MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

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1 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Concreto translúcido M.Sc. Arq. Elena M. D. Oliveira

2 Concreto Translúcido Uma empresa húngara desenvolveu um tipo de concreto que, misturado a uma pequena porcentagem de fibras ópticas, é transparente o bastante para que se enxergue através de uma parede. Composto por 5% de fibras ópticas e 95% de concreto, o material é cerca de 10 vezes mais resistente que o concreto tradicional e suporta cerca de 4 toneladas por centímetro quadrado, segundo a fabricante LiTraCon. O concreto translúcido também seria mais maleável e impermeável do que o tradicional. Essas características, aliadas à sua resistência, dificultam as chances de rachaduras e infiltrações. No mercado europeu, o preço do material criado pelo húngaro Áron Losonczi ainda é bastante elevado - em torno de mil euros (aproximadamente R$ 2,4 mil) por metro quadrado. Fonte: Terra Tecnologia

3 São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais entre si. São geralmente pulverulentos e quando misturados à água tem a capacidade de aglutinar e formar suspensões coloidais, endurecendo por simples secagem ou em consequência de reações químicas, aderindo à superfície com as quais forem postas em contato.

4 Aplicações: São utilizadas na obtenção de pastas, argamassas e concretos. Matéria Prima: Argila, Gipsita, Calcário Dolomito, Cinzas voltantes (resíduos de centrais termo elétricas) e Escória de altoforno (subproduto da indústria siderúrgica)

5 Atividade química: Quimicamente inertes: endurecem no meio ambiente pela evaporação da água de amassamento. Possui baixa resistência mecânica não sendo de muito interesse para a construção civil. Ex: Misturas argilosas Quimicamente ativos: endurecimento decorrente de reações químicas nas condições ambientes de temperatura e pressão. Possuem altas resistências físico-mecânicas e se mantém estáveis nessa condição. Ex: Cales, cimentos, gessos.

6 Atividade química: Quimicamente ativos são divididos em: Aglomerantes aéreos: empregados somente ao ar pois não resistem satisfatoriamente quando imersos em água; Aglomerantes hidráulicos: podem ser empregados na água ou no ar, resistindo satisfatoriamente quando imerso em água.

7 Classificação: Aéreos: são os aglomerantes que endurecem pela ação química do CO2 no ar, como por exemplo a cal aérea. Hidráulicos: são os aglomerantes que endurecem pela ação exclusiva da água, como por exemplo a cal hidráulica, o cimento Portland, etc. Este fenômeno recebe o nome de hidratação. Poliméricos: são os aglomerantes que tem reação devido a polimerização de uma matriz.

8 Pega: é a perda de fluidez da pasta Ao se adicionar, por exemplo, água a um aglomerante hidráulico, depois de certo tempo, começam a ocorrer reações químicas de hidratação, que dão origem à formação de compostos, que aos poucos, vão fazendo com que a pasta perca sua fluidez, até que deixe de ser deformável para pequenas cargas e se torne rígida. Início de pega: do momento onde ocorre a hidratação até o início das reações químicas aumento da viscosidade e temperatura. Fim de pega: a pasta se solidifica completamente, mas não tem sua resistência total, esta é adquirida ao longo dos anos.

9 Pega Tempo de pega dos cimentos brasileiros Classificação pelo tempo de início de pega cimentos de pega normal tempo > 60 minutos cimentos de pega semi-rápida 30 minutos < tempo < 60 minutos cimentos de pega rápida tempo < 30 minutos Cimentos de pega normal, o fim da pega se dá, de cinco a dez horas depois do lançamento da água ao aglomerante. Nos cimentos de pega rápida, o fim da pega se verifica poucos minutos após o seu início

10 Terminologia (NBR 1172) Cimento Aglomerante hidráulico constituído em sua maior parte de silicatos e/ou aluminatos de cálcio. Cimento natural Aglomerante hidráulico obtido pela calcinação e moagem de um calcário argiloso, denominado rocha de cimento ou marga Cal Aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio ou óxido de cálcio em presença natural com óxido de magnésio, hidratados ou não.

11 Terminologia (NBR 1172) Cal Virgem Cal resultante de processos de calcinação, da qual o constituinte principal é o óxido de cálcio ou óxido de cálcio em associação natural com o óxido de magnésio, capaz de reagir com a água. Cal Extinta Cal resultante da exposição da cal virgem ao ar ou à água, portanto apresentando sinais de hidratação e, eventualmente de recarbonatação.

12 Terminologia (NBR 1172) Cal Hidratada: Cal, sob forma de pó seco, obtida pela hidratação adequada de cal virgem, constituída essencialmente de hidróxido de cálcio ou de uma mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio, ou ainda, de uma mistura de hidróxido de cálcio, hidróxido de magnésio e óxido de magnésio. Cal hidráulica: Cal, sob forma de pó seco, obtida pela calcinação a uma temperatura próxima a da fusão de calcário com impurezas sílicoaluminosas, formando silicatos, aluminatos e ferritas de cálcio, que lhe conferem um certo grau de hidraulicidade.

13 CAL É o produto obtido pela calcinação de rochas calcárias a temperaturas elevadas. Existem três tipos de cales: cal aérea (cal virgem e cal hidratada) e a cal hidráulica.

14 CAL Cal Virgem: resultante da calcinação de rochas calcárias (CaCO3) numa temperatura inferior a de fusão do material (850 a 900 0C). Para o uso na construção civil deve-se hidratar a cal (cal extinta):

15 CAL Forno de calcinação

16 CAL Cal Virgem: resultante da calcinação de rochas calcárias (CaCO3) numa temperatura inferior a de fusão do material (850 a 900 0C). Para o uso na construção civil deve-se hidratar a cal (cal extinta): Argamassa de cal endurece com o contato com o ar por causa da recombinação do hidróxido com o gás carbônico.

17 CAL Cal Hidratada: é um produto manufaturado que sofreu em usina o processo de hidratação. É apresentada como um produto seco, na forma de um pó branco de elevada finura. A cal é encontrada no mercado em sacos de 20 kg. Maior facilidade no manuseio e facilidade no transporte e armazenamento.

18 CAL Cal Hidratada: é um produto manufaturado que sofreu em usina o processo de hidratação. É apresentada como um produto seco, na forma de um pó branco de elevada finura. A cal é encontrada no mercado em sacos de 20 kg. Maior facilidade no manuseio e facilidade no transporte e armazenamento.

19 CAL

20 CAL

21 CAL - aplicações A cal pode ser utilizada como único aglomerante em argamassas para assentamento de tijolos ou revestimento de alvenarias ou em misturas para a obtenção de blocos de solo/cal, blocos sílico/calcário e cimentos alternativos. Durante muito tempo a cal foi largamente empregada em alvenarias, que vêm atravessando muitos séculos de vida útil. Atualmente o maior emprego da cal se dá, misturada ao cimento Portland.

22 CAL - aplicações Por causa da elevada finura de seus grãos (2 µm de diâmetro), e conseqüente capacidade de proporcionar fluidez, coesão e retenção de água, a cal melhora a qualidade das argamassas. Permite que elas tenham maiores deformações, sem fissuração, do que teriam com cimento Portland somente. As argamassas de cimento, contendo cal, retêm mais água de amassamento e assim permitem uma melhor aderência. A cal pode ser dissolvida em água para pinturas, na proporção de mais ou menos 1,3 gramas por litro de água. Chama-se nata de cal e sua utilização é conhecida como caiação. As tintas de cal, além do efeito estético, têm, também, efeito asséptico, devido a sua alta alcalinidade (PH alto).

23 CAL - aplicações

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