Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação Ciclo

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1 Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação Ciclo Rio de Janeiro Setembro de 2013 Ministério de Minas e Energia

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3 Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação Ciclo Conselho de Administração Altino Ventura Filho (Presidente) Luiz Alberto dos Santos Magda Maria de Regina Chambriard Mauricio Tiomno Tolmasquim Roberto Nami Garibe Filho Tiago de Barros Correia Diretoria Presidente Mauricio Tiomno Tolmasquim Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais Amilcar Guerreiro Diretor de Estudos de Energia Elétrica José Carlos de Miranda Farias Diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis Elson Ronaldo Nunes Diretor de Gestão Corporativa Alvaro Henrique Matias Pereira Grupo de Trabalho Carlos Henrique Brasil de Carvalho Chaim Ruchleimer Elzenclever F. de Aguiar José G. de A. Pacheco Marcos F.F. de Souza Marcos Ribeiro Conde Plinio De Almeida Sergio L. G. De Miranda Thiago C. Cesar Escritório Central Av. Rio Branco, n.º 01 11º Andar Rio de Janeiro RJ Rio de Janeiro Setembro de 2013

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5 APRESENTAÇÃO Aprovado em reunião de diretoria em 17 de janeiro e em reunião do Conselho de Administração em 22 de janeiro de 2013, o Planejamento Estratégico da EPE no ciclo 2012 a 2015 definiu 13 objetivos estratégicos a serem atendidos por meio de 22 projetos, dentre os quais destaco a implantação do Plano Diretor de Tecnologia da Informação PDTI. O PDTI tem como objetivo proporcionar o alinhamento das soluções de Tecnologia de Informação TI com as metas de negócio e as necessidades da empresa. Sua elaboração, por sua vez, deve seguir as diretrizes contidas no Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação PETI. Este documento descreve o PETI , elaborado de acordo com a metodologia desenvolvida pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e, dentro da EPE, coordenado por Grupo de Trabalho constituído por representantes de todas as suas diretorias, no âmbito do Comitê Executivo de Tecnologia da Informação e Comunicações e pela Superintendência de Tecnologia da Informação. A partir da análise de avalição dos pontos fortes e fracos da empresa em relação à Tecnologia de Informação e Comunicação TIC foi definida como missão do Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação PETI: Prover soluções de tecnologia da informação, com excelência, e de forma alinhada com os objetivos e negócio da EPE. Para o cumprimento dessa missão foram estabelecidos objetivos estratégicos para a melhoria da gestão orçamentária e de pessoas, visando à implantação de processos internos e de Governança e Gestão de TIC com a finalidade de, atendendo aos requisitos de Segurança da Informação e de Comunicações e com aderência ao marco institucional do setor, melhorar a prestação de serviços aos clientes internos e externos e a transparência de informações à sociedade. Portanto, creio que o PETI será de fundamental importância para direcionar nossos esforços para que, ao longo do ciclo 2013 a 2015, haja uma significativa redução da demanda reprimida de produtos e serviços e, ao mesmo tempo, maior disponibilização, ampliação e melhoria dos serviços eletrônicos da EPE. Mauricio Tolmasquim Presidente da EPE 5

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7 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 5 1. CONTEXTO METODOLOGIA CONTEXTO DA UNIDADE DE TIC ANÁLISE AMBIENTAL FATORES ANÁLISE SWOT MISSÃO VISÃO VALORES OBJETIVOS ESTRATÉGICOS MAPA ESTRATÉGICO INDICADORES, METAS E INICIATIVAS ESTRATÉGICAS PERSPECTIVA: PESSOAS, APRENDIZADO E CRESCIMENTO APERFEIÇOAR A GESTÃO DE PESSOAS DE TIC PERSPECTIVA: FINANCEIRO MELHORAR A GESTÃO ORÇAMENTÁRIA DE TIC PERSPECTIVA: PROCESSOS INTERNOS IMPLANTAR A GOVERNANÇA DE TIC ALCANCAR A EFETIVIDADE NA GESTÃO DE TIC DISPONIBILIZAR FERRAMENTAS E TECNOLOGIAS VISANDO À MELHORIA DO DESEMPENHO INSTITUCIONAL MELHORAR E CONSOLIDAR A GESTÃO DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÕES GARANTIR ADERÊNCIA À LEGISLAÇÃO E MODELOS DE REFERÊNCIA PERSPECTIVA: SOCIEDADE E CLIENTES INTERNOS MELHORAR CONTINUAMENTE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E A TRANSPARÊNCIA DE INFORMAÇÕES À SOCIEDADE E AOS CLIENTES SIGLAS GLOSSÁRIO 35 7

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10 1. CONTEXTO Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas Dentre as diversas definições associadas ao tema Planejamento Estratégico, encontra-se como ponto comum, em sua essência, a de ser um processo administrativo que visa a alcançar os resultados esperados, num horizonte de longo prazo. O planejamento estratégico não garante, por si só, o pleno êxito de uma empresa, porém, é capaz de municiá-la com as informações que lhe ajudem no processo de tomada de decisões, as quais viabilizam sua sustentabilidade em longo prazo. É importante, sim, olhar para o futuro sem, contudo, esquecer o dia-a-dia das operações empresariais. O Plano Estratégico de Tecnologia da Informação (PETI) da EPE é um instrumento de gestão que traça a direção da Tecnologia da Informação, definindo o plano estratégico que visa promover a melhoria contínua da gestão e governança de TI, assim como a sustentação da infraestrutura tecnológica para a consecução dos seus objetivos. Na EPE, a convergência entre a Tecnologia da Informação (TI) e as Comunicações (C) é nativa, ou seja, desde sua criação a EPE tratou TI e C como TIC. Assim sendo, neste documento, as siglas TI e TIC são utilizadas com o mesmo significado, dependendo do contexto em que são empregadas, para tornar o texto mais próximo do jargão encontrado na literatura e nas publicações especializadas. 1.1 METODOLOGIA A EPE, embora não sendo um órgão participante do Sistema de Administração de Recursos de Tecnologia da Informação (SISP), no processo de elaboração do PETI , seguiu, com adaptações, a metodologia preconizada no Guia de Elaboração de PDTI do SISP v1.0, desenvolvida pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), a qual é baseada na metodologia Balanced Scorecard - BSC, desenvolvida pelos professores Robert Kaplan e David Norton, da Harvard Business School. O BSC traduz a estratégia da organização para realizar sua missão e alcançar sua visão de futuro, por meio de um conjunto de objetivos estratégicos, os quais mantêm relações de causa e efeito entre si, definidos em diferentes perspectivas. O desempenho da organização na busca de seus objetivos é medido por indicadores, para os quais são definidas metas a serem alcançadas ao longo de um período. O trabalho seguiu as orientações contidas no documento Estratégia Geral de Tecnologia da Informação EGTI para a Administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo 10

11 Federal, revisada e publicada anualmente, e que serve de subsídio à elaboração dos PDTI pelos órgãos e entidades integrantes do SISP. A elaboração do PETI é atribuição do Comitê Executivo de Tecnologia da Informação e Comunicações CTIC-X que constituiu um grupo de trabalho com a finalidade de preparar a sua versão inicial. Essa versão inicial foi aberta a discussão de todo o pessoal da Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicações, por meio de oficinas técnicas, que permitiram que todos os participantes propusessem e analisassem conjuntamente as sugestões dos demais. O documento resultante das oficinas técnicas da STI foi consolidado pelo grupo de trabalho e submetido ao CTIC-X para revisão final e encaminhamento ao Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicações CTIC-E para aprovação. 1.2 CONTEXTO DA UNIDADE DE TIC A Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicações (STI) da EPE, responsável pela gestão de TIC, está subordinada à Diretoria de Gestão Corporativa. As atribuições da STI estão definidas no artigo 48 do Regimento Interno da EPE. Compete à STI: I. Promover a gestão e a administração dos recursos de tecnologia da informação e comunicações; II. III. IV. Prover os sistemas de apoio às áreas de negócio da Empresa; Prover os sistemas de apoio à gestão da Empresa; Promover a Segurança da Informação e Comunicações. A STI organiza-se, informalmente, em duas áreas de atuação, conforme mostrado na Figura 1 - Organização da STI. Ainda é função da STI o assessoramento aos Comitês Executivo e Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicações (CTIC-X e CTIC-E) e ao Comitê de Segurança da Informação e Comunicações (CSIC). As competências específicas de cada área interna da STI são: Desenvolvimento de Sistemas: é responsável pelo levantamento de requisitos, análise, desenvolvimento, apoio a homologação, documentação, implantação e manutenção de soluções tecnológicas para automatizar os processos de trabalho na EPE. Infraestrutura e Suporte: é responsável pelo suporte da infraestrutura de TIC, verificação de conformidade dos softwares e equipamentos adquiridos com a plataforma tecnológica da EPE, monitoramento da utilização e planejamento de capacidade dos ativos computacionais, manutenção dos serviços e equipamentos de rede de forma segura, administração dos ativos computacionais e suporte aos usuários da rede. 11

12 Figura 1 - Organização da STI Os Comitês de TI e o Comitê de Segurança da Informação são estruturados da seguinte maneira: Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicações: é um comitê representativo e tem como membros o Diretor Presidente, que o preside, os Diretores das três áreas finalísticas e o Diretor de Gestão Corporativa. Comitê Executivo de Tecnologia da Informação: tem como membros representantes, com os respectivos suplentes, designados pela presidência e cada uma das diretorias e o Superintendente da STI. Comitê de Segurança da Informação e Comunicações: tem como membros o Gestor de Segurança da Informação e Comunicações (GSIC), um representante da STI, representantes da presidência e de cada uma das diretorias e um representante da Consultoria Jurídica (CONJUR). 12

13 2. ANÁLISE AMBIENTAL Tendo por objetivo coletar todos os dados necessários para avaliar os impactos causados pelas variáveis externas à EPE, a análise ambiental possui enorme potencial de clarificar o cenário em que a empresa se encontra, a partir de um ponto de observação externo. Tal análise consiste em um exercício de visão global, a partir da conjugação simultânea dos diversos aspectos que afetam, direta ou indiretamente, a organização ou suas partes. 2.1 FATORES A seguir são apresentados os principais fatores ambientais que foram considerados: a. Políticos A questão energética tem um papel de relevância no cenário nacional e internacional. Eventos como a COP15 e Rio+20 sinalizaram a preocupação mundial em termos de sustentabilidade econômica e conservação ambiental, onde a composição da matriz energética e o compromisso da redução de emissões pelas nações desenvolvidas e emergentes trouxeram uma série de consequências sobre a economia e a população de todo o planeta. A EPE tem ocupado importantes espaços na mídia especializada, além de fóruns, congressos e audiências públicas, conseguindo um alto nível de exposição ao oferecer análises, estudos e informações sobre a situação atual do panorama energético brasileiro, bem como apontar suas tendências futuras. A EPE tem um papel único e preponderante no setor energético brasileiro, subsidiando a política energética do país. A presença permanente da EPE nesse cenário político está vinculada a sua capacidade de responder a esses desafios com ações suportadas no ambiente de TI. b. Econômicos Os indicadores econômicos atuais evidenciam, corroborados pelas principais consultorias e institutos especializados, perspectivas positivas de crescimento da economia brasileira, o que exigirá fortes investimentos em infraestrutura os quais propiciem as condições ideais de suporte ao desenvolvimento do país. As necessidades estruturais do Brasil (saúde, educação, saneamento básico, segurança, etc.) ainda constituem prioridades nos orçamentos públicos futuros. Nesse contexto, os recursos orçamentários continuarão escassos e disputados entre as diversas áreas governamentais. A administração pública vem sendo impelida a adotar práticas administrativas voltadas à melhor gestão e otimização de recursos, sejam 13

14 eles materiais ou humanos, impactando diretamente na geração de processos mais eficientes que, por vezes, passam pela adoção de soluções de TI que permitam atingir tal fim. O provimento de energia suficiente para atendimento às necessidades de consumo pela população e pelos diversos setores da economia é fator fundamental de garantia do crescimento econômico e da qualidade de vida. A oferta suficiente de energia a preços módicos influencia positivamente a produção e a competitividade dos produtos nacionais. A análise das variáveis que influenciam esse cenário econômico requer o uso de métodos e técnicas sofisticadas apoiadas em TI. c. Institucionais A EPE desempenha funções que antes eram de outros agentes do setor energético e o não atendimento das expectativas pode ter impacto na sociedade. No intuito de atender às demandas externas com um padrão de excelência, a definição de prioridades de projetos pode vir a privilegiar as áreas de negócio, em detrimento das áreas de apoio, entre elas a TI. O nível de qualidade do trabalho da EPE, reconhecido por diversas instituições públicas e privadas, tende a canalizar para ela uma maior demanda por serviços que requerem maior quantidade de recursos para atendimento das expectativas dos seus clientes. A TI, pela sua natureza de especialidade aplicada a todas as áreas de conhecimento, está exposta à concorrência direta por recursos humanos com outros órgãos públicos. d. Legais/regulamentares Como órgão público pertencente à Administração Pública Federal, a EPE se sujeita à legislação, normas e determinações instituídas pelos instrumentos legais vigentes ou pelos direcionamentos oriundos dos órgãos de controle. As restrições para reposição e aumento do quadro de pessoal representa um elemento limitador na expansão dos produtos passíveis de serem oferecidos pela empresa. O marco legal e regulamentar imposto às empresas públicas para contratação de produtos e serviços de TI representa um elemento limitador na melhoria da capacidade de atender às demandas da empresa. e. Tecnológicos A oferta constante de novos produtos e serviços de TI, que propiciam o aumento de produtividade, cria uma expectativa pela sua rápida disponibilização. A dinâmica dos negócios e as inovações tecnológicas encontram um ambiente profícuo para a troca de experiências, reflexões sobre aspectos 14

15 legais e compartilhamento de melhores práticas operacionais e de gestão nos fóruns promovidos pelas diversas entidades ligadas ao setor energético. A crescente demanda por análises e informações cada vez mais complexas do negócio da EPE requer do profissional de TI uma formação técnicoprofissional de alto nível, fato este que, por aspectos históricos e estruturais, é escassa no mercado de trabalho brasileiro. f. Socioculturais Atualmente, uma parcela considerável da população tem enxergado na Administração Pública uma oportunidade de estabilidade no trabalho, contribuindo, desta maneira, para a formação de uma força de trabalho mais capacitada e experiente perante novos desafios. A EPE proporciona ao seu quadro de pessoal a oportunidade de contribuir para o bem estar da população, para o desenvolvimento econômico e para a liderança do país na composição de uma matriz energética sustentável. 15

16 2.2 ANÁLISE SWOT O propósito da análise SWOT (do inglês Strengths, Weaknesses, Opportunities, and Threats) é avaliar os pontos fortes e fracos da empresa em relação aos aspectos de TIC. Simultaneamente à identificação de suas forças e fraquezas, a empresa, também, mapeia as oportunidades e ameaças que possam impactar, positiva ou negativamente, o seu negócio, enxergando a si própria sob uma perspectiva interna (forças e fraquezas) e externa (oportunidades e ameaças) em relação à gestão de TIC. Tomando em consideração a análise ambiental a análise SWOT, focada em aspectos de TIC, identificou os seguintes aspectos: Tabela 1 - Matriz SWOT. Ambiente Interno Ambiente Interno Pontos Fortes (S) Pontos Fracos (W) Bom nível de formação acadêmica e profissional de sua força de trabalho, aliada a experiência diversificada da equipe. Comprometimento com os objetivos da organização. Pouca divulgação dos trabalhos e resultados obtidos. Reduzida comunicação entre as áreas que compõem a função de TIC da empresa, dificultando o conhecimento pleno das atividades e responsabilidades que cada equipe tem no todo. Foco na satisfação do cliente interno e externo. Reconhecimento interno e externo da qualidade dos trabalhos apresentados pela STI. Comitês Estratégico e Executivo de TIC instituídos. Comitê de Segurança da Informação e Comunicações (CSIC) e Equipe de Tratamento de Incidentes de Redes Computacionais (ETIR) instituídos. Política de SIC e algumas normas de SIC instituídas. Existência de um Programa Corporativo de Conscientização em SIC. A STI é vista como uma unidade de apoio, quando deveria ser vista como um parceiro estratégico no desenvolvimento dos produtos e serviços da empresa. Processos internos, metodologias de trabalho e processos de governança de TI não definidos e/ou formalizados. Procedimentos não formalizados de governança e gestão de TI. Dificuldade de gestão do quadro de profissionais de TI devido à demanda por serviços ocorrer de forma não programada ou formalizada. Deficiência na fiscalização do cumprimento das Normas internas relacionadas à Segurança da Informação e Comunicações (SIC). Sistemas não seguem padrões do Programa de Governo Eletrônico brasileiro (e-mag, e-ping). Existência de soluções de TI, não gerenciadas pela STI, desenvolvidas independentemente pelas áreas da empresa. Pouco envolvimento do Comitê Executivo de TIC com a priorização e acompanhamento do desenvolvimento dos sistemas da EPE. 16

17 Tabela 2 - Cont. Matriz SWOT. Ambiente Externo Ambiente Externo Oportunidades (O) Ameaças (T) Importância da questão energética no cenário atual, possibilitando um engrandecimento do papel da EPE frente às instituições públicas e privadas do setor. Visão dos órgãos de controle focada no planejamento. Expansão e aumento do nível de exposição da EPE, face aos diversos trabalhos e estudos demandados que são dependentes de TI. Disponibilidade de padrões e melhores práticas de mercado em Governança de TI. Reconhecimento da TI como área estratégica na Administração Pública Federal (APF). Recomendações de aprimoramento da governança de TI por parte dos órgãos de controle. Estabelecimento de parcerias com órgãos da APF, visando ações sinérgicas. Planejamento Estratégico Institucional (PEI) instituído. Ações de governo criando demandas não programadas, que afetam a EPE. Riscos cada vez maiores de violação de segurança da informação devido a ataques externos. Orçamento aprovado para TI insuficiente para atender à totalidade das demandas da empresa. Orçamento aprovado para capacitação insuficiente para atender às necessidades de TI. Pouca percepção das áreas de negócio em relação à realidade e às características da área de TIC. Evasão de capital intelectual. Inadequação dos perfis profissionais de TI no Plano de Cargos e Salários. Inexistência de código disciplinar para o cumprimento das normas de SIC. Inexistência de um Plano de Continuidade de Negócios em nível empresarial em face de contingências. Processos de negócio da instituição não mapeados e documentados. Não designação formal ou indefinição dos gestores dos ativos de informação da instituição como definido na Política de Segurança da Informação e Comunicações (PSIC). Falta de ferramenta para o planejamento e gestão orçamentária. 17

18 3. MISSÃO A Missão de uma empresa ou área consiste na definição de sua própria razão de ser, ou seja, ao se refletir sobre a missão busca-se, de fato, identificar qual é o fim de sua existência. Para a STI, alguns pontos são fundamentais para a composição de sua missão: a. Suporte e provimento de soluções ao usuário; b. Alinhamento aos objetivos da organização; c. Excelência na prestação de serviços; d. Otimização de recursos; e. Estabelecimento e conformidade às normas e políticas. Considerando os pontos acima, constrói-se, assim, a Missão da STI: Prover soluções de tecnologia da informação, com excelência, e de forma alinhada com os objetivos de negócio da EPE. 18

19 4. VISÃO A Visão de uma área ou organização traduz as expectativas e desejos de como esta pretende ser vista pelos agentes que com ela interage em um determinado horizonte no tempo, ou indefinidamente. A elaboração da Visão da STI deve, necessariamente, considerar os elementos abaixo: a. Qualidade; b. Desenvolvimento da força de trabalho; c. Inovação; d. Satisfação do usuário. Assim sendo, chega-se à seguinte Visão: Ser reconhecida como um parceiro estratégico da organização, fornecendo soluções de qualidade que buscam, além da satisfação do cliente, a superação de suas expectativas. 19

20 5. VALORES Nenhuma empresa ou área é capaz de atingir plenamente seus objetivos se não tiver definido, de forma clara e transparente aos seus membros, seus ideais, princípios e crenças, que irão orientar e inspirar o cumprimento da sua Missão em sua Visão. Esses são os seus Valores. Além dos Valores da empresa definidos no PEI, os membros da STI devem cultivar os seguintes Valores: Foco no cliente Visão global e sistêmica Organização Trabalho em equipe Transparência 20

21 6. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS Uma vez estabelecida a Missão, Visão e Valores, e tendo já efetuado a análise ambiental e SWOT, têm-se os pontos principais para definição dos Objetivos Estratégicos da STI agrupados segundo a perspectiva estratégica: a. Perspectiva estratégica: PESSOAS, APRENDIZADO E CRESCIMENTO Aperfeiçoar a gestão de pessoas de TIC. b. Perspectiva estratégica: FINANCEIRO Melhorar a gestão orçamentária de TIC. c. Perspectiva estratégica: PROCESSOS INTERNOS Implantar a Governança de TIC; Alcançar a efetividade na Gestão de TIC; Disponibilizar ferramentas e tecnologias visando a melhoria do desempenho institucional; Melhorar e consolidar a Gestão de Segurança da Informação e Comunicações. Garantir aderência à legislação e modelos de referência d. Perspectiva estratégica: SOCIEDADE E CLIENTES Melhorar continuamente a prestação de serviços e a transparência de informações à sociedade e aos clientes. 21

22 6.1 MAPA ESTRATÉGICO O mapa estratégico reflete de uma forma gráfica o inter-relacionamento dos objetivos estratégicos sob o ponto de vista das diversas perspectivas. Segue na Figura 2 o Mapa Estratégico de TIC. Figura 2 - Mapa Estratégico de TIC. 22

23 6.2 INDICADORES, METAS E INICIATIVAS ESTRATÉGICAS Segue detalhamento dos objetivos estratégicos em termos de indicadores, metas e iniciativas estratégicas agrupados por perspectivas estratégicas PERSPECTIVA: PESSOAS, APRENDIZADO E CRESCIMENTO APERFEIÇOAR A GESTÃO DE PESSOAS DE TIC OBJETIVO ESTRATÉGICO Aperfeiçoar a gestão de pessoas de TIC DESCRIÇÃO Permitir que a gestão de pessoas seja realizada de forma ampla, integrada e transparente, destacando a importância que elas têm para o sucesso da organização. Indicador Meta Código Descrição Valor Base Ind. 1.1 Resultado de pesquisa de satisfação da equipe de TIC - 70% 80% i = (nº de pessoas de TIC satisfeito) / (total de pessoas de TIC) Ind. 1.2 Percentual de pessoas de TIC com perfil profissional mapeado - 50% 100% i = (nº de pessoas de TIC com perfil mapeado) / (total de pessoas de TIC) Ind. 1.3 Percentual de pessoas de TIC com competências atingidas para aqueles com perfil profissional mapeado - 70% 80% i = (nº de pessoas capacitadas / nº de pessoas com perfil profissional mapeado) Código Inic. 1.1 Inic. 1.2 Inic. 1.3 Inic. 1.4 Inic. 1.5 Inic. 1.6 Inic. 1.7 Iniciativa Estratégica Desenvolver ações para a adequação da estrutura organizacional e do quadro de pessoal de TIC às necessidades da empresa. Mapear e gerir perfis e competências da equipe de TIC. Estabelecer e implantar plano de capacitação de TIC. Promover a troca de conhecimento entre os membros da equipe de TIC e com órgãos externos. Integrar e valorizar pessoas, buscando melhoria no ambiente de trabalho. Implantar um plano de comunicação na STI. Buscar recursos orçamentários para capacitação da equipe de TIC. 23

24 6.2.2 PERSPECTIVA: FINANCEIRO MELHORAR A GESTÃO ORÇAMENTÁRIA DE TIC OBJETIVO ESTRATÉGICO Melhorar a gestão orçamentária de TIC DESCRIÇÃO Adotar boas práticas de gestão orçamentária para garantir o uso efetivo dos recursos necessários ao cumprimento das metas relacionadas à TIC. Indicador Meta Código Descrição Valor Base Ind. 2.1 Percentual do orçamento de TIC executado em relação ao aprovado. 90% 95% 95% Assegurar a execução orçamentária dos projetos e contratações de TIC, ajustando e acompanhando os orçamentos em conformidade com as estratégias e decisões de investimentos e custeio. i = (Orçamento de TIC executado / Orçamento de TIC aprovado) Código Inic. 2.1 Inic. 2.2 Inic. 2.3 Iniciativa Estratégica Promover a alocação de recursos orçamentários para implementação das ações do PDTI Aprimorar e fortalecer a gestão orçamentária de TIC Alinhar o orçamento de TIC às estratégias da EPE e do Governo 24

25 6.2.3 PERSPECTIVA: PROCESSOS INTERNOS IMPLANTAR A GOVERNANÇA DE TIC OBJETIVO ESTRATÉGICO Implantar a Governança de TI DESCRIÇÃO Alinhar a TIC às estratégias e objetivos da organização, definindo papéis e responsabilidades e envolvendo a alta administração nas decisões, além de adotar práticas de governança que permitam a entrega de valor à EPE. Indicador Meta Código Descrição Valor Base Ind. 3.1 Percentual de processos do framework de Governança de TI implantados e/ou cujas recomendações são observadas. 25% 50% i = (Total de processos do framework de governança de TI implantados / Total de processos de governança de TI planejados) Ind. 3.2 Percentual de projetos de TI em execução aprovados pelo CTIC-X. - 50% 100% i = (projetos de TI em execução aprovados pelo CTIC-X / Total de projetos de TI em execução) Ind. 3.3 Atuação do CTIC-E 100% 100% 100% Quantidade de reuniões ordinárias do comitê CTIC-E realizadas em relação às reuniões programadas no regimento interno do comitê (2). i = (número de reuniões ordinárias realizadas) / 2 Ind. 3.4 Atuação do CTIC-X 100% 100% 100% Quantidade de reuniões ordinárias do comitê CTIC-X realizadas em relação às reuniões programadas no regimento interno do comitê (6). i = (número de reuniões ordinárias realizadas) / 6 Ind. 3.5 Atuação do CSIC 100% 100% 100% Quantidade de reuniões ordinárias do comitê CSIC realizadas em relação às reuniões anualmente programadas (6). i = (número de reuniões ordinárias realizadas) / 6 25

26 Código Inic. 3.1 Inic. 3.2 Inic. 3.3 Iniciativa Estratégica Fortalecer o papel do Comitê de TIC na definição/priorização das ações estratégicas da EPE relacionadas à TIC. Fortalecer o alinhamento entre o planejamento de TIC, as estratégias da EPE e a EGTI. Implementar o Programa de Governança de TIC apoiado por processos e boas práticas (COBIT). 26

27 ALCANCAR A EFETIVIDADE NA GESTÃO DE TIC OBJETIVO ESTRATÉGICO Alcançar a efetividade na Gestão de TIC DESCRIÇÃO Adotar processos de trabalho e boas práticas de gestão relevantes e sensíveis à gestão de TIC visando à melhoria contínua dos resultados. Indicador Meta Código Descrição Valor Base Ind. 4.1 Percentual de projetos de TIC gerenciados por meio de uma metodologia formal de Gerenciamento de Projetos (MGP). - 20% 50% i = (número de projetos gerenciados por meio de uma MGP / número total de projetos) Ind. 4.2 Percentual de projetos entregues no prazo, com recursos e escopo acordados. - 50% 70% i = (Quantidade de projetos conformes (bem-sucedidos)/ Quantidade de projetos realizados) Ind. 4.3 Percentual de processos de gestão de serviços de TI da biblioteca ITIL (planejados) implantados. - 30% 50% i = (Total de processos de gestão de serviços de TI da Biblioteca ITIL implantados / Total de processos de gestão de serviços de TI da biblioteca ITIL planejados) Ind. 4.4 Percentual de processos de gestão de TI do COBIT (planejados) implantados % i = (Total de processos de gestão de TI do COBIT implantados / Total de processos de gestão de TI do COBIT planejados) Ind. 4.5 Percentual dos sistemas em desenvolvimento que seguem a Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas (MDS). 80% 90% 90% i = (sistemas em desenvolvimento em conformidade / Total de sistemas em desenvolvimento) Ind. 4.6 Percentual dos sistemas em produção que seguem a MDS. - 10% 25% i = (sistemas em produção em conformidade / Total de sistemas em produção) Ind. 4.7 Percentual das solicitações de serviços da STI atendidas dentro do SLA. - 80% 90% i = (solicitações de serviço atendidas dentro do SLA / Total de solicitações de serviço atendidas) 27

28 Código Inic. 4.1 Inic. 4.2 Inic. 4.3 Inic. 4.4 Iniciativa Estratégica Adotar as melhores práticas do COBIT e ITIL na gestão de TI. Complementar a MDS, abrangendo todas as etapas do ciclo de vida de um sistema. Divulgar, capacitar e envolver as áreas de negócio da EPE na aplicação da MDS. Garantir a conformidade dos sistemas desenvolvidos na EPE com a MDS. 28

29 DISPONIBILIZAR FERRAMENTAS E TECNOLOGIAS VISANDO À MELHORIA DO DESEMPENHO INSTITUCIONAL OBJETIVO ESTRATÉGICO Disponibilizar ferramentas e tecnologias visando à melhoria do desempenho institucional e a inovação DESCRIÇÃO Implementar ações visando à melhoria do desempenho institucional com foco nos objetivos de negócio e promovendo a inovação. Indicador Meta Código Descrição Valor Base Ind. 5.1 Percentual de objetivos de negócio da EPE apoiados e suportados por SOLUÇÕES CORPORATIVAS de TI. 20% 60% 70% i = (Quantidade de objetivos de negócio apoiados e suportados por SOLUÇÕES CORPORATIVAS de TI / quantidade total de objetivos de negócio que requerem soluções de TI) Código Iniciativa Estratégica Inic. 5.1 Inic. 5.2 Inic. 5.3 Inic. 5.4 Apoiar a implantação do Sistema Integrado de Gestão Administrativa (SIGA). Apoiar a implantação da Gestão de Processos e Gestão Documental. Prospectar soluções de TI com potencial de contribuir para aumentar a eficiência dos processos produtivos da EPE. Adequar a disponibilidade dos recursos tecnológicos de TIC às necessidades da empresa. 29

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