REINDUSTRIALIZAÇÃO E FOMENTO INDUSTRIAL. Mira Amaral analisa Págs. IV e V

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1 Este suplemento faz parte integrante da Vida Económica nº 1501, 12 de julho 2013, e não pode ser vendido separadamente REINDUSTRIALIZAÇÃO E FOMENTO INDUSTRIAL Mira Amaral analisa Págs. IV e V Rui Leão Martinho, Bastonário da, refere Págs. II e III Professores da Faculdade de Economia do Porto analisam Págs. VI e VII

2 II Editorial ANTÓNIO MANUEL CUNHA Delegação Regional Norte Presidente Estamos mal, mas menos Em Julho de 2012 escrevi neste mesmo suplemento do jornal Vida Económica: Gostaria de ver os nossos políticos a debater estes temas (garantia da estabilidade financeira de Portugal e captação de Investimento externo), e a fazer lóbi junto do Conselho Europeu para esse fim, em vez de os ver a debater se devemos continuar com os sangramentos e sanguessugas (mais austeridade) ou se devemos pedir mais bebidas alcoólicas para aliviar a dor (mais tempo e dinheiro). Passados 12 meses, as coisas correram melhor do que eu esperava. Poucas semanas depois, Mário Draghi afirmou que faria tudo o que fosse necessário para salvar o euro, e criou o programa de compra de obrigações soberanas (OMT), que permitiu a Portugal iniciar o seu regresso ao mercado de dívida. No início deste ano, o Governo iniciou trabalhos para fomentar a captação de investimento externo, seja através dos vistos dourados, incentivos fiscais, diplomacia económica, e até o Governo alemão comprometeu-se a financiar as PME portuguesas através do seu Banco de Fomento. A balança corrente está equilibrada, pelo que o ajustamento do sector privado está em curso, e em princípio, tudo o resto constante, o sofrimento económico dos cidadãos e das empresas não teria de piorar muito mais. Teríamos atingido um fundo, e a partir daqui teríamos finalmente alguma estabilidade. No entanto, o ajustamento do sector público não foi conseguido, estando inclusive a despesa primária (antes dos juros) a subir. Sabemos que não é fácil, mas é importante que seja dito: se o ajustamento do sector público não for efectuado, haverá mais sofrimento para o sector privado, seja sob a forma de mais impostos, ou mediante redução dos serviços públicos. Não me compete opinar sobre decisões políticas, mas tal como o FMI avisa, parece que entrámos numa fadiga política que impede o governo de reformar o Estado nos termos que constavam do programa de troika e do seu próprio programa eleitoral, sufragado pela maioria dos portugueses. Goste-se ou não se goste do programa, a realidade é que uma boa parte das reformas propostas pelo FMI não foram implementadas por manifesta oposição de alguns dos principais actores políticos portugueses. Ouvimo-los pedir a saída do FMI da troika por um motivo: as reformas propostas pelo FMI, e ainda não implementadas, afectam directamente esses intervenientes. Escrevo à vontade, pois a Ordem dos Economistas acatou sem reservas as decisões vertidas no programa da troika, tendo submetido a proposta da necessária alteração estatutária ao Senhor Ministro da Economia. Como nunca a exerceu qualquer tipo de limitação de acesso à profissão, não temos nada a temer. Aceitamos o pluralismo, e damos voz a opiniões discordantes acerca de temas de Economia Política, nomeadamente através da publicação deste suplemento, onde entrevistamos vários colegas com visões distintas do caminho a seguir. Sendo a Economia como a Medicina, vale sempre a pena ouvir uma segunda opinião. Ouça-a hoje, lendo este suplemento. A pedido do autor este artigo não segue ainda o novo acordo ortográfico RUI LEÃO MARTINHO, BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ECONOMISTAS, REFERE VÁRIAS MEDIDAS JÁ DEVIAM TER SIDO Rui Leão Martinho, Bastonário da, considera que o caminho da economia portuguesa será longo e árduo, mas está convicto que no final o país ficará melhor posicionado para enfrentar o futuro, alertando no entanto, para a necessidade da salvaguarda da coesão nacional. Não deixa, contudo, de afirmar que, de certa forma, foi inadequado ter-se começado o ajustamento por aumentos de impostos e taxas, bem como por quebras de rendimento disponível, sem desde logo ter sido traçado um programa faseado de cortes inteligentes no setor público e de lançamento das bases para o crescimento económico. Enfatizando o papel da Ordem na realização de estágios profissionais que facilitem a inserção dos jovens economistas no mercado de trabalho, Rui Leão Martinho releva também iniciativas da Ordem a que preside que visam o debate e reflexão sobre modelos de desenvolvimento económico e social e sobre as competitividade das empresas nacionais. E delas destaca o Projecto Farol dinamizado em cooperação com o Fórum de Administradores de Empresas e a Ordem dos Engenheiros que pretenderá consubstanciar em breve um efetivo programa de crescimento económico bem como a realização em Outubro próximo do Congresso dos Economistas subordinado ao desafiante tema Reinventar Portugal. ALBANO DE MELO Vida Económica (VE) - À luz de uma diretiva da União Europeia, a estrutura e funcionamento das Ordens Profissionais poderão sofrer significativas alterações. Qual o ponto de vista expresso pela a este propósito? Rui Leão Martinho (RLM) - No passado dia 10 de fevereiro, entrou em vigor a Lei 2/2013, que incide sobre a estrutura e funcionamento das Ordens Profissionais. Este diploma, cujo articulado me suscitou reservas desde o início por ter um pendor excessivamente regulamentador que melhor se aplicaria, por exemplo, a institutos públicos do que a Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas A Lei 2/2013, que incide sobre a estrutura e funcionamento da Ordens Profissionais e sobre a qual sempre tive algumas reservas, já tem em conta o estipulado nas directivas europeias, nomeadamente no acesso ao exercício da profissão. Não é crível que ocorram mais alterações. Ordens Profissionais, já tem em conta o que consta das Diretivas Europeias relativas às qualificações profissionais e aos serviços. Ou seja, as disposições relativas à estrutura e funcionamento das Ordens Profissionais e as referentes ao acesso e exercício de profissões regulamentadas. É de admitir que ambas as diretivas que referi possam vir a ser alteradas, mas presumo que não naquilo que são os seus traços essenciais e que a Lei 2/2013 já teve em conta. Não é, pois, crível nem desejável que um processo complexo e moroso, como é este em curso, de adaptação dos Estatutos das Ordens Profissionais, venha passado pouco tempo a ser, de novo, reiniciado com um enquadramento jurídico diferente. VE Não sendo obrigatória a inscrição na Ordem de licenciados em economia e gestão (ciências empresariais), qual o papel que complementarmente a Ordem tem tido em matérias tão sensíveis como a formação e a empregabilidade dos jovens quadros? RLM - A, que foi criada há cerca de quinze anos e segue um modelo anglo-saxónico, caracteriza-se por uma adesão voluntária dos profissionais da área das ciências económicas e nunca criou quaisquer barreiras artificiais à entrada dos jovens economistas no mercado de trabalho. São várias as vantagens de estar na Ordem, ser seu membro e poder ter acesso a vários serviços e iniciativas desenvolvidas pela própria Ordem. Entre essas iniciativas, conta-se a criação de uma bolsa de estágios, destinada a potenciar aos seus membros estagiários a realização dos obrigatórios estágios profissionais para a sua passagem a membros efetivos. A Ordem considera também que estes estágios podem facilitar a inserção na vida ativa dos jovens licenciados e contribuir, assim, para diminuir a taxa de desemprego. Neste momento, aguardamos que o Impulso Jovem possa abranger os estágios profissionais que os membros estagiários têm de realizar, bem como a possibilidade de podermos noutros programas que sejam apoiados por fundos comunitários destinados a combater o desemprego jovem e a auxiliar a sua inserção no mercado de trabalho. Criámos, igualmente, uma Bolsa de Emprego, em colaboração com várias empresas de recruta-

3 III TOMADAS PARA ALIVIAR AS EMPRESAS E AS FAMÍLIAS mento de recursos humanos que dá a conhecer aos membros as oportunidades que, nas várias áreas, o mercado de trabalho vai apresentando. VE A economia portuguesa encontra-se numa situação muito delicada. Pessoalmente, que perspetivas assume para a respetiva evolução? RLM - A situação portuguesa é, como diz, muito delicada. Estamos desde há dois anos a cumprir um programa de correção das contas públicas que foi objeto de um memorandum de entendimento celebrado entre o Governo português e a troika. Com sofrimento e dor, mas também com vontade de cumprir e ultrapassar esta situação, tem o povo português vindo a passar restrições e austeridade que se tem traduzido numa quebra da procura interna, numa quase ausência de investimento e num aumento de desemprego. Optou-se, desde o início, na correção através do aumento de impostos e taxas e numa diminuição dos rendimentos disponíveis, sem se ter traçado um programa faseado e inteligente de cortes no setor público e sem ter sido lançado um programa para o crescimento. Claro que austeridade e crescimento simultâneo são difíceis de implementar, mas várias medidas poderiam já ter sido tomadas para aliviar as famílias e as empresas, compensando o acréscimo da carga fiscal e a diminuição de receitas e do rendimento disponível. Estas medidas começaram este ano a ser tomadas, algumas positivas e no rumo certo que pode propiciar desenvolvimento e atração de investimento direto, havendo outras, ainda em estudo, que deverão rapidamente ser concluídas e entrarem em vigor. As empresas já instaladas necessitam de pagar menos impostos, caso tenham lucros e os reapliquem, de estudar uma possível dispersão de capital na Bolsa, de se conectarem com outras empresas neste mundo global, tornando-se mais competitivas, geridas eficientemente e poderem atingir uma situação que lhes permita criar postos de trabalho novos mercê de maior competitividade e eficiência. As novas empresas a criar irão resultar da atratividade que Portugal possa ter para os investidores. Desde logo, através de um licenciamento simples e célere (Balcão Único?), de um quadro fiscal competitivo com outros países e sustentado por um período longo (10 anos?), pela garantia de um funcionamento célere da justiça, entre outros fato- Pretendemos reforçar as bolsas de estágios profissionais que assegurem a passagem a membros efectivos da Ordem res. E este quadro deve ser estendido aos investidores, sejam eles estrangeiros, nacionais ou da diáspora. Quanto às famílias, há que incentivar a poupança, mostrar as vantagens da preparação da reforma, diversificar as possíveis aplicações do aforro e ir decrescendo gradualmente a imposição fiscal, seja no que respeita ao IRS, seja nalgumas categorias de serviços e bens sujeitos ao IVA (restauração?). Estamos precisamente a um ano do final deste programa de ajustamento. Muito de positivo já se conseguiu: saldo primário do Orçamento de Estado positivo; balança comercial favorável; regresso, embora mitigado, aos mercados através de emissões com várias maturidades e montantes bem recebidas; algumas extinções de organismos públicos; um espírito alargado de contenção quer das pessoas em geral, quer das organizações. Portugal está numa fase de viragem, tal como uma parte da Europa. A conjuntura mudou, a globalização, por um lado, e a entrada na Zona Euro, por outro, vieram pôr a nu as debilidades e a impreparação de alguns países, tal como Portugal. E, por isso, teremos de persistir por alguns anos num caminho de ajustamentos e de reformas, de diminuição de despesas públicas, de aumento da produtividade e da competitividade da economia portuguesa, enquadrados na União Europeia, que também está a sofrer alterações para se reajustar aos imperativos atuais e na Zona Euro onde, apesar das presentes dificuldades, Portugal tem o seu lugar. A caminhada é longa e árdua, mas, no final, Portugal ficará melhor posicionado para enfrentar o futuro, não devendo, no entretanto, deixar de reconfigurar a economia, tomando rapidamente as medidas necessárias para tal e manter a coesão social. Os portugueses merecem começar a vislumbrar a curto prazo um caminho de progresso e desenvolvimento. Isso encorajá-lo-á a trabalhar e voltar a acreditar no futuro.e nesta fase de início de um novo século e com tantas manifestações de descontentamento pelo mundo fora, Portugal deveria também repensar o modelo político sob o qual temos vivido, pois o actual parece estar esgotado. VE Tem a dinamizado iniciativas que visem o debate e reflexão sobre o modelo de competitividade macroeconómico e das empresas nacionais em particular? RLM - Desde o início deste meu mandato como Bastonário que orientei os objetivos em volta da compreensão da atual situação, da discussão de alternativas, da nossa inserção na Europa e das nossas ligações aos países de língua portuguesa, dos aspetos sociais e da formação permanente dos membros. Assim, foram organizados vários ciclos de conferências sobre o estado atual da economia portuguesa, sobre o Memorandum de Entendimento e o seu cumprimentos ao longo do tempo, do rumo da Europa (o eixo franco-alemão,as reformas a fazer, o euro) ou ainda sobre a longevidade e as suas várias implicações com a educação, a saúde, a família ou a poupança ou também sobre a necessidade de um novo contrato social. Muitas destas iniciativas contaram com parcerias quer com o Banco de Portugal, quer com a Fundação Calouste Gulbenkian, bem como com a Ernst A economia portuguesa percorrerá uma caminhada longa e árdua, mas no final o país ficará melhor posicionado para enfrentar o futuro, não devendo no entanto deixar de reconfigurar a economia - tomando medidas rapidamentee de assegurar a coesão social Young, com a revista Economia e Segurança Social, a Soc. de Advogados Garrigues e muitos outros que têm permitido uma atividade regular e que abrange um público cada vez mais diversificado. Criámos com o Fórum de Administradores de Empresas e a Ordem dos Engenheiros, o Projeto Farol, entre outras organizações um think-tank, que institucionalizámos através de escritura pública e que se destina a estudar e publicar, posteriormente, propostas concretas para o crescimento económico. Daí o nome que demos a este think-tank. Chama-se Missão Crescimento. Vai começar em breve a apresentar esses trabalhos que serão também divulgados junto dos decisores políticos e conta estabelecer ligações com outros think-tank estrangeiros ou portugueses para uma maior coordenação e divulgação. VE O próximo Congresso dos Economistas, a ocorrer no próximo Outubro, será com certeza uma dessas iniciativas mais marcantes? RLM - Efetivamente, vamos realizar, em 8 e 9 de outubro, no CCB, em Lisboa, o Congresso dos Economistas que vai reunir oradores de vários países e espera receber um número significativo de inscrições. Vamos debater sob o tema Reinventar Portugal na nova economia global aspetos tão importantes como são discutir que economia queremos e podemos ter, que tecido empresarial podemos aspirar, seja na agricultura, nas atividades do mar ou na indústria, que Estado vamos ter, que qualificação, que cultura e que inovação podemos construir, que mercado e que parceiros deveremos ter e, finalmente, qual a responsabilidade social dos economistas e das empresas. Teremos como oradores estrangeiros o Prof. Eckhart Stratenschulte, presidente do Europaische Institut, um importantíssimo think-thank de Berlim, o Prof Liming Wang, profundo conhecedor da realidade chinesa e professor na Universidade de Dublin, o Sr. Lars Jonung, que preside ao Conselho de Finanças Públicas da Suécia e que esteve profundamente envolvido na reforma do seu país, o Sr. Husnu Dilemre, da Turquia, representante do seu país na OCDE e o Dr. Joaquim Tobias Dai, que preside à Associação Moçambicana de Economistas. Como oradores portugueses, destaco o Governador do Banco de Portugal, Dr. Carlos Costa, o Dr. João Salgueiro, o Dr. Joaquim Aguiar, o Dr. Félix Ribeiro, o Dr. Henrique Granadeiro, o Dr. Tiago Pitta e Cunha, o Dr. Silva Peneda, a Dra. Teodora Cardoso, o Prof. Gomes Mota, o Dr. Rui Vilar, o Dr. Vasco Graça Moura, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, o Dr. Vitor Bento, o Dr. Vasco de Melo, o Dr. José Honório e o Dr. António Mexia. Os assunto a debater serão abordados com profundidade, com tempo e dar-se-á oportunidade aos membros ou convidados que assistam de intervir, criando uma interação entre oradores e público. É uma oportunidade de discutir os temas que importam para o nosso futuro, com especialistas das várias áreas, e será uma demonstração da capacidade da em responder aos anseios e interrogações sobre o momento que vivemos dos nossos membros. Quer sobre o Congresso, quer sobre outros aspetos que abordámos nesta conversa, poderão os leitores encontrar mais pormenores no site da Ordem.

4 IV LUÍS MIRA AMARAL, EX-MINISTRO DA INDÚST REINDUSTRIALIZAÇÃO E LUÍS MIRA AMARAL Engenheiro e Economista Professor Catedrático Convidado de Economia e Gestão IST Presidente Executivo do Banco BIC Português Uma era chega ao fim quando as suas ilusões básicas estão esgotadas. É o que está a acontecer em Portugal, onde a grande questão continua a ser a da competitividade externa I - A REINDUSTRIALIZAÇÃO O Ocidente EUA e Europa parecia ter perdido a indústria para a China, mas nos EUA começa-se a sentir que a deslocalização industrial para a China e para outros países emergentes foi longe de mais. Com efeito começa-se a perceber que: - quando se deslocaliza produção industrial por razões de custos salariais, haverá alguns ganhos de curto prazo, mas esses não tomam em conta custos logísticos, os riscos de gestão das cadeias de abastecimento e que as empresas subcontratadas, depois de dominarem a tecnologia, avançam para a inovação e para a criação de marcas, acabando muitas vezes por constituir uma séria ameaça à empresa ocidental. - há uma ligação entre produção industrial, desenvolvimento tecnológico e inovação. Quando se deslocalizam produções industriais de forma duradoura, a capacidade de desenvolvimento de novos produtos e a inovação acabam por ser postos em causa na empresa que deslocalizou. Os EUA já não conseguirão fazer retornar muitas produções industriais que deslocalizaram porque entretanto perderam esses skills industriais. Mas nos EUA os seus típicos pontos-fortes estão neste momento a gerar uma revitalização da sua indústria, e a aumentar a sua liderança tecnológica como é evidente nas redes sociais e no cloud computing Nas novas indústrias com elevado crescimento como maquinaria industrial, robótica, aeroespacial, biotecnologia, automóveis elétricos e baterias recarregáveis, nanotecnologia há a consciência que não se deve seguir o paradigma do fim do século XX: os EUA investigavam, concebiam e desenvolviam os novos produtos mas depois a produção industrial era integralmente feita na China e noutros países emergentes. Voltar-se-á a produzir de novo nos EUA, com maior integração dos segmentos da cadeia de valor no próprio território. O enfraquecimento do dólar e o controle de salários nos EUA permitem-lhe voltar a ser de novo uma plataforma industrial. Os EUA continuam a ser a economia mais competitiva do Mundo. Ela é conduzida pelas forças de mercado e não pelo planeamento central, é muito inovadora, recompensa a inovação e protege a propriedade intelectual. Os EUA continuam a ser o maior mercado para bens e serviços sofisticados. Os EUA estão a mostrar que, quando se investe nas pessoas e nas tecnologias e se criam novos modelos de negócio, é possível trazer de volta a indústria. Os custos dos fretes nos transportes, os custos de materiais e os salários aumentam na China, onde não se tem controlo da cadeia de abastecimento. Numa altura em que o time-to-market é essencial, separar a I&DT e o desenvolvimento da produção não fará grande sentido. A produção industrial depende do ecossistema em que se vive. Necessita de fontes de capital, boas escolas técnicas e universidade. Há postos de trabalho e atividades industriais que podem voltar ao Ocidente se se tornar em conta todos os custos e não apenas os custos laborais. A partir dos anos 80 do século passado, o poder nas empresas passou dos responsáveis pela produção para os financeiros, que serviriam como agentes dos mercados financeiros com terríveis pressões para os retornos de curto prazo. Os financeiros viram então a atividade de produção apenas como um centro de custos e daí a tendência para o outsourcing e o offshoring, pondo em causa a capacidade para inovar, pois não consideravam a produção industrial parte dum sistema de inovação. Tudo isto está a ser posto em causa nos EUA e espero bem que esta discussão chegue à Europa, onde até agora apenas a Alemanha parecia contrariar este modelo de desindustrialização. Japão, Coreia do Sul, Alemanha, China têm sido as potências industriais. É imperioso que outros países europeus reforcem este come-back para a reindustrialização. O problema europeu não é apenas um problema financeiro da crise de dívidas soberanas. É preciso perceber que a Europa envelheceu, acomodou- -se a ser a potência do life-style e tem perdido empregos industriais para os outros continentes. Se se perceber que é nos empregos industriais que se gera maior valor acrescentado e que os serviços estão intimamente ligados à atividade industrial, percebe-se que a desindustrialização europeia é uma causa determinante do seu impasse económico e da malaise europeia. II O CASO PORTUGUÊS A aposta na indústria e nos bens transacionáveis Como dizia Artur Miller, uma era chega ao fim quando as suas ilusões básicas estão esgotadas É o que está a acontecer em Portugal quando se percebe que: - a adesão à União Económica e Monetária não fez esquecer o problema da balança de pagamentos com o exterior, pois uma União Monetária entre Estados Soberanos é vulnerável às crises de Balanças de Pagamentos dos Estados membros. - o Estado e a aposta nos bens não transacionáveis não se pode substituir numa pequena economia aberta como a nossa ao setor dos bens transacionáveis; - o Estado não é uma fortaleza inexpugnável e as finanças públicas podem entrar em default. Não mais é possível pensar que a simples ultrapassagem da crise pelo núcleo duro da União Europeia, coisa que neste momento não é evidente face à crise da zona euro, nos iria resolver o problema, arrastando, como acontecia no passado, as exportações dos setores tradicionais, os quais hoje estão seriamente ameaçadas pela globalização. Assim sendo, isso não chega para reequilibrar a balança externa e pagar os juros do endividamento externo. Temos uma oferta de bens e serviços transacionáveis com a qual não conseguiremos ter uma trajetória de convergência com a União Europeia. O crescimento económico e as preocupações de competitividade precisam naturalmente de ser acompanhadas por preocupações de distribuição de riqueza. Se não houver coragem para criar um ecossistema favorável à competitividade empresarial e à criação de emprego, a crise social vai agravar-se dramaticamente. A grande preocupação da política económica tem de ser então a questão da competitividade. Só tornando o país mais produtivo e competitivo é que poderemos melhorar a prazo a nossa qualidade de vida e reduzir as desigualdades. Fala-se muito na necessidade de aumentar as exportações. Mas sem competitividade não teremos produtos para vender no mercado internacional! Portugal nunca assumiu as políticas financeiras e económicas essenciais à competitividade externa e sustentabilidade financeira, indispensáveis à participação no euro. Ao esforço feito para aderir seguiu-se logo o abandono de políticas exigentes e indispensáveis. A perda de competitividade evidenciada pelo défice da balança corrente atingiu níveis de alarme desde 2000 e a crise actual, potenciada pela crise internacional, não será resolvida sem encarar, de forma decidida e persistente, as raízes do problema. Em meados dos anos 90, a agricultura e a indústria representavam quase 30% do PIB. Hoje representam apenas 16%. Há que voltar a pensar de novo nas atividades produtivas, reindustrializando o país! Por outro lado, ao contrário dos EUA, nós não fomos tão longe na deslocalização industrial pelo que não temos ainda o problema de termos perdido os nossos skills industriais. Temos que aproveitar a nossa flexibilidade evoluindo para produtos individualizados e pequenas series, como o vestuário e o calçado estão a fazer, com grande qualidade, com entrega rápida em mercados exigentes. Um pequeno país como Portugal terá grande dificuldade em competir com grandes economias massificadas em produtos pouco valorizados e tem que usar a flexibilidade da sua mão-de-obra para aproveitar rapidamente as oportunidades. Tudo isto é naturalmente facilitado pelos atuais sistemas de informação que permitem processos industriais flexíveis e entregas rápidas das pequenas séries coisa que as grandes economias massificadas terão dificuldade em fazer. III - UM NOVO PROGRAMA DE APOIO À INDÚSTRIA E AOS BENS TRANSACIONÁVEIS: a aposta para o crescimento É aqui que se jogam a competitividade externa, o crescimento e o emprego. É, então, essencial e impõe-se no pós-crise um novo programa de apoio focado nos bens e serviços transacionáveis, com um âmbito de intervenção setorial com a lógica do PE- DIP que na minha visão deveria ter os seguintes eixos: 1. Fomentar o agrupamento dos setores industriais em clusters, levando ao adensamento das relações intra-industriais com mecanismos de acesso ao crédito através dos sistemas de garantia mútua. 2. Dinamização dos clusters e pólos de competitividade, ligando universidades, institutos politécnicos e centros de investigação com empresas e respetivas associações nos vários setores da indústria portuguesa. 3. Revitalização das infra-estruturas tecnológicas criadas pelo PEDIP, designadamente dos centros tecnológicos, com o apoio a novos institutos de novas tecnologias nos domínios da biotecnologia, nanotecnologia e tecnologias energéticas. 4. Sistema de Incentivos Financeiros à Inovação e Investigação Industrialmente Orientada nas empresas, privilegiando as ligações às universidades e aos centros de conhecimento. 5. Apoio à criação de Núcleos de Inovação nas PME e de Centros do I&DT nos grupos económicos e empresas. As empresas que tenham estes núcleos e estes centros deverão fazer parte do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN) em

5 V TRIA E ENERGIA, DEFENDE PROGRAMA PARA E FOMENTO INDUSTRIAL perfeita igualdade com as universidades e os centros de investigação no que toca aos apoios públicos. 6. Revitalização dos Laboratórios do Estado das áreas industriais e agro-industriais, passando os seus investigadores a serem classificados em função das patentes criadas e do trabalho feito em ligação com as empresas. 7. Sistema de incentivos ao investimento inovador, englobando a logística, distribuição e racionalização energética e ambiental. 8. Reforço dos mecanismos de garantia mútua criados no PEDIP II para apoio ao investimento produtivo e ao fundo de maneio das empresas. 9. Apoio da AICEP à promoção externa das empresas e marcas e ao investimento externo na logística e nos canais de distribuição, em consonância com a criação de valor na economia global. 10. Reformulação dos Centros de Formação Protocolares de modo a formarem os talentos de que a indústria hoje necessita. 11. Revitalização das Escolas Tecnológicas lideradas pelo Ministério da Economia, funcionando em rede com as infra-estruturas tecnológicas e as empresas industriais e não sob a alçada do sistema formal de ensino, como está a acontecer. 12. Lançamento de um Programa Universidade-Indústria por forma a: - Criar uma imagem positiva para a indústria portuguesa nos jovens do ensino superior e universitário; indústria, nos nossos dias, é criatividade, design, conhecimento, inovação e não manufactura massificada! - Dotar os cursos do ensino superior e universitário com os skills necessários à actividade industrial moderna. 13. Lançar com as universidades portuguesas e seus institutos de formação para executivos um programa de acção-formação para introduzir jovens quadros nas empresas, com um apoio público transitório e sem as exigências aparentemente protetoras da actual legislação laboral. Tal levaria a que mantivesse a atual legislação para os que estão e se fizesse outra extremamente flexível para os jovens. Os jovens não querem a proteção falsa da legislação, querem oportunidades para mostrarem o que valem! 14. Reforço do Crédito Fiscal ao Investimento. 15. Introduzir a amortização do goodwill como custo fiscal para incentivar movimentos de concentração e de internacionalização. 16. Reduzir o tempo de reembolso do IVA, sincronizando para as PME o reembolso com o recebimento efetivo pelo produto ou serviço prestado. 17. Aplicar uma majoração, em sede de IRC, às despesas resultantes da contratação de pessoal especializado nas áreas técnicas, design, marketing e técnico-comercial 18. Reforçar e agilizar o SIFIDE, sistema de incentivos fiscais focalizando-o no apoio à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico industrialmente orientado e à inovação empresarial. 19. Negociar com a União Europeia uma derrogação transitória para concentração dos apoios financeiros, fiscais e para-fiscais nas empresa de bens e serviços transaccionáveis. IV -O NOVO BANCO DE FOMENTO O Banco de Fomento existiu em Portugal como banco de desenvolvimento numa altura em que a banca comercial apenas fazia crédito de cur- A aposta no fomento industrial só terá sucesso se houver uma política integrada entre a economia, indústria, a energia, o ambiente e a I&DT to-prazo, financiando o Fomento o investimento a médio-longo prazo. Tinha à sua disposição linhas de crédito de instituições como o KFW e o Banco Mundial que repassava para as nossas PME e empresas industriais. Eu próprio, como quadro do Banco de Fomento nos anos 70 do século passado, ao serviço da Promoção Industrial (actual Marketing de Empresas), visitava a nossa indústria a vender essas linhas de crédito. Depois, os bancos comerciais também passaram a fazer crédito de médio-longo prazo ao investimento. Em minha opinião, o Fomento poderia ter sido integrado na CGD, dando a esta as componentes da Banca de Empresa e de corporate finance da Banca de Investimentos que na altura a CGD não tinha. Como sabemos, o Banco de Fomento foi vendido ao Grupo BPI, transformando-se num banco comercial. Ao chegar ao Ministério da Indústria e ao ver- -me com a necessidade de ter uma Agência Financeira para gerir o PEDIP e os Fundos Comunitários, transformei, com a compreensão do então Ministro das Finanças Miguel Cadilhe, o IAPMEI nessa Agência. Fiz então o Programa de Engenharia Financeira do PEDIP, com capital de risco e o Sistema de Garantia Mútua, hoje ainda utilíssimo para financiar as PME através das linhas PME Investimento e PME Crescimento. Inspirando-me na experiência do Fundo EFTA gerido pelo Banco de Fomento lancei o Fundo de Desenvolvimento Económico alimentado pelos reembolsos de subsídios reembolsáveis (empréstimos à taxa zero) que eu criei no PEDIP II, pois nunca gostei dos subsídios a fundo perdido. Estava criado o quadro que, em colaboração e parceria com a Banca Comercial, tem funcionado até agora na gestão dos Fundos Comunitários. Neste contexto, não percebo porque é que o Estado há-de fazer um novo Banco de Fomento. Se acha que necessita dum Banco Público, tem a CGD, a qual já tem as competências nos Gabinetes de Empresas e na Caixa Banco de Investimento para aprofundar o apoio às PME e à indústria. É pô-la a implementar a Carta de Missão que o Governo lhe enviou. Se quer criar novos instrumentos de apoio às PME, reconhecendo as suas dificuldades no acesso ao crédito e os elevados spreads dos mesmos, poderá fazê-lo em parceria com a banca comercial que já tem mostrado essas competências nas linhas PME do Sistema de Garantia Mútuo. As linhas do BEI também estão à disposição de todos os bancos. Por outro lado, o Estado já criou a SOFID, European Development Financial Institution, integrada na rede europeia das EDFI para fazer o que no meu tempo o Banco de Fomento fazia como EDFI portuguesa no apoio a projetos empresariais, designadamente em África e no Espaço Lusófono. Então o que talvez valha a pena fazer é criar uma Agência Financeira (e não um Banco) com mais músculo e com mais flexibilidade para fazer o que o IFAP e o IAPMEI hoje fazem na gestão dos Fundos Comunitários V- AS NOSSAS EXPORTAÇÕES Sujeitos a uma política de austeridade inevitável mas em que os aumentos de impostos sobre as famílias e a atividade económica têm levado a doses excessivas de destruição económica, só temos neste momento como motor de crescimento a procura externa isto é, as exportações e será vital termos a prazo o investimento produtivo, pois uma economia não se aguenta sem investimento. Importa pensar não só em exportações mas também na substituição competitiva de importações por produção interna, casos por exemplo de produtos agrícolas e agro-industriais, ou seja, devemos pensar na produção de bens transacionáveis, que sejam competitivos quer nos mercados externos quer no doméstico aberto à concorrência externa. Será também desejável que as nossas exportações venham no futuro a ultrapassar 50% do PIB, números mais consentâneos com o perfil de pequenas economias exportadoras inseridas com sucesso na economia global e na cadeia de valor das multinacionais que operam à escala global. Em 1995, ano em que deixámos o governo, pela primeira vez as exportações de máquinas eléctricas e não eléctricas e material de transporte tinham ultrapassado a dos sectores tradicionais, sinal de que a política industrial que implementámos estava a alterar o nosso perfil exportador, com produtos com maior valor acrescentado e maior conteúdo tecnológico e com a crescente produção de bens de equipamento em complemento quer de produtos de consumo corrente de maior qualidade, como já estava a acontecer com o calçado, quer de produtos assentes em recursos naturais com maior transformação nacional, como estava a acontecer com as rochas ornamentais e fileira florestal, com a passagem da pasta à produção de papel. Importa reforçar essa via e também continuar a diversificação para mercados não comunitários. Mas, apesar do grande sucesso em mercados emergentes como Angola, estes não podem imediatamente substituir o peso ainda hegemónico dos mercados comunitários. Neste contexto, a procura externa para a economia portuguesa é naturalmente ensombrada em 2013 pelas fracas perspetivas para a Zona Euro, longe ainda de ter ultrapassado a sua crise, e com a recessão a estender-se da periferia para o Centro, atingindo a França e a Alemanha, com esta sujeita a dois choques simultâneos e negativos para as suas exportações, desaceleração na China/Ásia e contração dos mercados do Sul da Europa. Esperamos que o mérito dos nossos exportadores e o dinamismo dos mercados emergentes possam mitigar as perspetivas sombrias para a nossa procura externa na Europa e EUA. VI- O MEMORANDO PARA O CRESCIMENTO E PARA O EMPREGO Neste contexto, alguns breves comentários sobre o Memorando - Temos como únicos motores de crescimento os bens transacionáveis (exportações e substituição de importações) e o investimento, designadamente o IDE. Para isto, precisamos de reduzir drasticamente os custos de contexto (justiça, burocracia, licenciamento) e apostar na redução do IRC mas sobretudo na estabilidade do sistema fiscal. Mais do que a taxa nominal de IRC, os investidores estrangeiros preocupam-se com a estabilidade do sistema fiscal. Por isso, será desejável que nos trabalhos de reformulação do IRC haja quer um amplo consenso partidário entre o CDS, PSD e PS quer consenso com os parceiros sociais. (continua na página VIII)

6 VI É sempre com prazer que colaboro com a, através da sua Direcção Regional Norte. Desta feita foi-me pedido que me pronunciasse sobre o Documento de Estratégia Orçamental , apresentado pelo governo no passado mês de abril. A boa conceção e condução das políticas económicas exigem que a par da estratégia se explicitem as tácticas, isto é, que se declarem tanto as regras nos objectivos como as regras nos instrumentos. É assim com a política monetária e assim deve ser com a política orçamental. Embora as táticas constem factualmente do texto em questão, ainda que não em detalhe, o seu não reconhecimento formal é, talvez, a expressão da fragilidade que o Governo sente quanto à sua robustez. Na verdade, enquanto a estratégia goza de uma relativa unanimidade de posições, quanto mais não seja pela vinculação do Estado a acordos internacionais, as tácticas suscitam divergências cada vez mais extremadas entre os partidos do arco do poder. Por isso, sendo compreensível que as estratégias sejam enunciadas com um horizonte temporal que as leva até ao termo do primeiro biénio da próxima legislatura, já temo que o mesmo se não aplique às táticas escolhidas por este Governo. Em si mesmo, este documento não traz nada de novo ao que já se sabia por via dos relatórios que acompanham as propostas de lei do Orçamento do Estado, do Pacto Orçamental, em especial do critério do saldo estrutural incorporado na 7ª alteração à lei de Enquadramento Orçamental, assim como de comunicados e de declarações públicas. Portanto, não é evidente a sua utilidade, antes parecendo postar-se como mais uma peça burocrática. A credibilidade técnica do documento também não beneficia da respetiva introdução. Esta é um texto de recorte propagandístico-panfletário de indisfarçável autocongratulação pela obra realizada, o que, de resto, atravessa todo o documento. Sendo a estratégia a sustentabilidade das finanças públicas em termos da dívida pública como percentagem do PIB e, naturalmente, a trajetória dos saldos orçamentais, este documento detém-se longamente na identificação dos riscos na consecução destes objetivos. Curiosamente, entre eles figura com muito destaque a deterioração da área do euro, inclusivamente da crise da dívida soberana e o aumento da incerteza quanto à sua resolução. Quer dizer, mau grado copiosas declarações públicas de optimismo irrestrito quanto a esta matéria, a verdade é que o Governo alimenta dúvidas sobre a sustentabilidade da zona euro. Curiosamente também, os riscos associados à condução da política monetária, que tem adotado medidas não convencionais no quadro prevalecente das condições de zero lower bound, não são de todo relevados. Refiro-me em concreto aos efeitos prováveis da desactivação do QE pelo FED, à política monetária no Japão e, com especial nota, às incertezas que rodeiam o que tem sido a tábua de salvação dos países da periferia do Euro: o programa das OMT do BCE, agora mesmo sujeito à análise deliberativa do Tribunal Constitucional alemão. De facto, as incertezas em torno das OMT são anteriores a esta circunstância, pois ele resume-se a um muito vago comunicado do Conselho de Governadores do BCE; portanto, não está suficientemente descrito quanto às condições de acesso e às formas da sua aplicação. Nestas condições, pode-se dizer que é um programa que existe apenas na mente de algumas pessoas mas que, apesar disso, por via do impacto que teve sobre as expectativas, tem tido um enorme sucesso. PROFESSORES DA FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO Documento de Estratégia Orçamen Abel Fernandes, Professor Catedrático da Faculdade de Economia do Porto Nota: texto escrito em 5 de Julho de 2013 O Documento de Estratégia Orçamental é um texto de recorte propagandístico- -panfletário, de indisfarçável autocongratulação pela obra realizada A diminuição da população portuguesa e o aumento da esperança de vida são corretamente identificados como um sério desafio à sustentabilidade das finanças públicas no longo-prazo, tendo ademais em atenção as modestas taxas previstas para o crescimento do PIB real. Infelizmente, não são propostas quaisquer medidas para evitar a concretização desta ameaça que é, sem dúvida, das maiores à viabilidade do país enquanto Nação e Estado. A atitude do Governo é de passiva resignação. Contudo, na sua avaliação dos custos do envelhecimento da população portuguesa, com projeções até 2060, afirma-se que estas tomaram em conta o corte médio de 5% nos salários da função pública, o corte nos subsídios de Natal e de férias, tal como a suspensão da regra de indexação da actualização das pensões. A 50 anos de distância, estes pressupostos podem ser interpretados como a vontade do Governo em tornar estes cortes permanentes a partir de Porventura a concretização da tabela salarial única anunciada para 2014! Porventura, expliquem a cena do adiamento do pagamento do subsídio de férias para Novembro de 2013, uma medida mesquinha de retaliação contra os funcionários públicos e o Tribunal Constitucional. A estratégia é um défice global de 2,5% em 2015, um saldo estrutural deficitário de 0,5% em 2017 e um rácio dívida/pib de 60% em A este propósito, várias considerações. Em primeiro lugar, o Governo apresenta projeções quanto às variáveis de interesse e análises de sensibilidade, sem referir quais sejam os modelos económicos e econométricos utilizados. A credibilidade de um documento destes, e a das políticas que suporta, exigem a explicitação da metodologia. Em segundo lugar, a questão da medida estrutural do défice: esta não é uma medida objectiva, resulta de estimativas econométricas segundo modelos alternativos e conduzindo cada um deles a resultados potencialmente bem diversos (Fernandes, A Economia das Finanças Públicas, Almedina, 2010). Por outro lado, tratando-se do produto potencial, a sua medida deve ser ajustada à evolução do respetivo valor. No caso português, o PIB potencial tem-se reduzido fruto das políticas de austeridade, e não tenho notícias de que a sua estimativa tenha sido ajustada em conformidade. Ainda, o elemento crucial da consolidação das finanças públicas é a evolução da dívida pública; ora, esta não é determinada pelo saldo estrutural mas, também mas não só e não principalmente, pelo saldo global. Nestes termos, orientarmo-nos, numa conjuntura tão deprimente quanto esta, pelo saldo estrutural é um pouco como sofrer de alucinações quando se está perdido no deserto. O instrumento consiste em gerar um saldo primário positivo de 0,3% do PIB já em 2014, subindo ele aos 4,2% em 2017, através da redução continuada da despesa pública até 2016, com um razoável abrandamento do esforço em Nisto consiste a mistificação da apregoada reforma do Estado, que mais não é do que um véu para encobrir os reais motivos para tão grandes cortes num período em que a contração do PIB e a taxa de desemprego são já catastróficas. A circularidade de efeitos entre consolidação orçamental, nível de actividade económica e, de novo, consolidação orçamental, persiste em não ter grande significado para o Governo e é assim que se compreende que a taxa de desemprego prevista para 2017 seja ainda de 16,7%. Contudo, não são apresentados os números relativos à população ativa que entretanto emigrou ou desistiu de procurar emprego. De 2010 a 2012 a dívida pública tem seguido uma trajetória explosiva. Contudo, não se pense que tem nos défices orçamentais a sua principal causa. De acordo com o relatório que acompanha o Orçamento do Estado para 2013, o défice estimado para 2012 era de 8586 milhões de euros, enquanto as necessidades líquidas de financiamento ascendiam a milhões de euros, 2,5 vezes mais! Ou seja, o crescimento no stock da dívida pública advém da conjugação de operações entre receitas de passivos financeiros e despesas em activos financeiros concretizados seja em depósitos, seja em empréstimos a EPR (2,8 mil milhões) que não se conseguem financiar directamente no mercado, seja a não EPR, e na recapitalização do sistema bancário privado (4,3 mil milhões) e público (0,8 mil milhões). A emissão de dívida líquida foi reduzida em 2.2 milhões de euros fruto da reprivatização da EDP e da REN. E temos agora em 2013 o episódio degradante dos swaps para cuja liquidação o Orçamento retificativo prevê dotações em excesso de 1,0 mil milhões de euros! Ou seja, o descalabro do endividamento não está tanto nas despesas efetivas do setor público administrativo mas nas empresas públicas, e é aí que o esforço de consolidação se deveria agora concentrar! Para concluir este texto que já vai longo, não posso deixar passar o último capítulo deste documento, dedicado à reforma do processo orçamental, onde se inclui o controlo da sua execução. Nem uma palavra para o Tribunal de Contas, e para o desejável reforço das suas competências nesta matéria! Tudo muito concentrado no umbigo governamental. O papel do ministro das Finanças também é abordado; todavia, como os académicos muito bem o sabem, esse papel depende de elementos políticos, quais sejam, por exemplo, a constituição do Governo enquanto de coligação ou de maioria absoluta. Portanto, algo de inerentemente flutuante em função da orgânica de cada executivo. Em suma, um documento que não inspira confiança

7 VII ANALISAM tal No passado mês de Abril, o Governo divulgou o chamado Documento de Estratégia Orçamental (DEO), o qual faz projecções para a economia portuguesa, para o período compreendido entre 2013 e Entre os dados do Documento constam os seguintes: - a economia portuguesa apresentará em 2014 uma taxa de crescimento real do PIB de 0,6%, a qual aumentará nos anos seguintes, atingindo 2,2% em 2017; - haverá uma contínua redução do défice orçamental, o qual, em 2017, terá um valor residual de apenas 0,2% do PIB; - o rácio da dívida pública atingirá o valor máximo em 2014 (123,7% do PIB), caindo a partir daí, e atingindo o valor de 115% em Adicionalmente, pode ler-se no DEO o seguinte: - não há mais margem para aumentar impostos, pelo que o reforço do ajustamento orçamental terá que ser feito, a partir de agora, pelo lado da despesa; - nos primeiros dois anos da actual legislatura, a preocupação do executivo centrou-se na correcção do desequilíbrio das finanças públicas e, a partir de agora, vai passar a ser dada atenção ao crescimento. O conteúdo do DEO, nos aspectos acabados de referir, merece-me algumas considerações, que faço de seguida. Consideração 1 Fazer projecções para um horizonte temporal tão alargado é um exercício arriscado. As variáveis exógenas são tantas que, se tomarmos os valores dos indicadores como previsões, a margem de erro será seguramente elevada. Nem por isso, o exercício apresentado deixa de ser útil, nomeadamente se considerarmos os indicadores apresentados como as metas mínimas a serem perseguidas aquando do desenho das políticas. Consideração 2 Existem incertezas que desejavelmente não deveriam pôr em causa o exercício de projecção constante do DEO. Uma delas é a instabilidade governativa. Infelizmente, temos exemplos bem recentes de irresponsabilidade por parte de alguns líderes políticos que, a juntar à Numa 1ª fase a solução para a economia portuguesa passa pelo investimento e pela procura externa. A procura interna virá por arrasto! João Loureiro, Professor da Faculdade de Economia do Porto Nota: texto escrito em 4 de Julho de 2013 incerteza inerente ao funcionamento de qualquer economia, acrescentam ruído dispensável. Consideração 3 A constatação no DEO de que não há margem para aumentar impostos e que o ajustamento tem que prosseguir pelo lado da despesa, é tardia no tempo. As promessas eleitorais dos partidos que apoiam o executivo eram que o reequilíbrio orçamental seria feito pelo lado da despesa, mas aquilo a que assistimos foi a consecutivos aumentos de impostos. A redução estrutural da despesa, com a honrosa exceção do trabalho que tem sido feito pelo Ministro da Saúde, está, no essencial, por fazer. Entretanto, o enorme aumento dos impostos nos últimos dois anos não resolveu o problema do défice e contribuiu, significativamente, para a recessão que vivemos. Consideração 4 Não faz sentido hierarquizar temporalmente a ação do Governo em ajustamento orçamental e, só posteriormente, crescimento. Os dois objetivos poderiam (e deveriam!) estar presentes, em simultâneo, desde o início da legislatura. Consideração 5 Deve haver muito cuidado na forma como se pretende pôr o país a crescer e não se devem voltar a cometer os erros do passado. Pensar que a procura interna poderá ser o motor da economia é um erro grave. Face ao conjunto de restrições que o país enfrenta, a única solução passa, numa primeira fase, pelo investimento vocacionado para as exportações, a que se seguirá o aumento da procura externa. A procura interna recuperará por arrasto. Consideração 6 Os valores inscritos no DEO para o crescimento económico podem ser realistas. São contudo muito baixos face aos desequilíbrios que mantemos nas contas públicas e face à elevada taxa de desemprego que o país observa. A correção de qualquer um destes dois problemas terá que passar, inevitavelmente, por ritmos de crescimento económico bem mais acentuados. Consideração 7 Crescer de acordo com as necessidades do país exige criar um ambiente capaz de reter e atrair novo investimento, nomeadamente investimento estrangeiro. A criação de um ambiente amigo do investimento deve ser uma das prioridades da nossa política económica MARIA SANTA MARTHA / FREDERICO PERRY VIDAL PLMJ - Sociedade de Advogados, R.L. Com a entrada em vigor, em Novembro de 2012, do pacote legislativo em matéria de (i) arrendamento urbano [Lei n.º 31/2012, de 14 de agosto, que procede à alteração do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU)], (ii) obras em prédios arrendados e (iii) reabilitação urbana, procurou o legislador reforçar a tendência reformista que, de há vários anos a esta parte, vem restituindo à vontade das partes e à livre negociação entre elas um número crescente de matérias próprias da relação locatícia, permitindo, em simultâneo, uma actualização das rendas antigas. Ademais, procurou o legislador criar mecanismos mais eficazes de cessação do contrato de arrendamento por via extrajudicial, não só flexibilizando o regime anteriormente previsto de resolução do contrato por mera comunicação à parte faltosa (ou seja, com dispensa de intervenção judicial para a declaração dessa resolução) em caso de mora no pagamento da renda, encargos ou despesas de conta do arrendatário, como criando novos instrumentos destinados a agilizar o processo de cessação do contrato de arrendamento e de efetivação do despejo, designadamente, através da criação do Balcão Nacional do Arrendamento e do Procedimento Especial de Despejo. No que respeita à realização de obras em prédios arrendados, assinalam-se duas grandes alterações. Por um lado, a denúncia para demolição ou obras de remodelação ou restauro profundos passou a poder ser feita por mera comunicação do senhorio ao arrendatário. Por outro, foi abolido o regime especial transitório para os contratos para fins não habitacionais celebrados antes de 5 de Outubro de 1995, os quais passaram a estar sujeitos ao regime geral aplicável à denúncia do contrato para demolição ou realização de obras de remodelação ou restauro profundos. Volvidos que são oito meses sobre a entrada em vigor do referido pacote legislativo, impõese fazer um balanço sobre o sucesso da implementação destas medidas e sobre os entraves que ainda subsistem. Tendo por base a nossa experiência, apontamos como especialmente problemáticos os seguintes temas: atraso no processo de atualização de rendas (quando os arrendatários invoquem a situação de carência económica) por Nova Lei das Rendas - Balanço dos Primeiros Oito Meses atraso da Autoridade Tributária e Aduaneira na entrega do comprovativo do rendimento anual bruto corrigido; ausência de regulamentação dos mecanismos de proteção social que serão aplicáveis a arrendatários com idade igual ou superior a 65 anos ou deficiência com grau de incapacidade superior a 60% e em situação de carência económica findo o período de proteção transitório de 5 anos: o que sucederá aos arrendatários nesta situação quando forem obrigados a pagar rendas ao valor de mercado, ou quando forem despejados das suas habitações?; falta de regulamentação de medidas de proteção dos arrendatários nos arrendamentos para fins não habitacionais quando seja invocada a situação de carência económica findo o período de protecção transitório de 5 anos: findo o referido período, e na falta de acordo das partes acerca do tipo ou da duração do contrato, este considera-se celebrado, com prazo certo, pelo período de dois anos - o que significa que, na falta de acordo, o arrendatário poderá ser despejado do locado; falta de articulação com a legislação laboral: a cessação do contrato de arrendamento poderá suscitar problemas ao nível da manutenção da actividade comercial desenvolvida no locado e até ao nível da manutenção das relações laborais, pois, no limite, a cessação do contrato de arrendamento poderá ter como consequência a suspensão ou mesmo a extinção da atividade desenvolvida pelo arrendatário e, por consequência, a extinção de postos de trabalho e mais despedimentos; falta de regulamentação de medidas no caso de arrendamentos para fins não habitacionais quando a atividade desenvolvida no locado esteja condicionada pela própria localização (como é o caso das farmácias); entraves na articulação entre o Balcão Nacional do Arrendamento e os tribunais judiciais, que dificulta a prossecução de um dos objetivos da reforma: - o da agilização processual dos despejos. Sem prejuízo dos problemas acima apontados, que se nos afiguram carecer de afinação, reconhecem-se as virtudes desta reforma (ainda que chegada paulatinamente e com décadas de atraso), sendo evidente o potencial que encerram com vista à dinamização do mercado do arrendamento e da reabilitação urbana

8 VIII LUÍS MIRA AMARAL, EX-MINISTRO DA INDÚSTRIA E ENERGIA, DEFENDE PROGRAMA PARA REINDUSTRIALIZAÇÃO E FOMENTO INDUSTRIAL (continuação das páginas IV e V) -Importa reforçar medidas começadas no Programa de Engenharia Financeira que lancei no PE- DIP, designadamente a agilização dos mecanismos de capital de risco e das linhas PME Investimento do Sistema de Garantia Mútua. Interessante também apostar de novo num mercado de capitais para as PME, um junior market, já tratado aliás no meu tempo no PEDIP mas na altura as PME ainda não tinham consciência que importa diversificar do financiamento bancário por outros esquemas com reforço dos capitais próprios. -Importa que o fundamentalismo ambiental, presente na Europa e também no nosso Ministério do Ambiente, seja travado, por forma a termos um modelo de reindustrialização com respeito pelo ambiente mas que permita a nossa competitividade de forma realista no contexto do desenvolvimento sustentável. Também a energia tem que ser posta ao serviço da economia e não como aconteceu num passado recente em que a economia foi sobrecarregada com os excessivos custos de energia (electricidade e gás natural). Na eletricidade é preocupante a contínua escalada dos défices tarifários, devido às rendas excessivas dos produtores eólicos e dos CMEC da EDP. Ao contrário da promessa do Governo de acabar com os défices tarifários, tal não vai acontecer devido à manutenção dessas rendas excessivas, o que vai onerar a atividade económica. No que toca ao I&DT, é preciso perceber que quando se faz investigação, se investe (gasta-se dinheiro) para criar conhecimento e depois esse conhecimento deve ser passado para as empresas através da inovação empresarial, que é, no fundo, a criação de valor (ganhar dinheiro) através da aplicação desse conhecimento. O que importa agora é a ligação do I&DT à estrutura económica e empresarial, dinamizando o processo de inovação empresarial. As PME não têm escala para fazer investigação, as PME têm é de inovar. A aposta no fomento industrial (ou como alguns dizem) na reindustrialização do país sé terá sucesso se houver uma política integrada entre a economia/indústria, a energia, o ambiente e o I&DT. - O IDE será muito importante, no contexto Talvez o que valha a pena fazer é criar uma Agência Financeira não um banco com mais músculo e flexibilidade de forma a fazerem o que hoje o IFAP e o IPAMEI fazem na gestão dos Fundos Comunitários dum novo quadro fiscal competitivo, para esta estratégia de fomento industrial, como instrumento de criação de novas empresas e novas especializações industriais inseridas na economia global. Só que, no século XXI, interessará também o IDE das novas potências emergentes, como a China, Índia, Brasil e Angola e não apenas o IDE dos nossos tradicionais investidores, como a Alemanha, país em que, em todo o caso, teremos de fazer um novo esforço de divulgação do sucesso das empresas alemãs em Portugal, como é o caso da Bosch, Continental, Siemens e AutoEuropa. - Importa reforçar o apoio aos chamados polos de competitividade, ou seja, ao movimento de clusterização na economia portuguesa, de acordo com os ensinamentos trazidos pelo projecto Porter a Portugal em 1992 e que depois infelizmente não foram continuados no governo socialista que nos sucedeu em O Professor Michael Porter é um reputado guru de Estratégia Empresarial. Trouxe-o a Portugal, em 1992, liderando uma equipa que, conjuntamente connosco no então Ministério da Indústria e Energia, elaborou o Projecto Porter. O projecto seguiu a teoria desenvolvida no seu livro THE COMPETITIVE ADVANTAGE OF NATIONS, contemplando duma forma sistémica as duas ferramentas teóricas do modelo Porter: o diamente (ou losango) e a teoria dos clusters. Segundo o modelo, a competitividade de cada nação reside na otimização desse diamante aplicado aos clusters setoriais regionalmente concentrados, em que o país já possui vantagens comparativas, sendo esses clusters suportados em políticas públicas horizontais. Essas políticas públicas e a intervenção do Estado na economia destinavam- -se justamente em polir e dar brilho aos vértices do diamante. Os clusters setoriais evoluíram hoje em dia, no contexto da Teoria do Desenvolvimento Endógeno (de Paul Rommer), que deu suporte à chamada Economia do Conhecimento, para regiões de desenvolvimento integrado, clusters suportados no conhecimento, na inovação e nas tecnologias, integrados em vales de desenvolvimento tecnológico, com um incremento da fertilização cruzada entre universidades e empresas high-tech e com um sistema mais sofisticado de entidade de serviço relacionadas e de suporte. Esta clusterização passou a ser aplicada universalmente em todos os países que aspiram ao desenvolvimento económico e industrial. Tal é particularmente evidente na China, a nova potência industrial emergente, onde os clusters são uma das grandes vantagens das regiões costeiras onde se concentrou uma primeira fase da industrialização do país. -Na linha do já referido, importa que a UE perceba o problema da competitividade portuguêsa e que a sua política de concorrência permita uma derrogação transitória por forma a termos uma discriminação positiva no apoio aos setores de bens transaccionáveis. Também é importante a atuação do BCE no sentido de reduzir os prémios de risco dos países periféricos, através do seu programa de compra em mercado secundário de títulos da dívida pública, por forma a reduzir os spreads das taxas de juro dos países periféricos em relação aos países do Centro da Europa, hoje uma das grandes desvantagens competitivas das nossas PME e que tem levado a uma segmentação dos mercados financeiros e do crédito injustificável numa verdadeira União Monetária. Também o BEI deve reforçar o apoio ao financiamento das nossas PME. - Quando se fala em moderação salarial, logo se levantam vozes dizendo que o nosso país tem de se desenvolver através de salários elevados. Mas são esses mesmos que depois advogam uma saída do euro, o que levaria a uma brutal desvalorização e consequentes modelos de salários baixos. A saída do euro seria uma solução preguiçosa para aparentemente evitar as necessárias reformas estruturais mas que aprofundaria o nosso modelo de salários baixos e, por mais baixos que eles fossem, haverá sempre países com salários mais baixos que os nossos, pelo que não é sustentável esse modelo para Portugal. Como dizia Porter, nós estamos stuck in the middle, entalados entre os países que competem através de salários baixos e os países que já evoluíram para uma knowledge based economy. Temos que nos manter no euro e evoluir para o modelo dos países desenvolvidos. Além do mais, a nossa dívida externa (pública e privada) está em euros ou noutras moedas fortes e a nossa saída do euro não nos isentava dessas responsabilidades Notícias da Delegação Regional Norte da 30/JANEIRO Apresentação Planos de Negócio, no IPAM, em Aveiro, com a participação do Dr. António Manuel Cunha. 6/FEVEREIRO Seminário sobre Fundraising, com a Baker Tilly, no Porto26/ Apresentação sobre Parcerias Público Privadas, na FDUP (Conferência ELSA), por Dr. António Manuel Cunha 12/ABRIL Conferência do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande, no IPVC, em Viana do Castelo 12/ABRIL 1ª Conferência do Ciclo Há Luz ao Fundo do Túnel?, com a participação de Francisco Louçã, em Coimbra 22 E 23/ABRIL Seminário sobre IRC Preenchimento da Declaração Modelo 22, pelo Dr. Joaquim Alexandre Oliveira e Silva, na DRN-OE 24/ABRIL Condecoração pela Câmara Municipal do Porto, com a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro) em cerimónia de 24 de Abril, aos nossos colegas e membros da O.E.: Manuel de Oliveira Marques (ex-membro dos Corpos Sociais da DRN), Daniel Bessa Fernandes Coelho (membro do Conselho Geral da O.E.), Miguel José Ribeiro Cadilhe, António Monteiro de Magalhães e José Albino da Silva Peneda. 17/MAIO 2ª Conferência do Ciclo Há Luz ao Fundo do Túnel?, com a participação de Marques Mendes, em Coimbra 1/JUNHO Debate Profissões reguladas para quê, seguido de Sarau Cultural, em Coimbra, no âmbito do Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais. 19/JUNHO 3ª Conferência do Ciclo Há Luz ao Fundo do Túnel?, com a participação de Pires de Lima, em Coimbra 4/JULHO Sessão sobre Arrendamento, por PLMJ - Sociedade de Advogados RL, na DRN-OE FUTUROS EVENTOS: 10 a 18/Out. 4ª Mostra Fotográfica Economistas Amantes de Fotografia 10 a 19/Out. 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