Instalações offshore: pioneirismo brasileiro

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Instalações offshore: pioneirismo brasileiro"

Transcrição

1 74 Por Weruska Goeking O Setor Elétrico / Março de 2010 Divulgação / Petrobras Instalações offshore: pioneirismo brasileiro Após as descobertas de poços de petróleo na área continental, diversos países passaram a explorar também as bacias marítimas. Entretanto, as características diferenciadas dos poços brasileiros forçaram um desenvolvimento tecnológico de extração em águas profundas que levaram o País à liderança nesse tipo de exploração

2 O Setor Elétrico / Março de Todas as instalações offshore (marítimas) existentes no País atualmente têm a finalidade de extrair gás e petróleo, sendo a Petrobras a maior empresa do mundo a explorar essa tecnologia. Como a pioneira das operações em território nacional, a empresa teve de investir em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e fazer parcerias com diversas universidades para criar tecnologias de exploração offshore. Assim, o País passou a explorar águas cada vez mais profundas e tornouse reconhecido internacionalmente como líder em tecnologia offshore. A capacidade de produzir petróleo de cada país é um dos termômetros para quantificar e qualificar sua influência econômica e política no cenário mundial. Atualmente, os maiores produtores de petróleo dividem-se entre os Estados Unidos e diversos países do Oriente Médio, nações constantemente envolvidas em lados opostos de questões polêmicas. O Oriente Médio ainda possui o maior número de poços e também é o maior exportador do insumo. A prospecção de petróleo confere poder político-econômico às nações exploradoras, já que a produção de energia impacta diretamente na indústria e no desenvolvimento do país, fomenta P&D e exportação do insumo e seus derivados. A luta pelos poços de petróleo já levaram a inúmeros conflitos, até mesmo armados, como a Guerra do Golfo, quando o Kuaite foi invadido pelo Iraque e seu território anexado ao país, em 1990, devido à queda de preços do petróleo. O Iraque chegou a bombardear todos os poços petrolíferos kuaitianos. Até hoje, conflitos religiosos e territoriais englobam, também, a luta pelo domínio do petróleo. Apesar de a luta pelo líquido escuro e valioso ter seu início com o advento da Primeira Guerra Mundial ( ), quando foi usado como fonte de energia nos meios de transporte. Mas foi durante a Segunda Grande Guerra ( ) que a disputa por petróleo ficou mais evidente, já que constava entre as estratégias de alguns países envolvidos nos conflitos, como os Estados Unidos. Contudo, o petróleo já era explorado décadas antes. Um dos primeiros serviços a utilizar o petróleo como fonte de energia foi a iluminação pública no início do século XIX, em substituição a um gás obtido por meio do carvão vegetal. O insumo permaneceu nessa função até meados da década de 1870, quando Thomas Alva Edison inventou a lâmpada incandescente e diminuiu consideravelmente a sua utilização. Até então, um dos fornecedores do óleo era os Estados Unidos, que perfurou em 1859, na Pensilvânia, o primeiro poço de petróleo do mundo, descoberta que incentivou iniciativas em diversos países. Um deles foi o Brasil, que encontrou seu primeiro poço petrolífero em 1864, em Bofete, interior de São Paulo, que rendeu apenas dois barris. Até o final do século XIX, dez países possuíam produção própria de petróleo onshore (extração terrestre). Algumas décadas depois, no início do século XX, a invenção dos motores movidos a gasolina e a diesel retomou o interesse econômico e, consequentemente, os investimentos para o desenvolvimento de novas tecnologias para extração do petróleo. Assim, os primeiros sinais de que o Brasil finalmente entraria na corrida pelo petróleo foram dados com a posse, em 1950, do presidente Getúlio Vargas, que tinha o setor de energia como um dos principais dentre seus planos de expansão. Mas os investimentos em extração de petróleo só alavancaram com a criação, em 3 de outubro de 1953, da Petróleo Brasileiro S.A., mais conhecida como Petrobras. A fundação da empresa ocorreu após uma espécie de comoção popular gerada pelo slogan O petróleo é nosso, citado por Vargas em 1947 após a descoberta de mais um poço petrolífero, desta vez na Bahia, impulsionando os estudos nessa área. Assim, Vargas abriu caminho para Juscelino Kubitschek e seu Plano de Metas, que tinha como lema Crescer 50 anos em cinco e incluía a produção de energia elétrica e o refino de petróleo. Para sua empreitada, Kubitschek pôde contar com investimentos estrangeiros devido a sua decisão de manter a Instrução nº 113 da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) que concedia a empresas estrangeiras a isenção de taxas de importação de máquinas e equipamentos, mesmo se houvesse materiais similares de fabricação nacional. Segundo o engenheiro de suporte técnico às plataformas offshore da Petrobras,

3 76 O Setor Elétrico / Março de 2010 Muitos acidentes em plataformas offshore são causados por problemas na instalação elétrica, como a explosão da P-36 Estellito Rangel Junior, ainda nessa época houve grande esforço para que os equipamentos fossem fabricados por empresas nacionais. Apesar dos pontos negativos, como a inflação, a indústria elétrica cresceu 300% durante os cinco anos do mandato de Kubitschek. Desenvolvimento e expansão Os Estados Unidos foi o país a tomar a dianteira no desenvolvimento de tecnologias de extração e refino de petróleo e, quando o Brasil entrou neste mercado, muitos fundamentos já haviam sido descobertos. Tanto que a Petrobras contava com um norte-americano entre seus funcionários de alto escalão. No início dos anos 1960, Walter K. Link escreveu considerações sobre a geologia do petróleo em solo brasileiro em um documento denominado Relatório Link, que causou polêmica dentro da própria empresa. De acordo com Link, seria impossível extrair petróleo em grandes quantidades e por longo tempo em poços petrolíferos onshore, o que colocava em xeque os grandes investimentos que estavam sendo feitos pela empresa. Contudo, ele afirmava que a situação poderia tornar-se favorável com avanços tecnológicos, principalmente em explorações offshore. O tempo trouxe a resposta para a controvérsia e, no final da década de 1960, outros pesquisadores comprovaram a tese de Link, afirmando que a maioria das bacias petrolíferas brasileiras só poderia ser explorada com instalações offshore. Diante dessa constatação e com a pouca tecnologia offshore desenvolvida até então já que mesmo as instalações offshore existentes possuíam profundidade bastante reduzida em relação às descobertas aqui, o Brasil teve de decidir entre importar o insumo, desenvolver tecnologia e processos próprios para a prospecção de petróleo ou recorrer a instituições internacionais para isso. A ditadura militar instalada e seu intrínseco nacionalismo, além da tecnologia ainda incipiente no mundo, levaram o País a optar pelo desenvolvimento próprio de processos. Ainda assim, os pesquisadores da Petrobras ficavam atentos ao que havia de mais moderno sendo aplicado no mundo para adequar às necessidades nacionais. Porém, não havia muitas instalações offshore na época. A primeira extração de petróleo em bacias marítimas foi registrada no Canal de Santa Bárbara, na Califórnia (EUA), em 1896, mas não era exatamente uma exploração offshore, porque se tratava de um píer construído junto à costa. Assim, a plataforma Oil Rocks instalada em 1947 no Mar Cáspio em área pertencente ao Azerbaijão é considerada como a primeira plataforma offshore. A partir daí, a indústria offshore propriamente dita iniciou sua expansão, passando por localidades como o Golfo do México e a Venezuela. A própria Petrobras já investia em instalações offshore em 1961 antes da conclusão do estudo de Link e começou a procurar por petróleo na faixa marítima próxima à área continental localizada entre os Estados do Maranhão e do Espírito Santo. Como essas águas tinham pouca profundidade no máximo 200 metros, foi empregada tecnologia já utilizada em instalações offshore estrangeiras, apesar de haver, desde 1955, um Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisa da Petrobras (Cenap). A exploração de petróleo em reservatórios offshore brasileiros em águas mais profundas teve início em 1968, na Bacia de Sergipe, campo de Guaricema, situado a cerca de 30 metros da costa do Estado. A descoberta do poço ocorreu após inúmeros estudos geográficos. Outras descobertas seguiram em 1969, como o Campo de São Mateus e de Ubarana, ambos no Espírito Santo. Nesta época, as tecnologias disponíveis ainda não permitiam grandes evoluções no processo de extração offshore. Percebendo a necessidade cada vez mais latente de desenvolvimento de tecnologias offshore, a Petrobras fundou, em 1968, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que tinha o objetivo de criar, consolidar e expandir o conhecimento técnico da empresa e sua capacidade de exploração em águas profundas. O Cenpes foi o responsável por levar a Petrobras ao patamar da empresa que gera maior número de patentes em todo o mundo e está localizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Anos mais tarde, as decisões tomadas pelo presidente Ernesto Geisel (que governou o país de 1974 a 1979) de aumentar as dotações

4 78 O Setor Elétrico / Março de 2010 Divulgação / Vestas Energia eólica Além das instalações offshore de petróleo, também existem as instalações offshore de energia eólica. Contudo, não há geração desse tipo de energia em águas profundas no Brasil. Há seis anos o Estado do Ceará apresentou um estudo baseado em estimativas que afirmava seu grande potencial de gerar energia em alto mar. De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Pedro Perrelli, essa não é uma característica apenas do Ceará, mas de todos os Estados próximos da linha do Equador. Nessa região, há a presença dos ventos alísios, que são oriundos do movimento de rotação da Terra que, por sua vez, tem velocidade mais elevada próximo à linha do Equador, explica. Perrelli explica que, apesar do elevado potencial do País em geração eólica offshore, essa é uma realidade ainda muito distante, pois as instalações offshore de eólica podem custar de seis a oito vezes mais do que as turbinas onshore. Por isso, os países que mais investem em instalações offshore de energia eólica são aqueles com pequena extensão territorial e/ou que não possuem mais espaço onshore disponível. Um exemplo disso é a China mercado mais acelerado em geração de energia eólica que possui extensão territorial 7% maior que o Brasil, mas tem população 14 vezes maior que a brasileira. A China inaugurou sua primeira instalação offshore de eólica neste ano. A Dinamarca é o país com tecnologia mais avançada em instalação offshore de energia eólica e onde está localizado o primeiro parque eólico em alto-mar, o Hörns-Reef, inaugurado há oito anos. Enquanto isso o Brasil sequer possui tecnologia para geração eólica offshore e continua a investir em instalações onshore. Por enquanto isso não é um problema, já que ainda há muito espaço em terra disponível e potencial de geração onshore de 350 GW a 400 GW. Nos primórdios da geração de energia elétrica para utilização humana, eram utilizados dínamos e baterias, que produziam energia em corrente contínua, como este dínamo de capacidade de geração de 310 A a 7 V ou W, quando rotacionado a RPM. orçamentárias juntamente com as descobertas do Cenpes permitiram que a Petrobras iniciasse um processo de capacitação tecnológica para a atuação nesta área específica de exploração e produção. O resultado mais evidente disso foi o estabelecimento de um patamar tecnológico para a exploração de petróleo em águas profundas, o que consolidou a empresa brasileira como um dos principais referenciais internacionais na área de exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas, chegando hoje a extrair petróleo a mais de dois mil metros de profundidade. Um exemplo disso é a Bacia de Campos, descoberta em 1974 e localizada entre o norte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. Ela possui 100 mil quilômetros quadrados e sua primeira perfuração ocorreu em Um ano depois teve início sua exploração comercial. Hoje a bacia é responsável por mais de 80% da extração nacional. Para se ter ideia da evolução da tecnologia petrolífera até aqui e da vantagem da extração offshore para o País, a produção diária da plataforma era de 10 mil barris diários em 1977, diante dos dois barris conquistados na primeira instalação onshore brasileira. Tecnologia A diferença de dois anos entre a descoberta da Bacia de Campos e a primeira perfuração deve-se à complexidade das tecnologias utilizadas para tais funções. A procura por petróleo é feita por sondas, seja no mar ou na terra, e o Golfo do México foi pioneiro ao instalar as primeiras sondas sobre barcos, nos anos Na década seguinte, a tecnologia já havia evoluído o suficiente para ganhar mobilidade e não mais precisar de uma instalação fixa, transformando-se em uma espécie de barco sonda. O conhecimento técnico das condições de extração marítima ainda proporcionou, na década de 1950, a construção de sondas semi-submersíveis, que ficavam alocadas nas plataformas. Apesar do desenvolvimento desses equipamentos e dos barcos sonda serem usados até hoje, a característica singular das bacias brasileiras tornou a busca por novos poços profundos e em alto mar um dos primeiros grandes desafios para

5 O Setor Elétrico / Março de os pesquisadores. A empreitada consistia basicamente em construir sondas marítimas móveis com menor custo e maior eficiência. As técnicas de perfuração das bacias foram amplamente desenvolvidas em todo o mundo durante os anos 1960, tornando possível a extração de petróleo em águas profundas ainda nesta década. Além das sondas e da perfuração, as tecnologias envolvendo dutos de gás e petróleo para condução da produção offshore foram igualmente determinantes no sucesso da exploração de bacias marítimas. Contudo, a partir de 1980, as tecnologias para produção petrolífera davam sinais de defasagem e as plataformas localizadas no Golfo do México, que eram fixas, precisavam passar por modificações para a extração em águas mais profundas. Este fato deixa claro que a Petrobras não tinha outra escolha a não ser investir na criação de equipamentos capazes de extrair e produzir petróleo em poços com mais de mil metros de profundidade, pois nenhum outro país possuía tal tecnologia. Um dos requisitos para alcançar esse objetivo era desenvolver sistemas flutuantes eficazes. Até então, a Petrobras ainda aproveitava em sua produção e extração diversos equipamentos e processos offshore importados, incluindo em muitos casos suas inovações tecnológicas para a adaptação às condições brasileiras. Foi assim que a empresa chegou a sua primeira sonda submersível. Mas foi apenas em meados da década de 1980 que a empresa construiu o mesmo tipo de sonda usando apenas tecnologia nacional, graças ao apoio de estaleiros brasileiros. A Petrobras ainda contou com o auxílio do Programa de Capacitação Tecnológica em Águas Profundas (Procap), fundado em 1986, para desenvolver tecnologias capazes de extrair petróleo a 400 metros de profundidade. Na época, isso significou um grande desafio para os pesquisadores que haviam desenvolvido equipamentos e processos para extração em profundidade média de 150 metros. Mas como o objetivo era investir em novas bacias petrolíferas, a Petrobras precisava alcançar poços a mil metros de profundidade. E vieram outras versões do programa, como o Procap 2000, que durou de 1993 a 1999 e prospectou petróleo em bacias a dois mil metros de profundidade em 20 projetos orçados em aproximadamente US$ 750 milhões, sendo que 80% deles eram para inovação e o restante para extensão dos projetos existentes proporcionalmente o inverso praticado na fase anterior. A maior descoberta durante o Procap 2000 foi o campo de Roncador, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, com metros de profundidade. O único problema é que a Petrobras ainda não havia desenvolvido equipamentos capazes de explorar petróleo em águas tão profundas. Foram aplicadas diversas tecnologias inéditas nesse projeto, mas como não havia tempo para a construção de uma plataforma, foi reaproveitada a Plataforma 36 (P-36), que estava em um campo de profundidade menor, o de Marlim, e prospectava petróleo mais pesado. O sistema de geração de energia do campo de Roncador era feita por turbinas a diesel instaladas na P-36 e transmitida para a P-47 por meio de cabos ao longo do fundo do mar a uma distância de mil metros de profundidade. O bom resultado da adaptação da plataforma levou a Petrobras a conquistar o título de liderança e referência tecnológica mundial em extração de petróleo offshore. O reconhecimento do feito veio em 1991, com o prêmio OTC Distinguished Achievement Award, oferecido pela Offshore Technology Conference, nos Estados Unidos. No ano seguinte, a empresa recebeu novamente o prêmio e foi reconhecida como a instituição que mais contribuiu para o desenvolvimento da indústria offshore. Atualmente, está em curso o Procap 3000 (Programa Tecnológico em Sistemas de Exploração em Águas Ultraprofundas), que visa à produção de petróleo a três mil metros de profundidade da superfície até o fundo do mar. Com o trabalho do Procap, a empresa finalmente alcançou a autossuficiência em tecnologia offshore. Além dos programas próprios, a Petrobras faz parcerias com outras empresas e instituições para o desenvolvimento de tecnologias, sendo que a mais expressiva delas é com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), que já produziu mais de mil projetos junto à empresa e levou à criação do Grupo Interdisciplinar em Tecnologia Submarina, em Três anos depois, por meio

6 80 O Setor Elétrico / Março de 2010 da Emenda Constitucional nº 9, a Petrobras deixa de ter capital somente estatal e se torna uma das maiores empresas de petróleo do mundo. Com o crescimento da empresa e da produção, o Brasil precisava cada vez mais de profissionais especializados. De acordo com o engenheiro eletricista e consultor sênior da Petrobras Oscar Felizzola Souza, há uma carência nesse setor que se estende até hoje. Para qualificar esses profissionais em diferentes níveis de conhecimento, o governo federal criou o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Promimp), que é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e também busca aumentar a participação da indústria nacional e sua competitividade frente às estrangeiras. O Promimp foi criado antes mesmo das descobertas do présal e não é direcionado apenas para a produção e exploração, mas também à refinação e ao transporte do petróleo e seus derivados, afirma Souza. Nessa época, 1% do faturamento da empresa era direcionado para P&D. Calcula-se que até 2004, cada dólar investido no Procap teve retorno de US$ 8,2. Outra parcela dos recursos investidos é proveniente do Fundo Setorial do Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), ligado à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e criado em 1999 com o objetivo de estimular a cadeia produtiva do segmento. A fonte do financiamento vem de royalties de petróleo. O consultor destaca ainda o trabalho do Centro de Excelência em ECP (Enginnering, Procurement and Construction Engenharia, Suprimento e Construção), localizado no Rio de Janeiro, que também tem o objetivo de alavancar o desenvolvimento desses profissionais. É possível perceber que foi necessário um conjunto de ações da própria Petrobras e do governo para que a tecnologia offshore fosse alavancada no País. Para se ter ideia da evolução, a produção de petróleo em águas profundas representava apenas 1,7% em 1987 no segundo ano do Procap e subiu para 55% em 2000, sendo a Petrobras a única empresa a ter instalações offshore no Brasil. Ainda no ano 2000, a Petrobras comprou participações em diversas termelétricas que transformavam o gás em eletricidade para auxiliar na diversificação e ampliação da matriz brasileira na maior crise energética vivida pelo País. A termelétrica da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), na Bahia, foi a primeira usina com participação da Petrobras a entrar em operação. Apesar das evoluções conquistadas com a exploração, ainda hoje não foi desenvolvida tecnologia suficiente para a construção de plataformas no Brasil, mas um acordo com Singapura de transferência tecnológica deve garantir a produção das próximas plataformas em território nacional, ainda que com tecnologia asiática. A despeito disso, em 2006 a empresa atingiu a autossuficiência em produção de petróleo. Hoje ainda importamos o óleo, porque nossa produção corresponde a um tipo de petróleo mais pesado e que exige processos mais demorados nas refinarias. Com a importação, as refinarias processam uma combinação de óleo mais leve com o brasileiro, otimizando os processos. Em 2008 foram importados 147,9 milhões de barris, ao custo de US$ 16,3 bilhões, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). O Brasil também exporta sua produção. De acordo com a ANP, foram exportados 158,1 milhões de barris, com receita de US$ 13,6 bilhões, em Apesar de ter exportad so mais, ocorre um déficit na balança porque o petróleo exportado pelo Brasil é do tipo pesado, de menor valor de mercado, e o País ainda precisa importar o petróleo leve, que é mais caro. Atualmente, o Brasil é o 16º maior país em produção de petróleo do mundo, porém, o Panorama Mundial de Energia 2009 (World Energy Outlook 2009) relatório divulgado anualmente pela Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que o Brasil deve passar a ocupar a sexta posição em 2030, graças às descobertas de reservas pré-sal de petróleo offshore. O País ainda ocupa a terceira colocação na previsão de crescimento percentual no período de 2008 a 2030, com 2,9% ao ano. Instalações elétricas No início da exploração offshore, o Brasil não possuía normas nacionais para este tipo de instalação, hoje chamadas de atmosferas

7 O Setor Elétrico / Março de Divulgação / Petrobras No final dos anos 1960, o País descobriu, por meio de pesquisas, que suas maiores bacias petrolíferas só poderiam ser exploradas com instalações offshore

8 82 O Setor Elétrico / Março de 2010 Normalização As instalações elétricas em atmosferas explosivas são regidas pela série da ABNT IEC 60079, mas ainda existem outras normas, como a ABNT NBR para luminárias e projetores para atmosfera explosiva de uso naval e a ABNT NBR 15462, que trata do procedimento de projeto, instalação e manutenção de traceamento elétrico resistivo. O Brasil também é membro P do TC 18, Comitê Técnico da IEC 18, que trata de instalações elétricas navais e unidades marítimas móveis e fixas. O UTC 18 foi criado em 1927, quando as instalações offshore sequer existiam. Já os materiais e equipamentos usados em instalações offshore petrolíferas, exceto de eletricidade, eletrônica, telecomunicações e tecnologias correlatas, são regidos pelo Comitê IC 67 da ISO, que conta com a participação do Brasil junto com mais 28 países como membro P, ou seja, que tem o direito de votar pode indicar participantes e tem seus comentários analisados pelos outros membros. O Comitê IC 67 foi criado em 1947 e já publicou 161 normas. explosivas. Assim, as primeiras normas aplicadas aqui eram norte-americanas. No início dos anos 1980, foi estabelecida a Comissão Técnica nº 31 na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que ficou encarregada de elaborar normas brasileiras para instalações elétricas em atmosferas explosivas. Essas normas teriam, obrigatoriamente, de estar em consonância com as normas IEC existentes. Passamos a falar a linguagem internacional ao invés de ficar com uma tecnologia de apenas um país, explica o engenheiro eletricista especializado em áreas classificadas, Dácio de Miranda Jordão. Não foi preciso alterar as instalações já existentes com a entrada em vigor de normas nacionais, pois não houve alterações em conceitos básicos e as normas estrangeiras aplicadas garantiam um nível mínimo de segurança. Para operar com segurança em instalações offshore, os equipamentos elétricos devem atender a ABNT IEC 60079, que também traz diretrizes sobre metodologia de instalação e as classificações de atmosfera explosiva. Essa classificação é baseada em parâmetros como os tipos de equipamentos envolvidos no processo, pressão, vazão, volume, velocidade do vento, temperatura ambiente e de operação. A partir disso, a norma define o volume de risco dessa área, podendo ser classificada como Zona 0, Zona 1 e Zona 2, sendo que a primeira é a mais perigosa. Os equipamentos elétricos instalados nessas áreas devem trazer um certificado de conformidade de acordo com a zona. Para isso devem trazer uma alternativa construtiva diferente dos equipamentos comuns. Os equipamentos metálicos à prova de explosão existem há mais de cem anos, mas com a evolução da tecnologia de materiais hoje é possível encontrar equipamentos para atmosferas explosivas não metálicos com segurança aumentada, ou seja, com requisitos construtivos adicionais aplicáveis aos equipamentos que, em condição normal ou anormal de operação, não produz centelhamento ou aquecimento. Também podem ser usados equipamentos com segurança intrínseca, ou seja, aquele que não possui energia capaz de causar ignição em condição normal ou anormal de operação e mesmo que ocorra um defeito, a energia

9 O Setor Elétrico / Março de liberada não é capaz de causar ignição. Ainda não somos autossuficientes em produção de equipamentos elétricos para atmosferas explosivas, mas já houve grande ampliação na gama oferecida pelos fabricantes nacionais frente ao existente nos anos 1980, por exemplo. Além da necessidade de desenvolvimento tecnológico nacional, Jordão ressalta que a segurança nessas instalações também depende da qualificação dos profissionais envolvidos e este tem sido um problema nas instalações offshore. Uma coisa muito importante é que, se hoje existe desinformação por parte de quem executa, opera, faz manutenção e projeta as instalações, também não existe pessoal com conhecimento técnico que seja capaz de fiscalizar essas instalações. Faltam muitos profissionais qualificados de modo geral em atmosferas explosivas, afirma. De acordo com Jordão, esse problema está ligado ao fato de que os cursos de engenharia elétrica, eletrotécnica e eletrônica não incluem em sua grade o trabalho em atmosferas explosivas, apesar de habilitar o estudante para atuar em qualquer tipo de instalação. Com base nisso, o especialista Dácio Jordão idealizou um curso de extensão que pode ser feito mesmo durante a graduação de instalação elétrica em atmosfera explosiva de 180 horas na UFRJ. Além de afetar a segurança elétrica, o especialista afirma que a falta de preparo dos profissionais pode acarretar, inclusive, problemas ambientais. Não há uma estatística sobre isso, principalmente porque as pessoas que investigaram a causa de acidentes também não possuíam conhecimento adequado. Já vi relatórios dizendo que a causa desses acidentes eram curtoscircuitos, mas, muitas vezes, a verdade era que o equipamento não era conforme e gerou a explosão, acrescenta. Meio ambiente A preocupação ambiental é uma constante em todo o processo de extração do petróleo offshore e diversos cuidados são tomados com relação ao descarte de resíduos. Também há programas de controle que verificam periodicamente a conformidade da operação das plataformas às disposições legais sobre o tema, por exemplo. Ainda não há uma norma internacional para esse tema e quem emite os requisitos para as instalações offshore nacionais é o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A Petrobras possui programas de proteção ao meio ambiente desde 1978, como o controle de emissão de gás e treinamento de combate em emergências. Ainda há um teste realizado com pipocas jogadas no mar para simular o trajeto que o óleo poderia percorrer em caso de vazamento real e testar as condições de conservação e manutenção dos equipamentos de combate a emergências e avaliar a preparação da equipe. A empresa também participou de um projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que resultou na construção do primeiro Centro de Combate à Poluição do Mar no País e na importação de equipamentos para o combate a poluição marítima por óleo. Porém, todos os cuidados tomados não foram suficientes para evitar acidentes como o ocorrido na Plataforma P-36 da Petrobras, que explodiu em 15 de março de 2001 e afundou 10 dias depois, na Bacia de Campos (RJ). De acordo com relatório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Marinha, o acidente ocorreu devido a problemas no projeto, na manutenção e na operação da plataforma. Ainda segundo o documento, um dos erros do projeto estaria justamente na classificação da área onde estava o tanque que explodiu, que sequer estava enquadrada em uma das áreas de atmosferas explosivas. Na opinião de Jordão, os acidentes em plataformas com prejuízos ambientais têm grande impacto na opinião pública, mas servem também para o aprimoramento dos processos. Pesquisa Artigo: A Petrobras e a exploração de petróleo offshore no Brasil: um approach evolucionário, de José Benedito Ortiz Neto e Armando Dalla Costa. Artigo: Equipamentos elétricos e a segurança na indústria do petróleo e gás, de Estellito Rangel Junior. Site da Petrobras S/A: Site da Com Ciência Revista Eletrônica de Jornalismo Científico: Site da Agencia Latinoamericana de Información:

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo O Mercado de Energia Eólica E no Brasil e no Mundo Audiência Pública P - Senado Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle Brasília/DF 19 de junho de 2008 Energia: importância

Leia mais

Willis Latin American Energy Conference

Willis Latin American Energy Conference Willis Latin American Energy Conference Planejamento Financeiro e Gestão de Riscos outubro 2012 Cátia Diniz Gerente Setorial de Seguros Internacionais Estas apresentações podem conter previsões acerca

Leia mais

COLÉGIO SALESIANO SÃO JOSÉ Geografia 9º Ano Prof.º Daniel Fonseca. Produção energética no Brasil: Etanol, Petróleo e Hidreletricidade

COLÉGIO SALESIANO SÃO JOSÉ Geografia 9º Ano Prof.º Daniel Fonseca. Produção energética no Brasil: Etanol, Petróleo e Hidreletricidade COLÉGIO SALESIANO SÃO JOSÉ Geografia 9º Ano Prof.º Daniel Fonseca Produção energética no Brasil: Etanol, Petróleo e Hidreletricidade Etanol A produção de álcool combustível como fonte de energia deve-se

Leia mais

A autossuficiência brasileira

A autossuficiência brasileira Fonte: Estadão Online 09/11/07, 18h25 Por Daniel Lima Transcrito por RH para o Site do GDPAPE Grupo em Defesa dos Participantes da Petros História: A Exploração do Petróleo no Brasil Das primeiras perfurações

Leia mais

NAGI PG. As Oportunidades do Pré-sal: Como minha indústria pode participar deste mercado. Eng. Virgilio Calças Filho Sorocaba 27/02/2014

NAGI PG. As Oportunidades do Pré-sal: Como minha indústria pode participar deste mercado. Eng. Virgilio Calças Filho Sorocaba 27/02/2014 NAGI PG NÚCLEO DE APOIO À GESTÃO DA INOVAÇÃO NA CADEIA DE PETRÓLEO E GÁS As Oportunidades do Pré-sal: Como minha indústria pode participar deste mercado Eng. Virgilio Calças Filho Sorocaba 27/02/2014 Em

Leia mais

Título da Apresentação

Título da Apresentação Título da Apresentação Financiadora de Estudos e Projetos Agência Brasileira de Inovação Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil 2º Workshop Platec E&P Onshore - Sondas de Perfuração e Workover - Equipamentos

Leia mais

ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME) 4º Congresso de Ciências Militares

ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME) 4º Congresso de Ciências Militares ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME) 4º Congresso de Ciências Militares Ciências Militares no Século XXI Situação Atual e Desafios Futuros Geopolítica dos Recursos Naturais Fontes Alternativas

Leia mais

Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia

Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia Pós-Graduação Stricto Sensu Pós-Graduação Lato Sensu Extensão Graduação Diagnósticos Tecnológicos Soluções de Problemas Empresariais

Leia mais

Inovação Aberta na Petrobras

Inovação Aberta na Petrobras Inovação Aberta na Petrobras Open Innovation Seminar São Paulo, 12 de Novembro de 2012 Maria Cristina Espinheira Saba Gerente de Estratégia Tecnológica Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (CENPES) Motivadores

Leia mais

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo. Brasil: vento, energia e investimento. São Paulo/SP 23 de novembro de 2007

O Mercado de Energia Eólica E e no Mundo. Brasil: vento, energia e investimento. São Paulo/SP 23 de novembro de 2007 O Mercado de Energia Eólica E no Brasil e no Mundo Brasil: vento, energia e investimento São Paulo/SP 23 de novembro de 2007 Energia: importância e impactos A energia é um dos principais insumos da indústria

Leia mais

PETRÓLEO E GÁS NATURAL Mundo e Brasil Pré-sal e desenvolvimento nacional. Guilherme Estrella, geólogo

PETRÓLEO E GÁS NATURAL Mundo e Brasil Pré-sal e desenvolvimento nacional. Guilherme Estrella, geólogo PETRÓLEO E GÁS NATURAL Mundo e Brasil Pré-sal e desenvolvimento nacional Guilherme Estrella, geólogo Crescimento da população mundial CONSUMO MUNDIAL DE ENERGIA IEA-WEO-2012: 1,3 BILHÕES DE PESSOAS SEM

Leia mais

20 de agosto de 2013. Xisto muda geopolítica da energia

20 de agosto de 2013. Xisto muda geopolítica da energia 20 de agosto de 2013 Xisto muda geopolítica da energia A "revolução do xisto" em curso nos Estados Unidos, que já despertou investimento de US$ 100 bilhões na indústria americana, vai resultar em uma nova

Leia mais

A costa da África pode ser um foco da indústria no futuro próximo;

A costa da África pode ser um foco da indústria no futuro próximo; Fleury Pissaia * Entre 2011 e 2015, investimento previsto no setor industrial é de R$ 600 bilhões. Desse montante, indústria do petróleo representa 62%. No mesmo período, R$ 750 bilhões serão alocados

Leia mais

Nota técnica produzida para o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento

Nota técnica produzida para o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento Nota técnica produzida para o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento Agosto/2009 SDS Edifício Eldorado salas 106/109 CEP 70392-901 Brasília DF Telefax: (61) 3225-2288 E-mail: fneng@fne.org.br

Leia mais

Pré-sal, Desenvolvimento Industrial e Inovação

Pré-sal, Desenvolvimento Industrial e Inovação Pré-sal, Desenvolvimento Industrial e Inovação André Tosi Furtado Departamento de Política Científica e Tecnológica Instituto de Geociências UNICAMP VIII Congresso Brasileiro de Planejamento Energético

Leia mais

Pesquisa e Desenvolvimento que geram avanços

Pesquisa e Desenvolvimento que geram avanços P&D O compromisso das empresas com o desenvolvimento sustentável por meio da energia limpa e renovável será demonstrado nesta seção do relatório. Nela são disponibilizados dados sobre a Pesquisa, Desenvolvimento

Leia mais

MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO A QGEP Participações iniciou o ano de 2011 com uma sólida posição financeira. Concluímos com sucesso a nossa oferta pública inicial de ações em fevereiro, com uma captação líquida

Leia mais

CLIPPING EVENTO DO DIA 25/06 SOBRE VAZAMENTO DE ÓLEO

CLIPPING EVENTO DO DIA 25/06 SOBRE VAZAMENTO DE ÓLEO CLIPPING EVENTO DO DIA 25/06 SOBRE VAZAMENTO DE ÓLEO 23 de junho de 2012 CÂMARA DE COMÉRCIO AMERICANA VAI DEBATER ASPECTOS TÉCNICOS E LEGAIS DE ACIDENTES COM VAZAMENTO DE ÓLEO A Câmara de Comércio Americana

Leia mais

ANEXO XII ATIVIDADES NÃO REALIZADAS POR RESTRIÇÃO DE PESSOAL E DE ORÇAMENTO

ANEXO XII ATIVIDADES NÃO REALIZADAS POR RESTRIÇÃO DE PESSOAL E DE ORÇAMENTO ANEXO XII ATIVIDADES NÃO REALIZADAS POR RESTRIÇÃO DE PESSOAL E DE ORÇAMENTO ANEXO XII ATIVIDADES NÃO REALIZADAS POR RESTRIÇÃO DE PESSOAL E DE ORÇAMENTO QUADRO 1 Atividades a não serem realizadas por restrição

Leia mais

Petrobras aprova Plano de Negócios 2010-2014

Petrobras aprova Plano de Negócios 2010-2014 1 Petrobras aprova Plano de Negócios 2010-2014 O Conselho de Administração aprovou o Plano de Negócios 2010-2014, com investimentos totais de US$ 224 bilhões, representando a média de US$ 44,8 bilhões

Leia mais

Conteúdo Local na Construção Naval e Offshore Brasileira: O papel da ANP

Conteúdo Local na Construção Naval e Offshore Brasileira: O papel da ANP Conteúdo Local na Construção Naval e Offshore Brasileira: O papel da ANP Coordenadoria de Conteúdo Local Marintec South America / 12ª Navalshore, 12/08/15 A Política de Conteúdo Local Definição: Política

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJUBÁ Av. Jerson Dias, 500 - Estiva CEP 37500-000 - Itajubá Minas Gerais

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJUBÁ Av. Jerson Dias, 500 - Estiva CEP 37500-000 - Itajubá Minas Gerais Lei nº 2677 BENEDITO PEREIRA DOS SANTOS, Prefeito do Município de Itajubá, Estado de Minas Gerais, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele

Leia mais

Plano Estratégico Petrobras 2030 e Plano de Negócios e Gestão 2014 2018

Plano Estratégico Petrobras 2030 e Plano de Negócios e Gestão 2014 2018 Plano Estratégico Petrobras 2030 e Plano de Negócios e Gestão 2014 2018 A Petrobras comunica que seu Conselho de Administração aprovou o Plano Estratégico Petrobras 2030 (PE 2030) e o Plano de Negócios

Leia mais

Oportunidades e desafios de qualificação profissional. III Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio de Janeiro FIRJAN - 06/06/2014

Oportunidades e desafios de qualificação profissional. III Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio de Janeiro FIRJAN - 06/06/2014 Oportunidades e desafios de qualificação profissional III Balanço do Setor Naval e Offshore do Rio de Janeiro FIRJAN - 06/06/2014 Petrobras Plano de Negócios 2014-2018 Inovação e Desenvolvimento Tecnológico

Leia mais

Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia

Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia A Coppe Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia nasceu disposta a ser um sopro de renovação na

Leia mais

Entrevistado: Almir Barbassa Entrevistador: - Data:11/08/2009 Tempo do Áudio: 23 30

Entrevistado: Almir Barbassa Entrevistador: - Data:11/08/2009 Tempo do Áudio: 23 30 1 Entrevistado: Almir Barbassa Entrevistador: - Data:11/08/2009 Tempo do Áudio: 23 30 Entrevistador- Como o senhor vê a economia mundial e qual o posicionamento do Brasil, após quase um ano da quebra do

Leia mais

Odebrecht Mobilidade: mais investimentos em transporte público

Odebrecht Mobilidade: mais investimentos em transporte público nº 345 novembro 2014 Odebrecht Mobilidade: mais investimentos em transporte público Odebrecht 70 anos: histórico e perspectivas em Óleo e Gás Foz Saneatins passa a se chamar Odebrecht Ambiental Saneatins

Leia mais

A OceanPact é uma empresa brasileira especializada no gerenciamento e resposta a emergências nos ambientes marinho e costeiro.

A OceanPact é uma empresa brasileira especializada no gerenciamento e resposta a emergências nos ambientes marinho e costeiro. comprometimento A OceanPact é uma empresa brasileira especializada no gerenciamento e resposta a emergências nos ambientes marinho e costeiro. Oferecemos todo tipo de serviços e soluções associados à preparação

Leia mais

2 Descrição da Empresa Focal

2 Descrição da Empresa Focal 2 Descrição da Empresa Focal 2.1 Origem e história da DNV A Det Norske Veritas 2 (DNV) é uma fundação global e independente, com o objetivo de salvaguardar a vida, a propriedade e o meio ambiente. Fundada

Leia mais

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO 1 O sucesso do Plano Real na economia brasileira Denis de Paula * RESUMO Esse artigo tem por objetivo evidenciar a busca pelo controle inflacionário no final da década de 1980 e início da década de 1990,

Leia mais

Produtos e Serviços para a Construção Naval e a Indústria Offshore

Produtos e Serviços para a Construção Naval e a Indústria Offshore Produtos e Serviços para a Construção Naval e a Indústria Offshore Condições de Financiamento Luiz Marcelo Martins (luizmarcelo@bndes.gov.br) Março 2011 Crescimento Brasileiro e Investimentos Crescimento

Leia mais

USO DO GÁS NATURAL DE PETRÓLEO NA GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

USO DO GÁS NATURAL DE PETRÓLEO NA GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA PÓS - GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA ADP8088 - SEMINÁRIOS EM ENGENHARIA AGRÍCOLA II USO DO GÁS NATURAL DE

Leia mais

1. Informações Institucionais

1. Informações Institucionais 1. Informações Institucionais Nossa Empresa Líder mundial em eventos de negócios e consumo, a Reed Exhibitions atua na criação de contatos, conteúdo e comunidades com o poder de transformar negócios Números

Leia mais

Brasil não pode emperrar pré-sal, diz presidente do World Petroleum Council Qua, 19 de Setembro de 2012 08:08

Brasil não pode emperrar pré-sal, diz presidente do World Petroleum Council Qua, 19 de Setembro de 2012 08:08 Dirigindo uma das principais entidades de petróleo do mundo, o World Petroleum Council, mas também presidente da brasileira Barra Energia, Renato Bertani acha que o Brasil não pode se dar ao luxo, como

Leia mais

Desenvolvimento de Fornecedores para o Setor Petróleo e Gás

Desenvolvimento de Fornecedores para o Setor Petróleo e Gás Desenvolvimento de Fornecedores para o Setor Petróleo e Gás Santos Offshore Alfredo Renault Santos, 10 de abril de 2014. Sumário I PERSPECTIVAS E INVESTIMENTOS DO SETOR II A CADEIA DE FORNECEDORES III

Leia mais

SEMINÁRIO RECURSOS ENERGÉTICOS DO BRASIL: PETRÓLEO, GÁS, URÂNIO E CARVÃO Rio de Janeiro 30 de setembro de 2004 - Clube de Engenharia

SEMINÁRIO RECURSOS ENERGÉTICOS DO BRASIL: PETRÓLEO, GÁS, URÂNIO E CARVÃO Rio de Janeiro 30 de setembro de 2004 - Clube de Engenharia Urânio: Alguns Aspectos relacionados com as Pesquisas, Produção, Demanda e Mercado de Urânio no Brasil e no Mundo SEMINÁRIO RECURSOS ENERGÉTICOS DO BRASIL: PETRÓLEO, GÁS, URÂNIO E CARVÃO Rio de Janeiro

Leia mais

Conceito e Evolução da utilização da Energia

Conceito e Evolução da utilização da Energia Energia Limpa Agenda O que é energia limpa? Tipos de energia limpa Energia Hídrica Energia Eólica Energia Geotérmica Biomassa Energia Solar Energia do Mar O Brasil neste cenário Protocolo de Kyoto Conceito

Leia mais

A inserção das fontes de energia renováveis no processo de desenvolvimento da matriz energética do país: A participação da Energia Eólica

A inserção das fontes de energia renováveis no processo de desenvolvimento da matriz energética do país: A participação da Energia Eólica A inserção das fontes de energia renováveis no processo de desenvolvimento da matriz energética do país: A participação da Energia Eólica Elbia Melo 1 No ano de 2012, o Brasil figurou no cenário internacional

Leia mais

Certificação de Conteúdo Local Serviços de Petróleo e Gás

Certificação de Conteúdo Local Serviços de Petróleo e Gás Certificação de Conteúdo Local Serviços de Petróleo e Gás O que é? Conteúdo Local é a relação entre o valor dos bens produzidos e serviços prestados no país para executar o contrato e o valor total dos

Leia mais

Fortaleza, junho de 2015

Fortaleza, junho de 2015 Fortaleza, junho de 2015 All About Energy 2015 Política de Energia e Mudança Climática Luiz Pinguelli Rosa Diretor da COPPE UFRJ * Secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas Membro da Academia

Leia mais

A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO & GÁS NO ESTADO DO RJ. CAMPUS 2014 Brésil Internacional

A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO & GÁS NO ESTADO DO RJ. CAMPUS 2014 Brésil Internacional A INDÚSTRIA DE PETRÓLEO & GÁS NO ESTADO DO RJ CAMPUS 2014 Brésil Internacional Agenda PetróleoeGásNaturalnoBrasileRiodeJaneiro Situação da Indústria Naval Sistema FIRJAN: Soluções para Indústria de P&G

Leia mais

Prof. Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas (mfreitas@ivig.coppe.ufrj.br) Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais IVIG/COPPE/UFRJ

Prof. Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas (mfreitas@ivig.coppe.ufrj.br) Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais IVIG/COPPE/UFRJ Formação e Capacitação de Recursos Humanos p/exploração de Recursos Energéticos e Geração de Energia Prof. Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas (mfreitas@ivig.coppe.ufrj.br) Instituto Virtual Internacional

Leia mais

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios Português Resumo Executivo Esta é a segunda edição revista e ampliada da publicação: O Setor Elétrico Brasileiro e

Leia mais

GERADOR EÓLICO 1 INTRODUÇÃO

GERADOR EÓLICO 1 INTRODUÇÃO FUNDAÇÃO ESCOLA TÉCNICA LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA Projeto de Pesquisa da Primeira Série Série: Primeira Curso: Eletrotécnica Turma: 2123 Sala: 234 Início: 17 de junho de 2009 Entrega: 17 de julho

Leia mais

INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA

INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA UM NOVO MOMENTO DA INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA ENSEADA. A QUALIDADE, A PRODUTIVIDADE E A TECNOLOGIA DOS MELHORES ESTALEIROS DO MUNDO AGORA NO BRASIL Resultado da associação entre Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki,

Leia mais

Desenvolvimento Econômico e Inovação

Desenvolvimento Econômico e Inovação Desenvolvimento Econômico e Inovação Case Prático: Altus Sistemas de Informática S.A Rosana Casais 09/2008 Conceitos Inovação tecnológica: transformação de competências tecnológicas em resultados econômicos;

Leia mais

Isaias Quaresma Masetti. Gerente Geral de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica masetti@petrobras.com.br

Isaias Quaresma Masetti. Gerente Geral de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica masetti@petrobras.com.br Inovação Tecnológica Frente aos Desafios da Indústria Naval Brasileira Isaias Quaresma Masetti Gerente Geral de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica masetti@petrobras.com.br ... O maior obstáculo à indústria

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

Energia Sustentável para Todos: grande oportunidade e caminhos a serem seguidos

Energia Sustentável para Todos: grande oportunidade e caminhos a serem seguidos 1 Energia Sustentável para Todos: grande oportunidade e caminhos a serem seguidos António Farinha, Managing Partner São Paulo, 11 de junho de 2012 2 As medidas do Sustainable Energy for All endereçam as

Leia mais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou com o governador Paulo Hartung no 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou com o governador Paulo Hartung no 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Denise Zandonadi dzandonadi@redegazeta.com.br O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou com o governador Paulo Hartung no 27º Encontro Econômico Brasil-Alemanha. O presidente Luiz Inácio Lula da

Leia mais

Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol

Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol Resenha Desenvolvimento / Economia e Comércio Raphael Rezende Esteves 22 de março de 2007 1 Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol

Leia mais

O Marco Regulatório do Pré-Sal e a Cadeia Produtiva da Industria: Desafios e Oportunidades

O Marco Regulatório do Pré-Sal e a Cadeia Produtiva da Industria: Desafios e Oportunidades O Marco Regulatório do Pré-Sal e a Cadeia Produtiva da Industria: Desafios e Oportunidades Construção de uma Política Industrial Setorial Eloi Fernández y Fernández Diretor Geral ONIP Brasilia, 3 de outubro

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA NACIONAL DO ÁLCOOL - PROÁLCOOL

UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA NACIONAL DO ÁLCOOL - PROÁLCOOL UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA NACIONAL DO ÁLCOOL - PROÁLCOOL Cintia de Souza Oliveira 8662479 Karina Siqueira 8658676 Verônica Carvalho

Leia mais

Máquinas e Equipamentos de Qualidade

Máquinas e Equipamentos de Qualidade Máquinas e Equipamentos de Qualidade 83 A indústria brasileira de máquinas e equipamentos caracteriza-se pelo constante investimento no desenvolvimento tecnológico. A capacidade competitiva e o faturamento

Leia mais

Perspectivas sobre o Futuro do Pré-Sal

Perspectivas sobre o Futuro do Pré-Sal PRÉ-SAL PETRÓLEO S. A. - PPSA Perspectivas sobre o Futuro do Pré-Sal Oswaldo A. Pedrosa Jr. AmCham Brasil e Brazil-US Business Council Rio de Janeiro, RJ 28 de agosto de 2015 POTENCIAL PETROLÍFERO DO BRASIL

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

Comentários sobre o. Plano Decenal de Expansão. de Energia (PDE 2008-2017)

Comentários sobre o. Plano Decenal de Expansão. de Energia (PDE 2008-2017) Comentários sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2008-2017) PAULO CÉSAR RIBEIRO LIMA JANEIRO/2009 Paulo César Ribeiro Lima 2 Comentários sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2008-2017)

Leia mais

ÍNDICE. Sumário. Apoios. Media Partners. Dados Gerais. Conferência. Expositores. Visitantes. Campanha de Marketing. Mídia Espontânea.

ÍNDICE. Sumário. Apoios. Media Partners. Dados Gerais. Conferência. Expositores. Visitantes. Campanha de Marketing. Mídia Espontânea. ÍNDICE Sumário Apoios Media Partners Dados Gerais Conferência Expositores Visitantes Campanha de Marketing Mídia Espontânea Imagens 2 Sumário O Evento A 7ª Edição da BRASIL OFFSHORE - Feira e Conferência

Leia mais

PLATEC Plataformas Tecnológicas

PLATEC Plataformas Tecnológicas Programa de Desenvolvimento de Fornecedores para o Setor de Óleo e Gás - MULTIFOR PLATEC Plataformas Tecnológicas Barcos de Apoio Offshore Porto Alegre - RS em 26/03/2013 ONIP - MULTIFOR PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Roadmap Tecnológico para Produção, Uso Limpo e Eficiente do Carvão Mineral Nacional

Roadmap Tecnológico para Produção, Uso Limpo e Eficiente do Carvão Mineral Nacional Roadmap Tecnológico para Produção, Uso Limpo e Eficiente do Carvão Mineral Nacional Elyas Medeiros Assessor do CGEE Líder do Estudo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos Ciência, Tecnologia e Inovação

Leia mais

8. Excelência no Ensino Superior

8. Excelência no Ensino Superior 8. Excelência no Ensino Superior PROGRAMA: 08 Órgão Responsável: Contextualização: Excelência no Ensino Superior Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI O Programa busca,

Leia mais

Geopolítica do Petróleo:

Geopolítica do Petróleo: Seminário Energia e Geopolítica: Os impactos da segurança energética nas relações internacionais Geopolítica do Petróleo: uma Década de Transformações Helder Queiroz Pinto Junior Diretor ANP CEBRI Rio

Leia mais

EXPLORAÇÃO & PRODUÇÃO EXPLORAÇÃO & PRODUÇÃO

EXPLORAÇÃO & PRODUÇÃO EXPLORAÇÃO & PRODUÇÃO Objetivo Maximizar a participação da indústria nacional de bens e serviços, em bases competitivas e sustentáveis, na implantação de projetos de óleo e gás no Brasil e no exterior. 1 Desafios Históricos:

Leia mais

Apoio para fornecedores do setor de Petróleo & Gás em São Paulo

Apoio para fornecedores do setor de Petróleo & Gás em São Paulo Apoio para fornecedores do setor de Petróleo & Gás em São Paulo Ubirajara Sampaio de Campos Subsecretário de Petróleo e Gás Secretaria de Energia do Estado de São Paulo Santos Offshore 09 Abril 2014 Indústria

Leia mais

Rodrigo Matos Huet de Bacellar Superintendente Área de Insumos Básicos Junho / 2014

Rodrigo Matos Huet de Bacellar Superintendente Área de Insumos Básicos Junho / 2014 Os Desafios do Pré-Sal: Riscos e Oportunidades para o País As Políticas Industrial e de Inovação no setor de Petróleo e Gás Rodrigo Matos Huet de Bacellar Superintendente Área de Insumos Básicos Junho

Leia mais

Iniciativas de Produção Mais Limpa na Indústria de Petróleo e Gás. Daniela Machado Zampollo Lucia de Toledo Camara Neder

Iniciativas de Produção Mais Limpa na Indústria de Petróleo e Gás. Daniela Machado Zampollo Lucia de Toledo Camara Neder Iniciativas de Produção Mais Limpa na Indústria de Petróleo e Gás Daniela Machado Zampollo Lucia de Toledo Camara Neder Sumário A Empresa - Petrobras A Exploração e Produção de Óleo e Gás Gestão Ambiental

Leia mais

O Mercado de Energias Renováveis e o Aumento da Geração de Energia Eólica no Brasil. Mario Lima Maio 2015

O Mercado de Energias Renováveis e o Aumento da Geração de Energia Eólica no Brasil. Mario Lima Maio 2015 O Mercado de Energias Renováveis e o Aumento da Geração de Energia Eólica no Brasil Mario Lima Maio 2015 1 A Matriz Energética no Brasil A base da matriz energética brasileira foi formada por recursos

Leia mais

Energia Competitiva para o Nordeste: Energia Limpa e Renovável

Energia Competitiva para o Nordeste: Energia Limpa e Renovável MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Energia Competitiva para o Nordeste: Energia Limpa e Renovável Gilberto Hollauer Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético Abril de 2015 1 Sumário Política Energética

Leia mais

CFO Panorama Global dos Negócios Cenário Favorável no Brasil em 2013.

CFO Panorama Global dos Negócios Cenário Favorável no Brasil em 2013. CFO Panorama Global dos Negócios Cenário Favorável no Brasil em 2013. ------------------------------------------- DUKE UNIVERSITY NEWS e FGV Notícias Duke University Office of News & Communications http://www.dukenews.duke.edu

Leia mais

Células de combustível

Células de combustível Células de combustível A procura de energia no Mundo está a aumentar a um ritmo alarmante. A organização WETO (World Energy Technology and Climate Policy Outlook) prevê um crescimento anual de 1,8 % do

Leia mais

Objetivo. Introdução COMO O BRASIL PODE SE TORNAR INDEPENDENTE DO GÁS BOLIVIANO

Objetivo. Introdução COMO O BRASIL PODE SE TORNAR INDEPENDENTE DO GÁS BOLIVIANO Objetivo COMO O BRASIL PODE SE TORNAR INDEPENDENTE DO GÁS BOLIVIANO O objetivo do trabalho é o de propor soluções técnicas e de logística, viáveis para a continuidade do fornecimento de gás natural à população,

Leia mais

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE AUMENTAR O INVESTIMENTO PRIVADO EM P&D ------------------------------------------------------- 3 1. O QUE É A PDP? ----------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

ENGENHARIA CONSULTIVA FOMENTAR O PARQUE CONSULTIVO NACIONAL

ENGENHARIA CONSULTIVA FOMENTAR O PARQUE CONSULTIVO NACIONAL ENGENHARIA CONSULTIVA FOMENTAR O PARQUE CONSULTIVO NACIONAL A Engenharia Consultiva Nacional e a Construção da Infraestrutura Um breve diagnóstico O setor de infraestrutura apresenta aspectos distintos

Leia mais

Desenvolvimento de Competências Alinhadas com as Estratégias Empresariais: O caso Petrobras

Desenvolvimento de Competências Alinhadas com as Estratégias Empresariais: O caso Petrobras Desenvolvimento de Competências Alinhadas com as Estratégias Empresariais: O caso Petrobras Sumário A Petrobras Os Desafios O Alinhamento Estratégico - Gestão por Competências - A Concepção da Universidade

Leia mais

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital

{ 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 2 } Parque Tecnológico Capital Digital { 3 } 1. INTRODUÇÃO: PARQUE TECNOLÓGICO CAPITAL DIGITAL - PTCD Principal polo de desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Distrito Federal, o PTCD

Leia mais

Workshop sobre Produtividade de Capital no Brasil: Diagnóstico e Proposições

Workshop sobre Produtividade de Capital no Brasil: Diagnóstico e Proposições 13/12/2010 Workshop sobre Produtividade de Capital no Brasil: Diagnóstico e Proposições Presentes no evento: Diretor Presidente: Solon Guimarães Filho Diretor Vice Presidente: Laerte Galhardo Superintendes

Leia mais

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 62 O PETRÓLEO EM DESTAQUE

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 62 O PETRÓLEO EM DESTAQUE GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 62 O PETRÓLEO EM DESTAQUE Como pode cair no enem? (ENEM) No mundo contemporâneo, as reservas energéticas tornam-se estratégicas para muitos países no cenário internacional. Os

Leia mais

Entenda o que é a camada pré-sal

Entenda o que é a camada pré-sal Adaptado por RH para o Site do GDPAPE Grupo em Defesa dos Participantes da Petros Tupi Bem-Te-Vi Carioca Júpiter - Iara 02/09/2008-11h48 da Folha Online Entenda o que é a camada pré-sal A chamada camada

Leia mais

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Alessandro Golombiewski Teixeira Secretário-Executivo do MDIC Rio de Janeiro, Agosto de 2011 Introdução 1 Contexto

Leia mais

Prova de Informática Petróleo e Gás PROVA DE INFORMÁTICA BÁSICA PETRÓLEO & GÁS

Prova de Informática Petróleo e Gás PROVA DE INFORMÁTICA BÁSICA PETRÓLEO & GÁS PROVA DE INFORMÁTICA BÁSICA PETRÓLEO & GÁS 1 Sumário 1.0 - Curso de Petróleo e Gás...3 1.1 O Profissional...3 1.2 Mercado De Trabalho...3 1.3 O Curso...4 2.0 Informações sobre Petróleo e Gás...5 2.1 Dados

Leia mais

Conceitos e definições do setor de gás natural

Conceitos e definições do setor de gás natural Conceitos e definições do setor de gás natural O que é o gás natural O gás natural é um combustível fóssil que se encontra na natureza, associado ou não ao petróleo, formado por hidrocarbonetos com predominância

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

Parte A - Questões Múltipla Escolha

Parte A - Questões Múltipla Escolha Matriz Energética Professor: Marcio Luiz Magri Kimpara Parte A - Questões Múltipla Escolha LISTA DE EXERCÍCIOS 1 1) Uso de fontes renováveis de energia no mundo. Fonte: Rio de Janeiro: IBGE, 21 O uso de

Leia mais

Seja um Profissional em Energia Solar

Seja um Profissional em Energia Solar Seja um Profissional em Energia Solar Nós, da Blue Sol, acreditamos no empoderamento de todos os consumidores de energia elétrica no Brasil através da possibilidade de geração própria da energia consumida.

Leia mais

A rede de franquias nº 1 em produtividade do mundo

A rede de franquias nº 1 em produtividade do mundo FRANQUIA A rede de franquias nº 1 em produtividade do mundo A rede de franquia com maior volume de vendas nos EUA. (Real Trends 500 2011) Primeiro sistema de franquias imobiliárias da América do Norte

Leia mais

ETENE. Energias Renováveis

ETENE. Energias Renováveis Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste ETENE Fonte: http://www.noticiasagronegocios.com.br/portal/outros/1390-america-latina-reforca-lideranca-mundial-em-energias-renovaveis- 1. Conceito

Leia mais

Polo Produtivo 2 de Julho

Polo Produtivo 2 de Julho Polo Produtivo 2 de Julho Cadeia de Óleo & Gás offshore, onshore e Indústria Naval Recôncavo - Bahia Apoio: OBJETIVO Implantação de um complexo Industrial para atender a crescente demanda da Indústria

Leia mais

Exportação de Serviços

Exportação de Serviços Exportação de Serviços 1. Ementa O objetivo deste trabalho é dar uma maior visibilidade do setor a partir da apresentação de algumas informações sobre o comércio exterior de serviços brasileiro. 2. Introdução

Leia mais

MEDICAMENTOS GENÉRICOS

MEDICAMENTOS GENÉRICOS MEDICAMENTO GENÉRICO Uma importante conquista para a saúde pública no Brasil 15 anos 15 anos , 15 ANOS DE BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA. Ao completar 15 anos de existência no país, os medicamentos

Leia mais

Título da Apresentação

Título da Apresentação Título da Apresentação FINEP Financiadora de Estudos e Projetos Agência Brasileira de Inovação Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil 1º Workshop Platec E&P Onshore Sondeas de Perfuração Onshore Equipamentos

Leia mais

PROGRAMAS PARA CONSOLIDAR E EXPANDIR A LIDERANÇA PETRÓLEO, GÁS NATURAL E PETROQUÍMICA

PROGRAMAS PARA CONSOLIDAR E EXPANDIR A LIDERANÇA PETRÓLEO, GÁS NATURAL E PETROQUÍMICA Programas para consolidar e expandir a liderança PROGRAMAS PARA CONSOLIDAR E EXPANDIR A LIDERANÇA PETRÓLEO, GÁS NATURAL E PETROQUÍMICA 1 Petróleo, Gás Natural e Petroquímica Estratégias: liderança mundial

Leia mais

ENERGIA RENOVÁVEIS & EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

ENERGIA RENOVÁVEIS & EFICIÊNCIA ENERGÉTICA ENERGIA RENOVÁVEIS & EFICIÊNCIA ENERGÉTICA SUPERINTENDÊNCIA DE PROJETOS DE GERAÇÃO (SPG) CHESF 1 TEMAS ABORDADOS PERFIL DA CHESF MATRIZ ENERGÉTICA FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEIS & NUCLEAR ASPECTOS ECONÔMICOS

Leia mais

PLATAFORMAS MARÍTIMAS Desenvolvimento das estruturas offshore Plataformas Fixas Parte 1

PLATAFORMAS MARÍTIMAS Desenvolvimento das estruturas offshore Plataformas Fixas Parte 1 PLATAFORMAS MARÍTIMAS Desenvolvimento das estruturas offshore Plataformas Fixas Parte 1 INTRODUÇÃO Com o declínio das reservas onshore e offshore em águas rasas, a exploração e produção em águas profundas

Leia mais

Tutorial: Lei da Informática (Leis 8.248, 10.176 e 11.077)

Tutorial: Lei da Informática (Leis 8.248, 10.176 e 11.077) Tutorial: Lei da Informática (Leis 8.248, 10.176 e 11.077) Sobre a autora Eng. Adelice Leite de Godoy Obteve sua graduação em Engenharia Química pela Unicamp em 1992, completando sua formação com o Curso

Leia mais

Cadeia logística segura aplicada a portos e petróleo (mobilidade e rastreabilidade) Prof. Dr. Paulo Roberto Schroeder de Souza

Cadeia logística segura aplicada a portos e petróleo (mobilidade e rastreabilidade) Prof. Dr. Paulo Roberto Schroeder de Souza Cadeia logística segura aplicada a portos e petróleo (mobilidade e rastreabilidade) Prof. Dr. Paulo Roberto Schroeder de Souza Petrobras fará verdadeira revolução na Logística da Indústria do Petróleo

Leia mais

Workshop Sistema Indústria Núcleos de Petróleo e Gás nos Estados

Workshop Sistema Indústria Núcleos de Petróleo e Gás nos Estados Workshop Sistema Indústria Núcleos de Petróleo e Gás nos Estados Maurício Reis Santos AIB/DECAPEG Área de Insumos Básicos Departamento da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás DEMANDA POR PETRÓLEO: aumento

Leia mais

Soluções Integradas em Petróleo, Gás e Energia BRASIL

Soluções Integradas em Petróleo, Gás e Energia BRASIL BRASIL O Brasil possui uma economia sólida, construída nos últimos anos, após a crise de confiança que o país sofreu em 2002, a inflação é controlada, as exportações sobem e a economia cresce em ritmo

Leia mais

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Exportações de açúcar da empresa devem aumentar 86% na safra 2009/2010 A Copersucar completa

Leia mais

S.O.S TERRA. Associated Press

S.O.S TERRA. Associated Press S.O.S TERRA O mundo atravessa uma fase crítica com relação ao clima e aos desafios energéticos. Se a Terra falasse, com certeza pediria socorro! Mas os desastres naturais já falam por ela e dizem muito

Leia mais

O potencial do Rio Grande do Sul na indústria de Petróleo, Gás, Naval e Offshore. Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore

O potencial do Rio Grande do Sul na indústria de Petróleo, Gás, Naval e Offshore. Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore O potencial do Rio Grande do Sul na indústria de Petróleo, Gás, Naval e Offshore Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore Porto Alegre, 27 de julho de 2011 Panorama Brasileiro Novo

Leia mais