A EXIGÊNCIA DE CONTINUIDADE (Necessidade de um ponto de vista universal)

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1 A EXIGÊNCIA DE CONTINUIDADE (Necessidade de um ponto de vista universal) Para realizar algum projeto, seja qual for, devemos ir mais além do estado de coisas atuais. Para levar a cabo um plano, devemos saber o que tenha acontecido no passado e intuir o que se sucederá no futuro. Isto não é um convite para que atuemos como profetas, mas sim, a exigência de que olhemos o mundo como um todo universal. Hoje a necessidade de chegar a tal universalidade é profundamente sentida por todo o mundo; é a reação a todo um século transcorrido vivendo apenas o momento. O que vemos ao nosso redor é a exposição do que esta falta de amplitude de visão tem acumulado. Este viver de frente ao de cada dia, de hora em hora, sem tentar relacionar os fatos entre si, não somente carece de dignidade, como também não é natural, nem humano. Leva a uma contemplação dos fatos como acontecimentos isolados e não como partes de um processo cujas dimensões alcançam a história.

2 CRISE INTELECTUAL (Final do século XX) Dissociação do fenômeno artístico (intelectual) do fenômeno social Dissociação entre teoria e prática Falsos profetas determinam tendências e estilos como forma de estímulo ao consumo em meio a uma crise que também é econômica JENKS, Charles. The language of post-modern architecture.(saint Louis - Missouri - 15/07/ :32 h) Kitsch - arte de vanguarda ou arte pela arte - neo-ecletismo - erudito x popular A tecnologização da ciência e a ausência de valores situam entre 2 pólos o comportamento contemporâneo: o universal e o fragmentário - onde universal são as técnicas, a herança cultural da humanidade veiculada através da comunicação de massa, e, fragmentário são os estilos, referências e ideologias. Wem gehört die welt? ( A quem pertence o mundo?) - Slatan e Brecht

3 A COMPOSIÇÃO ARQUITETÔNICA MODERNA A FORMA - no lugar de originar-se de uma forma a priori, pleiteia para cada novo projeto, o problema da construção. A forma é um a posteriori. OS ELEMENTOS - se desenvolve a partir de elementos da construção: luz, função, materiais, volume, tempo, espaço, cor. Estes são ao mesmo tempo elementos criativos. A ECONOMIA - é econômica. Utiliza os meios elementares mais essenciais sem desgaste de meios e de materiais. A FUNÇÃO - é funcional. Baseada na síntese de exigências práticas. O arquiteto as determina em um plano claro e legível. LIBERDADE - é livre de formas pré-concebidas, mas ao mesmo tempo, é bem definida. Não reconhece um esquema a priori, um molde para conformar os espaços funcionais. Ao contrário de todos os estilos do passado, o novo método arquitetônico não conhece tipos fundamentais e imutáveis. A divisão e subdivisão dos espaços interiores e exteriores se determina rigidamente por meio de planos que não tenham uma forma individual.

4 A COMPOSIÇÃO ARQUITETÔNICA MODERNA (continuação) Estes planos podem se estender até o infinito, por todos os lados sem interrupção. O resultado é um sistema em cadeia no qual diferentes pontos correspondem a uma mesma quantidade de pontos no espaço geral, porque existe uma relação entre os diferentes planos e o espaço exterior. O MONUMENTAL - ao invés de ser monumental, é uma arquitetura de transformação, de leveza e de transparência. Tem separado a idéia de monumental da de grande e pequeno ; tem demonstrado que tudo existe em relação a alguma coisa. O VAZIO - não reconhece qualquer partido passivo: tem vencido o vazio. A janela não é apenas mais um elemento na parede. O vazio ou não, existe porque tudo está determinado de modo rígido por seu contraste. A PLANTA - destruiu a parede no sentido que suprime o dualismo entre interior e exterior. As paredes já não sustentam, estão convertidas em pontos de apoio. Disso resulta uma nova planta, uma planta aberta; totalmente distinta da planta do classicismo, porque os espaços interiores e exteriores se comunicam.

5 A COMPOSIÇÃO ARQUITETÔNICA MODERNA (continuação) A SUBDIVISÃO - é aberta ao invés de fechada. O conjunto consiste num espaço geral, que se subdivide em espaços distintos que se referem ao conforto da morada. Esta subdivisão se realiza através de planos de separação (interior) e de planos de fechamento (exterior). Os primeiros, que separam os espaços funcionais, podem ser móveis. O TEMPO - não conta somente com o espaço como valor arquitetural, mas também, com o tempo. A unidade de espaço e tempo dá a imagem arquitetônica um aspecto novo e plasticamente mais completo. O que chamamos de espaço animado. ASPECTO PLÁSTICO - quarta dimensão do espaço-tempo. ASPECTO ESTÁTICO - é anti-cúbica. Os diferentes espaços não estão comprimidos em um cubo fechado. Pelo contrário, as diferentes células espaciais, se desenvolvem excentricamente, desde o centro até a periferia do cubo. SIMETRIA E REPETIÇÃO - suprimiu a repetição monótona e destruiu a igualdade entre duas metades, a simetria. Em lugar da simetria, propõe :

6 A COMPOSIÇÃO ARQUITETÔNICA MODERNA (continuação) a relação equilibrada de partes desiguais e das partes que são diferentes por seu caráter funcional. A composição destas partes está dada pelo equilíbrio das diferenças, não das igualdades. Não distingue entre frente e fundo, direita ou esquerda, acima ou abaixo. FRONTALIDADE - ao contrário da frontalidade, nascida de uma concepção estática da vida, a nova arquitetura se enriquecerá pelo desenvolvimento plástico poliédrico no espaço-tempo. A COR - a cor é um dos meios elementares para fazer visível a harmonia das relações arquitetônicas. Sem cor, estas relações de proporção não são realidades vivenciáveis e é através da cor que a arquitetura se converte no objetivo de todas as investigações plásticas, tanto no espaço como no tempo. DECORAÇÃO - é anti-decorativa. A cor no lugar de dramatizar uma superfície plana, no lugar de ser uma ornamentação superficial, é como a luz, um meio elementar de expressão puramente arquitetônica.

7 A COMPOSIÇÃO ARQUITETÔNICA MODERNA (continuação) SÍNTESE - a obra sintetiza a expressão plástica de seu tempo, à qual a estrutura do edifício está subordinada. O artista neoplástico está convencido de construir no âmbito do espaço-tempo, e isto, implica a predisposição a transladar-se nas quatro dimensões do espaço-tempo.

8 A SUPERLUTA > Uma nova civilização está emergindo em nossas vidas. Ela traz consigo novos estilos de família, modos de trabalhar, amar e viver diferentes; uma nova economia; novos conflitos políticos; e, uma consciência diferente. > É um evento tão profundo como a Primeira Onda de mudança, desencadeada há dez mil anos pela descoberta da agricultura, ou o terremoto da Segunda Onda, provocado pela revolução industrial > Estamos tateando à procura de palavras para descrever esta mudança. Alguns falam de uma Idade Espacial, de uma Era da Informação, de uma Era Eletrônica ou de uma Aldeia Global. Algumas destas expressões, focalizando um único fator, estreitam em vez de expandirem a nossa compreensão. Nenhum deles dá o alcance e o dinamismo total das mudanças.

9 A PRIMEIRA ONDA > Durante os longos milênios em que a civilização da Primeira Onda reinou suprema, a população pode ser dividida em duas categorias - a primitiva e a civilizada. Os chamados povos primitivos, vivendo em pequenos bandos e tribos e subsistindo da coleta, pesca e caça, foram ultrapassados pela revolução agrícola.o mundo civilizado era aquele, onde a maior parte dos povos aravam o solo. > Entretanto, sob suas diferenças existiam semelhanças fundamentais. Em todas essas civilizações a terra era a base da economia, da vida, da cultura, da estrutura da família e da política. Em todas elas a vida era organizada em redor da aldeia. Em todas elas prevalecia uma divisão simples de trabalho e surgiram algumas castas e classes definidas. Em todas elas o poder era rigidamente autoritário. Em todas o nascimento determinava a posição da pessoa na vida. E em todas elas a economia era descentralizada, de modo que cada comunidade produzia a maioria de todas as suas necessidades.

10 A SEGUNDA ONDA > O industrialismo criou uma contracivilização estranha, poderosa e febrilmente energética em relação à Primeira Onda. Foi mais do que chaminés e linhas de montagem. Foi um sistema social rico, multiforme, que tocou todos os aspectos da vida humana e atacou todas as feições do passado da Primeira Onda. > Produziu a grande fábrica, mas também colocou o trator na fazenda, a máquina de escrever no escritório, a geladeira na cozinha. Produziu o jornal e o cinema, o trem suburbano e o avião. Deu-nos o cubismo, a música de 12 tons, a Bauhaus, as greves, as pílulas de vitaminas e o prolongamento da duração da vida. Universalizou o relógio de pulso e a urna eleitoral. Mais importante, interligou todas essas coisas - montou-as como uma máquina - e formou o sistema social mais poderoso, coeso e expansivo que o mundo já conheceu.

11 CONTINUAÇÃO > A condição prévia de qualquer civilização é a energia. Enquanto as sociedades da Primeira Onda tiravam sua energia de baterias vivas - potência muscular humana e animal - ou do sol, do vento e da água, todas as sociedades da Segunda Onda extraíram sua energia de combustíveis fósseis insubstituíveis. Isto significou que o homem passou a consumir o capital da natureza em vez de apenas viver do seu rendimento. Esta mudança representou passar de energia dispersa a energia concentrada, de renovável a não renovável, de muitas fontes e combustíveis diferentes para uns poucos. > O salto para um novo sistema de energia foi acompanhado por uma gigantesco avanço tecnológico. A tecnosfera agrícola foi substituída por uma tecnosfera industrial: energias não renováveis eram ligadas diretamente a um sistema de produção em massa que por sua vez, fazia jorrar mercadorias para um sistema de distribuição em massa.

12 CONTINUAÇÃO > A esta tecnosfera da Segunda Onda, precisava de uma sociosfera igualmente revolucionária.onde a agricultura predominava, as pessoas viviam em grandes grupos multigeracionais. Todos vivendo sob o mesmo teto, trabalhando juntos numa unidade econômica de produção. A produção econômica deslocou-se do campo para a fábrica, a família não mais trabalhava junta como unidade. Para liberar trabalhadores para o serviço na fábrica, funções básicas da família eram distribuídas para novas instituições especializadas (a escola, o asilo...). Acima de tudo a nova sociedade exigia mobilidade. Desagregada pela migração para as cidades, as famílias ficaram menores, mais móveis e mais adequadas às necessidades da nova tecnosfera. > Além disso, quando o trabalho passou dos campos e casas, as crianças tinham de ser preparadas para a vida da fábrica. O resultado foi uma educação em massa, embutida no modelo industrial, ensinava leitura, escrita, aritmética e outras matérias. Este era o currículo aberto.

13 CONTINUAÇÃO Por baixo dele, escondia-se um currículo invisível. Consistia este em três cursos: pontualidade, obediência e trabalho repetitivo. Ou seja aquilo que o trabalho na fábrica exigia. Assim, cada vez mais cedo as crianças iniciavam seus estudos, o ano letivo se tornava cada vez maior e o número de anos de ensino escolar também aumentava. > A imortalidade com a sociedade anônima. > Além da tecnosfera e da sociosfera surge também uma infosfera para produzir e distribuir informações.

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