PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM PEQUENAS EMPRESAS DO SETOR AEROESPACIAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP

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1 UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ Edson Rodrigues PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM PEQUENAS EMPRESAS DO SETOR AEROESPACIAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP Taubaté SP 2008

2 UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ Edson Rodrigues PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM PEQUENAS EMPRESAS DO SETOR AEROESPACIAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP Dissertação apresentada para obtenção do Título de Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional do Departamento de Economia, Contabilidade e Administração da Universidade de Taubaté. Área de concentração: Planejamento e Desenvolvimento Regional. Orientador: Prof. Dr. Francisco Cristóvão Lourenço de Melo. Taubaté SP 2008

3 EDSON RODRIGUES PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM PEQUENAS EMPRESAS DO SETOR AEROESPACIAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP Dissertação apresentada para obtenção do Título de Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional do Departamento de Economia, Contabilidade e Administração da Universidade de Taubaté. Área de concentração: Planejamento e Desenvolvimento Regional. Orientador: Prof. Dr. Francisco Cristóvão Lourenço de Melo. Data: Resultado: BANCA EXAMINADORA Prof. Dr. Francisco Cristóvão L. de Melo Universidade de Taubaté Assinatura Prof. Dr. Francisco Piorino Neto Instituto de Aeronáutica e Espaço Assinatura Profa. Dra. Isabel Cristina dos Santos Universidade de Taubaté Assinatura

4 Dedicado a Celina, amiga, companheira e esposa, pelos filhos que me deu e pelo seu incentivo perseverante na busca de uma vida alegre e feliz a dois.

5 AGRADECIMENTOS A todos os professores que durante suas aulas indicaram os melhores caminhos para possibilitar a ampliação do conhecimento adquirido. Ao Professor Doutor Francisco Cristóvão Lourenço de Melo pelo conhecimento oferecido, permitindo que a pesquisa tivesse o direcionamento adequado. Obrigado pelo seu precioso tempo. Para a Professora Doutora Isabel Cristina dos Santos por seu incentivo pessoal e especial contribuição à qualidade deste trabalho. Ao Doutor Francisco Piorini Neto pela disposição em contribuir ao conteúdo deste trabalho. A todos os executivos que participaram da pesquisa e contribuiram com informações relevantes para a elaboração deste trabalho. Para a minha esposa e para os meus filhos pela compreensão durante a minha ausência na realização deste estudo. Aos meus colegas de turma pelo gratificante relacionamento que mantivemos e pela troca de conhecimentos tão valiosos.

6 Mantenha sempre suas forças concentradas e na melhor forma possível. Essa é a idéia principal. Antecipe-se a todos o quanto mais puder. Karl von Clauzewitz

7 RESUMO A utilização de ferramentas de gestão em um mercado altamente mutável é um fator decisivo para a sobrevivência das empresas, especialmente das de pequeno porte. O ambiente econômico dinâmico conduz as empresas a adotarem as estratégias adequadas para preservarem as vantagens competitivas existentes e criarem novos diferenciais para os seus negócios. As estratégicas que visam ampliar os resultados da empresa são aquelas que exploram as competências internas para conquistar as melhores oportunidades que o mercado apresenta. O planejamento estratégico sistematiza a formulação de ações apropriadas, almejando mitigar os riscos e obter melhores resultados. Este trabalho procura verificar se as empresas de pequeno porte do setor aeroespacial de São José dos Campos SP administraram seus negócios, no ano de 2006, fundamentados em um planejamento estratégico sistematizado. A pesquisa descreve o perfil das empresas, seus produtos ou serviços e identifica as formas de preparação para o atendimento ao mercado. O estudo apura as principais práticas de gestão adotadas, os indicadores utilizados para mensurar o desempenho das empresas e descreve os resultados obtidos com as práticas adotadas. Verifica se as empresas têm orientação para o suprir as grandes empresas do setor e estão focadas nas questões operacionais ou estão voltadas para o atendimento do mercado como um todo. Este estudo propõe, ainda, identificar se as empresas possuem capacidades relevantes com possibilidades de criação de novos produtos para outros setores industriais. Palavras-chave: Planejamento estratégico. Plano de negócios. Pequena empresa. Setor aeroespacial.

8 ABSTRACT The use of administration tools in a highly changeable market is a decisive factor for the companies survival, especially of the small size companies. The dynamic economical atmosphere leads the companies to adopt the appropriate strategies for preserve their competitive advantages and create new business differential. The strategic that seek to enlarge the company results are those which explore the internal competences to conquer the best opportunities that the market presents. The strategic planning systematizes the appropriate actions formulation, longing for to mitigate the risks and to obtain better results. This work tries to verify if the small size companies of Sao Jose dos Campos - SP aerospace area managed their businesses based in a systematized strategic planning in the year of The research describes the companies profile, their products or services and identifies the preparation forms to the market attendance. This study find out the main practices administration adopted, the key performance indicators used for measure the companies acting and describes the results obtained with the adopted practices. This work verifies if the companies have orientation for supplying the great companies of the area and if they are focused in the operational subjects, or the companies are managed their activities to the marketing attendance. This study proposes, yet, to identify if the companies capacities with potentials of new products creation for other industrial areas. Key words: Strategic planning. Business plan. Small companies. Aerospace industry.

9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Área de atuação Tabela 2 Produtos e serviços oferecidos Tabela 3 Atividades para atender a demanda Tabela 4 Planejamento nas empresas Tabela 5 Razões para não fazerem planejamento estratégico Tabela 6 Indicadores de desempenho Tabela 7 Alterações na infra-estrutura (2006 / 2005) Tabela 8 Principais resultados financeiros Tabela 9 Principais resultados de mercado Tabela 10 Principais resultados em processos Tabela 11 Principais resultados em recursos humanos Tabela 12 Interesses no método de planejamento estratégico

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Processo do planejamento estratégico e de implementação e controle Figura 2 Matriz de ameaças Figura 3 Matriz de oportunidades Figura 4 Matriz SWOT Figura 5 Relação entre as variáveis Figura 6 Forças que dirigem a concorrência na indústria Figura 7 Matriz BCG Figura 8 Matriz de atratividade de mercado e posição competitiva Figura 9 Matriz de atratividade do mercado / Posição do negócio Figura 10 Matriz de estratégicas genéricas Figura 11 Desdobramento das estratégias Figura 12 Quantidade de profissionais nas empresas... 84

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO O PROBLEMA OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos DELIMITAÇÃO DO ESTUDO RELEVÂNCIA DO ESTUDO ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO REVISÃO DA LITERATURA ORIGENS DA INDÚSTRIA AEROESPACIAL Formação da base aeronáutica MORTALIDADE DAS EMPRESAS NO ESTADO DE SÃO PAULO ORIGENS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO A PREPARAÇÃO PARA UM PLANO ESTRATÉGICO O PROCESSO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ANÁLISES DO AMBIENTE EXTERNO ANÁLISES INTERNAS Função mercadológica Função financeira e administrativa Função produtiva Função dos recursos humanos Ponderação dos pontos fortes e fracos DIRECIONADORES ESTRATÉGICOS FORMULAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS Análise SWOT Forças competitivas Análise da carteira de negócios Modelo de avaliação da atratividade de mercado Estratégias competitivas genéricas Viabilidade da estratégia estabelecida Desdobramento das estratégias Controle e revisão MÉTODO NATUREZA DA PESQUISA SUJEITOS DA PESQUISA INSTRUMENTO DE COLETA ESTUDOS DESCRITIVOS ESTUDOS DE CASO UNIVERSO PESQUISADO SELEÇÃO DAS EMPRESAS COLETA DE DADOS...80

12 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES PERFIL DAS EMPRESAS Tempo de existência Área de atuação Tipo de empresa Quantidade de profissionais Porte da empresa PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS PREPARAÇÃO PARA ATENDER AO MERCADO PLANEJAMENTO NAS EMPRESAS EMPRESAS COM PLANEJAMENTO ESTRUTURADO Empresa Empresa EMPRESAS SEM PLANEJAMENTO ESTRUTURADO Por que não fazem o planejamento estratégico Avaliação dos resultados do negócio Alterações na infra-estrutura Principais resultados alcançados Interesses no método de planejamento estratégico CONCLUSÃO SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS APÊNDICE A FORMULÁRIO...116

13 1 INTRODUÇÃO A dinâmica do mercado atual sugere que as empresas tenham um planejamento estratégico visando reagir às condições que o ambiente apresenta. É de conhecimento comum que as grandes empresas normalmente têm aplicado um modelo de gestão que lhes permita ajustar as suas competências às variantes de mercado. Porém, as pequenas empresas nem sempre utilizam ferramentas avançadas de gestão empresarial, seja pela falta de pessoal especializado, seja pela orientação do negócio a poucos clientes ou outros fatores, como desconhecimento das ferramentas disponíveis. O planejamento estratégico orientado para o mercado é o processo de gestão para desenvolver e manter o alinhamento entre os objetivos, conhecimento e os recursos da empresa, visando aproveitar as oportunidades em um mercado altamente mutável. Tem como objetivo ajustar e reajustar os negócios, produtos e serviços da empresa, visando o crescimento e resultados almejados. As empresas, atualmente, competem em seus setores de atuação com estratégias explícitas ou com atividades implícitas. Suas estratégias podem tanto explicitar um processo estruturado e sistemático de planejamento, como ter uma evolução implícita a partir das ações dos diversos departamentos funcionais da empresa. Cada departamento funcional, por meio dos seus próprios recursos, buscará métodos ditados pela orientação do profissional que o comanda e pelos incentivos recebidos. No entanto, a somatória desses métodos dificilmente direcionará para as melhores estratégias (PORTER, 2004), caso não sejam encaminhadas a um objetivo comum, mensuradas e acompanhadas.

14 13 Com um planejamento estruturado ou ações empíricas, pode-se dizer que a gestão das empresas pratica estratégias para obter vantagens sobre seus competidores e identificar as oportunidades que o ambiente econômico apresenta, para explorar suas competências-chave. Os dirigentes têm diante de si a necessidade de adaptar suas empresas às novas alterações de cenário impostas pelo mercado, revendo e reformulando suas estratégias para adquirir flexibilidade, ampliar suas chances de respostas e obter sucesso. Não havendo um alinhamento às estratégias que norteiam a empresa como um todo, poderão aparecer desdobramentos que encaminharão a empresa para rumos diversos. Se cada departamento funcional desenvolver uma estratégia que não leve ao objetivo imperativo da empresa, o resultado geral obtido não será eficaz para a perpetuidade do negócio. O planejamento das grandes indústrias prevê a contratação de fornecedores de produtos e serviços para atender suas necessidades de produção e, entre eles, existem inúmeras pequenas empresas. São José dos Campos SP é um município com vocação para a área aeroespacial. Neste município se encontram grandes organizações dessa área, com penetração internacional, e necessitam da contratação das pequenas empresas para cumprir seus programas produtivos. A baixa capacidade de produção em escala e pouca visão de mercado condicionam as pequenas empresas a sobreviverem principalmente em função dos planos governamentais ou das grandes empresas. Tornam-se especialistas nos produtos daqueles clientes. Não havendo um planejamento que vise atender um mercado diversificado com suas competências técnicas, as pequenas empresas

15 14 correm o risco de desaparecerem com a perda de contratos das grandes organizações às quais são fiéis. 1.1 O PROBLEMA Considerando-se que a prática sistemática do planejamento estratégico empresarial pode ser uma ferramenta que contribui para a melhoria do desempenho das empresas e que algumas delas têm sucesso mesmo sem a sua utilização, o problema básico que se apresenta é: As empresas de pequeno porte do município de José dos Campos - SP, com produtos e serviços destinados ao setor aeroespacial, executaram suas atividades empresariais em 2006 fundamentadas em um planejamento estratégico estruturado? A utilização do método de planejamento estratégico estruturado favorece ao aproveitamento das competências técnicas da empresa para a exploração de oportunidades que o mercado apresenta. Desta forma, as empresas poderão obter ampliação de suas atividades reduzindo a dependência de um único setor da indústria. As análises do ambiente externo, proporcionadas pela ferramenta de gestão, identificam os principais riscos que a empresa enfrentará no seu ambiente competitivo, facilitando a formulação de ações que possam mitigar os potenciais problemas para o seu desempenho. O emprego metódico de avaliações das habilidades e competências internas da empresa direciona ações para as necessidades de treinamento e capacitação dos profissionais da empresa, objetivando a conquista das oportunidades encontradas no mercado.

16 15 Uma vez identificadas as oportunidades e ameaças no cenário de atuação da empresa e verificadas as forças e fraquezas internas da empresa, as formulações de estratégicas adequadas para a atuação empresarial tornam-se mais explícitas, beneficiando a competitividade e conseqüente perpetuação dos negócios. As empresas competitivas são dirigidas por uma orientação ao mercado e por um planejamento estratégico. Esta ferramenta de gestão é o ponto de partida para o desdobramento das declarações da missão e da visão, aos principais objetivos que a empresa pretende alcançar nos próximos dois, dez anos ou mais. O plano estratégico dá direcionamento aos planos operacionais, que indicam como a empresa espera atingir os seus objetivos de negócios futuros. 1.2 OBJETIVOS Os objetivos estão divididos em geral e específicos. Para alcançar o objetivo geral foram formulados cinco objetivos específicos que nortearam a pesquisa, procurando responder ao problema identificado Objetivo geral Esta pesquisa tem por objetivo verificar se as empresas de pequeno porte de São José dos Campos - SP, com produtos e serviços dirigidos ao setor aeroespacial, executaram suas operações empresariais, em 2006, fundamentadas em um planejamento estratégico estruturado e descrever os principais resultados que o modelo de gestão adotado tem ocasionado nas empresas pesquisadas.

17 Objetivos específicos Delinear o perfil das empresas e qual a prática de planejamento empresarial. Identificar se as empresas do setor aeroespacial são orientadas para o mercado ou para atendimento das grandes empresas estabelecidas na região. Caracterizar os indicadores de desempenho quanto ao seu direcionamento estratégico ou operacional. Descrever os principais resultados alcançados com o modelo de gestão adotado e as intenções de aprimoramento da ferramenta de planejamento estratégico. Verificar a capacidade de atuação em outros setores industriais. 1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO Devido a vocação regional ao setor aeroespacial, trabalhou-se somente com empresas de pequeno porte, que tenham produtos e serviços que atendam a este setor da cidade de São José dos Campos - SP. O estudo aborda empresas com faturamento bruto anual inferior a R$ ,00 em O critério do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) determina o porte das empresas como: Microempresas: receita operacional bruta anual ou anualizada até R$ ,00 (um milhão e duzentos mil reais);

18 17 Pequenas Empresas: receita operacional bruta anual ou anualizada superior a R$ ,00 (um milhão e duzentos mil reais) e inferior ou igual a R$ ,00 (dez milhões e quinhentos mil reais); Médias Empresas: receita operacional bruta anual ou anualizada superior a R$ ,00 (dez milhões e quinhentos mil reais) e inferior ou igual a R$ ,00 (sessenta milhões de reais); Grandes Empresas: receita operacional bruta anual ou anualizada superior a R$ ,00 (sessenta milhões de reais). São consideradas participantes da pesquisa apenas as empresas fundadas há mais de três anos, por já terem ultrapassado o período introdutório no mercado, o qual, segundo a pesquisa do Sebrae-SP (2005), apresentam menores taxas de mortalidade. 1.4 RELEVÂNCIA DO ESTUDO As pequenas empresas possuem um papel mais relevante do que apenas complementar às lacunas deixadas pelas funções não exercidas pelas grandes empresas. A existência das pequenas empresas também auxilia na desconcentração espacial das atividades econômicas que conseqüentemente auxiliam no desenvolvimento de áreas periféricas, fixando rendas nestas áreas e amenizando desequilíbrios socioeconômicos regionais. As grandes empresas, mesmo aquelas que não têm um planejamento estratégico formal e estruturado, já têm desenvolvido as atividades ligadas ao

19 18 modelo de gestão estratégica, como análises de mercado, indicadores internos, relatórios gerenciais de metas e resultados. As pequenas empresas buscam atender mais intensamente um nicho específico de mercado, com sua maior adaptabilidade, do que as grandes empresas. São influenciadas por suas capacidades internas e pelo desenvolvimento da rede de relacionamentos externo, que determinam o seu sucesso ou fracasso (BERTÉ, 2006). O setor aeroespacial é estrategicamente importante para o Brasil. A partir dele, puderam ser disseminadas as principais inovações tecnológicas para diversos outros setores da produção, como de bens de consumo duráveis, desenvolvimento de programas de computador e bens intermediários. O desenvolvimento regionalizado da indústria aeroespacial promove a expansão periférica regional atraindo empresas fornecedoras do setor. Provoca o aumento da infra-estrutura municipal pela urbanização e serviços aos cidadãos. Desta forma, o desenvolvimento extrapola a escala mesolocal e macrolocal, atingindo a escala global (SOUZA, 2001). 1.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO O estudo foi dividido em quatro capítulos para melhor entendimento do leitor. O primeiro capítulo apresenta a introdução, considerando-se a definição do problema da pesquisa, seus principais objetivos, a relevância e a delimitação do estudo. O segundo capítulo é um compilado bibliográfico, iniciando com uma narrativa sobre as origens da indústria aeroespacial em São José dos Campos SP,

20 19 aspectos sobre a mortalidade das novas empresas e, em seguida, aborda as propostas para formulação de um planejamento estratégico, procurando descrever os principais passos a serem seguidos para a elaboração de plano estratégico, sob a ótica de diversos autores. No terceiro capítulo é demonstrado o método de pesquisa utilizado no trabalho. Trata, também, sobre a natureza da pesquisa, o universo pesquisado e os critérios para seleção das empresas envolvidas, sujeitos e instrumentos para a coleta dos dados e a forma de tabulação. No quarto capítulo os dados são analisados e é feita a discussão sobre os resultados obtidos. Por fim, são apresentadas a conclusão deste estudo e as recomendações para novos estudos sobre o tema da pesquisa.

21 20 2 REVISÃO DA LITERATURA Neste capítulo serão descritas informações originadas de diversos autores. Inicia com o ambiente econômico em que surgiu a indústria aeroespacial no Brasil, em especial em São José dos Campos - SP. Em seguida, é descrita a taxa de mortalidade das novas empresas, segundo estudos do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo Sebrae-SP. Complementarmente, para dar embasamento teórico ao estudo, são abordados aspectos sobre as origens do planejamento estratégico, a sua preparação, o seu processo, passando pelas análises externas e internas da empresa e, finalizando, algumas referências sobre as formulações das estratégias. 2.1 ORIGENS DA INDÚSTRIA AEROESPACIAL A industrialização brasileira teve origens em uma base agrícola-exportadora, em resposta às dificuldades de importação, devido aos impactos da Primeira Guerra Mundial, da Grande Depressão de 1930, seguidas da Segunda Guerra Mundial. O embaraço para a importação de produtos que abastecessem o mercado brasileiro promoveu a necessidade da busca de alternativas para a industrialização. Suzigan (2000) aponta as dificuldades encontradas na importação de insumos após a Primeira Grande Guerra Mundial, seguida da Grande Depressão e, posteriormente, reforçadas com o evento da Segunda Grande Guerra Mundial como aspectos positivos àqueles que influenciaram o desenvolvimento industrial brasileiro. Com a crise no mercado mundial a partir da década de 1930, os investimentos, que antes eram voltados especialmente para a expansão agrícola

22 21 cafeeira, orientam-se para uma produção manufatureira, procurando atender a demanda interna, até então suprida pelas importações (FURTADO, 1964). Esse redirecionamento do capital teve importância estratégica para o crescimento das atividades econômicas industriais. O ambiente econômico relacionado com o aspecto político e físico, propiciou condições para a crescente concentração de capital a partir de 1930, que antes não era possível em função da fragmentação regionalizada do mercado. As atividades cada vez maiores das empresas, devido suas vantagens financeiras, comerciais e produtivas, com operações em escala e a concentração de atividades em setores específicos, promoveram a redução de custos de serviços industriais, como água, energia e transportes. Fatos que facilitaram ainda mais a concentração de capital e o agrupamento espacial (SINGER, 1998). Houve quatro anos de crise depressiva no Brasil após Antes de 1930, a economia brasileira não se apresentava de forma integrada, marcando uma trajetória econômica específica de cada região com sua própria história. No período pós-1933 houve rápida diversificação do agro-negócio paulista, juntamente com a sua expansão industrial e fortalecida pela urbanização causada por ela (CANO, 1998). Considerando que o Estado passa a assumir o papel de regulador da acumulação e reprodução de capital a partir da década de 1930, estabeleceram-se as diretrizes gerais do desenvolvimento econômico brasileiro. O modelo de desenvolvimento industrial e urbano passa a ser o indutor da reorganização sócioespacial (RODRIGUES; SANTOS; OLIVEIRA, 1994). O capital, de início, se concentrou espacialmente em São Paulo - SP devido o grande parque industrial já existente na capital, fruto do regionalismo do mercado agrícola da cafeicultura. Mesmo após sua migração para o norte do Paraná, na

23 22 década de 1940, a hegemonia desse mercado paulista não se alterou, pois não podia mais ser disputada por outros estados (SINGER, 1998). A intervenção do Estado na economia brasileira passa a beneficiar a industrialização a partir dos anos 1940, promovendo a instalação de grandes empresas estatais, especialmente no setor da indústria pesada, como siderurgia, indústria química, mecânica pesada, metalurgia e geração de energia entre outras. Essas indústrias apresentavam um retorno financeiro em longo prazo e necessidade de fortes aportes de investimentos, pouco atrativas para o capital privado (BORDO, 2005). Para Singer (1998), a partir da década de 1950, o processo de substituição de importações passa a movimentar a indústria de bens de capital (máquinas e equipamentos) e a indústria de bens intermediários (siderurgia, produtos químicos, borracha, papel). Com investimentos vindos em grande parte do capital estrangeiro, trazendo técnicos de produção em escala ao país, a concentração se deu fortemente na cidade de São Paulo e nas suas imediações, como Baixada Santista, Campinas e Vale do Paraíba. A ação governamental, preconizada nas Políticas Públicas, investe em mineração, indústrias básicas como o petróleo e o aço (RODRIGUES; SANTOS; OLIVEIRA, 1994). A fundação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em 1941, localizada em Volta Redonda RJ, Vale do Paraíba, foi um marco no processo industrial brasileiro e regional. Essa companhia inicia suas operações em 1946 e cumpria a determinação do Estado em fornecer aço plano para atender as futuras necessidades industriais pretendidas, com a de embalagens, de construções civis, automotivas e aeronáuticas, entre outras.

24 Formação da base aeronáutica O Estado criou o Ministério da Aeronáutica mediante o Decreto Lei nº de 20 de janeiro As necessidades de desenvolvimento industrial nesse setor, a formação de engenheiros brasileiros para desenvolver o conhecimento técnico das atividades voltadas para o setor da aviação nacional e a segurança do país, foram os principais motivadores para essa determinação. O Ministério da Aeronáutica formou a Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica (COCTA) em 29 de Janeiro de 1946, por meio da Portaria nº. 36, oficializada apenas em 25 de março de 1949, por intermédio do Decreto nº Essa comissão teve a meta de promover as instalações de um Centro Técnico Aeroespacial (CTA), órgão científico e técnico, com o objetivo de exercer atividades em prol da Força Aérea Brasileira para fomentar a Aviação Civil e da futura Indústria Aeronáutica. A cidade de São José dos Campos - SP foi escolhida como local apropriado para a instalação do CTA. Os principais fatores que contribuíram para sua escolha foram: localização às margens da antiga rodovia Rio - São Paulo (atual Via Presidente Eurico Gaspar Dutra Via Dutra), características topográficas e climatológicas favoráveis à aviação, facilidade de obter energia, distância adequada dos centros urbanos, proximidade do Porto de São Sebastião SP e acesso às indústrias de médio e grande porte instaladas no entorno da capital de São Paulo. Conforme a previsão do plano original, o primeiro instituto a ser criado no CTA seria uma escola formadora de engenheiros aeronáuticos. Na Escola Técnica do Exército, localizada no Rio de Janeiro RJ havia o curso de engenharia aeronáutica. Os cursos de preparação de engenheiros aeronáuticos foram transferidos daquela

25 24 escola para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) por meio do Decreto nº de 16 de janeiro de 1950, sendo que a primeira turma do ITA iniciou os estudos em 1947 em São José dos Campos SP. A indústria aeronáutica brasileira teve início em outubro de 1954, com a fundação da Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva, instalada no Aeroporto de Manguinhos, Rio de Janeiro RJ. Em 1960, a empresa abriu um escritório na cidade de São José dos Campos SP, nas proximidades do CTA, objetivando incrementar as pesquisas e desenvolvimento de aeronaves. Mediante afirmativa de Santos e Amato Neto (2005), apesar do esforço para a formação das bases aeronáuticas ter sido iniciada na década de 1940, a sua intensificação se deu na década de 1960, com o conhecimento do setor gerado pelos laboratórios do CTA e adicionado aos demais estudos de engenharia de outras instituições. Fato que permitiu a adequação de produtos com padrão de classe mundial no setor. O presidente Arthur da Costa e Silva, mediante o Decreto nº. 770 de 19 de agosto de 1969, sob a liderança do Ministro da Aeronáutica, cria a Embraer Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., empresa de capital misto, destinada a fabricação em série de aviões. A indústria aeronáutica teve seu desenvolvimento, especialmente da Embraer, devido aos incentivos dados pelo governo por ocasião da sua criação (SILVA, 2005). Ainda de acordo com Silva (2005), o incentivo foi uma concessão dos militares, desde a doação de um terreno em local privilegiado, assim como a infra-estrutura básica necessária que foi transferida do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento do governo diretamente para a Embraer. Diversos outros fatos contribuíram para o avanço do processo de industrialização de São José dos Campos - SP, tais como: a renovação da antiga

26 25 rodovia Rio - São Paulo inaugurada em a Via Presidente Eurico Gaspar Dutra Via Dutra, encurtando 111 quilômetros entre as duas maiores capitais do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro RJ e a cidade de São Paulo - SP, a implantação do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), atual Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial e as operações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no eixo da rodovia. A indústria aeroespacial no Brasil deverá atingir o volume de negócio na ordem de US$ 7,8 bilhões com a ocupação de 27 mil postos de trabalho em Para atingir essas estimativas, é necessário investir no fortalecimento das pequenas e médias empresas do setor aeroespacial (BARTELS, 2003 apud SANTOS; AMATO NETO, 2005, p. 39). O município de São José dos Campos SP tornou-se um pólo aeroespacial devido as suas condições topográficas, de clima e localização. O município recebeu investimentos federais e esforçou-se para a implementação desse setor. O parque industrial de São José dos Campos SP tem forte concentração do setor aeroespacial. Mediante levantamentos realizados pelo autor em associações comerciais e industriais, cadastro de empresas e informações dos empresários locais em 2006, o município agrega 74 empresas voltadas para atender ao setor aeroespacial, abrangendo os segmentos aeronáutico, espacial e de segurança. Em 2006, o setor da indústria totalizou cerca de 22 mil empregos e a Empresa Brasileira de Aeronáutica - Embraer é a uma das maiores exportadoras do Brasil. A remuneração dos profissionais especializados neste setor tem contribuído para o aumento no padrão social da população e para o crescimento econômico do município, proporcionando melhorias dos serviços básicos que atendem a região.

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