobramentos em seu sistema de gestão (objetivos, metas, planos de ação, indicadores, mecanismos de recompensa, etc.), e é deles que resulta, no final das contas, o impacto maior da empresa na sociedade. Se essa força motriz aponta para uma direção oposta ao que se considera desejável para a sustentabilidade, pouco efeito fará tentar neutralizá-la com ações compensatórias periféricas. Ao se partir do pressuposto de que a consideração de algumas das questões pertinentes à sustentabilidade no planejamento estratégico demandaria, no mínimo, um posicionamento da direção da organização, o alinhamento dos objetivos estratégicos e o desdobramento no sistema de gestão, entende-se que tal inserção evitaria ações e processos incoerentes no que compete à competitividade e ao desenvolvimento sustentável. Tornaria ainda a contribuição da empresa mais efetiva, sem representar um desvio de suas atividades básicas. Mais que isso, possibilitaria o redesenho das atividades críticas e produtos de vários setores de negócio, sujeitos a impactos inevitáveis de alguns dos desafios da sustentabilidade. Aparentemente, porém, essa abordagem não é a mais comumente adotada. Na busca pela sustentabilidade, considerável progresso tem se conseguido em relação à disposição das empresas brasileiras em repensar suas ações e políticas no que se refere a aspectos socioambientais, no âmbito da responsabilidade social corporativa ou sustentabilidade corporativa (ver BOECHAT et al., 2005). Entretanto, de um ponto de vista global, os referidos termos têm sido objeto de diferentes interpretações, dependendo, entre outros fatores, do contexto socioeconômico em que as empresas operam e dos stakeholders tradicionalmente considerados. Tal imprecisão de definições é relevante não apenas por razões de preciosismo acadêmico. A diferença de interpretações importa e muito no que se refere às razões e abordagens que levam a empresa a se engajar com a sustentabilidade, sendo que, mais cedo ou mais tarde, tanto a empresa quanto a sociedade acabarão questionando os reais resultados que poderão advir, para ambas, desse alardeado engajamento. De uma perspectiva interna da empresa, tem sido observado um descompasso entre as respostas da empresa às questões da sustentabilidade e os fatores-chave que formatam a estratégia global da empresa (WWF, 2003). Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 13

15 Alguns autores têm considerado a necessidade de a política da responsabilidade social corporativa evoluir de elemento adicional às operações empresariais para uma integração plena à estratégia de negócios, funcionando assim mais como uma contribuição aos propósitos e objetivos da empresa e menos como uma forma de desvio destes. Grayson e Hodges (2004) expressam essa idéia afirmando que a responsabilidade social corporativa deveria transitar do meramente adicional ao embutido. Ou seja, ao invés de ser traduzida como uma proliferação de iniciativas e projetos que representem um desvio do propósito primordial da empresa e um entrave ao desempenho o que a torna também difícil de ser absorvida pela média gerência, a responsabilidade social corporativa deveria integrar-se não ao nível operacional, mas à estratégia de negócios, visto que a primeira subordina-se à última. Ignorar isso, alegam os autores, resulta em divergência de ação. Os autores apontam também que encarar a responsabilidade social corporativa somente como gestão de risco pode auxiliar a empresa a manter mercado, mas não a expandi-lo, visto não estar adequadamente associada às possibilidades do desenvolvimento do mercado, inovações em produtos e serviços e novas oportunidades de negócio. Um relatório precedente da WWF (WWF, 2003) também enfatizou esses pontos. Afirma que a sustentabilidade e a estratégia corporativa raramente convergem, gerando perda de oportunidades às empresas por adotarem usualmente abordagens que conservam valor, ao invés de criarem valor, em parte devido às dificuldades em lidar com valores intangíveis. O mesmo relatório aprofunda a discussão sobre a necessidade que há de se incorporarem os desafios da sustentabilidade ao pensamento estratégico, de forma que as empresas entendam como eles podem contribuir para a criação de valor. Da perspectiva da sociedade, por outro lado, é possível observar algumas manifestações de insatisfação em relação aos resultados práticos da disseminação das idéias de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa. Considerações conceituais à parte, estariam as empresas sendo bem-sucedidas no tratamento das questões relevantes para a sociedade? De uma perspectiva mais ampla, as iniciativas empresariais podem ser vistas como insuficientes para gerar impacto na escala necessária. Um relatório produzido pela SustainAbility e o Global Compact afirma que as ações combinadas dos governos, empresas e sociedade civil para o desenvolvimento sustentável estão sendo atropeladas pela escalada de problemas (SustainAbility, 2004). Aponta o relatório que, não obstante muitas empresas identifiquem um leque mais amplo de stakeholders e trabalhem com as questões centrais o que também se observa no Brasil (ver Boechat et al., 2005) a maioria dessas iniciativas ainda está desconectada das principais estratégias de negócios, resultando em atividades conflitantes, tais como 14 RP0702

16 adotar medidas de responsabilidade corporativa e, ao mesmo tempo, atuar em lobbies para reduzir os padrões ambientais e sociais. Assim, ao assumir que a incorporação das questões da sustentabilidade à estratégia é importante, mas não ocorre facilmente na prática, vamos abordar o assunto tentando obter um quadro apontando o rol de temas da sustentabilidade a ser considerado no desenvolvimento das estratégias, e quais desses temas estão de fato sendo incorporados ao planejamento estratégico, dos cenários até os objetivos e ações estratégicas. Isto, por sua vez, poderá nos dar uma idéia sobre a relevância dos temas para o propósito empresarial, assim como sobre seu potencial para serem devidamente integrados ao sistema de gestão e alinhados com outras dimensões e operações da empresa. Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 15

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18 Fundamentação Teórica O Contexto Empresarial: Responsabilidade e Sustentabilidade A idéia de sustentabilidade é associada à preservação da capacidade dos ecossistemas de atenderem às necessidades das gerações presentes e futuras. As atuais percepções sobre a natureza alertam para os riscos de se negligenciar a dependência dos seres vivos em relação aos sistemas que permitem a vida no planeta sob as condições atuais. Não é possível se pensar na sustentabilidade de somente uma parte isolada, uma vez que as dinâmicas evolutivas de mudança se dão em processos interativos simultâneos. Sob condições de desequilíbrio, os sistemas ecológicos tendem a buscar novos equilíbrios e se reorganizar, não necessariamente preservando as mesmas condições nas quais o desenvolvimento humano tem se baseado. E este, numa perspectiva histórica, apóia-se no desenvolvimento de sistemas sociais e econômicos. A sustentabilidade do desenvolvimento social e econômico a longo prazo depende da nossa capacidade de entender esse contexto e preservar o equilíbrio dos sistemas naturais e sociais dos quais dependemos. A FIG. 1 ilustra o modelo adotado para o sistema vivo em que as empresas se inserem, sendo elas próprias vistas como seres vivos. Figura 1 O Biograma Empresarial Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 17

19 Mais propriamente, as empresas atuam em um sistema de dimensões e interesses múltiplos, os quais impactam e pelos quais são impactadas. A FIG. 2 apresenta uma abordagem genérica das partes interessadas em uma empresa, designadas stakeholders. Figura 2 Os stakeholders no Biograma Empresarial O conjunto de responsabilidades de uma empresa constitui-se justamente nas relações que ela estabelece nesse sistema. Para promover a sustentabilidade, essas responsabilidades vão além de uma percepção de curto prazo, exigindo uma visão de longo prazo (FIG. 3). 18 RP0702

20 Sustentabilidade Geração Atual + Gerações Futuras Responsabilidade Equilíbrio nas Relações + Visão de Longo Prazo Figura 3 Sustentabilidade e Responsabilidade Empresarial Por sua imensa capacidade atual de afetar esse sistema por meio de suas operações e influência, as empresas possuem papel fundamental em sua sustentabilidade. Pelo fato de exercer impactos significativos sobre o meio ambiente e o desenvolvimento social e econômico, o setor empresarial se vê inequívoca e inevitavelmente envolvido na busca de um padrão de desenvolvimento que seja sustentável. Modelo de Gestão Responsável para a Sustentabilidade Como a definição do que de fato se busca no futuro resulta de um processo dinâmico, que comporta conotações locais e globais específicas e requer a conciliação de uma multiplicidade de interesses de curto, médio, longo e longuíssimo prazos, a busca da sustentabilidade impõe perseguir ainda que as dificuldades práticas sejam inúmeras o diálogo amplo, a negociação e o equilíbrio nessa acomodação de interesses. A gestão empresarial que promove a sustentabilidade deve, portanto, fomentar tal qualidade de relacionamento com todos os seus stakeholders. A FIG. 4 apresenta o modelo de Gestão Responsável para a Sustentabilidade, adotado nesta pesquisa. Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 19

21 Gestão Responsável para a Sustentabilidade Figura 4 Modelo da Gestão Responsável para a Sustentabilidade Os principais elementos desse modelo são: Diálogo: É imperativo considerar como componente dessa gestão o permanente diálogo da empresa com stakeholders, aos quais deve influenciar e por eles ser influenciada de forma constante, mantendo, assim, sua condição de adequação às mudanças externas. Inserção das questões dos stakeholders no planejamento estratégico: Adequação das estratégias desenvolvidas pela empresa para ter sucesso nos negócios às questões relevantes à sustentabilidade. Uso de indicadores e metas gerais para a empresa como um todo, derivadas dos objetivos estratégicos da empresa. Práticas de gestão e projetos negociais aderentes às metas estratégicas. Promoção da transparência por meio de relatos de sustentabilidade periódicos. 20 RP0702

22 E Metodologia sta pesquisa dá continuidade à pesquisa do Núcleo Andrade Gutierrez de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa sobre a gestão das empresas no ambiente competitivo, que, na fase anterior, se concentrou na investigação de estratégias e indicadores na cadeia produtiva (BOECHAT et al., 2005). Nessa fase, o foco será no alinhamento entre questões e estratégias de sustentabilidade. Para cumprir os objetivos propostos, três etapas principais foram estabelecidas. Primeira Etapa Mapeamento dos Desafios da Sustentabilidade Definindo os temas da sustentabilidade Iniciamos por definir os desafios da sustentabilidade como sendo as questões ambientais, econômicas e sociais que desafiam a sociedade brasileira por representarem barreiras ao desenvolvimento sustentável. Estas questões podem ser tradicionais já conhecidas há muito tempo, mas que persistem, recebendo um tratamento precário pela sociedade brasileira, e emergentes de configuração mais recente, e que podem estar requerendo uma antecipação em termos de avaliação e posicionamento estratégico da sociedade. Contudo, ao mencionar os desafios da sustentabilidade no Brasil, impõemse ainda algumas considerações básicas. Este é um país que de longa data apresenta obstinadas taxas de subdesenvolvimento (ver IPEA, 2004), a par de um excelente desempenho em vários campos da inovação tecnológica ao desempenho empresarial. Se a evidente disparidade social observada no Brasil representa um entrave ao desenvolvimento, pensado em termos convencionais, o mesmo se constata para o desenvolvimento sustentável já que este último implica noções de justiça social e igualdade de oportunidades como componentes essenciais (ver BRUNDTLAND, 1987), aliados à preservação do capital natural, também afetada pelas condições sociais locais. Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 21

23 Em conseqüência, na lista dos desafios fundamentais da sustentabilidade, incluímos alguns temas sociais tradicionais que estão tipicamente associados ao subdesenvolvimento e a um fraco desempenho governamental em suas funções básicas, tais como saúde pública, educação, infra-estrutura e habitação. Embora isso possa soar contraditório em relação aos propósitos deste estudo que focaliza abordagens estratégicas e integradas da sustentabilidade na empresa consideramos que os temas citados podem ser vistos como desafios legítimos da sustentabilidade. Quanto aos desafios emergentes, seriam aqueles que assim já podem ser identificados, ainda que não citados de forma sistematizada ou formal como desafios da sustentabilidade. A consideração dos desafios emergentes no processo de formação da estratégia é igualmente importante, possibilitando às empresas definir uma tomada de posição e alinhamento, tanto internamente como em relação às visões e expectativas dos stakeholders. Ao tratar do papel da empresa na construção do desenvolvimento sustentável, o que requer a busca da integração dos princípios e critérios do desenvolvimento sustentável da concepção à gestão do negócio referimo-nos ao conceito de sustentabilidade corporativa. Embora este não seja o termo utilizado em várias de nossas referências que comumente utilizam o termo responsabilidade social corporativa, assumimos que as idéias subjacentes, interpretações e problemas relativos ao engajamento das empresas com a sustentabilidade, aos quais ambos os termos se referem, são similares. Empregamos o termo sustentabilidade corporativa com ênfase na transformação real do papel da empresa na sociedade, uma transformação que seja sistêmica, ao invés das mudanças periféricas em operações empresariais, ou do enfoque concentrado em investimento social privado. Isto significaria focar, antes de tudo, no exame dos impactos socioambientais da empresa que se mostrem relevantes junto ao setor e região onde ela opera. Esse procedimento confere à variável Impacto do Negócio no Desafio da Sustentabilidade uma posição muito importante em nossa análise, não só em termos de como a empresa avalia seu impacto sobre o tema, mas também da relação entre este fator e o grau de incorporação do tema ao planejamento estratégico. 22 RP0702

24 Abrangência dos desafios Os desafios da sustentabilidade aparecem nesta pesquisa com a denominação abrangente com que geralmente são discutidos nas fontes pesquisadas, e independentemente da interface das empresas com o tema. Optamos, por exemplo, por levantar a questão das condições de equilíbrio dos ecossistemas e serviços ambientais, em vez de abordarmos esse mesmo problema por meio do tipo de impacto comum às empresas, tal como a geração de resíduos. O objetivo ao manter essa forma, nem sempre familiar ao contexto empresarial, foi evitar um viés direcionador à maneira como o desafio deve ser abordado pela empresa, esvaziando interpretações alternativas e inovadoras da questão. Assumimos que os desafios devam surgir, no nível estratégico, inicialmente, em formato semelhante ao em que se encontram nesta pesquisa, sendo então, já num contexto empresarial, naturalmente traduzidos em implicações e aspectos mais pertinentes ao negócio (sistemas de gestão e processos relacionados). Com isto, procuramos deixar espaço para reflexão e manter maior liberdade de busca de conexões entre o desafio externo e os impactos das operações e atividades da empresa, tanto para quem respondeu ao questionário desta pesquisa, quanto para quem utilizar o mapa de desafios como fonte de parâmetros para seu redirecionamento estratégico para a sustentabilidade. O mesmo ocorre na reflexão sobre as oportunidades que surgem em torno dos desafios. Por exemplo, qual a relevância do desafio envelhecimento da população para o futuro da empresa? Poderíamos pensar em aspectos operacionais como a contratação de funcionários acima das faixas etárias atualmente priorizadas e planejamento da aposentadoria. Mais enriquecedor, porém, ao se tratar o assunto de maneira estratégica, seria situá-lo na análise de ameaças e oportunidades, e frente aos recursos disponíveis, para então construir soluções adequadas a cada contexto de estratégia de negócios. Isto porque o enfoque aqui seria o tratamento estratégico das questões para a sustentabilidade, buscando sinergias, o que difere das inúmeras práticas que, sob a denominação de responsabilidade social ou corporativa, podem ser tão periféricas que nada impede sua implementação à margem do núcleo de negócios da empresa. Além disso, a interface operacional tradicionalmente observada entre esses desafios e os stakeholders ou temas de responsabilidade corporativa pode ser facilmente obtida por meio do vasto material existente no Brasil em fontes como o Instituto Ethos e outras referências no assunto. Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 23

25 Levantamento dos desafios Esta primeira tarefa baseou-se, principalmente, em um levantamento da literatura existente sobre o assunto, além de dados obtidos em entrevistas com alguns dos representantes dos diversos setores da sociedade brasileira: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA (setor governamental), Fundação Avina (sociedade civil), Núcleo de Estudos do Futuro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP (comunidade acadêmica) e Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento PNUD. A partir de um rol de cerca de 50 temas identificados, foi feita uma lista preliminar, submetida a alguns entrevistados para um teste piloto, com o objetivo de avaliar dificuldades e fazer os devidos ajustes de abrangência, conteúdo e forma do questionário. A partir da lista preliminar, o entrevistado deveria optar por: 1. sugerir novos temas; 2. excluir o tema, nas seguintes hipóteses: o tema já vem atualmente obtendo respostas adequadas da sociedade (seja do governo, setor privado, terceiro setor, academia, etc.) no sentido de reverter uma tendência incompatível com o desenvolvimento sustentável; o tema não é considerado relevante o suficiente para figurar na lista de principais desafios da sustentabilidade; 3. reformular o tema, quando julgasse que o tema deveria ser modificado, especificado. As empresas consultadas para essa fase foram ABN AMRO Real, Arcelor Brasil e Localiza. As respostas obtidas foram estudadas e reelaboradas numa listasíntese, chegando-se aos 31 temas considerados como os principais desafios da sustentabilidade. Observe-se que, pela sua importância heterogênea aos vários setores, os temas emergentes foram mais propensos ao corte no processo de filtragem dos temas. Cada desafio da lista foi objeto de uma breve explanação retratando as tendências negativas que lhe são intrínsecas (ver Quadro 1 ou Anexo 1), visando possibilitar a etapa seguinte. 24 RP0702

26 Segunda Etapa Pesquisa Quantitativa: Verificação da Incorporação dos Desafios da Sustentabilidade ao Planejamento Estratégico das Empresas Brasileiras A segunda etapa baseou-se em uma abordagem quantitativa, por meio de um questionário fechado enviado a empresas selecionadas. Universo e amostragem O universo almejado foi composto por um grupo de 134 empresas brasileiras com um compromisso declarado, ou com um nível comprovável de práticas de responsabilidade ou sustentabilidade corporativa, pela sua participação formal em um ou mais dos seguintes grupos: Pacto Global da ONU; Dow Jones Sustainability Index (DJSI) da Bolsa de Nova Iorque; Índice de Sustentabilidade Empresarial da BOVESPA (ISE); publicação de relatórios de sustentabilidade de acordo com as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI); Centro de Tecnologia Empresarial da Fundação Dom Cabral; Centro de Referência para a Gestão Responsável para a Sustentabilidade associado ao Núcleo Andrade Gutierrez de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa da Fundação Dom Cabral; e Grupo de Trabalho brasileiro da ISO Todas as empresas deste universo foram convidadas previamente a participarem da pesquisa. Isso foi importante devido ao fato de o questionário ser relativamente longo (155 questões fechadas). Além disto, para atender aos objetivos da pesquisa, o questionário deveria ser endereçado à pessoa responsável pela formulação da estratégia principal da organização (ou função semelhante) e respondido por ela, e não pela pessoa responsável pela área de sustentabilidade ou responsabilidade corporativa. Isso porque o objeto de estudo é a estratégia de negócios da empresa, e não a das áreas de sustentabilidade ou correlatas, em que esses desafios, ainda que já sejam assimilados, podem sê-lo de forma periférica e independente da atividade básica da empresa. Um total de 81 empresas aceitou participar da pesquisa e 30 delas de fato completaram o questionário, agrupados nos setores mostrados no GRÁF. 1. Desafios para a Sustentabilidade e o Planejamento Estratégico das Empresas no Brasil 25

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