Proteção Social às crianças diagnosticadas com microcefalia e suas famílias. PERNAMBUCO Abril de 2016

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1 Proteção Social às crianças diagnosticadas com microcefalia e suas famílias PERNAMBUCO Abril de 2016

2 Objetivo Identificar o papel da Assistência Social na atenção às crianças diagnosticadas com microcefalia e suas famílias; Importância da articulação da Assistência Social com a saúde e o INSS; organização de ações articuladas nos territórios a fim de garantir proteção para as crianças e famílias atingidas por essa situação.

3 MARCOS LEGAIS Publicação e divulgação da Instrução Operacional Conjunta N º 01 (MDS/MS) para as redes de assistência social e saúde; Portaria Interministerial MS/MDS Nº 405, de 15 de março de 2016 Publicação e divulgação da Instrução Operacional Conjunta N º 02 (MDS/MS) para as redes de assistência social e saúde; Produção de Portaria Conjunta com Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC);

4 Plano Nacional de Enfrentamento à Eixos de atuação: Microcefalia 1. Mobilização e o combate ao mosquito Aedes aegypti; 2. Atendimento às pessoas; e 3. Desenvolvimento tecnológico, educação e pesquisa.

5 Assistência Social Eixo 1 - Mobilização e combate ao mosquito Aedes aegypti Tem o papel preponderante de atuar, articuladamente: Eixo 2 - Atendimento às pessoas

6 Instrução Operacional Conjunta N º 01 (MDS/MS) Estabelece procedimentos e rotinas conjuntas de atenção às famílias no âmbito do Sistema Único de Assistência Social e do Sistema Único de Saúde no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti e atenção às famílias com casos de microcefalia. Plano de ação composto por 2 (dois) eixos: I - Prevenção; II - Acolhida, Cuidado e Proteção Social, com vistas a oferecer suporte às famílias, especialmente gestantes e bebês.

7 Eixo I - Prevenção As ações desenvolvidas pela Assistência Social organizam-se no território e têm por objetivo atuar preventivamente nas situações de insegurança social vivenciadas pelas famílias e pessoas, garantindo acolhida, inserção, acompanhamento e encaminhamento, quando necessário. Articulação da rede de saúde e de assistência social e de outras políticas públicas para a efetivação de ações preventivas conjuntas. Mobilização da rede socioassistencial e da comunidade. Realização de ações socioassistenciais por meio dos Serviços da Proteção Social Básica e Especial. As redes de Assistência Social e de Saúde devem desenvolver ações articuladas e integradas entre si, respeitando suas especificidades, e com as demais políticas setoriais, com vistas à prevenção e combate ao agente transmissor, o mosquito Aedes aegypti.

8 Eixo II - Acolhida, Cuidado e Proteção Social Estabelece ações diretas junto às famílias que têm casos suspeitos ou identificados de microcefalia, com vistas a garantir a proteção social integral a esses indivíduos e famílias. Articulações intersetoriais entre as redes de Assistência Social e de Saúde. As crianças nascidas com microcefalia ou sob suspeita devem ter garantido o seu direito de viver com dignidade. Por isso, a proteção social do Estado é fundamental para o desenvolvimento das suas potencialidades.

9 Assistência Social - Acolhida, Cuidado e Proteção Social Orientar e encaminhar a pessoa com sintomas de virose a uma Unidade Básica de Saúde/Posto de Saúde; Orientar gestantes sobre a importância do acompanhamento do pré-natal e verificar a adesão e comparecimento na Caderneta da Gestante; No caso de gestante comparecer ao Centro de Referência da Assistência Social - CRAS sem atendimento prévio pela Rede de Saúde, encaminhá-la à Unidade Básica de Saúde / Posto de Saúde com contra-referência ao CRAS; Inserir ou atualizar as informações da pessoa e de sua família no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal Cadastro Único e inserir no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família PAIF ao realizar o atendimento da gestante no CRAS; Realizar atendimento individualizado, por parte da equipe do PAIF, para escuta qualificada das necessidades da gestante e da família e sua inclusão prioritária no Acompanhamento Familiar; Realizar, pela equipe do PAIF, visita domiciliar, quando necessário;

10 Assistência Social - Acolhida, Cuidado e Proteção Social Identificar família extensa da gestante para fortalecer ou construir a rede de proteção familiar e comunitária; Inserir a família da gestante no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos SCFV como público prioritário; Em caso de identificação de violação de direitos, referenciar a família ao Atendimento Especializado, pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos PAEFI, realizado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS; Proceder aos registros dos atendimentos/acompanhamento no Prontuário SUAS; Orientar a família para a necessidade de estimulação precoce das crianças nascidas com microcefalia ou sob suspeita, via Unidade Básica de Saúde/Posto de Saúde, por meio do Núcleo de Saúde da Família - NASF, ou por Centro de Habilitação e Reabilitação.

11 Assistência Social - Acolhida, Cuidado e Proteção Social Reforçar junto à família a importância da sua participação na estimulação precoce das crianças nascidas com microcefalia ou sob suspeita; Identificar as barreiras e construir alternativas para superar as situações que dificultam o acesso e o acompanhamento no processo de estimulação precoce e outros cuidados de saúde dessas crianças, com contra-referência à Rede de Saúde, e verificar na Caderneta da criança a adesão e o comparecimento a todos esses cuidados; Inserir a família no Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para pessoas com deficiência e idosos, visando apoiar e dar suporte ao cuidador da criança com microcefalia; Orientar as famílias quanto aos benefícios assistenciais e sobre a possibilidade de requerer o Benefício de Prestação Continuada BPC, quando atenderem aos critérios estabelecidos

12 Uso do recurso do IGDSUAS e do IGDPBF O IGDSUAS e IGDPBF foram criados como forma de apoiar a Gestão local na execução e gestão, respectivamente, dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais, do Programa Bolsa Família e do CadÚnico. Nesse sentido, o recurso dos referidos Índices, poderão ser utilizados para realizar as ações e atividades de apoio aos indivíduos e famílias, articulando proteção social e informação contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da Zika, Chikungunya e Dengue. Ações sugeridas: I - Divulgação de medidas de prevenção; II - Realização de campanhas de conscientização na rede socioassistencial e no território de abrangência da Unidade;

13 Portaria Interministerial nº 405, de 15 de Março de 2016 Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Casa Civil Estratégia de Ação Rápida para o Fortalecimento da Atenção à Saúde e da Proteção Social de Crianças com Microcefalia

14 Objetivos Busca Ativa de crianças com suspeita ou confirmação de microcefalia Acelerar a confirmação do diagnóstico de microcefalia Fazer a avaliação clínica (pediátrica, oftalmológica, neurológica, auditiva e outras avaliações necessárias) Encaminhar as crianças com microcefalia para os serviços de reabilitação Custeio dos exames de imagem e deslocamento até unidades de saúde Instruir as famílias para a possibilidade de benefício da assistência social, nos casos com renda per capita de até R$ 220,00 Laudo médico circunstanciado: acelerar a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

15 Incentivo financeiro O Ministério da Saúde vai disponibilizar aos estados e DF R$ 2,2 mil por criança notificada como caso suspeito ou confirmado para microcefalia Totalizando investimento de R$ 10,9 milhões Valor será pago em duas parcelas: 50% após publicação da portaria e 50% após prestação de conta do atendimento Cada unidade federativa e municípios deverão ajustar o cumprimento da iniciativa nas respectivas Comissões Intergestores Bipartites (CIB) A ação tem prazo de até 31 de maio

16 Benefícios Assistenciais Inserir as crianças e suas famílias nos serviços de proteção social, além de possibilitar o encaminhamento para a obtenção de benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC); Acolher crianças e famílias nos serviços assistenciais, como os oferecidos pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS); Direcionar as famílias que se enquadrem na faixa de vulnerabilidade (renda mensal per capita de ¼ do salário mínimo, ou seja, até R$ 220,00) para o INSS para a obtenção do BPC (1 salário mínimo mensal); Os serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) vão orientar gestantes para o acompanhamento pré-natal e as puérperas e bebês para as redes de Atenção Básica e Especializada, para consultas e diagnóstico.

17 Benefícios Assistenciais Pactuar na Comissão Intergestores Bipartites (CIB) quais estabelecimentos de saúde serão autorizados a emitir o laudo médico circunstanciado de casos com diagnóstico conclusivo de microcefalia; Os serviços de saúde autorizados deverão emitir laudo médico de confirmação da microcefalia e seu grau de acometimento, em duas vias e assinado pelo responsável médico do estabelecimento: uma via entregue ao responsável legal pela criança e a outra ao gestor estadual do SUS, para a atualização do caso nos dados da vigilância epidemiológica; A guia da família será utilizada para os procedimentos de inclusão nos serviços de reabilitação, além do encaminhamento ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e para início do processo de concessão do BPC.

18 Articulação com o INSS Importante estabelecer ações articuladas das redes de Assistência Social e INSS no apoio ao processo de requerimento do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social BPC, pelas crianças diagnosticadas com microcefalia, que disponham do laudo médico circunstanciado emitido pelo Sistema Único de Saúde SUS, nos termos do art. 4º da Portaria Interministerial MS/MDS Nº 405, de 15 de março de 2016.

19 As unidades da Assistência Social, ao atenderem famílias com o diagnóstico confirmado de microcefalia, deverão adotar os seguintes procedimentos: 1. Efetuar a inscrição da família no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal; 2. Prestar informações completas e qualificadas quanto à proteção social a que a família e ou a criança tem direito, inclusive as informações referentes aos critérios para acesso ao Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social BPC; 3. Realizar análise prévia do perfil socioeconômico da família para elegibilidade ao BPC;

20 Quando o perfil socioeconômico da família for compatível com os critérios do BPC A unidade da Assistência Social deverá: apoiar a família no preenchimento dos formulários que tratam respectivamente do Requerimento do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social - BPC e da Declaração da Composição do Grupo e Renda Familiar - BPC; Apoiar a família na organização do conjunto dos documentos exigidos para protocolar o requerimento do benefício junto as Agências de Previdência Social - APS, Comunicar à família que todos os procedimentos relativos ao agendamento do requerimento e da avaliação da deficiência para fins de direito ao BPC serão realizados pela unidade da Assistência Social junto ao INSS e, que a data e hora de comparecimento na Agência da Previdência Social serão informadas posteriormente; Providenciar o encaminhamento de uma listagem nominal, de preferencia com regularidade semanal, em formulário próprio, via remessa eletrônica ao setor de agendamento do INSS, Serviço de Atendimento SERAT da Gerência Executiva. Comunicar à família a data, horário e local agendado para o comparecimento na Agência da Previdência Social para a habilitação do requerimento do BPC e realizar a avaliação da condição de deficiência; Prestar informações relevantes que possam contribuir na análise do direito ao benefício; Encaminhar a família, munida dos documentos, à Agência da Previdência indicada, no endereço, dia e hora agendado pelo INSS para o atendimento presencial; Viabilizar, quando necessário, meios para o deslocamento da família até à Agência do INSS.

21 O Serviço de Atendimento SERAT da Gerência Executiva do INSS recepcionará a listagem nominal dos requerentes do BPC, conforme para proceder ao agendamento, em caráter especial. Realizado o agendamento, o Serviço de Atendimento SERAT da Gerência Executiva do INSS encaminhará as informações sobre as datas, horários e locais às unidades de atendimento da Assistência Social, por meio eletrônico, preferencialmente, visando a comunicação às famílias interessadas. A APS indicada procederá à análise do direito ao benefício, cuja conclusão sobre deferimento ou indeferimento, será processada nos sistemas do INSS, sendo comunicada ao interessado, além de ser disponibilizada ao Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome - MDS, conforme rotina já existente.

22 As unidades da Assistência Social e do INSS, por meio do Serviço/Seção de Saúde do Trabalhador, devem estabelecer fluxo considerando os arranjos e demandas locais, visando assegurar o registro e o intercâmbio de informações relevantes ao acesso e ao exercício dos direitos sociais pelas famílias com crianças diagnosticadas com microcefalia, e das que contribuem no monitoramento dos atendimentos realizados a estas famílias.

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