ESCOLA ESPANHOLA DE DESENVOLVIMENTO TRANSPESSOAL CURSO DE TERAPEUTA TRANSPESSOAL RETORNAR AO AMOR UMA JORNADA DE TRANS-FORMAÇÃO E INDIVIDUAÇÃO

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1 ESCOLA ESPANHOLA DE DESENVOLVIMENTO TRANSPESSOAL CURSO DE TERAPEUTA TRANSPESSOAL RETORNAR AO AMOR UMA JORNADA DE TRANS-FORMAÇÃO E INDIVIDUAÇÃO Sandra Patrícia Marques da Silva Junho de 2012 Tutora: Élia Vieira Lopes

2 Estará a Humanidade preparada para uma transformação da consciência, um florescimento interior tão radical e profundo que, comparado a ele, o florescimento das plantas, por mais belo que seja, não passa de um pálido reflexo? Serão os seres humanos capazes de perder a densidade das suas estruturas mentais condicionadas e tornar-se iguais aos cristais ou às pedras preciosas, ou seja, transparentes à luz da consciência? Serão os seres humanos capazes de desafiar a atracção gravitacional do materialismo e da materialidade e elevar-se acima da identificação com a forma que alimenta o ego e os condena à prisão da sua própria personalidade? Eckhart Tolle O pensamento separado do amor é o nosso próprio poder virado contra nós mesmos. No instante em que a mente se desviou pela primeira vez do amor quando o Filho de Deus se esqueceu de rir um universo totalmente ilusório se tornou realidade. Este foi o desvio para o medo ou a separação de Deus. "O nosso medo mais profundo não é que nós somos inadequados. O nosso medo mais profundo é que seja poderoso além da medida. É a nossa luz, não a nossa escuridão que mais nos assusta. Perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso? Na verdade, quem és tu para não ser? Tu és um filho de Deus. O teu jogo pequeno não serve ao mundo. Não há iluminação em esconder-se para que outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor. Todos nascemos para brilhar, como as crianças fazem. Nascemos para tornar manifesta a glória de Deus que está dentro de nós. Não é apenas em alguns de nós; é em todo mundo. E conforme deixamos a nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. Conforme nos libertamos do nosso próprio medo, a nossa presença automaticamente liberta outros." Marianne Williamson

3 ÍNDICE Introdução.5 A narrativa, o conto e a metáfora iluminam as nossas travessias e orientam os nossos passos...6 A jornada e o herói.7 O processo de Individuação como alquimia da trans-formação..9 Resgatar o amor e a intimidade perdida O amor é a meta, a Vida é a jornada!...13 Conclusão.17 Referências Bibliográficas...20

4 INTRODUÇÃO Na ilusão da separação cindi-me e desintegrei-me fui mergulhando nessa nuvem de sombra onde as emoções ditavam a realidade e o Amor parecia cada vez mais intangível. Resisti, aguentei e fui forte. Busquei fora, e perdi-me. A jornada e a travessia foram mestres e entregar-me, deixando-me conduzir por uma voz que apelava do fundo das entranhas (ou da Alma) até me render, revelou o Mistério e a Criação. Confiei e iniciei o caminho de volta a essa Casa onde mora tudo o que É, a esse lugar que sempre foi e de onde nunca saí senão o medo mo fez acreditar. Este resgate do Amor, do habitar a casa interior, da intimidade original com a Vida é o processo que me inspira a criar e a regressar à raiz, tornando consciente cada momento, cada movimento, cada batimento cardíaco em sintonia com o Cosmos, de volta à totalidade. A minha vida, o meu aprofundamento, estudo e trabalho congregam-se nesta viagem. Expressar a Verdade e Beleza é revelar a nudez e apresentar o que cada um é sem máscara, sem defesa, sem medo. Esta viagem do medo ao amor abarca um processo de transcendência onde corpo, mente e espírito se movem, num processo de questionamento e superação das crenças, convicções, certezas, identidades/personalidades em que ancorámos a nossa existência. A realidade transcende-se a partir de uma rendição e entrega e transforma o que criámos como possível. Abrem-se portas desconhecidas e exploramse territórios assustadores. Experienciam-se espaços emocionais avassaladores e perdem-se portos de abrigo. Chega o momento em que, sem bússula, a rota é desviada da mente e, apenas do silêncio, uma mão serenamente subtil aponta um novo sentido. E um re-conhecido Ser se revela numa intimidade primordial sem ferida, sem mácula, sem ilusão. Aí me reconheço e nada mais há a projectar. Muitas disfunções e bloqueios físicos e emocionais são vivenciados em consequência da ilusão de perda desta origem amorosa e una, e a crença da separação deste divino estado de amor motiva e apoia todas as máscaras e projecções onde nos aprisionamos. A repressão do que se sente porque a educação, a cultura e outros valores externos se impõem e ditam quem acreditas que devo ser, é uma passadeira rolante para o sofrimento. Porque separada do divino ser que sou, resta-me vencer numa existência desamada e desalmada! E assim tantos seguimos, esculpindo-nos na realidade dual, separados e desconectados de várias partes de nós mesmos (projectando nos outros o que rejeito em mim), já que apenas algumas encaixam no que acreditamos que devemos ser para existir afinal, para alcançar o mais ansiado de todos os estados da Humanidade: SER AMADOS / AMOR e AMAR unidos num só (Yang, Yin, Anima, Animus, masculino e feminino, fora e dentro). Neste trabalho, no culminar de um tempo intenso e profundo que foram os meses da Formação Transpessoal e, sobretudo, do processo de Educação das Emoções, proponho-me partilhar reflexões e recolhas das vivências e experiência interna relativas ao tema da Ilusão do Medo ao Amor, clarificando e sintetizando o processo de trans-formação alquímica que ocorre quando um Ser escolhe retornar à Consciência e à Intimidade com a Divina Humanidade. Traduzir este processo numa linguagem psicológica, inteligente e com coração é, na verdade, a minha sincera intenção.

5 A narrativa, o conto e a metáfora iluminam as nossas travessias e orientam os nossos passos. Escolhi Avalon como um lugar mítico de explicitação da jornada da individuação de regresso ao Amor por ser profundamente significativo para mim. Há muitos anos, ainda na minha adolescência, a leitura de as Brumas de Avalon, despertaram algo de mágico e transcendente que, ainda hoje, relembro, numa sensação de êxtase e descoberta. Um mundo repleto de segredos, poderes, mistérios, revelações, desencontros e Amor. Muitos anos mais tarde, já depois dos estudos em Psicologia, curiosa pelo mundo mais além, embora ainda pouco consciente do que se tratava, um outro livro com o título Travessia para Avalon, reacendeu uma luz numa estrada que parecia querer revelar-se. Já não se tratava de uma personagem lendária e da sua demanda, mas do percurso biográfico e psicológico da autora, alguém profundamente real e humano. Para mim o mistério desse lugar permanecia magneticamente atractivo e Avalon, apresentava-se como um território desconhecido, misterioso e encantador que eu percorria nestas leituras apaixonantes. Até que, há cerca de um ano, me vi inesperadamente de malas feitas, rumo ao sul de Inglaterra, como a autora do livro que referi, num período de grande inquietação interna e de enorme necessidade de encontro pessoal. Então, no regresso da viagem geográfica, dei-me conta do que realmente Avalon significa como mundo mais além, reino misterioso, oculto nas brumas e destino de chegada de heróis que encetam uma demanda, uma jornada interior. Agora, no desenvolvimento deste trabalho, dou por mim a congregar todo o meu processo, a minha viagem interior e a chegada a esse reino perdido na memória da mente, num processo psicológico profundo que Jung designou como individuação. Esta peregrinação ao santuário interno, lugar sagrado de alquimia, onde a dor forja o Amor, foi mapeado no decurso de nove meses de formação transpessoal. Sincronisticamente, o Universo propõe recapitulações e revisões das nossas trajectórias e, quando atentos e presentes, podemos reconhecer o herói (heroína) em nós e como tudo foi e é perfeito. Afinal, quanto de nós já morreu e nasceu em cada etapa da nossa vida e, no entanto, permanecemos muito tempo, agarrados a um passado morto, sem nascer para o presente. Este tempo de pesquisa interna serviu o propósito de uma gestação para uma nova consciência. Nascer de novo é deixar que o passado vá e olhar o presente sem qualquer julgamento ou condenação. Este renascimento é uma consciência que permite a cada momento despertar da ilusão pessoal da separação e da culpa do passado para um novo estado onde a cura da humanidade que sou é mais real do que tudo.

6 A Jornada e o Herói A jornada é um caminho. De onde se parte, por que paisagens se andam e onde se chega é a travessia que está repleta de mistérios, perigos e conquistas. Cada um de nós é um herói que, em dado momento, se põe a caminho numa demanda pela Vida, pelo tesouro, pelo Amor. Perigos e dragões tentarão de tudo para impedir esta conquista. As histórias, em todos os tempos, revelam como a Alma indominável se solta e liberta dos agrilhoes da mente e a sua leitura ajuda-nos a compreender e encarnar a nossa própria história, o nosso mito pessoal, que nos conduz ao centro, ao cerne da nossa identidade. Avalon é uma ilha mágica e escondida através de uma impenetrável bruma. A menos que a bruma se abra, não temos como encontrar o caminho até à ilha. Mas se não acreditarmos que a ilha existe, a bruma não se abrirá. Avalon representa o mundo além do que vemos, o sentido milagroso das coisas, o reino encantado que conhecemos quando éramos crianças. A nossa criança, quem realmente somos, e o que é real não desaparece. A verdade nunca deixa de ser verdade simplesmente porque não a vemos. O amor fica meramente nublado ou cercado por brumas mentais. Avalon é o mundo guiado pelo amor, que pode ser recuperado porque a percepção é uma escolha. Avalon, para quem anda a procura, é a viagem ao coração. É conhecida também como o "Céu de Artur", uma ilha do amor incondicional, onde tudo se harmoniza com a transmutação da energia luminosa do amor. Avalon é um reino interior. É a maravilhosa essência do verdadeiro ser nascendo a cada dia em nosso interior. É a nascente do amor no íntimo. Morgana, a personagem lendária das Brumas de Avalon é a fada que nos faz reflectir sobre tudo isso, pois foi ela, com todo seu amor, empregou todas as suas artes para curar as feridas de Artur (o rei, amado e ferido). Estes personagens são aspectos arquetípicos da nossa psique, que hoje, clamam no nosso interior por esta jornada venturosa de libertação e cura. A jornada dos homens e mulheres pela vida assemelha-se à jornada épica de muitos mitos. O herói que busca a verdade, poder ou amor reflecte-se em nós, que buscamos o significado da vida e os tesouros, como o amor, que dão razão à vida. No entanto, cada um deve descobrir os seus elementos de busca pessoais, saindo da sua zona de conforto. O ciclo do herói ocorre em diversos momentos da nossa vida. Algumas jornadas, inclusive, exigem maior envolvimento e comprometimento, mais tempo de dedicação e um número maior de dragões (medos) para enfrentar. É quando a pessoa deixa o seu mundo comum e quotidiano e parte para novas descobertas e desafios. Ou seja, quando agimos com abertura ao desconhecido e a novos pontos de vista, superamos os nossos medos, rompemos os preconceitos, escutamos nossos sentimentos, identificamos as nossas necessidades e descobrimosos nossos sonhos e dons.

7 O estímulo para que o herói inicie a sua jornada é o sentimento de incompletude, insatisfação que irá levá-lo a buscar a sua plenitude. Pode iniciar, por exemplo, pela mudança ou perda de algo no seu mundo comum, o que irá motivá-lo a buscar a restauração desse mundo. Ou então, quando ele está insatisfeito e parte para provocar uma mudança. Pode ser uma necessidade, um desafio, um novo projeto, uma supermeta, um desconforto pessoal, enfim, algo que instiga a acção e tira a pessoa da estabilidade. Em todos os casos, para iniciar é necessário ter coragem, disposição e desprendimento do que se considera seguro e conhecido. No seu caminho, muitas vezes solitário, o herói depara-se com sombras e enfrenta dragões. E é aí que ele descobre uma série de competências que, antes no conforto do quotidiano, não seria possível. O fim da jornada é a transformação do próprio herói. E, mesmo que o ambiente não sofra alterações, ele não irá encará-lo mais da mesma forma. Com uma bagagem repleta de informações e experiências colhidas no seu trajeto, o herói não só retorna transformado como também poderá, inclusive, transformar a sua realidade. O herói é um arquétipo que representa o chamado e a luta pela individuação, podendo ser constelado todas as vezes que uma pessoa passa por um momento de conflito e em fases onde grandes mudanças acontecem. Assim, há um momento em que se faz necessário desligar-se dos progenitores, em busca de seu próprio caminho, ou abandonar uma postura de vida até então muito confortável, enfrentar as dependências de uma relação e superar imaturidade emocional. Frente às exigências irracionais do ego há uma convocação para travar uma luta dolorosa até atingir o momento de nos declararmos indivíduos, comandantes das próprias naus, denominadas vida. Jung afirmou que a individuação é um processo para toda a vida; a cada dia, ruma-se em frente, no fluxo do processo de individuação. Mas isso não significa que a individuação estará ao alcance do indivíduo somente ao final da sua existência. Antes mesmo de seu fim, deve estar em maior harmonia e integrado com o seu próprio Self. Poderá estar individuado, embora, não completamente. Na verdade, como a individuação é um processo, estará individuandose. Além disso, não precisamos correr sozinho o risco da aventura, pois os heróis de todos os tempos a enfrentaram antes de nós. O labirinto é conhecido em toda a sua extensão. Temos apenas de seguir a trilha do herói, e lá, onde temíamos encontrar algo abominável, encontraremos um deus. E lá, onde esperávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos. Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ter ao centro da nossa própria existência. E lá, onde pensávamos estar sós, estaremos na companhia do mundo todo. (Campbell,). A jornada do herói é um empreendimento que permite ao indivíduo afastar-se da imaturidade psicológica, estádio que se caracteriza pela submissão e dependência de recompensas e castigos, encaminhando-se para uma condição de maturidade. O herói não precisa, necessariamente, redimir a sociedade mas, a si mesmo. Tem-se, portanto, o triunfo do ego frente às tendências regressivas.

8 O processo de Individuação como alquimia da trans-formação Individuação significa fazer-se indivíduo. Alcançar o máximo da sua individualidade, a qual podemos entender como a mais íntima e profunda expressão do nosso ser, com uma total compreensão, aceitação e permissão desta expressão. E ainda reconhecer a acção de um material inconsciente sobre o eu. Estas três atitudes citadas acima praticamente definem o termo de responsabilidade que deveríamos ter em relação ao nosso crescimento interno. Isto seria reconhecer-se tal como se é, por natureza, e não como se gostaria de ser. Individuação não é um método, não é um caminho. Ela está presente na preparação deste caminho, na honestidade de nossa relação com o interno, à medida que nos apresentamos. Está na integridade em cada passo que se dá. No ato de fé, quando se dá um salto no Grande Vazio. Individuar-se é ser um com o todo, consigo mesmo. É não existir lá, não existir divisões. É não existir o outro, é não ver o caminho fora de si mesmo. É ser um com o caminho. Trata-se de uma aproximação à totalidade e não mais à perfeição que constitui um ideal. Há uma ampliação da auto-imagem em direcção à maturação e ao desapego, ou seja, à não identificação com as características psíquicas, estados psicológicos e crenças com que nos conhecíamos. Acontece uma assimiliação e integração de novos conteúdos que estavam inconscientes e da própria consciência sobre eles. É accionada uma função psicológica e transcendente que resulta da ampliação da consciência e que ocorre em direcção ao cerno do Ser, aprofundando, num sentido de maior compreensão e aceitação do que antes era inconsciente e automático (reactivo). Através de toda esta dinâmica interna, vai-se atravessando camada por camada deste nosso substrato psíquico, encontrando representações cada vez mais subtis, menos pessoais, até chegarmos à essência, a primeira camada o Self, arquétipo da totalidade, do equilíbrio e da unidade. Esta trajectória em direção ao centro, pode entender como a inclusão e o agrupamento de todas as possibilidades da psique, partindo de uma situação actual da alma, de uma realidade interna, para se encontrar a totalidade psíquica no homem. Um caminho para o desenvolvimento e a regulação de si mesmo, para a activação da função ética na forma de uma relação profunda, inteira e intencional. Aqui depara-se com o aspecto prospectivo da individuação. Uma natureza intencional do dinamismo psíquico para a auto-realização, para o equilíbrio. Uma orientação mais voltada para fins ou propósitos do que causas. O caminho da individuação pode ser considerado como uma intenção séria para se prevenir um estado de desorientação no homem moderno, mediante a activação de forças criadoras do inconsciente e de sua própria inclusão consciente na totalidade da psique. E tais transformações só são eficazes quando ocorrem a um nível individual e quando se começa a perceber "a existência de conteúdos como pertencentes à personalidade do eu, devendo ser atribuídos a um não-ego psíquico. Existe uma analogia histórica e espiritual com relação às religiões de mistérios e os rituais iniciáticos que surgiram ao longo dos tempos. As diversas vias de iniciação religiosa dos primitivos são igualmente um exemplo disto, como também as práticas budistas de meditação e os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola.

9 Um outro paralelo bastante instrutivo que Jung evidenciou nas suas investigações foi sob o ponto de vista da alquimia. Onde, por divisão ou destilação, e através de repetidas combinações sempre renovadas, se obtém o corpo subtil, a ressurreição do corpo, o ouro filosófico. Enquanto o alquimista vive e representa a transformação da psique no processo alquímico, todos nós o fazemos no nosso quotidiano, procurando a libertação de nossa alma, ou, por assim dizer, alcançar um "estado de encontrar-se desligado dos objectos", o qual o hindu chama de Nirvana, termo que significa, livre de contrários. Enfim, poderá falar de símbolos alquímicos, símbolos orientais, mitológicos, símbolos verbais ou pessoais para expressar exatamente a mesma coisa. Cada um destes sistemas simbólicos representa simplesmente uma nova forma, a partir de uma perspectiva diferente, que surge para se perceber um determinado conteúdo autónomo de nossa realidade interna. E quando tocamos nestes conteúdos, causadores de conflitos, a cada momento eles surgem com uma roupagem diferente. E a cada contacto vamos tomando consciência de um novo aspecto deles, como também vamos aprendendo a reconhecer cada uma de suas características. E individuação passa exatamente por aí. No surgimento e na vivência de novos paradigmas, que nos proporcionam maior consciência de nós mesmos. Individuação não é um método, não é um caminho. Ela está presente na preparação deste caminho, na honestidade de nossa relação com o interno, à medida que nos apresentamos. Está na integridade em cada passo que se dá. No ato de fé, quando se dá um salto no Grande Vazio. Individuar-se é ser um com o todo, consigo mesmo. É não existir lá, não existir divisões. É não existir o outro, é não ver o caminho fora de si mesmo. É ser um com o caminho.

10 Resgatar o Amor e a Intimidade Perdida Nascemos com o amor. Viver o amor em nós mesmos e nos outros é o significado da vida. O significado não está nas coisas, está em nós. O amor está dentro de nós, não pode ser destituído, pode apenas ser escondido. O medo é aprendido. É a crença na ausência de amor, criada pela mente. O medo é uma crença do nosso desamor compartilhado. O medo cria como que um universo paralelo, onde tudo parece absolutamente real, com uma deslocação do nosso sentido de poder para fontes externas. Perde-se, assim, o próprio poder e ganha-se medo. O medo deforma, é uma lente distorcida e sustenta a noção de um eu separado, uma espécie de vírus que contamina muito a nossa estrutura mental e emocional: Olá sou o teu ódio por ti mesmo, sou o teu racional, adulto e asseguro a tua existência, em associação com aquelas partes / aspectos que a mente conceptualizou como menos bonitas, atractivas, interessantes. A sombra sai do passado onde mora o medo. Somos filhos do Amor e ao longo das vivências desde a infância aprendemos o medo, a separação, a escassez, o não merecimento e, assim, perdemos de vista aquilo donde viemos, com o que nascemos. Cresce em nós uma sombra, o medo, que condiciona todo o nosso ser, a nossa vontade, o nosso comportamento, as nossas respostas a cada presente que nos é dado como oportunidade de viver. As sombras são as nossas reacções automáticas, o hábito da reacção Esta sombra, o nosso medo, tem muitas faces : a ira, a dor, o abuso, a manipulação, o controlo, o vício, a ambição, a obsessão, a dependência. A sombra tornamo-nos mendigos do amor pois, não nos reconhecendo como dignos merecedores, cava a profundidade da falta de amor-próprio e de auto-estima e conduz-nos à traição/negação do primeiro mandamento da Vida: Ama-te a ti mesmo. Esta verdade é-nos escondida e permanece inacessível validando experiências contínuas de sofrimento das quais os outros são protagonistas connosco, o que só confirma a crença inicial que a sombra sopra na nossa mente não posso confiar, pois serei magoada. Então, vou-me recolhendo num mundo ilusório de defesa e protecção, onde o outro é uma ameaça e, por isso, não arrisco mostrar-me, abrir-me e entregar-me com o meu coração ferido. E, assim, o medo é esta falta de amor compartilhado que se enrosca numa ilusão de que estou só e de que só assim me mantenho em segurança. A minha mente é o terreno fértil do medo e da ilusão. A reacção automática é uma resposta da mente a esse cenário que se apresenta tão real. Vive continuamente no passado, ancorada nas experiências dolorosamente interpretadas e não integradas. Retira-me a possibilidade de ver de novo, experimentar diferente e descobrir a vida no seu fluir permanente em que a cada momento tudo morre e nasce e, por isso, nada já é o que foi. Esta resposta automática da sombra, no reino ilusório da mente, carece de vida, de energia vital e, por isso, vai alimentando a dor, a tristeza, a mágoa e vai adoecendo o Ser que, lentamente, se vai desligando da corrente e do fluxo do Amor e da Vida. O reino da ilusão vai-se despindo dos frutos do Amor e reveste-se de aridez, secura, falta de fertilidade e criatividade, de vazio o ermo, como um cenário psicológico estéril, onde nada cresce e a vida não tem significado. Em geral, corresponde a um período de depressão e desespero: a angústia de não se sentir quem se é, a negação do que realmente se sente ou do que realmente é importante para si. Um sentimento de inautenticidade e irrealidade, onde são abafados a espontaneidade, desejos, zangas e prantos onde se ocultam a nossa vulnerabilidade e emocionalidade o sofrimento da ferida. A ferida de estarmos desligados do que sentimos e nos

11 descobrimos carentes de espontaneidade e intimidade connosco. Sob a depressão existe zanga e ressentimento, um profundo descontentamento, uma vida de mágoa e fúria reprimida com um coração dorido. Também se encontra a carência, o ressentimento e o desapontamento de sentir que não se é visto ou ouvido, respeitado. O que reside atrás da fachada da máscara assusta e é mais seguro manter-se à distância disso. A sombra serve este propósito. Mas a alma clama que nos viremos para dentro para nos individuarmos. Há que iniciar um processo interior de olhar para dentro, introspeccionar, reconhecer e identificar os dilemas e os dramas com consciência, procurar a nossa própria lucidez e deixar-nos ir. A vida pede que façamos um trabalho interior de que não nos falaram na escola, de nunca ninguém nos contou existir e ser suposto de acontecer. A ilusão do ideal O ideal é uma forma de fugir da realidade, do que é aqui e agora e de nunca aceitar as coisas, as pessoas, as situações e acontecimentos como são. Os ideais servem à mente separatista que ambiciona o controlo e, por isso, não lida com a sombra do que é. E nada há, por mais belo na natureza que seja, que não tenha a sua sombra, ou então não haveria beleza, pois não existiria luz que a permitisse ser apreciada. Assim é na nossa vida, alimentamos projecções ideais da nossa identidade, dos nossos relacionamentos e de tudo o que ansiamos para a nossa vida. No entanto, ao fazê-lo não contemplamos a sombra de todos esses aspectos e, porque a ignoramos, a sombra está sempre na próxima curva do nosso caminho, surpreendendo-nos num aspecto que não integramos em nós, num relacionamento com alguém que idealizámos tão perfeito, numa situação que parecia ideal. O ideal não tem cheiro, não se zanga, não envelhece, nem apresenta fragilidade. O ideal é sempre perfeito, porque é estático não tem vida, não é real. Então, a sombra persegue-nos porque não a queremos ver, reconhecer, abraçar e aceitar. E quanto mais reprimimos em nós os aspectos da nossa sombra, mais esse aspecto se faz presente na nossa vida. Quanto mais nego a minha raiva, mais encolerizada me sinto e no exterior isso se apresenta como uma experiência com que tenho de lidar. A mente diz: luta ou foge. Lutamos contra nós próprios ou fugimos de nós mesmos. O mais difícil é não fazer nada e simplesmente aceitar que sinto raiva, tristeza, preguiça, luxúria. Não lutar e não fugir, simplesmente entrar na sombra e sentar-se quieto. A natureza interior tomará as rédeas, é preciso apenas permitir-me ser compassiva, paciente e deixar-me guiar internamente, largar o controlo. Quando me aceito e fico vulnerável, aberta e receptiva, deixa de haver necessidade de aperfeiçoar seja o que for, tudo é bom tal como é. Nesta atitude a vida começa a acarinhar-me e a fluir. Quando me rejeito, estou a rejeitar o Universo e a existência. E vivo a ansiedade e a tensão entre o que sou e o que acredito que devo ser, como um ideal auto-imposto por crenças distorcidas para obter amor. É difícil recordar terem-me dito és boa tal como és. Mas estão ainda vivos, apesar de conscientes, alguns dos programas mentais passados pelos pais, professores, religião, etc. Programada para me aperfeiçoar, pressupondo a não perfeição de quem era. Como amar e ser amada com tanta labuta para me tornar perfeita? Um acto esquizoide de fuga, tentando ser outra e não vendo o amor no que eu e os outros já éramos. Tentar negar e controlar a própria natureza e essência quase me levou à loucura e muito me roubou de espontaneidade, prazer e alegria. Continuamente num processo de castigo e condenação pela minha imperfeição, criando (acreditando) desgraças para mim mesma, perpetuando o

12 sofrimento. Acreditando na culpa de momentaneamente me poder sentir feliz, a pessoa vai-se ajustando ao condicionamento da mente castigadora e confirmando a sua desgraça, sentindo-se cada vez pior. O medo gera a ideia de me proteger de mim mesma e isso tira vida porque separa, desenraíza. Quando não estou a lutar, nem a fugir, estou viva, numa rendição sem controlo, confiando. E a tensão esvai-se numa suavidade e sensibilidade naturais. Mas o ego resiste, viciado na luta. Acreditei na força, na resistência, na dureza e exigência comigo mesma. E quando me mostrei frágil e sensível, vulnerável, fiquei assustada e tive medo de não viver, de não estar à altura e de não ser perfeita. Não acreditei que pudesse permitir sentir-me assim e, ainda tomar conta de mim. Hoje contemplo a parte mais frágil e sensível de mim mesma como aspectos belos e preciosos que fazem de mim uma mulher mais inteira e bela, tanto quanto a minha força, determinação e coragem. Sei que, afinal, posso e quero tomar conta de mim.

13 O amor é a meta, a Vida é a jornada! A necessidade de enraizar advém desta absoluta necessidade de recuperar o Amor e a confiança em si próprio. Como uma árvore que se segura à terra pelas raízes, temos vital necessidade de enraizar no amor-próprio e na auto-estima para nos ligarmos à corrente da Vida. Amar-se é o começo de todos os outros amores, enquanto não me amar a mim própria, não serei capaz de amar alguém. Se a pessoa não se amar, ninguém será capaz de amá-la. Porque ela não acreditará no amor da outra pessoa, porque não confia em si, porque para acreditar isso devolve-a para pôr em dúvida toda a sua identidade, o conceito que tem de si própria (crenças e julgamentos) e aí são reactivadas as defesas e uma força egoica de sobrevivência que irá provar de todas as formas que não sou digna de ser amada, que não mereço. Senão me amo, não permito que alguém o possa fazer. E este mecanismo inconsciente de defesa de um ego ferido, magoado e desenraizado da sua inocência original amorosa, vai minando os relacionamentos, a começar pelo que tenho comigo. Mas há um reino que permanece intacto no coração, fechado nas brumas, um sonho esquecido, uma terra prometida há muito perdida num continente profundo no mapa desaparecido um lugar arquetípico, do ponto de vista da Psicologia, que toca uma corda da alma quando emerge à consciência o anseio de voltar a casa. Este reino latente todo o tempo da nossa existência, vem a revelar-se um mistério sagrado a penetrar numa senda de travessias internas, psicológicas, profundas no caminho das quais se atravessam grandes veredas, de desbastam enormes silvas de dor e onde se despem pesados mantos de roupagens velhas e despersonalizadas que vestiram as máscaras da nossa sobrevivências emocional. Deixamos o mundo quotidiano e aventuramo-nos num outro mundo. Para lá chegar, adentramos a floresta o inconsciente, onde se encontram as partes perdidas, amputadas e rejeitadas, que não se desenvolveram ou foram eliminadas e que vêm (virão) a tornar-se fontes de vitalidade e significado. Viver um período de floresta é um verdadeiro acto de coragem, desapego e mudança. É um tempo de escuridão e solidão, sem mapa nem destino. É um estado interno de busca e descoberta, paralelo a um quotidiano preenchido de padrões e papéis dos quais ainda não se saiu. É um estado de consciência e aprendizagem sobre nós próprios, sobre o nosso mundo interior, sobre as nossas dores onde ninguém mais pode aceder. É um caminho solitário, sofrido, marcante e de perdas das seguranças, falsas, mas consistentes onde nos construímos e achámos inteiros. É um período de crise interior, de identidade e de vida. É resultado de um apelo profundo da essência do qual não se pode fugir. É um grito da alma que nos devolve o sentido de voltar a viver e, por isso, mesmo sem saber conscientemente o que está a acontecer, expomonos à possibilidade de reaver a integridade, a intimidade e a unidade, quando não nos sentimos vitais e autênticas. É um tempo de ajustamento. Como um voltar ao ventre da criação, um espaço de mim mesma. Ao interiorizar, o mundo como o concebo habitualmente, começa a desaparecer e a pessoa sente-se perdida. É, muitas vezes, nesta floresta que nos entregamos a nós próprios em períodos de transição importantes na nossa vida. A entrada na floresta, no deserto, na noite escura da alma ou no labirinto (assim descrita por diferentes autores que testemunharam este processo) é um processo de

14 tomada de consciência de tudo o que foi sendo encerrado no corpo e no coração. O impulso deste movimento interno é tão avassalador que, num dado momento, se torna quase insuportável viver fora, quando tudo se desmorona e se desintegra antes de uma nova forma. A floresta é onde estamos quando estamos perdidos e onde precisamos de ir para nos encontrarmos. A individuação é a necessidade de vivermos partindo das nossas próprias profundezas de uma maneira autêntica e que nos faça crescer. É a jornada que leva o ego para a floresta. O mergulho no inconsciente, a passagem por esta floresta negra, pode ser descrita como um labirinto para onde se entra, chega ao meio e sai, como um mapa do processo psicológico: destruir, descobrir e integrar. Este processo requer: 1- Destruir: Deixar o conhecido caminhos, identidades, derrubemos defesas, hábitos, padrões e atitudes entranhadas, abrindo novas possibilidades. Destruir a desconfiança, a condenação e auto-julgamento. É o movimento violento de quebrar, sair, largar. 2- Descobrir: o fulcro ou significado em nós mesmo, o centro do labirinto. É o momento em que nos ligamos de novo à nossa natureza inata, encontramos o que deixámos na sombra e encontramos dentro de nós o que precisamos para sobreviver e voltar a estar inteiros. 3- Integrar: Realizar a integração disso nas nossas vidas, emergindo numa nova consciência, onde a pessoa se torna capaz de fazer escolhas, trazer ordem ao seu caos interior, exercita os meios e recursos psicológicos, intelectuais e intuitivos para escolher e agir por si mesma. Este processo pode ser longo, contínuo ou cíclico. Na minha experiência pessoal, encontro-me há precisamente 7 anos neste processo profundo, com alterações estruturais de vida. Segundo Jean Bolen este é o tempo que leva às pessoas numa fase de individuação a pisar terra firme e a embrenhar-se no estádio seguinte da sua vida. Seja qual for o tempo que levar, como em qualquer processo, só após a sua compreensão, percebemos como nos modificou, o que foi destruído e abandonado e aquilo que nasceu de nós, que descobrimos ou recuperámos aí. A intimidade retorna e também o verdejar do terreno psicológico: confesso, a mim mesmas as minhas esperanças e vulnerabilidades e posso abrir-me e mostrar-me porque sei que não me perco de quem sou. E numa relação íntima revelo-me inteira e permito sentir-me notada, aceite e tocada, expondo as minhas zonas de fragilidade, agora sem medo de me perder. Verdejar no reino psicológico é voltar a estar emocionalmente vivo e suculento. É voltar a casa, regressar ao Amor. Psicologicamente falando, é sentir a intensidade, vitalidade e criatividade, resgatar a inocência e voltar a confiar na vida como um espaço seguro onde posso afirmar a minha existência com tudo o que sou, a minha história, o meu passado, as minhas feridas e dores, os meus sonhos e esperanças, as minhas realizações e criações, a minha própria superação do medo e da ilusão de não ser amada. Superando o medo de ficar íntimo, tarefa alcançada na jornada da travessia alquímica da dor ao amor, ponho de lado a máscara e todos os meus papéis. Dispome, retornando a uma nudez original da criança inocente. E retorno à magia do Amor, querida pelo todo que respira e pulsa em mim. A existência ama-me, por isso sou.

15 Resgatado este profundo respeito, amor e confiança do todo em mim, crio as raízes no meu ser e confio em mim: encontro-me comigo e toda a magia do reino do Amor de vislumbra no interior de mim mesma. Tudo o que é belo e profundo acontece no escuro. Tem de se ficar no escuro para germinar, ganhar força, tomar vitalidade para renascer e depois tem de ser sair para enfrentar o mundo e a luz. Tem de se aceitar o desafio do exterior. Este desafio poderá ser aceite quando estou profundamente enraizada no meu interior, transbordante de amor, compaixão e sabedoria para partilhar. Tudo é diferente a partir desta jornada de transformação interna e de consciência: o Amor é um estado de consciência em que me sinto exultante, em que há uma dança no meu ser. Algo que começa a irradiar e a vibrar a partir do meu centro e depois pulsa à minha volta, como um religar com a energia da vida. Atravessar o caminho da individuação é tornar-se no que se é autenticamente de modo a que o mundo interior e a expressão exterior estejam em harmonia. Para que a jornada seja possível é essencial ser verdadeiro e superar os perigos que espreitam no caminho, pois existirão riscos, perdas, rupturas, desencontros com a nova face sem máscara. E a mente tentará controlar, dizendo o que devo fazer: proteger o outro e a mim própria, para me manter em segurança. A verdade é perigosa e é um risco. Mas o Amor tem de ser vivido! De outro modo a vida será vazia e em vão. Uma vez que sou verdadeira comigo, tudo se torna possível. A nova realidade psicológica traz verdades desconcertantes: a necessidade psicológica de criar segurança é uma prisão, da qual nos queremos libertar logo que a alcançamos. A necessidade de segurança é uma ilusão. Quando o ego que abriga o medo, já não controla a nossa vida, a necessidade de segurança diminui, torno-me capaz de viver com a insegurança e inclusive, desfrutar dela. Afinal não há nada a perder. Para quê ter medo? A única forma de viver livre é estar em cada instante, plenamente presente, desfrutando conscientemente o momento como se o momento seguinte não fosse chegar. A natureza da própria vida é incerta, tudo está sempre em devir e transformação. Não é possível fixar um momento seguro na existência e perpetuá-lo, assim como em nada resulta ficar a projectar as dores de um acontecimento passado para toda a existência privando-se do gozo da vida. Entre o passado e o futuro está a música da vida que podemos dançar. Este processo pode ser tão doloroso que subitamente nos sentimos tentados a recuar. É preciso ter coragem - a este processo chama-se também o caminho do guerreiro espiritual - para aguentar as dores agudas da autodescoberta, em vez de escolhermos permanecer na dor entorpecida da inconsciência.

16 Conclusão Há um caminho de retorno ao Amor que se traduz no poder de habitar a casa interior. Este é o caminho para a chegada a Avalon onde o silêncio que nos habita tudo revela e transforma, num regresso à interioridade, até ao âmago intimum raiz latina de intimidade. A intimidade significa que as portas do coração se abrem e convidam a entrar, sem medo. Sem esta intimidade, a pessoa vive só, não se conhece, não se abraça, não se aceita. Também não poderá fazê-lo com ninguém, enquanto não aceitar fazê-lo para si mesma. Nesta jornada descobri a fragilidade como uma bela expressão da consciência. Foi ela que me guiou por recantos ensombrados pelo medo de me revelar e me fez conectar com a mandala da alma, percorrendo um labirinto até ao centro e devolvendo-me um sentido de completude e de poder pessoal, a partir de um Amor que está para além das nossas histórias pessoais. Até consciencializar esta travessia, o medo consumia-me em processos projectivos de rejeição e defesas, e debilitava-me energeticamente na corrente da vida, o que me separava ainda mais daquilo que ansiava ser íntima, aceite e amada. Retornar ao Amor e atravessar as veredas da individuação é uma forma de deixar cair tudo aquilo de que se sente vergonha e aceitar a sua natureza tal como ela é e não como deve ser. A atitude de condenação da sua natureza divide o homem, fragmentao e adoece-o, retirando-lhe o seu estado natural. Esta jornada restitui-nos a nós próprios, reintegra as nossas partes e amplia a consciência de uma identidade que se mantinha fragmentada. Na medida que me fui tornando consciente dessa intimidade comigo mesma, com todas as minhas partes, resgatei inevitavelmente o buraco, a ferida, a dor. Então, pude recolher os meus fragmentos, retornar à integridade e inocência e abrir-me à intimidade na relação com os outros. Ser íntimo é, então, arriscar deixar que o outro me veja como eu me vejo, a partir do meu interior, é deixar o outro ir ao âmago do meu ser, expondo a minha fragilidade e vulnerabilidade e, assim, consciencializar a minha integridade porque eu sou tudo isso que é da minha natureza humana. Ser íntimo e criar intimidade significa uma abertura para ver e mostrar o meu próprio caos interior e confiar que estou inteira. Nesse momento, a ferida sofre a alquimia e transforma-se num lótus e esta é a força alquímica do Amor que nos encaminha para a raiz da existência. Esta é a força alquímica que ilumina o buraco e a sombra escondidos no medo do nosso interior. O trabalho psicológico consistiu em tornar presente e dar-me conta do que, inconscientemente, condicionava e automatizava o meu comportamento, abraçando os fragmentos que sustentaram esses padrões. Neste processo o que era inconsciente, tornou-se lúcido e dissipou-se o peso e a carga emocional associada ao bloqueio ou aspecto que me prendia a esse padrão. Esta passagem para a mente consciente, alivia e dissolve, cria espaço de expansão A inconsciência encolhe e o território da consciência expande-se (Osho).

17 Retornar ao Amor é a conquista de uma jornada simbólica e vivencial cheia de significado para mim, na integração da qual me sinto investida de um novo poder interno o meu poder pessoal: a liberdade e a harmonia com a minha inocência, o meu auto-reconhecimento e a confiança em mim. Confiar em mim é, agora, confiar na existência. A pessoa confia quando se ama, na sua própria liberdade e independência, com a sua inteligência e com o seu amor. Hoje posso dar-me conta de como uma estrutura interna baseada em crenças e no medo chega a tornar-se auto-hipnótica, dependente, comprometida com o exterior e descomprometida com a sua essência. A jornada interior deste tempo de crescimento pessoal foi, para mim, um processo de questionamento e ruptura com quem julgava que era (julgamento elaborado a partir de uma crença de quem deveria/poderia ser), da desaprendizagem do medo e da aceitação do amor. Na chegada simbólica à ilha de Avalon, contemplo o silêncio que me habita. Reconheço-me transformada e transcendida na ideia que tinha de mim. Uma nova pessoa que se apresenta mais segura, amada como sou, com todas as minhas partes e estados e opostos. Esta re-integração unificou-me e mudou a minha percepção de mim e do mundo (os outros) que hoje vejo com os olhos do amor e com uma sensação do maravilhoso. As brumas (inconsciente) abrem-se quando acreditamos que Avalon está por detrás delas o nosso espírito, a nossa inocência sempre lá estiveram! Acredito ser esta um desafio de todos os tempos, e o que mais pode curar a Humanidade do sofrimento. O milagre da vida para mim que li, acreditei e sobretudo, vivenciei é este afastar das brumas e RETORNAR AO AMOR. Reconhecida, levanto-me na minha barca (a minha história pessoal), vislumbro a beleza da minha essência, que se revela sem brumas nem névoas, na chegada a Avalon, reino onde metaforicamente tudo é e será sagrado o vaso onde habita o Ser Interior e a alegria brota em expressão de Gratidão pela jornada! Um despertar e um novo ponto de partida Então, como se uma cortina tivesse sido puxada para o lado, a bruma desvaneceuse, e, perante eles jazia um trecho de água, iluminado e uma praia verde A luz seria o mesmo sol que ela conhecia? inundava a terra de ouro e silêncio e, Morgana, sentiu a garganta apertada de lágrimas. Pensou, sem saber porquê, Cheguei a casa.

18 A Jornada Divisaste, por fim, um certo dia O que havia a forjar e, começaste, apesar das vozes circundantes, A gritar incessantes maus conselhos Embora com a casa aos abanões E os antigos puxões nos teus ortelhos. Conserta a minha vida! Gemia cada voz. Mas tu não pararias Porque, então, sabias actuar, Mesmo com o escavar do vento De violenta mão Nos exactos caboucos E embora o seu pesar terrível fosse. Tarde já era, Corriam desabridas trevas, E a vereda seguida Cobria-se de pedras e folhagem caída. Mas, muito de mansinho, com os prantos Pelo caminho abandonados, Brotaram estrelas cintilantes Num firmamento de nuvens casteladas E, foi, então, que ouviste a tal vozinha, Que, vagarosamente, Descobriste ser tua, E tua companhia, Enquanto a passos fundos, Mais fundos cada vez, O mundo acometias, Firmando por fim, o derradeiro lance: Salvar a tua vida, A única que tinhas ao alcance. Mary Oliver, Dream Work (traduzido em a Travessia para Avalon de Jean Bolen)

19 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Williamson, Marianne. Regresso ao Amor Bolen, Jean Shinoda. Travessia para Avalon. Planeta Editora Osho. Intimidade. Pergaminho, Tolle, Eckhart. Um Novo Mundo. Pergaminho,2006.

20 AGRADECIMENTOS Aqueles que passam por nós não vão sós, Não nos deixam sós, deixam um pouco de si Levam um pouco de nós. (Saint-Exupéry) Aprendi que todos os momentos são especiais, porque são únicos. E que a Gratidão honra cada momento especial e único no caminho da Vida. Por isso, na chegada desta jornada interior de consciência, aprendizagem, reconhecimento e Amor, é o momento para expressar a imensa Gratidão aos maravilhosos Seres que me têm acompanhado e ajudado a revelar quem sou. Ao meu pai que no plano maior além do tempo e do espaço, faz vibrar em mim a sua mensagem de Amor, enlevo e coragem que abraço desde sempre e me impulsiona ao maior de mim. À minha querida mãe, por todas as passagens da vida engrandecidas pela dor e pelo Amor e que no inesperado dos acontecimentos, me tem revelado que sempre podemos amar e abraçar mais. Pela sua imensa coragem de aceitação e disponibilidade amorosa que aprendi a honrar. Ao João e ao André, meus filhos, a quem dedico todo o caminho percorrido que a cada dia eles me inspiram e confirmam a percorrer. Mestres no caminho do Amor! Ao meu companheiro pela coragem de assumir os riscos de caminhar na revelação e na nudez de tudo o que somos. A tua persistência tem sido essencial para o crescimento que me trouxe aqui. Um especial agradecimento à minha tutora. Élia, pela tua presença incondicional e entrega compassiva em todos e cada um dos momentos desta travessia. Uma verdadeira terapeuta de alma que me possibilitou embarcar nos momentos mais difíceis e cujo abraço senti em cada regresso a uma consciência mais presente e mais plena. De todos levo grandes tesouros em mim, Em profunda gratidão e reconhecimento por estarem na minha vida. Sandra

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