Jornal Informativo. Associação Paulista de Fomento ao Turfe. Ano 7 Nº Cavalos de corrida e a ciência da genética.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Jornal Informativo. Associação Paulista de Fomento ao Turfe. Ano 7 Nº 1.647. Cavalos de corrida e a ciência da genética."

Transcrição

1 Ano 7 Nº APFT Associação Paulista de Fomento ao Turfe QUINTA-FEIRA 19 DE FEVEREIRO DE 2015 Jornal Informativo Acesse nosso Website Cavalos de corrida e a ciência da genética. por Sergio Barcellos Há mais de 300 anos, criadores e proprietários de cavalos de corrida do mundo jogam xadrez com a natureza, pretendendo: os primeiros, construir aquele craque que inscreverá seus nomes nos anais da indústria internacional do puro sangue; e os segundos, imaginando descobrir nos recintos dos leilões de potros inéditos os indivíduos que lhes abrirão as portas do panteão do turfe, transformando perspicácia e sorte em fama e fortuna. Neste processo tricentenário, foram gastos rios de dinheiro, desde que os nobres e magnatas ingleses do século XXVIII decidiram inventar uma nova raça de eqüinos capazes de prolongar velocidade no tempo e os chamaram de thoroughbreds, hoje a quintessência do moderno animal de competição, seja em corridas rasas, seja sobre obstáculos. A melhor máquina aeróbica do mundo animal. Na alvorada da nova raça, tudo funcionou na base da tentativa e erro. Até o momento em que o decurso do tempo e a experiência acumulada foram progressivamente cristalizando várias teorias sobre cruzamentos, e algumas evidências estatísticas emergiram do longo e paciente trabalho de seleção. Porém, como em todo empreendimento humano, algumas das teorias sobre cruzamentos (leia-se, a combinação de pedigrees), encontram-se hoje ultrapassadas diante do choque brutal de realidade introduzido pela moderna genética e iniciado com a decodificação do genoma do cavalo. A partir deste momento, saem de cena inúmeras crenças e mitos a maioria deles baseada na observação empírica e o grande palco da criação é progressivamente ocupado pela subversão dos novos conceitos relativos às leis da combinação dos genes; ao papel do DNA mitocondrial; à importância do músculo cardíaco; herança genética versus performance atlética; contribuição dos avós-maternos, etc, etc. Portanto, trata-se de uma completa revolução no conhecimento sistematizado do thoroughbred mundial. E esta revolução está apenas começando. Não é intenção do autor cansar o leitor com os itens antes mencionados, por si só áridos. Mas parece razoável condensar como funciona a busca da excelência no cavalo de corridas neste início do século XXI. E um bom começo, é saber o que tem sido escrito a respeito. Quem se interessar em aprofundar conhecimentos sobre o tema, pode recorrer à pequena bibliografia ao final do artigo. Pedigree e genética Hoje é de conhecimento comum que 1/3 da habilidade atlética de qualquer cavalo de corrida é genética, isto é, decorre de seu pedigree. Mas os outros 2/3 correspondem, respectivamente, ao ambiente onde ele foi criado (qualidade dos nutrientes da terra e o equilíbrio da alimentação recebida), e aos métodos de treinamento a que foi submetido em idade de correr. A qualidade dos componentes genéticos responde pela codificação de seu coração, pulmões, músculos, ossos, tendões e, finalmente, temperamento. O resto, entretanto, não tem a ver diretamente com a genética: tem a ver com terra, alimentação e treinamento. E onde isso nos leva? Muito simples: no reprodutor, há 32 pares de cromossomos que se combinam com os mesmos 32 pares de cromossomos da égua-mãe. Portanto, o produto resultante de qualquer cruzamento, conterá sempre 64 pares de cromossomos (o que significa dois elevado à potência 64 em termos de combinações possíveis). E todas elas estão refletidas no produto daí resultante. Façam conta, e vejam onde dois elevado à potência 64 pode dar...a partir daí, tenha-se em mente que qualquer uma dessas praticamente infinitas combinações pode estar presente no produto. Para o bem ou para o mal.

2 APFT - Jornal Informativo - 19/02/15 - Página 2 de 8 2 Conclusão: se um determinado cruzamento foi capaz de produzir um cavalo de corrida de alta performance, é praticamente impossível que a repetição do mesmo cruzamento gere o mesmo make-up genético anterior. Com efeito, irmãos inteiros herdam, em média, apenas metade do material genético de seus progenitores. biologia celular dos seres vivos. Famílias maternas e o papel da mitocôndria Como se sabe, a mitocôndria é o componente responsável pela energia de toda célula a casa de força, por assim dizer, dos seres vivos. A mitocôndria, ou DNA mitocondrial, descoberto em 1980, é 100% feminino, no sentido que ele é herdado unicamente via linha materna. Por outras palavras, os machos e as fêmeas da espécie recebem o DNA mitocondrial somente através de suas mães. Mais claro, ainda, os machos não conseguem transmitir esse tipo de DNA às gerações subsequentes. Mas as mães, sim. Assim, o sobrenome que acompanha qualquer cavalo de corrida através de sua existência é sempre o de sua linha materna. [Um parêntese: quando o suposto esqueleto do rei Ricardo III, imortalizado por Shakespeare na peça do mesmo nome, foi acidental e recentemente descoberto numa escavação em Londres, a confirmação de que ele era mesmo o personagem da peça só foi possível através da coleta do DNA mitocondrial dos descendentes femininos de sua estirpe, alguns dos quais haviam sobrevivido até os nossos dias. Nos restos mortais do infame monarca, tudo podia ser mais ou menos difuso, menos o seu DNA mitocondrial. O mesmo se dá, quando os antropólogos pesquisam sobre as migrações humanas iniciadas possivelmente há 140 mil anos: é o DNA mitocondrial que confirma quem migrou de onde para onde.] Voltamos ao cavalo de corrida, onde todos conhecem o quadro das 43 famílias maternas do General Stud Book inglês, catalogadas por Bruce Lowe pela sua ordem de importância na produção dos vencedores do Derby Stakes, do Oaks, e do Saint Leger, as três principais provas da tríplice-coroa inglesa de seu tempo. O que parecia apenas uma mera indicação estatística, hoje em dia, depois da descoberta do papel do DNA mitocondrial, ganhou importância. Simplesmente, porque o trabalho de Lowe não se choca contra o moderno conhecimento da General Stud Book Na tabulação de Bruce Lowe, a família 1 ainda domina o panorama clássico do turfe do mundo, mesmo se agregarmos os números de ganhadores de Grupo do turfe internacional até 2005, ou seja, mais de cem anos após sua catalogação. É evidente que pertencer à família 1 não significa certeza de sucesso nas pistas. Nela, como em qualquer outra família materna, há uma multidão de animais de todos os níveis de qualidade, desde os bons até os completamente inúteis. Mas quer dizer, sim, que, não só do ponto de vista estatístico, mas principalmente da conformidade com os novos conceitos da genética, o conhecimento das famílias maternas é fator decisivo na criação. O que parece nos remeter ao axioma de que sem mulher boa até cavalo de corrida é difícil... O que importa saber sobre este tópico, porém, é que as chamadas 43 foundation mares (ou matriarcas) de Bruce Lowe guardam uma notável proximidade entre si: seis dessas famílias (2, 7, 8, 16, 17 e 22) compartem as mesmas sequencias de DNA mitocondrial, indicando que elas derivam de um mesmo ancestral feminino comum. De igual forma, algo bastante similar ocorre com as matriarcas das famílias 4, 11 e 13, o que não causa surpresa dado o fato dessas três famílias terem sido desenvolvidas pelo mesmo criador, Sir James D arcy, e mantidas no mesmo haras e na mesma época. Como se vê, o círculo da excelência no puro sangue de corrida é muito menos amplo do que supõe a nossa filosofia.

3 APFT - Jornal Informativo - 19/02/15 - Página 3 de 8 3 Coração grande e performance nas pistas Quando se considera os fatores fisiológicos que afetam a performance nas pistas, o músculo cardíaco é, sem dúvida, um dos principais. Sem bomba cardíaca eficiente, não há bom cavalo de corrida. Claro, são as moléculas de hemoglobina do sangue que carregam oxigênio para os tecidos e os músculos, necessários à produção de energia. aproximadamente 14 libras. E o exemplo mais recente é o de Secretariat ( ), o fenomenal tríplice-coroado americano, considerado o maior cavalo da história do turfe dos USA, ganhador do Belmont Stakes (2.400 metros) por assustadores 31 corpos. A autópsia de Secretariat revelou um coração que pesou 22 libras. O grande problema, é que os músculos dos eqüinos possuem uma capacidade de gerar energia muito maior que a habilidade do sistema cardíaco de entregar-lhes oxigênio. Assim, a quantidade de sangue que pode ser bombeada para todo o corpo do animal durante a competição é um dos fatores limitantes de sua capacidade de gerar energia. Um cavalo pode modular seus batimentos cardíacos entre 20 e 240 batidas por minuto. Mas coração, em termos de peso e tamanho, não parece responder de forma direta e proporcional a treinamento. Desta forma, o volume do coração de um animal de corrida, para muitos, deriva de sua combinação genética, o chamado cromossomo X. Muitos acreditam que é ele quem vai determinar a capacidade aeróbica do indivíduo, principalmente na abordagem de distâncias longas (aqui consideradas em torno dos metros, ou mais). Um cavalo de corrida com coração pequeno pode ser um bom sprinter entre e metros, eis que consegue galopar essas distâncias de forma anaeróbica, ou seja, usando o estoque de oxigênio já existente antes do começo da corrida. Ao contrário, no caso de distâncias mais longas, que implicam maior demanda de oxigênio transportado da atmosfera para os músculos, isso pressupõe a existência de um coração maior e mais eficiente. Existe, pois, uma correlação genética entre capacidade cardíaca e performance atlética. Apenas como exemplo, o coração do invicto Eclipse, hoje o maior ancestral da raça (está no princípio de 85% dos ganhadores de Grupo do turfe mundial), pesava 14 libras, algo consideravelmente maior que a média de 6 libras de um cavalo de corrida de seu tempo. Outro exemplo é o do gigante neozelandês Phar Lap, ganhador de 37 corridas, incluindo a Melborne Cup, que pesava também Phar Lap O tamanho provável do coração de um animal de corrida pode ser estimado hoje em dia por um simples eletrocardiograma e a existência de equipamentos portáteis se tornou um hábito no exame de potros levados a leilão no hemisfério norte. Mesmo considerando que o animal ainda está em fase de crescimento, é possível saber mais sobre seu heart score e projetar a forma das coisas que virão quando o animal tiver terminado seu processo de amadurecimento. Mais ainda, de acordo com estudo desenvolvido por cientistas ingleses, publicado em 2005, a quantidade de sangue bombeado para o corpo do animal depende muito do tamanho de seu ventrículo esquerdo (ou seja, do tamanho da câmara ali localizada). Para os autores do estudo, a forma e o tamanho do coração de um cavalo de corrida (em idade adulta), têm muito a ver com a adaptação do órgão às exigências do treinamento e tipos de provas onde ele é inscrito. Cavalos de corrida sobre obstáculos - a suprema demonstração de endurance do esporte geralmente têm um coração maior e mais desenvolvido que seus similares de corridas rasas. E daí, talvez, decorra o tradicional

4 APFT - Jornal Informativo - 19/02/15 - Página 4 de 8 4 princípio europeu de fazer os potros de corridas rasas galopar, galopar, e galopar, antes de imaginar supor que seu coração e pulmões estejam formados e adaptados aos rigores do teste das pistas. [Segundo parêntese: muitos, em seu tempo, ridicularizaram o fato do multimilionário americano, Strassburger, ter escolhido Wild Risk, um excelente cavalo de salto francês, embora pequeno e de locomotores duvidosos, para padrear suas éguas. Hoje, Strassburger é considerado um gênio porque Wild Risk está na origem de notáveis cavalos de distância do turfe mundial (Worden, Vimy, Le Fabuleux, o nosso conhecido Waldmeister, etc). E ele foi também um excelente avô-materno (Blushing Groom, Ashmore, Free Ride, etc). Strassburger procurava capacidade cardíaca, sabia o que queria, e onde encontrar.] identifica e separa a elite da raça do resto é exatamente o fato da primeira ser dotada de um eficiente sistema ósseomuscular. E tudo se passa, porque a seleção baseada na permanente busca da velocidade através dos séculos de história do thoroughbred, teve um profundo efeito na fisiologia muscular dos indivíduos, em sua conformação e, claro, no nível de mineralização de seus ossos. A mesma diferença, em termos de fibras musculares, que existe entre os maratonistas humanos (que usam basicamente oxigênio para produzir energia) e os velocistas (que usam oxigênio e glicogênio nelas acumulado), existe entre os cavalos de corrida. Oitenta por cento (80%) deles nascem com fibras musculares de contração rápida (fast twitches, do Tipo 2), em maior ou menor proporção e, provavelmente, esta característica é controlada pela genética. A observação se ampara no reconhecimento de que a produção de determinadas famílias é um mero espelho da aptidão de seus progenitores para determinadas distâncias. As dificuldades começam a aparecer quando alguns criadores insistem em quebrar a combinação ótima de variações genéticas que deve presidir os cruzamentos, como, por exemplo, cruzar pais reconhecidamente de distância com mãe ssprinters puros, na esperança de gerar um indivíduo de distância média. Na maioria dos casos, o que se tem é um indivíduo de distância alguma. O sistema ósseo-muscular Wild Risk O que o conhecimento da genética eqüina nos ensina sobre este tópico, pode ser condensado da seguinte forma: Em média, quase 1/3 da raça puro sangue não chega a correr, ou corre e quebra. A principal razão para esta alta percentagem de desperdício se localiza na fragilidade do seu sistema ósseo-muscular. E os eventos mais comuns resultantes disso podem incluir catastróficas fraturas, fraturas por stress, fissuras de todo o tipo, problemas com os tendões, e o colapso das juntas. Por outro lado, o que O esqueleto do cavalo de corrida, leia-se, seu chassis, é o ponto fraco da raça. E o enorme impacto recebido pelos locomotores quando o animal se desloca ao redor de 60 kms por hora (ou mais), propaga-se por todo o conjunto. Sobreviver a esta situação extrema tem tudo a ver com a herança genética de determinados indivíduos. Como igualmente, a maioria dos defeitos de conformação também é de origem genética. Do mesmo modo que a altura nos humanos é 2/3 genética e 1/3 resultante de fatores ambientais e alimentação, o mesmo acontece no cavalo de corrida em relação à altura de sua cernelha. Nos mamíferos, o comprimento de certos ossos varia de uma forma geneticamente coordenada, e a mudança de um pequeno número de genes do crescimento ocorre durante a fase de desenvolvimento do indivíduo.

5 APFT - Jornal Informativo - 19/02/15 - Página 5 de 8 5 Hoje se sabe, cientificamente, que a maior ou menor densidade óssea algo para o qual contribuem vários genes está na base das citadas fraturas e fissuras verificadas no thoroughbred. São os chamados genes candidatos a fratura do cavalo de competição, motivo de vários estudos, de forma a identificá-los e orientar veterinários e treinadores sobre de como lidar com esta realidade. [Outro parêntese: Seattle Slew, o tríplice-coroado do turfe dos EUA, ademais de excelente reprodutor, foi comprado por praticamente uma ninharia nos leilões de Keeneland, porque pisava com a mão direita para fora. O veterinário que o examinou (e depois se tornou sócio no potro), simplesmente disse ao proprietário que o arrematou: Esta mão para fora não é problema. Ele pisa torto, mas a genética de sua densidade óssea é espetacular. ] Nicks e avós-maternos De todas as afinidades genéticas possíveis (ou nicks), a que encontra maior respaldo na ciência moderna é a dos avós-maternos. Uma primeira possibilidade, é que elas resultem da heterose, mais conhecida como vigor híbrido. Nenhuma novidade. A permanente busca de vigor híbrido não foi outra coisa, senão o método de criação praticado à saciedade no princípio do thoroughbred, quando os ingleses começaram a cruzar reprodutores do Oriente com éguas nativas da Grã- Bretanha. Outra explicação, é que as filhas de determinados reprodutores são capazes de fornecer boas combinações de genes, que complementam as combinações do reprodutor com os quais o nick ocorre. Mas dia virá, em que o avanço da genética eqüina, e, consequentemente, a quantidade de informações disponíveis oferecerá uma resposta racional para o fenômeno. Até lá, o que os principais criadores do mundo fazem é, simplesmente, copiar o que deu certo. E todos copiam, desde o cruzamento de Eclipse com as mães Herod (nos anos de 1770), de Bend Or com as filhas de Macaroni nos 1880 s, de Phalaris com mães Chaucer nos 1920 s (por sinal, o cruzamento preferido de Lord Derby), de Sadler s Wells com as mães Darshaan (ou seu pai, Shirley Heights), etc, etc. E com a característica dessas afinidades serem geralmente recíprocas. Seattle Slew Aliás, densidade óssea era algo tão importante no turfe do primeiro quarto do século XX, que o programa do Derby Stakes, em Epsom, também indicava o diâmetro da canela dos concorrentes, medida abaixo do joelho. Sem ossos geneticamente densos e corretamente mineralizados dificilmente se ganha em Epsom. E isso é genética, mais criação. No caso dos avós-maternos, entretanto, a genética está mais avançada. Geneticistas ingleses já demonstraram que para alguns genes importa, sim, de cujo progenitor eles proveem. O fenômeno é chamado de genomic imprinting (marca, estampa, ou selo genômico). Trata-se de genes não expressos quando herdados do pai, ao contrário dos genes inativos quando herdados das mães. Há uma diferença, além de semântica, entre os dois tipos. Isso tem a ver com a explicação sobre o fato de excepcionais corredores não serem capazes de gerar cavalos parecidos com eles, mas, em contrapartida, suas filhas sim. O exemplo mais famoso é o de Secretariat, pai de machos e reprodutores comuns, mas um notável avô-

6 APFT - Jornal Informativo - 19/02/15 - Página 6 de 8 6 materno (basta lembrar de A.P. Indy, Gone West e Storm Cat, para confirmar a hipótese). No caso, é geneticamente possível que os genes inativos de Secretariat, herdados de sua mãe, Somethingroyal, tenham sido reativados em suas filhas e são, em parte, responsáveis pela produção de excepcionais corredores e reprodutores. Os homens de cavalo do mundo, entretanto, reconhecem que o efeito avô-materno não dura para sempre, e tende a diluir-se após algumas gerações. Tampouco, estamos aqui a afirmar que a qualidade de A.P. Indy, Gone West e Storm Cat se ancore, apenas, no efeito em questão. Em muitos casos, como tudo na natureza, pode tratar-se de uma feliz combinação genética emergida dos cruzamentos de determinadas mães e apressadamente creditada por alguns ao avô-materno. aumenta. A segunda etapa é reduzir as variáveis ambientais (e elas são importantes, como já vimos), ao procurar criar e alimentar todos os produtos exatamente da mesma maneira. Isso melhora também as chances de que as diferenças entre os indivíduos estejam mais relacionadas a mérito genético, do que à boa hospedagem. Criação seletiva O alvo da criação do puro sangue de corrida foi sempre o de evitar o que se chama de variação genética. De igual forma, o sonho dos criadores também foi sempre foi o de tentar uniformizar e padronizar certos atributos da raça. Mas o fato é que criação seletiva funciona. E funciona muito bem, por exemplo, na produção de leite, carne e ovos, sendo certo que hoje não se faz criação intensiva no campo sem o apoio da genética molecular para complementar e melhorar os tradicionais métodos de seleção. Exemplos de grandes criadores do século XX na Europa e nos EUA, incluem Federico Tesio, Lord Derby, Marcel Boussac e Hancock. Nos nossos dias, esta lista pode ser completada com o Aga Khan e Khalid Abdullah. É possível que nenhum deles pensasse de forma consciente em termos de genética, mas parte de seu sucesso pode ser explicado por ela. O raciocínio é simples, como veremos a seguir. O processo tradicional dos grandes criadores do mundo começa sempre na montagem de um universo de mães de alta qualidade e, ao longo do tempo, vão adquirindo conhecimento de quais estratégias de cruzamento funcionam em relação às famílias maternas que abrigam em seus haras. Pelo contínuo descarte dos produtos de baixa performance, a proporção de boas variantes genéticas do conjunto do plantel naturalmente Federico Tésio Por outras palavras, torna-se mais evidente que a seleção dos melhores animais sirva para identificar cruzamentos capazes de transmitir um mérito genético superior. É verdade que esses diferenciais comparativos em termos de qualidade nas pistas e na reprodução, podem levar anos e várias gerações de animais para serem confirmados. Mas também é inegável que os resultados são mais consistentes e previsíveis na operação de criar buscando um todo o mais homogêneo possível. Como se viu anteriormente, embora a elite da raça, os top performers, sejam capazes de passar adiante uma boa combinação genética, isso não quer dizer que todas as combinações de seus genes dominantes/recessivos serão recriadas em sua produção. Ou seja, que sua prole herdará intacta e intocada suas habilidades atléticas. Com

7 APFT - Jornal Informativo - 19/02/15 - Página 7 de 8 7 efeito, a elite da raça é exceção. A regra é a presença de uma esmagadora maioria de cavalos que apresentam uma performance inferior à de seus pais. Isso fica muito claro diante dos ratings médios do Timeform ao longo de várias décadas, que é de 79 libras-peso para os potros de três anos e de 72 libras-peso para as potrancas. Claro, a hereditariedade, em termos de performance, tem limites. O general Stud Book inglês está cheio de exemplos disso, isto é, de produtos filhos de ganhadores do Derby Stakes cruzados com ganhadoras do Oaks Stakes. Somente um deles, Lamtarra, em 1995, filho de Nijinsky e Snow Bride, venceu o Derby de sua geração. Mas uma coisa é geneticamente verdadeira, e estatisticamente aferível: a fórmula de regressão estatística dos ratings do Timeform demonstra que a média dos animais frutos do cruzamento de indivíduos com ratings acima de 110 libras-peso é, sim, superior à média do universo dos animais que um dia entraram em uma pista de corrida. Eles podem não ter sido atletas iguais aos seus pais, mas sua performance tende a ser superior à de seus iguais. O futuro Em suma, parece razoável admitir que o sequenciamento do genoma eqüino vai acelerar o conhecimento do cavalo de corrida universal. E o progressivo desenvolvimento da genética acabará por colocar à disposição de criadores e proprietários algumas respostas até então obscuras. O processo da geração da vida no cavalo de corrida não mudará. Mas será possível conhecer mais, e conhecendo, eliminar desse processo alguns obstáculos que impedem seu pleno desenvolvimento. Bibliografia Craig, Dennis, Breeding Racehorses from Cluster Mares, J.A. Allen, 1964 Haun, Marianna, The X Factor, Russel Meerdinck Co., USA, 1997 Hislop, John, Breeding for Racing, Kingswood Press, 1992 M. Binns and T. Morris, Pedigree Theories and the Science of Genetics, J.A. Allen, 2010 Varola, Franco, Typology of the Racehorse, J.A. Allen, 1974 Rio de Janeiro, Sergio Barcellos - Proprietário desde Ex-comissário de corridas e vice-presidente da Comissão de Corridas do JCB ( ). Atualmente, Barcellos é vice-presidente (marketing) do JCB e segundo vice-presidente da OSAF - Organização Sul-Americana de Fomento. Autor do livro "Cavalos de Corridas - Uma Alegria Eterna" (Topbooks, 2002). Artigo Transcrito do website Raia Leve de 18 de fevereiro de 2015

8 APFT - Jornal Informativo - 19/02/15 - Página 8 de 8 8 PREVIEW CLÁSSICO: CRISTAL

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível.

VALÊNCIAS FÍSICAS. 2. VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: Tempo que é requerido para ir de um ponto a outro o mais rapidamente possível. VALÊNCIAS FÍSICAS RESISTÊNCIA AERÓBICA: Qualidade física que permite ao organismo executar uma atividade de baixa para média intensidade por um longo período de tempo. Depende basicamente do estado geral

Leia mais

Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura

Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura Neste artigo vou mostrar o principal tipo de exercício para acelerar a queima de gordura sem se matar durante horas na academia. Vou mostrar e explicar

Leia mais

Tudo começou em África

Tudo começou em África Tudo começou em África (Expresso: 25-04-1998) Análises do D A confirmam a origem africana da espécie humana, uma ideia já defendida no século passado por Charles Darwin e Thomas Henry. A nossa árvore genealógica

Leia mais

ITS / CTA. Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos

ITS / CTA. Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos ITS / CTA Escola Técnica Volume Simonsen I Capítulo I Autores Ademir Alonso & Alberto Carlos 1 ITS / CTA Sumário SUMÁRIO Volume I Capítulo I Unidade I Capítulo I - Beneficios da Educação Física Capítulo

Leia mais

As empresas farmacêuticas não se importam com a DH, certo?

As empresas farmacêuticas não se importam com a DH, certo? Notícias científicas sobre a Doença de Huntington. Em linguagem simples. Escrito por cientistas. Para toda a comunidade Huntington. Entrevista: Graeme Bilbe, chefe global de Neurociências na Novartis O

Leia mais

INTERAÇÃO GÊNICA: E DUPLO-HOMOZIGOTOS. Na edição anterior expusemos os conceitos básicos de A EPISTASIA NOS PAINTS HOMOZIGOTOS GENÉTICA

INTERAÇÃO GÊNICA: E DUPLO-HOMOZIGOTOS. Na edição anterior expusemos os conceitos básicos de A EPISTASIA NOS PAINTS HOMOZIGOTOS GENÉTICA PH GENÉTICA INTERAÇÃO GÊNICA: A EPISTASIA NOS PAINTS HOMOZIGOTOS E DUPLO-HOMOZIGOTOS Na edição anterior expusemos os conceitos básicos de genética para o entendimento de como o genótipo determina a cor

Leia mais

Complemento IV Introdução aos Algoritmos Genéticos

Complemento IV Introdução aos Algoritmos Genéticos Complemento IV Introdução aos Algoritmos Genéticos Esse documento é parte integrante do material fornecido pela WEB para a 2ª edição do livro Data Mining: Conceitos, técnicas, algoritmos, orientações e

Leia mais

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício Desde as décadas de 60 e 70 o exercício promove Aumento do volume sanguíneo Aumento do volume cardíaco e suas câmaras Aumento do volume sistólico Aumento do débito cardíaco que pode ser alcançado Aumento

Leia mais

OS 4 PASSOS ALTA PERFORMANCE A PARTIR DE AGORA PARA VOCÊ COMEÇAR A VIVER EM HIGHSTAKESLIFESTYLE.

OS 4 PASSOS ALTA PERFORMANCE A PARTIR DE AGORA PARA VOCÊ COMEÇAR A VIVER EM HIGHSTAKESLIFESTYLE. OS 4 PASSOS PARA VOCÊ COMEÇAR A VIVER EM ALTA PERFORMANCE A PARTIR DE AGORA HIGHSTAKESLIFESTYLE. Hey :) Gabriel Goffi aqui. Criei esse PDF para você que assistiu e gostou do vídeo ter sempre por perto

Leia mais

das espécies Chegamos à aula 50! Durante as aulas do Os trabalhos de Charles Darwin

das espécies Chegamos à aula 50! Durante as aulas do Os trabalhos de Charles Darwin A evolução das espécies A UU L AL A Chegamos à aula! Durante as aulas do telecurso, você viu vários temas relacionados com a Biologia: genética, botânica, zoologia, fisiologia, ecologia entre outros. Finalizaremos

Leia mais

Mecanismos de Herança

Mecanismos de Herança Mecanismos de Herança Andréa Trevas Maciel Guerra Depto. De Genética Médica FCM - UNICAMP Mecanismo de Herança Conceitos básicos Herança Monogênica Herança mitocondrial Imprinting Autossomos (1 a 22) Autossomos

Leia mais

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado.

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. CAPÍTULO 3 PROCURA, OFERTA E PREÇOS Introdução As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. O conhecimento destas leis requer que, em

Leia mais

Questão 1 Questão 2. Questão 3. Resposta. Resposta

Questão 1 Questão 2. Questão 3. Resposta. Resposta Questão 1 Questão 2 O esquema abaixo representa as principais relações alimentares entre espécies que vivem num lago de uma região equatorial. a) O câncer é uma doença genética, mas na grande maioria dos

Leia mais

objetivos Complexidade dos genomas II AULA Pré-requisitos

objetivos Complexidade dos genomas II AULA Pré-requisitos Complexidade dos genomas II AULA 31 objetivos Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: Explicar os fatores envolvidos com a complexidade dos genomas de eucariotos. Descrever as principais características

Leia mais

Veja as descobertas científicas mais importantes da década

Veja as descobertas científicas mais importantes da década (UOL Ciência & Saúde) Veja as descobertas científicas mais importantes da década Entre outros acontecimentos científicos marcantes, a década contou com o sequenciamento do genoma humano, de importância

Leia mais

A Genética Mendeliana

A Genética Mendeliana MATERIAL DE APOIO A Genética Mendeliana O conceito de um fator hereditário como determinante das características de um indivíduo foi introduzido primeiramente por Gregor Mendel em 1865, embora ele não

Leia mais

GENÉTICA HUMANA HISTÓRICO 26/08/2013 GREGOR MENDEL AULA 3 RELAÇÃO GENÓTIPO-FENÓTIPO

GENÉTICA HUMANA HISTÓRICO 26/08/2013 GREGOR MENDEL AULA 3 RELAÇÃO GENÓTIPO-FENÓTIPO GENÉTICA HUMANA AULA 3 RELAÇÃO GENÓTIPO-FENÓTIPO CURSO: Psicologia SÉRIE: 2º Semestre CARGA HORÁRIA SEMANAL: 02 Horas/aula CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 40 Horas HISTÓRICO GREGOR MENDEL 1822 Nasceu em Heinzendorf,

Leia mais

Introdução à Arte da Ciência da Computação

Introdução à Arte da Ciência da Computação 1 NOME DA AULA Introdução à Arte da Ciência da Computação Tempo de aula: 45 60 minutos Tempo de preparação: 15 minutos Principal objetivo: deixar claro para os alunos o que é a ciência da computação e

Leia mais

PlanetaBio Resolução de Vestibulares UFRJ 2007 www.planetabio.com

PlanetaBio Resolução de Vestibulares UFRJ 2007 www.planetabio.com 1-O gráfico a seguir mostra como variou o percentual de cepas produtoras de penicilinase da bactéria Neisseria gonorrhoeae obtidas de indivíduos com gonorréia no período de 1980 a 1990. A penicilinase

Leia mais

Testes Físicos Documento Orientador

Testes Físicos Documento Orientador Testes Físicos Documento Orientador Época 2015-2016 Página 2 INTRODUÇÃO A realização de provas físicas na arbitragem acontece em todos os Países e, em particular, no âmbito da UEFA e da FIFA. Estas Organizações

Leia mais

Ancestralidade Materna polimorfismos matrilínea DNA Mitocondrial (mtdna).

Ancestralidade Materna polimorfismos matrilínea DNA Mitocondrial (mtdna). Ancestralidade Materna A atual população dos países latino-americanos foi gerada por um complexo processo de mistura genética entre ameríndios, europeus e africanos. As porcentagens relativas destas três

Leia mais

Painéis Do Organismo ao Genoma

Painéis Do Organismo ao Genoma Painéis Do Organismo ao Genoma A série de 5 painéis do organismo ao genoma tem por objetivo mostrar que os organismos vivos são formados por células que funcionam de acordo com instruções contidas no DNA,

Leia mais

Q U E S T Ã O 4 0 Q U E S T Ã O 4 1 PROVA DE BIOLOGIA II

Q U E S T Ã O 4 0 Q U E S T Ã O 4 1 PROVA DE BIOLOGIA II 23 PROVA DE BIOLOGIA II Q U E S T Ã O 4 0 Cientistas americanos conseguiram modificar geneticamente bichos-da-seda para fazê-los produzir teia de aranha, um material conhecido por sua resistência e elasticidade,

Leia mais

CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO

CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO INTRODUÇÃO Síntese sobre a Teoria da Evolução Química. Criacionismo (fundamentado na fé e na religião). É a primeira explicação para perguntas sobre a origem do Universo, da

Leia mais

Grande parte dos planejadores

Grande parte dos planejadores ARTIGO Fotos: Divulgação Decidindo com o apoio integrado de simulação e otimização Oscar Porto e Marcelo Moretti Fioroni O processo de tomada de decisão Grande parte dos planejadores das empresas ainda

Leia mais

16.02. A recombinação genética ocorre em todos os pares de cromossomos das células humanas que estão em meiose.

16.02. A recombinação genética ocorre em todos os pares de cromossomos das células humanas que estão em meiose. BIO 6E aula 16 16.01. A pleiotropia ocorre quando um gene influencia mais de uma característica. Em genes que estão localizados no mesmo par de cromossomos porém distante um do outro, a maioria dos gametas

Leia mais

Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis

Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis Curso Internacional de Meio Fundo e Fundo Asunción, PAR, 6 e 7/06/2015 Crescimento e Desenvolvimento de Atletas Jovens nas Distâncias de Fundo e Meio Fundo: Fases Sensíveis Prof. Dr. Ricardo D Angelo Aspectos

Leia mais

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas...

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas... APRESENTAÇÃO O incremento da competitividade é um fator decisivo para a maior inserção das Micro e Pequenas Empresas (MPE), em mercados externos cada vez mais globalizados. Internamente, as MPE estão inseridas

Leia mais

Epigenética e Memória Celular

Epigenética e Memória Celular Epigenética e Memória Celular Por Marcelo Fantappié Fonte www.revistacarbono.com A epigenética é definida como modificações do genoma que são herdadas pelas próximas gerações, mas que não alteram a sequência

Leia mais

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO

MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 2 COMPONENTES DO MÉTODO DE TREINO INTERVALADO MÉTODOS DE TREINAMENTO INTERVALADOS 1 INTRODUÇÃO O método de treino por intervalos caracteriza-se por exercícios onde o organismo é submetido a períodos curtos, regulares e repetidos de trabalho com períodos

Leia mais

VAMOS DEIXAR UMA coisa bem clara desde já: você não

VAMOS DEIXAR UMA coisa bem clara desde já: você não Os Programas FAT: a verdadeira causa do seu excesso de peso 1 VAMOS DEIXAR UMA coisa bem clara desde já: você não está gordo porque come demais. Você não é fraco, preguiçoso, indisciplinado, tampouco se

Leia mais

ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA ATIVIDADE FÍSICA, APTIDÃO FÍSICA, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA Revolução industrial Antes da revolução industrial as pessoas eram mais ativas porque viviam constantemente se movimentando no trabalho na escola,

Leia mais

MANUAL DO PROGRAMA SBB ON-LINE

MANUAL DO PROGRAMA SBB ON-LINE T.I. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO MANUAL DO PROGRAMA SBB ON-LINE ABCPCC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES E PROPRIETÁRIOS DO CAVALO DE CORRIDA SÃO PAULO 2011 Sumário INTRODUÇÃO... 3 INSTALAÇÃO... 4 COMUNICANDO

Leia mais

Nova genética desestabiliza idéia de raça e coloca dilemas políticos

Nova genética desestabiliza idéia de raça e coloca dilemas políticos Nova genética desestabiliza idéia de raça e coloca dilemas políticos Por Carol Cantarino No final de 2005, o site Edge perguntou a 100 cientistas e filósofos do mundo todo: Qual a idéia mais perigosa presente

Leia mais

Educação familiar e escolar para o terceiro milênio. nosso tema

Educação familiar e escolar para o terceiro milênio. nosso tema Prefácio As pessoas já têm mil noções feitas bem antigas! com relação à palavra educação. Os pais e a escola têm de ensinar para as crianças, em palavras e só com palavras, quase tudo sobre os conhecimentos

Leia mais

INF 1771 Inteligência Artificial

INF 1771 Inteligência Artificial Edirlei Soares de Lima INF 1771 Inteligência Artificial Aula 04 Algoritmos Genéticos Introdução Algoritmos genéticos são bons para abordar espaços de buscas muito grandes e navegálos

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte

A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte A CIÊNCIA DOS PEQUENOS JOGOS Fedato Esportes Consultoria em Ciências do Esporte Prof. Antonio Carlos Fedato Filho Prof. Guilherme Augusto de Melo Rodrigues Monitorando e conhecendo melhor os trabalhos

Leia mais

BATERIA DE EXERCÍCIOS 8º ANO

BATERIA DE EXERCÍCIOS 8º ANO Professor: CRISTINO RÊGO Disciplina: CIÊNCIAS Assunto: FUNDAMENTOS DE GENÉTICA Belém /PA BATERIA DE EXERCÍCIOS 8º ANO 1. (UFMG) Indique a proposição que completa, de forma correta, a afirmativa abaixo:

Leia mais

Pesquisas brasileiras sobre câncer e doenças cardíacas e cerebrais colocam o País na vanguarda da medicina mundial

Pesquisas brasileiras sobre câncer e doenças cardíacas e cerebrais colocam o País na vanguarda da medicina mundial ISTOÉ - Independente Imprimir Especial BRASIL POTÊNCIA Edição: 2095 30.Dez.09-15:00 Atualizado em 06.Fev.13-12:48 Na Dianteira Do Conhecimento Pesquisas brasileiras sobre câncer e doenças cardíacas e cerebrais

Leia mais

ATLETISMO. Alyne Rayane

ATLETISMO. Alyne Rayane ATLETISMO Alyne Rayane O QUE É ATLETISMO? O atletismo é um conjunto de esportes constituído por três modalidades: corrida, lançamentos e saltos. ATLETISMO QUANDO SURGIU? Atletismo tempo dos ancestrais;

Leia mais

BIKE PERSONAL TRAINER O TREINO DE CICLISMO DEPOIS DOS 50 ANOS

BIKE PERSONAL TRAINER O TREINO DE CICLISMO DEPOIS DOS 50 ANOS O TREINO DE CICLISMO DEPOIS DOS 50 ANOS Tendo em conta o que foi descrito no artigo anterior, vamos então pôr em prática os conceitos necessários para tornar reais as adaptações benéficas ao treino e sobretudo

Leia mais

Áudio. GUIA DO PROFESSOR Mendel, o pai da genética - Parte I. Os fundamentos da hereditariedade: Biografia de Gregor Mendel

Áudio. GUIA DO PROFESSOR Mendel, o pai da genética - Parte I. Os fundamentos da hereditariedade: Biografia de Gregor Mendel Mendel, o pai da genética - Parte I Conteúdos: Tempo: Objetivos: Descrição: Produções Relacionadas: Os fundamentos da hereditariedade: Biografia de Gregor Mendel 5 minutos para cada áudio. Avaliar se o

Leia mais

José Ferreira Pankowski

José Ferreira Pankowski José Ferreira Pankowski O conselheiro técnico da Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso, José Ferreira Pankowski, é o entrevistado da semana do site da Nelore MT. Ele fala sobre o desenvolvimento

Leia mais

Eldenurin 3D&T Novo Sistema de Magia por Gustavo Brauner

Eldenurin 3D&T Novo Sistema de Magia por Gustavo Brauner Eldenurin 3D&T Novo Sistema de Magia por Gustavo Brauner Escolas de Magia Os magos de Eldenurin não estão limitados às vantagens mágicas tradicionais (Magia Branca, Magia Elemental e Magia Negra) dos conjuradores

Leia mais

Unidade: Sistemas de Reprodução Animal. Revisor Textual: Profa. Ms. Alessandra Fabiana Cavalcante

Unidade: Sistemas de Reprodução Animal. Revisor Textual: Profa. Ms. Alessandra Fabiana Cavalcante Unidade: Sistemas de Reprodução Animal Revisor Textual: Profa. Ms. Alessandra Fabiana Cavalcante Reprodução Natural: Ao acaso Determinada pelo ser humano: Pressão seletiva para características desejáveis

Leia mais

Unidade 14. Circuitos elétricos

Unidade 14. Circuitos elétricos Unidade 14 Circuitos elétricos Pra início de conversa... Nesta aula, você vai conhecer um circuito elétrico e seus componentes, conhecer a lei de Ohm e saber como utilizá-la para os cálculos de correntes,

Leia mais

Questões Estruturais do Currículo

Questões Estruturais do Currículo Questões Estruturais do Currículo Embora as questões abaixo sejam divididas em três níveis gerais de ensino, muitas delas podem ser usadas em praticamente qualquer série. Questões Estruturais do Currículo

Leia mais

www.receitasganharmassamuscular.com

www.receitasganharmassamuscular.com Esse e-book é oferecido como bônus na compra do e- book Receitas Anabólicas no site: www.receitasganharmassamuscular.com INTRODUÇÃO Nesse e-book você vai aprender a montar uma dieta para musculação personalizada,

Leia mais

Dist. da linha saída à 1ª barreira

Dist. da linha saída à 1ª barreira TÉCNICA DAS CORRIDAS COM BARREIRAS Antes de mais nada podemos dizer que as corridas com barreiras são provas de velocidade rasa porque, muito embora o barreiristas se depare com uma série de barreiras

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DAS PROVAS DE REPRODUTORES LEITEIROS

INTERPRETAÇÃO DAS PROVAS DE REPRODUTORES LEITEIROS AZ042 Bovinocultura de Leite Aula 14 INTERPRETAÇÃO DAS PROVAS DE REPRODUTORES LEITEIROS Prof. Rodrigo de Almeida Entendendo as Provas de Touros Canadenses Informações de Produção Provas de produção Baseado

Leia mais

5Passos fundamentais. Conseguir realizar todos os seus SONHOS. para. Autora: Ana Rosa. www.novavitacoaching.com

5Passos fundamentais. Conseguir realizar todos os seus SONHOS. para. Autora: Ana Rosa. www.novavitacoaching.com 5Passos fundamentais para Conseguir realizar todos os seus SONHOS Autora: Ana Rosa www.novavitacoaching.com O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos! Eleanor Roosevelt CONSIDERA

Leia mais

Explosões de particulado orgânico e operações de enchimento

Explosões de particulado orgânico e operações de enchimento Explosões de particulado orgânico e operações de enchimento Explosões de particulado orgânico e operações de enchimento Enchimento e descarregamento de silos, principalmente com grânulos de polímero por

Leia mais

(S.I.) = 10 + 6 3) (FP) O

(S.I.) = 10 + 6 3) (FP) O Lista Cinemática 1) (FP) Um motorista pretende realizar uma viagem com velocidade média de 90 km/h. A primeira terça parte do percurso é realizada à 50km/h e os próximos 3/5 do restante é realizado à 80

Leia mais

PlanetaBio Resolução de Vestibulares FUVEST 2006 2ª fase www.planetabio.com

PlanetaBio Resolução de Vestibulares FUVEST 2006 2ª fase www.planetabio.com 1-O esquema abaixo representa as principais relações alimentares entre espécies que vivem num lago de uma região equatorial. Com relação a esse ambiente: a) Indique os consumidores primários. b) Dentre

Leia mais

O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil

O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil Andressa Ranzani Nora Mello Keila Maria Ramazotti O Desenvolvimento Moral na Educação Infantil Primeira Edição São Paulo 2013 Agradecimentos A todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram

Leia mais

Um estudante de 23 anos, doador de sangue tipo universal, é moreno, tem estatura mediana e pesa 85 kg. Todas as alternativas apresentam

Um estudante de 23 anos, doador de sangue tipo universal, é moreno, tem estatura mediana e pesa 85 kg. Todas as alternativas apresentam Um estudante de 23 anos, doador de sangue tipo universal, é moreno, tem estatura mediana e pesa 85 kg. Todas as alternativas apresentam características hereditárias desse estudante que são influenciadas

Leia mais

Biofísica. Patrícia de Lima Martins

Biofísica. Patrícia de Lima Martins Biofísica Patrícia de Lima Martins 1. Conceito É uma ciência interdisciplinar que aplica as teorias, a metodologia, conhecimentos e tecnologias da Matemática, Química e Física para resolver questões da

Leia mais

Exercícios resolvidos sobre Função de probabilidade e densidade de probabilidade

Exercícios resolvidos sobre Função de probabilidade e densidade de probabilidade Exercícios resolvidos sobre Função de probabilidade e densidade de probabilidade Você aprendeu o que é função probabilidade e função densidade de probabilidade e viu como esses conceitos são importantes

Leia mais

Roteiro de aula prática 3º ano Prática 3 Primeira Lei de Mendel

Roteiro de aula prática 3º ano Prática 3 Primeira Lei de Mendel Roteiro de aula prática 3º ano Prática 3 Primeira Lei de Mendel Pergunta: Nós herdamos características dos nossos pais? Como isso acontece? Objetivos: Ensinar sobre as leis de transmissão de características

Leia mais

MÓDULO III AULA 2: CONTROLE DA EXPRESSÃO GÊNICA EM EUCARIOTOS

MÓDULO III AULA 2: CONTROLE DA EXPRESSÃO GÊNICA EM EUCARIOTOS BIOLOGIA MOLECULAR BÁSICA MÓDULO III Olá! Chegamos ao último módulo do curso! Antes do início das aulas, gostaria de ressaltar que este módulo está repleto de dicas de animações. Dê uma olhada nas animações

Leia mais

Lista de Exercícios (BIO-LEO)

Lista de Exercícios (BIO-LEO) Lista de Exercícios (BIO-LEO) 1. (Fgv 2015) As estruturas ilustram os ossos das mãos ou patas anteriores de seis espécies de mamíferos, não pertencentes obrigatoriamente ao mesmo ecossistema. V. A recombinação

Leia mais

(baseado em 1 avaliações)

(baseado em 1 avaliações) Experimento cadastrado por Luara augusta batista em 01/08/2011 Classificação Total de exibições: 2029 (até 07/08/2012) (baseado em 1 avaliações) Palavras-chave: mendel, ervilhas, segunda lei de mendel,

Leia mais

Dr. Milton Mizumoto Diretor Médico da Corpore

Dr. Milton Mizumoto Diretor Médico da Corpore Manual do corredor n Este manual tem como objetivo orientar o corredor iniciante que pretende praticar corridas em busca de bem estar e condicionamento físico. n São dicas aprendidas em livros e observações

Leia mais

Diversidade Genética das Populações Amazônicas

Diversidade Genética das Populações Amazônicas PAINEL I Particularidades genéticas das populações amazônicas e suas possíveis implicações Coordenação de Mesa: Wim Degrave. Diversidade Genética das Populações Amazônicas Sidney dos Santos Será apresentado

Leia mais

Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração. Abordagem Clássica da Administração:

Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração. Abordagem Clássica da Administração: TGA Abordagem Clássica da Administração Profa. Andréia Antunes da Luz andreia-luz@hotmail.com No despontar do XX, 2 engenheiros desenvolveram os primeiros trabalhos pioneiros a respeito da Administração.

Leia mais

Estatística Aplicada ao Serviço Social Módulo 1:

Estatística Aplicada ao Serviço Social Módulo 1: Estatística Aplicada ao Serviço Social Módulo 1: Introdução à Estatística Importância da Estatística Fases do Método Estatístico Variáveis estatísticas. Formas Iniciais de Tratamento dos Dados Séries Estatísticas.

Leia mais

As simpáticas focas da Antártida

As simpáticas focas da Antártida SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA DATA: 06 / 05 / 203 I ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE CIÊNCIAS 8.º ANO/EF UNIDADE: ALUNO(A): N.º: TURMA: PROFESSOR(A): VALOR:

Leia mais

O DNA é formado por pedaços capazes de serem convertidos em algumas características. Esses pedaços são

O DNA é formado por pedaços capazes de serem convertidos em algumas características. Esses pedaços são Atividade extra Fascículo 2 Biologia Unidade 4 Questão 1 O DNA é formado por pedaços capazes de serem convertidos em algumas características. Esses pedaços são chamados de genes. Assinale abaixo quais

Leia mais

Atividade extra. Questão 1. Questão 2. Ciências da Natureza e suas Tecnologias Biologia. A diversidade biológica é o fruto da variação genética.

Atividade extra. Questão 1. Questão 2. Ciências da Natureza e suas Tecnologias Biologia. A diversidade biológica é o fruto da variação genética. Atividade extra Questão 1 A diversidade biológica é o fruto da variação genética. Falar em biodiversidade e em tempo significa, necessariamente, falar de: a. Degeneração. b. Conservação. c. Evolução. d.

Leia mais

8 Passos para o Recrutamento Eficaz. Por Tiago Simões

8 Passos para o Recrutamento Eficaz. Por Tiago Simões 8 Passos para o Recrutamento Eficaz Por Tiago Simões Uma das coisas que aprendi na indústria de marketing de rede é que se você não tem um sistema de trabalho que comprovadamente funcione, muito provavelmente

Leia mais

A Curva Normal Luiz Pasquali

A Curva Normal Luiz Pasquali Capítulo 3 A Curva Normal Luiz Pasquali 1 A História da Curva Normal A curva normal, também conhecida como a curva em forma de sino, tem uma história bastante longa e está ligada à história da descoberta

Leia mais

PASSADO, PRESENTE E FUTURO DAS DIVISÕES DE BASE NO FUTEBOL DO BRASIL

PASSADO, PRESENTE E FUTURO DAS DIVISÕES DE BASE NO FUTEBOL DO BRASIL PASSADO, PRESENTE E FUTURO DAS DIVISÕES DE BASE NO FUTEBOL DO BRASIL Tenho lido e ouvido muitos comentários nos últimos dias sobre o trabalho de formação no Brasil. Algumas pessoas, alguns profissionais

Leia mais

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins Noções de Pesquisa e Amostragem André C. R. Martins 1 Bibliografia Silva, N. N., Amostragem probabilística, EDUSP. Freedman, D., Pisani, R. e Purves, R., Statistics, Norton. Tamhane, A. C., Dunlop, D.

Leia mais

Esportes de Interação com a Natureza

Esportes de Interação com a Natureza Esportes de Interação com a Natureza Aula 2 Canoagem e Rio 2016 Versão 1.0 Objetivos 1 Apresentar dois esportes da categoria DE INTERAÇÃO COM A NATUREZA e suas principais regras. 2 Conhecer a história

Leia mais

Método científico e Atitude cientifica.

Método científico e Atitude cientifica. Texto complementar: Método científico e Atitude cientifica. Extraido de : Física Conceitual (9ª Edição) Paul G. Hewitt O físico Italiano Galileu Galilei e o filósofo inglês Francis Bacon são geralmente

Leia mais

Como Funciona e o Que Você Precisa Saber Para Entender o Fator da Perda de Peso? Capítulo 9: Mantendo Um Corpo Livre De Celulite Para o Resto Da Vida

Como Funciona e o Que Você Precisa Saber Para Entender o Fator da Perda de Peso? Capítulo 9: Mantendo Um Corpo Livre De Celulite Para o Resto Da Vida Aviso Legal Qualquer aplicação das recomendações apresentadas neste livro está a critério e único risco (do leitor). Qualquer pessoa com problemas médicos de qualquer natureza deve buscar e consultar um

Leia mais

MELHORAMENTO GENÉTICO

MELHORAMENTO GENÉTICO MELHORAMENTO GENÉTICO Mudança do material hereditário do rebanho de forma a capacitá-lo para produzir leite, mais economicamente em um determinado ambiente. Genética é a ciência que estuda a variação e

Leia mais

Autor: Rabbi Yehuda Ashlag

Autor: Rabbi Yehuda Ashlag Autor: Rabbi Yehuda Ashlag A Kabbalah ensina a correlação entre causa e efeito de nossas fontes espirituais. Estas fontes se interligam de acordo com regras perenes e absolutas objetivando gols maiores

Leia mais

21 sacadas para levar o seu negócio para o próximo nível

21 sacadas para levar o seu negócio para o próximo nível Para quem é este livro? Este livro é para todas aquelas pessoas que fazem o que amam em seu trabalho mas não estão tendo o retorno que gostariam. Este mini guia com 21 sacadas é um resumo dos atendimentos

Leia mais

Aula 1: Medidas Físicas

Aula 1: Medidas Físicas Aula 1: Medidas Físicas 1 Introdução A Física é uma ciência cujo objeto de estudo é a Natureza. Assim, ocupa-se das ações fundamentais entre os constituíntes elementares da matéria, ou seja, entre os átomos

Leia mais

Clonagem A Medicina regenerativa vai ser uma realidade nos próximos anos

Clonagem A Medicina regenerativa vai ser uma realidade nos próximos anos Clonagem A Medicina regenerativa vai ser uma realidade nos próximos anos Entrevista concedida pelo Prof. Carolino Monteiro à revista Oxigénio A classe científica dividiu-se perante o anúncio do nascimento

Leia mais

Biologia é a ciência que estuda os seres vivos (do grego - bios =vidae - logos = estudo, ou seja o estudo da vida). Debruça-se sobre o funcionamento

Biologia é a ciência que estuda os seres vivos (do grego - bios =vidae - logos = estudo, ou seja o estudo da vida). Debruça-se sobre o funcionamento 1 Biologia é a ciência que estuda os seres vivos (do grego - bios =vidae - logos = estudo, ou seja o estudo da vida). Debruça-se sobre o funcionamento dinâmico dos organismos desde uma escala molecular

Leia mais

Sociedades agrárias africanas: um modelo de sucesso

Sociedades agrárias africanas: um modelo de sucesso Sociedades agrárias africanas: um modelo de sucesso por Por Dentro da África - sexta-feira, novembro 13, 2015 http://www.pordentrodaafrica.com/ciencia/sociedades-agrarias-africanas-um-modelo-de-sucesso

Leia mais

TÍTULO: AUTORES: E-MAIL: ÁREA TEMÁTICA: INTRODUÇÃO

TÍTULO: AUTORES: E-MAIL: ÁREA TEMÁTICA: INTRODUÇÃO TÍTULO: FATORES DE IMPORTANCIA NA PRÁTICA DE EQUOTERAPIA COMO PROJETO DE EXTENSÃO AUTORES: Fabio Luiz Rocha Universidade Federal de Uberlândia Beth Ann Alphonse Francis Centro Universitário do Triângulo

Leia mais

JORNAIS. Assessoria de Comunicação & Marketing Assessoria de Imprensa e Divulgação Científica. Monitoramento das Notícias da Unisul

JORNAIS. Assessoria de Comunicação & Marketing Assessoria de Imprensa e Divulgação Científica. Monitoramento das Notícias da Unisul Assessoria de Comunicação & Marketing Assessoria de Imprensa e Divulgação Científica Monitoramento das Notícias da Unisul Dia 22 de julho de 2011 JORNAIS Hipper Freios/ Unisul apresenta Waguinho O Município

Leia mais

APL (Avaliação de Potencial para Liderança)

APL (Avaliação de Potencial para Liderança) APL (Avaliação de Potencial para Liderança) Relatório para: Suzanne Example Data concluida: 14 de junho de 2012 14:41:14 2012 PsychTests AIM Inc. Índice analítico Índice analítico 1/13 Índice analítico

Leia mais

Lei da Segregação. Experimentos de Mendel

Lei da Segregação. Experimentos de Mendel Lei da Segregação Os trabalhos do monge Agostinho Gregor Mendel, realizados há mais de um século, estabeleceram os princípios básicos da herança, que, até hoje, são aplicados nos estudos da Genética. A

Leia mais

12 Dicas Para Montar Um Negócio De Sucesso

12 Dicas Para Montar Um Negócio De Sucesso Novo Negócio 12 Dicas Para Montar Um Negócio De Sucesso Vinícius Gonçalves Equipe Novo Negócio Espero sinceramente que você leia este PDF até o final, pois aqui tem informações muito importantes e que

Leia mais

CONSANGUINIDADE EM ANIMAIS

CONSANGUINIDADE EM ANIMAIS MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE AGRONOMIA ELISEU MACIEL DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA MELHORAMENTO ANIMAL CONSANGUINIDADE EM ANIMAIS 1. CONSANGUINIDADE A consangüinidade

Leia mais

PASSADO, PRESENTE E FUTURO DAS DIVISÕES DE BASE NO FUTEBOL DO BRASIL JANEIRO DE

PASSADO, PRESENTE E FUTURO DAS DIVISÕES DE BASE NO FUTEBOL DO BRASIL JANEIRO DE PASSADO, PRESENTE E FUTURO DAS DIVISÕES DE BASE NO FUTEBOL DO BRASIL JANEIRO DE 2013 Temos lido e ouvido muitos comentários nos últimos dias sobre o processo de formação de Atletas no Brasil, emitidas

Leia mais

António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia

António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia António Graça Quantificação do Limiar anaeróbio Controlo Através da Lactatémia 1. Introdução Organizar e colocar em prática o planeamento do treino requer a sua confirmação através de meios de avaliação.

Leia mais

Veja 100 dicas para passar em concursos públicos

Veja 100 dicas para passar em concursos públicos Veja 100 dicas para passar em concursos públicos Concurso público é a opção escolhida por milhares de pessoas que estão em busca de segurança e bom salário. Depois de tantas colunas sobre o tema, reuni

Leia mais

Prof. Me. Leandro Parussolo

Prof. Me. Leandro Parussolo HISTOFISIOLOGIA ANIMAL AULA - SISTEMA CARDIOVASCULAR Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA CARDIOVASCULAR INTRODUÇÃO A função da circulação é realizada pelo sistema cardiovascular sistema vascular sanguíneo

Leia mais

Rio de Janeiro, 23 de junho de 2008.

Rio de Janeiro, 23 de junho de 2008. Rio de Janeiro, 23 de junho de 2008. A presente nota objetiva auxiliar na discussão acerca da definição da expressão derivados dos recursos genéticos no âmbito da internalização do terceiro objetivo da

Leia mais

I. Os anticorpos são transferidos através da placenta.

I. Os anticorpos são transferidos através da placenta. Revisão para recuperação Questão 01) A descoberta dos sistemas sanguíneos ABO e Rh teve grande impacto na área médica, pois permitiu realizar transfusões de sangue apenas entre pessoas de grupos sanguíneos

Leia mais

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING CONSULTOR CARLOS MARTINS CRIA - AÇAO EM MARKETING SUA EMPRESA Copyright Consultor Carlos Martins - Todos os direitos reservados wwwcarlosmartinscombr - consultor@carlosmartinscombr Como conquistar Clientes

Leia mais

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências

Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências ESPECIALIZAÇAO EM CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO Fundamentos Históricos e Filosóficos das Ciências Prof. Nelson Luiz Reyes Marques O que é ciência afinal? O que é educação em ciências? A melhor maneira

Leia mais

Período de Preparação Período de Competição Período de Transição

Período de Preparação Período de Competição Período de Transição PERIODIZAÇÃO Desde que a chamada "Ciência do Esporte" passou a sistematizar e metodizar o Treinamento Desportivo, a periodização passou a ser a única forma de se organizar todo o trabalho realizado durante

Leia mais

Matemática. Tema 1: Controle dos códigos de identificação Referência no GUIA Capa Número de aulas previstas: 6

Matemática. Tema 1: Controle dos códigos de identificação Referência no GUIA Capa Número de aulas previstas: 6 Matemática Tema 1: Controle dos códigos de identificação Referência no GUIA Capa Número de aulas previstas: 6 Competências e habilidades Espera-se que, ao terminar o estudo deste tema, o aluno melhore

Leia mais