UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA CURSO DE COSMETOLOGIA E ESTÉTICA DISCIPLINA: TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM AVALIAÇÃO CORPORAL

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1 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA CURSO DE COSMETOLOGIA E ESTÉTICA DISCIPLINA: TEORIAS E TÉCNICAS DE MASSAGEM AVALIAÇÃO CORPORAL PROF.ª: DANIELLA KOCH DE CARVALHO

2 A avaliação é a coleta e interpretação da informação dada pelo cliente, pelos profissionais que o estão encaminhando, bem como a informação coletada pelo profissional de massagem. A interpretação da informação colhida durante uma avaliação prémassagem tem três objetivos: Determinar se o cliente deve ser encaminhado a um profissional médico; Obter informações do cliente, usadas para desenvolver o plano de cuidados/tratamento de massagem; Projetar a melhor massagem para o cliente. As habilidades que um profissional de massagem precisa para o processo de avaliação são: a capacidade de se relacionar, a observação, métodos bem sucedidos de entrevista e a escuta ativa.

3 O roteiro investigativo de uma avaliação segue uma ordem que possibilite ao profissional aprofundar o conhecimento em relação ao cliente. Podemos dividir a avaliação em três etapas: dados de identificação, anamnese e exame físico. A palavra anamnese tem origem grega e significa trazer de novo à memória. Trata-se de uma entrevista feita com o cliente com o objetivo de coletar seus sintomas e sua história, além de servir como um importante guia par ao exame físico. (NEVES, 2010). A queixa principal é o motivo que leva o cliente à procura do serviço, podendo ser físico ou emocional. De forma objetiva é possível descrever o quê, como e onde o cliente sente. Não deve ser confundida com diagnóstico médico. (NEVES, 2010). Pontos importantes a serem avaliados: história da queixa/doença atual, história da doença pregressa, história familiar, história social, uso de medicações, perfil emocional,...

4 O exame físico consiste na inspeção e palpação de todas as estruturas físicas do corpo, na busca de sinais indicativos de anormalidade. Para a avaliação física, as principais considerações são: o equilíbrio do corpo, a função eficiente e a simetria básica. Três importantes fatores influenciam a postura: hereditariedade, doença e hábito. Até mesmo mudanças sutis na postura exigem um padrão compensatório de todo o corpo. O mau alinhamento das áreas corporais pode ser causado por músculos que distendem ou não estabilizam, por frouxidão ou encurtamento do tecido, ou por uma combinação disso.

5 Um importante problema muscular são os músculos excessivamente tensos. Músculos posturais encurtados precisam ser alongados. Na inspeção e palpação devemos observar: A temperatura da pele: Áreas quentes podem ser causadas por inflamação, espasmos muscular, hiperatividade ou aumento da circulação na superfície. Já as áreas frias, com freqüência são áreas de fluxo sanguíneo reduzido ou de flacidez muscular, entre outras alterações. A coloração da pele é outro fator observado, deve ser elástica, uniforme e com uma coloração viva. Não deve apresentar matizes azulados, amarelados ou vermelhos. Devemos pressionar a pele, músculos e articulações.

6 Para permitir que o profissional decida sobre a adequação da massagem, as seguintes questões devem ser abordadas durante a avaliação do cliente: 1. A condição é aguda, subaguda ou crônica? 2. Qual é a finalidade da massagem por exemplo, a melhora da circulação, o relaxamento ou a remoção de toxinas? 3. Que regiões do corpo precisam ser trabalhadas? A massagem deve ser aplicada em determinada área ou deve ser sistêmica? 4. Que função orgânica ou sistema corporal a massagem deve influenciar? 5. Que técnicas/manobras de massagem podem ser aplicados com segurança?

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8 TERAPIA DE PONTO-GATILHO: Os pontos-gatilho são pequenas áreas de hiperirritabilidade dentro dos músculos. Qualquer um dos mais de 400 músculos pode desenvolver pontos-gatilho. Fatores: Os fatores reflexos incluem: Sensibilidade da pele nas áreas do ponto-gatilho; Disfunção visceral no padrão de dor visceral referida; Disfunção articular; Vasoconstrição.

9 Os fatores mecânicos incluem o seguinte: Desvio postural ao estar em pé e ao estar sentado; Desvio no modo de andar; Imobilização; Estresse profissional; Sapatos e roupas apertadas ou que ajustam mal; Móveis. Os fatores sistêmicos incluem o seguinte: Disfunção metabólica e endócrina; Infecção crônica; Insuficiência de dieta; Estresse psicológico.

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11 Muitas vezes é difícil decidir se o ponto sensível é realmente um pontogatilho. Como o alongamento das áreas de ponto-gatilho é essencial para o tratamento eficiente, se houver dúvida em relação à natureza do ponto, trate-o como se fosse um ponto-gatilho. Como manipular um ponto gatilho: Depois que um ponto-gatilho é identificado usa-se a técnica de compressão e/ou manipulação direta e método de alongamento para eliminar o ponto. A técnica de compressão deve ser feita de modo apropriado. Depois que o ponto foi localizado, o tempo de compressão aplicada poderá ser de duas formas diferentes: Pode-se intensificar gradualmente a compressão, indo até oito segundos, solta, repete até trinta segundos, solta e repete até dois minutos.

12 Ou pode ser feito compressão contínua até o momento em que o cliente informar que a dor referida acabou. Importante solicitar ao cliente que respire profundamente durante a manipulação do ponto gatilho. Após tratar com métodos de compressão, o profissional deve estimular de novo a circulação para a área local com fricção circular ou rolamento ou técnicas de massagem vibratória. Finalizando com alongamento, seja passivo ou ativo, do músculo afetado. A restauração incompleta da plena extensão do músculo significa alívio incompleto da dor. A falha em alongar e estender a área resulta em eventual retorno dos sintomas originais. Imediatamente após o tratamento, calor úmido (toalha quente) sobre a região é calmante e útil. A área vai precisar de descanso durante alguns dias e deve-se evitar toda e qualquer atividade estressante.

13 REFERÊNCIAS: CLAY, James H.; Pounds David M. Massoterapia Clínica: integrando anatomia e tratamento. SP: Manole, FRITZ, Sandy. Fundamentos da Massagem Terapêutica. SP: Manole, 2002.

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