PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO TECNOLÓGICA BASEADO EM FERRAMENTAS SOFTWARE LIVRE ESTUDO DE CASO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM

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1 PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO TECNOLÓGICA BASEADO EM FERRAMENTAS SOFTWARE LIVRE ESTUDO DE CASO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL DO CEFET-SC

2 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO MÁRIO LUCIO ROLOFF PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO TECNOLÓGICA BASEADO EM FERRAMENTAS SOFTWARE LIVRE ESTUDO DE CASO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL DO CEFET-SC FLORIANÓPOLIS 2007 ii

3 MÁRIO LUCIO ROLOFF PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO TECNOLÓGICA BASEADO EM FERRAMENTAS SOFTWARE LIVRE ESTUDO DE CASO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL DO CEFET-SC Dissertação apresentada como requisito à obtenção do grau de Mestre em Administração, Curso de Mestrado Profissional em Administração, Área de Concentração: Gestão Estratégica das Organizações, Linha de Pesquisa: Gestão de Inovações e Tecnologias Organizacionais. Orientador: Prof. Rubens Araújo de Oliveira, Dr. FLORIANÓPOLIS 2007 iii

4 MÁRIO LUCIO ROLOFF PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO TECNOLÓGICA BASEADO EM FERRAMENTAS SOFTWARE LIVRE ESTUDO DE CASO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL DO CEFET-SC Esta dissertação foi julgada adequada para a obtenção do Título de Mestre em Administração, na área de concentração Gestão Estratégica das Organizações, linha de pesquisa: Gestão de Inovações e Tecnologias Organizacionais, e aprovada em sua forma final pelo Curso de Mestrado Profissional em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina, em 30 de Março de Prof o Mário César Barreto Moraes, Dr. Coordenador do Mestrado Profissional em Administração Apresentada à Comissão Examinadora, integrada pelos professores: Profº Rubens Araújo de Oliveira, Dr. Orientador Profº José Luiz Fonseca da Silva Filho, Dr. Membro Profª Consuelo Aparecida Sielski Santos, Drª. Membra iv

5 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho àqueles que como eu amam o ensino, a pesquisa e a extensão, que sabem que sem educação nada éramos, nada somos e nada seremos e que lutam no dia-a-dia para o seu reconhecimento no nosso país. v

6 AGRADECIMENTOS Agradeço ao meu orientador, Prof. Dr. Rubens Araújo de Oliveira, pela total dedicação à arte de educar e pesquisar, pelo apoio nas tomadas de decisões, pela compreensão das adversidades, que de uma maneira ou outra se fizeram presentes e, acima de tudo, pelo laço de amizade criado desde os primeiros contatos até os dias de hoje. Agradeço também à Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), especialmente à Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG), com o seu Programa de Pós-Graduação na modalidade de Mestrado Profissional, que proporcionou um ótimo ambiente para o meu desenvolvimento profissional e humano com um programa de mestrado de qualidade, recomendado pela CAPES e com um futuro promissor. Agradeço ao corpo docente e técnico administrativo em educação, sempre à disposição no atendimento aos alunos. Agradeço à amizade sincera dos colegas da turma de mestrado profissional de 2004 que pela sua formação diversificada e eclética contribuiu para um melhor entendimento de mundo. Agradeço ao Centro Federal de Educação Tecnológia de Santa Catarina (CEFET-SC), instituição da qual faço parte e onde me realizo como profissional e ao Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial (CSTAI), ao qual sou vinculado como professor de dedicação exclusiva, lugar onde meus sonhos se realizam dia-a-dia. Ofereço um agradecimento especial à Diretora do CEFET-SC, profª Consuelo Aparecida Sielski Santos e à coordenadora do curso de Automação Industrial, profª Silvana Rosa Lisboa de Sá, que me apoiaram e incentivaram nos acertos e nos erros. Não posso deixar de agradecer a todas as pessoas da comunidade do CEFET-SC que conheci nesse último ano e que estiveram sempre dispostas a ouvir, a aprender e, principalmente, a ensinar. Agradeço aos meus pais Wolfgang Roloff (in memorium) e Genoveva Silveira Roloff, que nunca mediram esforços para proporcionar a melhor educação e formação para o seu filho. Agradeço aos demais familiares que nas horas de aflição estavam presentes. Agradeço ao apoio da minha família: Lourival Starosky, Margarida Marian Starosky e Ana Francisca Starosky. Obrigado pela força e pelo carinho. Agradeço a minha esposa Micheli Cristina Starosky Roloff, que esteve comigo durante todos os minutos desta caminhada. Obrigado pela compreensão, pelos seus conselhos, em suma, pelo seu amor. Agradeço a Deus, que sem Ele nada seria. vi

7 Companhias obtêm vantagem competitiva através de ações de inovação. O enfoque da inovação em seu sentido amplo inclui novas tecnologias e novas maneiras de fazer coisas. Michael Porter Na Nova Economia o conhecimento é fator essencial do processo de produção e geração de riqueza. O fator de produção decisivo não é mais nem o capital, nem o trabalho. O conhecimento é o novo fator de produção. Peter Drucker vii

8 RESUMO A presente dissertação aborda a temática da gestão tecnológica, onde a pesquisa é focada na seleção das ferramentas tecnológicas software livre que melhor se adequam à promoção da gestão do conhecimento de uma organização. Este projeto de dissertação apresenta a demanda pela gestão do conhecimento nas organizações atuais, onde este assunto passou a ter destaque nas atividades das mesmas, mas que muitas vezes é relegado a um segundo plano pela necessidade de investimentos financeiros vultosos na escolha e implantação das tecnologias apropriadas, somada à demanda por treinamento e capacitação dos recursos humanos. Apresenta-se nesta dissertação uma abordagem diferente, em que a temática da gestão do conhecimento e as ferramentas tecnológicas para este fim constituem a linha de pesquisa denominada gestão tecnológica. A gestão tecnológica é tratada nesta dissertação concomitantemente com o conceito de software livre, na qual é realizada uma pesquisa das diversas soluções de software existentes sob a filosofia software livre para a gestão do conhecimento. Ademais, constata-se a hipótese de que é possível adotar práticas de gestão do conhecimento por meio da união e da customização das ferramentas software livre e, dessa forma, propicia-se a qualquer organização o poder de atuar na gestão tecnológica e aplicar as práticas e políticas de gestão do conhecimento, seja em uma micro-empresa ou em uma grande corporação. Com a finalidade de comprovação e de obtenção de resultados, um estudo de caso foi realizado no Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (CEFET-SC). Este curso foi escolhido visto que o mesmo apresenta uma demanda por políticas de gestão do conhecimento sustentadas pelas ferramentas tecnológicas e também por ser o ambiente de trabalho do acadêmico autor desta dissertação. Ao longo do documento, são apresentadas as motivações para o trabalho, a fundamentação teórica, o cenário de estudo e, ainda, apresenta-se a pesquisa e o desenvolvimento do modelo de gestão inovadora proposto para o curso e para outras organizações. Por fim, relata-se os resultados alcançados e as conclusões obtidas com esta investigação. Palavras-chave: gestão tecnológica, ferramentas software livre, gestão do conhecimento. viii

9 ABSTRACT The present master thesis approaches the main thematic of the technological management, where the research is focused in the election of the technological free software tools that better adjust the promotion of the knowledge management of an organization. This master thesis presents the demand for the knowledge management in the current organizations, where this subject started to have prominence in the activities of the organization, but that many times this is a secundary goal in the strategic plain because the demand of financial investments in the choice and an implantation of the adjusted technologies, added the demand for training and qualification of the human resources. A different boarding is presented in this master thesis, where thematic of the technological management of the knowledge and tools for this end they constitute the line of called research technological management. The technological management is treated in this master thesis jointly with the concept of free software. Where a research in the diverse existing solutions of software under the philosophy is become fullfilled free software for the management of the knowledge. And evidences it hypothesis that is possible to adopt practical of knowledge management being used itself of the union and the customization of the tools free software. In such a way, is propitiated that any organization can act in the technological management and apply the practical ones and politics of knowledge management is in a micron-company or a great corporation. Similar to apply the research and to get resulted, a case study it is carried through in the Superior Course of Technology in Industrial Automation of the Federal Center of Technological Education of Santa Catarina (CEFET-SC). The course was chosen because it has the same demand for politics of knowledge management by the technological tools and also, for being the environment of work of the author. Throughout the document the motivations for the work, the theoretical recital, the study scene are presented, still, it is presented research and the development of the considered an innovative model management for the course and other organizations. The master thesis is finished with a story on the reached results and the conclusions gotten with this project. Key words: technological management, free software tools, knowledge management. ix

10 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - As quatro conversões do conhecimento Quadro 2 - Etapas e saídas da metodologia para os módulos I e II Quadro 3 - Etapas e saídas previstas pela metodologia para os módulos III à VII...79 Quadro 4 - Fatores e demandas levantados na pesquisa do estudo de caso do CSTAI Quadro 5 - Finalidade e ferramentas software livre estudadas Quadro 6 - Resultados do Joomla no CSTAI Quadro 7 - Resultados do Moodle no CSTAI Quadro 8 - Resultados do MGW no CSTAI Quadro 9 - Resultados do MediaWiki no CSTAI Quadro 10 - Resultados do netoffice DWINS no CSTAI x

11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Modelos iterativos de prototipagem para Gestão de Projetos Figura 2 - Organograma da DGC do CEFET-SC Figura 3 - Estruturação do CSTAI do CEFET-SC Figura 4 - Principais áreas formadoras da Automação Industrial...74 Figura 5 - Estrutura para o CSTAI do CEFET-SC Figura 6 - Posição do CSTAI no organograma do CEFET-SC Figura 7 - Posição do CSTAI no organograma do CEFET-SC Figura 8 - Estrutura de gestão do CSTAI do CEFET-SC Figura 9 - Principais demandas de gestão do CSTAI do CEFET-SC...95 Figura 10 - Modelo da estrutura proposta de gestão do CSTAI do CEFET-SC...96 Figura 11 - Proposta do portal de gestão do CSTAI do CEFET-SC...97 Figura 12 - Ferramentas candidatas SL para a GC do CSTAI do CEFET-SC Figura 13 - Moodle na Automação Figura 14 - Moodle no Sistemas Digitais Figura 15 - Moodle no Design Figura 16 - Moodle nos cursos pesquisados Figura 17 - Percentuais de usuários ativos e inativos do AVA-Moodle Figura 18 - As demandas X modelo de gestão tecnológica do CSTAI do CEFET-SC Figura 19 - Tela inicial do portal do CSTAI do CEFET-SC Figura 20 - Tela inicial do MGW para Gestão Colaborativa Figura 21 - Tela inicial do Moodle Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem Figura 22 - Tela inicial do MediaWiki Gestão de Conteúdo Figura 23 - Tela inicial do netoffice DWINS Gestão de Equipes e Projetos xi

12 12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Dados dos cursos de graduação tecnológica no emprego do AVEA-Moodle Tabela 2 - Dados dos usuários do AVEA-Moodle da unidade Florianópolis do CEFET-SC 110

13 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ACATE CEFET-SC CSTAI DAMM DGC ESAG FIESC GC GNU GPL LINUX IEL/SC IES INEP INPI ITI MEC MIT ONG OSCIP PD&I PPC PPI SEBRAE SL SINAES SW TAE UDESC Associação Catarinense da Empresas de Tecnologia Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial Departamento Acadêmico de Metal-mecânica Diretoria de Gestão do Conhecimento Escola Superior de Administração e Gerência Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Gestão do Conhecimento Acrônimo de: GNU's not UNIX General Public License Sistema operacional tipo UNIX criado por Linus Tovarlds Instituto Euvaldo Lodi Instituição de Ensino Superior Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Instituto Nacional de Propriedade Intelectual Instituto Tecnológico e Informática Ministério da Educação e Cultura Massachusetts Institute of Tecnology Organização Não-Governamental Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Projeto Pedagógico do Curso Plano Pedagógico Institucional Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Software Livre Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior Software Técnico-Administrativo em Educação Universidade do Estado de Santa Catarina xiii

14 LISTA DE SÍMBOLOS Copyright Marca registrada xiv

15 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Contexto do Trabalho Motivação Objetivos Geral Específicos Metodologia da Pesquisa Pergunta de Pesquisa Hipóteses Estrutura do Documento ESTADO DA ARTE Gestão do Conhecimento A externalização e documentação do conhecimento explícito O Conhecimento nas Organizações A Gestão do Conhecimento como Fator de Competitividade Gestão Tecnológica Portais Corporativos Ambientes de Aprendizagem Corporativo Ambientes Colaborativos ou de Compartilhamento Ambientes de Gestão de Conteúdo Ambientes de Gestão de Projetos/Equipes Software Livre Definições Vantagens do Emprego de Software Livre Desvantagens no Emprego de Software Livre A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO CEFET-SC O CEFET-SC A GC como Sistema de Gestão do CEFET-SC Os Fundamentos da Gestão do Conhecimento A gestão do conhecimento nas instituições de ensino A gestão do conhecimento no CEFET-SC O CST EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Concepção do Curso Áreas de Atuação Estrutura do Curso Projetos Integradores A Indissociabilidade do Ensino, da Pesquisa e da Extensão...80 xv

16 5 O MODELO DE GESTÃO TECNOLÓGICA BASEADO EM SOFTWARE LIVRE Análise do Cenário do CSTAI O Modelo de Gestão Tecnológica baseado em Software Livre O Modelo Proposto para a Gestão Inovadora do CSTAI As Ferramentas Tecnológicas Pesquisadas Joomla Portal Corporativo Moodle Ambiente de Aprendizagem MoreGroupWare Amb. de Colaboração/Compartilhamento MediaWiki Ambiente de Gestão de Conteúdo NetOffice DWINS Amb. de Gestão de Equipes e Projetos A Implantação do Modelo de Gestão Tecnológica no CSTAI O Ambiente Virtual de Ensino-Aprendizagem - MOODLE O Ambiente Colaborativo MoreGroupWare (MGW) Ambiente de Gestão de Conteúdo MediaWiki O Amb. de Gestão de Equipes e Projetos NetOffice DWINS O Portal Corporativo do CSTAI - Joomla A Avaliação do Modelo Proposto no Estudo de Caso Análise dos Resultados CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS FUTURAS REFERÊNCIAS APÊNDICES APÊNDICE I Depoimento Prof. Júlio César da Costa Ribas APÊNDICE II Depoimento Profa. Silvana Rosa Lisboa de Sá APÊNDICE III Depoimento Prof. Valdir Noll APÊNDICE IV Depoimento Prof. Wilson Zapelini ANEXOS ANEXO I - Telas do Modelo...137

17 1 INTRODUÇÃO A tecnologia é um conceito presente no dia-a-dia da humanidade, seja em casa, no trabalho, ou no lazer. Em casa, com a automação residencial 1, no trabalho, com a automação dos processos, desde o chão-de-fábrica até os níveis administrativos, no lazer, a tecnologia está presente nas máquinas automáticas de alimentos, nos parques de diversão, ou até mesmo na entrada e saída do estacionamento do shopping. Avaliado esse cenário, uma conclusão plausível é a de que para viver sem tecnologia nos dias atuais é necessário afastar-se, isolarse, refugiar-se da sociedade, uma vez que a tecnologia é onipresente na vida. Para os que alheiam-se desse cenário já existe, inclusive, a denominação de analfabeto digital 2. No trabalho e, em especial, no estudo de caso desta dissertação, de uma Instituição de Ensino Superior (IES), a tecnologia não só faz parte do dia-a-dia do corpo docente, do discente e do técnico administrativo em educação como do próprio nome da IES e sua missão. Contudo, mesmo em uma instituição tecnológica como é o caso do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina CEFET-SC, a tecnologia desperta na grande maioria dos seus usuários uma sensação de temor e de receio frente ao mundo digital e à inovação que provoca. A tecnologia é hoje essencial a qualquer IES, bem como a seu corpo docente, discente e técnico administrativo em educação. Ela é essencial a todo tipo de organização, seja ela uma ONG, um instituto governamental de alta tecnologia, ou uma mercearia no interior do país. No âmbito desta dissertação, uma IES que não invista na tecnologia, desde a compra de equipamentos até a sua gestão, está fadada a tornar-se uma IES de segunda linha que não desperta o interesse dos estudantes e não contribui para a sociedade, missão prioritária de 17 1 Hoje a automação residencial recebe também as denominações de domótica para a automatização de residências e imótica para a automação de edifícios sejam comerciais ou residenciais. Fonte: Autor (2007) 2 Analfabeto digital denomina aquele que é incapaz de obter informações por meios da informática, ligadas à era digital, como a Internet ou qualquer outro meio ligado a computadores. Fonte:

18 18 qualquer IES, qual seja, formar profissionais qualificados e desenvolver competências atuais que o mercado exige hoje e exigirá para o futuro. Busca-se contribuir com a atualização, principalmente das organizações centenárias, como é o caso da IES que foi estudada nesta dissertação 3. Busca-se também, capacitar as pessoas que trabalham nessas organizações, a fim de que os processos sejam rápidos e eficientes e que o conhecimento esteja acessível a todos os níveis da organização. Sendo assim, busca-se garantir que todos possuam acesso ao conhecimento necessário para executarem de forma satisfatória a sua função. Isso não é umas questão de modismo da era da informação, mas uma nova revolução, a revolução da era da informação e do conhecimento. E o projeto e a implantação de ações que promovam a gestão tecnológica da organização é, sem dúvida, uma questão que garante a competitividade diante deste novo cenário mundial. A necessidade de gerir a produção de conhecimento, de forma a promover a difusão do mesmo na organização de forma clara e transparente e a padronizar os procedimentos, é parte integrante de uma temática maior denominada Gestão do Conhecimento (GC). Muitos estudiosos defendem que a GC é a solução para as organizações atuais. Criar, gerenciar e transferir conhecimento dentro de uma organização são tarefas que exigem a aplicação de técnicas de gerenciamento e suporte tecnológico. A gestão do conhecimento leva em conta os valores e as crenças empresariais sobre o conhecimento tácito, a cultura, comportamentos, processos de trabalho e também sobre a tecnologia. Por esse motivo, há a necessidade de um estudo sistematizado sobre como uma ferramenta tecnológica pode auxiliar na gestão do conhecimento, abordagem esta comumente referenciada na literatura como a Gestão Tecnológica. 3 O CEFET-SC completou 97 anos de fundação no mês de outubro de 2006.

19 19 É importante ressaltar que o tema gestão do conhecimento é muito amplo, portanto, o foco desta dissertação é o seu estudo sob a ótica da sua externalização e documentação, o qual também é amplo. Concentra-se na gestão tecnológica e parte-se do pressuposto que as informações obtidas serão compartilhadas nos diversos níveis organizacionais. Convém ressaltar também que as ferramentas tecnológicas utilizadas na gestão do conhecimento são inúmeras, logo, como analisar várias delas fugiria do escopo da dissertação, optou-se pelo estudo e emprego de um conjunto limitado de ferramentas tecnológicas em função do modelo de pesquisa proposto aqui, que é o emprego de ferramentas software livre para a gestão de um curso de graduação. Porém, tais ferramentas possuem todas as características essenciais das outras ferramentas proprietárias utilizadas, o diferencial é a possibilidade de integração das ferramentas e sua customização para cada ambiente organizacional. As ferramentas proprietárias também podem ser customizadas, porém a flexibilidade destas customizações ficam aquém das possibilidades das ferramentas software livre. E normalmente a customização de uma ferramenta proprietária só torna-se viável de a empresa responsável pelo software disponibiliza tal serviço. 1.1 Contexto do Trabalho Baseado nesta tríade, gestão do conhecimento, ferramentas software livre e IES apresenta-se um modelo de gestão para um curso de graduação de uma IES, cuja meta é a promoção do ensino, da pesquisa e da extensão de forma indissociável. O autor deste trabalho é professor concursado do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina CEFET-SC no Departamento Acadêmico de Metal-mecânica (DAMM) da Unidade Florianópolis, com dedicação ao Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial (CSTAI), curso este que foi selecionado como estudo de caso desta dissertação.

20 20 Dessa forma, o contexto desta dissertação é o estudo, o projeto e a implementação de um modelo de gestão tecnológica inovadora que promova a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão dentro do CSTAI do CEFET-SC que fundamenta-se em ferramentas software livre para a gestão do conhecimento, ou seja, a gestão tecnológica. 1.2 Motivação Os estímulos para o desenvolvimento deste projeto foram: o início do trabalho do acadêmico após a efetivação como professor do CEFET-SC em fevereiro de 2006; o interesse na gestão tecnológica desencadeado pelo mestrado profissional em Administração da ESAG/UDESC; a demanda tecnológica e gerencial do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial, em que se aplicou o estudo de caso e hoje é modelo para outros cursos, departamentos acadêmicos e para o sistema CEFET-SC. Esse avanço na gestão dentro do CEFET-SC mostra-se fundamental para possibilitar o crescimento, o reconhecimento e a possibilidade de participação ativa em parcerias com outras IES, empresas, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), agências de fomento ou qualquer tipo de organização. Apesar de o estudo de caso tratar de uma graduação tecnológica em Automação Industrial onde se espera que a tecnologia e a respectiva gestão tecnológica sejam inerentes ao curso; o emprego desta não é comum no caso estudado, tampouco em outros cursos que possuem este apelo tecnológico nos seus nomes ou áreas de atuação. A tecnologia, indubitavelmente, faz parte da pesquisa aplicada do curso, no entanto não está presente na gestão das ações de ensino, de pesquisa e de extensão. Por conseguinte, a gestão do curso torna-se um processo muitas vezes oneroso, cansativo, estressante e as informações não geram conhecimento. Além disso, o conhecimento gerado não é transferido para a comunidade de uma maneira padronizada e efetiva.

21 Objetivos Geral Tendo como cenário da investigação os conceitos e modelos de gestão de conhecimento, a inovação tecnológica, a estrutura de funcionamento de um curso de graduação dentro de uma IES e o conhecimento sobre ferramentas tecnológicas na filosofia software livre, destaca-se como objetivo principal desta dissertação: Criar um modelo de gestão tecnológica que promova a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão de um curso de graduação de uma IES, com o uso de software livre para a gestão corporativa Específicos Busca-se também atingir os seguintes micro-objetivos: analisar os processos de gestão do conhecimento e software livre à luz de estudiosos em debate com a crítica nacional e internacional; pesquisar ferramentas tecnológicas software livre que satisfaçam aos requisitos das teorias analisadas e do curso de graduação estudado; relacionar a teoria de gestão tecnológica com a tecnologia software livre; elaborar um modelo para a gestão de um curso de uma IES tecnológica com ênfase nas teorias estudadas e no intenso uso de tecnologia da informação software livre; apresentar e divulgar a proposta junto a instituições apoiadoras das organizações do setor tecnológico (tais como SEBRAE, ACATE, IEL, FIESC, entre outras); preparar toda a infra-estrutra tanto técnica como documental para outras organizações que desejarem implantar o modelo aqui proposto em suas organizações;

22 Metodologia da Pesquisa Optou-se pela pesquisa exploratória descritiva (revisão bibliográfica), haja vista que os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram a pesquisa documental e bibliográfica. A análise dos dados foi realizada de modo qualitativo, baseado na análise do discurso. A discussão e a interpretação dos resultados foram feitas no diálogo com certos atores, elencados no estudo de caso. Com isso, acredita-se ampliar a sustentação teórica da pesquisa e, por outro lado, definem-se os caminhos para o entendimento do tema proposto: A Gestão do Conhecimento com o apoio de Ferramentas Tecnológicas Software Livre dentro de uma Organização Pergunta de Pesquisa Como criar um modelo de gestão tecnológica com softwares livres que promova a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão? Hipóteses Elenca-se para este projeto de dissertação as seguintes hipóteses: 1. É possível realizar a gestão tecnológica de uma IES com o emprego de ferramentas software livre; 2. A gestão tecnológica promove um diferencial competitivo científico e econômico para a IES a médio e longo prazo; 3. A gestão tecnológica requer grandes investimentos financeiros em softwares de gestão;

23 Estrutura do Documento Essa foi uma breve introdução e apresentação dos objetivos da dissertação. No Capítulo 2, foi feita uma descrição do problema abordado, bem como uma contextualização e justificação do tema. É importante novamente destacar que o foco principal desta dissertação é a pesquisa de ferrramentas tecnológicas que auxiliem na gestão do conhecimento da organização, denominada de gestão tecnológica. O capítulo 3 trata especificamente da IES estudada, CEFET-SC, assim como, a questão da gestão do conhecimento dentro da organização. O capítulo 4 foi dedicado a uma descrição do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial (CSTAI). O projeto e a implementação do sistema resultante desta dissertação e o portal para gestão tecnológica do curso de Automação Industrial foram expostos no capítulo 5. Este apresenta os fatores, as demandas, as ferramentas pesquisadas, as ferramentas implantadas e os resultados alcançados com o modelo proposto dentro do estudo de caso. Finaliza-se a dissertação com o Capítulo 6, que apresenta as conclusões do projeto proposto e seu alcance na sociedade, além das perspectivas para ações futuras no âmbito da promoção da gestão tecnológica das Instituições de Ensino Superior. Pretende-se ao concluir com esta dissertação que no modelo proposto, é possível conciliar a gestão de conhecimento com as ferramentas software livre e adequar o modelo a outras organizações. Vale ressaltar que o ambiente do estudo de caso, no qual o projeto foi implantado e é utilizado, apesar de ser uma instituição pública federal de ensino, apresenta uma estrutura administrativa semelhante a uma organização privada.

24 24 2 ESTADO DA ARTE Este capítulo é dedicado à contextualização e apresentação dos conceitos teóricos deste trabalho, ou seja, este capítulo é a fundamentação téorica para o modelo proposto no capítulo 5. As seções seguintes são resultado das pesquisas realizadas ao longo dos créditos do Mestrado Profissional em Administração e de pesquisas exploratórias realizadas ao longo do período de desenvolvimento do projeto. O conteúdo de outros autores encontra-se indicado segundo as normas de referência ABNT e os trechos de texto ou citações de outros trabalhos acadêmicos foram autorizados previamente pelos seus autores. 2.1 Gestão do Conhecimento O primeiro passo antes de uma definição formal do conhecimento é realizar uma distinção entre o dado, a informação e o conhecimento. Segundo autores conceituados da área como Davenport e Prusak (1998), assim como Drucker (2001), o dado é simplesmente o fato capturado de uma entidade qualquer que passa por um processo de organização e interpretação para geração da informação a qual, por sua vez, passa por um processo de análise/reflexão para geração do conhecimento. Já Boog (1991) comenta em sua obra que: A informação passou a ser a palavra mais importante da década, mas, muito do que se cogita ser informação é apenas um dado. Para Davenport e Prusak (1998) o conhecimento é definido como:...um fluido misto de experiências, valores, informação contextual e conhecimento que fornece uma estrutura para avaliar e incorporar novas experiências e informação. Tem origem e é aplicado na mente das pessoas. Nas organizações, ele está freqüentemente embebido, não só nos documentos e repositórios, mas também nas rotinas, processos, práticas e normas.

25 25 Observa-se que, na definição de Davenport e Prusak (1998), conhecimento é um conceito bastante complexo, pois existem diversas perspectivas sobre o mesmo. Dizem ainda que o maior ativo de uma empresa/instituição é o conhecimento, e quem deixar de gerar conhecimento novo provavelmente deixará de existir. Já de acordo com Alavi e Leidner (2001), são cinco as perspectivas com as quais se pode abordar o conhecimento: como um estado de espírito, isto é, conhecer e compreender bem o processo simultâneo de saber e agir; como um objeto que pode ser armazenado e manipulado, ou ainda como informação personalizada sobre fatos, procedimentos, conceitos, interpretações, idéias, observações e julgamentos; como um processo de aplicação de conhecimento especializado, do resultado do uso da informação e da experiência de pensar; como condição para aceder à informação; como capacidade do indivíduo para realizar determinadas ações e potencial para influenciar ações futuras. Conforme esse raciocínio, o conhecimento pode ser visto como uma capacidade individual com o intuito de ser usada para aprender e interpretar informação e, portanto, como a capacidade para avaliar a informação que será necessária para a tomada de uma decisão. Destaca-se que nenhum profissional pode estar desinformado acerca desta realidade. Realidade que o valor do conhecimento está cada dia mais disseminado entre todos os profissionais, tanto da educação quanto do meio empresarial. Na perspectiva final apresentada, o conhecimento é importante na medida em que determinará a forma como a respectiva gestão é abordada.

26 26 Dentre os autores pesquisados, destacam-se Nonaka e Takeuchi (1997), que definem o conhecimento como crença verdadeira justificada, ou seja,...um processo humano e dinâmico de justificar a crença pessoal com relação à verdade. Nessa abordagem, o conhecimento assume duas categorias: tácito e explícito. X Tácito Explícito Tácito Socialização Externalização Explícito Internalização Combinação Quadro 1 - As quatro conversões do conhecimento. Fonte: Quadro adaptado de Nonaka; Takeuchi (1997) O quadro acima mostra com maior clareza que, conhecimento tácito é pessoal e específico ao contexto e portanto difícil de ser formulado e comunicado e o conhecimento explícito refere-se ao conhecimento transmissível em linguagem formal e sistemática. O conhecimento tácito, para os autores, é representado por paradigmas, esquemas, perspectivas e crenças, criados a partir de analogias com o objetivo de uma maior compreensão do mundo real. O conhecimento explícito é representado pelos dados brutos, nas fórmulas, nos métodos e nos procedimentos codificados pelos seres humanos. Segundo Nonaka e Takeuchi (1998), existem quatro modos de conversão do conhecimento. Esses modos de conversão visam transformar o aprendizado individual em coletivo, a fim de melhorar as decisões e gerar novos conhecimentos. A seguir, discute-se cada uma das conversões do conhecimento segundo Nonaka e Takeuchi (1998). Socialização: Esse modo sugere que os indivíduos da organização interajam entre si para que haja o compartilhamento de experiências associadas às emoções, modelos mentais, intenções e visões. Logo, é possível que se consiga a transferência do conhecimento tácito entre indivíduos e a associação de um mesmo tipo de conhecimento em diferentes contextos individuais. A observação e a imitação são aliadas ao compartilhamento de experiências nesse

27 27 modo de conversão de conhecimento. A socialização funciona como estratégia de captação dos conceitos embutidos em determinadas práticas e auxiliam na transformação dos mesmos em conhecimento de valor para a organização. Externalização: O modo pelo qual o conhecimento tácito se traduz em novos conceitos capazes de serem justificados, categorizados e contextualizados na organização é chamado externalização. Nesse modo é criada uma informação (um conceito) que pode ser convertida em conhecimento quando processada, permitindo assim a criação de uma base de entendimento única e comum sobre o que foi externalizado (por exemplo, um processo de negócio, um novo produto, uma metodologia para desenvolvimento de um projeto, etc.). Significa dizer que somente ao conceitualizar o conhecimento subjetivo é que este passa a fazer sentido para a organização e tornar-se-á fonte futura de inovação. É nesta parte do processo de conversão do conhecimento em que estão concentrados os maiores esforços. Isso acontece em virtude da necessidade de se formalizar o conteúdo abstrato do conhecimento tácito. Ao se expressar esse conteúdo, observa-se, além do uso da própria linguagem, também o uso de artifícios como metáforas, analogias e modelos. Tais artifícios são importantes na extração de idéias que não podem ser facilmente expressas pela linguagem pura e simples. Combinação: O papel do modo de combinação é identificar, dentre os conceitos que foram extraídos pela organização, aqueles que possuem alguma relação entre si e agrupá-los em conjuntos de conhecimento explícito. Cada conjunto de conhecimento é parte da base de conhecimento organizacional e está diretamente relacionado a um tipo específico de informação ou modelo, como por exemplo, os protótipos de produtos. Este trabalho de criação de conjuntos de conhecimento pode ser considerado a união das seguintes etapas: classificação dos conceitos, acréscimo de informações relevantes, divisão em categorias e a possível combinação conforme fatores em comum.

28 Internalização: O que se observa no processo de internalização é a captação individual do conhecimento que foi extraído para a organização. É o modo pelo qual o conhecimento explícito se torna ferramenta de aprendizagem através de manuais ou documentos e volta a assumir um contexto abstrato e subjetivo para cada indivíduo na organização. O entendimento dos tipos de conhecimento e seus modos de conversão é fundamental para o entendimento dos processos de geração, codificação, coordenação e transferência do mesmo. Quando o conhecimento tácito é trabalhado em prol do enriquecimento do próprio conhecimento tácito, a conversão assume o sentido de socialização. A socialização é um processo de compartilhamento de experiências e, a partir daí, da criação do conhecimento tácito, como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas 4 (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). Logo que conhecimento tácito é transformado no formato de conhecimento explícito, passa a fazer parte da base de conhecimentos da organização. Neste momento o processo de conversão assume o sentido de externalização cujo principal conteúdo é o conhecimento conceitual. Na medida em que o conhecimento explícito é contextualizado e sistematizado em novos conhecimentos, também explícitos, o processo de conversão assume o sentido de combinação e o conteúdo do conhecimento gerado neste momento é o sistêmico. Finalmente, ao funcionar como ferramenta de aprimoramento do conhecimento individual, o conhecimento explícito passa a assumir, novamente, o formato de conhecimento 4 Brown (1992) argumenta que as organizações do futuro serão 'refinarias do conhecimento' nas quais os funcionários sintetizarão a compreensão e as interpretações do oceano de informações que ameaça inundá-los por todos os lados (p. 3). Em uma refinaria do conhecimento, continua Brown, os operários precisam colaborar tanto com o passado quanto com o presente. Enquanto a colaboração com o presente trata do compartilhamento do conhecimento tácito, a colaboração com o passado baseia-se nas experiências adquiridas com formas anteriores de se fazer as coisas. 28

29 29 tácito. Conseqüentemente, o processo de conversão torna-se internalização, sendo de conteúdo operacional. Entende-se por operacional aquilo que está próximo da ação, levando-se em conta que o conhecimento pode ser utilizado apenas quando não passa de um processo mental, ou seja, quando foi internalizado. Segundo Kruglianskas & Terra (2003), gestão do conhecimento é a coleção de processos que governam a criação, a disseminação e a utilização do conhecimento. A gestão do conhecimento complementa e aumenta outras iniciativas organizacionais, tal como o gerenciamento total da qualidade, a reengenharia de processos e o aprendizado organizacional, que proporciona um novo e urgente centro de atenção para sustentar a posição competitiva. A gestão do conhecimento consiste de atividades direcionadas na obtenção do conhecimento organizacional a partir de sua própria experiência, a partir da experiência de terceiros e sobre a aplicação prudente de tal conhecimento para realizar a missão da organização. Executa-se essas atividades por meio da união da tecnologia, das estruturas organizacionais e dos processos cognitivos para aumentar o campo de conhecimento existente e gerar novos conhecimentos. O objetivo é utilizar o conhecimento para aprender, resolver problemas e como apoio na tomada de decisões. A Gestão do Conhecimento é referida por Terra (2001) como um processo sistêmico e organizacionalmente específico para a aquisição, organização e comunicação de conhecimento, tanto do tácito quanto do explícito, dos colaboradores e funcionários da organização, para que estes possam usá-lo de forma mais efetiva. Existe um reconhecimento crescente entre os pesquisadores de que a chave para a criação de conhecimento reside na interligação entre o conhecimento tácito e explícito. É nesse âmbito que surge o terceiro domínio, onde a Gestão do Conhecimento é entendida como

30 30 capacidade e como facilidade de resposta, que permite às organizações desenvolverem-se e serem mais competitivas. A criação de conhecimento não ocorre independente de um cenário. Os contextos sociais, culturais e históricos são importantes para os indivíduos uma vez que fornecem as bases para a interpretação da informação e para a criação de significados. A Gestão do Conhecimento é, então, uma forma de compreender e de ordenar as atividades organizacionais no interesse da viabilidade, competitividade e sucesso da organização. Do ponto de vista acadêmico, a Gestão do Conhecimento representa um novo campo na confluência entre a teoria da organização, a estratégia de gestão e os Sistemas de Informação, onde se pesquisa principalmente os aspectos críticos para a adaptação e sobrevivência da organização, perante um ambiente de mudança crescente e descontínua A externalização e documentação do conhecimento explícito A externalização é um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos. É um processo de criação do conhecimento perfeito em que o conhecimento tácito se torna explícito, expresso por metáforas, analogias, conceitos, hipóteses ou modelos. Configura-se, ainda, como a chave para a criação do conhecimento, pois cria conceitos novos e explícitos a partir do conhecimento tácito, de acordo com Nonaka e Takeuchi (1998). Esses conceitos podem ser modelados e transformados em novos conhecimentos. Os modelos normalmente são gerados a partir de metáforas quando são criados novos conhecimentos. A metáfora consiste em dois pensamentos de coisas diferentes apoiados por uma única palavra, ou expressão, cujo significado é resultado de sua interação, relacionando conceitos distantes, processo mental que, de conceitos abstratos, pode criar conceitos concretos. Esse processo criativo e cognitivo é contínuo à medida que pensamos nas semelhanças entre os conceitos e sentimos um desequilíbrio, incoerência ou contradição em suas

31 31 associações, o que leva à descoberta de um novo significado de um novo paradigma. As contradições na metáfora são harmonizadas pela analogia, destacando-se o caráter comum de duas coisas diferentes. Muitas vezes, a metáfora e a analogia se confundem. Na metáfora, a associação de duas coisas é motivada pela intuição e por imagens holísticas e não objetiva encontrar diferenças entre elas. Na analogia, a associação é realizada pelo pensamento racional e concentra-se nas semelhanças estruturais/funcionais entre as duas coisas, daí suas diferenças. Ela nos ajuda a entender o desconhecido e elimina a lacuna entre a imagem e o modelo lógico. Num modelo lógico, não deve haver contradições, sendo assim, os conceitos e proposições são expressos em linguagem sistemática e lógica coerente. Em termos organizacionais, os modelos são apenas descrições ou desenhos foscos. Eles são gerados a partir de metáforas quando são criados novos conceitos no contexto dos negócios. O grande objetivo é otimizar a utilização do conhecimento ao máximo O Conhecimento nas Organizações Além das evoluções tecnológicas, a globalização também veio facilitar a criação de um ambiente de negócios, em que os recursos tecnológicos são disponibilizados a todas as organizações e clientes, a preços idênticos ou em uma modalidade mais atual, distribuídas livremente (Software Livre), tais como as ferramentas deste projeto de dissertação. Por meio da Internet, as organizações podem chegar a mercados distantes com preços competitivos, permitindo às empresas inovadoras a possibilidade de responder à especialização regional e à expansão dos mercados. Essas pressões estão a transformar, em todo o mundo, a natureza da produção, do trabalho, do emprego, das organizações, dos mercados e de todos os aspectos da atividade econômica com impacto no conhecimento, competências, capacidades e know-

32 32 how necessários para o desempenho profissional (BURTON-JONES, 2001). No setor educacional, seja ele público ou privado, o cenário é o mesmo. Os trabalhadores do conhecimento, independentemente da organização e do local onde estão, tratam a informação à luz dos conceitos, das metodologias, dos aspectos organizacionais e das tecnologias. As empresas que tiverem uma melhor preparação para utilizar a informação e o conhecimento, conseguem tomar decisões de forma mais rápida, de modo a ultrapassar barreiras internas e externas, criando mais oportunidades para inovar, reduzir tempos de desenvolvimento de produtos e melhorar as relações com os clientes (HACKETT, 2002). Conforme Dawson (2000), o conhecimento constitui um recurso crucial para o bom desempenho de qualquer organização e é a chave para a criação de mais-valias. Através das mudanças que têm surgido, explica-se a necessidade de se evoluir de uma perspectiva de Gestão da Informação para um conceito mais alargado de Gestão do Conhecimento que trata de todos os aspectos relacionados com a maneira como as pessoas exercem suas atividades cuja base é o conhecimento A Gestão do Conhecimento como Fator de Competitividade A competitividade, a informatização e a necessidade de diferencial competitivo fez com que as organizações percebessem a importância do conhecimento e da sua gestão. As que perceberam essa necessidade cedo e agiram de forma mais rápida que as outras, construíram um diferencial competitivo no mercado. O conjunto desses fatores impulsiona mudanças na economia, na empresa e no colaborador. Compreender e analisar as transformações sócio-econômicas causadas por tais mudanças é de vital importância na medição de suas conseqüências.

33 33 Apesar da comprovação da importância do conhecimento como fonte para a vitalidade econômica e determinante para o poder político, não necessariamente constitui-se em uma idéia nova. Significa que apenas recentemente os conceitos, princípios e práticas relacionados com a Gestão do Conhecimento com o objetivo de aumentar a capacidade da organização em explorar o conhecimento abandonaram a periferia do pensamento e das práticas da Gestão (LITTLE, QUINTAS, RAY, 2002). Nesse quadro, o conhecimento, compreendido como a capacidade para uma ação efetiva (SENGE, 2000), constitui um recurso crucial para o bom desempenho de qualquer organização e o acesso para a obtenção de aumento de valor dos bens da mesma. Isso explica a imprescindibilidade de se desenvolver a partir de uma perspectiva de Gestão da Informação/Tecnológica enquanto gestão de algo que é, ou pode ser, digitalizado para uma noção mais ampla de Gestão do Conhecimento que trata de todos os aspectos relacionados com a forma como as pessoas desempenham funções baseadas em conhecimento (DAWSON, 2000). Para as organizações mais inovadoras, que se voltam para a Gestão do Conhecimento, é preciso uma abordagem que veja a organização como uma comunidade humana, cujo conhecimento coletivo representa um diferencial competitivo em relação aos seus mais diretos concorrentes. O conhecimento coletivo é valorizado, por meio da criação de redes informais de pessoas que realizam trabalhos diversos com pessoas que eventualmente estão dispersas em diferentes unidades de negócio 5. Assim sendo, a Gestão do Conhecimento possui uma importância crescente para as organizações, e as Tecnologias de Informação e Comunicação têm um papel fundamental no seu suporte. Todavia, que papel é esse e quais as ferramentas úteis para a gestão do 5 O conceito de negócio neste parágrafo refere-se a um termo mais amplo, não restringindo-se somente a busca por lucro financeiro.

34 conhecimento? A resposta a essa pergunta encontra-se na análise do discurso da próxima seção, a Gestão Tecnológica (GT) Gestão Tecnológica O conhecimento está intimamente relacionado, mais do que o dado e a informação, com a ação, porém, como grande parte do conhecimento organizacional são confiadas ao armazenamento mental das pessoas, torna-se difícil para uma organização gerir o caminho que leva o conhecimento até a ação. A tecnologia da informação pode propiciar um meio de aliviar a difícil tarefa de gerir o conhecimento, as pessoas e os projetos dentro das organizações. Para que a gestão de uma forma geral possa se tornar um forte elemento na obtenção de uma vantagem competitiva, as organizações não podem abrir mão do uso intensivo de ferramentas tecnológicas. Entretanto, existem grandes questões, relacionadas com a gestão, que estão continuamente presentes nas idéias dos planejadores de uma organização e que necessitam de uma resposta (ROLOFF, OLIVEIRA, DESCHAMPS, 2005): Qual a ferramenta ou tecnologia é mais adequada a um determinado processo do conhecimento? Qual das ferramentas pode extrair o máximo de um determinado processo de gestão do conhecimento, da equipe e do projeto? Quais os elementos do conhecimento estão envolvidos com uma determinada ferramenta tecnológica? Atualmente, há uma variedade de tecnologias que podem ser aplicadas ao gerenciamento para qualquer tipo de empresa. A escolha só depende da necessidade da empresa.

35 35 O conhecimento conquista dia-a-dia mais espaço nas organizações, na medida em que surgem possibilidades de sua utilização pelos agentes do seu ambiente, os quais precisam cada dia mais de novas tecnologias e novas formas de comunicação. A gestão do conhecimento é muito mais do que tecnologia e procedimentos de gestão, porém, não se pode negar que uma ferramenta tecnológica impulsionará o desenvolvimento da gestão à medida que otimiza ou habilita processos ligados à conversão do conhecimento. Para Davenport e Prusak (1998), a função mais valiosa da tecnologia na gestão é expandir o alcance e potencializar a velocidade de transferência do conhecimento. A tecnologia permite que o conhecimento de um grupo ou de uma pessoa seja capturado, estruturado e utilizado por outras pessoas da organização e por seus parceiros de negócios. A utilização de ferramentas tecnológicas adequadas, disponibilizadas em um ambiente integrado com o processo de gestão da organização, são os elementos básicos para a realização bem sucedida de um projeto de gestão do conhecimento. Para tanto, se faz necessário o desenvolvimento de um modelo que possa agregar o planejamento da tecnologia da informação com a gestão do conhecimento, que propicia uma forte aderência entre os objetivos organizacionais, a tecnologia da informação e a gestão do conhecimento. Dessa forma, para assegurar os objetivos expostos nesto tópico, apresenta-se alguns tipos de ferramentas tecnológicas, ou melhor, alguns pacotes de ferramentas que trabalham no sentido de garantir a gestão do conhecimento nas organizações. Por questões de delimitação, apresenta-se aqui a conceituação das ferramentas utilizadas, cujos maiores detalhes serão descritos no capítulo de implantação do projeto. Estas ferramentas auxiliam no processo de geração do conhecimento de uma forma consciente e intencional. Este é um dos principais objetivos do emprego da tecnologia na

36 36 gestão do conhecimento, propiciar que a geração e a disseminação do conhecimento seja realizada de uma forma consciente dentro da organização, sendo uma atividade ou responsabilidade assim como tantas outras Portais Corporativos Os portais corporativos são sistemas para a gestão de conteúdo em intranets/extranets e redes privadas de organizações sejam elas públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos. Em tempos hodiernos, as empresas começam a adotar soluções de Portais Corporativos com o objetivo de tratar não apenas as informações disponíveis na Internet, mas, principalmente, os dados residentes em seus próprios repositórios (normalmente, em banco de dados). Um fato a ressaltar é que os Portais Corporativos podem promover, em nível do frontend, o acesso e, sobretudo, a integração de sistemas legados 6 independentemente da plataforma de hardware em que estejam instalados. Portanto, um portal pode ser definido como o ponto único de acesso, via WEB, às informações, serviços e aplicações de uma empresa. Em função dessa característica, um Portal Corporativo se constitui em uma aplicação crítica para a empresa e deve exigir uma infraestrutura adequada para cobrir todos os requisitos de segurança necessários. Em virtude do público a que se destina, os Portais Corporativos podem ser divididos em Portais para os Clientes de um empresa, para os seus Empregados, para os seus Fornecedores e Parceiros. Os portais do primeiro grupo oferecem serviços e informações que facilitam a interação entre uma empresa e seus clientes. No segundo grupo, os portais que destinam-se exclusivamente aos funcionários da empresa, permitem acessar, de forma fácil e rápida, toda a informação de que necessitam para a execução de suas tarefas. Finalmente, no 6 Referem-se aos softwares de computadores que são desenvolvidos especificamente para a organização ou sistemas empresariais como ERPs, que são costumizados para cada cliente. Esses sistemas normalmente necessitam de operadores especializados e qualificados para perfeita operação, como exemplo, sistema de compras, controle de estoque, planejamento e controle de produção, etc. Fonte: Autor (2006).

37 37 terceiro grupo, estão incluídos os portais orientados para a interação entre empresas, que permitem agilizar a realização de negócios: encaminhamento de listas de preços, pedidos de compras, faturamento, leilões virtuais, entre outros. De acordo com o Gartner Group 7, no que diz respeito às funcionalidades disponíveis, pode-se dividir as soluções de portais em quatro gerações. Os portais da Geração 0 eram caracterizados apenas pela agregação de links para facilitar a busca pela informação na Internet. Os da Geração 1 adicionaram a pesquisa e indexação de dados estruturados e nãoestruturados, gerenciamento de conteúdo, personalização e desenvolvimento de pequenas aplicações que podiam ser processadas em um Servidor WEB. A Geração 2, além das características existentes na Geração 1, incorpora um ambiente de execução robusto, com seus componentes sendo processados em um Servidor de Aplicações, ferramentas para o desenvolvimento de novos Portais, estrutura para integração de aplicações, segurança, funcionalidades de colaboração e suporte para equipamentos móveis. Já a Geração 3, que é implementada por alguns fornecedores de Portais, tem como principal característica a Unificação, ou seja, todos os usuários serão capazes de acessar as informações e os serviços da empresa, independentemente do dispositivo que possuírem. Adicionalmente ela inclui tarefas funcionais de Cascateamento de Portais, Gestão do Conhecimento e, especialmente, a integração de processos através de aplicações que irão facilitar a comunicação de uma empresa com seus clientes, parceiros e fornecedores. 7 O Gartner Group é uma empresa de consultoria fundada em 1979 por Gideon Gartner. A Gartner desenvolve tecnologias relacionadas à introspecção necessária para seus clientes tomarem suas decisões todos os dias. Fonte:

38 38 Como exemplo de ferramentas software livre que enquadram-se na categoria de portais corporativos, há o Mambo (http://www.mamboserver.com) e o Joomla (http://www.joomla.org). Hoje, os portais corporativos tornaram-se mais próximos dos usuários, mais fáceis de compreender e de utilizar. Com isso, espera-se que a sua consolidação aconteça nesta geração Ambientes de Aprendizagem Corporativo Ambientes de aprendizado corporativos são ferramentas que possibilitam os colaboradores de uma organização ou os participantes de uma equipe de projeto aprenderem conceitos e técnicas de forma estruturada e coordenada, geralmente através de páginas WEB projetadas exclusivamente para tal fim. Um ambiente de aprendizagem deve permitir ao usuário construir seus próprios conhecimentos a partir da sua visão empírica, como por exemplo, esta dissertação que propõe a elaboração de um site com o objetivo de criar um Ambiente de Aprendizagem sobre Automação Industrial. Esse ambiente deve ter características abertas e pouco estruturadas e não possuir as características de um programa de treinamento, tampouco ser mais um livro eletrônico, mas sim um ambiente capaz de despertar no usuário o interesse pelo conteúdo sugerido. Como exemplos de ferramentas software livre que se enquadram na categoria de ambientes de aprendizagem corporativos temos: o TelEDUC (http://teleduc.nied.unicamp.br/teleduc/), o Caroline (http://www.claroline.net) e o Moodle (http://www.moodle.org) Ambientes Colaborativos ou de Compartilhamento Esse tipo de ambiente é caracterizado pelo emprego do software colaborativo (ou groupware), um software que apóia o trabalho em grupo, coletivo. Fundamentado em alguns

39 39 autores, pode-se defini-lo livremente como um sistema baseado em computador que auxilia grupos de pessoas envolvidas em tarefas comuns (ou objetivos) e que provê interface para um ambiente compartilhado. Os sistemas de softwares como , agenda, bate-papo e wiki pertencem a essa categoria. Concorda-se com a teoria que a lei de Metcalfe 8 se aplica a esses softwares. Além disso, é possível denominar esse tipo de sistema de software social, que se aplica a sistemas fora do ambiente de trabalho, como por exemplo, serviços de namoro online e redes de relacionamento como o Orkut (http://www.orkut.com). A principal vantagem desse tipo de sistema é tornar o trabalho colaborativo mais eficiente, diminuir o tempo gasto nas atividades, diminuir o custo de realização das atividades, atingir melhores resultados e viabilizar certos tipos de tarefas em grupo que seriam impossíveis de serem realizadas sem o suporte computacional. Temos, como exemplos de ferramentas software livre que enquadram-se na categoria de ambientes colaborativos/compartilhamento (groupware), o software egroupware (http://www.egroupware.org), o more.groupware (http://www.moregroupware.org) e o phpgroupware (http://www.phpgroupware.org) Ambientes de Gestão de Conteúdo O termo gestão (ou administração) de conteúdos é empregado por aplicações que utilizam ou não os padrões da Web para armazenar informação. Freqüentemente engloba o ciclo de vida completo de edição, de armazenagem, de disseminação e de controle de versões de conteúdos textuais e binários usados em linha e outros recursos de informação impressos. Gerir conteúdo na Web é utilizar conceitos e ferramentas que visam amenizar os problemas característicos da produção e da manutenção de conteúdos em sítios web. A gestão de 8 Lei criada que diz: quanto mais pessoas usam algo, mais valiosa ela se torna (tradução livre do autor). Fonte:

40 40 conteúdos procura integrar os diferentes atores do sítio e os diferentes suportes à coleta, a organização e a divulgação da informação. Cita-se, como modelos de ferramentas software livre que enquadram-se na categoria de ambientes de gestão de conteúdo, o TikiWiki (http://www.tikiwiki.org), o MediaWiki (http://www.mediawiki.org) e o Plone (http://www.plone.org) Ambientes de Gestão de Projetos/Equipes Os ambientes para Gestão de Projetos e Equipes são pacotes de software modulares para possibilitar a interação, a colaboração e a comunicação das pessoas e das equipes do negócio. O objetivo principal é criar um alto grau de produtividade no ambiente de trabalho. Hoje, a competição global, o curto ciclo de vida dos produtos e dos serviços, a pressão para o desenvolvimento de produto e o ritmo de inovação, forçam os administradores a substituir a estrutura hierárquica por um relacionamento mais dinâmico e descentralizado. O ambiente de rápidas mudanças exige a redistribuição das atividades organizacionais para reduzir a complexidade, aumentar a flexibilidade, prover a eficiência, e criar novas oportunidades estratégicas (JACKSON; WIELEN, 1998). Uma outra mudança diz respeito à estrutura da gerência, que se tornará menos hierárquica com o desaparecimento da gerência intermediária. Sendo assim, os funcionários passam a dirigir sozinhos a maior parte daquilo que fazem e os computadores cuidam das informações que os gerentes intermediários transmitiam. Com isso, a gerência passa a fixar as metas, a medir os resultados, a dirigir a estratégia, a instalar processos e a estabelecer o ambiente que assegure o funcionamento eficaz dos mesmos (DAVIDOW; MALONE, 1993). Como conseqüência, a gestão de equipes torna-se uma atividade essencial dentro deste cenário.

41 41 Segundo Verzuh (2000), cada projeto tem necessidades diferentes de pessoal. O número de pessoas e suas diferentes capacidades é diferente em cada projeto. Algumas pessoas serão necessárias constantemente, enquanto outras serão requisitadas periodicamente. Uma das dificuldades deriva da natureza temporária dos projetos: necessita-se de uma nova equipe de projeto no começo e dispensa-se no final. É então que surgem alguns questionamentos: De onde vêm essas pessoas? Para onde irão, quando não serão mais necessárias? Esses problemas podem ser agravados se diversos projetos acontecem ao mesmo tempo. Se todos os projetos atingirem o seu pico de utilização de recursos ao mesmo tempo, podem causar um ônus insuportável para a empresa. E se os projetos terminarem aproximadamente na mesma época, a empresa pode ser forçada a demitir (VERZUH, 2000). Nesse quadro, a Gestão de Projetos é a competência que se refere à habilidade da organização de monitorar e controlar o desempenho de sua corporação. Com monitoramento e qualidade, consegue-se manter o projeto dentro dos prazos (seguindo o cronograma) e dos custos (estimativa de custos). O propósito global da gestão de projetos é monitorar e controlar o desempenho de corporações para salvaguardar a realização dos objetivos do projeto, definidos no início, e entregar o produto ou serviço de acordo com as expectativas dos clientes. Hoje em dia, de forma a se acelerar o processo de desenvolvimento dentro de determinados setores, nos quais a dinâmica de desenvolvimento de produtos é bastante rápida, processos de desenvolvimento ágeis, baseados em uma estreita colaboração entre os integrantes da equipe de projeto, foram idealizados. Os mesmos têm por objetivo a desburocratização dos processos de desenvolvimento pela documentação do estritamente necessário, pela forte integração da equipe através de estruturas de poder/comando/controle

42 42 fracamente hierarquizadas. É bastante aplicado na indústria de desenvolvimento de software, em setores de rápido crescimento, como jogos de computadores. Duas necessidades se destacam nesse campo para o alcance de melhores resultados: Equipes de desenvolvimento ágeis (desburocratização dos processos de pesquisa e desenvolvimento). Modelos de prototipagem para a gestão de projetos se baseiam no fato de que requisitos do projeto são conhecidos à medida que o produto é desenvolvido. Isso ocorre, principalmente, quando se trata de um produto inovador, único e, em particular, inexistente. Nesse caso, interações sucessivas geram protótipos que são avaliados e novos requisitos para o futuro desenvolvimento são gerados à cada iteração (Figura 1). Requisitos Protótipo Figura 1 - Modelos iterativos de prototipagem para Gestão de Projetos. Eis alguns exemplos de ferramentas software livre que enquadram-se na categoria de ambientes de gestão de projetos e equipes que suportam as demandas apresentadas anteriormente: o NetOffice (http://netoffice.sourceforge.net), o NetOffice DWINS (http://netoffice.dwins.com), o PHPProjekt (http://www.phprojekt.com) e o DotProject (http://www.dotproject.net). A temática das ferramentas tecnológicas que auxiliam na gestão do conhecimento dentro das organizações voltará a ser discutida no capítulo 5, onde serão apresentadas as

43 43 ferramentas pesquisadas e as pré-selecionadas para esta dissertação. As ferramentas que se adequarem às demandas do projeto serão mostradas com maior destaque, focalizando os pontos positivos em relação às outras ferramentas proprietárias 9 ou software livre pesquisadas. 2.3 Software Livre Aqui, faz-se necessário apresentar e justificar o porquê do emprego de ferramentas de gestão Software Livre (SL) neste trabalho. Esta seção tem como objetivo introduzir o conceito de Software Livre e principalmente expor as vantagens competitivas do emprego deste, seja no contexto desta dissertação ou de uma forma geral para viabilizar a inclusão tecnológica principalmente das organizações de pequeno e médio porte, públicas ou privadas. O Software Livre é um tipo de software que possibilita a cópia, o uso e até mesmo sua distribuição por qualquer pessoa. Significa que o código fonte 10 do software fica disponível para o acesso. Todavia, apesar do que o nome indica, ele pode ter um preço, ou seja, não necessariamente é um software gratuito. O mais importante, porém, é que Software Livre trata-se de uma questão muito mais de liberdade que de preço. Pode-se dizer que a licença oficial para o termo software livre definido acima é a Licença Pública Geral GNU, ou GNU GPL 11 (essa é a licença mais usada no mundo). Existem uma dezena de variantes dessa licença com características particulares para o tipo de sistemas e os propósitos do mesmo, porém, de uma forma mais ou menos ampla as demais licenças 11 são derivadas da GNU GPL. O software livre já é uma realidade hoje no contexto brasileiro e mundial. Contudo, muito ainda precisa ser realizado, divulgado e desmistificado. O primeiro esclarecimento que 9 As ferramentas proprietárias são aqueles softwares cuja utilização está condicionada ao pagamento de uma licença de uso, seja esta vitalícia ou temporária. Por exemplo, o sistema operacional Windows XP é uma ferramenta proprietária, pois o usuário compra uma licença de uso do sistema. Fonte: Autor (2006) 10 Significa uma linguagem de programação de computadores que muito se assemalha à linguagem humana. Assim, um ser humano pode compreender como funciona o sofware que recebeu e, se achar necessário, pode modificá-lo para atender as suas demandas. Fonte: Autor (2006) 11 As demais licenças compatíveis ou não com a GNU GPL podem ser acessadas em:

44 44 se deve fazer é sobre o que é Software Livre (SL). Deve-se elucidar que o conceito não corresponde apenas à idéia de que se trata de software grátis, conceito que a tradução literal do inglês passou em um primeiro momento, Free Software. O Software Livre pode ser gratuito, mas isto é uma pequena vantagem de todo o conceito e filosofia que está por trás desse movimento que causa uma revolução tecnológica. Estudiosos defendem esse momento na história como a revolução tecnológica, em alusão à revolução francesa, com os princípios de igualdade, fraternidade e liberdade, uma ligação perfeitamente plausível. Como este é um dos pilares desta dissertação (gestão do conhecimento, ferramentas software livre e Instituição de Ensino Superior) serão descritos neste capítulo, a origem e os principais conceitos sobre Software Livre. As definições aqui apresentadas são uma tradução livre das definições oficiais em inglês, encontradas nos websites das organizações, e fundamentam-se na obra de Zilli (2004) Definições Nesta seção, algumas definições da filosofia de software livre são oferecidas. Concentra-se o estudo na definição de software livre, de software comercial, de shareware, de freeware, de domínio público e de open source. Por meio das definições é possível compreender o que é software livre e quais são as intenções com tal iniciativa. Software Livre (Free Software): Software livre é o software que é distribuído com a permissão para qualquer um copiar, usar e distribuir, com ou sem modificações, gratuitamente ou por um preço (ZILLI, 2004). Em particular, isso significa que o código fonte deve estar disponível. Pode-se dizer que a licença oficial para o termo software livre definido acima é a Licença Pública Geral GNU, ou GNU GPL. O Brasil tem agora também

45 45 suas licenças "oficiais" para designar um software como livre; são as licenças CC-GPL e CC- LGPL 12. Software Comercial: são os programas distribuídos na forma binária 13 com direitos específicos e quase sempre com um preço associado (ZILLI, 2004). Não são revelados detalhes de funcionamento, não se pode copiá-los e as alterações são proibidas. Esses softwares possuem licenças próprias definidas pelo fabricante. Shareware: possuem características semelhantes aos comerciais, mas com uma diferença: podem ser distribuídas cópias para outras pessoas, assim que elas experimentarem o programa durante um período pré-determinado (normalmente 30 dias) e, se aprovarem, registram-se com o autor (ou empresa), tendo que pagar uma taxa, caso contrário o sistema pode vir a parar de funcionar ou perder algumas de suas funcionalidades (ZILLI, 2004). Freeware: são os programas gratuitos e completos, semelhante aos Shareware, contudo, não exigem registro, não possuem taxa de uso e não permite-se a sua alteração (ZILLI, 2004). São distribuídos sob a forma binária, ou seja, seu código fonte não está disponível. Domínio público: programas que o autor abre mão dos direitos, perdendo inclusive o direito de copyright. Em outros casos os direitos dependem de uma legislação (ZILLI, 2004). Em todos os casos o código fonte acompanha o programa. O programa pode ser embutido em outro programa e vendido. Open Source: a licença da Open Source Initiative em essência contém critérios para a distribuição que incluem, além da exigência da publicação do código fonte, os seguintes pontos: 12 Encontram-se as definições das licenças CC-GPL e CC-LGPL no seguinte endereço eletrônico: 13 A forma binária significa que o software é distribuído sob a forma de um arquivo executável (.exe) em linguagem de máquina composta de zeros (0) e uns (1), a qual não é compreensível pelo seres humanos. Fonte: Autor (2007).

46 46 (a) a redistribuição deve ser livre; (b) o código fonte deve ser incluído e deve poder ser redistribuído; (c) trabalhos derivados devem poder ser redistribuídos sob a mesma licença do original; (d) pode haver restrições quanto à redistribuição do código fonte, se o original foi modificado; (e) a licença não pode discriminar contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas, nem quanto a formas de utilização do software; (f) os direitos outorgados não podem depender da distribuição onde o software se encontra; (g) a licença não pode contaminar outro software; A definição Open Source confunde-se com a licença de software livre, porém existem algumas diferenças nas definições que explicitam as suas peculariedades. Pode-se destacar o fato da licença Open Source não obrigar o respeito aos direitos de autoria, explicitamente como uma lei fundamental e também quanto à questão da utilização de parte de um código fonte Open Source, obrigar que todo o código do programa produzido também seja distribuído sob a forma Open Source. Existem outras definições como: BSD, LGPL, CC, CC-GPL e CC-LGPL 14, as quais são variantes dos modelos de licenças citados e que podem ser encontradas em sítios como ou O objetivo desta dissertação é apresentar as ferramentas software livre como uma alternativa frente aos softwares proprietários, uma vez que as ferramentas software livre atendem de forma igual ou, em alguns casos, de forma superior às soluções dos proprietários. 14 As definições dessas licenças software livre podem ser encontradas nos sítios abaixo, ou nos Anexos desta dissertação. 1. BSD LGPL CC, CC-GPL e CC-LGPL -

47 47 A vantagem principal dessas ferramentas está no seu desenvolvimento em comunidade, e na capacidade de integração entre as diferentes ferramentas, já que o código fonte está disponível. Assim, com uma quantidade razoável de horas de trabalho de uma equipe de técnicos, cria-se ou customiza-se uma solução para as demandas da organização. A grande maioria dessas ferramentas são fruto do trabalho de dezenas, ou centenas de desenvolvedores pelo mundo e, além disso, uma ferramenta pode unir-se a outra e estas podem servirem de base para uma terceira, o que caracteriza um processo altamente dinâmico e evolutivo. Outro ponto primordial, software livre não é sinônimo de Linux 15 (ou GNU/Linux)! Apesar do GNU/Linux ser software livre e a grande maioria dos aplicativos que rodam nesse sistema também o são, software livre é independente de plataforma. Qualquer sistema operacional pode ter software livre e hoje se encontram vários software livres para Windows, tais como MAC/OS, UNIX, OS/2, entre outros. Duas perguntas importantes a serem feitas quando se apresenta uma novidade é: quais são as vantagens e quais as desvantagens disso? Logo abaixo, serão listadas apenas algumas vantagens e algumas desvantagens. Não é o foco aqui discutir individualmente e longamente cada uma das características dos softwares livres. Para detalhes sobre cada item discutido a seguir, recomenda-se o acesso ao sítio oficial do software livre no Brasil (www.softwarelivre.gov.br). 15 Linux ou GNU/Linux é um sistema operacional cujo núcleo inicial foi construído por Linus Tovarlds e, posteriormente, as demais funcionalidades e periféricos foram desenvolvidos por uma comunidade de programadores que criaram o projeto GNU (General Purpose Unix). Hoje, o Linux apresenta várias 'facetas' dependendo da comunidade mantenedora. Essas diferentes versões são chamadas 'distro' ou distribuições. Entre as mais utilizadas no mundo atualmente, cita-se: Ubuntu, Slackware, Debian, Fedora, SuSe, Mandriva, etc. Fonte:

48 Vantagens do Emprego de Software Livre Vive-se numa era onde a aquisição de vantagens é primordial em tudo o que negociase, pessoal ou profissionalmente. Desvantagens são cada vez menos aceitas e minimizá-las ao máximo é uma tarefa constante. As reais vantagens do Software Livre são: Custo social: o desenvolvimento de software proprietário é orientado para o benefício do fabricante enquanto que o do software livre é orientado para o benefício de seus usuários. Os lucros decorrentes das vendas de software proprietário são sempre privatizados, enquanto que os frutos da produção de software livre tornam-se disponíveis para toda a comunidade. Assim que disponibilizado como software livre, um aplicativo torna-se um bem público, cuja utilização e evolução é determinada pela comunidade de usuários. Desembolso inicial próximo de zero: quando compra-se, por exemplo, uma distribuição Linux, paga-se pelo um preço que basicamente cobre os custos de produção da mídia de distribuição (o conjunto de CDs/DVDs, a embalagem e a distribuição), podendo incluir, em alguns casos, farta documentação em papel, com manuais detalhados de instalação e de administração dos sistemas. Como é de se perceber, o preço das distribuições é uma pequena fração do preço de produtos comerciais similares. Existe ainda a possibilidade da pura e da simples cópia dos arquivos completos das instalações através da Internet. Caso não se considere o preço da conexão, o tempo necessário e o CD/DVD para gravação, é possível obter as distribuições atualizadas a um custo próximo de zero. Socialmente correto: o baixo custo característico do software livre garante acessibilidade à informática às classes menos privilegiadas. Um exemplo disso é a criação de Telecentros, são lugares disponibilizados pelo governo, em parceria com as comunidades, para que as pessoas possam aprender e utilizar a tecnologia de

49 49 informática. Outros projetos de inclusão digital também apóiam-se na filosofia software livre como por exemplo o projeto do governo federal, fruto de uma parceria com o MIT, que oferece notebooks para estudantes, com um valor bastante reduzido. Tecnologia aberta: existe um grande e real perigo quando uma organização possui suas operações dependentes de sistemas de software produzidos por um único fornecedor. Se o fornecedor decidir descontinuar um produto (seja por qual for o motivo), ou uma linha de produtos, para lançar uma nova versão, os usuários não possuem outra alternativa a não ser adotar essa nova versão e arcar com os custos da migração de seus sistemas. Existe também a possibilidade de o fornecedor interromper suas atividades comerciais. Há, portanto um risco inerente na adoção de um único fornecedor de software. No caso de software livre, o prognóstico é diferente, pois como não existe uma entidade que detenha os direitos de propriedade sobre o código fonte dos programas, não existe a possibilidade de que um determinado produto seja descontinuado segundo a conveniência comercial do fornecedor do sistema. Da mesma forma, ainda que algumas das empresas distribuidoras de software livre sejam extintas, existem várias outras prestadoras de serviços e produtos similares, que podem facilmente substituir aquela que desapareceu, sem levar em conta a vantagem do suporte via usuários e listas de discussões que um determinado aplicativo possui. Além disso, há a possibilidade de sempre poder contratar programadores para efetuarem a manutenção nos programas, já que seu código fonte está disponível. Essa opção simplesmente não existe com software proprietário. Menor depreciação do hardware: um dos reflexos da utilização de software proprietário é a acelerada obsolescência do hardware. Normalmente, quando um fornecedor decide publicar uma nova versão de seus aplicativos, o equipamento que o

50 50 executa também deve ser atualizado ou substituído. Isso é necessário porque as funcionalidades adicionais que sempre são introduzidas nas novas versões aumentam a complexidade e o tamanho dos aplicativos, exigindo processadores mais rápidos, maiores capacidade de memória virtual (RAM) e disco de armazenamento (ROM). É muito comum o caso em que as novas funções são apenas secundárias e/ou utilizadas por uma parcela muito pequena dos usuários. Este fenômeno é conhecido como inchaço do software. Este fenômeno ocorre em escala muito menor com sistemas de software livre porque a pressão de marketing por novas funções é pequena ou inexistente. Ademais, os sistemas de software livre são concebidos e projetados para serem usados pelos próprios desenvolvedores no seu próprio equipamento, de tal forma que funções secundárias são sistematicamente excluídas ou minimizadas em favor de outras características como a qualidade, a estabilidade, a segurança e a performance. Não se recomenda instalar a ultima versão de uma distribuição GNU/Linux (por exemplo, Ubuntu) ou do OpenOffice.org com todas as funções em um computador pessoal do tipo PC486, pois um sistema antigo como esse não as executará todas de forma satisfatória. Quanto mais potente for o computador, melhor e mais rápido funcionará o software instalado. Esse raciocínio vale para os sistemas proprietários, por exemplo, o mesmo computador PC486 não suportaria o Windows XP. O que o software livre permite realizar é que, a partir do seu código fonte, consegue-se otimizar o uso para diferentes tipos de computadores, possibilitando, dessa forma, o máximo de performance com um mínimo de recursos. Estabilidade e segurança: os sistemas desenvolvidos e distribuídos como software livre são reconhecidos por sua estabilidade e segurança. Essas qualidades são resultado direto do processo de desenvolvimento do software livre. Assim que um

51 51 programa é liberado para experimentação (versão beta 16 ), outros programadores o instalam e usam-no, iniciando-se o processo de depuração 17. Erros descobertos são reportados ao(s) autor(es), frequentemente já acompanhados da correção. Isso também significa que quaisquer problemas associados à segurança são descobertos, resolvidos e as correções publicadas ampla e rapidamente. Por outro lado, o modelo de desenvolvimento de software proprietário inviabiliza esse mecanismo de revisão e correções, portanto, seus produtos em geral não são tão estáveis nem tão seguros quanto os similares desenvolvidos livremente. Customização: sem sombra de dúvida, a maior das vantagens oferecida pela distribuição do código fonte dos programas é a liberdade de adaptar um programa às necessidades de seus usuários. Em sistemas proprietários, essa possibilidade pode não existir, a não ser para clientes especiais e com um custo elevadíssimo. Estima-se que a compra do software e o pagamento pela licença de uso corresponde apenas cerca de 10% a 30% do custo total do sistema. A grande parcela do custo vem de adaptações e correções ao software que devem ser efetuadas ao longo de sua vida útil. As elevadas confiabilidade e segurança do software livre, aliadas à facilidade de adaptação, permitem reduções substanciais no custo total de sistemas baseados em software livre. Suporte abundante e gratuito: ultimamente as comunidades software livre e suas ferramentas têm recebido vários prêmios de meios de comunicação especializados, pelo reconhecimento da qualidade do suporte técnico disponível gratuitamente através 16 Nomenclatura adotada pelos desenvolvedores de sistemas para a versão do sistema que é pré-lançamento e já é distribuída para usuários clientes testarem e avaliarem as funcionalidades Acontecendo qualquer eventualidade, um relatório do erro é enviado aos desenvolvedores a fim de solucioná-lo antes do lançamento da versão dita estável. Antes da versão beta, existe a versão alfa que é uma versão somente para observadores e desenvolvedores, pois a estabilidade não é garantida tampouco a confiabilidade das informações. Fonte: Autor (2006). 17 Depuração ou debug é o processo de encontrar bugs numa aplicação informática ou mesmo em hardware. Fonte:

52 52 da Internet, e fornecido pela comunidade de desenvolvedores e usuários do GNU/Linux, bem como dos aplicativos normalmente distribuídos com o sistema operacional. Uma das maiores calúnias sobre software livre refere-se à falta de suporte. Reclamação essa sem fundamento, já que geralmente é possível obter um auxílio até do próprio programador do aplicativo, além de poder-se contar com inúmeras comunidades e listas de discussões, nas quais certamente encontrar-se-ão respostas. No caso das organizações, provavelmente o que se deseja é suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana, e/ou através do telefone. Esse tipo de serviço já existe no Brasil, provido por empresas que apostam e trabalham com software livre. Não se pode esquecer que, com o software livre, o código-fonte fica totalmente disponível, o que permite uma alternativa interna de realizar o serviço ou a contratação de terceiros para tal. Reciclagem: a reciclagem é uma das vantagens mais inteligentes que o software livre apresenta em relação ao proprietário, isso porque quem trabalha com software livre não refaz um software para uma determinada função. Por quê? Quando uma empresa de software proprietário desenvolve um produto, por exemplo, um controle de estoque, guardam-se todos os segredos do software, podendo tratar-se de um algoritmo novo, de uma forma de otimizar código, ou uma modificação feita no sistema operacional para que o programa seja mais rápido. Armazena-se tudo confidencialmente e, quando uma segunda empresa adquirir o mesmo produto (controle de estoque), necessitará passar por todo o processo e redescobrir tudo que a primeira empresa descobriu. O que acontece? Repetem-se os mesmos acertos e os mesmos erros. Esse processo ocorre com todas as outras empresas interessadas em desenvolver um sistema para controle de estoque. O desenvolvimento de software

53 53 livre é eficiente e fantástico exatamente por isso, não se começa um sistema novo sem uma base. Inicia-se o processo a partir de um ponto onde uma outra pessoa ou empresa parou, ou de onde deseja-se realizar alguma modificação da função final. O reaproveitamento de códigos e de idéias de outros contribui para melhorar e evoluir o produto. Educação: esse item está por último propositadamente. Espera-se, com o software livre, estimular os professores e diretores de instituições de ensino, alvos diretos deste trabalho acadêmico, a utilizarem e conhecerem as ferramentas software livre. Na educação, o software livre atua como elemento incentivador à inovação, torna o aprendizado mais agradável e produtivo, permitindo que as novas gerações realmente consigam se apropriar e dominar as novas tecnologias. Além disso, sabe-se que o verdadeiro aprendizado está na colaboração entre grupos e na troca de conhecimentos o que não é problema para o software livre Desvantagens no Emprego de Software Livre O trabalho com o Software Livre (SL) apresenta algumas desvantagens e cabe à comunidade, que dele se utiliza, solucioná-los. Citam-se a seguir os principais contra-tempos no emprego do Software Livre. Ausência de responsável legal: do ponto de vista de uma organização, um dos problemas mais sérios com a adoção de software livre é a inexistência de uma entidade com identidade jurídica claramente definida e que seja legalmente responsável pelo sistema. Em caso de prejuízos decorrentes de erros no software, não há nenhuma entidade que possa ser responsabilizada civil ou criminalmente por eventuais perdas e/ou danos. Porém, vale ressaltar que o simples fato de existir um proprietário do software e, portanto, legalmente responsável, não provê

54 54 necessariamente garantia quanto a prejuízos decorrentes de erros ou falhas nos sistemas. Pelo contrário, freqüentemente o proprietário se exime de qualquer responsabilidade por danos ou prejuízos decorrentes da utilização de seus produtos. Comprova-se isto por meio das licenças que acompanham os software proprietários: A PANDA SOFTWARE não se compromete nem se responsabiliza, com nenhuma pessoa ou entidade, a respeito de qualquer prejuízo hipoteticamente provocado pelo uso ou pela falta de uso do programa, directa ou indirectamente, incluindo (mas sem se limitar a isso) interrupções de trabalho, perdas económicas ou perdas de ganhos previstos como resultado da utilização do programa. 18 Afim de solucionar este problema, as empresas e comunidades de SL criaram fundações e associações para amparar legalmente alguns projetos em software livre, buscando desse modo toda a credibilidade que a sociedade empresarial necessita. Um exemplo dessa iniciativa no Brasil é o software livre MOODLE que já se registrou no INPI e ITI, cujos responsáveis legais pelo sistema de aprendizagem existem e podem ser contatados. Usabilidade difícil: essa dificuldade é visível para os usuários de outros sistemas operacionais, como o Microsoft Windows, e que agora trabalham com o sistema operacional GNU/Linux. O GNU/Linux não é difícil, o cenário é que a experiência anterior dos usuários pode ter sido tão somente com o Microsoft Windows. E o inverso também é verdadeiro. Os usuários que só utilizaram o sistema operacional Unix com certeza se atrapalham com o Microsoft Windows. Por essa razão, quanto mais tempo se dedicar ao novo sistema que se deseja aprender, melhor e mais rápido será o aprendizado. 18 Fonte: Licença PANDA. Acessado em

55 55 Mão de obra escassa e/ou custosa: a mão-de-obra especializada em SL é mais cara. Isso se deve principalmente à falta de profissionais competentes na área. Preço mais do que justo para quem se dedica a estudar e a se atualizar constantemente. Falsos defensores: muitas pessoas defendem o software livre não pela sua filosofia, nem pela sua qualidade e tampouco pela ética, mas estritamente pelo seu custo inicial zero. Não que isso seja errado, porém é um dos piores argumentos, por ser redutor, e certamente o é. Ser fiel ao custo pode trazer sérios problemas quando a idéia é apenas legalizar o ambiente corporativo e não melhorar as condições para geração de melhores resultados. Isso porque legalizar é apenas uma etapa de um processo como todo. Então, por que restringir-se à legalização se é possível melhorar a infraestrutura? Mas para isso, profissionais precisam ser pagos pelo seu trabalho. Existe um custo para tudo, o software livre apenas redirecionou os custos para o lugar certo, a prestação de serviço. Um cuidado especial deve ser tomado no uso das palavras quando deseja-se referenciar um programa como software livre. É comum a generalização do termo código aberto para programas software livre, o que pode ser um equívoco já que nem todo código aberto é livre. Um exemplo disso é a licença Shared Code da Microsoft, para o qual não há liberdade de usá-lo, modificá-lo ou distribuí-lo, apenas vê-lo. Este capítulo teve como objetivo principal apresentar os fundamentos teóricos, as definições, os conceitos envolvidos, em suma, uma discussão sobre os argumentos chave deste projeto de dissertação.

56 56 Agora, com os argumentos principais definidos e defendidos os conceitos de gestão de conhecimento (gestão tecnológica) e de software livre, pretende-se expor no próximo capítulo o ambiente do estudo de caso e, posteriormente, no capítulo 4, o modelo proposto para a gestão tecnológica do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial.

57 57 3 A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO CEFET-SC 3.1 O CEFET-SC O Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina - CEFET-SC vivenciou várias modificações na sua trajetória como escola profissionalizante, bem como as outras atuais Instituições Federais de Ensino no país. Iniciou em 1909 como "Escola de Aprendizes Artífices" através do decreto n.º 7.566, de 23/09/1909, pelo então Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, Nilo Peçanha, em execução da lei n.º 1606, de 29 de dezembro de Seu objetivo era munir os filhos dos desfavorecidos da fortuna com o indispensável preparo técnico e intelectual, como meio de vencer as dificuldades sempre crescentes na luta pela existência. A Escola foi instalada em Florianópolis, na rua Almirante Alvim, n.º 17, em um prédio cedido pelo então Governador do Estado de Santa Catarina, Cel. Gustavo Richard. Na década de 30, durante a Era Vargas, o crescimento da indústria foi de 125% ao ano em média, a agricultura cresceu a uma taxa de 20% ao ano no mesmo período. Em razão desse crescimento avançado da industrialização no país, em 1937 a escola passou, através da Lei n.º 378 de 13 de janeiro de 1937, a denominar-se "Liceu Industrial de Florianópolis", e depois em 1942, depois do Decreto-Lei nº 4.127, de 23 de fevereiro de 1942, que estabelecia as bases da organização da rede federal de estabelecimentos de ensino industrial, transformouse em "Escola Industrial de Florianópolis". Nessa época a escola passou a oferecer aos alunos do ensino primário, cursos industriais básicos, com duração de 4 anos e aos candidatos à profissão de mestre, cursos de mestria. A partir da Lei n.º 4.759, de 20 de agosto 1965 a escola recebeu a denominação de Escola Industrial Federal de Santa Catarina, sendo que um ano depois, foi implantado o Curso Técnico Industrial de Agrimensura.

58 58 O Ano de 1968 foi marcante para a Escola; por Portaria Ministerial n.º 331, de 17 de junho do mesmo ano, o estabelecimento de ensino passou a denominar-se "Escola Técnica Federal de Santa Catarina". Nessa época, começou a ser viabilizada a idéia de especializar a Escola em cursos técnicos de 2.º grau. Decidiu-se então pela extinção gradativa do curso ginasial, através da supressão da matrícula de novos alunos na 1.ª série. Com a reforma do ensino de 1º e 2º graus introduzida pela lei 5.692/71 (LDB) acaba-se de vez com o ensino de 1º grau (antigo curso ginasial), passando a funcionar apenas o ensino de 2º grau. A Lei n.º 8.948, de 8 de dezembro de 1994, entre outras providências, transformou, automaticamente, todas as Escolas Técnicas Federais, criadas pela Lei n.º 3.552, de 16 de fevereiro de 1959, em Centros Federais de Educação Tecnológica, condicionados apenas à publicação de decreto presidencial específico para cada centro. Em 23 de dezembro de 1997, a Escola encaminhou seu Projeto Institucional de Cefetização à Brasília, para análise e parecer, mas seu pleito foi negado pelo MEC. Só em 27 de março de 2002, finalmente, foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto Presidencial de criação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina. O Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina é uma instituição com 98 anos de tradição no ensino técnico e reconhecido pela comunidade catarinense por sua especial contribuição no desenvolvimento tecnológico do Estado de Santa Catarina. Para atender às mudanças e avanços da sociedade, o CEFET-SC já foi, quando da sua fundação, Escola de Artífices, posteriormente Escola Industrial, Escola Técnica e, mais recentemente, reconhecido por lei federal como Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina. Atualmente, além de atender ao nível médio, o CEFET-SC forma técnicos (nível pós-médio) e tecnológos (nível superior) e especialistas (pós-graduação).

59 59 Hoje, o CEFET-SC conta com 6 unidades (devidamente inauguradas) distribuídas pelo estado de Santa Catarina, a saber: Unidade Continente (sede do sistema), Unidade São José, Unidade Florianópolis, Unidade Joinville, Unidade Jaraguá do Sul e Unidade Chapecó. Os cursos em todas as unidades do CEFET-SC totalizam: 25 cursos Técnicos, 8 cursos Superiores, 4 cursos de Pós-Graduação e ainda Ensino Médio Bilíngue, Ensino médio para jovens e adultos (EJA), Ensino médio profissionalizante para jovens e adultos (PROEJA) e cursos de Ensino à distância. 3.2 A GC como Sistema de Gestão do CEFET-SC O conhecimento e a gestão do conhecimento têm sido foco de uma intensa abordagem e discussão sobre como as organizações podem obter vantagem de caráter competitivo e atingir patamares elevados de flexibilidade, inovação, eficiência e transparência em suas atividades. Para as empresas privadas, significa melhorar a qualidade de produtos e serviços, aumentar a satisfação dos clientes, inovar e elevar a produtividade e, com isso, ampliar a rentabilidade e o desempenho. Na administração pública, o propósito é aumentar a efetividade da ação pública e tempestividade com o mínimo de recursos e preparar cidadãos para atuar como parceiros do Estado na elaboração e implementação de políticas públicas. Também é promover a inserção social, a redução de desigualdades sociais, criar uma sociedade competitiva na economia regional e global por meio da educação dos cidadãos para que eles se tornem trabalhadores competentes do conhecimento (ZAPELINI, 2002) Os Fundamentos da Gestão do Conhecimento Anteriormente já se discutiu nesta dissertação sobre a temática da gestão do conhecimento, contudo, é importante neste ponto reapresentar o tema para posterior

60 60 contextualização dentro de uma instituição de ensino, mais precisamente, dentro do CEFET- SC. Perante à significativa relevância, pertinência e atualidade que o assunto sugere, cabe aqui, no contexto do CEFET-SC, tentar responder a quatro possíveis questionamentos: o que é? Por que agora? Como se desenvolve e como é aplicada a gestão do conhecimento numa organização? Como o tema é recente, muito amplo em sua abordagem e de tratamento qualitativo, inúmeras conceituações e aplicações são detectadas, o que remete à necessidade de se apresentar, eventualmente, mais de uma resposta para cada questão exposta. Imediatamente, para a primeira questão, o autor Terra (2001, p.245) explicita que gestão do conhecimento é um esforço para fazer com que o conhecimento de uma organização esteja disponível para aqueles que dele necessitem dentro dela quando, onde e na forma que isso se faça necessário, com o objetivo de aumentar o desempenho humano e organizacional. Ou ainda, conforme Davenport e Prusak (1998, p.196), gestão do conhecimento é uma boa gestão de sistemas de informação, uma gestão de mudança organizacional e boas práticas na gestão de recursos humanos. Só ocorre com a ampla mudança comportamental, cultural e organizacional. Para a segunda questão a resposta começa pelo fato de que as organizações passam por mudanças evolucionárias com muito mais rapidez e revolucionárias com mais freqüência. Isso implica a necessidade de se ter uma base de conhecimento que possa ser absorvida e socializada em função de novas estratégias, novos processos e novas ferramentas. Oportunizase tudo de modo que as pessoas aprendam continuamente. Portanto, o mundo atual está acelerado, com necessidades de produtos e serviços mais racionais com soluções integradas, com uma integração global da economia, com organizações onde ocorre freqüentemente a transitoriedade de pessoas, e que trabalham virtualmente. Assim, é preciso reconhecer que a

61 61 natureza dos serviços e negócios mudou em dois aspectos: o trabalho intelectual diferencia-se enormemente do trabalho físico e quem lida com conhecimento está naturalmente imerso num ambiente de informática. Essa realidade altera os métodos de gerenciamento, de aprendizado, de representação do conhecimento, de integração e de soluções de problemas e respectivas ações. Para a terceira questão, cuja resposta está inclusa no modo de gerir e disseminar o conhecimento numa organização, inúmeras metodologias e procedimentos são adotados pelas organizações ditas aprendentes. Todo conhecimento cresce quando é compartilhado, ou seja, ninguém perde em sua troca, todos ganham. Dessa maneira, as instituições economizam em pesquisas e intervenções repetitivas, agiliza-se a tomada de decisões e ações, resultando em melhoria da produtividade e qualidade. Nonaka e Takeuchi (1998) desenvolveram uma teoria de criação do conhecimento organizacional, baseada em uma espiral que se desenvolve dinamicamente dentro de uma comunidade de interação em expansão. O surgimento dessa espiral está em função de quatro modos de conversão dos conhecimentos tácito e explícito, apresentadas a seguir: 1) Socialização: processo através do qual as experiências são compartilhadas e o conhecimento tácito e as habilidades técnicas são criadas; 2) Externalização: modo de conversão em que facilita a comunicação e a transformação do conhecimento tácito em novos e explícitos conceitos; 3) Combinação: conversão do conhecimento explícito em explícito, provocado pela inserção do conhecimento recém-criado combinado com o conhecimento já existente; 4) Internalização: conversão do conhecimento explícito em tácito, onde se estabelece o aprendizado pela prática. Os autores Nonaka e Takeuchi (1998, p.80) ainda esclarecem que o modo da socialização desenvolve um campo de interação. Esse campo facilita o compartilhamento de experiências e modelos mentais dos membros. Em seguida, o modo de externalização é provocado pelo diálogo ou pela reflexão

62 62 coletiva, em que se empregam metáforas ou analogias para a articulação do conhecimento tácito entre os membros da equipe. Já o modo de combinação é provocado pela associação do conhecimento recém-criado e do conhecimento já existente proveniente de outras seções da organização em uma rede. Logo, obtém-se assim um novo produto, serviço ou sistema. Por último, o aprender e o fazer provocam a internalização. A quarta e última questão busca apontar algumas soluções para a aplicação da gestão do conhecimento numa organização. Identicamente à questão anterior, também inúmeras formas de aplicabilidade da gestão do conhecimento são encontradas. De modo geral, Chait (1999) pontua quatro iniciativas fundamentais para elaborar e implantar um programa adequado de gestão do conhecimento: 1) analisar quais conhecimentos são valiosos para a organização; 2) garantir que não existam barreiras à difusão deles, utilizando facilitadores; 3) criar processos para que os conhecimentos cheguem às atividades do dia-adia; 4) projetar uma infra-estrutura que permita ter acesso a esse conhecimento com facilidade. Como se pode constatar, o processo de gestão do conhecimento é complexo, haja vista que o conhecimento encontra-se tanto em objetos reais, como documentos e sistemas, quanto em práticas realizadas na organização e na experiência acumulada pelas pessoas. Acrescentase a isso o fato de que a gestão do conhecimento é uma abordagem que envolve fundamentos da teoria das organizações, administração de recursos humanos, aprendizagem, estratégia de negócios, tecnologia da informação e comunicação e cultura administrativa A gestão do conhecimento nas instituições de ensino O cenário nas instituições acadêmicas ainda é rudimentar na aplicação da gestão estratégica do conhecimento. Na maior parte das vezes, não há compreensão ou discernimento relativo à cultura da gestão mencionada.

63 63 Mesmo assim, são evidenciadas, nas distintas gerências ou departamentos das instituições educacionais, posturas ou comportamentos diferenciados. Em setores mais dinâmicos e com um quadro de profissionais com maior nível de capacitação, emerge uma maior diversidade na oferta de cursos, preocupação constante na atualização curricular dos mesmos, concepção e desenvolvimento de inúmeras pesquisas tecnológicas, maior envolvimento com a comunidade na realização de atividades de extensão, melhor encaminhamento nos processos e procedimentos administrativos. Conseqüentemente, nesses profissionais dedicados, destacam-se aspectos como ética e orgulho profissional, por compreenderem sua importância e função social, por estarem imersos numa cultura própria, singular e de característica evolutiva permanente (ZAPELINI, 2002). Todavia, também é importante ressaltar que mesmo nas áreas mais produtivas, ainda prevalece a inexistência de qualquer intercâmbio ou compartilhamento de informações e/ou conhecimentos entre os servidores. Prevalece também, ainda em muitas situações, o trabalho localizado e individualizado, sem qualquer troca de experiências. O corpo de servidores ainda assume uma postura individualista e razoavelmente desinteressada com relação às questões coletivas da instituição ou da comunidade (ZAPELINI, 2002). Portanto, apesar da singularidade privilegiada, a realidade das instituições de ensino ainda está impregnada de vícios corporativos e burocráticos, que em muito se afastam de uma organização que evolui e aprende (ZAPELINI, 2002). As instituições de ensino detêm condições e situações singulares para a geração e disseminação do conhecimento em seus limites geográficos e até para além destes. Contudo, está reservada às instituições de ensino uma mudança drástica em suas posturas. Nesse sentido, a direção mais promissora é a do aprendizado cooperativo, onde professores, administrativos e estudantes põem em comum os recursos materiais e informacionais à sua

64 64 disposição. Os professores aprendem ao mesmo tempo que os estudantes e se atualizam continuamente, tanto em seus saberes disciplinares quanto em suas competências pedagógicas (LEVY, 1999, p.171). Levy (1999, p.172) aprofunda a questão ao destacar que as novas possibilidades de criação coletiva distribuída, de aprendizado cooperativo e de colaboração em rede propiciada pelo ciberespaço questionam o funcionamento das instituições e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto nas empresas quanto nas escolas. Não se trata apenas de utilizar a qualquer custo as tecnologias, mas sim de acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que questiona profundamente as formas institucionais, as mentalidades e a cultura dos sistemas educativos tradicionais e, notadamente, os papéis de professor e aluno. A Gestão do Conhecimento nos setores públicos no Brasil ainda é um tema novo. O motivo pode ser razoavelmente entendido, como expõe Teixeira Filho (2000), pois gestão do conhecimento não é para todos. Pressupõe-se um certo nível de organização, uma certa capacidade de visão sistêmica, uma preocupação com a competitividade, alguma base tecnológica e algum investimento de tempo, energia e dinheiro. A busca das instituições educacionais consiste em estruturar uma gestão que transforme objetivos individuais em metas coletivas, canaliza-se a energia existente em cada servidor para a missão da instituição, mas contempla-se igualmente os anseios individuais dos integrantes desta organização. Observa-se nesta dissertação que a GC ainda não está incorporada nas empresas, nas IES e nas pessoas como espera-se porque o cenário da GC ainda é desconhecido ou recente para a grande maioria. Cabe aos estudiosos da GC divulgarem e apresentarem os resultados alcançados em organizações que aplicaram a GC e conseguiram uma vantagem competitiva

65 perante os demais. Também constatou-se que existe um receio quanto a mudança e os custos dessas mudanças no trabalho de cada um A gestão do conhecimento no CEFET-SC Diante do cenário posto, se estabelece uma demanda, que pressupõe a participação e o envolvimento de todos os servidores do CEFET-SC, na busca por um serviço público federal mais eficiente, mais transparente e mais responsável quando da tomada de decisões e dos objetivos a que essa instituição se propõe. Para suprir tal demanda e incentivar a Gestão do Conhecimento na instituição, a Diretoria de Gestão do Conhecimento (DGC) foi implantada a partir de 18 de setembro de Ressalte-se que esta nova Diretoria já tinha tido aprovada sua implantação durante a discussão e definição do Estatuto do CEFET-SC, há cerca de dois anos atrás. Porém, só foi possível sua efetiva implantação no ano de 2006 em função da alocação do cargo de direção pelo Ministério da Educação, como também da ousadia e da percepção administrativa da Diretora-Geral em prosseguir com tal intento. O CEFET-SC, enquanto centro de excelência em educação profissional e tecnológica, mais uma vez inova ao implantar tal Diretoria. Algumas instituições públicas já implementaram algumas ações de gestão do conhecimento. No entanto, o diferencial que o CEFET-SC formula é caracterizar a gestão do conhecimento como um sistema de gestão pública para toda a Instituição, estabelecido para todos os seus setores e unidades e em nível estratégico. Em suma, é uma posição inovadora perante outras instituições educacionais. A partir da data de sua implantação, inúmeras ações iniciais foram desencadeadas. De imediato, foi concebida e implantada a estrutura organizacional da DGC. Essa estruturação envolveu a elaboração do organograma da diretoria, de sua competência e das atribuições da Gerência e Coordenações a ela subordinadas.

66 66 Seqüencialmente, para fundamentar a estruturação básica da DGC, foram elaboradas e executadas outras atividades, como a preparação de uma lista de contatos de todos os setores e unidades do CEFET-SC, a definição dos setores correlatos da DGC nas unidades de ensino, a produção de fichas funcionais, a divulgação sobre a nova Diretoria para o Colegiado Administrativo e para algumas unidades que a solicitaram e, finalmente, a definição da ambientação adequada para o pessoal da Diretoria. Ainda em 2006, conforme planejamento da Diretoria, desde logo haviam sido desenvolvidas algumas ações: revisão do planejamento estratégico institucional, implantação do ambiente virtual de trabalho colaborativo, realização e divulgação dos resultados da pesquisa de clima organizacional, elaboração de projeto de monitoria (já aprovado pela SETEC) em conjunto com a Diretoria de Ensino, apoio ao projeto e divulgação do ICBL , algumas capacitações dos sistemas de informação, entre outras ações. O recém aprovado Estatuto do CEFET-SC tem registrado em seu artigo 31 que compete à Diretoria de Gestão do Conhecimento promover e coordenar os processos de planejamento e avaliação institucional; de desenvolvimento de pessoas; de sistematização de dados, de informações e de procedimentos institucionais, disponibilizados na forma de conhecimento estratégico; planejar e coordenar as atividades relacionadas à tecnologia da informação. A estrutura organizacional da Diretoria de Gestão do Conhecimento (Figura 2) foi idealizada para que se possam empreender as atividades relacionadas com a gestão de processos, a gestão de pessoas e a gestão da tecnologia, de modo a resultar em conhecimento estratégico para toda a Instituição. É bom frisar que a maioria dos setores alocados para esta Diretoria já existia e estava subordinada a outras diretorias. Uma única coordenação foi 19 Internacional Conference on Interactive Computer Aided Blended Learning (http://www.icblconference.org/) que acontecerá em Florianópolis, em 2007, sob a organização do CEFET-SC.

67 67 criada, a CGPN. As demais coordenações e gerência tiveram apenas sua realocação e um reordenamento de suas funções e atribuições. A figura 2, na página seguinte mostra, por meio de um organograma a estrutura da Diretoria da Gestão do Conhecimento da instituição já mencionada. Diretoria de Gestão do Conhecimento (DGC) Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) Coord. de Des. de Pessoas (CDP) Coord. Gestão de Processos e Normas (CGPN) Coord. de Pesq. Institucional (CPI) Coord. de Des. Institucional (CDI) Setor Adm. Redes (SAR) Setor Sist. da Inform. (SSI) Tecnologia Pessoas Processos Conhecimento Estratégico Fonte: (Autor, 2007). Figura 2 - Organograma da DGC do CEFET-SC. A gestão da tecnologia é empreendida pela Gerência de Tecnologia da Informação (GTI), que tem como principais atribuições:

68 68 implantar, promover e coordenar o sistema informatizado interno para troca, gerenciamento e compartilhamento de informações e serviços (intranet, portal, blog); implantar, promover e gerenciar ambiente virtual de trabalho colaborativo (MGW); administrar a implantação e utilização adequada das redes virtuais; desenvolver e implementar sistemas de informação de apoio às atividades docentes e administrativas; A gestão de pessoas é articulada pela Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas (CDP) com as seguintes atribuições: efetuar o mapeamento de competências humanas e organizacionais existentes e requeridas na Instituição; elaborar o plano de capacitação de recursos humanos, em conjunto com o DRH, para atender às necessidades de competências organizacionais nos distintos setores da Instituição; implantar e atualizar banco de talentos a partir das competências pessoais existentes na Instituição; A gestão de processos está distribuída em três coordenações: Coordenação de Gestão de Processos e Normas (CGPN), Coordenação de Pesquisa Institucional (CPI) e Coordenação de Desenvolvimento Institucional (CDI), que responde pelas seguintes atribuições: coordenar a coleta e a sistematização de dados e informações dos distintos setores da Instituição, e disponibilizá-los na forma de conhecimento estratégico; gerenciar os sistemas de informação estabelecidos pelo MEC;

69 69 registrar os procedimentos utilizados na concepção e no fluxo de processos administrativos e acadêmicos; normatizar, através de regulamentações, e informatizar os novos modelos de gerenciamento de processos administrativos e acadêmicos, fundamentados nas melhores práticas; elaborar padrões de documentações; reavaliar sistematicamente, estabelecer diretrizes e coordenar a elaboração do planejamento estratégico institucional, do plano institucional e correspondente relatório de gestão; Apesar do seu pouco tempo de vida, a DGC já estabeleceu sua marca de gestão para a Instituição, tendo realizado algumas ações no ano de 2006 e projetado outras para o ano de Essa marca da DGC deve prosseguir e conciliar transparência com eficiência para todo o serviço público concebido e desenvolvido no CEFET-SC, de maneida a efetivar as estruturas organizadas para o Sistema, para as suas unidades existentes e para a sua expansão nas futuras unidades. Com a DGC, as iniciativas de GC dentro dos cursos superiores ganharam força e principalmente apoio institucional. Sendo assim, o projeto apresentado nesta dissertação tem como uma das metas propostas servir de modelo para a DGC implantar a Gestão Tecnológica em outros cursos do sistema CEFET-SC.

70 70 4 O CST EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Como último requisito deste trabalho, é essencial que se apresente o curso de graduação tecnológica onde o projeto proposto de gestão tecnológica foi implantado. O Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial do CEFET-SC é reconhecido pelo INEP/MEC com conceito geral 4 (avaliação para graduação de 0 até 5), o que o coloca entre os melhores do país. Um dos diferenciais deste curso é o seu projeto pedagógico, avaliado pelo INEP/MEC com conceito 5 (conceito máximo) de acordo com o novo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES). O curso atua no sistema de ensino/aprendizagem por competências, em cujos módulos as competências paralelas de cada unidade curricular 20 são complementadas no desenvolvimento do Projeto Integrador (PI) do módulo. O projeto integrador é visto na matriz curricular como uma unidade curricular, porém, é nesta que o acadêmico aplica as competências desenvolvidas pelas unidades curriculares do módulo. A seguir, apresenta-se a concepção do curso, as áreas de atuação, sua estrutura, os projetos integradores e a meta do projeto pedagógico, qual seja, trabalhar o ensino, a pesquisa e a extensão de forma agregada, ou melhor, indissociada. As seções seguintes foram recolhidas do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) Superior de Tecnologia em Automação Industrial (CSTAI) do CEFET-SC, do qual o acadêmico, autor deste trabalho, participou da comissão que visava a reestruturação para o reconhecimento e pós-reconhecimento do mesmo em Concepção do Curso O Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial do CEFET-SC foi concebido para ser um moderno curso de graduação tecnológica, com o objetivo de formar 20 Unidade curricular é a denominação empregada pelo CEFET-SC para disciplina.

71 71 profissionais de alto nível, capazes de mobilizar, articular e colocar em ação os conhecimentos, as habilidades, as atitudes e os valores para desenvolver e para implantar soluções tecnológicas avançadas em automatização de processos industriais. Objetiva também promover a capacidade empreendedora desses profissionais e a percepção do processo tecnológico com suas causas e conseqüências, além de favorecer a compreensão dos impactos sociais, econômicos e ambientais advindos da incorporação de novas tecnologias. Esse curso visa ainda contribuir para o estabelecimento de um novo patamar de competitividade do parque industrial catarinense e nacional. Na estruturação curricular do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial, buscou-se, efetivamente, contemplar um processo desencadeado pelas necessidades do mercado, partindo-se de uma análise de contexto, de identificação das atividades exigidas pelo mercado e de perfis de profissionais adequados a essas necessidades. Ou seja, partiu-se das necessidades atuais e futuras do mercado para formar profissionais em sintonia com essas demandas e oportunidades. A figura 3 apresenta o esquema dessa seqüência de atividades de estruturação do curso, que é um dos 3 (três) cursos nessa modalidade (Tecnologia) no Estado de Santa Catarina, e o único oferecido à comunidade de forma pública e gratuita.

72 72 Figura 3 - Estruturação do CSTAI do CEFET-SC. Fonte: (PPC, CSTAI, DAMM, CEFET-SC, 2006) Para assegurar uma formação com o perfil de profissional que se pretende, o currículo do CSTAI obedece ao sistema de avaliação por competências estabelecido no PPI do CEFET- SC, que apresenta competência conforme definida pelo parecer do Conselho Nacional de Educação, no. 16, de 03/10/99, qual seja a capacidade de articular, mobilizar e colocar em ação valores, conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho (PPI, CEFET-SC, 2006). Esse currículo pauta-se também nas diretrizes apresentados na Organização Didática da Unidade de Florianópolis. do CEFET-SC, cap. II, art. 5 e 6:

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