Cadeira de Nutrição Clínica. Avaliação Nutricional

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1 Cadeira de Nutrição Clínica Avaliação Nutricional

2 PESO CORPORAL Energia Água MASSA GORDA Proteínas Glicogénio LIC LEC Minerais MASSA MAGRA

3 COMPOSIÇÃO CORPORAL MASSA GORDA Gordura 80% Água 18% Proteína 2% MASSA MAGRA Água (LIC e LEC) 72 % Proteína 19 % Minerais ósseos 8 % Glicogénio 1-2 % A água intracelular está sobretudo ligada às proteínas e ao glicogénio ( 4-5 cc./ g.)

4 Modelo de avaliação de dois compartimentos MASSA GORDA (MG) MASSA MAGRA (MM) MG = Peso MM ou MM = Peso MG

5 na Prática Clínica

6 Objectivos Verificar se há desvio do Est. Nutricional e em que grau Identificar os doentes que necessitam de intervenção nutricional Avaliar a eficácia do suporte nutricional instituído

7 Objectivos da Avaliação Nutricional (cont.) Caracterizar o Estado de Nutrição e a Capacidade Funcional Caracterizar o Padrão de Ingestão Alimentar habitual e actual Identificar os factores determinantes: - Patologia Clínica - Factores Sócio-económicos - Estilo de Vida - Outros Determinar as necessidades calórico-proteicas e de micronutrientes Estabelecer uma terapêutica nutricional integrada no plano terapêutico global

8 História Clínica Metodologia Inquérito alimentar Exame Físico: Detecção de sinais e sintomas de desvios nutricionais Parâmetros Antropométricos Parâmetros Bioquímicos

9 Metodologia Inquérito alimentar Inquérito da alimentação das 24 h anteriores Inquérito de 3 dias (1 dia de fim de semana) Inquérito de frequência Auto-registo de consumo

10 Metodologia Dar particular atenção: Nº refeições diárias Nº porções de fruta e vegetais (diárias) Frequência de consumo: Lacticíneos Leguminosas Carne, peixe e ovos

11 Metodologia Semiologia clínica a valorizar: Anorexia Perturbações da mastigação e deglutição Náuseas e/ou vómitos Diarreia Dificuldade de digestão Intolerância a alimentos

12 Antropometria Peso (Kg) Altura (m) IMC (kg / m²) Perímetros Abdominal, bi-trocanteriano, braquial, da coxa, da perna Pregas cutâneas Tricipital, bicipital, subescapular, suprailíaca, da coxa, da perna

13 Composição Corporal Maiores determinantes do peso corporal: Água Energéticos orgânicos: proteínas, HC, lípidos PERDA PONDERAL > 0,5 Kg / dia Balanço negativo Hídrico e/ou Energético

14 Antropometria PESO CORPORAL Severidade da perda ponderal: - Velocidade de perda - Total perdido Perda clinicamente significativa: - > 5% num mês - > 10 % em seis meses

15 em função do peso perdido Tempo % Peso perdido Leve Moderada Grave 1 semana 1-2 % 2 % >2 % 1 mês <5 % 5 % >5 % 2 meses 5 % 5-10 % >10 % 3 meses <10 % % >15 %

16 Peso Corporal Precauções na interpretação: Edemas e ascite Grande tumor ou organomegálias Atrofia dos tecidos magros em obesos Grandes modificações na ingestão

17 PESO CORPORAL Peso Desejável Fórmula de Lorenz P = (A - 100) - (A - 150) / 4 (H) 2 (M) + (I-20) / 4 P em Kg A em mtr I em anos Variação diária 0,1 Kg

18 Índice Peso / Altura (P/A) P / A = Peso actual / Peso ideal x 100 > 120 % Obesidade % Normal % Desnutrição ligeira % Desnutrição moderada < 60% Desnutrição grave

19 Antropometria Peso mínimo de sobrevivência % do peso desejável - proteínas + da H2O - exaustão da MG metabolicamente utilizável < 5 % de MG Rápida deplecção da MM Morte

20 Cálculo da ALTURA para os doentes acamados A (H) = 64,19 ( 0,4 x I ) + ( 2,02 x altura do joelho) A (M) = 84,88 ( 0,2 x I ) + ( 1,83 x altura do joelho) Adaptado de Chumlea

21 Índice de Massa Corporal (IMC) Índice de Quetelet P ( Kg ) IMC = Kg / m² A² ( m )

22 Antropometria IMC Medida fácil de obter Há uma boa correlação entre o IMC e a massa gorda corporal Não afirma com precisão o grau de gordura No adulto há a vantagem da altura se manter constante pelo que determinações longitudinais podem reflectir mudanças na massa gorda Na criança serve para afirmar a obesidade, mas não para quantificar a percentagem de gordura

23 A obesidade é, habitualmente, medida pelo índice de massa corporal (IMC) IMC = Peso (kg) Altura (m 2 ) Classificação IMC (kg/m 2 ) Risco comorbilidades Valor normal Baixo Exceso de peso 25 Pré-obesidade Aumentado Obes. classe I Moderado Obes. classe II Grave Obes. classe III 40.0 Muito grave World Health Organization, 1998

24 Antropometria Pregas cutâneas Procura avaliar a gordura corporal Parâmetro duplamente indirecto A relação entre prega cutânea e gordura corporal total é complexa Diferença inter-individual na distribuição da gordura Às mudanças de gordura total cada prega responde diferentemente Mudanças na composição de tecido adiposo com a idade e o estado nutricional

25 Antropometria Pregas cutâneas

26 Antropometria Pregas tricipital e bicipital

27 Antropometria Prega subescapular

28 Antropometria Prega abdominal

29 Valores normais da PCT

30 Composição Corporal TECIDO ADIPOSO subcutâneo (sc) compartimento visceral (cv) As proporções sc e cv não são constantes Distribuição do tecido adiposo tem controlo genético e hormonal Propriedades metabólicas variam nas diferentes localizações do tecido adiposo

31 Hormonal Genético Distribuição da gordura corporal Subcutânea Visceral mulher jovens magros homem idosos obesos Perímetro abdominal Perímetro bitrocanteriano N= 0,85 0,95

32 O perímetro da cintura é um marcador alternativo da gordura visceral Mulher cm Homem >80 cm = Risco aumentado 1 >94 cm = Risco aumentado 1 1 Lean MEJ, et al. Lancet;1998:351:853 6

33 Perímetro da cintura Coloca - se a fita métrica a meia distância entre o último arco costal e a crista ilíaca sendo a leitura feita com o doente em expiração.

34 Antropometria Perímetro braquial

35 Perímetro muscular do braço ( PMB ) Permite avaliar a massa magra do organismo PMB (cm)= PB (cm) PCT (cm) x 3,1416

36 Valores normais do PMB

37 Precisão das várias técnicas Erro técnico Variabilidade biológica Várias determinações por cada técnica Uso de várias técnicas em simultâneo

38 Métodos imagiológicos Foram desenvolvidos DXA com software que possibilita a sua utilização na determinação da composição corporal

39 Absorciometria bifotónica Dá-nos estimativas regionais e corporais totais de três componentes: Massa gorda Massa magra Massa óssea Método destinado, quer a avaliações individuais, quer a estudos epidemiológicos

40 Absorciometria bifotónica Três componentes: MG - metabolicamente activo MCT TMM + LEC - clinicamente importante MO - sem actividade metabolica - sensível às mudanças do EN MG=massa gorda TMM=tecidos moles magros MO=massa óssea MCT=massa celular total LEC=líquido extracelular

41 Impedância bioeléctrica Esta técnica baseia-se na permissa de que quando uma corrente eléctrica passa através do corpo, a diferença de voltagem entre os dois eléctrodos é proporcional ao volume fluido corporal naquela região do corpo Pouco dispendiosa Não requer pessoal especializado Os resultados têm boa reprodutibilidade A interpretação biológica dos resultados têm de ser feitas com precaução

42 Bioimpedância Tecido magro conduz rapida/ a corrente electrica Tecido adiposo conduz lentamente essa corrente A resistência (impedância) à corrente eléctrica é directamente proporcional ao comprimento do conductor e inversamente proporcional à sua secção Problemas: O corpo humano está longe de ter a forma de um cilindro A condutividade varia de tecido para tecido

43 Impedância bioeléctrica

44 Impedância bioeléctrica Eléctrodos colocados no punho e dorso do pé. Corrente alterna de 800 µamp e frequência de 50 khz O índice de impedância é assumido como sendo proporcional ao volume de água corporal total. Nas 4 horas que antecedem as determinações devem estar proscritas actividade física moderada ou vigorosa, excesso de álcool e condições que levem a grande sudação.

45 Actividade física regular Fácil de definir difícil de avaliar Qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos de que resulta dispêndio de energia

46 Actividade física regular Como quantificar? Medir a frequência e duração das ocorrências episódicas Actividade profissional Deslocações Actividades domésticas Tempo de lazer Medidas da inactividade Ver televisão, estar ao computador,

47 FIM Obrigada pela atenção

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