Boletim. Trabalhismo. Manual de Procedimentos. Algumas considerações sobre o empregado doméstico. Legislação Trabalhista e Previdenciária

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1 Boletim Manual de Procedimentos Trabalhismo Algumas considerações sobre o empregado doméstico SUMÁRIO 1. Introdução 2. Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) 3. Direitos desde Rescisão contratual 5. Previdência Social 6. Fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia - Descontos 7. FGTS e seguro-desemprego 8. Direitos não assegurados 9. Prática de atos ilícitos - Agências - Responsabilidade civil 1. INTRODUÇÃO Considera-se doméstico o empregado que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a pessoa ou família, no âmbito residencial destas, sendo o empregador a pessoa ou a família que admite a seu serviço empregado doméstico. Ao ser admitido no emprego, o empregado doméstico deve apresentar: a) Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); b) atestado de boa conduta emitido por autoridade policial ou por pessoa idônea, a juízo do empregador; Nota Conforme a Lei n o 7.115/1983, art. 1 o, a declaração destinada a fazer prova de bons antecedentes, quando firmada pelo próprio interessado ou por procurador bastante e sob as penas da lei, presume-se verdadeira. c) atestado de saúde, subscrito por autoridade médica responsável, também a critério do empregador. 2. CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL (CTPS) 2.1 Obtenção O trabalhador que presta serviços de finalidade não lucrativa a pessoa ou família, no âmbito residencial dessas, é considerado empregado doméstico independentemente do grau de complexidade da atividade exercida A CTPS será emitida exclusivamente por elemento habilitado e credenciado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) no Estado e será fornecida ao interessado no prazo mínimo de 2 e máximo de 15 dias úteis contados a partir da data constante do protocolo, mediante apresentação de duas fotos 3 x 4, com fundo branco, com ou sem data, coloridas ou branco e preto, iguais e recentes, e qualquer documento oficial de identificação pessoal do interessado, no original ou por qualquer processo de cópia autenticada por cartório competente ou por servidor da administração, em que possam ser colhidos dados necessários ao preenchimento de sua qualificação civil na referida CTPS (Portaria MTb/SPES n o 1/1997). 2.2 Anotações Na CTPS, o empregador deve anotar: a) empregador: nome completo; b) CPF: Cadastro de Pessoas Físicas (MF); c) endereço: o da residência; d) município onde se localiza a residência do empregador e Unidade da Federação; e) espécie do estabelecimento: residencial; f) cargo: empregado doméstico; g) CBO (Classificação Brasileira de Ocupações): ; h) data de admissão: aos admitidos antes de , prevalece esta data para todos Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 1

2 os efeitos, e, aos admitidos posteriormente, a data real de início do trabalho; i) registro n o... fls./ficha...: não preencher; j) remuneração especificada: anotar o salário mensal efetivamente pago ao empregado; k) assinatura do empregador: por ocasião do registro do contrato de trabalho e da desvinculação empregatícia, nos campos próprios; l) data de início e término das férias; m) data da dispensa. 3. DIREITOS DESDE Asseguram-se à categoria dos trabalhadores domésticos os seguintes direitos: a) salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; Observar que o atual salário mínimo é fixado para a jornada mensal de 220h ou 30 dias. Nota Lembramos que a Lei Complementar n o 103/2000 autorizou os Estados e o Distrito Federal a instituir, mediante lei de iniciativa do Poder Executivo, o piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho para os empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Fundamentados nesse diploma legal, alguns governadores instituíram, no âmbito dos respectivos Estados, os pisos salariais a serem observados, entre outros, pelos empregadores domésticos. Dessa forma, havendo no respectivo Estado piso mínimo estabelecido por lei, este deve ser observado, caso contrário, aplica-se o salário mínimo nacionalmente unificado. Nas jornadas reduzidas livremente por acordo entre empregador e empregado, respeitar os valores mínimos/hora/dia, proporcionalmente ao número de horas ou dias de efetivo trabalho. Exemplo Contrato para 15 dias/mês Salário mínimo R$ 415,00 Salário mínimo/dia R$ 415,00 30 R$ 13,83 Salário devido R$ 13,83 x 15 = R$ 207,45 b) irredutibilidade salarial; c) 13 o salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; d) repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; e) gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 terço a mais do que o salário normal; f) licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com duração de 120 dias, paga diretamente pelo INSS; g) licença-paternidade, fixada transitoriamente em 5 dias; h) aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo, no mínimo, de 30 dias, nos termos da lei; i) aposentadoria; j) integração à Previdência Social; k) estabilidade da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. 3.1 Férias Após cada período de 12 meses de trabalho prestado à mesma pessoa ou à mesma família, o doméstico (copeira, cozinheira, faxineira, jardineiro, motorista etc.) faz jus a férias remuneradas de 30 dias corridos, acrescidas de 1/3 previsto na Constituição Federal, ficando a critério do empregador doméstico a fixação do período correspondente ao gozo. Aplicar-se-á as férias anuais remuneradas de 30 dias aos períodos aquisitivos iniciados após a data de publicação da Lei n o /2006 (DOU 1 de ). Anteriormente a essa data, as férias do doméstico eram equivalentes a 20 dias úteis e também acrescidas do terço constitucional. Nota Cabe ao empregador a fixação do período do gozo de férias. Entretanto, o art. 10 da Convenção n o 132 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo n o 47/1981, ratificada em 1997, com o depósito do instrumento de ratificação em e, por fim, promulgada pelo Decreto n o 3.197/ DOU de , a qual, desde então, vigora no Brasil, determina que: Artigo A ocasião em que as férias serão gozadas será determinada pelo empregador, após consulta à pessoa empregada interessada em questão ou seus representantes, a menos que seja fixada por regulamento, acordo coletivo, sentença arbitral ou qualquer outra maneira conforme à prática nacional. 2 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

3 2. Para fixar a ocasião do período de gozo das férias serão levadas em conta as necessidades do trabalho e as possibilidades de repouso e diversão ao alcance da pessoa empregada Períodos aquisitivo e concessivo Considerando-se aplicar ao doméstico os mesmos princípios aplicáveis aos demais empregados relativamente aos períodos de aquisição e de concessão das férias, pode-se exemplificar que um doméstico admitido em 1 o , que completou 12 meses de trabalho em , faz jus a esse descanso. O empregador, por sua vez, deve fixar o período de gozo nos 12 meses seguintes, de modo que seu término ocorra, no máximo, até Visualizando os períodos: a) aquisitivo do direito às férias: 1 o a ; b) concessivo (período de gozo): 1 o a Exemplo Empregada doméstica com salário mensal de R$ 450,00 goza 30 dias de férias, a contar de 1 o salário/dia: R$ 450,00 30 = R$ 15,00 (nos meses de 28, 29 e 31 dias, dividir o salário respectivamente por esses números) 2 - férias de 1 o.04 a (retorno ao serviço: dia , considerando que o dia 1 o é feriado nacional) 3 - férias: R$ 15,00 x 30 dias = R$ 450,00 4-1/3 de R$ 450,00 = R$ 150, Total de férias = R$ 600, Prazo para pagamento As férias devem ser pagas até 2 dias antes do início do gozo Contribuição previdenciária A contribuição previdenciária incidirá sobre as férias, o terço constitucional (1/3 das férias) e o saldo de salário, se for o caso, relativo ao mês do respectivo gozo, cujas alíquotas correspondem aos percentuais de 8%, 9% ou 11%, conforme o salário-de-contribuição. Seu recolhimento será feito por meio da Guia da Previdência Social (GPS). Assim, a contribuição recolhida na GPS corresponde a: a) empregado: Salário-de-contribuição (R$) Alíquota para fins de recolhimento à RFB (%) Até 911,70 8 De 911,71 até 1.519,50 9 De 1.519,51 até 3.038,99 11 b) empregador: - alíquota de 12% do salário-de-contribuição de seu empregado doméstico, limitado ao teto máximo do salário-de-contribuição, ou seja, R$ 3.038,99. Portanto, o recolhimento na GPS corresponde a 20%, 21% ou 23%, conforme a faixa do salário-decontribuição. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 3

4 GPS DE EMPREGADO DOMÉSTICO PARCIALMENTE PREENCHIDA - MODELO MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL - MPAS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - GPS 3. CÓDIGO DE PAGAMENTO COMPETÊNCIA 04/ IDENTIFICADOR 1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/FONE/ENDEREÇO: 6. VALOR DO INSS 120,00 2.VENCIMENTO (Uso exclusivo INSS) ATENCÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado em Resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subsequentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado 12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA VALOR DE OUTRAS ENTIDADES 10. ATM/MULTA E JUROS 11. TOTAL 120,00 (*) Instruções para preenchimento no verso. (***) Nota (*) Valor referente à aplicação da alíquota de 20% sobre R$ 600,00 (soma das férias mais 1/3 das férias), conforme discriminado adiante: 8 % da empregada (8 % de R$ 600,00 = R$ 48,00) 12% do empregador (12% de R$ 600,00 = R$ 72,00) Férias 30 dias: R$ 450,00 1/3 das férias: R$ 150,00 Total: R$ 600, Recibo de férias (não há modelo oficial) Para o exemplo do subitem 3.1.1, o recibo pode ser assim elaborado: Recibo de Pagamento de Férias Nome do empregado:...ivete... (inserir o nome completo) Períodos: aquisitivo: 1 o a de gozo: 1 o a Remuneração: 30 dias R$ 450,00 1/3 do valor das férias (CF, art. 7 o, XVII) R$ 150,00 Total R$ 600,00 Desconto: INSS (8%) R$ 48,00 Total R$ 48,00 Total a receber Líquido: R$ 552,00 (R$ 600,00 - R$ 48,00) Recebi de...ronaldo... (empregador - inserir o nome completo) a importância de R$ 552,00 (quinhentos e cinquenta e dois reais) correspondente às férias acima discriminadas...., 27 de março de (local) e (data) Ivete Assinatura do empregado 4 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

5 3.1.5 Anotação na CTPS Na página própria, anotar: ANOTAÇÕES DE FÉRIAS Gozou férias relativas ao período de 1 o a de 1 o a o salário Assinatura do empregador O 13 o salário devido ao empregado doméstico, da mesma forma que o 13 o salário dos empregados em geral, é pago em duas parcelas. A primeira entre fevereiro e novembro de cada ano, e a segunda até 20 de dezembro. Calcula-se o 13 o salário com base em 1/12 da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço do ano correspondente, sendo considerado mês integral a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho. Assim, por exemplo, na admissão em , conta-se: Meses/2008 Tempo trabalhado Avos proporcionais Jun. 11 dias - Jul. 31 dias 1/12 Ago. 31 dias 2/12 Set. 30 dias 3/12 Out. 31 dias 4/12 Nov. 30 dias 5/12 Dez. 31 dias 6/12 Exemplo Admissão em salário mensal: R$ 540,00 - tempo de serviço até outubro/2008: 4/12 13 o salário: 1 a parcela (até ) R$ 540,00 x 4 2 = R$ 90, a parcela (até ) - salário mantido em R$ 540,00 R$ 540,00 x 6 - R$ 90,00 (1 a parcela) = R$ 180,00 (2 a parcela) 12 Nota Há os que consideram, no tempo de serviço, para pagamento da 1 a parcela, o mês de novembro, passando o adiantamento a ser calculado, no exemplo, à base de 50% de 5/12, desde que o empregado já tenha trabalhado, no mínimo, 15 dias em novembro. Entretanto, como a Lei n o 4.749/1965, art. 2 o, determina o adiantamento do 13 o salário na importância correspondente à metade do salário do mês anterior (base de cálculo), entende-se que a contagem dos avos proporcionais também deve ir até aquele mês. No exemplo, até outubro/ Desconto previdenciário - Procedimentos O desconto previdenciário relativo ao 13 o salário deve ser efetuado, por ocasião do pagamento da parcela final, em separado do salário do mês, sem abatimento da antecipação. O seu recolhimento efetua-se até 20 de dezembro ou dia útil imediatamente anterior, se não houver expediente bancário no dia 20. No caso de rescisão contratual, o recolhimento deve ser efetuado no prazo normal de recolhimento das demais contribuições previdenciárias. Notas (1) Lembramos que, nos afastamentos da empregada doméstica por motivo de licença-maternidade, o abono anual pago pelo INSS (13 o salário proporcional ao período de salário-maternidade) estará sujeito ao encargo Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 5

6 previdenciário por ocasião do pagamento da parcela final do 13 o salário ou da rescisão do contrato de trabalho (Instrução Normativa SRP n o 3/2005, art. 117, 6 o, e art. 121, e Instrução Normativa INSS n o 20/2007, arts. 253 e 254). (2) Vale destacar que, desde 1 o , está vedada a utilização de documento de arrecadação previdenciária de valor inferior a R$ 29,00. Assim, a contribuição previdenciária devida que, no período de apuração, resultar valor inferior a R$ 29,00 deverá ser adicionada à contribuição ou à importância correspondente nos períodos subsequentes até que o total seja igual ou superior a R$ 29,00, quando, então, deverá ser recolhida no prazo de vencimento estabelecido pela legislação para este último período de apuração, conforme previsão da Resolução DC/INSS n o 39/2000. (3) Recorda-se que, por meio da Resolução INSS n o 657/1998, foi instituída a Guia da Previdência Social (GPS), a qual está em vigor desde a competência março/1999 para recolhimento a partir de 1 o , cujo preenchimento deverá observar as disposições da Instrução Normativa SRP n o 3/2005, art. 488, da Lei n o 8.212/1991, da Lei n o 8.213/1991 e do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n o 3.048/1999, inclusive as disposições relativas ao Manual da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência (GFIP) para Usuários do Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Sefip), versão 8.4, aprovado pela Instrução Normativa RFB n o 880/2008, pela Circular Caixa n o 451/2008 e pelo Comunicado Caixa s/n o (DOU 3 de ). (4) Por meio da Medida Provisória n o 284/2006, convertida na Lei n o /2006, foi acrescido o 6 o ao art. 30 da Lei n o 8.212/1991 para facultar ao empregador doméstico o recolhimento da contribuição previdenciária (parte do empregador e parte do empregado) relativa à competência novembro, até o dia 20 de dezembro, juntamente com a contribuição referente ao 13 o salário, utilizando-se de um único documento de arrecadação. A contribuição recolhida na GPS, a partir da competência março/2008, corresponde a: a) empregado: - alíquota de 8% incidente nos valores até R$ 911,70; 9%, de R$ 911,71 a R$ 1.519,50; 11%, de R$ 1.519,51 a R$ 3.038,99. b) empregador: - alíquota de 12% do salário-de-contribuição de seu empregado doméstico, até R$ 3.038,99. Portanto, o recolhimento na GPS corresponde a 20%, 21%, ou 23,00%, conforme a faixa do saláriode-contribuição Preenchimento parcial da GPS O modelo da GPS a seguir corresponde ao exemplo do subitem 3.2, pertinente ao pagamento do 13 o salário equivalente a 6/12 para doméstico com remuneração de R$ 540,00. GPS DE 13 o SALÁRIO DO EMPREGADO DOMÉSTICO PREENCHIDA PARCIALMENTE - MODELO MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL - MPAS 3. CÓDIGO DE PAGAMENTO 1600 INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS 4. COMPETÊNCIA 13/2008 GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - GPS 5. IDENTIFICADOR 1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/FONE/ENDEREÇO: 6. VALOR DO INSS 54, VENCIMENTO 9.VALOR DE OUTRAS ENTIDADES (Uso exclusivo INSS) ATENCÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior 10. ATM/MULTA E JUROS ao estipulado em Resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar valor inferior 11. TOTAL deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subsequentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado 54, AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA Instruções para preenchimento no verso. (***) Nota Na GPS relativa ao 13 o salário, inserir no campo 4 - Competência: 13/2008. Importante Lembra-se que o recolhimento normal sobre o salário de dezembro/2008 deve ser realizado até ou dia útil imediatamente posterior se não houver expediente bancário no dia 15. No campo competência, nesse caso, inserir 12/2008. Caso o empregador doméstico tenha optado pelo recolhimento trimestral da contribuição previdenciária normal relativa à competência dezembro/2008, o recolhimento continuará sendo até ou dia útil imediatamente posterior se não houver expediente bancário no dia 15. Nota Sobre a possibilidade do recolhimento trimestral, veja o subitem 5.2 adiante. 6 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

7 3.2.3 Afastamento por motivo de doença e licençamaternidade - Abono anual pago pela previdência social - Implicações Auxílio-doença O empregado doméstico que está ou esteve em gozo desse benefício recebe do empregador doméstico o 13 o salário proporcional relativo ao período de efetivo trabalho, assim considerado o tempo anterior e posterior ao afastamento, e a Previdência Social assume o período relativo ao afastamento do trabalho, computando-o para fins de pagamento do abono anual. Empregado doméstico admitido em ficou afastado do trabalho no ano de 2008, de a 27.06, por motivo de doença, percebendo o benefício previdenciário. Nesse caso, o empregador deverá calcular e quitar o 13 o salário desse empregado proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados, antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastado percebendo benefício previdenciário. Assim, nesse caso, o empregador deverá computar 10/12 relativos ao 13 o proporcional em 2008, dos quais: a) 4/12 correspondem ao período de 1 o.01 a (anterior ao início do benefício previdenciário); e b) 6/12 relativos ao período de a (posterior ao afastamento) Abono anual a cargo da Previdência Social O abono anual é pago pela Previdência Social aos segurados e dependentes que, durante o ano, tenham recebido aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte, auxílio-acidente, auxílio-doença ou auxílioreclusão. É apurado, no que couber, da mesma forma que a Gratificação de Natal dos trabalhadores, com base no valor da renda mensal do benefício do mês de dezembro de cada ano (Lei n o 8.213/1991, art. 40, e Instrução Normativa INSS n o 20/2007, art. 301). No ano de 2008, o pagamento do abono anual será efetuado em duas parcelas, sendo a primeira, equivalente a 50% do valor do benefício correspondente ao mês de agosto, paga juntamente com o benefício correspondente a esse mês. O valor da segunda parcela corresponderá à diferença entre o valor total do abono devido e a parcela antecipada (Decreto n o 6.525/2008) Licença-maternidade Nos termos da Instrução Normativa INSS n o 20/2007, art. 301, 3 o, ficou estabelecido que o valor do abono anual (13 o salário proporcional ao período de duração do salário-maternidade) será pago, em cada exercício, pelo INSS, juntamente com a última parcela do benefício nele devido, observado o pagamento em duas parcelas conforme informado no subitem Na hipótese de empregada doméstica que fica afastada do trabalho por motivo de licença-maternidade durante 120 dias, no período de a , a Previdência Social deverá arcar com o pagamento do abono anual de 4/12 correspondente ao período de afastamento por licença-maternidade, e o empregador doméstico deverá calcular e pagar o 13 o salário/2008 dessa empregada proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados, antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastada, bem como quitar eventual diferença entre o efetivo valor do 13 o salário no período de afastamento e o valor do abono anual pago pelo INSS, ou seja: a) 3/12 correspondente ao período de 1 o.01 a (anterior ao afastamento); b) 5/12 relativos ao período de a (posterior ao afastamento); c) 4/12 pertinentes ao período de afastamento de a , deduzido o valor do abono anual pago pela Previdência Social relativo a esse período de afastamento. 3.3 Vale-transporte O Vale-Transporte (VT) constitui benefício que o empregador antecipará ao empregado doméstico para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa. Entende-se por deslocamento a soma dos seguimentos componentes da viagem do beneficiário, por um ou mais meios de transporte, entre sua residência e o local de trabalho. Para receber o VT, o empregado deve informar, por escrito, ao empregador: a) seu endereço residencial; b) serviços e meios de transporte mais adequados ao deslocamento residência-trabalho e vice-versa. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 7

8 O VT é custeado: a) pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% do seu salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens; b) pelo empregador, no que exceder à parcela mencionada anteriormente. Exemplo Fornecimento VT = novembro/2008 = 24 dias trabalhados (considerando o trabalho aos sábados) Deslocamento diário = 4 coletivos a R$ 2,30 cada = R$ 9,20 x 24 dias = R$ 220,80 Salário/beneficiário = R$ 415,00 (*) Custeio: 1 - Beneficiário = 6% de R$ 415,00 = R$ 24, Empregador = R$ 220,80 - R$ 24,90 = R$ 195, Total = R$ 220,80 O empregador está autorizado a descontar, mensalmente, do beneficiário o valor correspondente a 6% do salário básico ou do vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens, limitado ao montante de VT fornecido. O valor da parcela a ser custeada pelo beneficiário será descontado proporcionalmente à quantidade de VT concedida no período a que se refere o salário ou o vencimento e por ocasião do pagamento. 3.4 Licença-gestante À empregada doméstica assegura-se, também, o direito à licença-gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com duração de 120 dias. No decorrer do período da licença, a doméstica faz jus à renda mensal, independentemente de carência, isto é, com qualquer tempo de serviço, durante 28 dias antes e 91 dias depois do parto, paga diretamente pela Previdência Social, em valor igual ao seu último salário-de-contribuição. Nos termos da Lei n o 8.213/1991, art. 71-A, acrescido pela Lei n o /2002, ficou estabelecido que, à segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, é devido salário-maternidade pelo período de 120 dias, se a criança tiver até 1 ano de idade; de 60 dias, se a criança tiver entre 1 e 4 anos de idade; e de 30 dias, se a criança tiver de 4 a 8 anos de idade. Em casos excepcionais, o período de repouso antes e depois do parto pode ser aumentado em mais 2 semanas, mediante atestado médico específico. Ocorrendo aborto não criminoso, desde que comprovado por atestado médico, a segurada faz jus ao salário-maternidade correspondente a 2 semanas (14 dias) Estabilidade provisória e salário-família É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada doméstica gestante desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. Observa-se que a doméstica não faz jus ao salário-família pelo motivo de não estar incluído esse direito na CF/1988, art. 7 o, parágrafo único Empregador doméstico - Procedimento Durante o período de licença-gestante da empregada doméstica, caberá ao empregador o recolhimento da contribuição previdenciária apenas da parcela a seu cargo, ou seja, 12% do respectivo salário-decontribuição, até o dia 15 do mês seguinte àquele a que se referir a contribuição. Não havendo expediente bancário, prorrogar o recolhimento. 3.5 Licença-paternidade Direito garantido aos domésticos, desde , transitoriamente fixado em 5 dias. 3.6 Repouso Semanal Remunerado (RSR) O repouso deverá recair, preferencialmente, aos domingos, segundo o texto constitucional. Contudo, não necessariamente, podendo-se ajustar a folga em outro dia da semana. Para fazer jus à remuneração do repouso semanal, o doméstico deve cumprir integralmente o seu horário de trabalho semanal. Contudo, se o empregado faltar ao serviço e o empregador não descontar essa falta, é porque considerou-a justificada, não podendo fazê-lo mais adiante. 8 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

9 3.7 Aviso prévio O empregador doméstico, ao rescindir o contrato de trabalho, que mantém com os empregados domésticos que lhe prestam serviços, deve avisá-los previamente de sua intenção, com antecedência mínima de 30 dias. Quanto à obrigação de o empregado doméstico cumprir o aviso prévio na hipótese de pedido de demissão, existem duas correntes de entendimento. A primeira entende que o empregado doméstico tem somente o direito ao aviso prévio e não à obrigação, visto que a CF, em seu art. 7 o, caput, trata apenas dos direitos dos trabalhadores, e que a obrigação ao aviso prévio está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, art. 487, 2 o ), a qual não se aplica a essa classe de trabalhadores (domésticos), ou seja, caso o doméstico venha a pedir demissão, não estaria, segundo essa corrente, obrigado a conceder o aviso prévio ao empregador. Já uma segunda corrente defende que a todo direito se contrapõe uma obrigação. Assim, se aos trabalhadores domésticos é estendido o direito ao aviso prévio, automaticamente também será imposto a eles, no caso de pedido de demissão, o dever da concessão do aviso prévio ao empregador doméstico, sob pena de ressarcir o valor correspondente (indenização por parte do doméstico). Lembramos, ainda, que o aviso prévio concedido pelo empregador possibilita ao empregado a procura de nova colocação. Por outro lado, no pedido de demissão, o empregador deve ter a mesma oportunidade, isto é, de contratação de outro empregado para o cargo. Diante do exposto, entendemos que a segunda corrente é mais condizente com o objetivo preconizado na legislação, ou seja, deve o empregado que pede demissão do emprego conceder o aviso prévio ao seu empregador, sob pena de o desconto do valor relativo ao aviso ser efetuado quando do pagamento das demais verbas rescisórias. Não obstante o entendimento por nós adotado, ressaltamos que o empregador doméstico deverá se acautelar diante da ocorrência concreta do caso citado, devendo, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre o assunto, e lembrar que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final da controvérsia, caso a parte que se sinta prejudicada intente a competente ação. 4. RESCISÃO CONTRATUAL 4.1 Necessidade ou não de assistência na rescisão contratual do empregado doméstico Para eventual comprovação de pagamento ao rescindir o contrato de trabalho, o empregador doméstico deve exigir do empregado a quitação dos valores que estão sendo pagos. Não há obrigatoriedade de procurar assistência do sindicato ou do órgão local da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para homologação, por não se aplicar ao doméstico o disposto no art. 477, 1 o, da CLT. Nesse sentido, dispõe a Instrução Normativa SRT n o 3/2002, art. 3 o, a qual, ao estabelecer os procedimentos a serem observados na assistência ao empregado por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, no âmbito do MTE, exclui da mencionada assistência a rescisão em que figure o empregador doméstico, ainda que optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 4.2 Direitos na rescisão No desligamento do doméstico, são devidos: a) saldo de salário; b) aviso prévio (no pedido de demissão não é devido pelo empregador); c) férias vencidas se não tiverem sido gozadas e férias proporcionais; d) adicional de 1/3 sobre as férias; e) 13 o salário. Importante A Lei n o 5.859/1972, que regulamenta o trabalho doméstico, não concede a essa classe de trabalhadores o direito às férias proporcionais. Entretanto, a Convenção n o 132 da OIT, aprovada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo n o 47/1981, ratificada em 1997, com o depósito do instrumento de ratificação em e, por fim, promulgada pelo Decreto n o 3.197/ DOU de , a qual, desde então, vigora no Brasil, e é aplicada a todos os empregados, excetuados os marítimos, determina ser direito dos empregados o período incompleto de férias. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 9

10 Nota O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, em seu site, o Manual do Trabalho Doméstico, com o intuito de orientar empregados e empregadores quanto aos seus direitos e deveres, esclarecendo, entre outros, que, com base na Convenção n o 132 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), promulgada pelo Decreto n o 3.197/1999, o trabalhador doméstico tem direito às férias proporcionais. 4.3 CTPS - Baixa Na parte inferior da página em que foi registrado o contrato de trabalho inicial, anotar a data da saída e assinar: Baixa da CTPS do empregado doméstico - Exemplo de preenchimento 5.2 Contribuição previdenciária - Recolhimento A contribuição do empregado doméstico é calculada mediante a aplicação não cumulativa do percentual de 8%, 9% ou 11% sobre o seu salário-de-contribuição mensal, observado o limite máximo e de acordo com as tabelas divulgadas pela Receita Federal do Brasil. O seu recolhimento deve ser efetivado, pelo empregador doméstico, juntamente com a parcela a seu cargo, até o dia 15 do mês seguinte ao da competência, por meio da Guia da Previdência Social (GPS), prorrogando-se o recolhimento para o 1 o dia útil subsequente quando não houver expediente bancário no dia 15, salvo no caso de opção pelo recolhimento trimestral. O empregador doméstico poderá optar pelo recolhimento trimestral das contribuições previdenciárias, com vencimento no dia 15 do mês seguinte ao de cada trimestre civil, se o salário-de-contribuição do empregado a seu serviço for igual ou inferior a um salário mínimo (R$ 415,00). Cumpre notar que a Instrução Normativa SRP n o 3/2005, art. 489, contém as normas a serem observadas para a opção pelo recolhimento trimestral das contribuições previdenciárias devidas. 5. PREVIDÊNCIA SOCIAL 5.1 Inscrição A inscrição do empregado doméstico na Previdência Social deve ser feita: a) no INSS, pelo Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) ou pelo número de Identificação do Trabalhador no PIS ou no Pasep; b) com a utilização da Internet, na página www. previdenciasocial.gov.br, ou do serviço telefônico, por meio do número No que tange ao preenchimento da GPS, lembramos que o contribuinte individual, o facultativo e o empregado/empregador doméstico deverão respeitar o trimestre civil, registrando no campo 04 - Competência da GPS o último mês do respectivo período, ou seja: a) 1 o trimestre - janeiro, fevereiro e março, indicar na GPS competência 03 (março) e o ano a que se referir; b) 2 o trimestre - abril, maio e junho, indicar na GPS a competência 06 (junho) e o ano a que se referir; c) 3 o trimestre - julho, agosto e setembro, indicar na GPS a competência 09 (setembro) e o ano a que se referir; d) 4 o trimestre - outubro, novembro e dezembro, indicar na GPS a competência 12 (dezembro) e o ano a que se referir. 5.3 Benefícios Aos trabalhadores domésticos asseguram-se, desde que cumpridos, entre outros, quando for o caso, os períodos de carência, benefícios e serviços 10 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

11 previdenciários, na qualidade de segurados obrigatórios. Fazem jus, portanto, a: a) quanto ao segurado: 1 - aposentadoria por invalidez; 2 - aposentadoria por idade; 3 - aposentadoria por tempo de contribuição; 4 - auxílio-doença; 5 - salário-maternidade; b) quanto ao dependente: 1 - pensão por morte; 2 - auxílio-reclusão; c) quanto ao segurado e dependente: 1 - reabilitação profissional. 6. FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO, VESTUÁRIO, HIGIENE OU MORADIA - DESCONTOS É vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia. As referidas despesas não têm natureza salarial nem se incorporam à remuneração para quaisquer efeitos. Ressalta-se que as despesas com moradia poderão ser descontadas, quando se referir a local diverso da residência em que ocorrer a prestação de serviço, e desde que essa possibilidade tenha sido expressamente acordada entre as partes. 7. FGTS E SEGURO-DESEMPREGO É facultada a inclusão do empregado doméstico no Sistema do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de que trata a Lei n o 8.036/1990, nos termos da Lei n o 5.859/1972, com redação dada pela Lei n o /2001. A inclusão é possível desde a competência março/2000 e dar-se-á pela efetivação do primeiro depósito, realizado pelo empregador doméstico/contribuinte, em conta vinculada aberta especificamente para esse fim em nome do trabalhador. Uma vez efetivado o primeiro depósito na conta vinculada, o empregado doméstico será automaticamente incluído no FGTS. A inclusão do empregado doméstico no FGTS é irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual e sujeita o empregador às obrigações e às penalidades previstas na supracitada Lei n o 8.036/1990. Os depósitos do FGTS relativos a 8% sobre a remuneração paga ou devida ao empregado doméstico no mês anterior e as informações à Previdência Social deverão ser efetuados até o dia 7 do mês subsequente ao da competência devida. Se no dia 7 não houver expediente bancário, o prazo para recolhimento, sem acréscimos legais, será o dia útil imediatamente anterior ao dia 7. Se o empregador fizer a opção pela inclusão do empregado doméstico no regime do FGTS, estará obrigado, na hipótese de rescisão sem justa causa, a depositar, na conta vinculada do trabalhador no FGTS, importância igual a 40% do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros. O empregador doméstico está isento da contribuição social instituída pela Lei Complementar n o 110/2001, devida em caso de despedida de empregado sem justa causa, à alíquota de 10% sobre o montante de todos os depósitos devidos referentes ao FGTS. O benefício do Seguro-Desemprego (SD), de que trata a supracitada Lei n o 5.859/1972, será concedido ao trabalhador vinculado ao FGTS que tiver trabalhado como doméstico por um período mínimo de 15 meses nos últimos 24 meses, contados da data de sua dispensa sem justa causa. O valor do benefício do SD do empregado doméstico corresponderá a 1 salário mínimo e será concedido por um período máximo de 3 meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de 16 meses. 8. DIREITOS NÃO ASSEGURADOS 8.1 Jornada de trabalho A Lei n o 5.859/1972 não faz nenhuma referência à jornada de trabalho do empregado doméstico. Da mesma forma, a CF/1988, art. 7 o, parágrafo único, também não fez remissão ao inciso que garante a jornada máxima de 8 horas diárias e 44 semanais como garantia aos domésticos. Muito embora não haja na legislação que rege o trabalho doméstico fixação de jornada de trabalho para essa categoria de trabalhadores, entendemos que as partes envolvidas (empregador doméstico e Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 11

12 empregado), utilizando-se dos critérios do bom senso e da razoabilidade, devem estabelecer uma jornada por meio de acordo escrito, na ocasião da contratação ou mesmo posteriormente a esta. 8.2 Horas extras Não estando sujeitos a limite legal máximo da jornada de trabalho, conclui-se que os domésticos podem trabalhar além do referido horário (legal), sem que haja obrigatoriedade de pagamento de horas extras. Embora a jornada de trabalho do doméstico não seja legalmente fixada, as partes devem estabelecer a mesma, e, havendo trabalho além da jornada estabelecida, deve ser efetuado o pagamento das horas suplementares efetivamente trabalhadas. 8.3 Adicional noturno A Lei n o 5.859/1972 e a CF/1988, art. 7 o, parágrafo único, não asseguraram o pagamento do adicional noturno à categoria dos empregados domésticos, estando excluídos, portanto, desse benefício. 8.4 Acidente do trabalho O empregado doméstico não faz jus a benefício decorrente de acidente de trabalho, pois o empregador doméstico não tem a obrigação legal de recolher a prestação de custeio correspondente. Faz jus, contudo, ao auxílio-doença, desde que cumprida a carência mínima de 12 contribuições mensais, quando for o caso. O auxílio-doença é devido a contar da data da incapacidade ou da data da entrada do requerimento, quando o pedido ocorrer após o 30 o dia do afastamento da atividade. 9. PRÁTICA DE ATOS ILÍCITOS - AGÊNCIAS - RESPONSABILIDADE CIVIL As agências especializadas na indicação de empregados domésticos (copeira, cozinheira, faxineira, jardineiro, motorista etc.) são civilmente responsáveis pelos atos ilícitos cometidos por estes no desempenho de suas atividades. No ato da contratação, a agência firma compromisso com o empregador, obrigando-se a reparar qualquer dano que venha a ser praticado pelo empregado contratado, no período de um ano (Lei n o 7.195/1984). (Constituição Federal (CF), art. 7 o, XVII; Lei n o 5.859/1972; Lei n o /2008; Lei n o /2006; Lei n o /2001; Lei n o 7.418/1985, alterada pela Lei n o 7.619/1987; Medida Provisória n o /2001; Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n o 3.048/1999, arts. 93 a 103; Decreto n o /1987; e Portaria MPS/MF n o 77/2008) IOB Setorial FARMÁCIA Atribuições do farmacêutico nos serviços de atendimento préhospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde 1. INTRODUÇÃO Considerando a necessidade de adequar as atribuições do farmacêutico nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde à legislação sanitária, às normas e regulamentações profissionais, às orientações e recomendações emanadas das entidades representativas da área, bem como ao perfil do mercado, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) fez publicar a Resolução n o 492/ DEFINIÇÕES Para os efeitos da citada Resolução, entende-se como: a) serviço de atendimento pré-hospitalar: o conjunto de ações de resgate que objetiva o atendimento às urgências e emergências por meio de serviços móveis; b) farmácia hospitalar e outros serviços de saúde: a unidade clínica, administrativa e econômica, dirigida por farmacêutico, ligada hierarquicamente à direção do hospital ou ao serviço de saúde, e integrada funcionalmente com as demais unidades administrativas e de assistência ao paciente. 12 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

13 3. OBJETIVO Os serviços de atendimento pré-hospitalar, farmácia hospitalar e outros serviços de saúde, têm como principal objetivo contribuir no processo de cuidado à saúde, visando a melhoria da qualidade da assistência prestada ao paciente, promovendo o uso seguro e racional de medicamentos - incluindo os radiofármacos e os gases medicinais - e outros produtos para a saúde, nos planos assistencial, administrativo, tecnológico e científico. 4. FUNÇÕES - EXERCÍCIO No desempenho de suas atribuições nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde, o farmacêutico exerce funções clínicas, administrativas e consultivas. 5. ATRIBUIÇÕES São atribuições do farmacêutico, nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde: a) gestão; b) desenvolvimento de infraestrutura; c) preparo, distribuição, dispensação e controle de medicamentos e produtos para a saúde; d) otimização da terapia medicamentosa; e) informação sobre medicamentos e produtos para a saúde; f) ensino, educação permanente e pesquisa. 6. COMPETÊNCIAS Nas atividades de assistência farmacêutica, é de competência do farmacêutico nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde: a) assumir a coordenação técnica nas ações relacionadas a padronização, programação, seleção e aquisição de medicamentos, insumos, matérias-primas, produtos para a saúde e saneantes, buscando a qualidade e a otimização da terapia medicamentosa; b) participar de processos de qualificação e monitorização da qualidade de fornecedores de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes; c) cumprir a legislação vigente relativa ao armazenamento, à conservação, ao controle de estoque de medicamentos, aos produtos para a saúde, aos saneantes, aos insumos e às matérias-primas, bem como às normas relacionadas com a distribuição e utilização dos mesmos; d) estabelecer um sistema eficiente, eficaz e seguro de transporte e dispensação, com rastreabilidade, para pacientes em atendimento pré-hospitalar, ambulatorial ou hospitalar, podendo implementar ações de atenção farmacêutica; e) participar das decisões relativas à terapia medicamentosa, tais como protocolos clínicos, protocolos de utilização de medicamentos e prescrições; f) executar as operações farmacotécnicas, entre as quais: f.1) manipulação de fórmulas magistrais e oficinais; f.2) manipulação e controle de antineoplásicos; f.3) preparo e diluição de germicidas; f.4) reconstituição de medicamentos, preparo de misturas intravenosas e nutrição parenteral; f.5) fracionamento de medicamentos; f.6) produção de medicamentos; f.7) análises e controle de qualidade correspondente a cada operação farmacêutica realizada. g) elaborar manuais técnicos e formulários próprios; h) participar de Comissões Institucionais, tais como: h.1) comissão de farmácia e terapêutica; h.2) comissão e serviço de controle de infecção hospitalar; h.3) comissão de licitação e parecer técnico; h.4) comissão de terapia nutricional; h.5) comissão de riscos hospitalares; h.6) comissão de terapia antineoplásica; h.7) comissão de ética e pesquisa em seres humanos; h.8) comissão de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde; Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 13

14 h.9) comissão de avaliação de tecnologias; h.10) comissão interna de prevenção de acidentes; h.11) comissão de educação permanente. i) desenvolver e participar de ações assistenciais multidisciplinares, dentro da visão da integralidade do cuidado, interagindo com as equipes de forma interdisciplinar; j) atuar junto à Central de Esterilização, na orientação de processos de desinfecção e esterilização de materiais, podendo, inclusive, ser o responsável pelo setor; k) atuar junto ao setor de zeladoria hospitalar padronizando rotinas, orientando e capacitando pessoal para a utilização segura de saneantes e realização de limpeza e desinfecção de áreas, viaturas e ambulâncias; l) realizar ações de farmacovigilância, tecnovigilância e hemovigilância no hospital e em outros serviços de saúde, notificando as suspeitas de reações adversas e queixas técnicas às autoridades sanitárias competentes; m) promover ações de educação para o uso racional de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes aos demais membros da equipe de saúde; n) exercer atividades de ensino, por meio de programas educacionais e de formação (treinamento e educação permanente) e programas de pós-graduação (Residência em Farmácia Hospitalar), contribuindo para o desenvolvimento de recursos humanos; o) exercer atividades de pesquisa, participar nos estudos de ensaios clínicos, investigação científica, desenvolvimento de tecnologias farmacêuticas de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes; p) realizar estudos e monitorar a utilização de medicamentos, produtos para a saúde e saneantes; q) desenvolver ações de gerenciamento de riscos hospitalares, como detecção de reações adversas a medicamentos; queixas técnicas; problemas com produtos para a saúde, saneantes, kits diagnósticos e equipamentos; r) prevenir e/ou detectar erros no processo de utilização de medicamentos; s) zelar pelo adequado gerenciamento dos resíduos resultantes das atividades técnicas desenvolvidas nos serviços de atendimento préhospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde, atendendo às normas sanitárias e de saúde ocupacional; t) realizar e manter registros das ações farmacêuticas, observando a legislação vigente; u) orientar e acompanhar, diretamente, auxiliares na realização de atividades nos serviços de farmácia hospitalar, treinando-os e capacitando-os para tal; sendo que a supervisão e/ou competência dessas atividades são de responsabilidade exclusiva do farmacêutico; v) realizar outras atividades segundo a especificidade e a complexidade do hospital e os outros serviços de saúde. 7. FARMACÊUTICO DIRETOR-TÉCNICO - COMPETÊNCIA Ao farmacêutico Diretor-Técnico, em particular, compete: a) cumprir e fazer cumprir a legislação pertinente às atividades nos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde, e relativas à assistência farmacêutica nos aspectos físicos e estruturais, considerando o perfil e a complexidade do serviço de saúde; b) buscar os meios necessários para o funcionamento dos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde, relacionados ao ambiente e aos recursos humanos, em conformidade com os parâmetros mínimos recomendáveis. c) implementar estruturas e procedimentos na organização e no funcionamento dos serviços de atendimento pré-hospitalar, na farmácia hospitalar e em outros serviços de saúde (infra-estrutura, medicamentos, produtos para a saúde, recursos humanos e equipamentos de trabalho em geral), visando garantir o abastecimento e a qualidade dos produtos e serviços, utilizando-se de instrumentos de organização e métodos, tais como regulamento interno, organograma e manuais; d) organizar, supervisionar e orientar tecnicamente todos os setores que compõem os serviços de atendimento pré-hospitalar, farmácia hospitalar e outros serviços de saúde, de forma a 14 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

15 assegurar o mínimo recomendável para o funcionamento harmonioso do estabelecimento de saúde, dentro da visão da integralidade do cuidado; e) incorporar sistemas informatizados para a gestão de estoques, desenvolvendo infraestrutura adequada à utilização de tecnologia da informação e de comunicação; f) manter membro permanente nas comissões multidisciplinares que estabelecem as normas e políticas de investigação científica da instituição; g) implantar Centro ou Serviço de Informação sobre Medicamentos; h) implantar ações de farmacovigilância para garantir o uso racional de medicamentos, adequadas ao nível de complexidade do serviço de saúde; i) instituir processos de avaliação de resultados, aplicando critérios e indicadores de qualidade, com foco em certificações de qualidade e acreditação hospitalar; j) estimular a implantação e o desenvolvimento da Farmácia Clínica e da Atenção Farmacêutica; k) desenvolver práticas clínico-assistenciais que contribuam para a integralidade de cuidados; l) articular parcerias interinstitucionais, acadêmicas e comunitárias. (Resolução CFF n o 492/2008) IOB Entende Trabalhador temporário não tem direito a aviso prévio Desde a promulgação da atual Constituição Federal (CF) ocorrida em , verifica-se nos meios jurídicos a discussão acerca da aplicação do instituto do aviso prévio ao trabalhador temporário. Há divergência de entendimentos tanto na doutrina como na jurisprudência trabalhistas, conforme se verifica nas decisões adiante transcritas. Trabalho temporário - Aviso prévio - O aviso prévio não é devido no caso de rescisão antecipada do contrato de trabalho temporário. A Lei n o 6.019/74 não foi derrogada pela atual Constituição. (Acórdão unânime da 4 a Turma do TRT da 3 a Região - RO 6.127/89 - Rel. Juiz Orestes Campos Gonçalves - j Minas Gerais II , pág. 50) Trabalhador temporário - Direitos que adquiriu com a Constituição de A partir da promulgação da Constituição de 1988, os temporários passaram a fazer jus àqueles direitos ali assegurados aos trabalhadores em geral. O legislador constituinte, quando quis excluir eventuais categorias de trabalhadores o fez de forma explícita, indicando os direitos que eram assegurados, como no caso do doméstico (art. 7 o, parágrafo único). (Acórdão da 9 a Turma do TRT da 2 a Região - RO Rel. Juiz Alceu de Pinho Tavares - j 1 o DJ SP , pág. 121) Analisando toda a legislação atinente ao tema, verificamos: a) a Lei n o 6.019/1974 e seu Decreto regulamentador n o /1974, os quais regem a matéria, anteriores à promulgação da CF, não estendem a essa classe de trabalhadores o direito à mencionada verba; b) a contar de , data da promulgação da Constituição Federal, passou a ser direito dos trabalhadores urbanos, entre outros, o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo, no mínimo, de 30 dias, nos termos da lei; c) o art. 487 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), c/c art. 7 o, XXI, da CF, estipula que, nos contratos a prazo indeterminado, a parte que, sem justo motivo, quiser proceder à ruptura contratual deverá avisar à outra da sua resolução com antecedência mínima de 30 dias. Ante a determinação constitucional acerca do direito do trabalhador urbano à mencionada verba, conforme consta na letra b, surgiram duas correntes de entendimento sobre a abrangência da aplicação do dispositivo. A primeira sustenta que o trabalhador temporário faz jus aos direitos assegurados no art. 7 o da CF porque estão abrangidos pela expressão trabalhadores urbanos constante do caput do disposi- Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 15

16 tivo constitucional em questão. Argumentam, ainda, que o texto constitucional, salvo a questão do empregado doméstico, não estabeleceu qualquer exceção quanto à abrangência da aplicação dos direitos ali relacionados, razão pela qual os trabalhadores temporários fazem jus ao aviso prévio na ocorrência de rescisão antecipada do contrato de trabalho. A segunda corrente defende posição contrária, ou seja, pela não-extensão do direito ao trabalhador temporário, alegando que este não foi expressamente mencionado no referido art. 7 o da CF, conforme ocorreu com os trabalhadores rurais, domésticos e avulsos. Alegam, ainda, os defensores desta corrente que os temporários não podem ser caracterizados como trabalhadores urbanos para os fins de aquisição dos direitos relacionados no art. 7 o da CF, uma vez que, se assim o fossem, teriam de ser entendidos como abrangidos pela expressão trabalhadores urbanos, portanto, fazendo jus aos direitos relacionados no mencionado artigo, também os profissionais autônomos, empresários etc. O nosso entendimento coaduna-se com o defendido pela segunda corrente. Contudo, além das mencionadas argumentações, a nossa posição também se firma no seguinte raciocínio: a) a CLT, ao estabelecer em seus arts. 481 e 487 o direito ao aviso prévio, o fez em relação aos contratos a prazo indeterminado e aos contratos a prazo determinado com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antecipada, quando esse direito for efetivamente exercido, uma vez que nessa situação o contrato a termo passa a observar as normas aplicáveis aos contratos a prazo indeterminado. O contrato de trabalho temporário é um contrato por prazo certo, uma vez que, no momento da sua celebração, o trabalhador já é cientificado da data em que o contrato irá encerrar-se. Assim sendo, não há de se falar em pré-aviso da sua ruptura, visto já ser esta conhecida previamente; b) o inciso XXI do art. 7 o da Constituição Federal, ao disciplinar o direito do trabalhador ao aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, inovou a verba em questão apenas no que se refere ao seu período de duração, passando os 30 dias previstos na CLT a serem considerados apenas o prazo mínimo de concessão. Portanto, não alterou a abrangência da verba, passando a estendê-la a todos os tipos de contrato de trabalho. Conclui-se, assim, que o aviso prévio constitucional é o mesmo previsto na CLT tão-somente com o seu prazo estendido, não se tratando de criação de nova verba. Donde se verifica que as determinações da Consolidação sobre o assunto continuam em plena vigência, o que vale dizer que o aviso prévio é devido nos contratos a prazo indeterminado ou no contrato a prazo determinado mencionado na letra a. Assim sendo, entendemos que o trabalhador temporário não tem direito ao aviso prévio em caso de rescisão antecipada do respectivo contrato. Observe-se que, apesar do posicionamento adotado pelo Conselho Técnico IOB, tendo em vista a divergência existente, o empregador deverá acautelar-se diante da ocorrência concreta da situação ora retratada, podendo, por medida preventiva, consultar o Ministério do Trabalho e Emprego, bem como o sindicato da respectiva categoria profissional sobre o assunto, e lembrar que caberá à Justiça do Trabalho a decisão final da controvérsia, caso seja proposta ação nesse sentido. Transcrevemos, a seguir, algumas decisões judiciais acerca do tema. Recurso de revista - Trabalho temporário - Lei n o 6.019/74 - Aviso prévio - Adicional de 40% do FGTS - Indevidos - Indevido o deferimento do aviso prévio e do adicional de 40% do FGTS na hipótese de contrato de trabalho temporário (Lei n o 6.019/74), que é modalidade de contrato por prazo determinado, ainda mais, como no caso concreto, em que se observou o prazo de três meses de duração, estabelecido na legislação especial. Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento. (TST - RR / a Turma - Rel. Juiz Conv. Walmir Oliveira da Costa - DJU ) Recurso de revista - Contrato de trabalho temporário - Aviso prévio - O contrato de trabalho temporário é típico contrato por prazo determinado, por força de definição que se extrai do art. 2 o da Lei 6.019/74, não lhe retirando tal característica o fato de não se fixar uma data certa para sua extinção, mas apenas o prazo máximo previsto legalmente. Assim, não se cogita de aviso prévio mesmo na hipótese de dispensa antecipada, porquanto referido direito está assegurado apenas nos contratos por prazo indeterminado, a teor do artigo 487, caput da CLT. Recurso conhecido e provido. (TST - RR / a Turma - Rel. Juiz Conv. Luiz Ronan Neves Koury - DJU ) Trabalho temporário - Aviso prévio - Segundo a exegese que se pode extrair da norma contida no caput do art. 487 da CLT, o aviso prévio é a denúncia do contrato de trabalho por prazo indeterminado, que poderá ser formalizada tanto pelo empregado quanto pelo empregador. Ora, sendo o contrato de trabalho temporário modalidade de contrato por prazo determinado, mostra-se incabível o pleito de aviso prévio nessa 16 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

17 hipótese. Recurso de revista conhecido e não provido. (TST - RR a Turma - Rel. Min. Ives Gandra Martins Filho - DJU ) Trabalho temporário - Aviso prévio - O instituto do aviso prévio previsto no artigo 487, 1 o, da CLT dirige-se aos contratos por prazo indeterminado, sendo incabível o seu deferimento no trabalho temporário (Lei n o 6019/74), que é modalidade de contrato por prazo determinado. Recurso de Revista conhecido e negado provimento. (TST - RR a Turma - Rel. Min. Conv. Walmir Oliveira da Costa - DJU ) Contrato temporário - Inexistência de direito a aviso prévio - Conforme se extrai do art. 487, caput, da CLT, o aviso prévio é a denúncia do contrato por prazo indeterminado, fixando o seu termo final. Assim sendo, é incabível o deferimento do aviso prévio no contrato temporário, que é modalidade de contrato por prazo determinado. Recurso de Revista conhecido e não provido. (TST - RR a Turma - Rel. Min. Rider Nogueira de Brito - DJU ) Recurso de revista - Trabalho temporário e aviso prévio - O instituto do aviso prévio, por sua própria natureza, não se dirige aos contratos que já nascem com data prevista ou previsível de sua conclusão, entre os quais o contrato de trabalho temporário regido pela Lei n o 6019/74, que se integra ao universo dos pactos por prazo determinado, nas linhas gerais definidas pelo art. 443, 1 o, da CLT. Revista conhecida e provida para absolver a Reclamada do pagamento substitutivo do aviso prévio e consectário. (TST - RR a Turma - Rel. Min. Conv. Horácio R. De Senna Pires - DJU ) Contrato de trabalho temporário - Cláusula assecuratória de rescisão antecipada - Aplicação do art. 481 da CLT - Aviso prévio - Em se tratando de contrato de trabalho temporário, que é modalidade de contrato por prazo determinado, a existência de cláusula assecuratória do direito de rescisão antecipada conduz ao direito ao aviso prévio, se exercida esta faculdade, nos moldes preconizados pelo art. 481 da CLT, visto que se transmuda em contrato por prazo indeterminado. Recurso de revista desprovido. (TST - RR a Turma - Rel. Min. Ives Gandra Martins Filho - DJU ) IOB Perguntas e Respostas Doméstico - Ausências por motivo de doença - Remuneração 1) O empregador deve remunerar as ausências do empregado doméstico, por motivo de doença, inferiores a 15 dias? R.: Não. O empregador doméstico não possui o ônus de remunerar as ausências do empregado doméstico por motivo de doença, mesmo que inferiores a 15 dias. Ao empregado doméstico será devido o auxíliodoença a contar da data da incapacidade ou da data da entrada do requerimento, quando o pedido ocorrer após o 30 o dia do afastamento da atividade, desde que possua a carência de 12 contribuições mensais. (Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n o 3.048/1999, art. 72, inciso II) Doméstico - Direitos assegurados 2) Quais são os direitos assegurados aos empregados domésticos? R.: Desde , data da publicação da Constituição Federal, conforme previsto em seu art. 7 o, parágrafo único, asseguram-se à categoria dos empregados domésticos, dentre outros direitos: a) salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado; b) irredutibilidade do salário; c) 13 o salário, com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; d) repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; e) gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; f) licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de 120 dias, paga diretamente pelo INSS; g) licença-paternidade, nos termos fixados em lei; h) aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo, no mínimo, de 30 dias, nos termos da lei; i) aposentadoria. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 CT 17

18 Os domésticos também são beneficiários do valetransporte (VT), para utilização efetiva nas despesas de deslocamento residência/trabalho e vice-versa. Ressalte-se que o VT é custeado pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% do seu salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens, e pelo empregador, no que exceder a parcela mencionada anteriormente. Doméstico - Alimentação, vestuário e produtos de higiene - Natureza salarial 3) A moradia, a alimentação, o vestuário e os produtos de higiene fornecidos pelo empregador ao empregado doméstico são considerados parcelas de natureza salarial? R.: Não. A alimentação, a moradia, o vestuário e os produtos de higiene fornecidos ao empregado doméstico não possuem natureza salarial e, portanto, não integram a sua remuneração para qualquer efeito. Assim, o empregador não poderá descontar do salário do empregado doméstico o fornecimento das referidas utilidades. Poderá ser descontada apenas a despesa com moradia, desde que se refira ao local diverso do da residência em que ocorre a prestação de serviço e haja ajuste nesse sentido entre as partes. (Lei n o 5.859/1972, art. 2 o -A, com redação da Lei n o /2006) Doméstico - Descanso Semanal Remunerado - Pagamento 4) O empregado doméstico tem direito ao pagamento de descanso semanal remunerado (DSR)? R.: Sim. A Constituição Federal, em seu art. 7 o, parágrafo único, combinado com o inciso XV, assegurou, à categoria dos trabalhadores domésticos, o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos. Assim, salvo nas hipóteses de contratação de empregado doméstico quinzenalista e mensalista, cujas remunerações já incluem os repousos semanais, o empregador doméstico deverá pagar e discriminar separadamente a citada parcela no recibo de pagamento de salário, a fim de que possa, inequivocamente, ficar comprovada sua quitação. Para fins de cálculo, a remuneração do repouso corresponde a um dia de serviço, para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês. 18 CT Manual de Procedimentos - Jan/ Fascículo 02 - Boletim IOB

19 Informativo Eletrônico IOB IOB Atualiza FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO (FGTS) Parcelamento de débitos - Empregadores públicos e privados domiciliados em municípios alcançados por estado de calamidade - Período de carência - Concessão Por intermédio da Resolução n o 587/2008, do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, em vigor desde , a Caixa Econômica Federal (CEF) foi autorizada a conceder período de carência, aos empregadores do setor público e privado com contrato de parcelamento de débitos para com o FGTS, vigente ou firmado no período de calamidade, para a quitação de parcelas vencidas até e na vigência do decreto que estabeleça o estado de calamidade pública no município no qual estejam sediados. Observa-se que para os contratos vigentes no período de calamidade poderá ser concedida carência de 180 dias, contados da data do vencimento da primeira parcela em atraso, ficando automaticamente reprogramado o vencimento da integralidade das parcelas vencidas e vincendas, independentemente de formalização de aditivo contratual. Para os contratos de parcelamento firmados durante a vigência do estado de calamidade, poderá ser concedida carência de 90 dias para o início do vencimento das parcelas do acordo. A regularidade do empregador não poderá ser impactada negativamente por débitos inseridos no acordo de parcelamento para o qual foi concedida carência dessa natureza. (Resolução n o 587, de , do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - DOU 1 de ) Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o Site do Cliente IOB ou a sua versão gratuita do IOB Online Regulatório. FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO (FGTS) Saldo em conta vinculada - Saque - Empregados residentes em municípios de Santa Catarina atingidos pelas enchentes O titular de conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que resida em municípios do Estado de Santa Catarina que foram atingidos pelas enchentes ocorridas em novembro e dezembro de 2008 poderá efetuar o saque de até 100% do saldo de suas contas vinculadas do FGTS por motivo de necessidade pessoal, cuja urgência e gravidade decorram de desastre natural, sem a observância do intervalo de 12 meses entre uma movimentação e outra. O valor do saque será de até o total do saldo existente na conta vinculada, na data da solicitação, que deverá ser formalizada em até 90 dias contados do dia Para viabilizar o saque das contas vinculadas, o Município que tenha sido atingido pelas enchentes e que teve o Estado de Calamidade Pública ou Situação de Emergência reconhecido pelo Despacho do Ministro da Integração Nacional de , publicado no Diário Oficial da União de , ou por outro ato daquela autoridade, deve entregar, em uma unidade da Caixa Econômica Federal (Caixa), a devida Declaração de Áreas Atingidas por Desastres Naturais, cujo modelo pode ser capturado no site oficial da Caixa, por meio do seguinte endereço br/downloads/fgts/pagamento CALAMIDADE, que deverá obrigatoriamente conter a descrição da área no seguinte padrão: a) número da residência, nome do logradouro, bairro ou distrito, cidade e UF, caso o atingimento tenha se restringido a apenas determinada residência; Informativo - Jan/ N o 02 CT 1

20 Informativo Eletrônico IOB b) nome do logradouro, bairro ou distrito, cidade e UF, caso apenas as residências existentes naquele logradouro tenham sido atingidas; c) nome do bairro, cidade e UF, caso todas as residências existentes no bairro tenham sido atingidas; ou d) nome do distrito, cidade e UF, caso todas as residências existentes naquela localidade tenham sido atingidas. A solicitação de saque deve ser feita: a) de a , pelos titulares de conta vinculada residentes nos municípios que tiverem declarado Estado de Calamidade Pública ; b) de a , pelos titulares de conta vinculada residentes nos municípios que tiverem declarado Estado de Emergência. Para garantir o recebimento das solicitações de saque nas datas acima, a entrega da declaração deve ser efetuada até o dia pelos municípios que tiverem declarado Estado de Calamidade Pública e até o dia pelos municípios que tiverem declarado Estado de Emergência. Caso o município entregue a referida declaração em data posterior, o atendimento aos titulares de contas vinculadas será iniciado 05 dias úteis após a data da efetiva entrega, mantendo-se a data final para recepção da solicitação de saque. Observa-se que a Caixa poderá estabelecer, em algumas regiões do Estado de Santa Catarina, cronograma para recebimento das solicitações de saque, sob critério a ser definido e divulgado regionalmente, de forma a garantir o adequado atendimento dos beneficiários. A formalização da solicitação de saque deve ser efetuada pelo titular da conta vinculada em qualquer agência da Caixa ou nos locais por ela definidos, mediante formulário próprio obtido no local de atendimento, com a apresentação dos seguintes documentos: a) Cartão do Cidadão ou de inscrição no PIS/ Pasep; b) documento de identificação pessoal, original, como Carteira de Identidade, Carteira de Habilitação com foto, Passaporte etc.; c) comprovante de residência, original e cópia, observando-se que, nos municípios em estado de calamidade pública, a eventual ausência dos comprovantes tradicionais de residência (conta de luz, água, telefone etc.) pode ser suprida por declaração específica, assinada pelo trabalhador, em formulário próprio obtido no local de atendimento; d) Carteira de Trabalho - original. (Decreto n o 6.688, de DOU 1 de ; e Circular Caixa n o 456, de DOU 1 de ) Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o Site do Cliente IOB ou a sua versão gratuita do IOB Online Regulatório. PREVIDÊNCIA SOCIAL Contribuição previdenciária - Parcelamento - Disposições De acordo com a Portaria Conjunta n o 11/2008, do Procurador-Geral da Fazenda Nacional e da Secretária da Receita Federal do Brasil, em vigor desde 1 o , os parcelamentos dos débitos inscritos na Procuradoria-Geral Federal (PGF) como Dívida Ativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a partir de 1 o como Dívida Ativa da União, bem como os parcelamentos dos débitos inscritos na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) como Dívida Ativa da União, relativos às contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei n o 8.212/1991, às contribuições instituídas a título de substituição e às contribuições devidas a terceiros, até , serão efetuados junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Nota O parágrafo único do art. 11 da Lei n o 8.212/1991 dispõe: Art Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço; b) as dos empregadores domésticos; c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição; d) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; e) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos. 2 CT Informativo - Jan/ N o 02

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