Mercados. informação global. Cabo Verde Dossier de Mercado

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1 Mercados informação global Cabo Verde Dossier de Mercado Junho 2010

2 Índice 1. O País Cabo Verde em Ficha Recursos e Estrutura Produtiva Agricultura e Pescas Indústria Extractiva Indústria Transformadora Energia Construção Serviços Situação Económica Situação Económica e Perspectiva Enquadramento Regional Comércio Internacional Balança Comercial Principais Clientes e Fornecedores Principais Produtos Transaccionados Investimento Estrangeiro Turismo Remessas de Emigrantes Ajuda Externa Relações Internacionais e Regionais Condições Legais de Acesso ao Mercado Regime Geral de Importação Regime de Investimento Estrangeiro Quadro Legal Relações Económicas com Portugal Comércio Importância de Cabo Verde nos Fluxos Comerciais de Portugal Balança Comercial Bilateral Composição das Exportações Composição das Importações Serviços Investimento Importância de Cabo Verde nos Fluxos de Investimento com Portugal Investimento Directo de Portugal em Cabo Verde Investimento Directo de Cabo Verde em Portugal Turismo Oportunidades e Dificuldades do Mercado Oportunidades Dificuldades e Limitações 39 2

3 ANEXOS: Anexo 1 Principais Produtos Transaccionados entre Portugal e Cabo Verde (2008/2009) 40 Anexo 2 Potencial e Aproveitamento Comercial de Portugal nas Importações de Cabo Verde 45 Anexo 3 Informações Úteis 48 Anexo 4 Endereços Diversos 50 Anexo 5 Fontes de Informação 58 3

4 4

5 1. O País 1.1 Cabo Verde em Ficha Área: km 2 População: habitantes (estimativa World Gazetteer ) Densidade populacional: 128,1 hab./km 2 (estimativa 2010) Designação oficial: Chefe do Estado: Primeiro-Ministro: República de Cabo Verde Pedro Verona Rodrigues Pires José Maria Neves Data da actual Constituição: 25 de Setembro de 1992; revista em 1999 e em 2010 Principais Partidos Políticos: Governo: Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV). Principal partido da oposição: Movimento para a Democracia (MPD). Outros partidos da oposição: União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID); Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS); Partido Democrático Cristão (PDC); Partido da Renovação Democrática (PRD) e Partido Social- Democrata (PSD). As últimas eleições legislativas tiveram lugar em Janeiro de 2006 e as próximas estão previstas para Janeiro de As últimas eleições presidenciais realizaram-se em Fevereiro de 2006 e as próximas deverão ter lugar em Fevereiro de 2011 Capital: Praia ( habitantes estimativa 2010) Outras localidades importantes: Mindelo, Assomada, São Filipe, Espargos, Sta. Maria, Sal Rei, Ribeira Grande, Porto Novo, Ribeira Brava e São Domingos Religião: Língua: Cerca de 95% da população professa a religião Católica Romana. A língua oficial é o português, utilizando-se localmente o crioulo, que difere de ilha para ilha Unidade monetária: Escudo de Cabo Verde (CVE) 1 EUR = 110,265 CVE (taxa fixada pelo Acordo de Cooperação Cambial entre Portugal e Cabo Verde em 1998) Risco de crédito: 6 (1 = risco menor; 7 = risco maior) (COSEC Abril 2010) Grau da abertura e dimensão relativa do mercado (2008): Exp. + Imp. / PIB = 55,1% Imp. / PIB = 48,4% Imp. / Imp. Mundial = 0,005% Fontes: The Economist Intelligence Unit (EIU) World Trade Organization (WTO); Banco de Portugal COSEC 5

6 1.2 Recursos e Estrutura Produtiva Cabo Verde é um país pobre em recursos naturais, sendo apenas de assinalar os produtos do mar (sal e pescado), o calcário e a pozolana. As condições climáticas adversas e a natureza do solo constituem fortes limitações ao desenvolvimento de uma actividade agrícola que permita satisfazer as necessidades da população. Daí que, historicamente, tenha sido o caminho da emigração o destino de uma grande parte dos cabo-verdianos, que dessa forma procuravam outros meios de vida, designadamente nas épocas de seca mais prolongada. Estima-se que actualmente o número de emigrantes cabo-verdianos, sobretudo nos EUA, Portugal, Angola, França, Holanda e Senegal, ultrapasse a população do país 1. A situação geográfica de Cabo Verde e as extensas águas territoriais contribuíram, ao longo do tempo, para minorar um pouco as dificuldades da população, já que a actividade piscatória e a prestação de serviços internacionais nas áreas ligadas aos transportes marítimos e às comunicações inter-atlânticas, desde sempre constituíram fontes de rendimento complementar ou alternativo para os cabo-verdianos e, de certa forma, moldaram o perfil económico que o país está determinado a prosseguir ainda hoje. Por outro lado, no início da década de oitenta, Cabo Verde encetou um importante processo de reformas estruturais, nomeadamente em termos de privatizações, liberalização progressiva de preços, abertura económica e aduaneira, reforma fiscal, medidas contra a pobreza, melhoria da produtividade agrícola e da competitividade das exportações e investimentos em infraestruturas terrestres, portos, aeroportos e telecomunicações. A diversificação produtiva iniciada há cerca de 20 anos, baseada numa primeira fase no sector industrial, rapidamente se orientou para o sector dos serviços e designadamente para o turismo, que nos últimos anos tem constituído o verdadeiro motor da economia cabo-verdiana. Estrutura do PIB em 2008 Sectores % Agricultura 5,0 Pescas 0,5 Indústria e energia 6,7 Construção 11,0 Serviços a 66,7 Outros 10,1 TOTAL 100,0 Fonte: Nota: Banco de Cabo Verde (a) excluindo os serviços bancários intermediários; o turismo representa 19,4% do PIB. 1 Estima-se que a população emigrada ascenda a cerca de

7 1.2.1 Agricultura e Pescas Agricultura Embora mais de 20% da população ainda viva da agricultura, este sector apenas contribui actualmente com 5% para o produto interno bruto (PIB) de Cabo Verde, quando em 1994, em conjunto com as pescas, representava cerca de 13%. Fortemente influenciada pelos factores climáticos (prolongados e intensos períodos de seca, seguidos de chuvas torrenciais que provocam a erosão do solo) a grande irregularidade das chuvas determina variações acentuadas da produção agrícola, que em termos médios apenas consegue satisfazer cerca de 15% das necessidades alimentares do país. Cabo Verde dispõe de hectares de terra arável, o que corresponde a 10% da superfície total do arquipélago. O milho, a cana-de-açúcar, o café, o feijão e outros produtos hortofrutícolas dominam a produção agrícola do país, destinada quase exclusivamente ao auto-consumo ou à venda no mercado interno. No que se refere a produtos de exportação, apenas as bananas assumem algum significado, pese embora uma certa irregularidade nas expedições para os mercados externos, devido aos aspectos regulamentares que condicionam o comércio internacional deste produto. Apesar dos esforços desenvolvidos pelo Governo na aplicação de reformas, a produtividade agrícola continua a ser afectada pela reduzida dimensão das explorações. Por forma a ultrapassar os condicionalismos a que está sujeito o sector agrícola, demasiado dependente de uma pluviometria escassa, irregular e concentrada num curto período do ano, factor agravado pela natureza montanhosa e de grandes declives que caracterizam a maior parte das ilhas, encontra-se actualmente em execução um programa de construção de barragens de retenção. Este programa, que tem vindo a contar com o apoio da China, irá permitir o aumento substancial das áreas irrigadas e, naturalmente, contribuirá para o crescimento significativo da produção agrícola e pecuária de Cabo Verde. Pescas O sector das pescas, apesar do contributo significativo para as exportações cabo-verdianas, representa apenas 0,5% do PIB, e caracteriza-se por ser uma actividade sobretudo artesanal, ficando as capturas muito abaixo do seu potencial, estimado em toneladas/ano. Trata-se de um sector com fortes potencialidades, dada a dimensão da zona económica exclusiva de Cabo Verde, que ultrapassa os 700 mil quilómetros quadrados, embora a relativa pobreza em biomassa e a quase inexistência de plataforma continental, nas ilhas mais ocidentais do arquipélago, limitem de alguma forma as capacidades de captura. No entanto, Cabo Verde assinou acordos de pesca com os seus vizinhos, nomeadamente a Guiné e o Senegal, no âmbito dos quais os barcos de bandeira caboverdiana poderão pescar nas águas desses países, o que naturalmente reforça as potencialidades do sector. 7

8 As capturas actuais de pescado consistem fundamentalmente no atum e na lagosta, que no seu conjunto têm permitido exportações na ordem das 10 mil toneladas anuais, representando uma parcela significativa e crescente das exportações de produtos cabo-verdianos. Para além do abastecimento do mercado interno e da importante contribuição para as exportações do país, o sector da pesca é responsável ainda pela entrada de um volume bastante significativo de receitas, em virtude dos acordos que Cabo Verde mantém com a União Europeia e outros países, designadamente a China, para que os respectivos barcos possam pescar nas suas águas. No caso da União Europeia, o acordo actualmente em vigor, e que se estende até 2012, estabelece a autorização para capturas até 5 mil toneladas anuais, rendendo a Cabo Verde 385 mil euros/ano. S. Vicente é a ilha que apresenta maior potencial para o desenvolvimento do sector, contando nomeadamente com as principais infraestruturas do país em termos portuários, de reparação naval e de armazenagem e refrigeração Indústria Extractiva A quase inexistência de matérias-primas minerais em Cabo Verde conduz a que as indústras extractivas tenham um peso praticamente irrelevante na economia do país. Neste sector apenas há a referir a extracção de sal e de pozolana, rocha vulcânica utilizada na fabricação de cimento hidráulico, mas que, por razões diversas, tem sido explorada com bastantes intermitências. Com vista à produção local de cimento, encontra-se em fase de execução um projecto industrial, que conta com o apoio financeiro da China Indústria Transformadora Apesar de apresentar um peso relativamente reduzido no PIB de Cabo Verde, a indústria transformadora vem assumindo uma importância crescente no que se refere às exportações do país, sobretudo a partir de 1992, na sequência da aprovação da nova legislação do investimento estrangeiro. Neste domínio, cabe realçar a instituição do regime das Empresas Francas, que passaram a constituir o motor do desenvolvimento industrial do país, mercê sobretudo dos investimentos de empresas estrangeiras nos sectores do calçado e das confecções. A maior parte destes investimentos foram realizados por empresas portuguesas, destinando-se a produção aos mercados da União Europeia (UE), no quadro dos benefícios decorrentes dos acordos que isentavam de direitos os produtos industriais originários dos países ACP (África, Caraíbas e Pacífico). Além de Portugal, também alguns países asiáticos realizaram investimentos em Cabo Verde, designadamente no sector do vestuário, com o mesmo objectivo de acesso aos mercados europeus e, ultimamente, ao mercado norte-americano no âmbito do programa AGOA, de que Cabo Verde é país beneficiário. 8

9 Para além destes ramos da indústria transformadora, devemos referir o da electrónica e o das conservas de peixe, que também atraíram investidores portugueses, embora no primeiro caso a experiência não tenha conhecido grande sucesso, devido sobretudo a alterações ocorridas nos mercados externos aos quais se dirigia a produção. Destinando a sua produção quase excluivamente ao mercado interno, as indústrias alimentares e de bebidas, produtos farmacêuticos, materiais de construção, mobiliário e metalomecânica constituem os outros ramos industriais com alguma importância na economia cabo-verdiana Energia Cabo Verde apresenta grande carência de produtos energéticos, sendo as suas necessidades supridas através da importação de petróleo, sobretudo de Portugal e de alguns países africanos. A distribuição de energia está, actualmente, concessionada à empresa estatal Electra 2, o que significa que toda a energia produzida, quer seja pela Electra, quer seja por um outro produtor independente, mesmo que a fonte seja renovável, terá de ser injectada na rede pública, gerida pela Electra. Por outro lado, Cabo Verde reexporta, através dos seus portos e aeroportos, parte dos produtos energéticos importados. Consciente dos sérios constrangimentos que se vive no sector da energia (insuficiência e irregularidade no fornecimento de energia eléctrica), o Governo de Cabo Verde, no quadro do Programa de Política Energética e apoiado por financiamentos externos, avança em várias frentes para a resolução das deficiências que vão da antiguidade da rede instalada ao custo elevado da produção de energia, agravados pela insuperável insularidade do país. A potência instalada total a nível nacional é de cerca de 90 Mw, dos quais 97,5% são garantidos através de geração convencional e o remanescente através de energia eólica (2,4 Mw em eólicas a funcionar em Santiago, São Vicente e Sal). Trata-se de uma potência instalada que é irrisória, sendo o rácio de consumo anual de electricidade per capita ainda muito baixo. Se considerarmos o padrão internacional, Cabo Verde deveria estar a consumir cerca de cinco vezes mais. Actualmente o Governo está a envidar esforços para melhorar o abastecimento de electricidade nas áreas rurais e está a fazer uma aposta clara nas energias renováveis 3, particularmente a eólica e a solar. De salientar que está prevista a construção de quatro parques eólicos no Sal, Praia, São Vicente e Boavista, com financiamentos do BEI Banco Europeu de Investimento (50 milhões de euros) e do BAD Banco Africano de Desenvolvimento (15 milhões de euros). O programa de energias renováveis, financiado por uma linha de crédito disponibilizada por Portugal (100 milhões de euros), vai desenvolver um conjunto de projectos no domínio das centrais fotovoltaicas. 2 Essa concessão foi assinada em 2000 e é válida por 36 anos. 3 Prevendo-se 35 Mw de potência instalada até meados de A meta é chegar a 2020 com cerca de 50% de taxa de penetração e isso só será possível se forem integradas, melhoradas, renovadas as redes e aumentado o sistema para uma escala ligeiramente maior. 9

10 1.2.5 Construção Representando actualmente cerca de 11% do PIB, o sector da construção tem registado um forte crescimento nos últimos anos, beneficiando quer dos programas de infraestruturas que vêm sendo implementados no país com a ajuda das organizações internacionais e doadores bilaterais, quer do forte desenvolvimento do sector do turismo e hotelaria, mercê sobretudo dos investimentos estrangeiros que tem conseguido atrair. A generalidade das grandes obras de construção, designadamente na área das infraestruturas, vem sendo executada por empresas estrangeiras, sobretudo portuguesas, no âmbito de concursos internacionais lançados para o efeito, já que se tratam normalmente de projectos financiados por entidades externas. Deste modo, as empresas cabo-verdianas do sector, em número e, algumas delas, com dimensão já razoáveis, operam sobretudo no sector da construção habitacional ou associadas às empresas estrangeiras que concorrem a obras em Cabo Verde, em regime de consórcio ou subcontratação Serviços A economia cabo-verdiana está a transformar-se cada vez mais numa economia de serviços, sector que representa já mais de 45% do emprego. As condições climáticas e a situação geográfica do país constituem os factores determinantes desta evolução, em que o turismo e as funções de plataforma transatlântica de serviços de transportes e comunicações assumem um papel preponderante. O desenvolvimento do sector dos serviços tem estado presente em toda a estratégia delineada pelas autoridades cabo-verdianas, como forma de ultrapassar a situação histórica de pobreza que caracterizava o país. Daí, o forte impulso que tem sido dado, nos programas governamentais, à modernização das infraestruturas portuárias e aeroportuárias, vias rodoviárias, telecomunicações, serviços financeiros e outras componentes do sector dos serviços. O turismo constitui-se como a alavanca fundamental do desenvolvimento de Cabo Verde (representa cerca de 20% do PIB 4 ), beneficiando dos elevados fluxos de investimento externo, originários designadamente de Portugal, Itália, Espanha e outros países europeus, que nos últimos anos se têm concentrado preferencialmente nas ilhas do Sal e da Boavista. De salientar que aproximadamente 90% do investimento directo estrangeiro é destinado ao sector do turismo. O sector das telecomunicações encontra-se também em fase de expansão e modernização. De facto, desde que a Portugal Telecom (PT) adquiriu 40% da Cabo Verde Telecom, em 1995, os investimentos no sector têm aumentado continuamente, tendo o número de linhas registado um incremento de 70%. Foi instalado um sistema de cabos de fibra óptica entre as ilhas e, em 1997, teve início o acesso à Internet. Um ano depois foi introduzida a primeira rede de telemóvel. 4 No final da década de 90 o turismo representava 4% do PIB. 10

11 As telecomunicações caminham para uma crescente liberalização de que é exemplo a Cabo Verde Telecom, que em Janeiro de 2007 deixou de deter o monopólio do sector. No sentido de prepar o lançamento do serviço de televisão por assinatura e o aparecimento de novos operadores de internet e telefonia móvel, em 2007 a Cabo Verde Telecom deu origem a três empresas: a CVT, gestora da rede e do negócio de telefonia fixa, a CVMóvel, que explora a rede móvel, e a CVMultimédia que se dedica às ligações via internet e a televisão por assinatura (vulgo TV por cabo). Tendo em conta a sua situação geográfica, Cabo Verde teve que desenvolver as suas infraestruturas em matéria de transportes de uma forma natural, adaptando-se ao meio. O arquipélago conta com cerca de Km de estradas, dos quais 932 Km são asfaltados. Um terço da rede viária encontra-se repartido entre as ilhas de Santiago e São Vicente que concentram, por sua vez, dois terços da população. Relativamente às infraestruturas portuárias, actualmente o país dispõe de portos em todas as ilhas habitadas, sendo os do Mindelo e da Cidade da Praia os mais importantes. A irregularidade dos transportes marítimos tem afectado o desenvolvimento das exportações, mas recentemente, para atenuar esta situação, foram estabelecidas linhas regulares de transporte de mercadorias com alguns países africanos, Portugal, Espanha e norte da Europa. Em matéria de transporte aéreo, Cabo Verde dispõe de quatro aeroportos internacionais na ilha do Sal, na Praia (Santiago), na ilha da Boavista e na ilha de São Vicente existindo ainda pequenos aeroportos nacionais nas restantes ilhas. A companhia aérea cabo-verdiana (TACV) assegura algumas ligações internacionais e nacionais. Os serviços aéreos (manutenção) e os serviços navais (reparação) representam uma importante fonte de rendimentos para o país. No que diz respeito aos serviços financeiros, há que referir o Banco de Cabo Verde (Banco Central), as Instituições de Crédito, designadamente Bancos e Instituições Especiais de Crédito, as Instituições Parabancárias e as Instituições Financeiras Internacionais (I.F.I.). Existe ainda uma Bolsa de Valores que ajuda a construir o mercado financeiro do país. Cabe ainda salientar que o programa de privatizações do Governo cabo-verdiano teve um contributo decisivo para o desenvolvimento do sector terciário, especialmente no que se refere ao sector bancário, aos transportes e às comunicações. Pode dizer-se que, actualmente, Cabo Verde é um país de economia perfeitamente terciarizada, o que não significa que este sector já tenha atingido um grau de desenvolvimento de acordo com as suas potencialidades, pelo que, quer na área do turismo e hotelaria, quer nas restantes áreas, ainda existe espaço para que o sector dos serviços reforce a seu peso na economia cabo-verdiana. Recentemente, o Primeiro-Ministro de Cabo Verde anunciou que o Governo ambiciona transformar o país num centro internacional de prestação de serviços, sobretudo nas áreas do turismo, dos transportes, dos serviços financeiros e indústrias culturais. 11

12 1.3 Situação Económica Situação Económica e Perspectivas Sofrendo de diversos constrangimentos, onde sobressaem a própria insularidade, condições climáticas adversas, uma natureza do solo que limita o desenvolvimento da actividade agrícola e sem recursos naturais relevantes, a economia é basicamente orientada para o sector dos serviços, como já foi referido. Apesar de boa parte da sua população (cerca de 45%) habitar em zonas rurais, a produção de bens alimentares é claramente insuficiente, originando que mais de 80% do consumo seja satisfeito através de importações, tornando o país muito dependente do exterior para responder às necessidades básicas dos cerca de 517 mil habitantes e obter as matérias essenciais às actividades económicas. Por todas estas razões, Cabo Verde apresenta sistematicamente elevados défices comerciais, em grande parte financiados pela ajuda externa (equivalente a 12,8% dos PIB em 2008) e pelas remessas de emigrantes (cerca de 8% do PIB). Com uma taxa média anual de crescimento de 6,4%, no período de 2000 a 2008, a economia caboverdiana tem registado uma evolução bastante positiva, o que conduziu a que em Janeiro de 2008 Cabo Verde deixasse de pertencer ao grupo dos países de baixo rendimento (na classificação adoptada pelo Banco Mundial e outras organizações internacionais) e tenha adquirido o estatuto de país de rendimento médio. Em termos do índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas, Cabo Verde encontra-se classificado em 121º lugar, num conjunto de 182 países. A reduzida exposição aos factores da crise financeira internacional salvaguardou a economia caboverdiana de efeitos significativos da mesma ao longo de 2008, tendo-se verificado um abrandamento em alguns dos fluxos económicos, tais como as receitas do turismo e o investimento directo estrangeiro. Em 2009, fruto da persistência de um ambiente desfavorável, condicionado pela envolvente externa, a taxa de crescimento do PIB ter-se-á situado em 1,8% (segundo estimativas do The Economist Intelligence Unit - EIU), o que traduz uma acentuada desaceleração relativamente ao ano anterior. Esta situação ficou a dever-se ao fraco desempenho da procura interna, nomeadamente do consumo e investimento privados, aliado a uma redução da procura externa, sobretudo das exportações de serviços. Apesar do abrandamento do ritmo de crescimento económico, o país cumpriu o programa assinado com o FMI ao abrigo do Policy Support Instrument (PSI). No âmbito deste instrumento, aprovado em Julho de 2006 e prolongado por um ano em Junho de 2009, o Conselho Executivo do FMI presta aconselhamento ao Governo cabo-verdiano sobre a evolução da economia. Na última avaliação (Dezembro de 2009), o FMI indicou que a economia cabo-verdiana resistiu bem à crise económica global, graças à gestão económica prudente, e mantém taxas de crescimento sólidas. 12

13 Principais Indicadores Macroeconómicos Unidade 2006 a 2007 a 2008 a 2009 b 2010 c 2011 c População Milhares b PIB a preços de mercado 10 9 CVE 105,6 b 116,3 b 129,4 b 153,8 - - PIB a preços de mercado 10 6 USD 1.201,0 b 1.442,7 b 1.717,6 b 1.938,2 - - PIB per capita USD b b b Crescimento real do PIB Var. % 10,8 b 7,8 b 5,9 b 1,8 4,5 5,0 Consumo privado Var. % 4,8 7,9 1,2 0,5 - - Consumo público Var. % 18,9 1,9-0,5 8,1 - - Formação bruta de capital fixo Var. % 15,6 14,8 12,0-5,7 - - Taxa de inflação % 5,4 4,4 6,8 3,5 4,5 4,0 Saldo do sector público % do PIB -1,8-0,8-1,4 b -7,9-9,6-9,3 Balança corrente 10 6 USD -82,7-198,3-205,5-326,6-354,5-307,8 Balança corrente % do PIB -6,9 b -13,7 b -12,0 b -16,9-16,8-12,8 Remessas de emigrantes 10 6 CVE Dívida externa % do PIB 45,4 40,0 39, Reservas externas 10 6 USD 254,0 281,0 258,0 293,9 - - Taxa de câmbio - média 1USD=xCVE 87,9 80,6 75,3 79,4 79,5 77,9 Fontes: Notas: The Economist Intelligence Unit (EIU); Banco de Cabo Verde (a) Valores efectivos (b) Estimativas (c) Previsões Depois de um acentuado aumento da inflação em 2008 (6,8%), provocado pela subida dos preços internacionais dos bens alimentares e dos produtos petrolíferos, a boa campanha agrícola (decorrente da forte pluviosidade que se verificou) e a diminuição dos preços internacionais dos produtos mencionados, contribuíram para a inversão rápida deste indicador que se fixou em 3,5% em O défice corrente externo apresentou em 2008 uma melhoria face ao ano anterior, reflectida no seu peso no PIB (12%) enquanto a conta de capital e operações financeiras denotou uma diminuição do seu excedente, repercutindo o impacto da envolvente externa adversa. As estimativas para 2009 indicam uma degradação expressiva do défice corrente, que representou 16,9% do PIB, fruto da contracção das exportações de bens (sobretudo reexportações) e de serviços (incluindo turismo) e a continuação do agravamento da balança de rendimentos, ainda que em parte contrabalançada por um aumento das transferências correntes. O desemprego representa um dos mais graves problemas estruturais de Cabo Verde, continuando a manter-se em níveis muito elevados, apesar do crescimento económico do país, ao longo de um período bastante dilatado. No entanto, têm vindo a registar-se progressos notórios nos últimos anos, já que de 13

14 26% em 2001 a taxa de desemprego terá baixado para cerca de 21% actualmente. As ilhas de S. Antão e S. Vicente e o interior rural de Santiago são as zonas mais afectadas, enquanto as ilhas que têm vindo a beneficiar dos projectos de desenvolvimento turístico, como o Sal e Boavista, apresentam taxas muito inferiores. Para 2010, com a gradual recuperação da economia mundial, conjuntamente com os efeitos das medidas de estímulos orçamentais e fiscais implementadas pelo Governo, o previsível bom ano agrícola e num cenário de inflação relativamente baixa (4,5%), as previsões apontam para uma significativa recuperação económica, com o crescimento do PIB a situar-se em 4,5%. A melhoria da envolvente externa e um maior dinamismo do sector do turismo, deverá contribuir para um crescimento económico da ordem de 5% em Como quadro orientador da sua acção, as autoridades cabo-verdianas apresentaram em Maio de 2008 uma nova Estratégia de Crescimento e Redução da Pobreza (documento importante na articulação com as instituições financeiras internacionais e com os doadores), com o objectivo de traçar o quadro estratégico de desenvolvimento do país, para um horizonte de três anos, num contexto de complexidade e exigência acrescida decorrente da graduação a país de rendimento médio, da adesão à OMC e da parceria especial com a UE. A estratégia anunciada visa a criação de condições para a dinamização do sector privado e o combate à pobreza e exclusão social e assenta em vários pilares do desenvolvimento económico-social, como sejam a boa governação, a qualificação dos recursos humanos e o aumento da competitividade. Em agenda estão ainda projectos estruturantes para a economia de Cabo Verde, nomeadamente os clusters Mar (aproveitamento de todas as potencialidades ligadas ao mar, desde a água, às pescas, ao turismo e aos desportos) e Céu (transporte aéreo, novos aeroportos), as energias renováveis e tornar o arquipélago num hub tecnológico Enquadramento Regional No contexto africano, Cabo Verde insere-se no grupo dos países mais desenvolvidos, apresentando um PIB por habitante que ultrapassa o dobro da média do continente (11º mais elevado no conjunto dos 53 países africanos). Este facto é extremamente significativo se considerarmos que Cabo Verde não conta com quaisquer recursos naturais relevantes, ao contrário da generalidade dos outros países africanos, que assentam a sua economia na exploração e exportação de matérias-primas energéticas e outros produtos minerais. A taxa média de crescimento de 6,4% da economia cabo-verdiana, no período de 2000 a 2008 (12ª mais elevada do continente africano), revela uma dinâmica bastante superior à do continente (5,3%) e principalmente quando comparada com as dos países vizinhos da África Ocidental, onde a Gâmbia apresenta a taxa mais elevada (5,1%) e a Guiné-Bissau e a Guiné-Conakry registam as taxas mais baixas (1,4% e 3,0% respectivamente). 14

15 Por outro lado, quando comparado com os restantes países do grupo dos PALOP, Cabo Verde assume uma posição cimeira em termos de desenvolvimento (apenas Angola se aproximando relativamente, em termos de PIB por habitante). Indicadores Básicos Comparados 2008 Superfície a (1000 km 2 ) População a (Milhões) PIB a (10 6 USD) PIB a per capita (USD) Taxa Média Crescimento Real b ( ) (%) ÁFRICA ,3 Cabo Verde 4 0, c c 6,4 Angola , ,4 Guiné-Bissau 36 1, ,4 Moçambique , ,5 S. Tomé e Príncipe 1 0, ,7 Gâmbia 11 1, ,1 Guiné-Conakry 246 9, ,0 Mauritânia , ,4 Senegal , ,2 Fontes: (a) BAD African Statistical Yearbook 2010 (b) African Economic Outlook 2010 (c) EIU April Comércio Internacional Balança Comercial A análise da evolução do comércio externo de Cabo Verde revela sempre algumas dificuldades, já que os dados estatísticos divergem bastante, conforme as fontes consultadas. Para essa disparidade concorrem principalmente os diferentes critérios utilizados relativamente aos combustíveis transaccionados nos entrepostos de reabastecimento e às operações comerciais das empresas industriais estabelecidas no país, ao abrigo do regime das empresas francas. De qualquer modo, e independentemente das fontes nacionais ou internacionais utilizadas, Cabo Verde tem uma posição pouco relevante no comércio internacional e apresenta tradicionalmente uma balança comercial fortemente deficitária. Segundo dados do EIU, esta tem-se agravado de forma acentuada nos últimos anos, em virtude do aumento contínuo das importações ao longo dos anos, enquanto que as exportações têm registado uma evolução irregular. 15

16 Evolução da Balança Comercial (10 6 USD) b Exportação fob 88,9 121,8 81,8 115,7 105,9 Importação fob 437,7 563,3 745,7 830,7 858,1 Saldo -348,8-441,5-663,9-715,0-752,2 Coeficiente de cobertura (%) 20,3 21,6 11,0 13,9 12,3 Posição no ranking mundial a Como exportador 179ª 180ª 180ª 179ª n.d. Como importador 166ª 165ª 161ª 163ª n.d. Fontes: Notas: The Economist Intelligence Unit (EIU); (a) WTO - World Trade Organization (b) Estimativas n.d. não disponível Estimativas relativas ao último ano indicam que as exportações atingiram 105,9 milhões de USD (-8,5% face a 2008) mas segundo as projecções do EIU é expectável que em 2010 se verifique um acréscimo da ordem dos 7,7%, em virtude sobretudo do previsível aumento do preço do petróleo (as reexportações de combustível constituem a parte mais significativa das exportações cabo-verdianas). Relativamente às importações, que ascenderam a 858,1 milhões de USD em 2009 (+3,3% face ao ano anterior), as projecções apontam para um aumento moderado em 2010 (2,8%), induzido pelos inputs relacionados com os investimentos nas infraestruturas. Para 2011, o EIU prevê uma ligeira contracção das importações, em linha com o abrandamento dos estímulos fiscais à actividade económica Principais Clientes e Fornecedores Os dados estatísticos de Cabo Verde indicam que Portugal tem sido o principal parceiro comercial do país, tanto em termos de exportações como de importações. Contudo, na qualidade de fornecedor do mercado cabo-verdiano, a posição portuguesa revela uma maior estabilidade do que como cliente. Nesta última vertente, tem-se vindo a verificar uma redução da quota de Portugal, designadamente em favor da Espanha (através das Canárias), que ocupou no último ano a primeira posição no ranking dos clientes. Numa análise por zonas económicas, é de sublinhar que a Europa representou, em 2009, cerca de 97% das exportações cabo-verdianas (88,5% em 2008) e 78,8% das importações (80,6% no ano anterior). 16

17 Principais Clientes Quota (% ) Posição Quota (%) Posição Quota (%) Posição Espanha 20,9 2ª 37,1 2ª 61,8 1ª Portugal 58,3 1ª 40,6 1ª 33,5 2ª França 0,0 n.d. 0,0 n.d. 2,9 3ª EUA 1,4 6ª 0,4 6ª 1,2 4ª Países Baixos 0,2 7ª 0,5 4ª 0,5 5ª Fonte: Notas: Banco de Cabo Verde n.d. não disponível Não estão consideradas as reexportações Principais Fornecedores Quota (%) Posição Quota (%) Posição Quota (%) Posição Portugal 45,0 1ª 50,3 1ª 48,3 1ª Países Baixos 16,2 2ª 17,0 2ª 16,7 2ª Espanha 4,4 5ª 7,3 3ª 9,8 3ª Brasil 6,2 4ª 5,7 4ª 4,5 4ª Itália 3,8 6ª 2,7 5ª 3,1 5ª França 9,5 3ª 2,0 6ª 1,9 6ª Fonte: Nota: Banco de Cabo Verde Não estão consideradas as reexportações Principais Produtos Transaccionados O principal produto de exportação do país 5 tem sido o que resulta da sua actividade piscatória, a qual, embora apresente uma moderada contribuição para o PIB, continua a ter um impacto significativo em termos de emprego e nas vendas ao exterior, tendo representado mais de 65% do total das exportações em Nas posições seguintes surgem o vestuário e partes de calçado, que, no seu conjunto, representaram perto de 30% do total exportado no mesmo ano. As importações são muito menos concentradas e constituídas por uma panóplia de produtos destinados a satisfazer as necessidades, tanto ao nível dos produtos básicos como dos bens industriais, que a economia local não consegue suprir. As máquinas e aparelhos, o material de transporte, os combustíveis, os materiais de construção e os produtos alimentares são, assim, os grupos de produtos dominantes nas importações cabo-verdianas. Refira-se, contudo, que no domínio das importações se 5 Não se consideram as reexportações. 17

18 têm registado importantes alterações nos últimos anos, traduzidas sobretudo na diminuição progressiva do peso dos bens de consumo no total importado, enquanto os combustíveis e os bens de capital conheceram fortes aumentos na sua participação. Principais Produtos Transaccionados 2009 Exportações % Total Importações % Total Conservas de peixe 33,58 Gasóleo 6,42 Peixes frescos e refrigerados 32,17 Ferro, aço 4,40 Confecções 18,68 Arroz 4,34 Partes de calçado 11,10 Cimento 4,19 Aguardentes e licores 2,20 Plásticos e suas obras 3,41 Lagostas 1,24 Tractores e veículos p/ transporte de carga 2,71 Fonte: Nota: Direcção Geral de Alfândegas de Cabo Verde Refere-se apenas à exportação nacional, estando excluídas as reexportações 1.5 Investimento Estrangeiro Cabo Verde é ainda um país pouco relevante, em termos mundiais, no que se refere aos fluxos de investimento estrangeiro (IDE). Contudo, a evolução que se tem registado nos últimos anos e as perspectivas apresentadas apontam para uma importância cada vez maior do país, designadamente na sua qualidade de receptor de investimento. Investimento Directo (10 6 USD) Investimento estrangeiro em Cabo Verde Investimento de Cabo Verde no estrangeiro Posição no ranking mundial Como receptor 144ª 141ª 143ª 148ª 137ª Como emissor 137ª 135ª 137ª 140ª 131ª Fonte: UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development) - World Investment Report 2009 De acordo com o World Investment Report publicado pela UNCTAD em 2009, constata-se que os fluxos de IDE registaram um forte aumento nos últimos anos, tendo passado de 13 milhões de USD em 2001 para 209 milhões em No final de 2008 o IDE acumulado atingia 974 milhões de USD, o que correspondia a mais de dez vezes o valor alcançado no final da década anterior. A crise de liquidez nos mercados financeiros internacionais tem condicionado a recente evolução do investimento directo estrangeiro em Cabo Verde, estimando o EIU que se tenha verificado uma descida acentuada em

19 O IDE tem-se concentrado fortemente no sector do turismo e hotelaria (96,8% em 2008), com particular destaque nas ilhas do Sal, Boavista e São Vicente. A indústria, que há alguns anos atrás conseguiu captar vários investimentos significativos, vem perdendo progressivamente a posição que detinha, representando actualmente cerca de 2% no total do IDE. Portugal, Itália, Irlanda, Espanha e Reino Unido destacam-se como principais mercados emissores de investimento directo estrangeiro para Cabo Verde. A política prosseguida pelo Governo cabo-verdiano vai no sentido do desenvolvimento e diversificação da actividade económica, estando identificados como principais sectores de aposta (em que é necessário investir significativamente) os serviços financeiros, os transportes e logística, a energia, a educação e a saúde. 1.6 Turismo O sector do turismo vem assumindo uma importância crescente nas actividades económicas de Cabo Verde e tem constituído, nos últimos anos, o verdadeiro motor do desenvolvimento do país, quer em termos da sua contribuição para as receitas correntes da balança de pagamentos e para a diminuição do desemprego, quer pelos capitais estrangeiros que atrai, como ainda pelo impulso que vem dando a diversos outros sectores de actividade (construção, comércio, serviços, transportes e comunicações, entre outros). O contributo do sector do turismo para o PIB não ultrapassava os 4% em 1998 mas em 2008 situava-se em cerca de 20%, tendo registado um crescimento médio anual assinalável. Segundo dados publicados pela Organização Mundial de Turismo (OMT), verifica-se um aumento contínuo do número de turistas que visitaram o país ao longo dos últimos anos, tendo atingido em 2008 (último ano disponível), o que representou um aumento de 6,7% relativamente ao ano anterior. Indicadores do Turismo Turistas (10 3 ) Dormidas a (10 3 ) Receitas (10 6 USD) Fonte: Nota: Organização Mundial de Turismo (OMT) (a) Inclui apenas as dormidas na hotelaria global 19

20 Portugal continua a ser o principal emissor de turistas, tendo representado cerca de 20,3% do total em A seguir a Portugal surgem o Reino Unido (18,1%) 7, a Itália (17,2%), a Alemanha (11,5%) e a França (7,4%). A Europa representa cerca de 82% dos turistas que visitam Cabo Verde. Os destinos mais procurados são as ilhas do Sal, Santiago, São Vicente e Boavista. Dados referentes a 2008 indicam que a Ilha do Sal é responsável por cerca 57% das entradas de turistas, seguida de Santiago (20,1%), Boavista (9,9%), São Vicente (7,6%), Santo Antão (2,7%), Fogo (2,0%), Maio (0,2%), São Nicolau (0,4%) e Brava (0,0%). O surgimento de novas unidades hoteleiras e circuitos turísticos na Boavista, Santiago, São Vicente, São Nicolau e Fogo trará concerteza a massa crítica necessária para um equilibrado desenvolvimento do turismo no arquipélago. Os objectivos apontados por Cabo Verde, e que constam do seu Plano Estratégico de Turismo , traduzem-se na captação de 500 mil turistas até 2012 (1 milhão até 2020), atraíndo-os de novos mercados como os países nórdicos (Suécia, Dinamarca e Noruega) e Leste europeu (Polónia, República Checa e Rússia); no aumento em 60% do emprego directo gerado pelo turismo; no acréscimo da contribuição do sector para o PIB; e no aumento substancial dos benefícios do turismo para a população. 1.7 Remessas de Emigrantes As remessas dos emigrantes constituem, a par das receitas do turismo, um factor importante para o equilíbrio da balança corrente de Cabo Verde, representando 46,5% das transferências correntes em 2008 e 40,0% em Em consequência da crise económico-financeira mundial, o peso das remessas de emigrantes no PIB caiu de 8,0% em 2008 para 6,6% em 2009, continuando, ainda assim, a figurarem como factor essencial do crescimento económico do país. Não obstante ter-se verificado, em 2009, uma depreciação média do escudo cabo-verdiano de 5,4% em relação ao USD, as remessas dos emigrantes acusaram, mesmo assim, uma quebra de 2,2% face a Há que realçar que, nesse ano, o item depósitos dos emigrantes representava 28,6% do passivo do sistema bancário, o segundo mais importante a seguir aos outros depósitos. Com mais de 30% do total, Portugal constitui a principal origem das remessas dos emigrantes caboverdianos. A seguir ao nosso país, que apresenta uma grande estabilidade nos montantes transferidos nos últimos anos, surgem a França, com valores também bastante estáveis, os EUA e a Holanda. Em 2009, a maior quebra verificou-se nas remessas provenientes da Holanda e o maior crescimento registou-se no caso dos EUA. 6 Segundo dados mais recentes do INE de Cabo Verde, relativos a 2009, Portugal representa já 25% do total de turistas. 7 Até 2006 o R. Unido apresentava valores marginais, mas a partir de 2007 tornou-se o segundo mercado emissor de turistas para Cabo Verde, remetendo a Itália para a 3ª posição. 20

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