Correlatos Depressivos do Bullying numa cidade do Piauí: dados preliminares

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1 Correlatos Depressivos do Bullying numa cidade do Piauí: dados preliminares Jéssica Bruna Santana Silva, Paloma Cavalcante Bezerra de Medeiros e Gisely Roberta Gomes Silva Universidade Federal do Piauí- UFPI / Campus de Parnaíba Resumo A presente pesquisa objetivou verificar a relação entre Bullying e Depressão em estudantes da cidade de Parnaíba-Pi, buscando subsidiar a criação de estratégias de prevenção e controle do mesmo. Participaram deste estudo 287 estudantes, a maioria derivados de escola particular (50,9%), do sexo feminino (51,2%), com idade média de 11 anos (dp = 1,17). Os instrumentos utilizados foram: questionário de vitimação de bullying, Inventário de DepressãoInfantil (CDI) e questionário sócio demográfico. Os dados foram analisados através do software PASW-18. Foram realizadas estatísticas descritivas dos dados obtidos pelas respostas às questões sócio demográficas, e o cálculo do r de Person para verificar a possível relação entre as variáveisbullying e Depressão Infantil. Os resultados indicaram uma correlação positiva entre os 4 tipos de bullying e depressão infantil (Cyberbullyingr= 0,22; Verbal r= 0,26; Físico r= 0,34; Relacional r= 0,32, p <0,001). Palavras-Chave Bullying, vitimação, depressão. I. INTRODUÇÃO O bullying é um fenômeno que vem ganhando destaque nas discussões atuais, devido à difusão da problemática através de notícias veiculadas nos meios de comunicação, necessitando, dessa forma, de avanços nas pesquisas que possibilitem identificar os sujeitos, os antecedentes e as consequências associadas a tal conduta. Os profissionais da educação ainda têm dificuldades de distinguir os alunos com comportamento agressivo daqueles que são indisciplinados e violentos, o que muitas vezes favorece diagnósticos precipitados. Os educadores devem observar a constância das agressões, a intencionalidade e a gravidade a fim de não rotular toda e qualquer brincadeira violenta e isolada de seus alunos como prática de bullying incorrendo em generalizações [1]. Este fenômeno é característico do ambiente escolar, por ser este um espaço de convivência entre pares. Assim, apesar de ser uma prática antiga, as pesquisas sobre a temática se intensificaram a partir da década de 70[2]com os estudos pioneiros de Dan Olweus, em países escandinavos, sobre agressores e vítimas no ambiente escolar [3]. O termobullyingderiva do inglês bullyque pode ser traduzido como valentão, brigão. Esta expressão apresenta um sentido único usado pela maioria dos pesquisadores, não havendo na língua portuguesa um conceito que traduza de forma fidedigna este termo [4]. Quanto à delimitação e distinção deste fenômeno com outros tipos de agressão, pode-se identificar características próprias ao bullying, entre elas estão: (1) intencionalidade de provocar dano à vítima; (2) ocorrência sobreforma deagressão física, verbal ou psicológica, e mais recentemente por meio digital (cyberbullying); (3) assimetria de forças, não apenas física, mas também mental; (4) agressões não provocadas pela vítima; (5) repetição; e (6) alcance de seu objetivo, provocar sofrimento no alvo [3]. A manifestação deste fenômeno acontece por meio de várias formas de agressão expressas em situações diversas. Neste sentido, a classificação do bullyingsegue os quatro tipos anteriormente mencionados(físico,verbal, relacional, cyberbullyng) e estas quatro subcategorias estão incorporadas em duas grandes categorias, a saber: a forma direta e indireta, sendo que os tipos físico e verbal se encaixam na forma direta e os tipos relacional e virtual na forma indireta. Na forma direta de ocorrência, onde há um contato direto com o agressor, a vítima vê e sabe quem é o agressor. Já na forma indireta os ataques ocorrem por vias indiretas, ou seja, não há um contato direto entre vítima e agressor(por exemplo, isolamento social ou exclusão intencional do grupo), a vítima é atacada, mas não sabe quem é o agressor [3, 5]. O tipo físico é o mais evidente e de fácil detecção já que deixa marcas corporais e sintomatologia visíveis na vítima. Além disso, inclui-se nesta categoria o roubode pertences pessoais da vítima. O tipo verbal é caracterizado porinsultos,apelidos humilhantes, depreciações, comentários racistas, homofóbicos e que firam as crenças religiosas do vitimizado. Com o avançar da idade, o tipo verbal se torna mais preponderante que o tipo físico [6, 7]. Observa-se a frequência desses comportamentos de bullyingde forma direta entre homens mais que entre as mulheres que por sua vez praticam mais a forma indireta [5]. A categoria indireta refere-se ao tipo relacional, no qual a vítima é excluída do grande grupo, ignorada, tratada com indiferença afetando assim suas relações sociais; e ao tipo virtual ou cyberbullying, pelo qual a vítima é atingida através de mensagens de texto, s, publicação de fotos e postagens de comentários aviltantes na internet. Há dois agravantes que acompanham essa modalidade de bullying: o anonimato do agressor e a propagação rápida das informações para um número grande de pessoas [8]. Dentro do fenômeno Bullying são identificadosquatro grupos de participantes: os agressores (bullies): aqueles que agridem de alguma das formas possíveis; os vitimados: que são as vítimas dos agressores; os agressores/vítimas: pessoas que podem num dado momento serem agressores e noutro momento serem vítimas; e as testemunhas: espectadores que ajudam a praticar as agressões[9, 10]. As consequências causadas por situações de bullying não afetam apenas o agressor, mas, também à vítima e às testemunhas. Na literatura, os perpetradores do bullyingsão identificados como indivíduos que buscam consolidar sua imagem como líderes de grupos agressivos, que necessitam reafirmar sua autoridade sobre os mais frágeis e esperam que a agressão resulte na submissão da vítima [11, 12], tendem a apresentar distúrbios psiquiátricos relacionados ao déficit de atenção, depressão e conduta de desordem [13].

2 Estes agressores apresentam, ainda, problemas escolares e condutas relacionadas ao consumo de drogas, além de comportamentos violentos [14]. Frequentemente pertencem a famílias desestruturadas, com pais autoritários e que demonstram pouco apoio aos filhos. A categoria de agressor ainda pode se dividir entre os bulliesque são seguros e confiantes, tipicamente populares e fisicamente fortes e bulliesque apresentam baixa autoestima, são mais ansiosos e menos populares [15, 16]. Já os agressores/vítimas envolvem-se nos dois tipos de comportamento. Muitas vezes esses indivíduos revidam as agressões, numa tentativa de prevenir futuras vitimações, outras vezes encontram indivíduos mais vulneráveis para quem agridem procurando fortalecer sua própria imagem [9, 17].Esse grupo exibe condutas delinquentes e agressivas, altos índices de infelicidade na escola, além de serem predispostos a desenvolverem transtornos psiquiátricos futuros [16, 18], com destaque para os relacionados com hiperatividade, maior grau de depressão e risco de ideação suicida [15, 19, 20].Demonstram, ainda, tendência ao consumo abusivo de álcool e drogas [21]. Outro grupo relacionado às situações de bullying são as testemunhas, que representam a maioria e participam apenas como espectadores, não se manifestando por medo de sofrerem represálias e serem os próximos alvos [22]. Com a observação e o consentimento destes, o bullyingpersiste e torna-se um processo de vitimização realizado em grupo e que pode ser compreendido pelo agressor como apoio a sua conduta [23]. A forma como reagem ao bullyingclassifica-os como auxiliares, incentivadores, observadores ou defensores. Muitastestemunhas passam a adotar o comportamento de agressor para alcançar poder e popularidade, outros têm receio de serem relacionados ao alvo, perdendo seu status e tornando-se alvo também, ou aderem ao bullyingpor pressão de colegas [24]. Por sua vez, as vítimas experienciam danos psicológicos que podem interferir em seu desenvolvimento social, acadêmico e emocional [25]. Associando-se as vítimas características como: imagens distorcidas de si mesmas, pensamentos negativos e autodepreciativos, depressão e possivelmente repetição dos comportamentos agressivos sofridos e tentativas de suicídio.o sujeito vitimizado está suscetível, ainda, a timidez, introversão, intranquilidade, ansiedade, insegurança, baixa autoestima, bem como, irritabilidade, padrão de respostas impulsivas que, acabam por atrair contra si reações agressivas com as quais não conseguem lidar, possuem poucos amigos e pais extremamente protetorese evasão escolar por medo de novas agressões[5, 26].Além de terem um sentimento de insegurança e medo que os impedem de pedir ajuda [27]. Pesquisas indicam algumas características que predizem o envolvimento em situações de bullying, tais como influência do contexto social, familiar, aspectos culturais, características inatas de temperamento, meios de comunicação, relação entre os pares, baixo nível de escolaridade dos pais, ser homem, jovem e obeso, orientação homossexual, ter problemas mentais e ausência de suporte pessoal [28].É conhecido também que a exposição da criança a situações de violência familiar aumenta o risco de envolvimento em comportamentos de bullying, pois esta passa a perceber a violência como um método aceitável para resolução de conflitos [29]. Alguns aspectos são peculiares ao bullying, por exemplo, tende a decrescer com o aumento da idade e escolarização, há mais agressores e vítimas entre os homens, estes são mais agredidos por homens ao passo que as mulheres são, em sua maioria, agredidas por homens e mulheres, as mulheres exercem mais agressão verbal e social e os homens exercem mais o bullyingfísico, outro realce se dá a pessoas com diferenças latentes (física e psicológica), estas têm uma probabilidade maior de serem vítimas [30]. Em resumo o bullying pode ser classificado comouma forma de agressão física, verbal ou psicológica, que ocorre principalmente na escola, e é praticado por crianças e adolescentes,onde um aluno ou um grupo pratica repetidamente atos que podem causar prejuízo emocional, psicológico e social ao indivíduo vitimizado, numa relação desigual de poder entre vítima e agressor, impedindo assim defesa daquele [7, 31]. Visto as inúmeras consequências ocasionadas pelo bullying, este estudo tem como foco a correlação entre vitimação de bullying e depressão infantil em escolares de Parnaíba. Pois, segundo a referência [18] tendências depressivas e/ou suicidas são encontradas em vítimas de bullying. Depressão A depressão é um grave problema de saúde pública que perpassa o contexto mundial e gera fortes danos psicossociais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde [32], desde a década de 90, a depressão vem ocupando uma posição de destaque no rol dos problemas de saúde pública, considerada a quartadoença mais cara de todas as doenças em todo omundo, e que até o ano de 2010 só perderá o primeirolugar para as doenças isquêmicas cardíacas graves. Ainda segundo a OMS, até o ano de 2020, esta síndromeserá a segunda moléstia que mais afetará os paísesdesenvolvidos e a primeira em países em desenvolvimento [33, 34]. Por muito tempo, pensou-se que as crianças não eram acometidas por este transtorno, ou que estes seriam casos muito raros nessa população. Porém, a partir da década de 1960 alguns estudos foram realizados e atualmente não há dúvida quanto à ocorrência de depressão na infância [35, 36, 37].Entre as psicopatologias mais frequentes na infância e adolescência destaca-se a depressão [38]. A depressão constitui-se como um transtorno do humor, uma vez que, do ponto de vista psicopatológico, a alteração e perturbação do humor ou do afeto consiste em um dos mais importantes sintomas depressivos [37]. O termo depressão tem sido muitas vezes utilizado de forma distorcida. Além de a depressão envolver fatores afetivos, apresenta também componentes cognitivos, comportamentais, motivacionais e fisiológicos. Na criança, a literatura sugere também a presença de tais alterações, e o que se percebe é que na infância a depressão normalmente vem associada a outras dificuldades, principalmente problemas de comportamento e problemas escolares, que resultam em um déficit no desenvolvimento psicossocial [18, 39, 40]. A referência [41] aponta que a depressãoé uma doença caracterizada por episódios de longa duração, alta tonicidade, recaídas e recorrências, prejuízo psicossocial e físico, e alto risco de suicídio. Essa síndrome emerge como resultante de uma inibição global da pessoa que afeta a função da mente, altera a maneira como a pessoa vê o mundo, sente a

3 realidade, entende as coisas e manifesta suas emoções. Ainda segundo este autor, o desespero em relação à vida, a angústia, o desejo de um fim, a morte como presença, o medo como aliado da existência, o abandono da autoestima, o suicídio como proposta, expressam entre outros sinais a dor do deprimido [42]. Pesquisas demonstram que pessoas que vivenciam no seu dia-a-dia situações de conflitos, perdas, carência afetiva, limitações físicas, problemas familiares, entre outras adversidades, são mais propensas a sofrer dessa síndrome. Contudo, nem todos os indivíduos, mesmocompartilhando de situações similares, desenvolvem a sintomatologia depressiva. A literatura assinala a existência de fatores como o aumento da idade, ser do gênero feminino e ter baixo nível socioeconômico, traços de personalidade mais introspectiva e dependente, hereditariedade e a influência do meio podem aumentar a vulnerabilidade das crianças e adolescentes à depressão. Tendo, assim, a depressão uma origem multifatorial de ordem genética, biológica e psicossocial predispondo muitas crianças e adolescentes a reponderem de forma desordenada afetivamente às situações estressantes da vida [42, 34]. Por outro lado, o sucesso na vida escolar, o envolvimento em atividades extracurriculares, a competência social,as relações sociais positivas com adultos fora dafamília, a auto percepção positiva, a competênciaintelectual, e suportes sociais adequados são características protetoras para que crianças e adolescentes não desenvolvam depressão [43]. A depressão é diagnosticada quando pontua os critérios específicos elencados nos Manuais diagnósticos: Classificação Internacional de Transtornos Mentais e Transtornos de comportamento (CID-10) e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), diante disso, a depressão pressupõe a existência de sintomatologia afim, com certa intensidade e periodicidade [44]. Dessa maneira, o episódio depressivo deve pontuar negativamente para espisódios maníacos ou hipomaníacos, com presença de humor depressivo acentuado anormal para o indivíduo, perda de interesse e prazer, dificuldades de concentração, agitação ou desaceleração psicomotora, pensamentos de morte recorrentes e ideação suicida, perda ouganho significativo de peso na ausência de dieta, insôniaou hipersonia e irritabilidade [45]. Para o diagnóstico de um episódio depressivo maior é necessário que o indivíduo apresente pelo menos cinco dos sintomas citados, em um período de pelo menos duas semanas, sendo que um dos sintomas deve ser o humor deprimido ou falta de interesse [45]. Conforme o DSM, não há diferença entre a depressão no adulto e na criança, embora o profissional devesse levar em conta algumas variações, devidas à idade e fases de desenvolvimento em que a pessoa se encontra.ressalta-se, entretanto, que a natureza exata da doençapode variar de uma pessoa para outra. Um indivíduo podeapresentar a predominância de alguns sintomas da doença que diferem dos sintomas predominantes em outro indivíduo[46]. Atualmente, entretanto, sabe-se que a depressão acarreta implicações severas à função da mente da criança, distorcendo a forma como esta percebe o mundo e, principalmente, a sua realidade. As consequências na vida da criança acometida não se restringem apenas à sintomatologia da doença, mas também afeta as atividades associadas àcognição e à emoção [47]. A organização cognitiva das pessoas deprimidas tem sido vista como um processo retroalimentado pelo pessimismo. Pois, essas pessoas estando pessimistas, facilmente despertam rejeição e assim intensificam sua auto desaprovação, tornando-se mais negativas e assim alimentando um ciclo doentio [48]. A referência [49] destaca que o aprendizado da impotência perante os acontecimentos (nomeadamente desamparo aprendido) é responsável pela representação cognitiva de fracasso existente em pessoas deprimidas. A detecção precoce e prevenção dos sintomas podem evitar danos neuronais e psicossociais, além de reduzir as chances de que crianças e adolescentes desenvolvam outras patologias mais graves ao longo de sua vida [38]. Portanto, a suscetibilidade à depressão, ideação suicida, introversão, ansiedade, insegurança, baixa autoestima, bem como, irritabilidade, evasão escolar por medo de novas agressões caracterizam o perfil das vítimas de bullyng[26]. Assim, considerando-se a relevância social de estudos que forneçam informações que possam descrever mais profundamente o fenômeno do bullying e suas consequências, principalmente a Depressão Infantil, e a relativa escassez destes no contexto brasileiro, objetivou-se verificar a relação entre Bullying e Depressão em estudantes de escolas públicas e privadas na cidade de Parnaíba-Pi, buscando a criação de estratégias de prevenção e controle, vale ressaltar que este estudo tem como foco as crianças vítimas de bullying. Participantes II. MÉTODO Para este estudo contou-se com 287 estudantes do ensino fundamental (I e II) da cidade de Parnaíba-PI, provenientes de escolas particulares (49,8%) e escolas públicas(48,1%). A amostra foi composta por ambos os sexos, sendo que 47,1 % eram do sexo masculino e 51,2% eram do sexo feminino; com idade variando entre 9 e 13 anos (m= 11; dp = 1,17). Instrumentos Utilizou-se a versão a Escala de Vitimação de Bullying(ECB), composta por 15 itens que são respondidos numa escala tipo Likert de 5 pontos (0- Nenhuma vez a 4- Quatro ou mais vezes por semana) relativos a frequência de comportamentos classificados como bullyingapresentados na última semana. Os itens da presente escala são divididos em quatro fatores, a saber : a) Fator I (Cyberbullying): itens 03, 06, 18, 19; b) Fator II (Verbal): itens 04, 10, 26, 28; c) Fator III (Físico): itens 05, 08, 11, 20; d) Fator IV (Relacional): itens 16, 24, 29. Para as correlações foi considerado 3 o ponto de corte para os tipos de Bullying.Esse valor representa a prática de comportamentos pró-bullyingem até três vezes por semana. Foi utilizado, ainda,o Inventário de Depressão Infantil (CDI): elaborado por Kovács [50] e validado para a população brasileira por Gouveia, Barbosa, Almeida e Gaião [51] e adaptado para escolares de Parnaíba Piauí, por Medeiros, Medeiros, Silva e Gomes [52], o qual se mostrou como uma medida unifatorial, com 20 itens medindo depressão infantil. Apresentando índice de consistência interna (Alfa de Cronbach) a = 0,80. A literatura recomenda

4 para fins diagnósticos instrumentos que pontuem pelo menos 0,70 [53]. Nesta escala, para esta amostra em específico, foi adotado ponto de corte 15. Neste sentido, as crianças que pontuem acime desse valor apresentam-se com um potencial depressivo. Neste sentido, o CDIconsiste em uma escala de auto avaliação destinada a identificar os sintomas de depressão em pessoas de 7 a 17 anos. Ele é composto por 20 itens cada um contendo três opções de respostas, dasquais a criança ou o adolescente seleciona a quemelhor descreve seus sentimentos nas duas últimassemanas, o que indicará seu grau de depressão.cada resposta do instrumento possui um valor correspondente que varia de 0 a 2 pontos (a=0, b=1, c=2), sendo o somatório total dos valores dasrespostas o escore a ser considerado. Das três opções zero refere-se à normalidade, um à severidade dos sintomas e 2 à enfermidadeclínica mais significativa. Ressalta-se que os itens 01, 06, 07, 10, 13, 16, e 19 do CDI estão relacionados com reações afetivas (sentimentos de tristeza, medo, não gostar de si mesmo, vontade de chorar, sentir-se feio, solidão, e sentimentos de não ser amado), já os itens 02, 03, 08, 09, 11 e 18, por sua vez estão ligados a aspectos cognitivos (pessimismo, avaliação negativa das próprias habilidades, ideação suicida, culpa, preocupação, e competência). Cinco itens do CDI estão voltados para questões comportamentais (lazer, comportamentos hostis, isolamento, interação escolar, e obediência) são eles 04, 05, 12, 17 e 20, e por fim os itens 14 e 15 englobam sintomas somáticos (dificuldades em dormir e perda de energia). Todos os participantes também responderam a um questionário sócio demográfico, com perguntas relativas a sexo, idade e tipo de escola. Tais perguntas foram utilizadas para caracterizar a amostra. Procedimentos O contato inicial com os diretores das escolas foi feito para a solicitação da autorização para a realização das coletas dos dados e apresentação dos objetivos da pesquisa. Com isso, os diretores que se dispuseram a liberar seus alunos a participar, assinaram um termo de consentimento. No entanto, por se tratar de uma pesquisa envolvendo menores de idade foi enviado também aos pais ou responsáveis, um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) para que estes autorizassem suas crianças a participarem do estudo. Todos os procedimentos éticos referentes a pesquisas envolvendo seres humanos foram cuidadosamente tomados, ressaltando-se, inclusive que a participação era voluntária e que não traria nenhum prejuízo ao participante e, ainda, que seria mantido o anonimato da participação na pesquisa. As análises foram tomadas no conjunto e somente tiveram acesso os pesquisadores responsáveis pelo projeto. A coleta dos dados foi realizada em ambiente coletivo (sala de aula), porém os questionários foram respondidos individualmente. Sempre esteve presente um ou dois responsáveis para esclarecer possíveis dúvidas dos partícipes. Os sujeitos gastaram aproximadamente 30 minutos para responderem os questionários. Análise dos dados Os dados foram analisados através do pacote estatístico PASWversão 18, através do qual inicialmente obteve-se as pontuações totais dos participantes para a variável vitimação de Bullying e Depressão. Em seguida foi realizada a correlação entre as duas variáveis, bem como de Depressão para cada fator do questionário de vitimação, ou seja, os quatro tipos de Bullying (Físico, Verbal, Cyberbullying e Relacional). III. RESULTADOS A partir do coeficiente de correlação (r de Pearson) foi possível observar o grau em que as variáveis se relacionam. Assim obtiveram-se os resultados apresentados na Tabela 1 a seguir: CDI Total CDI Total Vitm. Total 0,37 * Vitm. Total Cyber 0,22 * 0, 43 * Verbal 0,26 * 0,88 * 0,18 * Nota: * p 0,001 TABELA 1 CORRELAÇÕES Físico 0,34 * 0,79 * 0,23 * 0,55* Cyber Verbal Físico Relacional 0,32 * 0,74 * 0,28 * 0,45* 0,55 ** Relacional A partir dos valores apresentados na tabela,observa-se que as quatro formas de Bullying se mostraram correlacionados significativamente (p<0,001). Há correlação positiva e significativa entre as variáveis Cyberbullying e Vitimação, entre Físico e Verbal, entre Relacional e Verbal e entre Relacional e Físico. Também se encontra uma correlação positiva e significativa entre as variáveis Verbal e Vitimação, Físico e Vitimação e por fim, Relacional e Vitimação. A forte correlação entre Vitimação e os tipos Verbal (r=0,88; p < 0, 001) e Físico (r = 0,79; p < 0, 001) corrobora as pesquisas anteriores sobre Bullying que, apontam ser as formas mais comuns de agressão escolar. Os resultados mostram que o tipo Verbal e Físico é preponderante e estão fortemente relacionados à vitimação, ou seja, são os principais tipos de violência escolar cometida e sofrida [54]. Quanto ao interesse principal do estudo foi verificada uma correlação positiva entre vitimação de bullying e depressão infantil. Ou seja, as crianças vítimas de Bullying tem uma potencialidade a desenvolver uma Depressão Infantil qualquer que seja a forma de bullying (Cyberbullying r = 0,22; Verbal r = 0,26 ; Físico r = 0,34 ; Relacional r = 0,32, p <0,001).Estes resultados estão de acordo com a literatura que afirma que as vítimas podem crescer com uma imagem distorcidas de si mesmas, tendo pensamentos negativos e autodepreciativos, depressão etentativas de suicídio [26]. É particularmente interessante destacar que o objetivo deste estudo não era estabelecer uma relação de causa e efeito

5 atrelados aos tipos de Bullyinge a sintomatologia depressiva, mas, sim compreender se a relação entre essas variáveis e no que isto implica. IV. OBSERVAÇÕES FINAIS Este estudo objetivou verificar a relação entre bullying e depressão na cidade de Parnaíba- PI. Dessa forma, diante dos resultados apresentados, confia-se que esse objetivo tenha sido alcançado, pois se verificou uma correlação positiva entre vitimação de bullyinge depressão infantil em escolas públicas e particulares da referida cidade. Um dos problemas recorrentes é que o bullyingfrequentemente não é visto como agressão por pais, professores e pediatras, sendo considerado muitas vezes como parte comum do processo de socialização entre alunos, sendo tradicionalmente adotados como naturais [55]. Estudo realizado por [56] aponta que esse fenômeno é desconhecido pelos profissionais das escolas e conta com certo grau de indiferença, que resulta do desconhecimento das consequências negativas que essas condutas trazempara aqueles que as realizam e por aqueles que sofrem a agressão. Sendo que nas instituições onde esse fenômeno está enraizado, constitui-se em uma das causas de maior evasão escolar.como consequência, o comportamento frequente dos alvos é recuar e evitar certos lugares na escola, no entanto, muitas vezes, o bullyingocorre dentro da sala de aula. Tal fenômeno leva a vítima não raramente a faltar às aulas ou até mudar de escola [57]. Outro problema refere-se à relutância dos alvos em informar o problema ao qual passam, reforçando a conduta do agressor a mantê-lo como alvo, tendo como resultado o estudante que pode ser vitimizado por muito tempo, favorecendo desta, maneira, o agravamento de problemas psicológicos, sociais e acadêmicos relacionados ao bullying, como, por exemplo, comportamentos depressivos, consequência central da presente pesquisa. Assim,problemas psicológicos tanto podem ser resultado da vitimação entre pares como ser um aspecto preditivo para a ocorrência do bullying.outro fator que contribui para a continuação do bullyingé o consentimento dos adultos e a consequente sensação de impunidade [24]. Nessa perspectiva, conhecer e saber intervir em comportamentos violentos é necessário aos educadores. Porém, os profissionais da educação ainda encontram dificuldade para avaliar o que se configura um comportamento violento de um comportamento indisciplinado [1]. Observar o comportamento do aluno é o primeiro passo, bem como permitir e criar espaços de maior participação dos escolares em projetos, discussões, decisões e protagonismos [58]. Além disso, existem fatores protetores, como autoestima (sentir-se útil, atitudes positivas frente a si mesmo), ter uma rede de suporte social e ter alto nível de engajamento escolar (ter objetivo e satisfação escolar) [59]. É importante ressaltar que obullyinge suas consequências, sobretudo a depressão infantil, são problemas de saúde pública que devem ser identificados e combatidos precocemente, através de ações que envolvam esforços entre pais, educadores e sociedade. Desta forma, os prejuízos advindos poderão ser mais facilmente controlados e solucionados, oferecendo, às crianças e adolescentes vitimados, uma maior chance de reestruturação social e psicológica [24]. Observa-se que o bullyingpode, ainda, acarretar diversos problemas biopsicossociais aos envolvidos, perpassando por dificuldades emocionais e no processo de aprendizagem e desenvolvimento de psicopatologias, como a depressão, através da instalação de um ambiente nocivo a todos os envolvidos, além de ser determinante em diversos problemas não só as vítimas, mas também a agressores e testemunhas. Faz-se necessário identificar tais indivíduos e verificar a prevalência desse fenômeno a fim de desenvolver estratégias de combate e prevenção dessa forma de agressão entre pares, desenvolvendo assim um ambiente sadio e pacífico que possibilite um melhor aprendizado e convivência entre os alunos [31, 60]. Assim, por meio dos dados apresentados obteve-se uma compreensão maior do fenômeno do Bullying entre escolares parnaibanos. Sendo o Bullying um velho problema da Educação com um novo nome. Considerando-se a relevância social de estudos que forneçam informações que possam descrever o fenômeno do bullying e suas consequências, principalmente a Depressão Infantil, e a relativa escassez destes no contexto brasileiro, torna-se fundamental o desenvolvimento de pesquisas sobre o referido assunto. Ressalta-se que os resultados do presente estudo não podem ser generalizados para todo o Estado, uma vez que foram obtidos por uma amostra específica de uma cidade do Piauí, no entanto, esta pesquisa também pode ser considerada como um convite para a replicação desta em outras cidades. REFERÊNCIAS 1. Nogueira, R. M. C. Del P. de A. A prática de violência entre pares: O bullyngnas escolas.revistaiberoamericana de Educación.no. 37, pp , Sanders, C. E. What is Bullying? In C. E. Sanders & G. D. Phye.Bullying: Implications for the classroom.pp San Diego, CA: Elsevier Academic Press, Bandeira, C. M. Bullying: auto-estima e diferenças de gênero. 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