ANDERSON RICARDO FRÉZ FRATURAS DO FÊMUR EM PACIENTES IDOSOS: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANDERSON RICARDO FRÉZ FRATURAS DO FÊMUR EM PACIENTES IDOSOS: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO"

Transcrição

1 ANDERSON RICARDO FRÉZ FRATURAS DO FÊMUR EM PACIENTES IDOSOS: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO Cascavel 2003

2 ANDERSON RICARDO FRÉZ FRATURAS DO FÊMUR EM PACIENTES IDOSOS: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus Cascavel, como pré-requisito para obtenção do Título de graduado em Fisioterapia. Orientadora: Carla Adriane Pires Ragasson Cascavel 2003

3 TERMO DE APROVAÇÃO ANDERSON RICARDO FRÉZ FRATURAS DO FÊMUR EM PACIENTES IDOSOS: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do Título de graduado em Fisioterapia, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Carla Adriane Pires Ragasson UNIOESTE (orientador) Alberito Rodrigo de Carvalho - UNIOESTE Rodrigo Daniel Genske - UNIOESTE Cascavel, 16 de abril de 2003.

4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a Deus, aos meus pais, irmãos, amigos e professores.

5 ...and the world is drawn into your hands, and the world is etched upon your heart, and the world so hard to understand, is the world you can t live without... (muzzzle - the smashing pumpkins)

6 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus tudo que tenho; aos meus pais o carinho, compreensão e apoio em todas as fases da minha vida; ao meu irmão e meu amigo João a ajuda na revisão deste trabalho; à minha irmã e minha tia, que me auxiliaram na impressão deste trabalho; ao meu grupo de estágio: Caroline, Lucélia e Maria, que sempre tiveram muita paciência comigo; aos meus amigos pela companhia e o incentivo durante todos os anos; aos meus professores o conhecimento que passaram e as oportunidades que me ofereceram; à minha orientadora e coordenadora do projeto, que sempre teve muita paciência comigo; os professores que aceitaram participar da banca e aprovaram este trabalho; a todos os alunos que participaram do projeto; e a todos que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho. Muito Obrigado!

7 RESUMO As fraturas, principalmente do fêmur, decorrentes de quedas na população idosa, representam um motivo de preocupação para profissionais da saúde e dos familiares destes pacientes, pois podem acarretar uma série de complicações, levando à incapacidade física, limitações funcionais, perda da independência e comprometimento da qualidade de vida desta população. Estudos tornam-se necessários a fim de buscar meios mais efetivos para minimizar sua incidência. O objetivo deste estudo é analisar a incidência de fraturas do fêmur em pacientes idosos, decorrentes de quedas, no Hospital Universitário do Oeste do Paraná, na cidade de Cascavel, atentando-se para a importância da prevenção. A amostra apresentou uma incidência de 25,3% de fraturas do fêmur; destas, 62,5% do sexo masculino, 37,5% do sexo feminino, idade média de 59,4 anos e todos pacientes da raça branca. A incidência destas fraturas na população idosa representou 54,2%, sendo 84,6% decorrentes de quedas. Associado ao levantamento de dados, procedeu-se uma revisão das principais causas de fraturas, fatores de risco das quedas em pacientes idosos, e as medidas preventivas, que se fazem necessárias para reduzir a exposição destes idosos aos fatores de risco. Palavras chave: fratura do fêmur, idoso, quedas, prevenção.

8 ABSTRACT The femoral fracture, by falls in elderly population, shows an important role to health professional and relatives. The fractures carry a lot of complications, as physical and functional handicaps, loss in independence and decrease of life quality in this population. Studies regarding their falling have become a necessity so that we can seek more effective means to minimize the incidence rate. The purpose of this study has been to analyse the incidence of femoral fracture in elderly pacients in Hospital Universitário do Oeste do Paraná, in Cacavel city, with special atention to prevention. The sample showed an incidence of femoral fracture was 25,3%; 62,5% was male, 37,5% was famale, the mean age was 59,4 years old and all was white. The incidence of femroal fracture in elderly population was 54,2%, and 84,6% was fall-induced. A review of the causes and the risk factors from falling and fractures in elderly pacientes is also present, as the preventive measures, that should be taken to reduce the exposition elderly to risk factors. Key words: femoral fracture, elderly, falls, prevention.

9 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE GRÁFICOS LISTA DE ABREVIATURAS INTRODUÇÃO FRATURAS ANATOMIA ESTRUTURA ÓSSEA VASCULARIZAÇÃO PRINCIPAIS MÚSCULOS FRATURAS DO COLO DO FÊMUR CLASSIFICAÇÃO MECANISMO DE LESÃO INCIDÊNCIA CONSEQÜÊNCIAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS LESÕES ASSOCIADAS COMPLICAÇÕES FRATURAS INTERTROCANTERIANAS DO FÊMUR CLASSIFICAÇÃO MECANISMO DE LESÃO INCIDÊNCIA CONSEQÜÊNCIAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS LESÕES ASSOCIADAS COMPLICAÇÕES FRATURAS SUBTROCANTERIANAS DO FÊMUR CLASSIFICAÇÃO MECANISMO DE LESÃO INCIDÊNCIA CONSEQÜÊNCIAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS LESÕES ASSOCIADAS COMPLICAÇÕES... 31

10 2.5 FRATURAS DA DIÁFISE DO FÊMUR CLASSIFICAÇÃO MECANISMO DE LESÃO INCIDÊNCIA CONSEQÜÊNCIAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS LESÕES ASSOCIADAS FRATURAS DISTAIS DO FÊMUR CLASSIFICAÇÃO MECANISMO DE LESÃO INCIDÊNCIA CONSEQÜÊNCIAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS LESÕES ASSOCIADAS COMPLICAÇÕES QUEDAS EM IDOSOS IDOSOS QUEDAS CLASSIFICAÇÃO CONTROLE POSTURAL E QUEDAS Mecanismos Aferentes Mecanismos Centrais Mecanismos Eferentes INCIDÊNCIA COMPLICAÇÕES FATORES QUE INFLUENCIAM A QUEDA NOS IDOSOS Envelhecimento Alterações Neurológicas Sistema Vestibular Cognição e Memória Sistema Visual Sistema Muscular Estado Funcional Alterações Cardiológicas Estado de Saúde... 47

11 Osteoartrose Atividades de Lazer Reposição Hormonal Medicamentos Ausência de Cônjuge Sexo Feminino Fatores Externos Outros Fatores PREVENÇÃO PREVENÇÃO DE FRATURAS PREVENÇÃO DE QUEDAS INDICADORES DE QUALIDADE METODOLOGIA RESULTADOS DISCUSSÃO CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 67

12 LISTA DE FIGURAS Figura 01 - Anatomia das trabéculas ósseas na extremidade proximal do fêmur e o triângulo de Ward (W) Figura 02 - Fêmur direito. Vista anterior e posterior Figura 03 - Anatomia vascular da cabeça e colo femorais. Vista anterior e posterior Figura 04 - Artérias da cabeça e colo femorais. Vista anterior Figura 05 - Músculos da coxa e quadril direitos. Camada superficial. Vista posterior 20 Figura 06 - Músculos da coxa e quadril direitos. Camada superficial. Vista anterior. 21 Figura 07 - Músculos da coxa e quadril direitos. Camada profunda Vista anterior Figura 08 - Classificação de Pauwels das fraturas do colo femoral Figura 09 - Classificação do grupo AO das fraturas intertrocanterianas do fêmur Figura 10 - Classificação de Russell-Taylor das fraturas subtrocanterianas Figura 11 - Classificação do grupo AO das fraturas da diáfise femoral Figura 12 - Classificação do grupo AO das fraturas distais do fêmur... 36

13 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 01 - Deterioração da função geral em sujeitos idosos e a influência do treinamento Gráfico 02 - Incidência de fraturas do fêmur no HUOP Gráfico 03 - Incidência de fraturas do fêmur em pacientes idosos Gráfico 04 - Incidência de fraturas do fêmur em pacientes idosos do sexo masculino Gráfico 05 - Incidência de fraturas do fêmur em pacientes idosos do sexo feminino Gráfico 06 - Intensidade dos traumas que levaram à fratura do fêmur Gráfico 07 - Mecanismo de lesão das fraturas femorais Gráfico 08 - Intensidade dos traumas que levaram à fratura do fêmur em pacientes idosos Gráfico 09 - Incidência de traumas de baixa energia em pacientes idosos do sexo masculino Gráfico 10 - Incidência de traumas de baixa energia em pacientes idosos do sexo feminino Gráfico 11 - Localização das fraturas femorais Gráfico 12 - Localização das fraturas femorais em pacientes idosos... 61

14 LISTA DE ABREVIATURAS AO - Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen BdS- Base de Sustentação CdM - Centro de Massa ed. - Edição Fig. - Figura HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística n. - Número OA - Osteoartrose p. - Página RVE - Reflexo Vestíbulo-espinhal RVO - Reflexo Vestíbulo-ocular SNC - Sistema Nervoso Central UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná v. Volume

15 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento da população é um fenômeno mundial. No Brasil, aproximadamente 8,6% da população são idosos, ou seja, há quase 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Embora esta incidência seja significante, está abaixo dos valores divulgados por países da Europa, da Oceania e da América do Norte. Paralelamente ao aumento da população idosa, existe uma aumento da vulnerabilidade para estes sofrerem lesões, as quais geralmente acontecem por traumas de baixa energia. Aumentando estas injúrias, também aumenta a necessidade de intervenções hospitalares. E entre os idosos, estas intervenções tornam-se mais longas, elevando a debilidade destes pacientes. A pré-disposição para lesões pode estar associada ao processo de senescência, ou seja, o envelhecimento fisiológico. Ocorrem alterações em vários sistemas as quais diminuem a funcionalidade dos idosos. Este envelhecimento também pode estar associado a patologias, sendo caracterizado como senilidade. Entre as lesões traumáticas mais comuns na população idosa está a fratura do fêmur. Esta perda da continuidade óssea pode acontecer na região proximal, distal ou ainda na diáfise femoral. O osso perde a capacidade de transmitir normalmente a carga durante o movimento, por perda da integridade estrutural, deixando o idoso imobilizado por períodos prolongados, aumentando a debilidade e diminuindo a funcionalidade. Nos idosos esta fratura ocorre por traumas pequenos, de baixa intensidade, como quedas. Estas geralmente não são intencionais e ocorrem por debilidade decorrente da senescência, da senilidade ou ainda dependem de fatores extrínsecos. Segundo o romancista Marquez (2001), a velhice começa com a primeira queda e a morte vem com a segunda. Evitar as quedas torna-se um trabalho essencial para esta população. Trabalhos preventivos incluem a intervenção de uma equipe multidisciplinar. O trabalho preventivo primário deve evitar que o primeiro episódio de queda ocorra, enquanto o secundário é realizado para evitar quedas recidivantes, e em ambos devem ser observados os fatores intrínsecos e extrínsecos. A fisioterapia pode atuar na prevenção de quedas através de exercícios físicos, aumento da mobilidade, fortalecimento muscular, melhora do equilíbrio, treino de marcha, melhora da aferência sensorial e facilidade em transferências, que levam a um aumento da

16 estabilidade e permitem uma maior independência pela recuperação da confiança em sua atividades. As atividades devem ser realizadas sempre dentro dos limites, mas na maior intensidade tolerada. Porém os efeitos destas atividades são observados apenas enquanto são mantidas, ou por poucos meses após o término. Os objetivos do presente trabalho é o de caracterizar a alta incidência entre as fraturas do fêmur em pacientes idosos, ocasionadas por quedas traumáticas, evidenciando a importância do desenvolvimento de medidas preventivas frente a este fator de risco.

17 2 FRATURAS DO FÊMUR As fraturas do fêmur podem ser dividias em 3 grupos: as fraturas proximais, as fraturas da diáfise e as fraturas distais. Nas fraturas proximais estão incluídas as fraturas do colo fêmur, as fraturas intertrocanterianas e as fraturas subtrocanterianas (BAUMGAERTNER et al., 2000; DELEE, 1994; HELFET e LORICH, 2000). 2.1 ANATOMIA ESTRUTURA ÓSSEA O quadril é uma articulação de bola e soquete que compreende o acetábulo e a cabeça do fêmur. Ligando a cabeça femoral à diáfise do fêmur está o colo do fêmur. O ângulo que este subtende com o eixo longo do fêmur é o ângulo de inclinação, e é usualmente entre 120º e 135º na população adulta. Com a idade existe uma diminuição gradual deste ângulo. Além do ângulo no plano frontal em relação ao eixo vertical, o colo femoral é ligeiramente antevertido, em média de 10º a 15º em relação à posição dos côndilos femorais no plano horizontal ou transverso (BAUMGAERTNER et al., 2000). Delee (1994) relata que a cabeça do fêmur não é uma esfera perfeita, e a articulação é congruente apenas na posição de sustentação de peso. Na cabeça e no colo femoral existe um sistema de suporte formado por osso trabecular. Este sistema foi descrito por Ward em 1838, e é composto por cinco grupos normais de trabéculas no fêmur proximal (Fig. 01). A orientação é ao longo das linhas de estresse, abrindo um leque sob a cúpula superior da cabeça femoral, e concentrando-se no colo femoral medial estão as trabéculas compressivas primárias onde as forças que atuam nesta arcada são em grande maioria compressivas. Arqueando-se desde a fóvea para o córtex femoral lateral imediatamente distal ao trocânter maior situa-se o grupo primário de tração. Grupos compressivos e de tração secundários são orientados ao longo de linhas de tensão no colo femoral, com uma relativa escassez de osso trabecular na área central conhecida como triângulo de Ward (WARD 1 apud DELEE, 1994). 1 WARD, F. O. Humam Anatomy. London: Renshaw, 1838.

18 Figura 01 - Anatomia das trabéculas ósseas na extremidade proximal do fêmur e o triângulo de Ward (W). Fonte: DELEE, J. C. Fraturas e Luxações do Quadril. In: ROCKWOOD JR., C. A.; GREEN, D.; BUCHOLZ, R. W. Fraturas em Adultos. São Paulo: Manole, 1994, 3ª ed., v. II, p Na região subtrocanteriana existe a transação do osso esponjoso da região intertrocanteriana para o osso cortical espesso da diáfise (RUSSELL e TAYLOR, 2000). A diáfise estende-se desde o nível do trocânter menor até a dilatação dos côndilos. É ligeiramente arqueada anteriormente e é mais estreita em seu terço médio. Sua secção transversa é aproximadamente circular, exceto na linha áspera que corre para baixo pela face posterior, é a fixação para vários músculos, além de reforçar posteriormente para contrabalancear com as forças de flexão ântero-posterior que ocorrem durante a sustentação de peso (WOLINSKY e JOHNSON, 2000). A área metafisária do fêmur distal é a zona de transição entre a diáfise distal e os côndilos articulares femorais. Nesta junção a metáfise dilata-se, especialmente no lado medial, para fornecer uma plataforma para a superfície condiliana de sustentação de peso da articulação do joelho. Anteriormente entre estes dois côndilos fica uma depressão articular lisa para a patela. Posteriormente entre os côndilos situa-se a incisura intercondiliana. Medialmente existe o tubérculo adutor, o ponto máximo de alargamento da metáfise (Fig. 02) (HELFET e LORICH, 2000).

19 Falavinha (2003) relata que no início do alargamento distal ocorre uma troca lenta e gradativa de osso cortical para osso esponjoso, como ocorre na região proximal. O eixo anatômico da diáfise do fêmur é diferente do eixo de sustentação de peso. Este último passa através da cabeça do fêmur e do meio da articulação do joelho, formando 3º com a vertical. O eixo femoral anatômico tem uma angulação em valgo de 7º em relação ao eixo vertical (HELFET e LORICH, 2000). Figura 02 - Fêmur direito. Vista anterior (A) e vista posterior (B). Fonte: <http://www.ortosite.hpg.ig.com.br/atlas_10.html> VASCULARIZAÇÃO As artérias da extremidade proximal do fêmur podem ser descritas em três grupos: (1) um anel arterial extracapsular localizado na base do colo femoral; (2) ramos cervicais ascendentes do anel arterial extracapsular na superfície do colo femoral; e (3) as artérias do ligamento redondo (Fig. 03 e 04). O anel arterial extracapsular é formado posteriormente pela artéria circunflexa femoral medial e anteriormente pela artéria circunflexa femoral lateral. As artérias glúteas superior e inferior também dão pequenas contribuições a este anel (DELEE, 1994).

20 Figura 03 - Anatomia vascular da cabeça e colo femorais. Vista anterior (A) e posterior (B). Fonte: <http://www.ortosite.hpg.ig.com.br/atlas_09.html>. Figura 04 - Artérias da cabeça e colo femorais. Vista anterior. Fonte: <http://www.ortosite.hpg.ig.com.br/atlas_09.html>. Os ramos cervicais ascendentes originam-se do anel arterial extracapsular e passam por cima da cápsula no sentido da cartilagem articular que demarca a cabeça femoral do seu colo. Estas artérias são conhecidas como artérias retinaculares. Anteriormente, elas penetram na cápsula da articulação do quadril na linha intertrocanteriana, e posteriormente passam por baixo das fibras orbiculares da cápsula. Esta estrita proximidade das artérias retinaculares ao osso coloca-se em risco de lesão em qualquer fratura do colo femoral (DELEE, 1994).

21 Segundo Delee (1994), a artéria do ligamento redondo é um ramo da artéria obturatória. Embora os vasos deste auxiliem na vascularização da cabeça femoral, eles são inadequados para assumir a nutrição principal da cabeça femoral após uma fratura com desvio. Wolinsky e Johnson (2000) relatam que o fêmur distal e a diáfise apresentam um suprimento sangüíneo por uma única artéria nutridora, que é uma ramificação da artéria profunda da coxa e penetra na metade superior da diáfise, perto da linha áspera. A artéria nutridora forma as artérias medulares no canal medular que se estende proximal e distalmente. Toda a drenagem venosa da diáfise é no sentido da superfície perióstica PRINCIPAIS MÚSCULOS Os principais músculos envolvidos nas fraturas do fêmur são: Gastrocnêmio, Semitendinoso, Semimembranáceo, Bíceps Femoral, Quadríceps, Psoas Maior, Ilíaco, Tensor da Fáscia Lata, Piriforme, Quadrado Femoral, Obturador Interno, Oburador Externo, Gêmeo Superior, Gêmeo Inferior, Glúteo Mínimo, Glúteo Médio, Glúteo Máximo, Sartório, Pectíneo, Adutor Magno, Grácil, Adutor Curto e Adutor Longo (Fig. 05, 06 e 07). Figura 05 - Músculos da coxa e quadril direitos. Camada superficial. Vista posterior. Fonte: <http://www.ortosite.hpg.ig.com.br/atlas_10.html>.

22 Figura 06 - Músculos da coxa e quadril direitos. Camada superficial. Vista anterior. Fonte: <http://www.ortosite.hpg.ig.com.br/atlas_10.html>. Figura 07 - Músculos da coxa e quadril direitos. Camada profunda. Vista Anterior. Fonte: <http://www.ortosite.hpg.ig.com.br/atlas_10.html>.

23 2.2 FRATURAS DO COLO DO FÊMUR Apley e Solomon (2002) definem fraturas de colo de fêmur como sendo aquelas que ocorrem no colo intracapsular do fêmur CLASSIFICAÇÃO Delee (1994) classifica as fraturas do colo do fêmur baseado nas características da fratura, isto é, pela localização anatômica, pelo ângulo de fratura e pelo desvio da fratura. O grupo suíço Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen (grupo AO) considera o local da fratura e procura relacionar o tipo com o prognóstico, além de classificá-las em B1 (subcaptal, sem ou com mínimo deslocamento), B2 (transcervical) e B3 (subcapital deslocada) (MACEDO e GALIA, 2003). Já Klenerman e Marcuson 2 (apud DELEE, 1994) relatam que as fraturas intracapsulares do colo do fêmur podem ser classificadas em subcapital, quando ocorre imediatamente abaixo da superfície articular da cabeça femoral ao longo da antiga placa epifisária; e transcervical, que passa através do colo femoral entre a cabeça femoral e o trocânter maior. A fratura da base do colo é classificada como extracapsular A classificação pelo ângulo foi realizada por Pauwels em 1935, e apresenta três tipos (Fig. 08), baseando-se na direção da linha da fratura através do colo femoral. O tipo I é uma fratura a 30º com a horizontal; o tipo II, a 50º; e o tipo III, a 70º. As fraturas tipo I são mais horizontais que o tipo III, que são quase verticais (PAUWELS 3 apud MACEDO e GALIA, 2003). O desvio da fratura foi classificado por Garden, baseando-se no grau de desvio observado em radiografias pré-redução. A fratura do tipo Garden I é uma fratura incompleta ou impactada;. a tipo Garden II é uma fratura completa sem desvios; tipo Garden III é uma 2 KLENERMAN, L; MARCUSON, R. W. Intracapsular fractures of the neck of the femur. J Bone Joint Surg, 52B: , PAUWELS, F. Der Schenkenholsbruck, em mecchanisches problem. Grundlagen des Heilungsvorganges. Prognose und kasuale Therapie. Stuttgart, Beilageheft zur Zeistschrift fur Orthopaedische, Ferdinand Enke, 1935.

24 fratura completa com desvio parcial; e a tipo Garden IV é uma fratura completa com desvio total dos fragmentos de fratura (GARDEN 4 apud DELEE, 1994). Figura 08 - Classificação de Pauwels das fraturas do colo femoral. Fonte: <http://www.ortosite.hpg.ig.com.br/clasfraturas_10.html> MECANISMOS DE LESÃO Existem dois mecanismos de lesão: o primeiro é uma queda produzindo um golpe direto sobre o trocânter maior; e o segundo, que é a rotação externa da extremidade. Neste, a cabeça é firmemente fixada pela cápsula anterior e ligamentos iliofemorais. Enquanto o colo roda posteriormente, a cortical posterior colide contra o acetábulo, e o colo dobra-se (KOCHER 5 apud DELEE, 1994). Delee (1994) afirma que a maioria dos pacientes que sofrem fratura do colo do fêmur tiveram um traumatismo pequeno. A presença de microfraturas assintomáticas no trabéculo do colo do fêmur leva ao questionamento sobre o que ocorre primeiro, a fratura ou a queda (MACEDO e GALIA, 2003) INCIDÊNCIA Delee (1994) escreve que as fraturas do colo do fêmur são incomuns em pacientes jovens e em pacientes mais velhos de raças nas quais a osteoporose é incomum. 4 GARDEN, R. Malreduction and avascular necrosis in subtropical fractures of the femur. J Bone Joint Surg, n. 53B, pp , KOCHER, T. Beitrage zur kentruss einiger praktisch wichtiger fracturformen. Basel and leipzig, Carl Sallman, 1896.

25 Macedo e Galia (2003) relatam que o número de casos entre adultos jovens tem crescido, devido ao aumento da intensidade dos traumas. A idade média da ocorrência de uma fratura do colo femoral é de 77 anos nas mulheres e 72 anos nos homens. Homens podem sofrer 80% destas fraturas, e a taxa de fratura duplica a cada década de vida após os 50 anos (AAOS BULLETIN 6 apud DELEE, 1994). Os pacientes com fratura do colo de fêmur são em média 3 anos mais jovens que aqueles com fratura trocanteriana, ambas ocorrendo mais comumente na oitava década (DELEE, 1994). Fraturas por estresse do colo femoral podem ser vistas em atletas que praticam balett, corridas de longa distância, marcha atlética ou ginástica (MORAES, 2001) CONSEQÜÊNCIAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS As fraturas por estresse e impactadas levam a dor na virilha ou dor referida ao longo do lado medial do joelho, mas não existe nenhuma deformidade clínica. Os pacientes são capazes de deambular com uma claudicação antálgica e apenas um desconforto é produzido pelo movimento ativo ou passivo na amplitude de movimento do quadril. Pode estar presente algum espasmo muscular e a percussão sobre o trocânter maior é dolorosa (DELEE, 1994; MACEDO e GALIA, 2003). Fraturas deslocadas levam a dor no quadril e os pacientes apresentam a perna em rotação externa, abdução e ligeiro encurtamento (DELEE, 1994) LESÕES ASSOCIADAS A maior magnitude do traumatismo leva a um arrancamento de partes moles e cominuição (DELEE, 1994). 6 AAOS BULLETIN. Femoral Neck Fractures (adult), p , 1989.

26 2.2.6 COMPLICAÇÕES As fraturas do colo femoral têm todos os problemas associados com a consolidação de fraturas intracapsulares, como em outros locais do corpo (DELEE, 1994). A porção do colo que é intrcapsular não possui uma camada de câmbio na sua cobertura fibrosa para participar na formação do calo periférico no processo de consolidação. Por essa razão, a consolidação na área do colo femoral é dependente unicamente da consolidação endostal. A não ser que os fragmentos da fratura sejam cuidadosamente impactados, o líquido sinovial é capaz de lisar a formação de coágulos e desse modo destruir um novo modo de consolidação secundária, pela prevenção da formação de células e de uma estrutura em arcabouço para possibilitar a invasão vascular da cabeça femoral. Para todas as finalidades práticas, a cabeça femoral é tornada em grande parte avascular, por uma fratura com desvio. A consolidação da fratura pode ocorrer apesar de um fragmento avascular, embora a incidência de pseudoartrose seja aumentada (DELEE, 1994). Delee (1994) acrescenta que mesmo com tratamento ótimo podem ocorrer sinais de necrose asséptica, que é o infarto ocorrido em seguida a uma fratura do colo femoral, é secundário à fratura, redução ou fixação; e mais tardiamente pode ocorrer o colapso segmentar. O decúbito prolongado imposto durante a recuperação pode levar a formação de úlceras de pressão (DELEE, 1994). 2.3 FRATURAS INTERTROCANTERIANAS DO FÊMUR As fraturas intertrocanterianas ocorrem na região desde o colo femoral extracapsular até a área imediatamente distal ao trocânter menor (BAUMGAERTNER et al., 2000) CLASSIFICAÇÃO O aspecto mais importante de um esquema de classificação intertrocanteriano é a sua capacidade de caracterizar um padrão de fratura como estável ou instável. Sendo a definição de estabilidade a capacidade da fratura, após redução anatômica e fixação, suportar cargas

27 compressivas sem redesviar-se; e a fratura instável é aquela que colapsa ainda mais ou desviase nas mesmas circunstâncias (BAUMGAERTNER et al., 2000). A codificação das fraturas proximais do quadril foram realizadas na tentativa de oferecer uma classificação alfanumérica uniforme das fraturas que incorporam o prognóstico e sugerem o tratamento. Neste sistema, advogado pelo grupo AO, as fraturas são divididas em três grupos, e cada grupo é novamente dividido em três subgrupos (Fig. 09). As fraturas do grupo A1 são fraturas simples com uma única extensão para dentro do córtex medial; o córtex lateral do trocânter maior permanece intacto. O subgrupo define a linha da fratura. As do grupo A2 são multifragmentárias por definição. A linha da fratura começa em qualquer lugar no trocânter maior e estende-se medialmente em dois ou mais lugares. Isto cria um terceiro fragmento de fratura que inclui o trocânter menor. O córtex lateral permanece intacto. As fraturas neste grupo são geralmente instáveis, dependendo do tamanho dos fragmentos mediais. O subgrupo das fraturas grupo 2 define o número e a geometria dos fragmentos. As do grupo A3 são aquelas com ambos os córtices medial e lateral fraturados; os subgrupos descrevem a direção e a cominuição da fratura (MÜLLER et al. 7 apud BAUMGAERTNER et al., 2000). Figura 09 - Classificação do grupo AO das fraturas intertrocanterianas do fêmur. Fonte: <http://www.fbpfisioterapia.hpg.ig.com.br/fratura_trans%201.htm>. 7 MÜLLER, M. E.; NAZARIAN, S.; KOCH, P; et al. The Comprehensive Classification of Fractures of the Long Bones. New York, Springer-Verlag, 1990, p. 118.

28 2.3.2 MECANISMOS DE LESÃO Uma pequena porcentagem das fraturas intertrocanterianas ocorrem com traumatismos de alta energia. A maioria resulta de uma queda simples. O paciente descreve trauma no trocânter maior ou uma atividade de torção imediatamente seguida por uma queda, e a maior parte das fraturas ocorre em casa (BAUMGAERTNER et al., 2000) INCIDÊNCIA Quase 9 de cada 10 destas fraturas ocorrem em pacientes acima de 65 anos, e aproximadamente 3 de 4 fraturas ocorrem em mulheres. Esta incidência está aumentando paralelamente à longevidade aumentada da população (BAUMGAERTNER et al., 2000). Estima-se que um terço de todas as mulheres e um sexto de todos os homens que atingirem a idade de 90 anos terão sofrido pelo menos uma fratura de quadril. Aproximadamente metade são fraturas intertrocanterianas (CUMMINGS et al. 8 apud BAUMGAERTNER et al., 2000). As fraturas intertrocanterianas ocorrem em uma população mais idosa que as fraturas de colo de fêmur. As pessoas desta faixa de idade são seriamente afetadas por osteoporose e condições clínicas em geral, e mais freqüentemente apresentam padrões cominutivos ou instáveis (BAUMGAERTNER et al., 2000) CONSEQÜÊNCIAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS Após a queda o paciente é incapaz de se levantar ou levantar apenas a perna. O membro inferior fica encurtado e mais em rotação externa que nas fraturas do colo femoral, pelo fato de a fratura ser extracapsular (APLEY e SOLOMON, 2002). 8 CUMMINGS, S. R.; KELSEY, J. L.; NEVITT, M. C.; et al. Epidemiology of osteoporosis and osteoporotic fractures. Epidemiol Rev 7: , 1985.

29 2.3.5 LESÕES ASSOCIADAS Embora a maioria dos pacientes idosos com fraturas intertrocanterianas do fêmur não sofram outras lesões, 7 a 15% têm fraturas associadas. Os ossos comumente afetados incluem os mais susceptíveis a osteopenia: rádio distal, úmero proximal, costelas, púbis e coluna vertebral. As fraturas da diáfise femoral ipsilateral do joelho ou tornozelo também podem ocorrer concomitantemente com a fratura do quadril (BAUMGAERTNER et al., 2000) COMPLICAÇÕES A taxa de mortalidade é mais alta que em pacientes com fraturas de colo femoral (BAUMGAERTNER et al., 2000). É importante determinar o nível de função do paciente antes da ocorrência da fratura. Nas melhores circunstâncias, este nível é o máximo que o paciente pode esperar obter com a recuperação. Após a recuperação da fratura, o estado deambulativo é deteriorado em algum grau. Um deambulador na comunidade pode ficar limitado a deambulação domiciliar (BAUMGAERTNER et al., 2000). 2.4 FRATURAS SUBTROCANTERIANAS DO FÊMUR As fraturas subtrocanterianas são aquelas que ocorrem entre o trocânter menor e o istmo da diáfise do fêmur (RUSSELL e TAYLOR, 2000) CLASSIFICAÇÃO Russel e Taylor (2000) propuseram uma classificação baseada principalmente na sua orientação no sentido da fixação interna que possibilita melhor construção biomecânica com o menor dano vascular à fratura. As fraturas subtrocanterianas são divididas em dois grupos, cada um dos quais tem dois subgrupos (Fig. 10). As fraturas do grupo I não comprometem a fossa piriforme, de modo que as técnicas de fixação intramedular são relativamente diretas. Nas de tipo IA, a cominuição e as linhas de fratura estendem-se desde abaixo do trocânter

Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur

Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur Prof André Montillo Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur Fraturas Proximal do Fêmur: Anatomia: Elementos Ósseos Cabeça do Fêmur Trocanter Maior Colo

Leia mais

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cabeça do fêmur com o acetábulo Articulação sinovial, esferóide e triaxial. Semelhante a articulação do ombro, porém com menor ADM e mais estável. Cápsula articular

Leia mais

JOELHO. Introdução. Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga

JOELHO. Introdução. Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga JOELHO Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga Introdução Articulação muito frágil do ponto de vista mecânico e está propensa

Leia mais

Adutores da Coxa. Provas de função muscular MMII. Adutor Longo. Adutor Curto. Graduação de força muscular

Adutores da Coxa. Provas de função muscular MMII. Adutor Longo. Adutor Curto. Graduação de força muscular Provas de função muscular MMII Graduação de força muscular Grau 0:Consiste me palpar o músculo avaliado e encontrar como resposta ausência de contração muscular. Grau 1:Ao palpar o músculo a ser avaliado

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA. Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO:

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA. Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO: 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA QUESTÃO 21 Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO: a) O politrauma é a uma das principais causas

Leia mais

Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para :

Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para : JOELHO JOELHO RM do Joelho Possibilita excelente avaliação e análise morfológica, com diferenciação espontânea para : ligamentos, meniscos e tendões músculos, vasos e tecido adiposo osso cortical ( hipointenso

Leia mais

EXAME DO JOELHO P R O F. C A M I L A A R A G Ã O A L M E I D A

EXAME DO JOELHO P R O F. C A M I L A A R A G Ã O A L M E I D A EXAME DO JOELHO P R O F. C A M I L A A R A G Ã O A L M E I D A INTRODUÇÃO Maior articulação do corpo Permite ampla extensão de movimentos Suscetível a lesões traumáticas Esforço Sem proteção por tecido

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica do Joelho Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica do Joelho Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica do Joelho Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação Tibiofemoral: É uma articulação

Leia mais

Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004

Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004 Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004 Anatomia Atlas Axis Anatomia AP Perfil Mecanismo de Trauma Trauma axial em flexão Trauma axial - neutro Fraturas do Côndilo Occipital Os côndilos occipitais são

Leia mais

AVALIAÇÃO POSTURAL. Figura 1 - Alterações Posturais com a idade. 1. Desenvolvimento Postural

AVALIAÇÃO POSTURAL. Figura 1 - Alterações Posturais com a idade. 1. Desenvolvimento Postural AVALIAÇÃO POSTURAL 1. Desenvolvimento Postural Vantagens e desvantagens da postura ereta; Curvas primárias da coluna vertebral; Curvas Secundárias da coluna vertebral; Alterações posturais com a idade.

Leia mais

EXAME DO JOELHO. Inspeção

EXAME DO JOELHO. Inspeção EXAME DO JOELHO Jefferson Soares Leal O joelho é a maior articulação do corpo e está localizado entre os dois maiores ossos do aparelho locomotor, o fêmur e a tíbia. É uma articulação vulnerável a lesões

Leia mais

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA

INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA MUSCULO-ESQUELÉTICA Prof. Rodrigo Aguiar O sistema músculo-esquelético é formado por ossos, articulações, músculos, tendões, nervos periféricos e partes moles adjacentes. Em grande

Leia mais

Ligamento Cruzado Posterior

Ligamento Cruzado Posterior Ligamento Cruzado Posterior Introdução O Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é classificado como estabilizador estático do joelho e sua função principal é restringir o deslocamento posterior da tíbia em

Leia mais

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM)

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) Protocolo: Nº 63 Elaborado por: Manoel Emiliano Última revisão: 30/08/2011 Revisores: Samantha Vieira Maria Clara Mayrink TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) DEFINIÇÃO: O Trauma Raquimedular (TRM) constitui o conjunto

Leia mais

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc 1 TRM Traumatismo Raqui- Medular Lesão Traumática da raqui(coluna) e medula espinal resultando algum grau de comprometimento temporário ou

Leia mais

Fraturas no Idoso. Pontifícia Universidade Católica do Paraná HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURU Grupo de Cirurgia do Quadril

Fraturas no Idoso. Pontifícia Universidade Católica do Paraná HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURU Grupo de Cirurgia do Quadril Fraturas no Idoso Pontifícia Universidade Católica do Paraná HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CAJURU Grupo de Cirurgia do Quadril Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério Fraturas

Leia mais

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP)

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) INTRODUÇÃO O ligamento cruzado posterior (LCP) é um dos ligamentos menos lesados do joelho. A compreensão dessa lesão e o desenvolvimento de novos tratamentos

Leia mais

CERTIFICAÇÃO EM TREINAMENTO FUNCIONAL (CORE) Educador Silvio Pecoraro

CERTIFICAÇÃO EM TREINAMENTO FUNCIONAL (CORE) Educador Silvio Pecoraro CERTIFICAÇÃO EM TREINAMENTO FUNCIONAL (CORE) Educador Silvio Pecoraro Quais as características do Treinamento Funcional? Desenvolver e melhorar as capacidades físicas através de estímulos que proporcionam

Leia mais

EXAME DO QUADRIL E DA PELVE

EXAME DO QUADRIL E DA PELVE EXAME DO QUADRIL E DA PELVE Jefferson Soares Leal O quadril é composto pela articulação coxofemural e a pelve pelas articulações sacroilíacas e pela sínfise púbica. O exame do quadril e da pelve devem

Leia mais

Alternativas da prótese total do quadril na artrose Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério

Alternativas da prótese total do quadril na artrose Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério Alternativas da prótese total do quadril na artrose Dr. Ademir Schuroff Dr. Marco Pedroni Dr. Mark Deeke Dr. Josiano Valério grupoquadrilhuc@hotmail.com Conceito É uma doença degenerativa crônica caracterizada

Leia mais

Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores

Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores Prof André Montillo Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores Lesões do Joelho: Lesões de Partes Moles: Lesão Meniscal: Medial e Lateral Lesão Ligamentar: o Ligamentos Cruzados: Anterior e Posterior o

Leia mais

1) PANTURRILHAS. b) Músculos envolvidos Gastrocnêmios medial e lateral, sóleo, tibial posterior, fibular longo e curto, plantar (débil),

1) PANTURRILHAS. b) Músculos envolvidos Gastrocnêmios medial e lateral, sóleo, tibial posterior, fibular longo e curto, plantar (débil), 1 1) PANTURRILHAS 1.1 GERAL De pé, tronco ereto, abdômen contraído, de frente para o espaldar, a uma distância de um passo. Pés na largura dos quadris, levar uma das pernas à frente inclinando o tronco

Leia mais

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA!

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! SUA MOCHILA NÃO PODE PESAR MAIS QUE 10% DO SEU PESO CORPORAL. A influência de carregar a mochila com o material escolar nas costas, associado

Leia mais

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Dr.Roberto Amin Khouri Ortopedia e Traumatologia Ler/Dort Distúrbio osteoarticular relacionado com o trabalho. Conjunto heterogênio de quadros clínicos que acometem:

Leia mais

COMPLICAÇÕES APRESENTADAS NOS PACIENTES IDOSOS ACOMETIDOS POR FRATURA DE FEMUR

COMPLICAÇÕES APRESENTADAS NOS PACIENTES IDOSOS ACOMETIDOS POR FRATURA DE FEMUR COMPLICAÇÕES APRESENTADAS NOS PACIENTES IDOSOS ACOMETIDOS POR FRATURA DE FEMUR Maria de Fátima Leandro Marques¹; Suely Aragão Azevêdo Viana² ¹ Bióloga do Centro de Assistência Toxicológico do Hospital

Leia mais

Lesões Traumáticas do Membro Superior. Lesões do Ombro e Braço Lesões do Cotovelo e Antebraço Lesões do Punho e Mão

Lesões Traumáticas do Membro Superior. Lesões do Ombro e Braço Lesões do Cotovelo e Antebraço Lesões do Punho e Mão André Montillo UVA Lesões Traumáticas do Membro Superior Lesões do Ombro e Braço Lesões do Cotovelo e Antebraço Lesões do Punho e Mão e Braço Fratura da Escápula Fratura da Clavícula Luxação Acrômio-clavicular

Leia mais

[213] 96. LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

[213] 96. LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS Parte IV P R O T O C O L O S D E T R A U M A [213] rotina consiste em infundir 20 ml/kg em bolus de solução de Ringer e reavaliar o paciente em seguida. Manter a pressão sistólica entre 90 e 100 mmhg.

Leia mais

Com muita história. Nasceu a tecnologia.

Com muita história. Nasceu a tecnologia. Com muita história. Nasceu a tecnologia. Mesmo sendo revolucionário em princípios e design, o Scorpio baseia-se em uma diversidade de princípios biomecânicos da anatomia e fisiologia do joelho. O ponto

Leia mais

01 - BRANCA PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/QUADRIL CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 24 de Outubro de 2015

01 - BRANCA PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/QUADRIL CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 24 de Outubro de 2015 PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/QUADRIL CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 24 de Outubro de 2015 NOME: HOSPITAL: ( ) R1 ( ) R2 ( ) R3 ( ) R4 ( ) Não Residentes 1)

Leia mais

Fratura da Porção Distal do Úmero

Fratura da Porção Distal do Úmero Fratura da Porção Distal do Úmero Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo O cotovelo é composto de 3 ossos diferentes que podem quebrar-se diversas maneiras diferentes, e constituem

Leia mais

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Avaliação Fisioterapêutica do Quadril Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação do Quadril: É uma articulação

Leia mais

Lesões Meniscais. O que é um menisco e qual a sua função.

Lesões Meniscais. O que é um menisco e qual a sua função. Lesões Meniscais Introdução O menisco é uma das estruturas mais lesionadas no joelho. A lesão pode ocorrer em qualquer faixa etária. Em pessoas mais jovens, o menisco é bastante resistente e elástico,

Leia mais

ECO - ONLINE (EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ORTOPEDIA ONLINE)

ECO - ONLINE (EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ORTOPEDIA ONLINE) ECO - ONLINE (EDUCAÇÃO CONTINUADA EM ORTOPEDIA ONLINE) DESCRIÇÃO: Aulas interativas ao vivo pela internet. Participe ao vivo, respondendo as enquetes e enviando suas perguntas. Vale pontos para a Revalidação

Leia mais

Bases Biomecânicas do Treinamento Osteogênico. Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

Bases Biomecânicas do Treinamento Osteogênico. Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Bases Biomecânicas do Treinamento Osteogênico Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Questão Qual é a melhor atividade física para o aumento da densidade óssea em todo o corpo? Natação? Corrida? Tênis?

Leia mais

Síndromes Dolorosas do Quadril: Bursite Trocanteriana Meralgia Parestésica

Síndromes Dolorosas do Quadril: Bursite Trocanteriana Meralgia Parestésica André Montillo UVA Anatomia do Quadril Anatomia do Quadril Síndromes Dolorosas do Quadril: Bursite Trocanteriana Meralgia Parestésica Definição: Bursite Trocanteriana É o Processo Inflamatório da Bursa

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Existem 2 tipos de artic. encontradas

Leia mais

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Ossos

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Ossos Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Ossos Resumo da aula Classificação Estrutura óssea Funções Remodelagem Cargas Torque/ Momento Stress em função da Geometria Óssea Resumo da aula Esqueleto axial

Leia mais

Patologias dos membros inferiores

Patologias dos membros inferiores Disciplina de Traumato-Ortopedia e Reumatologia Patologias dos membros inferiores Prof. Marcelo Bragança dos Reis Introdução Doenças do quadril Doenças do joelho Doenças do pé e tornozelo Introdução Doenças

Leia mais

Afecções Ósseas. Faculdade de Medicina Veterinária Diagnóstico por Imagens. Profª Anna Paula Balesdent Prof. Rodrigo Cruz

Afecções Ósseas. Faculdade de Medicina Veterinária Diagnóstico por Imagens. Profª Anna Paula Balesdent Prof. Rodrigo Cruz Afecções Ósseas Faculdade de Medicina Veterinária Diagnóstico por Imagens Profª Anna Paula Balesdent Prof. Rodrigo Cruz Definição estados patológicos que se manifestam sobre o esqueleto apendicular e axial

Leia mais

MMII: Perna Tornozelo e Pé

MMII: Perna Tornozelo e Pé MMII: Perna Tornozelo e Pé Perna:Estruturas anatômicas Articulações visualizadas Incidências 1- AP Indicação Patologias envolvendo fraturas, corpos estranhos ou lesões ósseas. Perfil Indicação - Localização

Leia mais

CONSTITUIÇÃO ANATÔMICA DO JOELHO E SUAS PRINCIPAIS LESÕES

CONSTITUIÇÃO ANATÔMICA DO JOELHO E SUAS PRINCIPAIS LESÕES CONSTITUIÇÃO ANATÔMICA DO JOELHO E SUAS PRINCIPAIS LESÕES DEISE SANTOS 1 MARCIA JOSIANE CARDOSO 2 VALTER ANTUNES NEUMANN 3 LUCIANO LEAL LOUREIRO 4 RESUMO O joelho é uma das articulações mais importantes

Leia mais

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido Avaliação Postural e Flexibilidade Priscila Zanon Candido POSTURA A posição otimizada, mantida com característica automática e espontânea, de um organismo em perfeita harmonia com a força gravitacional

Leia mais

Luxação da Articulação Acrômio Clavicular

Luxação da Articulação Acrômio Clavicular Luxação da Articulação Acrômio Clavicular INTRODUÇÃO As Luxações do ombro são bem conhecidas especialmente durante a prática de alguns esportes. A maior incidencia de luxção do ombro são na verdade luxação

Leia mais

Entorse do. 4 AtualizaDOR

Entorse do. 4 AtualizaDOR Entorse do Tornozelo Tão comum na prática esportiva, a entorse pode apresentar opções terapêuticas simples. Veja como são feitos o diagnóstico e o tratamento desse tipo de lesão 4 AtualizaDOR Ana Paula

Leia mais

Controle Postural. Orientação Postural: Relação adequada entre os segmentos do corpo e do corpo com o ambiente. manter CDM nos limites da BDA

Controle Postural. Orientação Postural: Relação adequada entre os segmentos do corpo e do corpo com o ambiente. manter CDM nos limites da BDA CONTROLE POSTURAL Controle Postural Orientação Postural: Relação adequada entre os segmentos do corpo e do corpo com o ambiente Estabilidade postural ou equilíbrio: capacidade de manter CDM nos limites

Leia mais

Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação. Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015

Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação. Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015 Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015 O que iremos discutir.. Definições sobre o atleta e suas lesões Análise

Leia mais

Tabela 1. Perimetria de membro inferior. Tabela 2. Força muscular de quadril e joelho. Tabela 3. Goniometria ativa de quadril e joelho.

Tabela 1. Perimetria de membro inferior. Tabela 2. Força muscular de quadril e joelho. Tabela 3. Goniometria ativa de quadril e joelho. Introdução O fêmur é um osso tubular longo que se estende do quadril proximalmente ao joelho distalmente. Ele não é somente o mais longo e forte, mas também o mais pesado osso do corpo humano. 1 A articulação

Leia mais

7/4/2011 ABORDAGEM AO PACIENTE TRAUMATIZADO GRAVE: Reconhecer as lesões músculoesqueléticas. Reconhecer a biomecânica do trauma.

7/4/2011 ABORDAGEM AO PACIENTE TRAUMATIZADO GRAVE: Reconhecer as lesões músculoesqueléticas. Reconhecer a biomecânica do trauma. TRAUMATISMOS DOS MEMBROS Atendimento Inicial e Imobilizações ABORDAGEM AO PACIENTE TRAUMATIZADO GRAVE: Manter as prioridades da avalição ABC Não se distrair com lesões músculo-esqueléticas dramáticas que

Leia mais

Dr. Josemir Dutra Junior Fisioterapeuta Acupunturista Acupunturista Osteopata Especialista em Anatomia e Morfologia. Joelho

Dr. Josemir Dutra Junior Fisioterapeuta Acupunturista Acupunturista Osteopata Especialista em Anatomia e Morfologia. Joelho Dr. Josemir Dutra Junior Fisioterapeuta Acupunturista Acupunturista Osteopata Especialista em Anatomia e Morfologia Joelho O joelho é a articulação intermédia do membro inferior, é formado por três ossos:

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada A coluna cervical consiste em diversas

Leia mais

ALTERAÇÕES FUNCIONAIS DECORRENTES DAS FRATURAS DE DIÁFISE DE FÊMUR EM ADULTOS JOVENS

ALTERAÇÕES FUNCIONAIS DECORRENTES DAS FRATURAS DE DIÁFISE DE FÊMUR EM ADULTOS JOVENS UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM FISIOTERAPIA TRAUMATO ORTOPÉDICA E ESPORTIVA ADAIANA BRAVO LOURENÇO ALTERAÇÕES FUNCIONAIS DECORRENTES DAS FRATURAS

Leia mais

Última revisão: 08/08/2011 TRACIONADOR DE FÊMUR

Última revisão: 08/08/2011 TRACIONADOR DE FÊMUR Protocolo: Nº 72 Elaborado por: Antônio Osmar Wilhma Castro Ubiratam Lopes Manoel Emiliano Luciana Noronha Última revisão: 08/08/2011 Revisores: Manoel Emiliano Ubiratam Lopes Wilhma Alves Luciana Noronha

Leia mais

LESOES MENISCAIS Ricardo Yabumoto Curitiba, 09 de Abril de 2007 Introdução Forma aproximada de C Integram o complexo biomecânico do joelho Servem de extensões da tíbia para aprofundar as superfícies articulares,

Leia mais

Fraturas e Luxações do Cotovelo em Adultos:

Fraturas e Luxações do Cotovelo em Adultos: Fraturas e Luxações do Cotovelo em Adultos: Fraturas do cotovelo em adultos: l As fraturas correspondem 31.8% dos traumas em cotovelo no adulto; l Freqüência: cabeça do rádio 39,4%; luxação do cotovelo

Leia mais

SISTEMA VESTIBULAR E MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO

SISTEMA VESTIBULAR E MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO SISTEMA VESTIBULAR E MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO Prof. Hélder Mauad APARELHO VESTIBULAR Órgão sensorial que detecta as sensações de equilíbrio. Constituído por labirinto ósseo e por dentro dele há o labirinto

Leia mais

LESÕES TRAUMÁTICAS DA COLUNA VERTEBRAL LESÃO MEDULAR (CHOQUE MEDULAR)

LESÕES TRAUMÁTICAS DA COLUNA VERTEBRAL LESÃO MEDULAR (CHOQUE MEDULAR) LESÕES TRAUMÁTICAS DA COLUNA VERTEBRAL E LESÃO MEDULAR (CHOQUE MEDULAR) Prof. Dr. Gabriel Paulo Skroch SUMÁRIO I Avaliação inicial e tratamento de emergência 1- Incidência, Etiologia e Demografia 2- Anatomia

Leia mais

Ortopedia e Traumatologia

Ortopedia e Traumatologia Ortopedia e Traumatologia Fixação Interna Orthofix A Orthofix é uma companhia reconhecida mundialmente no desenvolvimento de soluções para fixação externa e interna na área de Traumatologia e Ortopedia.

Leia mais

EXERCÍCIOS SISTEMA ESQUELÉTICO

EXERCÍCIOS SISTEMA ESQUELÉTICO EXERCÍCIOS SISTEMA ESQUELÉTICO 1. Quais as funções do esqueleto? 2. Explique que tipo de tecido forma os ossos e como eles são ao mesmo tempo rígidos e flexíveis. 3. Quais são as células ósseas e como

Leia mais

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro O corpo humano é projetado para funcionar como uma unidade, com os músculos sendo ativados em seqüências especifica para produzir um

Leia mais

2. Biomecânica do ombro

2. Biomecânica do ombro 2. Biomecânica do ombro Devido ao elevado número de elementos anatómicos intervenientes na biomecânica do ombro, a sua análise torna-se bastante complexa. Como se sabe, a função da cintura escapular requer

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROVA PRÁTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA 2009 CIRURGIA DE MÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROVA PRÁTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA 2009 CIRURGIA DE MÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROVA PRÁTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA 2009 CIRURGIA DE MÃO ESPECIALIDADES COM PRÉ-REQUISITO DE 2 ANOS DE ORTOPEDIA OU CIRURGIA PLÁSTICA 1 QUESTÃO 1 - Na figura abaixo:

Leia mais

PROTESE TOTAL QUADRIL Dr. Gladyston Introdução ATQ procedimento alívio dor, ganho funcional e melhora qualidade de vida Sucesso depende: Escolha paciente ideal Uso de implantes adequados Habilidade técnica

Leia mais

Sobre as propriedades da laserterapia de baixa potência, relacione as colunas abaixo: I. Monocromaticidade. II. Colimação. III. Coerência.

Sobre as propriedades da laserterapia de baixa potência, relacione as colunas abaixo: I. Monocromaticidade. II. Colimação. III. Coerência. LASER Sobre as propriedades da laserterapia de baixa potência, relacione as colunas abaixo: I. Monocromaticidade. II. Colimação. III. Coerência. ( ) A luz emitida pelos aparelhos laser apresenta a mesma

Leia mais

LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS

LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS INTRODUÇÃO Um grande grupo muscular, que se situa na parte posterior da coxa é chamado de isquiotibiais (IQT), o grupo dos IQT é formado pelos músculos bíceps femoral, semitendíneo

Leia mais

Dados Pessoais: História social e familiar. Body Chart

Dados Pessoais: História social e familiar. Body Chart Dados Pessoais: História Clínica: Nome: P.R. Idade: 54 Morada: Contacto: Médico: Fisioterapeuta: Profissão: Fisioterapeuta Diagnóstico Médico: Fratura comitiva da rótula Utente de raça caucasiana, Fisioterapeuta,

Leia mais

AVALIAÇÃO DO QUADRIL

AVALIAÇÃO DO QUADRIL AVALIAÇÃO DO QUADRIL 1. Anatomia Aplicada Articulação do Quadril: É uma articulação sinovial esferóidea com 3 graus de liberdade; Posição de repouso: 30 de flexão, 30 de abdução, ligeira rotação lateral;

Leia mais

Abdução do quadril Posição inicial Ação Extensão do quadril em rotação neutra Posição inicial Ação

Abdução do quadril Posição inicial Ação Extensão do quadril em rotação neutra Posição inicial Ação 12) Abdução do quadril - músculos comprometidos da articulação do quadril: glúteo médio, glúteo mínimo, tensor da fascia lata e os seis rotadores externos; da articulação do joelho: quadríceps (contração

Leia mais

É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia. Clavícula

É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia. Clavícula Fratura da Clavícula Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia O osso da clavícula é localizado entre o

Leia mais

PILATES E BIOMECÂNICA. Thaís Lima

PILATES E BIOMECÂNICA. Thaís Lima PILATES E BIOMECÂNICA Thaís Lima RÍTMO LOMBOPÉLVICO Estabilidade lombopélvica pode ser definida como a habilidade de atingir e manter o alinhamento ótimo dos segmentos da coluna (lombar e torácica), da

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM)

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem 01. Radiografia anteroposterior do terço proximal da perna esquerda. Imagem 02. Ressonância magnética do mesmo paciente, no plano coronal

Leia mais

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Fisioterapia 2010-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Fisioterapia 2010-1 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais. Especial Online ISSN 1982-1816 www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.html DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Fisioterapia 2010-1 O USO DA OXIGENIOTERAPIA DOMICILIAR NO PACIENTE DPOC Autora: ROSA, Ana Carolina

Leia mais

Luxação do Ombro ou Luxação Gleno Umeral

Luxação do Ombro ou Luxação Gleno Umeral Luxação do Ombro ou Luxação Gleno Umeral INTRODUÇÃO Oque é Luxação Gleno Umeral? Luxação é o termo empregado quando há perda de contato entre os ossos que compõem uma articulação. No caso do ombro a articulação

Leia mais

TRAUMA RAQUIMEDULAR. Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m. Sexo : preferencialmente masculino. Faixa etária : entre 15 e 40 anos

TRAUMA RAQUIMEDULAR. Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m. Sexo : preferencialmente masculino. Faixa etária : entre 15 e 40 anos TRAUMA RAQUIMEDULAR Dr Antonio Eulalio TRAUMA RAQUIMEDULAR Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m Nº casos/ano : 8.000 Sexo : preferencialmente masculino Faixa etária : entre 15 e 40 anos Custo

Leia mais

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi Fisiologia Animal Sistema Nervoso Sistema Nervoso Exclusivo dos animais, vale-se de mensagens elétricas que caminham pelos nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue. Mantido vivo pela eletricidade,

Leia mais

Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP

Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP INTRODUÇÃO Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP Desde que os cirurgiões ortopédicos começaram a utilizar câmeras de vídeo, chamadas artroscópios, para visualizar, diagnosticar e tratar problemas dentro da

Leia mais

New Wave. Prótese Total de Joelho Rotacional

New Wave. Prótese Total de Joelho Rotacional Eliminando complicações mecânicas iniciais Centro de Rotação Condilar Sistema Central de Estabilização Alta elevação para eliminar qualquer risco de deslocamento. Aprofundado para evitar tensões patelares.

Leia mais

PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE QUEDAS GHC

PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE QUEDAS GHC PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE QUEDAS GHC Quedas são eventos adversos em que um indivíduo cai inadvertidamente ao chão ou em outro nível. Isto pode ser devido a um escorregão ou tropeço, perda do equilíbrio

Leia mais

Semiologia Ortopédica Pericial

Semiologia Ortopédica Pericial Semiologia Ortopédica Pericial Prof. Dr. José Heitor Machado Fernandes 2ª V E R S Ã O DO H I P E R T E X T O Para acessar os módulos do hipertexto Para acessar cada módulo do hipertexto clique no link

Leia mais

O COMPLEXO DO OMBRO TENDINITE DE OMBRO. Dra. Nathália C. F. Guazeli

O COMPLEXO DO OMBRO TENDINITE DE OMBRO. Dra. Nathália C. F. Guazeli 3 Março/2013 TENDINITE DE OMBRO Dra. Nathália C. F. Guazeli GALERIA CREFITO 3 / 78.186 F O COMPLEXO DO OMBRO Para entender o que é Tendinite de Ombro, vale a pena conhecer um pouquinho como ele é composto,

Leia mais

ABORDAGEM DAS DISFUNÇÕES POSTURAIS. André Barezani Fisioterapeuta esportivo/ Ortopédico e Acupunturista Belo Horizonte 15 julho 2012

ABORDAGEM DAS DISFUNÇÕES POSTURAIS. André Barezani Fisioterapeuta esportivo/ Ortopédico e Acupunturista Belo Horizonte 15 julho 2012 AVALIAÇÃO POSTURAL ABORDAGEM DAS DISFUNÇÕES POSTURAIS André Barezani Fisioterapeuta esportivo/ Ortopédico e Acupunturista Belo Horizonte 15 julho 2012 POSTURA CONCEITOS: Postura é uma composição de todas

Leia mais

Patologia do Joelho. Cadeira de Ortopedia - FML

Patologia do Joelho. Cadeira de Ortopedia - FML Patologia do Joelho EXAME CLÍNICO DOR Difusa no processo inflamatório e degenerativo; localizada quando o problema é mecânico RIGIDEZ Comum, podendo causar claudicação AUMENTO DE VOLUME - Localizado ou

Leia mais

Prp. Palmilhas para Reprogramação Postural. Pés. A Base da Boa Postura. João Elias Saad

Prp. Palmilhas para Reprogramação Postural. Pés. A Base da Boa Postura. João Elias Saad Prp. Palmilhas para Reprogramação Postural Pés A Base da Boa Postura João Elias Saad A influência dos pés na estruturação da postura corporal e utilização da palmilha proprioceptiva na prevenção e reprogramação

Leia mais

HISTÓRICO MÉTODO THERASUIT HISTÓRICO O MÉTODO THERASUIT PRINCIPAIS OBJETIVOS. Profa. Ms. Daniela Vincci Lopes Ruzzon

HISTÓRICO MÉTODO THERASUIT HISTÓRICO O MÉTODO THERASUIT PRINCIPAIS OBJETIVOS. Profa. Ms. Daniela Vincci Lopes Ruzzon HISTÓRICO MÉTODO THERASUIT Profa. Ms. Daniela Vincci Lopes Ruzzon Veste criada em Michigan/USA, por pesquisadores russos. Função: contrapor os efeitos negativos vividos pelos astronautas (atrofia muscular,

Leia mais

FRATURAS DA PATELA. ANATOMIA: É o maior sesamóide do corpo. O centro de ossificação surge com 2-3 anos

FRATURAS DA PATELA. ANATOMIA: É o maior sesamóide do corpo. O centro de ossificação surge com 2-3 anos FRATURAS DE JOELHO FRATURAS DA PATELA ANATOMIA: É o maior sesamóide do corpo O centro de ossificação surge com 2-3 anos Anomalioas da ossificação estão relacionadas a um centro acessório localizado no

Leia mais

GERIATRIA E SAUDE: ENVELHECIMENTO ATIVO NA PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE

GERIATRIA E SAUDE: ENVELHECIMENTO ATIVO NA PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE GERIATRIA E SAUDE: ENVELHECIMENTO ATIVO NA PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE Bianca Emanuelle Silva Constâncio Acadêmica do curso de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ, email: biancaemanuelle@live.com

Leia mais

EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Parte III

EXERCÍCIOS RESISTIDOS. Parte III EXERCÍCIOS RESISTIDOS Parte III PREPARO E APLICAÇÃO DE EXERCÍCIOS RESISTIDOS Aquecimento com movimentos leves, repetitivos e alongamentos. Aplicar a resistência de forma distal, na região onde o músculo

Leia mais

DISSECAÇÃO ANATÔMICA DE UMA FRATURA TIBIAL: ESTUDO ANATÔMICO E MULTIDISCIPLINAR 1

DISSECAÇÃO ANATÔMICA DE UMA FRATURA TIBIAL: ESTUDO ANATÔMICO E MULTIDISCIPLINAR 1 DISSECAÇÃO ANATÔMICA DE UMA FRATURA TIBIAL: ESTUDO ANATÔMICO E MULTIDISCIPLINAR 1 SILVA, Pedro Ducatti de Oliveira e 1 ; GUIMARÃES, Nilo Borges 2 ; LUIZ, Carlos Rosemberg 3 ; BENETTI, Edson José 4 ; FIUZA,

Leia mais

O treino invisível para aumento do rendimento desportivo

O treino invisível para aumento do rendimento desportivo O treino invisível para aumento do rendimento desportivo Carlos Sales, Fisioterapeuta Federação Portuguesa de Ciclismo Luís Pinho, Fisioterapeuta Federação Portuguesa de Ciclismo Ricardo Vidal, Fisioterapeuta

Leia mais

ANATOMIA HUMANA I. Acidentes Ósseos. Prof. Me. Fabio Milioni. Características Anatômicas de Superfície dos Ossos

ANATOMIA HUMANA I. Acidentes Ósseos. Prof. Me. Fabio Milioni. Características Anatômicas de Superfície dos Ossos ANATOMIA HUMANA I Acidentes Ósseos Prof. Me. Fabio Milioni Características Anatômicas de Superfície dos Ossos As superfícies dos ossos possuem várias características estruturais adaptadas a funções específicas.

Leia mais

Dados Pessoais: História social e familiar. Body Chart. Questões especiais Exames Complementares Rx (23/08/2012) placa de fixação interna a nível da

Dados Pessoais: História social e familiar. Body Chart. Questões especiais Exames Complementares Rx (23/08/2012) placa de fixação interna a nível da Dados Pessoais: Nome: M. Idade: 29 Morada: Contacto: Médico: Fisioterapeuta: Profissão: Técnica de comunicação Diagnóstico Médico: Síndrome de Kienbock História Clínica: 2009-1 mês após uma mudança de

Leia mais

BANDAGEM FUNCIONAL. Prof. Thiago Y. Fukuda

BANDAGEM FUNCIONAL. Prof. Thiago Y. Fukuda BANDAGEM FUNCIONAL Prof. Thiago Y. Fukuda INTRODUÇÃO (BANDAGEM) Refere-se à aplicação de algum tipo de fita protetora que adere à pele de determinada articulação. A bandagem quando aplicada corretamente,

Leia mais

Capítulo 3 Úlceras Tróficas de Perna

Capítulo 3 Úlceras Tróficas de Perna 10 Capítulo 3 Úlceras Tróficas de Perna As úlceras tróficas de perna constituem uma doença mutilante comum, que surge geralmente a partir de um pequeno trauma ou de uma infecção secundária em regiões da

Leia mais

Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade

Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade Documento Técnico A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade DIVISÃO DESPORTO - CME A Actividade Física e a Promoção da Saúde na 3ª Idade 1.1. Conceito de Saúde Segundo a Organização Mundial

Leia mais

Exame Fisico do Quadril Celso HF Picado

Exame Fisico do Quadril Celso HF Picado Exame Fisico do Quadril Celso HF Picado Introdução A cintura pélvica é composta pela articulação sacro-ilíaca, pela sínfise púbica e pela articulação coxo-femoral. Esta última corresponde à articulação

Leia mais

Incidência de Disfunção Sacroilíaca

Incidência de Disfunção Sacroilíaca Incidência de Disfunção Sacroilíaca ::: Fonte Do Saber - Mania de Conhecimento ::: adsense1 Introdução A pelve e em especial as articulações sacroilíacas sempre foram consideradas como tendo valor clínico

Leia mais

DESPORTO LESÕES DESPORTIVAS SE TEM UMA LESÃO. Lesões Desportivas. Não Deve Fazer. Deve Fazer

DESPORTO LESÕES DESPORTIVAS SE TEM UMA LESÃO. Lesões Desportivas. Não Deve Fazer. Deve Fazer DESPORTO LESÕES DESPORTIVAS Vem descobrir quais as lesões mais comuns e o que fazer em cada uma delas Carlos Cruz Perde-se no tempo o conselho à prática desportiva. Quer sejamos velhos ou novos a actividade

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL EM TÊNIS DE MESA PARA CADEIRANTES CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL EM TÊNIS DE MESA

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL EM TÊNIS DE MESA PARA CADEIRANTES CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL EM TÊNIS DE MESA CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL EM TÊNIS DE MESA Esporte: Administração: individual equipe ITTF Federação Internacional de Tênis de Mesa Cartão de Classificação: Cartão Funcional de Tênis de Mesa Sessão de Regras

Leia mais

www.fisiofitsenior.com.br

www.fisiofitsenior.com.br www.fisiofitsenior.com.br Índice Definição... Dados estatísticos... pg 03 pg 06 Causas e fatores de risco... pg 09 Tratamentos... pg 14 Atividades físicas e osteoporose... pg 15 Nutrientes recomendados...

Leia mais

COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO

COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO) Roberto Sergio Martins A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia de origem compressiva mais frequente, incidindo em cerca de 1%

Leia mais

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA CARTILAGEM

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA CARTILAGEM CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA CARTILAGEM Radiológicos Classificação de Tönnis de osteoartrose da anca Grau 0 Sem sinais de osteoartrose Grau I Esclerose aumentada, ligeira diminuição do espaço articular, sem

Leia mais