REINDUSTRIALIZAÇÃO E FOMENTO INDUSTRIAL. Mira Amaral analisa Págs. IV e V

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1 Este suplemento faz parte integrante da Vida Económica nº 1501, 12 de julho 2013, e não pode ser vendido separadamente REINDUSTRIALIZAÇÃO E FOMENTO INDUSTRIAL Mira Amaral analisa Págs. IV e V Rui Leão Martinho, Bastonário da, refere Págs. II e III Professores da Faculdade de Economia do Porto analisam Págs. VI e VII

2 II Editorial ANTÓNIO MANUEL CUNHA Delegação Regional Norte Presidente Estamos mal, mas menos Em Julho de 2012 escrevi neste mesmo suplemento do jornal Vida Económica: Gostaria de ver os nossos políticos a debater estes temas (garantia da estabilidade financeira de Portugal e captação de Investimento externo), e a fazer lóbi junto do Conselho Europeu para esse fim, em vez de os ver a debater se devemos continuar com os sangramentos e sanguessugas (mais austeridade) ou se devemos pedir mais bebidas alcoólicas para aliviar a dor (mais tempo e dinheiro). Passados 12 meses, as coisas correram melhor do que eu esperava. Poucas semanas depois, Mário Draghi afirmou que faria tudo o que fosse necessário para salvar o euro, e criou o programa de compra de obrigações soberanas (OMT), que permitiu a Portugal iniciar o seu regresso ao mercado de dívida. No início deste ano, o Governo iniciou trabalhos para fomentar a captação de investimento externo, seja através dos vistos dourados, incentivos fiscais, diplomacia económica, e até o Governo alemão comprometeu-se a financiar as PME portuguesas através do seu Banco de Fomento. A balança corrente está equilibrada, pelo que o ajustamento do sector privado está em curso, e em princípio, tudo o resto constante, o sofrimento económico dos cidadãos e das empresas não teria de piorar muito mais. Teríamos atingido um fundo, e a partir daqui teríamos finalmente alguma estabilidade. No entanto, o ajustamento do sector público não foi conseguido, estando inclusive a despesa primária (antes dos juros) a subir. Sabemos que não é fácil, mas é importante que seja dito: se o ajustamento do sector público não for efectuado, haverá mais sofrimento para o sector privado, seja sob a forma de mais impostos, ou mediante redução dos serviços públicos. Não me compete opinar sobre decisões políticas, mas tal como o FMI avisa, parece que entrámos numa fadiga política que impede o governo de reformar o Estado nos termos que constavam do programa de troika e do seu próprio programa eleitoral, sufragado pela maioria dos portugueses. Goste-se ou não se goste do programa, a realidade é que uma boa parte das reformas propostas pelo FMI não foram implementadas por manifesta oposição de alguns dos principais actores políticos portugueses. Ouvimo-los pedir a saída do FMI da troika por um motivo: as reformas propostas pelo FMI, e ainda não implementadas, afectam directamente esses intervenientes. Escrevo à vontade, pois a Ordem dos Economistas acatou sem reservas as decisões vertidas no programa da troika, tendo submetido a proposta da necessária alteração estatutária ao Senhor Ministro da Economia. Como nunca a exerceu qualquer tipo de limitação de acesso à profissão, não temos nada a temer. Aceitamos o pluralismo, e damos voz a opiniões discordantes acerca de temas de Economia Política, nomeadamente através da publicação deste suplemento, onde entrevistamos vários colegas com visões distintas do caminho a seguir. Sendo a Economia como a Medicina, vale sempre a pena ouvir uma segunda opinião. Ouça-a hoje, lendo este suplemento. A pedido do autor este artigo não segue ainda o novo acordo ortográfico RUI LEÃO MARTINHO, BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ECONOMISTAS, REFERE VÁRIAS MEDIDAS JÁ DEVIAM TER SIDO Rui Leão Martinho, Bastonário da, considera que o caminho da economia portuguesa será longo e árduo, mas está convicto que no final o país ficará melhor posicionado para enfrentar o futuro, alertando no entanto, para a necessidade da salvaguarda da coesão nacional. Não deixa, contudo, de afirmar que, de certa forma, foi inadequado ter-se começado o ajustamento por aumentos de impostos e taxas, bem como por quebras de rendimento disponível, sem desde logo ter sido traçado um programa faseado de cortes inteligentes no setor público e de lançamento das bases para o crescimento económico. Enfatizando o papel da Ordem na realização de estágios profissionais que facilitem a inserção dos jovens economistas no mercado de trabalho, Rui Leão Martinho releva também iniciativas da Ordem a que preside que visam o debate e reflexão sobre modelos de desenvolvimento económico e social e sobre as competitividade das empresas nacionais. E delas destaca o Projecto Farol dinamizado em cooperação com o Fórum de Administradores de Empresas e a Ordem dos Engenheiros que pretenderá consubstanciar em breve um efetivo programa de crescimento económico bem como a realização em Outubro próximo do Congresso dos Economistas subordinado ao desafiante tema Reinventar Portugal. ALBANO DE MELO Vida Económica (VE) - À luz de uma diretiva da União Europeia, a estrutura e funcionamento das Ordens Profissionais poderão sofrer significativas alterações. Qual o ponto de vista expresso pela a este propósito? Rui Leão Martinho (RLM) - No passado dia 10 de fevereiro, entrou em vigor a Lei 2/2013, que incide sobre a estrutura e funcionamento das Ordens Profissionais. Este diploma, cujo articulado me suscitou reservas desde o início por ter um pendor excessivamente regulamentador que melhor se aplicaria, por exemplo, a institutos públicos do que a Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas A Lei 2/2013, que incide sobre a estrutura e funcionamento da Ordens Profissionais e sobre a qual sempre tive algumas reservas, já tem em conta o estipulado nas directivas europeias, nomeadamente no acesso ao exercício da profissão. Não é crível que ocorram mais alterações. Ordens Profissionais, já tem em conta o que consta das Diretivas Europeias relativas às qualificações profissionais e aos serviços. Ou seja, as disposições relativas à estrutura e funcionamento das Ordens Profissionais e as referentes ao acesso e exercício de profissões regulamentadas. É de admitir que ambas as diretivas que referi possam vir a ser alteradas, mas presumo que não naquilo que são os seus traços essenciais e que a Lei 2/2013 já teve em conta. Não é, pois, crível nem desejável que um processo complexo e moroso, como é este em curso, de adaptação dos Estatutos das Ordens Profissionais, venha passado pouco tempo a ser, de novo, reiniciado com um enquadramento jurídico diferente. VE Não sendo obrigatória a inscrição na Ordem de licenciados em economia e gestão (ciências empresariais), qual o papel que complementarmente a Ordem tem tido em matérias tão sensíveis como a formação e a empregabilidade dos jovens quadros? RLM - A, que foi criada há cerca de quinze anos e segue um modelo anglo-saxónico, caracteriza-se por uma adesão voluntária dos profissionais da área das ciências económicas e nunca criou quaisquer barreiras artificiais à entrada dos jovens economistas no mercado de trabalho. São várias as vantagens de estar na Ordem, ser seu membro e poder ter acesso a vários serviços e iniciativas desenvolvidas pela própria Ordem. Entre essas iniciativas, conta-se a criação de uma bolsa de estágios, destinada a potenciar aos seus membros estagiários a realização dos obrigatórios estágios profissionais para a sua passagem a membros efetivos. A Ordem considera também que estes estágios podem facilitar a inserção na vida ativa dos jovens licenciados e contribuir, assim, para diminuir a taxa de desemprego. Neste momento, aguardamos que o Impulso Jovem possa abranger os estágios profissionais que os membros estagiários têm de realizar, bem como a possibilidade de podermos noutros programas que sejam apoiados por fundos comunitários destinados a combater o desemprego jovem e a auxiliar a sua inserção no mercado de trabalho. Criámos, igualmente, uma Bolsa de Emprego, em colaboração com várias empresas de recruta-

3 III TOMADAS PARA ALIVIAR AS EMPRESAS E AS FAMÍLIAS mento de recursos humanos que dá a conhecer aos membros as oportunidades que, nas várias áreas, o mercado de trabalho vai apresentando. VE A economia portuguesa encontra-se numa situação muito delicada. Pessoalmente, que perspetivas assume para a respetiva evolução? RLM - A situação portuguesa é, como diz, muito delicada. Estamos desde há dois anos a cumprir um programa de correção das contas públicas que foi objeto de um memorandum de entendimento celebrado entre o Governo português e a troika. Com sofrimento e dor, mas também com vontade de cumprir e ultrapassar esta situação, tem o povo português vindo a passar restrições e austeridade que se tem traduzido numa quebra da procura interna, numa quase ausência de investimento e num aumento de desemprego. Optou-se, desde o início, na correção através do aumento de impostos e taxas e numa diminuição dos rendimentos disponíveis, sem se ter traçado um programa faseado e inteligente de cortes no setor público e sem ter sido lançado um programa para o crescimento. Claro que austeridade e crescimento simultâneo são difíceis de implementar, mas várias medidas poderiam já ter sido tomadas para aliviar as famílias e as empresas, compensando o acréscimo da carga fiscal e a diminuição de receitas e do rendimento disponível. Estas medidas começaram este ano a ser tomadas, algumas positivas e no rumo certo que pode propiciar desenvolvimento e atração de investimento direto, havendo outras, ainda em estudo, que deverão rapidamente ser concluídas e entrarem em vigor. As empresas já instaladas necessitam de pagar menos impostos, caso tenham lucros e os reapliquem, de estudar uma possível dispersão de capital na Bolsa, de se conectarem com outras empresas neste mundo global, tornando-se mais competitivas, geridas eficientemente e poderem atingir uma situação que lhes permita criar postos de trabalho novos mercê de maior competitividade e eficiência. As novas empresas a criar irão resultar da atratividade que Portugal possa ter para os investidores. Desde logo, através de um licenciamento simples e célere (Balcão Único?), de um quadro fiscal competitivo com outros países e sustentado por um período longo (10 anos?), pela garantia de um funcionamento célere da justiça, entre outros fato- Pretendemos reforçar as bolsas de estágios profissionais que assegurem a passagem a membros efectivos da Ordem res. E este quadro deve ser estendido aos investidores, sejam eles estrangeiros, nacionais ou da diáspora. Quanto às famílias, há que incentivar a poupança, mostrar as vantagens da preparação da reforma, diversificar as possíveis aplicações do aforro e ir decrescendo gradualmente a imposição fiscal, seja no que respeita ao IRS, seja nalgumas categorias de serviços e bens sujeitos ao IVA (restauração?). Estamos precisamente a um ano do final deste programa de ajustamento. Muito de positivo já se conseguiu: saldo primário do Orçamento de Estado positivo; balança comercial favorável; regresso, embora mitigado, aos mercados através de emissões com várias maturidades e montantes bem recebidas; algumas extinções de organismos públicos; um espírito alargado de contenção quer das pessoas em geral, quer das organizações. Portugal está numa fase de viragem, tal como uma parte da Europa. A conjuntura mudou, a globalização, por um lado, e a entrada na Zona Euro, por outro, vieram pôr a nu as debilidades e a impreparação de alguns países, tal como Portugal. E, por isso, teremos de persistir por alguns anos num caminho de ajustamentos e de reformas, de diminuição de despesas públicas, de aumento da produtividade e da competitividade da economia portuguesa, enquadrados na União Europeia, que também está a sofrer alterações para se reajustar aos imperativos atuais e na Zona Euro onde, apesar das presentes dificuldades, Portugal tem o seu lugar. A caminhada é longa e árdua, mas, no final, Portugal ficará melhor posicionado para enfrentar o futuro, não devendo, no entretanto, deixar de reconfigurar a economia, tomando rapidamente as medidas necessárias para tal e manter a coesão social. Os portugueses merecem começar a vislumbrar a curto prazo um caminho de progresso e desenvolvimento. Isso encorajá-lo-á a trabalhar e voltar a acreditar no futuro.e nesta fase de início de um novo século e com tantas manifestações de descontentamento pelo mundo fora, Portugal deveria também repensar o modelo político sob o qual temos vivido, pois o actual parece estar esgotado. VE Tem a dinamizado iniciativas que visem o debate e reflexão sobre o modelo de competitividade macroeconómico e das empresas nacionais em particular? RLM - Desde o início deste meu mandato como Bastonário que orientei os objetivos em volta da compreensão da atual situação, da discussão de alternativas, da nossa inserção na Europa e das nossas ligações aos países de língua portuguesa, dos aspetos sociais e da formação permanente dos membros. Assim, foram organizados vários ciclos de conferências sobre o estado atual da economia portuguesa, sobre o Memorandum de Entendimento e o seu cumprimentos ao longo do tempo, do rumo da Europa (o eixo franco-alemão,as reformas a fazer, o euro) ou ainda sobre a longevidade e as suas várias implicações com a educação, a saúde, a família ou a poupança ou também sobre a necessidade de um novo contrato social. Muitas destas iniciativas contaram com parcerias quer com o Banco de Portugal, quer com a Fundação Calouste Gulbenkian, bem como com a Ernst A economia portuguesa percorrerá uma caminhada longa e árdua, mas no final o país ficará melhor posicionado para enfrentar o futuro, não devendo no entanto deixar de reconfigurar a economia - tomando medidas rapidamentee de assegurar a coesão social Young, com a revista Economia e Segurança Social, a Soc. de Advogados Garrigues e muitos outros que têm permitido uma atividade regular e que abrange um público cada vez mais diversificado. Criámos com o Fórum de Administradores de Empresas e a Ordem dos Engenheiros, o Projeto Farol, entre outras organizações um think-tank, que institucionalizámos através de escritura pública e que se destina a estudar e publicar, posteriormente, propostas concretas para o crescimento económico. Daí o nome que demos a este think-tank. Chama-se Missão Crescimento. Vai começar em breve a apresentar esses trabalhos que serão também divulgados junto dos decisores políticos e conta estabelecer ligações com outros think-tank estrangeiros ou portugueses para uma maior coordenação e divulgação. VE O próximo Congresso dos Economistas, a ocorrer no próximo Outubro, será com certeza uma dessas iniciativas mais marcantes? RLM - Efetivamente, vamos realizar, em 8 e 9 de outubro, no CCB, em Lisboa, o Congresso dos Economistas que vai reunir oradores de vários países e espera receber um número significativo de inscrições. Vamos debater sob o tema Reinventar Portugal na nova economia global aspetos tão importantes como são discutir que economia queremos e podemos ter, que tecido empresarial podemos aspirar, seja na agricultura, nas atividades do mar ou na indústria, que Estado vamos ter, que qualificação, que cultura e que inovação podemos construir, que mercado e que parceiros deveremos ter e, finalmente, qual a responsabilidade social dos economistas e das empresas. Teremos como oradores estrangeiros o Prof. Eckhart Stratenschulte, presidente do Europaische Institut, um importantíssimo think-thank de Berlim, o Prof Liming Wang, profundo conhecedor da realidade chinesa e professor na Universidade de Dublin, o Sr. Lars Jonung, que preside ao Conselho de Finanças Públicas da Suécia e que esteve profundamente envolvido na reforma do seu país, o Sr. Husnu Dilemre, da Turquia, representante do seu país na OCDE e o Dr. Joaquim Tobias Dai, que preside à Associação Moçambicana de Economistas. Como oradores portugueses, destaco o Governador do Banco de Portugal, Dr. Carlos Costa, o Dr. João Salgueiro, o Dr. Joaquim Aguiar, o Dr. Félix Ribeiro, o Dr. Henrique Granadeiro, o Dr. Tiago Pitta e Cunha, o Dr. Silva Peneda, a Dra. Teodora Cardoso, o Prof. Gomes Mota, o Dr. Rui Vilar, o Dr. Vasco Graça Moura, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, o Dr. Vitor Bento, o Dr. Vasco de Melo, o Dr. José Honório e o Dr. António Mexia. Os assunto a debater serão abordados com profundidade, com tempo e dar-se-á oportunidade aos membros ou convidados que assistam de intervir, criando uma interação entre oradores e público. É uma oportunidade de discutir os temas que importam para o nosso futuro, com especialistas das várias áreas, e será uma demonstração da capacidade da em responder aos anseios e interrogações sobre o momento que vivemos dos nossos membros. Quer sobre o Congresso, quer sobre outros aspetos que abordámos nesta conversa, poderão os leitores encontrar mais pormenores no site da Ordem.

4 IV LUÍS MIRA AMARAL, EX-MINISTRO DA INDÚST REINDUSTRIALIZAÇÃO E LUÍS MIRA AMARAL Engenheiro e Economista Professor Catedrático Convidado de Economia e Gestão IST Presidente Executivo do Banco BIC Português Uma era chega ao fim quando as suas ilusões básicas estão esgotadas. É o que está a acontecer em Portugal, onde a grande questão continua a ser a da competitividade externa I - A REINDUSTRIALIZAÇÃO O Ocidente EUA e Europa parecia ter perdido a indústria para a China, mas nos EUA começa-se a sentir que a deslocalização industrial para a China e para outros países emergentes foi longe de mais. Com efeito começa-se a perceber que: - quando se deslocaliza produção industrial por razões de custos salariais, haverá alguns ganhos de curto prazo, mas esses não tomam em conta custos logísticos, os riscos de gestão das cadeias de abastecimento e que as empresas subcontratadas, depois de dominarem a tecnologia, avançam para a inovação e para a criação de marcas, acabando muitas vezes por constituir uma séria ameaça à empresa ocidental. - há uma ligação entre produção industrial, desenvolvimento tecnológico e inovação. Quando se deslocalizam produções industriais de forma duradoura, a capacidade de desenvolvimento de novos produtos e a inovação acabam por ser postos em causa na empresa que deslocalizou. Os EUA já não conseguirão fazer retornar muitas produções industriais que deslocalizaram porque entretanto perderam esses skills industriais. Mas nos EUA os seus típicos pontos-fortes estão neste momento a gerar uma revitalização da sua indústria, e a aumentar a sua liderança tecnológica como é evidente nas redes sociais e no cloud computing Nas novas indústrias com elevado crescimento como maquinaria industrial, robótica, aeroespacial, biotecnologia, automóveis elétricos e baterias recarregáveis, nanotecnologia há a consciência que não se deve seguir o paradigma do fim do século XX: os EUA investigavam, concebiam e desenvolviam os novos produtos mas depois a produção industrial era integralmente feita na China e noutros países emergentes. Voltar-se-á a produzir de novo nos EUA, com maior integração dos segmentos da cadeia de valor no próprio território. O enfraquecimento do dólar e o controle de salários nos EUA permitem-lhe voltar a ser de novo uma plataforma industrial. Os EUA continuam a ser a economia mais competitiva do Mundo. Ela é conduzida pelas forças de mercado e não pelo planeamento central, é muito inovadora, recompensa a inovação e protege a propriedade intelectual. Os EUA continuam a ser o maior mercado para bens e serviços sofisticados. Os EUA estão a mostrar que, quando se investe nas pessoas e nas tecnologias e se criam novos modelos de negócio, é possível trazer de volta a indústria. Os custos dos fretes nos transportes, os custos de materiais e os salários aumentam na China, onde não se tem controlo da cadeia de abastecimento. Numa altura em que o time-to-market é essencial, separar a I&DT e o desenvolvimento da produção não fará grande sentido. A produção industrial depende do ecossistema em que se vive. Necessita de fontes de capital, boas escolas técnicas e universidade. Há postos de trabalho e atividades industriais que podem voltar ao Ocidente se se tornar em conta todos os custos e não apenas os custos laborais. A partir dos anos 80 do século passado, o poder nas empresas passou dos responsáveis pela produção para os financeiros, que serviriam como agentes dos mercados financeiros com terríveis pressões para os retornos de curto prazo. Os financeiros viram então a atividade de produção apenas como um centro de custos e daí a tendência para o outsourcing e o offshoring, pondo em causa a capacidade para inovar, pois não consideravam a produção industrial parte dum sistema de inovação. Tudo isto está a ser posto em causa nos EUA e espero bem que esta discussão chegue à Europa, onde até agora apenas a Alemanha parecia contrariar este modelo de desindustrialização. Japão, Coreia do Sul, Alemanha, China têm sido as potências industriais. É imperioso que outros países europeus reforcem este come-back para a reindustrialização. O problema europeu não é apenas um problema financeiro da crise de dívidas soberanas. É preciso perceber que a Europa envelheceu, acomodou- -se a ser a potência do life-style e tem perdido empregos industriais para os outros continentes. Se se perceber que é nos empregos industriais que se gera maior valor acrescentado e que os serviços estão intimamente ligados à atividade industrial, percebe-se que a desindustrialização europeia é uma causa determinante do seu impasse económico e da malaise europeia. II O CASO PORTUGUÊS A aposta na indústria e nos bens transacionáveis Como dizia Artur Miller, uma era chega ao fim quando as suas ilusões básicas estão esgotadas É o que está a acontecer em Portugal quando se percebe que: - a adesão à União Económica e Monetária não fez esquecer o problema da balança de pagamentos com o exterior, pois uma União Monetária entre Estados Soberanos é vulnerável às crises de Balanças de Pagamentos dos Estados membros. - o Estado e a aposta nos bens não transacionáveis não se pode substituir numa pequena economia aberta como a nossa ao setor dos bens transacionáveis; - o Estado não é uma fortaleza inexpugnável e as finanças públicas podem entrar em default. Não mais é possível pensar que a simples ultrapassagem da crise pelo núcleo duro da União Europeia, coisa que neste momento não é evidente face à crise da zona euro, nos iria resolver o problema, arrastando, como acontecia no passado, as exportações dos setores tradicionais, os quais hoje estão seriamente ameaçadas pela globalização. Assim sendo, isso não chega para reequilibrar a balança externa e pagar os juros do endividamento externo. Temos uma oferta de bens e serviços transacionáveis com a qual não conseguiremos ter uma trajetória de convergência com a União Europeia. O crescimento económico e as preocupações de competitividade precisam naturalmente de ser acompanhadas por preocupações de distribuição de riqueza. Se não houver coragem para criar um ecossistema favorável à competitividade empresarial e à criação de emprego, a crise social vai agravar-se dramaticamente. A grande preocupação da política económica tem de ser então a questão da competitividade. Só tornando o país mais produtivo e competitivo é que poderemos melhorar a prazo a nossa qualidade de vida e reduzir as desigualdades. Fala-se muito na necessidade de aumentar as exportações. Mas sem competitividade não teremos produtos para vender no mercado internacional! Portugal nunca assumiu as políticas financeiras e económicas essenciais à competitividade externa e sustentabilidade financeira, indispensáveis à participação no euro. Ao esforço feito para aderir seguiu-se logo o abandono de políticas exigentes e indispensáveis. A perda de competitividade evidenciada pelo défice da balança corrente atingiu níveis de alarme desde 2000 e a crise actual, potenciada pela crise internacional, não será resolvida sem encarar, de forma decidida e persistente, as raízes do problema. Em meados dos anos 90, a agricultura e a indústria representavam quase 30% do PIB. Hoje representam apenas 16%. Há que voltar a pensar de novo nas atividades produtivas, reindustrializando o país! Por outro lado, ao contrário dos EUA, nós não fomos tão longe na deslocalização industrial pelo que não temos ainda o problema de termos perdido os nossos skills industriais. Temos que aproveitar a nossa flexibilidade evoluindo para produtos individualizados e pequenas series, como o vestuário e o calçado estão a fazer, com grande qualidade, com entrega rápida em mercados exigentes. Um pequeno país como Portugal terá grande dificuldade em competir com grandes economias massificadas em produtos pouco valorizados e tem que usar a flexibilidade da sua mão-de-obra para aproveitar rapidamente as oportunidades. Tudo isto é naturalmente facilitado pelos atuais sistemas de informação que permitem processos industriais flexíveis e entregas rápidas das pequenas séries coisa que as grandes economias massificadas terão dificuldade em fazer. III - UM NOVO PROGRAMA DE APOIO À INDÚSTRIA E AOS BENS TRANSACIONÁVEIS: a aposta para o crescimento É aqui que se jogam a competitividade externa, o crescimento e o emprego. É, então, essencial e impõe-se no pós-crise um novo programa de apoio focado nos bens e serviços transacionáveis, com um âmbito de intervenção setorial com a lógica do PE- DIP que na minha visão deveria ter os seguintes eixos: 1. Fomentar o agrupamento dos setores industriais em clusters, levando ao adensamento das relações intra-industriais com mecanismos de acesso ao crédito através dos sistemas de garantia mútua. 2. Dinamização dos clusters e pólos de competitividade, ligando universidades, institutos politécnicos e centros de investigação com empresas e respetivas associações nos vários setores da indústria portuguesa. 3. Revitalização das infra-estruturas tecnológicas criadas pelo PEDIP, designadamente dos centros tecnológicos, com o apoio a novos institutos de novas tecnologias nos domínios da biotecnologia, nanotecnologia e tecnologias energéticas. 4. Sistema de Incentivos Financeiros à Inovação e Investigação Industrialmente Orientada nas empresas, privilegiando as ligações às universidades e aos centros de conhecimento. 5. Apoio à criação de Núcleos de Inovação nas PME e de Centros do I&DT nos grupos económicos e empresas. As empresas que tenham estes núcleos e estes centros deverão fazer parte do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN) em

5 V TRIA E ENERGIA, DEFENDE PROGRAMA PARA E FOMENTO INDUSTRIAL perfeita igualdade com as universidades e os centros de investigação no que toca aos apoios públicos. 6. Revitalização dos Laboratórios do Estado das áreas industriais e agro-industriais, passando os seus investigadores a serem classificados em função das patentes criadas e do trabalho feito em ligação com as empresas. 7. Sistema de incentivos ao investimento inovador, englobando a logística, distribuição e racionalização energética e ambiental. 8. Reforço dos mecanismos de garantia mútua criados no PEDIP II para apoio ao investimento produtivo e ao fundo de maneio das empresas. 9. Apoio da AICEP à promoção externa das empresas e marcas e ao investimento externo na logística e nos canais de distribuição, em consonância com a criação de valor na economia global. 10. Reformulação dos Centros de Formação Protocolares de modo a formarem os talentos de que a indústria hoje necessita. 11. Revitalização das Escolas Tecnológicas lideradas pelo Ministério da Economia, funcionando em rede com as infra-estruturas tecnológicas e as empresas industriais e não sob a alçada do sistema formal de ensino, como está a acontecer. 12. Lançamento de um Programa Universidade-Indústria por forma a: - Criar uma imagem positiva para a indústria portuguesa nos jovens do ensino superior e universitário; indústria, nos nossos dias, é criatividade, design, conhecimento, inovação e não manufactura massificada! - Dotar os cursos do ensino superior e universitário com os skills necessários à actividade industrial moderna. 13. Lançar com as universidades portuguesas e seus institutos de formação para executivos um programa de acção-formação para introduzir jovens quadros nas empresas, com um apoio público transitório e sem as exigências aparentemente protetoras da actual legislação laboral. Tal levaria a que mantivesse a atual legislação para os que estão e se fizesse outra extremamente flexível para os jovens. Os jovens não querem a proteção falsa da legislação, querem oportunidades para mostrarem o que valem! 14. Reforço do Crédito Fiscal ao Investimento. 15. Introduzir a amortização do goodwill como custo fiscal para incentivar movimentos de concentração e de internacionalização. 16. Reduzir o tempo de reembolso do IVA, sincronizando para as PME o reembolso com o recebimento efetivo pelo produto ou serviço prestado. 17. Aplicar uma majoração, em sede de IRC, às despesas resultantes da contratação de pessoal especializado nas áreas técnicas, design, marketing e técnico-comercial 18. Reforçar e agilizar o SIFIDE, sistema de incentivos fiscais focalizando-o no apoio à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico industrialmente orientado e à inovação empresarial. 19. Negociar com a União Europeia uma derrogação transitória para concentração dos apoios financeiros, fiscais e para-fiscais nas empresa de bens e serviços transaccionáveis. IV -O NOVO BANCO DE FOMENTO O Banco de Fomento existiu em Portugal como banco de desenvolvimento numa altura em que a banca comercial apenas fazia crédito de cur- A aposta no fomento industrial só terá sucesso se houver uma política integrada entre a economia, indústria, a energia, o ambiente e a I&DT to-prazo, financiando o Fomento o investimento a médio-longo prazo. Tinha à sua disposição linhas de crédito de instituições como o KFW e o Banco Mundial que repassava para as nossas PME e empresas industriais. Eu próprio, como quadro do Banco de Fomento nos anos 70 do século passado, ao serviço da Promoção Industrial (actual Marketing de Empresas), visitava a nossa indústria a vender essas linhas de crédito. Depois, os bancos comerciais também passaram a fazer crédito de médio-longo prazo ao investimento. Em minha opinião, o Fomento poderia ter sido integrado na CGD, dando a esta as componentes da Banca de Empresa e de corporate finance da Banca de Investimentos que na altura a CGD não tinha. Como sabemos, o Banco de Fomento foi vendido ao Grupo BPI, transformando-se num banco comercial. Ao chegar ao Ministério da Indústria e ao ver- -me com a necessidade de ter uma Agência Financeira para gerir o PEDIP e os Fundos Comunitários, transformei, com a compreensão do então Ministro das Finanças Miguel Cadilhe, o IAPMEI nessa Agência. Fiz então o Programa de Engenharia Financeira do PEDIP, com capital de risco e o Sistema de Garantia Mútua, hoje ainda utilíssimo para financiar as PME através das linhas PME Investimento e PME Crescimento. Inspirando-me na experiência do Fundo EFTA gerido pelo Banco de Fomento lancei o Fundo de Desenvolvimento Económico alimentado pelos reembolsos de subsídios reembolsáveis (empréstimos à taxa zero) que eu criei no PEDIP II, pois nunca gostei dos subsídios a fundo perdido. Estava criado o quadro que, em colaboração e parceria com a Banca Comercial, tem funcionado até agora na gestão dos Fundos Comunitários. Neste contexto, não percebo porque é que o Estado há-de fazer um novo Banco de Fomento. Se acha que necessita dum Banco Público, tem a CGD, a qual já tem as competências nos Gabinetes de Empresas e na Caixa Banco de Investimento para aprofundar o apoio às PME e à indústria. É pô-la a implementar a Carta de Missão que o Governo lhe enviou. Se quer criar novos instrumentos de apoio às PME, reconhecendo as suas dificuldades no acesso ao crédito e os elevados spreads dos mesmos, poderá fazê-lo em parceria com a banca comercial que já tem mostrado essas competências nas linhas PME do Sistema de Garantia Mútuo. As linhas do BEI também estão à disposição de todos os bancos. Por outro lado, o Estado já criou a SOFID, European Development Financial Institution, integrada na rede europeia das EDFI para fazer o que no meu tempo o Banco de Fomento fazia como EDFI portuguesa no apoio a projetos empresariais, designadamente em África e no Espaço Lusófono. Então o que talvez valha a pena fazer é criar uma Agência Financeira (e não um Banco) com mais músculo e com mais flexibilidade para fazer o que o IFAP e o IAPMEI hoje fazem na gestão dos Fundos Comunitários V- AS NOSSAS EXPORTAÇÕES Sujeitos a uma política de austeridade inevitável mas em que os aumentos de impostos sobre as famílias e a atividade económica têm levado a doses excessivas de destruição económica, só temos neste momento como motor de crescimento a procura externa isto é, as exportações e será vital termos a prazo o investimento produtivo, pois uma economia não se aguenta sem investimento. Importa pensar não só em exportações mas também na substituição competitiva de importações por produção interna, casos por exemplo de produtos agrícolas e agro-industriais, ou seja, devemos pensar na produção de bens transacionáveis, que sejam competitivos quer nos mercados externos quer no doméstico aberto à concorrência externa. Será também desejável que as nossas exportações venham no futuro a ultrapassar 50% do PIB, números mais consentâneos com o perfil de pequenas economias exportadoras inseridas com sucesso na economia global e na cadeia de valor das multinacionais que operam à escala global. Em 1995, ano em que deixámos o governo, pela primeira vez as exportações de máquinas eléctricas e não eléctricas e material de transporte tinham ultrapassado a dos sectores tradicionais, sinal de que a política industrial que implementámos estava a alterar o nosso perfil exportador, com produtos com maior valor acrescentado e maior conteúdo tecnológico e com a crescente produção de bens de equipamento em complemento quer de produtos de consumo corrente de maior qualidade, como já estava a acontecer com o calçado, quer de produtos assentes em recursos naturais com maior transformação nacional, como estava a acontecer com as rochas ornamentais e fileira florestal, com a passagem da pasta à produção de papel. Importa reforçar essa via e também continuar a diversificação para mercados não comunitários. Mas, apesar do grande sucesso em mercados emergentes como Angola, estes não podem imediatamente substituir o peso ainda hegemónico dos mercados comunitários. Neste contexto, a procura externa para a economia portuguesa é naturalmente ensombrada em 2013 pelas fracas perspetivas para a Zona Euro, longe ainda de ter ultrapassado a sua crise, e com a recessão a estender-se da periferia para o Centro, atingindo a França e a Alemanha, com esta sujeita a dois choques simultâneos e negativos para as suas exportações, desaceleração na China/Ásia e contração dos mercados do Sul da Europa. Esperamos que o mérito dos nossos exportadores e o dinamismo dos mercados emergentes possam mitigar as perspetivas sombrias para a nossa procura externa na Europa e EUA. VI- O MEMORANDO PARA O CRESCIMENTO E PARA O EMPREGO Neste contexto, alguns breves comentários sobre o Memorando - Temos como únicos motores de crescimento os bens transacionáveis (exportações e substituição de importações) e o investimento, designadamente o IDE. Para isto, precisamos de reduzir drasticamente os custos de contexto (justiça, burocracia, licenciamento) e apostar na redução do IRC mas sobretudo na estabilidade do sistema fiscal. Mais do que a taxa nominal de IRC, os investidores estrangeiros preocupam-se com a estabilidade do sistema fiscal. Por isso, será desejável que nos trabalhos de reformulação do IRC haja quer um amplo consenso partidário entre o CDS, PSD e PS quer consenso com os parceiros sociais. (continua na página VIII)

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