EVOLUÇÃO DO ENCEPAMENTO DA REGIÃO DO DÃO

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1 1º CONGRESSO INTERNACIONAL DOS VINHOS DO DÂO EVOLUÇÃO DO ENCEPAMENTO DA REGIÃO DO DÃO L.C. CARNEIRO (1) ; Antero MARTINS (2) ; Vanda PEDROSO (3) 1. Instituto Nacional de Recursos Biológicos, I.P./L-INIA Oeiras 2. Instituto Superior de Agronomia/CBAA. Lisboa 3. Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro/CEVDão, Nelas RESUMO Neste trabalho faz-se uma análise da evolução do encepamento da Região Demarcada do Dão nos últimos 100 anos, referindo a legislação pertinente publicada até aos nossos dias. Verifica-se uma certa constância nos nomes das castas utilizadas ao longo do tempo mas nota-se que o conjunto é relativamente reduzido o que põe em risco a manutenção da variabilidade intervarietal. Os dados do cadastro efectuado na região na década de oitenta revelaram ainda que os viticultores tendem a concentrar as suas preferenciais numa pequena parte daquele reduzido encepamento o que agrava os riscos acima referidos. Refere-se a tendência recente também revelada pela legislação actual para o alargamento do número de castas da região, o que poderá contribuir para atenuar a erosão genética. Palavras chave: Região Demarcada Dão, castas, legislação Os vinhos do Dão são pela primeira vez oficialmente reconhecidos pelo artigo 5º do Decreto Nº 1 de 10 de Maio de 1907, publicado no Diário do Governo Nº 104, de 11 de Maio do mesmo ano. A região do Dão é oficialmente demarcada por carta de Lei de 18 de Setembro de 1908, que no seu artigo 11º refere: A região dos vinhos de pasto do Dão é demarcada do modo seguinte: Região do Dão: a compreendida nos concelhos do distrito de Viseu que não façam parte da região do Douro; os concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, e o concelho de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda. Contudo, a fama dos vinhos da região é bem anterior a esta data, como indica Maximiano de Aragão em Viseu Instituições Sociais, (citado por Loureiro, 1949): En 1553, le Conseiller Braz do Amaral, licencié et noble chevalier, qui possédait dês terres ne produisant qu un vin vert qu il n aimait pas beaucoup,

2 demenda à la Municipalité l autorisation d acheter à Fragosela 35 almoudes de vin múr pour être consommés chez lui, et non pour revendre, ce qu il affirmait sur serment. Comemora-se agora o primeiro centenário da Região Demarcada do Dão, e é objectivo deste trabalho analisar a evolução que sofreu o seu encepamento através dos tempos. Os primeiros dados de que dispomos datam de 1867 (Villa-Maior, et al., 1867) e são o resultado do trabalho da Comissão que foi encarregue de visitar, durante o tempo das vindimas e feitura dos vinhos, os principais districtos vinhateiros do continente do reino, a fim de estudar os systemas de fabricação dos vinhos nas differentes regiões vinícolas do paiz, reconhecer as causas dos defeitos pelos quaes elles são muitas vezes prejudicados na concorrência com os vinhos estrangeiros, e preparar a transformação indispensável e urgente da nossa industria dos vinhos, no intuito de lhe dar nos mercados do mundo o logar que ella deve e tem incontestável direito de alcançar e manter. Esta Comissão foi nomeada por portaria de 10 de Agosto de 1866 pelo Ministro João de Andrade Corvo, composta pelo visconde de Villa-Maior, encarregue de visitar os distritos do Norte do Douro, António Augusto de Aguiar os distritos compreendidos entre o Douro e o Tejo, com excepção do distrito de Lisboa e João Ignacio Ferreira Lapa para o distrito de Lisboa e distritos ao Sul do Tejo. Nesta publicação podemos verificar que a lista de castas mais utilizadas na região do Dão constava de 14 nomes para as tintas e 12 nomes para as brancas (Quadro I). Os problemas resultantes da sinonímia e homonímia existentes em todos os países de viticultura antiga e já quase totalmente resolvidos no nosso País com a publicação da Portaria Nº 428/200, de 17 de Julho, posterior ao último diploma que regula o encepamento da região DOC-Dão (Decreto-Lei Nº 376/93) obrigamnos a que se façam referencias a nomes de castas e não a castas propriamente ditas, pela confusão ainda existente ao tempo, na sua terminologia e perfeita identificação. Destes nomes, quatro tintas (Amaral, Boca de Mina, Meirinho e Tinta Francisca) e três brancas (Arinto, Malvasia de Lisboa e Mourisco) não constam da lista de nomes do encepamento actual e mencionados no Estatuto da Região 2

3 Vitivinícola do Dão, aprovado pelo Decreto-Lei Nº 376/93,de 5 de Novembro, que no seu artigo 4º lista as castas destinadas à elaboração dos vinhos de denominação de origem Dão (Quadro VIII). Quadro I - Nomes das castas tintas e brancas da região do Dão indicados em Villa- Maior,et al (1867) Casta da região do Dão Alvadurão Amaral Arinto Baga Borrado das Moscas Cerceal Boca de Mina Dona Branca Coração de Galo Douradinha Meirinho Malvasia de Lisboa Negro Mouro Malvasia Fina Penamacor Mourisco Pilongo Terrantês Tinta Amarela Uva Cão Tinta Carvalha Verdeal Tinta Francisca Tourigo Morais, em 1900 indica dez nomes de castas tintas e nove nomes de castas brancas como sendo a base dos vinhos da região do Dão (Quadro II). (1900) Quadro II - Nomes das castas tintas e brancas da região do Dão indicados por Morais Casta do vinho do Dão Baga (Malvasia Preta) Arinto Barcello Escabellado (Souzão) Cerceal Pilongo ( do Douro) Dona Branca Preto João Mendes Fernão Pires Rufete (Penamacor) Jampaulo Tinta Amarela Lusídio Tinta Francisca Moscatel Touriga do Douro Verdeal Tourigo Dos nomes referidos em 1900 só Escabellado (Souzão) e Tinta Francisca, em tintas e Moscatel em brancas, não são mencionadas no encepamento actual. Nesta listagem são notórios os problemas de sinonímia que dificultam muito a comparação dos encepamentos ao longo do tempo. 3

4 Os encepamentos das várias regiões vitivinícolas nacionais são pela primeira vez indicados oficialmente na Portaria Nº14 491, de 7 de Agosto de1953, que para a região demarcada do Dão refere os nomes das castas indicadas no Quadro III. O encepamento da região demarcada do Dão surge-nos reduzido a oito castas tintas e a nove castas brancas, em relação à listagem de nomes referidos anteriormente. Quadro III - Nomes das castas tintas e brancas da região Demarcada do Dão indicados na Portaria Nº Castas indicadas para a região Demarcada do Dão min.10% Barcelo mín. 20% Tourigo min. 10% Asario min. 5% Alfrocheiro Douradinho Moreto 25% Assario Roxo 40% Tinta Pinheira (Penamacor) Borrado das Moscas (Bical) Encruzado Alfrocheiro Preto Tinta Carvalha 25% Cachorrinho (Uva Cão) Tinto Cão Cerceal 5% Terrantês A Portaria nº 701/73 revê e substitui a portaria de 1953 e no seu preâmbulo refere: Em cumprimento do que estabelece o artigo 14º, 2º, do Decreto_Lei nº , de 23 de Novembro de 1951, foi publicada (Portaria nº , de 7 de Agosto de 1953) a lista das castas europeias (vinífera) e suas percentagens, tal como deveriam passar a figurar nos vinhedos das regiões produtoras, autorizadas a partir da referida data, pelo que das respectivas licenças de plantio passou a fazer parte, em anexo, a lista das castas em referência. Foi, sem dúvida, a primeira tentativa que se fez, tendo em vista imprimir cada vez melhor qualidade aos vinhos produzidos, no prosseguimento de uma política de qualidade que desde sempre preocupa a viticultura. Lista elaborada com base nos mais seguros conhecimentos de que então se dispunha, mas nem sempre confirmados, e por isso apresentada com as maiores cautelas, deixando aos viticultores liberdade de movimentos de harmonia com as realidades de cada região e a defesa dos seus legítimos interesses. Lista que fez, portanto, a sua época, mas se encontra hoje ultrapassada, carecendo de ser substituída por outra devidamente actualizada, em face dos conhecimentos adquiridos através dos seus trabalhos de 4

5 experimentação e de selecção efectuados entre a riquíssima gama de castas de vinho que caracterizam a nossa viticultura. No Quadro IV são indicados, para a região demarcada do Dão, os nomes das castas e respectivas percentagens a incluir no seu encepamento, indicados na Portaria Nº 701/73. Quadro IV - Nomes das castas tintas e brancas da região Demarcada do Dão indicados na Portaria Nº 701/73 Castas da Região Demarcada do Dão Alfrocheiro Preto Assario Branco Tinta Carvalha % Assario Roxo Rufete (Penamacor) Borrado das Moscas (Bical) Cercial 60-80% Alfrocheiro (Douradinha) Rabo de Ovelha Jaen Moreto 30-40% Barcelo Negro-Mouro Encruzado Tinta Amarela Terrantês 20-40% Tinto-Cão Uva Cão Verdelho Tourigo a) 20% a) Casta obrigatória em todas as plantações de castas tintas. O número de castas é aumentado em três tintas - Jaen, Negro Mouro e Tinta Amarela, (tendo esta última sido já mencionada como cultivada na região em 1867) e no caso das brancas passa a constar o nome da Verdelho e a Arinto é substituída pela Assario Branco 1. Em 1985, face ao início das negociações de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia nova portaria é publicada, a Portaria nº 195/85, com a finalidade de actualizar a anteriormente publicada e de harmonizar a legislação nacional com a regulamentação europeia. No preâmbulo desta Portaria nº 195/85, pode ler-se:... Face ao disposto na alínea d) do nº1 do artigo 7º e nos artigos 29º e 30º do mencionado Decreto-Lei n513-d/79, torna-se necessário publicar nova regulamentação, na qual se tenha em conta não só os condicionalismos actuais, em grande parte relacionados com a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, mas também a classificação das castas (variedades de videira) em «recomendadas e 1 O nome Assario Branco é sinónimo de Arinto do Dão, diferente do cultivado em Bucelas. 5

6 autorizadas», de acordo com o exigido pelos regulamentos comunitários. O encepamento indicado para a Região Demarcada do Dão nesta portaria pode ser observado no Quadro V. Quadro V - Nomes das castas tintas e brancas da região Demarcada do Dão indicados na Portaria Nº 195/85 Castas da Região Demarcada do Dão Touriga Nacional min. 20% Encruzado min. 20% Alfrocheiro Preto Assario Branco Barcelo Jaen até 80% Borrado das Moscas até 80% Tinta Pinheira (Rufete) Cercial Tinta Roriz Verdelho Rufete (Penamacor) Rabo de Ovelha Tinta Amarela max. 20% Terrantês max. 20% Tinto-Cão Uva Cão O encepamento da região é de novo corrigido, passando o número de nomes de castas tintas de onze para nove, saindo a Moreto, a Negro-Mouro e a Tinta-Carvalha, sendo introduzida a Tinta-Roriz. No caso das castas brancas, o seu número é também fixado em nove, sendo eliminados do encepamento os nomes Alfrocheiro (Douradinha) e a Assario Roxo. As percentagens em que cada casta deveria entrar no encepamento foram também revistas e alteradas, indicando-se maior percentagem no encepamento às castas, tintas e brancas, consideradas de mais elevada qualidade. Quadro VI - Nomes das castas tintas e brancas da região Demarcada do Dão indicados no Cadastro Vitícola Castas mais cultivadas no Dão segundo os dados do Cadastro Alfrocheiro Assario Branco Assario Roxo Baga Barcelo Borrado das Moscas Jaen Cachorrinho Tinta Amarela Dona Branca Tinta Carvalha Douradinha Tinta Pinheira Encruzado Tinta Roriz Cerceal Tinto Cão Rabo de Ovelha Tourigo Terrantez Mourisco Verdelho Moreto Negro-Mouro 6

7 Os resultados do Cadastro Vitícola dos 16 concelhos de região demarcada do Dão, publicados entre 1983 e 1985, indicam como mais cultivadas na região 14 castas tintas e 12 castas brancas (Quadro VI), leque mais alargado do que indicado na Portaria Nº 195/85. Contudo, a distribuição percentual das castas em cultura nos vários concelhos da região mostra uma enorme concentração num número muito pequeno de castas, como se pode concluir da observação do Quadro VII, onde são indicados os valores que atingem as percentagens de apenas duas castas brancas e tintas que são sempre superiores a 50% e em alguns casos atingem mesmo mais de 90%. Quadro VII Percentagens das duas castas tintas e das duas castas brancas com maior representação em diversos concelhos da região Demarcada do Dão indicados no Cadastro Vitícola. Concelhos do Dão Castas tintas Castas brancas ARGANIL Baga, T. Pinheira % Assario, Borrado das Moscas % AGUIAR DA BEIRA Baga, T. Amarela % Assario, Borrado das Moscas % CARREGAL DO SAL Baga, T. Carvalha % Assario, Borrado das Moscas % FORNOS DE ALGODRES T. Amarela, Jaen % Assario, Borrado das Moscas % GOUVEIA Baga, Jaen % Assario, Borrado das Moscas MANGUALDE Baga, Jaen % Assario, Borrado das Moscas % MORTÁGUA Baga, Negro-Mouro % Assario, Borrado das Moscas 93.5% PENALVA DO CASTELO T. Pineira, Baga % Assario, Dona Branca % SANTA COMBA DÃO Baga, Touriga Nacional % Assario, Borrado das Moscas % SÁTÃO Baga, Jaen Dona Branca, Assario % SEIA Baga, T. Amarela % Assario, Dona Branca % TÁBUA Baga, Jaen % Assario, Borrado das Moscas % TONDELA Baga, Jaen % Assario, Borrado das Moscas % Esta situação veio demonstrar, juntamente com outros indicadores, o verdadeiro risco de erosão genética em que se encontrava e encontra a diversidade do património varietal da região e do país, pois esta realidade é comum a todas as regiões vitícolas. Com a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, em 1986 e a consequente adopção da legislação comunitária quer quanto às regiões demarcadas, quer quanto aos vinhos de qualidade produzidos em regiões determinadas (VQPRD), o País foi harmonizando a legislação do sector, o que conduziu à publicação, em 1993 do Decreto-Lei nº 376/93 em que se reunia num único diploma a legislação respeitante à região do Dão publicando-se em anexo a este diploma o respectivo Estatuto da Região Vitivinícola do Dão, referindo o seu preâmbulo: Os vinhos produzidos na região do Dão desfrutam de renome já 7

8 secular, tendo a sua tipicidade sido legalmente reconhecida pela Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908, que delimitou a sua área de produção, e, posteriormente, pelo Decreto de 25 de Maio de 1910, que regulamentou a sua produção e comercialização. Esta legislação sofreu, entretanto, uma natural evolução e mesmo alterações diversas, justificando-se que seja agora reunida num único diploma, por forma a adequá-la à nomenclatura comunitária relativa aos vinhos de qualidade produzidos em regiões determinadas e a dar-se, igualmente, cumprimento ao disposto na Lei nº 8/85, de 4 de Junho. Neste diploma o encepamento da região é significativamente aumentado passando o número de castas quer tintas, quer brancas para vinte e cinco em cada caso (Quadro VIII). Quadro VIII - Nomes das castas tintas e brancas indicados no Estatuto da Região Vitivinícola do Dão, publicado pelo Decreto-Lei nº 376/93 Castas indicadas no Estatuto da Região Vitivinícola do Dão Recomendadas Recomendadas Alfrocheiro Preto Barcelo Bical (Borrado das Moscas) Aragonez (Tinta Roriz) Cercial Encruzado Jaen Malvasia Fina (Arinto-do-Dão) Rufete (Tinta Pinheira) Rabo de Ovelha Tinto-Cão Terrantez Touriga Nacional Uva Cão Trincadeira Preta (Tinta Amarela) Verdelho Autorizadas Autorizadas Água-Santa Arinto-de-Trás-os-Montes (Arinto-do-Douro) Baga Assaraky Camarate (Negro Mouro) Dona Branca (Dona-Branca-do-Dão) Campanário Douradinha Cidreiro Esgana-Cão Cornifesto-Tinto Fernão Pires Malvasia-Preta (Moreto) Jampal Marufo (mourisco) Luzídio Monvedro Malvasia-Fina-Roxa (Assario Roxo) Periquita Malvasia-Rei Tinta Carvalha Síria (Alvadurão-do-Dão) Touriga-Brasileira (Touriga-Fêmea) Tamarez (Arinto-Gordo) Tourigo (Tourigo-do-Douro) Verdial (Não ultrapassem 40% do conjunto) (Não ultrapassem 40% do conjunto) Alicante Bouschet (Tinta Fina) Alicante-Branco (Boal-Cachudo) Cabernet-Sauvignon Pinot Branco Pinot-Tinto Semillon O Estatuto da região vitivinícola do Dão recupera praticamente todas as castas que tinham anteriormente sido referenciadas como pertencentes ao encepamento do Dão e alarga significativamente o número de castas à disposição 8

9 dos viticultores da região permitindo uma grande liberdade na instalação das suas vinhas e consequentemente na laboração dos vinhos, embora imponha restrições no caso da classificação do vinho como Dão Nobre. Nota-se, contudo a manutenção de sinonímia em diversas castas e que hoje se encontra esclarecida, sendo possível em próximo diploma identificar as castas para cultura na região sem qualquer sombra de dúvida ou confusão, em virtude da publicação da Portaria nº 428/2000, de 17 de Julho e dos trabalhos de caracterização molecular que lhe sucederam. Referências Bibliográficas Decreto-Lei Nº 376/93, de 5 de Novembro. (Diário da Republica Nº 259, I Série-A) Loureiro, V.C. (1949). La region délimitée dês vins du Dão. Federação dos Vinicultores do Dão. Viseu. Morais, M. R.(1900). Viticultura Pratica Portuguesa. Biblioteca da Gazeta das Aldeias. Livraria Moreira. Porto. Portaria Nº14 491, de 7 de Agosto de1953. Portaria nº 701/73, de 13 de Outubro (Diário do Governo, I Série nº 240). Portaria Nº 195/85, de 10 de Abril (Diário da República nº 83, I Série). Portaria nº 428/2000, de 17 de Julho (Diário da República nº 163, I Séria B). Visconde de Villa-Maior, A.A. Aguiar, J.I.F. Lapa (1867) Memória sobre os processos de vinificação empregados nos principais centros vinhateiros do continente do reino (apresentada ao illustríssimo e excellentísimo senhor Ministro das obras públicas, commercio e industria pela commissão nomeada em portaria de 10 de Agosto de 1866). Imprensa Nacional. Lisboa. 9

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