Empresários e Emigrantes conhecem as Oportunidades de Investimento na ilha do Fogo

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1 Empresários e Emigrantes conhecem as Oportunidades de Investimento na ilha do Fogo Observatório Fiscal Tributações Autónomas no IRPC a partir de 2015 Paginas 4 e 5 Ligação Marítima Cabo Verde Senegal operacionalizada em Julho - Pag 10 Delegação Pernambucana busca novas oportunidades de negócios em Cabo Verde - Pag 6 Conversa Aberta - O Novo Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - Pag 5

2 É com grande satisfação que recebemos os nossos novos Associados da CCISS, que com sua a força particular, vêm reforçar a representatividade do patronato. Em nome do Presidente da CCISS e da Direcção queiram receber as boas vindas da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento. Boletim Informativo da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento EDITORIAL Estimado Associado, Em vários encontros informais com empresários e contabilistas, temos ouvido diversas manifestações de desagrado, inconformismo e desmotivação, perante os novos procedimentos tributários que a recente reforma fiscal trouxe, em sede de aprovação do novo Código de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e Colectivas. De igual modo registamos algumas críticas dirigidas às Câmaras de Comercio e à Ordem Profissional de Auditores e Contabilistas Certificados (OPACC), de não terem representado e defendido de forma adequada os interesses da Classe Empresarial, isso na sequência das afirmações tanto da Sra. Ministra das Finanças como do Sr. Primeiro-Ministro de que a classe empresarial foi ouvida no âmbito do processo desta reforma. Com efeito, a sociedade está a interpretar que a CCISS e a OPACC deram um aval positivo ou concordaram plenamente com os novos códigos. No concernente, da nossa parte, importa referir que: A CCISS foi chamada a pronunciar-se após o diploma ter dado entrada na Assembleia Nacional e após a marcação Pharmajaque Soc. Unip. Lda Sector: Farmácia Santiago: Achada Igreja - Picos Contactos: da Sessão Plenária para a sua discussão e aprovação (fomos ouvidos pelo Governo e pelos Grupos Parlamentares do PAICV e do MPD na Semana anterior à discussão na Assembleia). Isto é, não houve a devida e atempada socialização e fomos solicitados para pronunciar tardiamente; A CCISS não deu aval positivo ao documento. O que aconteceu foi uma negociação dos pontos mais agravantes (nomeadamente pagamentos por conta, taxas de tributação autónoma, bens de uso misto, pagamentos no ano transitório ). Em relação ao pagamento por conta, a primeira proposta da CCISS consistia em eliminar os artigos que falam de pagamento por conta, o que não foi aceite pelo Governo; A CCISS não considera que esta reforma seja assunto encerrado pelo que continua engajada a dialogar com os seus Associados e o Governo no sentido da eliminação dos ruídos criados nesta matéria e na defesa intransigente dos anseios da Classe Empresarial. É neste sentido, que depois da realização de uma Sessão de esclarecimentos sobre o IRPS, ainda no decorrer do Mês de Maio a CCISS tem agendado uma acção de Formação sobre o IRPC e sobre o Código de Benefícios Fiscais. Fusinvest Sector: Revista Executiva e Imobiliária Santiago: Praia Contactos: Maximiano Mendes Tavares Sector: Construção Santiago: Tarrafal Contactos: / Isone Information Syst Sector: Informática Santiago: Palmarejo Contactos: Silos Macangatu Sector: Importação e Exportação Santiago: Palmarejo Contactos: Advanced Solutions Sector: Tic s- Software de Gestão Primavera e Redes Santiago: Achada S. António Contactos: Mendes e Pereira, Lda Sector: Comercio Geral Santiago: Calabaceira Contactos: Serralharia Vidal CV,Lda Sector: Metalurgica Santiago: Achada Grande Trás Contactos: Anazé Turismo e recreação, Lda Sector: Turismo e Hotelaria Santiago: Prainha Contactos: Praia Express, Lda Sector: Correio Express e Prestação de Serviço Santiago: Achada Santo António Contactos: V & G, Importação e Exportação Sector: Comercio Geral/Importação Santiago: Palmarejo Contactos: / Primacis CV, Lda Sector: Tecnologias de Informação Santiago: Achada S. António Contactos: Ciber - Café Santo Amaro Sector: Cyber Café Santiago: Tarrafal Contactos: WL, Lda - Freedom Sector: Restauração Santiago: Chã de Areia Contactos: Scout Metal CV, Lda Sector: Construção Civil Santiago: Chã d Areia Contatos: New Look, Lda Sector: Publicidade e Eventos Santiago: Achada Grande Frente Contactos: MARCV - Escola Técnica de Formação em Saúde e Educação, Sociedade Unipessoal Sector: Formação Profissional Santiago: Palmarejo Contactos:

3 Seminário - Cabo Verde como Plataforma para a CEDEAO Promover a internacionalização e o estabelecimento de parcerias entre as empresas e empresários da CPLP, e tornar Cabo Verde numa plataforma empresarial lusófona para entrar no mercado da CEDEAO foram os principais assuntos do seminário organizado pela CCISS em parceria com a Associação Industrial Portuguesa - Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) no dia 24 na sua sede. O evento contou com as intervenções do Vice- Presidente da CCISS, Sr. Rui Amante da Rosa,do administrador executivo da ADEI, Sr. Francisco Fortes, do representante da AIP e do consultor Sr. Agnelo Sanches que apresentaram as fraquezas, pontos fortes e vantagens do tecido empresarial cabo-verdiano, comparativamente ao mercado CEDEAO e as oportunidades que os países dessa região africana representam para os países da CPLP De acordo com Rui Amante da Rosa esta é uma excelente oportunidade para dar a conhecer e saber qual o caminho para entrar no mercado económico da CE- DEAO, mas é necessário levar em conta as barreiras que são imprescindíveis serem ultrapassadas nomeadamente a barreira linguística, e a falta de conhecimento daquele mercado visto que diverge de país por país. Já o Sr. Francisco Mantero, presidente da ELO e em representação da Associação Industrial Portuguesa acrescentou, que a iniciativa da realização deste seminário deu-se sobretudo pela proximidade socioeconómica entre os dois países e pelo facto de pertencerem a um espaço comum, CEDEAO. Segundo Francisco Mantero, além da CEDEAO, Cabo Verde tem a vantagem de estar também associado ao AGOA, que isenta de taxas alfandegárias as exportações para os Estados Unidos, tem parcerias com a União Europeia (Especial e para a Mobilidade) e ainda a ligação ao Euro, via acordo cambial com o Tesouro português. O evento decorreu na sequencia da vinda da missão empresarial da AIP-CCI a Cabo verde com o intuito de conhecer a realidade empresarial do país e encontrar parcerias com empresas locais. Empresas nacionais e portuguesas procuram estabelecer parcerias Uma Delegação Empresarial, com uma dezena de empresas Portuguesas, esteve em Cabo Verde de 22 a 24 de Maio, para realizar encontros B2B, procurar parcerias e conhecer um pouco da realidade empresarial de Cabo Verde. No total foram realizados cerca de 3 dezenas de encontros entre empresas dos dois países e visitas programadas às instalações de algumas empresas nacionais que manifestaram interesse em reunirem com empresas portuguesas. Nesta missão participam empresas do sector energias, charcutaria e congelados, reparação e manutenção de sistemas electrónicos, aéreo, transportes, desenvolvimento de softwares, contabilidade, e saúde que já têm encontros marcados com empresas do mesmo ramo de actividade com empresas nacionais. As empresas Cabo-verdianas que conseguirem fechar parceria com um congénere Portuguesa serão convidadas a visitar Portugal, para conhecerem as instalações das empresas Portuguesas. IIª Gala do GPA marcada para Outubro A Gala da IIª edição do Green Project Awards Cabo Verde GPA CV, iniciativa que pretende reconhecer as boas práticas em projectos que promovem o desenvolvimento sustentável, em Cabo Verde, acontecerá no dia 17 de Outubro, na cidade da Praia. A presente edição terá cinco categorias e duas menções honrosas, nomeadamente Energias Renováveis e Eficiencia Energética, Iniciativa de Mobilização, Novas Tecnologias (Pesquisa e Cooperação, Recursos Naturais (Gestão e Conservação), Turismo Sustentável, Agricultura e Inovação e Empreendedorismo Jovem. As candidaturas estão abertas e decorrerão até o dia 5 de julho. Para mais informações queira contactar a Direcção Geral do Ambiente 3

4 Observatório Fiscal Tributações Autónomas no IRPC a partir de 2015 Com a aprovação do novo Código do Imposto sobre o rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC), foram criadas diversas taxas de tributação autónoma, apenas aplicáveis aos sujeitos passivos enquadrados no regime de contabilidade organizada. É importante ter presente que nas tributações autónomas não está em causa a tributação de um rendimento gerado no fim do período tributário pela pessoa colectiva, mas antes a tributação directa de determinadas despesas, consubstanciando cada despesa um facto tributário autónomo, a que o contribuinte fica sujeito, venha ou não a ter rendimento tributável no fim do período. O legislador terá visado tributar, por esta via, despesas que se encontram na zona de intersecção da esfera pessoa e da esfera empresarial, de modo a dissuadir as sociedades a apresenta-las com regularidade e de elevado montante, para evitar, designadamente, que os sujeitos passivos de IRPC utilizem tais despesas para proceder a distribuição camuflada de lucros e evitar remunerações em espécie mais atraentes por razões exclusivamente fiscais. Assim, o novo Código do IRPC estabelece no seu artigo 89.º as taxas de tributação autónoma que vão vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2015 sobre encargos em que os sujeitos passivos incorram durante o ano, relativamente a: Despesas não documentadas, sem prejuízo da sua não consideração como gasto fiscal 40% A desconsideração das despesas não documentadas na determinação do lucro tributável estabelecida no artigo 29º e a posterior aplicação de uma taxa de tributação autónoma, leva a que os sujeitos passivos evitem apresentar este tipo de despesas, assumindo, assim, uma finalidade de prevenção, bem como compensar a ausência de tributação na esfera do respetivo beneficiário. Encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, motos e motociclos 10% A incidência da tributação autónoma sobre os encargos com as viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, não deixa de ser uma medida controversa. É inegável que muitas as empresas necessitem de ter automóveis no seu activo para o desenvolvimento da respectiva actividade (como por exemplo, empresas de distribuição, empresas comerciais com forte componente de vendedores que se deslocam em viaturas da empresa). Contudo, existe uma dificuldade clara na aferição de quem realmente tira proveito da utilização de tais viaturas, se a empresa ou o colaborador. Despesas de representação 10% A justificação desta tributação prende-se com o facto de as despesas de representação estarem numa zona menos clara, na medida em que se podem adequar a finalidades privadas ou empresariais. Facilmente se percebe que é muito difícil distinguir aquilo que é do âmbito negocial ou de lazer quando, por exemplo, uma empresa organiza um jantar, mesmo que sejam apontadas, à partida, razões de negócio. Ajudas de custo e compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador 10% Remunerações em espécie (sobre o valor real ou de mercado) 10% A sujeição tributação autónoma destes dois tipos de despesa visa retrair a empresa ao pagamento de importâncias que pode não ser sujeitas a tributação na esfera dos seus trabalhadores. Importâncias pagas ou devidas, a qualquer título, a pessoas singulares ou a entidades que beneficiem de regime de tributação privilegiada (conforme definido no Código Geral Tributário), salvo se o sujeito passivo puder provar que correspondem a operações efetivamente realizadas e não têm um carácter anormal ou um montante exagerado 60%. A tributação autónoma aplicável a este tipo de despesas poderá ser considerada como uma forma de compensar eventuais formas de elisão fiscal. No caso em que o sujeito passivo beneficie de regime de tributação privilegiada ou que apresente prejuízo fiscal no período de tributação a que respeitem os encargos, as taxas de tributação são elevadas em 10 pontos percentuais. Esta disposição terá em nosso entender os seguintes objetivos: (i) como parte do prejuízo apurado poderá ter sido fruto de gastos dedutíveis em que a empresa terá incorrido, de forma abusiva, com o intuito de pagar menos imposto, a tributação autónoma serviria como compensação da falta de receita; (ii) a tributação autónoma pode implicar uma penalização das sociedades que apresentem prejuízo fiscal no fim do período e, nessa medida, não deveria ter realizado despesas deste tipo; (iii) desencorajar a ocorrência de certas despesas que poderem contribuir para atingir prejuízo fiscal no final do período. Ainda que estes objetivos possam ter o seu mérito, o agravamento de 10 ponto percentuais é sem dúvida excessivo, uma vez que já são bastante elevadas as taxas aplicadas a cada uma das despesas previstas. Além de que a aplicação da tributação autónoma a cada despesa incorrida, tem, por si só, subjacente o objetivo de prevenir ou compensar eventuais fugas de imposto. São excluídos de tributação autónoma os encargos com viaturas ligeiras de passageiros, motos e motociclos: Quando tais veículos estejam afectos à exploração de serviço público de transporte, destinados a serem alugados no exercício da actividade normal do sujeito passivo Relativamente a sujeitos passivos que pelas características das suas operações, demonstrem necessidades adicionais de uso de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas e disponham de uma frota superior a 50. 4

5 Observatório Fiscal Tributações Autónomas no IRPC a partir de 2015 No quadro seguinte sintetizam-se a natureza dos encargos sujeitos a tributação autónoma e as respetivas taxas, normal e agravada. Para demonstrar o efeito desta tributação adicional junta-se um pequeno exemplo demonstrativo: Nesta situação, o valor das tributações autónomas representa cerca de 12% do valor total de imposto a pagar, o que não deixa de ser significativo. Acresce ainda referir que no que respeita às despesas de representação o gasto não éº- aceite em 50%, pelo que a tributação efectiva destas despesas deve levar em consideração a não aceitação fiscal do gasto acrescido do valor da tributação autónoma. No caso em que o sujeito passivo registe prejuízo fiscal no período e por conseguinte não tem imposto sobre o rendimento, o valor das tributações autónomas sobre o mesmo valor de despesas vai subir para $00. Assim, bem se vê que o impacto económico das tributações autónomas nas empresas não é uma matéria desprezável no efeito da carga fiscal a partir de 2015, pelo que esta vai ser uma matéria de preocupação adicional para os empresários. Esta informação é de carácter informativa geral, não dispensando a consulta de serviços profissionais. A BTOC Consulting não se responsabiliza por qualquer dano ou prejuízo emergente de decisão tomada com base nesta informação BTOC Consulting Para esclarecimentos e informações adicionais consulte Conversa Aberta - O Novo Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares No Passado dia 15 de Abril, a CCISS em parceria com o Ministério das Finanças organizou nas suas instalações uma Sessão de Esclarecimentos dirigida aos seus associados em torno do novo Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, ministrada pela Sra. Maria Da Luz De Pina Gomes. O encontro foi bastante participativo e esclarecedor permitindo aos inúmeros Empresários, Contabilistas e Técnicos Oficiais de Conta presentes na Sala colocarem as suas questões e debaterem todos os aspectos considerados menos claros constantes do referido código, quais sejam, nomeadamente pagamentos por conta, taxas de tributação autónoma, bens de uso misto, pagamentos no ano transitório. Tendo em conta o enorme interesse demonstrado pela Classe Empresarial sobre a Reforma Fiscal em curso e os ruídos que ainda persistem, a CCISS agendou para o mês de Maio, a realização de uma acção de formação sobre o novo Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC) e uma sessão de esclarecimentos sobre o novo Código de Benefícios Fiscais. De lembrar que a CCISS já havia realizado a formação sobre novo Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS), de 9 a 13 de Março, ministrada pela formadora Celina Lizardo, na qual participaram mais de duas dezenas de formandos. Siga-nos em: blogdacciss.blogspot.com 5

6 Delegação Pernambucana busca novas oportunidades de negócios em Cabo Verde A CCISS recebeu a visita de uma delegação de empresários pernambucanos que se encontram de visita ao nosso País por ocasião da preparação do vôo inaugural Praia/Recife/Praia e no intuito de virem explorar oportunidades de negócio em Cabo Verde. A referida delegação foi encabeçada pelo Consul Honorário de Cabo Verde em Pernambuco, Sr. Ricardo Galdino e compreendia empresários do sector de serviços, comunicação e marteking, construção civil, educação, saúde, segurança e agenciamento, que procuram oportunidades de negócio no nosso país. A ilustre delegação foi recebida na CCISS pelo Vice-Presidente Gil Évora, pelo Secretário-Geral José Luis Neves e pela técnica da área de comunicação, Lisia Ramos. Os membros da CCISS forneceram as informações solicitadas sobre os associados da CCISS, o tecido empresarial caboverdiano, as áreas de potencial interesse para os investidores pernambucanos e o clima económico no País. Os empresários de Pernambuco manifestaram também a sua intenção de criarem as condições para que os empresários caboverdianos que visitem Recife e Pernambuco possam ter uma assistência á chegada e possam contar com todo o apoio que necessitem para a realização das suas actividades em território brasileiro. CCISS participa no coloquio sobre desenvolvimento das PME s para os países da CPLP, em Macau A CCISS esteve representada no Fórum de Macau, que decorreu entre os dias 30 de Março a 12 de Abril com o objectivo de debater sobre desenvolvimento das pequenas e médias empresas de Língua Portuguesa visando à intensificação da cooperação na área dos recursos humanos do interior da China, Macau e dos países de língua Portuguesa. Aquando da realização do Fórum houve o lançamento oficial da plataforma electrónica online que visa a recolha e distribuição de produtos alimentares dos países lusófonos aproximando os importadores do Interior da China aos fornecedores dos Países de Língua Portuguesa e potenciar negociações e trocas comerciais. O portal também apoiará as empresas expositoras de todas as regiões disponibilizando um canal diversificado de exposição e ajudando na exploração do mercado e na criação de oportunidades de negócios. Além da representatividade no fórum, a CCISS participou em várias sessões de bolsas de contactos com os empresários chineses que demonstraram interesse em fomentar parcerias em sec- tores de interesse comum nomeadamente, o turismo, indústrias criativas, convenção e exposição, construção, importação e exportação de bebida e productos alimentares e também novas energias. A CPLP esteve presente com representantes do governo e empresários do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, e Timor-Leste. Desde a sua criação em 2003, o Fórum de Macau tem sido um mecanismo complementar à cooperação bilateral e de fomento à cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, tendo Macau como plataforma, estando a ser explorado se desenvolvidos projectos nos sectores do comércio, investimento, agricultura, recursos humanos, turismo, indústria farmacêutica, saúde e cultura. 6

7 Encontro com Empresários e Emigrantes na ilha do Fogo A CCISS realizou, em parceria com a ADEI, Câmara Municipal de S.Filipe e a UNITEL T+, um encontro de auscultação, com emigrantes e empresários da ilha do Fogo, no âmbito das comemorações da Festa 1º de Maio, na Cidade de São Felipe. O Presidente da CCISS, Jorge Spencer Lima, fez a abertura do evento, dando as boas vindas aos operadores, emigrantes e convidados presentes, e apresentou de seguida o estudo Oportunidades de Negócio na Ilha do Fogo, destacando o papel da Ilha do Fogo no Turismo e a sua potencialidade nos mais diversos domínios de actividades económicas, nomeadamente, agro-negócio: agricultura, pecuária e indústria de transformação. No final da intervenção, Spencer Lima agradeceu a todas as Câmaras Municipais da Ilha do Fogo que apoiaram na feitura da Brochura Oportunidades de Negócios na Ilha do Fogo e ainda mencionou que a CCISS pretende realizar o mesmo estudo nas restantes ilhas de Sotavento (Santiago, Maio e Brava). O evento contou com a intervenção do Dr. Sílvio Martins Representante da ADEI que enfatizou o Portfólio de projectos e programas de apoio aos Empresários da Ilha do Fogo. A seguir, foi dado a palavra ao Representante da Unitel T+ Dr. Aláudio Ramos, que começou por agradecer a Câmara de Comércio pelo convite e por estar sempre disponível em ajudar as empresas/ associados a afirmar-se no mercado. Apresentou ainda os produtos da Unitel T+ e as actividades planeadas a se realizar na Ilha sobre o lema Djar Fogo na Peto. Os Empresários levantaram várias questões nomeadamente o deficiente serviço prestado pela Electra, a ilegalidade do comércio informal, entre outros, sendo a questão que suscitou maior polémica, a da prestação de serviços da Direcção Geral de Contribuição e Impostos em relação às dificuldades e necessidades especifícas que atravessam para operacionalizarem os seus serviços. Sendo assim, ficou o compromisso de se realizar, brevemente, um encontro Empresarial na Ilha do Fogo com a Sra. Ministra das Finanças. No final do evento, o Presidente da CMSF, Sr. Luís Pires realçou o percurso da Ilha do Fogo e destacou a necessidade de se continuar a apostar no desenvolvimento da referida Ilha. Após o encerramento do encontro, os empresários foram convidados a participar de um almoço convívio com a actuação da Banda Tito Paris. 7

8 Galiano Consulting Fundada a 7 de Março de 2013, a Galiano Consulting Cabo Verde é uma empresa certificada na norma ISO 9001:2008, direcionada para a Formação e para a Consultoria nas áreas da Gestão e Racionalização, Implementação e manutenção de sistemas de gestão da Qualidade, Ambiente, Segurança, Segurança Alimentar, Responsabilidade Social e Recursos Humanos, sendo líder de mercado no sector do Comércio Automóvel, bem como prestação de serviços de Segurança no Trabalho. A entrada no mercado nacional deu-se em 2012, com prestações de serviços ao NOSI e a Casa do Cidadão e desde então a porta tem sido mantido aberta com mais desafios pela frente Quem é a Galiano Consulting Cabo Verde e o que vos distingue da concorrência? A Galiano Consulting Cabo Verde é uma empresa de consultoria e formação na área da gestão de empresas. O que nos distingue da concorrência é a experiência acumulada dos nossos consultores, os quais são maioritariamente senior nas várias áreas da nossa oferta. Perante uma solicitação de um Cliente, salvo áreas muito específicas, não necessitamos de importar competências. Elas residem aqui em Cabo Verde. 2 - Quais são os produtos e serviços que têm ao dispor do mercado Cabo-verdiano? A nossa oferta abrange as áreas da Consultoria e Formação. Na Consultoria, temos 4 divisões: Sistemas de Gestão visando a certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade, Ambiente, Segurança, Responsabilidade Social, Segurança Alimentar e Segurança da Informação, bem como sistemas visando a Excelência da Gestão, nomeadamente os associados aos modelos de prémios de excelência (EFQM, CAF, EQUASS, ); Gestão de Recursos Humanos; Gestão de Empresas, com grande enfoque em reestruturações e melhorias de produtividade; Segurança e Saúde no Trabalho, [em Portugal somos inclusivamente autorizados pela Autoridade das Condições de Trabalho (equivalente ao IGT de Cabo Verde)] para prestar esses serviços; Na Formação, a nossa oferta é vasta, tendo como particularidade, que os nossos formadores são maioritariamente consultores, i.e., especialistas com conhecimento prático de implementação das metodologias mais atuais. 3 - Que razões levaram a escolherem Cabo Verde como um mercados a apostar? No início começou por ser um conjunto de desafios colocados pela Casa do Cidadão e pelo NOSI. À medida que fomos conhecendo o mercado, constatamos que Cabo Verde necessitava e, mais do que isso, procurava competências que vindo ao encontro da nossa experiência poderíam constituir uma mais valia para as empresas Caboverdianas e para o País, bem como contribuir para a melhoria das competências dos quadros, dos técnicos e dos colaboradores em geral das empresas caboverdianas. Foi com base neste pressuposto que resolvemos criar a Galiano Consulting Cabo Verde 4 - O mercado tem as suas especificidades e limites. Quais as maiores dificuldades encontradas durante a fase de abertura/implementação da Galiano Consulting Cabo Verde? Nós gostamos de pensar em Qualidade e não em Quantidade. Somo sonhadores? Talvez! Mas qual é o consultor que não sonha poder contribuir para a melhoria do tecido empresarial de um País? Alguns de nós trabalhamos em Associações em Portugal, nomeadamente a nossa Diretora Geral que foi Diretora Geral da Associação Portuguesa para a Qualidade durante 5 anos. Não só participámos em múltiplas reestruturações empresariais, como detemos um número invejável de empresas Clientes certificadas. As principais dificuldades sentidas na fase de abertura/implementação da Galiano Consulting Cabo Verde foram de ordem burocráticas e pelo desconhecimento da Empresa. 5 - Como tem sido a aderência da classe empresarial aos vossos serviços e qual a estratégia que estão a utilizar para conquistar este mercado? Responderei com um slogan publicitário de Fernando Pessoa, de 1929, acerca de uma bebida muito popular: Primeiro estranha-se, depois entranha-se. A razão fundamental tem a ver com o facto de ser uma empresa desconhecida neste mercado. Para além disso, sempre fomos muito low profile. 90% dos nossos Clientes, em Portugal, chegaram à Galiano Consulting por recomendação de outros Clientes. Isto significa que, se por um lado, temos Clientes que confiam, quase, cegamente em nós e o fazem há já quase vinte anos, o nosso crescimento é mais lento do que seria utilizando outras estratégias. Apostamos na qualidade dos nossos consultores e formadores e na sua capacidade de colocar os interesses dos nossos Clientes em primeiro lugar. Um exemplo? Bom, já não é a primeira nem será certamente a ultima vez, que nos recusamos a fazer um trabalho solicitado por um Cliente, por não ser tecnicamente a melhor solução para os problemas que apresentou. A primeira vez que o fize- 8

9 Galiano Consulting mos, a Administração desse Cliente ficou perplexa com a nossa postura e contratou a concorrência para realizar o referido serviço. Dois anos depois, veio contratar-nos para fazer aquilo que nos propusemos. 14 anos passados continua nossa Cliente. Aqui em Cabo Verde tem sido semelhante. Criamos a empresa em Cabo Verde não por falta de trabalho em Portugal. Não temos pressa. Queremos crescer sustentadamente, pelo reconhecimento da qualidade do nosso trabalho. 5 - Como pode uma empresa ter acesso aos produtos e serviços da Galiano Consulting CV? Estamos sediados no Palmarejo, em frente ao Liceu, no nº 46. Estamos no Facebook. A reestruturação do nosso site está quase finalizada. 6 - Como avalia o papel da CCISS, como representante da classe empresarial de Sotavento. A CCISS tem um papel fundamental de apoio à classe empresarial, não só promovendo o networking, como divulgando novas abordagens, tendências de gestão, que possam ajudar a classe empresarial no seu desenvolvimento. Por outro lado, a promoção através de todos os eventos que leva a cabo, feiras, exposições workshops, parcerias, revela um desejo de promoção da classe empresarial do barlavento que a Galiano Consulting considera, a todos os títulos, notável. Iª Edição da Feira de Saldos A CCISS em parceria com a FIC S.A. organizará na cidade da Praia de 22 a 24 de Maio, uma grande operação de saldos FEIRA DE SALDOS O certame tem como propósito fomentar o comércio entre as empresas/lojas e os consumidores. Seja para aumentar o seu volume de vendas, seja para resolver o problema de espaço no armazém, tantas vezes ocupados com mercadorias e artigos de venda improvável ou susceptíveis deteriorações. O momento é oportuno para prática de preços concorrenciais! A Feira de Saldos representa uma iniciativa para a venda, propiciando a oportunidade de escoar o stock de mercadorias a preços atractivos para o consumidor, portanto, nada tendo a ver com a vertente exposicional. Sejam coisas novas ou antigas, será um mercado onde é permitido vender de tudo um pouco: calçado e confecções, perfumaria e cosmética, brinquedos, equipamentos diversos, materiais de construção, informática, alimentação, produtos de higiene, bebidas, papelaria e livros, mobiliário, electrodomésticos, utensílios metálicos e em plástico, telecomunicações, entre outros. A IIIª Edição da Feira Internacional de Agronegócios - Feira de Actividades Económicas ligas aos Sectores Agrícola e Pecuário, terá lugar na cidade da Praia, entre os dias, 29, 30 e 31 de Maio, sob o lema Acrescentar valor, Transformar e internacionalizar. O cluster do agronegócio foi identificado como um dos sectores prioritários a ser desenvolvido, com vista a criar novas IIIª Feira Internacional de Agronegócios oportunidades sócio-economicas, através da promoção e desenvolvimento de produtos de qualidade, de alto valor acrescentado, visando a redução das importações, o que facilitará a conexão com o sector do turismo. No contexto do sector agrícola cabo-verdiano, a agregação de valor apresenta-se como uma estratégia importante para os produtores rurais aumentarem a rentabilidade da actividade e atingirem novos mercados. Tal estratégia pode ser implementada através da classificação dos produtos de acordo com normas de qualidade estabelecida, utilização de embalagens adequadas, industrialização da produção e desenvolvimento da marca do produto. É nesta perspectiva que a IIIª Edição desta Feira surge para chamar a atenção dos produtores agrícolas que por meio da agregação de valor, o pequeno agricultor tem condições de desenvolver produtos para serem consumidos em um nicho específico de mercado A feira contará com a participação de instituições governamentais, privados do sector do agro-pecuário e de empresas e instituições internacionais do sector. A Feira Internacional de Agronegócios será realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) a FIC, S.A. 9

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