INVESTIMENTOS E TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO NO SETOR ELÉTRICO DE CABO VERDE : EVIDENCIAS SOBRE ECONOMIA DE ESCALA E DE ESCOPO.

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1 INVESTIMENTOS E TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO NO SETOR ELÉTRICO DE CABO VERDE : EVIDENCIAS SOBRE ECONOMIA DE ESCALA E DE ESCOPO. Jailson da Conceicao Teixeira de Oliveira (UFPB) CASSANDRO MARIA DA VEIGA MENDES (UFRGS) Danilo Regis da Cunha (UFPB) Este estudo objetiva analisar a configuração das tecnologias de produção e o impacto do investimento no setor elétrico em Cabo Verde, no período de 2000 a A economia de escala ainda que com limitações devido à insularidade se apresentta como uma estratégia operacional para a obtenção de uma maior capacidade de produção a custos reduzidos. Dada a localização geográfica do arquipélago, a energia eólica se apresenta como uma estratégia de investimento viabilizando ainda uma maior contribuição das tecnologias de energias renováveis, que permitirá a redução da emissão de poluentes, bem como dos custos em relação à importação de combustíveis. Devido às limitações provenientes na obtenção de dados sobre os custos de produção, não foi possível a avaliação referente a existência de economia de escopo. This study aims to analyze the configuration of production technologies and the impact of investment on the energy sector in Cape Vert, between 2000 and The economy of scale despite the limitations due to the insularity, present itself as an operational strategy to obtain a higher production capacity with lower costs. Considering the archipelago geographical location, wing energy presents itself as an investment strategy providing a major contribution from the renewable energy which consequently, allowing pollution emissions, as well as the costs reduction regarding the fuel import. Due to limitations in obtaining data related to production costs, it was not possible to evaluate the existence of economy of scope. Palavras-chaves: Investimento, economias de escala e de escopo, energia eólica, Cabo Verde

2 1. Introdução Desde a independência do país em 1975, o Governo deu atenção a problemática da eletrificação de Cabo Verde. De lá até então foram várias tentativas de estruturação (ELECTRA, 2010) dos setores de produção e distribuição de energia elétrica e água. Um dos momentos de reestruturação da empresa que se destaca ocorreu em 1998, quando ela visava estender sua ação a todo território nacional. Houve mudanças no estatuto e na composição societária da empresa, onde a Electra (Empresa de Electricidade e Água, SARL) passou a ser Sociedade Anônima. De modo paralelo se iniciou o processo de privatização visando reforçar a empresa por meio de um novo parceiro estratégico com capacidade técnica e financeira que respondesse as demandas que se configuravam na época. Foi efetuada a venda de 51% do capital social da empresa. Desde 18 de janeiro do ano 2000, a ELECTRA passou a ser gerida por empresas privadas e o Estado de Cabo Verde. Devido a vários constrangimentos registrados na sua atividade aliados ao desentendimento entre sócios majoritários e o Estado de Cabo Verde, em 2006 assinaram um acordo visando a total transferência das ações dos sócios majoritários para o Estado de Cabo Verde, tornando-se este o detentor de 85% das ações da empresa e os restantes 15% detidos pelos Municípios de Cabo Verde. Essa configuração societária que vigora até a presente data. A atividade da Electra consiste na produção, distribuição e venda de eletricidade em todo o país, de água na Praia, S.Vicente, Sal e Boa Vista, e na recolha e tratamento de águas residuais para reutilização nas cidades da Praia e do Mindelo. Possui licença de produção e exclusividade em relação a distribuição de água nos principais centros urbanos, fato que lhe coloca na posição de detentora de todo o mercado nacional na produção e distribuição de água e energia (AFRICAINFOMARKET, 2004). No país a demanda por energia elétrica reflete a característica da sua economia, onde o setor privado ainda esta longe do seu potencial. A evolução dessa demanda de energia elétrica pode ser verificada em Rocha (2008), onde durante vários períodos o país apresentava uma economia de mercado atrasada, onde o setor privado se concentrava nos setores da agricultura (fortemente condicionada pelas sucessivas secas e pelo solo pouco fértil), pesca e construção civil. O setor privado mostrava-se insignificante e incapaz de criar infraestruturas e ou projetos que tivessem um impacto no processo de desenvolvimento do país. O crescimento demográfico e o aumento do poder de compra das famílias impulsionaram o consumo de energia em Cabo Verde (CARDOSO, 2005). No ano 2000 o consumo doméstico representava 36% do consumo total e o comercio, indústria e serviços juntos representavam 27%. A administração pública seguia com 18,6% e o consumo próprio que se destina a dessalinização era 14% (parte da energia elétrica é consumida na dessalinização visando à produção de água potável.). Por fim estavam à iluminação pública com 3% e os organismos sociais com 1,3%. O número de consumidores de energia elétrica vem aumentando, como nos mostram os números da Electra. Em 1982 existiam no território nacional clientes. De 1982 para 1991 houve uma variação positiva de 76,0%. A tendência se manteve no período de 1991/2000, com um crescimento de 189,5%. No período mais recente de 2001/2010 esse crescimento foi de 90,3%, com uma variação média anual igual a 10,2%. Em termos estáticos percebe-se que a dessalinização ocupa a maior parcela do consumo na produção (média de 2

3 68,4%), mas em termos dinâmicos nota-se que ela apresenta uma tendência decrescente. Vale salientar que os relatórios da empresa apresentam taxas de crescimento positivo na produção de água. Essa diminuição no consumo de energia elétrica e aumento na produção de água o que leva a concluir que existe um aumento de eficiência na produção da água, enquanto o consumo próprio apresenta uma tendência mais estável. Em virtude do exposto, esse artigo visa analisar a evolução do setor elétrico de Cabo Verde tendo como foco a sua reestruturação, operação e essencialmente os investimentos naquele setor em consonância com as teorias de economia de escala e de escopo. 2. Decisões de Investimento Problemas de assimetria de informação aliado a falta de credito e liquidez de ativos fazem com que as firmas sofram de restrição financeira, que segundo Lamont. Polk Saá-Requejo (2001) pode ser entendida como impedimentos enfrentados pelas firmas impossibilitando-as de realizarem todos os investimentos planejados, o que faz as firmas serem fortemente dependentes dos recursos internos. Para Cleary, Povel, e Raith (2007) esse problema leva os investimentos a dependeram da disponibilidade de fundos internos, constatando uma relação entre ambos em forma de U, pois as empresas acumulariam fluxo de caixa, para depois investir. Nesse sentido a decisão de investimento é movida não somente pelo lucro esperado como também os lucros atuais. Se a empresa apresenta lucros atuais grandes, não precisará tomar emprestado e, portanto, não precisará convencer potenciais emprestadores (BLANCHARD, 2007, p. 324). Após a realização do investimento, verifica-se o desempenho econômico da empresa comparando o retorno dos investimentos e o custo dos recursos que foram alocados para seu financiamento. Se esse retorno superar o seu custo, é possível concluir que a empresa encontra-se bem em sua meta econômica de maximizar a rentabilidade de suas decisões de investimentos (ASSAF NETO, 2002, p.39), bem como agregar valor econômico. Essa avaliação pode ser feito por meio da formulação do retorno sobre o investimento (ROI), o retorno sobre o capital próprio (ROE) e a margem bruta. No caso do setor elétrico por ter algumas peculiaridades como de monopólio natural, com economias de escala e de escopo na prestação de serviços básicos (MACIEL & VILLELA, 1999) deve-se orientar tal avaliação assente nelas. Para Kupfer & Hasenclever, (2002) mercados onde se identificam condições de monopólio natural, os custos de uma determinada quantidade de produto são menores em uma única firma do que em duas ou mais (economia de escala). Perante tal condição, qualquer nova empresa tem custos adicionais mais elevados, constituindo então uma barreira à entrada no mercado. Existe também o caso de monopólio natural para multiproduto, onde é mais barato produzir uma dada quantidade de cada produto numa só firma do que distribuir cada uma dessa produção em firmas diferentes (economia de escopo). 3. A oferta de Energia Elétrica em Cabo Verde 3

4 A produção de energia elétrica em Cabo Verde divide-se em três grupos de tecnologias: térmica, diesel e eólica. A produção diesel e a térmica utilizam combustíveis de origem fóssil fuel óleo (180 e 380) e o gasóleo. Segundo Duarte (2004) desde o inicio do setor elétrico em Cabo Verde até 1994 a energia era produzida quase que exclusivamente por meio de produção diesel. A partir desse ano entrou em funcionamento dos parques eólicos de S. Vicente, Praia e Sal, com uma capacidade instalada de 2.4 MW, respondendo por cerca de 15% da energia consumida. Dados da Electra mostram que a produção de energia possui uma tendência de crescimento positivo anual na ordem de 7,5%. Destaca-se em Cabo Verde a predominância de combustíveis fosseis como principal fonte em uso, com uma média de 97% de participação na produção de eletricidade, especialmente através do uso do Diesel em centrais térmicas. Notase que a produção da energia a vapor (térmica), foi eliminada em A importação de combustíveis representa o maior componente dos produtos importados em Cabo Verde, com uma média de 12,4% no período do 2º trimestre de 2009 e 2º trimestre de 2010, fato explicado pela sua extrema carência em energia primária, resultando na absorção de uma boa parcela de recursos financeiros que poderiam ser direcionados para investimentos produtivos, principalmente os subsidiados pelo Governo, fatores esses que geram desequilíbrio das contas públicas e redução do bem-estar. A figura 1 ilustra as variações nos preços dos combustíveis que são usados na produção de energia elétrica em Cabo Verde no período de 1985 a 2012, mostrando uma clara tendência de alta nos preços. A dependência externa para produção de energia e aumento da demanda por eletricidade aliado ao custo da insularidade e a alguma ineficiência no setor, resulta num elevado custo de eletricidade em Cabo Verde que é cerca de 70% superior ao da União Européia, (MINISTÉRIO DA ECONOMIA, CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE, 2008). O setor elétrico nacional passou 17 anos sem ajuste tarifário. Desde 1985 até o inicio de 2003 vigorou o mesmo preço e em quase todo esse período a empresa era estatal e tinha ausência de regulação no setor. O quadro abaixo traz a relação do aumento de eletricidade em Cabo Verde: Escalões I Tarifas de baixa tensão BT Domestica Social BT Domestica Iluminação Pública Baixa Tensão Industrial Tarifa (EURO/kWh sem IVA) 01/08/ /01/ /06/ /03/ /06/ /04/ /02/2012 0,13 0,15 0,18 0,19 0,20 0,24 0,26 0,15 0,19 0,22 0,24 0,26 0,30 0,32-0,11 0,13 0,14 0,18 0,22 0,25 0,11 0,15 0,17 0,19 0,22 0,27 0,29 II Tarifa de média tensão 0,10 0,12 0,14 0,15 0,19 0,23 0,25 Fonte: ARE (2012) Figura 1- Evolução das Tarifas Variáveis de Energia Devido aos sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis em Abril 2006 e a eliminação do subsídio do gasóleo, a ARE (Agência de Regulação Econômica, Decreto-Lei n.º 26/2003) procedeu, em 1 de Junho de 2006, ao aumento das tarifas de eletricidade em 20% e de água em 10%. Por este reajuste tarifário não ter sido suficiente para fazer face ao aumento dos 4

5 combustíveis, pois o mix dos custos de combustíveis, incluindo a perda do subsídio de gasóleo aumentou cerca de 75%, a ARE procedeu a um novo reajuste, em 5 de Março 2007, das tarifas de Eletricidade com um aumento de 6,5% (ELECTRA, 2008, p.10). 4. Investimentos no Setor Elétrico de Cabo Verde A falta de planejamento junto a falta de investimento e a restrição financeira no setor elétrico em Cabo Verde, o torna dependente de um único operador na produção de eletricidade por razões mercadológicas e dependente de um único distribuidor por motivos legais que é a ELECTRA. Dentro dessa perspectiva, existe uma fraca capacidade de resposta ao aumento da demanda por energia elétrica. A figura que se segue ilustra a evolução do investimento no setor que acaba resumindo a empresa referida. Ativid./ Anos Produção nd nd nd Distribuição nd nd nd Invest. Total Fonte: ELECTRA (2011) Figura 2- Evolução do Investimento no Setor Elétrico 2002/2010 (1000/Euros) Para auferir a eficácia desses investimentos serão utilizados quatro indicadores: a capacidade instalada, a taxa de cobertura, a evolução das perdas de energia e os Black-Outs. A capacidade instalada de geração de energia é útil por evitar qualquer tipo de falha no fornecimento de energia, assim como quando bem projetada viabiliza o ajustamento rápido do sistema quando se registra aumento de consumo, garantindo deste modo uma prestação de serviço satisfatória aos consumidores, ainda quando algum gerador por motivo de manutenção ou conserto não esteja funcionando Cap. Instalada (KW) Centrais Diesel (%) Centrais Eólicas (%) Térmica (%) Solar (%) Fonte: ELECTRA (2011) Figura 3- Evolução da Capacidade Instalada Elétrica em Cabo Verde 2002/2010 De acordo com o quadro acima se conclui que no período de 2002 a 2010 a capacidade instalada aumentou em aproximadamente 16,2%. Em 2002, os centrais diesel, eólicas e térmica representavam 95%, 3% e 2%, respectivamente, da capacidade instalada. Já em 2010, essa distribuição passou a configurar em 90%, 2% e 8% para central diesel, eólica e solar, 5

6 respectivamente. Vale lembrar que é a primeira vez que o país faz uso da tecnologia solar para produção de energia (2.105 MWh). De 2009 para 2010 registrou-se um aumento de 8,0% determinado pelo crescimento da demanda. Esse aumento foi suportado basicamente pela produção utilizando o gasóleo de acordo com ELECTRA (2011, p. 17). Nota-se que a contribuição de energias eólica na matriz de fornecimento de energia em Cabo Verde vem perdendo sua participação, fato que denota a falta de investimento em energias limpas em Cabo Verde, uma vez que em 1994 a participação desta era de 13%. Apesar das condições favoráveis para energias renováveis, em especial a eólica, o fator custo inicial tem sido um dos principais obstáculos à sua implantação de modo consolidado no território nacional. No ano de 2010 a produção de energia foi distribuída em 17 centrais diesel, 2 parques eólicas (São Vicente e Sal) e 2 solar (Santiago e Sal). Em todas as ilhas, com exceção das ilhas Brava, Maio, Boa Vista e São Nicolau, predomina a produção de energia em mais de duas centrais diesel. Somente na ilha de Santiago existem 8 centrais diesel. Mais a frente será apresentada o porquê da necessidade de substituir as pequenas centrais e concentrar a produção de energia numa única central, visando maior eficiência e menores custos na geração de energia. No que diz respeito à taxa de cobertura elétrica, esse índice reflete o investimento nas redes de transportes e distribuição de eletricidade. Em 2000 essa taxa era de 49% enquanto que em 2010 foi de 94%. Nesse período a taxa de cobertura teve um crescimento anual equivalente a 6,8%. Vale destacar que no ano de 2001 essa taxa registrou uma variação na ordem de 18%. Esse crescimento poderia ser maior caso tivesse uma política mais abrangente de investimento nas redes de transporte e distribuição de energia, o que traria um maior impacto tanto nos hábitos e bem estar das famílias como também na economia nacional. Durante o período compreendido entre 2001 e 2010, a economia nacional cresceu a uma taxa anual correspondente a 5,7%. Essa variação de certa forma foi acompanhada do crescimento da produção de energia elétrica, uma vez que nesse mesmo período cresceu a uma taxa anual igual a 8,6%. Esse fato mostra que a produção de energia em Cabo Verde segue o padrão do desempenho da economia. No entanto, ao analisar o viés da venda e perda de energia elétrica nota-se existência de ineficiência na empresa, pois a venda de energia elétrica apresenta nesse mesmo período uma taxa de crescimento anual de 8,5%, enquanto a perda de energia elétrica cresce a uma taxa anual equivalente a 17,1%. Conclui-se que uma parcela significativa no aumento da produção não está sendo remunerada pelos consumidores, influenciando negativamente no resultado liquido da empresa. Vale ressaltar que nesse mesmo período a média anual das perdas da energia produzida foi de 20,8%. Essa média é maior quando analisamos somente o período 2006/2010 (23,4%), quando o Estado de Cabo Verde volta a deter o total controle da Electra. A situação da perda de energia é critica. No ano de 2009 as perdas de energia foram maiores que o total de energia produzida nas ilhas Sal, Santo Antão, Boavista, Maio, Fogo, São Nicolau e Brava. Já em 2010 o mesmo ocorreu com exceção da ilha do Sal. Em 2009 e 2010 a ilha de Santiago foi responsável por 53,7% e 55,8% respectivamente da energia produzida em todo território nacional. No entanto, o total das perdas registradas nessa ilha atingiu os 35,7% e 34,2% para os anos 2009 e A Electra por ser uma empresa de multiprodutos caracterizados como de infraestrutura, se faz necessário, um alto nível de gestão, visando garantir melhor qualidade na prestação de serviços e um retorno financeiro positivo, garantindo a sua sustentabilidade econômica e 6

7 financeira. Tais fatos não são observáveis. O primeiro já foi mostrado aqui, por meio dos constrangimentos que a empresa causa tanto para os clientes como para a economia nacional. O estudo de Fidalgo (2008), sobre as empresas em Cabo Verde mostra que as empresas amostradas consideram como sendo o principal problema ao seu desenvolvimento o custo de financiamento (37,5%), seguido de eletricidade (29,2%). Fonte: ELECTRA (2011) Gráfico 1 Resultado Líquido da Electra 2000/2010 O segundo objetivo do retorno financeiro positivo dos investimentos também não é registrado, como pode ser verificado no gráfico 1. Dados da Electra (2011) mostra que no período 2000 á 2010 a empresa nunca auferiu lucro líquido, o que reduz a liquidez da empresa, afetando os investimentos e manutenções programadas tanto na produção como nas redes de distribuição de energia. Esse fato coloca dois pontos em evidencia, o primeiro a viabilidade econômica e financeira da empresa e o segundo seria a existência ou não da economia de escopo Retorno sobre Investmento (ROI) -5,2% -1,7% -5,9% Rentabilidade Capitais Próprios (ROE ) -201,5% -137,7% -137,6% Margem bruta (milhares de CVE) 37,5% 26,2% 1,3% Fonte: ELECTRA (2011) 7

8 Figura 4- Indicadores de Desempenho Econômico da ELECTRA 2008/2010 Fazendo uso dos indicadores de desempenho econômico na figura 4 percebe-se que o ROI e ROE foram negativos. Como a ROE foi menor que a ROI, conclui-se que a empresa toma recursos de terceiros no mercado a uma taxa de juros superior ao retorno dessa aplicação, onerando a rentabilidade do capital próprio. Tal fato não é de se estranhar na medida em que o resultado operacional/liquido da empresa é negativa, ainda aliada à existência de um setor financeiro nacional com custo de financiamento elevado, como mostra o estudo de Fidalgo (2008). O desempenho da ROI é derivado basicamente de duas estratégias financeiras como mostra ASSAF Neto (2002, p.231). Seriam a estratégia operacional (política de preços, escala de produção, qualidade, decisões de compra e estocagem etc) e a estratégia de investimento (uso mais produtivo do capital, tecnologia, eliminação de ativos pouco rentáveis, identificação de novos investimentos economicamente atraentes). Na perspectiva operacional pode-se obter economia de escala e ganhos de eficiência caso a Electra investir em central de produção única e redes de média e alta tensão, principalmente na ilha de Santiago onde a situação de energia e a mais critica. E também a ilha na qual existe o maior número de centrais elétricas. Registrou entre 2008 e 2009, 85% e 81% do total de horas de apagões em todo o território nacional, fato que reforça a idéia da necessidade da existência de uma central única de produção. Segundo a ELECTRA (2011, p. 10) a centralização da produção na ilha, com maior capacidade e com menores custos, conduzirá à desactivação das pequenas centrais, nomeadamente as de Santa Catarina, Santa Cruz e Tarrafal. Essa redução do custo de produção aliada a uma maior eficiência na distribuição de energia afetará positivamente o nível de fluxo de caixa da empresa e a melhoria dos indicadores financeiros. Tal centralização esta sendo perspectivado a nível nacional. De acordo com a ELECTRA (2011, p. 5) a empresa desenhou, para os últimos 3 anos, um plano estratégico e de negócios, baseado essencialmente na centralização da produção de electricidade. Quanto à economia de escopo não se pode tecer nenhum comentário, uma vez que não foi possível obter dados do custo relativo aos respectivos serviços/produtos que a empresa presta. O que constitui como uma das limitações do trabalho. A margem bruta nos diz o desempenho dos custos de produção. Um aumento deste índice pode significar: uma eficiência produtiva da empresa no que se refere aos seus custos; crescimento dos preços de vendas maior que os custos e redução dos custos fixos em função do aumento do volume de vendas. Para o presente caso esse índice mostra um comportamento positivo na sua variação. Em 2008 esse aumento foi influenciado pela atualização, embora tardia, das tarifas de eletricidade e água. Já em 2009 foi justificado pela redução dos gastos operacionais. No ano de 2010 o responsável por esse aumento foi a compensação de déficit tarifários, que a empresa recebeu. Já na ótica da estratégia de investimento destaca-se a mudança da estrutura tecnológica utilizada. A matriz energética do país atualmente 98% e a base de diesel. Ainda de acordo com a ELECTRA (2011) estão em curso a instalação e arranque dos quatro parques eólicos (Praia, Mindelo, Sal e Boavista), através de uma parceria público-privada, com uma potência global de cerca de 25,5 MW. Estudos de Duarte (2004), Lopes (2012), atestam que o arquipélago possui condições favoráveis para a produção de energia eólica. De acordo com LOPES (2012, p. 49) há possibilidade de se ter uma matriz elétrica com mais de 50% de 8

9 energia renovável, fato que reduziria significante a emissão de poluentes, bem como os custos em relação ao diesel. Segundo a ELECTRA (2011, p.) o crescimento do resultado líquido negativo reflete essencialmente o efeito dos aumentos de custos de combustíveis sem transferência para as tarifas. Desse modo para além do investimento em energia eólica traduzir numa estratégia de proteção da empresa, servirá automaticamente para a redução da dependência da economia nacional da volatilidade dos preços do combustível no mercado externo. Essa avaliação foi realizada por Évora (2003) quando afirma que a potencialidade de energia eólica em Cabo Verde é um dos melhores do mundo. De acordo com esse autor a consideração do custo real do combustível nos estudos de viabilidade econômica e financeira para projetos de instalações eólicas, tornariam tais projetos bastante competitivos. Tais resultados seriam ainda mais animadores quando forem inseridas as externalidades positivas geradas via redução da emissão de CO2 e redução do dispêndio cambial proveniente da importação dos combustíveis. Posto isso, fica sugestivo que os investimentos em parques eólicos sejam realizados pela ELECTRA. No entanto ao fazermos uso das teorias do investimento que foi retratado nesse trabalho, percebemos que o fluxo de caixa da empresa não sinaliza de forma positiva a sua realização, e ainda o mercado interno de credito é deficitário. Possivelmente, deve-se ser efetuada uma reestruturação no setor e posteriormente recorrer a mercado internacional de creditos visando financiar tais investimentos, lembrando que a geração de energia eólica exige um investimento inicial elevado. Outro caminho poderia ser o próprio processo de privatização da ELECTRA. Mas, como ressaltado isso é de caráter sugestivo, ficando então como um próximo problema de pesquisa, quais as melhores condições de financiamentos no setor elétrico de Cabo Verde. 5. Conclusão Este estudo teve como objetivo analisar a configuração e impacto do investimento no setor elétrico em Cabo Verde, de 2000 a Dado a insularidade do país, entender a estrutura da sua matriz energia elétrica e suas potencialidades de geração de energia são as condições necessárias para aperfeiçoar a eficiência dos resultados no setor e consequentemente na economia nacional. A economia de escala ainda que com alguma limitação devido à insularidade se apresenta como uma estratégia operacional para se obter maior capacidade de produção a custos menores dos níveis atuais. A energia eólica aprece como estratégia de investimento dado a sua potencialidade no arquipélago, viabilizando maior contribuição das tecnologias de energias renováveis, fato que permite a redução da emissão de poluentes, bem como os custos em relação ao uso de combustíveis que são importados. A presença ou não da economia de escopo não foi possível ser avaliado devido à limitação dos dados sobre os custos de produção detalhados. Tal fato aliado à inexistência de dados durante a década de noventa constituíram uma limitação do trabalho. 6. Referências 9

10 Agencia de Regulação Econômica. ARE, Disponivel em: <http://www.are.cv/index.php?option=com_content&task=view&id=77&itemid=54>. Acesso em 15 Março AFRICAINFOMARKET. O Sector das Energias Renováveis em Cabo-Verde. Praia, ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços um enfoque econômicofinanceiro comércio e serviços, industriais, bancos comerciais e múltiplos. 7ª edição. São Paulo: Atlas, BLANCHARD, OLIVIER. Macroeconomia. 4 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, BRITISH PRETROLEUM. BP Statistical Review of World Energy Disponível em: < Acesso em: 20 Março CARDOSO, Maria M. L. C. Importância da Criação de Infra-estruturas e da Formação de Recursos Humanos no Desenvolvimento: Os casos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe f. Tese (Doutorado em ) CEA Centro de Estudos Africanos, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, DUARTE, Hamide, N. Utilização da Energia Eólica em Sistemas Híbridos de Geração de Energia Visando Pequenas Comunidades f. TCC (Engenharia Elétrica) - Faculdade de engenharia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, ELECTRA. Relatório e Contas. Disponível em: < >. Acesso em Fevereiro ÉVORA, Rito M. M. Especificidades da Regulação de Sistemas Elétricos em Países em Desenvolvimento: Estudo do Caso Cabo Verde f. Dissertação (Mestrado em Energia) - IEE, Universidade de São Paulo, FIDALGO, JOÃO C. T. Financiamento das Empresas em Cabo Verde: o papel do Sector Bancário. Praia: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro (IBNL), KUPFER, David; HASENCLEVER, Lia. Economia Industrial Fundamentos Teóricos e Práticos no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, LAMONT, O. POLK, C. SAÁ-RQUEJO, J. Financial Constraints and Stock Returns. The Review of Financial Studies, v. 14(2), MINISTÉRIO DA ECONOMIA, CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE. Política Energética de Cabo Verde. Praia, ROCHA, Manuel. Estabilização Macroeconômica e Política Monetária em Cabo Verde. Praia: IBNL, SANVICENTE, Antonio Z. Administração Financeira. 3 ed. Sao Paulo: Atlas, SIMONSEN ASSOCIADOS SOCIEDADE COMERCIAL LTDA. E EUROVENTURES CONSULTORIA LTDA. Estudo de Demanda de Energia em Cabo Verde. Praia, VILLELA, Annibal V; MACIEL Cláudio S. A Regulação do Setor de Infra-Estrutura Econômica: uma comparação internacional. Brasília: IPEA, Nov Texto para Discussão nº

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