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1 EMPREGADO DOMÉSTICO - Aspectos Trabalhistas e Previdenciários Matéria atualizada com base na legislação vigente em: 28/06/2012. Sumário: 1 - Introdução 2 - Empregado Doméstico Idade Mínima 3 - Direitos Direitos Facultados FGTS Direitos Não Conferidos 4 - Admissão de Doméstico Anotações na CTPS 5 - Rotinas de Permanência Salário Pagamento de Salário Proibição de Descontos de Alimentação, Vestuário, Higiene ou Moradia Vale-Transporte Contribuição Previdenciária Férias Anotação na CTPS º Salário Salário-Maternidade Estabilidade Afastamento por Doença - Auxílio-doença 6 - Rescisão Contratual Aviso Prévio Multa do FGTS Dispensa por Justa Causa - Configuração Outros Procedimentos Seguro-Desemprego 7 - Responsabilidade Civil das Agências de Domésticas 1 - INTRODUÇÃO A categoria dos empregados domésticos possui legislação própria regulando suas atividades e seus direitos através da Lei nº 5.859, de 11/12/72 e suas alterações, regulamentada pelo Decreto nº , de 09/03/73. Neste comentário analisaremos os aspectos teóricos e práticos da contratação de empregados domésticos. 2 - EMPREGADO DOMÉSTICO Considera-se empregado doméstico a pessoa física que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não econômica, a pessoa ou a família, no âmbito residencial desta, na forma do art. 1º da Lei nº 5.859/72. São considerados domésticos: as faxineiras, as diaristas, a babá, a governanta, a dama de companhia, o jardineiro, o motorista particular, o cuidador de idosos, entre outros que trabalhem nas condições citadas, inclusive o caseiro, quando o sítio ou local onde exerce sua atividade não tenha finalidade lucrativa. O empregador doméstico é a pessoa ou família que admita a seu serviço empregado doméstico.

2 2.1 - IDADE MÍNIMA É proibido o trabalho do menor de 18 anos nas atividades descritas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, anexa ao Decreto nº 6.481/08, que se inclui o serviço doméstico, in verbis: Atividade: Serviço Doméstico Item Descrição do Trabalho Prováveis Riscos Ocupacionais 76 Domésticos Esforços físicos intensos; isolamento; abuso físico, psicológico e sexual; longas jornadas de trabalho; trabalho noturno; calor; exposição ao fogo, posições antiergonômicas e movimentos repetitivos; tracionamento da coluna vertebral; sobrecarga muscular e queda de nível, Prováveis Repercussões a Saúde Afecções musculoesqueléticas (bursites, tendinites, dorsalgias, sinovites, tenossinovites); contusões; fraturas; ferimentos; queimaduras; ansiedade; alterações na vida familiar; transtornos do ciclo vigília-sono; DORT/LER; deformidades da coluna vertebral (lombalgias, lombociatalgias, escolioses, cifoses, lordoses); síndrome do esgotamento profissional e neurose profissional; traumatismos; tonturas e fobias. Assim, a idade mínima para trabalho doméstico é 18 anos. 3 - DIREITOS Os empregados domésticos possuem os seguintes direitos conferidos pelo parágrafo único do art. 7º da CF/88: salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; irredutibilidade do salário; 13º salário com base na remuneração integral; repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; repouso nos feriados civis e religiosos; gozo de férias anuais remuneradas de 30 (trinta) dias com, acréscimo de 1/3; licença-maternidade, com a duração de 120 (cento e vinte) dias; licença-paternidade, com a duração de 5 (cinco) dias; aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 (trinta) dias, nos termos da lei; estabilidade para empregada doméstica gestante; e aposentadoria. É assegurada à categoria de empregados domésticos a integração à Previdência Social. Ressaltamos que não se aplica à categoria de empregados domésticos a Consolidação das Leis do Trabalho, conforme art. 7º da CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452/ DIREITOS FACULTADOS A Lei nº /01 alterou a Lei nº 5.859/72, para facultar o acesso da empregada doméstica ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS e ao Seguro-Desemprego FGTS O doméstico pode ser incluído no FGTS, regido pela Lei nº 8.036/90, desde a competência Março/2000, na forma do Decreto nº 3.361/00.

3 A inclusão do empregado doméstico no FGTS será efetivado através do primeiro depósito na conta vinculada, equivalente a 8% da remuneração, através da GFIP, até o dia 7 do mês seguinte ao da competência. Para efetivar o depósito do FGTS, o empregador doméstico deve obter matrícula CEI junto à Receita Federal do Brasil, pessoalmente ou via internet, na forma do 1º do art. 19 e art. 22 da IN/RFB nº 971/09. A inclusão do empregado doméstico no FGTS é irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual e sujeita o empregador às obrigações e penalidades previstas na Lei nº 8.036/90, inclusive, no pagamento da multa de 40%, na hipótese de dispensa sem justa causa do doméstico, sem a aplicação da contribuição social de 10% (Art. 18 da Lei nº 8.036/90 e art. 1º da Lei Complementar nº 110/01) DIREITOS NÃO CONFERIDOS Ainda não está assegurado por lei aos empregados domésticos: - Jornada de Trabalho; - Adicional noturno; - Adicional de insalubridade; - Adicional de horas extras; - Cadastramento no PIS; - Salário-família; - entre outros. A jornada de trabalho dos empregados domésticos será combinada entre as partes, podendo ser estabelecido qualquer limite de jornada, reservando-se, contudo, ao doméstico o direito ao repouso semanal nos domingos e feriados. Asseveramos, contudo, que muitos Tribunais do Trabalho estão concedendo aos domésticos, por analogia, adicional de horas extras, entre outros, assim, o interessante é limitar a jornada em 8 horas diárias e 44 horas semanais. Ao doméstico não se aplicam o contratato por prazo determinado, inclusive o de experiência, pois, a CLT não é aplicável a relação de emprego doméstico. 4 - ADMISSÃO DE DOMÉSTICO Para admissão de trabalhadores domésticos, o empregador poderá exigir os seguintes documentos: Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS; Atestado de boa conduta; e Exame médico ANOTAÇÕES NA CTPS O empregador deverá efetuar o preenchimento da CTPS do doméstico, anotando os dados solicitados, conforme exemplo abaixo: CONTRATO DE TRABALHO Empregador... CNPJ/CPF... Endereço... Município... UF... Esp. do Estabelecimento...

4 Cargo... CBO nº... Data Admissão... de... de... Registro nº... Fls./Ficha... Remuneração Especificada... Ass. do Empregador ou a Rogo c/testemunha 1.º... 2.º... Data saída... de... de... Ass. do Empregador ou a Rogo c/testemunha 1.º... 2.º... Com. Dispensa CD nº... Instruções de preenchimento da CTPS: Empregador: Preencher com o nome completo do empregador. CNPJ/CPF: Por se tratar de emprego doméstico, deve ser informado o número do Cadastro das Pessoas Físicas (CPF) do empregador; havendo opção pelo regime do FGTS, deverá, também, ser informado o número do CEI junto ao INSS, na parte de anotações gerais da CTPS. Espécie de estabelecimento: Residência, sítio, chácara, outros. Cargo ou função: Discriminar a função (empregado doméstico nos serviços gerais, cozinheiro do serviço doméstico, motorista no serviço doméstico, outros); mesmo que se especifique a função, deve-se identificá-la como de trabalho doméstico. Classificação Brasileira de Ocupações (CBO): * Empregado doméstico nos serviços gerais - Caseiro; * Empregado doméstico arrumador - Arrumador no serviço doméstico; * Empregado doméstico faxineiro - Faxineiro no serviço doméstico; * Empregado doméstico diarista - Empregado doméstico diarista; * Cuidador de idosos - Acompanhante de idosos, cuidador de pessoas idosas e dependentes, cuidador de idosos domiciliar, cuidador institucional. Data da admissão: A data do início das atividades. Salário ajustado: Não poderá ser inferior ao mínimo fixado por lei, devendo ser, também, colocado por extenso. Este poderá ser ajustado por hora, por dia ou por mês. 5 - ROTINAS DE PERMANÊNCIA A relação empregatícia doméstica é baseada na confiança, entretanto para evitar uma ação trabalhista, há necessidade de burocratizar esta relação, tomando as seguintes medidas: I - fazer recibos de todos os pagamentos e adiantamentos de salários, de férias e de 13º salário, efetuados aos domésticos; II - fazer anotações na Carteira de Trabalho - CTPS de admissão, de aumento de salário, de concessão de férias;

5 III - recolher mensalmente as contribuições previdenciárias; e IV - opcionalmente, recolher o FGTS todo mês. No recibo de pagamento deve estar discriminado o nome do empregador, o nome do empregado, a função, as parcelas integrantes da remuneração e os descontos SALÁRIO O empregado doméstico faz jus ao salário mínimo nacional, atualmente estipulado em R$ 622,00 por mês. O valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 20,73 e o valor horário, a R$ 2,83, conforme Decreto nº 7.655/11. No Estado de Santa Catarina, desde 2009, há previsão de pagamento de piso salarial mínimo para empregados domésticos, por força da Lei Complementar Estadual nº 459/09. Desde janeiro de 2012, o valor do piso salarial é de R$ 700,00 por mês (LCE nº 566/12). NOTA ITC: Não se aplica aos domésticos salário proporcional, esse somente é aplicável a empregados regidos pela CLT Pagamento - Prazo O pagamento do salário, quando for estipulado por mês, deverá ser efetuado até o 5º (quinto) dia útil do mês subsequente ao vencido. Quando o dia útil recair no sábado o pagamento do salário só poderá ser efetuado em espécie Proibição de Descontos de Alimentação, Vestuário, Higiene ou Moradia É vedado ao empregador doméstico efetuar descontos no salário do empregado por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia, na forma do art. 2ºA da Lei nº 5.859/72, acrescido pela Lei nº /06. Poderão ser descontadas as despesas com moradia somente quando essa se referir a local diverso da residência em que ocorrer a prestação de serviço, e desde que essa possibilidade tenha sido expressamente acordada entre as partes. As despesas referidas de alimentação, vestuário, higiene ou moradia não têm natureza salarial nem se incorporam à remuneração para quaisquer efeitos VALE-TRANSPORTE Os empregados domésticos são beneficiários do vale-transporte, na forma da Lei nº 7.418/85, regulamentada pelo Decreto nº /87. O vale-transporte constitui benefício que o empregador antecipará ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa. Entende-se como deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do beneficiário, por um ou mais meios de transporte, entre sua residência e o local de trabalho. O vale-transporte é utilizável em todas as formas de transporte coletivo público urbano ou, ainda, intermunicipal e interestadual com características semelhantes ao urbano, operado diretamente pelo poder público ou mediante delegação, em linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente. Excluem-se os serviços seletivos e os especiais. O empregador poderá descontar, mensalmente, o vale-transporte do doméstico na parcela equivalente até 6% de seu salário básico. O vale-transporte será, também, custeado pelo empregador que participa dos gastos do deslocamento do empregado com a parcela que exceder a 6% do seu salário.

6 5.3 - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A contribuição previdenciária dos empregados domésticos os será calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota 8%, 9% ou 11%, sobre o seu salário-de-contribuição mensal, de acordo com a tabela de salário-de-contribuição vigente, limitado ao teto máximo (Artigos 20 e 28 da Lei nº 8.212, de 24/07/91). A contribuição do empregador doméstico é de 12% do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço (Artigo 24 da Lei nº 8.212/91). A contribuição do empregador também está limitada ao teto máximo do salário-de-contribuição. O empregador doméstico é responsável pelo recolhimento da contribuição previdenciária, devendo fazê-lo através de GPS, preenchida na forma que segue, independentemente se o mesmo é ou não optante ao FGTS: - Campo 1 - Nome ou razão social: Deverá consignar o nome da empregada doméstica; - Campo 3 - Código de pagamento: De acordo com a relação de código de pagamento; - Campo 4 - Competência; Mês da prestação de serviços; - Campo 5 - Identificador: informando o NIT do empregado doméstico, que poderá ser o número de inscrição no INSS ou número do PIS/PASEP. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - MPS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL - GPS 3. CÓDIGO DE PAGAMENTO 4. COMPETÊNCIA 5. IDENTIFICADOR 1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/ FONE/ ENDEREÇO: 6. VALOR DO INSS VALOR DE OUTRAS ENTIDADES 2. VENCIMENTO (Uso do INSS) ATENÇÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado em Resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subseqüentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado. 10. ATM, MULTA E JUROS 11. TOTAL 12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA Demais dados da GPS serão preenchidas, conforme orientações gerais de preenchimento. Poderão ser utilizados os seguintes códigos de pagamento de GPS, conforme o caso (ADE/CODAC nº 71/11): Código de Especificação da Receita Receita 1600 Empregado Doméstico Mensal - NIT/PIS/PASEP 1619 Empregado Doméstico Patronal 12% Mensal Afastamento/Sal.

7 Maternidade 1651 Empregado Doméstico Trimestral - NIT/PIS/PASEP - (que recebe até um salário mínimo) 1678 Empregado Doméstico Patronal 12% Trimestral Afast/Sal. Maternidade O vencimento da GPS é no dia 15 do mês seguinte ou trimestre seguinte, sob pena de recolher com juros e multa, consoante o disposto no art. 30 da Lei nº 8.212/91. Caso não haja expediente bancário neste dia, o recolhimento poderá ser efetuado no dia útil subsequente. NOTA ITC: O recolhimento trimestral somente é possível quando o salário-de-contribuição fica limitado ao valor do salário mínimo FÉRIAS Os empregados domésticos passaram a ter direito a férias de 30 dias, desde 20/07/2006, com o advento da Lei nº /06, remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais que o salário normal, após cada período de 12 meses de serviço prestado à mesma pessoa ou família. Cabe ao empregador doméstico fixar quando serão concedidas as férias, observando o prazo limite de 12 meses subsequentes à data em que o empregado doméstico tiver adquirido o direito, sob pena de ter de pagar as férias em dobro. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 dias antes do início do respectivo período de gozo. Aplicam-se aos domésticos as mesmas regras de férias conforme a Consolidação das Leis do Trabalho, artigos 129 a Anotação na CTPS O empregador doméstico deverá anotar na CTPS da empregada doméstica a concessão das férias, informando o período aquisitivo e o período de gozo, no espaço destinado a anotação de férias º SALÁRIO ANOTAÇÕES DE FÉRIAS Gozou férias relativas ao período de... De... / a... /... /... Assinatura do empregador O empregador doméstico deverá pagar ao doméstico a cada ano, a gratificação natalina (13º salário), correspondente a 1/12 (um doze avos) da remuneração devida, por mês, em dezembro, em observância a Lei nº 4.090/62 e a Lei nº 4.749/65. O pagamento do 13º salário deverá observar o que segue: - Entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano, o empregador pagará, como adiantamento do 13º salário, de uma só vez, metade do salário recebido pelo respectivo empregado doméstico no mês anterior; - Até o dia 20 de dezembro de cada ano a segunda parcela do 13º salário, calculado com base na remuneração do mês de Dezembro, compensada a importância que recebeu a título de adiantamento e a tributação respectiva.

8 5.6 - SALÁRIO-MATERNIDADE A empregada doméstica faz jus ao benefício previdenciário de salário-maternidade sem prejuízo do emprego e do salário, com duração de 120 dias. O art. 73, I, da Lei nº 8.213, de 24/07/91, dispõe que o salário-maternidade será pago diretamente pelo INSS à empregada doméstica, em valor correspondente ao do seu último salário-de-contribuição, que não será inferior ao salário mínimo e nem superior ao limite máximo do salário-de-contribuição para a Previdência Social. O salário-maternidade é devido à empregada doméstica, independentemente de carência (Art. 26 da Lei nº 8.213/91). O início do afastamento do trabalho é determinado por atestado médico e poderá ser requerido no período entre 28 dias antes do parto e a data de sua ocorrência. O salário-maternidade também será devido à segurada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção, sendo que o prazo também é de 120 dias, desde Maio de 2012, por força da ACP nº O benefício de salário-maternidade pode ser solicitado pelo portal da Previdência Social na Internet (www.mpas.gov.br), pelo telefone 135 ou nas Agências da Previdência Social (deve fazer agendamento prévio pelo site da Previdência), mediante o cumprimento das exigências legais. No período de salário-maternidade da segurada empregada doméstica, caberá ao empregador doméstico recolher apenas a parcela da contribuição previdenciária a seu encargo (12%), sendo que a parcela devida pela empregada doméstica será descontada pelo INSS quando do pagamento do benefício Estabilidade A empregada doméstica gestante passou a ter garantia de emprego, por força da Lei nº /06, assim, as mesmas tem estabilidade desde a confirmação da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto, não podendo sofrer nesse período dispensa arbitrária ou sem justa causa AFASTAMENTO POR DOENÇA - AUXÍLIO-DOENÇA O empregado doméstico que ficar incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos terá direito ao benefício previdenciário de auxílio-doença, desde que cumprida uma carência de no mínimo 12 meses de contribuições previdenciárias, quando for o caso, na forma dos artigos 25, 26 e 59 da Lei nº 8.213/91. Este benefício será pago pelo INSS a partir do primeiro dia de afastamento, desde que requerido em até 30 dias do início da incapacidade. Caso o requerimento seja feito após o 30º dia do afastamento da atividade, o auxílio-doença só será concedido a contar da data de entrada do requerimento, conforme art. 60 da Lei nº 8.213/91. Observa-se que quando a incapacidade para o trabalho for por período de até 15 dias, o doméstico não é encaminhado ao INSS e, nesse caso, cabe ao empregador doméstico remunerar os dias de afastamento por doença comprovada por atestado médico, conforme art. 6º, 1º, da Lei nº 605/49. Durante o percebimento do benefício de auxílio-doença o empregado doméstico não poderá ter a sua relação de trabalho terminada.

9 6 - RESCISÃO CONTRATUAL O contrato de trabalho do empregado doméstico é por prazo indeterminado, pois, como vimos, não se aplica a esta relação de trabalho a modalidade de contratação por prazo determinado, inclusive o de experiência. As hipóteses de rescisão contratual ocorrerão por dispensa sem justa causa, por pedido de demissão ou por dispensa por justa causa. Também poderá ocorrer rescisão por morte do empregado doméstico. As verbas rescisórias serão devidas conforme a causa da sua rescisão de contrato de trabalho e o seu tempo de serviço (mais de um ano ou menos de um ano), conforme quadro abaixo: CAUSA DO AFASTAMENTO Pedido de demissão (menos de 1 ano) Pedido de Demissão (mais de 1 ano) Dispensa sem Justa Causa (menos de 1 ano) Dispensa sem Justa Causa (mais de 1 ano) Dispensa por Justa Causa (menos de 1 ano) Dispensa por Justa Causa (mais de 1 ano) Morte do Doméstico (Menos de 1 ano) Morte do Doméstico (Mais de 1 ano) SALDO DE SALÁRIO AVISO PRÉVIO AVISO PRÉVIO 13º SALÁRIO FÉRIAS VENCIDAS + 1/3 FÉRIAS PROP. + 1/3 IND. ART. 9º DA LEI 7238/84 IND. ART. 479 SALÁRIO- FAMÍLIA SIM NÃO SIM NÃO SIM NÃO NÃO SIM SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO NÃO SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO SIM SIM NÃO NÃO SIM NÃO NÃO NÃO SIM SIM NÃO SIM NÃO SIM NÃO NÃO SIM SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO NÃO SIM O empregador doméstico não querendo mais a prestação de serviços do empregado doméstico deverá dar o Aviso Prévio ao doméstico, por escrito, em 2 vias, dando a outra parte recibo na segunda via, que poderá ser trabalhado ou indenizado. O prazo do aviso prévio é de 30 dias, conforme determinado na Constituição Federal (Art. 7º). Informamos que a nova regra relativo ao acréscimo de 3 dias no aviso prévio é aplicável somente ao aviso prévio definido na CLT, conforme art. 1º da Lei nº /11. Todavia, o Ministério do Trabalho e Emprego, através da Nota Técnica nº 184/12, está entendendo que se aplicaria a nova regra do prazo do aviso também aos empregados domésticos. O período do aviso prévio indenizado será computado para fins de cálculo das parcelas de 13º salário e férias.

10 Na hipótese de pedido de demissão, deve o empregado doméstico pré avisar o seu empregador de seu desligamento, ou seja, com antecedência de 30 dias. A falta de aviso prévio por parte do doméstico dá ao empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao respectivo prazo, aplicação analógica do art. 487, 2º, da CLT MULTA DO FGTS Quando o empregador doméstico tiver optado pelo depósito do FGTS, caberá na rescisão contratual por dispensa sem justa causa, o mesmo pagar a multa rescisória de 40% do FGTS, observando o art. 18 da Lei nº 8.036/90, que será recolhido junto com o FGTS da rescisão, através da GRRF, conforme Circular CAIXA nº 548/11. O empregador doméstico não efetua o recolhimento da contribuição social de 10% sobre o FGTS depositado, conforme art. 1º da Lei Complementar nº 110/ DISPENSA POR JUSTA CAUSA - CONFIGURAÇÃO O ensejo da justa causa para a rescisão do contrato de trabalho pelo empregador doméstico são aqueles previstos no art. 482 da CLT. Os casos mais comuns de faltas graves são o abandono de emprego, ato de indisciplina e insubordinação, ofensa física, incontinência de conduta e mau procedimento e desídia no desempenho das funções. A justa causa configura-se de modo a deixar induvidoso o ato ilícito do empregado doméstico de violação das normas supra citadas, e a repreensão/punição pelo empregador doméstico deve ser imediata, de preferência por escrito e na presença de testemunhas. Ressalta-se, no entanto, que esta modalidade de despedida é de difícil prova na Justiça do Trabalho OUTROS PROCEDIMENTOS O empregador deverá efetuar as anotações de baixa na Carteira de Trabalho, apondo a data da saída, assinatura e as últimas atualizações de salário e férias. Orientamos o empregador doméstico a preencher o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho - TRCT, Aviso Prévio e Atestado de Exame Médico, realizado 15 (quinze) dias antes do desligamento. O pagamento a que fizer jus o empregado doméstico deverá ser efetuado em dinheiro ou cheque administrativo, conforme acordem as partes, salvo se o empregado doméstico for analfabeto, quando o pagamento somente poderá ser feito em dinheiro (Art. 477, 4º, da CLT). Atente-se para o fato de que qualquer compensação no pagamento das verbas rescisórias não poderá exceder a um mês de remuneração do empregado (Art. 477, 5º, da CLT). Não é devida assistência (homologação) na rescisão contratual do empregado doméstico, mesmo no caso de optante do FGTS, nos termos do artigo 5º da Instrução Normativa SRT nº 15/ SEGURO-DESEMPREGO O benefício do seguro-desemprego, regulado pela Lei nº 7.998/90, será concedido ao empregado doméstico, vinculada ao FGTS, que tiver trabalhado por um período mínimo de 15 meses nos últimos 24 meses, contados da data da sua dispensa sem justa causa. Para a habilitação ao seguro-desemprego, o trabalhador deverá apresentar ao órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego (Resolução/CODEFAT nº 253/2000):

11 I - Carteira de Trabalho e Previdência Social, na qual deverá constar a anotação do contrato de trabalho doméstico e a data da dispensa, de modo a comprovar o vínculo empregatício, como empregado doméstico, durante pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses; II - termo de rescisão do contrato de trabalho atestando a dispensa sem justa causa; III - comprovantes do recolhimento da contribuição previdenciária e do FGTS, durante o período referido no inciso I, na condição de empregado doméstico; IV - declaração de que não está em gozo de nenhum benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto auxílio-acidente e pensão por morte; e V - declaração de que não possui renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família. O valor do benefício do seguro-desemprego do empregado doméstico corresponderá a um salário mínimo e será concedido por um período máximo de 3 meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de 16 meses. 7 - RESPONSABILIDADE CIVIL DAS AGÊNCIAS DE DOMÉSTICAS A Lei nº 7.195, de 12/06/84, determina que as agências especializadas na indicação de empregados domésticos são civilmente responsáveis pelos atos ilícitos cometidos por estes no desempenho de suas atividades. No ato da contratação, a agência firmará compromisso com o empregador, obrigando-se a reparar qualquer dano que venha a ser praticado pelo empregado contratado, no período de um ano. Fonte: Editorial ITC. Atenção! De acordo com o disposto no caput e inciso XIII do art. 7º, e nos arts. 24, 29 e 101 a 184, da Lei nº 9610/1998 (Direitos Autorais) e no artigo 184 do Decreto-Lei nº 2848/1940 (Código Penal), na redação dada pela Lei nº /2003, é expressamente proibida, por qualquer meio, a reprodução parcial e/ou total de matérias exclusivas do site: exceto a impressão e a citação ou referência bibliográfica de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

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