EXERCÍCIOS SOBRE ÁCIDOS NUCLÉICOS E SÍNTESE PROTÉICA

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EXERCÍCIOS SOBRE ÁCIDOS NUCLÉICOS E SÍNTESE PROTÉICA"

Transcrição

1 Gabarito Exercícios Ácidos Nucléicos EXERCÍCIO EXERCÍCIOS SOBRE ÁCIDOS NUCLÉICOS E SÍNTESE PROTÉICA 1) O mofamento de grãos durante a estocagem causa perdas nutricionais e de valor de mercado, além de promover riscos à saúde humana e de animais domésticos, devido à liberação de toxinas. Entre as toxinas, maior atenção tem sido dado às aflatoxinas produzidas por fungos dos gêneros Aspergillus e Penicillium, devido a sua alta capacidade de causar câncer de fígado. As aflotoxinas podem causar câncer do fígado, pois, mesmo em pequena quantidade são capazes de provocar uma mutação no gene p-53, transformando G em T na trinca 249. Sabe-se que o gene p53 - com pares de bases, está localizado no braço curto do cromossomo 17 e codifica uma nucleoproteína de mesmo nome constituída por 393 aminoácidos, e que regula as divisões celulares, controlando a entrada da célula na fase S por bloquear a fase de transcrição G1 S do ciclo celular. Normalmente o p53 evita a reprodução numa célula danificada ou alvo de mutação. E vai além: promove o suicídio da célula, um processo chamado apoptose. Ás vezes, no entanto, sem que se saiba porque, o p53 é alvo de mutação ou é neutralizado e as células danificadas continuam a proliferar no interior do organismo, criando-se os tumores. Baseando-se nas informações acima, na tabela ao lado e em conhecimentos correlatos, responda. a) A mutação referida no texto obrigatoriamente vai levar ao descontrole da divisão celular devido à substituição de aminoácido na proteína p53? Justifique. Não. Se a mutação ocorrer na 3ª base da trinca 249 (que ficará AGT), o códon correspondente será UCA, também do aminoácido serina. b) Qual a seqüência correta dos aminoácidos inseridos na nucleoproteína p53 a partir do códon 245 até o 251? CGG UAC UUC GCG UCC GGG UAC Arginina tirosina fenilalanina alanina serina glicina tirosina c) Quantas ligações peptídicas serão necessárias na formação da nucleoproteína p53? Justifique. CCC Prolina 392 ligações peptídicas, pois a proteína p53 possui 393 aminoácidos e cada ligação peptídica liga dois aminoácidos. d) Qual o percentual dos introns em relação ao gene p53? 1 códon 1 aminoácido 3 bases x = bases + 3 bases (códon de parada) = 1182 bases 393 aminoácidos x Introns: = % x = 49,96% x CÓDONS CGG UAC UUC GCG UCC GGG UAG UAA UAC UCA GCC AAG CGC AGG AMI NOÁCIDO arginina tirosina fenilalanina alanina serina glicina stop stop tirosina Serina Alanina Lisina Arginina Arginina 2) Pesquisadores norte-americanos descobriram que as diferentes formas das pessoas perceberem a dor podem ter origem genética. A variação de apenas um gene pode explicar porque algumas pessoas suportam mais dor do que outras. Segundo uma equipe da Universidade de Michingan, a sensação de dor está ligada ao gene COMT que produz a enzima transferase catecol-o-metil (COMT), que ajuda a regular quantos analgésicos naturais - as chamadas endorfinas - um organismo produz. O gene COMT pode ser encontrado em duas formas, de acordo com o aminoácido presente. Na transcrição do códon 158, a troca de um único aminoácido, valina metionina pode determinar decréscimo da atividade da enzima COMT, ou seja, o gene da COMT que contém o aminoácido metionina, ou met, é menos ativo do que aquele que contém o aminoácido valina, ou val. Esta pequena variação tem um grande efeito na atividade do COMT, dizem os pesquisadores. Cada indivíduo tem duas cópias desse gene, uma herdada de cada um dos pais. Pessoas com a forma mais lenta do gene - que tem duas cópias com metionina - produzem enzimas três a quatro vezes menos efetivas que outras, como as que contêm 1 6

2 apenas cópias com valina ou ambos os aminoácidos. O estudo mostrou que as pessoas em que as duas cópias traziam metionina sofriam mais com a dor do que aquelas com duas cópias trazendo valina. Os voluntários com uma cópia de cada tipo apresentaram uma tolerância à dor intermediária. ( com adaptações) Abaixo são dadas as seqüências parentais (recebidas de cada um dos pais) responsáveis pela transcrição do códon 158 do gene COMT de quatro indivíduos. Indivíduo 1 CAA (seqüência materna) CAG (seqüência paterna) Indivíduo 2 TAC (seqüência materna) TAC (seqüência paterna) Indivíduo 3 CAC (seqüência materna) CAT (seqüência paterna) Indivíduo 4 CAT (seqüência materna) TAC (seqüência paterna) Sabendo-se com os códons da metionina e da valina são, respectivamente, AUG e GUU, GUC, GUA, GUG, que a enzima transferase catecol-o-metil (COMT) possui 271 aminoácidos e que o gene COMT dos quatro indivíduos possui 1,5 Kb (1.500 pb), responda. a) Qual (is) indivíduo(s) possui(em): - Maior sensibilidade à dor: Indivíduo 2 - Sensibilidade intermediária à dor: Indivíduo 4 - Menor sensibilidade à dor: Indivíduos 1 e 3 b) Justifique sua resposta. Ambas as seqüências dos indivíduos 1 e 3 darão origem aos códons sinônimos da valina; ambas do indivíduo 2, ao códon da metionina e as do indivíduo 4 darão origem aos códons da valina(seqüência materna) e metionina (seqüência paterna). Como o texto menciona, as pessoas possuem duas cópias de metionina sofreram mais com a dor do que aquelas com duas cópias trazendo valina. Os voluntários com uma cópia de cada tipo apresentaram uma tolerância à dor intermediária. 3) O gene supressor de tumor p-53 é um dos principais alvos de mutação durante o processo de carcinogênese. Está localizado no braço curto do cromossomo 17 e codifica a nucleoproteína p-53 que é responsável pela regulação da transcrição nuclear, funcionando como um policial molecular. Se a célula for exposta a agentes mutagênicos externos a p-53 acumula-se no núcleo freando o ciclo celular em G1, dando tempo para que a célula repare seu DNA. Caso a célula não o repare, a p-53 dispara a morte celular por apoptose. Na versão mutagênica desse gene, a célula que sofre lesão em seu material genético não tem sua divisão celular interrompida e deste modo, o dano celular se transmite às células filhas. A mutação de p-53 não causa a transformação maligna sozinha, porém predispõe a célula a outras mutações que a levarão a uma transformação maligna. Baseando-se no texto e em conhecimentos correlatos, responda ao que se pede. a) Sabendo que a p-53 é uma proteína constituída por 393 aminoácidos, quantos nucleotídeos serão necessários apenas para a codificação desses aminoácidos? 3 nucleotídeos 1 aminoácido x 393 aminoácidos x = 1179 nucleotídeos Resp.: nucleotídeos + 3 (códon de parada) = nucleotídeos b) Quantos códons serão necessários para a síntese dos 393 aminoácidos? Justifique. 394 códons, pois um códon codifica um aminoácido e é necessário um códon de parada para finalizar o processo. c) Que evento indispensável para que ocorra a divisão celular será bloqueado com a informação dada no trecho grifado no texto? A duplicação do DNA (fase S da interfase). d) Quantas ligações peptídicas serão necessárias na produção da p-53? Justifique. 392, pois uma ligação peptídica liga 2 aminoácidos e os aminoácidos das extremidades não se ligam. 4) Os vírus HPV tipo 16 e tipo 18 (grupo II) estão associados ao câncer oral e de colo uterino. O genoma desses vírus pode integrar-se ao genoma humano em áreas próximas a proto-oncogenes, produzindo uma versão mutante desse genes. Além disso, o genoma viral controla a transcrição dos genes virais E6 e E7 que interferem nos mecanismos de controle do ciclo celular. A proteína E6 interage com a proteína p-53, impedindo sua ação supressora de tumor no núcleo celular. Logo, se outra proteína supressora de tumor como a prb, por exemplo não compensar a reduzida atividade da p-53, a transformação celular pode de fato ocorrer. No entanto, a proteína E7 desses vírus tem mostrado não só a capacidade de formar complexo com a prb, desativando-a, mas também de degradar a p-53. A ativação de oncogenes somada à perda ou à anulação dos genes supressores de tumor acabam por levar ao crescimento desordenado e à formação de tumores. ( e com adaptações) Abaixo é apresentado um esquema do proto-oncogene ras e de sua versão mutante, após inserção viral. 2 6

3 Proto-oncogene ras TAC TGC CTT ATA TTC GAC CAC CAC CAC CCG CGG CCG CCG...GAG AGC Oncogene ras TAC TGC CTT ATA TTC GAC CAC CAC CAC CCG CGG CAG CCG...GAG AGC Baseando-se nas informações acima e em conhecimentos correlatos, responda o que se pede. a) Dê a seqüência de aminoácidos do proto-oncogene ras. Metionina treonina - ácido glutâmico tirosina lisina leucina valina valina valina glicina alanina glicina glicina leucina - serina. b) Considerando que os genes supressores de tumor foram inativados pelos vírus, caso a mutação na trinca destacada em negrito provoque a substituição da 3ª base por uma citosina no proto-oncogene, o produto do gene ainda poderá levar ao descontrole da divisão celular? Justifique. Não, pois a troca do códon não afetou o aminoácido. 5) (UnB/DF-94) Utilize a tabela para responder à questão a seguir: CÓDONS UUU UUA GAU CAC AMINOÁCIDOS Fenilalanina Leucina Asparagina Histidina A seqüência na fita de DNA seria: AAT GTG AAA CTA Se o total de bases (100%) = 12, então 3 timinas será igual a 25% % 3 x x = 25% Um pesquisador construiu uma fita de ácido desoxirribonucléico, cuja tradução é o tetrapeptídeo leucina-histidina-fenilalanina-asparagina. Calcule a porcentagem de timina existente nessa fita. 6) (UnB/DF-92) A análise de uma molécula de ácido desoxirribonucléico (DNA) revelou que 35% dos nucleotídeos tinham a base nitrogenada adenina. Calcule a porcentagem esperada de nucleotídeos de citosina. Se temos 35% de adenina, também teremos 35% de timina, somando um total de 70%. Dos 30% restantes, 15% serão de citosina e 15% de guanina. 7) BRÓCOLIS FICA MAIS AMARGO PARA PORTADOR DE MUTAÇÃO Os pesquisadores Mari Sandell e Paul Breslin, do instituto de pesquisas Monell, na Filadélfia, mostraram em artigo publicado na revista científica Current Biology que basta um gene para a pessoa achar vegetais como o brócolis bem mais amargo do que acha o resto da população. O gene htas2r38 está ligado a um receptor de sabor na língua. Quem possui duas cópias de uma versão sensível a brócolis sente os vegetais dessa família em média 60% mais amargos do que aqueles cujos genes são de outra versão. Quem tem apenas uma cópia da versão sensível do gene teve opinião intermediária sobre o amargor. No artigo, os investigadores relacionaram a percepção individual do gosto amargo dos compostos PTC (feniltiocarbamida) e PROP (propiltiouracil) a variações do gene htas2r38, que codifica o receptor para o gosto conhecido. Duas formas mais freqüentes do gene PAV e AVI determinam, respectivamente, a maior sensibilidade ou a insensibilidade a esse tipo de gosto. Formas menos freqüentes denominadas AAI, PVI e AAV respondem pela sensibilidade intermediária. Os três polimorfismos mais comuns observados na proteína receptora ocorrem nos aminoácidos de posição 49 onde uma prolina ou uma alanina é codificada, 262 onde uma alanina ou uma valina é codificada, e 296 onde uma valina ou uma isoleucina é codificada. Esses polimorfismos são determinados pelas formas PAV (prolina-alaninavalina), AVI (alanina-valina-isoleucina), AAI (alanina-alanina-isoleucina), PVI (prolina-valina-isoleucina) e AAV (alanina-alanina-valina). Os testes foram feitos com 35 voluntários que experimentaram 27 vegetais diferentes, dos quais 17 contêm compostos chamados glucosinolatos. Eles estão presentes em brócolis, agrião, rabanete e outros alimentos. Os voluntários tiveram que comer os alimentos crus, pois o cozimento altera o gosto. O glucosinolato pode afetar a função da glândula tireóide, produtora de hormônios que agem em vários órgãos do corpo. Ele pode impedir a absorção de iodo pela tireóide e provocar: a) sua hipertrofia; b) conseqüências graves para indivíduos em fase jovem. O mal é típico de regiões distantes do oceano, que é fonte de iodo na forma de sal ou contido em frutos do mar. Para quem vive nessa região de maior risco, ter a forma do gene que acentua o sabor amargo dos vegetais que afeta a tireóide é vantajoso em termos evolutivos. (Folha Imagem, 17/07/2006, com adaptações de 3 6

4 Utilize a tabela de aminoácidos ao lado e as seqüências parentais (recebidas de cada um dos pais) abaixo relacionadas e responsáveis pela tradução dos aminoácidos 49, 262 e 296 da proteína receptora para o gosto amargo, para responder os itens seguintes. Aminoácido Prolina Alanina Valina Isoleucina Códons CCU CCC CCA - CCG GCU GCC GCA - GCG GUU GUC GUA - GUG AUU AUC - AUA Seqüência responsável pela tradução do aminoácido 49 Indivíduo 1 Indivíduo 2 Indivíduo 3 Indivíduo 4 GGA (seqüência materna) CGA (seqüência materna) GGT (seqüência materna) CGT (seqüência materna) GGC (seqüência paterna) CGT (seqüência paterna) CGC (seqüência paterna) CGC (seqüência paterna) Seqüência responsável pela tradução do aminoácido 262 Indivíduo 1 Indivíduo 2 Indivíduo 3 Indivíduo 4 CGA (seqüência materna) CAA (seqüência materna) CGT (seqüência materna) CGT (seqüência materna) CGG (seqüência paterna) CAT (seqüência paterna) CAC (seqüência paterna) CAT (seqüência paterna) Seqüência responsável pela tradução do aminoácido 296 Indivíduo 1 Indivíduo 2 Indivíduo 3 Indivíduo 4 CAA (seqüência materna) TAA (seqüência materna) CAG (seqüência materna) TAG (seqüência materna) CAG (seqüência paterna) TAT (seqüência paterna) TAA (seqüência paterna) TAT (seqüência paterna) a) Quais as seqüências de aminoácidos (recebidos de cada parental) e os genótipos de cada um dos indivíduos? Indivíduos Seqüência de aminoácidos (materna) Seqüência de aminoácidos (paterna) Genótipos 1 prolina alanina valina prolina alanina valina PAV / PAV 2 alanina valina isoleucina alanina valina isoleucina AVI / AVI 3 prolina alanina valina alanina valina - isoleucina PAV / AVI 4 alanina alanina - isoleucina alanina valina - isoleucina AAI / AVI Indivíduos Trincas DNA (materna) Códons (materna) Trincas DNA paterna Códons (paterna) GGA CGA CAA CCU GCU GUU GGC CGG CAG CCG GCC GUC 2 CGA CAA TAA GCU GUU AUU CGT CAT TAT GCA GUA AUA 3 GGT CGT CAG CCA GCA GUC CGC CAC TAA GCG GUG AUU 4 CGT CGT TAG GCA GCA AUC CGC CAT TAT GCG GUA AUA b) Mediante a análise realizada no item a, responda: b.1) Qual(is) indivíduo(s) terá(ão) maior sensibilidade ao gosto amargo? Indivíduo 1 b.2) Qual(is) indivíduo(s) será(ão) insensível(is) ao gosto amargo? Indivíduo 2 b.3) Qual(is) indivíduo(s) terá(ão) sensibilidade intermediária ao gosto amargo? Indivíduos 3 e 4 c) Sabendo-se que o gene htas2r38 tem 1002 pb (pares de bases) e a proteína receptora do gosto amargo (denominada T2R38) codificada por ele é constituída por 333 aminoácidos, responda: c.1) Quantos códons serão necessários para codificar a proteína T2R38? Justifique sua resposta. 334 porque cada códon codifica um aminoácido e é necessário um códon de parada para finalizar a síntese protéica. c.2) Julgue e justifique a frase: Para a síntese do receptor protéico T2R38, 100% do gene htas2r38 foi usado, não ocorrendo a presença de introns. (Inclua na sua justificativa os cálculos genômicos necessários). 1 códon 3 bases 1 aminoácidos x = 999 bases X 333 aminoácidos Certo: o gene possui bases. Destas, 999 foram usadas para incluir os aminoácidos durante a síntese protéica e 3 bases (códon de parada), foram necessárias para finalizar a síntese. 4 6

5 8) Suíça testa nova droga anti-insônia Um grupo de pesquisadores que estuda a narcolepsia, doença que faz as pessoas adormecerem subitamente, está transformando o conhecimento que produziu em uma nova maneira de ajudar outro grupo de pessoas: os insones. Em estudo publicado na "Nature Medicine" cientistas de um laboratório suíço relataram como conseguiram reverter o problema dos insones ao bloquear a ação de uma molécula chamada orexina no cérebro de animais e pessoas. Essa substância é importante para manter o estado de vigília e é uma molécula ausente no cérebro dos narcolépticos (ver informação fornecida no dado ). Por isso os portadores dessa doença não conseguem dormir e acordar em ciclos normais. A equipe que publicou o estudo conseguiu produzir uma droga anti-insônia que imita a ação da orexina em pacientes com narcolepsia. Estudos estão sendo feitos agora para avaliar a dosagem ideal para o medicamento. (Folha on line, 29/01/2007, com adaptações) Dados: A orexina ou hipocretina é um precursor de dois neurotransmissores polipeptídeos orexina A e orexina B que são produzidos pelas células de um pequeno núcleo do hipotálamo e estão relacionados com a regulação do sono/vigília, fome, metabolismo e homeostase. A orexina/hipocretina apresenta 131 aminoácidos e é produzida a partir de um RNAm maduro de 577 bases, transcrito pelo gene HCRT, região do DNA localizada no cromossomo 17 com pb (pares de bases). Os neuropeptídeos orexina A e orexina B maduros são produzidos por um processo proteolítico (pós-traducional) a partir do precursor orexina/hipocretina: a orexina A corresponde, na proteína precursora, aos aminoácidos de posição 34 (glutamina) a 67 (glicina) e a orexina B, aos aminoácidos de posição 70 (arginina) a 97 (metionina). Uma mutação no gene HCRT que provoca a substituição de uma leucina por uma arginina na posição 16 da proteína precursora (LEU16ARG) foi associada à narcolepsia. Abaixo são dadas as seqüências parentais (recebidas de cada um dos pais) responsáveis pela tradução do aminoácido 16 de três indivíduos. Indivíduo 1 GAA (seqüência materna) GAG (seqüência paterna) Indivíduo 2 GAC (seqüência materna) GCC (seqüência paterna) Indivíduo 3 GCC (seqüência materna) TCT (seqüência paterna) Levando em conta as informações contidas no texto e nos dados e sabendo que os códons da leucina são UUA, UUG, CUU, CUC, CUA e CUG, e que os códons da arginina são CGU, CGC, CGA, CGG, AGA E AGG, responda. a) Qual (is) dos indivíduos provavelmente sofre de narcolepsia? Justifique sua resposta. Indivíduo 3, uma vez que recebeu as duas seqüências mutadas (ver quadro de códons e aminoácidos abaixo). De acordo com o texto, a mutação referida leva a uma não produção de orexina. Indivíduo 1 CÓDONS CUU (leucina) seq. mat. CUC (leucina) seq. pat. Indivíduo 2 CÓDONS CUG (leucina) seq. mat. CGG (arginina) seq. pat. Indivíduo 3 CÓDONS CGG (arginina) seq. mat. AGA (arginina) seq. pat. b) Qual (is) dos indivíduos teria mais tendência à insônia, por produzir uma maior quantidade de orexina? Justifique sua resposta. Indivíduo 1, uma vez que recebeu as duas seqüências normais (olhar tabela de códons e aminoácidos no item a), tendo, portanto, maior produção de orexina. Utilize a tabela de aminoácidos ao lado e as informações contidas no dado para responder o item c. Aminoácido Glutamina CAA, CAG Glicina GGU, GGC, GGA, GGG c) Quais seriam as seqüências de bases no gene HCRT, Arginina CGU, CGC, CGA, CGG, AGA, AGG responsáveis, respectivamente, pela tradução dos aminoácidos Metionina AUG inicial e final da: orexina A: inicial (glutamina): GTT ou GTC; final (glicina): CCA, CCG, CCT OU CCC orexina B: inicial (arginina): GCA, GCG, GCT, GCC, TCT OU TCC; final (metionina): TAC Códons Utilize as informações contidas nos dados e para responder os itens que se seguem. d) Uma vez que nosso corpo não desperdiça energia nem matéria-prima inutilmente e os processos de transcrição e tradução necessitam de energia e de matéria-prima para ocorrerem, forneça um argumento biologicamente aceitável que possa explicar a informação fornecida no trecho grifado do dado. (Lembre-se de mencionar na sua resposta, qual o tamanho esperado da proteína precursora orexina/hipocretina a partir do RNAm citado) 5 6

6 Uma vez que cada aminoácido é codificado por 3 bases no RNAm (códon), seria de se esperar que um RNAm de 577 bases fosse responsável pela tradução de uma proteína de aproximadamente 191 aminoácidos (considerando o códon de parada). Como a proteína apresenta 131 aminoácidos, podemos supor que: - o RNAm em questão é responsável pela síntese de mais de uma proteína ou; - a partir do RNAm citado, uma grande proteína seria produzida e, por processos proteolíticos mencionados no dado 3, seriam inicialmente produzidas não só a orexina A e a B, mas também outro polipeptídeo. e) Mediante conhecimentos sobre estrutura dos ácidos nucléicos e transcrição, explique por que no DNA a informação fornecida pelo dado foi em pares de bases, enquanto no RNAm, em bases. O DNA é formado por duas cadeias polinucleotídicas, onde as bases de uma cadeia encontram-se ligadas às bases complementares da outra cadeia por pontes de hidrogênio daí usarmos o termo pares de bases. Na transcrição, apenas uma das cadeias (fitas) do DNA serve de molde para a síntese do RNA, que apresenta uma única cadeia polinucleotídica: daí usarmos bases. f) Mediante conhecimentos sobre estrutura dos ácidos nucléicos e transcrição responda: qual o percentual do RNAm maduro em relação ao gene HCRT? Gene HCRT bases participam da transcrição (apenas uma das fitas do DNA é usada na transcrição). Então: bases 100% 577 bases x X 41,42% 6 6

Site:

Site: Código Genético É o conjunto dos genes humanos. Neste material genético está contida toda a informação para a construção e funcionamento do organismo humano. Este código está contido em cada uma das nossas

Leia mais

Biologia - Grupos A - B - Gabarito

Biologia - Grupos A - B - Gabarito 1 a QUESTÃO: (1, ponto) Avaliador Revisor Foram coletados 1. exemplares do mosquito Anopheles culifacies, de ambos os sexos, em cada uma de duas regiões denominadas A e B, bastante afastadas entre si.

Leia mais

2016 Dr. Walter F. de Azevedo Jr.

2016 Dr. Walter F. de Azevedo Jr. 2016 Dr. Walter F. de Azevedo Jr. 000000000000000000000000000000000000000 000000000000000000000000000000000000000 000000000000111111111110001100000000000 000000000001111111111111111111000000001 000000000111111111111111111111111000000

Leia mais

ÁCIDOS NUCLÉICOS Alfredinho Alves

ÁCIDOS NUCLÉICOS Alfredinho Alves ÁCIDOS NUCLÉICOS Alfredinho Alves 1 1. Histórico Frederish Miescher, médico alemão, aos 20 anos de idade, observou a presença do DNA em células do pus, embora não pudesse detalhar a estrutura molecular

Leia mais

ATIVIDADES. BC.06: Ácidos nucléicos e ação gênica BIOLOGIA

ATIVIDADES. BC.06: Ácidos nucléicos e ação gênica BIOLOGIA ATIVIDADES 1. DNA e RNA são encontrados em quantidades apreciáveis, respectivamente: a) no núcleo; no citoplasma. b) no núcleo; no núcleo e no citoplasma. c) no núcleo; no núcleo. d) no núcleo e no citoplasma;

Leia mais

Tema da aula/lista de exercício: Aula 7 Replicação/Transcrição/Tradução

Tema da aula/lista de exercício: Aula 7 Replicação/Transcrição/Tradução Disciplina: Biologia Profa: Laure Turma: TR / / Tema da aula/lista de exercício: Aula 7 Replicação/Transcrição/Tradução 1. (Unicamp) Em um experimento, um segmento de DNA que contém a região codificadora

Leia mais

COLÉGIO PEDRO II CAMPUS TIJUCA II

COLÉGIO PEDRO II CAMPUS TIJUCA II COLÉGIO PEDRO II CAMPUS TIJUCA II DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS COORD.: PROFa. CRISTIANA LIMONGI 1º & 2º TURNOS 3ª SÉRIE / ENSINO MÉDIO REGULAR & INTEGRADO ANO LETIVO 2015 PROFESSORES: FRED & PEDRO

Leia mais

OS ÁCIDOS NUCLÉICOS DNA / RNA

OS ÁCIDOS NUCLÉICOS DNA / RNA OS ÁCIDOS NUCLÉICOS DNA / RNA Prof. André Maia Considerações do Professor Os ácidos nucléicos são as maiores moléculas encontradas no mundo vivo. São responsáveis pelo controle dos processos vitais básicos

Leia mais

Biotecnologia Geral TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO

Biotecnologia Geral TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO Biotecnologia Geral TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO DNA Replicação DNA Trasncrição Reversa Transcrição RNA Tradução Proteína Transcrição É o processo pelo qual uma molécula de RNA é sintetizada a partir da informação

Leia mais

14/02/2017. Genética. Professora Catarina

14/02/2017. Genética. Professora Catarina 14/02/2017 Genética Professora Catarina 1 A espécie humana Ácidos nucleicos Tipos DNA ácido desoxirribonucleico RNA ácido ribonucleico São formados pela união de nucleotídeos. 2 Composição dos nucleotídeos

Leia mais

1 3AMINOپ0 9CIDOS PLASMپ0 9TICOS LIVRES پ0 9CIDOS AMINADOS PLASMپ0 9TICOS LIVRES

1 3AMINOپ0 9CIDOS PLASMپ0 9TICOS LIVRES پ0 9CIDOS AMINADOS PLASMپ0 9TICOS LIVRES 1 3AMIپ0 9CIDS PLASMپ0 9TICS LIVRES پ0 9CIDS AMIADS PLASMپ0 9TICS LIVRES CBPM 4.03.01.29-0 AMB 28.13.043-0 CBPM 4.03.01.67-2 AMB 28.04.099-6/92 Sinon ھmia: پ0 9cido asp rtico, پ0 9cido glutپ0 9mico, Alanina,

Leia mais

Substrato do Tripeptídeo

Substrato do Tripeptídeo Pergunta 1 Você está estudando uma enzima chamada quinase. Seu substrato é o tripeptídeo Ala-Lys-Thr, com uma molécula incomum em suas terminações C, a molécula GLOW. Quando essa molécula GLOW é segmentada

Leia mais

Fenilalanina (Phe) Treonina (Thr) Tirosina (Tir)

Fenilalanina (Phe) Treonina (Thr) Tirosina (Tir) Pergunta 1 Abaixo estão apresentadas as estruturas de três aminoácidos. Fenilalanina (Phe) Treonina (Thr) Tirosina (Tir) Usando os espaços em branco abaixo, classifique os três na ordem da hidrofobicidade

Leia mais

Aulas Multimídias Santa Cecília. Profa. Renata Coelho

Aulas Multimídias Santa Cecília. Profa. Renata Coelho Aulas Multimídias Santa Cecília Profa. Renata Coelho Duplicação, transcrição e tradução DNA Modelo de Watson e Crick, proposto em 2 de abril de 1953: DNA é formado por 2 fitas (dupla hélice) Cada filamento

Leia mais

Código Genético. Bianca Zingales

Código Genético. Bianca Zingales Código Genético Bianca Zingales zingales@iq.usp.br Um gene - uma enzima Beadle & Tatum (1930 1940) Experimentos de genética com o fungo Neurospora. Mutações induzidas com raios X. Mutações em um único

Leia mais

COLÉGIO PEDRO II CAMPUS TIJUCA II. DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS COORD.: PROFa. CRISTIANA LIMONGI

COLÉGIO PEDRO II CAMPUS TIJUCA II. DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS COORD.: PROFa. CRISTIANA LIMONGI COLÉGIO PEDRO II CAMPUS TIJUCA II DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS COORD.: PROFa. CRISTIANA LIMONGI 1º & 2º TURNOS 3ª SÉRIE / ENSINO MÉDIO REGULAR & INTEGRADO ANO LETIVO 2015 PROFESSORES: FRED & PEDRO

Leia mais

BIOLOGIA. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo. a) V V V b) V F F c) F F F d) V V F e) F V V

BIOLOGIA. Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo. a) V V V b) V F F c) F F F d) V V F e) F V V BIOLOGIA 01 Não é somente o sabor agradável ao paladar que faz dos cogumelos comestíveis um dos alimentos mais cobiçados pelos asiáticos e europeus. Esses cogumelos são ricos em proteínas, sais minerais,

Leia mais

Introdução à Teoria da Informação

Introdução à Teoria da Informação Introdução à Teoria da Informação Probabilidade e Estatística I Antonio Roque Aula 8 O conceito de quantidade de informação associada a um evento foi introduzido pelo engenheiro norte-americano Claude

Leia mais

BASES NITROGENADAS DO RNA

BASES NITROGENADAS DO RNA BIO 1E aula 01 01.01. A determinação de como deve ser uma proteína é dada pelos genes contidos no DNA. Cada gene é formado por uma sequência de códons, que são sequências de três bases nitrogenadas que

Leia mais

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS CÓDIGO GENÉTICO

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS CÓDIGO GENÉTICO UFRGS CÓDIGO GENÉTICO 1. (Ufrgs 2013) Sabe-se que a replicação do DNA é semiconservativa. Com base nesse mecanismo de replicação, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo. ( ) O DNA

Leia mais

genética molecular genética clássica DNA RNA polipeptídio GENÉTICA Exercícios 1. Julgue os itens que se seguem.

genética molecular genética clássica DNA RNA polipeptídio GENÉTICA Exercícios 1. Julgue os itens que se seguem. GENÉTICA clássica molecular DNA RNA polipeptídio Exercícios 1. Julgue os itens que se seguem. 01. As cadeias de RNA mensageiros são formadas por enzimas que complementam a sequência de bases de um segmento

Leia mais

Ácidos nucleicos. Disponível em: <http://carmelourso.files.wordpress.com/2011/08/3d-dna-cover.jpg>. Acesso em: 21 fev

Ácidos nucleicos. Disponível em: <http://carmelourso.files.wordpress.com/2011/08/3d-dna-cover.jpg>. Acesso em: 21 fev Ácidos nucleicos Ácidos nucleicos Disponível em: . Acesso em: 21 fev. 2012. Núcleo celular Define as características morfofisiológicas da

Leia mais

Prof. Marcelo Langer. Curso de Biologia. Aula Genética

Prof. Marcelo Langer. Curso de Biologia. Aula Genética Prof. Marcelo Langer Curso de Biologia Aula Genética CÓDIGO GENÉTICO Uma linguagem de códons e anticódons, sempre constituídos por 3 NUCLEOTÍDEOS. 64 CODONS = 4 tipos diferentes de nucleotídeos, combinação

Leia mais

- Ácidos Nucleicos e Síntese Proteica - Profª Samara

- Ácidos Nucleicos e Síntese Proteica - Profª Samara - Ácidos Nucleicos e Síntese Proteica - Profª Samara A verdade por trás da descoberta da estrutura do DNA Rosalind Franklin Mãe do DNA (1920-1958) Erwin Chargaff (1905-2002) FOTO 51 1953 James Watson e

Leia mais

DNA: Replicação e Transcrição. Professora: MSc Monyke Lucena

DNA: Replicação e Transcrição. Professora: MSc Monyke Lucena EXTRA, EXTRA Se a mãe for (DD) e o pai (D), nenhum dos descendentes será daltónico nem portador. Se a mãe (DD) e o pai for (d), nenhum dos descendentes será daltônico, porém as filhas serão portadoras

Leia mais

GOIÂNIA, / / PROFESSOR: FreD. DISCIPLINA: Biologia SÉRIE: 1º. ALUNO(a):

GOIÂNIA, / / PROFESSOR: FreD. DISCIPLINA: Biologia SÉRIE: 1º. ALUNO(a): GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: FreD DISCIPLINA: Biologia SÉRIE: 1º ALUNO(a): Recuperação 1º Semestre No Anhanguera você é + Enem O trabalho deve ser entregue em folha de papel almaço. Com capa e organizado.

Leia mais

Aula 8 Síntese de proteínas

Aula 8 Síntese de proteínas Aula 8 Síntese de proteínas As proteínas que podem ser enzimas, hormônios, pigmentos, anticorpos, realizam atividades específicas no metabolismo dos seres vivos. São produzidas sob o comando do DNA. Observe

Leia mais

Introdução à Bioquímica

Introdução à Bioquímica Introdução à Bioquímica Nucleotídeos e Ácidos Nucléicos Dra. Fernanda Canduri Laboratório de Sistemas BioMoleculares. Departamento de Física.. UNESP São José do Rio Preto - SP. Genoma! O genoma de um organismo

Leia mais

48 Como produzimos a insulina?

48 Como produzimos a insulina? A U A UL LA Como produzimos a insulina? Na aula passada você estudou a importância da insulina no nosso organismo. Dá para imaginar o que aconteceria conosco se não fabricássemos esse hormônio ou se o

Leia mais

EVOLUÇÃO. Prof. Nelson Jorge da Silva Jr. Ph.D.

EVOLUÇÃO. Prof. Nelson Jorge da Silva Jr. Ph.D. EVOLUÇÃO EVIDÊNCIAS DO PROCESSO EVOLUTIVO Prof. Nelson Jorge da Silva Jr. Ph.D. Professor Titular PREMISSAS BÁSICAS DA EVOLUÇÃO 1. As espécies mudam no sentido da descendência com modificação. 2. Todos

Leia mais

Estágio Docência. Vanessa Veltrini Abril Doutoranda em. Março de 2007

Estágio Docência. Vanessa Veltrini Abril Doutoranda em. Março de 2007 Ação Gênica Estágio Docência Vanessa Veltrini Abril Doutoranda em Genética e Melhoramento Animal Março de 2007 Qual é a função do DNA? Como a informação genética é transportada? Genes TRANSFERÊNCIA DE

Leia mais

Biologia Ensino Médio 2º ano classe: Prof. Cesinha Nome: nº

Biologia Ensino Médio 2º ano classe: Prof. Cesinha Nome: nº PRIMEIR LETR TEREIR LETR Biologia Ensino Médio 2º ano classe: Prof. esinha Nome: nº Valor: 10 Nota:. Lista de ExercíciosTarefa- Segundos nos prof. esinha 2015 1. (ff 2010) figura a seguir representa um

Leia mais

Unidade 5 Cresc. e renovação celular V ALTERAÇÕES DO MATERIAL GENÉTICO

Unidade 5 Cresc. e renovação celular V ALTERAÇÕES DO MATERIAL GENÉTICO 1 Unidade 5 Cresc. e renovação celular V ALTERAÇÕES DO MATERIAL GENÉTICO 2 E se ocorrerem erros durante a síntese proteica?? A possibilidade que a célula tem de manter a informação do seu DNA nas células-filhas

Leia mais

EXAME Discursivo. Biologia. 2 A fase 01/12/2013. Boa prova!

EXAME Discursivo. Biologia. 2 A fase 01/12/2013. Boa prova! 2 A fase EXAME Discursivo 01/12/2013 Biologia Caderno de prova Este caderno, com dezesseis páginas numeradas sequencialmente, contém dez questões de Biologia. Não abra o caderno antes de receber autorização.

Leia mais

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 08 RIBOSSOMOS E SÍNTESE PROTEICA

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 08 RIBOSSOMOS E SÍNTESE PROTEICA BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 08 RIBOSSOMOS E SÍNTESE PROTEICA Fixação 1) (UNICAMP) Considere um fragmento de DNA com a seguinte sequência de bases: GTA GCC TAG E responda: a) Qual será a sequência

Leia mais

Princípios de Sistemática Molecular

Princípios de Sistemática Molecular ! Ciências teóricas e sistemática biológica "! DNA, genes, código genético e mutação! Alinhamento de seqüências! Mudanças evolutivas em seqüências de nucleotídeos! Otimização em espaços contínuos e discretos!

Leia mais

DNA, RNA E INFORMAÇÃO

DNA, RNA E INFORMAÇÃO DNA, RNA E INFORMAÇÃO OS ÁCIDOS NUCLEICOS Embora descobertos em 1869, por Miescher, no pus das bandagens de ferimentos, o papel dos ácidos nucleicos na hereditariedade e no controle da atividade celular

Leia mais

1ª eliminatória 2013. Ex.: A B C D E 1/6. Questões sobre matéria de 10º ano:

1ª eliminatória 2013. Ex.: A B C D E 1/6. Questões sobre matéria de 10º ano: 1ª eliminatória 2013 Este teste é constituído por 30 questões que abordam diversas temáticas da Biologia. Lê as questões atentamente e seleciona a opção correta unicamente na Folha de Respostas, marcando-a

Leia mais

Resoluções das atividades

Resoluções das atividades Resoluções das atividades Aula 8 Ácidos nucleicos Atividades para sala 01 D 02 B No DNA, ocorrem duas fitas de polinucleotídios. As duas fitas são unidas por pontes de hidrogênio estabelecidas entre os

Leia mais

EXERCÍCIOS DE VESTIBULAR

EXERCÍCIOS DE VESTIBULAR EXERCÍCIOS DE VESTIBULAR PRÉ-VESTIBULAR BIOLOGIA PROF. MARCONI 1º Bimestre 01. (Ufal 2006) Como as células vivas não conseguem distinguir os elementos radioativos dos não radioativos, elas incorporam ambos

Leia mais

EXERCÍCIOS DE BIOLOGIA A PROF. MARCELO HÜBNER 01/08/2007

EXERCÍCIOS DE BIOLOGIA A PROF. MARCELO HÜBNER 01/08/2007 EXERCÍCIOS DE BIOLOGIA A PROF. MARCELO HÜBNER 01/08/2007 1. (Unicamp 2005) Em 25 de abril de 1953, um estudo de uma única página na revista inglesa Nature intitulado "A estrutura molecular dos ácidos nucléicos",

Leia mais

Duplicação do DNA e Síntese de PROTEÍNAS

Duplicação do DNA e Síntese de PROTEÍNAS Duplicação do DNA e Síntese de PROTEÍNAS Nucleotídeos É a unidade formadora dos ácidos nucléicos: DNA e RNA. É composto por um radical fosfato, uma pentose (ribose RNA e desoxirribose DNA) e uma base nitrogenada

Leia mais

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 34 RIBOSSOMOS E SÍNTESE DE PROTEÍNAS

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 34 RIBOSSOMOS E SÍNTESE DE PROTEÍNAS BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 34 RIBOSSOMOS E SÍNTESE DE PROTEÍNAS anticódon códon Como pode cair no enem (ENEM) Define-se genoma como o conjunto de todo o material genético de uma espécie, que, na

Leia mais

26/04/2015. Tradução. José Francisco Diogo da Silva Junior Mestrando CMANS/UECE. Tradução em eucarióticos e procarióticos. Eventos pós transcricionais

26/04/2015. Tradução. José Francisco Diogo da Silva Junior Mestrando CMANS/UECE. Tradução em eucarióticos e procarióticos. Eventos pós transcricionais Tradução José Francisco Diogo da Silva Junior Mestrando CMANS/UECE Tradução em eucarióticos e procarióticos Eventos pós transcricionais 1 Processo de síntese de proteínas mrna contém o código do gene trna

Leia mais

Duplicação do DNA & Síntese de proteínas

Duplicação do DNA & Síntese de proteínas Duplicação do DNA & Síntese de proteínas Aula de Biologia Tema: Duplicação do DNA & Síntese Protéica Daniel Biólogo Planetabiologia.com ÁCIDOS NUCLÉICOS 1) Conceito: Os Ácidos Nucléicos são macromoléculas,

Leia mais

CAPÍTULO 6: COMPOSTOS ORGÂNICOS PROTEÍNAS CAP. 7: COMPOSTOS ORGÂNICOS ÁCIDOS NUCLEICOS E VITAMINAS

CAPÍTULO 6: COMPOSTOS ORGÂNICOS PROTEÍNAS CAP. 7: COMPOSTOS ORGÂNICOS ÁCIDOS NUCLEICOS E VITAMINAS CAPÍTULO 6: COMPOSTOS ORGÂNICOS PROTEÍNAS CAP. 7: COMPOSTOS ORGÂNICOS ÁCIDOS NUCLEICOS E VITAMINAS 1. Dentre os diferentes compostos orgânicos das células temos as proteínas. Sobre estas responda: a) Cite

Leia mais

ESTRUTURA E FUNÇÃO DOS GENES E CROMOSSOMOS

ESTRUTURA E FUNÇÃO DOS GENES E CROMOSSOMOS Faculdade Ciência da Vida Disciplina: Genética Básica Aula 2 ESTRUTURA E FUNÇÃO DOS GENES E CROMOSSOMOS PROFESSORA: Fernanda Guimarães E-MAIL: guimaraes.biologia@gmail.com NÚCLEO Abriga do material genético

Leia mais

LIVRETE DE QUESTÕES E RASCUNHO. 1) Confira seus dados e assine a capa deste Livrete de Questões e Rascunho somente no campo próprio.

LIVRETE DE QUESTÕES E RASCUNHO. 1) Confira seus dados e assine a capa deste Livrete de Questões e Rascunho somente no campo próprio. PROVA DISCURSIVA LIVRETE DE QUESTÕES E RASCUNHO 1 O DIA VESTIBULAR 2015 INSTRUÇÕES 1) Confira seus dados e assine a capa deste Livrete de Questões e Rascunho somente no campo próprio. 2) Utilize-se dos

Leia mais

Composição química celular

Composição química celular Natália Paludetto Composição química celular Proteínas Enzimas Ácidos nucléicos Proteínas Substâncias sólidas; Componente orgânico mais abundante da célula. Podem fornecer energia quando oxidadas, mas

Leia mais

Biologia. Código Genético. Professor Enrico Blota.

Biologia. Código Genético. Professor Enrico Blota. Biologia Código Genético Professor Enrico Blota www.acasadoconcurseiro.com.br Biologia CÓDIGO GENÉTICO NÚCLEO E SÍNTESE PROTEICA O núcleo é de fundamental importância para grande parte dos processos que

Leia mais

Organização estrutural e funcional do núcleo. Professor Otaviano Ottoni Netto

Organização estrutural e funcional do núcleo. Professor Otaviano Ottoni Netto Organização estrutural e funcional do núcleo Professor Otaviano Ottoni Netto Núcleo Celular Estrutura do Núcleo Alberts et al., 1994 - págs 335 e 345 _Tráfego de proteínas entre núcleo e citoplasma_

Leia mais

PROF: L. CLAUDIO BIOLOGIA

PROF: L. CLAUDIO BIOLOGIA NOME: 1ºANO- EXERCICIOS DE RECUPERAÇÃO PROF: L. CLAUDIO BIOLOGIA 1. (G2) Quais são as duas propriedades fundamentais do DNA que permitem a essa substância desempenhar o papel de material genético? 2. (G2)

Leia mais

3 Nucleotídeos e Ácidos Nucléicos

3 Nucleotídeos e Ácidos Nucléicos 1 3 Nucleotídeos e Ácidos Nucléicos - São compostos ricos em energia - Funcionam como sinais químicos - São reservatórios moleculares da informação genética a) Nucleotídeos - São encontrados polimerizados

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO Disciplina de BIOLOGIA E GEOLOGIA 11º ano 1º Teste Formativo 11º A TEMA: DNA e Síntese de Proteínas 45 minutos 21 de Outubro de 2011 Nome: Nº Classificação: _,

Leia mais

AU10. Princípios Básicos de Genética Molecular 2: Regulação da Expressão Gênica. Juliana da Silveira Schauren

AU10. Princípios Básicos de Genética Molecular 2: Regulação da Expressão Gênica. Juliana da Silveira Schauren AU10 Princípios Básicos de Genética Molecular 2: Regulação da Expressão Gênica Juliana da Silveira Schauren Doutoranda PPG-GEN julianaschauren@gmail.com Resumo Introdução: revisão transcrição e tradução

Leia mais

REVISÃO: Terceira Unidade Nutrição

REVISÃO: Terceira Unidade Nutrição REVISÃO: Terceira Unidade Nutrição Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto JUL/2011 HISTÓRICO 1957 CRICK e GAMOV Dogma Central da Biologia Molecular A Célula DIFERENCIAÇÃO Núcleo: DNA CRESCIMENTO

Leia mais

DNA RNA Proteínas. Organização estrutural e funcional do núcleo 04/04/2017. Processamento (Splicing) Tradução (citoplasma) Replicação.

DNA RNA Proteínas. Organização estrutural e funcional do núcleo 04/04/2017. Processamento (Splicing) Tradução (citoplasma) Replicação. Organização estrutural e funcional do núcleo DNA RNA Proteínas Replicação Transcrição Processamento (Splicing) Tradução (citoplasma) Cromatina - Eucromatina - Heterocromatina Cromossomo - Mitose 1 DNA

Leia mais

Duplicação do DNA e Síntese de PROTEÍNAS. Telmo Giani Fonte: Internet

Duplicação do DNA e Síntese de PROTEÍNAS. Telmo Giani Fonte: Internet Duplicação do DNA e Síntese de PROTEÍNAS Telmo Giani Fonte: Internet OS ÁCIDOS NUCLEICOS DNA Ácido fosfórico Desoxirribose Bases Púricas: A e G Bases Pirimídicas: C e T Dupla fita RNA Ácido fosfórico Ribose

Leia mais

Enunciado de Prova Escrita de Avaliação Sumativa

Enunciado de Prova Escrita de Avaliação Sumativa Enunciado de Prova Escrita de Avaliação Sumativa Ano Lectivo: 2007/200 Disciplina: Biologia e Geologia (ano 2) Ano: 11º Turma: CT Curso: C.H. - C.T. Duração: 0 min. Data: 31 / /2007 Docente: Catarina Reis

Leia mais

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Bacharelado em Gestão Ambiental Biologia Aplicada Aula 7

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Bacharelado em Gestão Ambiental Biologia Aplicada Aula 7 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Bacharelado em Gestão Ambiental Biologia Aplicada Aula 7 Professor Antônio Ruas 1. Créditos: 60 2. Carga horária semanal: 4 3. Semestre: 1 4. Assunto: (i) Síntese

Leia mais

Os conceitos I, II, III e IV podem ser substituídos, correta e respectivamente, por

Os conceitos I, II, III e IV podem ser substituídos, correta e respectivamente, por 01 - (FATEC SP) Mapas conceituais são diagramas que organizam informações sobre um determinado assunto por meio da interligação de conceitos através de frases de ligação. Os conceitos geralmente são destacados

Leia mais

Nutrição. Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

Nutrição. Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto Nutrição Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto JUN/2011 Princípios Básicos As proteínas são vinculo entre genótipo e fenótipo; A expressão gênica é o processo pelo qual o DNA coordena a síntese

Leia mais

Síntese de Proteínas. Professora: Luciana Ramalho 2017

Síntese de Proteínas. Professora: Luciana Ramalho 2017 Síntese de Proteínas Professora: Luciana Ramalho 2017 Introdução O que torna Você diferente do seu amigo? Ou de um fungo? R: É o DNA! Como o DNA influencia nas suas características? R: Ele codifica as

Leia mais

Interbits SuperPro Web

Interbits SuperPro Web 1. (em 2004) Sobre a atividade e a expressão dos genes, assinale o que for correto. 01) Durante a transcrição de um gene normal e funcional, as fitas opostas servem de molde para a síntese de RN mensageiros

Leia mais

2. Resposta: C Comentário: Ribonucleases são enzimas que digerem moléculas de RNA, principais componentes de estruturas como ribossomos e nucléolos.

2. Resposta: C Comentário: Ribonucleases são enzimas que digerem moléculas de RNA, principais componentes de estruturas como ribossomos e nucléolos. 1. A Comentário: Cada 3 bases nitrogenadas no RNAm constituem uma unidade denominada códon, que uma vez traduzida, codifica um certo aminoácido no peptídio. Assim, se a proteína em questão contém 112 aminoácidos,

Leia mais

1) (FMSA-SP) Os fenômenos 1, 2 e 3 no esquema ao lado são respectivamente:

1) (FMSA-SP) Os fenômenos 1, 2 e 3 no esquema ao lado são respectivamente: 1) (FMSA-SP) Os fenômenos 1, 2 e 3 no esquema ao lado são respectivamente: a) tradução, transcrição, duplicação b) duplicação, transcrição, tradução c) duplicação, tradução, transcrição d) tradução, duplicação,

Leia mais

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE BIOLOGIA - 3ª SÉRIE - 3º BIMESTRE

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE BIOLOGIA - 3ª SÉRIE - 3º BIMESTRE ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE BIOLOGIA - 3ª SÉRIE - 3º BIMESTRE - 2017 Nome: Nº 3ª Série Data: / / 2017 Soraia e Thierry Professor(a):Danilo, Glauco, Léa, Nota: (Valor 1,0) APRESENTAÇÃO: A estrutura da recuperação

Leia mais

Professor Antônio Ruas

Professor Antônio Ruas Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Componente curricular: BIOLOGIA GERAL Aula 4 Professor Antônio Ruas 1. Temas: Macromoléculas celulares Produção

Leia mais

Profº André Montillo

Profº André Montillo Profº André Montillo www.montillo.com.br Definição: É um polímero, ou seja, uma longa cadeia de nucleotídeos. Estrutura Molecular dos Nucleotídeos: Os nucleotídeos são constituídos por 3 unidades: Bases

Leia mais

21/08/2017 DOGMA DA BIOLOGIA MOLECULAR TRADUÇÃO TRADUÇÃO TRADUÇÃO FACULDADE EDUCACIONAL DE MEDIANEIRA. Profª. Dra. Patrícia Bellon.

21/08/2017 DOGMA DA BIOLOGIA MOLECULAR TRADUÇÃO TRADUÇÃO TRADUÇÃO FACULDADE EDUCACIONAL DE MEDIANEIRA. Profª. Dra. Patrícia Bellon. FACULDADE EDUCACIONAL DE MEDIANEIRA DOGMA DA BIOLOGIA MOLECULAR NÚCLEO Profª. Dra. Patrícia Bellon. CITOPLASMA Agosto/2017 O que é tradução? Processo pelo qual a informação genética transcrita em RNAm

Leia mais

Prof. Marcelo Langer. Curso de Biologia. Aula 26 Genética

Prof. Marcelo Langer. Curso de Biologia. Aula 26 Genética Prof. Marcelo Langer Curso de Biologia Aula 26 Genética MATERIAL GENÉTICO A primeira atividade é a de orientação do DNA para formar a proteína, que será responsável pela característica genética. DNA é

Leia mais

Assinale abaixo quais os processos que resultam na expressão das características individuais:

Assinale abaixo quais os processos que resultam na expressão das características individuais: Atividade extra Questão 1 O DNA é formado por pedaços capazes de serem convertidos em algumas características. Esses pedaços são chamados de genes. Assinale abaixo quais os processos que resultam na expressão

Leia mais

Do DNA à Proteína: Síntese protéica. Profa. Dra. Viviane Nogaroto

Do DNA à Proteína: Síntese protéica. Profa. Dra. Viviane Nogaroto Do DNA à Proteína: Síntese protéica TRADUÇÃO: informação genética em moléculas de mrna é traduzida nas sequências de aminoácidos de proteínas de acordo com especificações do código genético. DO DNA À PROTEÍNA

Leia mais

EXERCÍCIOS DE MONITORIA 2º PERÍODO AGOSTO BIOLOGIA RECUP. PARCIAL

EXERCÍCIOS DE MONITORIA 2º PERÍODO AGOSTO BIOLOGIA RECUP. PARCIAL 1ª série Ens. Médio 1. A figura a seguir refere-se à hereditariedade: a) EXERCÍCIOS DE MONITORIA 2º PERÍODO AGOSTO BIOLOGIA RECUP. PARCIAL b) Explique de que forma a molécula de DNA atua no fenômeno da

Leia mais

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-2ª Prova Comum BIOLOGIA QUESTÃO 01

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-2ª Prova Comum BIOLOGIA QUESTÃO 01 BOLOGA TPO 1 QUESTÃO 01 Leia o trecho a seguir. No processo evolutivo, muitos animais foram extintos depois de se diferenciarem de seus parentes mais próximos. Boa parte deles virou fóssil e, quando descobertos,

Leia mais

BIOLOGIA MOLECULAR EM ENDOCRINOLOGIA

BIOLOGIA MOLECULAR EM ENDOCRINOLOGIA BIOLOGIA MOLECULAR EM ENDOCRINOLOGIA Curso de Atualização em Endocrinologia 2017 Denise Pires de Carvalho Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho / UFRJ DNA Sequência de Nucleotídeos RNA Sequência de

Leia mais

BIOLOGIA. 01. Considere o enunciado abaixo e as três propostas para completá-lo.

BIOLOGIA. 01. Considere o enunciado abaixo e as três propostas para completá-lo. BIOLOGIA 01. Considere o enunciado abaixo e as três propostas para completá-lo. Fleming, um microbiologista, ao examinar placas de cultivo semeadas com bactérias, observou que elas eram incapazes de crescer

Leia mais

- Ácido ribonucléico (ARN ou RNA): participa do processo de síntese de proteínas.

- Ácido ribonucléico (ARN ou RNA): participa do processo de síntese de proteínas. 1- TIPOS DE ÁCIDO NUCLÉICO: DNA E RNA Existem dois tipos de ácidos nucléicos: - Ácido desoxirribonucléico (ADN ou DNA): é o principal constituinte dos cromossomos, estrutura na qual encontramos os genes,

Leia mais

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 26 VÍRUS

BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 26 VÍRUS BIOLOGIA - 3 o ANO MÓDULO 26 VÍRUS Estrutura de um bacteriófago Proteína cabeça DNA cauda Proteínas cromossomo bacteriano Fago DNA Como pode cair no enem (MACKENZIE) O ser humano tem travado batalhas constantes

Leia mais

Anabolismo Nuclear e Divisão Celular

Anabolismo Nuclear e Divisão Celular 1. (UFRN) Uma proteína X codificada pelo gene Xp é sintetizada nos ribossomos, a partir de um RNAm. Para que a síntese aconteça, é necessário que ocorram, no núcleo e no citoplasma, respectivamente, as

Leia mais

Síntese de Proteínas e Divisão Celular

Síntese de Proteínas e Divisão Celular Síntese de Proteínas e Divisão Celular Síntese de Proteínas e Divisão Celular 1. Normalmente não se encontram neurônios no cérebro em plena divisão celular. Entretanto, no Mal de Alzheimer, grandes quantidades

Leia mais

TRADUÇÃO PROTEICA. Tradução é o processo de leitura da seqüência de mrna e sua conversão em uma seqüência de aminoácidos.

TRADUÇÃO PROTEICA. Tradução é o processo de leitura da seqüência de mrna e sua conversão em uma seqüência de aminoácidos. TRADUÇÃO PROTEICA Tradução é o processo de leitura da seqüência de mrna e sua conversão em uma seqüência de aminoácidos. A tradução ocorre no citoplasma e ocorre em organelas citoplasmáticas chamadas ribossomos.

Leia mais

Prof. Marcelo Langer. Curso de Biologia. Aula 16 Genética

Prof. Marcelo Langer. Curso de Biologia. Aula 16 Genética Prof. Marcelo Langer Curso de Biologia Aula 16 Genética FUNCIONAMENTO DO GENE Um gene não funciona em todas as células, mas somente em um tipo de célula, onde tem relação à sua função. Isso ocorre devido

Leia mais

Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com

Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com ÁCIDOS NUCLEICOS ÁCIDOS NUCLÉICOS: são substâncias formadoras de genes, constituídas por um grande

Leia mais

MACRONUTRIENTES III PROTEÍNAS

MACRONUTRIENTES III PROTEÍNAS MACRONUTRIENTES III PROTEÍNAS 1 PROTEÍNAS As proteínas são compostos orgânicos de estrutura complexa e massa molecular elevada, elas são sintetizadas pelos organismos vivos através da condensação de um

Leia mais

Genética de microrganismos. Disciplina: Princípios de Microbiologia Professor: José Belasque Junior Monitora: Gislâine Vicente dos Reis

Genética de microrganismos. Disciplina: Princípios de Microbiologia Professor: José Belasque Junior Monitora: Gislâine Vicente dos Reis Genética de microrganismos Disciplina: Princípios de Microbiologia Professor: José Belasque Junior Monitora: Gislâine Vicente dos Reis Piracicaba, outubro 2014 Histórico 1868- Primeiro a estudar o núcleo

Leia mais

BIOQUÍMICA CELULAR E MOLECULAR DA DEPRESSÃO PROF.DR.PAULO CESAR NAOUM ACADEMIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP 2014/15

BIOQUÍMICA CELULAR E MOLECULAR DA DEPRESSÃO PROF.DR.PAULO CESAR NAOUM ACADEMIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP 2014/15 BIOQUÍMICA CELULAR E MOLECULAR DA DEPRESSÃO PROF.DR.PAULO CESAR NAOUM ACADEMIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP 2014/15 PARA ENTENDER A BIOQUÍMICA DA DEPRESSÃO É PRECISO SABER QUE ENTRE

Leia mais

Professor Antônio Ruas

Professor Antônio Ruas Universidade Estadual do Rio Grande do Sul Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental Componente curricular: BIOLOGIA GERAL Aula 4 Professor Antônio Ruas 1. Temas: Macromoléculas celulares Produção

Leia mais

REVISÃO LEMBRANDO O DOGMA CENTRAL DA BIOLOGIA. Aula 2

REVISÃO LEMBRANDO O DOGMA CENTRAL DA BIOLOGIA. Aula 2 REVISÃO LEMBRANDO O DOGMA CENTRAL DA BIOLOGIA Aula 2 LGN0232 Genética molecular Maria Carolina Quecine Departamento de Genética mquecine@usp.br O QUE EXISTE EM COMUM ENTRE OS ORGANISMOS? O QUE FAZ UM

Leia mais

a) Baseando-se nos resultados acima, qual é a sequência mais provável desses 4 genes no cromossomo, a partir do gene A? b) Justifique sua resposta.

a) Baseando-se nos resultados acima, qual é a sequência mais provável desses 4 genes no cromossomo, a partir do gene A? b) Justifique sua resposta. CAP. 08: HERANÇA QUANTITATIVA OU POLIGENICA CAP. 09: MAPAS DE LIGAÇÃO GÊNICA - LINKAGE CAP. 10: O MATERIAL GENÉTICO E A GENÉTICA DO FUNCIONAMENTO DOS GENES 1. Considere dois genes e seus respectivos alelos:

Leia mais

IGC - Dia Aberto 2010 Unidade de Bioinformática e Biologia Computacional

IGC - Dia Aberto 2010 Unidade de Bioinformática e Biologia Computacional 2 I Como é que o DNA codifica para proteínas? Sabia que: O DNA é constituído por fiadas de quatro nucleótidos diferentes, representados pelas letras A G T C, em que A é adenina, G guanina, T timina e C

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ MARINEZ GUERREIRO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ MARINEZ GUERREIRO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ MARINEZ GUERREIRO COMPARATIVO DE METODOLOGIAS DE ENSINO DE PRINCÍPIOS DE GENÉTICA APLICADAS EM TURMAS DE 1 ANO DO ENSINO MÉDIO FOZ DO IGUAÇU 2015 MARINEZ GUERREIRO COMPARATIVO

Leia mais

TRADUÇÃO SÍNTESE PROTEICA

TRADUÇÃO SÍNTESE PROTEICA TRADUÇÃO SÍNTESE PROTEICA Formação do Aminoacil-tRNA Durante a formação do aminoacil-trna, o aminoácido é primeiramente ativado, reagindo com o ATP. Após, é transferido do aminoacil-amp para a extremidade

Leia mais

Genética Bacteriana. Julliane Dutra Medeiros

Genética Bacteriana. Julliane Dutra Medeiros Genética Bacteriana Julliane Dutra Medeiros 1 A célula bacteriana 2 Relembrando conceitos... Genoma informação genética de uma célula (cromossomo e plasmídeos) Estruturas contendo DNA que transportam fisicamente

Leia mais

Revisão SPLICING TRANSGÊNICO

Revisão SPLICING TRANSGÊNICO Revisão SPLICING Durante a transcrição para a formação do RNAm, o DNA (gene) transcreve as partes ativas (éxons) e as inativas (íntrons), porém, antes de sair para o citoplasma, o RNAm "perde" os íntrons,

Leia mais

Material e Métodos Resultados e Discussão

Material e Métodos Resultados e Discussão Área: Melhoramento Genético Vegetal TRANSFERIBILIDADE DE PRIMERS MICROSSATÉLITES DE Phaseolus vulgaris PARA Vigna unguiculata Matheus Felipe Nogueira da Silva 1, Leidiane Bezerra Albuquerque 2, Rafaela

Leia mais

objetivos Fluxo da informação genética tradução I AULA Pré-requisitos

objetivos Fluxo da informação genética tradução I AULA Pré-requisitos Fluxo da informação genética tradução I 26 objetivos Nesta aula, você terá oportunidade de: Acompanhar o experimento que indicou a relação entre um gene e uma enzima. Compreender o conceito de gene e saber

Leia mais

Profº Lásaro Henrique

Profº Lásaro Henrique Profº Lásaro Henrique Proteínas são macromoléculas complexas, compostas de aminoácidos. São os constituintes básicos da vida e necessárias para os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos. Nos

Leia mais

Ribose. Púricas (dois anéis): Adenina e Guanina. Bases nitrogenadas Pirimídicas (um anel): Timina, Citosina e Uracila

Ribose. Púricas (dois anéis): Adenina e Guanina. Bases nitrogenadas Pirimídicas (um anel): Timina, Citosina e Uracila DNA RNA 17/04/2017 Genes (ou Gen) é uma parte do DNA capaz de sintetizar uma proteína específica. O DNA (Ácido Desoxiribonucleico) é formado pela união de nucleotídeos. Fosfato Ribose Glicídio do grupo

Leia mais