Fase 2. Directrizes Estratégicas para a Ciência, Tecnologia e Inovação

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1 CAPACITAÇÃO INSTITUCIONAL NO DOMÍNIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CABO VERDE: Directrizes Estratégicas para a Ciência, Tecnologia e Inovação Fase 2. Directrizes Estratégicas para a Ciência, Tecnologia e Inovação Maio

2 ÍNDICE ÍNDICE... 2 I. - INTRODUÇÃO... 3 II. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL: VISÃO ESTRATÉGICA BASES DE UMA POLÍTICA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FORMAS DE ENQUADRAMENTO LEGAL E INSTITUCIONAL O FINANCIAMENTO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA... 9 III. RECURSOS HUMANOS: MASSA CRÍTICA E EXCELÊNCIA...11 IV. APOSTAS ESTRATÉGICAS: EIXOS PRIORITÁRIOS OBJECTIVOS: NECESSIDADES BÁSICAS E QUALIDADE DE VIDA Alimentação Saúde Água Habitação Segurança Redução da pobreza Ambiente Energia, Comunicações e Transporte CIÊNCIA E TECNOLOGIA: SOCIEDADE DO CONHECIMENTO Sede de conhecimento O homem no centro Apoio à decisão Educação para a Ciência Sociedade da Informação CIÊNCIA E TECNOLOGIA: CONHECER E EXPLORAR O ar e a terra O mar Biodiversidade CIÊNCIA E TECNOLOGIA: FORÇA PRODUTIVA...40 V. - CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

3 I. - INTRODUÇÃO O papel da Ciência e Tecnologia no desenvolvimento económico e social tornou-se de tal modo evidente que passou a ser o elemento central da política económica dos países mais desenvolvidos. A sua importância, no contexto de um país como Cabo Verde é, até agora, menos evidente. A tentação é reservar os parcos recursos financeiros e humanos disponíveis para actividades de retorno a curto prazo. No entanto, é precisamente porque o país tem fracos meios que estes devem ser empregues com a maior eficiência possível. A absorção dos resultados da ciência na economia e na sociedade é um meio de garantir a eficácia do investimento. O principal entrave a um maior investimento em C&T é o facto dos resultados só serem visíveis a médio e longo prazos. Isto porque a constituição de uma comunidade científica e tecnológica, base de qualquer política de C&T, leva o seu tempo a ser conseguida. Este documento não tem a pretensão de abordar o tema com profundidade. Pelo contrário, assumiu-se que o objectivo principal deste trabalho era apenas lançar o debate sobre o papel da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no desenvolvimento económico e social de Cabo Verde, de modo a criar a oportunidade de mobilizar toda a sociedade civil e em particular os actores potencialmente empenhados no processo de criação, difusão e utilização do saber e conhecimento para uma reflexão sobre o que ambicionam como Directrizes Estratégicas para a Ciência, a Tecnologia e Inovação em Cabo Verde no Médio e Longo prazos. Em concreto, pretendeu-se que fosse a sociedade a responder ao porquê (objectivos e motivação), ao qual (identificação das áreas estratégicas), ao como (modelo institucional e organizacional) e ao para quê (resultados esperados) a Ciência e Tecnologia num país como Cabo Verde com parcos recursos e de pequena dimensão. Numa primeira fase tentou-se de forma objectiva e, sempre que possível, quantificada, fazer o diagnóstico da situação da C&T em Cabo Verde. O principal elemento do diagnóstico foi a consulta à comunidade científica e tecnológica a exercer em Cabo Verde. A adesão dessa comunidade ao debate que se tentou lançar com este projecto deveria servir de legitimação aos resultados da reflexão sobre que Directrizes 3

4 Estratégicas para a Ciência, a Tecnologia e Inovação em Cabo Verde no Médio e Longo prazos que se pretendeu realizar com este trabalho. Contudo, é preciso reconhecer que a fraca adesão encontrada no terreno e a falta de apoio das instituições ligadas à C&T, diminui a relevância deste documento e dos seus resultados. Mesmo assim, não se pode descurar a opinião de um grupo de individualidades que aceitaram o repto e participaram no debate. A qualidade e a pertinência de várias intervenções, comentários e opiniões merecem atenção por parte dos políticos e da sociedade em geral. Sem reproduzir textualmente as opiniões recolhidas, este documento tenta organizar as ideias resumindo numa linha a ideia mestra das várias intervenções: necessidade de uma Visão Estratégica para a C&T (Estado e Sociedade) e necessidade de adopção de uma Atitude de Excelência por parte da Comunidade Científica e Tecnológica. Cientes que o debate está no início, e da necessidade de se aprofundar os temas abordados, não se pretende no presente documento fazer-se uma análise detalhada dos diferentes items, adoptando mais uma atitude de apontar o que se considera ser os elementos essenciais para a elaboração de uma política coerente de Ciência e Tecnologia. Espera-se que, posteriormente, este documento possa servir de base a um debate mais aprofundado, do qual resulte um verdadeiro programa de C&T para o desenvolvimento do país. Tal debate deverá ser aberto a toda a sociedade nos seus pontos gerais e estratégicos, embora, a especificidade de cada área exija que seja também realizado um trabalho de especialistas, garantindo uma maior qualidade do resultado final. 4

5 II. ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL: VISÃO ESTRATÉGICA O grande desafio para Cabo Verde na área da Ciência e Tecnologia é a criação de um ambiente facilitador para a realização, difusão e absorção de actividades científicas e tecnológicas. Para tal, é necessária a adopção de uma verdadeira política de C&T, a definição dos instrumentos legais e financeiros, assim como a constituição de uma estrutura funcional para a realização, a difusão e a absorção das actividades de C&T. Sem entrar em detalhes, pretende-se neste documento, analisar os pontos considerados fundamentais para a elaboração de uma política de Ciência e Tecnologia. 1. Bases para uma Política de Ciência e Tecnologia A elaboração de uma política de Ciência e Tecnologia, deve basear-se na compreensão do papel da tecnologia no desenvolvimento e no papel da ciência como base do desenvolvimento tecnológico e humano. Parte-se assim do princípio, que a justificação do empenho de qualquer país em C&T deve ser procurada na necessidade de promover o desenvolvimento humano e económico. Assume-se também que o desenvolvimento baseia-se por um lado na habilidade em transformar e explorar o meio físico onde vivemos e por outro lado, na forma como as sociedades se organizam. Actualmente, o papel da C&T no desenvolvimento é um facto comprovado e consensual. As evidências de que a nova economia está cada vez mais dependente do conhecimento, vieram reforçar a ideia de que é necessário um maior investimento na educação e na ciência, para se atingir níveis de desenvolvimento satisfatórios. Mas não se deve perder de vista que o investimento em C&T é necessário mas não suficiente. Vários outros factores têm que ser ponderados, entre os quais, alguns de carácter cultural e organizacional. Transformar o conhecimento em tecnologia, a tecnologia em inovação e a inovação em desenvolvimento, requer a existência de um ambiente favorável, desde uma política adequada, à capacidade humana, passando pela promoção do empreendedorismo e pela criação de um cultura de risco e criatividade. Implica ainda, criar mecanismos flexíveis 5

6 de ligação entre a comunidade científica e tecnológica, a sociedade em geral e as empresas. Significa também o incentivo à procura de respostas às questões colocadas pelo fascinante universo em que vivemos e pela especificidade da natureza humana. É contudo essencial reconhecer que a aposta em C&T não é uma aposta a curto prazo. Os efeitos do investimento na educação e na ciência levam tempo até serem visíveis. Assim, uma política de C&T tem como base uma visão da sociedade, do mundo e do homem a longo prazo, uma visão do desenvolvimento. É essa visão que deve ser explicada à sociedade para que ela se empenhe na árdua tarefa de se educar, empreender, criar, correr risco, e aceitar sacrifícios de hoje na busca dos benefícios de amanhã. A análise e compreensão dos tempos que correm, a procura de um lugar para Cabo Verde no mundo globalizado e extremamente competitivo, a procura de um caminho para o desenvolvimento, podem ter uma resposta na Ciência e Tecnologia. Os escassos recursos disponíveis, associados a custos elevados de produção, obrigam o país a ser eficiente na utilização desses mesmos recursos, pois não temos direito ao desperdício, e a fazer uma aposta em mercados e serviços de valor acrescentado. Em suma, para competir, Cabo Verde tem que propor produtos e serviços de excelência e originais. A excelência consegue-se pela educação e aposta na qualidade e a originalidade pelo empreendedorismo e a criatividade. Contudo, para ser eficaz, a visão que fundamenta a Ciência e Tecnologia como um dos motores do desenvolvimento humano e económico, deve fixar objectivos concretos e perceptíveis pela sociedade. Objectivos esses que devem ser consensuais e baseados numa concepção de desenvolvimento de modo a terem o apoio da sociedade. Neste documento avança-se com algumas propostas de objectivos. A melhoria do bemestar e a satisfação das necessidades básicas tais como a alimentação, a saúde, a habitação, a segurança e o combate à pobreza, são exemplos de objectivos prioritários para a intervenção da Ciência e Tecnologia. Cada um destes itens terá que ser cuidadosamente analisado e quantificado de modo a que seja rigorosamente definido o que se espera vir a ser o contributo da C&T para a resolução dos problemas relacionados, tendo em conta os meios que se colocarão ao seu dispor. Os instrumentos legais, o financiamento, as estruturas operacionais, entre outros, 6

7 serão projectados de acordo com as prioridades estabelecidas, os objectivos fixados e os meios humanos e materiais disponíveis. Mas, sendo a Ciência e Tecnologia actividades de ponta, é incontestável que a aposta no desenvolvimento de uma capacidade humana deve ser erigida como pedra angular de todo o sistema. Apesar da Ciência e Tecnologia poderem ser consideradas bens acessíveis a toda a Humanidade, a forma como elas se distribuem no planeta depende, em grande parte, da existência de uma capacidade nacional capaz de criar, adaptar e adoptar, difundir e transformar a Ciência e Tecnologia em desenvolvimento. A forma de organização, o ambiente legal e institucional deverão ser cuidadosamente delineados de modo a permitir a realização plena da capacidade humana e facilitar a realização de actividades científicas e tecnológicas, assim como a sua apropriação pela sociedade e economia. A organização de um Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), compreendendo as instituições responsáveis pela execução de actividades de Ciência e Tecnologia, assim como as relações entre elas e a sociedade, deve ter em conta os objectivos sectoriais de desenvolvimento assim como os objectivos específicos que levam à criação das mesmas. É contudo essencial preservar a eficiência e promover sinergias, pelo que se deve pensar o modelo no seu todo e não optar pela soma de unidades dispersas e sem relação aparente. Finalmente, os mecanismos de financiamento devem ser orientados para a produção de resultados. Por outras palavras, deve-se procurar financiar as actividades de Ciência e Tecnologia e não apenas perpetuar a existência de institutos e outros centros de investigação e desenvolvimento. Para isso, ao nível do Estado, há que prever verbas específicas para o financiamento de projectos e actividades de Ciência e Tecnologia. Por outro lado, há que procurar envolver o sector privado, criando mecanismos de apoio que permitam investimento na inovação e mesmo na investigação. A internacionalização e cooperação bilateral é, igualmente, um meio eficaz de financiar actividades de Ciência e Tecnologia. 7

8 2. Formas de Enquadramento Legal e Institucional A implementação de uma boa política de Ciência e Tecnologia só pode ser conseguida se for servida por um enquadramento eficaz, flexível e transparente. Deve-se procurar formas de organização apropriadas aos objectivos da política de Ciência e Tecnologia, aos constrangimentos e que possam tirar proveito do potencial do país. Os objectivos principais do modelo de organização do SNCT deve ser a procura de novas formas de produzir, aplicar e valorizar conhecimentos e a criação e difusão de novas tecnologias. A articulação com o sistema produtivo e a resposta à demanda da sociedade em geral é outra preocupação a ter em conta. A organização do SNCT deve, também, ter em conta a natureza das actividades em causa isto é a flexibilidade, a autonomia, o respeito pela liberdade de investigar e a necessidade de criação de massa crítica, de centros de excelência e de sinergias. A organização do SNCT deve privilegiar o combate à inércia, possibilitar a mutação constante e a adaptação à evolução das prioridades. Deve, igualmente, servir de incentivo à adopção de uma atitude criativa, não conformista, progressista e de abertura total por parte dos actores principais. À autonomia e flexibilidade das instituições de C&T deve-se opor uma obrigatoriedade de resultados e sua absorção pela sociedade, como garante de bom uso dos recursos públicos. Por isso, mais do que impor procedimentos de funcionamento rígidos, deve-se procurar criar mecanismos de avaliação de resultados. Por último, a organização do SNCT deve ter em conta a natureza pluridisciplinar e plurisectorial dos objectivos fixados, embora deva sempre procurar a eficiência na utilização dos recursos humanos e materiais disponíveis. Importa salientar, que uma verdadeira política de Ciência e Tecnologia só pode ser implementada por meio de programas de longo prazo e não por projectos avulsos. Estes programas, com objectivos pré-definidos e quantificados permitiriam uma melhor orientação de recursos humanos, materiais e financeiros evitando duplicações de meios e de actividades e criando, ainda, sinergias dentro da comunidade científica e tecnológica e na sociedade em geral. Também, ao clarificar os seus objectivos, os programas poderiam atrair investimentos e apoios privados nas áreas de interesse mútuo público/privado. 8

9 O estado deve sempre assumir o seu papel de planificador, promotor e coordenador de políticas e directrizes e de incentivo à Ciência e Tecnologia, sem contudo, ter uma atitude demasiado interventora e reguladora. A elaboração de políticas e a tutela da Ciência e Tecnologia deverão ser entregues a um único Ministério, na configuração actual ao MEVRH. Ao Estado compete ainda criar e manter instituições de Ciência e Tecnologia correspondentes aos sectores e objectivos da política de Ciência e Tecnologia, que podem ser congregados num único centro ou então repartidos pelos diferentes Ministérios que tutelam as áreas prioritárias. A gestão do financiamento público disponibilizado, a elaboração de programas e apoio, a elaboração de políticas, o acompanhamento e avaliação das políticas e programas, a procura e promoção de sinergias entre os diferentes actores e sectores envolvidos, pode ser entregue a um organismo independente de modo a cumprir as condições de flexibilidade, transparência e eficácia. A criação de um enquadramento legal que valorize a profissão de investigador, que torne vantajoso o investimento em Ciência e Tecnologia, e que flexibilize a alocação de fundos às actividades de Ciência e Tecnologia, é outra condição necessária para o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia em Cabo Verde. 3. O Financiamento da Ciência e Tecnologia O Estado deve aceitar ser o principal promotor e financiador das actividades científicas e tecnológicas em Cabo Verde. Sem isso, será difícil dar um salto qualitativo na Ciência e Tecnologia que se faz no país. No entanto, a diversificação de fontes de financiamento é, a longo prazo, a única garantia de sustentabilidade do sistema de Ciência e Tecnologia. O envolvimento do sector privado vai assegurar que o investimento em Ciência e Tecnologia terá retorno para a sociedade. A internacionalização da investigação que se faz em Cabo Verde é igualmente, um meio de conseguir financiamento para projectos de interesse comum. Embora neste caso, seja necessário criar mecanismos nacionais de absorção e utilização dos resultados desses projectos. 9

10 Uma outra vertente da internacionalização passa pelo envolvimento de investigadores de origem cabo-verdiana em projectos que envolvam as universidades ou institutos estrangeiros onde trabalham e universidades e institutos cabo-verdianos. 10

11 III. RECURSOS HUMANOS: MASSA CRÍTICA E EXCELÊNCIA A base de um sistema de Ciência e Tecnologia são os recursos humanos. A disponibilidade de profissionais qualificados e em número suficiente, tanto para a investigação nas universidades e institutos de pesquisas como para as empresas e indústrias, é uma condição necessária para garantir o sucesso de qualquer programa de Ciência e Tecnologia. No entanto, há que garantir que os recursos qualificados estão distribuídos de forma a criar uma massa crítica suficiente para assegurar níveis de produção com a qualidade e sustentabilidade necessárias. Melhor dizendo, há que pensar na criação de pólos de confluência em Ciência e Tecnologia, que congregam o que de melhor há no país e que propicie a adopção de uma atitude de excelência e competitividade baseados em parâmetros internacionais. Apesar da qualidade começar pela disponibilização de uma educação de base séria a toda a população, qualquer política tecnológica deve ser baseada no investimento na formação a nível de pós-graduação, que é a base para a investigação e para a criação de um ambiente de inovação nas empresas e na indústria. Paralelamente, a aposta na formação em engenharia e ciências exactas a nível da graduação é uma condição para uma boa absorção dos resultados da investigação por parte da sociedade e da economia e uma garantia de sustentabilidade do sistema. A qualidade da investigação que se faz em Cabo Verde passa pela sua internacionalização. Só competindo ao mais alto nível é que se pode certificar que o produto do investimento realizado em Ciência e Tecnologia é bem aproveitado e que há realmente uma aposta na qualidade por parte dos investigadores. A análise do teor tecnológico dos produtos exportados é um outro meio de avaliar a qualidade da Ciência e Tecnologia em Cabo Verde. A internacionalização, para além de ser um meio de se conseguir financiamento para actividades de Ciência e Tecnologia no país, é também um meio para aproveitar o 11

12 potencial que constituem todos os investigadores cabo-verdianos ou de origem caboverdiana a exercer em universidades ou institutos de investigação no estrangeiro. 12

13 IV. APOSTAS ESTRATÉGICAS: EIXOS PRIORITÁRIOS Este documento não tem como finalidade fornecer um plano detalhado para a Ciência e Tecnologia em Cabo Verde. O propósito é fornecer pistas para a elaboração de uma Política de Ciência e Tecnologia bem fundamentada, com objectivos claros e realistas, embora ambiciosos. É sempre difícil fazer escolhas, mas vai ser necessário que em Cabo Verde se decida quais as áreas prioritárias, que trabalhos de Investigação e Desenvolvimento se pretende apoiar e com que objectivos. Será necessário explicar-se as escolhas feitas, realçando os benefícios e fixando metas. Não significa desistir de investir em outras áreas, mas sim racionalizar os investimentos de modo a serem mais eficientes, maximizando os resultados. É também uma forma de enviar uma mensagem clara à comunidade científica e tecnológica de modo a permitir uma melhor organização e selecção de objectivos específicos em cada área ou sector. A escolha dos objectivos principais não é difícil tendo em conta o nível de desenvolvimento do país. Trata-se de erigir a Ciência e a Tecnologia em força dinamizadora do desenvolvimento humano e económico do país. Pretende-se que o Homem seja eleito como centro da política de Ciência e Tecnologia. E que a satisfação das necessidades básicas e o aumento da qualidade de vida sejam os objectivos a quantificar e a atingir. Com os objectivos traçados, a tarefa de definir eixos estratégicos para um programa de Ciência e Tecnologia fica mais fácil. Há primeiro que conhecer o objecto, neste caso o Homem Cabo-verdiano, assim como as suas relações com o exterior, do ponto de vista social e também do ponto de vista da sua integração no meio ambiente que constitui as ilhas e a correspondente zona económica exclusiva. Por último, é preciso que a Ciência e Tecnologia tenham um papel preponderante na economia, como dimensão essencial do desenvolvimento. Nos parágrafos que se seguem, tentou-se, de forma deliberadamente resumida, listar alguns itens do que poderão ser os eixos estratégicos, directores de uma política e de um programa de Ciência e Tecnologia em Cabo Verde. Esta lista, que carece de reparos, 13

14 deverá ser alvo de um amplo debate e consenso assim como de uma análise mais aprofundada por especialistas de cada área conhecedores da situação de Cabo Verde, para poder ser a base de um programa com objectivos e meios quantificados compreensíveis e transparentes. A separação em secções é artificial e, tal como se pode aperceber pelo conteúdo de cada um, não são independentes mas sim complementares e inter-relacionados. Ao analisar os problemas de uma forma global é possível elaborar um programa que vise procurar soluções integradas, multidisciplinares e intersectoriais, criando sinergias e procurando uma maior eficiência no uso dos meios humanos e materiais disponíveis Objectivos: Necessidades Básicas e Qualidade de Vida Eleger a satisfação das necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida da população como objectivos da política de Ciência e Tecnologia em Cabo Verde é uma forma de procurar um consenso e justificação perante a sociedade. Ninguém poderá oporse a que a alimentação, a habitação, a água, a energia, a saúde, a redução da pobreza, e o meio ambiente sejam os objectivos principais do esforço de desenvolvimento da Ciência e Tecnologia em Cabo Verde. Por outro lado, em todo o mundo, sempre foram esses os objectivos procurados pela aposta na Ciência e Tecnologia. Com uma visão mais detalhada da situação de partida é igualmente possível fixar metas quantificadas para a melhoria dos indicadores ligados a cada objectivo, constituindo assim um meio de monitorar e avaliar o bom andamento de qualquer programa de C&T que venha a ser elaborado. 1.1 Alimentação A disponibilidade de alimentos em qualidade e quantidade suficiente para suprir as necessidades nutricionais da população e a custos acessíveis para todas as classes sociais são prioridades e preocupações legítimas da sociedade cabo-verdiana. Assim, é natural 14

15 que a Ciência e Tecnologia sejam prioritariamente colocadas ao serviço da alimentação, da segurança alimentar e da nutrição. A agricultura e a pesca são actividades económicas que tradicionalmente ocupam uma grande parte da população, sobretudo rural, devendo ser vistas como áreas prioritárias, também por razões de segurança alimentar. Tornar a agricultura em Cabo Verde numa actividade moderna, com a utilização sistemática de novas tecnologias, com o aumento da produtividade, com o melhor aproveitamento dos recursos hídricos disponíveis, com a introdução de espécies que mais se adaptam às condições climáticas e aos solos de Cabo Verde e de valor económico acrescentado, constitui uma grande aposta à qual o país não se pode arredar por mais tempo. Por outro lado, as condições sócio-climáticas em que se pratica a agricultura em Cabo Verde, constituem uma fonte de conhecimento e um desafio aos investigadores e à sociedade em geral. Modernizar a agricultura, de modo a reduzir a dependência externa e a aumentar a segurança alimentar, respeitando as práticas e saber tradicionais pode ser o lema de um vasto e interessante programa de investigação e desenvolvimento. Contudo, é preciso ter em conta que dificilmente as práticas convencionais poderão ser capazes de satisfazer as necessidade da população. A biotecnologia não pode ser ignorada em Cabo Verde. Para além da informação deturpada, que chega à população, sobretudo devido a polémica em relação aos transgénicos, existe um grande potencial de aplicação da biotecnologia em Cabo Verde, se propriamente combinado com tecnologias tradicionais e outras tecnologias que já deram provas em outros territórios similares. O controlo de certas pragas que em Cabo Verde ganham uma dimensão diferente da que apresentam em outras latitudes só poderá ser feito com recurso aos conhecimentos profundos da biologia e biotecnologia modernas. A pesca e a exploração dos recursos marinhos em geral, poderão igualmente beneficiar com a integração de conhecimentos científicos e tecnológicos. Tendo em conta a dimensão da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Cabo Verde pode-se considerar o mar como uma das principais fontes de riqueza, sendo também a principal fonte de alimentos 15

16 e garantia de segurança alimentar. No entanto, o potencial do mar só poderá ser explorado se for conhecido. O estudo, a catalogação e a exploração da fauna marinha deverão, por isso, fazer parte da agenda de Ciência e Tecnologia para Cabo Verde. Por outro lado, o recurso a tecnologias mais sofisticadas na pesca pode a longo prazo diminuir custos, aumentando a produtividade da frota pesqueira e permitindo a exploração de toda a ZEE e mesmo o acesso a bancos de países vizinhos com quem Cabo Verde tem acordos. Para além da pesca, o turismo ambiental também beneficiará do conhecimento do investimento nas ciências do mar, abrindo novas formas de exploração sustentável dos recursos disponíveis. O controlo de qualidade e certificação de produtos, bem como a informação fidedigna ao consumidor são os elementos que mais preocupam as sociedades modernas que já ultrapassaram a fase elementar da simples disponibilização de alimentos. Com efeitos na era moderna, toda a cadeia alimentar depende da tecnologia e inovação que estão na base da segurança alimentar e da saúde: a produção de alimentos, o seu processamento, a conservação e distribuição utilizam hoje processos tecnológicos avançados, cuja perfeição depende a qualidade do que se consome. Para além disso, o controlo de qualidade não é possível sem recurso a laboratórios bem apetrechados. Mais ainda, a ciência e a tecnologia permitem presentemente, o cultivo de novas espécies, inexistentes na natureza, com qualidades que o frenesim da sociedade de consumo exige: beleza exterior, rapidez de desenvolvimento, robustez, entre outros. A segurança alimentar depende, por isso, mais do que nunca da ciência e tecnologia. Como país importador de bens alimentares Cabo Verde não pode deixar de proteger os seus habitantes exigindo controlo de qualidade dos produtos que entram no país e exigindo e disponibilizando informação sobre os produtos colocados à disposição dos consumidores. 16

17 1.2 Saúde A ciência ao serviço da medicina e do bem-estar humano é uma das mais dinâmicas, contribuindo tanto para o stock de conhecimentos sobre o homem e a sua relação com a natureza como para a produção de novos e inovadores produtos e processos. É também a área da ciência da qual as sociedades mais esperam e na qual mais acreditam e ao mesmo tempo mais receios levanta. No entanto, é inquestionável o serviço prestado e os avanços conseguidos sobretudo nas ultimas décadas. Infelizmente, não se pode ignorar a grande desigualdade no sector da saúde entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. Doenças erradicadas no mundo desenvolvido ainda são causa de mortalidade elevada em sociedades mais desfavorecidas. Assim, é importante que cada país desenvolva uma política nacional de saúde que seja capaz de absorver os conhecimentos avançados produzidos nos países mais ricos e ao mesmo tempo dê ênfase à resolução dos persistentes problemas locais. Em Cabo Verde muitos dos problemas de saúde estão ligados à deficiente qualidade de vida da população. A escassez de água potável, de condições de habitação higiénicas e seguras, a falta de meios económicos, as carências nutricionais e os hábitos culturais estão entre as principais causa de patologias com efeitos duradouros sobre a saúde publica e a economia. Tendo em conta os custos elevados da transferência de tecnologia para diagnóstico e terapêutica, Cabo Verde deverá apostar, prioritariamente, no desenvolvimento de métodos preventivos, na educação e na informação. Para isso, terá que desenvolver um programa de investigação interdisciplinar e intersectorial que vise melhorar o quadro sanitário actual e preparar eventuais incidências futuras. Este programa, integrado na política nacional de saúde, deverá ter como principal objectivo o desenvolvimento de uma medicina social orientada para a melhoria das condições de saúde da população. Deverá eleger como prioridades as particularidades epidemiológicas do país, as ciências sociais e ciências do comportamento orientadas para a saúde e o bem estar, a investigação clínica e biomédica e a elaboração de políticas da saúde e planeamento dando 17

18 prioridades aos problemas mais importantes que afectam a população, principalmente os mais desfavorecidos e os grupos vulneráveis cujas necessidades são geralmente ignorados. Deverá ter como base a identificação das principais ocorrências no país, factores de risco, respectivas medidas de prevenção e controlo e identificação dos obstáculos técnicos e culturais à implementação de programas de saúde. Contudo, é preciso ter em conta que a implementação de um programa de investigação na área da saúde só pode ter sucesso se tiver na sua base uma sólida capacidade científica tecnológica e industrial, um processo efectivo de acompanhamento e absorção dos progressos internacionais na área. Tudo isto sem descurar que, para além de uma forte aposta nas especialidades médicas é preciso também apostar nas ciências básicas tais como a biologia, a física, a bioquímica e a engenharia para a criação de uma capacidade nacional de desenvolvimento e manutenção de equipamentos de assistência e diagnóstico, de desenvolvimento e preparação de reagentes assim como no apoio à produção e desenvolvimento de medicamentos. 1.3 Água Não há problema mais premente e vital em Cabo Verde do que a escassez de água para o consumo humano e para a agricultura. Só o recurso à tecnologia e uma correcta e inovadora gestão dos recursos hídricos pode, a longo prazo, garantir a viabilidade da vida nestas ilhas. Este nosso problema até é enfatizado pelo recente reconhecimento de que a escassez de água é um problema mundial que não deve deixar nenhum povo indiferente. Para tornar o problema mais dramático, as alterações climáticas deverão lançar países, até agora poupados pela seca, em períodos de verdadeira escassez e racionalização dos recursos hídricos. Esperam-se no futuro, divergências políticas e mesmo possibilidades de conflito armado em torno da água. 18

19 Cabo Verde tem já uma longa experiência na racionalização e gestão da produção e consumo de água, na luta contra a seca e a desertificação e também na produção de água por dessalinização. Esta experiência nem sempre é valorizada e em certas áreas pode-se até duvidar que ela se tenha transformado em conhecimento científico e tecnológico útil e aproveitável para toda a sociedade. A procura de novos métodos de obtenção de água potável tem sido desprezada e nem se tem dado a devida importância à inovação na gestão dos parcos recursos subterrâneos e no aproveitamento da água das chuvas. Para tentar valorizar o trabalho de décadas e mesmo ter a ambição de participar nos progressos científicos e tecnológicos na área de produção e gestão de recursos hídricos a nível mundial, é necessário que seja elaborado um programa de investigação e desenvolvimento que englobe todas os actores e sectores relacionados, sejam eles técnicos, económicos, políticos ou sociais. Como eixos prioritários propõe-se que para além da consolidação e sistematização da experiência de dessalinização sejam considerados o aumento da produtividade da água, através de uma melhor gestão e enquadramento institucional e legal, o tratamento e reutilização, o aumento da eficiência na irrigação, optimização e expansão da rede de distribuição, o aumento da disponibilidade de água potável e para a agricultura e a preservação da água disponível. Deve-se igualmente analisar e dar primazia à dimensão social e humana, ambiental e à sustentabilidade da exploração da água. Apesar da precipitação escassa que cai em Cabo Verde, a ocupação das áreas de risco de inundação pode ter graves consequências para a população e bens materiais. A poluição dos aquíferos e o tratamento não adequado permitindo o aparecimento de bactérias resistentes também podem ter consequências nefastas na saúde pública pelo que será necessário programas de controlo sistemático e rigorosos. A modificação do uso do solo assim como as variações climáticas e os seus efeitos na qualidade e disponibilidade da água são fenómenos que a ciência pode modelar fornecendo informação necessária para se tomar medidas de prevenção e de melhor planeamento. 19

20 Finalmente, sendo a dessalinização um processo dispendioso, vai ser necessário pesquisar e adoptar métodos menos consumidores de energia, mais baratos e inovativos e adaptados às condições geo-climáticas de cada ilha. 1.4 Habitação O problema da habitação é um dos mais preocupantes em Cabo Verde e engloba várias vertentes, desde o conforto à carência de habitação condigna passando por problemas graves de planeamento urbano e ordenamento do território, assim como, pelo uso de materiais inadequados. Essencialmente, é da qualidade de vida que se trata. Porque é na habitação que devem confluir todos os outros elementos essenciais tais como a alimentação, a água potável, a energia, entre outros. A congregação de todas as habitações e a forma como se desenvolvem e se apropriam do espaço disponível é essencial na forma como as relações sociais se desenrolam. O acesso a habitação condigna é também fortemente condicionado por factores económicos. A urbanização acelerada criou focos de instabilidade social onde a cultura urbana se mistura com hábitos rurais fomentando a exclusão e perpetuando a pobreza e as desigualdades sociais. A geografia urbana que se criou não permite uma verdadeira cultura de organização e participação comunitária, originando ilhas que são cuidadosamente separadas e estigmatizadas pelas infra-estruturas principais como as vias de transportes. No meio rural é a escassez de infrastruturas, de condições sanitárias e de segurança nas habitações, associada a hábitos e tradições que moldam a sociabilidade e as relações entre indivíduos. É prioritário analisar os efeitos da urbanização crescente e do despovoamento do meio rural, procurando na ciência e na tecnologia as soluções para os problemas que já se fazem sentir. 20

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