UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS - CESA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO VANDERSON VIEIRA DE ARAÚJO

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS - CESA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO VANDERSON VIEIRA DE ARAÚJO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: UMA ABORDAGEM PRÁTICA NA GESTÃO PÚBLICA FORTALEZA 2012

2 VANDERSON VIEIRA DE ARAÚJO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: UMA ABORDAGEM PRÁTICA NA GESTÃO PÚBLICA Monografia apresentada à Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel Especialista em Administração. Orientadora: Profa. Cora Franklina do Carmo Furtado. FORTALEZA 2012

3 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Universidade Estadual do Ceará Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho Bibliotecária Responsável Leila Sátiro CRB-3 / 544 A663p Araújo, Vanderson Vieira de. Planejamento estratégico: uma abordagem prática na gestão pública / Vanderson Vieira de Araújo CD-ROM. 68f. il. (algumas color.) ; 4 ¾ pol. CD-ROM contendo o arquivo no formato PDF do trabalho acadêmico, acondicionado em caixa de DVD Slim (19 x 14 cm x 7 mm). Monografia (graduação) Universidade Estadual do Ceará, Centro de Estudos Sociais Aplicados, Curso de Administração de Empresas, Fortaleza, Orientação: Prof. MS. Cora Franklina do Carmo Furtado. 1. Planejamento estratégico. 2. Gestão pública. I. Título. CDD: 658

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5 DEDICATÓRIA Ao grande amor da minha vida, a minha razão de ser, a minha maior fonte de inspiração e o grande segredo da minha felicidade, Vitória Caldas.

6 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, a Deus, por ter iluminado toda minha caminhada até aqui. Aos meus pais, por terem me ensinado as coisas mais importantes da vida. A minha querida irmã, Vanessa, pela paciência e porabdicar do notebook por uns meses.

7 De modo suave, você pode sacudir o mundo. (Ghandi)

8 RESUMO Este estudo objetivou descrever a metodologia utilizada pela Coordenadoria de Modernização da Gestão (Comge) da Secretaria do Planejamento do Estado do Ceará para a elaboração do planejamento estratégico em órgãos e instituições públicas estaduais. E a partir dessa descrição fazer um estudo comparativo com um método já existente. Este estudo comparativo permitiu identificar algumas particularidades dessa metodologia, que apresentam condições fundamentais para o seu sucesso na gestão pública. Foi também possível descobrir como o Governo do Estado do Ceará está lidando com a formulação de tais ferramentas no intuito de melhorar a administração pública. Trata-se de um estudo de caso descritivo, com abordagem predominantemente qualitativa. As informações foram obtidas através de uma entrevista de caráter espontâneo entre o autor do estudo e a equipe de elaboração do planejamento estratégico da Comge. Nesta entrevista foi apresentada a metodologia com a descrição detalhada de todas as etapas componentes do processo que serviu de suporte para a elaboração deste trabalho. PALAVRAS-CHAVE: Planejamento Estratégico, Gestão Pública.

9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS REVISÃO DA LITERATURA PLANEJAMENTO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PLANEJAMENTO TÁTICO, PLANEJAMENTO OPERACIONAL E PLANEJAMENTO A LONGO PRAZO ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARTICIPATIVO GESTÃO PÚBLICA ELABORANDO O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ANÁLISE DO AMBIENTE ESTABELECENDO A DIRETRIZ ORGANIZACIONAL: MISSÃO E OBJETIVOS FORMULAÇÃO ESTRATÉGICA MÉTODOS DESENVOLVIMENTO A COORDENADORIA DE MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO DA SEPLAG-CE PLANO PLURIANUAL A ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA COMGE DEFINIÇÃO DA IDENTIDADE ORGANIZACIONAL DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DEFINIÇÃO DE INDICADORES E METAS PROPOSTA DE PROJETOS DE PLANOS E AÇÕES CONCLUSÃO REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 43

10 10 1 INTRODUÇÃO As condições de mercado atual apontam para um cenário altamente mutável cada vez mais competitivo e que exija uma demanda alta por qualidade de produtos e serviços fornecidos à sociedade. Portanto, para uma empresa, seja ela pública ou privada, sobreviver, ela necessita melhorar constantemente sua gestão e estar preparada para possíveis mudanças futuras. Nesse sentido, a elaboração de um planejamento estratégico é uma das possíveis soluções que as empresas estão adotando atualmente, sobretudo no âmbito público. É notável que mais organizações públicas estejam aderindo a tal metodologia como forma de melhorar seus processos e sobreduto alinhá-los com a política vigente, levando em consideração a necessidade da população. A motivação dessas empresas em buscar melhorar sua gestão, é de grande importância para a sociedade, já que a função dessas empresas em sua maioria é fornecer serviços para a população tais como: educação, saúde, segurança, transporte, infraestrutura, entre outros. Além do que, o serviço público ainda é visto como algo burocrático, travado e de péssima qualidade. O governo vem se posicionando a cada dia como empresa e buscando diversas formas de melhorar a sua gestão, prezando pela seriedade dos seus serviços, bem como um controle rígido de seus gastos. Entretanto, a realidade brasileira ainda é muito diferente do ideal. Apesar de essas empresas governamentais utilizarem o planejamento estratégico como ferramenta, este por sua vez não é eficaz, devido à utilização de modelos arcaicos que servem quando há pouca ou nenhuma mudança no ambiente. Outros dois empecilhos para a efetividade do planejamento estratégico na gestão pública são: a falta de gestores competentes e compromissados e a centralização excessiva e verticalizada das organizações públicas. Uma saída poderia ser o planejamento estratégico participativo, já que a elaboração do mesmo é feita por vários membros em vários setores da empresa. Portanto, o presente trabalho tem como finalidade geral estudar um método de elaboração na prática de planejamento estratégico na gestão pública, através de um estudo de caso. As técnicas, estratégias e ferramentas utilizadas no processo,

11 11 assim como identificar a motivação da gestão pública em utilizar o planejamento estratégico na sua administração. 1.1 JUSTIFICATIVA Atualmente, é observável que as empresas públicas estão buscando novas formas de melhorar sua gestão. E uma dessas formas é elaboração do planejamento estratégico. Mais especificamente, temos o planejamento estratégico participativo que apresenta uma alternativa interessante para as essas empresas, visto que através dela, os objetivos organizacionais passam a ser profundamente discutidos, analisados e compreendidos pelo corpo gerencial da empresa. Ainda não temos muitos exemplos da elaboração do mesmo no âmbito governamental, visto que esse conceito se desenvolveu principalmente nas empresas privadas e os estudos a respeito de métodos de planejamento na gestão pública se desenvolveram mais no âmbito acadêmico do que no prático. Portanto, cabe um estudo que extrapole os limites da elaboração teórico-acadêmica e apresente esse conceito sendo aplicado na prática. 1.2 OBJETIVO GERAL O objetivo desta pesquisa é descrever uma metodologia de elaboração do Planejamento Estratégico utilizada atualmente na gestão pública cearense, a partir de um estudo comparativo com uma metodologia já existente no âmbito acadêmico e empresarial. 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Estudar conceitos relacionados com o tema de estudo, tais como: administração estratégica e planejamento estratégico; Analisar um modelo já existente de uma metodologia de Planejamento Estratégico utilizado pelas empresas; Descrever o modelo de elaboração do planejamento estratégico feito pela Secretaria de Planejamento do Estado do Ceará;

12 12 Mostrar possíveis particularidades no processo de elaboração do planejamento estratégico na gestão das organizações públicas;

13 13 2 REVISÃO DA LITERATURA 2.1 PLANEJAMENTO Segundo Bateman e Snell (1997), planejamento é o processo consciente e sistemático de tomar decisões sobre objetivos e atividades que uma pessoa, um grupo, uma unidade de trabalho ou uma organização buscarão no futuro. O objetivo do planejamento é fornecer aos membros da organização um mapa claro a ser seguido em suas atividades futuras. Visando conceituar o planejamento, Steiner (1969) estabeleceu cinco dimensões para caracterizá-lo. A primeira dimensão se refere ao assunto abordado, que pode ser de produção, pesquisas, novos produtos, finanças, marketing, instalações, recursos humanos, entre outros. De uma forma geral, está relacionada às funções desempenhadas pela empresa. A segunda dimensão diz respeito aos elementos do planejamento, tais quais: propósito, objetivos, estratégias, políticas, programas, orçamentos, normas e procedimentos entre outros. A próxima dimensão está relacionada à dimensão do tempo de planejamento, que pode ser de longo, médio ou curto prazo. Outra dimensão corresponde às unidades organizacionais onde o planejamento é feito, onde podemos ter o planejamento corporativo, de unidades estratégicas de negócios, de subsidiárias, de grupos funcionais, de divisões, de departamentos, de produtos entre outros. A última dimensão diz respeito às características do planejamento em si, que podem ser representadas por complexidade ou simplicidade, qualidade ou quantidade, planejamento estratégico ou tático, confidencial ou público, formal ou informal, econômico ou caro. Considerando essas cinco dimensões, de Oliveira (2007), define planejamento como um processo desenvolvido para o alcance de uma situação futura desejada de um modo mais eficiente, eficaz e efetivo, com a melhor concentração de esforço e recursos pela empresa. Planejamento é um processo de tomada de decisão, e como tal ele apresenta passos a serem seguidos para sua elaboração, são eles: análise situação, objetivos

14 14 e planos alternativos, avaliação de objetivos e planos, seleção de planos e metas, implementação e monitoração e controle. (Bateman e Snell, 1997) 2.2 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A fim de conceituar planejamento estratégico, é preciso tomar conhecimentos de alguns conceitos que são fundamentais para o seu entendimento, são eles: objetivo, meta e política. O primeiro deles representa aquilo que a empresa deseja alcançar de acordo com a direção da empresa, em outras palavras, sua estratégia. Meta é quantificação do objetivo, ou seja, são valores definidos dos objetivos a serem alcançados ao longo do tempo. A política de uma empresa são regras de decisão repetitivas com base na estratégia estabelecida. Concluindo, todos esses conceitos dependerão do rumo que a empresa que irá tomar, e esse rumo será decidido na elaboração do planejamento estratégico. Portanto, o planejamento estratégico é um processo de formulação de estratégias organizacionais no qual se busca a inserção da organização e de sua missão no ambiente em que ela está atuando. Chiavenato (2003, p. 39). Ele está relacionado com os objetivos de médio e longo prazo da empresa e não pode ser efetuado de maneira isolada, é preciso que haja uma ação integrada com os planos táticos e operacionais das empresas, conceitos que estudaremos a seguir. Já de Oliveira (2007, p. 17) em sua definição afirma que o planejamento estratégico é uma forma da empresa atuar de forma inovadora e diferenciada. Um processo administrativo para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com os fatores externos, não controláveis. Já podemos definir o planejamento estratégico como um planejamento de longo prazo, voltado para as idéias, predominantemente qualitativo e que procura a eficácia da organização, ou seja, fazer aquilo que deve ser feito. (Fischmann e de Almeida, 1993). A essa altura, já podemos diferenciar planejamento de plano. Basicamente, o plano é um produto do planejamento, é algo estático, que normalmente formalizamos em um documento, está relacionado com o planejamento operacional, que estudaremos mais na frente. O planejamento é contínuo, que pode ser alterado

15 15 da forma que convir melhor para a organização, visto as alterações ambientais e mudança da estratégia. Muitos autores comparam o planejamento como um filme e as fotos que o compõem como o plano. Os planos estratégicos têm uma orientação externa forte e são elaborados pelo alto comando da organização. Entretanto, para o planejamento ser efetivo é preciso a realização de diversos outros planos que atingem os níveis inferiores da empresa. A partir desse raciocínio o planejamento tático e o planejamento operacional apresentam-se como complementares do planejamento estratégico. (BATEMANN E SNELL, 1997). Aprofundaremos esse conceito no próximo tópico. 2.3 PLANEJAMENTO TÁTICO, PLANEJAMENTO OPERACIONAL E PLANEJAMENTO A LONGO PRAZO Alguns autores focalizam diferentes aspectos para conceituar planejamento tático. Para de Oliveira (2007), esse tipo de planejamento está voltado para parte específicas da empresa, portanto ocorre aqui uma decomposição dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidas no planejamento estratégico, que estudaremos a seguir. Já Fischmann e de Almeida (1993), conceitua planejamento tático como um planejamento de curto prazo, predominantemente quantitativo. O planejamento tático é oriundo do planejamento estratégico e serve de instrumento para implementação do Plano Estratégico. O principal objetivo do planejamento tático é utilização eficiente dos recursos disponíveis na consecução de objetivos. Sua utilidade está em planejar e controlar as decisões administrativas e operacionais, procurando a eficiência, fazer bem aquilo que estamos fazendo. (FISCHMANN E DE ALMEIDA, 1993, p.26). O planejamento operacional representa a formalização do planejamento estratégico, principalmente através de documentos escritos. Temos nesse planejamento os planos de ação ou planos operacionais. Geralmente encontramos nos planos operacionais: os recursos necessários para o desenvolvimento e implementação, os prazos estabelecidos, os responsáveis pela execução, os procedimentos a serem adotados e finalmente os produtos ou resultados esperados. (DE OLIVEIRA, 2007)

16 16 O planejamento a longo prazo é a extrapolação do planejamento de curto prazo. Nesse sentido são elaborados planos de ações para um período mais longo, tendo a idéia de que a empresa não mudará sua estratégia e o ambiente não sofrerá mutações. Portanto, quando acreditarmos que a empresa não mudará sua estratégia e que o ambiente não mudará, podemos concluir que o planejamento a longo prazo é igual ao planejamento estratégico. Entretanto, quando uma empresa elabora um planejamento a longo prazo ela acaba por discutir variações ambientais e mudanças no rumo da empresa, portanto a elaboração do planejamento estratégico se torna mais fácil. (FISCHMANN E DE ALMEIDA, 1993). Com os desenvolvimentos desses conceitos observamos que é necessária uma ferramenta que capacitasse a organização de forma a permitir que as decisões administrativas e operacionais estejam de acordo com as decisões estratégicas da empresa. Chegamos, portanto, a Administração Estratégica que será tratada no tópico a seguir. 2.4 ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA Uma estratégia é um padrão de ações e de alocações de recursos destinados a atingir os objetivos da organização. (BATEMAN E SNELL, 1997, p. 124). A estratégia efetivada por uma empresa é uma tentativa de equilibrar as suas habilidades com as oportunidades do ambiente. Significa construir pontos fortes em áreas que satisfaçam a necessidade do consumidor e outros agentes do ambiente externo. Seguindo essa linha de raciocínio Certo e Peter (1993) definem administração estratégica como um processo contínuo e interativo que visa manter uma organização como um conjunto apropriadamente integrado ao seu ambiente. Destacando que a organização consiste em um organismo aberto, onde sofre com alterações do ambiente em que está inserido. Para explicar administração estratégica, Ansoff e McDonnell (1993) citam dois comportamentos contrastantes e típicos nas empresas: o comportamento incremental e o comportamento empreendedor. O primeiro está voltado para a minimização de desvios em relação ao comportamento histórico, onde a mudança não é bem-vinda, deve ser controlada ou minimizada. Podemos ver esse tipo de

17 17 comportamento em hospitais, igrejas e universidades. Visto que a mudança social é inexorável, poucas organizações podem contê-lo completamente. O comportamento empreendedor envolve uma atitude diferente em relação à mudança: em vez de tentar suprimi-la ou minimizá-la, uma organização empreendedora procura a mudança. No lugar de reagir a problemas, esse tipo de atitude procura se antecipar às ameaças, há sempre uma busca de alternativas de ação. É comum ver esse tipo de comportamento na fase de criação das organizações no qual é dedicado à definição das finalidades da organização e a criação da estrutura administrativa. Ainda nas organizações podemos notar dois tipos de regimes principais de administração: administração estratégica e administração de operações. A primeira é caracterizada por conter atividades que se preocupam com estabelecimento de objetivos e metas para a organização aliado com uma manutenção de relações entre organização e ambiente. Um dos produtos finais da administração estratégica é um potencial de cumprimento futuro dos objetivos da empresa. Na empresa, isto envolve (a) recursos (financiamento, recursos humanos, informação e materiais; (b) produtos finais (bens e/ou serviços desenvolvidos) de rentabilidade futura comprovada; e (c) um conjunto de regras de comportamento social que permitam a organização continuar a alcançar seus objetivos. (ANSOFF e MCDONNELL, 1993, p.289) Com relação à administração de operações diferentemente da administração estratégica se concentra na exploração da posição estratégica corrente da empresa para que sejam alcançados os objetivos organizacionais. Na empresa o administrador estratégico se preocupa com a manutenção de um potencial de rentabilidade; o administrador de operações cuida da conversão desse potencial em lucros efetivos. (ANSOFF e MCDONNELL, 1993, p. 290). A partir da definição dos perfis organizacionais e regimes gerenciais das organizações, podemos notar a administração estratégica exige um perfil empreendedor, enquanto a administração operacional demanda um perfil incremental. Sobre a capacidade da empresa abrigar os dois tipos de regimes gerenciais Ansoff e Mcdonnell (1993) discorrem: Durante a primeira metade do século, o comportamento estratégico e o comportamento operacional foram focos alternativos de atenção para a empresa. Durante a segunda metade, as empresas têm

18 18 precisado cada vez mais acomodar os dois tipos de comportamento ao mesmo tempo, Mas as arquiteturas sociais exigidas pelos dois comportamentos são especiais e diferentes. Portanto, as empresas serão forçadas a desenvolver esquemas arquitetônicos complexos que possam acomodá-los. (ANSOFF e MCDONNELL, 1993, p.289) Bateman e Snell (1997, p. 125) ainda afirmam que a administração estratégica envolve a atuação de administradores de todas as partes da organização na formulação e implementação de objetivos estratégicos. Ela integra o planejamento estratégico e a administração em um processo único. O processo de administração estratégica é composto inicialmente em análise interna e análise ambiental, estabelecimento da missão e da visão da empresa, formulação da estratégia e controle estratégico. (BATEMAN E SNELL, 1997) 2.5 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARTICIPATIVO O Planejamento Estratégico Participativo (PEP) é uma metodologia que permite uma organização desenvolver e implementar disciplinada e participativamente um conjunto de estratégias, decisões e ações fundamentais, não só para a sua sobrevivência, mas cruciais para sua eficácia, efetividade e progresso. (SOUTO-MAIOR, 1998) A característica que diferencia esse tipo específico de planejamento é o caráter participativo que significa uma conjugação de esforços. Através dela os objetivos organizacionais passam a ser profundamente discutidos, analisados e compreendidos pelo corpo gerencial da organização. Atualmente, as empresas estão reformulando suas estruturas que antes eram caracterizadas por serem verticalizadas e rígidas e agora se apresentam por serem horizontais e flexíveis com a democratização do processo decisório. E nesse sentido, o PEP representa uma ferramenta inovadora para a administração organizacional. O caráter humano é de fundamental importância para uma empresa que deseja implantar o planejamento estratégico participativo. Deve-se adotar uma postura que leve a sério todos os profissionais da organização. É preciso criar todo um clima organizacional que mantenham esses profissionais motivados a participar do planejamento e que acrescente algo na elaboração do mesmo.

19 19 Uma das virtudes do uso do PEP é que ele representa um mecanismo que proporciona a ampla divulgação de informação e de valores além de disseminar um amplo conhecimento entre o corpo gerencial, dos problemas, desafios e oportunidades comuns à organização. 2.6 GESTÃO PÚBLICA A Gestão Pública, segundo Graham Jr. e Hays (1994), está ligada diretamente às atividades administrativas que ocorrem dentro das agências governamentais, ou seja, enquanto o papel da administração pública é formular políticas, a função do gerenciamento público é a de executar essas políticas de forma eficiente. A herança deixada pela gestão pública brasileira de períodos passados se reflete até hoje apresentada por uma estrutura frágil e desarticulada. E embora em termos quantitativos a prestação de serviços tenha melhorado, em termos qualitativos vemos pouca evolução. Uma explicação para tal evento poderia ser a estrutura centralizada e verticalizada com alto teor burocrático. Nesse tipo de estrutura os administradores do baixo escalão da empresa pouco acrescentam no processo decisório, cabendo a eles só obedecer a ordens. Para que o planejamento estratégico possa ser aplicado no setor público com tanto êxito como em empresas privadas, deve haver algumas condições prévias favoráveis: além da óbvia condição da vontade política para iniciar um processo de transformação nas organizações, é importante que o processo disponha de uma liderança competente, de preferência composta por representantes de organizações públicas e privada. Também são necessários recursos mínimos, sensibilidade social e um forte sentido comum. (PFEIFFER, 2000, p.10) Entretanto, a administração pública brasileira apresenta uma disfunção: embora o planejamento estratégico seja utilizado em grande escala em nossos órgãos governamentais, os modelos são considerados obsoletos por causa da configuração do ambiente externo que temos hoje em dia. Esses modelos são satisfatórios quando há pouca ou nenhuma mudança no mercado, ou seja, apresenta pouca flexibilização de seus processos.

20 20 É preciso a aplicação de novas metodologias de planejamento que não só modernizem a gestão de uma forma geral, mas prepare a empresa contra as incertezas do mercado e demanda cada vez maior de serviços de qualidade. Uma saída para esse problema pode ser a utilização do planejamento estratégico participativo. E isso acontece porque o planejamento estratégico participativo é uma forma de descentralizar o processo decisório e promover uma gestão de conhecimento por toda a empresa, da alta administração aos níveis mais baixos da cadeia hierárquica. Dessa forma, ajudaria a instituição a deixar sua estrutura mais horizontal e mais flexível. Alternativa interessante para organizações que são caracterizadas por serem burocráticas, rígidas e verticalizadas. 2.7 ELABORANDO O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A elaboração do planejamento estratégico é de natureza contínua, algo que deve ser refeito todos os anos, embora seja feito para um grande horizonte de tempo, é importante sempre verificar os rumos que a organização está tomando e acrescentar as alterações do ambiente. Aspectos que são etapas do processo de elaboração do planejamento estratégico. No processo de elaboração do planejamento estratégico, é muito difícil definir uma ordem específica de atividades, visto que este varia de acordo com a organização. Muitas dessas atividades podem ser revistas no decorrer do processo em função de novas ideias. Muitos autores apresentam diferentes cronogramas para a elaboração do planejamento. É importante lembrar que não existe só o processo de elaboração, mas também o processo de implementação, ou seja, colocar o plano em prática. Nessa última fase é importante destacar a possível resistência dos funcionários em ter que mudar suas atividades. A implementação envolve assuntos organizacionais, os sistemas de informações, os sistemas de incentivos, a competência, o treinamento e a liderança necessária ao desenvolvimento do processo. (DE OLIVEIRA, P.62, 2007) No cronograma se define quais atividades serão feitas e quem irá fazê-las e em que prazo. É importante lembrar que embora o planejamento seja algo contínuo,

21 21 ele deve ter uma data que deverá ser entregue, geralmente essa data antecede a elaboração do orçamento. Para cada atividade deve-se ter um coordenador, executor e um aprovador. Dependendo do tamanho da empresa essas atividades podem ser designadas a um grupo de pessoas a executá-las. No caso de pequenas empresas uma pessoa pode ficar responsável por diversas atividades do cronograma. Para Certo e Peter (1993), as etapas da implantação da administração estratégica correspondem à execução da análise do ambiente, estabelecimento de uma diretriz organizacional, formulação de uma estratégia organizacional, implementação da estratégia organizacional e exercício do controle estratégico. Alguns autores se referem à fase de análise do ambiente como diagnóstico estratégico. Basicamente nessa fase ocorre o processo de monitorar o ambiente organizacional para identificar os riscos e oportunidades presentes e futuras. (CERTO E PETER, 1993, p.14). De Oliveira (2007) denomina essa fase como auditoria de posição e que nela se encontra a identificação da visão, a análise externa e a análise interna. Na etapa de identificação da visão são assimiladas quais são as expectativas e os desejos da alta administração da organização. Na etapa de análise externa são verificadas as ameaças e oportunidades existentes no ambiente externo e identificadas formas de evitar ou usufruir dessas situações. Na fase de análise interna são destacados os pontos fortes e pontos fracos da organização. No início do processo de elaboração do planejamento estratégico podemos ter duas possibilidades: primeiramente se define aonde se quer chegar e depois se estabelece como a organização está para se chegar à situação almejada. A segunda possibilidade é o oposto: primeiro se define como se está para depois identificar aonde se quer chegar. A partir dessa segunda possibilidade, podemos destacar a avaliação da estratégia vigente como parte integrante dessa fase inicial de elaboração do planejamento. A segunda fase corresponde ao estabelecimento de uma diretriz organizacional para a organização ou determinar a meta da organização. É nessa etapa que se identifica a missão organizacional. A missão de uma organização

22 22 representa um dos aspectos mais importantes do planejamento estratégico, porque identifica a razão de ser da empresa, o motivo de sua existência. A partir dessa informação, podemos definir aonde a empresa quer chegar, o que chamamos de visão. É sempre bom lembrar que a missão e a visão de uma empresa geralmente são subjetivas. A partir da missão também definimos os objetivos da organização, ou seja, aspectos concretos que a organização deverá procurar alcançar. O próximo passo é a formulação da estratégia organizacional. A estratégia é definida como um curso de ação com vistas a garantir que a organização alcance os seus objetivos. (CERTO E PETER, 1993, p. 17) É importante procurar estabelecer estratégias alternativas de forma a se proteger com possíveis alterações ambientais. As estratégias devem ser elaboradas para cada área funcional da empresa. A partir delas devem ser desenvolvidos os planos de ação. Outro aspecto desenvolvido nessa fase é a política da organização, ou seja, a definição dos níveis de delegação, faixa de valores e/ou quantidades limites e de abrangência das ações para a consecução dos objetivos. (DE OLIVEIRA, 2007, p.74) A partir do conjunto estruturado e interativo dos objetivos, estratégias e políticas da empresa temos as diretrizes estratégicas. A quarta fase é a implementação da estratégia organizacional, essa etapa envolve colocar em ação estratégias desenvolvidas logicamente que emergiram de etapas anteriores ao processo de administração estratégica. (Certo e Peter, 1993, p. 17) Nessa fase espera-se uma sensibilidade do administrador estratégico em analisar a cultura organizacional e definir a melhor forma de colocar em prática as mudanças necessárias de acordo com a estratégia. A última fase corresponde ao controle estratégico. É nessa etapa que se monitora e avalia o funcionamento do planejamento estratégico a fim de saber se o produto de sua execução corresponde ao que foi definido pela organização no início do planejamento. Em ordem mais direta, como a empresa está indo. Essa etapa envolve processos de avaliação de desempenho, comparação do desempenho real com os objetivos, análise dos desvios dos mesmos além de tomada de ação corretiva provocada pelas análises efetuadas. (DE OLIVEIRA, 2007)

23 23 Embora as duas últimas etapas sejam fundamentais para o sucesso do planejamento estratégico em uma organização, não iremos aprofundar os estudos nelas, visto que o foco deste trabalho é a elaboração do planejamento em si. Portanto, nos próximos tópicos apresentaremos detalhadamente cada etapa do processo de elaboração do planejamento estratégico ANÁLISE DO AMBIENTE Muitos autores denominam o ambiente como todos os fatores externos que influenciam a organização sem que a própria tenha o controle desses fatores. Entretanto, para facilitar o entendimento da metodologia do planejamento estratégico trataremos a análise do ambiente não só como o estudo externo da empresa, mas também com sua análise interna. Tendo em vista a análise interna inicialmente, trataremos a discutir a avaliação da estratégia vigente de uma organização. Em termos mais simples, podemos caracterizar essa fase como identificação de para onde a empresa está indo, que rumo ela está seguindo. Embora, a administração estratégica possa estar sendo implantada pela primeira vez na organização, isso não significa que ela não esteja seguindo estratégias, mesmo que indiretamente, o que representa a importância dessa avaliação. Nessa fase, é necessário analisar na organização como vem sendo o desempenho dos seus produtos ou serviços nas suas respectivas áreas de segmento, a fim de diagnosticar uma possível estratégia que estaria sendo seguida mesmo que involuntariamente. A projeção de vendas históricas também ajudaria nesse processo. A partir dessa análise poderia ser identificado o campo de atuação de uma organização ou onde ela poderia direcionar seus esforços tendo em vista seu crescimento. Definindo a natureza do campo de atuação, ficará mais simples para definir a razão de ser da empresa, sua missão, que falaremos posteriormente. Alguns autores definem análise ambiental como diagnóstico estratégico, onde procura responder qual a real situação da organização quanto aos seus aspectos internos e externos. Portanto, seguindo esse raciocínio, podemos dizer que essa fase busca analisar os aspectos que interferem no desempenho organizacional

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