LAÇOS FAMILIARES NA DEPRESSÃO CENTRAL DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX.

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1 LAÇOS FAMILIARES NA DEPRESSÃO CENTRAL DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX. Letícia Batistella Silveira Guterres Doutoranda da UFRJ, Bolsista CAPES Resumo: Por muito tempo a história da família envolvendo escravos foi pouco estudada no Rio Grande do Sul, em especial em áreas cujas economias estiveram ligadas ao mercado interno. É o caso da região deste estudo, que, no ano de 1859, somava uma população cativa de 19% da população total, ou seja, embora proporcionalmente representasse um dos menores números de populações escravas na Província riograndense acabava por manter a média entre os municípios menos urbanizados e que não possuíam charqueadas. A intenção desta comunicação é de refletir as conformações familiares envolvendo escravos nesta região, à luz das transformações ocorrentes na segunda metade do século XIX, no Brasil. Palavras chave: famílias, escravos, Rio Grande do Sul Este texto é parte do desenvolvimento de uma pesquisa em andamento e que tem como objetivo analisar o funcionamento da família, envolvendo escravos, em Santa Maria, no período que corresponde ao fim do tráfico internacional de escravos, em 1850, dentre outros aspectos gerais, que vêm acompanhados de uma maior efervescência de idéias contrárias à escravidão ou, pelo menos que não mais a encaram como algo naturalizado. Para tanto, a idéia é de captar o funcionamento deste fenômeno macro em uma perspectiva que o nível micro é capaz de alcançar. Ao reconhecimento tardio do importante papel do escravo na formação social do Rio Grande do Sul, especialmente se comparado às demais regiões brasileiras cujas economias estiveram voltadas ao mercado externo, deve-se o desenvolvimento tardio de estudos sobre a temática que envolve a conformação e significados de seus laços familiares. Talvez, grande parte das motivações para isto esteja relacionada à tentativa de associar-se ao Rio Grande do Sul uma formação étnica europeizada.

2 Também a idéia da existência de um número desprezível de escravos no Rio Grande do Sul desfavoreceu o desenvolvimento de estudos em torno da questão servil no estado. Na obra intitulada RS: escravismo e abolição de Margaret Bakos 1, do ano de 1982, a autora já apontava para a redução de estudos sobre a questão servil no estado do Rio Grande do Sul, tendo em vista a crença de diversos intelectuais de que aqui o escravo praticamente não existia. A autora questiona esta idéia, informando (BAKOS, 1982, p. 19) 2 : O fato do Rio Grande do Sul estar incluído, quatro anos antes da abolição, entre as províncias de maior população escrava no Brasil, é um dado por demais significativos da presença de um número proporcionalmente grande de escravos entre os gaúchos. Essas idéias ajudaram à conformação de uma historiografia tradicional 3 cujos estudos estavam fundamentadas em relatos de viajantes, tais como Saint-Hillaire, 4 que esteve em 1820 no sul e que deixou suas impressões de um tratamento ao negro nas estâncias, onde predominaria a forma de trabalho benevolente. A influência da obra de Gilberto Freyre 5 possivelmente tenha contribuído para uma historiografia, em especial entre as décadas de 1930 e 1960, em que as relações sociais eram apresentadas em um cenário de democracia sulina. Farinatti (2008, p.361) destaca para o movimento semelhante ao que ocorreu com a análise da escravidão brasileira com a imagem construída dos homens livres pobres da Campanha, ou seja, a visão de uma anomia social, onde se destaca a imagem do peão de estância atrelada à imagem de homens desgarrados, que não conformavam vínculos sociais e familiares importantes. Esse movimento historiográfico sulriograndense acompanhou em grande medida a produção historiográfica brasileira, que esteve voltada durante algum tempo às questões que envolviam a economia e a mão-de-obra nela utilizada. Como resultado 1 BAKOS, Margareth Marchiori. RS: escravismo e Abolição. Porto Alegre: Mercado Aberto, GOULART, Jorge Salis. A formação do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1933; LAYTANO, Dante. O negro e o espírito guerreiro nas origens do Rio Grande do Sul. Revista do Instituto Histórico Geográfico do Rio Grande do Sul, Porto Alegre: Globo, 1 trim.; SAINT-HILLAIRE, A. A Viagem ao Rio Grande do Sul ( ) São Paulo: Ed. Da USP FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e senzala. 48 ed. São Paulo: Global, 2003.

3 verificou-se uma historiografia sobre escravidão, que teve um viés economicista e se recusou a ver o escravo como sujeito histórico. O papel de destaque ou não de escravos em uma sociedade também passava e passa por uma discussão que se refere à idéia definidora de uma sociedade escravista. Finley (1991, 83-84) ao discutir o que seria definidor de uma sociedade escravista, contesta a idéia corrente de que seriam as porcentagens da distribuição dos escravos entre os homens livres, que iriam variar entre 30 e 35 %. Propõe o seguinte:...determinar o lugar dos escravos numa sociedade não é uma questão de totais numéricos dada uma quantidade razoavelmente grande -, mas de sua localização. Isso em dois sentidos: quem eram seus donos e que papel exerciam na economia e fora dela. Para ele, localizar a sociedade escrava significaria o fato dos escravos proverem a maior parte da renda obtida através do direito de propriedade pelas elites. Porém, tais perspectivas valorizam essencialmente o lugar destes escravos enquanto mão-de-obra para gerir determinada economia. Nesse caso, não concebem uma sociedade que se define não apenas por suas relações econômicas, mas em relações que precedem a própria escravidão, como as relações familiares e clientelares (COOPER, 2001). Ainda que bem inferiores às áreas do sudeste brasileiro, os estudos envolvendo a família escrava vêm ganhando uma dimensão cada vez maior no Rio Grande do Sul 6, em especial em áreas não ligadas ao setor de exportação 7. Não está mais em questão o fato de escravos terem conformado laços familiares, mas o que está em franco desenvolvimento são as particularidades do funcionamento destas famílias e seus significados nos contextos específicos em que se inserem. Indo ao encontro destes estudos, no sentido de fazer parte da esteira de contribuições para a história social da família é que escolhemos como local de análise Santa Maria da Boca do Monte, na segunda metade do século XIX. 6 Ver XAVIER, Regina Célia L. (org.). História da escravidão e da Liberdade no Brasil Meridional. Gui Bibliográfico. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007, p Dentre outros: SANTOS, Sherol dos. Apesar do cativeiro. Família escrava em Santo Antônio da Patrulha ( ). Dissertação de Mestrado UNISINOS, 2009; PERUSSATO, Melina K. Como se de ventre livre nascesse. Experiências de cativeiro, parentesco, emancipação e liberdade nos derradeiros anos da escravidão. Rio Pardo/RS Dissertação de Mestrado UNISINOS, 2010; PETIZ Silmei. Caminhos Cruzados. Famílias e estratégias escravas na fronteira oeste do Rio Grande de São Pedro ( ). Tese de Doutorado UNISINOS, 2009.

4 Desde 1825, conforme o requerimento dirigido ao Imperador Dom Pedro I do mesmo ano, os moradores da capela justificavam seu anseio de torná-la uma paróquia. Suas principais alegações se referiam à distância a que se encontravam da sede da paróquia (Vila de Cachoeira) e, portanto, às dificuldades de comunicação com a mesma. Além disso, informavam a existência de uma população de 2000 almas; o incipiente desenvolvimento do comércio, da pecuária e da agricultura e, ainda, a localização privilegiada de Santa Maria da Boca do Monte na Estrada Geral, em contato com São Martinho e as Missões; portanto, com acesso a zonas de intensa atividade econômica. (BELINAZO, 1980, p.39). Até o ano de 1858, quando ocorreu sua emancipação, a região era formada por uma área mais extensa do que os seus atuais limites e englobava os municípios de Silveira Martins, parte de Itaara, São Pedro do Sul e a própria Santa Maria. Trata-se da região da Depressão central rio-grandense. Ao deixar a cidade pela estrada do Pinhal, em 1858, Avé-Lallemant 8 informava sobre a paisagem, observada do alto das montanhas: Sobre belos vales e desfiladeiros descortina-se a aprazível Santa Maria e, mais ao longe, os imensos campos da Província, cujas ondulações, vistas do alto, quase desaparecem e se transformam numa planície, em que se alternam os pastos e as matas. Os campos, predominantes ao sul do território, conduziram à criação de gado, enquanto que nas áreas florestais predominou a agricultura de alimentos, voltada para o consumo próprio. Como observa Luis Augusto Farinatti (1999, p. 27), essas terras foram sendo ocupadas por muitos daqueles que não haviam se tornado grandes criadores de gado 9. Em meados, do século XIX, a vila associava a criação de gado, produção de alimentos e pequeno comércio regional. Conforme Kulzer (2009, p. 63), a base de sua economia estava vinculada fundamentalmente a produção de alimentos, havendo, porém atividades ligadas à pecuária, que não constituíam o eixo principal da economia local. 8 Ver: MARCHIORI, José Newton; NOAL FILHO, Valter. Santa Maria: relatos e impressões de viagem. Santa Maria: Editora da UFSM, FARINATTI, op. Cit, 1999, p. 27. Nesta dissertação, o autor apresenta o trabalho cativo disseminado para além da grande lavoura.

5 Dados dos censos do Rio Grande do Sul, de 1801 a , informam que a população cativa do município de Santa Maria, em 1859, somava 19% da população total, ou seja, embora proporcionalmente representasse um dos menores números de populações escravas na Província rio-grandense 11, acabava por manter a média entre os municípios menos urbanizados e que não possuíam charqueadas (FARINATTI, 1999, p.31-32). Houve um crescimento em 24 % de escravos no município, conforme informam os dados dos censos de 1858 e 1872; de 966 escravos em 1859 para em Esse aumento, assim como pode revelar uma reprodução endógena importante do plantel, também pode servir como indicativo de Santa Maria ter se tornado pólo comprador de escravos; o crescimento econômico a levaria de consumidora de escravos ao invés de fornecedora, contrariando a lógica do tráfico interprovincial, refletido pelo fim do tráfico internacional de escravos, em Sobre a presença de escravos em Santa Maria, após o fim do tráfico de escravos, é importante a constatação de Kulzer (2009, p. 160): A presença de escravos na faixa de 8 14 anos nos inventários de Santa Maria é de 13% sobre o total dos escravos arrolados. Indo além, verificamos uma concentração de escravos com faixa etária entre 0 35 anos de 75% do total de cativos o que nos permite concluir que os inventariados concentravam seus escravos nesta faixa jovem e produtiva, possivelmente estas unidades econômicas, incentivavam a reprodução endógena. 10 De Província de São Pedro a Estado do Rio Grande do Sul censos do RS: 1803 a Porto Alegre: FEE, Conforme, Kulzer, op.cit, p. 39: No ano de 1859 o percentual de escravos em Santa Maria era de 19% sobre o total da população. Comparando com os percentuais da população escrava com outras regiões da Província verificamos que na região Missioneira - São Borja apresentava 14%, Uruguaiana 22%, Cruz Alta 13% sobre o total da população. Enquanto em Pelotas, Jaguarão e Rio Grande, a população escrava compunha respectivamente 27%, 28% e 18% do total, regiões estas ligadas as charqueadas e a atividade urbanas 11. Se compararmos com a região da Campanha tem-se Alegrete com 23% 11, Bagé com 25%, Itaqui com 15% 11. Estes números indicam que, Santa Maria aproxima seu percentual das regiões de Cruz Alta, Rio Grande, Itaqui, São Borja. Devemos considerar que estes números apontam regiões pouco urbanizadas e/ou sem charqueadas, onde a mão de obra escrava aparece em menor proporção que em áreas tradicionalmente vistas como de excelência do trabalho escravo sulino. Contudo, embora estejamos tratando aqui de uma área que não está entre as primeiras da província em termos de população escrava, nem de longe estes 19% de habitantes cativos pode ser desprezado. 12 CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil: Trad. de Fernando de Castro Ferro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Mais especificamente tratando da temática em torno do tráfico de negros entre a África e o Rio de Janeiro, ver: FLORENTINO, Manolo Garcia. Em costas negras: uma história do tráfico atlântico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (Séculos XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

6 À reprodução endógena pode estar associado o fato da Vila de Santa Maria haver aumentado o seu número de cativos, contrariando dados sobre áreas cuja economia estaria mais voltada ao mercado interno; bem como os dados referentes à província do Rio Grande do Sul: (...) foi de o total de escravos perdidos por esse comércio entre os anos de Nesse período, o declínio da escravaria rio-grandense atinge um percentual de 38,9%, considerado por Robert Conrad como o quinto mais elevado do Brasil. Porém, como a mesma percentagem é verificável, com pequena diferença para menos em mais de oito províncias, fica demonstrado que o número de saída do Rio Grande do Sul não foge da média geral (BAKOS, 1982, p. 41). Trata-se, portanto, de um ambiente essencialmente agrário 13, de pessoas pouco afortunadas, tinha, porém, algo peculiar. Era, pelo próprio lugar em que ocupa geograficamente, espaço de passagem, ponto de trânsito, por onde naturalmente circulava muita gente. Foi, sob certo sentido, espaço de possibilidades de muitas pessoas, que buscavam um lugar para se estabelecer. Ao longo dos oitocentos, ainda em sua segunda metade, manteve em boa parte de sua área florestal (responsável por mais de 60% da área total de sua cobertura vegetal) a fronteira agrária aberta, ou seja, estas áreas demoraram mais para serem ocupadas e eram prioritariamente habitadas por lavradores, produtores de alimentos. Já a área de campo, mais ao sul do território, esta sim já havia sido ocupada até a segunda metade do século XIX, por homens que se dedicaram, em sua grande maioria, à pecuária. Talvez à possibilidade de estabelecer-se tenha estado associado o crescimento médio anual da população da Paróquia de Santa Maria. Observou-se que, durante a segunda metade dos oitocentos, a população livre cresceu, pois apresentou altas taxas brutas de natalidade e recebeu elementos de fora, conforme os registros paroquiais (BELINAZO, 1980, p.68). Também, no contato com registros paroquiais de casamento, em busca dos indícios da família escrava, percebemos um número pequeno de uniões celebradas 13 O espaço urbano da região ainda se confundia com a área rural naquele momento, por isso não parece ter seus limites ainda bem definidos, algo que possivelmente viria se suceder a partir do último quartel da década de 1880, quando se têm as instalações da ferrovia, fato que, sem dúvida, ajudou na construção de uma nova configuração socioeconômica à então cidade. Sobre o processo de urbanização ver: KARSBURG, Alexandre de Oliveira. Sobre as Ruínas da Velha Matriz: Religião e Política em tempos de ferrovia (Santa Maria ). Dissertação de Mestrado, PUCRS, 2007.

7 através deste ritual. Ao longo dos anos de 1844 e 1882, verificamos (90) noventa casamentos celebrados. Destes, (25) vinte e cinco foram uniões entre escravos, sendo que (19) dezenove ocorreram entre cativos de uma mesma propriedade. O fato de a grande maioria dessas uniões à formação da família escrava haver ocorrido entre cativos de um mesmo plantel nos sugere haver uma possível normatização senhorial à concepção de tais uniões, além das prováveis possibilidades que as facilitavam, provavelmente em dito contexto. 14 Além destes dados referentes aos casamentos, à população cativa temos entre os anos de 1844 e 1882, mais de 90% de ilegitimidade, dado revelador de uma ausência paterna significativa. Também dentre as manumissões 15 analisadas, em 34 delas houve a presença de algum sujeito aparentado, cuja maior parte a mãe. A redução de casamentos e o número crescente de crianças ilegítimas batizadas na freguesia, ao longo dos anos de nosso estudo não podem ser compreendidos como um processo de promiscuidade. Nas palavras de Márcia Vasconcellos (2004, p. 291), eles estavam seguindo uma opção contrária à norma, mas não diferente à de grande parte da população livre da época. Neste período houve um total de 1732 casamentos, dentre os quais 1640 foram celebrados por pessoas livres. Conforme a distribuição da população por sexo e estado civil demonstra, no ano de 1858, 70,7% da população livre era solteira e, em 1872, este número cai um pouco para 61,8% (BELINAZO, 1980, p.81). Os dados de ilegitimidade presentes, portanto, tanto na população livre quanto na escrava, nos faz retomar a afirmação de Vasconcellos, de que ambos os grupos estavam seguindo uma opção contrária à norma. Pois esta última era clara em destacar a importância da celebração do casamento para salvá-los da vida de pecado 16. Neste mesmo caminho regulavam as Constituições, segundo o qual casar ou batizar-se, para os escravos, independia da permissão de seu senhor Não somente no contexto de nosso estudo mas também na região Sudeste brasileira, na segunda metade do século XIX, Robert Slenes confirmava o fato de, à viabilidade da formação dessas relações familiares, através do casamento e até na formação de redes de parentesco mais extensas, seria fundamental o tamanho das posses, que, sendo médias e grandes, tornaria mais fácil a escolha de um cônjuge na mesma propriedade. Além disso, Slenes revela a importância do número de escravos em tais propriedades, que se somaria em, pelo menos, dez cativos. Todos estes, segundo o autor, são fatores geradores de possibilidades à formação da família a partir do casamento religioso. Ver: SLENES, 1999, op. cit. 15 Ao longo do período deste estudo houve 149 cartas de alforria registradas e 153 escravos alforriados. 16 Esta expressão aparece em muitos dos registros de casamento envolvendo cônjuges cativos em Santa Maria. 17 Ver Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, p.125.

8 Porém, nos auxiliam os apontamentos do antropólogo norueguês, Fredrik Barth, para o qual a sociedade não era um corpo homogêneo, representado por uma coerência e lógica intocáveis. Logo, os agentes sociais não são meras cópias do modelo chamado sociedade, e isto tem implicações: fundamentalmente, o resultado disto é uma possibilidade explicativa que encara o sistema como resultado, não como estrutura preexistente à qual a ação se conforma (BARTH, 1981, p.175). Tomando isto para nosso estudo, entendemos, que as normativas sobre condutas presentes nas Ordenações Filipinas expressavam valores de um mundo que não era estático, mas era dinâmico e constantemente (re) inventado por seus agentes, leia-se, por os distintos sujeitos de diferentes designações sociais. Neste sentido, percebemos que ao tratar do tema da família no Ocidente, relacionamos naturalmente a ela o casamento e a procriação, imaginando-a de modelo nuclear, que, dependendo do contexto em que se insere, expande-se ou não com outros parentes consangüíneos ou rituais. Essa visão, construída com o auxílio da Igreja Católica, nem sempre teve este caráter até porque a postura desta instituição diante do casamento nem sempre foi a mesma. O casamento só se torna um dos sacramentos da Igreja em Este discurso moral, responsável por tal associação, estava segundo Silvia Brugger, presente em Portugal e em suas áreas coloniais, quer dizer, havia uma normatização da legislação portuguesa com relação a diversos aspectos relativos à prole e seus direitos. Essas normativas vinham das Ordenações Filipinas, que vigentes no Brasil até 1917, são indicadoras das categorias atribuídas à prole. Ao normatizar sobre condutas, também expressava os valores daquele mundo (NEDER & CERQUEIRA, 2001). Em contrapartida, quando falamos em uniões que não passam pelo ritual católico, como o concubinato, as imaginamos como fortuitas ou menos importantes. Conforme Silveira (2005) esta idéia está ligada ao trabalho de Caio Prado Júnior e de historiadores que nele se basearam para descrever a vida do homem livre e pobre dentro do contexto da grande lavoura do Brasil, no século XIX. Este homem, moralmente degradado, encontrava nas relações passageiras a única maneira de se organizar em família. O concubinato, neste sentido, representava a desclassificação social em que estas pessoas viviam.

9 O aprofundamento desta pesquisa contraria esta lógica e nos faz questionar em que medida relações consideradas fortuitas em meados dos oitocentos como o concubinato - não se aproximavam dos recursos e direitos que conferia uma relação estável, como o casamento? Responder a esta questão pressupõe tratar das especificidades das conformações familiares no Ocidente, bem traduzida na assertiva de Burguière e François Lebrum (1986) de mil e uma famílias... e, também, repensar os funcionamentos e significados da família à luz da história do concubinato no Brasil. Para tentar responder a esta questão, a proposta metodológica foi a de partir de um olhar sobre as escolhas e ações sociais empreendidas por aqueles agentes ao conformar alianças. Neste sentido, um processo-crime do ano de 1878 nos ajuda à análise sobre as escolhas destes distintos sujeitos. O episódio narrado no processo 18 versa sobre as suspeitas de Constantino, um escravo, ter assassinado uma parda, liberta, de nome Engracia Maria da Conceição, porque ela não teria permitido a realização de seu casamento com a filha da vítima: Maria Liotildes. O fato de parecer verossímil àquelas pessoas, que a impossibilidade da realização do casamento levou Constantino a cometer o crime nos traz a possibilidade de perceber nestas ações diferentes significados e, portanto, estratégias, na busca de conformação destas alianças familiares. Ainda mais quando verificamos através dos registros de casamento, que para os casamentos mistos, por condição social de ambos os cônjuges, verificamos que em 61,3% destas se davam entre escravos e mulheres livres (BELINAZO, 1981). Conforme apresentado em trabalho anterior, estes laços conformados entre pessoas de distintas situações e designações sociais trazia implicações para ambas as partes. Para Constantino, escravo, o casamento poderia estar associado à possibilidade de maior mobilidade social, no aumento de seus recursos materiais e o controle da economia doméstica. Casar-se com uma mulher livre, para Constantino, sendo ele cativo, através da união religiosa com Maria Liotildes, que já era sua amásia, poderia vir a legitimar ou ampliar o acesso estável à produção familiar. Hebe Mattos (1998, p.62) expôs alguns atributos fundamentais para a afirmação da liberdade frente à realidade da escravidão: transitoriedade (mobilidade), ou a situação de agregado (casa 18 Processo-crime 1002, Santa Maria, maço 28, Arquivo Público do estado do Rio Grande do Sul.

10 e roça próprias), além da ausência da coerção física, eram assim fundamentais à afirmação da liberdade frente à realidade da escravidão. Além disso, sendo o ventre determinante da condição jurídica, caso Constantino tivesse com Maria Liotildes filhos, estes seriam livres, seguindo o ventre da mãe. Embora, reconheçamos a existência, em número bastante inferior de escravas mulheres casando com homens livres (6,1%) ou escravas com libertos (4%). Também há que se destacar que no contexto da ocorrência deste episódio, que vitimou Engracia, já estava em vigência a Lei de 28 de setembro de 1871, que, conforme mostrou Melina Perussato (2010), em seu artigo terceiro regulava a libertação anual e gradual da população cativa, mediante indenização pecuniária ao senhor. Estas libertações, por seu turno, foram reguladas pelo artigo 27 do regulamento de 23 de novembro de 1872, que previa alguns critérios para tais libertações. O primeiro deles era justamente dar preferência à libertação de famílias em que havia cônjuges de escravos de diferentes senhores. De acordo com Perussato (2010, p.128), ao preferir as famílias na ordem de libertação, o regulamento deixou evidente a concretização em lei de uma demanda escrava: a preservação da família e as consecuções familiares de liberdade. Passados alguns poucos anos, em 1883, estes critérios de libertação são alterados pela Junta, que estabeleceu que na ordem das famílias, teriam preferência os escravos casados com pessoas livres, dados que já se mostravam de realidade para outros diferentes locais do Brasil, na segunda metade do século XIX 19. Por outro lado, para Maria Liotildes, ou, melhor dizendo, para sua família: Engrácia (sua mãe), Jozé Pedro (amásio de Engracia) e Francisco (filho de Maria Liotildes), não parecia ser o casamento com Constantino a melhor estratégia a seguir. A distância que os separava era imensa: a liberdade. Casar com Constantino poderia estar associado a uma reaproximação àquela condição anterior de escravo se não sua de sua mãe, que era parda liberta. O amasiamento, contudo, desvinculado das normas religiosas católicas era algo que poderia estabelecer-se de maneira a não mais vinculálos ou reaproximá-los de sua antiga condição. Com isto, entretanto, não estamos 19 Para a Bahia dos oitocentos ver: REIS, Isabel, A FAMÍLIA NEGRA NO TEMPO DA ESCRAVIDÃO: BAHIA, Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, Para O Rio Grande do Sul do mesmo período, em região circunvizinha à Santa Maria, ver PERUSSATO, Ibid.

11 dizendo que este vínculo significasse laços fortuitos ou de menos importância para aqueles que os conformava. Ao contrário. Lucrecia Maria da Conceição, possivelmente com alguma ligação de parentesco com a família de Engracia, também traz os contornos de uma história que reafirmam nossa hipótese inicial. Para além de amásio de uma de uma de suas escravas, Lucrecia, com quem tinha cinco filhos, Gomes do Valle havia nascido ao norte de Portugal e assim que chegou à Província do Rio Grande de São Pedro teve diferentes atuações e parece ter trazido dos lugares pelos quais transitou novas idéias para o desenvolvimento de Santa Maria, que o levaram a reivindicar por alterações importantes na cidade. Assim como seu envolvimento com a maçonaria, não parece ter sido estranho no Rio Grande do Sul dos oitocentos 20, tampouco, o envolvimento de senhores com suas escravas não o tenha sido. A história de Coelho do Vale revela um pouco do aparato de recursos que possuía e que conferiu à suas ações uma aceitação, uma legitimidade social. Os registros informam seu campo de atuação, que certamente o possibilitou levar à vila novos empreendimentos e formas de pensar e que, de alguma forma, servia de mediador entre as relações do Estado e da comunidade 21. Percebe-se que a legitimidade social alcançada por Gomes do Vale na comunidade de Santa Maria esteja associada aos vínculos que procurou conformar assim que chegou à localidade, com pessoas que lá tinham alguma influência. Disso resultou uma mobilização dos políticos locais, que refletiu-se, em 1861, quando assume o posto de pároco colado. Assim, menos importante se tornava o fato de ser amásio de uma de suas escravas e ter com a dita cinco filhos, mas mais importante do que isso, era o grau de convencimento àquela sociedade de sua moralidade. Este sujeito era portador de arcabouço de recursos frutos dos conhecimentos de que era continha, conforme se observa no registro feito de seus bens, em inventário, tenha conformado alianças com sujeitos sociais de designações sociais semelhantes e superiores a suas. Ou seja, a preocupação em estabelecer laços, futuros elos, horizontalidade, era imprescindível. Porém, também há que se refletir que as alianças de caráter vertical também podiam ser necessárias ou imprescindíveis. Neste sentido, mais 20 Conforme KARSBURG, Alexandre de Oliveira. Sobre as Ruínas da Velha Matriz: Religião e Política em tempos de ferrovia (Santa Maria ). Dissertação de Mestrado, PUCRS, p LEVI, Giovanni. A Herança Imaterial. Trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p Ver, em especial o capítulo IV, em que Levi ressalta o caráter de mediador de Giulio Cesare Chiesa.

12 uma vez, reflete-se o laço estratégico conformado com uma de suas escravas, Lucrecia. Valle fazia parte de 20% dos proprietários de escravos na Vila de Santa Maria, que eram detentores de 6 à 10 cativos. Conforme Kulzer (2009, p.159), dos 253 inventários por ela catalogados, 52% possuíam escravos, ou seja, 131. Destes, 69% apresentavam até 5 cativos, 20%, de 6 à 10 e 11% destes eram proprietários de mais de 10 cativos. A média de posse de cativos entre os anos de era de 7 escravos, número este que, durante os anos de passa a ser de 4 escravos, sendo o vigário proprietário de número significativo de escravos da região. Lucrecia, mesmo sendo já liberta quando da abertura do testamento de Gomes do Valle, em 1865, ainda permanece em cativeiro. Dois anos antes da morte de seu senhor, este concede a ela alforria, com a condição de me servir enquanto for do seu gosto 22. A dita gerenciava, ainda na condição de escrava e depois, enquanto liberta, a única padaria existente na vila e talvez os frutos de seu trabalho tenham permitido que servisse como credora do vigário, com a quantia de 416 mil e 910 réis, conforme referido em seu inventário 23. No testamento de Gomes do Vale, a ela é legado a maior parte de seus bens; além de uma quantia em dinheiro, a casa do dito, que vizinhava com os terrenos da Igreja Matriz. Quer dizer trata-se de uma relação fortuita que, todavia, resguarda e transmite o patrimônio. Então, seriam estas relações passageiras a única maneira de se organizar em família? Quais seus significados e importância de seu funcionamento àquela sociedade? Em que medida não se aproximavam dos recursos e direitos que conferiam uma relação estável, como o casamento? Estas são algumas das questões que pretendemos responder nos desenrolar desta pesquisa. Referências Bibliográficas BAKOS, Margaret M. RS: escravismo e Abolição. Porto Alegre: Mercado Aberto, BARRAL, Maria Elena. Los párocos como mediadores em las fronteras del mundo colonial. Buenos Aires rural em el siglo XVIII. In: BARRIERA, Dario (compilador). Justicias y Fronteras. Estúdios sobre historia de la justicia em el Rio de la Plata. Siglos XVI-XIX. Murcia: Universidad de Murcia, Catálogo seletivo de cartas de liberdade. Acervos dos tabelionatos de municípios do interior do Rio Grande do Sul. Vol. 2. Porto Alegre, Inventário do vigário Gomes do Vale.

13 BARTH, Process and form in social life. Vol 1. London: Routlegde & Kegan Paul, BARTH, Fredrick. O guru, o iniciador e outras variações antropológicas, Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, BELINAZO, Terezinha. A população da paróquia de Santa Maria da Boca do Monte ( ). Santa Maria: UFSM Dissertação de Mestrado, BURGUÈRE A. & LEBRUN, F. As mil e uma famílias da Europa. In: BURGUIÈRE, A. et alli. História da Família. 3 vol. Lisboa: Terramar, Catálogo seletivo de cartas de liberdade. Acervos dos tabelionatos de municípios do interior do Rio Grande do Sul. Vol. 2. Porto Alegre, CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil: Trad. de Fernando de Castro Ferro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. Edições do Senado Federal. Vol. 79, COOPER, Frederick. Plantation slavery on the East Coast of África. Portsmouth, New Hampshire, CORRÊA, Marisa. Colcha de retalhos: estudos sobre a família no Brasil. São Paulo: Brasiliense, FARINATTI, Luis Augusto Ebling. Sobre as cinzas da mata virgem: lavradores nacionais na Província do Rio Grande do Sul (Santa Maria, ) Dissertação de Mestrado do curso de Pós-Graduação em História do Brasil da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Confins Meridionais: famílias de elite e sociedade agrária na fronteira sul do Brasil ( ). Rio de Janeiro, Tese (Doutorado em História) Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio de Janeiro. FARINATTI, Luis A. Peões de estância e produção familiar na fronteira sul do Brasil ( ). Anos 90, Porto Alegre, v. 15, n. 27, p , dez FINLEY, Moses. I. Escravidão antiga e ideologia moderna. Rio de Janeiro: Graal, FLORENTINO, Manolo Garcia. Em costas negras: uma história do tráfico atlântico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (Séculos XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

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