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1 molécula de DNA é uma cadeia composta de unidades de nucleotídeos repetidas. Cada nucleotídeo do DNA consiste de três partes básicas (figura da próxima página): 2. Um açúcar pentose chamado de desoxirribose. 3. Gruposfosfato (PO43-). 15 Quando o grupo fosfato terminal é hidrolisado, e, dessa forma, removido, a molécula modificada é chamada de fosfato de adenosina (ADP). Esta reação libera energia. Os nucleotídeos são as estruturas fundamentais dos ácidos nucléicos. 1. Uma das quatro bases nitrogenadas possíveis, que são estruturas aneladas contendo átomos de C, H, O e N. As bases nitrogenadas encontradas no DNA são a adenina (A), a timina (T), a citosina (C) e a guanina (G). Os nucleotídeos são denominados de acordo com suas bases nitrogenadas. Por exemplo, um nucleotídeo contendo timina é chamado de nucleotídeo timina. A figura mostra as seguintes características estruturais da molécula de DNA: 1. A molécula consiste de dois filamentos com bases transversais. Os filamentos se torcem um sobre o outro na forma de uma dupla hélice, de tal maneira que se assemelham a uma escada retorcida. 2. As pontes verticais da escada de DNA consistem de grupos fosfatos alternados com porções de desoxirribose dos nucleotídeos. 3. Os degraus da escada contêm bases nitrogenadas pareadas. A adenina sempre pareia com a timina e a citosina sempre pareia com a guanina. Cerca de degraus de DNA compreendem um gene, uma porção de um filamento de DNA que compõe o material hereditário das células. características herdamos, e controlam todas as atividades celulares durante ao longo da vida. O RNA, o outro tipo de ácido nucleico, é diferente do DNA em vários aspectos. O RNA é uma molécula em fita simples; o DNA é uma dupla-fita. O açúcar dos nucleotídeos de RNA é a ribose. E o RNA não contém a base nitrogenada timina. Ao invés da timina. o RNA contém a base nitrogenada uracila. Três tipos diferentes de RNA foram identificados nas células. Cada tipo tem um papel específico a desempenhar, juntamente com o DNA, nas reações de síntese proteica. Trifosfato de Adenosina (ATP) A energia fornecida pelo catabolismo do ATP em ADP é constantemente utilizada pela célula. Devido ao fornecimento de ATP em um dado momento ser limitado, existe um mecanismo de reabastecimento: um grupo fosfato é adicionado ao ADP para produzir mais ATP. É necessária energia para a produção de ATP. Esta energia necessária para ligar um grupo fosfato ao ADP é suprida primariamente pelo desdobramento do monossacarídeo glicose na célula, em um processo chamado de respiração celular. Estrutura do ATP e do ADP. As duas ligações fosfato que podem ser utilizadas na transferência de energia estão indicadas pelo símbolo til (~). Com mais freqüência, a transferência de energia envolve hidrólise das ligações fosfato terminais. O ATP armazena energia química para várias atividades celulares. Os seres humanos possuem aproximadamente genes funcionais que controlam a produção das proteínas corporais. Os genes determinam quais Uma molécula que é indispensável à vida da célula é o trifosfato de adenosina (ATP).O ATP é encontrado universalmente nos sistemas vivos. Sua função essencial é armazenar energia para as atividades vitais básicas das células. Estruturalmente, o ATP consiste de três grupos fosfato (PO 43-) e de uma unidade de adenosina composta de adenina e do açúcar ribose. O ATP libera uma grande quantidade de energia utilizável quando é desdobrado pela adição de uma molécula de água (hidrólise). A Célula É a unidade biológica e funcional dos organismos vivos. Constitucionalmente, a célula apresenta um considerável poliformismo acompanhado por diferenças no tamanho, número e funções. Os elementos que constituem a célula são: o núcleo, membrana celular,

2 16 A Membrana Celular Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman citoplasma, ribossomos, lisossomos, mitocôndrias, complexo de Golgi, microtúbulos, cílios e flagelos, centríolos, centrosfera, e astrosfera. Núcleo Diagrama geral da célula. Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman, used with permission. De forma geralmente esférica, em algumas células ocupa uma posição bastante fixa, perto do centro e em outras se desloca encontrando-se em qualquer ponto da célula. É um centro de controle importante; contém os fatores hereditários (genes) que fixam os traços característicos do organismo; e, direta ou indiretamente, controlam muitos aspectos da atividade celular. É separado do citoplasma por uma membrana de dupla capa formada por agregados lipoprotéicos na qual há poros que permitem a passagem de diversas substâncias, entre elas o RNA (ácido ribonucléico). O elemento que constitui essencialmente o núcleo é o DNA (ácido desoxirribonucléico) que se encontra combinado com proteínas ácidas e proteínas básicas formando a cromatina (cromossomos), suspensa numa substância semilíquida chamada carioplasma. O nucléolo, que é outro componente do núcleo, costuma estar presente em número variável de um a quatro na maior parte das células, e numa mesma célula pode variar segundo as diferentes etapas funcionais. Membrana celular Denominada também membrana plasmática ou citoplasmática, representa o limite da célula com o exterior e constitui um lugar ativo de intercâmbios seletivos entre o ambiente exterior e o citoplasma. A membrana plasmática é composta por um duplo estrato de lípidos e proteínas que, do exterior ao interior se acham assim dispostos: um estrato ou capa protéica, em contato com o ambiente exterior, um estrato lipídico, e outro estrato protéico limitando com o citoplasma. Os dois estratos protéicos, de 25 Å (Angstrõm) de diâmetro, são responsáveis pela elasticidade, resistência e hidrofila da membrana plasmática. O estrato lípido de 30 Å de diâmetro constitui o esqueleto principal. Em algumas células, a membrana plasmática apresenta, em correspondência a Estrutura do núcleo. Note a cromatina, DNA desenrolado que ocupa espaço dentro do envelope nuclear. Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman, used with permission. própria superfície, uma série de modificações estruturais consideradas como estruturas especializadas da porção livre ou da parede contígua em relação aos processos fisiológicos de absorção, secreção, etc. Citoplasma É o material situado dentro da membrana plasmática e fora do núcleo. É formado por um sistema de túbulos, sáculos ou vesículas denominado retículo endoplasmático. Esta formação constitui um sistema canalicular e se distingue numa forma granular (Retículo endoplasmático liso) que está relacionado com a presença ou ausência de Ribossomos sobre suas membranas. No citoplasma estão contidas diferentes enzimas e numerosos orgânulos intracelulares tais como: Robossomos, complexo de Golgi, mitocôndrias, lisossomos, egastoplasma e microcorpos. Ribossomos São corpúsculos, granulares de forma esférica formados por RNA e proteínas na proporção 1 : 1. Podem encontrar-se livres no citoplasma ou aderidos na superfície do retículo endoplásmatico devido ao fato que uma vez

3 sintetizados no núcleo passam ao citoplasma. São as unidades fundamentais que intervêm na síntese de proteína. Lisososomos Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman São orgânulos esferoidais delimitados por uma membrana de natureza lipoprotéica que possuem enzimas líticas que ao mesmo tempo digerem proteínas, carboidrátos, lípidos, etc. Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman A ação dos lisossomos se desenvolve sobre materiais englobados pela célula pelo mecanismo da pinocitose ou da fagocitose. Sobre estes elementos atuam as enzimas líticas que digerem as substâncias estranhas dando origem ao chamado corpo residual. Quando um lisososomo está digerindo uma fração celular toma o nome de Vacúolo Autofágico. Mitocôndrias São corpúsculos geralmente ovais delimitados por duas membranas de natureza lipoprotéica, uma externa e outra concêntrica no interior. A função primordial das mitocôndrias é a liberação de energia, transformam a energia potencial dos alimentos em energia biológicamente útil. Complexo de Golgi Encontra-se presente em quase todas as células, exceto nos espermatozóides maduros e nos glóbulos vermelhos. É composto por feixes paralelos de membranas sem grânulos, que podem estar distendidos em certas regiões formando pequenas vesículas ou vacúolas cheias de produtos celulares. Pode estar situado perto do núcleo e pensa que serve como lugar de armazenamento temporário para proteínas e outros compostos sintetizados no Retículo Endoplasmático. Microtúbulos: São sub-unidades citoplasmáticas cilíndricas ocas constituídas principalmente por uma glucoproteína chamada tubulina. Têm importância na conservação e controle da forma da célula, e participam nos movimentos celulares. Os microtúbulos são também os componentes estruturais mais importantes do cílios e flagelos. Cílios e Flagelos 17 São diferenciações particulares da superfície celular que se encontram só em alguns tipos de células de territórios epiteliais particulares (túbulos renais, árvore tráqueobronquial, espermatozóide, etc..) e dada sua contituição permitem um fácil mecanismo de mobilidade e uma funcionalidade particular capaz de promover movimentos livres das superfícies com a intenção de expelir substâncias prejudiciais para a célula. Centríolos - Centrosfera e Astrofera Sintetizados em estreita correspondência dos ribossomos livres e migram para o complexo de Golgi e se condensam em orgânulos revestidos de membranas lipoprotéicas. Neles se depositam as enzimas líticas em forma inativa, dispostas para serem utilizadas segundo as necessidades e exigências da célula. Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman São formações citoplasmáticas que se manifestam durante as fases das divisões mitóticas. Os centríolos são corpúsculos muito pequenos, esféricos, que constituem um suporte importante dos cromossomos na fase da divisão celular. Cada centríolo se encarrega da formação de um centríolo fixo, de maneira que à cada geração celular lhe corresponda dois centríolos.

4 Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman A centrosfera é formada por uma zona de citoplasma mais claro e homogêneo. A astrofera se observa só nas fases avançadas da divisão celular e é responsável pela formação dos filamentos do huso. Intercâmbio de materiais entre a célula e o meio ambiente A membrana plasmática representa o limite de separação da célula com o ambiente externo. É uma estrutura funcional ativa com mecanismos enzimáticos que deslocam moléculas específicas penetrando ou saindo da célula contra um gradiente de concentração. Possui permeabilidade diferencial ou seletiva que permite a passagem de certas substâncias e impede a de outras. Difusão é o termo geral para definir o movimento de moléculas de uma região de alta concentração para outra mais baixa, pelo efeito da energia cinética das moléculas. A diálise é a difusão de partículas dissolvidas (soluto) através de uma membrana semipermeável, e a osmose é a difusão de moléculas do solvente (água) através da mesma. Nos líquidos de qualquer célula viva se encontram sais, açucares e outras substâncias em solução; o líquido tem, pois, certa pressão osmótica. Quando a célula submerge num líquido com a mesma pressão osmótica, não há movimento neto de moléculas de água dentro ou fora da célula (a célula não incha nem encolhe) Por isso dizemos que o líquido é isotônico ou isosmótico com relação à célula; normalmente o plasma sangüíneo e todos os líquidos do organismo são isotônicos, pois contém a mesma concentração de substâncias dissolvidas que as células. Se a concentração das substâncias dissolvidas no líquido circundante é maior do que a existente dentro da célula, a água tem como tendência sair da célula, e como conseqüência esta se contrai. Este líquido é 18 hipertônico em relação à célula. Se o líquido tem menos substâncias dissolvidas que a célula, é hipotônico e a água tem como tendência penetrar na célula fazendo que ela inche. A pinocitose e a fagocitose apresentam outros tipos de transporte ativo atribuídos à membrana citoplasmática. Quando a célula deve assumir gotas de líquido (pinositose) ou partículas sólidas volumosas (fagocitose) acontecem uma série de modificações características da membrana citoplasmática, que tem como tendência englobar e transportar ao interior do citoplasma as substâncias citadas. Ciclo Celular Uma célula nasce quando sua célula parentesca se divide, sofre um ciclo de crescimento e divisão e dá origem a duas células-filhas. A duplicação de todos os constituintes da célula, seguida de sua divisão em duas células-filhas, costuma-se denominar-se ciclo celular. Quando se inicia o processo de divisão da célula, o núcleo muda de aspecto, desaparece a dupla membrana e aparecem no nucleoplasma estruturas filamentosas chamadas cromossomos. O ser humano possui vinte e três pares de cromossomos homólogos, dos quais, 22 pares sãoautossomos (determinam caracteres somáticos) e o último casal correspondente aos heterocromossomos ou cromossomos sexuais: xx na mulher e xy no homem.

5 A constituição química dos cromossomos é altamente importante, dela depende a transmissão dos caracteres para a descendência. São constituídos fundamentalmente por uma dupla hélice de ácido nucléico associada à proteína,que se condensa em determinados pontos e se duplica quando a célula se divide. As células podem dividir-se por dois procedimentos: por bipartição (amitose) ou por mitose. Em ambos casos o resultado é idêntico: formação de duas células com o mesmo número de cromossomos que é a célula progenitora, com o que se mantém constante o número de cromossomos da mesma espécie. Cada célula tem um número 2n de cromossomos (dotação diplóide), menos as células reprodutoras (óvulo e espermatozóides) que, depois de experimentar o processo da redução cromossômica (meioses), tem uma dotação haplóide, isto é, n cromossomos. A Reprodução Celular A célula é dotada da propriedade de multiplicar-se. Para fazer isso ela se divide em duas partes. Toda célula provém da divisão de uma célula preexistente. A divisão da célula tem lugar, quase sempre, em conseqüência de um processo complicado que se chama mitose. A mitose tem lugar do seguinte modo: No curso de uma primeira fase, os nucléolos desaparecem, o centrossomo se divide em duas partes que se vão dispor em dois pontos diametralmente opostos da célula. A volta destes dois centrossomos de nova constituição, formam-se estrias radiadas chamadas áster. No núcleo, a cromatina junta-se em certo número de pequenos corpos, os cromossomos, numero sempre igual para cada espécie animal. No homem, os cromossomos são 46. A segunda fase é caracterizada pelo desaparecimento da membrana nuclear. O nucleoplasma se confunde, portanto, com o citoplasma, constituindo uma massa única onde as duas formações não são mais diferenciáveis. Os dois centrossomos estão unidos entre si por estrias que, no seu conjunto, assumem a forma de um fuso: o fuso acromático. No centro deste fuso e, portanto, no centro da célula, dispõem-se os cromossomos que se dividem longitudinalmente, duplicando assim o seu número. Na terceira fase, ou fase de migração, os cromossomos deslizam lentamente ao longo das fibras do fuso acromático e chegam aos pólos onde se encontram os centrossomos. Junto destes se formam, portanto, duas coroas de cromossomos em igual número. Na quarta e última fase, os cromossomos nos dois pólos da célula perdem a sua individualidade; reforma-se assim, da sua fusão, a cromatina originária e um núcleo com a sua membrana nuclear. O citoplasma, entretanto, na sua metade, forma um septo divisório; constituíram-se assim duas células que depois se sepaparam. Noção de Histologia Chama-se tecido um conjunto de células caracterizado por uma estrutura particular e por uma função fisiológica determinada. O tecido é a unidade de segunda ordem do corpo humano. Existem duas grandes categorias de tecidos: os parênquimas e os mesênquimas. Pertencem aos parênquimas os epitélios, tecidos formados quase exclusivamente de células; pertencem aos mesênquimas tecidos 19 conjuntivos constituídos por células separadas por uma substância intercelular muito abundante. Praticamente os tecidos são classificados de acordo com a sua forma e a sua função. O tecido epitelial de revestimento recobre a superfície do corpo e atapeta as suas cavidades internas. É formado por células chatas dispostas em numerosas camadas ou estratos. Tomam, portanto, o nome de epitélio pavimentoso estratificado que forma, por exemplo, a epiderme, isto é, a parte mais superficial da pele. Um epitélio desse tipo tem função essencialmente protetora. Há outros tipos de epitélio, tais como: - o epitélio prismático estratificddo, munido de cílios vibráteis, típico da traquéia, no qual os cílios podem mover-se ondulando; - o epitélio prismático simples, típico das paredes intestinais, que tem a função de trocas; - o tecido epitelial glandular, típico das glândulas, que tem função secretora. As glândulas se classificam em tubulares e acinosas, simples e em cacho. O tecido glandular desempenha uma tríplice ação: absorve do sangue as substâncias de que tem necessidade, elabora, a partir dessas substâncias, um suco particular, e o secreta. As células glandulares têm dois pólos distintos, um pólo sanguíneo e um pólo excretor. A secreção pode ter lugar por filtração ou então dissolução, parcial ou total, da célula; neste último caso, a célula se regenera imediatamente. O tecido conjuntivo é um tecido de sustentação: forra todos os epitélios, ocupa

6 Image from Purves et al., Life: The Science of Biology, 4th Edition, by Sinauer Associates and WH Freeman todos os intervalos situados entre os órgãos. Forma, além disso, uma cápsula fibrosa, bastante resistente, em volta dos órgãos e uma trama contínua no Interior dos órgãos. É constituído por células estreladas ou conjuntivas, unidas entre si por prolongamentos do citoplasma e por uma substância intercelular semifluida, transparente e homogênea, que encerra fibras conjuntivas e fibras elásticas. O tecido conjuntivo se distingue em: - tecido conjuntivo frouxo, que corresponde à descrição feita; - tecido fibroso, em que as fibras conjuntivas são numerosas e unidas; este tipo de tecido conjuntivo forma os tendões que ligam os músculos aos ossos; - tecido elástico, no qual predominam as fibras elásticas; este tecido forma, por exemplo, a túnica média das grandes artérias; - endotélio, que é um tecido de revestimento e forma a parede interna dos vasos e do coração (endocárdio); - tecido adiposo, representado pela capa de gordura; - tecido cartilaginoso, caracterizado pela presença da condrina na substância intercelular: é típico das cartilagens; - tecido ósseo, caracterizado pela extrema dureza, devido ao depósito de sais de cálcio: é típico dos ossos. O tecido muscular é formado por elementos alongados dos quais a peculiar característica é a contractibilidade, enquanto o tecido nervoso é formado por células e fibras, o chamado neurônio, e é capaz de receber os estímulos, de transmitir dos centros as ordens e de elaborar as sensações. Destes dois tecidos de alto interesse, falar-seá, mais extensamente, nas páginas relativas aos sistemas muscular e nervoso. Súmula Histórica A base da medicina é a anatomia. Graças aos conhecimentos anatômicos é que a medicina ocidental fez maiores progressos do que a medicina de outras civilizações. A finalidade da anatomia é indagar a estrutura do corpo são e normal. Foi o Renascimento Italiano que iniciou o estudo do corpo humano, e os maiores estudiosos da época foram Leonardo da Vinci, André Vesálio, os anatomistas da escola de Pádua (Falópio, Fabrizio, Cassélio), de Bolonha (Aranzio, Varólio) e de Roma (Eustáquio). O desenvolvimento do organismo antes do nascimento é estudado por uma ciência particular: a embriologia. A ciência, para adquirir o conhecimento da forma e da estrutura do corpo humano, segue duas vias: 1) A análise, que, por sua vez, se realiza por dois modos distintos: o teórico e o prático. A teoria estuda a estrutura começando do elemento fundamental, a célula, para passar aos tecidos e destes aos órgãos, que descreve sistematicamente, caminhando, portanto, do simples ao complexo, do interno para o externo. A prática, ao contrário, segue o processo inverso, do externo para o interno; ela observa a plástica do corpo para chegar aos constituintes, descendo, pouco a pouco, do geral ao particular. 2) A síntese estuda as diversas partes do corpo, nas suas relações recíprocas e nas funções que tecidos e órgãos diversos podem realizar em colaboração. Nasceu, desse modo, a fisiologia, ciência do funcionamento, indissoluvelmente ligada à anatomia, ciência da forma. Por essa razão a anatomia e a fisiologia serão por nós consideradas paralelamente. As Ciências Morfológicas Anatomia humana 20 A anatomia descritiva teve impulso na França devido a Gunther d Andernach, que foi contemporâneo de André Vesálio, professor de anatomia de Pádua e autor de um famoso tratado de anatomia, ilustrado com magníficos e preciosos desenhos. Vesálio reagiu vigorosamente contra o ensino errôneo da anatomia humana baseada nos trabalhos de Galeno e substituiu-os pela demonstração direta de órgãos e aparelhos tais como eram observados pela dissecação. No século XVII deve-se recordar a descoberta da circulação do sangue, da qual teve a intuição William Harvey em Três anos mais tarde, Aselli descreveu os vasos

7 linfáticos, dos quais o significado foi explicado com precisão por Jean Pecquet, em Nos séculos XVII e XVIII a anatomia fez grandes progressos, graças ao aperfeiçoamento da técnica de investigação. Malpighi utilizou a injeção de líquidos corados, que tornam mais evidente a estrutura dos órgãos. O mesmo anatomista italiano fez descobertas importantíssimas: estudou a estrutura dos pulmões, descobriu os capilares, os lóbulos hepáticos, os glomérulos do rim, aos quais se deu o seu nome (glomérulos de Malpighi). concepções puramente teóricas de Galeno: admitia-se, por exemplo, uma comunicação entre os dois ventrículos do coração por meio de invisíveis canais. Servet, juntamente com Vesálio, insurgiu-se contra essa concepção, e demonstrou (1511) que não há mistura de sangue entre os dois ventrículos. Deveria ser, contudo, William Harvey quem iria descobrir o mecanismo da circulação do sangue com base nos dados já postos em evidência por André Cesalpino. William Harvey ( ) 21 A anatomia humana se aperfeiçoou enormemente nos séculos XIX e XX. Anatomia microscópica A invenção do microscópio e as suas primeiras aplicações no estudo dos seres vivos teve lugar no século XVII. É aos óticos holandeses Hans e Zacharias Janssen que se atribui a invenção do microscópio composto, mas é ao físico inglês Robert Hooke que se deve a primeira observação dos caracteres histológicos, relativamente à estrutura celular da cortiça. Marcelo Malpighi aplicou o microscópio ao estudo das plantas e constatou que os seus tecidos são formados de pequenas cavidades cheias de líquido (utrículos e vesículas) e das formações vasculares. De 1673 a 1723 o comerciante de fazendas Leeuwenhoeck, de Delft, examinou ao microscópio uma porção de objetos pertencentes ao reino animal e vegetal, revelando aos olhos dos seus contemporâneos atônitos todo um mundo novo; em 1678 descreveu os Marcelo Malpighi ( ) espermatozóides de numerosas espécies animais e os glóbulos vermelhos do sangue. Fisiologia A fisiologia estuda os organismos sob o ponto de vista do seu funcionamento. Se a anatomia, e em geral as ciências morfológicas, respondem à pergunta como é feito o corpo humano?, a fisiologia responde à pergunta como funciona?. O campo de indagação da fisiologia é imenso. Primeiramente as funções do nosso organismo são numerosas; além disso, essa ciência não se ocupa somente da função dos sistemas (aparelhos digestivo, respiratório, circulatório, excretório, nervoso) mas, também, das funções das células em particular e dos tecidos. A fisiologia moderna nasceu no século XVI e a primeira contribuição se deve a Miguel Servet ( ) que estudou a circulação pulmonar. Até esse momento, a ciência fisiológica estava apoiada nas Miguel Servet ( ) Gravura de Christoffel Van Sichem (1607) Harvey observou as pulsações do coração e interpretou, admiravelmente, a sístole como uma contração e a diástole como uma dilatação das cavidades cardíacas. Confirmou que o sangue vai aos pulmões e deles volta ao coração, e que, do ventrículo esquerdo, sai a artéria aorta que, com as suas ramificações, leva o sangue a todo o organismo. Mas a autêntica descoberta está na circulação do sangue. Depois de ter chegado à extrema periferia do corpo, o sangue passa através de vasos pequeníssimos (capilares) para as veias e volta ao coração. A idéia da circulação do sangue se funda, ao mesmo tempo, sobre a observação e sobre o raciocínio. Considere-se a quantidade de sangue que atravessa o coração escrevia Harvey e a rapidez com que tem lugar esta passagem. Se o sangue não pudesse, por qualquer caminho que seja, voltar ao coração, as artérias, sob o contínuo afluxo de sangue, se encheriam até arrebentar; ao contrário, as veias, se o sangue não voltasse ao coração, ficariam vazias e frouxas. Por isso comecei a perguntar-me se não haveria um movimento circular (motus circularis) do sangue... Depois de provas experimentais, como a ligadura dos vasos, a ligadura lenta dos membros, a compressão digital, Harvey chegou a uma conclusão definitiva: Nos membros e nas extremidades, o sangue, seja por continuação direta, seja através dos poros da carne, seja por outros meios, passa das artérias para as veias, movendo-se em circuito fechado, do centro para as extremidades, e, novamente, das extremidades para o centro. O mecanismo da digestão foi descoberto ainda mais tarde, um século depois da descoberta de Harvey. No início do

8 22 Anton Leeuweonhoeck ( ) Antônio Lavoisier e sua mulher, por David século XVIII, duas teorias procuravam explicar a digestão: uma interpretava a digestão como uma conseqüência da trituração exercida sobre os alimentos pelos músculos do estômago; a outra afirmava, ao contrário, que a digestão é conseqüência de sucos particulares. O problema foi resolvido pelas pesquisas de dois grandes cientistas, precursores da fisiologia experimental: Réaumur e Spallanzani: Réaumur estudou, em 1753, a trituração operada no estômago das aves (galinhas, perus, patos). A fisiologia da respiração começou com os memoráveis trabalhos de Lavoisier que revelaram a verdadeira natureza da respiração. As suas experiências de 1777 ficaram clássicas. A respiração foi interpretada como uma absorção de oxigênio e uma libertação de anidrido carbônico, como é na realidade. Fontes de textos e figuras: 1. Online Biology Book The Online Biology Book is hosted by Estrella Mountain Community College, in sunny Avondale, Arizona. Text 1992, 1994, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, M.J. Farabee, all rights reserved. Use for educational purposes is encouraged. 2. O Corpo Humano 2000 jpaulon.rochajr Corporation, All rights reserved (www.corpohumano.hpg.ig.com.br)

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