LAÇOS FAMILIARES NA DEPRESSÃO CENTRAL DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "LAÇOS FAMILIARES NA DEPRESSÃO CENTRAL DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX."

Transcrição

1 LAÇOS FAMILIARES NA DEPRESSÃO CENTRAL DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX. Letícia Batistella Silveira Guterres Doutoranda da UFRJ, Bolsista CAPES Resumo: Por muito tempo a história da família envolvendo escravos foi pouco estudada no Rio Grande do Sul, em especial em áreas cujas economias estiveram ligadas ao mercado interno. É o caso da região deste estudo, que, no ano de 1859, somava uma população cativa de 19% da população total, ou seja, embora proporcionalmente representasse um dos menores números de populações escravas na Província riograndense acabava por manter a média entre os municípios menos urbanizados e que não possuíam charqueadas. A intenção desta comunicação é de refletir as conformações familiares envolvendo escravos nesta região, à luz das transformações ocorrentes na segunda metade do século XIX, no Brasil. Palavras chave: famílias, escravos, Rio Grande do Sul Este texto é parte do desenvolvimento de uma pesquisa em andamento e que tem como objetivo analisar o funcionamento da família, envolvendo escravos, em Santa Maria, no período que corresponde ao fim do tráfico internacional de escravos, em 1850, dentre outros aspectos gerais, que vêm acompanhados de uma maior efervescência de idéias contrárias à escravidão ou, pelo menos que não mais a encaram como algo naturalizado. Para tanto, a idéia é de captar o funcionamento deste fenômeno macro em uma perspectiva que o nível micro é capaz de alcançar. Ao reconhecimento tardio do importante papel do escravo na formação social do Rio Grande do Sul, especialmente se comparado às demais regiões brasileiras cujas economias estiveram voltadas ao mercado externo, deve-se o desenvolvimento tardio de estudos sobre a temática que envolve a conformação e significados de seus laços familiares. Talvez, grande parte das motivações para isto esteja relacionada à tentativa de associar-se ao Rio Grande do Sul uma formação étnica europeizada.

2 Também a idéia da existência de um número desprezível de escravos no Rio Grande do Sul desfavoreceu o desenvolvimento de estudos em torno da questão servil no estado. Na obra intitulada RS: escravismo e abolição de Margaret Bakos 1, do ano de 1982, a autora já apontava para a redução de estudos sobre a questão servil no estado do Rio Grande do Sul, tendo em vista a crença de diversos intelectuais de que aqui o escravo praticamente não existia. A autora questiona esta idéia, informando (BAKOS, 1982, p. 19) 2 : O fato do Rio Grande do Sul estar incluído, quatro anos antes da abolição, entre as províncias de maior população escrava no Brasil, é um dado por demais significativos da presença de um número proporcionalmente grande de escravos entre os gaúchos. Essas idéias ajudaram à conformação de uma historiografia tradicional 3 cujos estudos estavam fundamentadas em relatos de viajantes, tais como Saint-Hillaire, 4 que esteve em 1820 no sul e que deixou suas impressões de um tratamento ao negro nas estâncias, onde predominaria a forma de trabalho benevolente. A influência da obra de Gilberto Freyre 5 possivelmente tenha contribuído para uma historiografia, em especial entre as décadas de 1930 e 1960, em que as relações sociais eram apresentadas em um cenário de democracia sulina. Farinatti (2008, p.361) destaca para o movimento semelhante ao que ocorreu com a análise da escravidão brasileira com a imagem construída dos homens livres pobres da Campanha, ou seja, a visão de uma anomia social, onde se destaca a imagem do peão de estância atrelada à imagem de homens desgarrados, que não conformavam vínculos sociais e familiares importantes. Esse movimento historiográfico sulriograndense acompanhou em grande medida a produção historiográfica brasileira, que esteve voltada durante algum tempo às questões que envolviam a economia e a mão-de-obra nela utilizada. Como resultado 1 BAKOS, Margareth Marchiori. RS: escravismo e Abolição. Porto Alegre: Mercado Aberto, GOULART, Jorge Salis. A formação do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1933; LAYTANO, Dante. O negro e o espírito guerreiro nas origens do Rio Grande do Sul. Revista do Instituto Histórico Geográfico do Rio Grande do Sul, Porto Alegre: Globo, 1 trim.; SAINT-HILLAIRE, A. A Viagem ao Rio Grande do Sul ( ) São Paulo: Ed. Da USP FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e senzala. 48 ed. São Paulo: Global, 2003.

3 verificou-se uma historiografia sobre escravidão, que teve um viés economicista e se recusou a ver o escravo como sujeito histórico. O papel de destaque ou não de escravos em uma sociedade também passava e passa por uma discussão que se refere à idéia definidora de uma sociedade escravista. Finley (1991, 83-84) ao discutir o que seria definidor de uma sociedade escravista, contesta a idéia corrente de que seriam as porcentagens da distribuição dos escravos entre os homens livres, que iriam variar entre 30 e 35 %. Propõe o seguinte:...determinar o lugar dos escravos numa sociedade não é uma questão de totais numéricos dada uma quantidade razoavelmente grande -, mas de sua localização. Isso em dois sentidos: quem eram seus donos e que papel exerciam na economia e fora dela. Para ele, localizar a sociedade escrava significaria o fato dos escravos proverem a maior parte da renda obtida através do direito de propriedade pelas elites. Porém, tais perspectivas valorizam essencialmente o lugar destes escravos enquanto mão-de-obra para gerir determinada economia. Nesse caso, não concebem uma sociedade que se define não apenas por suas relações econômicas, mas em relações que precedem a própria escravidão, como as relações familiares e clientelares (COOPER, 2001). Ainda que bem inferiores às áreas do sudeste brasileiro, os estudos envolvendo a família escrava vêm ganhando uma dimensão cada vez maior no Rio Grande do Sul 6, em especial em áreas não ligadas ao setor de exportação 7. Não está mais em questão o fato de escravos terem conformado laços familiares, mas o que está em franco desenvolvimento são as particularidades do funcionamento destas famílias e seus significados nos contextos específicos em que se inserem. Indo ao encontro destes estudos, no sentido de fazer parte da esteira de contribuições para a história social da família é que escolhemos como local de análise Santa Maria da Boca do Monte, na segunda metade do século XIX. 6 Ver XAVIER, Regina Célia L. (org.). História da escravidão e da Liberdade no Brasil Meridional. Gui Bibliográfico. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007, p Dentre outros: SANTOS, Sherol dos. Apesar do cativeiro. Família escrava em Santo Antônio da Patrulha ( ). Dissertação de Mestrado UNISINOS, 2009; PERUSSATO, Melina K. Como se de ventre livre nascesse. Experiências de cativeiro, parentesco, emancipação e liberdade nos derradeiros anos da escravidão. Rio Pardo/RS Dissertação de Mestrado UNISINOS, 2010; PETIZ Silmei. Caminhos Cruzados. Famílias e estratégias escravas na fronteira oeste do Rio Grande de São Pedro ( ). Tese de Doutorado UNISINOS, 2009.

4 Desde 1825, conforme o requerimento dirigido ao Imperador Dom Pedro I do mesmo ano, os moradores da capela justificavam seu anseio de torná-la uma paróquia. Suas principais alegações se referiam à distância a que se encontravam da sede da paróquia (Vila de Cachoeira) e, portanto, às dificuldades de comunicação com a mesma. Além disso, informavam a existência de uma população de 2000 almas; o incipiente desenvolvimento do comércio, da pecuária e da agricultura e, ainda, a localização privilegiada de Santa Maria da Boca do Monte na Estrada Geral, em contato com São Martinho e as Missões; portanto, com acesso a zonas de intensa atividade econômica. (BELINAZO, 1980, p.39). Até o ano de 1858, quando ocorreu sua emancipação, a região era formada por uma área mais extensa do que os seus atuais limites e englobava os municípios de Silveira Martins, parte de Itaara, São Pedro do Sul e a própria Santa Maria. Trata-se da região da Depressão central rio-grandense. Ao deixar a cidade pela estrada do Pinhal, em 1858, Avé-Lallemant 8 informava sobre a paisagem, observada do alto das montanhas: Sobre belos vales e desfiladeiros descortina-se a aprazível Santa Maria e, mais ao longe, os imensos campos da Província, cujas ondulações, vistas do alto, quase desaparecem e se transformam numa planície, em que se alternam os pastos e as matas. Os campos, predominantes ao sul do território, conduziram à criação de gado, enquanto que nas áreas florestais predominou a agricultura de alimentos, voltada para o consumo próprio. Como observa Luis Augusto Farinatti (1999, p. 27), essas terras foram sendo ocupadas por muitos daqueles que não haviam se tornado grandes criadores de gado 9. Em meados, do século XIX, a vila associava a criação de gado, produção de alimentos e pequeno comércio regional. Conforme Kulzer (2009, p. 63), a base de sua economia estava vinculada fundamentalmente a produção de alimentos, havendo, porém atividades ligadas à pecuária, que não constituíam o eixo principal da economia local. 8 Ver: MARCHIORI, José Newton; NOAL FILHO, Valter. Santa Maria: relatos e impressões de viagem. Santa Maria: Editora da UFSM, FARINATTI, op. Cit, 1999, p. 27. Nesta dissertação, o autor apresenta o trabalho cativo disseminado para além da grande lavoura.

5 Dados dos censos do Rio Grande do Sul, de 1801 a , informam que a população cativa do município de Santa Maria, em 1859, somava 19% da população total, ou seja, embora proporcionalmente representasse um dos menores números de populações escravas na Província rio-grandense 11, acabava por manter a média entre os municípios menos urbanizados e que não possuíam charqueadas (FARINATTI, 1999, p.31-32). Houve um crescimento em 24 % de escravos no município, conforme informam os dados dos censos de 1858 e 1872; de 966 escravos em 1859 para em Esse aumento, assim como pode revelar uma reprodução endógena importante do plantel, também pode servir como indicativo de Santa Maria ter se tornado pólo comprador de escravos; o crescimento econômico a levaria de consumidora de escravos ao invés de fornecedora, contrariando a lógica do tráfico interprovincial, refletido pelo fim do tráfico internacional de escravos, em Sobre a presença de escravos em Santa Maria, após o fim do tráfico de escravos, é importante a constatação de Kulzer (2009, p. 160): A presença de escravos na faixa de 8 14 anos nos inventários de Santa Maria é de 13% sobre o total dos escravos arrolados. Indo além, verificamos uma concentração de escravos com faixa etária entre 0 35 anos de 75% do total de cativos o que nos permite concluir que os inventariados concentravam seus escravos nesta faixa jovem e produtiva, possivelmente estas unidades econômicas, incentivavam a reprodução endógena. 10 De Província de São Pedro a Estado do Rio Grande do Sul censos do RS: 1803 a Porto Alegre: FEE, Conforme, Kulzer, op.cit, p. 39: No ano de 1859 o percentual de escravos em Santa Maria era de 19% sobre o total da população. Comparando com os percentuais da população escrava com outras regiões da Província verificamos que na região Missioneira - São Borja apresentava 14%, Uruguaiana 22%, Cruz Alta 13% sobre o total da população. Enquanto em Pelotas, Jaguarão e Rio Grande, a população escrava compunha respectivamente 27%, 28% e 18% do total, regiões estas ligadas as charqueadas e a atividade urbanas 11. Se compararmos com a região da Campanha tem-se Alegrete com 23% 11, Bagé com 25%, Itaqui com 15% 11. Estes números indicam que, Santa Maria aproxima seu percentual das regiões de Cruz Alta, Rio Grande, Itaqui, São Borja. Devemos considerar que estes números apontam regiões pouco urbanizadas e/ou sem charqueadas, onde a mão de obra escrava aparece em menor proporção que em áreas tradicionalmente vistas como de excelência do trabalho escravo sulino. Contudo, embora estejamos tratando aqui de uma área que não está entre as primeiras da província em termos de população escrava, nem de longe estes 19% de habitantes cativos pode ser desprezado. 12 CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil: Trad. de Fernando de Castro Ferro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Mais especificamente tratando da temática em torno do tráfico de negros entre a África e o Rio de Janeiro, ver: FLORENTINO, Manolo Garcia. Em costas negras: uma história do tráfico atlântico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (Séculos XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

6 À reprodução endógena pode estar associado o fato da Vila de Santa Maria haver aumentado o seu número de cativos, contrariando dados sobre áreas cuja economia estaria mais voltada ao mercado interno; bem como os dados referentes à província do Rio Grande do Sul: (...) foi de o total de escravos perdidos por esse comércio entre os anos de Nesse período, o declínio da escravaria rio-grandense atinge um percentual de 38,9%, considerado por Robert Conrad como o quinto mais elevado do Brasil. Porém, como a mesma percentagem é verificável, com pequena diferença para menos em mais de oito províncias, fica demonstrado que o número de saída do Rio Grande do Sul não foge da média geral (BAKOS, 1982, p. 41). Trata-se, portanto, de um ambiente essencialmente agrário 13, de pessoas pouco afortunadas, tinha, porém, algo peculiar. Era, pelo próprio lugar em que ocupa geograficamente, espaço de passagem, ponto de trânsito, por onde naturalmente circulava muita gente. Foi, sob certo sentido, espaço de possibilidades de muitas pessoas, que buscavam um lugar para se estabelecer. Ao longo dos oitocentos, ainda em sua segunda metade, manteve em boa parte de sua área florestal (responsável por mais de 60% da área total de sua cobertura vegetal) a fronteira agrária aberta, ou seja, estas áreas demoraram mais para serem ocupadas e eram prioritariamente habitadas por lavradores, produtores de alimentos. Já a área de campo, mais ao sul do território, esta sim já havia sido ocupada até a segunda metade do século XIX, por homens que se dedicaram, em sua grande maioria, à pecuária. Talvez à possibilidade de estabelecer-se tenha estado associado o crescimento médio anual da população da Paróquia de Santa Maria. Observou-se que, durante a segunda metade dos oitocentos, a população livre cresceu, pois apresentou altas taxas brutas de natalidade e recebeu elementos de fora, conforme os registros paroquiais (BELINAZO, 1980, p.68). Também, no contato com registros paroquiais de casamento, em busca dos indícios da família escrava, percebemos um número pequeno de uniões celebradas 13 O espaço urbano da região ainda se confundia com a área rural naquele momento, por isso não parece ter seus limites ainda bem definidos, algo que possivelmente viria se suceder a partir do último quartel da década de 1880, quando se têm as instalações da ferrovia, fato que, sem dúvida, ajudou na construção de uma nova configuração socioeconômica à então cidade. Sobre o processo de urbanização ver: KARSBURG, Alexandre de Oliveira. Sobre as Ruínas da Velha Matriz: Religião e Política em tempos de ferrovia (Santa Maria ). Dissertação de Mestrado, PUCRS, 2007.

7 através deste ritual. Ao longo dos anos de 1844 e 1882, verificamos (90) noventa casamentos celebrados. Destes, (25) vinte e cinco foram uniões entre escravos, sendo que (19) dezenove ocorreram entre cativos de uma mesma propriedade. O fato de a grande maioria dessas uniões à formação da família escrava haver ocorrido entre cativos de um mesmo plantel nos sugere haver uma possível normatização senhorial à concepção de tais uniões, além das prováveis possibilidades que as facilitavam, provavelmente em dito contexto. 14 Além destes dados referentes aos casamentos, à população cativa temos entre os anos de 1844 e 1882, mais de 90% de ilegitimidade, dado revelador de uma ausência paterna significativa. Também dentre as manumissões 15 analisadas, em 34 delas houve a presença de algum sujeito aparentado, cuja maior parte a mãe. A redução de casamentos e o número crescente de crianças ilegítimas batizadas na freguesia, ao longo dos anos de nosso estudo não podem ser compreendidos como um processo de promiscuidade. Nas palavras de Márcia Vasconcellos (2004, p. 291), eles estavam seguindo uma opção contrária à norma, mas não diferente à de grande parte da população livre da época. Neste período houve um total de 1732 casamentos, dentre os quais 1640 foram celebrados por pessoas livres. Conforme a distribuição da população por sexo e estado civil demonstra, no ano de 1858, 70,7% da população livre era solteira e, em 1872, este número cai um pouco para 61,8% (BELINAZO, 1980, p.81). Os dados de ilegitimidade presentes, portanto, tanto na população livre quanto na escrava, nos faz retomar a afirmação de Vasconcellos, de que ambos os grupos estavam seguindo uma opção contrária à norma. Pois esta última era clara em destacar a importância da celebração do casamento para salvá-los da vida de pecado 16. Neste mesmo caminho regulavam as Constituições, segundo o qual casar ou batizar-se, para os escravos, independia da permissão de seu senhor Não somente no contexto de nosso estudo mas também na região Sudeste brasileira, na segunda metade do século XIX, Robert Slenes confirmava o fato de, à viabilidade da formação dessas relações familiares, através do casamento e até na formação de redes de parentesco mais extensas, seria fundamental o tamanho das posses, que, sendo médias e grandes, tornaria mais fácil a escolha de um cônjuge na mesma propriedade. Além disso, Slenes revela a importância do número de escravos em tais propriedades, que se somaria em, pelo menos, dez cativos. Todos estes, segundo o autor, são fatores geradores de possibilidades à formação da família a partir do casamento religioso. Ver: SLENES, 1999, op. cit. 15 Ao longo do período deste estudo houve 149 cartas de alforria registradas e 153 escravos alforriados. 16 Esta expressão aparece em muitos dos registros de casamento envolvendo cônjuges cativos em Santa Maria. 17 Ver Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, p.125.

8 Porém, nos auxiliam os apontamentos do antropólogo norueguês, Fredrik Barth, para o qual a sociedade não era um corpo homogêneo, representado por uma coerência e lógica intocáveis. Logo, os agentes sociais não são meras cópias do modelo chamado sociedade, e isto tem implicações: fundamentalmente, o resultado disto é uma possibilidade explicativa que encara o sistema como resultado, não como estrutura preexistente à qual a ação se conforma (BARTH, 1981, p.175). Tomando isto para nosso estudo, entendemos, que as normativas sobre condutas presentes nas Ordenações Filipinas expressavam valores de um mundo que não era estático, mas era dinâmico e constantemente (re) inventado por seus agentes, leia-se, por os distintos sujeitos de diferentes designações sociais. Neste sentido, percebemos que ao tratar do tema da família no Ocidente, relacionamos naturalmente a ela o casamento e a procriação, imaginando-a de modelo nuclear, que, dependendo do contexto em que se insere, expande-se ou não com outros parentes consangüíneos ou rituais. Essa visão, construída com o auxílio da Igreja Católica, nem sempre teve este caráter até porque a postura desta instituição diante do casamento nem sempre foi a mesma. O casamento só se torna um dos sacramentos da Igreja em Este discurso moral, responsável por tal associação, estava segundo Silvia Brugger, presente em Portugal e em suas áreas coloniais, quer dizer, havia uma normatização da legislação portuguesa com relação a diversos aspectos relativos à prole e seus direitos. Essas normativas vinham das Ordenações Filipinas, que vigentes no Brasil até 1917, são indicadoras das categorias atribuídas à prole. Ao normatizar sobre condutas, também expressava os valores daquele mundo (NEDER & CERQUEIRA, 2001). Em contrapartida, quando falamos em uniões que não passam pelo ritual católico, como o concubinato, as imaginamos como fortuitas ou menos importantes. Conforme Silveira (2005) esta idéia está ligada ao trabalho de Caio Prado Júnior e de historiadores que nele se basearam para descrever a vida do homem livre e pobre dentro do contexto da grande lavoura do Brasil, no século XIX. Este homem, moralmente degradado, encontrava nas relações passageiras a única maneira de se organizar em família. O concubinato, neste sentido, representava a desclassificação social em que estas pessoas viviam.

9 O aprofundamento desta pesquisa contraria esta lógica e nos faz questionar em que medida relações consideradas fortuitas em meados dos oitocentos como o concubinato - não se aproximavam dos recursos e direitos que conferia uma relação estável, como o casamento? Responder a esta questão pressupõe tratar das especificidades das conformações familiares no Ocidente, bem traduzida na assertiva de Burguière e François Lebrum (1986) de mil e uma famílias... e, também, repensar os funcionamentos e significados da família à luz da história do concubinato no Brasil. Para tentar responder a esta questão, a proposta metodológica foi a de partir de um olhar sobre as escolhas e ações sociais empreendidas por aqueles agentes ao conformar alianças. Neste sentido, um processo-crime do ano de 1878 nos ajuda à análise sobre as escolhas destes distintos sujeitos. O episódio narrado no processo 18 versa sobre as suspeitas de Constantino, um escravo, ter assassinado uma parda, liberta, de nome Engracia Maria da Conceição, porque ela não teria permitido a realização de seu casamento com a filha da vítima: Maria Liotildes. O fato de parecer verossímil àquelas pessoas, que a impossibilidade da realização do casamento levou Constantino a cometer o crime nos traz a possibilidade de perceber nestas ações diferentes significados e, portanto, estratégias, na busca de conformação destas alianças familiares. Ainda mais quando verificamos através dos registros de casamento, que para os casamentos mistos, por condição social de ambos os cônjuges, verificamos que em 61,3% destas se davam entre escravos e mulheres livres (BELINAZO, 1981). Conforme apresentado em trabalho anterior, estes laços conformados entre pessoas de distintas situações e designações sociais trazia implicações para ambas as partes. Para Constantino, escravo, o casamento poderia estar associado à possibilidade de maior mobilidade social, no aumento de seus recursos materiais e o controle da economia doméstica. Casar-se com uma mulher livre, para Constantino, sendo ele cativo, através da união religiosa com Maria Liotildes, que já era sua amásia, poderia vir a legitimar ou ampliar o acesso estável à produção familiar. Hebe Mattos (1998, p.62) expôs alguns atributos fundamentais para a afirmação da liberdade frente à realidade da escravidão: transitoriedade (mobilidade), ou a situação de agregado (casa 18 Processo-crime 1002, Santa Maria, maço 28, Arquivo Público do estado do Rio Grande do Sul.

10 e roça próprias), além da ausência da coerção física, eram assim fundamentais à afirmação da liberdade frente à realidade da escravidão. Além disso, sendo o ventre determinante da condição jurídica, caso Constantino tivesse com Maria Liotildes filhos, estes seriam livres, seguindo o ventre da mãe. Embora, reconheçamos a existência, em número bastante inferior de escravas mulheres casando com homens livres (6,1%) ou escravas com libertos (4%). Também há que se destacar que no contexto da ocorrência deste episódio, que vitimou Engracia, já estava em vigência a Lei de 28 de setembro de 1871, que, conforme mostrou Melina Perussato (2010), em seu artigo terceiro regulava a libertação anual e gradual da população cativa, mediante indenização pecuniária ao senhor. Estas libertações, por seu turno, foram reguladas pelo artigo 27 do regulamento de 23 de novembro de 1872, que previa alguns critérios para tais libertações. O primeiro deles era justamente dar preferência à libertação de famílias em que havia cônjuges de escravos de diferentes senhores. De acordo com Perussato (2010, p.128), ao preferir as famílias na ordem de libertação, o regulamento deixou evidente a concretização em lei de uma demanda escrava: a preservação da família e as consecuções familiares de liberdade. Passados alguns poucos anos, em 1883, estes critérios de libertação são alterados pela Junta, que estabeleceu que na ordem das famílias, teriam preferência os escravos casados com pessoas livres, dados que já se mostravam de realidade para outros diferentes locais do Brasil, na segunda metade do século XIX 19. Por outro lado, para Maria Liotildes, ou, melhor dizendo, para sua família: Engrácia (sua mãe), Jozé Pedro (amásio de Engracia) e Francisco (filho de Maria Liotildes), não parecia ser o casamento com Constantino a melhor estratégia a seguir. A distância que os separava era imensa: a liberdade. Casar com Constantino poderia estar associado a uma reaproximação àquela condição anterior de escravo se não sua de sua mãe, que era parda liberta. O amasiamento, contudo, desvinculado das normas religiosas católicas era algo que poderia estabelecer-se de maneira a não mais vinculálos ou reaproximá-los de sua antiga condição. Com isto, entretanto, não estamos 19 Para a Bahia dos oitocentos ver: REIS, Isabel, A FAMÍLIA NEGRA NO TEMPO DA ESCRAVIDÃO: BAHIA, Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, Para O Rio Grande do Sul do mesmo período, em região circunvizinha à Santa Maria, ver PERUSSATO, Ibid.

11 dizendo que este vínculo significasse laços fortuitos ou de menos importância para aqueles que os conformava. Ao contrário. Lucrecia Maria da Conceição, possivelmente com alguma ligação de parentesco com a família de Engracia, também traz os contornos de uma história que reafirmam nossa hipótese inicial. Para além de amásio de uma de uma de suas escravas, Lucrecia, com quem tinha cinco filhos, Gomes do Valle havia nascido ao norte de Portugal e assim que chegou à Província do Rio Grande de São Pedro teve diferentes atuações e parece ter trazido dos lugares pelos quais transitou novas idéias para o desenvolvimento de Santa Maria, que o levaram a reivindicar por alterações importantes na cidade. Assim como seu envolvimento com a maçonaria, não parece ter sido estranho no Rio Grande do Sul dos oitocentos 20, tampouco, o envolvimento de senhores com suas escravas não o tenha sido. A história de Coelho do Vale revela um pouco do aparato de recursos que possuía e que conferiu à suas ações uma aceitação, uma legitimidade social. Os registros informam seu campo de atuação, que certamente o possibilitou levar à vila novos empreendimentos e formas de pensar e que, de alguma forma, servia de mediador entre as relações do Estado e da comunidade 21. Percebe-se que a legitimidade social alcançada por Gomes do Vale na comunidade de Santa Maria esteja associada aos vínculos que procurou conformar assim que chegou à localidade, com pessoas que lá tinham alguma influência. Disso resultou uma mobilização dos políticos locais, que refletiu-se, em 1861, quando assume o posto de pároco colado. Assim, menos importante se tornava o fato de ser amásio de uma de suas escravas e ter com a dita cinco filhos, mas mais importante do que isso, era o grau de convencimento àquela sociedade de sua moralidade. Este sujeito era portador de arcabouço de recursos frutos dos conhecimentos de que era continha, conforme se observa no registro feito de seus bens, em inventário, tenha conformado alianças com sujeitos sociais de designações sociais semelhantes e superiores a suas. Ou seja, a preocupação em estabelecer laços, futuros elos, horizontalidade, era imprescindível. Porém, também há que se refletir que as alianças de caráter vertical também podiam ser necessárias ou imprescindíveis. Neste sentido, mais 20 Conforme KARSBURG, Alexandre de Oliveira. Sobre as Ruínas da Velha Matriz: Religião e Política em tempos de ferrovia (Santa Maria ). Dissertação de Mestrado, PUCRS, p LEVI, Giovanni. A Herança Imaterial. Trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p Ver, em especial o capítulo IV, em que Levi ressalta o caráter de mediador de Giulio Cesare Chiesa.

12 uma vez, reflete-se o laço estratégico conformado com uma de suas escravas, Lucrecia. Valle fazia parte de 20% dos proprietários de escravos na Vila de Santa Maria, que eram detentores de 6 à 10 cativos. Conforme Kulzer (2009, p.159), dos 253 inventários por ela catalogados, 52% possuíam escravos, ou seja, 131. Destes, 69% apresentavam até 5 cativos, 20%, de 6 à 10 e 11% destes eram proprietários de mais de 10 cativos. A média de posse de cativos entre os anos de era de 7 escravos, número este que, durante os anos de passa a ser de 4 escravos, sendo o vigário proprietário de número significativo de escravos da região. Lucrecia, mesmo sendo já liberta quando da abertura do testamento de Gomes do Valle, em 1865, ainda permanece em cativeiro. Dois anos antes da morte de seu senhor, este concede a ela alforria, com a condição de me servir enquanto for do seu gosto 22. A dita gerenciava, ainda na condição de escrava e depois, enquanto liberta, a única padaria existente na vila e talvez os frutos de seu trabalho tenham permitido que servisse como credora do vigário, com a quantia de 416 mil e 910 réis, conforme referido em seu inventário 23. No testamento de Gomes do Vale, a ela é legado a maior parte de seus bens; além de uma quantia em dinheiro, a casa do dito, que vizinhava com os terrenos da Igreja Matriz. Quer dizer trata-se de uma relação fortuita que, todavia, resguarda e transmite o patrimônio. Então, seriam estas relações passageiras a única maneira de se organizar em família? Quais seus significados e importância de seu funcionamento àquela sociedade? Em que medida não se aproximavam dos recursos e direitos que conferiam uma relação estável, como o casamento? Estas são algumas das questões que pretendemos responder nos desenrolar desta pesquisa. Referências Bibliográficas BAKOS, Margaret M. RS: escravismo e Abolição. Porto Alegre: Mercado Aberto, BARRAL, Maria Elena. Los párocos como mediadores em las fronteras del mundo colonial. Buenos Aires rural em el siglo XVIII. In: BARRIERA, Dario (compilador). Justicias y Fronteras. Estúdios sobre historia de la justicia em el Rio de la Plata. Siglos XVI-XIX. Murcia: Universidad de Murcia, Catálogo seletivo de cartas de liberdade. Acervos dos tabelionatos de municípios do interior do Rio Grande do Sul. Vol. 2. Porto Alegre, Inventário do vigário Gomes do Vale.

13 BARTH, Process and form in social life. Vol 1. London: Routlegde & Kegan Paul, BARTH, Fredrick. O guru, o iniciador e outras variações antropológicas, Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, BELINAZO, Terezinha. A população da paróquia de Santa Maria da Boca do Monte ( ). Santa Maria: UFSM Dissertação de Mestrado, BURGUÈRE A. & LEBRUN, F. As mil e uma famílias da Europa. In: BURGUIÈRE, A. et alli. História da Família. 3 vol. Lisboa: Terramar, Catálogo seletivo de cartas de liberdade. Acervos dos tabelionatos de municípios do interior do Rio Grande do Sul. Vol. 2. Porto Alegre, CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil: Trad. de Fernando de Castro Ferro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. Edições do Senado Federal. Vol. 79, COOPER, Frederick. Plantation slavery on the East Coast of África. Portsmouth, New Hampshire, CORRÊA, Marisa. Colcha de retalhos: estudos sobre a família no Brasil. São Paulo: Brasiliense, FARINATTI, Luis Augusto Ebling. Sobre as cinzas da mata virgem: lavradores nacionais na Província do Rio Grande do Sul (Santa Maria, ) Dissertação de Mestrado do curso de Pós-Graduação em História do Brasil da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Confins Meridionais: famílias de elite e sociedade agrária na fronteira sul do Brasil ( ). Rio de Janeiro, Tese (Doutorado em História) Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio de Janeiro. FARINATTI, Luis A. Peões de estância e produção familiar na fronteira sul do Brasil ( ). Anos 90, Porto Alegre, v. 15, n. 27, p , dez FINLEY, Moses. I. Escravidão antiga e ideologia moderna. Rio de Janeiro: Graal, FLORENTINO, Manolo Garcia. Em costas negras: uma história do tráfico atlântico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (Séculos XVIII e XIX). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

14 FLORES, Ana Paula Marquesini. Descanse em paz: testamentos e cemitério extramuros na Santa Maria de 1850 à Dissertação de Mestrado do curso de Pós-Graduação em História do Brasil da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e senzala. 48 ed. São Paulo: Global, GOULART, Jorge Salis. A formação do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1933 GUDEMAN, Stephen & SCHWARTZ, Stuart. Purgando o pecado original: compadrio e batismo de escravos na Bahia no século XVIII, In: REIS, João José (Org.) Escravidão e Invenção da Liberdade. Estudos sobre o negro no Brasil. São Paulo: Brasiliense, KARSBURG, Alexandre de Oliveira. Sobre as Ruínas da Velha Matriz: religião e política em tempos de ferrovia: (Santa Maria: ). Dissertação de Mestrado, PUCRS, KULZER, Gláucia Giovana Lixinski de Lima. De Sacramento à Boca do Monte: a formação patrimonial de famílias de elite na Província de São Pedro (Santa Maria, RS, século XIX). Dissertação de Mestrado do curso de Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, LAYTANO, Dante. O negro e o espírito guerreiro nas origens do Rio Grande do Sul. Revista do Instituto Histórico Geográfico do Rio Grande do Sul, Porto Alegre: Globo, 1 trim.; LEVI, Giovanni. Centro e periferia di uno stato assoluto. Ter saggi su Piemonte e Ligúria in etá moderna. Rosenberg & Sellier LEVI, A Herança imaterial. Trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII. Rio de Janeiro: civilização Brasileira, LIMA, Henrique Espada. A micro-história italiana: escalas, indícios e singularidades. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, MARCHIORI, José Newton; NOAL FILHO, Valter. Santa Maria: relatos e impressões de viagem. Santa Maria: Editora da UFSM, MATTOS DE CASTRO, Hebe. Das Cores do Silêncio: os significados da liberdade no sudeste escravista Brasil, século XIX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.NEDER, Gizlene; CERQUEIRA FILHO, Gisálio. Os filhos da lei. Rev. bras. Ci. Soc., São Paulo, v.16, n.45, Feb Availablefrom<http://www.scielo.br/scielo.php.OSÓRIO, Helen. Estanceiros, lavradores e comerciantes na constituição da estremadura

15 portuguesa na América: Rio Grande de São Pedro, Niterói, f. Tese (Doutorado em História) Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal Fluminense. PERUSSATO, Melina K. Como se de ventre livre nascesse. Experiências de cativeiro, parentesco, emancipação e liberdade nos derradeiros anos da escravidão. Rio Pardo/RS Dissertação de Mestrado UNISINOS, PETIZ Silmei. Caminhos Cruzados. Famílias e estratégias escravas na fronteira oeste do Rio Grande de São Pedro ( ). Tese de Doutorado UNISINOS, PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Editora Brasiliense, REIS, Isabel Cristina F. Histórias de vida familiar e afetiva de escravos na Bahia do século XIX. Salvador: Centro de estudos baianos, A FAMÍLIA NEGRA NO TEMPO DA ESCRAVIDÃO: BAHIA, Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, RUBERT, Arlindo. História da Igreja no Rio Grande do Sul: época imperial ( ). Porto Alegre:EDIPUCRS, SAINT-HILLAIRE, A. A Viagem ao Rio Grande do Sul ( ) São Paulo: Ed. Da USP SAMARA, Eni Mesquita. As Mulheres, o poder e a família: São Paulo - século XIX. São Paulo: Marco Zero, SANTOS, Sherol dos. Apesar do cativeiro. Família escrava em Santo Antônio da Patrulha ( ). Dissertação de Mestrado UNISINOS, SILVEIRA, Alessandra da Silva. O amor possível: um estudo sobre o concubinato no Bispado do Rio de Janeiro em fins do século XVIII e início do XIX. Tese de doutorado, UNICAMP, SILVEIRA GUTERRES, Letícia. Para além das fontes: im/possibilidades de laços familiares entre livres, libertos e escravos: (Santa Maria ). Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em História PUCRS, SLENES, Robert W. Senhores e subalternos no oeste paulista. In: ALENCASTRO, Luis Felipe de (org.). História da Vida Privada no Brasil. V. 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

16 . Lares negros, olhares brancos: história da família escrava no século XIX. In: Revista brasileira de História. ANPUH, Na Senzala uma Flor: esperanças e recordações na formação da família escrava Brasil, sudeste, século XIX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, VALLANDRO, Daniela. Entre a solidariedade e a animosidade : os conflitos e as relações interétnicas populares. Santa Maria Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, VASCONCELLOS, Márcia Cristina de. Casar ou não, eis a questão: os casais e as mães solteiras escravas no litoral sul-fluminense, Estud. afro-asiát. [online]. 2002, vol.24, no.2 [citado 14 Outubro 2004], p Disponível na World Wide Web: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s x &lng=pt&nrm=iso>. ISSN X. ZALUAR, Alba. As mulheres e a direção do consumo doméstico (estudo de papéis familiares nas classes populares urbanas).

Vidas cativas: uma biografia dos escravos envolvidos no plano de revolta de 1832 Campinas

Vidas cativas: uma biografia dos escravos envolvidos no plano de revolta de 1832 Campinas Vidas cativas: uma biografia dos escravos envolvidos no plano de revolta de 1832 Campinas Ricardo Figueiredo Pirola Mestrando UNICAMP No ano de 1832 foi descoberto em Campinas um plano de revolta escrava,

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego - PME

Pesquisa Mensal de Emprego - PME Pesquisa Mensal de Emprego - PME Dia Internacional da Mulher 08 de março de 2012 M U L H E R N O M E R C A D O D E T R A B A L H O: P E R G U N T A S E R E S P O S T A S A Pesquisa Mensal de Emprego PME,

Leia mais

Detetives do passado: escravidão no século 19. Rio de Janeiro: Núcleo de Documentação, História e Memória-NUMEM/UNIRIO, 2009.

Detetives do passado: escravidão no século 19. Rio de Janeiro: Núcleo de Documentação, História e Memória-NUMEM/UNIRIO, 2009. Detetives do passado: escravidão no século 19. Rio de Janeiro: Núcleo de Documentação, História e Memória-NUMEM/UNIRIO, 2009. A carta de alforria trazia as seguintes informações: identidade do dono [...],

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

(1871-1888). Desafios e possibilidades Daniela Fagundes Portela 1 Faculdade de Educação da USP. e-mail: danifportela@uol.com.br

(1871-1888). Desafios e possibilidades Daniela Fagundes Portela 1 Faculdade de Educação da USP. e-mail: danifportela@uol.com.br Registros de Batismo da Paróquia Nossa Senhora Penha de França: Uma fonte para o estudo do cotidiano privado das crianças negras livres na província de São Paulo (1871-1888). Desafios e possibilidades

Leia mais

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo:

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: A família patriarcal no Brasil e seus desdobramentos. 2 Habilidade: Reconhecer que a ideologia patriarcal influenciou a configuração

Leia mais

EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i

EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i EMPREENDEDORISMO SOCIAL: economia solidária da teoria a prática a experiência UFRB/INCUBA e sociedade Danilo Souza de Oliveira i INTRODUÇÃO Entre as inúmeras formas de diálogo que a UFRB (Universidade

Leia mais

Palavras-chave: Libertos, Alforrias, conflitos fundiários

Palavras-chave: Libertos, Alforrias, conflitos fundiários Resumo: Esta pesquisa visa analisar as formas da liberdade em Alegrete, Campanha Riograndense, buscando identificar experiências de ambigüidades com os sujeitos contemplados por cartas de alforria condicionadas

Leia mais

Pesquisa sobre o Perfil dos Empreendedores e das Empresas Sul Mineiras

Pesquisa sobre o Perfil dos Empreendedores e das Empresas Sul Mineiras Pesquisa sobre o Perfil dos Empreendedores e das Empresas Sul Mineiras 2012 2 Sumário Apresentação... 3 A Pesquisa Perfil dos Empreendedores Sul Mineiros Sexo. 4 Estado Civil.. 5 Faixa Etária.. 6 Perfil

Leia mais

Casamento e Maternidade entre Escravas de Angra dos Reis, Século XIX *

Casamento e Maternidade entre Escravas de Angra dos Reis, Século XIX * Casamento e Maternidade entre Escravas de Angra dos Reis, Século XIX * Marcia Cristina Roma de Vasconcellos USP Palavras-chave: mulheres escravas, procriação, casamento, família escrava. Na freguesia de

Leia mais

O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA

O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA Silmara Oliveira Moreira 1 Graduanda em Geografia/UESB, Bolsista da UESB E-mail: silmara.geo@gmail.com Resumo: O objetivo

Leia mais

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Centro Educacional Juscelino Kubitschek Centro Educacional Juscelino Kubitschek ALUNO: N.º: DATA: / /2011 ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIE: 6ª série/7 ano TURMA: TURNO: DISCIPLINA: GEOGRAFIA PROFESSOR: Equipe de Geografia Roteiro e lista de Recuperação

Leia mais

A legitimidade entre os cativos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Franca - Século XIX

A legitimidade entre os cativos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Franca - Século XIX A legitimidade entre os cativos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Franca - Século XIX Maísa Faleiros da Cunha* Introdução1 Com a expansão das áreas de agro-exportação no Sudeste, aumenta a necessidade

Leia mais

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan João Paulo I O NORDESTE COLONIAL Professor Felipe Klovan A ECONOMIA AÇUCAREIRA Prof. Felipe Klovan Portugal já possuía experiência no plantio da cana-de-açúcar nas Ilhas Atlânticas. Portugal possuía banqueiros

Leia mais

ÁREA: RESENHA CRÍTICA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA UESB PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS PET ECONOMIA UESB

ÁREA: RESENHA CRÍTICA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA UESB PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS PET ECONOMIA UESB UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA UESB PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS PET ECONOMIA UESB Tutor: Gildásio Santana Júnior Bolsista: Iago Fernandes Botelho e Silva Resenha da

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS DO GEPHE - GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM CAMPINA GRANDE PARAIBA

GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS DO GEPHE - GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM CAMPINA GRANDE PARAIBA GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE DOCUMENTOS DO GEPHE - GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM CAMPINA GRANDE PARAIBA Autora: Regina Coelli Gomes Nascimento - Professora do curso de História

Leia mais

6. Considerações finais

6. Considerações finais 84 6. Considerações finais Nesta dissertação, encontram-se registros de mudanças sociais que influenciaram as vidas de homens e mulheres a partir da chegada das novas tecnologias. Partiu-se da Revolução

Leia mais

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1

AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 AGROECOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: pesquisa, ação e reflexão a partir das escolas do campo no município de Goiás-GO 1 SOUZA, Murilo M. O. 2 ; COSTA, Auristela A. 2 ; SANT ANNA, Thiago S. 3 ; SILVA, Fábio

Leia mais

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA SETEMBRO /2012 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1. Dimensão e características da ocupação no setor da construção civil no Brasil e na Bahia (2000 e 2010)...

Leia mais

www.senado.leg.br/datasenado

www.senado.leg.br/datasenado www.senado.leg.br/datasenado Lei Maria da Penha completa 9 Promulgada em 2006, a Lei Maria da Penha busca garantir direitos da mulher, além da prevenção e punição de casos de violência doméstica e familiar.

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR LUZ, Janes Socorro da 1, MENDONÇA, Gustavo Henrique 2, SEABRA, Aline 3, SOUZA, Bruno Augusto de. 4 Palavras-chave: Educação

Leia mais

Detetives do passado: escravidão no século 19. Rio de Janeiro: Núcleo de Documentação, História e Memória-NUMEM/UNIRIO, 2009.

Detetives do passado: escravidão no século 19. Rio de Janeiro: Núcleo de Documentação, História e Memória-NUMEM/UNIRIO, 2009. Solução do caso É TUDO VERDADE! Em julho de 1813, o verdadeiro Francisco José Rebello enviou seu requerimento ao juiz municipal do Desterro. Este requerimento e todos os outros documentos que compõem a

Leia mais

PROJETO ESCOLA E CIDADANIA

PROJETO ESCOLA E CIDADANIA PROJETO DE AQUISIÇÃO DE KIT ESCOLAR PROJETO ESCOLA E CIDADANIA 1. HISTÓRICO A preocupação com a causa da criança e do adolescente em situação de risco, faz nascer instituições proféticas espalhadas pelo

Leia mais

CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR: REFLETINDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR: REFLETINDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR: REFLETINDO SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Gislaine Franco de Moura (UEL) gislaine.franco.moura@gmail.com Gilmara Lupion Moreno (UEL) gilmaralupion@uel.br

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

Revista HISTEDBR On-line

Revista HISTEDBR On-line FONTES PRIMÁRIAS DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: A PRIMEIRA EDIÇÃO DE AS CONSTITUIÇÕES PRIMEIRAS DO ARCEBISPADO DA BAHIA - 1707. Paulo de Tarso Gomes UNISAL Americana- SP paulo.gomes@am.unisal.br Foto

Leia mais

Francemberg Reis¹; Lucilene Reginaldo²

Francemberg Reis¹; Lucilene Reginaldo² 1368 METODOLOGIAS PARA A HISTÓRIA SOCIAL: A TRAJETÓRIA DE INDIVÍDUOS EM FEIRA DE SANTANA ATRAVÉS DA DOCUMENTAÇÃO PAROQUIAL, JUDICIÁRIA E CARTORIAL (1870 1930) Francemberg Reis¹; Lucilene Reginaldo² 1.

Leia mais

Economia e Sociedade Açucareira. Alan

Economia e Sociedade Açucareira. Alan Economia e Sociedade Açucareira Alan Características coloniais gerais Colônia de exploração Existência de Pacto Colonial Monopólio Economia de exportação de produtos tropicais Natureza predatória extrativista,

Leia mais

RELATÓRIO DO ESTÁGIO NO NÚCLEO DE PESQUISA EM HISTÓRIA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO NO NÚCLEO DE PESQUISA EM HISTÓRIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA ESTÁGIO PRELIMINAR NÚCLEO DE PESQUISA EM HISTÓRIA ALEXANDRA CODA HELENA CANCELA CATTANI RAFAEL

Leia mais

NEGROS EM SOBRAL NO SÉCULO XIX (1880-1884): UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA E DO DIREITO

NEGROS EM SOBRAL NO SÉCULO XIX (1880-1884): UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA E DO DIREITO NEGROS EM SOBRAL NO SÉCULO XIX (1880-1884): UM ESTUDO SOB A ÓTICA DA HISTÓRIA E DO DIREITO Sabrina Nascimento de Carvalho, Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, sabrinaerarisson@hotmail.com Rárisson

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego PME. Algumas das principais características dos Trabalhadores Domésticos vis a vis a População Ocupada

Pesquisa Mensal de Emprego PME. Algumas das principais características dos Trabalhadores Domésticos vis a vis a População Ocupada Pesquisa Mensal de Emprego PME Algumas das principais características dos Trabalhadores Domésticos vis a vis a População Ocupada Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Algumas das principais

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução.

RESUMO ESPANDIDO. O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. RESUMO ESPANDIDO O Novo Código Florestal: aspectos legais e evolução. Alcione Adame 1 INTRODUÇÃO Ao contrário do que a mídia a muita gente pensa a lei 12.651/12, conhecida como Novo Código Florestal, não

Leia mais

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé

Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Uma Reflexão Sobre o Surgimento do Candomblé Os estudos sobre a África e as culturas africanas têm ganhado espaço nas últimas décadas. No Brasil esse estudo começou, basicamente, com Nina Rodrigues em

Leia mais

TÍTULO: DESIGUALDADE SOCIAL E O FENÔMENO DA GLOBALIZAÇÃO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

TÍTULO: DESIGUALDADE SOCIAL E O FENÔMENO DA GLOBALIZAÇÃO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: DESIGUALDADE SOCIAL E O FENÔMENO DA GLOBALIZAÇÃO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS

Leia mais

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte

A Bandeira Brasileira e Augusto Comte A Bandeira Brasileira e Augusto Comte Resumo Este documentário tem como ponto de partida um problema curioso: por que a frase Ordem e Progresso, de autoria de um filósofo francês, foi escolhida para constar

Leia mais

APEBA - Judiciário/ Relação de 33 Inventários de Santo Antônio de Jesus 1870-1888.

APEBA - Judiciário/ Relação de 33 Inventários de Santo Antônio de Jesus 1870-1888. 1 ARRANJOS FAMILIARES NOS LIMITES DA ESCRAVIDÃO EM SANTO ANTÔNIO DE JESUS BAHIA (1871-1888) ELIETE MARQUES DOS SANTOS VAZ As relações familiares entre cativos assumiram várias formas no Brasil escravista.

Leia mais

BATISMO DE CRIANÇAS ESCRAVAS NA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES, 1833-1854

BATISMO DE CRIANÇAS ESCRAVAS NA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES, 1833-1854 BATISMO DE CRIANÇAS ESCRAVAS NA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES, 1833-1854 Solange Mouzinho Alves 1 Solange P. Rocha 2 Aos seis de abril de mil oitocentos trinta e três nesta Matriz de Nossa Senhora

Leia mais

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis Fabiana Cristina da Luz luz.fabiana@yahoo.com.br Universidade Cruzeiro do Sul Palavras-chave: Urbanização

Leia mais

Repasse da 76a. Assembléia da CNBB Sul I Aparecida de 10 a 12/06/2013

Repasse da 76a. Assembléia da CNBB Sul I Aparecida de 10 a 12/06/2013 Repasse da 76a. Assembléia da CNBB Sul I Aparecida de 10 a 12/06/2013 1. Finalidade do Ano da Fé; 2. O que é a Fé; 3. A transmissão da Fé enquanto professada, celebrada, vivida e rezada; 4. O conteúdo

Leia mais

Um breve passeio sobre a história socioeconômica do Sertão da Ressaca

Um breve passeio sobre a história socioeconômica do Sertão da Ressaca FONTES PARA A HISTÓRIA SOCIAL DO TRABALHO: Vitória da Conquista e região A economia regional nas fontes da Justiça do Trabalho (1963-1965) SILVA, Danilo Pinto da 1 Email: danilohist@gmail.com Orientadora:

Leia mais

Palavras-chave: Educação Matemática; Avaliação; Formação de professores; Pró- Matemática.

Palavras-chave: Educação Matemática; Avaliação; Formação de professores; Pró- Matemática. PRÓ-MATEMÁTICA 2012: UM EPISÓDIO DE AVALIAÇÃO Edilaine Regina dos Santos 1 Universidade Estadual de Londrina edilaine.santos@yahoo.com.br Rodrigo Camarinho de Oliveira 2 Universidade Estadual de Londrina

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ATIVIDADE TURÍSTICA, NO MUNICÍPIO DE JARDIM MS SILVANA APARECIDA L. MORETTI 1

RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ATIVIDADE TURÍSTICA, NO MUNICÍPIO DE JARDIM MS SILVANA APARECIDA L. MORETTI 1 1 RELAÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ATIVIDADE TURÍSTICA, NO MUNICÍPIO DE JARDIM MS SILVANA APARECIDA L. MORETTI 1 RESUMO: Este trabalho pretende discutir a relação existente entre educação e organização

Leia mais

O trabalho compreende a análise de três TCC - Trabalho de Conclusão de Curso.

O trabalho compreende a análise de três TCC - Trabalho de Conclusão de Curso. III Congresso Internacional III Congresso Internacional, I Simpósio Ibero-Americano e VIII Encontro Nacional de Riscos Guimarães RISCO AMBIENTAL E VULNERABILIDADE: DISCUSSÃO CONCEITUAL A PARTIR DE TRABALHOS

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DOS PADRÕES RECENTES Barbara Christine Nentwig Silva Professora do Programa de Pós Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social /

Leia mais

DataSenado. Secretaria de Transparência DataSenado. Março de 2013

DataSenado. Secretaria de Transparência DataSenado. Março de 2013 Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher DataSenado Março de 2013 Mulheres conhecem a Lei Maria da Penha, mas 700 mil ainda sofrem agressões no Brasil Passados quase 7 desde sua sanção, a Lei 11.340

Leia mais

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s)

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) Kálita Tavares da SILVA 1 ; Estevane de Paula Pontes MENDES

Leia mais

Comércio de escravos em Sant Anna de Mogy das Cruzes na segunda metade do século XIX - 1864-1887

Comércio de escravos em Sant Anna de Mogy das Cruzes na segunda metade do século XIX - 1864-1887 Comércio de escravos em Sant Anna de Mogy das Cruzes na segunda metade do século XIX - 1864-1887 Armando de Melo Servo Constante PUC-SP Na segunda metade do século XIX o tráfico de escravos ruma para o

Leia mais

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições Maria Cecília de Souza Minayo 1ª. característica: elevadas e crescentes taxas de homicídios nos últimos 25 anos Persistência das causas externas

Leia mais

Patrocínio Institucional Parceria Apoio

Patrocínio Institucional Parceria Apoio Patrocínio Institucional Parceria Apoio O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte, desperta potencialidades artísticas que elevam a autoestima

Leia mais

O PARENTESCO RITUAL NA SOCIEDADE ESCRAVISTA RIO-PARDENSE FREGUESIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO RIO PARDO

O PARENTESCO RITUAL NA SOCIEDADE ESCRAVISTA RIO-PARDENSE FREGUESIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO RIO PARDO O PARENTESCO RITUAL NA SOCIEDADE ESCRAVISTA RIO-PARDENSE FREGUESIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO RIO PARDO (1845 a 1865). Roberta França Vieira Zettel Mestranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Leia mais

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO Autor (unidade 1 e 2): Prof. Dr. Emerson Izidoro dos Santos Colaboração: Paula Teixeira Araujo, Bernardo Gonzalez Cepeda Alvarez, Lívia Sousa Anjos Objetivos:

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes

Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sumário PNAD/SIMPOC 2001 Pontos importantes Sistema de pesquisas domiciliares existe no Brasil desde 1967, com a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD; Trata-se de um sistema de pesquisas

Leia mais

Taxa de desocupação foi de 9,3% em janeiro

Taxa de desocupação foi de 9,3% em janeiro Taxa de desocupação foi de 9,3% em janeiro A taxa de desocupação registrada pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, nas seis principais Regiões Metropolitanas do país (Recife, Salvador, Belo Horizonte,

Leia mais

A invisibilidade do trabalho infanto-juvenil doméstico

A invisibilidade do trabalho infanto-juvenil doméstico PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC A invisibilidade do trabalho infanto-juvenil doméstico NOME DA BOLSISTA: Clarice de Sousa Silva ORIENTADOR (A) DO PROJETO: Ana Cristina

Leia mais

LEITURAS E LEITORES DA COLEÇÃO BIBLIOTECA DAS MOÇAS. PONTOS PARA UMA PESQUISA A PARTIR DAS MARCAS DE LEITURA FEITAS POR NORMALISTAS i

LEITURAS E LEITORES DA COLEÇÃO BIBLIOTECA DAS MOÇAS. PONTOS PARA UMA PESQUISA A PARTIR DAS MARCAS DE LEITURA FEITAS POR NORMALISTAS i LEITURAS E LEITORES DA COLEÇÃO BIBLIOTECA DAS MOÇAS. PONTOS PARA UMA PESQUISA A PARTIR DAS MARCAS DE LEITURA FEITAS POR NORMALISTAS i Cássia Aparecida Sales M Kirchner ii Faculdade de Educação Unicamp

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

Desigualdades socioespaciais no RN: velhas causas, novas formas

Desigualdades socioespaciais no RN: velhas causas, novas formas Desigualdades socioespaciais no RN: velhas causas, novas formas Rita de Cássia da Conceição Gomes Natal, 11/09/2011 As Desigualdades socioespacias em nossa agenda de pesquisa: Dialética apresentada Pesquisa

Leia mais

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM R E S E N H A A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM TRABALHO PIONEIRO SALLES, VICENTE. O NEGRO NO PARÁ. SOB O REGIME DA ESCRAVIDÃO. 3ª EDIÇÃO. BELÉM: INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ, 2005. JOSÉ MAIA BEZERRA

Leia mais

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Síntese

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Síntese 2014 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Síntese Dieese Subseção Força Sindical 19/09/2014 PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICILIOS - PNAD 2013 Síntese dos Indicadores POPULAÇÃO A Pesquisa

Leia mais

PROVA de HISTÓRIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2006. Questão 01 II) Leia, atentamente, o trecho abaixo e responda ao que se pede:

PROVA de HISTÓRIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2006. Questão 01 II) Leia, atentamente, o trecho abaixo e responda ao que se pede: PROVA de HISTÓRIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2006 (cada questão desta prova vale até cinco pontos) Questão 01 Leia, atentamente, o trecho abaixo e responda ao que se pede: Para o filósofo grego Platão, nenhuma

Leia mais

Pesquisa Mensal de Emprego

Pesquisa Mensal de Emprego Pesquisa Mensal de Emprego EVOLUÇÃO DO EMPREGO COM CARTEIRA DE TRABALHO ASSINADA 2003-2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE 2 Pesquisa Mensal de Emprego - PME I - Introdução A Pesquisa

Leia mais

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2013 A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS A sociedade brasileira comemora, no próximo dia 20 de novembro, o Dia da

Leia mais

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião

Família. Escola. Trabalho e vida econômica. Vida Comunitária e Religião Família Qual era a profissão dos seus pais? Como eles conciliavam trabalho e família? Como era a vida de vocês: muito apertada, mais ou menos, ou viviam com folga? Fale mais sobre isso. Seus pais estudaram

Leia mais

A reprodução da população escrava em Porto Alegre, na década de 1780

A reprodução da população escrava em Porto Alegre, na década de 1780 A reprodução da população escrava em Porto Alegre, na década de 1780 Luciano Costa Gomes 1 Na década de 1780, os escravos compunham um terço da população de Porto Alegre, capital da Capitania do Rio Grande

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

Documento base sobre Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário. O que é e para quem é o Comércio Justo e Solidário?

Documento base sobre Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário. O que é e para quem é o Comércio Justo e Solidário? Documento base sobre Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário Este é um documento que objetiva apresentar a proposta do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário, sua importância, benefícios

Leia mais

INTRODUÇÃO. Capes Relatório Anual: Avaliação Continuada 2005 - Ano Base 2004 Área de Avaliação: GEOGR AFIA

INTRODUÇÃO. Capes Relatório Anual: Avaliação Continuada 2005 - Ano Base 2004 Área de Avaliação: GEOGR AFIA Relatório Anual: Avaliação Continuada 5 - Ano Base INTRODUÇÃO. Optou-se neste relatório por manter na introdução, os dados históricos da área de Pós-graduação em Geografia, constante no relatório do triênio

Leia mais

A REINSERÇÃO DE NOVA ESPERANÇA NA REDE URBANA DE MARINGÁ: UMA PROPOSTA DE ESTUDO

A REINSERÇÃO DE NOVA ESPERANÇA NA REDE URBANA DE MARINGÁ: UMA PROPOSTA DE ESTUDO A REINSERÇÃO DE NOVA ESPERANÇA NA REDE URBANA DE MARINGÁ: UMA PROPOSTA DE ESTUDO 5 Amanda dos Santos Galeti Acadêmica de Geografia - UNESPAR/Paranavaí amanda_galeti@hotmail.com Kamily Alanis Montina Acadêmica

Leia mais

Boletim PNAD Resultados da PNAD 2011 Educação Junho de 2013

Boletim PNAD Resultados da PNAD 2011 Educação Junho de 2013 Boletim PNAD Resultados da PNAD 2011 Educação Junho de 2013 RESULTADOS DA PNAD 2011 EDUCAÇÃO Apresentação 2 Governo do Estado da Bahia Jaques Wagner Secretaria do Planejamento (Seplan) José Sergio Gabrielli

Leia mais

A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949.

A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949. A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949. Palavras-chave: Anápolis, árabe, desenvolvimento, comércio. LUPPI, Sheila Cristina Alves de Lima 1 POLONIAL, Juscelino Martins

Leia mais

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias C/H Memória Social 45 Cultura 45 Seminários de Pesquisa 45 Oficinas de Produção e Gestão Cultural 45 Orientação

Leia mais

2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS

2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS 2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS Neste capítulo se pretende avaliar os movimentos demográficos no município de Ijuí, ao longo do tempo. Os dados que fomentam a análise são dos censos demográficos, no período 1920-2000,

Leia mais

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº:

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº: Exerc íciosde Revisão Aluno(a): Nº: Disciplina:HistóriadoBrasil Prof(a).:Cidney Data: deagostode2009 2ªSériedoEnsinoMédio Turma: Unidade:Nilópolis 01. QuerPortugallivreser, EmferrosqueroBrasil; promoveaguerracivil,

Leia mais

O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL

O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL Abril /2007 O MERCADO DE TRABALHO NO AGLOMERADO URBANO SUL A busca de alternativas para o desemprego tem encaminhado o debate sobre a estrutura e dinâmica

Leia mais

OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO

OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO DO DISTRITO FEDERAL Novembro de 2010 OS NEGROS NO MERCADO DE TRABALHO E O ACESSO AO SISTEMA PÚBLICO DE EMPREGO, TRABALHO E RENDA Em comemoração ao Dia da Consciência Negra

Leia mais

NOVOS OLHARES SOBRE A ESCRAVIDÃO

NOVOS OLHARES SOBRE A ESCRAVIDÃO NOVOS OLHARES SOBRE A ESCRAVIDÃO Charles Nascimento de SÁ charles.as@superig.com.br FTC/FACSA A escravidão no Brasil tem nos maus tratos e na violência do sistema sua principal afirmação. Ao longo das

Leia mais

O IMPACTO DO ENSINO DE EMPREENDEDORISMO NA GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA : RESULTADOS E PERSPECTIVAS.

O IMPACTO DO ENSINO DE EMPREENDEDORISMO NA GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA : RESULTADOS E PERSPECTIVAS. O IMPACTO DO ENSINO DE EMPREENDEDORISMO NA GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA : RESULTADOS E PERSPECTIVAS. Fernando Toledo Ferraz - ferraz@cybernet.com.br Departamento de Engenharia de Produção Myriam Eugênia R.

Leia mais

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG.

ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. ENTRE A LEI, OS COSTUMES E O DESENVOLVIMENTO: O PROJETO URBANÍSTICO DE 1970 EM MONTES CLAROS/MG. Michael Jhonattan Delchoff da Silva. Universidade Estadual de Montes Claros- Unimontes. maicomdelchoff@gmail.com

Leia mais

Distinção entre Norma Moral e Jurídica

Distinção entre Norma Moral e Jurídica Distinção entre Norma Moral e Jurídica Filosofia do direito = nascimento na Grécia Não havia distinção entre Direito e Moral Direito absorvia questões que se referiam ao plano da consciência, da Moral,

Leia mais

Relato de Experiência: Iniciativas Acadêmicas PRIMEIRO PASSO. Elaboração de um jornal de bairro em comunidade do interior do Rio Grande do Sul

Relato de Experiência: Iniciativas Acadêmicas PRIMEIRO PASSO. Elaboração de um jornal de bairro em comunidade do interior do Rio Grande do Sul Relato de Experiência: Iniciativas Acadêmicas PRIMEIRO PASSO Elaboração de um jornal de bairro em comunidade do interior do Rio Grande do Sul PARZIANELLO, Geder Universidade Federal do Pampa RESUMO Projeto

Leia mais

ATIVIDADES DISCURSIVAS 1 E POSSIBILIDADES DE RESPOSTAS

ATIVIDADES DISCURSIVAS 1 E POSSIBILIDADES DE RESPOSTAS ATIVIDADES DISCURSIVAS 1 E NED Núcleo de Estudos Dirigidos ED 2/ ED Comunicação e Expressão 2012/2 Prof. Cleuber Cristiano de Sousa ATIVIDADE DISCURSIVA 1 Habilidade: ED 2: Compreender e expressar Temáticas

Leia mais

ISSN 2236-0719. Organização Ana Maria Tavares Cavalcanti Maria de Fátima Morethy Couto Marize Malta

ISSN 2236-0719. Organização Ana Maria Tavares Cavalcanti Maria de Fátima Morethy Couto Marize Malta ISSN 2236-0719 Organização Ana Maria Tavares Cavalcanti Maria de Fátima Morethy Couto Marize Malta Universidade Estadual de Campinas Outubro 2011 Apresentação de Mesa-Redonda - 5 Carlos Gonçalves Terra

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

A atividade agrícola e o espaço agrário. Prof. Bruno Batista

A atividade agrícola e o espaço agrário. Prof. Bruno Batista A atividade agrícola e o espaço agrário Prof. Bruno Batista A agropecuária É uma atividade primária; É obtida de forma muito heterogênea no mundo países desenvolvidos com agricultura moderna, e países

Leia mais

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança.

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança. Ser mãe hoje Cristina Drummond Palavras-chave: família, mãe, criança. Hoje em dia, a diversidade das configurações familiares é um fato de nossa sociedade. Em nosso cotidiano temos figuras cada vez mais

Leia mais

Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH.

Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH. Universidade Federal do Acre UFAC Centro de Filosofia e Ciências Humanas CFCH. Colóquio Religiões e Campos simbólicos na Amazônia Período de realização 25 a 28 de agosto de 2014. Grupos de trabalhos. GT

Leia mais

A SENZALA EM MOVIMENTO: NOTAS SOBRE OS PRIMÓRDIOS DA FAMÍLIA ESCRAVA NOS CAMPOS DE VIAMÃO (1747-1758)

A SENZALA EM MOVIMENTO: NOTAS SOBRE OS PRIMÓRDIOS DA FAMÍLIA ESCRAVA NOS CAMPOS DE VIAMÃO (1747-1758) A SENZALA EM MOVIMENTO: NOTAS SOBRE OS PRIMÓRDIOS DA FAMÍLIA ESCRAVA NOS CAMPOS DE VIAMÃO (1747-1758) Márcio Munhoz Blanco 1 O presente texto integra o segundo capítulo de minha dissertação de mestrado

Leia mais

RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012

RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012 RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012 CONVÊNIO UCDB-ACICG-PMCG 26/09/2012 RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS DIA DAS CRIANÇAS 2012 CONVÊNIO UCDB-ACICG-PMCG

Leia mais

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca.

Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao. primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Divisor de águas : uma etnografia sobre as trajetórias de alunos sobreviventes ao primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual carioca. Mylena Gomes Curvello mylenagcurvello@hotmail.com 9 período

Leia mais

6ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL SUSTENTÁVEL TEXTO BASE 4 QUEM SOMOS NÓS OS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

6ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL SUSTENTÁVEL TEXTO BASE 4 QUEM SOMOS NÓS OS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS 6ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL SUSTENTÁVEL TEXTO BASE 4 QUEM SOMOS NÓS OS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS Somos os guardiões das origens, somos os conhecedores das tradições

Leia mais

O CIRCO E OS DIREITOS HUMANOS

O CIRCO E OS DIREITOS HUMANOS O CIRCO E OS DIREITOS HUMANOS Evandro Marcelo da Silva 1 - PUCPR Kauana Domingues 2 PUCPR Edinéia Aranha 3 Grupo de Trabalho Educação e Direitos Humanos Agência Financiadora: não contou com financiamento

Leia mais

Economia, população e escravidão: tráfico interprovincial no contexto de uma vila riograndense na segunda metade do século XIX

Economia, população e escravidão: tráfico interprovincial no contexto de uma vila riograndense na segunda metade do século XIX 1 Economia, população e escravidão: tráfico interprovincial no contexto de uma vila riograndense na segunda metade do século XIX Thiago Leitão de Araújo - Mestre pela UFRGS Por muito tempo convivemos com

Leia mais

LÉGUA DE BEIÇO : ENTRE AS CASAS E AS REDES SOCIAIS DA FAMÍLIA SENHORIAL E DE SEUS ESCRAVOS (PROVÍNCIA DE SÃO PEDRO DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX)

LÉGUA DE BEIÇO : ENTRE AS CASAS E AS REDES SOCIAIS DA FAMÍLIA SENHORIAL E DE SEUS ESCRAVOS (PROVÍNCIA DE SÃO PEDRO DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX) LÉGUA DE BEIÇO : ENTRE AS CASAS E AS REDES SOCIAIS DA FAMÍLIA SENHORIAL E DE SEUS ESCRAVOS (PROVÍNCIA DE SÃO PEDRO DO RIO GRANDE DO SUL, SÉCULO XIX) Letícia Batistella Silveira Guterres 1 Na historiografia

Leia mais

Metodologia. Resultados

Metodologia. Resultados ENCONTRO INTERNACIONAL PARTICIPAÇÃO, DEMOCRACIA E POLÍTICAS PÚBLICAS: APROXIMANDO AGENDAS E AGENTES UNESP SP 23 a 25 de abril de 2013, UNESP, Araraquara (SP) AGENTES SOCIAIS E A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO

Leia mais

SITUAÇÃO DOS ODM NOS MUNICÍPIOS

SITUAÇÃO DOS ODM NOS MUNICÍPIOS SITUAÇÃO DOS ODM NOS MUNICÍPIOS O presente levantamento mostra a situação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nos municípios brasileiros. Para realizar a comparação de forma mais precisa,

Leia mais