CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO JOSÉ DE ITAPERUNA Curso de Graduação em Psicologia JOSÉ AGOSTINHO DE SOUZA NETO

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1 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO JOSÉ DE ITAPERUNA Curso de Graduação em Psicologia JOSÉ AGOSTINHO DE SOUZA NETO ESTUDO SOBRE O TRANSTORNO DEPRESSIVO E SUAS INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS ITAPERUNA RJ DEZEMBRO 2013

2 2 JOSÉ AGOSTINHO DE SOUZAJOSÉ AGOSTINHO DE SOUZA NETO ESTUDO SOBRE O TRANSTORNO DEPRESSIVO E SUAS INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS Artigo apresentado ao Curso de Psicologia do Centro Universitário São José de Itaperuna, como requisito para obtenção do Título de Psicólogo. Orientadora: Professora Ms. Sandra Maria Valadão. ITAPERUNA RJ DEZEMBRO 2013

3 3 ESTUDO SOBRE O TRANSTORNO DEPRESSIVO E SUAS INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS Artigo apresentado ao Curso de Psicologia do Centro Universitário São José de Itaperuna, como requisito para obtenção do Título de Bacharel em Psicologia. Orientadora: Professora Ms. Sandra Maria Valadão. BANCA EXAMINADORA Profª e Ms Sandra Maria Valadão (UNIFSJ) Prof. Esp. Paulo Roberto Novaes de Castro (UNIFSJ) Prof. Ignael Rosa Muniz (UNIFSJ) Examinada: Em: 19/12/2013 Nota:

4 4 ESTUDO SOBRE O TRANSTORNO DEPRESSIVO E SUAS INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS José Agostinho de Souza Neto ¹ Sandra Maria Valadão ² RESUMO: A depressão é uma patologia recorrente e merece muito cuidado e atenção para com o paciente que sofre esse transtorno. Geralmente são utilizados para o seu tratamento, medicamentos e psicoterapia. O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão bibliográfica em livros e artigos científicos que tratam da depressão. É bastante comum pessoas que têm transtorno depressivo optarem somente por um tipo de terapia. Portanto, para um tratamento adequado esse trabalho propõe uma intervenção aliando psicoterapia e psicofármaco, medicamentos antidepressivos utilizados no tratamento. Ambos trabalhando para o bem estar do paciente. Trabalho esse, que é indispensável à presença de profissionais da psicologia e da psiquiatria para a realização de uma terapêutica eficaz. PALAVRAS-CHAVE: Transtorno depressivo. Psicoterapia. Fármacos. Psicologia. Psiquiatria. Introdução A depressão é uma das causas mais profundas de sofrimento do ser humano. Ela apresenta uma forma recorrente e crônica na vida do cidadão, causando um desequilíbrio no comportamento das pessoas, uma desarmonia do estado psíquico, levando o indivíduo a ter grandes dificuldades para viver com esse problema emocional. É uma doença que necessita cuidados específicos de profissionais da área e da família para realizar um tratamento em benefício do bem estar do indivíduo. Segundo os pesquisadores, a depressão é uma perturbação que manifesta em diversas faixas etárias da vida do ser humano. É conhecido como algo obscuro na vida do sujeito portador dessa doença. Em alguns casos a depressão se dá por uma combinação de fatores, como, relações interpessoais, resultante de stress no ¹ Graduando do curso de Psicologia do Centro Universitário São José de Itaperuna, UNIFSJ. ² Mestre em Educação Médica. Professora e orientadora do Centro Universitário São José de Itaperuna, UNIFSJ.

5 5 relações interpessoais, resultante de stress no trabalho, na escola, perda de entes queridos, desarmonia familiar e social e também fatores orgânicos. A pessoa com transtorno depressivo carrega consigo uma perturbação psicológica que afeta todo o seu estado emocional. Levando-a ter prejuízo em seu estado físico recorrente desse emocional abalado. O comportamento do depressivo se manifesta de diversas formas, podendo não ser visto tão claramente por pessoa de seu convívio. Torna-se relevante escrever um artigo sobre depressão para que os leitores tenham uma visão ampliada sobre o tema, relatando suas causas e os possíveis tratamentos do transtorno depressivo. Esse artigo tem como objetivo relatar as causas da depressão e como se deve compreender as mudanças de comportamento no indivíduo que sofre com o transtorno e compreender as alterações de humor nas pessoas portadoras dessa doença. Propondo uma intervenção terapêutica medicamentosa e psicoterápica para um possível controle desses desajustes emocionais. Esta pesquisa tem como base, revisão bibliográfica em livros e artigos científicos, onde os principais autores pesquisados foram: Canale & Furlan (2006) que descrevem a depressão como um sentimento amargurado sem sentido, sendo uma doença grave que merece cuidado. Inácio (2008) diz que a depressão é uma doença que vai se agravando e evoluindo progressivamente, levando em consideração as relações e vivências do ser humano no cotidiano. Del Porto (1999) relata que pessoas deprimidas não se interessam em realizar tarefas que gostavam de fazer anteriormente. O presente artigo é composto de três seções; a primeira define o que é depressão e seus tipos; a segunda se refere às causas psíquicas e emocionais da depressão; a terceira relata sobre a intervenção terapêutica, tanto medicamentosa quanto psicoterapêutica. 1 Depressão A depressão pode ser definida como um processo caracterizado por lentificação dos processos psíquicos. Ela se caracteriza de forma opressora no sujeito. Os relatos mais comum de pessoas com transtorno depressivo são de tristeza, vazio, desânimo. Nem todos os pacientes tem a mesma queixa, podendo

6 6 variar de pessoa para o emocional do indivíduo. É uma desordem dentro do quadro das emoções. (CANALE; FURLAN, 2006, p. 25). Por isso, é necessário compreender a queixa de cada indivíduo em sua individualidade. A perda da capacidade de se sentir bem em diversas atividades é bastante comum em pessoas que sofrem com esse transtorno; além do sentimento de fadiga, cansaço, perda de energia para realizar suas atividades corriqueiras, sendo difícil para o indivíduo conviver com essa patologia. O depressivo se sente incapaz de realizar pequenas tarefas e há casos de pacientes se sentirem inúteis. O mundo fica sem cor, o colorido da vida não existe mais. Estas queixas devem ser analisadas e compreendidas por profissionais e pessoas que convivem com esses indivíduos. Existem casos que os familiares e amigos de depressivos pensem ser apenas necessário o esforço do indivíduo para sair desta situação, verbalizando isto a eles, porém, a questão não é simples assim, pois, a depressão é uma doença que precisa ser diagnosticada e tratada. (CANALE; FURLAN, 2006, p. 25). A pessoa com transtorno depressivo sofre e se vê um peso para os seus familiares. Pode acontecer de pensar na morte como uma solução para o seu sofrimento e o sofrimento das pessoas de seu convívio. Surgem ideias de suicídio quando sente que não tem mais solução para tal problema, que é algo sufocante. A ideia de suicídio pode variar conforme os seus pensamentos ruins; traçam planos de morte para aliviar o sofrimento. Esses pensamentos relacionados à morte devem ser investigados e ser cuidados para que o indivíduo doente não chegue às vias de fato, ou seja, se mate. Entre tantos desajustes no comportamento, encontram-se os sintomas fisiológicos que também ficam comprometidos. Alterações do sono, sendo insônia ou grande sonolência. O apetite é outro fator que pode ser comprometido, uma vez que o indivíduo tem uma alteração do apetite comendo exageradamente, podendo levar ao acúmulo de peso ou também sendo o contrário, o indivíduo pode não ter fome, necessitando de um grande esforço para se alimentar o mínimo possível. Isso pode levar o indivíduo a perder peso, ficando muito magro ou não. Outro fator que merece considerações é a falta de apetite sexual independente de sexo, masculino e feminino. O interesse sexual fica comprometido. Isso se dá com ou sem uso de medicamentos. Pessoa deprimida geralmente tem crises de choro, ficando debilitada emocionalmente.

7 7 A perda da libido é bastante frequente em paciente depressivo. A pessoa perde o prazer da atividade sexual, deixando o indivíduo constrangido. O desejo sexual fica comprometido com a presença da doença que afeta o emocional de tal forma que interfere no estado fisiológico do indivíduo. A perda do desejo leva o paciente a viver sem estímulo. A sua autoestima fica comprometida (baixa), de tal forma que o paciente sente-se uma sensação de inferioridade. (FREUD, 1920, p.278). As pesquisas mostram que as possíveis causas do transtorno depressivo são fatores sociais, sentimentos de culpa, luto, problemas familiares mal resolvidos, fatores ambientais e principalmente questões orgânicas, sendo um desequilíbrio nos neurotransmissores que são responsáveis pela produção de hormônios como a serotonina e endorfina que são responsáveis pela sensação de prazer, conforto e bem estar. (DEL PORTO, 1999, p. 04) A depressão pode ser causada por uma combinação de fatores tais como: desequilíbrio químico no cérebro, herança genética, características psicológicas e situações emocionais estressantes. Muitas pessoas não procuram tratamento porque ficam constrangidas ou pensam que vão superar sozinha o problema. Ainda existe uma crença de que a depressão é uma característica de pessoas frágeis. O tratamento com medicamentos associados à psicoterapia pode ajudar muito. (DALGALARRONDO, 2000, p.190, apud, INÁCIO, 2008, p.9). As causas da depressão são diversas, isso implica uma variável de fatores que merecem suas considerações, incluindo a genética, stress, desequilíbrio hormonal entre outros fatores que contribui para o surgimento da depressão. O estado emocional do indivíduo fica extremamente abalado e a pessoa fica sem ânimo para realizar suas atividades normalmente. Os depressivos sentem uma sensação opressora levando-os a perda de energia e a sensação de fadiga persistente. Essas sensações podem acontecer mesmo não estando realizando atividade física. A falta de energia é algo que limita o depressivo na realização de atividades das mais simples, sendo preciso um esforço muito grande para a efetivação das mesmas. Atividades que antes eram prazerosas passam a não ter mais sentido. Pessoas deprimidas relatam que não possuem mais interesse em realizar tarefas que gostavam como, por exemplo, um esporte favorito.

8 8 Diante desse quadro de melancolia o sujeito deixa de sentir prazer e se fecha em seu mundo melancólico. A concentração fica comprometida, tomar decisão passa a ser um ponto negativo na vida de uma pessoa com transtorno depressivo. Ela não acredita mais em si próprio, se acha incompetente e se auto desvaloriza. (DEL PORTO, 1999, p. 05). Segundo a CID 10 (2003), os sintomas de um indivíduo deprimido são vários. A pessoa deprimida tem como característica apresentar humor depressivo, irritabilidade, ansiedade, angústia, desânimo, cansaço fácil, tendo maior necessidade de se esforçar para realizar atividades consideradas simples. O indivíduo deprimido não sente prazer na realização de suas atividades. Sente-se uma pessoa incapaz. É uma doença que deixa a pessoa desmotivada e apática. Pessoa com esse transtorno tem dificuldade de tomar decisão. Sentimentos de medo e de culpa são característicos em uma pessoa com esse distúrbio. A depressão faz a pessoa perder o sentido da vida. Há um vazio no peito, uma sensação de mal estar acompanhado de comportamento de insegurança. Há um vácuo na mente, uma sensação de desprazer, que fica difícil a pessoa descrever tais sintomas que a atormenta existencialmente. É uma lacuna existencial sendo difícil de preencher. A autoestima torna-se baixa, comprometendo o seu estado emocional. Pensamento de suicídio acontece em pessoa deprimida. Esse pensamento de morte é em busca de uma solução de que a vida não tem mais sentido. O mal estar é frequente em pessoas com esse distúrbio. Há uma agonia no estado emocional. Uma perturbação psicológica que afeta o estado fisiológico como um todo. É importante ressaltar que a sensação de mal estar, está relacionada às perturbações emocionais. É o estado psicológico comprometido afetando o estado fisiológico. Porém o transtorno depressivo compromete ser como um todo, deixandoo sem ânimo para viver na plenitude. Entre tantos fatores perturbadores de humor, existe questão estrutural e comportamental na depressão. O indivíduo depressivo apresenta uma estrutura comprometida em seu sistema cerebral. Há uma estrutura biológica abalada no cérebro, há um comprometimento orgânico. A disfunção dos níveis de serotonina no cérebro leva o indivíduo a ter também alterações comportamentais do humor. Essas transformações deixa o indivíduo com algumas restrições em seu comportamento. 1.1 Tipos de Depressão

9 Distimia A distimia é um tipo de depressão considerada crônica. (Spanemberg e Jurema, 2004, p. 300). Os autores enfatizam que essa patologia se apresenta de forma menos intensa, porém persistente. É um quadro depressivo que o indivíduo é reconhecido como um sujeito rabugento, apresenta muita queixa, é considerada uma pessoa rígida, tensa e muito exigente com os outros e consigo mesmo. Contudo, essas características podem deixar a impressão de que não se trata de uma patologia, sendo mais difícil de diagnosticar a causa. A pessoa portadora desse transtorno apresenta uma constância de tristeza, ficam sempre indisposta com os acontecimentos. Dificilmente aceita alguma forma de tratamento, resistindo às intervenções terapêuticas que são oferecidas. É resistente ao tratamento com o médico, por sua vez fica mais difícil fazer o tratamento psicoterápico, pois não tem desejo de falar de seu sofrimento. Não acredita que está doente, ignorando qualquer forma de ajuda. Apesar de ter sintomas considerados mais brandos do que a depressão maior, o indivíduo sofre com a depressão distímica, sofre muito com essa disfunção, tendo uma enorme dificuldade de conviver socialmente. Esses pacientes têm uma qualidade de vida ruim perante as pessoas consideradas normais. (SPANEMBERG E JUREMA, 2004, p. 300). Mesmo sendo difícil o relacionamento social, a pessoa com depressão distímica pode investir toda a sua energia no trabalho, ocupando sempre o seu tempo nessas atividades e não deixando tempo para outras atividades como lazer. A convivência familiar fica mais comprometida, pois o indivíduo depressivo não consegue obter uma boa relação com os membros familiares. Segundo Spanemberg e Jurema (2004, p. 301) a distimia tem características multifatoriais, considerando o estado biológico e psicológico. É um desajuste no humor. São pessoas que sofrem com esse transtorno, sendo mal compreendidas em seu estado emocional desajustado Depressão Maior Estudos mostram que o transtorno depressivo maior apresenta distúrbios que comprometem severamente a vida de pessoas portadoras dessa doença. Isso se dá por relato do próprio indivíduo e pode ser visto por pessoas que estão ao seu lado. Há uma desorganização psíquica e fisiológica. O sujeito fica debilitado, perdendo o interesse por atividades que antes eram prazerosas. É um desequilíbrio emocional

10 10 de grande impacto. Entre outros sintomas, a depressão maior apresenta quadro desajustado de atividades psicomotora. O indivíduo apresenta sintomas que causam grande sofrimento. Deixando-o sem ânimo para fazer algo que possa sair desse quadro. É importante ressaltar que esses sintomas não são desencadeados por luto ou uso de substâncias. (MATOS, 2006, p. 175). 2 Causas Psíquicas e Emocionais da depressão A depressão, ao lado da ansiedade, faz parte dos transtornos psíquicos mais frequentes da sociedade. (CANALE; FURLLANN, 2006, p.24). O deprimido é um sujeito que sente um vazio imenso, algo sem explicação convincente para quem está ao seu lado. É um sentimento amargurado sem sentido. A pessoa deprimida fica com suas emoções abaladas e sofre com essa profunda tristeza e desânimo. É um sentimento de desprazer, a sua vida deixa de ter perspectiva para o futuro. O sentimento de culpa está relacionado a pessoas que sofrem com esse transtorno, prejudicando-a em seu dia a dia. Um fator importante que merece questionamento relacionado à comparação de mulheres e homens com transtorno depressivo é o fato de mulheres serem mais suscetíveis às doenças. As mulheres tem mais preocupação com seu estado emocional, geralmente são mais sensíveis e, às vezes, conseguem detectar seus problemas e os aceitarem melhor do que os homens. Os homens têm dificuldade de falar de suas emoções, por uma questão cultural, pois acredita que falar de seus sentimentos é sinal de fraqueza, o que não é verdade. De um modo geral a depressão é bastante frequente, estima-se que há uma maior probabilidade de mulheres em relação aos homens. Segundo alguns estudos publicados, os hormônios femininos são fatores que contribuem para a elevação desse distúrbio. Levando a mulher a ser mais vulnerável a esse transtorno emocional. O homem é mais protegido desses fenômenos em relação à mulher. Isso não caracteriza que ser do sexo masculino esteja isento de perturbações emocionais. Estudos mostram que a depressão em homens, fica mascarada com o uso de substâncias, como álcool e outras drogas. (CANALE; FURLLANN, 2006, p.26).

11 11 O homem, às vezes não aceita muito a ideia de sofrimento emocional, acreditando que é uma forma de fraqueza. Mesmo sofrendo, ele não aceita deixar transparecer as emoções, isso se dá inconscientemente. Não é uma questão de sofrer menos do que a mulher, é uma forma de não deixar-se perder em seus pensamentos. A mulher é mais vulnerável, ela consegue falar melhor de suas emoções fragilizadas, apesar de ser compreendida como o sexo frágil, ela é capaz de falar com mais prudência de seus estados emocionais e sofrimento, expondo seus sentimentos através de gestos e falas. Todo ser humano tem seus momentos de tristeza. Isso é comum. Portanto, não se deve confundir momentos tristes com depressão. A depressão tem suas causas e suas consequências. É necessário que se faça um diagnóstico bem apurado com profissionais qualificado. Através desse diagnóstico, elaborar uma terapêutica individualizada. Alegria e tristeza são sentimentos que basicamente todo indivíduo sente no decorrer da vida, são emoções vividas de acordo com suas relações cotidianas. A depressão é diferente, ela apresenta quadros de profundas desordens no sistema nervoso. Ela se apresenta de forma imprevisível. É uma doença que afeta diretamente o cérebro do indivíduo que através desse desequilíbrio pode apresentar também as reações fisiológicas. O corpo físico sofre as reações de um estado psicológico abalado. A depressão é uma doença que vai se agravando e evoluindo progressivamente, levando em consideração as relações e vivências do ser humano. A prevalência da depressão é também mais profunda difere de um quadro de tristeza. A depressão é um estado emocional confuso e obscuro e tem prevalência de tempo, podendo permanecer por um período curto, mas pode também ser um processo duradouro na vida do ser humano. O estado emocional fragilizado é algo desanimador para muitas pessoas que sofrem com o transtorno depressivo, a vida perde o colorido. Há estudos comprovados que até as estações climáticas influenciam nos quadros depressivos. Segundo pesquisadores, região mais fria contribui para o avanço do quadro depressivo. (INÁCIO, 2008, p.09). Assim como o tempo nublado e chuvoso dificulta o quadro de pessoas com depressão. Em contrapartida, o clima mais quente, segundo estudiosos do assunto, é melhor para o convívio do depressivo. O dia iluminado pode ajudar os portadores

12 12 de distúrbios depressivos a sentir um pouco melhor, pois o calor e a luminosidade proporcionam uma estabilidade que os dias nebulosos não o fazem. O indivíduo portador de transtorno depressivo, geralmente tem pensamentos negativos a respeito da situação que está vivendo. Portanto, é bastante comum questionar negativamente em relação ao futuro, dizendo que não tem sentido viver e que não tem perspectivas de vida. Quando a situação apresenta característica para questões suicidas, a pessoa depressiva tem pensamentos que o leva a pensar que a morte é um alívio para ele e para quem está ao seu lado. Não suporta a dor do vazio em seu interior. (BECK, apud, POWELL, ABREU, OLIVEIRA E SUDAK, 2008, p. 76). Essa dor não é uma dor física. É a dor da angústia, sendo o medo de tudo e de nada. São atropelados por um vazio sem uma explicação convincente. A morte pode ser a resposta na fala de quem sofre com esse transtorno como solução de seus problemas. O sofrimento psicológico é tão intenso, que há uma sensação angustiante, não encontrando nenhum local ou atividade que preenche esse vácuo. O indivíduo fica com sua autoestima baixa. Há um comprometimento das emoções, um desajuste que compromete todo o estado emocional. A desesperança é constante no indivíduo depressivo, o corpo pesa e a mente vaga. O choro acontece de forma despretensiosamente que pode ser de certa forma um desabafo, um alívio de suas emoções opressoras. Sendo uma sensação de desgosto que o sufoca, não suportando a angústia e o vazio emocional. O sujeito depressivo não encontra satisfação em suas atividades, vagando em seus pensamentos. (POWELL, ABREU OLIVEIRA E SUDAK, 2008, p. 77). Segundo Freud (1920) em seus escritos sobre Luto e a Melancolia, define o luto como um quadro restrito, ligado à perda de algum objeto que está ligado diretamente às emoções. O falecimento de um ente querido é um fator que desestabiliza o indivíduo. Ao deparar com situações de perdas a pessoa passa por um processo penoso que precisa ser elaborado. Essa elaboração merece uma consideração, respeitando o tempo de cada indivíduo, de acordo com o seu estado emocional, a sua relação com a falta desse objeto. É importante que a pessoa fale dessa questão, no intuito de analisar seus conceitos de luto em busca de poder constituir-se dentro de um processo evolutivo de pensamento, na tentativa de conduzir a vida de maneira produtiva. (FREUD, 1920, p. 275). De acordo com a obra de Freud sobre Luto e Melancolia (1920), a melancolia é um estado diferente do luto. O indivíduo melancólico tem uma reação total de

13 13 desânimo. É um estado emocional penoso, deixando a pessoa sem reação para viver. É uma sensação de mal estar profundo. A vida fica sem sentido e sem objetivo para o futuro. Na melancolia há uma diminuição dos sentimentos, autoestima fica baixa. A pessoa melancólica auto recrimina. Há uma diminuição de realização de atividades corriqueiras. A punição pode aparecer em pessoas com o estado melancólico. O sofrimento é presente entre os casos de melancolia e luto, porém existe a diferença. No caso do luto há um empobrecimento do mundo, está contida uma espécie de vazio existencial, é o objeto de perda que está em jogo. Esta perda pode acontecer de forma concreta ou abstrata. Como por exemplo, uma pessoa da família que de fato morreu, deixou de existir esse objeto, e também vale colocar que existe a perda de forma mais abstrata como uma perda de uma namorada que o indivíduo perdeu, porém o objeto está vivo no mundo da existência, mas a morte dessa pessoa está presente por não possuir mais o seu amor. Na melancolia a perda é representada pelo ego, o indivíduo fica sem seu valor. Há uma incapacidade de relacionamento com o eu. O indivíduo existe no mundo terreno, porém, a vida não tem sentido, revive o passado de forma presente em sua vivência. A melancolia é a ausência de sentido existencial. A autocrítica é persistente no indivíduo, deixando-o sem perspectiva para o futuro. É uma pessoa desprovida de valor, se encontra num estado de inferioridade. (FREUD, 1920, p. 278). 3 Intervenção Terapêutica O tratamento para a depressão é feito com antidepressivos e psicoterapia. Apesar de ter vários medicamentos no mercado farmacêutico, ainda existe certa resistência entre os pacientes de optar por eles. É bastante comum, pessoas deprimidas não procurarem um profissional capacitado para se tratar. No entanto, é importante que busquem um psiquiatra e um psicoterapeuta para o tratamento. 3.1 Tratamento Medicamentoso

14 14 O tratamento farmacológico implica na prescrição de medicamentos antidepressivos que tem a função de controlar as reações cerebrais, em que estão desajustadas. São inibidores seletivos para o controle das funções do Sistema Cerebral. Esses medicamentos agem no Sistema Nervoso Central controlando os níveis de dopamina, noradrenalina e serotonina, substância do cérebro responsável pelo bem estar, prazer e satisfação, algo que para o depressivo fica comprometido com a presença da doença. O uso dos antidepressivos faz com que a pessoa deprimida possa equilibrar essas substâncias que estão desajustadas em seu organismo. Esses medicamentos são de grande importância para a realização de um bom tratamento. Portanto, faz-se necessário, uma boa prescrição e um bom uso dessas substâncias. (ANDRADE; SILVA, 2009, p. 08). Para o bom funcionamento do Sistema Nervoso Central, é necessário que o neurônio receptor capture neurotransmissores para que o organismo possa exercer suas funções normalmente. Na depressão ocorre uma diminuição da quantidade de neurotransmissores a serem liberados para que o Sistema Nervoso funcione de forma adequada. Os neurônios capturam menos neurotransmissores do que devia, sendo assim, ocorre um desequilíbrio no Sistema Nervoso Central. Geralmente os medicamentos levam um período aproximadamente entre quinze a trinta dias para fazer efeito. Portanto é preciso que o medicamento tenha tempo suficiente para agir no organismo. É bastante comum, pacientes não darem continuidade no uso dos medicamentos, acreditando que este não está fazendo efeito e deseja interromper o tratamento. Os medicamentos psicotrópicos são de grande valia, porém deve ter o cuidado na prescrição dos mesmos. Grande parte dos tratamentos com antidepressivos são necessários fazer alguns ajustes até a obtenção de um resultado satisfatório. O período de ação desses medicamentos é bastante relativo. É importante que o profissional responsável pela prescrição informe ao usuário que o efeito do medicamento leva um período aproximadamente de quinze dias para começar fazer efeito. A persistência do uso do medicamento é fundamental para a eficácia do tratamento. (INÁCIO, 2008, p.08). Os antidepressivos Tricíclicos foram os primeiros a serem usados no tratamento da depressão. Geralmente, eles são de custos mais baixos em relação a outros antidepressivos. A função do medicamento tricíclico é de atuar diretamente

15 15 na serotonina e noradrenalina. Atualmente o antidepressivo tricíclico possui algumas restrições ao seu uso. Outros antidepressivos entraram no mercado farmacêutico para atender a população que necessita de medicamentos para o tratamento da depressão. A sertralina, fluoxetina, paroxetina são antidepressivos que estão sendo usado com mais frequência no tratamento da depressão. A ação desses medicamentos é mais seletiva, atuando diretamente na serotonina, controlando os níveis de substâncias que estão desequilibradas no Sistema Nervoso Central. (TENG, HUMES E DEMETRIO, 2005, p.7). O uso de antidepressivo deve ser bem administrado, iniciando geralmente com dose mais baixa, se necessário aumentar a dose gradualmente de acordo com a necessidade do caso. Portanto, se houver necessidade de aumentar a dose do medicamento, deve-se aguardar um período da ação do medicamento, aproximadamente de quinze dias para uma nova avaliação do caso e se for necessário fazer alguma mudança na medicação, esta deve ser feita gradativamente até chegar um nível que o paciente sinta-se protegido de seus sintomas. Após ter atingido uma dosagem satisfatória, deve-se manter o tratamento aproximadamente por um período de seis meses contínuo para uma resposta positiva do organismo no tratamento com o psicofármaco. Uma vez, fazendo esse tratamento ininterrupto, deve-se voltar ao médico para uma nova avaliação. Diante dessa nova avaliação, cabe ao profissional que prescreveu a medicação, fazer suas alterações com cautela diminuindo gradativamente à dosagem da medicação de acordo com sua observação do caso tratado. (TENG, HUMES E DEMETRIO, 2005, p.7). Associado ao tratamento farmacológico deve-se ter sempre uma avaliação psicológica de cada caso que esteja sendo tratado. O paciente orientado por profissionais e familiares deve associar o tratamento medicamentoso com intervenção psicoterápica. No tratamento da depressão a psicoterapia é uma forma de tratamento muito eficaz para o entendimento do paciente diante de suas questões psicológicas. O processo psicoterápico ajuda o deprimido a compreender o seu estado de humor alterado, promovendo uma melhora significativa da depressão. Há caso que é necessário o tratamento psicoterápico e psicofármaco, sendo instrumentos inseparáveis na combinação de um tratamento para depressivo. (TENG, HUMES E DEMETRIO, 2005, p.8).

16 Intervenção Psicoterapêutica Segundo Beck (apud, Powell, Abreu, Oliveira e Sudak, 2008 p. 74). A depressão é um estado de humor deprimido resultante de comportamentos negativos, sendo uma distorção de pensamentos que leva o indivíduo a ter sérios problemas de compreensão do seu estado emocional. Discordando da teoria de Freud que diz ser a depressão algo do inconsciente. Sendo assim, a pessoa deprimida se apresenta de forma negativa para a vida, com suas crenças e pensamentos distorcidos. Levando a crê que esse estado emocional abalado é resultado de uma forte distorção cognitiva. A Terapia Cognitiva Comportamental é muito eficaz no tratamento da depressão, sendo ela, leve, grave ou moderada. Esta terapia pode ser acompanhada com tratamento farmacológico, trabalhando como apoio para o indivíduo que necessita desse suporte. (POWELL, ABREU, OLIVEIRA E SUDAK, 2008 p. 75). De acordo com a abordagem da Terapia Cognitiva Comportamental, o processo de tratamento envolve o paciente a modificar suas crenças e comportamentos negativos, levando-o a acreditar que através de suas mudanças comportamentais, ele pode sair da depressão. Possibilitando ao depressivo obter pensamentos automáticos, enfrentando as situações problemáticas para livrar desses sintomas que o atormenta com base nas mudanças de comportamento. Reconhecendo os pensamentos distorcidos o paciente consegue refletir sobre a realidade do problema. Ele consegue elaborar através da mente pensamentos automáticos e alternativos que o possibilita sair do quadro depressivo. Através da abordagem da Terapia Cognitiva Comportamental, o indivíduo é levado a obter o poder da mente que através do pensamento positivo automático consegue reconhecer a realidade que o leva sofrer de depressão, sendo assim ele elabora seus pensamentos em busca de livrar da doença. Uma vez que se pensa positivamente considerando as crenças verdadeiras que o faz sentir bem, ele se auto auxilia fazendo um julgamento de seus atos, eliminando a depressão. (POWELL, ABREU OLIVEIRA E SUDAK, 2008, p. 75). Considerações Finais

17 17 A depressão com seus diferentes tipos e sintomas diversificados, faz-se necessário uma avaliação minuciosa do quadro para uma possível intervenção terapêutica. O tratamento psicoterápico é de grande importância para o bem estar do indivíduo depressivo. É uma forma de lidar com o sofrimento através da fala. Com o falar a pessoa pode deixar esvaziar aquilo que tanto lhe incomoda. Segundo Inácio (2008, p. 37) a psicoterapia oferece uma oportunidade para o indivíduo crescer e mudar os padrões de vida, levando em consideração os vínculos de relação interpessoal. A psicoterapia é fundamental no tratamento da depressão, levando o indivíduo a integração com as dimensões orgânicas, psíquicas e sociais, considerando esses fatores como princípios que estão relacionados na vida do ser humano. Aliado ao tratamento farmacológico entra a psicoterapia sendo uma indispensável aliada para a reintegração de uma vida mais promissora em seus aspectos fisiológicos e psicológicos. O depressivo precisa de um profissional da psicologia para falar de sua angústia, sofrimento, vazio, pensamentos delirantes entre outras situações de desconforto que afeta seu emocional. Referências ANDRADE, R.V.; SILVA, A.F.; MOREIRA, F.N.; SANTOS, H.P.S.; DANTAS, H.F.; ALMEIDA, I.F.; LOBO, L.P.B.; NASCIMENTO, M.A. Atuação dos Neurotransmissores na Depressão, Disponível em: revista artigos... v n a.pdf. Acesso em: 10/10/2013 BAHLS.S.C. Depressão: Uma Breve Revisão dos Fundamentos Biológicos e Cognitivos Disponível em: Acesso em: 08/10/2013 CANALE, A.; FURLAN, M.M.D.P. Depressão, Maringá, PR, Disponível em: Acesso em: 05/08/2013. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID 10. Porto Alegre RS, Editora Artmed Brasil, 1993.

18 18 CORDIOLI. A.V. PSICOFÁRMACOS NOS TRANSTORNOS MENTAIS. Disponível em: http: www. ufrgs. br psiq, 20 - xa.yimg.com. Aceso em: 17/10/2013. DEL PORTO, J.C. Conceito e diagnóstico. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo Vol. 21 Maio Disponível em: Acesso em: 05/08/2013. FÉDIDA. M.B.P. A clínica da depressão: questões atuais. Disponível em: Acesso em: 08/10/2013. FILHO. E.T.C.; NETO. M.P. Geriatria Fundamentos, Clínica e Terapêutica. 2ª edição. São Paulo: Editora Atheneu, FREUD. S. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas. Luto e Melancolia. Rio de Janeiro: Editora Imago, HOLMES. J.; Conceito da Psicanálise. Depressão. São Paulo, Disponível em: Acesso em: 03/11/2013. INÁCIO, L.V. Assistência a Saúde Prestada aos Usuários do SUS com Diagnóstico de Depressão. Universidade do Extremo Sul Catarinense UNESC Pós Graduação em Saúde Coletiva. Criciúma, Outubro de Disponível em: Acesso em: 15/09/2013. JUSTO. P.J.; CALIL. H.L. Depressão o mesmo acontecimento para homens e mulheres? Centro Universitário de Brasília Faculdade de Ciências da Saúde. Revista de Psiquiatria. Março de Disponível em: Acesso em: 22/10/2013. LEITE. A.A. Depressão. Centro Universitário de Brasília. Faculdade de Ci ências da Saúde. Brasília, Disponível em: Acesso em: 08/10/2013. MATOS. E.G.; MATOS. T.M.G.; MATOS. G.M.G. Depressão melancólica e depressão atípica: aspectos clínicos e psicodinâmicos. Campina SP. Junho de Disponível em: Aceso em: 13/10/2013. POWELL.V.B.; ABREU. N.; OLIVEIRA. I.R.; SUDAK. D. Terapia cognitivocomportamental da depressão. Salvador, BA Disponível em: Aceso em: 16/10/2013. Revista Veja. Depressão. A promessa de cura. Novembro de 2012.

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